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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS – CCT

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA – DEE

BRUNO FUENTES
BRUNO NEIL
EDUARDO WILMSEN
GERCINO GOMES
LAURO NETO
LUCAS JOSÉ DE SOUZA

PROJETO PREDIAL

JOINVILLE, SC
NOVEMBRO/2015
BRUNO FUENTES
BRUNO NEIL
EDUARDO WILMSEN
GERCINO GOMES
LAURO NETO
LUCAS JOSÉ DE SOUZA

PROJETO PREDIAL

Projeto predial apresentado ao


curso de Engenharia Elétrica do
Centro Ciências Tecnológicas na
Universidade do Estado de Santa
Catarina.
Orientador: Prof. M.e Eng.º Marcos
Fergütz.

JOINVILLE, SC

NOVEMBRO/2015

2
Sumário
1. MEMORIAL DESCRITIVO ................................................................................. 5
1.1 DADOS BASICOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO ................................... 5
1.2 DADOS GERAIS DO PROJETO ............................................................................. 5
1.2.1 Pavimento de Pilotis (Térreo) ................................................................................. 5
1.2.2 Pavimento-Tipo ........................................................................................................ 5
1.2.3 Telhado ...................................................................................................................... 5
1.3 DADOS QUANTITATIVOS DO PROJETO ............................................................. 6
1.3.1 Fornecimento de Energia ....................................................................................... 6
1.3.2 Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas(SPDA) ......................... 6
1.3.3 Eletrodo de Aterramento ......................................................................................... 6
1.3.4 Dispositivo de Proteção Contra Surtos (DPS) ..................................................... 6
1.3.5 Projeto Telefônico .................................................................................................... 7
2. MEMORIAL DE CÁLCULO ............................................................................... 7
2.1 DEMANDA ................................................................................................................ 7
2.2 DIMENSIONAMENTO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ................................ 8
2.2.1 Entrada de serviço ................................................................................................... 8
2.2.2 Ramal de alimentação dos consumidores ........................................................... 9
2.3 PREVISÃO DE CARGAS DO CONDOMÍNIO ........................................................ 9
2.4 PREVISÃO DE CARGAS DO CONDOMÍNIO ...................................................... 10
2.4.1 DISTRIBUIÇÃO DOS CIRCUITOS DO CONDOMÍNIO .................................... 11
2.5 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES, DISJUNTORES E
ELETRODUTOS ........................................................................................................... 12
2.5.1 Critério da Capacidade de Corrente ................................................................... 12
2.5.1.1 Circuitos de Iluminação e de Tomadas ............................................................................ 12
2.5.1.2 Circuitos com Motores Trifásicos ..................................................................................... 12
2.5.2 Critério da Queda de Tensão ............................................................................... 13
2.5.2.1 Circuitos de Iluminação e de Tomadas ............................................................................ 13
2.5.2.2 Circuitos com Motores Trifásicos ..................................................................................... 14
2.5.3 Critério da Bitola Mínima ...................................................................................... 15
2.5.4 Seleção do Método ................................................................................................ 15
2.5.5 Dimensionamento dos Disjuntores ...................................................................... 15
2.5.6 Dimensionamento dos Eletrodutos ..................................................................... 16
2.6 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO .......................................................................... 17
2.6.1 Especificação do Sistema de Proteção de Descargas Atmosférica (SPDA) 17
2.6.1.1 Método de Faraday ......................................................................................................... 18
2.6.1.2 Projeto / Cálculo de Captação por Malha ........................................................................ 19
2.6.2 Dispositivo de Proteção Contra Surtos ............................................................... 21
2.6.2.1Proteção de Entrada do Circuito do Edifício ..................................................................... 21
2.6.2.2 Proteção da Linha Telefônica .......................................................................................... 22
2.6.3 Dispositivo Diferencial Residual .......................................................................... 22
2.7 PROJETO TELEFÔNICO ...................................................................................... 22
2.7.1 Dimensionamento da caixa e da tubulação de entrada ............................................ 22
2.7.2 Dimensionamento da caixa de distribuição geral ...................................................... 23
2.7.3 Dimensionamento da tubulação primária e secundária ................................... 24
2.7.4 Aterramento da instalação telefônica .................................................................. 24
2.7.5 Dimensionamento dos cabos ............................................................................... 24
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................... 26
ANEXOS ................................................................................................................ 27

4
1. MEMORIAL DESCRITIVO

O presente memorial descritivo irá orientar a execução das instalações


elétricas do edifício apresentado na disciplina de Projetos Elétricos Prediais.
Para a realização deste projeto foram tomadas como base as normas
brasileiras NBR5410/04 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão), NBR5419
(Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas), Norma 224-315-01
(Tubulações Telefônica em Edifícios) e as especificações da CELESC,
concessionária da região de Joinville, em que o condomínio foi considerada.
1.1 DADOS BASICOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Este projeto conta com quatorze pavimentos, sendo o primeiro o térreo e


os seguintes com quatro apartamentos por andar. A planta de cada
apartamento será a mesma utilizada no projeto residencial, e por isso dados
que já foram lá calculados não serão repetidos.
1.2 DADOS GERAIS DO PROJETO

