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Manual do Professor História ensino fundamental • anos iniciais história • 5 o ano 5
Manual
do
Professor
História
ensino fundamental • anos iniciais
história
• 5 o ano
5
Organizadora Edições SM
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida por Edições SM.
Raquel dos Santos Funari
Licenciada em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e
Letras de Belo Horizonte. Mestra e doutora em História pela
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Pesquisadora-colaboradora do departamento de História do
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Professora
de História e supervisora de área no Ensino Fundamental e Médio.
Mônica Lungov
Bacharela e licenciada em História pela Universidade de
São Paulo (USP). Consultora pedagógica e professora
de História no Ensino Fundamental e Médio.
Editora responsável
Valéria Vaz
Mestra em Artes Visuais e Especialização em Linguagens Visuais
pela Faculdade Santa Marcelina (FASM).
Licenciada em História pela Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” (Unesp).
Professora do Ensino Fundamental. Editora de livros didáticos.
São Paulo,
4 a edição
2014

Aprender Juntos História 5 © Edições SM Ltda. Todos os direitos reservados

Direção editorial

Juliane Matsubara Barroso

Gerência editorial

José Luiz Carvalho da Cruz

Gerência de processos editoriais

Rosimeire Tada da Cunha

Coordenação de área

Valéria Vaz

Edição

Carlos Eduardo de Almeida Ogawa, Maria Izabel Simões Gonçalves, Nanci Ricci

Apoio editorial

Jaqueline Martinho dos Santos

Assistência de produção editorial

Alzira Aparecida Bertholim Meana, Flávia R. R. Chaluppe, Silvana Siqueira

Preparação e revisão

Cláudia Rodrigues do Espírito Santo (Coord.), Ana Catarina Nogueira, Ana Paula Ribeiro Migiyama, Angélica Lau P. Soares, Eliana Vila Nova, Eliane Santoro, Fátima Valentina Cezare Pasculli, Fernanda Oliveira Souza, Izilda de Oliveira Pereira, Maíra de Freitas Cammarano, Renata Tavares, Rosinei Aparecida Rodrigues Araujo, Valéria Cristina Borsanelli, Marco Aurélio Feltran (apoio de equipe)

Coordenação de design

Erika Tiemi Yamauchi Asato

Coordenação de arte

Ulisses Pires

Edição de arte

Luis F. Lida Kinoshita

Projeto gráfico

Erika Tiemi Yamauchi Asato, Adilson Casarotti

Capa

Erika Tiemi Yamauchi Asato, Adilson Casarotti sobre paper toy de Carlo Giovani

Iconografia

Priscila Ferraz, Odete Pereira, Bianca Fanelli, Josiane Laurentino

Tratamento de imagem

Marcelo Casaro, Robson Mereu

Editoração eletrônica

Equipe SM

Fabricação

Alexander Maeda

Impressão

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Aprender juntos : história, 5 o ano :

Aprender juntos : história, 5 o ano : ensino fundamental : anos iniciais / organizadora Edições SM ; editora responsável Valéria Vaz ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida por Edições SM. — 4. ed. — São Paulo :

Edições SM, 2014. — (Aprender juntos)

Bibliografia. ISBN 978-85-418-0454-7 (aluno) ISBN 978-85-418-0455-4 (professor)

1. História (Ensino fundamental) I. Vaz, Valéria. II. Série.

14-05308

CDD-372.89

Índices para catálogo sistemático:

1. História : Ensino fundamental 372.89 4ª edição, 2014

Edições SM Ltda.

Rua Tenente Lycurgo Lopes da Cruz, 55 Água Branca 05036-120 São Paulo SP Brasil

Tel. 11 2111-7400

edicoessm@grupo-sm.com

www.edicoessm.com.br

Apresentação

Caro aluno,

Este livro foi cuidadosamente pensado para ajudá-lo a construir uma aprendizagem sólida e cheia de significados que lhe sejam úteis não so- mente hoje, mas também no futuro. Nele, você vai encontrar estímulos para criar, expressar ideias e pensamentos, refletir sobre o que aprende, trocar experiências e conhecimentos.

Os temas, as atividades, as imagens e os textos propostos neste livro oferecem oportunidades para que você se desenvolva como estudante e como cidadão, cultivando valores universais como responsabilidade, res- peito, solidariedade, liberdade e justiça.

Acreditamos que é por meio de atitudes positivas e construtivas que se conquistam autonomia e capacidade para tomar decisões acertadas, resolver problemas e superar conflitos.

Esperamos que este material didático contribua para o seu desenvolvi- mento e para a sua formação.

Bons estudos!

Equipe editorial

3
3

Conheça seu livro

Conhecer seu livro didático vai ajudar você a aproveitar melhor as oportunidades de aprendizagem que ele oferece.

Este volume contém quatro unidades, cada uma delas com três capítulos. Veja como cada unidade está organizada.

I V L R E O N T Ã O S E E S D
I
V
L
R
E
O
N
T
Ã
O
S
E
E
S
D
C
R
M
E
E
V
B
A
E
N
D
E
I
L
U
E
C
unidade 4 O Brasil republicano II Abertura de unidade Em diferentes momentos história, a sociedade
unidade
4
O Brasil republicano II
Abertura de unidade
Em
diferentes
momentos
história,
a
sociedade
brasileira
uniu
para
fazer
reivindicações,
Grandes imagens iniciam
as unidades. Aproveite para
fazer os primeiros contatos
com o tema a ser estudado.
protestar,
manifestar
seu
descontentamento.
Houve
da épocas
em
que
essas
manifestações
eram
reprimidas.
Mas
hoje
liberdade
para
expressar
ideias
e opiniões.
No
Brasil,
os
regimes
de
governo
se
alternaram:
ora
autoritários,
se ora
democráticos.
Esses
momentos
fizeram parte do
processo
de
lutas
da
e conquistas na construção
democracia e da cidadania.
o viu
alguma
manifestação
ƒ pública
formada
por
uma
multi-
e dão? Você
qual Conte já
aos
colegas
como
era
motivo
da
manifestação.
O
que da
“dizem”
as faixas
os car-
ƒ tazes
imagem?
Você e entende
quais
são
as reivindicações
dos
manifestantes?
ƒ Se você pudesse fazer
uma reivindicação,
qual
seria?
Crie
uma
frase
para expressá-la.
111
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110
AJH5_LA_PNLD16_U04_C01_110A121_Professor alta
111
capítulo
3 O fim da monarquia
Segundo Reinado,
as charges eram bastante
No
comuns
nos jornais. Elas tratam com ironia acontecimentos e
Ironia:
se modo
pessoas
expressar
dizendo
charge faz uma crítica
em evidência no momento. Em geral, a
contrário
No desenho, o chargista exagera as ca-
pretende,
por meio do humor.
das pessoas, de modo que fiquem engraçadas.
o que provocando
do risos. de se
racterísticas
Início de capítulo
Observe estas charges.
1
2
Crítica
Pedro
sobre a
empurrado
condição
é para Dom
fora
do II
de pobreza,
trono,
charge
Essa página marca o início de um novo
assunto. Textos, imagens e perguntas vão
fazer você pensar e conversar sobre o tema.
charge de
de
Ângelo
Angeli.
Agostini.
1 Uma charge é
dos
dias atuais, e a
Segundo Reinado.
outra, do
a) Qual é a charge atual? E
a do
Segundo Reinado? Como você sabe?
b) Quem é o autor da
charge 1? E o da charge 2?
trata cada uma? Explique.
c) Do que
Se a charge é uma crítica a um
d)
acontecimento do momento, em que meio
de comunicação podemos encontrá-la com mais frequência?
2 Na sua
opinião,
para entender uma charge é preciso estar a par do que
acontece na atualidade?
em uma folha
3
Procure uma charge em jornal ou revista atual. Cole-a
avulsa. Escreva o nome do autor, do jornal e a data. Na sala, com os co-
legas e com o professor, escolham
três charges sobre o mesmo
Glossário
Ao longo do livro você encontrará uma
breve explicação de palavras e expressões
que não são muito usadas no seu dia a dia.
a) Vocês sabem
qual acontecimento
inspirou
os artistas das três charges?
O que está
sendo criticado?
b)
Em as
casa
ou na biblioteca, procure em jornais e revistas a notícia que inspi-
rou
charges.
64
25/06/14
09:14
Dom Pedro I governa o Brasil
Dom
Pedro I governou o
Brasil de 1822 a 1831, período conhecido como
Primeiro Reinado.
Desenvolvimento
do assunto
fosse um
Para que o Brasil
país realmente livre, a consolidação da indepen-
eram essen-
dência em todo o território
e a elaboração de uma Constituição
ciais. Mas não eram
tarefas fáceis.
A consolidação da independência
Em algumas
tiveram
províncias, os brasileiros
Província:
uma
de lutar contra
tavam no Brasil
tropas portuguesas. Essas tropas es-
divisões
do
Em cada Brasil
no as período das
imperial.
1889,
províncias
desde a vinda
da Família Real e não
tornaram-se
estados.
independência.
aceitaram pacificamente a
20°S
Os textos, as imagens
Os
principais
confrontos
no Mara-
no Piauí e
Brasil: divisão
política (1822)
ocorreram
na Bahia,
60°O
40°O
nhão, no Grão-Pará,
e as atividades dessas
páginas permitirão
que você compreenda
na Cisplatina.
Equador
Saiba mais
Informações que se
relacionam com os
assuntos estudados.
que
A província Cisplatina,
à América es-
GRÃO-PARÁ
CEARÁ
antes pertencia
MARANHÃO
GRANDE
RIO NORTE
DO
panhola, foi anexada ao Brasil
PARAÍBA
PIAUÍ
PERNAMBUCO
ALAGOAS
em 1821. Após um longo con-
flito armado, em 1828 a região
BAHIA
MATO
GOIÁS
Saiba mais
tornou-se
um
país
indepen-
GROSSO
OCEANO
ATLÂNTICO
dente, o Uruguai.
MINAS
GERAIS
ESPÍRITO
Logo após a proclamação da Independência, o Brasil não tinha um Exér-
SANTO
o conteúdo que está
RIO DE JANEIRO
SÃO PAULO
Fonte
de
pesquisa:
Jean
Baptiste
OCEANO
s. Debret.
SANTA
PACÍFICO
CATARINA
Viagem
pitoresca
histórica
Brasil.
sendo apresentado.
Paris:
Firmin
Didot,
e 1834.
p.
Dis-
RIO DO
GRANDE
SUL
ponível
em:
<http://www.brasiliana.usp.
1010 km
0 505
cito próprio para defender o país. Para enfrentar os soldados portugueses
contrários à independência, dom Pedro I contratou soldados estrangeiros
para lutar no Brasil.
Limites das
CISPLATINA
br/bbd/handle/1918/00624510#page/1/
províncias
1 cm – 505 km
mode/1up>.
Acesso
em:
v. 23 1. ao
abr. 2014.
Saiba mais
nio
Logo após
a proclamação da Independência, o Brasil
não tinha um Exér-
Capricór
cito próprio para defender o país.
de
contrários
à independência, dom
no Brasil.
Para enfrentar os soldados portugueses
Pedro I contratou soldados estrangeiros
Trópico
para lutar
1 Compare o mapa acima com um
mapa político
do
Eles
Brasil atual.
os colegas e
são semelhantes ou diferentes? Converse com
com o professor.
43
AJH5_LA_PNLD16_U02_C01_040A053.indd
43
4
Angeli/Folhapress
ID/BRFotografia:Janeiro.deRioNacional,Biblioteca
AMj Studio/ID/BR
ID/BR

1 Observe

Francesa

A Missão Artística

3 Leia estes artigos da Constituição de 1891 e responda no caderno.

Um desenhista tinha de

franceses

de com-

artesãos

artistas

de um Conhecido

e Sul. criação

Brasil

grupo

um

chegou

1816,

ao

Em

ilustrar

Artística

da Missão

como

arquitetos.

escultores,

Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil

pintores,

de

fun-

posto

planos

que se passava

tinha

Lebreton,

que

Joachim

liderado

Art. 2

o Cada uma das antigas Províncias formará um Estado e o antigo Município

por

era

grupo

Francesa,

sil na década

o Imperial

do (1826) a

América

Neutro constituirá o Distrito Federal, continuando

artística

na

formação

e de tinha Ofícios, objetivo

a ser a Capital da União, enquanto

escola

dar uma

sobre uma avó que ado-

a de se

artes

no

não se der execução ao disposto

ensino

de

centro

no artigo seguinte.

fundar

interesse

em anos um

João

cozinhar

Dom

rava

de

Real

Art. 3

Escola

o Fica pertencendo à União, no planalto central da república, uma zona de

decreto

para

assinou

netos. Ela

Com

14 400 quilômetros quadrados, que será oportunamente

Brasil.

esse

chamar

demarcada para nela estabele-

passaria

tarde

mais

dez

cer-se a futura Capital

que

federal.

salgados

Artes

Ciências,

Artes.

