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Materiais Compósito

Material compósito
complexo de esqui de
neve de alto
desempenho

Departamento de Engenharia de Materiais


EM 737- Tecnologia de Ligas Metálicas Grupo de Pesquisa em Solidificação
Dr. Ivaldo Leão Ferreira DEMA-FEM-UNICAMP
Introdução
1. Certas tecnologias exigem materiais com combinações
incomuns de propriedades que não podem ser atentadas por
ligas metálicas, cerâmicas e materiais poliméricos;
2. Aplicações nas indústria aeroespacial, subaquática e de
transporte;
3. Materiais industriais de baixa densidade, resistentes,
rígidos e apresentem resistência à abrasão e ao impacto e ao
mesmo tempo não sofram corrosão;
4. Materiais resistentes geralmente são densos e o aumento
na resistência e rigidez implica na redução a resistência ao
impacto;

Materiais Compósitos
Introdução
5. Materiais compósitos é qualquer material multifásico que
exiba um proporção significativa das propriedades de ambas
as fases;
6. De acordo com o princípio da ação combinada,
combinações de propriedades são criadas através de uma
combinação judiciosa de dois ou mais materiais distintos;

7. Também são exemplos de compósitos a perlita, concreto


armado, a celulose e os ossos;
8. No presente contexto, o compósito consiste em materiais
multifásicos feito artificialmente. As fases constituintes
devem ser quimicamente diferentes separadas por uma
interface distinta;

Materiais Compósitos
Introdução
9. Compósitos são compostos por apenas duas fases, uma
denominada de fase matriz e outra denominada de fase
dispersa;
10. Compósitos são compostos por apenas duas fases, uma
denominada de fase matriz e outra denominada de fase
dispersa;
11. As propriedades do compósito são uma função das
propriedades das fases constituintes, das quantidades
relativas e da geometria da fase dispersa;

Materiais Compósitos
Introdução

Materiais Compósitos
Introdução
12. Classificação dos Compósitos;

Materiais Compósitos
Introdução
12. Os materiais compósitos são classificados em três
divisões: Compósitos reforçados com partículas, compósitos
reforçados com fibras e os compósitos estruturais;
13. A fase dispersa para os compósitos reforçados com
fibras tem eixos iguais, para os compósitos reforçados com
fibras, a fase dispersa tem uma geometria de uma fibra;

14. Os compósitos estruturais são combinações de


compósitos e materiais homogêneos;

Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Partículas
1. Os compostos reforçados são subclassificados em:
compósitos com partículas grandes e os compósitos
reforçados por dispersão
2. O termo “grande” é usado para indicar para as interações
partículas-matriz não podem ser tratadas no nível ou ponto
de vista atômico ou molecular, sendo aplicada a mecânica do
contínuo;
3. Maioria dos compósitos, a fase particulada é mais dura a
rígida que a matriz;

4. A fase de reforço tende a restringir o movimento da matriz;

Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Partículas
5. No caso dos compósitos que tem sua resistência
aumentada por dispersão, em geral muito menores, com
diâmetros entre 0,01 e 0,1 µm;
6. As interações partícula-matriz que conduzem ao aumento
de resistência ocorrem em nível atômico ou molecular;
7. O mecanismos de aumento de resistência é semelhante
aquele do processo do aumento por precipitação;
8. As pequenas partículas dificultam o movimento de
discordâncias; e melhoram os limites de escoamento e de
resistência a tração e a dureza;

Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Partículas
1. Alguns materiais poliméricos aos quais foram adicionados
enchimentos são compósitos de partículas grandes;

2. Os enchimentos melhoram e modificam as propriedades


do material e substituem parte do volume do polímero por
um material mais barato;

3. Outro compósito com partículas grandes que nos é


familiar é o concreto;
4. As partículas podem ter uma grande variedade de
geometrias, que deve ser aproximadamente iguais que
ocorra um reforço eficaz;
5. A fração volumétrica das fases influencia o
comportamento das propriedades mecânicas melhoradas
com o aumento de teor;
Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Partículas
6. Duas expressões matemáticas apresentadas para tratar a
dependência do módulo de elasticidade em relação à fração
volumétrica das fases constituintes num sistema bifásico
quanto aos limites superior e inferior do módulo de
elasticidade, pelo emprego da regra de mistura,
respectivamente;

= +

=
+

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Compósitos Reforçados com Partículas
6. Limite superior e inferior do módulo de elasticidade em
função do fração volumétrica de tungstênio para um
compósito cobre-tungstênio;

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Compósitos Reforçados com Partículas
7. Os cermets são exemplo de compósitos cerâmica-metal,
sendo o mais comum o carbeto cimentado;
8. Composto de partículas extremamente duras e finas de
cerâmica refratária a base de carbetos (por ex. WC ou TiC),
envolvida numa matriz de Co ou Ni;
9. Ferramentas para corte de aços endurecidos;
10. A tenacidade pode ser melhorada pela inclusão de uma
matriz mais dúctil, prevenindo a propagação de trincas
partícula- partícula;
11. Podem ser usadas frações volumétricas relativamente
elevadas superiores a 90%vol;

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Compósitos Reforçados com Partículas
12. Carbeto cimentado de WC-Co;