1.2.1 Pavimento de Pilotis (Térreo)

Neste pavimento está localizada a entrada de energia do prédio,


partindo diretamente da rede de distribuição. Há 52 medidores dos
apartamentos, divididos em 2 caixas de medição (CM1 e CM2), de onde saem
os alimentadores para os apartamentos e um medidor de serviço, ponto de
origem dos alimentadores dos quadros de luz e força das partes comuns do
condomínio. O Quadro de Distribuição Geral do Condomínio (QG-C) e o
Quadro Terminal do Condomínio – Térreo (QL-CT) também se localizam nesse
pavimento.
1.2.2 Pavimento-Tipo

Os pavimentos de residência (números 1 a 13) terão a mesma planta, e


esta será chamada de pavimento-tipo. Em cada pavimento temos quatro
apartamentos, cada um com seu quadro de luz (QL), alimentado diretamente
da caixa de passagem localizada na parede da escada. Os alimentadores
passarão por eletrodutos que se desenvolvem pelo piso até cada QL.
1.2.3 Telhado

No telhado está localizada a casa de máquinas do elevador, e sua


alimentação vêm diretamente do QG-C, no pavimento pilotis. A laje do terraço
será utilizada para o projeto do SPDA, e sobre a caixa d’água teremos uma
haste de 3m para proteção e sinalização de obstáculo.

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1.3 DADOS QUANTITATIVOS DO PROJETO
1.3.1 Fornecimento de Energia

A alimentação do edifício será de 380/220V, trifásico, com 4 fios sendo 3


fases e 1 neutro. O disjuntor de proteção geral será de 225A e será necessário
um transformador de 150kVA no poste da concessionária. A demanda
calculada total do edifício é de 131,1kVA.
O ramal de ligação será subterrâneo com fios de cobre de 120 mm2 com
isolação de EPR e o ramal de entrada será embutido, com fios de 185 mm2 e
isolação PVC.
1.3.2 Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas(SPDA)

O edifício possui no topo, a casa de máquinas / caixa d’ água,


ambas serão protegidas pelo método de Faraday ou método das malhas. Esta
região, também contará com um dispositivo de captação tipo Franklin, que
protegerá a baliza de sinalização de altura.
Para proteger a região denominada como telhado, também será
utilizado o método de Faraday, e para isso, será dividida em 4 regiões idênticas
para otimizar o cálculo. Todo o sistema deverá estar interligado ao sistema de
descida que será a estrutura de aço dos pilares e vigas. Os anéis de
equipotencialização serão as armaduras de aço que compõem as vigas de
cada andar, isso nos fornecerá um anel a cada 3m.

1.3.3 Eletrodo de Aterramento

Será utilizado aterramento através da armadura das fundações de


concreto do prédio, e que está interligada com os pilares do sistema de SPDA.
É necessário uma conexão de um condutor de aterramento ao eletrodo
de aterramento embutido no concreto da fundação, onde este deve constituir
de uma barra de aço zincada com diâmetro mínimo de 10mm e deve ser
protegida contra corrosão.

1.3.4 Dispositivo de Proteção Contra Surtos (DPS)

Os DPS deverão atender a IEC 61643-1, deve ser do tipo “falha segura”,
incorporando proteção contra sobreaquecimento. Deverá ser instalado um
DPS por fase no quadro de distribuição principal e outro junto à barra de
equipotencialização (BEP) no distribuidor geral. De acordo com as limitações
da norma, as especificações técnicas para cada DPS por fase deste projeto
são as seguintes:
• Nível de proteção (UP): Máximo 2,5kV;
• Máxima tensão de operação contínua: Mínimo 242V (1,1*220V);
• Esquema de aterramento: TN-C;
• Corrente nominal de descarga (In): Mínimo 5kA(8/20us);
• Corrente de impulso (Iimp): Mínimo 12,5kA.

6
1.3.5 Projeto Telefônico

Com uma área total de 90 m² cada apartamento irá ter um ponto


telefônico principal e mais dois pontos reservas. Na portaria será instalado um
ponto principal e mais dois reservas. No total teremos 53 pontos principais e
106 pontos de extensão e mais 40 pontos reservas (25%).
2. MEMORIAL DE CÁLCULO

Serão dispostos aqui todos os cálculos realizados para este projeto e


anotações sobre escolhas específicas. Todos os cálculos estão de acordo com
as normas brasileiras NBR5410/04 (Instalações Elétricas de Baixa Tensão),
NBR5419 (Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas), Norma
224-315-01 (Tubulações Telefônica em Edifícios) e as especificações da
CELESC, concessionária da região de Joinville, em que a residência foi
considerada.

2.1 DEMANDA

O cálculo da demanda provável, baseia-se na NT-03 da CELESC, que


prevê:
𝐷𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 1,2 ∗ (𝐷!"#$% + 𝐷!"#$ ) + 𝐷!"#$%&'&" + 𝐷!"#$%&'()

Para a demanda dos apartamentos temos:


𝐷!"#$% = 𝐹 ∗ 𝐴

Onde F é o fator de diversidade em função do número de apartamentos


que é obtido na tabela 7 da NT-03 da CELESC e A é a demanda de cada
apartamento em função da área útil, obtido através da tabela 6 da NT-03.
O projeto em questão é composto por 52 apartamentos de 90 m2 de
área útil, portanto F é igual a 36,46 e A é igual a 1,96kVA.

