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Necessidade histórica do conhecimento

científico: a importância da lógica e do método


geométrico

SISTEMATIZAÇÃO – cap. I

Obra: SÁNCHEZ GAMBOA, Silvio. Projetos de Pesquisa, fundamentos lógicos: a dialética entre perguntas e
respostas, Chapecó-SP: Argos, 2013. 41 – 86 p.

Profa. Dra. Kátia Oliver de Sá


EPISTEMOLOGIA

– O conceito de epistemologia tem sua origem na


composição grega episteme (conhecimento) e
logos, (razão, explicação) e significa o estudo da
natureza do conhecimento, a sua justificação e
seus limites. (AUDI, 2004).

– Essas três dimensões são representadas pelas


controvérsias filosóficas acerca da possibilidade,
das fontes, da essência e dos critérios de validade
de um conhecimento sistemático (Episteme),
•A episteme (ou a ciência) tem o imperativo de
explicitar e justificar os métodos ou os caminhos e
formas da elaboração dos resultados da própria
ciência para verificar se diferenciam dos saberes
fundados nas tradições e no senso comum
(Doxa) e na razão mítica e nas religiões (Mitus).
– A necessidade de aprofundamento dos estudos
sobre a produção científica em educação se justifica
nos limites dos estudos descritivos e na
necessidade de procurar os fundamentos lógicos e
epistemológicos da pesquisa.

– Os estudos epistemológicos, situados no campo


fronteiriço entre a ciência e a filosofia, segundo
Bachelard (1989), se desenvolvem quando o
cientista toma consciência dos fundamentos das
suas investigações.
O CAMPO DA
EPISTEMOLOGIA

EPISTEMOLOGIA

CIÊNCIA FILOSOFIA

• O pesquisador, além de elaborar conhecimentos e produzir


resultados, elabora também uma filosofia porque em toda
prática explícita dos pesquisadores existe uma filosofia
implícita.
– Como abordar as relações entre ciência e filosofia?
– Uma possibilidade pode estar na constituição do campo da
epistemologia.
•O conceito de abordagem epistemológica deriva-se do
termo “epistemologia” que significa literalmente teoria da
ciência.

•A teoria da ciência, ou meta-ciência, se refere a estudos


que vêm a posteriori da prática científica e que tem por
objeto à mesma, interrogando-a, a partir de seus princípios,
seus fundamentos, seus métodos, seus resultados e seus
critérios de validade.
– A análise epistemológica se localiza num campo
comum entre a filosofia e a ciência.

– A análise da ciência se faz não a partir dos limites da


própria ciência ou de seus critérios de validade, mas
considerando outros campos de conhecimento, como,
as teorias do conhecimento, a filosofia, a sociologia, a
história (ex: Filosofia da ciência, Filosofia da história,
História da história, etc).
A produção científica se refere a uma das formas de
elaborar respostas sistematizadas sobre as problemáticas
surgidas do mundo das necessidades históricas da
humanidade e racionalizadas através de indagações,
questões e perguntas.

A produção do conhecimento científico se expressa na


relação lógica entre uma pergunta e uma resposta

P --- R
NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO DAS PERGUNTAS
(história da humanidade)
DAS PERGUNTAS ÀS RESPOSTAS

Mistério Intuições

?
Curiosidades Suposições

Suspeitas Conjeturas

Dúvidas Hipóteses

Indagações Saberes

Questões Certezas

PERGUNTA CIENTÍFICA RESPOSTA CIENTÍFICA


Pressupostos:

➢ Toda pergunta é plausível de ser formulada quando as condições para a sua resposta estão
dadas;
➢ As respostas se encontram no mesmo lugar e contexto nos quais se originaram as perguntas;
➢ Existem respostas para todas as perguntas.
✓ Desde os primórdios dos tempos da filosofia, foram diferenciados os diversos tipos de respostas,
considerando os pressupostos colocados.

TIPOS DE RESPOSTAS

Sem explicação do caminho Disciplinadas


(sem método) (explicitando o método)

Razão mítica Sabedoria Busca não


Dúvida haver dúvidas
(mythos) (sofia)

Saber opinativo Dúvida Ciência


(doxa) (episteme) Tem veracidade

Saber metododicamente organizado e teoricamente fundamentado.


