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6 problemas extremais

6.1 introdução Nessa situação G é chamado grafo proibido.


Dizemos também que um grafo H de ordem n é um grafo extremal
Por problemas extremais, entendemos perguntas como as dos exemplos (relativo a G) se H tem ex(n, G) arestas e H ”´ G e denotamos o
abaixo. conjunto de todos os grafos extremais de ordem n por EX(n, G).
(P1) Determine o número mínimo de arestas „(n), tal que todo grafo G Chamamos o problema de determinar o número ex(n, G) de P(G).
de ordem n e com pelo menos „(n) arestas tem um circuito.
(P2) Determine o menor natural ”(n) tal que todo grafo de ordem n e Proibindo grafos completos
grau mínimo pelo menos ”(n) tem um circuito hamiltoniano.
Turán, em 1941, investigou o problema P(Kp ).
(P3) Determine o menor natural n tal que todo grafo de ordem pelo
Para simplificar, considere G © Kp+1 . Claramente, os grafos p-
menos n tem um K3 ou K3 como subgrafo induzido. q
partidos completos Kn1 ,··· ,np de ordem n (ou seja, temos i ni = n) não
(P4) Determine o número máximo de arestas em um grafo de ordem n
contêm Kp+1 . Dentre todos os grafos desse tipo, o que tem o maior
que não contém K3 .
número possível de arestas é aquele que tem os blocos das partições o
Em particular, as respostas para as perguntas acima são: mais balanceado possível.
(P1) Temos „(n) = n. Ou seja, tomando r = n mod p e k = Ân/pÊ, o conjunto EX(n, Kp+1 )
(P2) O Teorema de Dirac afirma que contém o grafo p-partido completo com p ≠ r blocos com k vértices e r
9 : blocos com k + 1 vértices.
n Chamamos tal grafo de Grafo de Turán e o denotamos por Tn,p
”(n) = .
2 (extremal que não contém Kp+1 ). Definimos também tn,p = |E(Tn,p )|.
(P3) O Teorema de Ramsey (para o caso (3, 3)) Observando que
' (afirma
% & que n = 6.
(P4) Veremos mais adiante que tal número é n2 n2 + 1. A B A B
k k+1
Tipicamente, dada uma propriedade P de grafos, e um invariante I e |E(Tn,p )| = (p ≠ r) +r ,
2 2
uma classe G de grafos, procura-se determinar o menor valor m tal que
todo grafo G œ G com I(G) > m tem a propriedade P . obtemos a seguinte fórmula
A B A A B A BB A B
n k k+1 n k(n ≠ p + r)
|E(Tn,p )| = ≠ (p ≠ r) +r = ≠ .
6.2 problema da proibição de g 2 2 2 2 2

Dado um grafo G, definimos, para todo natural n o número Teorema 6.1 (Turán, 1941). Dentre todo os grafos de ordem n que não
contêm Kp+1 , existe exatamente um com número máximo de arestas,
ex(n, G) = sup{|E(H)| : H é um grafo de ordem n com H ”∏ G}. sendo esse o Tn,p .