𝐷!"#$% = 36,46 ∗ 1,96 = 71,46𝑘𝑉𝐴

Na demanda da iluminação será utilizado um fator de demanda de 100%


para os primeiros 10kW e fator de 25% para as cargas restantes, à demanda
final será aplicada um fator de potência de 0,9.
Tendo 11,07kVA na potência de iluminação do condomínio, faz-se
necessário o uso da potencia ativa em watts.
𝑆!"#$ = 11,07𝑘𝑉𝐴

𝑃!"#$ = 11,07 ∗ 10! ∗ 0,9 = 9,96𝑘𝑊

7
𝑃!"#$ ≅ 10𝑘𝑊
10 ∗ 10! + 0,25 ∗ 0
𝐷!"#$ = = 11,11𝑘𝑉𝐴
0,9
Para as tomadas das áreas comuns será utilizado um fator de demanda
de 20%. Aqui, somam-se as potencias das TUG’s com 6,8kW e os dois
chuveiros de 6,4kW, todos com fator de potência unitário.
Assim, para uma potencia total das tomadas teremos:

𝐷!"#$%$& = 0,2 ∗ 6800 + 2 ∗ 6400 = 3,92𝑘𝑉𝐴


Para o cálculo da demanda dos motores elétricos foi utilizada a tabela 5
da NT-03.
Tabela 1 – Demanda total dos motores elétricos

Utilização Quantidade Reserva Potência(CV) Alimentação Demanda(kVA)


Portão 2 0 0,5 Monofásico 1,77
Elevadores 2 0 10 Trifásico 17,31
Bombas 2 1 2 Trifásico 2,70
recalque
Bombas 2 1 1 Trifásico 1,52
incêndio
Total 23,30

E portanto a demanda do condomínio será:

𝐷!"#$ = 𝐷!"#$ + 𝐷!"#$%$& + 𝐷!"#"$%&

𝐷!"#$ = 38,33𝑘𝑉𝐴
No projeto em questão não teremos demanda de cargas especiais e
nem demanda referente a salas comerciais.
Portanto a demanda total da instalação será:

𝐷!"#$% = 131,75𝑘𝑉𝐴

2.2 DIMENSIONAMENTO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA

2.2.1 Entrada de serviço


A entrada de serviço é baseada na tabela de fornecimento de energia
elétrica a edifícios de uso coletivo – Tabela 09 da NT03, disponibilizada pela
concessionária. Segundo a demanda total previamente calculada, obtemos:

• Disjuntor Termomagnético de Proteção Geral: 225A.


• Ramal de ligação: condutor de cobre (EPR ou XLPE) subterrâneo de
120mm².

8
• Ramal de entrada: condutor de cobre PVC subterrâneo de 185mm².
• Eletroduto junto ao poste da concessionária: aço de 100mm com rosca
de 3”.
• Eletroduto subterrâneo: PVC de 100mm com rosca 3”.
• Transformador: 150kVA.

2.2.2 Ramal de alimentação dos consumidores


Para os itens a seguir serão considerados os cálculos do projeto
residencial já feito, sendo a demanda calculada D=29,6kW. Foi usada também
como referência a tabela 8A da NT03 da CELESC.

• Tensão de fornecimento: 380/220V.


• Tipo de fornecimento: C3.
• Número de fases: 3.
• Número de fios: 4.
• Proteção geral do disjuntor: 50A.
• Condutor do Barramento ao Centro de Distribuição da Unidade
Consumidora: cobre de 10mm².
• Condutor de proteção (aterramento): 10mm².
• Eletroduto do Quadro de Medição ao Centro de Distribuição: PVC rígido
de 32mm com rosca de 1”.

2.3 PREVISÃO DE CARGAS DO CONDOMÍNIO

A potência total instalada do condomínio é mostrada na tabela 2, abaixo:


Tabela 2 - Quadro de previsão de cargas
Carga Potência(VA) Potência (W)
Iluminação 11070 9963
TUGs 6800 6800
2 Chuveiros 12800 12800
2 Portões 1770 1205
automático
2 Elevadores 17310 12654
1 Bomba de 2700 1882
Recalque
1 Bomda de 1096 921
incêndio

Assim, para o motor de 10cv com rendimento de 86% e F.P. de 0,85,


tem-se uma potencia de 8,56kW. Para os motores de 2cv, foram usados
rendimento de 84% e F.P. de 0,83. Portanto suas potencias são de 1,88kW.
Para o motor de 1cv, foram usados rendimento de 83% e F.P. de 0,73. Logo
sua potencia é de 921kW.
Consultando a tabela 8A da NT-03 obtemos as seguintes especificações:

• Tensão de fornecimento: 380/220V


• Tipo do fornecimento: C6

9
• Número de fases: 3
• Número de fios: 4
• Proteção geral disjuntor: 100A
• Condutor de barramento ao centro de distribuição da unidade
consumidora: cobre 35mm²
• Condutor de proteção: Cobre 16mm²
• Eletroduto do quadro de medição ao centro de distribuição: PVC Rígido
de 50mm com rosca de 1 1/2’’.
2.4 PREVISÃO DE CARGAS DO CONDOMÍNIO

Deve-se calcular as cargas de iluminação e tomadas das áreas comuns do


condomínio que são demonstradas no projeto.