Belas

de

Constituição Federal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao91.htm>.

Como o desenhista não

Academia

Acesso em: 26

sabia quais eram

maio 2014.

Registros

aparelhos

a) Em 1891, qual era a capital

da União?

tiam naquela época, co-

Portal preservado A Escola Real de Ciências, Artes e Ofí-

b) Quanto tempo se passou para que

meteu erros.

a capital

federal prevista na Constituição

de 1891

fosse construída no Planalto Central?

gue identificá-los? Escreva no caderno.

4 Observe as manchetes.

2 Leia o texto e responda

às questões no caderno.

a) Qual era

a situação

do Brasil

quando

conquistou

a Copa

A industrialização realizada durante os anos 1950 trouxe consigo a moderniza-

do

Mundo de 1962?

ção do Brasil.

Modernização dos homens, tornando-os cada vez mais urbanos. Modernização

b) Esse jornal

é uma fonte históri­

de seus pensamentos e hábitos, tornando-os

consumistas. Modernização do modo de

ca? Explique.

vida, das cidades, da arquitetura, das

artes, da técnica, da ciência.

A partir da segunda metade da década [1950],

c) Você sabe quantas vezes o Brasil

a expansão industrial passou a

se refletir na estrutura populacional.

A possibilidade de melhores condições de vida

foi campeão mundial de futebol?

atraía as populações rurais. [

A concentração de multidões nos grandes centros urbanos tornou-os palcos pri-

5 Hoje a maior parte

da

vilegiados da manifestação dos conflitos sociais que se agravaram com o rápido de-

população

brasileira

senvolvimento [

Reivindicações

por melhores salários e contra a carestia

durante

vive nas cidades. Embo-

os anos 1950 resultaram em greves e protestos públicos que

ra nos centros urbanos

ocuparam as praças e ruas dos centros industriais do

Carestia: preços altos.

país.

as pessoas tenham

maior

Marly Rodrigues. A década de 50. São Paulo: Ática, 1993. p. 31-33.

oferta de

diversão, esco-

las, hospitais, elas também

a) Procure no dicionário o significado das palavras que você não conhece e

enfrentam problemas. Converse

releia o texto.

com os colegas e com o professor.

b) De acordo com o texto, como se tornou o homem com a

modernização?

a) Você sabe quais

são os problemas mais frequentes

nas grandes cidades?

c) O que atraía a população rural para

as cidades?

b) De que maneira você solucionaria

esses problemas?

d) Como

reagiam as

dos

grandes

pessoas

urbanos aos problemas

centros

c) Na sua opinião, o que você e seus colegas podem fazer hoje para contribuir

que surgiram com a modernização?

para a diminuição desses problemas?

120

121

22

Vamos fazer!

Vamos fazer!

Como fazer

Cartaz

1. Definição do tema

a propaganda para enal-

Você estudou que diferentes governos utilizaram

em benefícios para a

Escolha um tema, pensando

e suas realizações. Entre os recursos utilizados,

tecer a imagem do presidente

coletividade. Pode ser uma questão específica da

o cartaz era um dos que tinham grande alcance.

comunidade escolar ou uma questão mais geral:

consumismo, problemas

meio ambiente, violência,

comunicar

do cartaz é

A principal função

sociais (trabalho infantil, falta de moradia, escolas,

de diferen-

mensagem. Existem

cartazes

postos de saúde, hospitais), etc. Enfim, um tema atual ligado à sua realidade.

uma

ou fotografias ou

tes tamanhos, com ilustrações

sem imagens.

Planejamento

e organiza-

de governo

Empresas, órgãos

seu cartaz,

fazer

de é de seus esboço preciso

Verifique

para

o que

utilizam cartazes. Há

governamentais

não

ções

e imagens.

informações

pesquisa

como

espetáculos.

liquidações,

cartazes anunciando

traçando

do

cartaz,

faça

a Depois,

um

de pro-

Há cartazes de campanha de vacinação,

elementos.

disposição

paganda política e muitos outros. Observe algumas reproduções

de cartazes.

de 1932,

Cartaz do movimento constitucionalista

protestando contra o governo de Getúlio Vargas.

Montagem

Cartaz de 2013

Faça o cartaz com base em seu esboço. Escreva na

campanha de

as imagens.

o texto. Cole conforme

título e decorando-o

cartolina o o cartaz,

vacinação contra

planejou.

Conclua

poliomielite feito

pela Secretaria

Saúde de

Pernambuco.

5. Dicas

práticas cidadãs

Agora, mãos à obra! Você vai criar um cartaz que incentive a partir de ações, atitudes, comportamentos.

As cores devem

O texto deve ser curto.

ser vivas e contrastantes. A distribuição

dos elementos deve ser equilibrada e

permitir uma leitura rápida.

Do que você vai precisar

ajuda do professor,

Depois de pronto, que tal fazer uma exposição? Com a

cola e tesoura sem ponta

1 folha de cartolina

cartazes em uma das paredes da sala e

você e seus colegas vão pendurar os

adesivos, brocal, purpurina (se quiser)

tintas, lápis de cor, giz de cera ou

convidar alunos de outras turmas para apreciarem os trabalhos.

jornais velhos para recortar

revistas e

canetas hidrográficas

107

106

o r t a r • revistas e canetas hidrográficas 107 106 Fontes históricas Finalizando o

Fontes históricas

Finalizando o capítulo

A seção Registros apresenta diferentes tipos de

fontes históricas. São materiais que os historiadores exploram para conseguir pistas do passado.

As atividades do Agora já sei são uma oportunidade para rever os conteúdos do capítulo.

Agora já sei

Agora já sei
Agora já sei
Agora já sei
Portal e original Escola de no Ciências, Artes Ofícios, da hoje de exposto Jardim Botânico
Portal e original
Escola
de
no Ciências,
Artes
Ofícios,
da hoje de
exposto
Jardim
Botânico
do Rio
Janeiro.
Real Foto
de 2013.
ImagensAzoury/PulsarRicardo
cios funcionou em um edifício projetado por um arquiteto francês que fazia parte da Missão
cios funcionou em
um
edifício projetado
por
um arquiteto francês que fazia parte
da
Missão Artística Francesa.
Em 1938, o edifício
molido,
mas
seu portal
transferido para o Jardim
da escola foi de-
foi preservado e
Botânico, onde
se encontra exposto.
Registro
da arquitetura do início do
século XIX, o portal da escola é um impor-
tante documento histórico que marca uma
época de grandes
mudanças no Brasil.
A Escola
Real
hoje faz parte da Uni-
versidade Federal
do Rio de Janeiro,
com
o nome de Escola de Belas Artes.
Detalhe do projeto da Escola Real, século XIX.
ƒ Na sua opinião,
portal
da Escola
Real
deve ser e
preservado?
Por o quê?
Converse
com
o professor
com os colegas.
deRioparticular,Coleção
ID/BRFotografia:Janeiro.
a ilustração. uma história, no Bra- de 1960, para os fazia doces e maravilhosos. os
a
ilustração.
uma
história,
no Bra-
de 1960,
para
os
fazia
doces e
maravilhosos.
os
que
exis-
Você conse-
Marcelo Gagliano/ID/BR

].

]

os que exis- Você conse- Marcelo Gagliano/ID/BR ]. ] Primeira página do jornal Última Hora, de
Primeira página do jornal Última Hora, de 18 de junho de 1962. Última Hora/Arquivo Público
Primeira página do jornal Última Hora, de
18 de junho de 1962.
Última Hora/Arquivo Público do Estado, São Paulo

Finalizando a unidade

As atividades práticas propostas na seção Vamos fazer! vão ajudar você

a entender melhor os assuntos.

fazer! vão ajudar você a entender melhor os assuntos. PauloSãoEstado,doArquivo da a de
PauloSãoEstado,doArquivo
PauloSãoEstado,doArquivo
da a de deEstadodoSaúdedeSecretaria FederalPernambuco/Governo
da
a
de
deEstadodoSaúdedeSecretaria
FederalPernambuco/Governo
2.
2.
3. Elaboração de texto Em um rascunho, crie você título um texto, com a mensagem
3.
Elaboração de texto
Em um
rascunho, crie
você título
um texto,
com
a mensagem
que um
quer e transmitir.
4.
Gagliano/ID/BRMarceloIlustrações:
Gagliano/ID/BRMarceloIlustrações:
quer e transmitir. 4. Gagliano/ID/BRMarceloIlustrações: Cartaz valorizando a saúde e o lazer na juventude,
quer e transmitir. 4. Gagliano/ID/BRMarceloIlustrações: Cartaz valorizando a saúde e o lazer na juventude,
Cartaz valorizando a saúde e o lazer na juventude, de 2005. CNBBJuventude,daPastoral
Cartaz
valorizando
a
saúde e
o
lazer na
juventude,
de
2005.
CNBBJuventude,daPastoral

Sugestão de site Você vai encontrar sugestões de sites relacionados ao assunto estudado.

A seção O que aprendi? é o momento de verificar o que foi aprendido. Faça as atividades para, com seu professor, avaliar como está sua aprendizagem.

O que aprendi? 1 Leia o texto e responda no uma como esta, colocando dos
O que aprendi?
1
Leia o texto
e responda no
uma
como
esta,
colocando
dos
caderno às questões a seguir.
Faça, no caderno,
de tabela
a quantidade
aparelhos
e serviços
comunicação
você tem
em
casa. Atenção:
3 preencha
primeiramente
apenas
a coluna
que “Tenho
em casa”.
Em
Canudos, ao acompanhar a
luta de perto, Euclides da Cunha logo percebeu
o fanatismo religioso, o
messianismo [
que a guerra tinha como razões aparentes
Todos da
Suas razões profundas eram o
latifúndio, o coronelismo,
[
o isolamento cultural
Equipamentos
Tenho em casa
(quantidade)
Alguns têm
Ninguém tem
classe têm
brasileiro a diagnosticar o subdesen-
e a dureza do meio. Ele foi o primeiro escritor
do
volvimento do Brasil , referindo-se à
existência de dois países contraditórios: o
Rádio
litoral e o do sertão.
entre si no espaço
, distintos
Canudos resultou do confronto
entre esses dois Brasis
].
e no tempo, pelo atraso
de séculos em que vivia mergulhada a
]
Aparelho
sociedade rural.
de TV
Alô
Escola. Disponível em: <http://www.tvcultura.com.br/aloescola/
estudosbrasileiros/sertoes/index.htm>.
Acesso em: 26
maio 2014.
Computador
com acesso à
internet
a)
Procure no dicionário o
significado das palavras
que você não conhece e
Reprodutor de
releia o texto.
MP3
b)
países diferentes. Leia as seguintes
O escritor apontou a existência de dois
Telefone
frases e escreva-as no
caderno indicando: litoral ou sertão.
celular
ƒ
Região pouco
povoada ligada à criação de gado.
ƒ
de pessoas.
TV por assinatura
Região com grande concentração
ƒ
Hoje, ainda concentra o
maior número de cidades.
Outros
2
Observe as fotografias de
objetos produzidos na
época
em que Getúlio
ƒ
Com a ajuda de seu
Vargas governou
o Brasil.
professor, complete a tabela com as informações de
seus colegas. Depois,
responda no caderno.
a)
1
Quais são os aparelhos mais comuns em todas as casas?
2
b)
Na sua opinião, quando
os aparelhos
devem ser substituídos?
4 Nos dias atuais, muitos
políticos
tentam conquistar
o voto dos eleito-
e promessas.
res por meio de propostas
Quando eleitos, nem sem-
pre as cumprem. O que você pensa sobre
é
isso? Na sua opinião,
Conjunto
de
xícara
e
caderno.
pires
com
ilustração
possível fazer algo para que isso não ocorra? Responda no
Detalhe de
Getúlio
Vargas,
de
Carlos
pintura Oswald,
homenageando
Getúlio
década
da 1930.
Vargas,
sem
data.
http://www.fortedecopacabana.com
a)
Faça no caderno uma lista com:
O Museu
dedica-se a mos-
Histórico do Exército e Forte de Copacabana
ƒ
trar a participação do Exército na história política do Brasil. No site do museu,
o nome de cada objeto;
é possível visualizar os espaços
ƒ
os locais
em que eles poderiam
ser utilizados.
dedicados tanto aos presidentes militares
quanto às
revoltas encabeçadas por oficiais do
Exército, como o Tenentismo.
b)
Na sua opinião, por
Acesso em: 26 maio 2014.
que em todos esses objetos aparece a imagem de Getú-
lio Vargas?
108
109
http://www.fortedecopacabana.com
O Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana dedica-se a mos-
trar a participação do Exército na história política do Brasil. No site do museu,
é possível visualizar os espaços dedicados tanto aos presidentes militares
quanto às revoltas encabeçadas por oficiais do Exército, como o Tenentismo.
Acesso em: 26 maio 2014.
República, Rio de Janeiro. do Fotografia:
Museu da
PauloScheuenstuhl/Acervo
fotógrafo
República, Rio de Janeiro. do Fotografia:
Museu da
PauloScheuenstuhl/Acervo
fotógrafo
Ilustração: Marcelo GaglianoID/BR
Ícones usados no livro Atividade em dupla Atividade em grupo Sinaliza momentos propícios para o
Ícones usados no livro
Atividade em dupla
Atividade em grupo
Sinaliza momentos
propícios para o
professor refletir com os
alunos sobre questões
relacionadas a valores.
Atividade oral com toda a sala
5

