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Ligas Metálicas

Laminador seqüencial
de perfis

Departamento de Engenharia de Materiais


EM 737- Tecnologia de Ligas Metálicas Grupo de Pesquisa em Solidificação
Dr. Ivaldo Leão Ferreira DEMA-FEM-UNICAMP
Introdução

Importâncias das Ligas Metálicas:


1. Conhecimento das ligas permite a seleção correta;
2. Explorar a combinação correta de características para uma
aplicação específica;

Necessidade de introduzir alguns processos de fabricação:

Ligas Metálicas
Introdução aos Processos de Fabricação

Mecânicos Metalúrgicos
(emprego de tensão (emprego de temperatura
metal no estado sólido) metal no estado líquido)

σaplicada > σruptura σaplicada < σruptura Taplicada < Tfusão Taplicada > Tfusão

Metalurgia do pó
Usinagem
Fundição

Lingotamento
Laminação Forjamento
Soldagem
Trefilação Extrusão

Ligas Metálicas
Introdução aos Processos de Fabricação
Apresentação dos diversos processos:
1. Conformação Plástica
- Laminação
- Extrusão
- Trefilação
- Forjamento
- Estampagem

Ligas Metálicas
Introdução aos Processos de Fabricação

2. Fundição
- Fundição em Molde de Areia
- Fundição sob Pressão/Die Casting
- Fundição de Precisão
- Lingotamento Contínuo

3. Sinterização / Metalurgia do Pó

4. Soldagem

Ligas Metálicas
Conformação Plástica dos Metais
Mecânicos
(emprego de tensão
metal no estado sólido)

σaplicada < σruptura

Laminação Forjamento

Trefilação Extrusão

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Classificação dos Processo de Conformação
Quadro dos processos

1 - tipo de esforço predominante:


• compressão • flexão
direta • cisalhamento
• compressão
indireta • tração
2 - temperatura de trabalho:
• frio Tt < Trecr
• quente Tt > Trecr
• morno Tt ~ Trecr Ductilidade
• isotérmico Tt > Trecr e cte
Característica dos Processo em função da Temperatura

• pequenas deformações (relativamente)

• encruamento
• elevada qualidade dimensional e superficial
Trabalho a
frio • normalmente empregado para “acabamento”

• recuperação elástica

• equipamentos e ferramentas mais rígidos

Exemplos: Diversas peças forjadas a frio


Característica dos Processo em função da Temperatura

• grandes deformações

• recozimento

• baixa qualidade dimensional e superficial


Trabalho a
• normalmente empregado para “desbaste”
quente
• peças grandes e de formas complexas

• contração térmica, crescimento de grãos,


oxidação

Exemplo: Ponta de eixo


Característica dos Processo em função da Temperatura

• reúne as características vantajosas do


Trabalho trabalho a frio e a quente
morno Exemplo: Auto-peças forjadas

• reúne as características do trabalho a


quente
• peça e ferramentas apresentam
Trabalho temperaturas próximas
isotérmico
• possibilidade de grandes deformações a
taxas de deformação reduzidas
Exemplo: Palheta de turbina

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Classificação dos Processo de Conformação

3 - forma do produto final

• chapas, perfis laminação, forjamento, estampagem

• tubos, fios, trefilação, extrusão


barras
4 - tamanho da região de deformação

• localizada laminação, trefilação, extrusão


• generalizada estampagem, forjamento

5 - produtos obtidos
• semi-acabados processos primários
• acabados processos secundários ou finais

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EXTRUSÃO DE BARRAS
• região de deformação localizada
• definido processo quase
estacionário
♦ volume de controle

FORJAMENTO
• região de deformação generalizada
• processo intermitente
♦ volume de controle indefinido
Fundição

Metalúrgicos
(emprego de temperatura
metal no estado líquido)

Taplicada > Tfusão

Fundição

Lingotamento

Soldagem

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Fundição

« Solidificação do
metal liquido em um
molde, com a forma
da peça desejada »

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Princípios de Fundição

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Aplicação dos Fundidos
Porcentagem de
Mercado final
fundidos
Automotivos e Caminhões leves 35%
Tubulações 15%
Equipamentos de construção, mineração e 6%
prospecção
Motores de Combustão Interna 5%
Estrada de Ferro 5%
Válvulas 5%
Maquinaria de fazenda 3%
Fundidos p/ municipalidades (grades, boca 3%
de lobo, etc.)
Bombas e compressores 2%
Outros mercados 21%

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Seleção do Processo de Fundição
Qual a qualidade requerida da superfície do fundido?
Qual a precisão dimensional necessária?
Qual o número de peças solicitadas por pedido?
Quais os tipos de modelo e macharia necessários?
Qual o custo de fabricação do molde?
Como o processo de fundição pode afetar o projeto do fundido?