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Compósitos Reforçados com Partículas
13. Tanto elastômeros quanto plásticos são frequentemente
reforçados com vários materiais particulados;
14. Muitas borrachas teriam seu uso muito restrito caso não
fosse empregado reforço tais como o negro de fumo;
15. O Negro de fumo consiste de partículas pequenas e
esféricas de carbono, produzido pela combustão de gás
natural ou óleo em meio a uma atmosfera de suprimento de
ar apenas limitado;
16. Quando adicionado a borracha vulcanizada, o negro de
fumo, melhora o limite de resistência à tração, a tenacidade,
a resistência a ruptura e à abrasão;
17. Pneus de automóveis tem de 15 a 30%vol de negro de
fumo;

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Compósitos Reforçados com Partículas
18. Para que o negro de fumo tenha um reforço efetivo, as
partículas devem apresentar diâmetros entre 20 a 50 nm;

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Compósitos Reforçados com Partículas
CONCRETO
1. Compósito comum, feito com partículas grandes, onde a
fases matriz e dispersa composta de materiais cerâmicos;

2. Composto de cimento asfáltico ou Portland como matriz e


areia e brita como agregados;

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Compósitos Reforçados com Partículas
CONCRETO CIMENTO PORTLAND
1. Os ingredientes para esse concreto são o cimento
Portland, um agregado fino (areia), um agregado grosseiro
(concreto) e água;

2. Para atingir a resistência ótima e a operacionalidade de


uma mistura de concreto, os ingredientes devem ser
adicionados nas proporções corretas;

3. Empacotamento denso do agregado é um bom contato


quando a areia fina preenche os espaços vazios entre as
partículas de brita;

4. Esses agregados compreendem de 60 a 80% do volume


total;

Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Partículas
CONCRETO CIMENTO PORTLAND
1. Os ingredientes para esse concreto são o cimento
Portland, um agregado fino (areia), um agregado grosseiro
(concreto) e água;

2. Para atingir a resistência ótima e a operacionalidade de


uma mistura de concreto, os ingredientes devem ser
adicionados nas proporções corretas;

3. Empacotamento denso do agregado é um bom contato


quando a areia fina preenche os espaços vazios entre as
partículas de brita;

4. Esses agregados compreendem de 60 a 80% do volume


total;

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Compósitos Reforçados com Partículas
CONCRETO CIMENTO PORTLAND
5. A quantidade cimento-água deve ser suficiente para cobrir
todas as partículas de areia e brita, de outra forma a ligação
de cimentação será incompleta;
6. Como a maioria das cerâmicas, o concreto de cimento
Portland é relativamente fraco e extremamente frágil, o limite
de resistência à tração é de aproximadamente 10 a 15 vezes
menor que o de resistência a compressão;
7. Água pode adentrar nos poros externos e pode causar
trincamentos severos;

Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Partículas
CONCRETO CIMENTO ARMADO
1. A resistência do concreto de cimento Portland pode ser
aumentada através de um reforço adicional, com o reforço de
arames, barras, malhas de aço;
2. Este reforço a torna o concreto capaz de suportar tensões
de tração;
3. Uma outra técnica de aumento de resistência envolve a
introdução de tensões de compressão residuais no membro
estrutural concreto protendido;

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Compósitos Reforçados Por Dispersão
1. Os metais podem ter sua resistência aumentada através de
dispersão uniforme de partículas finas de metal inerte e
muito duro;
2. A fase dispersa pode ser metálica e não-metálica, e
materiais a base de óxidos são utilizados com frequência, se
estabelece um travamento de discordâncias como na
interação partícula-substância como ocorre no processo de
endurecimento por precipitação;

3. Aumento de resistência é mantido a temperaturas elevadas


e por períodos de tempos prolongados, o que não ocorre
com as ligas tratadas por precipitação;

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Compósitos Reforçados Por Dispersão
4. A resistência à elevadas temperaturas para ligas de Ni
pode ser melhorada pela adição de 3%vol de ThO2;

5. Este material é conhecido por Ni TD (Thoria Dispersed


Nickel)

6. Efeito semelhante no sistema Al-Al2O3, que forma um


revestimento muito fino e aderente de alumina de 0,1 a 0,2
µm de espessura que se encontra disperso no interior de
uma camada de Al metálico (SAP- Sinterized Aluminum
Powder);

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Compósitos Reforçados com Fibras
INTRODUÇÃO
1. Compósitos mais importantes;
2. Os compósitos reforçados com fibras incluem, em geral,
resistência (resistência específica) e/ou rigidez (módulo
específico) elevada em relação ao peso;
3. Foram desenvolvidos compósitos reforçados com fibra
com resistências e módulos específicos excepcionalmente
elevados;

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Compósitos Reforçados com Fibras
INFLUÊNCIA DO COMPRIMENTO DA FIBRA
1. As propriedades mecânicas de um compósito reforçado
por fibra depende, além das suas propriedades, da forma que
a carga aplicada é transmitida pelas fibras a fase matriz;
2. Sob tensão, essa ligação fibra-matriz cessa nas
extremidades da fibra produzindo um padrão de deformação
da matriz;
3. Não existem, então transmitância de carga a partir da
matriz em cada extremidade;

