Você está na página 1de 32

Capitulo I

Planificar a produção de fruteiras

1. INTRODUÇÃO
O Ananaseiro (ananás comusus) é uma planta tropical monocotiledônea, herbácea e perene, da
família Bromeliaceae, quesempre se destacou na fruticultura tropical. Graças às características de
seu fruto apreciado em todo o mundo, o abacaxi é cultivado em mais de 60 países e a sua
rentabilidade apresenta grande demanda e importância econômica. (EMBRAPA,2003)

A propagação vegetativa do abacaxi é realizada através de mudas ou da produção de plântulas a


partir da brotação de gemas contidas nos pedaços de talo ou haste da planta mãe. No entanto, esses
tipos de propágulos podem ocasionar problemas como diferente tempo de florescimento para cada
tipo de propágulo, lentidão no processo de propagação de mudas, baixo número de brotações de
gemas, requerer intensa utilização de mão-de-obra e, nem sempre, gera materiais de qualidade.
(EMBRAPA,2003)

O florescimento do abacaxizeiro pode ser induzido naturalmente por factores endógenos e


climáticos, ou artificialmente, com o uso de produtos químicos, em geral reguladores de crescimento
vegetal. A indução artificial do florescimento é mais vantajosa por haver maior eficiência no
emprego dos factores de produção, inclusive uso racional da terra e concentração da colheita.

1.1. Objectivos

1.1.1.objectivo geral

 Produzir a culturas de ananaseiro numa área de 20ha.

1.1.2. objectivos específicos

 Preparar os processos de produção da cultura de ananaseiro;

 Implementar os processos de produção do ananaseiro;

 Monitorar, avaliar e recomendar os processos de produção do ananaseiro;

 Elaborar um plano orçamental para a produção do ananaseiro.

2
2. Revisão bibliográfica (ANANAS COMUSUS)

2.1. Origem e Distribuição

O Ananaseiro é, provavelmente originário da região compreendida entre 15º N e 30º S de


latitude e 40º L e 60º W de longitude, o que inclui as zonas central e sul do Brasil, o nordeste da
Argentina e o Paraguai..(EMBRAPA,2003)

2.2 Producao mundial

O continente asiático é, na atualidade, o principal produtor de abacaxi, respondendo, em


1999, por cerca de 51% (6,9 milhões de toneladas) da produção mundial de 13,4 milhões de
toneladas de frutos. Tailândia e Filipinas destacam-se como principais países produtores desse
continente, participando, respectivamente, com 17% e 11%, do que é produzido no mundo. Em
seguida, vem o continente americano, que responde por 31% da produção mundial, com destaque
para o Brasil, segundo produtor do mundo, com uma contribuição de 13% em relação ao total
produzido. O continente africano, terceiro colocado, produziu em 1999 cerca de 2,2 milhões de
toneladas, o que representou 16% do global. A Nigéria é o seu maior produtor, com 6,5% do abacaxi
produzido no mundo.(EMBRAPA,2003)

2.2.1 Maior produtor nacional

O maior produtor nacional localiza-se na provincia da Zambezia no distrito de Nicoadala

2.3.Classificação Taxionómica

Classe:Monocotyledonea

Subclasse:Liliidade

Ordem:Bromeliales

Família: Bromeliaceae

Género: Ananás

Espécie: A. comosus

Nome científico:Ananás comosus Figure 1

3
2.3.1. Variedades do Ananás

As variedades mais conhecidas são classificadas sem cinco grupos distintos:

 Cayenne;

 2. Spanish;

 3. Queen;

 4. Pernambuco;

 5. Perolera

2.4. Morfologia

 Raiz

O sistema radicular é fasciculado, superficial e fibroso, profundidade em geral de 0 a 30cm, e raras


vezes a mais que 60cm da superfície do solo.

 Caule

O caule é curto ao redor do qual crescem as folhas, em forma de calhas, estreitas e rígidas, e no qual
se inserem as raízes axilares. Os rebentos, ou mudas desenvolvem-se a partir de gemas axilares,
localizadas no caule e no pedúnculo. ( CUNHA, 2005)

 Folhas

As folhas sao basais, em forma de roseta (simetria da rosa), séssaeis (sem haste ou suporte), em
numero de 35 a 80, invaginante (com base na forma de espada de bainha que envolve parte do
caule) ,com filotaxia forma em que se despoem ao longo do caule em numero de 5,8 ou
13,dextrogira (com o lado direito acima das proxima folha.

A lamina e simples, ensiformes (com forma de espada), com 40 a 120cm de comprimento

4
Figure 2

 Coroa

Composta de folhas que se desenvolvem na região terminal do fruto.

