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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA

CAMPUS CAMPINA GRANDE

ERIC GOMES
GUILHERME MOREIRA
JOSÉ GABRIEL
MATHEUS LEAL
VINÍCIUS SOUZA

MATRÍCULAS:
201610030050
201610030054
201610030091
201610030034
201710030069

TIRISTORES CONTROLADOS POR TEMPERATURA


(NTC)

CAMPINA GRANDE
2019
ERIC GOMES
GUILHERME MOREIRA
JOSÉ GABRIEL
MATHEUS LEAL
VINÍCIUS SOUZA

MATRÍCULAS:
201610030050
201610030054
201610030091
201610030034
201710030069

TIRISTORES CONTROLADOS POR TEMPERATURA


(NTC)

Trabalho solicitado aos alunos do 3°


Ano B do curso técnico Integrado em
Petróleo e Gás, pela professora Mary
Carla da Disciplina de Eletroeletrônica,
com o objetivo de obtenção de nota
parcial do 2° Bimestre.

CAMPINA GRANDE
2019
1 INTRODUÇÃO

Os tiristores controlados por temperatura (NTC), são sensores que possuem


um funcionamento semelhante ao de diodos, dependem da temperatura para
acionar o chaveamento, para que assim possam controlar o sistema da corrente
elétrica. Um tipo de tiristor controlado por temperatura é o SCR.
A invenção do tiristor no fim dos anos 50 do século passado foi responsável
por um grande surto de evolução tecnológica da eletrônica de potência, que se
estendeu pelos anos 60 e propiciou nos anos 70 o início da implantação da
eletrônica de potência em escala industrial. A principal vantagem dos tiristores é o
controle de grande quantidade de energia. Essa característica faz com que esses
dispositivos sejam utilizados tanto no controle eletrônico de potência quanto na
conversão de energia.
Os tiristores são, basicamente, um grupo de dispositivos semicondutores
multicamadas, que opera em regime de chaveamento, contendo uma estrutura de
no mínimo quatro camadas semicondutoras em uma sequencia P-N-P-N,
apresentando um comportamento funcional. O nome “Tiristor” vem do grego Thyr,
que significa porta.
O funcionamento deles parte do principio de controlar a corrente do sistema,
semelhante aos diodos. Numa linguagem mais técnica se diz que os tiristores
permitem por meio da adequada ativação do terminal de controle, o chaveamento do
estado de bloqueio para estado de condução, sendo que alguns (mas não todos)
permitem também o chaveamento do estado de condução para estado de bloqueio,
também pelo terminal de controle.
Os tiristores que mais tem sido utilizados são o SCR (Silicon Control Rectifier
– Retificador Controlado de Silício) e o TRIAC (Triode Alternative Current — Triodo
de Corrente Alternativa), vale salientar que, o preço desses componentes é
consideravelmente baixo. Além destes dois, existem ainda o GTO (Gate Turn Off), o
SCS (Silicon Controlled Switch), o FotoSCR e o FotoTriaC.
Ao longo deste trabalho nós discutiremos sobre os tiristores controlados por
temperatura, tentaremos ser mais claros e coerentes possível concernente ao
assunto abordado.
2 DESENVOLVIMENTO

O SCR surgiu em 1956 e é construído por quatro camadas de material


semicondutor: PNPN ou NPNP. Ele possui três terminas, chamados anodo, cátodo e
gatilho. A Figura 1 mostra o símbolo usado para representá-lo.

Figura 1 Simbolo do SCR

Fonte CTISM, adaptado de Almeida, 2009

Para que o SCR entre em condução, além de estar diretamente polarizado


(anodo positivo em relação ao cátodo), um pulso de tensão positiva deve ser
aplicado no gatilho(G). O gatilho serve só para disparar o SCR e, posteriormente,
perde função. Para bloquear o SCR é necessário que a corrente que ele conduz
entre anodo e cátodo seja anulado.
Basicamente, a condução, uma vez iniciada se mantém, mesmo na ausência
do sinal no terminal de porta, até que a corrente que o atravessa caia abaixo de um
determinado valor, o qual denominamos de Corrente de Manutenção de Condução,
em inglês Holding Current (IH). Em sentido inverso, o SCR comporta-se como um
diodo normal. Os SCR's são empregados em corrente alternada como retificadores
controlados, e quando utilizados em corrente contínua comportam-se como chaves.
O SCR é apenas um tipo de tiristor, mas devido ao seu disseminado uso na
indústria, muitas vezes os termos tiristor e SCR são confundidos. Os TRIAC's são
dispositivos semicondutores comumente utilizados em comutação de corrente
alternada.
Um tiristor é disparado aumentando a corrente do ânodo. Isto pode ser
conseguido através do aumento da temperatura. Se a temperatura for elevada,
haverá um aumento de pares de elétrons-lacunas que aumentará a corrente de fuga.
Este aumento nas correntes causará o aumento de 1 e 2. Devido a ação
degenerativa, poderão tender a unidade e o tiristor poderá ser disparado. Esse tipo
de disparo pode causar a agitação térmica.
Um tiristor que esteja em estado de condução pode ser desligado pela
redução da corrente direta a um nível abaixo do nível de manutenção IH. Existem
diversas técnicas para o desligamento de um tiristor, em todas as técnicas de
comutação, a corrente do ânodo é conservada abaixo da corrente de manutenção
por um tempo suficientemente grande, de modo que todos os portadores nas quatro
camadas sejam eliminados ou recombinados.
Os termistores NTC têm uma função essencial nas fontes de alimentação
chaveadas, pois sem eles as mesmas perderiam o isolamento com o circuito
eletrônico e estariam mais vulneráveis aos picos de energia quando ligadas ou
quando recebessem descargas e surtos de tensão. Por isso, os termistores NTC
impedem que uma corrente passe pelo circuito em sua totalidade de forma imediata,
através da diminuição de sua própria resistência de forma não linear - embora para
baixas variações de temperatura possa ser considerado constante - em função do
aumento da temperatura, resultando na estabilização da corrente real transmitida
pela fonte depois de um certo período de tempo, isso, pois o NTC é muito sensível a
variações de temperatura. Se comparado com outros sensores de temperatura, não
só possui a vantagem de ser incrivelmente sensível a temperatura como também é a
de facilidade de fabricação, o que faz com que ele seja mais utilizado. Em geral,
utiliza-se o NTC para controle, medição ou polarização de circuitos eletrônicos. Na
figura 2 abaixo, apresenta-se um termistor NTC.
Os termistores NTC (coeficiente negativo de temperatura) são fabricados a
partir de Óxidos semicondutores, em grande proporção por uma mistura de óxido
metálico, como por exemplo: Fe2O3 com Zn2TiO4 CoO com Li2O.
Após o processo de mistura, ocorre a prensagem em forma de discos ou
esferas (cilíndricos) e são sintetizados em seguida. No caso de óxido de ferro com
óxido de titânio, um excesso de temperatura libera elétrons, resultando num excesso
de condutividade com o aumento da temperatura.
Figura 2 - NTC

