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UNIDADE I

 Pergunta 1

Quais são os elementos constitutivos do Estado?

c.
O território, a população, o povo e a nação.

 Pergunta 2

Quais as características a todo tipo de poder?

a.
É sempre um fenômeno social e é sempre bilateral.

 Pergunta 3

Qual o objetivo da obra Discurso da servidão voluntária, de La Boétie?

d.
Falar do povo, tornando-os conscientes de sua aspiração, a liberdade.

 Pergunta 4

Tradicionalmente, de que trata a política?

d.
A política é a arte de governar, de gerir o destino da cidade.
 Pergunta 1

(UEL) “Toda cidade [polis], portanto, existe naturalmente, da mesma forma que as
primeiras comunidades; aquela é o estágio final destas, pois a natureza de uma coisa é
seu estágio final. [...] Estas considerações deixam claro que a cidade é uma criação
natural, e que o homem é por natureza um animal social, e um homem que por
natureza, e não por mero acidente, não fizesse parte de cidade alguma, seria
desprezível ou estaria acima da humanidade.” (ARISTÓTELES. Política. 3. ed. Trad.
de Mário da Gama Kuri. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1997. p. 15.)
De acordo com o texto de Aristóteles, é correto afirmar que a polis:

b.
Existe por natureza e é da natureza humana buscar a vida em sociedade.

resposta: Alternativa: B
Comentário: para os gregos, polis é a cidade entendida como a
comunidade organizada formada pelos cidadãos, isto é, pelos homens
nascidos no solo da cidade, livres e iguais portadores de dois direitos
inquestionáveis, a isonomia (igualdade perante a lei) e a isegoria (o direito
de expor e discutir em público opiniões sobre ações que a cidade deve ou
não deve realizar). Para Aristóteles, “O homem é naturalmente um animal
racional e político, destinado a viver em sociedade”.
 Pergunta 2

A Ciência Política como ciência do poder é mais abrangente que considerá-la como
ciência do Estado. Nesse sentido, hoje predomina o entendimento de que:
b.
O poder é o seu objeto central de estudo.

resposta: Alternativa: B
Comentário: a Ciência Política é a ciência que tem por objetivo o estudo
dos fenômenos políticos, que são os acontecimentos que visam à
aquisição, à manutenção e ao exercício do Poder Político, tanto interno
como externo. Seu objeto de estudo é o Poder Político que são todos os
meios capazes de coagir um indivíduo ou organização a agir de uma
determinada maneira, assim temos o Estado e as organizações, tais como
a empresa etc.
 Pergunta 3

A definição clássica de política foi legada pelos antigos gregos através da obra de
Aristóteles “Política”. O conceito de política é derivado do adjetivo originado de polis,
que significa:
c.
Tudo que se refere à cidade, que urbano, civil, público e até mesmo sociável e
social.

resposta: Alternativa: C
Comentário: o significado de política é muito abrangente e está, em geral,
relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público. O termo tem
origem no grego politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é
público.

 Pergunta 4

A utilização do conceito “sistema político” – em lugar de outros como governo, nação


ou Estado – reflete uma nova maneira de encarar os fenômenos políticos porque esse
conceito:
: a.
Dirige a atenção para toda a gama de atividades políticas de uma sociedade.

resposta: Alternativa: A
Comentário: o sistema político é o conceito utilizado que trata
da forma de governo predominante em um Estado constituído e
conjunto de instituições políticas. O sistema político permite a
organização do poder sobre a sociedade. Essa organização
permite, quando instituídas práticas democráticas, a disputa
pelo poder e o seu exercício por meio de instituições políticas,
públicas e de interesse público.
 Pergunta 5

Aristóteles considerava o homem “um animal político”, definindo assim “porque o


homem vive na polis – e porque a polis vive nele – que o homem se realiza como tal”.
Ao utilizar o termo “animal político” para definir o homem, Aristóteles exprimia a:
e.
Concepção grega de vida, segundo a qual a polis era a unidade constitutiva e a
dimensão suprema da existência.
resposta: Alternativa: E
Comentário: animal político é uma expressão utilizada por Aristóteles para
descrever a natureza do homem – um animal racional que fala e pensa, em
sua interação necessária na cidade-estado (polis). O animal político
aristotélico é um dos conceitos mais exaustivamente estudados na filosofia
política e um dos argumentos fundamentais para a organização social e
política.
 Pergunta 6

Como afirma Max Weber “todo homem, que se entrega à política, aspira ao poder –
seja porque o considere como instrumento a serviço da consecução de outros fins,
ideais ou egoístas, seja porque deseje o poder ‘pelo poder’, para gozar do sentimento
de prestígio que ele confere”. (WEBER, Max. “Ciência e Política: duas vocações”. 18.
ed. São Paulo, Cultrix, 2011, p. 67)
Assim, o conceito de política como práxis humana está intimamente relacionado com:
d.
A noção de poder, isto é, quem faz política busca ou exerce o poder.
Alternativa: D
Comentário: Weber identifica poder com política e vice-versa, pois para ele só há
política quando se vislumbra o poder. Só há ação política quando há luta por poder,
quando o poder está em disputa. Como afirma Weber, nem todo poder é
dominação, “é um caso especial de poder”. Traduzindo, há pessoas que partem
para a política (mandatária ou não) para lutarem pelo que consideram o bem
comum, outras pessoas partem para a política para satisfazer interesses escusos e
pessoais e há algumas pessoas que estão interessadas no poder apenas pelo
prestígio que ele confere.

 Pergunta 7

Na obra “Discurso da servidão voluntária”, de Etienne de La Boétie (1530-1563),


questiona-se a servidão e a obediência. Segundo La Boétie:
c.
Os homens nascem para a liberdade e para a fraternidade, mas, à medida que se
socializam, eles se submetem à dominação.
Alternativa: C
Comentário: Etienne de La Boétie, com sua obra “Discurso sobre a servidão
voluntária”, identifica as formas de como o poder se estrutura e, mais do que isso,
como ele se mantém inabalado mesmo diante da aparente insatisfação do povo que
lhe é servil. La Boétie questiona os motivos das pessoas se submetem à tirania de
um governo, concluindo que o motivo principal da existência da tirania reside nas
próprias pessoas, no seu espírito de servidão voluntária. Ela comprova, por meio de
argumentações, o estado de servidão em que se encontrava a maioria dos homens
naqueles tempos. Por outro lado, fundamentou sua abordagem de que os homens
nascem para a liberdade e para a fraternidade, mas, à medida que se socializam,
eles se submetem à dominação.