 Inflorescência

No caule insere-se o pedúnculo que sustenta inflorescência e o fruto daí resultante.

 Fruto

É um fruto composto ou múltiplo chamado sincarpo ou sorose, formado por coalescência dos frutos
individuais, do tipo baga, numa espiral sobre o eixo central, que é a continuidade do pedúnculo
(CUNHA,2005)

2.5.Ciclo natural da cultura

O ciclo da cultura do ananaseiro varia de 13-18 meses dependendo da variedade, e se encontra


subdividido em 3 fases distintas:

 Primeira fase vegetativa do crescimento vegetativo (emissão e crescimento das folhas), vai do
plantio até ao inicio da floração natural, tem duração variável mas corresponde ao período de 8 a
12 meses.

 Segunda, a fase reprodutiva, tem duração bastante instável para cada região, sendo 5 a 6
meses, o ciclo mais produtivo completo da cultura dura 13 a 18 meses, nas regiões quentes.

 Terceira, fase do ciclo e de propagação onde são formadas as mudas, que se sobrepõe
parcialmente ȧ segunda fase. A fase propagativa tem duração variável de 4 a 10 meses para
mudas do tipo de filhote, cuja formação se inicia no período de prefloração de 2 a 6 meses para
as mudas do tipo rebentão, essas mudas dão origem ao segundo ciclo produtivo da planta
chamado de soca que também passa por três fases. (CUNHA, 2005)
2.6.Condições edafo-climaticas

Clima

Geralmente, o ananaseiro é uma planta de clima tropical, apresentando óptimo crescimento e melhor
qualidade do fruto na faixa da temperatura de 22°C a 24°C. Temperaturas acima de 32°C reduzem o
crescimento da planta e, quando coincidem com elevada insolação podem causar queima nos frutos
na fase de maturação final.(CUNHA, 1999)

Luz

A planta é exigente a luz, desenvolve-se melhor em locais com alta incidência de radiação solar, por
isso não tolera sombreamento, o que deve ter em conta na escolha dos locais para o seu cultivo e no
plantio consorciado com outras culturas. Frutos de boa qualidade e bons rendimentos são obtidos
quando a cultura recebe água suficiente. (CUNHA,1999)

Temperatura e precipitação

O abacaxizeiro é uma planta de clima tropical, apresentando ótimo crescimento e melhor qualidade
do fruto na faixa de temperatura de 22ºC a 32 °C e com amplitude térmica.O abacaxizeiro é uma
fruta de clima tropical. Não tolera geada e é relativamente resistente à seca. Precisa de dias
ensolarados para se desenvolver, mas o excesso de sol pode causar queimaduras nos frutos.

Solos

Esta cultura é muito sensível a encharcamento do solo, que podem prejudicar seu crescimento e sua
produção. Portanto, boas condições de drenagem são requisitos básicos para o seu cultivo. Alem de
comprometerem directamente o desenvolvimento do ananaseiro, as condições de má drenagem
também favorece o apodrecimento das raízes e a morte da planta.

Os solos de textura média, sem impedimento a uma livre drenagem de excesso de água são os mais
indicados para essa cultura. Os solos de textura arenosa que não apresentam problemas, de
encharcamento são, também recomendados para a cultura, requerendo quase a incorporação de
resíduos vegetais e adubos orgânicos que melhoram as suas capacidades de retenção de água e de
fornecimento de nutrientes (CUNHA, 1999).

2.7. Doenças

 Fusariose
Causada pelo fungo Fusarium subglutinans, a fusariose é a principal doençado abacaxizeiro no
Brasil, onde foi primeiramenteconstatada em ananaseiros da cultivarSmooth Cayenne, no estado de
SãoPaulo, em 1964.

Essa doença causa sérios prejuízos em todo o seu ciclo de produção, da inflorescência até a
produção dos frutos, afetando o seu valor comercial e resultando em perdas bastantes elevadas na
produção F.subglutinans pode infectar 40% das mudas, 20% das quais morrem antes de atingir a
fase de floração. Nos frutos, a sua incidência varia com a época de produção, podendo ser superior a
80%, caso o desenvolvimento do fruto ocorra em períodos favoráveis à doença (ocorrência de
umidade relativa e Precipitações elevadas, e temperaturas entre 150 C e 250 C).(GUIMARAES A.
R, 2011)

Controle

Doença altamente destrutiva, a fusariose tem seu controle fundamentado na integração de várias
medidas, tais como:

1. Utilizar mudas, comprovadamente, sadias para a instalação de novos plantios;

2. Eliminar os restos culturais de plantios anteriores, principalmente naqueles onde a incidência da


fusariose foi elevada;

3. Inspecionar, periodicamente, o plantio e erradicar todas as plantas com sintomas da doença;

4. Realizar a indução floral em períodos que possibilitem o desenvolvimento da inflorescência sob


condições ambientais desfavoráveis à ocorrência da doença (baixa precipitação pluvial e altas
temperaturas);

5. Pulverizar as inflorescências desde o seu aparecimento no olho da planta até o fechamento das
últimas flores. O produto recomendado é o Benomyl.

