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O sarau
Um sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhados abaixo. Em um sarau todo o mundo tem que
fazer. O diplomata ajusta [...] os mais intrincados negócios; todos murmuram e não há quem deixe de ser
murmurado. O velho lembra-se dos minuetes e das cantigas do seu tempo, e o moço goza todos os regalos da sua
época; as moças são no sarau como as estrelas no céu; estão no seu elemento: aqui uma, cantando suave cavatina,
eleva-se vaidosa nas asas dos aplausos, por entre os quais surde, às vezes, um bravíssimo inopinado, que solta de
lá da sala do jogo o parceiro que acaba de ganhar sua partida no écarté, mesmo na ocasião em que a moça se
espicha completamente, desafinando um sustenido; daí a pouco vão outras, pelos braços de seus pares, se
deslizando pela sala e marchando em seu passeio, mais a compasso que qualquer de nossos batalhões da Guarda
Nacional, ao mesmo tempo que conversam sempre sobre objetos inocentes que movem olhaduras e risadinhas
apreciáveis. Outras criticam de uma gorducha vovó, que ensaca nos bolsos meia bandeja de doces que veio para
o chá, e que ela leva aos pequenos que, diz, lhe ficaram em casa. Ali vê-se um ataviado dandy que dirige mil
finezas a uma senhora idosa, tendo os olhos pregados na sinhá, que senta-se ao lado. Finalmente, no sarau não é
essencial ter cabeça nem boca, porque, para alguns é regra, durante ele, pensar pelos pés e falar pelos olhos.
E o mais é que nós estamos num sarau. Inúmeros batéis conduziram da Corte para a ilha de... senhoras e
senhores, recomendáveis por caráter e qualidades; alegre, numerosa e escolhida sociedade enche a grande casa,
que brilha e mostra em toda a parte borbulhar o prazer e o bom gosto.
Entre todas essas elegantes e agradáveis moças, que com aturado empenho se esforçam por ver qual delas
vence em graça, encantos e donaires, certo que sobrepuja a travessa Moreninha, princesa daquela festa.
Hábil menina é ela! Nunca seu amor-próprio produziu com tanto estudo seu toucador e, contudo, dir-se-
ia que o gênio da simplicidade a penteara e vestira. [...]

MACEDO, Joaquim Manuel de. A moreninha. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000008.pdf>. Acesso em: 14 jan. 2013.
Fragmento.

1 - No trecho “... que brilha e mostra em toda a parte borbulhar o prazer...”, o pronome destacado substitui
A) sarau.
B) ilha.
C) escolhida sociedade.
D) grande casa.
E) bom gosto.

2 - No trecho “... dir-se-ia que o gênio da simplicidade a penteara e vestira.”, está em evidência a linguagem
A) científica.
B) coloquial.
C) formal.
D) jornalística.
E) regional.

3 - No trecho “... mesmo na ocasião em que a moça se espicha completamente,...”, o termo em destaque indica
A) afirmação.
B) intensidade.
C) lugar.
D) modo.
E) tempo.

4 - Uma característica do Romantismo marcante nesse texto é a


A) evasão da realidade.
B) exaltação das atividades sociais burguesas.
C) expressão do sentimento nacionalista.
D) luta contra a desigualdade social.
E) miscigenação das raças.

5 - No trecho “O diplomata ajusta [...] os mais intrincados negócios;...”, o termo em destaque possui o mesmo
sentido de
A) fragmentados.
B) incompreensíveis.
C) interessantes.
D) misteriosos.
E) separados.