 Pergunta 8

O conceito de política como práxis humana está intimamente relacionado com a noção
de poder, isto é:
a.
Quem faz política busca e exerce o poder, com o objetivo de alguma vantagem
pessoal ou coletiva.
Alternativa: A
Comentário: o poder foi definido tradicionalmente como algo que “se baseia nos
meios para obter uma vantagem” (Hobbes), ou analogamente como “o conjunto de
meios que permitem obter efeitos desejados” (Russel). Um desses meios é o
domínio sobre os outros homens. (Bobbio, 1988, p. 21-36)

 Pergunta 9

O termo demos significa genericamente “povo” ou “comunidade de cidadãos” e o


termo kratia deriva de kratos, que significa “governo”, “poder”, “autoridade”. Hoje em
dia, entendemos o termo democracia como:
e.
Governo do povo, governo de todos os cidadãos.
Alternativa: E
Comentário: a origem da palavra democracia vem do grego demo = povo e cracia =
governo, ou seja, governo do povo. Democracia é um sistema em que as pessoas
de um país podem participar da vida política. Essa participação pode ocorrer através
de eleições, plebiscitos e referendos. Dentro de uma democracia, as pessoas
possuem liberdade de expressão e manifestações de suas opiniões. A maior parte
das nações do mundo atual segue o sistema democrático.

 Pergunta 10

Segundo Etienne La Boétie (1530-1563), na obra “Discurso da servidão voluntária”,


são três as principais razões para a existência da servidão:
b.
O costume, a covardia e a manutenção da tirania por parte do dominador.
Alternativa: B
Comentário: o “Discurso da servidão voluntária”, de Etienne de La Boétie, é envolto
em grandes acontecimentos que marcam, no fim do século XV e princípio do XVI, o
início de uma nova ordem política no continente europeu. A superação dos
esquemas rígidos, próprios do mundo medieval, abre caminho para uma nova
concepção de vida. Após um longo período entre o esplendor greco-romano da
Antiguidade, seguiu-se o obscurantismo medieval que antecedeu as inusitadas
transformações do Renascimento. O “Discurso da servidão voluntária” é dirigido não
somente contra o absolutismo real, mas contra a própria essência do princípio
monárquico. A verdade é que existe, a partir da metade do século XVI, um
antagonismo profundo e visceral, entre a concepção monárquica e o desejo de
autoridade dos magistrados. La Boétie analisa e pontua inúmeras razões para a
servidão tais como o costume, o acovardamento dos sujeitados, o temor do
desconhecido e uma cadeia hierarquizada do que ele chamou de tiranetes, talvez o
apontamento mais preciso para a nascente estrutura institucional do Estado
Moderno.

Unidade II

 Pergunta 1

Com base no que foi estudado sobre o pensamento político de Aristóteles, aponte a
proposição correta:

d.
Para Aristóteles a família está presente no Estado, assim como na tese de que o
Estado deriva da família.

 Pergunta 2

Para Platão, a filosofia tem um fim prático e é capaz de resolver os grandes problemas
da vida.

Assinale a alternativa correta:

c.
Platão afirmou que o Estado ideal deveria ficar sob responsabilidade da mais
evoluída casta de governantes, os filósofos

 Pergunta 3

Sobre o regime democrático ateniense, é correto afirmar que:

b.
Apenas os homens livres eram considerados cidadãos e participavam diretamente
das decisões tomadas na Cidade-Estado.

 Pergunta 4
Um aspecto importante da civilização grega da época residiu nos discursos
proferidos para obter a aprovação da maioria, Tais pronunciamentos deveriam
conter argumentos sólidos e persuasivos, induzindo alguns cidadãos a
procurarem aperfeiçoar a habilidade de discursar. Isso favoreceu o surgimento
de um grupo de filósofos que dominavam a arte da oratória.

Esses filósofos ficaram conhecidos como:

d.
Sofistas.

 Pergunta 1

As instituições e o pensamento político do ocidente antigo apresentaram características


em que o contexto de atuação do governo distinguia-se do contexto de atuação religiosa,
embora ambos não fossem separados. Desse modo, o governante:

c.
Não era considerado divino nem indicado pelos deuses, sendo eleito pelos cidadãos
comuns.

Resposta: C

Comentário : Durante o período clássico, séculos V e IV a.C., nota-se que as cidades


gregas tomaram grande importância na organização do espaço público. Era nesse
espaço que, especificamente, as negociações aconteciam; os filósofos se
encontravam com o interesse de debater suas ideias e as questões políticas eram
debatidas entre os cidadãos. Mesmo tendo um sentido diferente do atual, foi entre os
gregos que a noção de democracia foi inicialmente formulada. O governante eleito
não era considerado divino nem indicado pelos deuses, mas eleito pelos cidadãos
comuns.

 Pergunta 2

(UEL-2004, adaptado) “Uma vez que constituição significa o mesmo que governo, e o
governo é o poder supremo em uma cidade, e o mando pode estar nas mãos de uma
única pessoa, ou de poucas pessoas, ou da maioria, nos casos em que esta única
pessoa, ou as poucas pessoas, ou a maioria, governam tendo em vista o bem comum,
estas constituições devem ser forçosamente as corretas; ao contrário, constituem
desvios os casos em que o governo é exercido com vistas ao próprio interesse da única
pessoa, ou das poucas pessoas, ou da maioria, pois ou se deve dizer que os cidadãos
não participam do governo da cidade, ou é necessário que eles realmente participem.”

(ARISTÓTELES. Política. Trad. de Mário da Gama Kury. 3ª ed. Brasília: Editora UnB,
1997. p. 91.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre as formas de governo em Aristóteles,
analise as afirmativas a seguir e escolha a que for correta.

a.
A democracia é uma forma de governo reta, ou seja, um governo que prioriza o
exercício do poder em benefício do interesse comum.

Resposta: A

Comentário : Na medida em que, para Aristóteles, a comunidade política inclui todas


as outras (Política, 1252 a3-5) e que a comunidade política é a cidade, incluindo todas
as outras formas de comunidade (lares e vilarejos) que a compõem, a cidade é o
último grau de comunidade. Além disso, a cidade é soberana entre todas as
comunidades e visa o bem soberano (de todos).

 Pergunta 3

A República Romana foi fundada de modo similar às cidades-estados gregas. Seu


sistema de governo combinava elementos de três diferentes regimes:

c.
A monarquia (substituída por cônsules), a aristocracia (formada pelo senado) e a
democracia (a assembleia popular).