 PODRIDÃO-DO-OLHO

Causada por Phytophthora nicotiana var. parasitica, a podridão-do-olho é uma das mais sérias
doenças do abacaxizeiro em todo o mundo, presente principalmente em plantios instalados em solos
sujeitos a encharcamento ou que apresentam drenagem deficiente. Essa doença também assume
importância econômica em regiões onde ocorrem altas precipitações pluviométricas ou onde o
suprimento de água de irrigação é feito de maneira inadequada e em excesso.

 Controlo
O controle eficiente da doença pode ser alcançado mediante a integração de várias práticas como:

1. Escolha da área onde será instalado o plantio, devendo-se dar preferência para aquela que
apresentar boa capacidade de drenagem;

2. O plantio deve ser feito em camalhões, usando-se mudas dos tipos filhote e/ou rebentão. Por
promover uma drenagem mais rápida, o uso de camalhões para instalação de plantio de abacaxi,
especialmente em regiões com período seco definido, é uma prática que deve estar acoplada à
disponibilidade de irrigação. Mudas tipo coroa, por serem mais suscetíveis ao patógeno, não devem
ser usadas como material propagativo em regiões onde a podridão-do-olho apresenta ocorrência
elevada;

3. Durante a capina, deve-se evitar a colocação de plantas daninhas sobre as plantas de abacaxi, uma
vez que o solo contaminado, presente no seu sistema radicular, pode cair na base das folhas do
abacaxizeiro e, em presença de água, provocar o desenvolvimento da doença;

4. Em áreas onde as condições são favoráveis à incidência da doença, o controle da podridão-do-


olho deve começar duas semanas antes da colheita das mudas, mediante pulverização com o
fungicida Fosetil AL;

5. Três a quatro semanas após o plantio, deve-se aplicar um fungicida sistêmico de translocação
ascendente, dirigido para o solo em torno da planta, e também sobre a planta;

6. Uma semana após a indução floral, deve-se aplicar o Fosetil AL, dirigido para a roseta foliar, para
proteger a inflorescência em desenvolvimento. Sendo necessário, pode-se repetir essa pulverização,
no intervalode até duas semanas.( GUIMARAES A.R2011)

PODRIDÃO-NEGRA

 Fruto

Também conhecida por podridãomole, a podridão-negra do fruto do abacaxizeiro, causada por


Ceratocystisparadoxa / Chalara (Thielaviopsis) paradoxa, é uma doença de pós-colheita que pode
ser responsável por perdas elevadas, tanto em frutos destinados ao consumo in natura, quanto
naqueles destinados à indústria, sendo que neste último caso, as perdas aumentam em relação
diretamente proporcional ao período de tempo decorrido entre a colheita e o processamento.

 Controle
O controle da podridão-negra do fruto, também, depende da integração de uma série de medidas,
tais como:

1. Colher o fruto com uma parte do pedúnculo de, aproximadamente dois (2) cm de comprimento;

2. Manusear adequadamente os frutos na pós-colheita para evitar ferimentos na sua superfície;

3. Tratar de imediato os ferimentos do pedúnculo com fungicidas sistêmicos como os


(benzimidazóis);

4. Eliminar os restos culturais nas proximidades das áreas onde os frutos são processados na pós-
colheita;

5. Reduzir ao mínimo o período entre a colheita e o processamento dos frutos;(GUIMARAES


A,2011)

 QUEIMA-SOLAR

Esta é uma anomalia do fruto do abacaxizeiro resultante da exposição de uma de suas partes à ação
excessiva dos raios solares. Embora os efeitos da queima-solar sejam mais evidentes em frutos que
tombam para um lado, em períodos quentes e ensolarados, podem-se observar sintomas dessa
anomalia na parte dos frutos virada para o ocidente, pois a queima é devida à ação do sol poente.

