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UNIVERSIDADE DE VILHA VELHA

CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

ARTHUR REIS

FERNANDA CORREA

GABRIEL

JOSÉ VITOR DA SILVA GONÇALVES

PRISCILA

EXPERIMENTO TÚNEL DE VENTO

Vila Velha
2019
ARTHUR REIS
FERNANDA CORREA

GABRIEL

JOSÉ VITOR DA SILVA GONÇALVES

PRISCILA

EXPERIMENTO TÚNEL DO TEMPO

Relatório do curso de Engenharia Química


apresentado à Universidade de Vila Velha,
como parte da exigência da Disciplina
Transmissão de Calor e Massa sob orientação
da Professora Danielly Cristina Gripa de pau.

Vila Velha
2019
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Modelo de Figura.............................. Error! Bookmark not defined.


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Modelo de tabela ............................. Error! Bookmark not defined.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 5

2. OBJETIVOS ....................................................................................................... 11

3. METODOLOGIA ................................................................................................. 15

4. RESULTADO E DISCUSSÕES .......................................................................... 17

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 20
5

1. INTRODUÇÃO

Se o movimento do fluido é forçado a flui através de uma superfície ou em um


tubo por meio externos, como uma bomba ou um ventilador, o escoamento se
classifica como forçado. Em escoamento natural, qualquer movimento do fluido é
devido aos meios naturais, como o efeito empuxo, que se manifesta com o fluido mais
quente (e portanto mais leve) subindo e com o fluido mais frio (e, portanto, mais denso)
descendo. O escoamento de um fluido sobre uma superfície como uma placa, um fio
ou um tubo é um escoamento externo. O escoamento em u tubo ou duto é um
escoamento interno se o escoamento é completamente delimitado por superfícies
sólidas (CENGEL, 2009).

A taxa de transferência de calor por convecção é expressa pela Lei de


Resfriamento de Newton em watts (W), equação 1.

𝑞𝑐𝑜𝑛𝑣 = ℎ𝑠 ∗ 𝐴(𝑇𝑠 − 𝑇∞ ) 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟏

h: coeficiente de calor por convecção, W/m².K.

A: área de transferência de calor, m².

Ts: temperatura de superfície, K.

𝑇∞ : temperatura do fluido, K.

Para o cálculo da área do cilindro utiliza-se a equação 2

𝜋 ∗ 𝐷2
𝐴= 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟐
4

D: diâmetro do cilindro, m².


6

O coeficiente de transferência de calor por convecção, ou coeficiente


convectivo, é de difícil determinação, sendo dependente das propriedades do fluido
(viscosidade dinâmica, condutividade térmica, densidade e calor específico), do
regime de escoamento (velocidade) a das características geométricas envolvidas.
Estas variáveis que influenciam estes mecanismos de transferência de calor
usualmente são agrupadas em números adimensionais para reduzir o número total de
varáveis a serem analisados. Assim, é comum a pratica de adimensionalizar o
eficiente de transferência de calor h usando o número de Nusselt, definido como:

ℎ ∗ 𝐿𝑐
𝑁𝑢 = 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟑
𝑘

k: condutividade térmica.

L: comprimento característico.

Os dados experimentais para a transferência de calor podem ser representados


através de uma reação da forma

𝑁𝑢 = 𝐶 ∗ 𝑅𝑒𝐿 𝑚 ∗ 𝑃𝑟 𝑛 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟒

As variáveis m e n são expoentes constantes, e o valor da constante C depende


da geometria e do escoamento. A fim de levar em consideração a variação das
propriedades do fluido com a temperatura, estas são geralmente avaliadas na
chamada temperatura do filme:

𝑇𝑠 ∗ 𝑇∞
𝑇𝑓 = 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟓
2

Ts: temperatura da superfície

𝑇∞ : temperatura do escoamento livre.


7

Em escoamento cruzado sobre cilindros, o movimento do fluido é na direção


normal ao eixo circular. Como mostrado na figura 1, o fluido da corrente livre é levado
ao repouso no ponto de estagnação frontal, com um correspondente aumento de
pressão. A partir desse ponto, a pressão diminui com o aumento de x, a coordenada
da linha de corrente e a camada-limite se desenvolve sob a influência de um gradiente
de pressão favorável (dp/dx < 0). Contudo, a pressão tem que atingir um mínimo e na
direção da parte de trás do cilindro a continuação do desenvolvimento da camada-
limite ocorre na presença de um gradiente de pressão adverso (dp/dx > 0). Na região
de pressão favorável, o fluido acelera (𝑑𝑢∞ /dx > o quando dp/dx < 0), atinge uma
velocidade máxima quando dp/dx = 0, e desacelera devido ao gradiente de pressão
adverso (𝑑𝑢∞ /dx < o quando dp/dx > 0). À medida que o fluido desacelera, o gradiente
de velocidade na superfície acaba se tornando igual a zero. Nesse local, conhecido
por ponto de separação, o fluido próximo à superfície carece de momento suficiente
para superar o gradiente de pressão e a continuação do movimento para jusante se
torna impossível. Uma vez que o fluido, ao chegar continuamente a esse ponto, obstrui
o escoamento na direção inversa, tem que haver a separação da camada-limite. Essa
é uma condição na qual a camada-limite descoca da superfície e uma seteira é
formada na região a jusante. O escoamento nessa região é caracterizado pela
formação de vórtices e é altamente irregular (INCROPERA, 2008).

