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Sexta-feira, 27 de Abril de 2018 I Série – N.

º 58

DIÁRIO DA REPÚBLICA
ÓRGÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA
Preço deste número - Kz: 490,00
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SUMÁRIO Tendo em conta que a eficácia e materialização do


Orçamento Geral do Estado apenas pode ser assegurada pelo
cumprimento de regras e instruções de execução orçamental
Presidente da República objectivas e adequadas à conjuntura económica;
Decreto Presidencial n.º 111/18: Considerando a necessidade de se estabelecer as Regras
Aprova as Regras Anuais de Execução do Orçamento Geral do Estado.—
Revoga todas as disposições que contrariem o presente Diploma, Anuais de Execução do Orçamento Geral do Estado;
nomeadamente o Decreto Presidencial n.º 1/17, de 3 de Janeiro. Atendendo o disposto no artigo 35.º da Lei n.º 15/10,
de 14 de Julho, do Orçamento Geral do Estado;
Ministérios da Administração do Território O Presidente da República decreta, nos termos da alí-
e Reforma do Estado e da Educação nea l) do artigo 120.º e do n.º 3 do artigo 125.º, ambos da
Decreto Executivo Conjunto n.º 89/18: Constituição da República de Angola, o seguinte:
Cria a Instituição do II Ciclo do Ensino Secundário denominada Magistério
n.º 78M- «Júlia Lopes», sita no Município de Moçâmedes, Província ARTIGO 1.º
do Namibe, com 12 salas de aulas, 36 turmas, 3 turnos e aprova o (Aprovação)
quadro de pessoal da Escola criada.
São aprovadas as Regras Anuais de Execução do Orçamento
Decreto Executivo Conjunto n.º 90/18: Geral do Estado, anexas ao presente Diploma e que dele é
Cria o Complexo Escolar n.º 08C - «Cacimbas», sito no Município de
Camucuio, Província do Namibe, com 6 salas de aulas, 18 turmas, parte integrante.
3 turnos e aprova o quadro de pessoal da Escola criada.
ARTIGO 2.º
Decreto Executivo Conjunto n.º 91/18: (Revogação)
Cria a Instituição do I Ciclo do Ensino Secundário denominada Liceu
n.º 07C- «34 Sede», sita no Município de Camucuio, Província do São revogadas todas as disposições que contrariem o pre-
Namibe, com 6 salas de aulas, 18 turmas, 3 turnos e aprova o quadro sente Diploma, nomeadamente o Decreto Presidencial
de pessoal da Escola criada. n.º 1/17, de 3 de Janeiro.
Ministério da Administração ARTIGO 3.º
(Dúvidas e omissões)
do Território e Reforma do Estado
Decreto Executivo n.º 92/18: As dúvidas e omissões que resultarem da interpretação
Aprova o Estatuto Orgânico do Governo da Província do Cunene. — e aplicação do presente Decreto Presidencial são resolvidas
Revoga todo o diploma que contrarie o presente Decreto Executivo. pelo Presidente da República.
ARTIGO 4.º
(Entrada em vigor)
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
O presente Diploma entra em vigor na data da sua
publicação.
Decreto Presidencial n.º 111/18 Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 28
de 27 de Abril
de Fevereiro de 2018.
Considerando que a desconcentração da execução do Publique-se.
Orçamento Geral do Estado, através do Sistema Integrado
de Gestão Financeira do Estado, requer a máxima responsabili- Luanda, aos 19 de Março de 2018.
dade hierárquica dos gestores das Unidades Orçamentais e dos O Presidente da República, João Manuel Gonçalves
Órgãos Dependentes, na execução dos respectivos orçamentos; Lourenço.
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REGRAS ANUAIS DE EXECUÇÃO CAPÍTULO II


DO ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO Disciplina Orçamental
ARTIGO 4.º
CAPÍTULO I (Documentos do Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado)
Disposições Gerais
1. O Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado
ARTIGO 1.º (SIGFE) assegura a dinâmica e a eficácia da execução orça-
(Objecto) mental e financeira desconcentrada do Orçamento Geral do
O presente Diploma estabelece as Regras Anuais de Estado.
Execução do Orçamento Geral do Estado para o Exercício 2. Os documentos para a movimentação dos recursos
Económico de 2018. financeiros no SIGFE são os seguintes:
ARTIGO 2.º a) DC — Documento de Cobrança;
(Âmbito) b) GR — Guia de Recebimento, utilizada para o depó-
O presente Diploma é aplicável a todos os Órgãos do sito de outras receitas, cauções e devoluções de
Estado, Entidades ou Instituições que beneficiam de dotações recursos;
do Orçamento Geral do Estado, nos termos da respectiva Lei. c) Bordereaux Bancário — utilizado para a entrada de
ARTIGO 3.º recursos provenientes de financiamentos internos
(Regras Básicas) e externos;
Na execução do Orçamento Geral do Estado, aprovado d) NRF — Necessidades de Recursos Financeiros,
pela respectiva Lei, as Unidades Orçamentais devem respeitar, utilizada para solicitar à Direcção Nacional do
com rigor, as disposições combinadas dos seguintes Diplomas: Tesouro a real necessidade de Recursos Financeiros;
a) Lei n.º 15/10, de 14 de Julho — do Orçamento e) OT — Ordem de Transferência, utilizada pela Direc-
Geral do Estado; ção Nacional do Tesouro para a transferência de
recursos financeiros;
b) Lei n.º 9/16, de 16 de Junho — dos Contratos Públicos;
f) OS — Ordem de Saque, utilizada para efectuar
c) Lei n.º 18/10, de 22 de Agosto — do Património
pagamentos em nome do Estado;
Público;
g) NCD — Nota de Cabimentação de Despesa, utilizada
d) Decreto Presidencial n.º 31/10, de 12 de Abril — para identificar a classificação orçamental e o valor
do Regulamento do Processo de Preparação, de cada despesa a efectuar em nome do Estado;
Execução e Acompanhamento do Programa de h) NACD — Nota de Anulação de Cabimentação de
Investimento Público; Despesa, utilizada para anular a cabimentação
e) Decreto Presidencial n.º 40/18, de 9 de Fevereiro processada, repondo o saldo orçamental da res-
— do Regime de Financiamento dos Órgãos da pectiva rubrica orçamental;
Administração Local do Estado; i) Mensagens electrónicas padronizadas — utilizadas
f) Decreto Presidencial n.º 47/18, de 14 de Fevereiro — para a realização de pagamentos, com origem no
do Regime Aplicável às Taxas, Licenças e outras pagador, através do sistema de liquidação por
bruto em tempo real do Sistema de Pagamentos
Receitas Cobradas pelos Órgãos da Administração
de Angola (SPA).
Local do Estado e aprova a respectiva Tabela;
ARTIGO 5.º
g) Decreto n.º 39/09, de 17 de Agosto — das Normas e (Execução da receita)
Procedimentos a Observar na Fiscalização Orça-
1. Todas as receitas do Estado, incluindo as receitas aduanei-
mental, Financeira, Patrimonial e Operacional da ras, as receitas resultantes da venda do património imobiliário
Administração do Estado e dos órgãos que dele do Estado, os emolumentos e receitas similares, devem ser
dependem; recolhidas na conta que o Tesouro Nacional mantém no Banco
h) Decreto Executivo n.º 1/13, de 4 de Janeiro — dos Nacional de Angola (BNA), denominada CUT, independen-
Procedimentos de Emissão da Cabimentação e de temente de estarem ou não consignadas a alguma Unidade
Instituição da Pré-Cabimentação e do Classificador Orçamental, com excepção das receitas comunitárias que
devem dar entrada nas Sub-CUT’S Provinciais, enquanto
Orçamental, de forma a assegurar uma aplicação
não for criada a Sub-CUT Municipal, através do Portal do
mais racional dos recursos públicos disponíveis;
Munícipe, sob a rubrica «Receitas dos Serviços Comunitários».
i) Decreto n.º 73/01, de 12 de Outubro, que define os 2. As receitas Consulares das Missões Diplomáticas,
Órgãos, as Regras e as Formas de Funcionamento nomeadamente Embaixadas, Consulados e Representações
do Sistema Integrado de Gestão Financeira do Comerciais da República de Angola, devem ser recolhidas
Estado. nas respectivas contas bancárias.
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3. As receitas referidas no número anterior destinam-se a 4. Constituem-se também como Unidades Financeiras, os
suportar despesas, no limite da Programação Financeira tri- órgãos do Estado que, pela sua estrutura, sejam constituídos
mestral autorizada, das respectivas Missões Diplomáticas, como tal pelo Ministério das Finanças, pelo que são também
devendo o excedente nas contas bancárias sobre a Programação responsáveis pela consolidação dos elementos exigíveis para
Financeira ser comunicado, por intermédio dos extractos a Programação Financeira das Unidades Orçamentais por ela
bancários, à Direcção Nacional de Contabilidade Pública e à superintendidas.
Direcção Nacional do Tesouro, até ao 5.º dia do mês subse- 5. Para efeito de fixação dos limites referidos nos n.os 2 e
quente, para que no momento das transferências essas sejam 3 do presente artigo, as Unidades Orçamentais agregam os
efectuadas por dedução das disponibilidades declaradas. respectivos Órgãos Dependentes e as Unidades Financeiras
4. A transferência dos recursos para as Missões Diplomáticas agregam as Unidades Orçamentais, sendo as despesas iden-
e Consulares é feita, em regra, trimestralmente, podendo o tificadas conforme se tratem de despesas em moeda nacional,
Ministério das Finanças, quando necessário e justificado, alte- ou em moeda estrangeira.
rar esse procedimento para transferências mensais. 6. Tendo em conta a capacidade de financiamento do Estado
5. As Missões Diplomáticas, os Institutos Públicos, os Fundos e o volume de recursos financeiros solicitados pelas Unidades
Autónomos, os Governos Provinciais e as Administrações Orçamentais e as Unidades Financeiras, o Ministério das
Municipais, bem como quaisquer Órgãos da Administração Finanças elabora, trimestralmente, a Programação Financeira
Central e Local do Estado que detêm receitas próprias, ficam e, mensalmente, o Plano de Caixa, nos termos da legislação
obrigados a informar à Direcção Nacional do Tesouro, tri- aplicável e das presentes Regras, os quais são submetidos à
mestralmente, até ao 10.º dia do mês anterior ao do início de aprovação, respectivamente, do Titular do Poder Executivo
cada trimestre, sobre as alterações ocorridas na previsão da e da Comissão Económica.
receita do trimestre seguinte. 7. As Unidades Orçamentais e as Unidades Financeiras
6. As receitas comunitárias dos Governos Provinciais e devem, para efeitos de elaboração da Programação Financeira,
das Administrações Municipais devem ser arrecadadas apenas excepto a dos projectos do Programa de Investimentos Públicos
nas Sub-CUT’S Provinciais, através do Portal do Munícipe, e dos Planos de Caixa, apresentar, nos termos da Lei e através
e os seus saldos são transferidos para a Administração Local da Plataforma Informática do SIGFE, à Direcção Nacional do
arrecadadora, até ao dia 15 do mês seguinte ao da arreca- Tesouro do Ministério das Finanças a Necessidade de Recursos
dação, para a execução de despesas de funcionamento da Financeiros (NRF) de cada trimestre, a qual deve incorporar
referida Administração disponibilizados sob a forma de Quota o cronograma de desembolsos dos Programas, Projectos e
Financeira de despesas orçamentadas. Actividades, cujo comportamento não seja linear, obedecendo
7. Os valores da Receita Petrolífera da Concessionária o cronograma da sua execução, as normas de prestação de
Nacional que tenham de ser retidos pela sua relação com serviço público e outros aspectos também relevantes.
contas de garantia de créditos externos do Estado, ou outras 8. Na ausência da NRF, são assumidos na Programação
despesas, são registadas de modo escritural, incumbindo à Financeira e nos Planos de Caixa valores duodecimais.
SONANGOL-E.P. apresentar, mensalmente, até ao 21.º dia do 9. Os prazos para a remissão das Necessidades de Recursos
mês seguinte aos quais se referem, os correspondentes dados à Financeiros pelas Unidades Orçamentais e Financeiras à
Direcção Nacional de Contabilidade Pública do Ministério das Direcção Nacional do Tesouro são os seguintes:
Finanças e, contra a confirmação dos mesmos, a Administração a) Até ao dia 10 de Dezembro do ano anterior ao que
Geral Tributária deve emitir os correspondentes Documento o orçamento se refere, para o I Trimestre;
de Cobrança (DC). b) Até ao dia 10 do mês anterior ao do início do tri-
mestre, para o II, III e IV Trimestres.
ARTIGO 6.º
(Programação Financeira) 10. A SONANGOL-E.P. deve, para efeitos da Programação
Financeira, apresentar, até ao dia 10 de Dezembro de cada ano,
1. A Programação Financeira fixa os limites para cabimen-
à Direcção Nacional do Tesouro do Ministério das Finanças, a
tação da despesa a favor das Unidades Orçamentais e o limite
programação anual dos compromissos de petróleo bruto afectos
consolidado de recursos a afectar às Unidades Financeiras,
à dívida externa, em volume e valor, para todos os contratos
observados, para todos os efeitos, os respectivos créditos
de financiamento, respeitante ao ano seguinte.
orçamentais. 11. A programação referida no número anterior é actua-
2. As despesas para as quais é exigível a cabimentação lizada para o II, III e IV Trimestres, sendo a programação
por estimativa ou global na sua execução, nomeadamente as actualizada submetida nos prazos referidos no número anterior
contratuais são inscritas na Programação Financeira Anual à Direcção Nacional do Tesouro do Ministério das Finanças.
no limite do crédito orçamental. 12. As parcelas dos contratos para a realização de des-
3. As Delegações Provinciais de Finanças constituem-se pesas que se distribuam por mais de um trimestre do ano
como Unidades Financeiras, sendo responsáveis, enquanto tal, corrente devem ser consideradas despesas fixas na Programação
pela consolidação dos elementos exigíveis para a Programação Financeira Anual e desagregadas nas Programações Financeiras
Financeira das Unidades Orçamentais sediadas nas respectivas Trimestrais, de acordo com o cronograma de desembolsos
províncias, com excepção do Governo Provincial de Luanda. mensais indicado na Necessidade de Recursos Financeiros.
2406 DIÁRIO DA REPÚBLICA