Existem três categorias principais para moldagem em fundição:


1. Moldagem em areia
2. Moldes permanentes
3. Cerâmica, gesso e especiais

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Fundição em Areia

Operações básicas:
1. Modelagem
2. Moldagem
3. Macharia (quando necessário)
4. Fusão
5. Vazamento
Vantagens:
1. Dispensa de processos secundários
6. Desmoldagem
2. limitação quanto ao tamanho da peça
7. Acabamento (rebarbação e limpeza)
fabricada
3. Geração de peças com geometria
complexa
4. Possibilidade de produção seriada
5. Ampla faixa de acabamento e
tolerância alcançadas (±
±0,2 a ±6 mm)

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Conceitos de Fundição em Areia

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Fundição em Molde de Areia
Areia:
• Molde deve ser suficientemente forte para sustentar o peso do metal
• Molde « respirador », ou seja, gases formados no seu interior são expulsos
• Resistente a erosão
• Alta colapsibilidade, o que permite contrações do metal fundido durante sua solidificação
• Altamente separável do fundido
• Econômico

Areia verde:
• É o processo mais utilizado, abrangendo cerca de 60% da produção mundial de fundidos
• Econômico e rápido
• Usado com a maioria dos metais
• Produção seriada

OBS: Essa areia é na verdade uma mistura plástica de areia (natural ou sintética) + argila +
H2O + outros aditivos eventuais. Basicamente não necessita de secagem forçada, sendo
curada geralmente ao ar!!!

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Fundição em Molde de Areia

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Fundição em Molde de Areia

Confecção do molde em areia verde.


Molde colapsável = 1 molde/peça
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Fundição em Molde de Areia

Alinhamento para colocação do macho.


O macho serve para fazer as cavidades da peça.
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Fundição em Molde de Areia

Macho de areia com resina de cura à frio (mais resistente


à erosão do que areia convencional.
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Fundição em Molde de Areia

Colocação a parte superior do molde, também em


areia verde.
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Fundição em Molde de Areia

Desmoldagem ( quebra do molde e do macho).

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Fundição sob Pressão
INTRODUÇÃO

CLASSIFICAÇÃO: Por Gravidade


Sob Pressão Baixa Pressão
Alta Pressão

VANTAGENS: ótimo acabamento superficial e sanidade maior


alta velocidade de solidificação e propriedades
menor reação metal / molde
maiores tolerâncias e menores rebarbas

DESVANTAGENS: maior custo inicial dos moldes


produção de grandes séries
técnicas especiais de refrigeração dos moldes
limitações de peso, forma e dimensão
utilização de moldes rígidos e impermeáveis
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Fundição sob Pressão
POR BAIXA PRESSÃO

Caracterizado pela aplicação de uma força


hidráulica que imprime uma velocidade
relativamente elevada ao metal fundido,
preenchendo rapidamente e completamente, as
cavidades do molde .

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Fundição sob Pressão
Câmara quente : câmara de injeção encontra-se mergulhada no
interior de um cadinho que contém o metal (o
cadinho funciona de forno de manutenção e não
de fusão). A pressão pode ser obtida por um pistão
– máquinas de câmara quente por pistão – ou
pelo ar comprimido - máquinas por pressão direta.

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Fundição sob Pressão
Câmara fria : o dispositivo de injeção está separado do forno de
fusão, obrigando à existência de um sistema
independente de alimentação do metal à câmara de
injeção, do tipo de uma colher, manual ou
mecanizada

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Fundição sob Pressão

Ligas de alumínio (650ºC - 790ºC podendo ir até 845ºC) 800 a 1200 bar
Ligas de zinco (180ºC – 250ºC) 100 a 300 bar
Ligas de magnésio (705ºC a 790ºC) 700 a 1000 bar
Ligas de cobre (980ºC a 1250ºC) 800 a 1200 bar

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Fundição de Precisão
O processo de fundição de precisão, conhecido como
"investment casting" ou fundição de cera perdida;

Basicamente uma forma econômica de se fabricar


componentes próximos de sua forma final, com precisão e
bom acabamento superficial, em virtualmente todos os tipos
de liga metálica. É um processo industrial com rígidos e
refinados controles em cada etapa de fabricação.

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Lingotamento Contínuo

Metalúrgicos
(emprego de temperatura
metal no estado líquido)

Taplicada > Tfusão

Fundição

Lingotamento

Soldagem

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Lingomento Contínuo
• Principais elementos do sistema:
Panela
distribuidor
válvula submersa
molde (resfriamento primário)
Distribuidor
agitador eletromagnético
jaqueta
refrigeração
Tubo Submerso
lubrificação
Resfriamento
Primário Molde zonas de sprays (resfriamento secundário)
radiação livre (resfriamento terciário)
Oxicorte desempeno
Rolos Produto
corte
Final

Sprays
Resfriamento
Secundário
Radiação
Livre Desempenadora

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Lingotamento Contínuo

Ligas Metálicas
Lingotamento Contínuo de Placas
Categorias dos Principais Produtos Ferrosos:

1. tarugos (billets) de secção transversal quadrada ou circular


2. blocos (blooms), secção transversal quadrada, retangular ou cilíndrica
3. placas grossas e médias (slabs), razão entre os lados maior que 2
4. placas finas com espessura entre 20 e 70 mm (thin slabs)
5. tiras com espessura entre 5 e 20 mm (strip)
6. tiras finas (thin strip), (com espessura menor que 5 mm)

