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AQUECIMENTO COMO FORMA DE PREPARAÇÃO FÍSICA

Na ginástica artística o aquecimento serve como o próprio nome já diz, para todo aquecimento corporal,
articular e muscular, mas também para o trabalho de flexibilidade e preparação física geral.

De várias formas esse aquecimento pode ser iniciado:

1- Em forma de corrida, com variações de velocidade, de direção e posição das pernas e dos braços. Além
de colocarmos exercícios de saltos variados, ou exercícios de explosão no meio da corrida.

2- Em forma de circuito, usando corrida, elementos básicos de solo (ex: rolamentos), passagem por
aparelhos, ou se pendurando, ou saltando, ou passando por baixo, ou se deslocando (no caso da trave em
esquadro, na paralela andando por cima).

3- Sem corrida, iniciando no lugar com aquecimento articular, seguido de pequenos saltitos, movimentos
de postura e muita flexibilidade e sustentação de pernas altas à frente, ao lado e atrás (avião).

4- No caso das meninas, começar com o ballet, na barra, ao solo ou na trave, sempre com o trabalho de
sustentação, flexibilidade e pequenos e grandes saltos.

Os exercícios de explosão incluídos no próprio aquecimento são os saltos em distância, os agachados,


saltos repetidos com velocidade e altura, saltos puxando a perna para bem perto do tronco alternadas ou
unidas. Além dos piques, que são as corridas bem rápidas, feitas na fase final da corrida.

Os exercícios de força que podemos usar no aquecimento, para estimular e musculatura são os de
contração isométrica, de preferência os com o corpo esticado (canoinha de frente, lado e costas), ‘
esquadros (afastado e carpado), abdominal subindo afastando as pernas, que já serve para
aquecer a abertura do spacat de frente. As tesourinhas, posição sentada ir a vela, grupar e saltar esticado e
chegar cravado, para treinar também a chegada.

Ao encerrar o aquecimento o corpo deve estar preparado para iniciar a maromba, que é o nome dado na
ginástica à preparação física. Todo corpo está aquecido, com as articulações preparadas, os ângulos bem
flexíveis e o tônus muscular bem colocado. Vem a hora da força. No caso de estarmos trabalhando a
escolinha, esta parte de força podemos deixar para o final ou também colocarmos um pouco em cada
aparelho que formos trabalhar, no intervalo de cada exercício, acrobático ou ginástico, ou exercício de
força, para ganhar tempo e dinamismo.

Mãos a obra!

A ginástica artística, também conhecida como ginástica olímpica é um esporte que requer força,
agilidade, coordenação, controle do corpo, flexibilidade, equilíbrio e elegância. Os ginastas realizam
exercícios em aparelhos oficiais.

Os aparelhos de ginástica femininos são:

Trave – os movimentos são executados em um espaço estreito. Tem as seguintes medidas: 10 cm de


largura e 5 metros de comprimento.
Solo – exercícios realizados no solo tem fundo musical, sendo que os movimentos mais comuns são os
saltos mortais e twist. O espaço é de 12 m².

Barras assimétricas – nas barras, é considerado o movimento ao passar de uma barra para a outra e os
saltos, como os encarpados e os mortais. As medidas das barras são: 2,45 m e 1,65 m de altura.

Salto sobre o cavalo - antes de pular sobre o cavalo, que tem 1,25 m, o atleta pode tomar impulso
correndo de uma distância de 25 m, no máximo.

Na ginástica olímpica masculina, as modalidades solo e salto sobre o cavalo também são disputadas, mas
com uma diferença: o cavalo tem 1,35 m de altura. Os aparelhos de ginástica masculinos são:

Barra fixa – na barra fixa, ao executar os movimentos, o atleta deixa de tocar o aparelho, sendo os saltos
mais comuns os mortais ou encarpados. A barra tem 2,75 cm de altura e 2.40 cm de comprimento.

Barras paralelas – é obrigatório realizar movimento no ar, sem nenhuma das mãos no aparelho. A altura é
de 1,75 m
Cavalo com alças – no cavalo com alças, só é permitido tocar o aparelho com as mãos. Os movimentos
devem ser contínuos, de tesouras e de círculo. Os cavalos têm as seguintes medidas: 1,6 m de
comprimento e 1,05 m de altura.

Argolas – nas argolas o atleta deve ficar no mínimo dois segundos imóvel, em uma posição horizontal ou
vertical.