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Compósitos Reforçados com Fibras
INFLUÊNCIA DO COMPRIMENTO DA FIBRA
4. Para haver um efetivo aumento efetivo de resistência e um
enrijecimento do compósito, um certo comprimento crítico
da fibra é dado por,

=
Onde é o diâmetro da fibra, ∗ é a resistência a tração
final da fibra, é a limite de resistência ao cisalhamento ou
a resistência do adesivo entre a fibra e a matriz;

Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Fibras
INFLUÊNCIA DO COMPRIMENTO DA FIBRA

Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Fibras
INFLUÊNCIA DO COMPRIMENTO DA FIBRA

5. Caso a tensão aplicada seja igual a ∗


a um fibra que
possui exatamente o comprimento crítico tem-se (a);

6. A medida que o comprimento aumenta, o reforço causado


pela fibra se torna mais efetivo (b);
7. Quando a tensão aplicada é igual à resistência da fibra, o
perfil é igual ao < (c);
8. Se ≫ , o que ocorre para > , tem-se as chamadas
fibras contínuas. Já fibras menores que este comprimento
são ditas descontínuas ou curtas;

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Compósitos Reforçados com Fibras
INFLUÊNCIA DO COMPRIMENTO DA FIBRA

Materiais Compósitos
Compósitos Reforçados com Fibras
INFLUÊNCIA DA CONCENTRAÇÃO E ORIENTAÇÃO DA FIBRA

1. O arranjo ou orientação das fibras, a concentração das


fibras e sua distribuição exerce influência significativa sobre
a resistência e sobre outras propriedades;
2. Em relação a orientação: fibra alinhada paralela ao eixo
longitudinal e alinhamento totalmente aleatório;

3. As fibras contínuas estão alinhadas, enquanto as


descontínuas encontram-se parcialmente orientadas ou
dispostas de forma aleatória;
4. Melhor combinação de propriedades dos compósitos é
obtida quando a distribuição é uniforme;

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Compósitos Reforçados com Fibras
INFLUÊNCIA DA CONCENTRAÇÃO E ORIENTAÇÃO DA FIBRA

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO TENSÃO-DEFORMAÇÃO
1. As respostas mecânicas desse tipo de compósito depende
de diversos fatores: comportamento tensão-formação das
fases fibra e matriz, frações volumétricas, direção da carga
aplicada;
2. Comportamento tensão-deformação na direção do
alinhamento, isto é, direção longitudinal (a);
3. Considere o comportamento tensão-deformação para fibra
e matriz, sendo a fibra frágil e a matriz dúctil (a);
4. A resposta a tensão-deformação uniaxial da fibra, matriz e
compósito (b);

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO TENSÃO-DEFORMAÇÃO

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO TENSÃO-DEFORMAÇÃO
5. ESTÁGIO I: Tanto a matriz quanto a fibra se deformam
elasticamente de forma linear;

6. ESTÁGIO II: Comportamento muito próximo do linear, uma


curva com inclinação reduzida;
7. Ao se passar do ESTÁGIO I para o ESTÁGIO II aumenta a
proporção da carga suportada pela fibra;
8. O início da falha, se inicia no limite de deformação da fibra,
sendo esta falha não catastrófica, pois nem todas as fibras
fraturam ao mesmo tempo;
9. Após a falha da fibra a matriz encontra-se intacta, e as
fibras menores ainda reforçam para suportar uma carga
reduzida e a matriz continua a se deformar plasticamente;
Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO ELÁSTICO – CARREG. LONGITUDINAL
1. Carregamento elástico de um compósito fibroso contínuo
e orientado, carregado na direção do alinhamento das fibras;
2. Admite-se ligação interfacial fibra-matriz é muito boa,
deformação tanto da matriz quanto da fibra é a mesma,
isodeformação;
3. Carga total suportada por um compósito, é igual às
cargas suportadas pela fase matriz, e pela fase, , ou
seja,

= +

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO ELÁSTICO – CARREG. LONGITUDINAL

4. Escrevendo a carga em termos de tensão, tem-se:

= +
5. Dividindo toda a expressão por , tem-se:

= +
6. As relações Am/Ac e Af/Ac são as frações de área, se o
compósito, matriz e fibra apresentarem o mesmo
comprimento;

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO ELÁSTICO – CARREG. LONGITUDINAL
7. Aplicando as respecticas frações volumétricas , tem-se:

= +
8. Um estado de isodeformação significa que,

= =
9. Em cada termo, divido pela respectiva deformação,

= +

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO ELÁSTICO – CARREG. LONGITUDINAL
10. Escrevendo em relação aos respectivos módulos de
elasticidade,

= +
11. Escrevendo em relação aos respectivos módulos de
elasticidade na direção longitudinal,

= +
Uma vez que,

=
Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO ELÁSTICO – CARREG. TRANSVERSAL
1. Carregando na transversal um compósito com fibras
contínuas e orientadas segundo um ângulo de 90º, na direção
do alinhamento das fibras, a tensão segundo o compósito é
exposto será:

= = =
2. Tem-se neste caso, isotensão. A deformação da totalidade
do compósito, , será

= +

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO ELÁSTICO – CARREG. TRANSVERSAL