Controle

Como a queima-solar pode causar perdas elevadas na produção de frutos em épocas quentes e muito
ensolaradas, essa anomalia deve ser controlada mediante a implementação de medidas de proteção
mecânica dos frutos, a partir da semana seguinte ao fechamento das últimas flores. Materiais como
palha de plantas invasoras, papel, papelão, ou pedaços de polietileno podem ser colocados sobre os
frutos a fim de protegê-los contra a ação dos raios solares. As folhas do próprio abacaxizeiro
também podem ser usadas como agente de proteção, amarradas acima dos frutos.(GUIMARAES
A.R,2011)

2.8. Pragas

 BROCA-DO-TALO

Castnia icarus

(Lepidoptera: Castniidae)
Os sintomas de seu ataque são as folhas seccionadas na região basal, o “olho morto” (Figura 31), a
presença de resina misturada com dejetos na base das folhas e a emissão de rebentão. Apenas uma
lagarta é suficiente para destruir toda a planta.(CRAMER, 1975)

Controle

Como a broca-do-talo pode ocorrer, praticamente, durante todo o ciclo da cultura, o controle
químico torna-se demasiado caro, fazendo com que o controle mecânico seja, ainda, a opção mais
econômica.Durante o monitoramento dessa praga (inspeção da área), o agricultor deve arrancar as
plantas atacadas e com auxílio de um facão cortar o caule até localizar a lagarta e, então, destruí-la.
Sendo adotada por todos os produtores da região, esta prática fará com que o nível populacional da
praga decresça, gradativamente, a cada ciclo da cultura.(CRAMER,1975)

 ÁCARO-ALARANJADO

Dolichotetranychus floridanus

(Acari:Tenuipalpidae)

Conhecido, também, como ácaro-plano-da-base-das-folhas é encontrado em todas as regiões


produtoras de abacaxi do mundo. Esse ácaro pode hospedar-se, ainda, no abacaxi-do-mato, nas
orquídeas, nos bambus e em determinadas gramíneas.(BANKS,1900)

 Controle

Para evitar novas fontes de infestação, recomenda-se a destruição dos restos de cultura. Os produtos
fosforados aplicados para o controle da cochonilha Dysmicoccus brevipes, no tratamento de mudas
ou durante o ciclo vegetativo, também são adequados ao combate do ácaro-alaranjado.
(BANKS,1900)

 COCHONILHA-DO-ABACAXI

Dysmicoccusbrevipes

(Hemiptera:Pseudococcidae)

a formiga alimenta-se da secreção açucarada, produzida pela cochonilha, Esse inseto possui um
grande número de hospedeiros, podendo ser observado também em arroz, batatinha, algodoeiro,
bananeira, milho, sorgo, cana-de-açúcar, Cyperus sp. (dandá ou tiririca), capim

Brachiaria plantaginea etc.(COCKERELL,1893).


Essa cochonilha vive em colônias, na base das folhas e nas raízes do abacaxizeiro A fêmea possui
um corpo ovalado, levemente rosado, coberto por uma massa cerosa branca, de aspecto farinhento,
circundado por vários apêndices cerosos brancos, medindo 2,5 mm de comprimento na fase adulta.
O macho é menor e alado, medindo, na fase adulta, 1,20 mm de comprimento, sendo em geral
encontrado dentro de formações cerosas semelhante a pequenos flocos de algodão. Cada fêmea
adulta pode gerar em toda a sua vida, em média, 295 descendentes, ovipositando, cerca de, 5 ovos
por dia. Formigas doceiras podem viver em processo simbiótico, por protocooperação, com a
cochonilha, ou seja, ao mesmo tempo em que nessa não só protege aquela praga de seus inimigos
naturais, como também transporta as ninfas, propiciando a sua dispersão entre plantas.
(COCKERELL,1893).

2.9 Amanhos culturais

2.9.1. Preparo do solo

O preparo do solo deve ser feito por meio de aração, em torno de 30 centímetros de profundidade,
destorroamento e nivelamento do terreno e catação de raízes, sempre que for necessária. Em
terrenos com riscos de erosão, as praticas de conservação do solo são indispensáveis.

Época de plantio

A melhor época de plantio é durante o período das águas, podendo estender-se durante o ano todo.

 Compasso

O plantio deve ser feito em sulcos, fendas (sulcos abertos com as hastes do subsolador) ou em covas,
de preferência em linha dupla. Recomendam-se os espaçamentos de 1,00 x 0,50 x 0,40 m ( Smooth
Cayenne) e de 1,10 x 0,40 x 0,40 m (Pérola), com densidade de 33.333 plantas por hectare.
Espaçamentos mais adensados (1,0 x 0,40 x 0,30 m ) com 47.619 por hectare) poderia ser também
utilizados, principalmente se a lavoura for irrigada.