Tabela 3 - Quadro de previsão de cargas


Iluminação T.U.G. T.U.E.
Dependência Nº Pot. Pot. Pot. Pot.
Nº de Pot.
de Unit. Total Unit. Total Aparelho
Ptos (W)
Ptos (VA) (VA) (VA) (VA)
Corredor
39 130 5.070 26 100 2.600 - -
(13 andares)
Escadaria
14 100 1.400 - - - - -
(14 andares)
Banheiro
1 100 100 1 600 600 Chuveiro 6400
Feminino
Banheiro
1 100 100 1 600 600 Chuveiro 6400
Masculino
Garagem 20 100 2.000 10 100 1.000 - -
Portaria 1 100 100 3 100 300 - -
Hall de
4 100 400 5 100 500 - -
Entrada
Área Externa 13 100 1.300 4 100 400 - -
Casa de
2 100 200 2 100 200 - -
Máquinas
Fosso do
3 100 300 - - - - -
Elevador
Barrilete 1 100 100 1 600 600
12.80
TOTAL 99 11.070 47 6.800
0

10
2.4.1 DISTRIBUIÇÃO DOS CIRCUITOS DO CONDOMÍNIO

Tabela 4 – Distribuição dos circuitos


Tensão Potência
NºCircuito Potência Ib(A) Descrição Fase
(V) (W)

1 220 2.840 VA 2.556 11,6 Iluminação: Corredor (1 a 6), Casa de S


Máquinas, Fosso do Elevador,
2 220 2.830 VA 2.547 11,6 Iluminação: Corredor (7 a 13), Barrilete S
3 220 2.700 VA 2.430 11,0 Iluminação: Área Externa, Escadaria T

4 220 2.700 VA 2.430 11,0 Iluminação: Garagem, Portaria, Hall de R


entrada, Banheiros
5 220 6.400 VA 6.400 29,1 Chuveiro – Banheiro Feminino T
6 220 6.400 VA 6.400 29,1 Chuveiro – Banheiro Masculino R
7 220 2.800 VA 2.800 12,7 T.U.G.s: Corredores, Casa de Máquinas S
8 220 2.200 VA 2.200 10,0 T.U.G.s: Banheiros, Barrilete, Área Externa S
9 220 1.800 VA 1.800 8,2 T.U.G.s: Garagem, Portaria, Hall de Entrada R
10 220 1.770 1.205 4,2 2 Motores dos Portões T
11 380 17.310VA 12.654 26,30 2 Motores dos Elevadores RST
12 380 2.700 VA 1.882 4,10 Bomba de Recalque RST
13 380 1.520 VA 921 2,31 Bomba de Incêndio RST
14 - - - - Reserva -
15 - - - - Reserva -
16 - - - - Reserva -
17 - - - - Reserva -

Tabela 5 – Divisão de potências por fase


POT TOTAL INSTALADA POR FASE
FASE R 15.782 W
FASE S 15.255 W
FASE T 15.187 W
TOTAL 46.224 W

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2.5 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES, DISJUNTORES E
ELETRODUTOS

2.5.1 Critério da Capacidade de Corrente

Temos como objetivo garantir condições satisfatórias de operação aos


condutores e suas isolações, quando submetidos aos efeitos térmicos
produzidos pela circulação da corrente elétrica.
2.5.1.1 Circuitos de Iluminação e de Tomadas

Consideramos o Método de Instalação Número 7, da tabela 33 da NBR-


5410, ou seja, o Método de Referência B1. E o Fator de Correção de
Temperatura(FCT), será obtido através da Tabela 40 da NBR-5410 e o Fator
de Correção de Agrupamento(FCA), da Tabela 42 da mesma.

Tabela 6 – Critério da capacidade de condução, para iluminação e tomadas.


Circuitos Nr. Ib(A) FCA Iz'(A) Seção do
Circuitos condutor para

FCT
agrupados (30ºC) (mm²)
1 1 12,9 1 1 12,9 1
2 1 12,9 1 1 12,9 1
3 1 12,27 1 1 12,27 1
4 1 12,27 1 1 12,27 1
5 1 29,1 1 1 29,1 4
6 1 29,1 1 1 29,1 4
7 2 12,7 0,8 1 15,875 1,5
8 2 10 0,8 1 12,5 1,5
9 1 8,2 1 1 8,2 0,5
10 1 5,5 1 1 5,5 0,5
11 1 26,3 1 1 18,8 2,5
13 1 4,10 1 1 5,1 0,5
14 1 2,31 1 1 2,9 0,5

2.5.1.2 Circuitos com Motores Trifásicos


Cálculo das Correntes dos motores e bombas, sendo Inm corrente
nominal dos motores:

P(W)
Inm =
V* 3*FP*η
12.654 𝑊
𝐼 (2 𝑒𝑙𝑒𝑣𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠) = = 26,30𝐴
380 ∗ 3 ∗ 0,85 ∗ 0,86
1.882𝑊
𝐼 (𝑟𝑒𝑐𝑎𝑙𝑞𝑢𝑒) = = 4,10𝐴
380 ∗ 3 ∗ 0,83 ∗ 0,84

