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PROJETO

Trupe da Criança 2

NOVEMBRO DE 2003
TRUPE DA CRIANÇA

PROPONENTE:
GRUDE : GRUPO DE DEFESA ECOLÓGICA

PARCEIROS:
SECRETARIA MUNICIPAL DESENVOLVIMENTO SOCIAL
SECRETARIA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO
PROGRAMA FAVELA BAIRRO

RESUMO
O presente projeto encontra-se vinculado a Secretaria Municipal de
Habitação-PROAP II da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o presente
projeto tem como objetivo principal inserir jovens das comunidades onde são
desenvolvidas as ações do Programa Favela Bairro.

O Projeto TRUPE DA CRIANÇA pretende inserir na vida social e


profissional, jovens em situação de risco social, capacitando-os como forma de
estimular e desenvolver o pleno exercício da cidadania, através da orientação
individual e coletiva dos moradores sobre como melhor apropriação e utilização
dos equipamentos da comunidade inserida no Programa Favela Bairro.

A proposta de capacitação se concentra na área de Desenvolvimento


Social como um agente capaz de prestar orientações mínimas sobre o
patrimônio público e os bens coletivos, educando-os socio-culturalmente o
usuário de áreas do Programa Favela Bairro, onde os jovens serão capacitados.

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HISTÓRICO INSTITUCIONAL

Associação Civil, Sem Fins Lucrativos, de Caráter Apartidário, Ambientalista e


Cultural, sem distinção de Raça, Credo, Cor ou Ideologia entre os Associados.
Utilidade Pública Estadual: Lei n.º 2.510/96.
Conselho Municipal de Assistência Social - RJ sob o n.º 0523
Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente - RJ sob o n.º
28/2002
Sede Própria: Estrada de Jacarepaguá, 7818 - Sl. 201 - Jacarepaguá - Rio de
Janeiro - RJ - Brasil - 22.753-040
Tel.: (21) 2447-3693 / 2436-1786
E-mail: grude@grude.org.br
Home-page: www.grude.org.br

CONSELHO DIRETOR (2003-2005)

Elizabeth Frota Flaschner


André Campelo de Magalhães
Silvina das Graças Pereiras

SECRETARIA EXECUTIVA:
Secretário Executivo: FRANKLIN MATTOS (franklin@grude.org.br)
Secretário Adjunto: SERGIO LUIZ MAY (sergiomay@grude.org.br)

RESUMO DAS AÇÕES

1986 - Fundação
1989 - Legalização
1994 a 1996 - Meio Ambiente por Inteiro, curso de ecologia social financiado
pelo PNUD/Fundo LIFE com 18 turmas;
1995 a 1997 - Programa de Educação Ambiental da Linha Amarela, voltado
para a educação ambiental das comunidades e escolas dos entornos deste
sistema viário e que envolveu 8 comunidades, 68 escolas, 112 professores
da rede pública (5.600 alunos) e diversas parcerias com associações de
moradores (20) locais;