2.9.2. Adubações

Na ausência de resultados de análise do solo, recomendam-se: adubação de plantio: 10 a 15 gramas


de superfosfato simples por cova;Adubação de cobertura: fazer 3 a 4 adubações durante o período de
desenvolvimento vegetativo das plantas, com intervalos de 2 a 3 meses uma da outra, iniciando entre
30 a 60 dias após o

plantio.
2.9.3. Controle de plantas daninhas

A lavoura deve ser mantida livre de plantas daninhas. O controle do mato pode ser feito
comncapinas manuais (enxada), cultivos à tração animal, uso de cobertura morta e herbicidas
recomendados para a cultura, à base de diuron (1,6 a 3,2kg/ha), simazina (2,4 a 3,21/ha), ametrina
(2,4 a 3,21/ha) ou outros, aplicados em pré-emergência das plantas daninhas. O uso de herbicidas
reduz a mão-de-obra e é o método mais eficiente. O pulverizador deve ser calibrado para garantir a
dose correta.

Em áreas infestadas por plantas daninhas de difícil controle (tiririca, capim sapé, grama-seda etc)
recomenda-se a aplicação de herbicidas à base de glifosate, na dosagem de cinco a sete litros do
p.c./ha, sobre as plantas daninhas, uma a duas semanas antes da aração ou da gradagem

2.9.4. Irrigação

Na maioria das regiões, as chuvas ocorrem em períodos definidos, com escassez em alguns meses,
fazendo com que a irrigação se torne necessária para a cultura do abacaxizeiro.

A quantidade de água recomendada é de 60 a 120 mm/mês aplicada a depender das condições de


solo e clima. A cultura deve ser irrigada por todo o ciclo. O abacaxizeiro é tão sensível à falta quanto
ao excesso de água. Os métodos de irrigação mais usados são os de aspersão, pivô central e
autopropelido. Micro aspersão e gotejamento podem também ser usados.

2.9.5. Colheita e pos-colheita

O abacaxi é colhido geralmente entre 5 e 7 meses após a inclusão do fruto, variando a época de
colheita de 15 a 24 meses após o plantio.O ponto ideal de colheita depende do mercado para o qual
o fruto é destinado. Colhe-se fruto com casca de coloração verde, parcialmente verde e amarelo e
totalmente amarelo.
3. PLANO DE ACTIVIDADES

Actividade Dias Recursos

Lavoura 90 Mecânico

Gradagem 30 Mecânico

Adubação (1) -60 Mecânico

Transplante (comp.1,20 0 Manual


×0,30 m ¿

Regas (1) 0 Mecânico

Pulverizações fungicidas 25 Mecânico

Pulverizações insecticidas 45 Mecânico

Sachas e Amontoa 30 Mecânico

Adubação (2) 15 Mecânico

Regas (2) 7 Mecânico

Colheita⁄selecção Mecânico

Transporte Mecânico
4. CONTA DA CULTURA

 Espécie e variedade: cayenne

 Área: 5ha

 Mês de plantio: Outubro a Dezembro

 Época de cultivo: quente

 Sistema de produção: irrigado

 Sistema de cultivo: puro

 Rendimento esperado: 55 ton/ha

 Preço de venda: 50 mt/kg

 Tipo de agricultor: médio

Tabela 3 Maquinaria

Designação Unidade Quantidade/h Custo Custo


á unitário operaciona Área de
l de 5 ha
Lavoura Hora/máquin 3 1000.0 3000.00 15.000.0
a 0 0
Lavoura Hora/máquin 3 1000.0 3000.00 15,000.0
a 0 0
Gradagem1 Hora/máquin 1.5 1000.0 1500.00 7,500.00
a 0
Gradagem2 Hora/máquin 1.5 1000.0 1500.00 7.500.00
a 0
Transporte Carrada 1 500.00 500.00 2,500.00
Subtotal 1 - - - - 47.500.0
0
Tabela 4 de Mao-de obra

Designação Unidade Quantidade/h Custo unitário Custo Área de


á operacion 5/ha
al
Plantação 1 Homens/dia 12 200 2400
12.000.00
Adubação de fundo Homens/dia 4 200 800 4.000.00
1
Adubação de Homens/dia 4 200 800 4.000.00
cobertura 1
Sacha 1 Homens/dia 10 200 2000 10.000.00
Rega 1 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Rega 2 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Rega 3 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Rega 4 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Rega 5 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Fungicida 1 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Insecticida 1 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Fungicida 2 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Insecticida 2 Homens/dia 2 200 400 2.000.00
Colheita/processame Homens/dia 8 200 1600 8.000.00
nto
Transporte 1 Homens/dia 1 200 200 1.000.00
Subtotal 2 - - - 57.000.00