12
921𝑊
𝐼 (𝑖𝑛𝑐ê𝑛𝑑𝑖𝑜) = = 2,31𝐴
380 ∗ 3 ∗ 0,73 ∗ 0,83

Sendo a corrente do alimentador:


Ial =1,25*Inm

Tabela 7 –Critério da capacidade de condução para motores


Corrente Seção do
Circuito Nominal FP Rendimento Fator Ial A condutor
In (A) (mm²)
10 4,20 0,80 0,80 1,25 5,25 0,5
11 26,30 0,85 0,86 1,25 32,87 4,0
12 4,10 0,85 0,84 1,25 5,12 0,5
13 2,31 0,85 0,83 1,25 2,88 0,5

2.5.2 Critério da Queda de Tensão

Este critério é necessário pois a queda de tensão, que é provocada pela


passagem de corrente elétrica nos condutores, deve estar dentro de
determinados limites máximos.

2.5.2.1 Circuitos de Iluminação e de Tomadas

Faremos o produto da potência da carga instalada pelo comprimento do


circuito desde o quadro de distribuição até a carga. Este resultado é
comparado a tabela de queda de tensão, com critério de 2%.

Tabela 8 – Critério da queda de tensão para iluminação e tomadas


Seção Mínima do
Circuito 𝚺(𝐏. 𝓵) (W.m)
Condutor (mm²)

100 ∗ ((3 + 2,39 + 3 ∗ 𝑛 )) +


(100 ∗ (3 + 4,78 + 3 ∗ 𝑛 )) +

1 100 ∗ ((3 + 7,15 + 3 ∗ 𝑛 )) + 2,5


100 ∗ (42 + 3,2 ) + 100 ∗ 42 + 6,4 +

100 ∗ 3 + 2,39 + 100 ∗ 3 + 4,78 +

13
(100 ∗ 3 + 7,15 )

= 𝟒𝟒. 𝟓𝟖𝟒

100 ∗ ((3 + 2,39 + 3 ∗ 𝑛 )) +


(100 ∗ (3 + 4,78 + 3 ∗ 𝑛 )) +
2 100 ∗ ((3 + 7,15 + 3 ∗ 𝑛 )) + 4,0

(100 ∗ (42 + 4,8))


= 𝟖𝟒. 𝟎𝟎𝟒

3 100 ∗ (1,75 + 1,5 ∗ 𝑛) = 16.195 1,5

100 ∗ 0,5 + 3 ∗ 𝑛 +
7
100 ∗ 4 + 3 ∗ 𝑛 = 𝟓𝟗. 𝟐𝟓𝟎 2,5

Observações:
1) Não foi possível calcular o Critério da Queda de Tensão para todos os
circuitos devido à falta de informações sobre a distância dos circuitos.
2) Altura da caixa de passagem até o teto: 1,5m.
3) Altura da Quadro de Distribuição Geral até o teto: 1,3m.
4) Altura do chão até o Quadro de Distribuição Geral: 1,3m.
5) n = número do andar.

2.5.2.2 Circuitos com Motores Trifásicos

Nos circuitos referentes aos motores trifásicos, utiliza-se o


dimensionamento através do produto da potência (em W) do motor pelo
comprimento do circuito, multiplica por 0,866 (raiz de 3 sobre 2), e compara
com o valor da tabela do material, considerando 3% na queda do alimentador.

Tabela 9 – Critério da queda de tensão para os motores


Seção da
Nº do Potência X
Potência (W) Bitola
Circuito Comprimento
(mm²)

11 12.654 569430 16

Observações:
1) Não foi possível calcular o critério da queda de tensão para os circuitos
12 e 13 devido à falta de informações sobre a distância dos circuitos.

14
2.5.3 Critério da Bitola Mínima

Tabela 10 – Critério da bitola mínima para condutores


Seção Mínima do
Circuitos Tipo
Condutor (mm²)

1,2,3,4 Iluminação 1,5

5,6,7,8,9,
10,11,12, Força 2,5
13

2.5.4 Seleção do Método

Tabela 11 – Definição da seção de cada circuito.


Capacidade Queda de Bitola
Seção Condutores fase, retorno
Circuitos de corrente tensão mínima
utilizada neutro e PE (mm²)
(mm²) (mm²) (mm²)
1 1 2,5 1,5 2,5 2,5
2 1 4 1,5 4 4
3 1 1,5 1,5 1,5 1,5
4 1 1,5 1,5 1,5
5 4 2,5 4 4
6 4 2,5 4 4
7 1,5 2,5 2,5 2,5 2,5
8 1,5 2,5 2,5 2,5
9 0,5 2,5 2,5 2,5
10 0,5 2,5 2,5 2,5
11 10 16 2,5 16 16
12 0,5 2,5 2,5 2,5
13 0,5 2,5 2,5 2,5

2.5.5 Dimensionamento dos Disjuntores


Utilizamos dois critérios a seguir para verificar a sobrecarga de cada
circuito:

1) IB ≤In ≤Iz' , sendo:


IB =Corrente do projeto do circuito
In =Corrente nominal do dispositivo de proteção
Iz' =Máxima corrente suportada pelo condutor =IZ *FCA*FCT
2) I2 ≤1.45*Iz' , sendo:

15
I2 =Corrente que assegura a atuação do disjuntor=1,35*In

Tabela 12 – Dimensionamento dos disjuntores


Circuito Curva de 1,45xIz I2
Ib(A) Iz(A) Iz'(A) FCA FCT (30ºC) In(A)
s Atuação (A) (A)
1 B 12,9 24 24 1 1 34,8 23,2 16
2 B 12,9 32 32 1 1 46,4 23,2 16
3 B 12,27 17,5 17,5 1 1 25,375 23,2 16
4 B 12,27 17,5 17,5 1 1 25,375 23,2 16
5 B 29,1 32 32 1 1 46,4 46,4 32
6 B 29,1 32 32 1 1 46,4 46,4 32
7 C 12,7 24 24 0,8 1 34,8 23,2 16
8 C 10 24 24 0,8 1 34,8 23,2 16
9 C 8,2 24 24 1 1 34,8 14,5 10
10 D 5,5 24 24 1 1 34,8 14,5 10
11 D 26,3 68 68 1 1 98,6 58 40
12 D 4,1 21 21 1 1 30,45 14,5 10
13 D 2,31 21 21 1 1 30,45 14,5 10

2.5.6 Dimensionamento dos Eletrodutos

A regra para dimensionamento de eletrodutos é dada pelo item


6.2.11.1.6, da NBR5410/04, e está baseada no cálculo da taxa de ocupação do
eletroduto, conforme segue:

𝑆!"# !,! = 6,6 𝑚𝑚! 𝑆!"# !,! = 9,6 𝑚𝑚! 𝑆!"# !,! = 12,6 𝑚𝑚!

𝑆!"# !,! = 16,6 𝑚𝑚! 𝑆!"# !",! = 27,3 𝑚𝑚! 𝑆!"# !",! = 44,2 𝑚𝑚!

Tabela 13 – Tabela de eletrodutos (NBR 6150)

16
Tabela 14 – Definição do eletroduto de circuitos isolados
Secção Área externa Diâmetro
ocupada
Circuitos Nº de Fios nominal (superastic)
eletroduto
(mm²) Total (mm²) (mm)
1 3 2,5 28,8 16 (mínimo)
2 3 4,0 37,8 16
3 3 1,5 19,9 16
4 3 1,5 19,9 16
5 3 4 37,8 16
6 3 4 37,8 16
7e8 3 2,5 57,6 20
9 3 2,5 28,8 16
10 3 2,5 28,8 16
11 4 16 176,8 32
12 4 2,5 38,4 16
13 4 2,5 38,4 16

Demais eletrodutos indicados diretamente no projeto seguem a regra da


taxa de ocupação do eletroduto.

2.6 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO

2.6.1 Especificação do Sistema de Proteção de Descargas Atmosférica


(SPDA)

Com base nas cotas da vista superior do prédio, podem-se identificar as


regiões e calcular os perímetros, onde será instalado o subsistema da captação
de descargas atmosféricas.
Figura 1: Vista superior com as respectivas cotas

17
Perímetros:

• Casa de Máquinas / Cx. D'Água:

P= (2x3.81 + 2x13.28) = 34.18 m

• Telhado:
P1 = 4.25+1.2+1.5+6.1+0.5+0.77+11.40+6+1.1+1.7= 34.52 m
PT = P1 +P2 +P3+P4+(2x3.81 +2x3.68) = 153.06 m

Onde Px são os respectivos perímetros das regiões de 1 a 4.


E PT é o perímetro total do telhado.

2.6.1.1 Método de Faraday

Calculando pelo número de descidas

• Casa de Máquinas / Cx. D'Água:

Nº de Descidas:

!"#í!"#$% !".!"
𝑁𝐷 = !"
= !" = 2.28
Devido a melhor distribuição de descidas vamos considerar ND=4.

• Telhado:

Nº de Descidas:

𝑃𝑒𝑟í𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 153.1
𝑁𝐷 = = = 10.21
15 15

Devido a melhor distribuição de descidas vamos considerar


ND=12.

Como vamos utilizar a armadura de aço das estruturas de


concreto dos pilares e vigas, sendo as respectivas descidas e os anéis
de equipotencialização.
O número de descidas precisa ser igual ou maior que os valores
acima calculados ND=4 para a casa de maq. / cx. d'água e ND= 12 para
o telhado, ou seja, precisamos de no mínimo 16 pilares de descida
conectados desde o subsistema de captação até a malha de
aterramento ao nível do solo.
É necessária também a garantia da continuidade elétrica entre a
captação, descida e aterramento do SPDA, que pelo menos 50% das
interligações entre barras horizontais e verticais sejam firmemente
conectadas. Para a conexão entre barras verticais pode-se utilizar solda,
arame recozido, cintas ou grampos, desde que haja traspasse mínimo
de 20 vezes o diâmetro da barra.

18
2.6.1.2 Projeto / Cálculo de Captação por Malha

O projeto de SPDA segundo os Bombeiros de Joinville estabelece para


nível III, malha máxima de 10x15m.