3. Desta forma, pode-se escrever,

= +
4. Simplificando a expressão, tem-se,

= +

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
COMPORTAMENTO ELÁSTICO – CARREG. TRANSVERSAL

5. Desta forma, pode-se escrever,



=

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO LONGITUDINAL

1. Considere um compósito com fibras contínuas e alinhadas


submetido a uma carga na direção longitudinal, a resistência
e normalmente tomada como sendo a tensão máxima tensão-
deformação;

2. Esse ponto corresponde a fratura da fibra e marca o


surgimento da falha do compósito (Tabela);

3. A falha deste tipo de compósito é complexa, várias


modalidades de falha diferentes são possíveis;

4. A modalidade dependerá das propriedades da fibra e


matriz;

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO LONGITUDINAL
5. Se admitimos que < , que é o caso mais geral, então
as fibras irão falhar antes da matriz;

6. A resistência longitudinal do compósito é expressa por,



= + ∗

onde, , tensão da matriz no momento da falha e ∗

representa o limite de resistência à tração da fibra;

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO LONGITUDINAL

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO LONGITUDINAL

Materiais Compósitos
Compósitos com Fibras Contínuas Alinhadas
LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO LONGITUDINAL

1. As resistências de compósitos fibrosos contínuos


unidirecionais são altamente anisotrópicas;

2. Tais compósitos são feitos para serem carregados ao


longo de direção longitudinal de alta resistência.

3. Entretanto, durante as aplicações de serviço, cargas


transversais podem estar presentes;

4. Pode ocorrer falhas prematuras, limite de resistência a


tração na direção transversal << direção longitudinal;

5. Neste caso, o efeito de reforço introduzido pelas fibras é


um efeito negativo (Tabela anterior);

Materiais Compósitos
Compósitos Fibras Descontínuas e Alinhadas
RESISTÊNCIA LONGITUDINAL
1. A eficiência do reforço das fibras descontínuas é menor do
para as fibras contínuas;
2. Fibra de vidro picadas, fibra de carbono e aramida são
bastante empregadas como reforço;
3. O módulo de elasticidade e o limite de resistência à tração
se aproxima 90 e 50%, respectivamente, dos análogos com
fibra contínua (mantidas as frações volumétricas);
4. Para um compósito com fibras descontínuas e alinhadas,
com distribuição uniforme de fibras, onde > , a resistência
longitudinal é dada por,
∗ = − + ∗ −

Materiais Compósitos
Compósitos Fibras Descontínuas e Alinhadas
RESISTÊNCIA LONGITUDINAL
5. Se o comprimento da fibra for menor que o comprimento
crítico, < ,

= + −

onde, representa o diâmetro da fibra, menor valor entre a


resistência da ligação fibra-matriz e o limite de escoamento
cisalhante da matriz;

Materiais Compósitos
Compósitos Fibras Descontínuas e Aleatórias
MÓDULO DE ELASTICIDADE
1. Normalmente, quando a orientação da fibra é aleatória, são
usadas fibras curtas e descontínuas. Pelo emprego da regra
de mistura, tem-se o módulo de elasticidade, como:

= +

onde, representa o parâmetro de eficiência, que varia entre


0.1 a 0.6;

2. Desta forma, o módulo aumenta de acordo com a fração


volumétrica (Tabela);

Materiais Compósitos
Compósitos Fibras Descontínuas e Aleatórias

Materiais Compósitos
Compósitos Fibras Descontínuas e Aleatórias
EFICIÊNCIA DOS REFORÇOS DAS FIBRAS PARA VÁRIAS
SITUAÇÕES

Materiais Compósitos
A Fase Fibra
1. Fibra com menor diâmetro é muito mais forte e resistente,
pois um defeito crítico de superfície capaz de levar a fratura
diminui com o volume;
2. Com relação ao diâmetro e natureza, as fibras são
agrupadas em três classes distintas: whyskers, fibras e
arames;
3. Whyskers são monocristais muito finos, virtualmente
isentos de defeito, responsável pela elevada resistência,
sendo os materiais mais resistentes que se conhece;
4. Whyskers não são muito utilizados pois os custos são
consideravelmente caros;
5. São exemplos de Whyskers a grafita, o SiC, Si3N4 e Al2O3;

Materiais Compósitos
A Fase Fibra
PROPRIEDADE MECÂNICA DOS WHYSKERS;

Materiais Compósitos
A Fase Fibra
6. As fibras são materiais policristalinos e amorfos, possuem
diâmetros pequenos e são, geralmente, polímeros e
cerâmicos;
7. São exemplos de fibras: as aramidas poliméricas, o vidro,
o carbono, o boro, Al2O3 e SiC;
8. Os arames finos possuem diâmetros relativamente
grandes, cujos materiais típicos são: o aço, molibdênio e o
tungstênio;
9. Os arames são empregados como reforço radial de aço
nos pneus, nas carcaças de motores a jato enroladas, em
mangueiras de alta pressão;