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1996 a 1999 - Monitores Ambientais, capacitação de jovens - Orientadores de
Usuários de Áreas Públicas, financiado pela AAPCS em 1996 com 20
alunos, em 1997 com 25 alunos e 1998, com 60 jovens;
1996 a 2000 - Agenda 21 Escolar, em parceria com a 7ª CRE/SME (Tudo ao
Mesmo Tempo no Rio e o Desfile Ecológico na Semana do MA, entre 1996
e 2000;
1997 a 1998 - Rio Verão: Estratégias Comunitárias de Prevenção às Enchentes,
em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do
Meio Ambiente e a Defesa Civil Municipal;
1998 - Jovens Silvicultores (horta, paisagismo, jardinagem) e Reciclarte
(artesanato com material reaproveitado) com a AAPCS/Comunidade
Solidária;
1998 - Instalação do Centro de Referências do Movimento Cidadania Pelas
Águas tendo como eixo temático a Água e o Meio Ambiente.
1998 - Participação do Plano de Valorização da Zona Oeste, com ênfase à
democratização da informática / inclusão digital.
1999 - em parceria com o CREA-RJ e o Instituto Estadual de Florestas,
Faculdades Simonsen, realizou o 1.º Seminário Técnico UNIDADES DE
CONSERVAÇÃO: DIAGNOSE ATUAL E PERSPECTIVAS FUTURAS;
1999 - realizou o VI Encontro Estadual de Educação Ambiental, com o tema
“Quem? Como? Onde?” - 100 educadores ambientais de vários pontos do
Estado do RJ;
2000 - Bicho Solto (arte-educadores para o Jardim Zoológico), pela AAPCS
(Associação de Apoio ao Programa Capacitação Solidária), com 30 jovens.
2000 - Projeto “ORIENTADORES TURÍSTICOS ECOLÓGICOS” (Secretaria
do Estado de Trabalho/FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador), no
Parque Estadual da Pedra Branca - 119 trabalhadores, desempregados e
jovens à procura do primeiro emprego, moradores de Jacarepaguá, do
entorno do Parque;
2001 – Projeto de Capacitação “Jovens Silvicultores”, pela AAPCS (Associação
de Apoio ao Programa Capacitação Solidária), que treinou 30 jovens;
2001 - Curso “Gestão e Organização de Associações de Moradores”
(Secretaria do Estado de Trabalho/FAT - Fundo de Amparo ao
Trabalhador), contando com 50 treinandos - questões comunitárias, meio
ambiente e elaboração de projetos sociais.
2002 - Projeto “Guardiões do Parque Estadual da Pedra Branca - Educação
Ambiental, Proteção e Ecoturismo”, projeto de Educação Ambiental,
Mobilização Comunitária, Vigilância, Orientação Turístico-Ecológica e
Combate a Incêndios Florestais;
2002/2003- Projeto “Agente Jovem de Conservação”- 500 jovens de
comunidades de baixa renda no Município do Rio de Janeiro, como agentes

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locais de cidadania e conservação - Secretaria de Estado de Ação
Social/SEAS do Ministério de Previdência e Assistência Social, Ministério da
Justiça e Secretaria Municipal de Habitação - SMH.
2002/2003- Projeto “CIDADANIA DIGITAL – Programa de Inclusão e
Qualificação em Informática” (Banco Interamericano de Desenvolvimento –
BID e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - Secretaria Municipal de
Trabalho e Renda) que capacita 655 moradores de comunidades de baixa
renda em informática e comunicação eletrônica, Faculdades SIMONSEN e
FEUC – Federação de Ensino Unificado Campograndense;
2003 - com o apoio da CRT – Concessionária Rio-Teresópolis e do Parque
Nacional da Serra dos Órgãos, está sendo elaborado um vídeo de apoio
às escolas e comunidades da região do entorno do Parque, em
Teresópolis, colocando temas a serem debatidos, tais como lixo,
enchentes, reflorestamento e cuidados com a rodovia.
2003 - Programa de Apoio às Populações Desfavorecidas da Região do Rio de
Janeiro / APD-RIO e União Européia: Projetos “Comunicação
Institucional”, “Agente Jovem”, “Monitores Ambientais” e “Reforço
Institucional Comunitário”, nas comunidades de Vila Benjamin Constant,
Vila Parque da Cidade, Vila Moretti, Vila São Bento e Vila União da Paz.
Desde 1997, o GRUDE desenvolve o Programa de Reforço Institucional
para ONGs, Associações de Moradores e Movimentos Sociais.

ANTECEDENTES DO PROJETO

Que a educação ambiental tenha por finalidade


criar uma consciência, comportamentos e valores com
vistas a conservar a biosfera, melhorar a qualidade de
vida em todas as partes e salvaguardar os valores
éticos, assim como o patrimônio cultural e natural,
compreendendo os sítios históricos, as obras de arte, os
monumentos e lugares de interesse artístico e
arqueológico, o meio natural e humano, incluindo sua
fauna e flora, e os assentamentos humanos.(Conferência
de Tbilisi)

A concepção metodológica apresentada nestes projetos encontra-se


intimamente associada a nossa própria história institucional, baseada em
experiências desenvolvidas e aprimoradas para a consolidação do Bosque da
Freguesia, local de nossa ação sócio-ambiental, já que em 1989, o GRUDE