Fonte Nova Eletrônica, 2018.

A simbologia do NTC, é representada graficamente na figura 3 abaixo


(símbolo mais comum).

Figura 3 - simbologia do NTC

Fonte Edgar Zuim, 2017.

Para se ter uma ideia, (Edgar, 2017) afirma que, em média, o coeficiente de

temperatura, cuja notação é 25º é igual a: . Isso equivale dizer que,


perante uma elevação de temperatura de 1 grau, o valor da resistência do material
se reduz em 5%, e, ainda, valor de  variando acentuadamente com a temperatura,
faz com que o seu valor possa ser considerado constante apenas para pequenas
variações de temperatura.
O gráfico abaixo, figura 4, representa a variação da resistência do NTC em
função da temperatura, onde se observa claramente sua não linearidade.
Figura 4 - Gráfico temperatura x resistência do NTC

Fonte Angelo, 2018.

EQUAÇÃO DE UM NTC:
R = A . e B/T (eq.1)

R = resistência em ohms
e = número de Euler (2,718)
3
B = constante do material no NTC em ºK
T= temperatura do NTC em ºK
A= constante a uma dada temperatura

Aplicações:
1. TERMÔMETRO ELETRÔNICO:

Figura 5 - Termistor NTC em termômetro eletrônico

Fonte Edgar Zuim, 2017.

A alteração da temperatura ambiente provoca uma mudança da resistência do


NTC e consequentemente da corrente que passa pelo amperímetro, o qual terá seu
painel calibrado em graus (ºC). Por exemplo, uma corrente pelo amperímetro de
1mA poderá equivaler a uma temperatura de 30ºC.
2. PROTEÇÃO CONTRA FALHA DE CIRCUITO ELÉTRICO:

Figura 6 - NTC em circuito elétrico

Fonte Edgar Zuim, 2017.

Se o filamento de uma das lâmpadas abrir, a corrente passará então pelo


NTC que ao aquecer-se terá sua resistência alterada. Quando corretamente
projetado, a resistência do NTC se igualará a do filamento da lâmpada em poucos
segundos.
3. ILUMINAÇÃO GRADUAL:

Figura 7 - NTC na iluminação gradual

Edgar Zuim, 2017.

Quando o interruptor Sw é acionado, devido a inércia térmica do NTC, a


corrente inicial no circuito é baixa, e a lâmpada gradualmente irá adquirindo sua
luminosidade devido ao aquecimento do NTC e a diminuição de sua resistência.
3 CONCLUSÃO

Tendo em vista o estudo bibliográfico realizado acerca do tiristor controlado


por temperatura (NTC), pode-se dizer que o mesmo é considerado o salvador das
fontes de tensão, uma vez que sem ele as fontes chaveadas perderiam seu
isolamento com o circuito. Além disso, eles apresentam como características mais
marcantes a elevada sensibilidade às mudanças de temperatura, o baixo custo, e a
simplicidade de operação. Um termistor NTC, transforma um aumento da grandeza
temperatura em uma diminuição da sua resistência de forma exponencial, de forma
a garantir a segurança do equipamento em casos de picos de energia, seja quando
ligadas, seja quando recebem descargas e surtos de tensão. A importância do NTC
(Negative Temperature Coefficient) também se torna presente quando se necessita
do controle, medição ou polarização de circuitos eletrônicos, fazendo surgir os
termômetros eletrônicos, bastante conhecidos e utilizados, a aplicação na
iluminação gradual, entre outros.
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

B.C. Baker, Thermistors in Single Supply Temperature Sensing Circuits


(Microchip Technology Inc., 1999).

BRAGA, Newton C. Escolhendo Sensores de Temperatura. Disponível em:


<http://www.mecatronicaatual.com.br/secoes/leitura/182>. Acesso em: 14 jun. 2019.

EDGAR ZUIM, RESISTORES NÃO LINEARES NTC - PTC – VDR. 2017.29.


Disponível em: https://www.ebah.com.br/content/ABAAAAcDYAL/resistores-nao-
lineares?part=6. Acesso em: 14 jun. 2019.

Lavenuta, Greg, “Negative Temperature Coefficient Thermistors” SENSORS,


May 1997, pg 46.

SOUZA, Gustavo R. Termistores – NTC e PTC. Disponível em:


<http://www.eletrica.ufpr.br/piazza/materiais/Gustavo&Ishizaki.pdf>. Acesso em: 14
jun. 2019.