13. A elaboração da Programação Financeira Local tri- 5. Os processos para a abonação das assinaturas dos Gestores
mestral, bem como dos Planos de Caixa Mensais, compete às das Unidades Orçamentais que validem os documentos de
Delegações Provinciais de Finanças, obedecendo ao estabele- pagamentos e afins das Unidades Orçamentais dos Órgãos de
cido no Diploma sobre o Regime Financeiro Local. Soberania e da Administração Central do Estado, no âmbito
14. A elaboração da Programação Financeira Trimestral e da execução orçamental, devem ser remetidos à Direcção
dos Planos de Caixa mensais das Unidades Financeiras que Nacional do Tesouro do Ministério das Finanças.
não sejam Delegações Provinciais de Finanças compete às 6. Os processos para abonação das assinaturas dos ges-
respectivas Unidades Financeiras, devendo, para o efeito, as tores das Unidades Orçamentais devem ser instruídos com a
Unidades Orçamentais remeter as Necessidades de Recursos seguinte documentação:
Financeiros à Unidade Financeira nos seguintes prazos: a) Carta dirigida à Direcção Nacional do Tesouro do
a) Até ao dia 30 de Novembro do ano anterior ao que Ministério das Finanças ou à Delegação Provincial
o orçamento se refere, para o I Trimestre; de Finanças, conforme forem Órgãos da Adminis-
b) Até ao último dia dos meses de Fevereiro, Maio tração Central ou Local do Estado, respectivamente,
e Agosto, para o II, o III e o IV Trimestre, solicitando a abonação das assinaturas, com a
descrição dos Gestores, com respectivos Cargos,
respectivamente.
cuja assinatura solicitam abonação;
15. A disponibilização dos Limites Trimestrais de
b) Cópias coloridas dos Bilhetes de Identidades dos
Cabimentação e das Quotas Financeiras Mensais, derivadas
da Programação Financeira Trimestral e dos Planos de Caixa Gestores, cuja assinatura se solicita abonação;
Mensais, respectivamente, é feita pela Direcção Nacional c) Número de Identificação Fiscal e Certificado de
do Tesouro do Ministério das Finanças, ao nível central e Registo Criminal;
da Província de Luanda, e pela Delegação Provincial de d) Despacho de Nomeação cuja assinatura se solicita
Finanças, enquanto Unidade Financeira, ao nível de cada abonação;
uma das demais Províncias. Para as Unidades Financeiras que e) Despacho de Exoneração, no caso de substituição;
não sejam Delegações Provinciais de Finanças a disponibili- f) Fac-símile, devidamente preenchido, pelos Gestores
zação de tais limites é feita pelo órgão da Unidade Financeira cuja assinatura se solicita abonação.
que for designado para o efeito. 7. As Unidades Orçamentais para as quais sejam nomeados
novos Gestores, ficam obrigadas a procederem à actualização
ARTIGO 7.º
(Execução Financeira)
das assinaturas dos respectivos Gestores e a imediata soli-
citação da anulação das assinaturas dos Gestores cessantes.
1. As Unidades Orçamentais não estão autorizadas a manter 8. Os processos para a abonação das assinaturas dos Gestores
contas bancárias em nome próprio, domiciliadas em bancos das Unidades Orçamentais dos Órgãos do Poder Local do
comerciais, sem que tenham sido autorizados pelo Ministro Estado, que validem os documentos de pagamento e afins
das Finanças, com base em fundamentação apresentada pelas das respectivas Unidades Orçamentais, no âmbito da execu-
mesmas, incluindo as contas «Fundo Permanente» referidas ção orçamental, devem ser remetidos à Delegação Provincial
no Capítulo VI. de Finanças e compete ao Delegado Provincial de Finanças,
2. Para a execução da despesa, as Unidades Orçamentais por delegação do Ministro das Finanças, proceder à devida
abonação.
não estão autorizadas a emitir Ordens de Saque em nome pró-
9. Não é permitida a emissão de garantias para a execução
prio, excepto para constituição ou reconstituição do Fundo
de despesas das Unidades Orçamentais, fora dos limites do
Permanente, que devem ser emitidas em nome da Comissão Orçamento Geral do Estado da referida unidade.
Administrativa de Gestão do Fundo Permanente. 10. As garantias emitidas para execução de despesas por
3. Para a atribuição de valores das Ajudas de Custo, nos via de crédito documentário devem ser acompanhadas das
termos das normas em vigor, as Unidades Orçamentais devem respectivas Notas de Cabimentação, como contra-garantia
emitir as Ordens de Saque a favor dos beneficiários, quando se do compromisso firmado.
trate de missões de serviço no País, ou conta de Deslocações 11. As garantias para operações de períodos superiores a
do Tesouro Nacional no Banco Operador, quando se trate de 12 meses, ou operações nas quais o desembolso incida fora
do ano fiscal corrente, apenas são aceites para projectos de
missões de serviço no exterior do país.
natureza plurianual ou projectos com inscrição orçamental
4. A solicitação da abertura de conta bancária de cada nova
assegurada para o ano seguinte, mediante competente auto-
Unidade Orçamental dos Órgãos da Administração Local do
rização superior.
Estado deve ser remetida à Delegação Provincial de Finanças e 12. Excepto no que estiver disposto em contrário neste
compete ao respectivo Delegado Provincial autorizar, mediante Diploma, qualquer pagamento de despesa pública apenas
subdelegação de poderes do Ministro das Finanças, com o pode ter as seguintes origens:
conhecimento da Direcção Nacional do Tesouro. a) CUT e Sub-CUT;
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b) Banco Operador; 8. Não é permitida a celebração de contratos com enti-


c) Operadores de facilidades de créditos externos. dades não residentes cambiais representadas por residentes
13. Para atender às despesas urgentes e imprevistas decorren- cambiais e por estes interpostos, apenas com o fim de con-
tes de guerra, de perturbação interna ou de calamidade pública, tratação em moeda estrangeira.
o Tesouro Nacional deve constituir um Fundo de Emergência, 9. A eventual necessidade da actualização do valor da
cujas despesas a efectuar com a sua cobertura, são inscritas despesa variável cabimentada deve ser feita por aplicação da
através da abertura de Créditos Adicionais Extraordinários pelo Unidade de Correcção Fiscal (UCF) que estiver em vigor no
Titular do Poder Executivo, nos termos da Lei do Orçamento período em que se efectuar o pagamento.
Geral do Estado. 10. São consideradas dívidas de exercícios findos ou restos
14. Para atender à sazonalidade da execução do paga- a pagar, apenas aquelas que resultem de despesas que tenham
mento de salários no IV Trimestre, o Tesouro Nacional deve sido liquidadas no SIGFE e não pagas até ao encerramento
constituir a respectiva Reserva Financeira, correspondente a do exercício financeiro.
5% da arrecadação da receita não petrolífera entre o II e o 11. O apoio financeiro do Estado às Associações e outras
III Trimestre. Instituições apenas deve ser dado àquelas que tenham sido
declaradas pelo Executivo como de «Utilidade Pública»,
ARTIGO 8.º
(Execução das Despesas) nos termos da Lei n.º 6/12, de 18 de Janeiro, observados os
limites da respectiva despesa fixados pela Lei Orçamental
1. A execução orçamental da despesa deve observar, suces-
anual, mediante a assinatura de contratos-programa com
sivamente, as etapas de cabimentação, de liquidação e de
os Departamentos Ministeriais do Executivo e Governos
pagamento, devendo a etapa de cabimentação ser precedida Provinciais, os quais devem incluir cláusulas de prestação
da geração do processo patrimonial, para as categorias de bens de contas que, não sendo observadas dá lugar a suspensão
móveis, veículos, imóveis do Domínio Privado do Estado, da atribuição de fundos.
Imóveis do Domínio Público e Activos Intangíveis. 12. As Associações que venham a ser declaradas como
2. Os limites de despesas das Unidades Orçamentais são de utilidade pública entre Agosto de cada ano e Julho do ano
os contidos no relatório «Quadro Detalhado da Despesa» seguinte só podem beneficiar de subsídio do Orçamento Geral
(Parcelar) dos Órgãos Dependentes respectivos. do Estado no exercício financeiro que inicia posteriormente
3. Nenhum encargo pode ser assumido por qualquer Unidade em Agosto do ano seguinte.
Orçamental, sem que a respectiva despesa esteja devida e pre- ARTIGO 9.º
viamente cabimentada, de acordo com o previsto na Lei (Execução de Contratos)

n.º 15/10, de 14 de Julho, e nas presentes Regras. 1. Os contratos para a efectivação de despesa devem:
4. Nenhuma despesa pode ser autorizada ou paga sem a) Constar do Plano Anual de Contratação de cada Uni-
que o factor gerador da obrigação de despesa respeite as dade Orçamental, submetido ao Serviço Nacional
normas legais aplicáveis, disponha de inscrição orçamental, da Contratação Pública, no prazo de 15 dias úteis
tenha cabimento na Programação Financeira, esteja adequa- a contar da data da publicação da Lei que Aprova
damente classificada e satisfaça o princípio da economia, da o Orçamento Geral do Estado;
eficiência e da eficácia. b) Estar registados no SIGFE, devendo os contratos
5. O factor gerador de reconhecimento da Dívida pelo que forem reduzidos a escrito, conter cláusulas
Estado é visto na perspectiva da Liquidação da Despesa, sobre a existência de cobertura orçamental, na qual
acompanhados de autos de medição, notas de entrega, no consta obrigatoriamente a classificação funcional
momento da recepção do bem e serviços. programática.
6. Compete ao Controlador Financeiro (CF) proceder à 2. É vedada a celebração de contratos de empreitada de
verificação do processo de execução da despesa, podendo obras públicas e de aquisição de bens e serviços com vigên-
cia indefinida.
exigir aos gestores das Unidades Orçamentais, sempre que
3. Os contratos de prestação de serviços executados de
necessário, a apresentação, através do SIGFE, de contratos,
forma contínua podem ser prorrogados por iguais e suces-
facturas, imagens ou outros documentos que sejam relevantes,
sivos períodos, com vista à obtenção de preços e condições
para efeito de aprovação da liquidação da respectiva despesa.
mais vantajosos para a Administração Pública, até ao prazo
7. Não é permitida a realização de despesas em moeda máximo de 48 meses, após o qual é obrigatório a realização
estrangeira, nomeadamente despesas associadas ao início de de um novo procedimento concursal.
obras, à celebração de contratos ou à aquisição de bens e ser- 4. A Cabimentação Global de Despesas contratuais no
viços, salvo quando tais encargos tenham como base contrato ano económico, para efeitos da dedução do saldo do crédito
celebrado com entidade não residente cambial, ou que, por orçamental correspondente, deve subordinar-se aos limites da
circunstâncias que o justifiquem, resultem de decisão supe- Programação Financeira Anual, com desagregação trimestral,
rior do Titular do Poder Executivo. nos termos da Lei do Orçamento Geral do Estado.
2408 DIÁRIO DA REPÚBLICA

5. Os contratos celebrados à luz da Lei dos Contratos 15. Os processos a serem instruídos nos termos do artigo 16.º
Públicos e de Financiamento Externo, sujeitos à fiscaliza- da Resolução n.º 1/2002/1.º Câmara, de 7 de Janeiro de 2003,
ção preventiva nos termos da Lei que Aprova o Orçamento do Tribunal de Contas, devem conter a respectiva Nota de
Geral do Estado, apenas são considerados em conformidade Cabimentação Global emitida pelo SIGFE.
e eficazes para a execução orçamental e financeira, e remessa 16. O Ministério das Finanças deve cativar as dotações
ao Tribunal de Contas após confirmação pelo Ministro das orçamentais de projectos de investimento público, cujos vistos
Finanças. aos contratos tenham sido recusados pelo Tribunal de Contas.
6. A emissão da Nota de Cabimentação para os contratos ARTIGO 10.º
referidos no número anterior fica condicionada à prévia con- (Promoção e Instrução do Processo de Aquisição
ou Arrendamento de Imóveis)
firmação pelo Ministro das Finanças, estando a cláusula de
cobertura orçamental referida no n.º 1 isenta da referência ao Os contratos de aquisição e arrendamento de bens imóveis
são promovidos e instruídos nos termos da Lei Reguladora do
número da Nota de Cabimentação.
Património Público e do Regulamento sobre os Procedimentos
7. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, no acto
de Aquisição ou Locação Onerosa de Quaisquer Direitos
da assinatura do contrato de aquisição de bens e de serviços
Sobre Bens Imóveis, competindo à Direcção Nacional do
ou de empreitada por organismos do Estado, os fornecedores
Património do Estado, a nível central e à Delegação Provincial
ou os prestadores de serviços devem exigir destes uma via —
de Finanças, a nível local.
a primeira — da Nota de Cabimentação, declinando o Estado
ARTIGO 11.º
qualquer eventual direito de crédito reclamado por aquisição (Pagamentos ao exterior pelas Unidades Orçamentais)
de bens e de serviços, quando o eventual fornecedor dos bens
1. Para os pagamentos ao exterior das Unidades Orçamentais
ou prestador dos serviços não apresente o comprovativo da
o Tesouro Nacional manterá no Banco Operador, uma conta
liquidação da Despesa.
em moeda estrangeira sobre a qual as Unidades Orçamentais
8. O CF deve, mediante visto, confirmar a cabimentação
emitem Ordens de Saque em Moeda Estrangeira.
global de despesas contratuais no ano económico, para efeitos
2. Os pagamentos só podem ser efectivados pelo Banco
da dedução do saldo do crédito orçamental correspondente,
Operador, após certificação por este da satisfação pelas Unidades
bem como a liquidação das respectivas despesas.
Orçamentais dos requisitos exigíveis pela legislação cambial
9. Os procedimentos e critérios para a implementação e
para as operações externas, incluindo, nos casos aplicáveis, o
execução do estabelecido nos n.os 5 e 6 do presente artigo são licenciamento dos contratos pelo Banco, bem como, da homo-
definidos em acto normativo específico do Titular do Poder logação pela Direcção Nacional do Tesouro do Ministério
Executivo. das Finanças.
10. Os pagamentos iniciais dos contratos de empreitada,
ARTIGO 12.º
de aquisição de bens e serviços, vulgo down payments, não (Pagamento de despesas pelo Tesouro Nacional)
devem exceder 15% do valor global dos mesmos. Podem ser 1. São executadas e pagas pela Direcção Nacional do
autorizados pelo Ministro das Finanças pagamentos iniciais Tesouro do Ministério das Finanças as despesas que, pela
de até 30%, quando se apresentem fundamentos objectivos sua natureza, estejam classificadas e orçamentadas como
para o efeito. Encargos Gerais do Estado na Unidade Orçamental Operações
11. É proibida a celebração de adendas a contratos em Centrais do Tesouro.
execução ou finalizados, cujo valor total exceda 15% do con- 2. São pagas pela Unidade de Gestão da Dívida Pública do
trato inicial. Ministério das Finanças, nos termos dispostos no artigo 15.º
12. Sem prejuízo dos limites previstos nos n.os 9 e 10 do destas Regras, as despesas de projectos de investimento público
presente artigo, a competência do órgão fixada para autori- e despesas de capital cuja fonte de recurso sejam facilidades
zação das despesas provenientes de alterações de variantes, de créditos operacionalizados pelo Ministério das Finanças.
de revisões de preços e de contratos adicionais, que resul- 3. O Titular do Poder Executivo pode decidir que determi-
tem em adendas, não podem ultrapassar o custo total de 5% nadas despesas sejam pagas centralizadamente na Direcção
do limite máximo da sua competência prevista na Lei dos Nacional do Tesouro do Ministério das Finanças, com a afec-
Contratos Públicos. tação das correspondentes dotações orçamentais.
13. Quando for excedido o limite percentual definido no 4. Para o pagamento das despesas pela Direcção Nacional
número anterior, a autorização da despesa compete ao órgão do Tesouro do Ministério das Finanças, nos termos do número
que, nos termos da Lei Reguladora dos Contratos Públicos, anterior, as Unidades Orçamentais delas responsáveis devem
detém competência para autorizar o seu montante total, incluindo instruir os processos nos seguintes termos:
os acréscimos. a) Carta solicitando o pagamento da despesa, com a
14. Sem prejuízo do estipulado nos números anteriores identificação do beneficiário e a indicação das
do presente artigo, é proibida a realização de adiantamentos correspondentes coordenadas bancárias;
nos contratos em execução. b) Contrato comercial homologado (caso aplicável);
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2409

c) Certificado de aprovação do contrato comercial 6. As Unidades Orçamentais devem enviar trimestral-