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Metalurgia do Pó

Mecânicos Metalúrgicos
(emprego de tensão (emprego de temperatura
metal no estado sólido) metal no estado líquido)

σaplicada > σruptura σaplicada < σruptura Taplicada < Tfusão Taplicada > Tfusão

Metalurgia do pó
Usinagem
Fundição

Lingotamento
Laminação Forjamento
Soldagem
Trefilação Extrusão

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Metalurgia do Pó
Descrição do processo:
Produção de pós metálicos;
Caracterização de pós metálicos;
Compactação;
Sinterização;
Operações complementares;
Razões para emprego:
Metais de baixa ductilidade;
Metais que possuem elevado pontos de fusão;
Tolerâncias muito restritas;

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Metalurgia de Pó

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Metalurgia de Pó

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Metalurgia de Pó

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Metalurgia do Pó

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Metalurgia do Pó

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Soldagem

Metalúrgicos
(emprego de temperatura
metal no estado líquido)

Taplicada > Tfusão

Fundição

Lingotamento

Soldagem

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Soldagem
« Processo de união de materiais baseado no
estabelecimento de forças de ligação química, de natureza
similar às atuantes no interior dos próprios materiais, na
região de ligação entre os materiais que estão sendo unidos
»

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Soldagem

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Soldagem

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Soldagem

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Ligas de Ferro
São as mais empregadas;
(1) Compostos contém ferro existem em abundância
na natureza;
(2) O ferro metálico é produzido por extração,
beneficiamento e formação ligas de forma
econômica;
(3) Ligas ferrosas são extremamente versáteis;

* Ponto negativo – São altamente suscetíveis a


corrosão;

Ligas Metálicas
Classificação das Ligas Ferrosas

Ligas Metálicas
Aços
Apresentam teor de carbono de até 1,4%;
São Classificados em Baixo, Médio e Alto teor de C;
Os aços classificados pelo teor de carbono;

Ligas Metálicas
Aços de Baixa Liga Baixo Carbono
Apresentam teores de carbono inferiores a 0,25%;
Não respondem a tratamentos térmicos;
Aumento de resistência mecânica por trabalho a frio;
Microestrutura consiste de ferrita e perlita;
Ligas dúcteis e de baixa resistência;
Elevada trabalhabilidade: Boa soldabilidade e
usinabilidade;
Baixos custos de produção;

Ligas Metálicas
Aços de Baixa Liga
Aplicações em carcaças de automóveis, formas
estruturais, chapas para tubulações, pontes, latas
estanhadas;

Limite de escoamento σe= 275 MPa e de resistência à


tração σu= 415 a 550 MPa;

Ductilidade de aproximadamente 25% AL;

Ligas Metálicas
Aços de Alta Resistência Baixa Liga
Contém outros elementos de liga Cr, Ni, Mo e V;
Somatória dos outros elementos de liga ~ 10%;
Aços ditos microligados produzidos por laminação
controlada;
Respondem tratamento térmicos;

Limite de escoamento σe= 480 MPa


Dúcteis, conformáveis, usináveis e soldáveis;
Aplicação automobilística, construção civil, vasos de
pressão, etc.;

Ligas Metálicas
Designação de Aços
Designação AISI / SAE / ASTM;
Designação possui quatro dígitos, tipo 1020;
Para aços comuns os dois primeiros são 10xx, outras
combinações de dois dígitos designam aços liga, 13xx,
40xx, 41xx, 43xx;
Dois últimos dígitos designam o teor de carbono 1040 =
0,4 % C ;
Designação UNS aplicado para ligas ferrosas e não
ferrosas, para aços a letra G + no AISI/SAE + 0, G10200
= 1020;

Ligas Metálicas
Aços de Baixo Teor

Ligas Metálicas
Aços de Baixo Teor
Designação Composição %
AISI/SAE ou UNS C Mn Outros
ASTM
Aços Comuns ao Carbono com Baixo Teor de Carbono

1010 G10100 0,10 0,45

1020 G10200 0,20 0,45

A36 K02600 0,29 1,00 0,20 Cu

A516 K02700 0,31 1,00 0,25 Si


Classe 70
Aços de Alta Resistência e Baixa Liga ARBL (HSLA)

A440 K12810 0,28 1,35 0,30 Si máx.