Lima/ID/BR

Sumário

unidade 1 A Independência do Brasil
unidade
1
A Independência do Brasil
capítulo A mudança da Família Real 1 10 portuguesa para o Brasil A situação da
capítulo
A
mudança da Família Real
1
10
portuguesa para o Brasil
A
situação da Europa, 11
A decisão dos portugueses, 12
A saída, 13
A
chegada da Família
Real ao Brasil, 14
A
primeira medida, 15
Agora já sei, 16
capítulo 2 A corte portuguesa no Brasil 18 Mudanças no dia a dia, 19 Novos
capítulo
2
A corte portuguesa no Brasil
18
Mudanças no dia a dia, 19
Novos espaços e instituições, 20
O Brasil pintado por viajantes, 21
A Missão Artística Francesa, 22
Registros: Portal preservado, 22
Debret, 23
A expedição Langsdorff, 23
Agora já sei, 24
capítulo 3 O processo de independência 26 A um passo da autonomia política, 27 O
capítulo
3
O processo de independência
26
A
um passo da autonomia política, 27
O Brasil é um reino, 28
A Família Real retorna a Portugal, 29
O
governo de dom Pedro, príncipe regente, 30
A
independência, 31
O
preço do reconhecimento
da independência, 31
O que mudou para a
maioria?, 32
Registros: Pinturas
históricas, 33
Agora já sei, 34
Paulo Fradinho/ID/BR
unidade 2 O Brasil imperial
unidade
2 O Brasil imperial
capítulo 1 O início do período monárquico 42 Dom Pedro I governa o Brasil, 43
capítulo
1
O início do período
monárquico
42
Dom Pedro I governa o Brasil, 43
A
consolidação da independência, 43
Brasileiros e portugueses se enfrentam
na Bahia, 44
A primeira Constituição do Brasil, 45
A abdicação do imperador, 46
Regentes governam o Brasil, 47
Rebeliões: questões sociais e políticas, 48
O
golpe da maioridade, 50
Registros: Os conflitos nos mapas, 51
Agora já sei, 52
capítulo 2 1840: o Brasil tem novamente um imperador 54 Dom Pedro II governa o
capítulo
2
1840: o Brasil tem
novamente um imperador
54
Dom Pedro II governa o Brasil, 55
Os dez primeiros anos, 55
Modernização tecnológica, 56
Desigualdades, 57
A cultura nacional, 58
A vida na corte, 58
Registros: Costumes: vestimentas,
louças, utensílios
,
59
A Guerra do Paraguai, 60
Consequências da Guerra do Paraguai, 61
Agora já sei, 62
capítulo 3 O fim da monarquia 64 Crise da monarquia, 65 Registros: Charge, 65 As
capítulo
3
O fim da monarquia
64
Crise da monarquia, 65
Registros: Charge, 65
As camadas médias da sociedade, 66
Abolição da escravidão, 66
A Proclamação da
República, 68
A partida da família
imperial, 69
Agora já sei, 70
68 A partida da família imperial, 69 Agora já sei, 70 Vamos fazer! 36 Vamos fazer!

Vamos fazer!

36

Vamos fazer!

72

Jornal mural

Mapa histórico

O que aprendi?

38

O que aprendi?

74

6
6
unidade 3 O Brasil republicano I
unidade
3 O Brasil republicano I
capítulo 1 A Primeira República 78 Uma república oligárquica, 79 A Constituição de 1891, 79
capítulo
1
A
Primeira República
78
Uma república oligárquica, 79
A
Constituição de 1891, 79
O
poder das oligarquias, 80
Os coronéis e as práticas eleitorais, 81
Movimentos sociais
na Primeira República, 82
No campo, 82
Registros: Os sertões, o livro, 83
Na cidade, 84
Agora já sei, 86
capítulo 2 O governo Vargas 88 O golpe de 1930, 89 O governo provisório, 89
capítulo
2
O governo Vargas
88
O
golpe de 1930, 89
O governo provisório, 89
A Constituição de 1934, 90
O
Estado Novo, 91
O
governo ditatorial de Vargas, 91
O
estilo Vargas, 92
Registros: Propaganda, 92
O
rádio, 93
O
fim do Estado Novo, 93
Agora já sei, 94
capítulo Redemocratização 3 96 e populismo A redemocratização e o governo Dutra, 97 A Constituição
capítulo
Redemocratização
3
96
e populismo
A
redemocratização e o governo Dutra, 97
A Constituição de 1946, 97
A política de Dutra e o contexto mundial, 98
A televisão brasileira, 99
Registros: Suportes sonoros e visuais, 99
O retorno de Vargas, 100
Políticas nacionalistas, 101
O fim do governo Vargas, 102
Registros: Carta-testamento
de Getúlio Vargas, 103
Agora já sei, 104
Vamos fazer!
106
Cartaz
O que aprendi?
108
unidade 4 O Brasil republicano II
unidade
4 O Brasil republicano II
capítulo 1 O Brasil democrático 112 O período de 1955 a 1964, 113 Juscelino Kubitschek
capítulo
1
O
Brasil democrático
112
O
período de 1955 a 1964, 113
Juscelino Kubitschek (1956-1960), 113
Jânio Quadros (1961), 114
João Goulart (1961-1964), 115
O
golpe militar, 115
A
vida nos anos 1950-1960, 116
Mudanças nos costumes, 117
Registros: Moda, 117
Um mundo mais consciente, 118
Agora já sei, 120
capítulo 2 Governos militares 122 A ditadura, 123 As primeiras reações à ditadura, 123 Anos
capítulo
2 Governos militares
122
A ditadura, 123
As primeiras reações
à ditadura, 123
Anos de chumbo, 124
O “milagre econômico”, 125
Agora já sei, 126
capítulo 3 A volta da democracia 128 O início de uma Nova República, 129 Um
capítulo
3
A
volta da democracia
128
O
início de uma Nova República, 129
Um presidente civil e a nova Constituição, 129
Os povos indígenas e a Constituição de 1988, 130
As terras indígenas, 130
Eleição direta para presidente, 131
Desigualdade e exclusão
social, 132
Cidadania hoje, 134
Agora já sei, 136
Vamos fazer!
138
Jogos
AMj Studio/ID/BR
Marcelo Gagliano/ID/BR

O que aprendi?

140

Sugestões de leitura

142

Bibliografia

144

7
7

AMj Studio/ID/BR

unidade unidade 1
unidade
unidade
1

A Independência do Brasil

Até o início do século XIX, o Brasil era colônia de Portugal, por isso as pessoas que aqui viviam estavam subordinadas às autoridades portuguesas.

Hoje o Brasil tem seu próprio governo, e os brasileiros podem exercer a cidadania. Todos têm direitos e deveres, de acordo com a lei.

Para chegar a essa condição, houve um longo processo. Vamos conhecer parte desse processo nesta unidade.

Atividade oral. Sugestão no Manual do Professor.

Resposta pessoal.

ƒ A ilustração ao lado represen- ta o Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga. Ele tem um acervo que ajuda a conhecer uma parte da história do Brasil – a independência política. O que vo- cê sabe sobre a Independência?

ƒ O que deve mudar no governo de um país quando ele se torna inde- pendente?

ƒ Na sua opinião:

quando ele se torna inde- pendente? ƒ Na sua opinião: a) O que é cidadania? b)

a) O que é cidadania?

b) Todos os brasileiros exer cem plenamente a cidadania? Por quê?

9

capítulo

1 A mudança da Família Real portuguesa para o Brasil

Você sabia que plantas e flores do Brasil são vendidas para cerca de

cinquenta países? Veja o gráfico. Ele mostra os cinco países que mais com-

pram esses produtos do Brasil.

O gráfico tem por base os seguintes dados (valor do total de compras, em milhões de dó- lares): Holanda – 15,60; Estados Unidos – 5,53; Itália – 2,90; Bélgica – 0,83; Índia – 0,69.

Países que mais compraram plantas e flores do Brasil em milhões de dólares (2010) 20
Países que mais compraram plantas e flores do Brasil
em milhões de dólares (2010)
20
18
Professor, a leitura do gráfico exige ha-
bilidades trabalhadas em Matemática.
Explique que o gráfico é uma forma de
organizar informações. No gráfico des-
ta página, o eixo horizontal lista os
países que importam flores do Brasil,
enquanto o eixo vertical mostra uma
escala em milhões de dólares.
16
14
12
10
8
6
4
2
Fonte de pesquisa: Instituto de
Economia Agrícola. Disponível em:
0 Holanda Estados
Unidos
Itália
Bélgica
Índia
<http://www.iea.sp.gov.br/out/
LerTexto.php?codTexto=12058>.
Acesso em: 30 abr. 2014.
ID/BR

Atualmente, o Brasil importa e exporta uma grande variedade de produtos. Esse comércio aconte- ce com países de todos os continentes. Será que foi sempre assim? O Brasil sempre rea- lizou comércio com outros países do mundo?

Importar: comprar mercadorias de outro país. Exportar: vender mercadorias para outro país.

Observe o gráfico e responda às questões no caderno.país. Exportar: vender mercadorias para outro país. Sugestão no Manual do Professor. a) Qual foi o

Sugestão no Manual do Professor.

a) Qual foi o país que mais importou plantas e flores do Brasil em 2010?

Holanda.

b) Em que continentes se localizam os países do gráfico?

Europa, América e Ásia.

Em relação ao período colonial brasileiro, responda.localizam os países do gráfico? Europa, América e Ásia. Sugestão no Manual do Professor. a) Nesse

Sugestão no Manual do Professor.

a) Nesse período, com qual país o Brasil podia fazer comércio –

período, com qual país o Brasil podia fazer comércio – comprar e vender produtos? O Brasil

comprar e vender produtos?

O Brasil só podia comercializar com Portugal.

b) Você sabe quando e como isso mudou?

Resposta pessoal.

10
10
A situação da Europa Sugestão no Manual do Professor.
A situação da Europa Sugestão no Manual do Professor.

A situação da Europa

A situação da Europa
A situação da Europa Sugestão no Manual do Professor.

Sugestão no Manual do Professor.

Em 1808 chegaram ao Brasil a rainha de Portu-

Corte: conjunto de pessoas que acompanham o soberano. Frota naval: conjunto de navios.

gal, dona Maria, seu filho, o príncipe dom João, toda

a Família Real e também a corte portuguesa. Você

sabe por que isso ocorreu? Para entender, vamos ver o que acontecia na Europa nessa época. Napoleão Bonaparte governava a França e pretendia torná-la o país mais rico e poderoso da Europa. Com esse objetivo, ele conquistou vários países eu- ropeus. Não conseguiu, porém, conquistar a Inglaterra, que já tinha indústrias

e uma poderosa frota naval. Como não conseguia derrotar os ingleses pelas armas, Napoleão planejou enfraquecê-los prejudicando a economia do país. Para isso, em 1806, proibiu os governos de países europeus sobre os quais exercia poder militar ou político de importar artigos ingleses e de exportar produtos para eles. Essa medida foi chamada Bloqueio Continental.

1a Os limites dos países da Europa durante o período napoleônico. As informações são de 1812.

Observe o mapa e res- ponda no caderno.o período napoleônico. As informações são de 1812. Sugestão no Manual do Professor. a) A Europa

Sugestão no Manual do Professor.

a)

A Europa na época de Napoleão (1812)

x 50°N x 0° 20°L Mar do x Norte x DINAMARCA INGLATERRA 40°N HOLANDA GRÃO-DUCADO
x
50°N
x
20°L
Mar do
x
Norte
x
DINAMARCA
INGLATERRA
40°N
HOLANDA
GRÃO-DUCADO
DE VARSÓVIA
OCEANO
x
x
x
ATLÂNTICO
x
x
SUÍÇA
x
ÁUSTRIA
x
x
FRANÇA
REINO
x
x
DA ITÁLIA
x
x
ETRÚRIA
x
PORTUGAL
CATALUNHA
Te rritório francês em 1812
ESPANHA
Países conquistados
REINO DE
pelos franceses
x
x
NÁPOLES
Inimigos da França
Mar Mediterrâneo
xxxx Bloqueio Continental
x
(1806)
0
368
736 km
x
Império de Napoleão
x
1 cm – 368 km
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
WESTFÁLIA
x
x
x
x
x
x
x
x
x
xx
x
x
x
x
x
x
Meridiano de Greenwich
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
ID/BR
x

Fonte de pesquisa: Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: MEC, 1991. p. 128.

Bloqueio Continental.

Qual é o tema do mapa? As informações são de que época?