A EPISTEME (CIÊNCIA) ALTERA RADICALMENTE A FORMA DE ELABORAÇÃO
DE PERGUNTAS E RESPOSTAS

A forma de diferenciar os tipos de respostas são produzidas, exigindo-se poder de


argumentação (logos) e da socialização entre os semelhantes (hómoloi), a explanação do
caminho (methodos) percorrido na elaboração da resposta.

Mas ...

Se considerarmos o pressuposto geral de que todas as


perguntas têm respostas, cabe indagar se todas as respostas
têm um mesmo grau de veracidade ou validade.
PROCESSO DA PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

DISCIPLNARIDADE DO RACIOCÍNIO LÓGICO

SUJEITO INDAGADOR
(homens e mulheres)
res cogitans

CONDIÇÕES MÉTODO
(espaço, tempo e movimento) (caminho da relação)

OBJETO
PROBLEMATIZADO
(fenômenos / fatos da
realidade)
Res cogitans
QUEM INDAGA SOBRE O QUÊ?
QUAL A RELAÇÃO COGNITIVA ESTABELECIDA NA LÓGICA DA
RELAÇÃO PERGUNTA E RESPOSTA?

SUJEITO
concreto

Mundo real
(contexto do objeto) MÉTODO

OBJETO
concreto

MUNDO DAS NECESSIDADES


REAIS PERGUNTA E RESPOSTA
Elementos constitutivos da relação CIENTÍFICA (EPISTEME) SUJEITO,
OBJETO, MÉTODO E RESPOSTA

MÉTODO

SUJEITO OBJETO

RESPOSTA

TOTALIDADE
(realidade)
PRINCÍPIOS DO CONHECIMENTOS CIENTÍFICO (EPISTEME) QUE PARTE DA RELAÇÃO
COGNITIVA – SUJEITO QUE PERGUNTA, OBJETO DA NECESSIDADE HUMANA E O
MÉTODO QUE FAZ A MEDIAÇÃO PARA OBTENÇÃO DE RESPOSTA

1. O papel do sujeito e a capacidade e habilidades que utiliza para buscar


respostas;

2. Busca as respostas dos fenômenos/objetos nos próprios


fenômenos/objetos;

3. A relação concreta de um sujeito e um objeto do conhecimento –


Método que significa caminho;

4. Crítica permanente dos resultados – A crítica do conhecimento;

5. A necessidade de articular o processo do conhecimento em uma visão de


totalidade – Realidade concreta.
1. O PAPEL DO SUJEITO, A CAPACIDADE E HABILIDADES QUE
UTILIZA PARA BUSCAR AS RESPOSTAS

➢ A constituição do sujeito epistemológico se refere ao


conjunto de atividades estruturantes ligadas a uma
abordagem científica que em uma matriz disciplinar. (FOUREZ
apud SÁNCHEZ GAMBOA, 2013, p. 56)

➢ O pesquisador (sujeito) parte sempre de estudos antecedentes já


desenvolvidos que tem aproximações com o objeto;

➢ Domina o método que o objeto de investigação exige;

➢ Domina procedimentos de investigação que promovem


aproximações e domínio do objeto.
2. BUSCAR AS RESPOSTAS DOS FENÔMENOS/OBJETOS NOS
PRÓPRIOS FENÔMENOS / OBJETOS
➢ “No campo do conhecimento, entende-se por objeto qualquer entidade, fato,
coisa, realidade ou propriedade que possa ser submetido a procedimentos para
a verificação, descrição, cálculo ou a previsão controlável.” (MANACORDA
apud SÁNCHEZ GAMBOA, 2013, p. 59)

➢ Para obter respostas de indagações de investigação sobre o objeto é preciso


observar e manipular cuidadosamente e sistematicamente os objetos que
indagamos.

➢ No processo de formação dos campos científicos as ciências foram se


especializando nas especificidades dos fenômenos.