Tabela 5 Custo de insumo

Actividade Unidade Quantidade/há Custo Custo Área de


unitário operacional /ha

Socas Unidades 1000 8 8,000 40,000.00


Adubos - - - - -
NPK Kg 50 60 3.000 15.000.00
Super fosfato Kg 25 30 750 3,750.00
simples
Fungicidas - - - - -

Captan Kg 1 1000 1,000 5,000.00


Insecticidas - - - - -
Subtotal 3 - - - 63,750.00

Custos variaveis= subtotal 1+subtotal 2+subtotal =275,000.00

Cv= 47,500.00+57,000.00+63750.00Margem bruta = receita – custos

Cv =168,250.00 275,000.00-168,250.00=106,750.00

Receita = Rendimento /ha ×preҫo

55.000×50=275,000.0×0,1
CAPITULO II

Implentar o processo de produção de fruteiras

5.0. Morfologia

5.1. Descrição da área

O Instituto Agrário de Boane é uma instituição do ensino médio técnico profissional, fundada em
1987,tendo recebidos os primeiros estudantes em 1988 aposasua inauguração com objectivo de
formar tecnico Agro- pecuários.

O Instituto Agrário de Boane (I.A.B), localiza-se na Zona de Umbeluzi no Distrito de Boane acerca
de 30km da Cidade de Maputo. Esta zona situa se a 12 metros acima do nível médio das águas do
mar, a 23° e 3ʹ de latitude Sul e a 32° 23ʹ de longitude Este.

O clima característico desta zona é tropical húmido, com temperatura média anual de 23°C no
período chuvoso e 17-25°C na época seca. A pluviosidade média anual é de 900-1300 mm/ano. Os
solos são caracterizados por possuir alto índice de argila, com grande capacidade de retenção de
água. (IIAM 2007).

As actividades do presente módulo foram realizadas no pomar do Instituto Agrario de Boanae


(IAB),onde realizaram-se diversas actividades.

5.2. Localização geográfica

Distrito de Boane localiza – se no extremo sul da província de Maputo entre a latitude 26º 02º
36ˮsul e longitude 32º 19º 36ˮ este, com os seguintes limites geográfico: distrito de Moamba a
norte, matuituine a sul, Namaacha a sul e oeste a cidade de matola a leste. Possui uma superfície de
820Km e dista cerca de 22Km da capital provincial e 30Km da cidade capital do pais, Maputo. A
administrativamente possuem dois postos administrativos ( P.A ), nomeadamente: P.A de Boane –
sede com 02 localidades: Gueguegue e Eduardo Mondlane e P.A de matola – Rio com 02 localidade:
Matola - Rio e Mulotane. ( balaço anual do Governo de distrito de Boane – 2010(GOOGLE).

5.3Materiais

 Enxada; para a realização da sacha e abertura de covachos

 Regador e balde; para a realização da rega e transporte do substrato

 Bolsas; usou-se para a realização da socas

 Sacos ;usou-se para o transporte das socas

5.4 Atividades realizadas na cultura de ananás

5.4.1 Preparação do terreno


Utilizou-se enxada para fazer limpeza do terreno, para abertura de covachos.
Figure 3

5.4.2. Obtenção e preparação das socas

As socass foram obtidas em plantas sãs, e em diversas plantas, porque cada estudante entregou 10
socas para posterior plantação.

Figure 4
5.4.3. Abertura de covachos

Foi feita adubação de fundo, usando-se 1kg de materia orgânica por covacho.

5.4.3 Adubação

A adubação foi realizada com o uso de esterico de curral, numa proporção de 3 Kg po covacho.

5.4.5. Plantação

A plantação fez-se o mais cedo possível, tendo em vista a obtenção não só de maior índice de
germinação como mais vigorosidade.

Figure 5

5.4.6. Regas

As regas, foram frequentes e com baixa intensidade de forma a manter o solo sempre
húmidoUmavez que a relação água-solo-planta não conhecia Usou-se um regador do tipo chuveiror
Figure 6

5.4.7. Controlo de infestante

Para o controlo das infestações foi feito manualmente nos alfobres com o objectivo de evitar
competições das plantas indesejáveis ou as ervas daninhas, como ilustra a
Figure 7

CAPITULO III

Monitorar, avaliar o processo de produção


6.0. RESULTADOS E DISCUSSOES

Apos registarmos resultados satisfatorios obtidos na implantacao do pomar, que ocorreu no dia 05
de Março notou-se um grande nivel de infestacao que vem prejudicando o crescimento da cultura
ali inplantada. Alem disso tem ocorrido a vandalizacao do pomar reduzindo o numero de plantas e
comprometendo o rendimeto esperado.
7.0. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇOES

Conclusão

No presente trabalho onde são apresentadas de forma bem clara, os aspectos botânicos do ananás
(ananas comusus),onde podemos encomtrar as principais tecnologias de inslatação,condução,
colheita, armazenamento e processamento do ananás.