Resposta: C

Comentário: O desenvolvimento político e social da República Romana Antiga teve


início em 509 a.C., com a revolta dos patrícios, e foi até o estabelecimento do Império
Romano, em 27 a.C. Seu sistema de governo combinava elementos de três diferentes
regimes: a monarquia (substituída por cônsules), a aristocracia (formada pelo
Senado) e a democracia (formada pela assembleia popular).

 Pergunta 4

A cultura da Grécia Antiga é considerada a base da cultura da civilização ocidental e


exerceu poderosa influência sobre os romanos, que se encarregaram de repassá-la a
diversas partes da Europa. A civilização grega antiga influenciou:

a.
A linguagem, a política, o sistema educacional, a filosofia, a ciência, a tecnologia,
a arte e a arquitetura moderna, particularmente durante a renascença da Europa
ocidental e Américas nos século XVIII e XIX.

Resposta: A
Comentário : A herança cultural deixada pelos gregos foi riquíssima e influencia toda
a civilização ocidental. Suas concepções de beleza, retratadas nas obras de pinturas,
escultura e arquitetura, são tidas como clássicas por seu equilíbrio e harmonia.
Igualmente, suas produções filosóficas, científicas e teatrais, na linguagem, na
política, no sistema educacional, na ciência e na tecnologia foram fecundas e
delinearam o pensamento universal.

 Pergunta 5

Analise o texto a seguir e, com base no texto, responda:

“Aristóteles utiliza-se do termo ‘política’ para um assunto único: a ciência da felicidade


humana. A felicidade consistiria numa certa maneira de viver, no meio que circunda o
homem, nos costumes e nas instituições adotadas pela comunidade à qual pertence. O
objetivo da política é, primeiro, descobrir a maneira de viver que leva à felicidade
humana, isto é, sua situação material e, depois, a forma de governo e as instituições
sociais capazes de a assegurarem.” (Voltaire Schilling).

A noção/conceito de política no cenário político atual:

b.
Foi desvirtuada, e o exame do comportamento político dos homens, não importando
a dimensão, mostra que eles visam seus interesses individuais em detrimento de toda
a sociedade.

Resposta: B

Comentário: A preocupação de Aristóteles com o conceito de política caracterizou-se


por enfatizar os regimes políticos que existiam, que eram concretos, elaborando uma
precisa classificação deles, enquanto a noção vulgar de política tem reservado
espaços para corrupção e atos espúrios dos políticos profissionais. O método
aristotélico, empírico e detalhista, influenciará a maioria dos grandes teóricos da
ciência política, como Nicolau Maquiavel em O príncipe (1532), Thomas Hobbes,
em Leviatã (1651), e Montesquieu em O espírito das leis (1748).

 Pergunta 6

Aristóteles, expoente da Escola Socrática, foi considerado o “pai da lógica” e autor de A


política. Ao contrário de Platão – de quem foi discípulo, antes do rompimento com o
mestre, Aristóteles se concentrava no estudo das mutações do mundo material:
nascimento, transformação e destruição. A política aristotélica é essencialmente unida à
moral, pois:

b.
O fim último do estado é a virtude, isto é, a formação moral dos cidadãos e o conjunto
dos meios necessários para isso.

Resposta: B

Comentário : A política é distinta da moral, porquanto esta tem como objetivo o


indivíduo, aquela tem a coletividade. A ética é a doutrina moral individual; a política é
a doutrina moral social. Desta ciência trata Aristóteles precisamente em A política, de
que acima se falou.

 Pergunta 7

Leia o texto e escolha a alternativa correta entre as apontadas a seguir.

“É evidente, pois, que a cidade faz parte das coisas da natureza, que o homem é
naturalmente um animal político, destinado a viver em sociedade, e que aquele que,
por instinto, e não porque qualquer circunstância o inibe, deixa de fazer parte de uma
cidade, é um ser vil ou superior ao homem [...].”
(ARISTÓTELES. A política. Trad. de Nestor Silveira Chaves. Rio de Janeiro: Ediouro,
1997, p.13.)
Com base no texto de Aristóteles, é correto afirmar que:

d.
O texto alude à ideia aristotélica de que o homem é um animal político por natureza,
mas quando o homem renega a coletividade, ele se torna vil ou divino.

Resposta: D

Comentário: Aristóteles observa que o homem é um ser que necessita de coisas e


dos outros, sendo, por isso, carente e imperfeito, buscando a comunidade para
alcançar a completude. E a partir disso ele deduz que o homem é naturalmente
político.

 Pergunta 8

Na história do pensamento grego houve uma fase muito particular que foi muito
importante, mas de duração relativamente curta: o período dos sofistas. Esse período
compreendeu os séculos V e IV a.C. e envolveu poucos, porém grandes intelectuais,
pensadores e cientistas. Os sofistas se caracterizavam, mais do que por terem ideias
comuns, por uma identidade de pontos de vista e pelo emprego do mesmo método. Eles
afastavam a ideia de uma verdade universal e os princípios abstratos da justiça. Outra
diferença fundamental separa Sócrates dos sofistas: enquanto aqueles se consideravam
sábios, profundamente conhecedores de várias matérias e, justamente por essa razão,
se faziam pagar pelos seus ensinamentos, Sócrates defendia aquela fórmula tão célebre
quanto enigmática pela qual ficou para sempre conhecido: “Só sei que nada sei”. Ao
negar a existência de normas fixas que regem a conduta humana, os sofistas:

a.
Atacavam, por sua vez, os princípios racionais da natureza, que constituíam a base
da moral e da filosofia gregas.

Resposta: A

Comentário : Os sofistas recebiam pelos ensinamentos que ministravam, o que era


alvo da censura dos atenienses. Também Sócrates achava “vergonhoso vender o
saber, dizendo que o comércio da sabedoria não merecia menos ser chamado
prostituição que o tráfego da beleza” (BONNARD, 1980: 438). Sócrates comparava
os sofistas aos mercadores, que elogiam os produtos que vendem mesmo sem saber
se são bons ou não. Ao receberem pelos ensinamentos ministrados, os sofistas
forçaram o reconhecimento do caráter profissional do trabalho de professor. Essa é
uma dívida que a institucionalização da escola tem para com eles. No entanto, ao
serem pagos diretamente pelos alunos, ficavam sem condições de fazer uma seleção
entre os candidatos. Em geral, preferiam os filhos de famílias mais abastadas. A
analogia com o caráter seletivo da escola dos nossos dias é aqui tristemente visível.