➢ Cada objeto, ao longo da história da produção do conhecimento foi


acumulando conhecimentos e as respostas elaboradas sobre as indagações
foram sendo sistematizadas e transformadas em grandes áreas do
conhecimento.
➢ O debate público que apontam as contradições da realidade dos objetos
também foram definindo diversas concepções de objetos, diversos recortes e
limites que são razão para estudos no campo da Epistemologia e das teorias do
Conhecimento;

➢ Nas possibilidades em que se apresentam as concepções de produção do


conhecimento há três grandes abordagens de aproximações para domínio de
objetos:
✓ Há pesquisadores que defendem a delimitação e recorte dos objetos em partes
de forma analítica;

✓ Outras pesquisadores se prendem a descrever os objetos em seus entornos ou


contexto, cuja concepção é denominada de fenomenologia;

✓ Há pesquisadores que ao descreverem seus objetos, estão atentos as


contradições, relações, inter-relações com outros objetos, os nexos e
determinações históricas em que os objetos se inserem. Esses pesquisadores
trabalham com o método crítico dialético.
3. A RELAÇÃO CONCRETA DE UM SUJEITO E UM OBJETO DO
CONHECIMENTO – MÉTODO QUE SIGNIFICA CAMINHO

➢ O conceito de caminho (methodos) supõe a relação entre um ponto de partida e um de


chegada, um trajeto, um percurso.

➢ O caminho por ser complexo foi denominado pelos gregos de “método geométrico” (método
epistêmico)

➢ O antigo geômetras gregos partilhavam de um método secreto para resolução de problemas


e que tinha relações com a geometria.

➢ O duplo sentido do caminho de ida e de volta permitia verificar os processos


mutuamente e constatar erros no percurso.Ver Sánchez Gamboa (2013, p. 62).

➢ O roteiro ou caminho da divisão das partes (análise) poderá facilitar o caminho de volta. Mas
é preciso conhecer o processo do caminho e revelar como ocorre o seu
desenvolvimento, para com base no reconhecimento de erros, elaborar melhores caminhos,
modificando o processo da investigação para promover aprimoramentos de perguntas para
obter respostas mais próximas possíveis do real.
➢ À medida que o caminho ascende do particular para o geral, deve-se buscar fazer o caminho de
volta do geral para o particular.

➢ Mas é preciso que o método científico (caminho) cuide para que os passos que estabelecem o
processo de investigação estabeleçam uma relação lógica de articulação entre os elementos
constitutivos para que se preciso for, possa ser realizado o caminho de volta.

➢ Portanto, nos projetos de pesquisa, toma-se como critério a relação entre sujeitos que indagam
sobre objetos que são problematizados.

➢ O caminho a ser elaborado pelo investigador deve partir da pergunta que se origina da realidade
concreta do mundo da necessidade e deve chegar à resposta; para reconhecimento da pertinência e
qualidade da resposta, o pesquisador deve voltar pelo mesmo caminho para o ponto de partida.

➢ O duplo percurso permite a elaboração de respostas , permitindo constatações, verificações,


reconstruções de conhecimentos, validações e com base no reconhecimento de erros e acertos,
aprimorar os caminhos da produção do conhecimento.
➢ A articulação do objeto com o objeto de investigação ocorre pelo método, cujas
possibilidades de contextualizar o objeto na realidade expressam abordagens teórico-
metodológicas que se estruturam no processo prático da investigação.

ABORDAGEM EMPÍRICO ANALÍTICA

ABORDAGEM HISTÓRICO-HERMENÊUTICA OU
FENOMENOLÓGICA

ABORDAGEM DIALÉTICA OU TEORIA CRÍTICA


ABORDAGEM ANALÍTICA

➢ Trata o objeto a partir de uma visão idealista do mundo, cujo objeto está disponível para ser
percebido e conhecido.

➢ A realidade que insere o objeto é estática que tem suas próprias leis, cabendo ao pesquisador,
apenas descobri-las e explicá-las.

➢ O processo de elaboração do conhecimento implica em reconhecer o objeto em uma


realidade que pode ser recortada em partes cada vez menores e isolados, cuja representação
do processo ocorre pelo discurso Hipotético-dedutivo.

➢ O caminho do raciocínio se orienta do todo para as partes, do geral para o particular.

➢ O sujeito se desindentifica do objeto ou fenômeno estudado.