O alemão Frederic Louis Jahn é chamado de pai da ginástica olímpica. Foi ele quem observou os
movimentos em um circo e deu valor a aqueles movimentos, que serviram de base para a atual ginástica
artística.

movimentos

• Abertura: Ação muscular de extensão da articulação dos quadris.


• Avião: Posição de equilíbrio típica da trave, em que o ginasta mantém uma perna no chão e eleva a
outra para trás, com os braços abertos. Exige força, flexibilidade e equilíbrio.
• Carpada: As pernas estendidas formam um ângulo com o tronco. É possível também ter uma posição
carpada de pernas afastadas.
• Diamidov: Movimento típico das barras paralelas, o ginasta segura com uma mão uma das barras, e gira
em torno do próprio corpo.
• Dos Santos (Duplo Twist Carpado): Dois giros em torno do corpo, seguido de dois mortais no ar com
uma flexão no quadril levando as mãos à altura do joelho.
• Empunhaduras: São tomadas, pegadas ou presas, que representam várias maneiras do executante segurar
o aparelho e manter-se nele.
• Estendida: O corpo deve estar em linha reta, sem nenhum ângulo.
• Flic-Flac: Movimento preparatório para acrobacias. O ginasta levanta os braços esticados ao mesmo
tempo em que seus pés deixam o solo, usando um grande impulso dos ombros. Pode ser executado para
frente ou para trás.
• Giro de quadris para trás (oitava de apoio para apoio): O corpo executa um giro completo em torno do
eixo transversal. Movimento típico das barras assimétricas.
• Giro gigante: Elemento específico das barras assimétricas. Uma rotatória em volta da barra de 360º,
executada com todo o corpo na posição estendida.

• Grupada: Todas as partes do corpo se flexionam e se aproximam de ponto central corporal. As pernas
devem estar flexionadas e a testa deve tocar o joelho.
• Parada de mãos: Exercício mais básico da ginástica artística. O corpo deve permanecer na linha do
pulso. Dedos afastados permitem melhor equilíbrio.
• Parafuso: Uma rotação (em torno do próprio corpo para os lados) sem o uso das mãos no solo
• Roda: É a chamada estrela. O ginasta passa lateralmente em apoio invertido (de ponta cabeça) e retoma
de pé.
• Rondada: Semelhante a Roda, com os dois pés chegando ao solo no mesmo instante. Usada pelos
ginastas para acelerar uma "passada" de movimento pontuado.
• Rudi: Um parafuso e meio na posição estendida após o movimento para frente. Exemplo: flic-flac para
frente, mortal simples para frente.
• Salto pak: Típico das barras assimétricas. É usado para passar da barra mais baixa para a mais alta. A
ginasta faz um movimento semelhante com o flic-flac, pois o salto pak é também um movimento
preparatório pontuado.
• Selada: Corpo forma um arco e as costas ficam "arqueadas" para trás.
• Stützkehre: Movimento típico das barras paralelas. Parada de mãos; Pequena projeção dos ombros à
frente e as pernas descem mantendo o corpo todo firme; Passagem pelo apoio normal - As pernas devem,
agora, ser chutadas para frente e para cima; O braço de apoio conduz o corpo, dando direção e altura;
Queda no apoio invertido, seguido de nova parada de mãos.
• Tkachev: Movimento usado nas barras assimétricas e na barra fixa. O ginasta larga a barra, passa de
costas por cima dela na posição carpada ou com pernas separadas, e em seguida, pega a barra novamente.
• Tsukahara: Salto mortal duplo com um parafuso completo no primeiro salto

Aparelhos Masculinos

Os homens disputam provas em seis aparelhos diferentes. Os aparelhos masculinos são o solo, o salto de
cavalo, cavalo com arções, as paralelas, a barra fixa e as argolas. Nestes aparelhos, durante as
apresentações masculinas,os ginastas procuram demonstrar a sua força e o domínio.
Cavalo com arções

O cavalo com arções enquanto aparelho, possui as seguintes dimensões: 1,15 m x 1,60 m x 35 cm. Os
arções possuem distância ajustável e a altura de 12 cm. Uma rotina típica no cavalo com arções envolve
tesouras e movimentos circulares. As tesouras, exercícios feitos com as pernas separadas, são executadas
geralmente com as mãos sobre os arções. Os movimentos circulares, os chamados círculos, são feitos com
as duas pernas juntas.