0,20 Cu máx.
A633 K12002 0,22 1,35 0,30 Si ;0,08 V
Classe E 0,02 N;0,03 Nb

A656 K11804 0,18 1,60 0,60 Si; 0,1 V


Classe 1 0,2 Al; 0,015 N

Ligas Metálicas
Aços de Baixo Teor
AISI/SAE ou Limite de Limite de Ductilidade Aplicações Típicas
ASTM Resistência à Escoamento [%AL em 50
tração [MPa] [MPA] mm]
Aços Comuns ao Carbono com Baixo Teor de Carbono

1010 325 180 28 Painéis de automóveis, pregos e


arames
1020 380 205 25 Tubos, aço estrutural e em chapas

A36 400 220 23 Estrutural pontes e edificações

A516 485 260 21 Vasos de pressão


Classe 70
Aços de Alta Resistência e Baixa Liga ARBL (HSLA)

A440 435 290 21 Estruturas aparafusadas e rebitadas

A633 520 380 23 Estruturas usadas para baixa


Classe E temperatura
A656 655 552 15 Chassis de caminhões e vagões de
Classe 1 trem

Ligas Metálicas
Aços de Médio Teor
Apresentam teores de carbono entre 0,25 a 0,60%;
Respondem a tratamentos térmicos;
Utilizadas em condição de revenido;
Baixa endurecibilidade, adição de elementos de liga Ni,
Cr, Mo aumentam a temperabilidade;
Mais resistentes, porém possuem menor ductilidade;

Ligas Metálicas
Aços de Baixo e Médio Teor

Designação Composição %
AISI/SAE ou UNS Ni Cr Mo Outros
ASTM
10xx G10xx0
ao carbono
11xx, G11xx0 0,08-0,33S
Fácil usinagem
12xx, G12xx0 0,10-0,35S
Fácil usinagem 0,04-0,12P
13xx G13xx0 1,60-1,90Mn

40xx G40xx0 0,20-0,30

41xx G41xx0 0,80-1,10 0,15-0,25

43xx G43xx0 1,65-2,00 0,40-0,90 0,20-0,30

86xx G86xx0 0,40-0,70 0,40-0,60 0,15-0,25

Ligas Metálicas
Aços de Alto Teor e Ligas Especiais
Apresentam teores de carbono entre 0,60 a 1,40%;
Mais resistentes, mais duros, porém menor ductilidade;

Utilizadas em condição de revenido;


Elevada endurecibilidade, adição de elementos de liga
Ni, Cr, Mo, V e W promovem a formação de carbonetos,
Cr23C6, V4C3, WC, resistência à abrasão;

Emprego em peças resistentes a abrasão, ferramentas de


corte, matrizes para conformação;
Adição destes elementos promotores de carbonetos, os
classificam como aços ferramentas;

Ligas Metálicas
Aços de Médio / Alto Teor
AISI/SAE ou Limite de Limite de Ductilidade Aplicações Típicas
ASTM Resistência à Escoamento [%AL em 50
tração [MPa] [MPA] mm]
Aços Comuns ao Carbono com Médio / Alto Teor de Carbono

1040 605-780 430-585 33-19 Virabrequins, parafusos

1080 800-1310 480-980 24-13 Talhadeiras, martelos, punções

1095 760-1280 510-830 26-10 Facas, lâminas, serras para metais

Aços-Ligas

4043 786-2380 710-1710 24-4 Molas, ferramentas manuais

4340 980-1960 895-1570 21-11 Buchas, material aeronáutico

6150 815-2170 745-1860 22-7 Eixos, pistões, engrenagens

Ligas Metálicas
Aços de Ferramentas

Ligas Metálicas
Aços de Ferramentas

Ligas Metálicas
Aços de Ferramentas

Ligas Metálicas
Aços de Ferramentas

Ligas Metálicas
Aços Inoxidáveis
Aços resistentes a corrosão atmosférica e a uma
variedades de ambientes;
Elemento de liga predominante Cr, acima de 11%, o Ni
e o Mo elevam a resistência à corrosão;
São divididos em três classes base segundo o
microconstituinte predominante;
- Martensítico - Alta Resistência (PH)
- Ferrítico - Duplex
- Austenítico
Essas microestruturas promovem uma grande
combinação de propriedades mecânicas associadas à
resistência a corrosão;
Ligas Metálicas
Aços Inoxidáveis Martensítico
Podem ser submetidos a tratamento térmico de têmpera
para a obtenção da martensita;
São magnéticos;
AISI/SAE ou Limite de Limite de Ductilidade Aplicações Típicas
ASTM Resistência à Escoamento [%AL em 50
tração [MPa] [MPA] mm]
Martensíticos

410 R 485 R 275 20 Canos de rifle, peças de motores a


T & R 825 T & R 620 12 jato
440A R 725 R 415 20 Mancais, rolamentos, instrumentos
T & R 1790 T & R 1650 5 cirúrgicos

Ligas Metálicas
Aços Inoxidáveis Austeníticos
O campo de fase austenítico (CFC) se estende até a
temperatura ambiente;
Não são tratáveis termicamente, são endurecidos por
trabalho a frio;
São os mais resistentes a corrosão devido elevado teor de
Ni e Cr, e não são magnéticos;
AISI/SAE ou Limite de Limite de Ductilidade Aplicações Típicas
ASTM Resistência à Escoamento [%AL em 50
tração [MPa] [MPA] mm]
Austeníticos