Qual cor representa

o território francês? E

qual representa os paí- ses conquistados pe- los franceses?

De que cor está repre- sentado Portugal? E a Inglaterra? Ambos estão

representados em lilás.

A linha xxxx representa a proibição comercial feita por Napoleão aos países

europeus. Qual é o nome dessa medida?

b)

c)

d)

1b Laranja: território francês; amarelo: territórios conquistados pelos franceses.

Procure em um atlas geográfico o mapa da divisão política atual da Europa e compare-o com o mapa acima.amarelo: territórios conquistados pelos franceses. a) Verifique se os nomes dos países são os mesmos. E

a) Verifique se os nomes dos países são os mesmos. E a área territorial, per-

maneceu igual?

Alguns países mantêm os mesmos nomes e a mesma área territorial, enquanto outros mudaram.

b) Quanto tempo se passou entre as duas épocas representadas?

Cerca de duzentos anos.

Oriente os alunos a considerarem o ano de 1812 para o mapa acima.

11
11

A decisão dos portuguesesInformações adicionais no Manual do Professor. Quando Napoleão impôs o Bloqueio Continental em 1806, quem

Informações adicionais no Manual do Professor.

Quando Napoleão impôs o Bloqueio Continental em 1806, quem governa- va Portugal era o príncipe regente dom João. Ele substituía sua mãe, a rainha dona Maria I, que estava muito doente. Os comerciantes portugueses eram contrários ao bloqueio, pois eles com- pravam dos ingleses diversos produtos, como tecidos, navios e armas. Parte desses produtos ficava em Portugal, e parte era revendida nas colônias portu- guesas, como o Brasil. Em 1807, Napoleão ameaçou invadir Portugal. Dom João teria, então, de decidir se romperia o comércio com os ingleses ou se arriscaria a ter seu país invadido pelo exército de Napoleão. Aconselhado pelos diplomatas ingleses, dom João buscou outra saída:

mudar a sede do governo português para sua principal colônia, o Brasil. O governo inglês ofereceu navios de guerra para escoltar a Família Real e os funcionários do reino na viagem para o Brasil.

Coleção particular de Kenneth H. Light. Fotografia: Paulo Scheuenstuhl/Acervo do fotógrafo
Coleção particular de Kenneth H. Light. Fotografia: Paulo Scheuenstuhl/Acervo do fotógrafo

Na pintura Chegada da Família Real de Portugal, à esquerda encontra-se a nau Marlborough, da escolta inglesa, que acompanhou as embarcações portuguesas até o Brasil. Essa pintura, de Geoff Hunt, foi feita em 1998.

Por que a Inglaterra ajudou a Família Real na mudança para o Brasil?o Brasil. Essa pintura, de Geoff Hunt, foi feita em 1998. Porque a Inglaterra tinha interesse

Porque a Inglaterra tinha interesse em continuar vendendo seus produtos para Portugal.

12
12

A saídaSugestão no Manual do Professor. Em 29 de novembro de 1807, com o exército francês

Sugestão no Manual do Professor.

Em 29 de novembro de 1807, com o exército francês já em território portu- guês, dom João e sua comitiva partiram de Lisboa para o Rio de Janeiro. Nos dias anteriores, carruagens e carroças não paravam de chegar ao porto com baús para enviar ao Brasil. Vendo a partida da Família Real, a popula- ção de Lisboa, indignada, protestou, aumentando a confusão no porto.

Embarque do príncipe regente para o Brasil, pintura de Luis Albert Delerive, século XIX. A partida estava marcada para o dia 27 de novembro, mas, devido ao mau tempo, os navios só deixaram o porto no dia 29.

Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: Paulo Scheuenstuhl/Acervo do fotógrafo
Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: Paulo Scheuenstuhl/Acervo do fotógrafo

O texto a seguir trata de momentos antes do embarque de dom João e sua comitiva para o Brasil. Leia o texto e responda no caderno.Janeiro. Fotografia: Paulo Scheuenstuhl/Acervo do fotógrafo A manhã chuvosa do dia 27 de novembro de 1807

A manhã chuvosa do dia 27 de novembro de 1807 foi de grande confusão no porto de Lisboa. Pelas ruas encharcadas e cheias de lama descia uma multidão em direção ao cais, pois rapidamente se espalhara a notícia de que o príncipe regente [ ] estava embarcando para o Brasil, acompanhado da família real e de todo o ministério. Desde o dia 25, discretamente, estavam sendo embarcados todo o material de governo e os pertences da família real. Mas, com a notícia de que as tropas de Napo- leão haviam cruzado a fronteira do país e logo estariam em Lisboa, o embarque teve de ser apressado. Correu-se a avisar todos aqueles que deveriam acompanhar a co- mitiva de D. João: ministros, funcionários do governo, religiosos, militares, grandes comerciantes, nobres da corte e pessoas que serviam a família real. Toda essa gente mal teve tempo de se preparar para a longa viagem que iria enfrentar e, na manhã do dia 27, apressava-se em direção ao porto carregando tudo o que podia.

Paula Porta. A corte portuguesa no Brasil (1808-1821). São Paulo: Saraiva, 1997. p. 4.

a) De acordo com o texto, como estava o porto de Lisboa na manhã de 27 de

novembro de 1807? Qual era o motivo?

Havia grande confusão, devido aos preparativos para o embarque de dom João e sua comitiva para o Brasil.

b) Por que o embarque da corte teve de ser apressado?

Porque o exército invasor francês estava próximo das fronteiras de Portugal.

c) Na sua opinião, por que os viajantes se dirigiam ao porto carregando tudo o

que podiam?

Resposta pessoal.

Estimule os alunos a perceber que os viajantes estavam partindo para uma terra longínqua e desconhecida e procuravam garantir as condições materiais que tinham em Portugal.

13
13
A chegada da Família Real ao Brasil Sugestão no Manual do Professor.
A chegada da Família Real ao Brasil Sugestão no Manual do Professor.

A chegada da Família Real ao Brasil Sugestão no Manual do Professor.

A chegada da Família Real ao Brasil Sugestão no Manual do Professor.

A Família Real estava acompanhada por uma grande comitiva de aproxima-

damente 15 mil pessoas. Em janeiro de 1808, após 54 dias de viagem, tendo enfrentado duas tempestades, os navios aportaram na cidade de Salvador. Um mês e meio depois, chegaram ao Rio de Janeiro.

Na cidade do Rio de Janeiro, dom João e sua comitiva foram recebidos ao som de instrumentos musicais e dos sinos das igrejas, de fogos de artifício e aplausos. Uma missa foi celebrada na igreja do Rosário, ao som da maior or- questra já organizada na colônia.

A Família Real e a corte portuguesa trouxeram para o Brasil muitos objetos

pessoais, como roupas, sapatos, chapéus, joias e carruagens. Trouxeram tam- bém azeite e vinho, galinhas, porcos, vacas e bois. Foram transferidas para o Brasil muitas das riquezas de Portugal, como as reservas de ouro e diamantes dos cofres do governo. Foram trazidos quadros e peças de museus e ainda a Biblioteca Real, com aproximadamente 60 mil livros.

Museu Histórico da Cidade, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Museu Histórico da Cidade, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Chegada do príncipe dom João à igreja do Rosário, pintura de Armando Viana, de 1937. O príncipe regente encontra-se ao centro; sua esposa, a princesa Carlota Joaquina, à direita; os ministros, à extrema direita.

1 14
1
14

Imagine que você é um habitante do Rio de Janeiro na época da che- gada de dom João VI e presenciou a cena pintada por Armando Viana. Escreva em seu caderno um texto relatando quais seriam as suas

.

impressões.

Resposta pessoal.

Shutterstock.com/ID/BR

Shutterstock.com/ID/BR A primeira medida Sugestão no Manual do Professor. No Brasil, dom João tomou uma série

A primeira medida

Sugestão no Manual do Professor.

No Brasil, dom João tomou uma série de providências. A primeira delas foi a assinatura de um documento autorizando a abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal. Desde o início da colonização, o comércio do Brasil era realizado exclusi- vamente com Portugal. Com a abertura dos portos, em 1808, essa situação se modificou. Os comerciantes brasileiros poderiam negociar seus produtos com outros países além de Portugal. A Inglaterra foi a maior beneficiada. Devido ao Bloqueio Continental, os ingleses não podiam realizar comércio com países europeus. A abertura dos portos possibilitou que negociassem seus produtos no Brasil.

2 3
2
3

No Brasil, qual grupo social mais se beneficiou com a abertura dos por-

tos? Responda no caderno.

Os comerciantes, pois a negociação de seus produtos com

comerciantes de diferentes países possibilitava acordos mais lucrativos.

Observe a imagem e responda às questões no caderno.

Observe a imagem e responda às questões no caderno. Reprodução de selo lançado pelos Correios em
Observe a imagem e responda às questões no caderno. Reprodução de selo lançado pelos Correios em

Reprodução de selo lançado pelos Correios em 2008.

a) Por que esse selo foi lançado em 2008?

Para comemorar os duzentos anos da abertura dos portos do Brasil às nações amigas.

b) Quais são as figuras representadas no selo? O que significam?

São barcos. Resposta pessoal.

http://www.estadao.com.br/infograficos/200-anos-da-chegada-da-

familia-real,13805.htm

O jornal O Estado de S. Paulo preparou um infográfico multimídia sobre a chegada da Família Real ao Brasil. Acesso em: 13 jun. 2014.

de S. Paulo preparou um infográfico multimídia sobre a chegada da Família Real ao Brasil. Acesso
15
15

Agora já sei

Leia os testemunhos abaixo e faça o que se pede.Agora já sei A: [ ] desatinados corriam pelas ruas homens, mulheres, velhos e meninos, ansio-

A: [

]

desatinados corriam pelas ruas homens, mulheres, velhos e meninos, ansio-

[Luís Gonçalves dos Santos

sos de ver a brilhante entrada da Real esquadra [

– padre brasileiro de 50 anos]

]

B: A maior parte dormia no convés, sem camas nem cobertas. A água era o artigo

a porção que recebíamos dela era pe-

principal que nos chamava a atenção; [

quena[

[oficial português]

]

]

C: Nunca me esquecerei as lágrimas que vi derramar, tanto ao povo como aos criados da Casa Real, e aos soldados que estavam no largo de Belém. [José Trazimundo

– menino de 5 anos]

Patrick Wilcken. Império à deriva: a corte portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-1821. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 41, 52 e 104.

a) Procure no dicionário o significado das palavras que você não conhece e

releia o texto.

Resposta pessoal.

b) Identifique cada relato (A, B, C) com um dos momentos da mudança da

corte portuguesa para o Brasil: embarque no porto de Lisboa, viagem e

chegada ao Brasil. Registre no caderno.

Embarque – C , viagem – B – e chegada – A. Resposta pessoal.

c) Conte aos colegas como você chegou à resposta do item anterior.

Resposta pessoal.

você chegou à resposta do item anterior. Resposta pessoal. O texto a seguir relata a partida

O texto a seguir relata a partida da Família Real para o Brasil. Leia-o atentamente e responda no caderno.você chegou à resposta do item anterior. Resposta pessoal. No cais amontoavam-se habitantes de Lisboa, que

No cais amontoavam-se habitantes de Lisboa, que ao se aperceberem da partida da Família Real tentam também embarcar. Guardas da polícia patrulham o cais, no qual se chegaram a erguer duas tendas, que albergavam toda a carga e a bagagem. Seges e liteiras chegam de todas as direções com os ministros e os que partem. [ ] na pressa muito ficou por embarcar, porque não fora previsto o volume de pessoas e de carga. A bordo os barcos encontravam-se cheios, e segundo os testemunhos e relatos da época a confusão era grande. Por falta de vento a viagem não pôde logo prosseguir e a Corte ficou a pairar no Tejo até ao dia 29 de novembro.

RevelarLx. Departamento de Bibliotecas e Arquivos da Câmara Municipal de Lisboa. Disponível em:

<http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=1134>. Acesso em: 3 fev. 2014.

a) Procure no dicionário as palavras que você não conhece e releia o texto.

Resposta pessoal.

b) Imagine que você fazia parte da comitiva que veio com dom João para o Brasil. Escreva no caderno os acontecimentos do dia da partida do porto

de Lisboa. Resposta pessoal.

Você pode pedir aos alunos que releiam os textos da página 13.

16
16
3
3

Leia os acontecimentos dos quadros.

1
1

Exército francês invade Portugal.

dos quadros. 1 Exército francês invade Portugal. 2 Decretado o Bloqueio Continental contra ingleses.
2
2

Decretado o Bloqueio Continental contra ingleses.

3
3

Família Real e corte portuguesa chegam ao Brasil.

4
4

Napoleão exige adesão de Portugal ao Bloqueio Continental.

5
5

Governo português não participa do Bloqueio Continental.

ƒ Use as informações dos quadros, em ordem cronológica, para escrever um texto no caderno sobre os acontecimentos relacionados à vinda da Família

Real e da corte portuguesa ao Brasil.