 Pergunta 9

No período clássico, que vai do século V ao século IV a.C., a sociedade grega era
marcada por profundas desigualdades sociais. Embora houvesse diferenças na
organização social de cada cidade-estado, no geral, quase todas seguiam certo
padrão. Ela era formada por:

b.
Cidadãos (homens livres, nascidos nas cidades-estados), estrangeiros e escravos.

Resposta: B
Comentário : No período Clássico, que vai do século V até o IV a.C., a autonomia
política das várias cidades-estado da Grécia era visivelmente confrontada com o
aparecimento de grandes conflitos. No entanto, era formada por cidadãos (homens
livres, nascidos nas cidades-estados), estrangeiros (originários de outras cidades) e
escravos (principalmente prisioneiros de guerras, capturados e comercializados).

 Pergunta 10

Platão (428-347 a.C.), discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles, fundador da


Academia, é até hoje um dos filósofos mais importantes da história da Filosofia. Círculos
culturais e intelectuais no mundo inteiro dedicam-se a estudar sua obra. Sobre o modo
como Platão expressou seu pensamento, assinale a alternativa correta.
e.
Platão escreveu textos filosóficos na forma de diálogos.

Resposta: E

Comentário: Basicamente, suas obras eram escritas em forma de diálogos.


Curiosamente, esses diálogos não apresentam Platão como personagem principal, e
sim Sócrates. Por meio de sua obra, Platão passa muitos dos ensinamentos de seu
mestre. Em alguns momentos, dizem os estudiosos, é difícil saber se se trata de um
pensamento do próprio Platão ou de um pensamento de Sócrates transmitido por
Platão. : O filósofo Platão (427-347 a.C.) escreveu mais de 30 obras, como: O
banquete, Fédon, A república, Parmênides, O sofista, O político e As leis.

Unidade III

 Pergunta 1

“Para ganhar o favor popular, o candidato deve conhecer os eleitores por seu nome,
elogiá-los e bajulá-los, ser generoso, fazer propaganda e levantar-lhes a esperança de
um emprego no governo. [...]” Essas palavras de Cícero (106-43 a.C.) revelam:
d.
a existência de relações clientelistas.

 Pergunta 2

A partir do século III, o Império Romano entrou em declínio. Com o fim das guerras de conquista,
b.
fez surgir o colonato e provocou o êxodo urbano.

 Pergunta 3

Para Tomás de Aquino, filosofia e teologia são ciências distintas porque:


a.
filosofia se funda no exercício da razão humana, a teologia na revelação divina.

 Pergunta 4

Qual a alternativa correta sobre iluminação divina?


b.
A luz divina atua imediatamente sobre o intelecto humano, torna-o ativo para o
conhecimento das verdades eternas, que estão no interior do homem.

 Pergunta 1

“Os romanos se notabilizaram pela forma como organizaram sua sociedade,


regulamentada por um amplo conjunto de leis, necessário para a estabilidade do
Império. Sendo uma civilização multicultural, com fronteiras vastas e em constante
conflito, os códigos jurídicos e legislativos instituídos desde suas origens, até a queda
do Império do Oriente (565 d.C.), foram importantes para a organização administrativa
e social, tendo influenciado de forma marcante códigos jurídicos posteriores,
desenvolvidos especialmente em suas antigas áreas de influência/conquista, como foi
o caso das Ordens Régias portuguesas (Afonsinas, Manuelinas e Filipinas),
compiladas a partir do século XV, que, por sua vez, deram origem ao que viria ser o
Direito brasileiro [...].” Disponível em: <http://bravonline.abril.com.br/materia/o-legado-
romano-no-mundo-contemporaneo>
Ao lado do sistema jurídico, a organização política foi outra importante marca da
civilização romana e entre seus exemplos, temos:

c.
O Senado.

Resposta: C
Comentário: O Senado romano é uma das mais antigas instituições políticas
colegiadas, tendo origem em antigos conselhos de anciãos. Existente desde o
período monárquico (753 a.C. – 509 a.C.), o Senado ganhou mais importância a
partir do período republicano (510 a.C. – 27 a.C.), quando seus membros, os
senadores, deixaram de ser meros conselheiros do rei, passando a ser o centro do
governo romano, controlando as finanças públicas, a justiça e mesmo a religião. Já
com o Império (27 a.C.-476 d.C.), o Senado deixou novamente de ser o centro do
poder até se transformar em um órgão de administração municipal, por volta do
século III.


 Pergunta 2

(UFF 2010) A importância do filósofo medieval Tomás de Aquino reside principalmente


em seu esforço de valorizar a inteligência humana e sua capacidade de alcançar a
verdade por meio da razão. Discorrendo sobre a “possibilidade de descobrir a verdade
divina”, ele diz:

“As verdades que professamos acerca de Deus revestem uma dupla modalidade. Com
efeito, existem a respeito de Deus verdades que ultrapassam totalmente as
capacidades da razão humana. Uma delas é, por exemplo, que Deus é trino e uno. Ao
contrário, existem verdades que podem ser atingidas pela razão: por exemplo, que
Deus existe, que há um só Deus etc. Estas últimas verdades, os próprios filósofos as
provaram por meio de demonstração, guiados pela luz da razão natural”.

A partir dessa citação, identifique a opção que melhor expressa esse pensamento de
Tomás de Aquino.

d.
Mesmo limitada, a razão humana é capaz de alcançar por seus meios naturais
certas verdades.

Resposta: D
Comentário: Depois de oito séculos marcados por uma filosofia voltada para a
resignação, a intuição e a revelação divina, a Idade Média cristã chegou a um ponto
de tensão ideológica que levou à inversão quase total desses princípios. O
personagem-chave da reviravolta foi São Tomás de Aquino (1225-1274), o grande
nome da filosofia escolástica, cujo pensamento privilegiou a atividade, a razão e a
vontade humana. Segundo Tomás de Aquino, em “Súmula contra os gentios”, enfim,
a razão e fé puderam ser harmonizadas, apesar de serem distintas, mesmo no que
diz respeito às verdades que podem alcançar. Ele afirma, “com efeito, existem a
respeito de Deus verdades que ultrapassam totalmente as capacidades da razão
humana. Uma delas é, por exemplo, que Deus é trino e uno. Ao contrário, existem
verdades que podem ser atingidas pela razão: por exemplo, que Deus existe, que
há um só Deus etc. Estas últimas verdades, os próprios filósofos as provaram por
via demonstrativa, guiados que eram pelo lume da razão natural.”