Figura 1 - Formação e separação da camada-limite sobre um cilindro circular em escoamento


cruzado

Fonte: INCROPERA et al. (2008)


8

Como esta separação do escoamento é difícil de tratar analiticamente, este tipo


de escoamentos dever ser estudado experimental ou numericamente. Várias
correlações empíricas têm sido desenvolvidas para o coeficiente de transferência de
calor.

O número de Reynolds, é definido para o cilindro circular como:

ρ∗V∗D 𝑉∗𝐷
𝑅𝑒 = = 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟔
μ 𝑣

Esse número adimensional influencia a transição na camada-limite, que, por


sua vez, influencia a posição do ponto de separação. Como mostrado na Figura 2, se
ReD ≤ 2*105, camada-limite permanece laminar e a separação ocorrem em θ ≅ 80 °C.
se ReD ≥ 2*105, ocorre transição na camada-limite e a separação é retardada até θ ≅
140 °C.

Figura 2 - O efeito da turbulência na separação da camada-limite

(Fonte: INCROPERA, 2008)

Dentro das correlações existentes para determinação do coeficiente de


transferência de calor por convecção para o escoamento cruzado sobre cilindros, se
encontram a seguintes:
9

 Correlação empírica de Hilpert:

ℎ∗𝐷 1
𝐷𝑢𝐷 = = 𝐶 ∗ 𝑅𝑒𝐷 𝑚 ∗ 𝑃𝑟 3 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟕
𝑘

Válida para Pr ≥ 0,7. A tabela 1 mostra os valores das constantes c e m. As


temperaturas são avaliadas na temperatura do filme.

Tabela 1 - Constantes da equação de Hilpert para cilindro circular e escoamento cruzado

ReD C m
0,4 - 4 0,989 0,330
4 -40 0,911 0,385
40- 400 0,683 0,466
400 - 40000 0,193 0,618
40000 - 400000 0,027 0,805

(Fonte: INCROPERA, 2008).

 Correlação de Zukauskas [Para 0,7 ≤ Pr 500 e 1 ≤ ReD ≤ 106]

1
ℎ∗𝐷 𝑃𝑟 4
𝑁𝑢𝐷 = = 𝐶 ∗ 𝑅𝑒𝐷 𝑚 ∗ 𝑃𝑟 𝑛 ∗ ( ) 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟖
𝑘 𝑃𝑟𝑠

Todas as propriedades avaliadas a 𝑇∞ (temperarura de escoamento livre) excto


Prs, que é avaliado a Ts (temperatura na superfície). Os valores de C e m se encontram
na Tabela 2. Se Pr ≤ 10, n = 0,37; se Pr ≤ 10, n = 0,36.
10

Tabela 2 - Constantes da equação de Zukauskas para cilindro circular e escoamento cruzado

ReD C m
1 - 40 0,75 0,4
40 - 1000 0,51 0,5
103 – 2x105 0,26 0,6
0
2x105 - 106 0,7
0,076
(Fonte: INCROPERA, 2008).

 Correlação de Churchill e Bernstein:

4
1 1 5 5
0,2∗𝑅𝑒𝐷 2 ∗𝑃𝑟 3 𝑅𝑒𝐷 8
𝑁𝑢𝐷 = 0,3 + 1 [1 + ( 282 ) ] 𝒆𝒒𝒖𝒂çã𝒐 𝟗
2 4
0,4 3
[1+( ) ]
{ 𝑃𝑟
}

Equação recomendada para ReDPr ≥ 0,2 e todas as propriedades


avaliadas na temperatura do filme.
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2. OBJETIVOS

Determinar o coeficiente convectivo h médio em escoamento externo e forçado


de um fluido sobre uma superfície sólida e compará-lo com o calculado por correlação
da literatura.
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3. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

Para o experimento são utilizados um cronômetro e um Trocador de Calor por


Convecção Forçada modelo STT532 exibido na figura 3.

Figura 3 - Trocador de Calor por Convecção Forçada

O equipamento é composto por um túnel de vento com soprador axial de


potência e vazão controlados, Figura 4.

Figura 4 - Soprador Axial


13

Na Figura 5, é exposto o corpo de cilindro de alumínio localizado no interior do


túnel de vento, de comprimento 200 mm e diâmetro externo de 30 mm. O cilindro
possui uma resistência ôhmica no seu interior.

Figura 5 - Cilindro no interior do túnel de Vento.

O Sensor óptico de temperatura deslizante sobre a superfície do cilindro,


conforme a figura 6.