emitido pela entidade competente; mente à Unidade de Gestão da Dívida do Ministério das
d) Visto do Tribunal de Contas (caso aplicável); Finanças, até ao fim do mês seguinte ao final de cada trimes-
e) Designação do projecto conforme inscrito no OGE; tre, o «Demonstrativo das Facturas em Atraso», conforme
f) Cronograma de execução financeira; Modelo em anexo ao presente Diploma, evidenciando as
g) Demonstrativo da execução orçamental do projecto, razões do não pagamento atempado.
apresentando a dotação inicial e suas alterações, 7. A Unidade de Gestão da Dívida Pública deve elaborar
cabimentações emitidas e saldo orçamental.
trimestralmente, a lista das Unidades Orçamentais que tenham
5. Considerando tratarem-se de despesas da responsabi-
pagamentos em atraso superiores a 90 dias.
lidade das Unidades Orçamentais, os documentos originais
8. Os gestores e agentes administrativos das Unidades
referenciados nas alíneas b) e d) do número anterior, são con-
servados na Unidade Orçamental, remetendo-se à Direcção Orçamentais que praticarem actos que originem a acumulação
Nacional do Tesouro do Ministério das Finanças uma foto- de pagamentos em atraso, nos termos do presente artigo, são
cópia conferida notarialmente, excepto se existir mais de um responsabilizados disciplinar e administrativamente.
exemplar original.
CAPÍTULO III
6. Os processos de despesas das Unidades Orçamentais
Despesas com o Pessoal
a serem executadas pela Direcção Nacional do Tesouro do
Ministério das Finanças são submetidos a uma validação pré- ARTIGO 14.º
(Autorização de horas acrescidas e subsídios)
via, que deve ocorrer até oito dias úteis após a sua recepção,
consubstanciada na verificação dos documentos requeridos, 1. Os Gestores das Unidades Hospitalares devem autori-
no grau de urgência e na sua adequação com os limites da zar a realização de horas acrescidas e chamadas, no estrito
Programação Financeira. cumprimento do estabelecido no Decreto Executivo Conjunto
7. Executado o pagamento, a Direcção Nacional do Tesouro n.º 57/02, de 5 de Dezembro, e no limite do crédito orçamen-
do Ministério das Finanças procede ao envio atempado da docu- tal na natureza económica da despesa «Trabalho Acrescido e
mentação completa e adequada para as Unidades Orçamentais, Chamadas do Pessoal Médico».
confirmando a realização do pagamento, num prazo de cinco 2. O pagamento do subsidio de instalação, nos termos da
dias úteis. legislação em vigor, é autorizado pelo Gestor da Unidade
ARTIGO 13.º Orçamental e cabimentado na natureza económica da des-
(Prazo de pagamento das despesas)
pesa «Subsídio de Instalação».
1. As Unidades Orçamentais devem proceder ao pagamento 3. O pagamento do subsídio de estimulo, a que têm direito
célere das facturas resultantes da execução de contratos de os Magistrados, é autorizado pelo Gestor da respectiva Unidade
empreitada de obras públicas e de aquisição de bens e serviços. Orçamental, no estrito cumprimento da Lei que Aprova o
2. Os empreiteiros de obras públicas inscritas no Programa
Orçamento Geral do Estado e cabimentado na natureza econó-
de Investimentos Públicos devem assegurar-se para início da
mica da despesa «Outras Remunerações Variáveis do Pessoal
execução física do projecto e confirmação da existência de
Civil».
dotação orçamental, de que têm em sua posse a respectiva via
4. A natureza de despesa referida nos números anterior,
da Nota de Cabimentação Global, sem a qual o Estado declina
utilizada para o pagamento de Subsídios de Instalação, com
qualquer reclamação de pagamento em atraso.
valores de pagamento estipulados nos termos da Lei, só pode
3. As facturas referentes a contratos de empreitadas de
ser reforçada por contrapartida da categoria de Bens e Serviços.
obras públicas, celebrados nos termos da legislação em vigor,
em posse das Unidades Orçamentais e não pagas até 90 dias ARTIGO 15.º
(Planeamento de efectivos)
após a data de vencimento especificada no contrato, são con-
sideradas pagamentos em atraso. 1' Os Titulares dos Departamentos Ministeriais, dos
4. As facturas referentes à aquisição de bens e serviços Governos Provinciais e dos demais Órgãos da Administração
efectuada em observância dos procedimentos legais em vigor, Central e Local do Estado, devem, com base no quadro orgânico
em posse das Unidades Orçamentais e não pagas até 90 dias de pessoal e orçamento de despesas com o pessoal aprovado,
após a data de vencimento especificada no contrato ou, na aprovar o planeamento de efectivos contendo as necessida-
sua ausência, após a data de recepção, são consideradas paga- des de admissão de pessoal, promoção ou outro instrumento
mentos em atraso. de mobilidade profissional.
5. As Unidades Orçamentais devem informar à Unidade 2. As Unidades Orçamentais devem remeter à Direcção
de Gestão da Dívida Pública, até 15 dias após o fim de cada Nacional do Orçamento do Estado, até ao dia 20 de Maio,
mês, o valor global das facturas em atraso, nos termos do o demonstrativo da existência de dotação orçamental para
estabelecido nos n.os 3 e 4 do presente artigo, através do preen- atribuição do fundo salarial para admissões e promoções na
chimento do «Resumo de Pagamentos em Atraso», conforme funcionalidade específica do SIGFE, de acordo com o mapa
Modelo em anexo ao presente Diploma. demonstrativo em anexo.
2410 DIÁRIO DA REPÚBLICA

3. Os órgãos de Recursos Humanos devem, com base 7. Os Gabinetes de Recursos Humanos dos Departamentos
no fundo salarial disponível na funcionalidade específica, Ministeriais e dos Governos Provinciais, até 10 (dez) dias após
proceder à criação, no SIGFE, das vagas de admissão e pro- o provimento dos funcionários admitidos, devem proceder à
moção e emitir o respectivo relatório «Vagas de Promoções inserção dos mesmos no SIGFE.
e Admissões». 8. Os Órgãos de recursos humanos dos Departamentos
ARTIGO 16.º Ministeriais, dos Governos Provinciais e dos Institutos Públicos,
(Admissão e promoção de agentes públicos) até dez dias após a promoção dos funcionários, devem proce-
1. A admissão, a promoção e a mobilidade dos funcionários der à alteração das categorias dos mesmos no SIGFE.
públicos apenas deve ser feita nos termos da Lei n.º 17/90, de 9. Os órgãos de recursos humanos dos Departamentos
20 de Outubro, do Decreto Presidencial n.º 102/11, de 23 de Ministeriais, dos Governos Provinciais e das Administrações
Maio, e do Decreto Presidencial n.º 104/11, de 23 de Maio. Municipais devem proceder à inserção do pessoal dos Gabinetes
2. A admissão, excepto as dos regimes especiais da educa- dos Titulares de cargos políticos e de direcção no S1GFE até
ção, do ensino superior e da saúde, bem como a alteração de dez dias após a respectiva nomeação.
categorias dos funcionários públicos, nos termos do número 10. Os órgãos de recursos humanos dos Tribunais e da
anterior, devem ocorrer apenas no primeiro semestre de cada Procuradoria Geral da República devem proceder à inserção
ano, obedecendo aos prazos seguintes: do pessoal de apoio às residências dos Magistrados Judiciais
a) Publicação pelos Departamentos Ministeriais, Gover- e do Ministério Público no SIGFE, até dez dias após a nomea-
nos Provinciais e demais Órgãos da Administração ção para o exercício de funções.
Central e Local do Estado do aviso de abertura de 11. O recrutamento de professores colaboradores apenas
concurso público, até ao dia 20 de Março; é permitido através da celebração de contrato de trabalho,
b) Elaboração e publicação pelos Departamentos Minis- nos termos da legislação em vigor, autorizados pelo Tribunal
teriais, Governos Provinciais e demais Órgãos de Contas, no limite da respectiva dotação orçamental para
da Administração Central e Local do Estado da pagamento de salários.
Lista de Classificação final, até ao dia 20 de Maio; 12. Por razões justificáveis e existindo cobertura orçamen-
c) Os Departamentos Ministeriais, Governos Provin- tal no orçamento parcelar da Unidade Orçamental, compete
ciais e demais Órgãos da Administração Central ao Ministro das Finanças autorizar a admissão de funcionários
e Local do Estado, para efeito de fiscalização públicos, dos regimes especiais, no II Semestre de cada ano.
preventiva, devem remeter ao Tribunal de Con- ARTIGO 17.º
(Processamento de salários)
tas os processos de verificação de conformidade,
até ao dia 15 de Junho de cada ano, anexando ao 1. As Unidades Orçamentais, através dos órgãos de recursos
processo o demonstrativo «Vagas de Promoções humanos, devem certificar os dados relativos aos indivíduos
e Admissões», emitido pelo SIGFE. e os salários aprovados, processar no SIGFE os movimen-
3. O processo de recrutamento de novos agentes públicos tos do mês anterior e emitir as respectivas folhas de salário,
para os regimes especiais da educação, do ensino superior e para conferência e correcções que se tornarem necessárias e,
da saúde e deve ocorrer no II Semestre de cada ano, a fim de proceder ao pagamento dos salários até ao dia 30 (trinta) de
permitir o início da actividade laboral e processamento dos cada mês, obedecendo ao calendário publicado no SIGFE
respectivos salários nos primeiros meses do ano económico pelo Ministério das Finanças.
seguinte. 2. Não são considerados no mês a que respeitam, as alte-
4. Os Órgãos de Recursos Humanos dos Ministérios da rações posteriores à data estabelecida e que ultrapassem o
Administração do Território e Reforma do Estado, da Educação, prazo definido no número anterior, sendo da inteira respon-
do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, da Saúde e dos sabilidade dos órgãos de recursos humanos, as consequências
Governos Provinciais, devem garantir dotações orçamentais pela não introdução dessas alterações para efeitos do proces-
para pagamento dos agentes públicos a admitir nos termos samento dos salários.
do número anterior, nos respectivos limites de despesa do 3. Os Gabinetes de Recursos Humanos dos Governos
Orçamento Geral do Estado para o ano seguinte. Provinciais em coordenação com os órgãos de recursos huma-
5. Os órgãos de Recursos Humanos dos Governos nos das Direcções Provinciais de Educação devem assegurar
Provinciais, das Instituições do Ensino Superior e das Unidades a remuneração do pessoal docente não universitário, unica-
Hospitalares devem proceder à inserção e processamento dos mente, nas folhas de salários das respectivas escolas em que
salários no SIGFE dos agentes públicos, admitidos nos termos prestem serviço.
do n.º 3 do presente artigo, no I Trimestre do ano seguinte. 4. Os responsáveis máximos das instituições devem asse-
6. As alterações da base de dados para processamento de gurar que conste nas respectivas folhas de salários apenas o
salários referidas nos n.os 3 e 4 do presente artigo devem ocor- pessoal com efectividade no respectivo local de trabalho,
rer até ao dia 30 de Setembro de cada ano. salvo situações excepcionais previstas na lei.
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2411

5. Os funcionários públicos transferidos devem ser retirados 12. Para efeito de actualização da base de dados de pro-
da folha de salários do organismo de origem, imediatamente, cessamento de salários, os Gabinetes de Recursos Humanos
através da emissão no SIGFE da Guia de Vencimentos. dos Departamentos Ministeriais, dos Governos Provinciais, as
6. Para a inserção na folha de salários do novo organismo, Direcções Nacionais dos Recursos Humanos dos Ministérios
o processo da transferência de funcionários públicos consti- da Saúde e da Justiça e dos Direitos Humanos, bem como os
tuídos pelos respectivos Despachos, Guias de Marcha, bem Órgãos de Recursos Humanos dos Tribunais e da Procuradoria
como as Guias de Vencimento emitidas através do SIGFE, Geral da República, devem:
contendo os respectivos números de processo, devem ser a) Remeter à Direcção Nacional do Orçamento do
remetidos à Direcção Nacional de Administração Pública, do Estado do Ministério das Finanças, até ao dia 15
Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança de cada mês, as solicitações de processamento dos
Social e ao Organismo de destino. subsídios, que nos termos do Decreto-Lei n.º 1/03,
7. Os órgãos de recursos humanos, no prazo máximo de 8 dias de 21 de Janeiro, carecem de verificação concreta
úteis a partir da data de apresentação do funcionário, com das circunstâncias e das condições exigíveis do
base no número do processo constante da guia de vencimento, exercício efectivo da actividade do beneficiário,
devem proceder à actualização do vínculo do funcionário no
anexando a respectiva legislação complementar
SIGFE, para processamento dos respectivos salários.
e específica que atribui o direito; e
8. O processamento do subsídio de férias deve ser efec-
b) Remeter à Direcção Nacional do Orçamento do
tuado conforme o Mapa de Férias, até ao mês de Novembro,
Estado do Ministério das Finanças, até ao dia 15
sendo os órgãos de recursos humanos responsáveis pelo seu
de Abril de cada ano, as solicitações de isenção
correcto processamento no SIGFE.
9. A alteração da categoria dos funcionários, por efeito em regime especial do pagamento do Imposto
de nomeação ou de exoneração para o exercício de cargos de sobre o Rendimento de Trabalho, nos termos dos
direcção e chefia, é feita no SIGFE, pelos órgãos dos recur- artigos 2.º, 4.º e 5.º do Decreto n.º 42/04, de 13 de
sos Humanos dos Departamentos Ministeriais, dos Governos Julho, sendo o processo constituído por:
Provinciais e demais órgãos da Administração Central e Local i. Declaração original de Antigo Combatente;
do Estado. ii. Fotocópia do Bilhete de Identidade;
10. Os processos de promoção de funcionários públicos, iii. Fotocópia do cartão de identificação como
nos termos das disposições do Decreto-Lei n.º 12/94, de 1 Antigo Combatente.
de Julho, são remetidos à Direcção Nacional do Orçamento 13. Os processos para actualização da base de processamento
do Estado do Ministério das Finanças, para efeitos de actua- de salários dos Governos Provinciais devem ser remetidos
lização de categoria no SIGFE, instruídos com os seguintes pelos Gabinetes de Recursos Humanos à Direcção Nacional
elementos: da Administração Pública, para efeito de verificação e enca-
a) Parecer do Ministério da Administração Pública, minhamento à Direcção Nacional do Orçamento do Estado.
Trabalho e Segurança Social; 14. Para o processamento das subvenções mensais vita-
b) Despacho de Promoção emitido pelo Titular do lícias, previstas na legislação em vigor, devem os titulares
Organismo. desse direito, remeter ao Ministério das Finanças, o processo
11. Para a actualização da base de dados de processa- constituído por:
mento de salários, nas situações em que o respectivo quadro a) Requerimento dirigido ao Ministro das Finanças;
de vagas de direcção e chefia do organismo no SIGFE não b) Despacho de Nomeação e Exoneração, publicado
apresente disponibilidade, os órgãos dos recursos humanos em Diário da República;
dos Departamentos Ministeriais e dos Governos Provinciais c) Fotocópia do Bilhete de Identidade.
devem no prazo máximo de 10 dias úteis, a partir da data de 15. Os órgãos de recursos humanos das Unidades
nomeação, remeter à Direcção Nacional do Orçamento de Orçamentais devem processar no SIGFE, utilizando as fun-
Estado do Ministério das Finanças, para efeitos de abertura cionalidades específicas descentralizadas para o efeito, as
da respectiva vaga no SIGFE, o respectivo processo consti- informações relacionadas com o processamento de salários,
tuído por: seguintes:
a) Fotocópia do Despacho de Nomeação; a) A nomeação e exoneração para cargos políticos e
b) Fotocópia do quadro de pessoal e organigrama da de direcção e chefia;
instituição constante do Estatuto Orgânico publi- b) A admissão e promoção de funcionários públicos;
cado em Diário da República; c) A nomeação e exoneração do pessoal do quadro
c) Demonstrativos dos lugares criados e ocupados por temporário;
titulares que já auferem as respectivas remunera- d) A passagem de pessoal em provimento provisório
ções processadas pelo SIGFE, conforme o modelo para o quadro e a extinção do vínculo laboral por
em anexo as presentes Regras. aposentação, demissão, falecimento e rescisão;
2412 DIÁRIO DA REPÚBLICA

