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FACULDADE SUDAMÉRICA

GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

FISIOLOGIA DO MESENCÉFALO

CATAGUASES
06/2019
Daniely Ramos da Silva
Eveline Peres Baldiotti
Julia Lima Cantarino
Juliana Rodrigues da Silva Piobelo
Rosiane Morais Silva Mesquita

Trabalho apresentado à Professora


Carolina Lacerda da disciplina de
Neurofisiologia, da turma do 2º período do
curso de Graduação de Psicologia.

Faculdade Sudamérica
Cataguases – 06/2019
1 – INTRODUÇÃO

O cérebro é o órgão mais importante do corpo humano. Com ele somos


capazes de raciocinar, planejar, guardar memórias, sentir emoções, além de permitir
que o nosso corpo realize funções vitais involuntariamente, através do Sistema
Nervoso Autônomo.
Nosso cérebro é formado pelo encéfalo (telencéfalo e diencéfalo), pelo
tronco encefálico (mesencéfalo, ponte e bulbo) e pelo cerebelo.
Esse trabalho irá destacar a funcionalidade do Mesencéfalo, região situada
no tronco encefálico e que controla a maioria das atividades subconscientes como o
como a visão, audição, movimento dos olhos e movimento do corpo.

2 – TRONCO ENCEFÁLICO

O tronco encefálico situa-se rostralmente entre a medula espinhal e o


diencéfalo, anteriormente ao cerebelo.
É constituído por um grupo de neurônios denominados núcleos e fibras
nervosas chamados de tratos, fascículos ou lemniscos.
Muito dos núcleos do tronco encefálico recebem ou emitem informações ao
nervo craniano. Dos 12 pares dos nervos cranianos, 10 fazem conexão no tronco
encefálico.
O tronco encefálico se divide em: bulbo (situado caudalmente),
mesencéfalo (situado cranialmente) e a ponte (situada entre ambos).
Este trabalho especificará a funcionalidade do mesencéfalo.

3 – MESENCÉFALO

3.1 – LOCALIZAÇÃO E ESTRUTURA


O mesencéfalo está localizado rostralmente entre a ponte e o diencéfalo e
mede aproximadamente 2,5 (dois e meio) centímetros. Semelhante a ponte e ao
bulbo, o mesencéfalo contém tratos e núcleos.
A porção anterior do mesencéfalo é composta pelos pedúnculos cerebrais,
que são constituídos por um par de feixes de axônios. A parte posterior é chamada de
teto, que contém 4 (quatro) elevações arredondadas: os colículos superiores e
inferiores.

3.2 – FUNCIONALIDADES DO MESENCÉFALO

3.2.1 – VISTA POSTERIOR / TETO MESENCÉFALO

O teto do mesencéfalo, nos vertebrados inferiores estava relacionado a


várias funções sensoriais e motoras. Com a evolução das espécies, essa função foi
assumida pelo córtex cerebral.
Podemos observar, nessa face, 4 saliências ou corpos quadrigêmeos: os
colículos superiores, os colículos inferiores na porção mais caudal. Os nervos
trocleares surgem logo abaixo dos colículos inferiores.
Esta região está relacionada com a integração das funções motoras e
sensoriais. A organização do teto é uma mistura de substância cinzenta e branca,
situada posteriormente à substância cinzenta central. Nessa mistura encontram-se os
colículos superiores e inferiores.
Os colículos superiores estão relacionados com a visão e os inferiores com
a audição.

3.2.2 – COLÍCULO SUPERIOR


Atua como centro reflexo para certas atividades visuais. Os colículos são
massa de substância cinzenta que atuam nos reflexos visuais e no controle do
movimento dos olhos. Por meio dos circuitos neurais da retina para os colículos
superiores e destes para o músculo extrínseco do bulbo do olho, os estímulos visuais
induzem os movimentos do bulbo do olho, levando-o acompanhar as imagens em
movimento e paradas, além dos reflexos que controlam os movimentos da cabeça,
dos olhos e do tronco.
Estímulos visuais também são controlados pelos colículos superiores e
suas conexões complexas: fibras vindas da retina, fibras vindas do córtex occipital,
fibras que formam o trato tetospinal.

3.2.3 – COLÍCULO INFERIOR

As duas elevações inferiores fazem parte da via auditiva, retransmitindo


impulsos provenientes dos receptores para a audição. É constituído por substância
cinzenta denominada núcleo do colículo inferior.
Este núcleo recebe as fibras auditivas vindas do núcleo lateral, e algumas
se cruzam, formando a comissura do colículo inferior. Esses dois núcleos também são
centros de reflexo, por exemplo, quando uma pessoa se assusta, pois ocorrerá
movimentos súbitos de cabeça, olhos e tronco.

3.2.4 – ÁREA PRÉ-TETAL

Situa-se rostralmente ao colículo superior, entre o mesencéfalo e o


diencéfalo. Esta região é importante no reflexo pupilar. Recebe, também, fibras da
retina e se projeta bilateralmente para os núcleos dos nervos oculomotores.