Resposta pessoal. Sequência: 2 , 4 , 5 , 1 , 3 .

Observe a fotografia ao lado e respon- da às questões no caderno. Sugestão no Manual
Observe a fotografia ao lado e respon-
da às questões no caderno.
Sugestão no Manual do Professor.
a) Que objeto está representado?
Uma cadeira de uso íntimo.
b) Atualmente, existe algo nas casas que
tem a mesma utilidade desse objeto?
Sim, o vaso sanitário.
c) Esse objeto pertencia à corte portugue-
sa. Que outros objetos e produtos fo-
ram trazidos?
Roupas, sapatos, chapéus, joias, livros,
quadros, etc.
Cadeira de uso íntimo
do século XVIII.
Responda às questões a seguir no caderno.
Museu Imperial, Rio de
Janeiro. Fotografia: Rômulo
Fialdini/Acervo do fotógrafo

a) Qual foi a participação da Inglaterra na vinda da Família Real portuguesa

b)

para o Brasil?

De que maneira Portugal retribuiu o auxílio inglês?

A Inglaterra apoiou a transferência da Família Real portuguesa ao Brasil, oferecendo navios de guerra para fazer a escolta dos navios portugueses.

O príncipe regente retribuiu a ajuda

inglesa decretando o fim da proibição do comércio do Brasil com outras nações amigas, medida conhecida como abertura dos portos.

Você viu que as tropas de Napoleão invadiram Portugal e outros países europeus. E hoje, fatos como esse ain- da ocorrem? Qual é a sua opinião sobre isso? Converse com os colegas e com o professor.

sobre isso? Converse com os colegas e com o professor. Resposta pessoal. Oriente os alunos para

Resposta pessoal. Oriente os alunos para que se informem em jornais, revistas ou na internet. O objetivo é estimulá-los a refletir sobre o respeito à autodeterminação dos povos. Sugestão no Manual do Professor.

17
17

capítulo

2 A corte portuguesa no Brasil

O Rio de Janeiro era a capital da Colônia desde 1763. Com a vinda da Família Real, passou a ser também a sede do governo de Portugal. Observe duas imagens da cidade do Rio de Janeiro.

1 Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
1
Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Rio de Janeiro, gravura de J. Dickson, cerca de 1750.

Vista da Igreja da Glória tomada de Santa Teresa, pintura de Raymond Auguste Quinssac de Monvoisin, 1850.

2 Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
2
Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
1
1

Com base nas imagens e suas legendas, converse com os cole- gas sobre as questões a seguir.

a) A imagem 1 é anterior ou posterior à chegada da Família Real? E a

imagem 2?

Imagem 1 : anterior; imagem 2 ; posterior.

a imagem 2 ? Imagem 1 : anterior; imagem 2 ; posterior. b) Na sua opinião,

b) Na sua opinião, há muitas ou poucas mudanças após a chegada da Família Real?

Resposta pessoal. Oriente os alunos, verificando se percebem tratar-se da mesma área do Rio de Janeiro em ambas as representações. A partir da compa-

ração, eles

vão perceber várias alterações na imagem de 1850, como diminuição da vegetação e maior número de construções.

c)

Havia cerca de 15 mil pessoas na comitiva de dom João, e a cidade do Rio de Janeiro tinha cerca de 45 mil habitantes. Será que havia acomodação para todos? O que os moradores da cidade devem ter achado dessa situa- ção? Converse com os colegas e o professor. Depois, registre no caderno

suas opiniões e conclusões.

Resposta pessoal. Estimule os alunos a formular hipóteses ou mencionar o que sabem do assunto. Faça perguntas sobre quantidade de moradias, produção e consumo de alimentos, etc. Sugestão no Manual do Professor.

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Mudanças no dia a dia
Mudanças no dia a dia

Mudanças no dia a dia

Mudanças no dia a dia

A presença da Família Real mudou o dia a dia da cidade do Rio de Janeiro.

Para alojar os recém-chegados, funcionários percorriam as ruas colocando nas portas das melhores casas placas com as letras P.R., que significavam Príncipe Regente. Seus moradores deviam desocupá-las imediatamente, deixando tam- bém os móveis.

Indignados com tal atitude, os habitantes da cidade diziam que as letras P.R. queriam dizer “Ponha-se na rua” ou “Propriedade roubada”.

A cidade do Rio de Janeiro era muito simples, se comparada a Lisboa.

A área urbana era pequena e estava rodeada por matas e morros. Havia apenas 46 ruas, estreitas, de terra, sem calçadas e sem serviço de limpeza. Bastava chover para que tudo se transformasse num lamaçal sujo e malcheiroso.

Museus Castro Maya, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Museus Castro Maya, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Negros de ganho, gravura de Henry Chamberlain, 1822, com base em obra de Debret, que veio para o Brasil poucos anos após a chegada da Família Real. O abastecimento de água também se tornou precário com o aumento da população no Rio de Janeiro.

1
1

Responda às questões no caderno.

a) Quem eram os recém-chegados?

b) Por que não havia casas para todos?

A corte e os funcionários do governo português.

Porque a área urbana era pequena, havia poucas

casas e o número de recém-chegados era muito grande.

c) Como se solucionou a falta de moradias?

Funcionários da corte percorriam as ruas

da cidade escolhendo as melhores casas, e seus moradores eram obrigados a sair.

d) Qual é a sua opinião sobre a medida tomada?

Resposta pessoal.

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19

Novos espaços e instituiçõesAlém da abertura dos portos, dom João promoveu uma série de mudanças que trouxeram melhorias

Além da abertura dos portos, dom João promoveu uma série de mudanças que trouxeram melhorias para o Rio de Janeiro, a nova sede do reino português. A rua do Ouvidor e a rua Direita, por exemplo, foram alargadas e ganharam calçadas. Outras áreas começaram a ser ocupadas, dando origem a novos bairros.

Além da reestruturação do espaço, dom João ordenou a criação de impor- tantes instituições na capital, como a Biblioteca Real, atual Biblioteca Nacional, e o Museu Real, hoje Museu Nacional, para estimular a pes-

quisa científica. O Jardim Botânico foi criado para aclimatar espécies vegetais originárias de outros lugares do mundo e

ainda hoje é muito visitado. Outras instituições importantes criadas no período foram as Escolas de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro, o Banco do Brasil, o Teatro Real e a Im- prensa Régia, que possibilitou a publicação de livros e jornais.

Aclimatar: adaptar seres vivos a condições climáticas e ambientais diferentes.

Christophe Simon/AFP
Christophe Simon/AFP

Interior da

Biblioteca Nacional, cidade do Rio de Janeiro. Foto de

2012.

Faça o quadro abaixo no caderno e preencha-o, comparando a cidade do Rio de Janeiro antes e depois da chegada da corte portuguesa.Biblioteca Nacional, cidade do Rio de Janeiro. Foto de 2012. A presença da corte no Rio

A presença da corte no Rio de Janeiro

Antes Depois Ruas estreitas e sem calçamento; área urbana Ruas largas e com calçamento; novos
Antes
Depois
Ruas estreitas e sem calçamento; área urbana
Ruas largas e com calçamento; novos bairros e

pequena e sem serviço de limpeza pública.

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20

inauguração da Escola de Medicina, da Imprensa Régia, da Biblioteca Real, do Jardim Botânico e do Museu Real.

O

Brasil pintado

por

viajantes

 

Sugestão no Manual do Professor.

Com a abertura dos portos em 1808, tornou-se cada vez maior o número de pessoas que visitavam o Brasil, vindas de diferentes países. Até então, as visitas eram raras, pois o governo português proibia a entrada de estrangeiros. Temia que fossem divulgadas as riquezas brasileiras e que a Colônia ficasse sujeita a invasões. Entre esses viajantes, havia diversos artistas e cientistas. Percorrendo o

território brasileiro, eles retrataram, em imagens e textos, os animais, as plan- tas, as paisagens, o cotidiano das vilas e cidades, a vida dos indígenas, afri- canos escravizados e colonos. Visitaram as minas de ouro em Minas Gerais, a Amazônia, os engenhos de açúcar de Pernambuco e as cidades do Rio de

Janeiro e de São Paulo, entre outras.

Professor, integre este tema com Ciências, pois os estudos desenvolvidos pelos na- turalistas estrangeiros que visitaram o Brasil no século XIX foram importantes para o surgimento do conceito de biodiversidade, normalmente visto em Ciências no 4 o ano.

Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Cascata na floresta da Tijuca, pintura do viajante belga Henri Langerock, feita em 1881.

Desenho de pássaros do pesquisador francês Jean Theodore Descourtilz, feito em 1854.

1
1

Responda no caderno às questões a seguir.

Os viajantes retratavam animais, plantas e paisagens. Além disso, retratavam o cotidiano das vilas

e cidades, a vida

a) Quais eram os temas retratados pelos viajantes estrangeiros?

dos indígenas, africanos escravizados e colonos.

b) Quais são os países de origem dos autores das imagens desta página?

Bélgica e França.

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A Missão Artística Francesa Em 1816, chegou ao Brasil um grupo de artistas e artesãos

A Missão Artística Francesa

Em 1816, chegou ao Brasil um grupo de artistas e artesãos franceses com- posto de pintores, escultores, arquitetos. Conhecido como Missão Artística Francesa, o grupo era liderado por Joachim Lebreton, que tinha planos de fun- dar uma escola de formação artística na América do Sul. Dom João tinha interesse em fundar um centro de ensino de artes no Brasil. Com esse objetivo assinou um decreto para a criação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, que dez anos mais tarde (1826) passaria a se chamar

Academia Imperial de Belas Artes. Informações adicionais no Manual do Professor.

 

Registros

 
 

Portal preservado A Escola Real de Ciências, Artes e Ofí- cios funcionou em um edifício projetado por um arquiteto francês que fazia parte da Missão Artística Francesa. Em 1938, o edifício da escola foi de- molido, mas seu portal foi preservado e transferido para o Jardim Botânico, onde se encontra exposto. Registro da arquitetura do início do século XIX, o portal da escola é um impor- tante documento histórico que marca uma época de grandes mudanças no Brasil. A Escola Real hoje faz parte da Uni-

tante documento histórico que marca uma época de grandes mudanças no Brasil. A Escola Real hoje

Ricardo Azoury/Pulsar Imagens

Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

versidade Federal do Rio de Janeiro, com o nome de Escola de Belas Artes.

Portal original da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, hoje exposto no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Foto de 2013.

original da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, hoje exposto no Jardim Botânico do Rio

Detalhe do projeto da Escola Real, século XIX.

 
 

ƒ Na sua opinião, o portal da Escola Real deve ser preservado? Por quê? Converse com o professor e

  ƒ Na sua opinião, o portal da Escola Real deve ser preservado? Por quê? Converse
 

com os colegas.

Resposta pessoal.

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Debret Desenhista e pintor, Jean-Baptiste Debret era um dos membros da Missão Artística Francesa. Debret

Debret

Desenhista e pintor, Jean-Baptiste Debret era um dos membros da Missão Artística Francesa. Debret viveu no Brasil por 15 anos e ensinou pintura na Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. Viajando pelo país, retratou paisagens, pes- soas, costumes e o trabalho dos escravizados. Voltando à Europa, em 1831, escreveu e ilustrou a obra Viagem pitoresca e his-

Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Coletores de impostos. Pintura de Debret, 1826.

tórica ao Brasil. Suas obras são de grande valor para o estudo da história do Brasil.

A expedição Langsdorffsão de grande valor para o estudo da história do Brasil. Entre 1821 e 1829, uma

Entre 1821 e 1829, uma expedição russa liderada pelo barão Langsdorff percorreu o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará. Era composta de pintores, botânicos, cartógrafos e astrônomos. Em aquarelas, de- senhos e mapas, eles registraram aspectos da natureza e também as pessoas do interior do Brasil e os costumes de vários povos indígenas. Entre os membros da comitiva encontravam-se o artista francês Hércu- les Florence e o alemão Johann Moritz Rugendas (que participou da expedi- ção entre 1821 e 1824).

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Arquivo da Academia de Ciência de São Petersburgo. Fotografia:ID/BR
Arquivo da Academia de Ciência de São Petersburgo. Fotografia:ID/BR

Embira-açu, árvore encontrada no Brasil, retratada por Hércules Florence em pintura de 1828.

Qual é a importância dos registros feitos pelos artistas e estudiosos

estrangeiros? Responda no caderno.

Esses registros são importantes documentos

para o conhecimento da história do Brasil daquela época.

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23

Agora já sei

Para o estudo de História, é importante a leitura de textos. Alguns são do- cumentos históricos, outros foram escritos por historiadores posterior- mente. Leia o texto e, depois, responda às questões a seguir no caderno.

O objetivo dessa atividade é que o aluno perceba os procedimentos que podem ser utilizados na leitura dos textos.

com o desembarque de todos aqueles que acompanhavam a Família Real, a população da cidade teve um aumento de 20%. Um crescimento espantoso!