• Casa de Máquinas / Cx. D'Água:

Figura 2: Dimensões CxL da Casa de Máquinas / Cx. D'Água, para cálculo de malha.

𝐿𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎
𝑁!" = +1
10
3.81
𝑁!" = + 1 = 1.38 ≅ 2 𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠
10
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
𝑁!! = +1
15
13.98
𝑁!! = + 1 = 1.93 ≅ 2 𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠
15

𝑁!" - Quantidade de cabos na largura da malha.

𝑁!! - Quantidade de cabos no comprimento da malha.

Esta região da estrutura, além de conter a proteção de bordas por


malha, também contará com um dispositivo de captação tipo Franklin, que
protegerá a baliza (h=2m) de sinalização de altura do prédio.

• Telhado:

Sendo o telhado simétrico em quatro regiões (ver numeração da figura 1


acima) então, pode-se projetar a captação para uma dessas regiões e replicar
o resultado para as demais.

Figura 3: Dimensões CxL do telhado, para cálculo de malha.

19
𝐿𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎
𝑁!" = +1
10
8.1
𝑁!" = + 1 = 1.81 ≅ 2 𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠
10
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
𝑁!! = +1
15
11.90
𝑁!! = + 1 = 1.79 ≅ 2 𝑐𝑎𝑏𝑜𝑠
15

Considerando o telhado como um retângulo 11.90 x 8.10 m, a malha


está dentro do permitido para nível III. Logo, usaremos as bordas com
pingadeira metálica e hastes de 0.50 m de altura, nos extremos da estrutura
para a captação de descargas atmosféricas. Logo, o subsistema completo de
captação ficará como a figura 4 a baixo.
Figura 4: Vista Superior com Subsistema de Captação de Descargas Atmosféricas

20
Figura 5 – Vista lateral do edifício.

2.6.2 Dispositivo de Proteção Contra Surtos


2.6.2.1Proteção de Entrada do Circuito do Edifício

Um DPS trofásico deverá ser instalado no QGBT com as seguintes


configurações, respeitando as especificações da norma IEC61643-1:
1) Nível de Proteção (Up): Máximo 2,5kV.
2) Máxima Tensão de Operação Contínua: Mínimo 242V.(1,1*220V)
3) Esquema de Aterramento: TN-C.
4) Corrente Nominal de Descarga (In): Mínimo 5kA.(8/20µs)
5) Corrente de Impulso (Iimp): Mínimo 12,5kA.
Figura 6 – Ligação do DPS.

21
2.6.2.2 Proteção da Linha Telefônica
O DPS deverá ser instalado no distribuidor geral, junto a Barra de
Equipotencialização Principal (BEP), com as seguintes configurações:
1) Tipo de DPS: Curto-circuitante, simples ou combinado.
2) Tensão de Disparo C.C.: Máximo 500 V e mínimo 200 V.
3) Tensão de Disparo Impulsiva: Máximo 1 kV.
4) Corrente de Descarga Impulsiva: Mínimo 5 kA.
5) Corrente de Descarga C.A.: Mínimo 10 A.
6) Protetor de Sobrecorrente: Entre 150 mA e 250 mA.
2.6.3 Dispositivo Diferencial Residual

Em todos os circuitos monofásicos, ou seja do 1 ao 10, foram utilizados


dispositivos DDR com sensibilidade de 30mA, curva de atuação e corrente
nominal estão descritas na tabela 12.
Nos circuitos trifásicos 11, 12 e 13 serão utilizados disjuntores trifásicos
de corrente nominal e curva de atuação especificadas na tabela 12.
2.7 PROJETO TELEFÔNICO

O prédio tem 13 andares + térreo e 4 apartamentos por andar tem-se


que o número de Pontos telefônicos Principais será de 52 pontos mais 1 para o
térreo. Para pontos telefônicos Reserva será considerado mais 2 pontos por
apartamento , mais 2 no térreo. O total de pontos será de PP 53 + PR 106 =
159.
Figura 7 – Norma ABNT para número de pontos

2.7.1 Dimensionamento da caixa e da tubulação de entrada

Figura 8 – Entrada telefônica subterrânea.

22
A entrada no edifício deverá ser subterrânea composta por dois dutos de
P.V.C com diâmetro interno de 60mm2 ou seja duto principal e o duto reserva
este duto deverá ser ligado ao poste mais próximo. De acordo com a tabela 2 –
Dimensionamento caixa de entrada (Normas de projetos telefônicos em
edifícios – TELESC ) para ligação dos dutos subterrâneos é utilizada caixa tipo
R2 com dimensões 107cm x 52cm x 50cm. As tampas deverão conter inscrição
‘telefone’ em sua parte superior e cavidade de ½’’ para facilitar a retirada.
2.7.2 Dimensionamento da caixa de distribuição geral

Para o térreo foi dimensionada uma caixa de distribuição geral Nº6, as


caixas de distribuição dimensionadas foram caixas Nº5 para 2º andar, Nº4 para
5º andar Nº3 para o 8º andar Nº2 para 11º e Nº1 para o andar 13.
Montado a tabela a seguir.
Tabela 15 – Caixas de distribuição do projeto telefônico