3.2.5 – PEDÚNCULO CEREBRAL

É formado pelas fibras descendentes dos tratos corticospinhal,


corticonuclear e o corticopontino, formando um conjunto compacto de fibras nervosas
com localizações específicas. Sabendo-se a localização das fibras corticospinhal
responsáveis pela motricidade de cada parte do corpo podemos localizar a paralisia
que se manifesta no lado oposto da lesão.
3.2.6 – TEGMENTO
O tegmento do mesencéfalo é uma continuação do tegmento da ponte,
apresenta substâncias branca e cinzenta além de formação reticular.

3.2.7 – GRUPOS NUCLEARES

É composto pelo núcleo rubro, o núcleo do nervo oculomotor e o núcleo


acessório.
O núcleo rubro há fibras do pedúnculo cerebelar superior, na porção mais
caudal, as quais, na medida que sobem em direção ao diencéfalo, vão penetrando no
núcleo, embora parte delas terminem no tálamo. Este núcleo está relacionado ao
controle motor somático e recebe fibras do cerebelo e do córtex cerebral, também
relacionado com a motricidade, dando origem ao trato rubroespinal.
Já no núcleo do nervo oculomotor, localizado no mesmo nível do colículo
superior, se divide em uma parte somática que fazem inervação com os músculos reto
superior, reto inferior, reto medial e levantador da pálpebra e outra, a parte visceral
composta por neurônios pré-ganglionares e realiza inervação do músculo ciliar e do
músculo esfíncter da pupila.
Localizado no colículo inferior, encontramos o núcleo acessório (núcleo do
nervo troclear), são fibras únicas diferentes do oculomotor, e saem da face posterior
do encéfalo. Suas fibras decussam antes de saírem do sistema nervoso central. Sua
função é inervar o músculo oblíquo superior.

3.2.8 – SUBSTÂNCIA NEGRA

Situada entre o tegmento e a base do pedúnculo cerebral, a substância


negra é conhecida pela sua singularidade e por conter melanina. Seus neurônios
utilizam a dopamina como neurotransmissor. Possuem uma importante conexão com
o corpo estriado por meio das fibras nitroestriatais e estriatonigrais. A degeneração
dos neurônios dopaminérgicos causa diminuição da dopamina no corpo estriado,
provocando a síndrome de Parkinson.
3.2.9 – IMAGEM MESENCEFÁLO 1

1 -Imagem disponível no site: www./anatomia-papel-e-caneta.com/snc-tronco-encefalico-


mesencefalo/
4 – LESÕES DO MESENCÉFALO

Uma lesão da base do pedúnculo cerebral (Síndrome de Weber) direito e


do nervo oculomotor direito produz hemiplegia esquerda combinada com estrabismo
externo do olho direito e perda da capacidade e elevar a pálpebra direita. O olho não
pode sofrer adução além da linha média, não pode ser elevado nem abaixado. A pupila
direita fica dilatada devido a interrupção das fibras parassimpáticas do terceiro par. Se
a lesão se estender dorsalmente pode causar debilidade na face, palato mole e língua.

A lesão do trato córtico-espinhal determina hemiparesia (paralisia parcial


de um lado do corpo) do lado oposto.
Da lesão do nervo oculomotor resultam os seguintes sintomas no lado da
lesão:
a) impossibilidade de mover o bulbo ocular para cima, para baixo ou em
direção medial por paralisia dos músculos retos superior, inferior e medial;
b) diplopia (percepção de duas imagens de um único objeto);
c) desvio do bulbo ocular em direção lateral (estrabismo divergente)
d) ptose palpebral (queda da pálpebra), decorrente da paralisia do músculo
levantador da pálpebra, o que impossibilita também a abertura voluntária da pálpebra;
e) dilatação da pupila (midríase) por ação do músculo dilatador da pupila
(inervado peIo sistema nervoso simpático), não antagonizada pelo constritor da pupila
cuja inervação parassimpática foi lesada.

Uma lesão no tegmento do mesencéfalo (Síndrome de Benedikt)


compromete as fibras do nervo oculomotor, o núcleo rubro e os lemniscos medial,
espinhal e trigeminal, e as fibras do pedículo cerebelar superior. Lesões do lado
esquerdo causará paralisia do movimento do olho esquerdo, com ptose e dilatação da
pupila. Nota-se um estrabismo externo e o olho não pode ser desviado além da linha
média. No lado direito do corpo, incluindo a face ocorre uma perda da sensibilidade
tátil, muscular e articular, vibratória, térmica e dolorosa, devido a lesão dos tratos
sensoriais ascendentes; lesão dos lemniscos medial, espinhal e trigeminal ocorre
anestesia da metade oposta do corpo, inclusive da cabeça, esta última causada por
lesão do lemnisco trigeminal; lesão do núcleo rubro produz tremores e movimentos
involuntários do braço e das pernas, do lado oposto à lesão.

Lesões dos colículos superiores (Síndrome de Parinaud) produz paralisia


dos movimentos dos olhos para cima. Esta disfunção geralmente é resultado de
tumores da glândula pineal que comprimem os colículos superiores,

5 - BIBLIOGRAFIA

1. Machado, Ângelo. Neuroanatomia Funcional. Editora Atheneu. 2º


edição.
2. Prosdócimi e Schmidt. Manual de Neuroanatomia Humana – Guia
Prático. Editora Roca. 4º edição.

3. Gilman, Sis, Winans, Sarah. Elementos Fundamentais de Neroanatomia


e Neurofisiologia. Editora Manole.