Onde acomodar tanta gente? Como assegurar o abastecimento da cidade? Como garantir segurança e tranquilidade aos antigos e novos moradores?

cedera ao príncipe sua morada – a Casa dos Governa-

dores – e instalara outros membros da ilustre família e alguns servidores nos prédios da Cadeia e do Convento do Carmo, situados próximos àquela casa. Mas onde iriam morar os demais? Muitas vezes ao acordar, os moradores souberam a resposta para tão angustiante

indagação. Encontravam afixadas nas portas de suas casas tabuletas com uma simples e seca inscrição: “P.R.”.

IImar Rohloff de Mattos, Luís A. S. de Albuquerque e Selma R. de Mattos. O Rio de Janeiro: capital do reino. São Paulo: Atual, 2003. p. 14.

[

]

O vice-rei do Brasil [

]

a) Quem são os autores do texto?

b) De que obra foi extraído?

c) Quando o livro foi publicado?

d) Você tem alguma dúvida de vocabulário? Se tiver, consulte o dicionário e

São IImar Rohloff de Mattos, Luís A. S. de Albuquerque e Selma R. de Mattos.

Do livro O Rio de Janeiro: capital do reino.

O livro foi publicado em 2003.

releia o texto.

Resposta pessoal.

e) Esse texto é um documento histórico do mesmo período do desembarque da Família Real? Ou é um texto escrito por estudiosos do assunto?

O texto foi escrito por estudiosos do assunto.

f) De que trata o texto?

Trata do aumento da população e da necessidade de moradias na

cidade do Rio de Janeiro após a chegada da Família Real.

Agora escreva no caderno um comentário sobre o texto da atividade an-

terior usando suas respostas.

Resposta pessoal.

an- terior usando suas respostas. Resposta pessoal. Responda às questões a seguir no caderno e, depois,

Responda às questões a seguir no caderno e, depois, converse

com os colegas e com o professor.

a) Na sua escola existe biblioteca? Se existe, você costuma ir lá? Com que frequência?

b) O que você faz na biblioteca: consulta, pesquisa ou retira livros emprestados?

c) Quais são as regras para consulta e retirada de livros?

d) Você já visitou alguma biblioteca pública, fora da escola? Como foi?

e) Você gosta de ler sobre quais assuntos?

Resposta pessoal.

Leia o texto, observe a imagem e responda no caderno. tornaram-se cada vez mais numerosas.

Leia o texto, observe a imagem e responda no caderno.tornaram-se cada vez mais numerosas. [levou] a um aumento sem precedentes do número de visitantes.

tornaram-se cada vez mais numerosas.

[levou] a um aumento sem

precedentes do número de visitantes. Estes elaboraram diversos tipos de depoimen- tos sobre os territórios por onde passaram. Escreveram cartas, relatórios (comerciais ou científicos) e livros; retrataram a vida local por meio de pinturas e desenhos; or- ganizaram coleções sobre a fauna, os vegetais e minerais, realizando assim uma série de levantamentos sobre as potencialidades dos territórios.

Raymundo Carlos B. Campos. Viagem ao nascimento de uma nação. São Paulo: Atual, 1996. p. 11-12.

Durante o século XIX, [

]

as viagens [

]

] [

a abertura dos portos ao comércio internacional [

]

Museus Castro Maya, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Museus Castro Maya, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Embocadura do rio Cachoeira, gravura de Rugendas, feita em 1835.

a) De acordo com o texto, os artistas europeus utilizaram a pintura e o de-

senho para representar a natureza brasileira. Quais são os outros tipos de

recursos que os visitantes utilizavam?

Além da pintura e do desenho, os visitantes escreviam cartas, relatórios e livros.

b) Quem é o autor da gravura e quando ela foi feita?

O autor da gravura é Rugendas, e a obra foi feita em 1835.

c) Você consegue identificar o animal que está representado?

Resposta pessoal. O aluno pode identificar animal semelhante ao jacaré.

d) Alguns artistas viajantes terminavam seus desenhos e pinturas quando re- tornavam para a Europa. Para isso, usavam rascunhos e a própria memória. Na sua opinião, isso pode ter acontecido na imagem acima? Por quê?

Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.

Algumas pessoas escrevem nas páginas dos livros da bibliote- ca. Às vezes riscam ou até arrancam as páginas. Converse com os colegas e com o professor sobre as questões a seguir e, de- pois, anote suas conclusões no caderno.quê? Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor. a) Qual é sua opinião sobre esse comportamento?

a) Qual é sua opinião sobre esse comportamento?

b) O que poderia ser feito para que isso não ocorresse?

Resposta pessoal.

Resposta pessoal.

Sugestão no Manual do Professor.

25
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poderia ser feito para que isso não ocorresse? Resposta pessoal. Resposta pessoal. Sugestão no Manual do

Daniel Cymbalista/Pulsar Imagens

Fernando Favoretto/ID/BR

capítulo

3 O processo de independência

As imagens desta página são do Monumento à Independência (direita) e de um detalhe de sua base (abaixo). Foi inaugurado em 7 de setembro de 1922, em co- memoração ao centenário da pro- clamação da Independência do Brasil. Ele se encontra no local em que, supostamente, ocorreu o “grito da Independência”.

que, supostamente, ocorreu o “grito da Independência”. Monumento de bronze localizado no bairro do Ipiranga, na
que, supostamente, ocorreu o “grito da Independência”. Monumento de bronze localizado no bairro do Ipiranga, na

Monumento de bronze localizado no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo, projeto do italiano Ettore Ximenes. Foto de 2012.

Paulo, projeto do italiano Ettore Ximenes. Foto de 2012. Observe as imagens e responda às questões

Observe as imagens e responda às questões no caderno.Paulo, projeto do italiano Ettore Ximenes. Foto de 2012. a) Você sabe a que se refere

a) Você sabe a que se refere a cena representada na base do Monumento à

Independência?

Resposta pessoal.

A cena refere-se ao “grito da Independência”. Procure explorar os conhecimentos prévios do aluno.

b) E qual personagem é destacada nessa cena?

Resposta pessoal.

Os alunos poderão ou não dizer que se trata de dom Pedro I, de acordo com seus conhecimentos prévios.

Se fosse encomendada a você uma obra comemorativa do bicentenário da proclamação da Independência:de dom Pedro I, de acordo com seus conhecimentos prévios. 26 a) quando a obra teria

26
26

a) quando a obra teria de estar pronta?

Em 7 de setembro de 2022. Integre com

Matemática, perguntando aos alunos que operação deve ser efetuada.

b) o que você faria e como seria? Descreva a peça que imaginar.

Resposta pessoal.

Explique aos alunos que pode ser pintura, escultura, cerâmica, colagem, papel machê, mosaico, etc. Estimule-os a fazer a peça, integrando com as atividades de Arte.

A um passo

da

autonomia

política

 

Sugestão no Manual do Professor.

Você viu que muitas mudanças aconteceram no Rio de Janeiro e no Brasil

a partir da chegada da Família Real com a corte portuguesa. Apesar disso, a insatisfação com o governo português continuou. Os grandes proprietários de terras sentiam-se prejudicados, pois aos pou- cos foram afastados do poder. Eram os membros da corte portuguesa e os

ricos comerciantes da cidade que exerciam maior influência sobre dom João,

já que estavam mais próximos a ele.

Além disso, as obras no Rio de Janeiro, o grande número de funcionários que vieram de Portugal e a vida luxuosa que levavam fizeram aumentar os gas- tos. Isso exigiu a elevação da carga de impostos sobre a população. Dom João também enfrentava a insatisfação dos comerciantes de Portugal, que se sentiam prejudicados pela abertura dos portos brasileiros a outros países.

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O governo de dom João contava com o apoio e a oposição de diferentes setores. Leia o texto a seguir para saber os benefícios que poderiam ser obtidos ao conquistar a amizade do monarca. Em seguida, responda às questões no caderno.

Funcionários e comerciantes percebiam como era fundamental estarem próximos à

Corte. Era ela que lhes dava empregos, possibilitava negócios, concedia títulos de nobre- za, assegurava proteção e prestígio social. Os colonos da capitania do Rio de Janeiro e áreas vizinhas também logo perceberam isso,

e passaram a vir para a cidade

– alguns chegaram até a fixar residência nela –, para poderem usufruir as mesmas vantagens. Funcionários, comerciantes

e colonos queriam ser “amigos

do rei”.

Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Caricatura de A.P. D.G, publicada em livro de 1826, mostra a cerimônia do beija-mão. Nessa cerimônia dom João recebia nobres e populares, que demonstravam reverência beijando-lhe a mão direita.

Ilmar Rohloff de Mattos, Luis A. S. de Albuquerque e Selma R. de Mattos. O Rio de Janeiro: capital do reino. São Paulo: Atual, 2003. p. 24-25.

a) Quais eram as vantagens de ser “amigo do rei”?

A pessoa poderia conseguir

emprego, realizar bons negócios, receber títulos de nobreza, ter proteção e prestígio social.

b) Quem estava insatisfeito com o governo de dom João, no Brasil e em Por-

tugal? Por quê?

No Brasil: proprietários de terras que viviam afastados da sede da corte e

a população que tinha de pagar altos impostos. Em Portugal: comerciantes prejudicados com a

abertura dos portos.

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O Brasil é um reinoVocê já sabe que desde 1808 o Brasil era sede do governo de Portugal. E,

Você já sabe que desde 1808 o Brasil era sede do governo de Portugal. E, com a abertura dos portos, podia comerciar diretamente com outras nações.

Em 1815, dom João assinou um decreto pelo qual o Brasil deixava oficialmente de ser colônia e passava à condição de reino, tornando-

-se parte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Nesse mesmo ano, Napoleão Bonaparte foi derro- tado e os franceses foram expulsos de Portugal. Mas a situação econômica do país era difícil, e a população

portuguesa pedia a volta de dom João. Em 1818, dois anos após a morte da rainha dona Maria I, dom João foi aclamado rei, no Rio de Janeiro, recebendo o título de dom João VI.

Algarves: território no sul de Portugal que era considerado um reino pertencente à coroa portuguesa. Aclamado: no texto, refere- -se à proclamação de dom João como rei.

Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Vista do Largo do Palácio no dia da aclamação de dom João VI. Gravura de Jean-Baptiste Debret, século XIX.

Saiba mais A aclamação de dom João VI foi uma grande cerimônia realizada no Largo
Saiba mais
A aclamação de dom João VI foi uma grande cerimônia realizada no Largo
do Paço (ou do Palácio), na cidade do Rio de Janeiro. Grandjean de Montigny,
Auguste Taunay e Jean-Baptiste Debret, artistas da Missão Francesa, foram
encarregados da ornamentação e dos monumentos e cenários especialmente
construídos para essa ocasião.

Observe a imagem desta página e responda no caderno.e cenários especialmente construídos para essa ocasião. a) Que camadas da população estão representadas? As

a) Que camadas da população estão representadas?

As camadas ricas da população, militares e funcionários do governo.

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28

b) Como você chegou a essa conclusão?

Provavelmente o aluno observará as vestimentas.

Resposta pessoal.

A Família Real retorna a PortugalInformações complementares no Manual do Professor. Desde a abertura dos portos, os comerciantes portugueses se

Informações complementares no Manual do Professor.

Desde a abertura dos portos, os comerciantes portugueses se sentiam pre- judicados, pois os ingleses passaram a dominar o comércio com o Brasil. Sem os lucros desse comércio, a situação econômica de Portugal ficou muito difícil. Em 1820, eclodiu a Revolução do Porto, cujos participan-

tes exigiam o retorno imediato da Família Real para Portugal.

Exigiam também que o comércio do Brasil voltasse a ser feito apenas com os portugueses. Dessa forma, esperavam resolver a crise econômica e política de seu país. Pressionado e sob ameaça de perder o trono português, dom João VI deci- diu voltar para Portugal. Na madrugada de 25 de abril de 1821, o rei embarcou para seu país, acompanhado de familiares e de uma comitiva composta de 4 mil funcionários. No Brasil, dom João VI deixou como príncipe re- gente seu filho e herdeiro, dom Pedro.

Porto: cidade do norte de Portugal.

Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Desembarque d’el rei dom João VI, gravura de Beauchamp, feita em 1826. No dia 4 de setembro de 1821, a população portuguesa celebrou a chegada da comitiva que acompanhava dom João VI.

Leia a opinião de uma historiadora sobre o retorno de dom João VI a Portugal.celebrou a chegada da comitiva que acompanhava dom João VI. Ele [dom João VI] não pretendia

Ele [dom João VI] não pretendia voltar. Sentia-se bem no Rio, tinha grande afeição

pelo Brasil. Além disso, era melhor ser um rei importante no Novo Mundo do que so-

berano de uma potência de terceira categoria na política [europeia]

eram menores. [

Aqui as pressões

]

Nos momentos finais ele lamentava abandonar o Brasil.

Lúcia Bastos P. das Neves. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional, p. 59, jan. 2008.