 Pergunta 3

(UFF 2011) Na Idade Média considerava-se que o ser humano podia alcançar a
verdade por meio da fé e também por meio da razão. Ao mesmo tempo, o poder
religioso (Igreja) e o poder secular (Estado) mantinham relacionamento político tenso e
difícil. O filósofo Tomás de Aquino desenvolveu uma concepção destinada a conciliar
FÉ e RAZÃO, bem como IGREJA e ESTADO.
De acordo com as ideias desse filósofo:

a.
A Igreja e o Estado são, em certa medida, conciliáveis.

Resposta: A
Comentário: Tomás de Aquino é uma figura simbólica de seu tempo na medida em
que representou como ninguém a tensão entre a tradição cristã medieval e a cultura
que se formava no interior de uma nova sociedade. A relação entre razão e fé está
no centro dos interesses do filósofo. Para ele, embora esteja subordinada à fé, a
razão funciona por si mesma, segundo as próprias leis. Ou seja, o conhecimento
não depende da fé nem da presença de uma verdade divina no interior do indivíduo,
mas é um instrumento para se aproximar de Deus. As relações entre Igreja e
Estado, na Idade Média, estão intrinsecamente vinculadas à essência da tradição
europeia, que tem como fonte a Antiguidade, pagã e cristã. Essa tradição no
Ocidente fez da Europa uma comunidade de civilização, que subsistiu sempre e
nem as posteriores divisões políticas, no decorrer dos séculos, conseguiram alterar.
Pode até afirmar-se, sem exagero, que a própria União Europeia entronca nela a
sua verdadeira gênese e é dela inseparável.

 Pergunta 4

(UFF 2012) A grande contribuição de Tomás de Aquino para a vida intelectual foi a de
valorizar a inteligência humana e sua capacidade de alcançar a verdade por meio da
razão natural, inclusive a respeito de certas questões da religião. Discorrendo sobre a
“possibilidade de descobrir a verdade divina”, ele diz que há duas modalidades de
verdade acerca de Deus. A primeira refere-se a verdades da revelação que a razão
humana não consegue alcançar, por exemplo, entender como é possível Deus ser uno
e trino. A segunda modalidade é composta de verdades que a razão pode atingir, por
exemplo, que Deus existe. A partir dessa citação, indique a afirmativa que melhor
expressa o pensamento de Tomás de Aquino.

c.
Mesmo limitada, a razão humana é capaz de alcançar certas verdades por seus
meios naturais.

Resposta: C
Comentário: S. Tomás de Aquino foi quem melhor expressou as vias para o
conhecimento racional de Deus (5 vias): movimento, primeiro Motor. Causas
eficientes: causa primeira; contingência - Ser Necessário por si mesmo; graus de
perfeição - Ser Perfeito por essência; finalidade - Ser pelo qual todas as coisas se
ordenam a um fim. Outra via natural para o conhecimento de Deus é o próprio
homem: “Com a sua abertura à verdade e à beleza, com o seu sentido do bem
moral, com a sua liberdade e a voz da sua consciência, com a sua ânsia de infinito e
de felicidade, o homem interroga-se sobre a existência de Deus”. As atitudes
humanas que levam ao conhecimento de Deus implicam sinceridade e retidão no
coração do homem.

 Pergunta 5

(Uncisal, 2011) Uma das preocupações de certa escola filosófica consistiu em provar
que as ideias platônicas ou os gêneros e espécies aristotélicos são substâncias reais,
criadas pelo intelecto e vontade de Deus, existindo na mente divina. Reflexões dessa
natureza foram realizadas majoritariamente no período da história da filosofia:
c.
Medieval.

Resposta: C
Comentário: Entre os problemas que o mundo ocidental viu surgir com o
aparecimento do cristianismo e que a Idade Média herdou, mas que eram
desconhecidos e até incompreensíveis para toda a Antiguidade clássica, estão a
nova noção cristã de humanidade, a distinção entre o espiritual e o temporal e o
aparecimento da Igreja como autoridade fora dos quadros do Estado. Esse encontro
das duas culturas, protagonizadas pela razão e pela fé, efetuou-se, principalmente
com São Tomás de Aquino, que foi um dos melhores transmissores do humanismo
pagão, e desde então jamais deixaram de exercer uma sobre a outra uma influência
profunda. Mas quer se tenham oposto ou unido, constituem dois elementos
constantes da tradição europeia, pelo que o período medieval é uma época de
unidade espiritual, moral e até material, fazendo da Europa uma comunidade de
civilização, mas não uma comunidade política. Ao contrário da Época Moderna, cuja
característica principal é definitivamente a divisão política, embora sem
comprometer a comunidade de civilização.

 Pergunta 6

A grande desigualdade de direitos entre patrícios e plebeus provocou uma série de


lutas sociais em Roma, durando cerca de dois séculos. Para retornar ao serviço militar
romano, os plebeus fizeram várias exigências aos patrícios. Por exemplo: deveria ser
criado um Comício da Plebe, presidido por um tribuno da plebe. A pessoa do tribuno da
plebe seria inviolável. Ele teria também poderes especiais para cancelar a aprovação
de quaisquer decisões do governo que prejudicassem os interesses da plebe. Em 470
a.C., os plebeus conseguiram que os patrícios reconhecessem a autoridade dos
tribunos da plebe. Até aproximadamente 300 a.C., os plebeus continuaram sua luta e
foram conquistando direitos que lhes garantiam igualdade com os patrícios perante a
lei. Além das conquistas mencionadas, os plebeus conquistaram:

b.
O fim da escravidão por dívidas, a igualdade civil (liberação de casamento entre
plebeus e patrícios), igualdade religiosa (direito de atuarem como sacerdotes) e a
ampliação de direitos políticos (eleger representantes para diversos cargos
políticos).

Resposta: B
Comentário: A ascensão econômica da plebe levou esse grupo a exigir o direito de
intervir no Estado Romano. Progressivamente, a plebe foi conquistando espaços de
participação na política romana. Primeiro, o direito de eleger os tribunos da plebe,
que tinham o poder de vetar qualquer decisão do Senado; segundo, o fim da
escravidão por dívidas e a instituição das leis escritas; terceiro, a igualdade religiosa
e o casamento interclasses, que levou ao fim das classes sociais e o direito de
qualquer grupo social romano de integrar o Senado ou qualquer cargo das
magistraturas romanas.

 Pergunta 7

De todos os pensadores romanos que deixaram sua contribuição ao estudo da filosofia


do Direito, quem se destaca é, sem dúvida, Marco Túlio Cícero (106-43 a.C.), homem
de imensa versatilidade e talento e de incontestável importância para o estudo da
Política e do Direito. Entre as obras políticas de Cícero, salientam-se a “De República”,
de inspiração platônica, que disserta sobre o problema da forma de governo e conclui
que o melhor governo é:

b.
A república romana.

