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Olá amigos, hoje comentaremos as modificações introduzidas pela Portaria

MPS
nº 479, DOU de 10/5/2004, que reajustou os valores do salário-de-
contribuição
dos segurados, valendo para fatos geradores que ocorrerem a partir da
competência maio/2004, inclusive.
VALORES DO SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO:
A partir de 1/5/2004, o salário-de-benefício não poderá ser inferior a R$
260,00, nem superior a R$ 2.508,72.
LIMITE MÍNIMO: R$ 260,00
LIMITE MÁXIMO: R$ 2.508,72
VALOR DA DIÁRIA POR DESLOCAMENTO:
O valor da diária paga ao segurado ou dependente pelo deslocamento, por
determinação do INSS, para submeter-se a exame médico-pericial ou
processo de
reabilitação profissional em localidade diversa da de sua residência, a partir
de
1°/5/2004, será de R$ 41,93. Para diárias pagas entre junho de 2003 a abril
de
2004 o valor era de R$ 40,11.
VALOR DO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO:
A contribuição dos segurados empregado, inclusive o doméstico e
trabalhador avulso, para fatos geradores que ocorrerem a partir da
competência
maio de 2004, será calculada mediante a aplicação da correspondente
alíquota,
de forma não cumulativa, sobre o salário-de-contribuição mensal, de acordo
com a
tabela abaixo:
SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO(R$)* ALÍQUOTA (%)
Até 752,62 7,65
De 752,63 até 780,00 8,65
De 780,01 até 1.254,36 9,00
De 1.254,37 até 2.508,76 11,00
*valores determinados pela Portaria MPS n º 479/2004.
As alíquotas aplicáveis para os fatos geradores ocorridos entre as
competências
janeiro de 2004 e abril de 2004, são as seguintes:
SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO(R$)* ALÍQUOTA (%)
Até 720,00 7,65
De 720,01 até 1.200,00 9,00

De 1.200,01 até 2.400,00 11,00


*valores determinados pela Portaria MPS n º 12/2004.
O segurado contribuinte individual contribui com base na remuneração
auferida durante o mês, em uma ou mais empresas ou pelo exercício de
sua
atividade por conta própria, e o segurado facultativo, com base no valor por
ele
declarado, observados, em ambos os casos, os limites mínimo e máximo do
salário-de-contribuição mensal. Assim, para esses segurados são os
seguintes
limites, para fatos geradores ocorridos a partir de maio de 2004:
LIMITE MÍNIMO: R$ 260,00
LIMITE MÁXIMO: R$ 2.508,72
VALOR DA COTA DO SALÁRIO-FAMÍLIA
O valor da cota do salário-família, a partir de 1/5/2004, passou a ser de R$
20,00 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 390,00
e R$
14,09 para o segurado com remuneração mensal superior a R$ 390,00 e
igual ou
inferior a R$ 586,19, ainda que resultante da soma dos salários-de-
contribuição
correspondentes a atividades simultâneas.
O direito à cota do salário-família é definido em razão da remuneração que
seria devida ao empregado no mês, independentemente do número de dias
efetivamente trabalhados. Todas as importâncias que integram o salário-
de-contribuição
serão consideradas como parte integrante da remuneração do mês,
exceto o 13° salário e o adicional de férias previsto no inciso XVII do art. 7°
da
CF/1988, para efeito de definição do direito à cota de salário-família.
A cota do salário-família é devida proporcionalmente aos dias trabalhados
nos meses de admissão e demissão do empregado (veja nossa aula sobre
Salário-Família).
CONCESSÃO DO AUXÍLIO-RECLUSÃO:
O auxílio-reclusão, a partir de 1/5/2004, será devido aos dependentes do
segurado cujo salário-de-contribuição seja igual ou inferior a R$ 586,19
independentemente da quantidade de contratos. Caso o segurado, embora
mantendo essa qualidade, não estiver em atividade no mês da reclusão, ou
nos
meses anteriores, será considerado como remuneração, o seu último
salário-de-contribuição.
O limite máximo do valor da remuneração para verificação do direito
ao benefício será o vigente no mês a que corresponder o salário-de-
contribuição
considerado.
Anteriormente, entre junho de 2003 e abril de 2004, o benefício era
concedido apenas para os segurados que auferissem salário-de-
contribuição até
R$ 560,81.

VALORES DA MULTAS PUNITIVAS APLICADAS PELO INSS:


O responsável por infração a qualquer dispositivo do Regulamento da
Previdência Social – RPS, para a qual não haja penalidade expressamente
cominada, está sujeito, a partir de 1/5/2004, conforme a gravidade da
infração, a
multa variável de R$ 1.035,92 a R$ 103.591,44.
EXIGENCIA DE CND:
A partir de 1°/5/2004, é exigida CND da empresa na alienação ou oneração,
a qualquer título, de bem móvel incorporado ao seu ativo permanente de
valor
superior a R$ 25.897,61. Anteriormente era exigida no caso de alienação ou
oneração de bens de valor superior a R$ 24.775,29.
A partir de 1º/5/2004, o valor da multa por descumprimento a obrigação
abaixo descrita passou para R$ 151.438,28:
V - na contratação de operações de crédito com instituições financeiras,
assim entendidas as pessoas jurídicas públicas ou privadas que tenham
como atividade principal ou acessória a intermediação ou aplicação de
recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou
estrangeira, autorizadas pelo Banco Central do Brasil ou por decreto do
Poder Executivo a funcionar no Território Nacional, que envolvam:
a) recursos públicos, inclusive os provenientes de fundos constitucionais e
de incentivo ao desenvolvimento regional (Fundo Constitucional de
Financiamento do Norte, Fundo Constitucional de Financiamento do
Nordeste, Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste, Fundo
de Desenvolvimento da Amazônia e Fundo de Desenvolvimento do
Nordeste);
b) recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, do Fundo de
Amparo ao Trabalhador e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação; ou
c) recursos captados através de Caderneta de Poupança; e
VI - na liberação de eventuais parcelas previstas nos contratos a que se
refere o inciso anterior.
CRIME DE SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA:
Houve atualização do valor previsto no § 3° do art. 337-A do Código Penal
para R$ 2.214,79. Para que o juiz reduza a pena de um terço até a metade
ou
aplique apenas a de multa, a folha de pagamento mensal do empregador
pessoa física não pode ultrapassar esse valor.