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K ōr e r o

Guitarra | Percussão
© imagem de capa: Awilyulu, Tommy Watson

Kōrero
edubaltarsoares@gmail.com
ruisergiop@gmail.com

Rua Conde de Ferreira, 176, 1º


4000-222 Porto
+351 927 833 539 +351 919 675 597
Kōrero

Grupo formado em 2013 na cidade do Porto pelo percussionista Rui Rodrigues e pelo guitarrista
Eduardo Baltar Soares.

Kōrero é uma palavra Māori que significa diálogo.

O grupo interessa-se em explorar lugares de encontro e espaços comuns para as mais diversas vozes
instrumentais. A percussão dialoga com a guitarra entre a improvisação e a evocação de paisagens
sonoras.

Em 2014 o grupo fez a música da peça de teatro ​


Mulheres em Lorca​ encenada por Pedro Estorninho
(TeatroEnsaio) tendo sido apresentada no Porto (Casa da Guitarra e Clube Fenianos), Évora
(Teatro Garcia de Resende) e Lisboa (Teatro Nacional D. Maria).

©Serafim Teixeira, 2014


Rui Rodrigues

© Pedro Ferreira, 2014

É membro fundador do grupo ​ Drumming​ – Grupo de Percussão, sob direcção artística de Miquel
Bernat. Apresentando-se com regularidade em prestigiadas salas de espetáculo nacionais e
internacionais.

Colaborou como músico convidado com várias orquestras e formações no âmbito da Música
Clássica e Contêmporanea, onde se destacam OrchestrUtopica, Oficina Musical, Remix Ensemble,
Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa,
Orquestra das Beiras, Orquestra Nova Harmonia, entre outras.

Na área da Improvisação e Composição, colaborou com outras áreas artísticas como Poesia, Dança,
Teatro, Imagem e Novo Circo, em projectos como “1 poesia e percussão”, “Trama - percussão e
artes performativas” e “BoiteZuleika” dos quais é membro fundador. Conta com obras escritas para
o grupo Drumming nos projectos “ Steeldrumming... Still Drumming”, “ Steeldrumming toca
Zeca Afonso” para ensemble de steel drums e “ Zapping – Tributo a Frank Zappa” para ensemble
de percussão, assim como para outros grupos e a ​solo​
.

É docente desde 1999 maioritariamente no Ensino Profissional, na área da Percussão (disciplinas de


Instrumento e Música de Câmara). Actualmente é professor na Escola Profissional de Música de
Espinho
Eduardo Baltar

© Pedro Ferreira, 2014

Guitarrista diplomado pelo Conservatório Superior de Música de Castilla y León, licenciado em


História pela Universidade do Porto e mestre em ensino da música pela Universidade do Minho.

Interessado na expressão musical enquanto forma de intervenção artística e consciência


comunitária, procura cruzar o seu trabalho com diversas formas de arte como a literatura, pintura,
dança e teatro. Apresentou-se em diversos ciclos de concertos e festivais em Assisi, Aix-en
Provence, Bordeaux, Lanzarote, Lisboa, Lille, Los Angeles, Munique, Madrid, Nice, Paris, Porto,
Salamanca, Roma, Vibo Valentia, entre outras localidades. Tocou com o Remix Ensemble (Casa da
Música) sob a direção de Peter Rundel e como solista com o Taller de Música Contemporânea del
CSMS (Salamanca) sob a direção de Zsolt Nagy.

Apresentou trabalhos de investigação musicológica no 1.º Simpósio Internacional de Música e


Músicos de Guimarães e no II Colóquio Internacional APIHM na Universidade Portucalense.
Publicou na Revista Portuguesa de Educação Artística. Com considerável experiência docente em
Portugal e Espanha, actualmente lecciona na Escola Profissional de Música de Espinho.
Kōrero - concerto de guitarra e percussão

Sinopse

Partindo da criação da música para a peça de teatro ​


Mulheres em Lorca​
evocamos, num gesto único,
duendes flamencos e ​
paisagens sonoras.