304 R 515 R 275 40 Processamento químico de


alimentos, vasos criogênicos
316L R 485 R 170 40 Construções com solda

Ligas Metálicas
Aços Inoxidáveis Ferríticos
São compostos pela fase ferrita α (CCC) a
temperatura ambiente;
Não são tratáveis termicamente, são endurecidos
por trabalho a frio;
São magnéticos;
AISI/SAE ou Limite de Limite de Ductilidade Aplicações Típicas
ASTM Resistência à Escoamento [%AL em 50
tração [MPa] [MPA] mm]
Ferríticos

309 R 380 R 205 20 Componentes de extrusão


automotivos
446 R 515 R 275 20 Válvulas para alta temperatura,
câmaras de combustão

Ligas Metálicas
Aços Inox de Resistência Ultra Alta (PH)
São incomumente fortes e resistentes à corrosão;
São endurecidos por tratamento térmico de
precipitação;

AISI/SAE ou Limite de Limite de Ductilidade Aplicações Típicas


ASTM Resistência à Escoamento [%AL em 50
tração [MPa] [MPA] mm]
Ferríticos

17-7PH R 1450 R 1310 1-6 Molas, facas e vasos de pressão

15-5PH R 1310 R 1170 6-10 Vasos de pressão, indústria


aeroespacial

Ligas Metálicas
Aços Inox Duplex Austenítico/Ferrítico
Resistentes a corrosão intergranular quando
envelhecidos entre 480-780 oC;

20 a 40% de ferrita em volume exibe excelente


resistência a corrosão intergranular;

AISI/SAE ou Limite de Limite de Ductilidade Aplicações Típicas


ASTM Resistência à Escoamento [%AL em 50
tração [MPa] [MPA] mm]
Ferríticos

308 1450 1310 1-6 Indústria química e petrolífera

329 620 485 15 Aeroespacial, automobilística

Ligas Metálicas
Aços Inox - Resumo

Ligas Metálicas
Aços Inox - Aplicação

Ligas Metálicas
Ferros Fundidos
Apresentam teores de carbono entre 3 e 4,5 %C;
Temperaturas liquidus entre 1150 e 1300 oC;

L+α

1147 oC L + Fe3C
γ 4.30
2.14

γ + Fe3C Fe3C
6.7

727 oC
0.022 α + Fe3C

Ligas Metálicas
Ferros Fundidos
O processo de fundição é a técnica mais
conveniente de fabricação;
A cementita é um composto metaestável e pode
se dissociar na forma:
Fe3C → 3Fe(α ) + C ( Grafita )
O diagrama de equilíbrio Fe-C é um pouco
diferente do Fe-Fe3C;

Ligas Metálicas
Ferros Fundidos – Diagrama Fe-C
Diagrama Diagrama de
Metaestável Equilíbrio

L+α
L+α L + Grafita
1147 oC L + Fe3C 1153 oC
γ
2.14 4.30 γ 2.02 4.30

γ + Fe3C γ + Grafita
Fe3C
6.7
727 oC 736 oC

0.022 α + Fe3C 0.022 α + Grafita

Ligas Metálicas
Ferros Fundidos
A tendência para formar grafita é regulada pela
composição e pela taxa de resfriamento;
Taxas mais lentas favorecem a grafitização;
Adição de Si acima de 3 % favorece a grafitização;
Para maioria dos fofos o carbono encontra-se na
forma de grafita;
Os ferros fundidos são classificados em:
* Cinzento
* Nodular ou dúctil
* Branco
* Maleável
Ligas Metálicas
Ferros Fundidos Cinzentos
Teores de carbono variam de 2,5 a 4% e silício de
1 a 3%;
A grafita existe na forma de flocos (corn flakes),
normalmente circundados por uma matriz de ferrita
ou perlita;

Ligas Metálicas
Ferros Fundidos Cinzentos
Mecanicamente frágil e fraco conseqüência da
microestrutura pontiaguda servindo de pontos de
concentração de tensões;
Resistência muito maiores sob cargas de
compressão;
Eficientes no amortecimento de energia
vibracional (base de máquinas);
Apresentam elevada resistência ao desgaste;
Elevada fluidez no estado de fundido;
Contração de solidificação é baixa;
São os materiais metálicos mais baratos;

Ligas Metálicas
Ferros Fundidos Cinzentos

a) Aços
b)Ferro Cinzento

SAE /UNS Limite de Limite de Ductilidade Constituintes Aplicações Típicas


Resistência Escoamento [%AL em 50
à tração [MPA] mm]
[MPa]
Cinzento

G1800 124 - - Ferrita + Fundições diversas


F10004 Perlita
G2500 173 - - Ferrita + Blocos cilíndricos, pistões
F10005 Perlita
G4000 276 - - Perlita Motores Diesel
F10008

Ligas Metálicas
Ferro Dúctil ou Nodular
Adição de uma pequena quantidade de Ce ou Mg
produz uma grafita na forma de nódulos;
Conjunto de propriedades mecânicas bem
diferentes;
A fase matriz que circunda a grafita nodular é a
ferrita ou perlita e depende do tratamento térmico;
Estado bruto de fusão normalmente é perlítica;
Tratamento térmico por várias horas a 700 oC
resulta numa matriz de ferrita e grafita;
Mais resistentes e mais dúcteis que os ferros
fundidos cinzentos;
Ligas Metálicas
Ferro Dúctil ou Nodular
O ferro dúctil possui características mecânicas
semelhantes àquelas dos aços;