Abordagem empírico analítica
(experimentalismo, positivismo, funcionalismo, sistemismo)

 Sujeito ativo (controlador)


 Objeto empírico Totalidade Agenda: objetividade
delimitada
 Dividido em partes (variáveis
ou fatores)
 Contexto controlado ou
isolado S O
 Método: do Todo para as Mediação técnica
partes: analisar (trabalho)

 Mediação: controle técnico


 Tempo “presente Entorno
conjuntural” Sincronia controlado
 Paradigma: Fotografia isolado
ABORDAGEM HISTÓRICO-HERMENÊUTICO OU
FENOMENOLÓGICO

➢ Trata o objeto a partir de uma visão idealista do mundo, cujo objeto está disponível para ser
percebido, conhecido e descrito.

➢ A abordagem, o conhecimento não está centralizado no objeto e sim no sujeito investigador (a


priori); a verdade é relativa a cada sujeito investigador que interprete e explica ao seu modo.

➢ O processo de elaboração do conhecimento é denominado de indutivo, pois o caminho vai das


partes para o todo, do particular para o geral.

➢ A identificação do sujeito se revela nos significados que interpreta com relação ao sujeito, ao
fenômeno estudado, investigado.
Abordagem Fenomenológico-Hermenéutica
(Historicismo, fenomenologia, etnografia, estruturalismo)
 Sujeito:transcendental, intérprete
 Objeto:Construído.
Agenda: Subjetividade
 Totalidade: escondida a ser
recuperada, invariante “Noúmeno”.
 Partes: variantes, manifestações,
Fenômenos
 Contexto: cenário “locus”, horizonte
cultural. Interativo, dá sentido ao texto. S O
 Método: das partes para o todo no
contexto: compreender Mediação da
 Mediação da linguagem, busca do linguagem
consenso intersubjetivo.
 Tempo “contexto”, Duração da
exposição, Sincronia. Entorno: Contexto,
 Paradigma: Radiografia. cenário, interativo
ABORDAGEM DIALÉTICA OU TEORIA DO CONHECIMENTO

➢ Essa abordagem é desenvolvida por tem uma visão materialista da realidade e do mundo;

➢ O conhecimento é elaborado na relação dialética entre sujeito e objeto, os quais estão situados
em um contexto de realidade histórico-social.

➢ O processo de elaboração do objeto na posição dialética, vai primeiramente do todo para as


partes e das partes para o todo, realizando a síntese a síntese e relacionando sempre o objeto ao
contexto que é gerado por determinações materiais históricas;

➢ Há necessidades e interesses que orientam o trabalho do investigador:

✓ Interesse de controle sobre o objeto;


✓ Interesse dialógico de consensos;
✓ Interesse crítico emancipador.
Abordagem crítico-dialética
(materialismo histórico, teorias críticas)
 Sujeito: concreto, socialmente
construido, ativo, transformador.
 Objeto:Construído historicamente.
Agenda: concreticidade
 Totalidade: Síntese de múltiplas
determinações.
Cp
 Partes: especificidades num todo.
 Contexto: condições materiais
históricas, determinantes Ss Oe
 Método: do todo sincrético para as
partes, destas para o todo Mediação da
compreensivo nas suas inte-relações. práxis (poder)
Historiográfico.
 Mediação da práxis transformadora
(emancipadora) Entorno: Condições
 Tempo: devir, transformação Diacronia
históricas materiais
 Paradigma: Roteiro, filme
Abordagens pós-modernas
(Pós-estruturalismo, teorias pós-críticas, neo-pragmatismo)
 Sujeito: deslocado do texto
 Objeto: O texto (separado do referente,
da realidade e do autor)
Agenda: desconstrução
 Totalidade: Não existe, ilusão
consoladora. Fragmentos, segmentos,
migalhas.
 Partes: pequenas totalidades dispersas, S
desconexas, sem todo (rizomas). O
 Contexto: cenários múltiplos, S S s Texto
deslocados, virtuais s Mediação da
 Método: arqueologia das palavras e linguagem
mediação das linguagens
 Tempo: presente ilimitado. Fim da
história. Acronia (Negação do tempo) Entorno: Cenários
 Paradigma: Polifonia (intertextualidade)
múltiplos, virtuais
O QUARTO PRINCÍPIO DA EPISTEME É A CRÍTICA PERMANENTE DOS
RESULTADOS – A CRÍTICA DO CONHECIMENTO

➢ A epistemologia se constitui como um campo de estudos críticos sobre a produção


científica (pesquisa das pesquisas);

➢ O conceito de epistemologia se constitui como um campo de estudos críticos


sobre a produção científica.