Argolas

O aparelho é constituído por uma estrutura de onde se prendem duas argolas, a 2,75 metros do solo. A
distância entre elas é de 50 cm e o seu diâmetro interno é de 18 cm. A prova consiste numa série de
exercícios de força, balanço e equilíbrio. O juízes valorizam o controlo do aparelho e a dificuldade dos
elementos da rotina. Quanto menos tremer a estrutura que suspende as argolas à haste, melhor será a
pontuação de execução do ginasta.

Barras paralelas

O aparelho possui as medidas de 1,95 x 3,5m, além de estarem distanciadas entre 42 e 52 cm. A prova
consiste em exercícios de equilíbrio – entre giros e paradas de mãos - e força, onde o ginasta utiliza as
duas barras obrigatoriamente, passando por todo o seu comprimento. As provas não possuem tempo
aproximado de execução, podendo um ginasta cumprir uma prova mais curta, porém com nota de partida
mais elevada, enquanto uma prova mais longa, possui inferior dificuldade.

Barra fixa

A barra é presa sobre uma estrutura de metal a 2,75 m do solo e possui 2,40 m de comprimento. A prova
consiste em movimentos de força e equilíbrio. O ginasta deve fazer movimentos giratórios numa rotina
acrobática, que envolve os gigantes propriamente ditos, os despegues e as piruetas (enquanto soltos das
barras).

Solo

O solo, enquanto aparelho, é um estrado de 12x12m feito de um material elástico que amortece
eventuais quedas e ajuda ao impulso dos saltos acrobáticos e gímnicos. Como modalidade, os exercícios
têm uma duração de 50 a 70 segundos para os homens. Durante a prova, são realizados movimentos
acrobáticos e gímnicos anteriormente pontuados (nota de partida).

Salto

O salto de cavalo é a prova mais rápida da ginástica artística. Dura aproximadamente 50 segundos,
incluindo apenas o momento dos dois saltos aos quais o ginasta tem direito. A prova é composta por uma
pista de corrida de 25 metros, que termina num trampolim de impulso e finalmente na mesa de saltos – de
dimensões 120 x 95 cm. O salto é considerado um evento de explosão muscular, possuidor de uma
margem mínima para erros.

Aparelhos Femininos

As mulheres disputam provas em quatro aparelhos diferentes. Os aparelhos femininos são o solo, o salto
de cavalo, a trave olímpica e as paralelas assimétricas. Nestes aparelhos, durante as apresentações
femininas,as ginastas procuram demonstrar a sua força, domínio, flexibilidade e graciosidade.

Barras assimétricas

Este aparelho, é actualmente fabricado com fibras sintéticas e, por vezes, material aderente. O seu
posicionamento é, a mais alta a 2,36 m de altura e a mais baixa a 1,57 m. A prova é composta por uma
série de movimentos obrigatórios, tal como os restantes aparelhos. A posição das duas barras em
diferentes alturas possibilita à ginasta um leque variado de movimentos, mudanças de pegas e alternância
entre as barras. A execução de alguns movimentos também é facilitada através da propriedade
de flexibilidade do aparelho.

Trave olímpica
A trave é um dos dois aparelhos de execução unicamente feminina. A trave em si é uma barra revestida
com material aderente, situada a 1,25 metros do chão, com cinco metros de comprimento e dez
centímetros de largura, onde a atleta deve equilibrar-se e realizar saltos gímnicos, elementos acrobáticos e
pivots.

Solo

O solo, enquanto aparelho, é um estrado de 12x12m feito de um material elástico que amortece
eventuais quedas e ajuda ao impulso dos saltos acrobáticos e gímnicos. Como modalidade, os exercícios
têm uma duração de 70 a 90 segundos para as mulheres. Durante a prova, são realizados movimentos
acrobáticos e gímnicos anteriormente pontuados (nota de partida). Os exercícios femininos têm a
particularidade de incluir acompanhamento musical instrumental.

Salto

O salto de cavalo é a prova mais rápida da ginástica artística. Dura aproximadamente 50 segundos,
incluindo apenas o momento dos dois saltos aos quais o ginasta tem direito. A prova é composta por uma
pista de corrida de 25 metros, que termina num trampolim de impulso e finalmente na mesa de saltos – de
dimensões 120 x 95 cm. O salto é considerado um evento de explosão muscular, possuidor de uma
margem mínima para erros.