Ligas Metálicas
Ferros Fundidos Nodular

a) Nodular ferrítico;
b) Nodular perlítico;

ASTM A 536 Limite de Limite de Ductilidade Constituintes Aplicações Típicas


/UNS Resistência Escoamento [%AL em 50
à tração [MPA] mm]
[MPa]
Cinzento Nodular

60-40-18 414 276 18 Ferrita Corpos de válvulas e bombas


F32800
100-70-03 689 483 3 Perlita Engrenagens
F34800
120-90-02 827 621 2 Martensita Cilindros laminadores
F36200 Revenida

Ligas Metálicas
Ferro Branco
Ferros com teores de Si abaixo de 1%;
Maioria do carbono na forma de cementita;
Durante a solidificação o ferro branco podem se
apresentar nas regiões de elevadas taxas
enquanto o cinzento nas regiões mais internas;
Muito duro e frágil, usinabilidade próxima de zero;
Aplicações de resistência à abrasão onde não se
necessite de ductilidade;
Norma ASTM A532-75a

Ligas Metálicas
Ferros Fundidos Branco

Fundido em areia
3.4 CT, 0.4 Si, 0.6Mn,
1.4Cr e 3.0Ni
Cementita-austenita e
carbetos M3C.

ASTM A Tipo Designação Fundição Endurecido Típica espessura de seção


532-75ª Areia [HB] [HB] endurecida
Branco

I D Ni-Hi-Cr 550 600 305 mm

II E 20%Cr-Mo- 450 600 305 mm


HC
III A 25%Cr 450 600 203 mm

Ligas Metálicas
Ferro Branco – Composições Típicas

Ligas Metálicas
Ferro Branco – Elementos de Liga

Branco
Teor de Silício versus Teor de Boro versus
Profundidade de Profundidade de
Coquilha Coquilha

Cinzento

Ligas Metálicas
Ferro Branco – Elementos de Liga
Elementos Promotores
de Grafitização

Elementos Promotores
de Carbonetos

Relação Cr/C versus


teor de Mo na
Profundidade de
Coquila

Ligas Metálicas
Ferro Maleável
Aquecimento do ferro branco no intervalo de 800 a
900 oC por longo períodos promove a
decomposição da cementita;
Essa decomposição forma grafita na forma de
roseta circundada por uma matriz de ferrita ou
perlita;
Alta resistência, maleabilidade e ductilidade
considerável;
Aplicações em engrenagens de transmissão,
conexões tubulares, flanges, peças de válvulas
para serviço marítimo, etc.

Ligas Metálicas
Ferro Maleável

Ligas Metálicas
Ferro Maleável

Ferro maleável ferrítico


apresentando grafita
na forma de resetas

Ligas Metálicas
Ferro Fundido Cinzento

Ligas Metálicas
Ligas Não-Ferrosas
Materiais ferrosos são de fácil produção e
bastante econômicos porém apresentam
limitações;
As densidades relativamente elevadas;
Condutividade elétrica baixa;
Suscetibilidade a corrosão;
Assim, para inúmeras aplicações utilizam-se
outras ligas com propriedades mais apropriadas;
Estas são classificadas de acordo com o metal
base: Cu, Al, Mg, Ti, metais refratários e as
superligas;
São sub-classificadas em fundidas ou forjadas;
Ligas Metálicas
Ligas de Cobre
Baseiam-se no elemento cobre;
O cobre puro é muito mole e dúctil;
Difícil usinabilidade e fácil conformabilidade;
Latões (Cu-Zn) dentro da fase α possui estrutura
CFC sendo mole e dúctil;
A fase α dos latões é estável até aproximadamente
35% Zn;
Latões com teores mais elevados possuem as
fases α e β’ à temperatura ambiente;
A fase β’ possui estrutura CCC ordenada e é mais
dura e resistente que α;
Ligas Metálicas
Ligas de Cobre
Os latões são as ligas de cobres mais comuns;
Ligas de cobre e zinco, sendo o zinco
substitucional;
Condutividades elétrica e térmica elevadas;
Difícil usinabilidade e fácil conformabilidade;
Resistente a corrosão, atmosférica, marinha e
meios químicos;
São conformadas a frio ou formação de solução
sólida pois não são termicamente tratáveis para
melhorar suas propriedades mecânicas;