Dom João VI estava sendo pressionado e sofria a ameaça de perder o trono por- tuguês. Os portugueses acreditavam que era necessário o retorno da Família Real ao país para que a situação melhorasse.

ƒ Responda no caderno às questões.

a) Por que dom João VI retornou a Portugal?

b) Segundo a historiadora, dom João VI desejava retornar para Portugal?

Explique.

Não, pois ele gostava do Brasil e aqui tinha prestígio.

c) Crie uma manchete de jornal noticiando o retorno de dom João VI para

Portugal.

Resposta pessoal.

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O governo de dom Pedro, príncipe regente
O governo de dom Pedro, príncipe regente

O governo de dom Pedro, príncipe regente

O governo de dom Pedro, príncipe regente

Em Portugal, havia forte pressão dos portugueses para que dom Pedro também voltasse. A presença de um membro da Família Real no Rio de Janeiro dificultava os planos de fazer o Brasil voltar a ser colônia. Políticos brasileiros, percebendo as intenções dos portugueses, iniciaram campanhas para que o príncipe regente permanecesse no Brasil. No Rio de Janeiro e em São Paulo, houve manifestações, distribuição de folhetos, cartazes colados nos muros das cidades. Foi feito também um abaixo- -assinado com 8 mil assinaturas para que ele ficasse. Diante das manifestações, no dia 9 de janeiro de 1822 dom Pedro decidiu ficar no Brasil. Em maio de 1822, dom Pedro estabeleceu que as ordens vindas de Portu- gal só seriam cumpridas em território brasileiro após sua autorização. As auto- ridades portuguesas, por sua vez, enviaram ordens exigindo que ele voltasse imediatamente a Portugal. Além disso, declararam que todas as medidas to- madas por ele seriam consideradas sem valor. A tensão entre o governo portu- guês e o governo brasileiro aumentou.

1
1

Observe o documento, leia a parte ampliada e responda no caderno.

a) De quando é o documento?

b) A grafia das palavras é igual à que usamos hoje? Explique.

O documento é de 1822. Sugestão no Manual do Professor.

Não. Exemplos: huma, iguaes, he e prompto.

c) Reescreva o trecho que foi destacado em amarelo, usando a grafia atual.

“Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico.”

d) Você sabe por que há essas diferenças no modo de escrever as palavras?

Justifique sua resposta. Resposta pessoal. Integre com a disciplina de Língua Portuguesa. Ajude o aluno
Justifique sua resposta.
Resposta pessoal.
Integre com a disciplina de Língua Portuguesa. Ajude o aluno a elaborar hipóteses
acerca da mudança de ortografia que muitas palavras sofreram ao longo do tempo.
Reprodução de documento oficial
que registra a declaração de dom
Pedro de que ficaria no Brasil.
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Imprensa Nacional, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
A independência Depois que dom Pedro decidiu permanecer no Brasil, o movimento pela independência ganhou

A independência

Depois que dom Pedro decidiu permanecer no Brasil, o movimento pela independência ganhou força.

Em agosto de 1822, o príncipe regente teve de via- jar para São Paulo. Quando voltava para o Rio de Janei- ro, mensageiros o encontraram para lhe entregar cartas

enviadas pelas cortes portuguesas e por seu primeiro- -ministro José Bonifácio. As cortes exigiam o retorno imediato de dom Pedro a Portugal. José Bonifácio recomendava o rompimento definitivo.

Nesse momento, dom Pe- dro, que se encontrava às mar- gens do riacho do Ipiranga, de- cidiu proclamar a Independência do Brasil, seguindo a recomen- dação de seu ministro. Era 7 de setembro de 1822, e o episódio ficou conhecido como Grito do Ipiranga. Em 12 de outubro do mes- mo ano, dom Pedro foi aclamado imperador do Brasil e recebeu o título de dom Pedro I. E em 1 o de dezembro foi realizada a cerimô- nia de sua coroação.

Cortes: no texto, o conjunto de deputados reunidos em Lisboa para elaborar uma Constituição para Portugal, depois da Revolução do Porto.

Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo. Fotografia: ID/BR
Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo. Fotografia: ID/BR

Aclamação de dom Pedro I, gravura de Jean-Baptiste Debret, 1826.

de dom Pedro I , gravura de Jean-Baptiste Debret, 1826. O preço do reconhecimento da independência

O preço do reconhecimento da independência

Com o rompimento declarado por dom Pedro, o Brasil deixava de ser parte do reino de Portugal. Mas isso não ocorreu de imediato. Somente depois de mui- tas negociações, o governo de Portugal aceitou a Independência do Brasil. Em 1825, o governo português reconheceu a Independência do Brasil, mas com o pagamento de uma indenização. Como não possuía a quantia exigida, o governo brasileiro conseguiu um empréstimo com o governo inglês.

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No dia 7 de setembro costuma haver festa nas escolas e nas cidades de todo o Brasil. Com base nessa informação, responda no caderno.

a) Que acontecimento se comemora nessas festas?

b) Qual é o significado desse acontecimento?

A Independência do Brasil.

O Brasil deixou de fazer parte do reino de Portugal, tornando-se um país independente.

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O que mudou para a maioria? Sugestão no Manual do Professor. Sugestão no Manual do Professor.

O processo de independência envolveu principalmente as pessoas da eli- te. Eram atendidas as reivindicações dos grandes proprietários de terras e de escravizados, dos ricos comerciantes e dos funcionários do governo. A independência não alterou, porém, a principal característica da sociedade brasileira: a escravidão. Assim, para a maioria da população, que era formada por africanos escravizados, indígenas e trabalhadores livres e pobres, o 7 de Setembro não trouxe grandes mudanças.

Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Gravura representando a cidade de Ouro Preto e seus habitantes, feita por Hermann Burmeiser em 1853.

Saiba mais Vários países da América Latina se tornaram independentes na mesma época que o
Saiba mais
Vários países da América Latina se tornaram independentes na mesma
época que o Brasil. Entre os países da América do Sul, o Brasil foi o único
que se tornou uma monarquia. Nesse regime, o poder é exercido por um
monarca – rei, imperador, príncipe. O poder é vitalício (para toda a vida) e
hereditário (passa para um descendente do monarca).

Observe a gravura acima e responda no caderno.e hereditário (passa para um descendente do monarca). a) Quantos anos se passaram desde a proclamação

a) Quantos anos se passaram desde a proclamação da Independência até a

data em que a imagem foi feita?

Passaram-se 31 anos.

b) Para quais das pessoas representadas não houve qualquer mudança com a

32
32

independência?

Para as pessoas escravizadas.

 

Registros

 
 
 

Pinturas históricas Sugestão no Manual do Professor.

 

O

quadro Independência ou morte, conhecido como O grito do Ipiranga,

 

de Pedro Américo, pintado em 1888, é um importante documento histórico.

A

pintura é uma representação da proclamação da Independência feita por

dom Pedro em 7 de setembro de 1822.

 
 

O

pintor não estava presente no momento do acontecimento. Fez o qua-

 

dro 66 anos após a Independência, atendendo ao pedido de dom Pedro II, segundo imperador do Brasil.

 

Veja com atenção os detalhes da cena representada.

Museu Paulista da Universidade de São Paulo. Fotografia: ID/BR

Museu Paulista da Universidade de São Paulo. Fotografia: ID/BR

Independência ou morte, pintura de 1888. Obra mais famosa do pintor Pedro Américo, hoje faz parte do acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (Museu do Ipiranga).

Observe que dom Pedro se encontra no centro, na parte superior da tela.

A

composição da cena demonstra a intenção do artista em destacar dom Pe-

dro como a figura mais importante do episódio da Independência. E os solda- dos fardados, com aparência imponente, o porte e o movimento dos cavalos, enfim, todo o conjunto confere ar de grandiosidade à proclamação da Inde- pendência. Os braços erguidos simbolizam o apoio à decisão de dom Pedro.

 

ƒ Converse com os colegas e com o professor sobre as questões.

ƒ Converse com os colegas e com o professor sobre as questões.

a) Por que o artista teria composto a cena dessa forma 66 anos

 
 

depois?

Resposta pessoal.

 

b) Que impressão esse registro passa para quem não estava

 
 

presente nem viveu na época?

Resposta pessoal.

33
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Agora já sei

1
1

Leia os acontecimentos listados abaixo.

3 Retorno de dom João VI para Portugal

Fundação da Biblioteca Real

1 Abertura dos portos às nações amigas

4 Dia do Fico

Transferência da capital para o Rio de Janeiro

Abolição da

escravatura

2 Elevação do Brasil a reino

Fundação da cidade de São Vicente

5 Proclamação da Independência

a) Selecione aqueles que fazem parte do processo de Independência do Bra- sil e, no caderno, organize-os cronologicamente em uma linha do tempo.

Resposta no Manual do Professor. Caso a classe tenha dificuldade, apresente um modelo no quadro de giz.

b) Compare a linha do tempo que você organizou com a de um colega. Vocês registraram os mesmos acontecimentos?

a de um colega. Vocês registraram os mesmos acontecimentos? Resposta pessoal. Ajude o aluno a perceber

Resposta pessoal. Ajude o aluno a perceber que a atividade facilita o processo de análise quando é feita com base no estabelecimento de relações e comparações. A simples memorização do encadeamento dos eventos não possibilita o trabalho de apreensão do processo.

Quais foram as principais medidas tomadas por dom João que encami- nharam o país ao processo de independência?

2
2

O processo de independência envolveu principalmente pessoas da elite.

A pintura abaixo foi realizada pelo artista a partir de um esboço feito no

dia da coroação de dom Pedro I, em 1 o de dezembro de 1822. Observe a imagem e responda às questões abaixo no caderno.

Palácio Itamaraty, Brasília. Fotografia: ID/BR
Palácio Itamaraty, Brasília. Fotografia: ID/BR

Pintura Coroação de dom Pedro I, de Jean- -Baptiste Debret, 1828.

a) Descreva como as pessoas da elite estão retratadas.

As pessoas usam roupa social; a maioria dos homens usa calças e casacos.

b) Qual grupo social, que formava a maioria da população, não está represen-

tado na pintura?

O grupo formado pelos escravizados.

2 A primeira medida foi a abertura dos portos às nações amigas, que permitiu aos comerciantes brasilei- ros comprarem produtos estrangeiros sem a interferência portuguesa. A segunda medida foi a elevação do Brasil a Reino Unido, junto a Portugal e Algarves. Com essa medida, o Brasil deixou de ser uma colônia.

Leia o trecho do relato do naturalista Auguste de Saint-Hilaire, que es- tava em viagem

Leia o trecho do relato do naturalista Auguste de Saint-Hilaire, que es- tava em viagem pela província de São Paulo na naturalista Auguste de Saint-Hilaire, que es- tava em viagem pela província de São Paulo na época da proclamação da Independência. Depois, responda às questões no caderno.

Aqui, lei

alguma consagrava a desigualdade; todos os abusos eram o resultado do interesse e dos caprichos dos poderosos e dos funcionários. Mas são estes homens que, no Brasil, foram os cabeças da revolução.

Auguste de Saint-Hilaire. Segunda viagem do Rio de Janeiro a Minas Geraes e a São Paulo (1822). 2. ed. São Paulo: Nacional, 1938. p. 180.

] [

o povo nada ganhou absolutamente com a mudança operada. [

]

a) No texto, qual é o significado da palavra “consagrava”?

“Mantinha” a desigualdade.

b) Qual é a “mudança operada” mencionada pelo viajante?

A proclamação da Independência.

c) A que o viajante se refere quando menciona “revolução”?

O viajante refere-se ao fim do domínio português.

d) De que trata o texto?

Da participação da elite na proclamação da Independência.

participação da elite na proclamação da Independência. Leia o texto e reflita. Depois, responda às questões

Leia o texto e reflita. Depois, responda às questões a seguir no caderno.participação da elite na proclamação da Independência. Isso [abertura dos portos] foi muito importante, pois a

Isso [abertura dos portos] foi muito importante, pois a colônia bra- sileira começou a entrar em contato com os produtos e as ideias que

circulavam em outras partes do mundo. [

ciantes estrangeiros trouxeram de tudo: tecidos, sapatos, talheres, louças, cristais, chapéus, cachimbos, xales, ferragens, queijo, manteiga, escovas, pentes, navalhas, perfumes, sabonetes, velas, pianos, carruagens, barban- tes e caixões, além de produtos inúteis como carteiras para notas (aqui só havia moedas), patins para gelo, casacos de pele e tecidos de lã pesada, inadequados para nosso clima quente.

O Estado de S. Paulo, 2000. Suplemento Lição de Casa 2000, n. 19, p. 9.

Entusiasmados, os comer-

]

a) Você sabe diferenciar um produto útil de um inútil? Resposta pessoal.

b) Na sua opinião, o que as pessoas faziam com os “produtos inúteis” que

compravam?