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desenvolveu um programa de visitação a esta futura Unidade de Conservação,
para sensibilizar a população na proteção dos recursos naturais ali existentes.
Primeiramente foram os MONITORES DE BIOLOGIA, estudantes de
ciências biológicas que orientavam os visitantes. Esta metodologia foi
publicada nos Anais dos Encontros de Educação Ambiental do Rio de Janeiro
(1992, 1993 e 1994). Com o Projeto Meio Ambiente por Inteiro (1994)
financiado pelo PNUD / FUNDO LIFE, a metodologia foi modificada para
atender jovens oriundos das escolas municipais da região passando a
denominar-se MONITORES AMBIENTAIS.
Durante o I Concurso de Capacitação de Jovens do Comunidade
Solidária, no ano de 1996, o GRUDE, em parceria com o IBAMA e o Parque
Nacional da Tijuca, implementaram o primeiro projeto Monitores Ambientais,
com 20 jovens.
De 1996 até o ano de 2001 foram treinados e capacitados cerca
300 jovens de 15 até 19 anos, sendo que 52% encontram-se
inseridos no mercado de trabalho formal, 23% na escola formal
com acentuada melhoria no rendimento escolar, 8% em
Universidades, alguns em Universidades Públicas (UERJ, UFF,
UNI-RIO e UFRRJ).

Em 2001 a Secretaria Municipal de Habitação, o Ministério da Justiça, a


Secretaria de Assistência Social do Ministério da Previdência Social firmaram
convênio para a realização do Projeto Agente Jovem de Habitação, no âmbito
do PROAP II, capacitando 500 jovens de 20 comunidades distintas.
Foi editado um material instrucional em linguagem de quadrinhos ( em
anexo) para trabalhar com os jovens. O SEAS-MPAS considerou exemplar a
proposta.

A ÁREA DO PROJETO

A cidade do Rio de Janeiro está localizada dentro de um complexo e


variado ecossistema, compreendido entre o mar, as lagunas costeiras e as
florestas tropicais ombrófilas (Mata Atlântica), circundada pelos maciços da
Pedra Branca, Serra de Madureira, Serra do Mendanha e da Floresta da
Tijuca.
Sofreu profunda descaracterização com a crescente expansão
imobiliária, que produziu condomínios de luxo e shoppings para consumidores
apurados de um lado e, de outro, favelas numerosas com inúmeros miseráveis e
deserdados da cidadania.

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Nas regiões que compreendem as comunidades contempladas com o
Projeto Parque Erédia de Sá, Parque Horácio Cardoso Franco, Vila Arará, Vila
União, Parque Alegria/ Parque Vitória, Morro de São Carlos, Morro do
Catumbi/Mineira, Bispo, Matinha, Morro Azevedo Lima, Morro da Liberdade,
Morro Santos Rodrigues, Pantanal, Rodo, São Sebastião, Sumaré, Morro da
Coroa, Morro da Providência, Morro do Cruz, Borda do Mato, Nova Divinéia,
Parque JK, Parque João Paulo II, Buraco Quente, França Junior, Morro do
Chacrinha, Morro dos Macacos, Parque Vila Isabel e Pau da Bandeira a situação
de miséria em que estas comunidades se encontram possibilita a manutenção
de dois focos de violência distintos, o dos grupos para-sociais e da exclusão
social, gerada com o preconceito.
Os jovens e as crianças são sempre as principais vítimas, o que evidencia
uma necessidade premente de valorização social dos jovens, visando sua
preparação para a vida, para o pleno exercício da cidadania e, como
conseqüência disto, a inserção no mundo do trabalho.