Ligas Metálicas
Ligas de Cobre
Latões mais usados: Latão amarelo, latão naval, o
latão cartuchos, o muntz, etc.
Usos típicos: Bijuterias, cápsulas de cartuchos,
trocadores de calor, instrumentos musicais,
indústria eletro-eletrônica, moedas, etc;
Os bronzes são ligas de cobre com elementos
como: Sn, Al, Si e Ni;
Os bronzes são mecanicamente mais resistentes
que os latões e mantêm a resistência à corrosão;
São aplicadas geralmente quando além da
resistência a corrosão, a resistência a esforços
mecânicos faz-se necessária;
Ligas Metálicas
Ligas de Cobre
Difícil usinabilidade e fácil conformabilidade;
Resistente a corrosão, atmosférica, marinha e
meios químicos;
São conformadas a frio ou formação de solução
sólida pois não são termicamente tratáveis para
melhorar suas propriedades mecânicas;
Condutividades elétrica e térmica elevadas;

Ligas Metálicas
Ligas de Alumínio
Alumínio e suas ligas possuem baixas densidades
(~2700 kg/m3);
O alumínio possui estrutura CFC;
Condutividades elétrica e térmica elevadas;
Resistente a corrosão em alguns ambientes
incluindo a atmosfera;
Alta conformabilidade, devido elevada ductilidade,
exemplo, folhas de papel alumínio;
Principal desvantagem é a baixa temperatura de
fusão TF = 660 oC;

Ligas Metálicas
Ligas de Alumínio
A resistência mecânica pode ser aumentada por:
deformação plástica a frio e solução sólida;
Os principais elementos de ligas: Cu, Mg, Si, Mn e
Zn;
Ligas não tratáveis termicamente possuem
apenas uma fase;
Algumas ligas são endurecíveis por precipitação
com a formação de compostos intermetálicos;
São classificadas como fundidas ou forjadas;
A classificação para ambos os tipos são
designadas por um número de quatro dígitos;

Ligas Metálicas
Ligas de Alumínio
Para as forjadas, existe uma vírgula decimal
localizada entre os dois últimos dígitos;
Após estes dígitos existe um hífen e a designação
de revenimento;
Uma letra e, possivelmente, um a três dígitos
indicando o trabalho mecânico ou térmico
submetido, F = “como fabricado”, H=“encruado” e
O=“recozido”, T3 significa tratada por
solubilização e submetida a deformação plástica a
frio, e então envelhecida naturalmente;
T6 significa tratada por solubilização seguida de
envelhecimento artificial;
Ligas Metálicas
Ligas de Alumínio
Recentes desenvolvimento de ligas de Alumínio e
metais de baixa densidade (Mg e Ti) para redução
de consumo de combustíveis em transportes;
Ligas de Alumínio-Lítio para a indústria
aeroespacial, relação resistência/gravidade e
rigidez/gravidade específica elevada como
aquelas dos aços;
Elevada resistência a fadiga mecânica e térmica,
tenacidade a baixas temperaturas;
Processos de fabricação mais caros que os
convencionais pela reatividade química do lítio;

Ligas Metálicas
Ligas de Alumínio
ASTM /UNS Limite de Limite de Ductilidade Condição de Aplicações Típicas
Resistência Escoamento [%AL em 50 Revenimento
à tração [MPA] mm]
[MPa]
Forjadas – Não tratáveis termicamente

1100 90 35 34-45 Recozida Trocadores de calor,


A91100 (O) armazenamento de alimentos
5052 230 195 12-18 Encruada Linhas de combustível e óleo
A95052 (H32) em aeronaves
Forjadas – Tratáveis termicamente

6061 240 145 22-25 Trat. Term. Caminhões, mobílias e


A96061 (T4) tubulações
Ligas Fundidas – Tratáveis termicamente

356,0 228 164 3,5 Trat. Term. Bombas de aeronaves


A03560 (T6)
Ligas Alumínio-Lítio

8090 455 360 ---- Trat. Term. Estruturas de aeronaves com


------ Trab. Frio tolerância a danos e avarias
(T651)

Ligas Metálicas
Ligas de Alumínio - Duralumínio

Ligas Metálicas
Ligas de Alumínio - Duralumínio

Ligas Metálicas
Ligas de Alumínio - Duralumínio

Ligas Metálicas
Ligas de Magnésio
Massas específicas baixas (~1700 kg/m3);
Aplicações que necessitem de baixo peso, como
componentes de aeronaves;
Estrutura cristalina do Mg é HC, é mole possui módulo
de elasticidade pequeno;
São conformadas a quente entre 200 e 350 oC, maior
fabricação por fundição;
Resistência a corrosão e oxidação é considerada boa,
cuidado somente com o magnésio pois sofre combustão
instantânea quando aquecido ao ar;

Ligas Metálicas
Ligas de Magnésio
Algumas ligas são tratáveis termicamente;
Os principais elementos de liga são: Al, Zn e
terras raras;
Também apresentam designação de composição e
revenimento semelhante ao das ligas de Al;
Aplicações em dispositivos portáteis, em
automóveis, em dispositivos de informática, de
áudio, de vídeo e de comunicação;

Ligas Metálicas
Ligas de Magnésio
ASTM / Limite de Limite de Ductilidade Condição de Aplicações Típicas
UNS Resistência Escoamento [%AL em 50 Revenimento
à tração [MPA] mm]
[MPa]
Ligas Forjadas