Para este concerto de guitarra e percussão podemos ouvir uma rica paleta instrumental: guitarra
flamenca/clássica, guitarra de sete cordas, guitarra portuguesa com ​ e-bow ​
e​slide​
, palmas, ​
cajón,
sanzula​
,​castanholas, violino de pregos, ​
bendir, ​
cântaro e balafon. A música é posta em imagens.

Programa

Paráfrase de Morente (granaína)

Durazno (soleá)

Interlúdio

Balafon

Caballo (alegria)

Noche de sombras en la mar (siguirya)

Música noturna

Horca
© Pedro Ferreira, 201
Sobre a música de ​
Mulheres em Lorca

Foram criados quatro momentos musicais que resultam da agregação de texturas e ​ falsetas​de vários
autores. O primeiro deles é uma paráfrase da inspirada composição ​ Morente ​ de Vicente Amigo, à
qual foi acrescentada um conjunto de elementos musicais pujantes, que sublinham o carácter
dramático desta composição. A ​ siguirya “Noche de sombras en la mar​”​
,​
que funciona como​ leitmotiv
da peça de teatro, é uma composição que resulta da justaposição de ​ falsetas​originais, com​ falsetas
clássicas desse estilo flamenco, muitas das quais anónimas e com outras de Niño Ricardo, Perico el
del Lunar ​e Diego del Gastor. Interessou-nos aqui sublinhar o estilo escuro, quase obsessivo deste
estilo flamenco. Também quisemos que fosse austera a ​ soleà Durazno, ​
ela é o pano de fundo para a
conversa das vizinhas das ​ Bodas de Sangre. ​
É feita de frases anónimas e de ​falsetas​
de Oscar Herrero,
combinados de uma maneira a acentuar o carácter mais contemplativo da ​ soleá. ​
No outro
hemisfério das emoções está a ​ alegria El Caballo. ​
O seu carácter mais leve contrasta com o estado de
espírito da Noiva, acentuando a intensidade dessa inspirada cena das ​ Bodas de Sangre​ . Quisemos
que ela ajudasse a pressentir Leonardo a cavalo e o galopar do coração da Noiva. É uma
homenagem à guitarra de Pepe Habichuela.

Com a intenção de facilitar a comunicação em cena entre músicos e atrizes e tentando criar de uma
forma mais genuína possível, deixámos para o trabalho com o grupo a criação de um outro
conjunto de momentos musicais. Deste processo resultaram temas de estrutura mais aberta, com
tempos de cena e intensidade variáveis como a ​ Música Noturna, ​
uma quase canção de embalar​ que

ilustra a noite e contrasta com a tensão latente de uma das cenas finais da Casa de Bernarda Alba
entre Adela e a Mãe. De criação colectiva é o tema final ​
Horca: ​inspirado no compasso da ​siguirya ​
é
um tema de grande tensão emocional que encerra o espectáculo.

Neste espectáculo importam as pessoas, as suas angústias, os seus sonhos, os seus gritos e os seus
silêncios. É um retrato negro de mulheres, onde sobressaí a profunda subjectividade das suas
emoções. Por isso quisemos uma música com cheiro. Quisemos que a música de ​ Mulheres em Lorca
cheirasse ao cheiro que o mar tem quando o vemos desde a montanha, às laranjas, estevas e
pinheiros, às fragâncias dos caminhos cheios de sombra, erva, cansaço e sonhos.
© Pedro Ferreira, 2014
Raider Técnico

Tempo total do concerto: 45 minutos (aprox.) sem intervalo;

Som: natural ou amplificado, dependendo da dimensão da sala. Em caso de amplificação: 2


microfones. (Exemplo: AKG C1000S);

Palco: simples, pequeno/ médio (praticável, estrado 4 +4 metros

Iluminação: de acordo com a disponibilidade do espaço, preferivelmente luzes direcionadas de


palco