JUSTIFICATIVA

Considerando a atuação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro no


que se refere a implantação de programas de integração social em
comunidades de baixa renda, faz-se necessário acoplar projetos
complementares de alcance social, a fim de implementar processo educativo,
capaz de preparar a população beneficiada para a apropriação e uso adequado
dos equipamentos / serviços implantados.
Do ponto de vista cultural, classes populares são a imensa multidão de
pessoas que, alijadas do processo político, econômico, social e cultural
dominante, criaram para si um código próprio de representação do mundo,
marcado pela lateralidade, pelo sincretismo e pelo trato interesseiro com a
autoridade.
As pessoas sempre que se organizam em grupos para a formação ou para
algum trabalho comunitário, levam para dentro desses grupos suas vidas, suas
histórias, seus defeitos e virtudes, ambições e carismas.
Formação e auto-formação são momentos distintos de um mesmo
processo permanente, que inclui o lazer, o pensar, o prazer, a intuição, o corpo,
a criatividade, a festa, o diálogo, a poesia, a música.
Assim, este projeto desenvolve ampla campanha de orientação e
valorização do jovem acrobata ou malabarista como agente transformador,
estimulando o seu papel de protagonista, de modo que ele compreenda que e
possível planejar e construir seu próprio futuro, utilizando-se de suas
aptidões e valores.

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Historicamente o circo brasileiro tropicalizou algumas atrações
tradicionais dos circos existentes pelo mundo, como por exemplo, o palhaço
brasileiro que fala muito, ao contrário do europeu, que era mais mímico. Ao
mesmo tempo era mais conquistador e malandro, seresteiro, tocador de
violão, com um humor picante.
O público também apresentava características diferentes: os europeus
iam ao circo apreciar a arte; no Brasil, os números perigosos eram as
atrações: trapézio, animais selvagens e ferozes.
Segundo Alice Viveiros de Castro, “atualmente existem mais de 2.000
circos espalhados pelo Brasil, sendo aproximadamente 80 médios e grandes,
com trapézio de vôos, animais e grande elenco. Estima-se um público anual de
25 milhões de espectadores. Entre os problemas enfrentados nos dias de
hoje estão os terrenos caros e há cidades que não permitem a montagem de
circos, pois seus prefeitos temem estes forasteiros”.
Hoje em dia, além dos circos itinerantes e tradicionais que ainda
existem, a arte circense também se aprende em escolas.
Neste contexto se insere o presente programa, visando uma mudança
de valores, ou seja, estimular a construção de um conceito onde se pode
estudar de forma convencional e fazer um curso de arte circense,
possibilitando que as novas gerações trabalhem também mais na
administração de espetáculos em circos.
Jovens terão acesso às técnicas circenses, formando grupos que se
apresentam em teatros, ginásios e praças.
Deste modo a ênfase do projeto continua sendo nas ações sócio-
educativas, desenvolvimento da auto-estima, treinamento técnico, inserção na
comunidade local ou escolar.
Neste contexto se insere o Projeto como forma de estimular e
desenvolver o pleno exercício da cidadania, por meio de educação sócio-cultural,
capacitando-o para a vida social, integrando-o em sua própria comunidade ou
escola como agente multiplicador.

RELAÇÃO DE COMUNIDADES E Nº DE CRIANÇAS/ADOLESCENTES

Nº DE
Nº COMUNIDADE BAIRRO AP VAGAS
1 Parque Erédia de Sá Benfica 1.0 5
2 Parque Horácio Cardoso Franco Benfica 1.0 5
3 Vila Arará Benfica 1.0 5
4 Vila União Benfica 1.0 5
5 Parque Alegria/ Parque Vitória Caju 1.0 5
6 Morro de São Carlos Estácio 1.0 5

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7 Morro do Catumbi/Mineira Estácio 1.0 5
8 Bispo Rio Comprido 1.0 5
9 Matinha Rio Comprido 1.0 5
10 Morro Azevedo Lima Rio Comprido 1.0 5
11 Morro da Liberdade Rio Comprido 1.0 5
12 Morro Santos Rodrigues Rio Comprido 1.0 5
13 Pantanal Rio Comprido 1.0 5
14 Rodo Rio Comprido 1.0 5
15 São Sebastião Rio Comprido 1.0 5
16 Sumaré Rio Comprido 1.0 5
17 Morro da Coroa Santa Teresa 1.0 5
18 Morro da Providência Sáude 1.0 5
19 Morro do Cruz Andaraí 2.2 5
20 Borda do Mato Grajaú 2.2 5
21 Nova Divinéia Grajaú 2.2 6
22 Parque JK Grajaú 2.2 6
23 Parque João Paulo II Grajaú 2.2 6
24 Buraco Quente Tijuca 2.2 6
25 França Junior Tijuca 2.2 6
26 Morro do Chacrinha Tijuca 2.2 6
27 Morro dos Macacos Vila Isabel 2.2 6
28 Parque Vila Isabel Vila Isabel 2.2 6
29 Pau da Bandeira Vila Isabel 2.2 6
TOTAL DE JOVENS 154