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OZ: MÁGICO E PODEROSO


TEXTO 1

Este filme faz parte desta nova onda de adaptações de contos de fadas. [...] São filmes que às vezes tentam
apelar para um público mais adolescente ou podem também tentar fazer algo mais geral que agrade diversas
faixas etárias.
Quando saí do cinema, achei que Oz fosse superior a Alice, mas pensando melhor, não sei se vejo tanta
diferença. A história dos dois filmes é similar. [...] Ambos os filmes não se arriscam muito e, no final, são bem
previsíveis. São filmes que não podem ter erros. Pelo menos se pensarmos como os produtores de Hollywood.
Mesmo que seja Sam Raimi o diretor, ele não pode fugir muito de uma narrativa agradável e clara. [...]
Se desconsiderarmos esta triste situação, pelo menos percebemos que Sam Raimi saiu-se melhor do que
Tim Burton. Oz carrega muito mais marcas de Sam Raimi do que Alice de Tim Burton. Constrói-se um tom de
ironia em relação ao protagonista, que no fundo não passa de um gigantesco enganador. O filme tem alguns
diálogos inteligentes e cômicos e algumas vezes surpreende. De modo geral, o roteiro é razoável para bom. [...]
Todo o visual do filme é legal. Fora que podemos visualizar de um novo modo uma série de personagens
clássicos. [...]
Oz é razoável, mas mesmo com os esforços de Sam Raimi não passa de um filme mediano. Não espere
um roteiro pessoal ou autoral ou uma narrativa realmente poderosa.
Como tantos outros filmes de grandes diretores que acabam baixando o nível por grana, este filme só engana. Ele
pode até tentar algumas tímidas ousadias, mas no fundo Raimi está de mãos atadas. O que deixa tudo um pouco
mais desanimador. [...].

Disponível em: <http://migre.me/hNJMq/>. Acesso em: 17 jan. 2013. Fragmento.

TEXTO 2

[...] Não fosse a boa direção, Oz entraria para o hall dos filmes mais facilmente esquecíveis. Ele escapa
desse fatídico fim, mas é por pouco.
Os espectadores [...] não estarão errados ao pensar que se trata de uma fantasia digna do público infantil,
mas isso não significa dizer que a criança sentada diante desse filme não sofrerá emoções diversas. [...] Eu não
ficaria surpresa se visse uma criança chorar assustada após ficar cara a cara com um babuíno monstro ou uma
planta carnívora assustadora.
E esse tête-à-tête certamente nos remete à importância do 3D nessa obra. [...] Ainda que não seja um uso
genial como o que vimos em A Invenção de Hugo Cabret, a técnica 3D vem, aqui, reforçar o medo, o susto, a
vertigem e a interação com aquele mundo fantástico [...]
Parece-me, ainda, que Oz: Mágico e Poderoso tenta rivalizar com A Invenção de Hugo Cabret no que diz
respeito à homenagem que se faz aos primórdios da cinematografia. Enquanto o segundo revive a memória de
Georges Méliès, o primeiro tenta resgatar, na marra, a importância do inventor Thomas Alva Edison. [...] Ora, a
homenagem a Edison é, então, digna. Mas, por outro lado, nem os irmãos Lumière, nem Thomas Edison viam no
cinema a magia e a arte. Foi Méliès, o mágico e pai dos efeitos especiais, que desenvolveu, na pré-história do
cinema, técnicas de ilusão cinematográfica. [...]
Oz: Mágico e Poderoso é um bom filme, com pontos positivos que o colocam longe de produções
fraquíssimas como Branca de Neve e o Caçador e o Alice no País das Maravilhas (2010), embora não consiga se
livrar das amarras do cinema comercial que, seja por falta de tempo, seja por imposição dos estúdios, acaba
recaindo em infindáveis clichês e desfechos vergonhosos.

Disponível em: <http://cinema10.com.br/criticas/oz-magico-e-poderoso>. Acesso em: 21 jan. 2013. Fragmento.

6 - Sobre a qualidade dos filmes comerciais, as opiniões apresentadas por esses textos são
A) científicas.
B) confusas.
C) divergentes.
D) inconsistentes.
E) semelhantes.

7 - De acordo com o Texto 1, os filmes Oz e Alice são parecidos porque


A) apresentam ironia.
B) possuem um visual legal.
C) são previsíveis.
D) têm diálogos inteligentes.
E) têm o mesmo diretor.

8 - O Texto 1 é um exemplo de
A) crônica.
B) reportagem.
C) resenha.
D) resumo.
E) roteiro.

9 - No trecho do Texto 1 “... mas pensando melhor, não sei se vejo tanta diferença.”, o termo em destaque
estabelece uma relação de
A) adição.
B) concessão.
C) conclusão.
D) explicação.
E) oposição.