Resposta: B
Comentário: Cícero foi um político de reconhecida atuação durante a fase mais
violenta e incerta da era republicana romana. Seus escritos, tratados e estudos
produzidos durante esse período evidenciam mais que a simples defesa do regime
republicano e de suas instituições: suas obras destacam principalmente a
importância da manutenção do poder aristocrático como fundamento da ordem
republicana. De sua ampla produção intelectual, duas obras se destacam nesse
sentido: o De republica (“Da República”), escrito entre os anos de 54-52 a.C., e o De
Legibus (“Das Leis”), escrito entre 51-43 a.C. No primeiro livro, Cícero expôs suas
reflexões político-filosóficas sobre o regime de governo republicano romano,
centrando sua argumentação na defesa do caráter aristocrático dessas instituições.
Já na segunda obra, considerada como uma continuação da primeira, Cícero
apresenta suas reflexões sobre o ordenamento jurídico romano existente, pautado
na primazia do poder político senatorial como fator de estabilidade e ordem para a
república romana.

 Pergunta 8

Leia com atenção o texto a seguir e indique qual das cinco vias da prova da existência
de Deus, elaboradas por Tomás de Aquino, está incorreta.

“Nos três primeiros artigos da 2ª questão da Suma de Teologia, Tomás de Aquino


discute sobre a existência de Deus. Suas conclusões são: 1) a existência de Deus não
é autoevidente, sendo preciso demonstrá-la; 2) a existência de Deus não pode ser
demonstrada a partir de sua essência (pois isso ultrapassa a nossa capacidade de
conhecimento); 3) a existência de Deus pode ser demonstrada, contudo, a partir de
seus efeitos, isto é, a partir da natureza criada podemos conhecer algo a respeito do
seu Criador. A partir disso, ele desenvolve cinco argumentos ou vias segundo as quais
se pode mostrar, a partir dos efeitos, que Deus existe.”
(Adaptado de: MARCONDES, Danilo. “Iniciação à história da filosofia”. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 2000, p. 126-130).

d.
Qualquer pessoa que consiga compreender os argumentos das cinco vias
conhecerá, com certeza evidente, a essência de Deus.

Resposta: D
Comentário: Profundamente influenciado por Aristóteles, Tomás de Aquino
sustenta que nada está na inteligência que não tenha estado antes nos sentidos,
razão pela qual não podemos ter de Deus, imediatamente, uma ideia clara e
distinta. Assim, para provar a existência de Deus, o filósofo procede a posteriori,
partindo não da ideia de Deus, mas dos efeitos por ele produzidos, formulando cinco
argumentos, cinco vias: 1) o movimento existe e é uma evidência para os nossos
sentidos; ora, tudo o que se move é movido por outro motor; se esse motor, por sua
vez, é movido, precisará de um motor que o mova, e, assim, indefinidamente, o que
é impossível se não houver um primeiro motor imóvel, que move sem ser movido,
que é Deus; 2) há uma série de causas eficientes, causas e efeitos, ao mesmo
tempo; ora, não é possível remontar indefinidamente na série das causas; logo, há
uma causa primeira, não causada, que é Deus; 3) todos os seres que conhecemos
são finitos e contingentes, pois não têm em si próprios a razão de sua existência –
são e deixam de ser; ora, se são todos contingentes, em determinado tempo
deixariam todos de ser e nada existiria, o que é absurdo; logo, os seres
contingentes implicam o ser necessário, ou Deus; 4) os seres finitos realizam todos
determinados graus de perfeição, mas nenhum é a perfeição absoluta; logo, há um
ser sumamente perfeito, causa de todas as perfeições, que é Deus; 5) a ordem do
mundo implica em que os seres tendam todos para um fim, não em virtude de um
acaso, mas da inteligência que os dirige; logo, há um ser inteligente que os dirige;
logo, há um ser inteligente que ordena a natureza e a encaminha para seu fim; esse
ser inteligente é Deus.

 Pergunta 9

Para São Tomás de Aquino, o homem é corpo e alma inteligente, incorpórea (ou
imaterial) e se encontra, no universo, entre os anjos e os animais. Princípio vital, a
alma é o ato do corpo organizado que tem a vida em potência. Contestando o
platonismo e a tese das ideias inatas, Tomás de Aquino observa que se a alma tivesse
de todas as coisas um conhecimento inato, não poderia esquecê-lo e, sendo natural
que esteja unida a um corpo, não se explica por que seja o corpo a causa desse
esquecimento. Conhecer, para Tomás de Aquino, não é se lembrar, como
pretendia Platão, mas extrair, por meio do intelecto agente, a forma universal que se
acha contida nos objetos sensíveis e particulares. Do conhecimento depende o apetite
ou o desejo, inclinação da alma pelo bem. Para Santo Tomás de Aquino, filosofia e
teologia são ciências distintas porque:
a.
A filosofia se funda no exercício da razão humana e a teologia na revelação divina.

Resposta: A
Comentário: Profundamente influenciado por Aristóteles, Tomás de Aquino
sustenta que nada está na inteligência que não tenha estado antes nos sentidos,
razão pela qual não podemos ter de Deus, imediatamente, uma ideia clara e
distinta. Assim, para provar a existência de Deus, o filósofo procede a posteriori,
partindo não da ideia de Deus, mas dos efeitos por ele produzidos. Seguindo
Aristóteles, Tomás de Aquino diz que, para o homem, o bem supremo é a felicidade,
que não consiste na riqueza, nem nas honrarias, nem no poder, em nenhum bem
criado, mas na contemplação do absoluto, ou visão da essência divina, realizável
somente na outra vida e com a graça de Deus, pois excede as forças humanas.

 Pergunta 10

Santo Agostinho (354-430) é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento


do cristianismo
no Ocidente. Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval.
Ele viveu em dias conturbados para o Império Romano, que estava em franco declínio.
A estrutura política do mundo estava se transformando de modo acelerado para dar
lugar a outra. Os pagãos atribuíam as desventuras que ocorriam ao abandono dos
deuses e ao cristianismo. Santo Agostinho empreendeu uma enorme obra apologética,
na qual expôs todo o sentido da história. Qual o nome dessa obra?

Resposta Selecionada: e.
“Cidade de Deus” ( De civitate Dei).