Alunos motivados saem mais preparados para assumir o controle de seu


futuro; estão mais capacitados para melhorar sua próprias condições de vida e,
mais tarde, as de seus filhos.
Assim, este projeto que atende uma demanda específica das
Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social e de Habitação,
desenvolve ampla campanha de orientação, valorização e de publicidade deste
projeto de grande êxito na reorganização urbana e social de nossa cidade.

OBJETIVO GERAL

 Desenvolver ação sócio-educativa junto às crianças e adolescentes de 7


a 17 anos, que se concentram nos sinais de trânsito fazendo
malabarismos, procurando inserir na vida sócio-profissional esses jovens
de famílias em situação de pobreza, desenvolvendo o exercício da
cidadania por meio do estímulo de atividades culturais.

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OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. Capacitar 154 jovens de comunidades de baixa renda em atividades


circenses ao longo de 12 meses;

2. Oferecer cursos de capacitação voltados para as questões artísticas,


culturais e de cidadania;

3. Desenvolver atividades de esporte, cultura e lazer nos Finais de Semana em


espaços diversificados;

4. Encaminhar as crianças para a reinserção escolar;

5. Fortalecer vínculos familiares destas crianças e adolescentes;

METODOLOGIA

A Trupe da Criança, pretende desenvolver e implementar um programa


onde as crianças e os adolescentes que vivem em situação de rua e se
concentram nos sinais de trânsito, expostos a todo e qualquer tipo de
violência, desenvolvam suas aptidões, no horário complementar ao escolar,
através de atividades pedagógicas, artísticas e culturais, reforço escolar,
passeios e jogos em espaços adequados.

Estão sendo previstas atividades esportivas, culturais e de lazer que


deverão ser praticadas inclusive nos finais de semana, possibilitando que estas
crianças conheçam novos lugares, tenham contato com diferentes atividades.

Assim, a Trupe da Criança pode se tornar em uma referência importante


para a discussão e implantação de projetos sociais voltados para crianças e
adolescentes; e uma estratégia fundamental na luta pela redução das
desigualdades sociais na Cidade.

O projeto atende crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, que se concentram


nos sinais de trânsito, de ambos os sexos, moradores das comunidades de baixa
renda principalmente aquelas onde foi desenvolvido e implementado o
Programa Favela Bairro

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A metodologia desenvolvida, bem como as atividades didáticas e
pedagógicas, visam primeiramente educar e capacitar cada jovem para a vida,
através do desenvolvimento do exercício da cidadania, visando a inserção
sócio-profissional, e como conseqüência destas ações promover o diálogo entre
os jovens da região e despertá-los para o pleno exercício da cidadania e
protagonismo juvenil.
Neste sentido, as diretrizes teórico-metodológicas do projeto se
baseiam nos pressupostos da Agenda 21 e nos Tratados Internacionais de
Educação Ambiental, situando-os numa pedagogia crítica (Paulo Freire).
O projeto terá duração de 12 (doze) meses.
A capacitação total para todas as turmas são divididas em:

1. Conceitos de Direitos Humanos/Cidadania – o conteúdo tem por objetivo incentivar


os beneficiários a conhecerem e a fazer valer seus direitos legítimos de cidadãos,
incorporando a noção de liberdade, direitos humanos e cidadania. Ter a noção sobre
os direitos e deveres, por meio de material adequado para cada faixa etária
(exemplo: Estatuto da Criança e do Adolescente, publicação específica para
compreensão de criança) – 40 h;

2. Cuidados com a Saúde – conteúdo que vise trabalhar com os beneficiários os cuidados
básicos de saúde - 40 h;

3. Técnicas de Atividades Circenses – conteúdo que vise apresentar aos beneficiários


formas qualificadas para apresentações - 200 h;

4. Artes / Expressão Corporal – conteúdo que vise apresentar aos beneficiários além
das atividades circenses, outras formas de expressão artística - 80 h;