Materiais Compósitos
A Fase Matriz
1. A fase matriz de compósitos com fibras pode ser feita a
partir de metais, cerâmicos e polímeros;
2. Geralmente, os metais e polímeros são mais empregados
pelas suas propriedades;
3. No caso de matriz cerâmica, o componente de reforço é
adicionado para melhorar a tenacidade à fratura;
4. No caso de compósitos reforçados com fibras, a fase
matriz desempenha as seguintes funções: liga as fibras uma
nas outras para a transmitância do carregamento, protege as
fibras individuais contra danos superficiais como abrasão
mecânica e reações químicas, separa as fibras uma das
outras prevenindo propagação de trincas frágeis;

5. A matriz é barreira contra a propagação de trincas;

Materiais Compósitos
A Fase Matriz
6. É essencial que a força de ligação adesiva entre a fibra e a
matriz sejam grandes para remediar a extração de fibras;
7. A ligação adesiva é importante para maximizar a
transmitância de carga da matriz, menos resistente, para as
fibras mais mecanicamente resistentes;

Materiais Compósitos
Compósitos com Matriz de Polímero
1. Os compósitos com matriz de polímero (PMC – Polymer
Matrix Composite) consistem em resina polimérica como fase
matriz e fibras como meio de reforço;

2. Amplamente empregados pelas suas propriedades à


temperatura ambiente, facilidade de fabricação e baixo custo;

Materiais Compósitos
Compósitos Pol. Reforçados Fibra de Vidro
COMPÓSITOS POLIMÉRICOS REFORÇADOS COM FIBRA
DE VIDRO – GFRP
1. A fibra de vidro é um compósito que consiste em fibras de
vidro contínuas e descontínuas, contidas numa matriz
polimérica;

2. O vidro mais comumente estirado é chamado de E-Glass,


com diâmetros entre 3 a 20 µm;

Materiais Compósitos
Compósitos Pol. Reforçados Fibra de Vidro
COMPÓSITOS POLIMÉRICOS REFORÇADOS COM FIBRA
DE VIDRO – GFRP

Materiais Compósitos
Compósitos Pol. Reforçados Fibra de Vidro
3. O vidro é um popular material de reforço pelas seguintes
razões:
i. Facilmente estirado na forma de fibras resistentes;
ii. Amplamente disponível e fabricado economicamente;
iii. Relativamente forte e se encontra no interior de uma
matriz plástica;
iv. Quando associado a diferentes plásticos possui uma
inércia química, útil em uma variedade de meios;

4. São revestidas na etapa de estiramento com fina camada


para evitar danos e interações ambientais indesejáveis;

Materiais Compósitos
Compósitos Pol. Reforçados Fibra de Vidro
5. Essa camada protetora é removida antes da fabricação do
compósito e substituída por agente de acoplamento para
promover melhor ligação fibra-matriz;
6. Aplicações limitadas a serviços abaixo de 200 oC, pela
degradação do polímero à temperaturas mais elevadas;
7. Se o polímero for substituído por polímero para elevadas
temperaturas (resinas poliamidas) e pelo emprego de sílica
fundida de alta pureza, são possíveis operações em
ambientes de até 300 oC;
8. Carcaças de transporte marítimo e automotivo, tubulações
de plástico, armazenamento, pisos industriais, etc.;

Materiais Compósitos
Compósitos Pol. Reforçados Fibra de Vidro

Materiais Compósitos
Compósitos Pol. Refor. com Fibra de Carbono
COMPÓSITOS POLIMÉRICOS REFORÇADOS COM FIBRA
DE CARBONO – CFRP

1. Carbono é material de fibra de alto desempenho, utilizado


em compósitos avançados com matriz polimérica;
2. Empregado pelas seguintes razões:
i. Maiores módulo e resistência específica;
ii. Elevado módulo de tração mesmo a altas temperaturas;
iii. Não são afetados pela humidade e ampla variedade de
solvente;
iv. Permitem o projeto de propriedades específicas;
v. Processo de fabricação de fibra e dos compósitos barato,
boa relação custo-benefício;

Materiais Compósitos
Compósitos Pol. Refor. com Fibra de Carbono
3. As fibras de carbono não são totalmente cristalinas,
compostas por regiões grafíticas e outras não-cristalinas;
4. As técnicas de fabricação da fibra de carbono são muito
complexas;
5. São utilizados três percussores: raiom, poliacrilonitrila e o
piche;
6. São classificadas de acordo com o módulo de tração:
Padrão, intermediário, alto e ultra alto;

7. Com diâmetros de 4 a 10 µm, nas forma contínua e picada,


revestidas de capa de epóxi para melhorar a adesão;

Materiais Compósitos
Compósitos Pol. Refor. com Fibra de Carbono
8. As aplicações são: equipamentos esportivos e de
recreação, carcaças de motores à jato, vasos de pressão,
componentes estruturais de aeronaves militares e
comerciais, asas fixas, fuselagem de helicóptero;

Materiais Compósitos
Compósitos Polim. Refor. com Aramidas
COMPÓSITOS POLIMÉRICOS REFORÇADOS COM
ARAMIDAS
1. Fibras de aramidas são materiais de alta resistência
desenvolvidas na década de 70;
2. Elevada resistência-peso;
3. Conhecido como poli-parafenileno-tereftalamida, existindo
uma variedade destes cujos nomes comerciais são Kevlar e
Nomex;