Resposta: E
Comentário: Santo Agostinho (354 - 430 d.C) foi um filósofo, escritor, bispo e
teólogo cristão responsável pela elaboração do pensamento cristão medieval e da
filosofia patrística. Na sua visão católica da história, Santo Agostinho nos fala sobre
as duas cidades: a de Deus e a do homem. Na cidade de Deus, fundada sobre o
amor a Deus levado ao desprezo de si próprio, e a dos homens, fundada sobre o
amor próprio levado ao desprezo de Deus. Essas cidades foram fundadas no livro
do Gênesis por Caim e Abel. Caim criando uma cidade na Terra, e Abel, que não
criou nenhuma cidade na Terra, mas fundou a celeste. Para Santo Agostinho, a
primeira cidade está destinada a sofrer a pena eterna com o diabo e a segunda a
reinar eternamente com Deus.

Unidade IV
 Pergunta 1

Nicolau Maquiavel (1469 - 1527). Em O príncipe, ele dizia que:

a.
O chefe de Estado deve ser um chefe de exército. O Estado em guerra deve
renunciar a todo sentimento de humanidade.

 Pergunta 2

Nicolau Maquiavel foi diferente dos teólogos medievais e de seus contemporâneos ao


fundamentar as suas teorias políticas, porque partiu:

d.
Da experiência real do seu tempo para fundamentar o seu pensamento político.

 Pergunta 3

No século XVI, Maquiavel escreveu O príncipe, reflexão sobre a monarquia e a função


do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na:

e.
Conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.

 Pergunta 4

Segundo O príncipe, de Maquiavel, toda cidade está dividida em dois desejos opostos:

Resposta a.
Selecionada: O desejo dos grandes de oprimir e comandar e o desejo do povo
de não ser oprimido nem comandado.

 Pergunta 1

(Enem, 2010) “O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel,
se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos
duros poderá ser mais clemente de outros que, por muita piedade, permitem os
distúrbios que levam ao assassinato e ao roubo.” MAQUIAVEL, N. O príncipe, São
Paulo: Martin Claret, 2009.
No século XVI, Maquiavel escreveu O príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a função
do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na:
e.
Conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.
Resposta: E
Comentário: Segundo Maquiavel, a moral política é marcada pela necessidade de
atingir seus propósitos. Assim, a função do príncipe é governar e manter a ordem
social, sem se preocupar com a imagem que possam formar de sua pessoa, com a
reputação de cruel. Maquiavel defendia o poder absolutista do Estado, com o poder
concentrado nas mãos do governante.

 Pergunta 2

(Faap) Principalmente a partir do século XVI, vários autores passam a desenvolver


teorias justificando o poder real. São os legistas que, por doutrinas leigas ou religiosas,
tentam legalizar o Absolutismo. Um deles é Maquiavel: afirma que a obrigação
suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. Para
isso, deve usar de todos os meios disponíveis, pois “os fins justificam os meios”.
Professou suas ideias na famosa obra:
d.
O Príncipe.
Resposta: D
Comentário: Na obra O príncipe, Maquiavel propugnou uma prática política para
conquista, manutenção e utilização do poder político, determinante do êxito a
qualquer custo.
 Pergunta 3

(Mackenzie) O florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527) rompeu com a religiosidade


medieval, estabelecendo nítida distinção entre a moral individual e a moral pública. Em
seu livro O príncipe, preconizava que:
a.
O chefe de Estado deve ser um chefe de exército. O Estado em guerra deve
renunciar a todo sentimento de humanidade. O equilíbrio das forças está inscrito
nos tratados. Mas os chefes de Estado não devem hesitar em trair sua palavra ou
violar sua assinatura no interesse do Estado.
Resposta: A
Comentário: Em face do contexto em que Maquiavel viveu, ele vislumbrava a
necessidade de unificação e de regeneração políticas, oportunamente promovidas
por um governante capaz de constituir um Estado na Itália. A política, para
Maquiavel, significava a conquista, a manutenção e a utilização do poder político.

 Pergunta 4
(UEL, 2003) “Sendo, portanto, um príncipe obrigado a bem servir-se da natureza da
besta, deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão, pois este não tem defesa
alguma contra os laços, e a raposa contra os lobos. Precisa, pois, ser raposa para
conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Os que se fizerem unicamente de
leões não serão bem-sucedidos. […] E há de se entender o seguinte: que um príncipe,
e especialmente um príncipe novo, não pode observar todas as coisas a que são
obrigados os homens considerados bons, sendo frequentemente forçado, para manter
o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião.” (MAQUIAVEL,
Nicolau. O príncipe 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. p.74-75).
A partir do texto de Nicolau Maquiavel, identifique a afirmativa, entre as indicadas a
seguir, que esteja em desacordo com seu pensamento sobre a noção do poder própria
ao governante.
c.
A sobrevivência do poder depende das virtudes da fé e da religião.
Resposta: C
Comentário: A nova ética abordada por Maquiavel analisa as ações não mais em
função de uma hierarquia de valores dada a priori, mas sim em vista das
consequências dos resultados da ação política. Para Maquiavel, portanto, a avaliação
moral não deve ser feita antes da ação política, segundo normas gerais e abstratas,
mas a partir de uma situação específica e em função do resultado dela.

 Pergunta 5

(UEL, 2004) “O maquiavelismo é uma interpretação de O príncipe, de Maquiavel, em


particular a interpretação segundo a qual a ação política, ou seja, a ação voltada para a
conquista e conservação do Estado, é uma ação que não possui um fim próprio de
utilidade e não deve ser julgada por meio de critérios diferentes dos de conveniência e
oportunidade. ” (BOBBIO, Norberto. Direito e Estado no pensamento de Emanuel Kant.
Trad. de Alfredo Fait. 3.ed. Brasília: Editora da UNB, 1984. p.14.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, para Maquiavel, o poder
político é:
a.
Independente da moral e da religião, devendo ser conduzido por critérios restritos
ao âmbito político.
Resposta: A
Comentário: A leitura apressada da obra O príncipe levou à criação do mito do
maquiavelismo, que tem atravessado séculos. Na verdade, Maquiavel discorre
sobre a necessidade de o governante ter o apoio do povo, sempre melhor do que o
apoio dos grandes, que podem ser traiçoeiros.

 Pergunta 6

(UEL, 2005) “A escolha dos ministros por parte de um príncipe não é coisa de pouca
importância: os ministros serão bons ou maus de acordo com a prudência que o
príncipe demonstrar. A primeira impressão que se tem de um governante e da sua
inteligência é dada pelos homens que o cercam. Quando estes são eficientes e fiéis,
pode-se sempre considerar o príncipe sábio, pois foi capaz de reconhecer a
capacidade e manter fidelidade. Mas quando a situação é oposta, pode-se sempre dele
fazer mau juízo, porque seu primeiro erro terá sido cometido ao escolher os
assessores”. (MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Trad. de Pietro Nassetti. São Paulo:
Martin Claret, 2004. p.136.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre Maquiavel, é correto afirmar que:
e.
Um príncipe e seu governo são avaliados também pela escolha dos ministros.
Resposta: E
Comentário: O pensamento de Maquiavel nos leva à reflexão sobre a situação
dramática e ambivalente do governante; se aplicar de forma inflexível o código
moral que rege sua vida pessoal à vida política e, consequentemente, na escolha de
seus ministros.