EPISTEMOLOGIA

TEORIA DA CIÊNCIA

➢ A análise da ciência se faz a partir dos limites da própria ciência, interrogando-a a partir de
seus princípios , seus métodos, seus resultados e seus critérios de validação.
➢ A análise parte também, de campos de conhecimentos, que denominamos de Teorias do
Conhecimento, a filosofia, a sociologia, a história etc.
MATRIZ PARADIGMÁTICA
ELEMENTOS LÓGICOS (ou matriz paradigmática)
Relação dialética entre Pergunta (P) e Resposta (R)
P R

1. A CONSTRUÇÃO DA PERGUNTA
2. Mundo da Necessidade Problema Indagações múltiplas Quadro de questões Pergunta
2. A CONSTRUÇÃO DA RESPOSTA
Nível Técnico
Tipo de pesquisa, fontes de dados e informações, local de coleta dos dados e informações, técnicas e instrumentos de coleta de dados,
procedimentos utilizados no tratamento dos dados e informações.
Nível Teórico
Fenômenos educativos ou sociais privilegiados, núcleo conceitual básico e seus respectivos autores, críticas desenvolvidas e propostas
apresentadas ou sugeridas.
Nível Metodológico
Abordagem dos processos da pesquisa anunciados: formas de aproximação ao objeto (delimitação do todo, sua relação com as partes,
(des) consideração dos contextos).
Nível Epistemológico
Critérios de cientificidade, implícita ou explicitamente contidos nas pesquisas: concepção de causalidade, de validação da prova
científica e de ciência. Autodenominação de possíveis abordagens epistemológicas.
Pressupostos Gnosiológicos (construção do processo de resposta)
Critérios de objetividade e subjetividade: relação sujeito (cognoscente) e objeto (cognoscível). Como o objeto é tratado ou
construído: maneiras de abstrair, generalizar, conceituar, classificar e formalizar.
Pressupostos Ontológicos (visões de realidade)
Categorias abrangentes e complexas: modos de expressão das categorias ontológicas (tempo, espaço e movimento) - Concepções de
realidade, história homem/sociedade e conceitos gerais de educação/educação especial, pessoas com necessidades especiais/deficiência.
O QUINTO PRINCÍPIO REFERE-SE À NECESSIDADE DE ARTICULAR O
PROCESSO DO CONHECIMENTO EM UMA VISÃO DE TOTALIDADE

➢ A categoria da totalidade tem por princípio a condição de articular os elementos


constitutivos de um processo de conhecimento, cuja ordem comum e única,
organiza todos os elementos da realidade.

➢ Portanto ...

A categoria da TOTALIDADE significa a identificação de um


determinado fenômeno, ou realidade, no caso, o conhecimento, como
“[...] um todo orgânico, estruturado, no qual se pode entender um
elemento, um aspecto, uma dimensão, sem perder a sua relação com o
conjunto.” (LÖVY apud SÁNCHEZ GAMBOA, 2013. p. 80)
A ciência como uma visão de uma realidade é uma representação abstrata
do real, mas sempre localizada no espaço e no tempo e que está sempre
em movimento, independente da percepção dos sujeitos e das suas
representações.

➢ O caráter ontológico da ciência tem por atributo:

ESPAÇO - TEMPO - MOVIMENTO


PROJETOS DE PESQUISA

➢ Buscam organizar a forma lógica dos processos de investigação (relação


sujeito e objeto), desde os pontos de partida ou abordagem dos
problemas até a elaboração das respostas, enquanto sínteses dos
resultados.

➢ A lógica básica de um projeto se justifica pelas partes constitutivas de


seu processo poder relacionar pergunta e resposta por um método que
aponta a forma com que se obteve a resposta para ser validada.
PORTANTO A PESQUISA CIENTÍFICA ...

A forma mais conhecida de produção de conhecimento é denominada


de pesquisa científica.

Concretiza-se em:

A) projetos que partem de problemáticas significativas, social e


historicamente relevantes, e que se expressam em quadros de
questões e perguntas.

b) Os processos de elaboração de respostas, de acordo com critérios de


rigor de fontes, de procedimentos de análise e de interpretação
convalidam as características da pesquisa científica.