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Demonstração. (Técnica de “chopping”) Provaremos por indução em n. Isso significa também que temos q2 = (n ≠ p)(p ≠ 1) e q3 = tn≠p,p .
Observe que para n Æ p o resultado é trivial. Pela hipótese de indução, temos que G ≠ V (H) ≥= Tn≠p,p . Ademais, o
Suponha então que n > p e que o resultado é válido para n ≠ 1. valor de q2 nos garante que vw œ E(G) para todo v œ V (G) \ V (H) e
Seja G um grafo extremal de ordem n (em relação a Kp+1 ). Como todo w œ V (H).
a adição de qualquer aresta à G cria uma cópia de Kp+1 sabemos que Portanto G ≥ = Tn,p (G é balanceado pois Tn≠p,p é balanceado por
existe uma cópia H de K! p"em G. hipótese de indução).
Sejam q1 = |E(H)| = p2 , q2 = |{vw œ E(G) : v œ V (G) \ V (H), w œ
V (H)}| e q3 = |E(G ≠ V (H))|. Demonstração. (Técnica da simetrização) Zykov (1949) Defina a ope-
Como cada vértice de V (G) \ V (H) é adjacente a no máximo p ≠ 1 ração de simetrização de um vértice u em relação a um vértice v ”= u
vértices de H, temos q2 Æ (n ≠ p)(p ≠ 1). como a remoção das arestas incidentes a u, adição das arestas uw para
Além disso, pela hipótese de indução, sabemos que q3 Æ tn≠p,p , todo w œ NG (v) \ {u}.
pois G ≠ V (H) não possui uma cópia de Kp+1 . Observe que se u e v são dois vértices distintos de um grafo G, temos:
Tomando r = n mod p e k = Ân/pÊ, temos que • Se G não possui uma cópia de Kp+1 , então após a operação de
A B simetrização de u em relação a v, o novo grafo também não possui
p
|E(G)| = q1 + q2 + q3 Æ + (n ≠ p)(p ≠ 1) + tn≠p,p uma cópia de Kp+1 .
2
A B AA B B • Se GÕ é o grafo obtido após a operação de simetrização de u em
7 8
p n≠p n ≠ p (n ≠ p ≠ p + r) relação a v, então |E(GÕ )| = |E(G)| + |NG (v) \ {u}| ≠ dG (u).
= + (n ≠ p)(p ≠ 1) + ≠
2 2 p 2
A B Seja H um grafo extremal com n vértices, então temos ”(H) + 1 Ø
p (n ≠ p)(n ≠ p ≠ 1) (k ≠ 1)(n ≠ 2p + r) (H), caso contrário, poderíamos simetrizar um vértice de grau mínimo
= + (n ≠ p)(p ≠ 1) + ≠
2 2 2 em relação a um de grau máximo e obter um grafo livre de Kp+1 com
A B mais arestas.
p (n ≠ p)(n + p ≠ 3) k(n ≠ p + r) kp n ≠ 2p + r
= + ≠ + + Ademais, também sabemos que se ”(H) < (H), então todos os vér-
2 2 2 2 2
tices v de grau ”(H) são adjacentes a todos os vértices w de grau (H),
n2 ≠ 3n + 2p k(n ≠ p + r) caso contrário, a simetrização de v em relação a w produziria um grafo
= ≠ + (n ≠ p)
A B 2 2 livre de Kp+1 com mais arestas.
n k(n ≠ p + r) Vamos provar agora que, se v e w são vértices de H de mesmo grau,
= ≠ = tn,p .
2 2 mas vizinhanças distintas, então v é adjacente a w.
Suponha que não. Como v e w possuem vizinhanças distintas e mesmo
Ou seja, temos |E(G)| Æ tn,p . Como Tn,p não possui nenhuma có- grau, sabemos que existem v0 œ NH (v) \ NH (w) e w0 œ NH (w) \ NH (v),
pia de Kp+1 e G é extremal, segue a outra desigualdade e, portanto, sem perda de generalidade, supomos dH (v0 ) Æ dH (w0 ) (caso contrário,
temos |E(G)| = tn,p . basta trocar os nomes v com w e v0 com w0 ).