e) A concessão de licença registada, licença ilimitada 5. A Reserva Orçamental somente é utilizada, após esgotadas
e licença de parto, assim como o respectivo todas as possibilidades de cancelamento das dotações de des-
cancelamento; pesas correntes e de capital do respectivo Órgão Orçamental.
f) A suspensão do processamento de salários, devido à 6. O acto que autorizar o crédito adicional deve especifi-
comissão de serviço no exterior do País; car o tipo de crédito, a importância e a origem dos recursos
g) A concessão do abono de família, a que têm direito disponíveis de contrapartida.
7. Todas as alterações orçamentais devem ser solicitadas
os descendentes de funcionários públicos e a
pelos Órgãos Dependentes às respectivas Unidades Orçamentais,
medida de alimentos a menores em cumprimento
através da plataforma informática do SIGFE, devendo o espe-
de sentenças judiciais;
lho do processo estar devidamente assinado pelas entidades
h) O processamento do subsídio de instalação, de estí-
competentes, bem como observar as opções de tipos de altera-
mulo, de substituição e de isolamento; ções orçamentais (crédito adicional ou contrapartida interna).
i) O processamento dos subsídios de estágio dos estu- 8. Para a inclusão de nova célula orçamental, deve ser
dantes finalistas dos cursos da Área de Medicina efectuado o pré-cadastro no SIGFE, obedecendo a classifica-
das Instituições de Ensino Superior Públicas; ção orçamental em vigor, seguida de solicitação de aprovação
j) A actualização da base de dados para o processa- à Direcção Nacional do Orçamento do Estado do Ministério
mento de horas acrescidas e chamadas do pessoal das Finanças.
médico, do subsídio de férias, do subsídio de turno 9. Os Órgãos Sectoriais e Provinciais do Sistema
e nocturno, do subsídio de exame, do subsídio de Orçamental (Gabinetes de Estudo, Planeamento e Estatística dos
orientação de tese, do subsídio de conclusão de Departamentos Ministeriais e dos Governos Provinciais e órgão
tese e do subsídio de regência de curso e cadeira; equiparados da Presidência da República, da Vice-Presidência
k) A alteração do percentual do subsídio de diuturni- da República e dos Tribunais Superiores) responsáveis pela
dade a que têm direito os Magistrados Judiciais elaboração do orçamento das Unidades Orçamentais, devem
proceder à análise técnica das solicitações de créditos adicionais
e do Ministério Público;
das respectivas Unidades Orçamentais e Órgãos Dependentes,
l) A opção remuneratória, o desconto por prestação de
sobre os aspectos legais, de programação e execução orça-
serviço em tempo parcial, a exclusão do 13.º Mês
mental e sobre a efectiva necessidade de atribuição do crédito
e os descontos ao funcionário; adicional.
m) Transferência de funcionários públicos. 10. A Direcção Nacional do Orçamento do Estado com base
16. Os processos relativos à isenção, em regime especial, nas informações prestadas, procedem à avaliação da neces-
do pagamento do Imposto sobre o Rendimento do Trabalho, sidade do crédito adicional solicitado e da disponibilidade
nos termos do Decreto n.º 42/04, de 13 de Julho, são autori- de recursos de contrapartida, solicita informações adicionais
zados pela Direcção Nacional do Orçamento do Estado do ou desencadeia os procedimentos legais estabelecidos para a
Ministério das Finanças. decisão competente de autorização ou indeferimento.
17. Os funcionários públicos e os agentes que auferirem 11. As solicitações de alterações orçamentais, com recurso à
vencimentos, subsídios e abonos indevidamente, são obrigados contrapartida da reserva orçamental, excepto em despesas com
a devolvê-los ao Tesouro Nacional através da funcionalidade o pessoal que derem entrada no Ministério das Finanças após o
específica no SIGFE. dia 15 de Outubro do exercício corrente, não são consideradas.
ARTIGO 19.º
CAPÍTULO IV
(Créditos adicionais por contrapartida da reserva orçamental)
Ajuste Orçamental
1. As alterações orçamentais em Despesas de Funcionamento
ARTIGO 18.º
(Créditos orçamentais)
e Despesas de Apoio ao Desenvolvimento por contrapartida
da «Reserva Orçamental» devem conter os seguintes dados
1. O Orçamento Geral do Estado é executado por inter-
de fundamentação:
médio de créditos orçamentais iniciais e adicionais.
a) Razões da não inscrição da despesa no orçamento
2. Os créditos adicionais são suplementares, quando des-
aprovado;
tinados ao reforço de dotação orçamental e especiais, quando
b) Execução do crédito inicial e as razões que deram
destinados a atender despesas para as quais não haja dotação
específica na lei orçamental. origem a insuficiência orçamental;
3. Os créditos adicionais só podem ser propostos à con- c) O incremento qualitativo ou quantitativo, nos níveis
sideração da entidade competente para as autorizar, desde dos serviços ou acções;
que devidamente justificados e a indispensável contrapartida d) Cópia do(s) contrato(s), que originaram a despesa e
esteja assegurada. respectivo visto do Tribunal de Contas, nos termos
4. As dotações orçamentais e eventuais saldos orçamentais dos limites de despesas fixados para fiscalização
em despesas com o pessoal, somente podem constituir contra- preventiva na Lei que Aprova o Orçamento Geral
partida de créditos adicionais na mesma categoria de despesa. do Estado;
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2413

e) Base de cálculo da solicitação de crédito adicional 8. Os créditos adicionais que resultem em aumento, acima de
por natureza económica da despesa, conforme o 10%, do Limite de Despesa da respectiva Unidade Orçamental,
Modelo em anexo às presentes Regras; aprovado pela Lei Anual do OGE, excepto as de pessoal e
f) Créditos adicionais já autorizados no ano económico de projectos de investimento público, são autorizados pelo
à Unidade Orçamental; Titular do Poder Executivo.
9. Os créditos adicionais que resultem em aumento, até
g) Demonstrativo da alteração do orçamento;
10%, do Limite de Despesa da respectiva Unidade Orçamental,
h) Consequências do não atendimento da solicitação.
aprovado pela Lei Anual do OGE, excepto as de pessoal e
2. Os processos de crédito adicional em despesas com
de projectos de investimento público, são autorizados pelo
pessoal devem ser instruídos apenas com as informações das Ministro das Finanças.
alíneas a), b) e f), mediante a apresentação e preenchimento 10. Os créditos adicionais em despesas com o pessoal dos
dos Mapas de Planeamento de Efectivos e demonstrativos Órgãos de Soberania e da Administração Central do Estado e
da necessidade anual, conforme modelos anexos às presen- dos Órgãos da Administração Local do Estado, por contrapar-
tes Regras. tida das «Reservas Específicas» para despesas com o pessoal,
3. As solicitações de créditos adicionais das Unidades são autorizados respectivamente, pelo Director Nacional do
Orçamentais dos Órgãos de Soberania e da Administração Orçamento do Estado e pelo Director Nacional dos Orçamentos
Central do Estado devem ser remetidas pelos Titulares dos Locais. Ambos do Ministério das Finanças.
Órgãos de Soberania e dos Departamentos Ministeriais, após ARTIGO 20.º
(Créditos adicionais por contrapartida interna)
instrução do parecer pelos Gabinetes de Estudos, Planeamento
1. As alterações orçamentais por contrapartida interna
e Estatística que evidencia a necessidade de avaliação subse-
devem conter os seguintes dados de fundamentação:
quente, ao Ministro das Finanças. a) Motivos da subavaliação da dotação orçamental;
4. As solicitações de créditos adicionais das Unidades b) Reavaliação quantitativa ou qualitativa da despesa;
Orçamentais da Administração Local do Estado devem ser c) Resultados esperados com o reforço de dotação
remetidas pelos Governadores da Província, após instrução do orçamental;
parecer pelos Gabinetes de Estudos, Planeamento e Estatística d) Motivo da sobreavaliação da dotação orçamental
proposta como contrapartida;
e obtido o parecer da respectiva Delegação Provincial de
e) Repriorização das acções que levem à economia
Finanças que evidencia a execução orçamental e financeira da de recursos;
Unidade Orçamental e insuficiência orçamental, ao Gabinete f) Implicações da não-aceitação da solicitação.
do Ministro das Finanças. 2. As alterações orçamentais por contrapartida interna
5. O Parecer referido nos n.os 3 e 4 do presente artigo deve em despesas de funcionamento da actividade básica (excepto
ter o seguinte conteúdo: despesas de investimentos) dos Órgãos de Soberania e da
Administração Central do Estado devem ser solicitadas pelos
a) Introdução;
titulares das respectivas Unidades Orçamentais, ao titular
b) Indicação e breve referência à base legal da despesa do respectivo órgão orçamental e autorizadas por este, após
específica a realizar; parecer favorável do Gabinete de Estudos, Planeamento e
c) Créditos adicionais já autorizados no ano económico Estatística do departamento ministerial, desde que estejam
à Unidade Orçamental; inseridos no mesmo projecto ou actividade.
d) Peso percentual do crédito adicional e do total de 3. As alterações orçamentais por contrapartida interna em
despesas de funcionamento da actividade básica dos Órgãos
créditos adicionais já autorizados, em relação às
da Administração Local do Estado devem ser solicitadas pelos
despesas de funcionamento da Unidade Orçamental; titulares das respectivas Unidades Orçamentais ao Titular do
e) Síntese das razões da atribuição do crédito adicional. Governo Provincial e autorizadas por este, após parecer favo-
6. As Unidades Orçamentais-Delegações Provinciais devem rável do Gabinete de Estudos e Planeamento e Estatística do
remeter as solicitações de créditos adicionais aos respectivos Governo Provincial, desde que estejam inseridos no mesmo
Departamentos Ministeriais para apreciação e cumprimento projecto ou actividade.
4. As alterações orçamentais por contrapartida interna
do estabelecido no presente artigo.
em Despesas de Apoio ao Desenvolvimento dos Órgãos de
7. As solicitações de créditos adicionais em despesas com o
Soberania e da Administração Central devem ser solicita-
pessoal das Unidades Orçamentais dos Órgãos de Soberania e
das pelos titulares das respectivas Unidades Orçamentais à
da Administração Central e Local do Estado devem ser reme- Direcção Nacional do Orçamento do Estado do Ministério das
tidas, pelos Secretários Gerais ou Entidades Equiparadas dos Finanças, constando do processo o parecer do Gabinete de
Órgãos de Soberania, dos Departamentos Ministeriais e dos Estudos, Planeamento e Estatística do respectivo Departamento
Governos Províncias, à Direcção Nacional do Orçamento do Ministerial, desde que estejam inseridos no mesmo projecto
Estado do Ministério das Finanças. ou actividade.
2414 DIÁRIO DA REPÚBLICA

5. As alterações orçamentais por contrapartida interna ARTIGO 22.º


(Contrapartidas entre Projectos do Programa
em Despesas de Apoio ao Desenvolvimento dos Órgãos da de Investimento Público)
Administração Local do Estado devem ser solicitadas pelos
1. Os créditos adicionais por contrapartidas interna asse-
titulares das respectivas Unidades Orçamentais ao Delegado
gurada em projectos do Programa de Investimento Público
Provincial do Ministério das Finanças. são efectuados pelo Ministério das Finanças, por solicitação
6. As alterações orçamentais por contrapartida interna da Unidade Orçamental que instrui o processo, inclusive o
em Despesas de Funcionamento e Despesas de Apoio ao «Espelho de Crédito Adicional» no SIGFE.
Desenvolvimento dos Órgãos da Administração Central e dos 2. As transferências de dotações, a título de contrapartidas
Órgãos da Administração Local do Estado que não estejam internas, relativas às despesas do Programa de Investimento
inseridas no mesmo projecto ou actividade devem ser solici- Público, são efectuadas pelo Ministro das Finanças, desde
tadas pelos titulares das respectivas Unidades Orçamentais à que seja observado o equilíbrio entre as Fontes de Recurso.
3. Os créditos adicionais por contrapartida interna asse-
Direcção Nacional do Orçamento do Estado do Ministério das
gurada em Projectos do Programa de Investimentos Públicos,
Finanças, respectivamente, constando do processo o parecer do
que resultem em alteração da fonte de recurso, são autoriza-
Gabinete de Estudos de Estudos, Planeamento e Estatística do dos pelo Ministério das Finanças.
respectivo Departamento Ministerial ou Governo Provincial. 4. As Contrapartidas entre projectos do Programa de
7. As alterações orçamentais por contrapartida interna em Investimentos Públicos solicitadas, nos termos dos números
despesas de funcionamento da actividade básica dos serviços anteriores do presente artigo são efectivadas no SIGFE pela
periféricos e desconcentrados dos Ministérios devem ser soli- Direcção Nacional para o Investimento Público do Ministério
citados pelos titulares das respectivas Unidades Orçamentais das Finanças
ao Delegado Provincial de Finanças e autorizadas por este,
CAPÍTULO V
constando do processo o parecer do Gabinete de Estudos, Programa de Investimento Público
Planeamento e Estatística da respectiva Unidade Orçamental.
ARTIGO 23.º
8. As alterações orçamentais por contrapartida interna em (Execução de projectos em geral)
despesas com pessoal dos Órgãos da Administração Central
1. O início da execução física e financeira de um projecto
e dos Órgãos da Administração Local do Estado devem ser
do Programa de Investimento Público carece de autorização
solicitadas pelos titulares das Unidades Orçamentais ao titu- prévia do Ministério das Finanças, com base na verificação
lar do respectivo Órgão Orçamental e são autorizadas por dos seguintes requisitos cumulativos:
este, mediante a apresentação e preenchimento dos Mapas a) Fotocópia completa do contrato ou contratos ine-
de Planeamento de Efectivos justificativo e demonstrativos rentes ao projecto assinado(s) e homologado(s)
da necessidade anual, conforme modelos anexos às presen- pelos Órgãos competentes, e respectivos anexos;
tes Regras. b) Fotocópia do cronograma físico e financeiro de exe-
9. Todas as alterações orçamentais por contrapartida interna cução do projecto, com desdobramento trimestral
e do respectivo cronograma de desembolsos;
não previstas nos números anteriores devem ser remetidas
c) Fotocópia do relatório final do processo de formação
ao Ministério das Finanças pelos respectivos Titulares do
do contrato ou contratos;
Departamento Ministerial da Administração Central e da d) Fotocópia do Despacho de autorização da despesa
Administração Local do Estado, constando do processo o exarado pelo órgão competente nos termos da Lei
parecer do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística dos Contratos Públicos;
do respectivo Órgão Orçamental, elaborado nos termos do e) Fotocópia do visto do Tribunal de Contas, nos termos
n.º 1 do presente artigo e são autorizados pelo Secretário de dos limites de despesa fixados na Lei que aprova
Estado do Orçamento. o Orçamento Geral do Estado;
f) Nota de Cabimentação Global.
ARTIGO 21.º
(Cativação de créditos) 2. É vedado o início da execução física dos contratos
relativos aos projectos do Programa de Investimentos, cujas
1. É autorizado o Ministro das Finanças a cativar e a des-
fontes de financiamento da despesa não estejam asseguradas
cativar até 100% dos créditos orçamentais de novos projectos
e inscritas no Orçamento Geral do Estado.
do Programa de Investimento Público e das Despesas de Apoio
ARTIGO 24.º
ao Desenvolvimento. (Dotações orçamentais para execução de projectos)
2. As descativações dos créditos orçamentais são solicita-
1. As dotações orçamentais a inscrever na Programação
das pelos titulares dos respectivos Órgãos Orçamentais e são
Financeira e nos Planos de Caixa do Tesouro devem estar de
autorizados pelo Ministro das Finanças, mediante:
acordo com os cronogramas financeiros de desembolso dos
a) Apresentação do relatório final do procedimento projectos do Programa de Investimento Público, devendo para
concursal para formação do contrato ou contratos o efeito, as Unidades Orçamentais executar a solicitação no
inerentes ao projecto; Sistema Informático do Programa de Investimento Público
b) Garantia da existência de fonte de financiamento. do Ministério das Finanças.
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2415