 Pergunta 7

(UEL, 2005) Em O príncipe, Maquiavel (1469-1527) formulou ideias e conceitos que


firmaram a sua reputação de fundador da Ciência Política moderna. Entre elas pode-se
citar os aspectos relacionados às ações políticas dos governantes e à dominação das
massas. Para ele, a política deveria ser compreendida pelo governante como uma esfera
independente dos pressupostos religiosos que, até então, a impregnavam. Ao propor a
autonomia da política (esfera da vida pública e da ação dos dirigentes políticos) sobre a
ética (esfera da vida privada e da conduta moral dos indivíduos), é legítimo afirmar que
Maquiavel não deixou, entretanto, de reconhecer e valorizar a religião como uma
importante dimensão da vida em sociedade. Segundo Maquiavel, a religião dos súditos
deveria ser objeto de análise atenta por parte do governante. Sobre a relação entre
política e religião, de acordo com Maquiavel, é correto afirmar que:
d.
A religião dos súditos é sempre um instrumento útil nas mãos dopríncipe, o qual
deve aparentar ser virtuoso em matéria religiosa.
Resposta: D
Comentário: A finalidade da política para Maquiavel não era, como propunham os
pensadores gregos, romanos e cristãos, a justiça e o bem comum, mas a conquista,
a manutenção e a utilização do poder político. Para descrever a ação do príncipe,
Maquiavel usa as expressões italianas virtú e fortuna. Virtú significa virtude, no
sentido grego de força, valor, qualidade de lutador e guerreiro viril. Já a noção
de fortunasignifica ocasião, acaso. Para agir bem, o príncipe não deve deixar escapar
a fortuna, isto é, a ocasião oportuna. Neste aspecto, Maquiavel viu a religião dos
súditos sempre como um instrumento útil nas mãos do príncipe, o qual deve
apresentar ser virtuoso em matéria religiosa.

 Pergunta 8
(UEM, 2009) Leia o fragmento a seguir e assinale a alternativa correta.
“O príncipe eletrônico pode ser visto como uma das mais notáveis criaturas da mídia,
isto é, da indústria cultural. Trata-se de uma figura que impregna amplamente a
Política, como teoria e prática. Impregna a atividade e o imaginário de indivíduos e
coletividades, grupos e classes sociais, nações e nacionalidades em todo o mundo. Em
diferentes gradações, conforme as peculiaridades institucionais e culturais da política
em cada sociedade, o príncipe eletrônico influencia, subordina, transforma ou mesmo
apaga partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais, correntes de opinião,
legislativo, executivo e judiciário.” (IANNI, Octávio. O príncipe eletrônico. In: COSTA,
Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, p.296.)
Resposta e.
Selecionada: A expressão “príncipe eletrônico” está associada à concepção clássica
de política, construída por Nicolau Maquiavel e é utilizada no texto
acima como forma de destacar os processos de enfraquecimento do
poder do Estado Moderno na vida política contemporânea.
Feedback Resposta: E
da Comentário: A obra O príncipe, de Maquiavel, apresenta como
resposta: características: o realismo, em razão da sua fidedignidade com a
realidade manifesta; o pragmatismo, em razão da postura calculista
quanto aos resultados das ações propostas; e o empirismo, em razão da
importância atribuída ao conhecimento dos fatos históricos
e à experiência como referencial no sentido de evitar os mesmos erros
cometidos no passado pelos governantes. A noção de “príncipe
eletrônico” é uma expressão contemporânea associada à concepção
clássica de política construída por Maquiavel.

 Pergunta 9

Maquiavel esteve empenhado na renovação da política em um período ainda


dominado pela teologia cristã com os seus valores que atribuíam ao poder divino a
responsabilidade sobre os propósitos humanos. Em sua obra mestra, O príncipe,
escreveu: “Deus não quer fazer tudo para não nos tolher o livre-arbítrio e parte da
glória que nos cabe” (MAQUIAVEL, N. O príncipe. Tradução Lívio Xavier. São Paulo:
Nova Cultural, 1987. Coleção Os Pensadores. p.108). Assinale a alternativa que
fundamenta essa afirmação de Maquiavel.
Resposta b.
Selecionada: A conquista e a posse do poder político não é uma dádiva de Deus.
É preciso que o príncipe saiba agir, valendo-se das oportunidades
que lhe são favoráveis, e com firmeza alcance a sua finalidade.
Feedback da Resposta: B
resposta: Comentário: O seu significado seria que ao príncipe é dada toda
autoridade para fazer o que for preciso para manter sua autoridade.

 Pergunta 10
No início do século XVI, Maquiavel escreveu O príncipe – uma célebre análise do poder
político, apresentada sob a forma de lições dirigidas ao príncipe Lorenzo de Médicis.
Assim,justificou Maquiavel o caráter professoral do texto: “Não quero que se repute
presunção ao fato de um homem de baixo e ínfimo estado discorrer e regular sobre o
governo dos príncipes; pois assim como os [cartógrafos] que desenham os contornos
dos países se colocam na planície para considerar a natureza dos montes, e para
considerar a das planícies ascendem aos montes, assim também, para conhecer bem a
natureza dos povos, é necessário ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes é
necessário ser do povo.” Tradução de Lívio Xavier, adaptada. Ao justificar a autoridade
com que pretende ensinar um príncipe a governar, Maquiavel compara sua missão à de
um cartógrafo para demonstrar que:

a.
O poder político deve ser analisado tanto do ponto de vista de quem o exerce
quanto do de quem a ele está submetido.
Resposta: A
Comentário: Maquiavel subverte abordagem tradicional da teoria política feita pelos
gregos e medievais. Este se alia à tendência utilitarista, pela qual pretende
desenvolver uma teoria voltada para a ação eficaz e imediata. Maquiavel percebe
que o conflito é um fenômeno inerente à atividade política e que está se faz
justamente a partir da conciliação de interesses divergentes. Portanto, segundo
Maquiavel, o poder político deve ser analisado tanto do ponto de vista de quem o
exerce quanto do de quem a ele está submetido.