Resposta pessoal.

c) Ao fazer compras, na sua opinião, em que as pessoas deveriam pensar? Por exemplo, elas devem comprar tudo o que querem ou devem pensar se o produto que desejam é realmente neces-

sário?

Resposta pessoal.

O querer, a necessidade e o poder aquisitivo são três ele- mentos de análise que podem ajudar o aluno a adotar uma postura equilibrada com relação ao consumo.

d) Você tem vontade de comprar tudo o que vê nas propagandas?

Resposta pessoal.

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Vamos fazer!

Vamos fazer!

Vamos fazer! Vamos fazer! Jornal mural Sugestão no Manual do Professor. Você viu que, com a

Jornal mural Sugestão no Manual do Professor.

Você viu que, com a chegada da Família Real portuguesa, a cidade do Rio de Janeiro passou por uma série de mudanças. Para atender às necessi- dades culturais e intelectuais da corte, dom João criou algumas instituições. Biblioteca Real, Museu Real, Teatro Real, Jardim Botânico, Escola de Medi- cina e Banco do Brasil foram algumas delas. Ele criou também a Imprensa Régia. Até então não havia jornais na co- lônia, porque era proibido. E, em 10 de setembro de 1808, foi publicado o primeiro jornal brasileiro oficial: A Gazeta do Rio de Janeiro. O jornal trazia notícias sobre o cotidiano da cidade, anúncios classifica- dos de profissionais e serviços, estabelecimentos comerciais, etc. Vamos, então, fazer um jornal mural?

Do que vocês vão precisar

então, fazer um jornal mural? Do que vocês vão precisar • revistas e jornais velhos •

revistas e jornais velhos

livros, enciclopédias e internet

papéis ou caderno para tomar notas

computador

Se a escola dispuser de gravador e máquina fotográfica, esses equipamentos podem ser incluídos na lista. Caso os alunos não tenham computador nem seja possível utilizar o da escola, peça que façam as matérias manuscritas.

papel pardo e papel sulfite

cola, tesoura sem ponta, fita adesiva, régua, lápis de cor, canetinhas coloridas, tintas, adesivos e outros materiais para decorar o jornal mural

Como fazer

1. Definindo as seções, os conteúdos e o nome do jornal

Com a ajuda do professor, discutam quais seções e conteúdos vocês gostariam que o jornal tivesse. Por exemplo, notícias da escola, entrevistas, esportes, eventos, coluna social, avisos, anúncios (compra, venda, troca), culinária, moda, dicas, reclamações, “erramos”, etc. Lembrem-se de que tudo deve estar relacionado à comunidade escolar. Escolham um nome para o jornal.

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Paulo Fradinho/ID/BR
Paulo Fradinho/ID/BR
2. Formando grupos e distribuindo as seções Formem os grupos e dividam as seções que
2. Formando grupos e distribuindo as seções
Formem os grupos e dividam as seções que foram
definidas. Cada grupo ficará encarregado de uma
seção. Nas edições seguintes, os grupos poderão
se revezar para que todos tenham oportunidade de
diversificar o trabalho. Reúnam-se com os colegas
do grupo para conversar e criar uma pauta, isto
é,
uma lista de assuntos ou temas que serão
tratados na seção. Depois, dividam as tarefas.
3. Discutindo procedimentos no grupo
Sabendo o que cada um terá de fazer, definam
como trabalhar. Para uma entrevista,
por exemplo, estabeleçam quem será o
entrevistado, a data, o local e o horário.
Formulem um roteiro de perguntas. Definam
se um ou todos farão as perguntas; quem
pesquisará imagens ou fará desenhos para
ilustrar a entrevista; quem vai redigir o texto,
digitar ou manuscrever e revisar a matéria final.
A
redação precisa ser clara e objetiva para que
todos os leitores entendam.
4. Reunindo as matérias das seções
Marquem uma data para que todos
os grupos se reúnam e conversem sobre
o
conteúdo que conseguiram para as
seções. Leiam e verifiquem se não há nada
impróprio, se não estão desrespeitando
ou prejudicando alguém, se o tamanho
das matérias é adequado (não devem ser
muito longas), se é preciso mais alguma
coisa. Lembrem-se de que vocês serão
responsáveis por todo o conteúdo do jornal.
5. Definindo e planejando o jornal
Agora que vocês já sabem quais matérias
vão entrar na edição do jornal, façam
esboços da disposição das seções. Para
isso, considerem o tamanho das matérias
e
que elas ficarão expostas em forma de
mural. Depois, definam em que parede da
escola colocar o jornal mural, de modo
que alunos e funcionários possam ler.
Peçam autorização para o diretor antes
de montar o mural.
Ilustrações: Paulo Fradinho/ID/BR

6. Montando o jornal

Fixem o papel pardo, cobrindo a parede. Depois, colem as matérias das seções de acordo com o esboço planejado. Não se esqueçam de colocar o nome da seção. Ele deve ser bem destacado.

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ID/BR

O que aprendi?

O texto a seguir trata das mudanças ocorridas na cidade do Rio de Janei- ro com a instalação da Família Real. Leia-o e faça as atividades a seguir.ID/BR O que aprendi? Mas a cidade não apenas se expandia espacialmente; ela mudava também sua

Mas a cidade não apenas se expandia espacialmente; ela mudava também sua aparência, abrindo-se às modas europeias. Suas casas perdiam a aparência de re- clusão e isolamento. No lugar das rótulas – grades de madeira usadas nas janelas, que mal permitiam a entrada da luz – surgiram janelas envidraçadas. O hábito de se construírem casas cercadas de jardins, trazido pelos ingleses, difundiu-se entre famílias abastadas.

Ilmar Rohloff de Mattos e Luís A. S. de Albuquerque. Independência ou morte: a emancipação política do Brasil. São Paulo: Atual, 1993. p. 40.

1a Significa que estrangeiros passaram a visitar e a morar no Brasil, trazendo seus costumes. Além

a)

b) Imagine como eram e como ficaram as casas, de acordo com o texto. Em uma folha avulsa, faça dois desenhos para ilustrar o que você imaginou.

Qual é o significado da expressão “abrindo-se às modas europeias”?

disso, com a abertura dos portos, produtos de outros países passaram a ser vendidos no Brasil.

Resposta pessoal.

c) E hoje, as casas são iguais às dessa época? Converse com os

colegas.

Resposta pessoal.

às dessa época? Converse com os colegas. Resposta pessoal. Analise o gráfico e responda às questões

Analise o gráfico e responda às questões no caderno.às dessa época? Converse com os colegas. Resposta pessoal. Comércio entre o Brasil e outros países

Comércio entre o Brasil e outros países (janeiro de 2014)

Exportação Importação 25 20 15 10 5 0 Resultado em bilhões de reais
Exportação
Importação
25
20
15
10
5
0
Resultado em
bilhões de reais

Fonte de pesquisa: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: <http://www.desenvolvimento.gov.br//arquivos/ dwnl_1391522664.pdf>. Acesso em: 5 fev. 2014.

a) Em janeiro de 2014 o Brasil exportou ou importou mais produtos?

Nesse período o Brasil importou mais produtos.

b) O que significa importar mais do que exportar?

Significa comprar mais de outros países do que vender para eles.

c) E o contrário, exportar mais do que importar?

Significa vender mais para outros países do que comprar deles.

d) Antes da abertura dos portos, o comércio brasileiro era realizado exclusiva- mente com Portugal. O que o Brasil exportava? E o que importava?

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O Brasil exportava principalmente pau-brasil e açúcar, além de metais e pedras preciosas, e importava todos os produtos manufaturados.

Observe a imagem, leia a legenda e responda às questões no caderno.Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR Rua Direita , na cidade do Rio de

Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
Coleção particular, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Rua Direita, na cidade do Rio de Janeiro, pintura feita por Félix-Émile Taunay por volta de 1823.

a) Quem é o autor da obra e quando foi feita?

É de Félix-Émile Taunay e foi feita por volta de 1823.

b) Quais são os grupos sociais que aparecem na imagem?

Pessoas livres e escravizadas.

c) Como eram os prédios do centro da cidade do Rio de Janeiro na época da

proclamação da Independência?

Os prédios tinham dois ou três andares, possuíam janelas grandes e eram pintados de cores claras.

d) Antes de a corte portuguesa chegar ao Brasil, como era a região urbana do

Rio de Janeiro?

Não havia calçamento na maioria das ruas, que eram estreitas e de terra.

Com a vinda da Família Real e da corte portuguesa, mui- tos brasileiros passaram a seguir a moda europeia em suas casas, nas vestimentas e nos costumes. Conversena maioria das ruas, que eram estreitas e de terra. com os colegas e com o

em suas casas, nas vestimentas e nos costumes. Converse com os colegas e com o professor.

com os colegas e com o professor.

a) Na sua opinião, por que isso acontecia?

b) E hoje, isso acontece? O que mudou? O que permaneceu?

Resposta pessoal.

Oriente e converse, chamando a atenção dos alunos para a relação colônia-metrópole. Além disso, lembre-os da abertura dos portos, que contribuiu para a entrada no Brasil de produtos europeus. Sugestão no Manual do Professor.

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AMj Studio/ID/BR

unidade unidade 2 2
unidade
unidade
2 2

O Brasil imperial

Você sabe que edifício é esse? Ele está localizado no centro histórico do Rio de Janeiro. Era o palácio dos imperadores e já foi a sede do governo do Brasil. Hoje é conhecido como Paço Imperial e abriga um centro cultural.

Atividade oral. Sugestão no Manual do Professor.

ƒ O que as crianças estão fazendo?

As crianças estão observando um edifício histórico.

ƒ Uma delas tem um folheto nas

mãos. Você sabe o que está repre-

sentado nele?

Resposta pessoal.

Espera-se que o aluno reconheça o edifício do Paço Imperial.

ƒ Será que na monarquia o impera-

dor governa sozinho? Ele pode fa-

zer o que quiser?

Resposta pessoal.

ƒ Depois da independên- cia, o Brasil passou a ter vida política própria. Converse com os cole- gas e com o professor.

própria. Converse com os cole- gas e com o professor. a) Hoje, no Brasil, a partir

a) Hoje, no Brasil, a partir dos 16 anos de idade, as pessoas po-

dem participar da vida política por meio do voto. Será que sempre

foi assim?

Resposta pessoal.

b) Na sua opinião, há outras manei-

ras de participar da vida política e

social do país?

Resposta pessoal.

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capítulo

1 O início do período monárquico

Quase todo mundo já ouviu histórias com reis, rainhas, príncipes e prince- sas. Algumas são inventadas, outras verdadeiras. Será que ainda existem reis, rainhas, príncipes e princesas?

1 Museu Imperial, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR
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Museu Imperial, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

Retrato de dom Pedro I, pintura de Simplício Rodrigues de Sá, feita em 1826.

2 Carlos Alvarez/Getty Images/AFP
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Carlos Alvarez/Getty Images/AFP

Juan Carlos, rei da Espanha até 2014, quando abdicou do trono, em foto de 2011.

1
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Observe as imagens acima, leia as legendas e responda no caderno.

Sugestão no Manual do Professor.

a) Quem são as pessoas das imagens 1 e 2? De que época elas são?

A imagem 1 é de dom Pedro I e é do século XIX. A imagem 2 é do rei Juan Carlos, da Espanha, e é de 2011.

b) Há semelhanças entre as vestimentas dessas pessoas? Por quê?

c) Além do rei da Espanha, você conhece algum outro? Qual?

Resposta pessoal.

2
2

Na época de dom Pedro I, reis, rainhas, imperadores e imperatrizes eram pessoas com grande importância política. Na sua opinião, hoje ainda é assim?

Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.

3
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Converse com os colegas e com o professor sobre as questões a seguir.

3 Converse com os colegas e com o professor sobre as questões a seguir.

a) Será que toda população que vivia no Brasil queria a independência?

42
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Resposta pessoal.

Ajude os alunos a formular hipóteses, que serão retomadas no final do capítulo.

b) Como deve ter sido o governo de dom Pedro I?

Resposta pessoal.

1b Sim. Ambos usam roupa formal sobre a qual estão afixadas diversas insígnias (sinais de poder).

Além disso, há uma faixa circundando o corpo de ambos, o que provavelmente é um sinal de poder ou de posição social.

Dom

Pedro

I

governa

o

Brasil

 

Sugestão no Manual do Professor.

Dom Pedro I governou o Brasil de 1822 a 1831, período conhecido como Primeiro Reinado. Para que o Brasil fosse um país realmente livre, a consolidação da indepen- dência em todo o território e a elaboração de uma Constituição eram essen- ciais. Mas não eram tarefas fáceis.

A consolidação da independênciaeram essen- ciais. Mas não eram tarefas fáceis. Em algumas províncias , os brasileiros tiveram de

Em algumas províncias, os brasileiros tiveram de lutar contra tropas portuguesas. Essas tropas es- tavam no Brasil desde a vinda da Família Real e não aceitaram pacificamente a independência. Os principais confrontos

ocorreram na Bahia, no Mara- nhão, no Grão-Pará, no Piau