2. As Unidades Orçamentais devem solicitar no Sistema de Aprovação, emitem a factura correspondente


Informático do Programa de Investimento Público do Ministério aos autos de medição aprovados e encaminham
das Finanças, trimestralmente, até o dia 10 (dez) do mês à Unidade Orçamental para pagamento.
anterior ao início do trimestre de referência, a proposta de 3. A Unidade Orçamental responsável pelo contrato remete
Programação Financeira Trimestral dos seus projectos inse- a factura e autos de medição validados:
ridos no Programa de Investimento Público e inscritos no a) Para a Direcção Nacional do Investimento Público
OGE, diferenciando as despesas a liquidar em moeda nacio- em caso de financiamento Recursos Ordinários do
nal e aquelas que representam responsabilidade directa de Tesouro, que após validação as devolve à Unidade
liquidação ao exterior. Orçamental para efeitos de pagamento;
3. A Direcção Nacional de Investimento Público deve vali- b) Para a Unidade Técnica de Acompanhamento de
dar as propostas de Programação Financeira Trimestral dos Projectos no caso de financiamento interno e
Projectos do Programa de Investimento Público das Unidades externo que após validação as encaminha para a
Orçamentais, para enquadramento no Plano de Caixa, até ao Unidade de Gestão da Dívida Pública para efeitos
dia 12 do mês anterior ao início do trimestre de referência. de desembolso do crédito.
4. Na proposta de Programação Financeira Trimestral, no
Plano de Caixa e na utilização da Quota Financeira disponi- ARTIGO 26.º
(Relatórios de execução dos projectos)
bilizada, tem prioridade a execução de projectos em curso.
5. A formação dos contratos relativos aos projectos de 1. As Unidades Orçamentais devem enviar ao Ministério das
investimento público inscritos no Orçamento Geral do Estado Finanças trimestralmente, até ao dia 20 do mês seguinte ao do
deve ser feita nos termos da Lei dos Contratos Públicos e trimestre de referência o relatório de execução do programa de
demais legislação em vigor. investimento público da respectiva unidade orçamental, espe-
6. Os adjudicatários das propostas ligadas aos projectos cificando o grau de execução física e financeira dos contratos
de investimento público devem apresentar uma garantia de incluindo valores em dívida e indicando os constrangimen-
boa execução dos contratos, nos termos da Lei dos Contratos tos identificados.
Públicos. 2. As disposições contidas no articulado do Capítulo II
7. O pagamento de equipamentos e material duradouro das presentes Regras que se referem, genericamente, à exe-
adquiridos directamente de fornecedores no estrangeiro deve cução das despesas orçamentais, são aplicáveis à execução
ser feito, necessariamente, com a abertura de um crédito financeira do Programa de Investimento Público, em tudo o
documentário em banco de primeira linha e contra o embar- que não contrarie a sua especificidade.
que da mercadoria, nos termos da legislação cambial.
ARTIGO 27.º
8. O acompanhamento da execução física dos projectos com- (Execução de projectos financiados por facilidades de crédito)
pete aos Departamentos Ministeriais, Governos Provinciais e
1. Compete ao Ministério das Finanças a negociação, con-
Administrações Municipais de tutela e às Unidades Orçamentais
tratação e gestão de toda Dívida Pública Directa e Indirecta,
contratantes, através dos órgãos técnicos sectoriais e provin-
devendo para efeito de execução de projectos financiados
ciais de planeamento, em articulação com a Unidade Técnica
de Acompanhamento de Projectos. por facilidades de crédito as Unidades Orçamentais remeter
à Unidade de Gestão da Dívida Pública cópia dos seguintes
ARTIGO 25.º
(Pagamentos decorrentes da execução de projectos)
documentos:
a) Fotocópia da ficha de identificação do projecto;
1. Os pagamentos decorrentes da execução dos contratos
b) Fotocópia da Ficha de caracterização do projecto;
inerentes ao Programa de Investimento Público são realiza-
c) Comprovativo de inserção do projecto no PIP;
dos nos termos do respectivo contrato, de acordo com a Lei
d) Despacho do órgão competente para autorizar a
dos Contratos Públicos.
despesa referente ao contrato ou os contratos
2. As facturas e os autos de medição devem necessariamente
comerciais inerentes ao projecto;
ser avalizados pelos responsáveis das Unidades Orçamentais
e) Os contratos comerciais visados pelo Tribunal de
demandantes dos serviços, bens e empreitadas, obedecendo
ao seguinte: Contas e respectivos anexos, incluindo obriga-
a) No final de cada mês, os prestadores de serviços, toriamente os cronogramas de execução física
os fornecedores de bens e os empreiteiros devem e financeira;
remeter às respectivas Unidades Orçamentais, os f) Notas de Cabimentação Global.
autos de medição do mês ou documento equiva- 2. Assim como outros elementos solicitados pela Unidade
lente, devidamente visado pela fiscalização, e pelo de Gestão da Dívida Pública de acordo com os procedimen-
gestor do projecto; tos definidos por esta.
b) A entidade fiscalizadora e a Unidade Orçamental 3. O acompanhamento da execução física dos projectos
responsável pelo contrato avaliam o auto de financiados por facilidade de crédito compete aos Departamentos
medição mensal e caso estejam de acordo, apro- Ministeriais, Governos Provinciais e Administrações Municipais
vam o mesmo através da emissão de Certificado de tutela e as Unidades Orçamentais contratantes, através dos
de Aprovação; órgãos técnicos sectoriais e provinciais de planeamento, em
c) Os prestadores de serviços, os fornecedores de articulação com a Unidade Técnica de Acompanhamento de
bens e os empreiteiros, com base no Certificado Projectos.
2416 DIÁRIO DA REPÚBLICA

4. No acompanhamento da execução física e financeira 2. Os montantes dos fundos permanentes são fixados por
dos projectos devem ser devidamente observados e analisa- Despacho do Ministro das Finanças, mediante proposta fun-
dos os saldos dos créditos orçamentais e dos correspondentes damentada da Unidade Orçamental interessada.
desembolsos, de forma a assegurar que estejam a ser reflectido 3. A proposta de constituição do Fundo Permanente deve
correctamente na execução orçamental os fluxos das receitas ser remetida ao Gabinete do Ministro das Finanças, até ao
das facilidades de crédito e das despesas orçamentais execu- dia 31 de Julho, e não são consideradas aquelas que derem
tadas com estes recursos. entrada após essa data.
5. As disposições contidas no artigo 20.º das presentes 4. A proposta de constituição do Fundo Permanente deve
Regras, que se referem genericamente à execução dos Projectos ser constituída por:
de Investimentos Públicos, são aplicáveis à execução dos a) Despacho de Nomeação da Comissão Administra-
Projectos financiados por facilidades de crédito, em tudo o tiva encarregue da gestão do Fundo Permanente,
que não contrarie o estabelecido no presente artigo. constituída por três funcionários;
ARTIGO 28.º
b) Breve descrição das despesas que se pretende realizar
(Contrato de Financiamento-Ponte) com o Fundo Permanente;
c) Base de cálculo do montante do fundo permanente
1. Os contratos de financiamento associados ao Programa
proposto.
de Investimento Público e de outros programas e projectos de
5. Publicado o Despacho referido no n.º 2, a Comissão
interesse nacional enquadrados no Plano de Desenvolvimento
Administrativa deve requisitar ao gestor da respectiva Unidade
Nacional, cuja implementação seja considerada prioritária,
Orçamental a importância do Fundo Permanente autorizado,
e desde que os trâmites das facilidades de crédito estejam a
sendo emitidas as correspondentes Ordens de Saque nas nature-
decorrer e tenham cumprido com a tramitação legal necessá-
zas económicas de despesa indicadas na proposta que sustentou
ria, podem beneficiar, após a assinatura do respectivo contrato
a aprovação do Fundo Permanente.
de financiamento — ponte de um adiantamento de fundos a
6. As Ordens de Saque emitidas a favor das Comissões
concretizar mediante Recursos Ordinários do Tesouro (ROT).
Administrativas para a constituição ou reconstituição dos
2. O Contrato de Financiamento-Ponte torna-se efectivo no
mesmos são sempre satisfeitas por transferência bancária.
acto da sua assinatura, com o posterior desembolso de fundos
7. Pelos Fundos Permanentes, podem pagar-se:
pelo Tesouro Nacional, recebidos antes da aprovação da faci- a) Despesas de pequeno vulto e eventuais, de pronto
lidade de crédito, através da plataforma informática SIGFE. pagamento, necessárias ao eficiente funcionamento
3. Os prestadores de serviços, os fornecedores de bens e os quotidiano dos serviços que, pela sua natureza,
empreiteiros são obrigados a reembolsar o Tesouro Nacional exijam procedimentos expeditos de actuação;
dos fundos desembolsados em ROT, em conta previamente b) Cobertura de despesas com cartões de crédito e de
indicada, após disponibilização dos fundos decorrentes da débito emitidos para o suporte das ajudas de custo
facilidade de crédito aprovada, dento do prazo acordado. dos funcionários em missões de serviço;
ARTIGO 29.º c) Cobertura de despesas com cartões de débito de
(Contratos inerentes a projectos financiados combustíveis e afins;
por facilidades de crédito)
d) Despesa em situações especiais dos órgãos de defesa
1. A formação de contratos com financiamento externo e segurança com carácter sigiloso, conforme se
obedece aos princípios gerais constantes na Lei dos Contratos classificar em regulamento próprio.
Públicos em caso de créditos financeiros ou outros títulos da 8. É vedada a aquisição de material permanente, utilizando
dívida pública. recursos do Fundo Permanente.
2. A Unidade de Gestão da Dívida Pública deve, em concer- 9. As autorizações de fundos permanentes são válidas até
tação com as entidades financiadoras, encontrar mecanismos solicitação de liquidação pela Unidade Orçamental ou anula-
de selecção de empreiteiros e prestadores de serviços, compa- ção pelo Ministro das Finanças.
tíveis com os princípios gerais previstos na Lei dos Contratos ARTIGO 31.º
Públicos, em caso de financiamento por linha de crédito à (Prestação de contas e registo do Fundo Permanente)
exportação.
1. As Comissões Administrativas dos Fundos Permanentes
CAPÍTULO VI ficam obrigadas a enviar ao gestor da respectiva Unidade
Fundo Permanente Orçamental, com periodicidade mensal, os documentos jus-
tificativos das despesas legalmente realizadas, devendo ser
ARTIGO 30.º
(Concessão do fundo permanente) classificadas pelas verbas orçamentais aplicáveis, numeradas
e descritas numa relação discriminativa de todas as quantias
1. Fundos Permanentes são importâncias adiantadas pelo
Tesouro Nacional, precedida de cabimentação, mantida em pagas e apondo-se, em cada um deles, de forma bem visível,
contas bancárias «Fundo Permanente» cadastradas no SIGFE, a declaração «pago por conta do fundo permanente».
destinadas ao pagamento das despesas referidas no n.º 6 deste 2. Os documentos devem ser apresentados na sua forma
artigo, para as quais haja verba orçamental adequada e sufi- original, emitidos em nome da Unidade Orçamental, auten-
ciente, tendo em conta o princípio da Unidade de Tesouraria e ticados pelo fornecedor, para serem homologados, tendo em
o objectivo de satisfazer necessidades inadiáveis dos serviços. vista a reconstituição desses fundos.
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2417

3. A emissão da «Ordem de Saque» para a reconstituição d) Assegurar o controlo prévio, com o objectivo de
do Fundo Permanente, só deve ocorrer, caso seja cumprido o evitar a realização de despesas não previstas no
estabelecido no n.º 1 deste artigo e a Nota de Cabimentação orçamento ou que ultrapassem o montante de
descrimine as naturezas económicas das despesas realizadas. crédito orçamental autorizado;
4. As Comissões Administrativas dos Fundos Permanentes e) Garantir a conformidade legal das peças justificativas
escrituram um livro próprio em que lançam: da execução das despesas;
a) A débito, a importância inicial do fundo e as suas f) Garantir, através da devida certificação, a recepção
reconstituições; dos bens ou serviços adquiridos por uma unidade
b) A crédito, as importâncias de todas as despesas pagas. orçamental, no âmbito da execução orçamental;
5. Do livro, referido no número anterior, constam os Termos g) Identificar e alertar sobre as iniciativas com impacto
de Abertura e de Encerramento, devidamente assinados pelo financeira e orçamental;
Gestor da Unidade Orçamental, assim como as respectivas h) Identificar as tendências de risco orçamental;
folhas numeradas e por ele rubricadas.
i) Apresentar o relatório sobre a execução orçamental
6. Até ao dia 5 de cada mês, as Comissões Administrativas
indicando os possíveis problemas identificados
dos Fundos Permanentes devem remeter aos gestores das
bem como propondo as respectivas soluções.
Unidades Orçamentais, um balancete demonstrativo dos valores
recebidos e das despesas pagas, bem como do saldo existente. ARTIGO 33.º
(Documentação e prazos)
7. A Comissão Administrativa deve, até ao dia 28 de
Dezembro de cada ano, apresentar a prestação de contas ao 1. Para efeitos de prestação de contas, os intervenientes na
Gestor da Unidade Orçamental, nos termos do n.º 6 deste artigo execução orçamental e financeira devem cumprir os pres-
e informar a Direcção Nacional do Tesouro do Ministério das supostos constantes nos números seguintes do presente artigo.
Finanças as disponibilidades na conta Fundo Permanente. 2. As Delegações Provinciais de Finanças devem remeter
8. Os saldos dos Fundos Permanentes a 31 de Dezembro
à Administração Geral Tributária, até ao dia 5 de cada mês, o
revertem a CUT, obrigatoriamente, até ao dia 10 de Janeiro,
Boletim Mensal de Arrecadação (BMA).
sendo os Fundos Permanentes do exercício seguinte recons-
tituídos através de dotações orçamentais do respectivo ano 3. Devem as Áreas de Contabilidade Pública adstritas
económico. às Delegações Provinciais de Finanças efectuar a recepção,
9. Não deve ser feita qualquer reconstituição do Fundo controlo e análise das prestações de contas das Unidades
Permanente, nos seguintes casos: Orçamentais e Órgãos Dependentes de subordinação local,
a) Se um dos membros da Comissão Administrativa bem como dos demais organismos que beneficiem de dota-
estiver sob inquérito ou a responder a processo ção orçamental do OGE e não possuem dependência central.
administrativo; 4. As Delegações de Finanças devem remeter, mensalmente,
b) Se um dos membros tiver a seu cargo a guarda e a
à Direcção Nacional de Contabilidade Pública, até ao 12.º dia
utilização de um bem a adquirir ou de um serviço
a ser prestado; do mês subsequente, o relatório-síntese sobre a análise das
c) Se esgotado o prazo, não tenha sido apresentada prestações de contas das entidades sob jurisdição local.
aprestação de contas. 5. As Missões Diplomáticas, Consulares e Representações
10. Os membros das Comissões Administrativas dos Fundos Comerciais devem proceder ao registo das respectivas pres-
Permanentes não podem deixar o exercício de funções, na tações de contas na funcionalidade específica SIGFE, cuja
respectiva Unidade Orçamental, sem prévio Despacho do inobservância é passível de suspensão da transferência de
Ministro das Finanças, em que se declare livre da sua res- recursos financeiros pela Direcção Nacional do Tesouro.
ponsabilidade para com o Tesouro Nacional.
6. As Missões Diplomáticas, Consulares e Representações
CAPÍTULO VII Comerciais devem remeter à Direcção Nacional de Contabilidade
Prestação de Contas Pública, até ao dia 10 do mês ao que se referir, o relatório de
ARTIGO 32.º
Prestação de Contas.
(Controlador Financeiro) 7. As Unidades Orçamentais cujo parcelar orçamental
1. O Controlador Financeiro é figura que tem a missão contém despesas inscritas na fonte de recursos próprios obri-
de assegurar a gestão dos recursos financeiros públicos de gam-se a reportar a respectiva execução da receita e da despesa
acordo com as normas éticas, jurídicas e técnicas que regem remetendo à Direcção Nacional de Contabilidade Pública do
a execução do OGE. Ministério das Finanças os demonstrativos da execução,
2. Ao Controlador Financeiro são atribuídas, entre outras, até 15 (quinze) dias após o término do mês.
as seguintes tarefas: 8. As Unidades Orçamentais detentoras de contas bancá-
a) Acompanhar a gestão financeira das receitas e des-
rias com direitos de saque junto dos bancos comerciais devem
pesas do Estado;
b) Controlar o cumprimento das regras sobre a execu- remeter à Direcção Nacional do Tesouro e à Direcção Nacional
ção orçamental; de Contabilidade Pública do Ministério das Finanças, os rela-
c) Acompanhar o cumprimento das obrigações do tórios mensais dos movimentos das respectivas contas, até o
Estado para com terceiros; dia 5 do mês seguinte ao que se referem.
2418 DIÁRIO DA REPÚBLICA