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Seja H Õ o grafo obtido a partir da simetrização de v em relação a w e Seja G um grafo de ordem n com tn,p≠1 + 1 arestas.
observe que H Õ é livre de Kp+1 e |E(H Õ )| = |E(H)|, logo H Õ também é Suponha que ”(G) > ”(Tn,p≠1 ), então, como |E(G)| = |E(Tn,p≠1 )| + 1,
extremal. sabemos que G é um grafo p ≠ 1-partido completo, logo G contém
Observe também que um Kp+1 ≠ e.
Suponha então que ”(G) Æ ”(Tn,p≠1 ), seja x œ V (G) tal que dG (x) =
dH Õ (v0 ) = dH (v0 ) ≠ 1 Æ dH (w0 ) ≠ 1 = dH Õ (w0 ) ≠ 2. ”(G) e observe que
Mas isso significa que a simetrização de v0 em relação a w0 no grafo H Õ |E(G ≠ x)| = tn,p≠1 + 1 ≠ ”(G) Ø |E(Tn,p≠1 )| + 1 ≠ ”(Tn,p≠1 ) = |E(Tn≠1,p≠1 )| + 1 = tn
produz um grafo livre de Kp+1 com mais arestas que H Õ , o que é um
absurdo. Portanto, pela hipótese de indução temos G ´ G ≠ x ´ Kp+1 ≠ e.
Portanto, juntando à adjacência dos vértices de graus distintos, sabe-
mos que, se v e w são vértices de H de vizinhanças distintas, então v é Exercício 6.1. Temos
1 p≠2
adjacente a w. tn,p≠1 Æ n2 ,
2 p≠1
Considere a partição P do conjunto dos vértices de H de acordo com
e vale a igualdade quando p ≠ 1 divide n.
suas vizinhanças, isto é, se N = {NH (v) : v œ V (H)}, então P = {{w œ
V (H) : NH (w) = A} : A œ N }. Corolário 6.4 Temos
A propriedade que acabamos de provar nada mais é do que o fato tn,p≠1 p≠2
que H é |P |-partido completo com partição P . lim !n" = .
næŒ
2 p≠1
Certamente |P | Æ p, caso contrario, o grafo H não seria livre de Kp+1 .
Ademais, como ”(H) + 1 Ø (H), segue que H é balanceado, ou seja, Na verdade, a proposição acima pode ser generalizada para um resul-
é isomorfo a Tn,k , para algum k Æ p. tado que depende do Teorema de Erd s & Stoneenunciado a seguir.
A igualdade de k e p segue da maximalidade do valor de |E(H)|. Informalmente, esse teorema diz que com apenas mais ‘n2 arestas
adicionais temos não apenas o Kp , mas um Ksp , isto é, um p-partido
Corolário
Ó Ô 6.2 Para todo2 natural n Ø 3, temos EX(n, K3 ) =
completo com classes de ordem s.
KÂ n ÊÁ n Ë e ex(n, K3 ) Æ n4 . Teorema 6.5 (Erd s & Stone, 1946). Para todo p Ø 2 e s Ø 1 inteiros,
2 2
e para todo ‘ > 0, existe um inteiro n0 tal que todo grafo com n Ø n0
Corolário 6.3 Se n Ø p + 1, então todo grafo com tn,p≠1 + 1 arestas
vértices e pelo menos tn,p≠1 + ‘n2 arestas contém um Ksp como subgrafo.
contém um Kp+1 ≠ e (onde e é uma aresta qualquer de Kp+1 ).
O seguinte corolário generaliza o Corolário 6.4.
Demonstração. Provaremos por indução em n. Corolário 6.6 (Erd s & Stone). Para todo grafo G,
Observe que para n = p + 1 o resultado é trivial (pois tp+1,p≠1 + 1 =
!p+1"
≠ 1). ex(n, G) ‰(G) ≠ 2
2 lim !n" = .
Suponha então que n > p + 1 e que o resultado é válido para n ≠ 1. næŒ
2 ‰(G) ≠ 1