10 - No trecho do Texto 2 “... o primeiro tenta resgatar, na marra, a importância do inventor...”, o termo em
destaque retoma
A) diretor.
B) Oz: Mágico e Poderoso.
C) A Invenção de Hugo Cabret.
D) Georges Méliès.
E) Thomas Alva Edison.
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DUAS VISÕES SOBRE “O SENHOR DOS ANÉIS, PARTE 2”

TEXTO 1

Continua sendo a saga de Frodo Bolseiro e seus amigos – Sam, Aragorn, Legolas e Gimli. [...]
Estabelece-se no segundo filme, a ligação entre Frodo e o Gollum, que não é outro senão Sméagol,
corrompido pela força destrutiva do anel. Gollum/Sméagol é um prodígio de técnica, um ser virtual criado no
computador a partir de interpretação de um ator, Andy Serkis. Como no primeiro filme, a técnica é grandiosa,
mas não é o que importa. É colocada totalmente a serviço da história. Desde que os hippies começaram a viajar
na saga de Frodo, nos anos 1960, muita gente colocou a etiqueta do ‘esoterismo’ na obra de Tolkien. É um
movimento reducionista, de quem nunca leu, ou leu só superficialmente, a série de livros.
Jackson tomou muita liberdade em relação ao original. O filme é uma experiência e tanto, ética, estética,
humanística. Trata de todos os temas: amizade, amor, ambição, honra, dedicação, coragem, vida e morte.
Incorpora o próprio elemento narrativo, na medida em que Frodo e Sam, no fim, sonham com suas aventuras
imortalizadas na imaginação popular. Até ao afastar-se do Tolkien, Jackson é fiel ao autor. Criou um movimento
que justifica sozinho, o cinemão.

TEXTO 2

O Senhor dos Anéis tem dois tipos de espectadores: os tolkienmaníacos e os outros. Os primeiros,
calejados na leitura do universo delirante de J. R. R. Tolkien, chegam preparados para qualquer eventualidade,
pois estão familiarizados com o mundo mágico do autor. O filme terá para eles valor ilustrativo. Dos segundos,
que não têm intimidade com topônimos e seres como Isengard, ents, hobbits, elfos e orgs, será exigido esforço
maior.
Peter Jackson [...] realizou com folgas um épico de visual suntuoso. Neste segundo episódio, já fenômeno
de bilheteria, a ênfase é nas batalhas. Para quem se impressiona com combates digitais, trata-se de um prato e
tanto.
Já a narrativa, que afinal tem de evoluir entre uma batalha e outra, parece bem mais modesta. Vista de
perto, descobre-se a velha e boa estrutura formal que se convencionou chamar de ‘jornada do herói’, com o
protagonista sendo lançado à aventura, hesitando, correndo riscos, encontrando antagonistas e aliados e depois
salvando o mundo e a si mesmo.
Luta do Bom contra o Mal, à moda do presidente Bush. Ou seja, muito barulho por nada.

O Estado de S. Paulo, 27 dez. 2002. Fragmento.

11 - Sobre o filme O Senhor dos Anéis, esses dois textos apresentam opiniões
A) diferentes.
B) emotivas.
C) iguais.
D) imparciais.
E) incoerentes.

12 - No Texto 1, o trecho que apresenta um dos argumentos que sustenta a opinião do autor sobre a qualidade
do filme O Senhor dos Anéis é:
A) “Estabelece-se no segundo filme, a ligação entre Frodo e o Gollum,...”.
B) “... um ser virtual criado no computador a partir de interpretação de um ator,...”.
C) “Desde que os hippies começaram a viajar na saga de Frodo, nos anos 1960, muita gente colocou a
etiqueta do ‘esoterismo’ na obra de Tolkien.”.
D) “Jackson tomou muita liberdade em relação ao original.”.
E) “Incorpora o próprio elemento narrativo, na medida em que Frodo e Sam, no fim, sonham com suas
aventuras imortalizadas na imaginação...”.