4. Existem várias classes Kevlar 29, 49 e 149, com distintas


propriedades mecânicas;

Materiais Compósitos
Compósitos Polim. Refor. com Aramidas
5. Durante a síntese moléculas rígidas são alinhadas no eixo
das fibras, como domínios de cristal líquido (Figura);

Materiais Compósitos
Compósitos Polim. Refor. com Aramidas
6. Módulos de tração e LRT longitudinal maiores (Tabela) que
outros materiais fibrosos poliméricos, no entanto, não
resistem a compressão;
7. Resistentes ao impacto, fluência e a fadiga;
8. Propriedades mecânicas mantidas entre -200 a 200oC;
9. Suscetíveis a degradação por ácido e bases fortes e outros
solventes orgânicos;

10. Produtos balísticos, artigos esportivos, pneu, cordas,


carcaças de mísseis, vasos de pressão, substituto do
amianto em freios automotivos, em revestimentos de
embreagens e gaxetas;

Materiais Compósitos
Compósitos Polim. Refor. com Aramidas

Materiais Compósitos
Outros Materiais para Reforço com Fibras
1. O SiC, B e a Al2O3 são outros materiais para fibras;
2. Os compósitos poliméricos reforçados com fibra de boro
são utilizados em aeronaves militares, lâminas de rotores de
helicópteros e em alguns artigos esportivos;
3. Fibras de SiC e de Al2O3 são utilizadas em raquetes de
tênis, placas de circuito, cones das extremidades de foguete;

Materiais Compósitos
Materiais de Matrizes Poliméricas
1. A matriz determina a temperatura máxima de serviço;
2. As resinas poliméricas mais empregadas e mais baratas
são os poliésteres e os vinis ésteres para compósitos
reforçados com fibra de vidro;
3. Os epóxis são mais caros, empregados em aplicações
comerciais e aeroespaciais;

4. Em regime contínuo a temperatura de trabalho ~230oC,


sendo empregada as poliamidas;
5. Com potencial para serem empregadas na indústria
aeroespacial o PEEK, PPS, PEI;

Materiais Compósitos
Compósitos com Matriz Metálica - MMC
1. A matriz é um metal dúctil;
2. Elevadas temperaturas de serviço;
3. O reforço pode melhorar a rigidez específica, a resistência
à abrasão, a resistência a fluência, condutividade térmica e a
estabilidade dimensional;
4. Os MMCs são mais caros que os PMCs;

5. As superligas, as ligas de Al, Mg, Ti e Cu são empregadas


como matriz;

6. O reforço pode ser de fibra contínuas e descontínuas,


particulados, whyskers em concentrações de 10 a 60%vol;

Materiais Compósitos
Compósitos com Matriz Metálica - MMC
7. Os reforços descontínuos podem ser Whyskers de SiC,
fibras picadas de Al2O3 e de C e particulados de SiC e Al2O3;
8. Os CERMETS enquadram-se na classificação de MMC;

9. Alguns reforços de matrizes são altamente reativos à


temperaturas elevadas;

Materiais Compósitos
Compósitos com Matriz Metálica - MMC
10. O processamento consiste na consolidação ou síntese e
de uma operação de modelagem;

11. Os MMCs com fibras descontínuas são suscetíveis a


modelagem por forjamento, extrusão e laminação;
12. Alguns componentes de motores automotivos consistem
de matriz de alumínio reforçada com fibra de Al2O3 e fibra de
carbono;

13. Fibras de B utilizadas no ônibus espacial e fibras de


grafita no telescópio espacial Hubble;

Materiais Compósitos
Compósitos com Matriz Cerâmica - CMC
1. Os cerâmicos são resilientes à oxidação e a deterioração a
temperaturas elevadas;
2. Porém apresentam baixos valores de tenacidade à fratura;
3. Os CMCs podem apresentar módulo de tenacidade à
fratura tão elevados 6 a 20 MPa.m1/2;

4. A trinca inicia-se normalmente na fase matriz, mas é


obstruída ou retardada pelas partículas, fibras ou Whyskers;
5. Empregam-se técnica de aumento de tenacidade por
transformação, para estabilização parcial da fase tetragonal
metaestável, mitigando a formação da monoclínica estável;

6. Outras técnicas envolvem a utilização de Whyskers


cerâmicos como SiC e Si3N4;
Materiais Compósitos
Compósitos com Matriz Cerâmica - CMC
7. Esses Whyskers inibem a propagação de trinca pela: i.
deflexão da ponta da trinca, ii. formação de pontes, iii.
absorção de energia e iv. indução de redistribuição de
tensão;

Materiais Compósitos
Compósitos com Matriz Cerâmica - CMC
8. Aumento do teor de fibras melhora a tenacidade à fratura;
9. Redução considerável na dispersão na resistência à fratura
das cerâmicas reforçadas com Whyskers;

10. Esses CMCs exibem melhor comportamento em fluência


a altas temperaturas e maior resistência a choques térmicos;

11. Fabricados por estampagem a quente, estampagem


isostática a quente e sinterização na fase líquida;

12. Aplicados na fabricação de ferramentas de corte para


metal duro;