9. A Administração Geral Tributária deve encaminhar à b) Encaminhar, diariamente, à Direcção Nacional de


Direcção Nacional de Contabilidade Pública e ao Gabinete de Contabilidade Pública do Ministério das Finanças,
Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, todos os documentos processados e os respectivos
até ao dia 15 de cada mês, a informação relativa à receita extractos bancários;
consolidada do país, arrecadada no mês anterior, bem como c) Encaminhar, diariamente, à Administração Geral
a receita tributária em cobrança, correspondente ao stock da Tributária as vias do Documento de Arrecadação
dívida activa. de Receitas (DAR), capeadas pelo Boletim Diário
10. A Direcção Nacional do Tesouro deve encaminhar à de Arrecadação (BDA) e o respectivo extracto
Direcção Nacional de Contabilidade Pública, até ao dia 20 bancário.
de cada mês, o seguinte: 15. A SONANGOL-E.P. deve remeter mensalmente à
a) Cópias dos «bordereaux» bancários correspon- Direcção Nacional do Tesouro, para registo, até o dia 15 do
dentes às entradas de recursos na Conta Única mês seguinte a que se reporta:
do Tesouro — CUT e na conta Ministério das a) O demonstrativo das receitas do Estado não trans-
Finanças/Tesouro Nacional; feridas para a CUT;
b) Extractos bancários das Contas do Tesouro Nacional, b) O resumo detalhado de encargos do Estado que
devidamente conciliados; tenha assumido;
c) Demonstrativo das doações recebidas pelos Órgãos c) Os documentos bancários dos pagamentos feitos para
do Estado. as contas de garantia dos bancos depositários, para
11. A Unidade de Gestão da Dívida Pública deve enca- a liquidação do serviço da dívida.
minhar à Direcção Nacional de Contabilidade Pública do 16. Para efeitos de contabilização dos registos patrimoniais
Ministério das Finanças, até ao dia 20 de cada mês, o seguinte: no SIGFE, as Unidades Orçamentais e Órgãos Dependentes
a) Demonstrativo da dívida interna e externa; devem até ao dia 31 de Dezembro, complementar as infor-
mações dos bens adquiridos no SIGPE.
b) Resumo dos contratos de financiamento das facili-
dades de crédito. ARTIGO 34.º
(Responsabilização e Infracções contra Finanças Públicas)
12. A Direcção Nacional de Contabilidade Pública deve:
a) Remeter ao Gabinete de Estudos e Estatística os A não observância das disposições destas Regras são tidas
Balancetes Mensais da execução orçamental e como infracções e faz incorrer os seus autores em responsa-
financeira e a evolução do stock da despesa liqui- bilidade disciplinar, administrativa, financeira, fiscal, civil e
dada e não paga, evidenciando o consolidado por criminal, nos termos da legislação em vigor.
credor da administração central e local do Estado, CAPÍTULO VIII
assim como dos Serviços e Fundos Autónomos; Disposições Finais
b) Enviar, mensalmente, à Direcção Nacional dos
ARTIGO 35.º
Investimentos Públicos a informação relativa à (Pagamento de despesas pela SONANGOL-E.P.)
execução financeira dos Projectos de Investimen-
São objecto de compensação com a Receita da
tos Públicos, durante a primeira semana do mês
Concessionária devida pela SONANGOL-E.P. ao Tesouro
seguinte ao de referência; Nacional, os encargos seguintes:
c) Enviar à Direcção de Administração e Gestão do a) O montante fixado na Lei Anual do OGE da Receita
Orçamento do Ministério das Relações Exterio- da Concessionária a reter a título de cobertura das
res, até ao dia 30 do mês subsequente, o relatório despesas relativas a fiscalização pela SONANGOL-
sobre o recebimento da Prestação de Contas das -E.P. das suas associadas nos grupos empreiteiros,
Missões Diplomáticas. nos termos da Lei n.º 13/04, de 24 de Dezembro
13. O Banco Nacional de Angola deve: — Lei de Tributação das Actividades Petrolíferas;
a) Encaminhar, diariamente, à Direcção Nacional do b) Fornecimento de petróleo bruto para a satisfação dos
Tesouro, as vias de todos os documentos de ope- compromissos contratuais do Estado relacionados
rações processadas na CUT; com contratos de financiamento;
c) Valor da subvenção ao preço dos combustíveis
b) Encaminhar, semanalmente, em formato electrónico,
derivados do petróleo bruto e que corresponde à
a composição detalhada das operações mobiliárias
diferença entre o preço efectivo e o preço fixado
conduzidas no período; pelo Executivo;
c) Remeter, trimestralmente, à Unidade de Gestão da d) Valor das obras de infra-estruturas públicas das
Dívida Pública, um relatório da dívida externa; novas centralidades.
14. Os Bancos Operadores, como Agentes Financeiros ARTIGO 36.º
do Estado, devem: (Cativações no exercício económico)
a) Encaminhar, diariamente, à Direcção Nacional do 1. As cativações de créditos orçamentais efectuadas em
Tesouro do Ministério das Finanças, o respectivo sede das condições macroeconómicas do exercício econó-
extracto bancário da conta Ministério das Finanças/ mico são efectuadas pelo Ministro das Finanças até 100%
Tesouro Nacional; do valor orçamentado.
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2419

2. As descativações das despesas referidas no número ante- ARTIGO 37.º


rior são efectivadas pelo Ministro das Finanças, desde que (Admissões e promoções)

esteja garantida a respectiva fonte de financiamento. As admissões e promoções do pessoal, que aumentam
3. É, também, autorizado o Ministro das Finanças a cati- o fundo salarial no exercício económico, nos termos da Lei
var e a descativar créditos orçamentais no OGE de 2018, dos que Aprova o Orçamento Geral do Estado, são realizadas
projectos inseridos no Programa de Investimento Público e mediante Despacho Conjunto de Atribuição de Vagas dos
nas Despesas de Apoio ao Desenvolvimento do OGE, sem Ministros das Finanças e da Administração Pública, Trabalho
execução orçamental. e Segurança Social.

ANEXO I
Modelo a que se refere o n.º 5 do artigo 13.º

PÁGINA
RESUMO MENSAL DE PAGAMENTOS EM ATRASO EXERCÍCIO
N.º
REPÚBLICA DE ANGOLA

UNIDADE ORÇAMENTAL:

N.º DE VALOR TOTAL DAS FACTU-


DESIGNAÇÃO DA EMPRESA BENEFICIÁRIA NÚMERO DE FACTURAS
ORDEM RAS (KZ)

TOTAL

LOCAL E DATA O RESPONSÁVEL


ANEXO II 2420
Modelo a que se refere o n.º 6 do artigo 13.º

PÁGINA
REPÚBLICA DE ANGOLA
DEMONSTRATIVO DAS FACTURAS EM ATRASO EXERCÍCIO
N.º
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
a.

ÓRGÃO DEPENDENTE

b.
FACTURA DATADE RE-
N.º BENEFICIÁRIO VALOR ORSFRVAÇÕES
NUMERO DATA CEPÇÃO

10

11

TOTAL

c.
OBSERVAÇÕES

LOCAL E DATA O RESPONSÁVEL


DIÁRIO DA REPÚBLICA
ANEXO III
Modelo a que se refere a alínea f) do n.º 4 do artigo 12.º

PÁGINA
REPÚBLICA DE ANGOLA
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FINANCEIRA EXERCÍCIO N.º
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
d.

ÓRGÃO DEPENDENTE

e
EXECUTADO ATÉ PROGRAMAÇÃO PARA O ANO CORRENTE
Custo Total
N.º DESIGNAÇÃO 31 DE
(Global) I TRIMESTRE II TRIMESTRE III TRIMESTRE IV TRIMESTRE
DEZEMBRO
1
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018

10

11

12

13

14
TOTAL
c.
OBSERVAÇÕES

LOCAL E DATA O RESPONSÁVEL


2421
2422 DIÁRIO DA REPÚBLICA

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO

Este formulário tem a finalidade de fazer a recolha dos dados relativos a programação financeira dos projectos ou acti-
vidades (programas específicos) dos Órgãos da Administração Central e Local do Estado, cuja execução financeira é feita
através do Tesouro Nacional, nos termos do artigo 12.º do presente Decreto. O seu preenchimento deve obedecer ao seguinte:
a) Página — Indicar o número da página do formulário no conjunto dos formulários preenchidos a serem remetidos
ao MINFIN;
b) Órgão Dependente — Indicar a designação oficial do Órgão Dependente, conforme consta do Orçamento Geral do
Estado para o ano vigente;
c) N.º — Indicar sequencialmente o número dos itens de projectos ou actividades relacionados na outra coluna do
formulário;
d) Designação — Indicar a designação do projecto ou actividade para a qual se pretende apresentar a execução financeira;
e) Custo Total — Indicar nesta coluna o custo global do projecto ou actividade (programa específico);
f) Executado Até 31 de Dezembro do Ano Anterior — Indicar nesta coluna o valor da despesa já executada ao abrigo
do projecto ou actividade, em anos anteriores, até 31 de Dezembro do ano anterior ao vigente;
g) Programação para o Ano Corrente — Indicar nestas colunas a execução financeira prevista, respectivamente:
I Trimestre — Indicar nesta coluna a previsão de execução financeira do projecto ou actividade durante o I Trimestre;
II Trimestre — Indicar nesta coluna a previsão de execução financeira do projecto ou actividade durante o
II Trimestre;
III Trimestre — Indicar nesta coluna a previsão de execução financeira do projecto ou actividade durante o
III Trimestre;
IV Trimestre — Indicar nesta coluna a previsão de execução financeira do projecto ou actividade durante o
IV Trimestre.
h) Total — Indicar em cada coluna os respectivos somatórios para os projectos ou actividades;
i) Local e Data — Indicar o local e a data onde o formulário foi preenchido;
j) O Responsável — Neste campo deve constar a assinatura do Responsável Máximo da Unidade Orçamental e aposto
o carimbo que o identifique
ANEXO IV
Modelo a que se refere a alínea g) do n.º 4 do artigo 12.º
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018
2423
2424 DIÁRIO DA REPÚBLICA
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2425

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO

Este formulário tem a finalidade de fazer a recolha dos dados relativos a execução orçamental de despesas com projectos
ou programas específicos dos Órgãos da Administração Central e Local do Estado, cuja execução financeira é feita através
do Tesouro Nacional, nos termos do artigo 12.º, do presente Decreto. O seu preenchimento deve obedecer ao seguinte:

k) Página — Indicar o número da página do formulário no conjunto dos formulários preenchidos a serem remetidos
ao MINFIN;
l) Órgão Dependente — Indicar a designação oficial do Órgão Dependente, conforme consta do Orçamento Geral do
Estado para o ano;
m) N.º — Indicar sequencialmente o número dos itens de projectos ou actividades relacionados na outra coluna do
formulário;
ii) Designação — Indicar a designação do projecto ou actividade para a qual se pretende apresentar a execução orçamental;
o) Custo Total — Indicar nesta coluna o custo global do projecto ou actividade (programa específico);
p) Executado Até 31 de Dezembro — Indicar nesta coluna o valor da despesa já executada ao abrigo do projecto ou
actividade, até 31 de Dezembro;
q) Execução no Ano Corrente — Indicar respectivamente:
Dotação Inicial — Indicar nesta coluna a dotação orçamental inscrita no OGE, no início do exercício económico;
Dotação Ajustada — Indicar nesta coluna a dotação orçamental actualizada, em função dos aumentos ou reduções
registados ao longo do exercício económico.
Cabimentações Emitidas — Indicar nesta coluna o valor total das cabimentações emitidas ao longo do exercício
económico;
Saldo Orçamental — Indicar nesta coluna o saldo da execução da dotação orçamental, ou seja, resulta da dife-
rença entre a dotação ajustada e as cabimentações emitidas.
r) Total — Indicar em cada coluna os respectivos somatórios para os projectos ou actividades;
s) Observações — Prestar informações adicionais relevantes para a correcta interpretação e análise dos dados apresentados;
t) Local e Data — Indicar o local e a data onde o formulário foi preenchido;
u) O Responsável — Neste campo deve constar a assinatura do Responsável Máximo da Unidade Orçamental e aposto
o carimbo que o identifique.
ANEXO V 2426
Modelo a que se refere a alínea c) do n.º 11 do artigo 17.º
DIÁRIO DA REPÚBLICA
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2427
2428 DIÁRIO DA REPÚBLICA

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO
Este formulário tem a finalidade de fazer a recolha dos dados relativos ao preenchimento do quadro de vagas de direc-
ção e chefia do Estatuto Orgânico da Instituição, com vista a adequação da funcionalidade de processamento de salários do
Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado-SIGFE, nos termos do Artigo 17.º do presente Decreto. O seu preenchi-
mento deve obedecer ao seguinte:
a) Página — Indicar o número da página do formulário no conjunto dos formulários preenchidos a serem remetidos
ao MINFIN;
b) Organismo — Indicar a designação oficial do Organismo, conforme consta das tabelas do SIGFE;
c) N.º — Indicar sequencialmente o número dos itens de categoria funcional, relacionados na outra coluna do formulário;
d) Lugares Criados no Quadro Orgânico — Indicar a designação da função para a qual se pretende apresentar a
demonstração de sua ocupação;
e) Nome do Titular — Indicar nesta coluna o nome completo do titular da função;
f) Dados Individuais — Indicar respectivamente:
Número do B.I. — Indicar o respectivo número do Bilhete de Identidade;
Número de Agente — Indicar nesta coluna o número de agente, conforme consta no SIGFE;
Número C.I.F — Indicar nesta coluna o número C.I.F atribuído pelo MAPES.
g) Observações — Prestar informações adicionais relevantes para a correcta interpretação e análise dos dados apresentados;
h) Local e Data — Indicar o local e a data onde o formulário foi preenchido;
i) O Responsável — Neste campo deve constar a assinatura do Responsável Máximo do Organismo e aposto o carimbo
que o identifique.
ANEXO VI
Modelo a que se refere o n.º 2 do artigo 19.º
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018
2429
2430 DIÁRIO DA REPÚBLICA
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2431

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO

Este formulário tem a finalidade de fazer a recolha dos dados relativos à execução das despesas com o pessoal dos Órgãos
da Administração Central e Local do Estado, relativos ao exercício económico, servindo de justificativo a solicitação de cré-
dito adicional para pagamento de salários, nos termos do n.º 2 do artigo 19.º do presente Decreto. O seu preenchimento deve
obedecer ao seguinte:
a) Página — Indicar o número da página do formulário no conjunto dos formulários preenchidos a serem remetidos
à DNO/MINFIN;
b) Órgão Dependente — Indicar a designação oficial do Órgão Dependente, conforme consta do Orçamento Geral do
Estado;
c) Natureza Económica da Despesa — Indicar as correspondentes naturezas económicas da despesas com o pessoal e
transferências, para as quais devem ser prestadas as informações da execução mensal e da previsão de execução
da despesa nos meses seguintes.
d) Meses do Ano (Janeiro à Dezembro) — Indicar nas colunas correspondentes os valores relativos aos salários já
pagos ou processados, conforme aplicável à data do envio da solicitação de crédito adicional, bem como os valo-
res referentes às previsões de pagamentos nos meses posteriores à data de envio do processo, devendo constar do
campo Para Observações a informação sobre o último mês pago;
e) Total — Indicar nesta coluna os valores totais dos salários já pagos, processados e previstos;
f) Observações — Prestar informações relativas ao último mês pago, bem como outras relevantes para a correcta inter-
pretação e análise dos dados apresentados.
g) Local e Data — Indicar o local e a data em que o formulário foi preenchido.
h) O Responsável — Neste campo deve constar a assinatura do responsável da Unidade Orçamental (No caso dos
Ministérios e Governos Provinciais, e aplicável o Secretário Geral e o Secretário do Governo, respectivamente)
e ser aposto o carimbo que o identifique.
Nota: As informações dos campos descritos nas alíneas de c) a e) são distribuídas em dois blocos, as relativas ao I Semestre
e ao II Semestre.
ANEXO VII 2432
Modelo a que se refere a alínea e) do n.º 1 do artigo 19.º
DIÁRIO DA REPÚBLICA
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2433
2434 DIÁRIO DA REPÚBLICA