Durante os 12 (nove) meses de operacionalização, os jovens serão


orientados e capacitados em grupo sobre diferentes temáticas ligadas às
questões de cidadania, ética, relações humanas, das políticas públicas,
trabalho, saúde, habitação, educação sanitária e ambiental, dentre outras;
divididas.
Para isso serão planejadas ações pedagógicas em espaços abertos, com
as seguintes finalidades:
I. Atividades esportivas, culturais, pedagógicas, artísticas,
passeios, jogos e pesquisas que favoreçam o desenvolvimento
infanto-juvenil;

II. Ações que possibilitem a realização das tarefas escolares e seu


acompanhamento;

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III. Ações de integração com os demais trabalhos desenvolvidos na
área;

IV. Atividades socializadoras com as famílias da população alvo:


culturais e lúdicas – festas comemorativas, passeios, contos,
danças e jogos;

V. Atividades relacionais com as famílias da população alvo,


voltadas para a afetividade, auto-estima, atitudes e valores,
estreitamento das relações familiares e comunitárias.

VI. Oficinas de atividades circenses para apresentações em escolas,


abrigos, centro de convivência, creches e hospitais (INCA, Hospitais,
entre outros).

VII. Programações culturais nos finais de semana, tais como colônia de


férias, passeios, visitas à museus, entre outras, que possibilitem o
acesso a atividades culturais, de esporte e lazer

VIII. Atividades relacionadas à cultura, utilizando os espaços municipais:


Biblioteca Nacional, Teatros, Teatro Municipal, Museu Nacional, etc.
Para estas atividades deverá ser garantido transporte para os
beneficiários.

Será produzido um vídeo, arquivo fotográfico e memorial publicado (com


histórias, fotos, exemplos), que apresente a construção desde as histórias individuais
até os resultados finais.

O Conteúdo Programático do Curso de Capacitação está assim definido:


I. Técnicas de manipulação
Malabares, Antipodismo/Tranca, Laço, Bastão do
Diabo/Bastão Chinês, Bilboquê, Magia.
II. Técnicas de acrobacias aéreas
Trapézio simples, Petit Volant, Quadrante, Elástico,
Bambu, Corda indiana simples e dupla, Corda
marinha, Tecidos, Argolas, Liras.
III. Técnicas de acrobacia
Solo (mão-a-mão, saltos), Contorção, Aros chineses,
Escadas, Cadeiras, Maca russas, Barras russas,
Báscula, Mini-tramp, Trampolim acrobático, Icários,
Dândis, Adágio.
IV. Técnicas de equilíbrio
Paradas (de mão e cabeça), Bola, Cadeiras, Perna-

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de-pau, Escada, Percha (de ombro, de testa e de
ventre), Monociclo, Rola-rola, Arame baixo, alto,
bambo e , inclinado, Patinação.
V. Técnicas especiais
Comicidade

As atividades serão planejadas pelo GRUDE, SMH, SMDS e pelos


técnicos do Projeto PROAP 3, participando de todas as etapas do projeto, o
que inclui planejamento participativo, implantação e acompanhamento de todas
as fases e etapas, contribuindo com suporte técnico, como :
(a) Planejamento operacional do curso através de reuniões com atores e
agentes sociais envolvidos;
(b) Organização de Visitas Técnicas, visando conhecimento, valorização
cultural e ação sócio-ambiental no local.

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CRONOGRAMA GERAL

ATIVIDADE MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3 MÊS 4 MÊS 5 MÊS 6 MÊS 7 MÊS 8 MÊS 9 Mês 10 Mês 11 MÊS 12

Infraestrutura operacional X

Formação de Equipe X

Treinamento de Equipe X

Convocação de Jovens X

Seleção de Jovens X

Formação de turmas X

Treinamento de alunos X X X

Planejamento de implementação
X
das ações
154 jovens realizando atividades
X X X X X X X X
em espaços públicos

Relatório Final X
PLANO DE TRABALHO

Objetivo Geral
Desenvolver ação sócio-educativa junto às crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, que se concentram nos sinais de trânsito fazendo
malabarismos, procurando inserir na vida sócio-profissional esses jovens de famílias em situação de pobreza, desenvolvendo o
exercício da cidadania por meio do estímulo de atividades culturais.
Objetivo Específico 1.
Capacitar 154 jovens de comunidades de baixa renda em atividades circenses ao longo de 12 meses.
Resultados Atividades Produtos

Estrutura técnico-administrativa operante.