São também abordados, aspectos sobre os custos de produção da cultura, exigencias eda-
foclimaticas como solos bem drenados e não sujeitos ao encharcamento, de textura areno argilosa.
Esta cultura e bastante rentavel na sua exploração internacional e nacional com um rendimento
aproximado a 55tonelada/ha

Recomendações

A institução

5. Recomenda-se a institução a fazer a planificação mensal das actividades

6. Recomenda-se a fazer a escala diaria das actividades

7. Remoção do anaseiro para outro local

Aos formadores

 Ouvir as ideais dos formandos

 Fazer a planificação diaria da actividades

Aos formandos

 Recomenda-se aos formandos para que trabalharem em equipe

 Recomenda-se aos formandos para seguir sempre a orientação dos formadores


 Recomenda-se aos formandos que continuem cuidando do pomar

8.0. Referência bibliográfica

 AGUILAR, J.A.E.; MATOS, A.P. DE; CALDAS, R.C.; NEIVA, L.P.A. Controle químico de
Thielaviopsisparadoxa em abacaxi. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
FRUTICULTURA, 6., 1991, Recife. Anais...: Recife, Sociedade Brasileira de Fruticultura,
1981. v. 1. p. 100-110.

 ALMEIDA, W.A.B. de; MATOS, A.P. de; SOUZA, A. Da S. Effects of benzylaminopurine


(BAP) on in vitro proliferation of pineapple (Ananascomosus(L.) Merr.). Acta
Horticulturae, n. 425, p. 235-242, 1997.

 CABRAL, J.R.S.; FERREIRA, F.R.; MATOS, A.P. de.; SANCHES, N.F. Banco ativo de
germoplasmade abacaxi da Embrapa Mandioca e Fruticultura. Cruz das Almas, BA:
Embrapa-CNPMF, 1998. 30p. (Embrapa-CNPMF. Documentos, 80).

 CUNHA, G. A. P. da; MATOS, A. P. de; CABRAL, J.R.S.;SOUZA, L. F. da S.; SANCHES,


N.F.; REINHARDT, D.H.Abacaxi para exportação: Aspectos técnicos da
produção.Brasília: EMBRAPA/SPI, 1994. 41 p. (Série PublicaçõesTécnicas FRUPEX, 11).

 EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca eFruticultura. PNP de abacaxi. Cruz


das Almas, BA: EMBRAPA/CNPMF, 1985. p.13 e 38
9.0. Anexo

FICHA DA CULTURA exemplo

Fonte

Nome Vulgar Abacaxi, Ananas 1

Nome científico Ananas comusus 1

Nome em Inglês Phineapple

Nome Ananás

Exigências edafoclimáticas

Clima Tropical 2

Temperatura óptima 21º e 23oc 3

Temperatura mínima 21o c 3

Temperatura Máxima 32o c 3

Precipitação 1200 mm de precipitação anual 3

Humidade relativa óptima Humidade relativa menor que 50%

Luminosidade O ananaseiro desenvol-se melhor em locais com alta


incidência de radiação solar que varia 2.500 a 3000
horas de luz por ano, ou seja,6,8 a 8,2 horas de luz
diária.

Solo Os solos para plantio do ananás de ser de textura


média ou arenosa e bem drenados.

pH óptimo O pH ideal é de 4,5 a 5,5.

Aspectos botânicos Aspectos Gerais:


o ananas adulto das variedades comercias, tem 1 a
1,20m de altura e 1 a 1,5m de diâmetro.

Raiz A radicula e faisciculada, superficial e fibrosa,


profundidade em geral de 0 a 30cm, e raras vezes a
mais de 60cm da superficie.

Caule Caule curto e redondo

Folhas Sao classificadas segundo seu formato e sua posição


na planta. 4

Flores No caule insere-se o pedúnculo que sustenta


inflorêsncia e o fruto dai resultante 4

Frutos E um fruto composto por múltiplo chamadao


sincarpio ou sorose, formado por coalescência dos
frutos individuas, do tipo baga, numa espiral sobre o
eixo central, que é a continuidade do pedúnculo.

