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Resumos

Natanael Igor

May 14, 2019

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1 Resistência
Considere um condutor de área de seção transver-
sal A conduzindo uma corrente I. A densidade
de corrente J no condutor e definida como a
corrente por área unitária. Visto que a corrente
I = nqvdA
a densidade de corrente é
I
J ≡ = nqvd
A
onde J tem unidades do SI de ampères por metro
quadrado. Está expressão é válida apenas se a
densidade de corrente for uniforme , e
somente se a superfície da área de seção transver-
sal A for perpendicular ao sentido da corrente.
Densidade de corrente e campo elétrico são esta-
belecidos em um condutor sempre que a diferença
de potencial é mantida entre as extremidades do
condutor. Em alguns mateiras, a densidade de
corrente é proporcional ao campo elétrico:
J = σE
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onde a constante de proporcionalidade σ é chamada
de condutividade do condutor. Os materias
cujas características são descritas por J = σE
comportam-se de acordo com a Lei de Ohm .
Mais especificamente a lei diz:

NO CASO DE MUITOS MATERIAIS(INCLU


INDO A MAIORIA DOS METAIS), A RAZÃO
ENTRE A DENSIDADE DE CORRENTE E O
CAMPO ELÉTRICO É UMA CONSTANTE σ
QUE É INDEPENDENTE DO CAMPO
ELÉTRICO QUE PRODUZ A CORRENTE.

Materiais que demostram está relação simples


entre E e J são chamados ôhmicos. Experimen-
talmente, no entanto, sabe-se que nem todos os
materiais tem esta propriedade. Materiais e dis-
positivos cujo o comportamento não é determi-
nado pela relação de Ohm SÃO chamados de
não ôhmicos. Está "lei" não é uma lei fundamen-
tal da natureza, mas sim uma relação empírica,
válida, para alguns materiais. Considere um seg-
mento de fio reto de área de seção uniforme A
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Figure 1: Um condutor uniforme de comprimento
l e área de seção transversal A

e comprimento l. Uma diferença de potencial


∆V = Vb − Va é mantida entre as extremidades
do fio, criando neste um campo elétrico e uma cor-
rente. Se supusermos que o campo é uniforme, a
relação entre a diferença de potencial e o campo
será definida por

∆V = El.
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Portanto, podemos expressar a densidade de cor-
rente no fio como
∆V
J = σE = σ
l
I
Visto que J = A a DDP entre as extremidades
do fio é
l I l l
 

∆V = J = = I
 
 
 

σ Aσ σA
 

l
A grandeza Aσ é chamada de resistência do con-
l
dutor (R ⇒ R = Aσ ), definida como a razão da
DDP entre as extremidades de um condutor e a
corrente neste condutor:
∆V
R≡
I

o inverso da condutividade é a resistividade


ρ:
1
ρ=
σ
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Figure 2: Analogia da Resistência

onde ρ tem unidades Ω · m. Visto que


l l
R= ⇐⇒ R = ρ
σA A

Cada material ôhmico tem resistividade car-


acterística que depende das propriedades do
material e da temperatura. Além disso
l
podemos constatar pela equação R = ρ que
A
a resistência de uma amostra depende da geome-
tria, bem como a resistividade.

Um condutor ideal teria resistividade


zero, é um isolante ideal, resistividade
infinita.
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Resistividade é a propriedade de uma sub-
stância, equanto a resistência é a de um corpo.

Os materiais e dispositivos ôhmicos tem re-


lação corrente-DDP linear em uma ampla faixa
de DDPs aplicadas. A inclinação da curva de I
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em função de ∆V é na região linear é . Mate-
R
riais não ôhmicos tem relação corrente-DDP não
linear.

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Figure 3: A) Curva Ix∆V . A curva é linear e
a inclinação é o inverso da resistência do condu-
tor. B) curva não linear para dispositivos não
ôhmicos.

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2 Resistência e temperatura
Em uma faixa limitada de temperatura, a
resistividade de um condutor varia de modo
aproximadamente linear com a temperatura, de
acordo com a expressão

ρ(T ) = ρ0 [1 + α (T − T0)]

onde o ρ é a resistividade a uma determinada


temperatura T ( em graus Celsius); ρ0 é a re-
sistividade a uma determinada temperatura de
referência T0 (em geral, 200C); e α é o coefi-
ciente da temperatura de resistividade.

ρ(T ) = ρ0 [1 + α (T − T0)]
1 ∆ρ
⇐⇒ α =
ρ0 ∆T

Uma vez que a resistência é proporcional à


resitividade , a variação da resistência de uma
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amostra é

R = R0 [1 + α (T − T0)]

onde R0 é a resistência para a temperatura T0.

No caso de alguns metais como o cobre, a


resistividade é aproximadamente proporcional à
temperatura, como mostra a figura. Entretanto,
sempre existe uma região não linear a temperat-
uras muito baixas e , em geral, a resistividade
alcança algum valor finito quando a temper-
atura se aproxima do zero absoluto. Essa resis-
tividade residual próxima do zero absoluto é cau-
sado primeiramente com as colisão dos elétrons
com as impurezas e imperfeições do metal. Em
constrate, a resistividade à alta temperatura (região
linear) é predominantemente caracterizada pela
colisão dos elétrons e os átomos do metal.

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Figure 4: A medida que T se aproxima do zero
absoluto, a resistividade se aproxima de um valor
finito ρ0

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