13 - No Texto 1, o trecho que apresenta um fato sobre o filme O Senhor dos Anéis é:
A) “Continua sendo a saga de Frodo Bolseiro e seus amigos...”.
B) “Como no primeiro filme, a técnica é grandiosa, mas não é o que importa.”.
C) “O filme é uma experiência e tanto, ética, estética, humanística.”.
D) “Até ao afastar-se do Tolkien, Jackson é fiel ao autor.”.
E) “Criou um movimento que justifica sozinho, o cinemão.”.

14 - O Texto 2 tem como finalidade


A) contar uma história.
B) dar uma informação.
C) divulgar um filme.
D) fazer uma análise crítica.
E) relatar um acontecimento.

15 - Segundo o Texto 2, para os tolkienmaníacos, o filme O Senhor dos Anéis


A) exigirá um esforço maior.
B) será meramente ilustrativo.
C) será uma eventualidade.
D) trará uma leitura delirante.
E) tratará de combates digitais.

16 - No Texto 2, no trecho “... preparados para qualquer eventualidade, pois estão familiarizados com o mundo
mágico...”, a palavra destacada estabelece uma relação de
A) alternância.
B) condição.
C) explicação.
D) finalidade.
E) oposição.

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Pálida à luz da lâmpada sombria,


Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria


Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada [...]

AZEVEDO, Álvares de. Soneto. In: BARBOSA, Frederico. Clássicos da poesia brasileira: antologia da poesia brasileira anterior ao
Modernismo. São Paulo: O Globo/Click Editora, 1997. p. 95. Fragmento.
17 - Nesse texto, os versos “Pálida à luz da lâmpada sombria," e "Entre as nuvens do amor ela dormia!”
apresentam o recurso estilístico de
A) comparação.
B) exagero.
C) personificação.
D) repetição.
E) rima.

18 - Nesse texto, no trecho “Como a lua por noite embalsamada”, o termo destacado indica
A) um momento.
B) um motivo.
C) uma comparação.
D) uma conclusão.
E) uma condição.

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Ubirajara

Ao lado de O Guarani e Iracema, Ubirajara é um dos romances indianistas de José de Alencar, último
escrito nesse gênero.
Induzido pela vontade de resgatar a nossa nacionalidade, o índio vem a ser a base da formação do povo
brasileiro, segundo o nacionalismo romântico. Nesse sentido, reconstruir a imagem do índio é fundamental para
alicerçar o espírito de brasilidade.
O escritor defende o índio bem como sua cultura original, procurando reforçar os pontos que os
diferenciam do modo de vida dos europeus. Resgata-lhes valores maiores como a lealdade, a fidelidade, a bravura,
o destemor e a valentia. [...] Culpa os “intrusos” pelas consequências do processo de aculturação do índio
brasileiro, pela perda de sua identidade cultural.
A narrativa centra-se em Jaguarê, jovem caçador, que não poupa esforços para ser reconhecido como
guerreiro. Em combate com o grande guerreiro Pojucã, Jaguarê vence e é reconhecido como o grande herói,
passando a ser chamado de Ubirajara, o senhor da terra, aquele que é capaz de cumprir sua missão como chefe
da tribo dos araguaias. Encontra-se na floresta com Araci, estrela do dia, filha do chefe Itaquê. Ubirajara é
recebido pelos Tocantins e, como pretende desposar a jovem Araci, deve enfrentar outros pretendentes.
Alencar relata a luta contra os tapuias, a união dos povos araguaia e tocantim sob a liderança de Ubirajara.
Nasce assim essa nação indígena que habitava as cabeceiras do Rio São Francisco antes de os portugueses aqui
ancorarem.
Disponível em: <http://migre.me/djYNH>. Acesso em: 15 fev. 2012. Fragmento.

19 - Esse texto é um exemplo de


A) conto.
B) crônica jornalística.
C) resenha.
D) resumo.
E) roteiro de filme.