23
2.7.3 Dimensionamento da tubulação primária e secundária

Conforme a tabela Nº1 da NPTE-TELESC, os eletrodutos que interligam


as caixas de distribuição são:
Tabela 16 – Número de pontos e diâmetro da tubulação

Conexões Nº de pontos Tubulação (mm)


Térreo ao 2º andar 156 60
2º ao 5º andar 120 60
5º ao 8º andar 84 50
8º ao 11º andar 48 32
11º ao 13º andar 12 32

O restante dos eletrodutos serão todos de 25mm, pois estes nunca tem
demanda maior que 4 pontos telefônicos.
2.7.4 Aterramento da instalação telefônica

O aterramento de todo o sistema telefônico se dará através da ligação


do sistema ao BEP do edifício.
2.7.5 Dimensionamento dos cabos

A) Cabos de entrada
Cabos que interligam a rede externa as distribuidores gerais dos
edifícios. Os cabos podem ser do tipo CT,CT-APL,CTP-APL ou CTP-APL-G.
B) Cabos Primários ou cabos de Prumadas
Através da tabela da norma foram dimensionados os seguintes cabos
CI-50 para interligação das caixas de distribuição da prumada do edifício.
Cabo Telefônico CI 50 de 01 a 200 pares
Tabela 17 - Número de Pares e Diâmetro externo máximo.

Número de Pares Diâmetro


externo máximo
(mm)
10 10
20 12,5
30 14,5
50 17,5
75 20,5
100 22,5
200 31,0

24
Pontos telefônicos principais serão 13x4= 52 pontos mais 1 para o
térreo. Para pontos telefônicos reserva serão considerados mais 2 pontos
reservas por apartamento , mais 2 no térreo.
Serão 3 pontos de telefonia cada apto. serão 12 pontos por andar.
O total de pontos será de 13x4=52 pontos principal (apto)
13x4x2=104 reservas (apto)
1 térreo + 2 reservas
Total = 159
Tabela 18 – Capacidade dos cabos

Capacidade
Conexões Nº de pontos Tubulação (mm)
dos cabos
Térreo ao 2º
159-3térreo=156 60 200
andar
2º ao 5º andar 156-36 = 120 60 200

5º ao 8º andar 120-36=84 50 100

8º ao 11º andar 84-36=48 32 50

11º ao 13º andar 48-36=12 32 20

No caso da entrada e do térreo ao 2º andar os cabos foram sobre


dimensionados para que exista uma folga caso futuramente sejam implantados
novos pontos.
B) Cabos Secundários ou cabos de Distribuição
Cabos que interligam caixas de distribuição às caixas de saída .
Utilizados cabos CCI para interligação dos pontos.
2.9.5 Prumada telefônica
A prumada é a parte da instalação que se estende verticalmente através
do prédio , começando no distribuidor geral. Nesse edifício , será utilizado uma
prumada constituídas de tubulações convencionais embutidas nas paredes do
prédio.

25
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] FERGÜTZ, MARCOS.Projeto Residencial 1 – Versão 2.


Disponível em:
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/fergutz/materiais/projeto_reside
ncial_1_v2_15.pdf
Último acesso: 20 de Novembro de 2015

[2] FERGÜTZ, MARCOS.Projeto Residencial 2 – Versão 8.


Disponível em:
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/fergutz/materiais/projeto_reside
ncial_2_v8_14.pdf
Último acesso: 20 de Novembro de 2015

[3] FERGÜTZ, MARCOS.Projeto Residencial 3 – Versão 4.


Disponível em:
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/fergutz/materiais/projeto_reside
ncial_3_v4_14.pdfÚltimo acesso: 20 de Novembro de 2015

[4] FERGÜTZ, MARCOS. Instalações Elétricas Prediais.


Disponível em:
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/fergutz/materiais/INSTALACOE
S_ELETRICAS_PREDIAIS_v3_15.pdf
Último acesso: 20 de Novembro de 2015

[5]CREDER, HÉLIO. Instalações Elétricas.15ª Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007

[56]LIMA FILHO, DOMINGOS LEITE. Projetos de Instalações Elétricas


Prediais. 12ª Ed. São Paulo: Érica, 2011

[7]ATLAS SCHINDLER. Manual de Transporte Vertical em Edifícios.


Disponível em:
http://www.schindler.com/content/dam/web/br/PDFs/NI/manual-transporte-
vertical.pdf
Último acesso: 20 de Novembro de 2015

[8] FERGÜTZ, MARCOS. Projeto de SPDA (NBR5419 atualizada).


Disponível em:
http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/fergutz/index.php?pg=materiais
&cat=disc
Último acesso: 20 de Novembro de 2015

26
ANEXOS

ANEXO A – PLANTA ELÉTRICA DO PAVIMENTO-TIPO


ANEXO B – DIAGRAMA UNIFILAR – GERAL DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA
ANEXO C – PRUMADA ELÉTRICA
ANEXO D – ESQUEMA ELÉTRICO HALL DE ENTRADA (QGS)
ANEXO E – CASA DE MÁQUINAS
ANEXO F – QUADRO DE MEDIÇÃO
ANEXO G – PRUMADA TELEFÔNICA
ANEXO H – PROJETO TELEFÔNICO
ANEXO I – ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA

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