Materiais Compósitos
Compósitos Carbono - Carbono
1. Compósitos que consiste em matriz de carbono com
reforço em fibra de carbono;
2. São novos e caros, com elevados módulo de tração,
limites de resistência à tração mantidos a temperaturas
superiores à 2000 oC;

3. Resistência à fluência e tenacidade à fratura relativamente


altos, baixo coeficiente de expansão térmica, elevada
condutividade térmica, elevada resistência, suscetibilidade
relativamente baixa ao choque térmico;

4. Empregado em motores de foguete, materiais de atrito em


aeronaves, automóveis de alto desempenho, moldes de
estampagem a quente, componentes de turbinas, escudos
térmicos em veículos espaciais;

Materiais Compósitos
Compósitos Híbrido
1. Virtualmente todos os híbridos apresentam propriedades
anisotrópicas;
2. Quando solicitados mecanicamente a falha é não-
catastrófica;
3. Principais aplicações dos híbridos são componentes
estruturais de transporte terrestre, aquáticos e aéreos,
artigos esportivos e componentes ortopédicos;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
1. Para fabricar os plásticos reforçados com fibras
contínuas que atendam as especificações de projeto:
i. As fibras devem estar distribuídas uniformemente no
interior da matriz;
ii. As fibras devem estar orientadas no interior da matriz;

2. As técnicas desenvolvidas recentemente são: a pultrusão,


enrolamento de filamentos e processos de produção
prepreg;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
PULTRUSÃO:
1. A protrusão é utilizada para fabricar componentes que
possuem comprimentos contínuos e seção reta constante
como barra, tubos e vigas;

2. As mechas e cabos de fibra são impregnadas com resina


termofixa, então estiradas através de um molde de aço que
pré-conforma a peça de acordo com a forma desejada, além
de estabelecer a razão resina/fibra;
Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
PULTRUSÃO:
3. O material passa através de um molde de cura que é
usinado com precisão, de modo a conferir forma final;
4. O molde é aquecido com o objetivo de dar início ao
processo de cura da matriz de resina;
5. Um dispositivo de puxar estira o material através dos
moldes, e, também, determina a velocidade de produção;
6. Seções tubulares e ocas são produzidas por meio de
mandris centrais ou inserção de núcleos ocos;
7. Principais reforços são fibra de vidro, carbono e aramida,
adicionados em concentrações de 40 a 70%vol, as matrizes
são de poliéster, ésteres vinílicos e as resinas epóxi;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
PULTRUSÃO:
8. A pultrusão é um processo contínuo, automatizado e de
produção relativamente elevada;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
PROCESSO DE PRODUÇÃO PREPREG:

1. O PREPREG é o termo utilizado para representar reforços


com fibras contínuas pré-impregnadas com resina polimérica
apenas parcialmente curada;

2. Na forma de uma fita, que molda diretamente por completo


o produto sem haver a necessidade de adicionar qualquer
resina;
3. Forma mais amplamente utilizada para aplicações
estruturais;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
PROCESSO DE PRODUÇÃO PREPREG:

4. Começa pela colimação de uma série de fibras contínuas


enroladas em bobina;
5. Laminadas em sanduíche e prensadas entre folhas de
papel de liberação e de suporte utilizando rolos aquecidos;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
PROCESSO DE PRODUÇÃO PREPREG:

6. Folha de papel de liberação é revestida com uma fina


película de uma solução de resina aquecida, de baixa
viscosidade, para completa impregnação da fibra;

7. Uma lâmina cirúrgica espalha a resina para formar uma


película com espessura e largura uniformes;

8. Produto final é uma fita delgada que consiste em fibras


contínuas e alinhadas, inseridas em resina parcialmente
curada, vulgo PREPEG;

9. Espessura típica para as fitas varia entre 0,08 a 0,25 mm;,


com teor de resina entre 35 a 45%vol;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
PROCESSO DE PRODUÇÃO PREPREG:

10. A temperatura ambiente a PREPEG desenvolve reações


de cura, então é armazenada a 0oC, sua vida útil para
fabricação é inferior a seis meses;

11. São utilizadas resinas termoplásticas e termofixas. As


fibras de carbono, de vidro e aramidas;
12. As fibras são aplicadas, em camadas para atingir
espessura desejada, com orientações unidirecionais ou
alternadas (laminado com camadas cruzadas);
13. A aplicação do PREPREG e corte das fitas na forma
desejada pode ser manual ou automática, que reduz
consideravelmente o custo;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
ENROLAMENTO DE FILAMENTO:

1. Processo segundo o qual as fibras de reforço contínuas


são posicionadas de maneira precisa de acordo com um
padrão para compor forma oca;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Ref. Fibras
ENROLAMENTO DE FILAMENTO:

2. As fibras em fio ou mechas são alinhadas através de um


banho de resina e enroladas ao redor de um mandril;
3. Atingido o número de camadas desejadas, a cura em forno
ou à temperatura ambiente é realizada, então o mandril é
removido;
4. PREPREGs estreitos e delgados, com espessura < 10 mm,
podem ser enrolados em filamentos;
5. Como permite vários padrões de enrolamento, orientação e
uniformidade são empregados no enrolamento de carcaças
de motores de foguetes, tanques de armazenamento e vasos
de pressão, além de vigas em I;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Estruturais
COMPÓSITOS ESTRUTURAIS:
1. Compósito composto tanto de materiais homogêneos
como por materiais compósitos, cujas propriedades são
também dependentes do projeto geométrico;
2. Compósitos laminares e os painéis em sanduíche são
exemplos de compósitos estruturais;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Estruturais
COMPÓSITOS ESTRUTURAIS LAMINARES:
1. Composto por folhas ou painéis bidimensionais que
possuem uma direção preferencial de alta resistência;
2. Camadas são empilhadas e cimentadas umas nas outras,
cuja a orientação de resistência da fibra varia de acordo com
a camada sucessiva;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Estruturais
COMPÓSITOS ESTRUTURAIS LAMINARES:

3. Os laminados podem ser construídos impregnando-se


materiais na forma de tecidos, como algodão, papel, fibra de
vidro trançada, no interior de uma matriz plástica;
4. O material é igualmente resistente nas direções
longitudinal e transversal;
5. O esqui moderno é um exemplo de compósitos laminares;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Estruturais
COMPÓSITOS ESTRUTURAIS PAINÉS EM SANDUÍCHE:
1. Classe de compósitos estruturais, consiste em duas folhas
externas mais resistentes, ou faces, que se encontram
separadas por uma camada de material mais denso, ou
recheio, de menor rigidez e menor resistência;

Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Estruturais
COMPÓSITOS ESTRUTURAIS PAINÉS EM SANDUÍCHE:
2. Faces suportam maior parte da carga para dentro do plano
e tensões de flexão transversais;

3. Materiais típicos para as faces: ligas de Al, plásticos


reforçados com fibras, Ti, aço e a madeira compensada;

4. Recheio apresenta duas funções, separa as faces e resiste


a deformações perpendiculares ao plano da face, aumenta a
rigidez contra o cisalhamento;

5. Material para recheio: Polímeros em espuma, borrachas


sintéticas, cimento inorgânico e madeira balsa;

6. Colmeias de finas folhas moldadas no formato hexagonal


podendo ser do mesmo material dos planos;
Materiais Compósitos
Processamento de Compósitos Estruturais
COMPÓSITOS ESTRUTURAIS PAINÉS EM SANDUÍCHE:
7. Dentre os principais produtos estão os telhados, pisos,
paredes de prédios, em aeronaves nas asas, na fuselagem e
nos revestimentos do leme horizontal;

Materiais Compósitos
Exercícios
1. Dizer se é possível produzir um compósito com matriz
epóxi e fibras aramidas contínuas e orientadas que possua
módulos de elasticidade longitudinal e transversal de
, !"# e , $ !"#, respectivamente. Porque isso é ou não
possível? Admita que o módulo do epóxi é de , $ !"#.

= − +


=
− +

Materiais Compósitos
Exercícios
Resolução:
A partir do módulo de elasticidade longitudinal, tem-se

= − +
Logo, tem-se
, !"# = , $ !"# − + ' !"#
Então,
= (, $

Materiais Compósitos
Exercícios
Resolução:
A partir do módulo de elasticidade transversal, tem-se

=
− +
Logo, tem-se
, $ !"# ) ' !"#
$, !"# =
− ' !"# + , $ !"#

Desta forma,
~(, $
Como, ≅ (, $ ≅ , então é possível fabricar o
compósito com as propriedades propostas.

Materiais Compósitos
Exercícios
2. Deseja-se produzir um compósito em epóxi com reforço de
fibras contínuas e alinhadas com um máximo de 50%vol de
fibra. Além disso, é exigido módulo de elasticidade
longitudinal mínimo de ( !"# , bem como um limite de
resistência a tração mínimo de '(( +"# . Dentre os
seguintes materiais de fibra, vidro-E, carbono (PAN com
módulo padrão) e aramida, quais são possíveis candidatos e
por que? Dados: Epoxi = ', !"# e = +"#; Matriz
momento da falha: Vidro-E ( +"# , carbono '( +"# e
aramida ( +"#;

Materiais Compósitos
Exercícios
Resolução:
A partir do módulo de elasticidade longitudinal, tem-se

= − +
Fibra de vidro,
=', !"# − (, + , !"# (, = ' , , !"#
Este valor encontra-se abaixo do E mínimo, material
descartado. Desta forma, calcula-se a fibra de carbono,
=', !"# − (, + '( !"# (, = -, - !"#
Valor encontra-se acima do E mínimo. Calculando-se então o
limite de resistência a tração,
∗= + ∗

Materiais Compósitos
Exercícios
Resolução:
Substituindo os valores,
∗ ='( +"# ) (, + $((( +"# ) (, = ( +"#
Valor encontra-se acima do mínimo. Material é candidato.
Para a aramida,
=', !"# − (, + ' !"# (, = - , !"#
Valor encontra-se acima do mínimo. Então, calculando-se a
tensão limite de resistência a tração para aramida, tem-se

= ( +"# ) (, + ', ( +"# ) (, = . ( +"#
Valor encontra-se acima do mínimo para a resistência a
tração. Ambos fibra de carbono e aramida atendem aos
critérios mínimos exigidos no projeto.

Materiais Compósitos
:

Materiais Compósitos