Sementes Sementes pequenas e de aparencia negra, estão


imbutidas na polpa perto da casca do ananás

Cultivares As cultivares smooth cayenne, perolera e primavera 1


Altura da planta no momentoda Melhor epoca e o fim do periodo seco e o inicio do
plantação chuvoso

Escolha de solo Solos bem drenados e não sujeito a


encharcamento,de textura asrenosa argilosa.

Preparação do terreno Com enxada ou arado revolve - se o solo até a


profundidade de 20 cm. Passados 10 a 15 dias
quebram se os torrões e retiram se raizes e tocos, bem
como das pedras existentes, de maneira que a area
fique livre e em condições de ser trabalhada.

Preparação do solo As operações de preparo do solo para o plantio


devem ser feitas com bastante antecedência
consistem na roçagem, queima do mato,
encavamento e destroca. Após a limpeza da area
procede-se a arraçaõ, e 20 a 30 dias depois, faz- se a
gradagem.

Adubação de fundo Durante o processo da construçaõ da sementeira,


incorporam-se a terra 5kg a 10 kg de esterico de
curral, 100g de superfosfoto simples e 50kg de
cloreto de potassio (recomenda- se aplicar na couva
alguns dias antes do plantio).

Época de plantação Melhor epoca e o fim do periodo seco e o inicio do


chuvoso

Número de plantas por área 1000

Compasso O compasso varia (1,20x0,30m) e


(0,90x0,40x0,30m)
Dimensões da cova 30×30×30

Profundidade do sulco 30×30×30

Necessidade de Rega Estima-se que seja 1.532mm

Frequência de rega 2 vezes por semana

Controle de infestantes Sacha e Monda

Principais formas de controle Efectuando amanhos culturais

Outras práticas culturais Sacha e matchingue

Pragas Castnia icarus, Dolichotetranchus floridanus,


Dysmicoccus brevipes

Principais pragas Broca do talo, Ácaro alaranjado, Cochonilha do


abacaxi

Doenças Fusarium subglutinans, phytophthora nicotina,


creratocystisparadoxa.

Principais doenças Fusariose, Podridão-do-olho, Podridão negra

Época de colheita Quente ( Novembro a Fevereiro) 1

Rendimento potencial (ton/ha) 55ton/ha

Rendimento em Moçambique
(ton/ha) 55ton/ha

Período de tempo entre a


plantação e a colheita Anual

Período de tempo entre a colheita


e a colheita A colheita pode ocorrer o ano todo

Processamento Sumo ,bebida e bolo de annas

Vida útil Perene


Índice
Capitulo I.....................................................................................................................................................3

Planificar a produção de fruteiras................................................................................................................3

1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................................................4

1.1.1.objectivo geral...............................................................................................................................5

1.1.2. objectivos específicos...................................................................................................................5

2. Revisão bibliográfica (ANANAS COMUSUS).........................................................................................5

2.1. Origem e Distribuição.......................................................................................................................5

2.2 Maior produtor mundial.................................................................................................................6

2.2.1 Maior produtor nacional.................................................................................................................6

2.3.Classificação Taxionómica................................................................................................................6

2.3.1 Variedades do Ananás.................................................................................................................7

2.4. Morfologia............................................................................................................................................7

2.5.Ciclo natural da cultura..........................................................................................................................8

2.6. Condições edafo-climaticas..................................................................................................................8

2.7. Doenças..........................................................................................................................................10

2.8. Pragas.............................................................................................................................................13
2.9. Praticas de produção.......................................................................................................................15

Escolha da variedade.............................................................................................................................15

Preparo do solo......................................................................................................................................15

Época de plantio....................................................................................................................................15

2. 9.1Amanhos culturais........................................................................................................................16

Armazenamento.....................................................................................................................................17

3. Plano de actividades..........................................................................................................................17

4.0. conta e cultura....................................................................................................................................18

Tabela 4 de Mao-de obra...........................................................................................................................19

Tabela 5 Custo de insumo......................................................................................................................20

II CAPITULO...........................................................................................................................................21

5.0. Morfologia..........................................................................................................................................22

5.1. Descrição da área................................................................................................................................22

5.2. Localização geográfica...................................................................................................................23

Tabela 6.................................................................................................................................................23

Actividades realizadas...............................................................................................................................23

6.0. RESULTADOS E DISCUSSOES.......................................................................................................25

7.0. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇOES.........................................................................................26

8.0. Referência bibliográfica......................................................................................................................27

9.0. Anexo.................................................................................................................................................28