1.1.1 - Infraestrutura operacional
1.1 – Gestão Operacional
1.1.2 - Formação de Equipe Equipe didático-pedagógica adequadamente capacitada.
1.1.3 - Treinamento de Equipe

1.2.1 – Convocação de jovens nas comunidades


1.2 – Seleção de jovens e 154 alunos selecionados e divididos em 08 turmas
1.2.2 – Seleção de alunos com avaliações físicas
adolescentes nas comunidades.
e psicológicas
Objetivo Geral
Desenvolver ação sócio-educativa junto às crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, que se concentram nos sinais de trânsito fazendo
malabarismos, procurando inserir na vida sócio-profissional esses jovens de famílias em situação de pobreza, desenvolvendo o
exercício da cidadania por meio do estímulo de atividades culturais.
Objetivo Específico 2.
Encaminhar as crianças para a reinserção escolar .

Resultados Atividades Produtos Obs.

2.1 – Avaliação de grau de 2.1.1 – Levantamento de grau de escolaridade Jovens em sala de aula nas Unidades de
escolaridade e evasão escolar 2.1.2 – Levantamento de Unidades Escolares Ensino próximas às comunidades
dos participantes. próximas às residências dos alunos
2.1.3 – Encaminhamento dos alunos evadidos

Objetivo Geral
Desenvolver ação sócio-educativa junto às crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, que se concentram nos sinais de trânsito fazendo
malabarismos, procurando inserir na vida sócio-profissional esses jovens de famílias em situação de pobreza, desenvolvendo o
exercício da cidadania por meio do estímulo de atividades culturais.
Objetivo Específico 3.
Oferecer cursos de capacitação voltados para as questões artísticas, culturais e de cidadania .

Resultados Atividades Produtos

4.1.1 – Treinamento nas diversas atividades Jovens capacitados e aptos para realização de
ligadas ao mundo do circo apresentações públicas
4.1 – Jovens se capacitando nas
4.1.2 – Dinâmicas de integração Integração entre os participantes
artes circenses
4.1.3 – Trabalhos manuais de artes Materiais resultantes das atividades artísticas
plásticas
Objetivo Geral
Desenvolver ação sócio-educativa junto às crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, que se concentram nos sinais de trânsito fazendo
malabarismos, procurando inserir na vida sócio-profissional esses jovens de famílias em situação de pobreza, desenvolvendo o
exercício da cidadania por meio do estímulo de atividades culturais.
Objetivo Específico 4.
Desenvolver atividades de esporte, cultura e lazer nos finais de semana em espaços diversificados .

Resultados Atividades Produtos

3.1 – 154 participantes em 3.1.1 – Levantamento de locais para Cronograma de apresentação


atividades externas apresentação pública (praças, parques, Grupos realizando atividades em praças, comunidades,
escolas, comunidades, dentre outros) escolas, eventos e outras instituições
3.1.2 – 154 jovens atuando em espaços Organização de atividades com usuários das áreas
públicos e nas comunidades públicas, moradores locais e estudantes

Objetivo Geral
Desenvolver ação sócio-educativa junto às crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, que se concentram nos sinais de trânsito fazendo
malabarismos, procurando inserir na vida sócio-profissional esses jovens de famílias em situação de pobreza, desenvolvendo o
exercício da cidadania por meio do estímulo de atividades culturais.
Objetivo Específico 5.
Fortalecer vínculos familiares destas crianças e adolescentes .

Resultados Atividades Produtos

4.1.1 – Levantamento da situação sócio- Mapa demonstrativo da situação sócio-econômica dos


econômica e familiar dos jovens jovens
4.1 – Jovens reintegrados
4.1.2 – Acompanhamento familiar Diminuição da violência familiar
socialmente
4.1.3 – Reuniões / encontros com Inserção social de jovens
responsáveis dos jovens