AZ31B 262 200 15 Extrudado Estruturas e tubulações


M11311
ZK60A 350 285 11 Envelhecida Peças forjadas para
M16600 artificialmente aeronaves
Forjadas Fundidas

AZ91D 230 150 3 Bruto de fusão Peças fundidas em matriz


M11916 para automóveis
AS41A 210 140 6 Bruto de Fusão Fundição em matrizes com
M10410 boa resistência a fluência

Ligas Metálicas
Ligas de Titânio
O Ti e suas ligas são relativamente novos em
engenharia;
A massa específica é da ordem de 4500 kg/m3;
Ponto de fusão TF = 1668 oC;
Elevado módulo de elasticidade 107 GPa, sendo
extremamente resistente com limites de
resistência a tração de 1400 MPa;
Alta reatividade química com outros materiais a
temperaturas elevadas, exige técnicas não
convencionais de beneficiamento, fusão e
fundição;

Ligas Metálicas
Ligas de Titânio
São praticamente imunes a corrosão atmosférica,
a ambientes marinhos e a uma inúmero ambientes
industriais;
Limite de Limite de Ductilidade Condição de Aplicações Típicas
UNS Resistência Escoamento [%AL em 50 Revenimento
à tração [MPA] mm]
[MPa]

Comercialme 484 414 25 Recozida Invólucro de motores a jato


nte pura
Ti-5Al-2,5Sn 826 784 16 Recozida Peças para turbinas a gás
(R54520)
Ti-10V-2Fe- 1223 1150 10 Solubilização + Fuselagem de avião de caça e
3Al envelhecimento helicópteros de combate

Ligas Metálicas
Superligas
Os elementos terras raras (Y2O3) são as vezes
adicionados a superligas que compreende uma
ampla classe de ligas baseadas em Fe, Co e Ni
mecanicamente resistentes a elevadas
temperaturas;
Aplicações destas ligas são: Turbina a gás,
geradores elétricos, reatores nucleares, etc.

O lantânio aumenta a temperatura de operação


das Hastelloys X baseadas em Ni de 950 oC para
em torno de 1100 oC.

Ligas Metálicas
Superligas

Ligas Metálicas
Superligas

Ligas Metálicas
Ligas Metálicas
Diagrama de Fases de Cobre-Zinco

Ligas Metálicas
Soldagem
Tipos básicos de distorções:
Contração vertical, longitudinal, distorção angular e flexão

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Processos Sem Adição - Laser

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Soldagem Feixe de Elétron
O feixe é obtido através do canhão eletrônico, que é um filamento (W), emissor
de elétrons (quando aquecido), e de um anôdo tubular (Cu). Os elétrons viajam
do catôdo para anôdo através de um forte campo elétrico, sendo focados
posteriormente, atingindo velocidades da ordem de 0,5 x a velocidade da luz
(processo montado em câmara de alto vácuo)

Macrografia de
uma junta de
aço baixo
carbono
soldada por
feixe de elétrons

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Tarugo cortado e esboçado Primeiro forjamento Forjamento final Peça rebarbada

Fonte: Catálogo de Prensas Schuler S.A.


Fonte: FACEM Spa - Itália
Fonte: AçoPeças Ltda.
Lingotamento Contínuo

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Exercícios
1. Calcule a percentagem volumétrica da grafita num ferro
fundido Fe-3,5%pC, supondo que todo o carbono existe na
forma de grafita. Supondo densidades 7,9 e 2,3 g/cm3 para a
ferrita e grafita, respectivamente.


=

L + Grafita

L+α
1153 oC =
γ 2.02 4.30

γ + Grafita

736 oC

0.022 α + Grafita
=
+

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Exercícios
1. Resolução
Dados: Cgr = 3,5%pC; Cα = 0,0%pC; ρα = 7,8 g/cm3 e ρGr = 2,3 g/cm3.

,
= = = 0,965

,
= = 0,035

= = ,
,
, = 0,1095
, ,

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Exercícios
2. Um componente estrutural com 100 mm de comprimento
deve ser capaz de suportar uma carga de 50 kN sem
experimentar qualquer deformação plástica. De acordo com
os dados a seguir para o latão, o aço, o alumínio e o titânio,
ordene essas ligas, desde aquela com o maior peso, de
acordo com esses critérios.
Liga Limite de escoamento, MPa Densidade, g/cm3
Latão 415 8,5
Aço 860 7,9
Alumínio 310 2,7
Titânio 550 4,5

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Exercícios
2. Resolução: A tensão pode ser expressa em termos de
carga e seção transversal da seguinte forma,

O volume, será

= =

A massa, para ordenação das ligas, pode ser expressa como



= =

Tratamento Térmico das Ligas Metálicas


Exercícios
2. Resolução: Calculando os valores de m,

ã" , × ×
ã" = = $
= . $'
ã" $ % ×

ç" , × ×
ç" = = $
=$ . '
ç" % ×

, × ×
= = $
=$ . '
% ×

)* $, × ×
)* = = $
=$ . '
)* % ×
Tratamento Térmico das Ligas Metálicas