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Prejudicial de:

Prescrição arguida em relação à pretensão à indenização por danos morais e materiais decorrentes de
acidente do trabalho.
Ressalte-se que, em se tratando de pedido de dano moral e material decorrente de
acidente de trabalho ou doença profissional, quando a lesão for anterior à EC 45/2004, o
prazo prescricional aplicável será o previsto no CC de 10/01/2002, observada a regra de
transição prevista no art. 2.028 deste mesmo diploma legal, bem como que, quando a lesão
for posterior à referida emenda, o prazo prescricional aplicável será o trabalhista, previsto no
art. 7º, XXIX da Constituição da República.
No caso, considerando que a lesão ocorreu em 18/07/2002 (CAT às fls. 204), antes
da vigência da EC 45/2004, o prazo a ser utilizado na contagem da prescrição do direito de
ação é o prazo de 3 (três) anos previsto no CC de 2002.
O prazo prescricional para deduzir pretensão à indenização por danos morais e
materiais decorrentes de acidente do trabalho tem início com a ciência da lesão (actio nata),
momento em que a prestação se torna exigível. O marco inicial para a contagem do prazo
prescricional para a propositura da ação de indenização não é a data do afastamento ou da
constatação da doença, e sim a da ciência inequívoca da incapacidade laborativa, por
aplicação da Súmula 278 do STJ.
No caso em tela, em que pese o acidente de trabalho ter ocorrido em 18/07/2002
(CAT às fls. 204), cabe ressaltar que o até 02/11/2008, fls. 218, o reclamante vinha sendo
afastado pelo INSS em decorrência de constatação de incapacidade laborativa temporária.
Considerando que o reclamante em 19/11/2008 foi considerado apto para o trabalho
pelo INSS, fls. 219, não cabe afirmar que na data do acidente ou da data do primeiro
afastamento, após o acidente, o reclamante já tinha ciência inequívoca de sua incapacidade.
Rejeita-se a prejudicial de prescrição arguida em relação à pretensão à indenização por
danos morais e materiais decorrentes de acidente do trabalho.