20 - No trecho “... pela perda de sua identidade cultural.”, o pronome destacado refere-se a
A) escritor.
B) índio.
C) europeus.
D) tapuias.
E) jovem.
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O mulato – VII

Junho chegou, com as suas manhãs muito claras e muito brasileiras. É o mês mais bonito do Maranhão. Aparecem
os primeiros ventos gerais, doidamente, que nem um bando solto de demônios travessos e brincalhões, que vão
em troca percorrer a cidade, assoviando a quem passa, atirando ao ar o chapéu dos transeuntes, virando-lhes do
avesso os guarda-sóis abertos. [...]
Manhãs alegres! O céu varre-se nesse dia como para uma festa, fica limpo, todo azul, sem uma nuvem; a natureza
prepara-se, enfeita-se; as árvores penteiam-se, os ventos gerais catam-lhes as folhas secas e sacodem-lhes a
frondosa cabeleira verdejante; asseiam-se as estradas, escova-se a grama dos prados e das campinas,
bate-se a água, que fica mais clara e fresca. E o bando turbulento não para nunca e, sempre remoinhando,
zumbindo, cantando lá vai por diante, dando piparotes em tudo que encontra, acordando as pequeninas plantas,
rasteiras e preguiçosas, não deixando dormir uma só flor, enxotando dos ninhos toda a chilradora república das
asas. E as borboletas, em cardumes multicolores, soltam-se por aqui e por ali, doidejando; e nuvens de abelhas
revoam, peralteando, gazeando o trabalho e as lavadeiras [...] brincam ao sol, sobre os lagos, dançando ao som
de uma orquestra de cigarras.
A gente bem conformada, nessas manhãs, acorda lépida, depois de um sono bom, completo, bebido de uma vez,
como um copo de água fresca. E não resiste ao convite do bando [...] que lhe salta pela janela e lhe invade o
quarto, atirando ao chão os papéis da mesa, arrancando os quadros da parede e desfraldando as cortinas, que
tremulam no ar em flutuações alegres de bandeira; não resiste – veste-se rindo, cantarolando, e vai para a rua,
para o campo, mete uma flor na lapela do fraque, agita a bengala, fala muito, ri, tem vontade de correr e almoça
nesse dia com um apetite selvagem.
A madrugada da véspera de São João era dessas.
AZEVEDO, Aluísio. O mulato. São Paulo: Ática, 1998. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

21 - O elemento da narrativa que predomina nesse texto é


A) a apresentação das personagens.
B) a descrição do espaço.
C) a passagem do tempo.
D) o clímax da narrativa.
E) o conflito que dá origem à história.

22 - O trecho desse texto em que o autor atribui características humanas a seres inanimados é:
A) “Junho chegou, com as suas manhãs...”.
B) “É o mês mais bonito do Maranhão.”.
C) “Aparecem os primeiros ventos gerais, doidamente, que nem um bando solto...”.
D) “E as borboletas, em cardumes multicolores, soltam-se por aqui e por ali,...”.
E) “A gente bem conformada, nessas manhãs, acorda lépida, depois de um sono bom,...”.

23 - O trecho “... os ventos gerais catam-lhes as folhas secas e sacodem-lhes...” (ℓ. 8) apresenta características
da linguagem
A) empregada em artigos de jornais e revistas.
B) encontrada em bulas de remédio.
C) falada exclusivamente em determinada região.
D) usada em épocas passadas.
E) utilizada em encontros de amigos.
24 - Nesse texto, no trecho “... com um apetite selvagem.”, a palavra destacada assume no contexto o sentido de
A) agitado.
B) cruel.
C) intenso.
D) invejável.
E) violento.

25 - Nesse texto, no trecho “... sempre remoinhando, zumbindo, cantando lá vai por diante,...”, o uso
das formas verbais destacadas sugere
A) comparação.
B) continuidade.
C) intensidade.
D) lentidão.
E) tensão.

26 - No trecho “... catam-lhes as folhas secas...” o pronome destacado refere-se


A) às manhãs.
B) às árvores.
C) aos ventos.
D) às estradas.
E) aos prados.

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O Dia 7 de Setembro, em Paris

Longe do belo céu da Pátria minha,


Que a mente me acendia,
Em tempo mais feliz, em qu’eu cantava
Das palmeiras à sombra os pátrios feitos;
Sem mais ouvir o vago som dos bosques,
Nem o bramido fúnebre das ondas,
Que n’alma me excitavam
Altos, sublimes turbilhões de ideias;
Com que cântico novo
O Dia saudarei da Liberdade?