Figura 6 - Controle do sensor óptico deslizante.


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Para medir a temperatura interna do ar, conta com um sensor de temperatura


(Termo resistência tipo -100) inserido no túnel de vento.

O controle de aquecimento do cilindro é feito pelo painel de controle com


potenciômetro (Voltímetro e Amperímetro), conforme Figura 7.

Figura 7 - Painel de Controle

O Anemômetro (Figura 8), é usado para medir a vazão e velocidade de ar.

Figura 8 -Anemômetro
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4. METODOLOGIA

1. Inicialmente, ligou-se o soprador regulando a velocidade do ar no interior do


túnel para 4,5 m/s com auxílio do Anemômetro.

2. Ligou-se a resistência elétrica, do interior do cilindro de alumínio, regulando-


se a voltagem para 60V.

3. Esperou-se estabelecer a condição de equilíbrio térmico na superfície do


cilindro (aproximadamente 15 minutos). A quantidade de calor produzido por
efeito joule no cilindro será igual a quantidade de calor trocado por
convecção forçada com o ar que passa ao redor da superfície do cilindro.

4. Durante o tempo de espera estabelece-se a temperatura de equilíbrio,


tomando as temperaturas na superfície do cilindro em 4 pontos pré-
definidos, cada cinco minutos, para traçar a curva do aumento da
temperatura até o equilíbrio.

5. Anotou-se as temperaturas finais, no equilíbrio, dos quatro pontos


estabelecidos. Estes pontos darão uma média entre as quatro temperaturas.
Anotou-se a temperatura do ar do termopar situado no interior do túnel de
vento.

6. Diminui-se a velocidade do ar para 4,0 m/s e esperou-se, novamente


estabelecer a nova condição de equilíbrio térmico na superfície do cilindro
e anotando assim as temperaturas, repetindo o processo 4 e 5.
16

7. Repetiu-se o procedimento 3,4 e 5 para as seguintes velocidades do ar: 3,5:


3,0: 2,5: 2,0: 1,5 e 1,0m/s
17

5. RESULTADO E DISCUSSÕES

Na tabela 3 encontra-se dados do alumino, resistência e do tubo de vento para


cálculos do experimento.

Tabela 3 - Dados utilizados para cálculos do experimento.

Material Variáveis

k [w/m.k] Diâmetro [cm] Comprimento [m]


Alumínio
0,0 3,0 20,0

Voltagem [V] Corrente [A] -


Resistência
60,0 1,2

Túnel de Diâmetro [m] Velocidade 1 [m/s] Velocidade 2 [m/s]


Vento
0,00 4,0 2,3

Os dados recolhidos do experimento, encontram-se na Tabela 4 e 5.

Tabela 4 -Dados de Temperatura do Experimento Túnel de vento com escoamento de 2,3


m/s.

Temperatura [C]

Tempo [min] - 30 [mm] 0 [mm] + 30 [mm] Tmédio [C]

0 28,7 28,9 29,1 28,9


10 81,7 80,7 82,8 81,7
20 94,2 94,7 95,6 94,8
30 100,0 99,8 100,6 100,1
40 101,4 101,3 101,6 101,4
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Tabela 5 - Dados de Temperatura do Experimento Túnel de vento com escoamento de 4 m/s.

Temperatura [C]

Tempo [min] - 30 [mm] 0 [mm] + 30 [mm] Tmédio [C]

0 24,0 23,8 23,6 23,8


10 69,8 70,0 70,6 70,1
20 77,5 77,3 77,9 77,6
30 79,3 79,4 80,0 79,6
40 80,4 80,5 81,0 80,6

Os coeficientes convectivos médios de transferência de calor (h) foram


calculados através da Lei de Resfriamento de Newton, equação 2, para cada
velocidade. Os resultados encontram-se na Tabela x1 e a partir dessa, foi criado o um
gráfico exibido na Figura x2.

Tabela x1

Figura x2

Os valores dos coeficientes convectivos foram calculados utilizando-se as


correlações da literatura, equação 7, 8 e 9. Os resultados são exibidos através Tabela
x3

Tabela x3

Os valores obtidos foram comparados com os valores literários por meio da


equação 10.
19

|𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑙𝑖𝑡𝑒𝑟á𝑟𝑖𝑜 − 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑒𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎𝑙|


𝑒𝑟𝑟𝑜(%) = 𝑒𝑞𝑢𝑎çã𝑜 10
𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑙𝑖𝑡𝑒𝑟á𝑟𝑖𝑜

Na Tabela x4 é exibido os resultados dos erros obtidos.

Tabela x4
20

REFERÊNCIAS

CENGEL, Y. A. Transferência de Calor e Massa. Mc Graw – Hill, São Paulo, 2009.

INCROPERA, F. P.; DEWITT, D. P.; BERGMAN, T. L.; LAVINE, A. S. Fundamentos


de Transferência de calor e de massa. 6ª Edição, LTC, Rio de Janeiro, 2008.

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