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Demonstração. (Corolário 6.6) Seja p = ‰(G). Como G não pode Se n = 6, então G tem 13 arestas. Isso significa que G é isomorfo
ser (p ≠ 1)-colorido, temos que G ”™ Tn,p≠1 para todo n œ N, e, portanto, a K6 menos duas arestas e, portanto, tem duas cópias disjuntas de K3 .
temos tn,p≠1 Æ ex(n, G). Suponha então que n > 6 e que o resultado é válido para n ≠ 1.
Por outro lado, para todo s suficientemente grande temos G ™ Ksp Observe que ”(G) Æ 5 e seja v œ V (G) um vértice de grau mínimo.
(s Ø (G) é suficiente). Logo, temos ex(n, G) Æ ex(n, Ksp ). Também sabemos que se algum conjunto de 6 vértices possuir pelo
Vamos fixar um tal s. Para todo ‘ > 0, o Teorema 6.5 implica que menos 13 arestas, então G possuirá duas cópias disjuntas de K3 .
para n suficientemente grande temos ex(n, Ksp ) < tn,p≠1 + ‘n2 . Caso 1: temos dG (v) = 5.
Portanto, para n suficientemente grande temos que
Considere o grafo GÕ = G ≠ v e adicione duas arestas a um mesmo
tn,p ex(n, G (n, Ksp ) tn,p≠1 + ‘n2 vértice de NG (v), observe que o novo grafo GÕÕ possui n ≠ 1 vértices e
!n" Æ !n" Æ !n" < !n" pelo menos 3n ≠ 8 arestas.
2 2 2 2
2‘
tn,p≠1 tn,p≠1 Pela hipótese de indução, existem dois circuitos disjuntos em GÕÕ .
= !n" + 1 Æ
!n" + 4‘ Se eles não usam as arestas novas, então o resultado vale para GÕ e
2 1≠ n 2
portanto, para G.
Se um dos circuitos, digamos C, usa pelo menos uma das arestas
Usando o Corolário 6.4, concluímos que novas, o outro não pode usar nenhuma aresta nova (pois os circuitos
são disjuntos).
ex(n, G) p≠2 ‰(G) ≠ 2 Portanto, podemos estender C para passar por v e evitar usar a aresta
lim !n" = = .
næŒ
2 p≠1 ‰(G) ≠ 1 nova, obtendo assim dois circuitos disjuntos em G.
Caso 2: temos dG (v) = 4.
Considere o grafo GÕ = G ≠ v e adicione uma aresta incidente a um
Circuitos vértice de NG (v), observe que o novo grafo GÕÕ possui n ≠ 1 vértices e
pelo menos 3n ≠ 8 arestas.
Nesta seção, denotaremos por s(n) o número mínimo de arestas tal que Pela hipótese de indução, existem dois circuitos disjuntos em GÕÕ .
todo grafo com n vértices contém dois circuitos disjuntos nos vértices.
Se um desses circuitos usar a aresta nova, podemos estendê-lo para
Teorema 6.7 Para todo n Ø 6, temos s(n) = 3n ≠ 5. passar por v e evitar usá-la, obtendo assim dois circuitos disjuntos em G.
Caso 3: temos dG (v) = 3. Considere o grafo GÕ = G ≠ v e observe
Demonstração. Observe primeiramente que K1,1,1,n≠3 tem 3(n≠3)+3 = que ele possui n ≠ 1 vértices e pelo menos 3n ≠ 8 arestas.
3n ≠ 6 arestas e quaisquer dois circuitos se intersectam nos vértices, Logo, pela hipótese de indução, existem dois circuitos disjuntos em GÕ
logo s(n) Ø 3n ≠ 5. e, portanto, em G.
Por indução em n, vamos provar que se G tem 3n ≠ 5 arestas, então
existem dois circuitos de G que não se intersectam.

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Teorema 6.8 Se G é um grafo com n vértices e m Ô arestas e G não 6.3 exercícios
possui nenhuma cópia de Ô C4 , então m Æ 4 (1 + 4n ≠ 3). Isto é,
n

temos ex(n, C4 ) Æ n4 (1 + 4n ≠ 3). Exercício 6.2. Determine o valor de ex(n, K1,r ), para todos os natu-
rais r, n.
Demonstração. Observe que se G é um grafo com n vértices e m arestas Ô
Exercício 6.3. Prove que todo grafo com n vértices e m = n4 (1 + 4n ≠ 3)
e não possui nenhuma cópia de C4 , então para todo par de vértices x
arestas contém uma cópia de C4 .
e y distintos, existe no máximo um z tal que NG (z) ∏ {x, y}.
! "≠1
Dessa observação, tiramos a seguinte desigualdade Exercício 6.4.
Prove que tn,p≠1 n2 converge para (p ≠ 2)/(p ≠ 1)
ÿ
A B A B quando n æ Œ. Sugestão: veja a sugestão dada no exercício 9 do livro de
d(z) n
Æ . R. Diestel (Capítulo 7).
zœV (G)
2 2

Observe agora que a função 6.4 referências bibliográficas


I
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