Ausente do saudoso, pátrio ninho,


Em regiões tão mortas,
Para mim sem encantos, e atrativos,
Gela-se o estro ao peregrino vate.
Tu também, que nos trópicos te ostentas
Fulgurante de luz, e rei dos astros,
Tu, oh sol, neste céu teu brilho perdes. [...]

MAGALHÃES, Gonçalves. Disponível em: <http://www.astormentas.com/PT/poema/12267/O%20Dia%207%20de%20Setembro%2c%20


em%20Paris>. Acesso em: 14 fev. 2012. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

27 - Uma característica da poesia romântica marcante nesse texto é a


A) exaltação de sentimentos pessoais.
B) expressão do sentimento nacionalista.
C) fuga da realidade vivida.
D) luta pela igualdade social.
E) valorização da natureza.

28 - Nesse texto, em relação à sua situação atual, o eu lírico mostra-se


A) ansioso.
B) confuso.
C) desanimado.
D) enfurecido.
E) orgulhoso.

29 - Predomina nesse texto a linguagem


A) científica.
B) coloquial.
C) formal.
D) regional.
E) técnica.

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TEXTO 1

Receitas para manter o coração em forma


Entre os que se preocupam com o controle de peso e buscam uma alimentação saudável são poucos os que ainda
associam estes ideais a uma vida de privações e a uma dieta insossa. Os adeptos da alimentação de baixos teores
já sabem que substituições de ingredientes tradicionais por similares light garantem o corte de calorias, açúcar e
gordura com a preservação (em muitos casos total) do sabor. Comprar tudo pronto no supermercado ou em lojas
especializadas é barbada. A coisa complica na hora de ir para a cozinha e acertar
o ponto de uma massa de panqueca, crepe ou bolo sem usar ovo. Ou fazer uma polentinha crocante, bolinhos de
arroz e croquetes sem apelar para a frigideira cheia de óleo.
O livro Cozinha do Coração Saudável apresenta 110 saborosas soluções para esses problemas. Produzido pela
LDA Editora [...], Cozinha do Coração Saudável traz receitas compiladas por Solange Patrício e Marco Rossi,
sob orientação e supervisão dos cardiologistas Tânia Martinez, pesquisadora e professora da Escola Paulista de
Medicina, e José Ernesto dos Santos, presidente do departamento de Aterosclerose da Sociedade
Brasileira de Cardiologia e professor da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os pratos foram testados por
nutricionistas da Cozinha Experimental Van Den Bergh Alimentos.

Disponível em: <http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php>. Acesso em: 18 mar. 2012.

TEXTO 2

A pele
O recurso ao botox ou gastar centenas, por vezes milhares de euros em cremes que fingem desafiar a idade não
são as únicas formas de manter a sua pele com um aspecto fresco, vigoroso e saudável. Uma das estratégias mais
eficazes para fortalecer a saúde da sua pele é nutrir o corpo através de uma alimentação saudável e equilibrada.
As investigações demonstram que consumir certos tipos de alimentos pode ajudar a prevenir rugas, danos
causados pela exposição ao sol e manter a pele hidratada. Na próxima vez que for às compras, faça também uma
lista para a sua pele.
Disponível em: <http://www.alimentacaosaudavel.org/Artigo-pele-saudavel.html>. Acesso em: 18 mar. 2012.
30 - Uma informação comum a esses dois textos é a
A) alimentação indicada para fortalecer a pele.
B) importância de uma alimentação saudável.
C) indicação do livro Cozinha do Coração Saudável.
D) prevenção aos danos causados pelo sol.
E) receita para ter um coração saudável.

31 - No Texto 1, o autor defende a ideia de que


A) comprar tudo pronto em lojas especializadas é possível.
B) cortar açúcar e gorduras pode preservar o sabor dos alimentos.
C) fazer as receitas saudáveis em casa é o mais difícil.
D) substituir os ingredientes comuns pelos light é necessário.
E) ter uma vida de privações está associado ao controle do peso.

32 - Qual é o assunto do Texto 2?


A) A nutrição do corpo.
B) A saúde da pele.
C) Os alimentos fortificantes.
D) Os cremes para a pele.
E) Os preços do botox.