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO

Este formulário tem a finalidade de fazer a recolha dos dados relativos à base de cálculo utilizada para a determinação do
valor da solicitação de crédito adicional para as despesas de funcionamento dos Órgãos da Administração Central e Local do
Estado, no exercício económico, nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 19.º do presente Decreto. O seu preenchimento
deve obedecer ao seguinte:
a) Página — Indicar o número da página do formulário no conjunto dos formulários preenchidos a serem remetidos
ao MINFIN;
b) Órgão Dependente — Indicar a designação oficial do Órgão Dependente, conforme consta do Orçamento Geral do
Estado;
c) Natureza Económica da Despesa — Indicar designação da natureza económica da despesa para a qual se pretende
apresentar a base de cálculo por item de despesa, do reforço de verba solicitado;
d) N.º — Indicar sequencialmente o número dos itens de bens, de equipamentos ou de serviços relacionados nas outras
colunas do formulário;
e) Descrição — Indicar nesta coluna a designação do bem, equipamento ou serviço, cuja base de cálculo se pretende
demonstrar. De notar que não é permitido inscrever nesta coluna a classificação económica da despesa;
f) Unidade de Medida — Indicar nesta coluna a unidade de medida utilizada para cada item de despesa;
g) Quantidades — Indicar nesta coluna as quantidades dos bens, dos equipamentos ou dos serviços a serem adquiridos;
h) Custo Unitário — Indicar nesta coluna o preço unitário do bem, do equipamento ou do serviço a ser adquirido;
i) Custo Total — Indicar nesta coluna o custo total dos bens, dos equipamentos ou dos serviços a serem adquiridos
com os recursos orçamentais adicionais solicitados, ou seja, resulta da multiplicação das quantidades pretendidas
pelos preços unitários.
j) Observações — Prestar informações adicionais relevantes para a correcta interpretação e análise dos dados apresentados;
k) Local e Data — Indicar o local e a data onde o formulário foi preenchido;
l) O Responsável — Neste campo deve constar a assinatura do Responsável Máximo da Unidade Orçamental e aposto
o carimbo que o identifique
ANEXO VIII
Modelos a que se refere o n.º 2 do artigo 15.º
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018
2435
2436 DIÁRIO DA REPÚBLICA
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2437

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO

Este formulário tem a finalidade de demonstrar no planeamento de efectivos as necessidades de admissão e promoção de
pessoal, obedecendo o quadro de pessoal orgânico e o orçamento de despesas com pessoal aprovado, em conformidade com
o artigo 15.º do presente Decreto, com as seguintes instruções:
a) Unidade Orçamental — indicar a designação do organismo;
b) Categoria — Indicar a designação da função para a qual se pretende apresentar a demonstração de sua ocupação;
c) Local e Data — Indicar o local e a data onde o formulário foi preenchido;
d) Unidade do Quadro — Indica o número de lugares criados no quadro de pessoal do organismo;
e) Preenchidos — Indicar o número de lugares criados e ocupados no quadro de pessoal do organismo;
f) A preencher — Indicar o número de lugares criados e vagos no quadro de pessoal;
g) Salário-Base — Indicar o preço unitário de cada categoria;
h) Salário Mensal — Indicar o preço mensal das vagas a preencher;
i) O Emitente — indicar a assinatura do técnico que emite o documento;
j) Órgão Dependente — Indicar a designação oficial do Órgão Dependente, conforme consta do Orçamento Geral do
Estado;
k) Exercício — Indicar o ano económico a que se refere a demonstração orçamental;
l) Necessidade Anual — Indicar o custo anual do vencimento base e dos subsídios, quando estes existirem legalmente;
m) Salário-Base Anual — Indicar o custo total de catorze mensalidades dos lugares a preencher;
n) Subsídios — Indicar o custo total de doze mensalidades dos lugares a preencher;
o) Total — Indicar o somatório anual do vencimento base e subsídio;
p) O Responsável — Indicar a assinatura do Responsável Máximo da Unidade Orçamental e aposto o carimbo que o
identifique.
ANEXO IX
2438
Modelo a que se refere o n.º 2 do artigo 19.º e o n.º 8 do artigo 20.º

O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço.


DIÁRIO DA REPÚBLICA
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2439

MINISTÉRIOS DA ADMINISTRAÇÃO Necessidades do Pessoal Categoria/Cargo


150 Pessoal Docente
DO TERRITÓRIO E REFORMA 10 Pessoal Administrativo
DO ESTADO E DA EDUCAÇÃO 10 Pessoal Auxiliar
12 Pessoal Operário
Total de trabalhadores 218
Decreto Executivo Conjunto n.º 89/18
de 27 de Abril
Ao abrigo do disposto no artigo 119.º da Lei n.º 17/16, Quadro de Pessoal Docente
de 7 de Outubro, que aprova a Lei de Bases do Sistema de Grupo de Lugares
Categoria/Cargo
Educação e Ensino, conjugado com as disposições do Decreto Pessoal Criados

Presidencial n.º 104/11, de 23 de Maio, que define as condi- Director 1

Direcção
ções e procedimentos de elaboração, gestão e controlo dos Subdirector Pedagógico 1
quadros de pessoal da Administração Pública; Subdirector Administrativo 1
Em conformidade com os poderes delegados pelo Coordenador de Turno 1
Presidente da República de Angola, nos termos do artigo Coordenador de Curso 3
137.º da Constituição da República de Angola, e de acordo Coordenador de Desporto Escolar 1
com o estabelecido nos n.os 3 e 4 do Despacho Presidencial

Chefia
Coordenador de Círculos de Interesse 1
n.º 289/17, de 13 de Outubro, conjugado com o estabele- Coordenador Psico-Pedagógico 1
cido no Decreto Legislativo Presidencial n.º 3/17, de 13 de Coordenador de Disciplina 24
Outubro, determina-se: Chefe de Secretaria 2
1. É criada a Instituição do II Ciclo do Ensino Secundário,
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
denominada Magistério n.º 78M — «Júlia Lopes», sita no
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado

do 1.º Escalão
Município de Moçâmedes, Província do Namibe, com Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
12 salas de aulas, 36 turmas, 3 turnos, com 36 alunos por sala do 2.º Escalão

e capacidade para 1.296 alunos. Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado


do 3.º Escalão
2. É aprovado o quadro de pessoal da Escola ora criada,
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
constante dos modelos anexos ao presente Decreto Executivo do 4.º Escalão
Conjunto, dele fazendo parte integrante. Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
150

Publique-se. do 5.º Escalão


Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Luanda, aos 6 de Novembro de 2017. do 6.º Escalão

O Ministro da Administração do Território e Reforma do Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado


do 7.º Escalão
Estado, Adão Francisco Correia de Almeida.
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
A Ministra da Educação, Maria Cândida Pereira Teixeira. do 8.º Escalão
Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
do 1.º Escalão
MODELO PARA CRIAÇÃO/
Professor do I Ciclo do Ensino

Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado


LEGALIZAÇÃO DA ESCOLA
Secundário Diplomado

do 2.º Escalão
Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
do 3.º Escalão
I 0
Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Dados sobre a Escola do 4.º Escalão
Província: Namibe. Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Município: Moçâmedes. do 5.º Escalão

N.º /Nome: Magistério n.º 78M — «Júlia Lopes». Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
do 6.º Escalão
Nível de Ensino: II Ciclo do Ensino Secundário.
Professor do Ensino Primário Diplomado do 1.º Escalão
Classes que lecciona: 10.ª à 13.ª Classes.
Professor do Ensino

Professor do Ensino Primário Diplomado do 2.º Escalão


Zona geográfica/quadro domiciliar: Suburbana.
Primário

N.º de salas de aulas: 12; N.º de turmas: 36; N.º de turnos: 3. Professor do Ensino Primário Diplomado do 3.º Escalão
0
N.º de alunos/sala: 36; Total de alunos: 1.296. Professor do Ensino Primário Diplomado do 4.º Escalão
Professor do Ensino Primário Diplomado do 5.º Escalão
II Professor do Ensino Primário Diplomado do 6.º Escalão
Quadro de Pessoal Professor do Ensino Primário Auxiliar do 1.º Escalão
Professor do Ensino
Primário Auxiliar

Necessidades do Pessoal Categoria/Cargo Professor do Ensino Primário Auxiliar do 2.º Escalão


1 Director Professor do Ensino Primário Auxiliar do 3.º Escalão
2 Subdirector Professor do Ensino Primário Auxiliar do 4.º Escalão
31 Coordenador Professor do Ensino Primário Auxiliar do 5.º Escalão
2 Chefe de Secretaria Professor do Ensino Primário Auxiliar do 6.º Escalão
2440 DIÁRIO DA REPÚBLICA

Quadro de Pessoal Administrativo Decreto Executivo Conjunto n.º 90/18


de 27 de Abril
Grupo de Lugares
Categoria/Cargo
Pessoal Criados Ao abrigo do disposto no artigo 119.º da Lei n.º 17/16,
Assessor Principal de 7 de Outubro, que aprova a Lei de Bases do Sistema de
Primeiro Assessor Educação e Ensino, conjugado com as disposições do Decreto
Pessoal Técnico

Presidencial n.º 104/11, de 23 de Maio, que define as condi-


Superior

Assessor
1
Técnico Superior Principal ções e procedimentos de elaboração, gestão e controlo dos
Técnico Superior Principal de 1.ª Classe quadros de pessoal da Administração Pública;
Técnico Superior Principal de 2.ª Classe
Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente
Especialista Principal
da República de Angola, nos termos do artigo 137.º da
Constituição da República de Angola, e de acordo com o
Especialista de 1.ª Classe
Pessoal Técnico

estabelecido nos n. os 3 e 4 do Despacho Presidencial


Especialista de 2.ª Classe
1 n.º 289/17, de 13 de Outubro, conjugado com o estabele-
Técnico de 1.ª Classe
cido no Decreto Legislativo Presidencial n.º 3/17, de 13 de
Técnico de 2.ª Classe
Outubro, determina-se:
Técnico de 3.ª Classe
1. É criado o Complexo Escolar n.º 08C — «Cacimbas»,
Técnico Médio Principal de 1.ª Classe sita no Município de Camucuio, Província do Namibe, com
Pessoal Técnico Médio

Técnico Médio Principal de 2.ª Classe 6 salas de aulas, 18 turmas, 3 turnos, com 36 alunos por sala
Técnico Médio Principal de 3.ª Classe
2
e capacidade para 648 alunos.
Técnico Médio de 1.ª Classe 2. É aprovado o quadro de pessoal da Escola ora criada,
Técnico Médio de 2.ª Classe constante dos modelos anexos ao presente Decreto Executivo
Técnico Médio de 3.ª Classe Conjunto, dele fazendo parte integrante.
Oficial Administrativo Principal Publique-se.
Pessoal Administrativo

1.º Oficial Administrativo


Luanda, aos 7 de Novembro de 2017.
2.º Oficial Administrativo
3.º Oficial Administrativo
4 O Ministro da Administração do Território e Reforma do
Estado, Adão Francisco Correia de Almeida.
Aspirante
Escriturário-Dactilógrafo
A Ministra da Educação, Maria Cândida Pereira Teixeira.
Tesoureiro Principal
Tesoureiro
Pessoal

Tesoureiro Principal de 1.ª Classe MODELO PARA CRIAÇÃO/


Tesoureiro Principal de 2.ª Classe LEGALIZAÇÃO DA ESCOLA
Motorista de Pesados Principal
Motorista de Pesados de 1.ª Classe I
Motorista de Pesados de 2.ª Classe Dados sobre a Escola
Motorista de Ligeiros Principal Província: Namibe.
Motorista de Ligeiros de 1.ª Classe
2
Município: Camucuio.
Motorista de Ligeiros de 2.ª Classe N.º /Nome: Complexo Escolar n.º 08C — «Cacimbas».
Pessoal Auxiliar

Telefonista Principal Nível de Ensino: Primário e I Ciclo do Ensino Secundário.


Telefonista de 1.ª Classe Classes que lecciona: Iniciação à 9.ª Classe.
Telefonista de 2.ª Classe Zona geográfica/quadro domiciliar: Rural.
Auxiliar Administrativo Principal
N.º de salas de aulas: 6; N.º de turmas: 18; N.º de turnos: 3.
Auxiliar Administrativo de 1.ª Classe
N.º de alunos/sala: 36; Total de alunos: 648.
Auxiliar Administrativo de 2.ª Classe
Auxiliar de Limpeza Principal II
Auxiliar de Limpeza de 1.ª Classe 10 Quadro de Pessoal
Auxiliar de Limpeza de 2.ª Classe Necessidades do Pessoal Categoria/Cargo
Encarregado
Qualificado

1 Director
Operário
Pessoal

Operário Qualificado de 1.ª Classe 6


2 Subdirector
Operário Qualificado de 2.ª Classe 23 Coordenador
Encarregado
Operário não

1 Chefe de Secretaria
Qualificado
Pessoal

Operário não Qualificado de 1.ª Classe 6 35 Pessoal Docente

Operário não Qualificado 5 Pessoal Administrativo

O Ministro da Administração do Território e Reforma do 10 Pessoal Auxiliar

10 Pessoal Operário
Estado, Adão Francisco Correia de Almeida.
Total de trabalhadores 87
A Ministra da Educação, Maria Cândida Pereira Teixeira.
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2441

Quadro de Pessoal Docente Quadro de Pessoal Administrativo


Grupo de Lugares
Grupo de Lugares Categoria/Cargo
Categoria/Cargo Pessoal Criados
Pessoal Criados
Assessor Principal
Director 1 Primeiro Assessor

Pessoal Técnico
Direcção

Superior
Subdirector Pedagógico 1 Assessor
Técnico Superior Principal
Subdirector Administrativo 1
Técnico Superior Principal de 1.ª Classe
Coordenador de Turno 1
Técnico Superior Principal de 2.ª Classe
Coordenador de Curso Especialista Principal
Especialista de 1.ª Classe

Pessoal Técnico
Coordenador de Desporto Escolar 1
Especialista de 2.ª Classe
Chefia

Coordenador de Círculos de Interesse 1


Técnico de 1.ª Classe
Coordenador Psico-Pedagógico 2 Técnico de 2.ª Classe

Coordenador de Disciplina/Classe 18 Técnico de 3.ª Classe


Técnico Médio Principal de 1.ª Classe

Pessoal Técnico Médio


Chefe de Secretaria 1
Técnico Médio Principal de 2.ª Classe
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado

do 1.º Escalão Técnico Médio Principal de 3.ª Classe

Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado Técnico Médio de 1.ª Classe


do 2.º Escalão Técnico Médio de 2.ª Classe
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado Técnico Médio de 3.ª Classe
do 3.º Escalão 4
Oficial Administrativo Principal
Pessoal Administrativo

Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado


do 4.º Escalão 1.º Oficial Administrativo
5
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado 2.º Oficial Administrativo
do 5.º Escalão
3.º Oficial Administrativo
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Aspirante
do 6.º Escalão
Escriturário-Dactilógrafo
Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
do 7.º Escalão Tesoureiro Principal
Tesoureiro
Pessoal

Professor do II Ciclo do Ensino Secundário Diplomado Tesoureiro Principal de 1.ª Classe


do 8.º Escalão
Tesoureiro Principal de 2.ª Classe
Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
do 1.º Escalão Motorista de Pesados Principal
Professor do I Ciclo do Ensino

Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado Motorista de Pesados de 1.ª Classe


Secundário Diplomado

do 2.º Escalão Motorista de Pesados de 2.ª Classe


Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado Motorista de Ligeiros Principal
do 3.º Escalão
8 Motorista de Ligeiros de 1.ª Classe
Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
do 4.º Escalão Motorista de Ligeiros de 2.ª Classe
Pessoal Auxiliar

Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado Telefonista Principal


do 5.º Escalão
Telefonista de 1.ª Classe
Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Telefonista de 2.ª Classe
do 6.º Escalão
Auxiliar Administrativo Principal
Professor do Ensino Primário Diplomado do 1.º Escalão
Professor do Ensino Primário

Auxiliar Administrativo de 1.ª Classe


Professor do Ensino Primário Diplomado do 2.º Escalão Auxiliar Administrativo de 2.ª Classe
Diplomado

Professor do Ensino Primário Diplomado do 3.º Escalão Auxiliar de Limpeza Principal


18 Auxiliar de Limpeza de 1.ª Classe 10
Professor do Ensino Primário Diplomado do 4.º Escalão
Auxiliar de Limpeza de 2.ª Classe
Professor do Ensino Primário Diplomado do 5.º Escalão
Encarregado
Qualificado
Operário
Pessoal

Professor do Ensino Primário Diplomado do 6.º Escalão Operário Qualificado de 1.ª Classe 5
Professor do Ensino Primário Auxiliar do 1.º Escalão Operário Qualificado de 2.ª Classe
Professor do Ensino Primário

Professor do Ensino Primário Auxiliar do 2.º Escalão Encarregado


Operário não
Qualificado
Pessoal

Professor do Ensino Primário Auxiliar do 3.º Escalão Operário não Qualificado de 1.ª Classe 5
Auxiliar

Professor do Ensino Primário Auxiliar do 4.º Escalão Operário não Qualificado de 2.ª Classe

Professor do Ensino Primário Auxiliar do 5.º Escalão


O Ministro da Administração do Território e Reforma do
Estado, Adão Francisco Correia de Almeida.
Professor do Ensino Primário Auxiliar do 6.º Escalão
A Ministra da Educação, Maria Cândida Pereira Teixeira.
2442 DIÁRIO DA REPÚBLICA

Decreto Executivo Conjunto n.º 91/18 Quadro de Pessoal Docente


de 27 de Abril
Ao abrigo do disposto no artigo 119.º da Lei n.º 17/16, Grupo de
Categoria/Cargo
Lugares
Pessoal Criados
de 7 de Outubro, que aprova a Lei de Bases do Sistema de
Director 1
Educação e Ensino, conjugado com as disposições do Decreto

Direcção
Presidencial n.º 104/11, de 23 de Maio, que define as condi- Subdirector Pedagógico 1
ções e procedimentos de elaboração, gestão e controlo dos
Subdirector Administrativo 1
quadros de pessoal da Administração Pública;
Em conformidade com os poderes delegados pelo Presidente Coordenador de Turno 1
da República de Angola, nos termos do artigo 137.º da Coordenador de Curso
Constituição da República de Angola, e de acordo com o
estabelecido nos n. os 3 e 4 do Despacho Presidencial Coordenador de Desporto Escolar 1

n.º 289/17, de 13 de Outubro, conjugado com o estabele-

Chefia
Coordenador de Círculos de Interesse 1
cido no Decreto Legislativo Presidencial n.º 3/17, de 13 de
Coordenador Psico-Pedagógico 2
Outubro, determina-se:
1. É criada a Instituição do I Ciclo do Ensino Secundário, Coordenador de Disciplina 12
denominada Liceu n.º 07C — «34 Sede», sita no Município Chefe de Secretaria 1
do Camucuio, Província do Namibe, com 6 salas de aulas,
Professor do II Ciclo do Ens. Secun. e Médio Diplomado
18 turmas, 3 turnos, com 36 alunos por sala e capacidade do 1.º Escalão
para 648 alunos. Professor do II Ciclo do Ensino Secundário e Médio Professor do II Ciclo do Ens. Secun. e Médio Diplomado
2. É aprovado o quadro de pessoal da Escola ora criada, do 2.º Escalão
constante dos modelos anexos ao presente Decreto Executivo Professor do II Ciclo do Ens. Secun. e Médio Diplomado
Conjunto, dele fazendo parte integrante. do 3.º Escalão
Professor do II Ciclo do Ens. Secun. e Médio Diplomado
Publique-se.
Diplomado

do 4.º Escalão
20
Luanda, aos 7 de Novembro de 2017. Professor do II Ciclo do Ens. Secun. e Médio Diplomado
do 5.º Escalão
O Ministro da Administração do Território e Reforma do Professor do II Ciclo do Ens. Secun. e Médio Diplomado
Estado, Adão Francisco Correia de Almeida. do 6.º Escalão
A Ministra da Educação, Maria Cândida Pereira Teixeira. Professor do II Ciclo do Ens. Secun. e Médio Diplomado
do 7.º Escalão
Professor do II Ciclo do Ens. Secun. e Médio Diplomado
MODELO PARA CRIAÇÃO/ do 8.º Escalão
LEGALIZAÇÃO DA ESCOLA Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
do 1.º Escalão
Professor do I Ciclo do Ensino

Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado


I
Secundário Diplomado

do 2.º Escalão
Dados sobre a Escola Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Província: Namibe. do 3.º Escalão
25
Município: Camucuio. Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
do 4.º Escalão
N.º /Nome: Liceu n.º 07C — «34 Sede».
Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Nível de Ensino: I Ciclo do Ensino Secundário. do 5.º Escalão
Classes que lecciona: 7.ª à 9.ª Classes. Professor do I Ciclo do Ensino Secundário Diplomado
Zona geográfica/quadro domiciliar: Urbana. do 6.º Escalão
N.º de salas de aulas: 6; N.º de turmas: 18; N.º de turnos: 3. Professor do Ensino Primário Diplomado do 1.º Escalão
Professor do Ensino Primário

N.º de alunos/sala: 36; Total de alunos: 648.


Professor do Ensino Primário Diplomado do 2.º Escalão
II Professor do Ensino Primário Diplomado do 3.º Escalão
Quadro de Pessoal
Professor do Ensino Primário Diplomado do 4.º Escalão
Necessidades do Pessoal Categoria/Cargo
Professor do Ensino Primário Diplomado do 5.º Escalão
1 Director

2 Subdirector Professor do Ensino Primário Diplomado do 6.º Escalão

17 Coordenador Professor do Ensino Primário Auxiliar do 1.º Escalão


Professor do Ensino Primário

1 Chefe de Secretaria Professor do Ensino Primário Auxiliar do 2.º Escalão


45 Pessoal Docente
Professor do Ensino Primário Auxiliar do 3.º Escalão
Auxiliar

6 Pessoal Administrativo
Professor do Ensino Primário Auxiliar do 4.º Escalão
6 Pessoal Auxiliar

8 Pessoal Operário Professor do Ensino Primário Auxiliar do 5.º Escalão

Total de trabalhadores 86 Professor do Ensino Primário Auxiliar do 6.º Escalão


I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2443

Quadro de Pessoal Administrativo MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO


Grupo de Lugares
Pessoal
Categoria/Cargo
Criados DO TERRITÓRIO E REFORMA DO ESTADO
Assessor Principal
Primeiro Assessor
Pessoal Técnico

Decreto Executivo n.º 92/18


Superior

Assessor
de 27 de Abril
Técnico Superior Principal
Técnico Superior Principal de 1.ª Classe
Considerando que com a entrada em vigor da Lei n.º 15/16,
Técnico Superior Principal de 2.ª Classe
de 12 de Setembro (Lei da Organização e de Funcionamento
Especialista Principal
dos Órgãos da Administração Local do Estado) e do Decreto
Especialista de 1.ª Classe Presidencial n.º 208/17, de 22 de Setembro (Regulamenta os
Pessoal Técnico

Especialista de 2.ª Classe Princípios e as Normas de Organização e de Funcionamento


Técnico de 1.ª Classe dos Órgãos da Administração Local do Estado), definiu-se um
Técnico de 2.ª Classe novo modelo de organização e funcionamento dos órgãos e
Técnico de 3.ª Classe serviços da Administração Local do Estado;
Técnico Médio Principal de 1.ª Classe Considerando que este modelo recomenda o aprofunda-
Pessoal Técnico Médio

Técnico Médio Principal de 2.ª Classe


mento da desconcentração administrativa a nível local, de
Técnico Médio Principal de 3.ª Classe
2 forma a permitir uma maior intervenção das estruturas do
Técnico Médio de 1.ª Classe
município na gestão da coisa pública, maior racionalidade
Técnico Médio de 2.ª Classe
orgânica-funcional e de recursos humanos nele integrados
Técnico Médio de 3.ª Classe
Oficial Administrativo Principal
e tornar-se num dispositivo normativo piloto das melhores
Pessoal Administrativo

1.º Oficial Administrativo


soluções para a futura Administração Autárquica;
2.º Oficial Administrativo Havendo necessidade de se estabelecer o regime de orga-
4
3.º Oficial Administrativo nização e funcionamento dos Órgãos do Governo da Província
Aspirante do Cunene, tendo em conta a especificidade local, a estratégia
Escriturário-Dactilógrafo ou os planos de desenvolvimento local daquela Província;
Tesoureiro Principal O Ministro da Administração do Território e Reforma
Tesoureiro
Pessoal

Tesoureiro Principal de 1.ª Classe


do Estado aprova, após parecer do Ministério das Finanças,
Tesoureiro Principal de 2.ª Classe
nos termos do n.º 1 do artigo 148.º do Decreto Presidencial
Motorista de Pesados Principal
n.º 208/17, de 22 de Setembro, o seguinte:
Motorista de Pesados de 1.ª Classe
Motorista de Pesados de 2.ª Classe
ARTIGO 1.º
(Aprovação)
Motorista de Ligeiros Principal
Motorista de Ligeiros de 1.ª Classe
É aprovado o Estatuto Orgânico do Governo da Província
Motorista de Ligeiros de 2.ª Classe do Cunene, anexo ao presente Decreto Executivo, de que é
parte integrante.
Pessoal Auxiliar

Telefonista Principal
Telefonista de 1.ª Classe ARTIGO 2.º
Telefonista de 2.ª Classe
(Dúvidas e omissões)

Auxiliar Administrativo Principal As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e


Auxiliar Administrativo de 1.ª Classe aplicação do presente Decreto Executivo são resolvidas
Auxiliar Administrativo de 2.ª Classe pelo Ministro da Administração do Território e Reforma
Auxiliar de Limpeza Principal do Estado.
Auxiliar de Limpeza de 1.ª Classe 6 ARTIGO 3.º
Auxiliar de Limpeza de 2.ª Classe (Revogação)
Encarregado É revogado todo o Diploma que contrarie o presente Decreto
Qualificado
Operário
Pessoal

Operário Qualificado de 1.ª Classe 4 Executivo.


Operário Qualificado de 2.ª Classe ARTIGO 4.º
(Entrada em vigor)
Operário não
Qualificado
Pessoal

Encarregado 4 O presente Decreto Executivo entra em vigor à data da


sua publicação.

O Ministro da Administração do Território e Reforma do Publique-se.


Estado, Adão Francisco Correia de Almeida. Luanda, aos 12 de Abril de 2018.
A Ministra da Educação, Maria Cândida Pereira Teixeira. O Ministro, Adão Francisco Correia de Almeida
2444 DIÁRIO DA REPÚBLICA

ESTATUTO ORGÂNICO DO GOVERNO d) O Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade;


DA PROVÍNCIA DO CUNENE e) O Conselho Provincial de Concertação Social;
f) O Conselho Provincial de Vigilância Comunitária.
CAPÍTULO I SECÇÃO II
Disposições Gerais Governador Provincial

ARTIGO 1.º ARTIGO 7.º


(Objecto) (Governador Provincial)
O presente Diploma estabelece a organização e funciona- 1. O Governador Provincial é o representante da
mento do Governo da Província do Cunene. Administração Central na respectiva Província, a quem incumbe,
ARTIGO 2.º em geral, conduzir a governação da respectiva província e
(Unidades administrativas)
assegurar o normal funcionamento da Administração Local
1. Para efeitos de organização administrativa, a Província do Estado, respondendo pela sua actividade perante o Titular
estrutura-se em Municípios, Comunas, Cidades, Vilas e do Poder Executivo.
Povoações, podendo as circunscrições urbanas estruturar-se
2. O Governador Provincial é coadjuvado, no exercício
em Distritos Urbanos.
das suas funções, por 2 (dois) Vice-Governadores, que res-
2. As relações entre os órgãos locais da Administração
do Estado ao nível provincial, municipal e comunal desen- pondem pelos seguintes sectores:
volvem-se com a observância dos princípios da unidade, da a) Político, Social e Económico;
hierarquia, da subsidiariedade e da coordenação institucional. b) Serviços Técnicos e Infra-Estruturas.
ARTIGO 3.º ARTIGO 8.º
(Representação) (Competências do Governador)

Os Órgãos da Administração Local do Estado da Província Ao Governador Provincial compete em geral:


representam a Administração Central do Estado a nível local, a) Garantir o cumprimento da Constituição e demais
dirigem e coordenam a generalidade dos serviços que com- Diplomas Legais;
põem a Administração Local do Estado e asseguram a unidade b) Dirigir o Governo Provincial;
nacional ao nível da Província. c) Dirigir a preparação, a execução e o controlo dos
ARTIGO 4.º Programas de Investimentos Públicos e do Orça-
(Garantia)
mento da Província, bem como supervisionar a
Os Órgãos da Administração da Província asseguram,
execução dos programas e dos orçamentos dos
no respectivo território, a realização de tarefas e programas
económicos, sociais e culturais de interesse local e nacional, escalões inferiores da Administração Local do
com a observância da Constituição, das Leis e das decisões Estado;
do Titular do Poder Executivo. d) Promover o bom desempenho das Administrações
dos Municípios, tendo em vista a sua capacitação
CAPÍTULO II para a transição para as Autarquias Locais;
Administração da Província
e) Promover e acompanhar a execução das medidas
SECÇÃO I tendentes ao alcance dos objectivos de Desenvol-
Órgãos da Administração da Província
vimento Sustentável até 2030, particularmente a
ARTIGO 5.º nível municipal e das comunidades;
(Administração da Província)
f) Orientar, supervisionar e acompanhar a prestação dos
A Administração da Província é exercida por órgãos des- serviços municipalizados pelos Administradores
concentrados da Administração Central e visa, ao nível local, Municipais;
assegurar a realização das atribuições e dos interesses específicos
g) Coordenar os estudos, planeamento e estatísticas do
da Administração do Estado, dos cidadãos, das comunidades
e das empresas, promover o desenvolvimento económico e Governo Provincial;
social e garantir a prestação de serviços públicos na respec- h) Nomear, exonerar e conferir posse aos Directores
tiva circunscrição administrativa, sem prejuízo da autonomia Provinciais, ouvido o Ministro da Especialidade,
do poder local autárquico, nos termos da lei. salvo a nomeação e exoneração dos Directores
ARTIGO 6.º Provinciais do Gabinete de Estudos, Planeamento e
(Órgãos da Administração da Província) Estatística, dos Gabinetes da Educação e da Saúde,
São Órgãos da Administração da Província: bem como do Secretário do Governo Provincial
a) O Governador Provincial, como órgão executivo que carecem de prévia concertação quanto ao perfil
singular; do candidato e parecer favorável vinculativo do
b) Os Vice-Governadores Provinciais, como auxiliares Titular do Órgão da Administração Central que
do Governador Provincial; responde pelo Planeamento, pela Educação, pela
c) O Governo Provincial, como órgão consultivo colegial; Saúde e pelas Finanças, respectivamente;
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2445

i) Nomear e exonerar os Administradores Municipais, w) Promover medidas tendentes à defesa e à preserva-


os Administradores Municipais-Adjuntos, os ção do ambiente;
Administradores Comunais, bem como os Admi- x) Cooperar no cumprimento das acções de defesa, de
nistradores Comunais-Adjuntos; segurança e de ordem interna em coordenação
j) Conferir posse aos Administradores Municipais, com os órgãos afins;
os Administradores Municipais-Adjuntos, os y) Promover mecanismos que garantam a inter-relação,
Administradores Comunais e os Administradores a interdependência e a coordenação institucional
Comunais-Adjuntos; entre a Administração Central e a Administração
k) Nomear e exonerar os titulares de cargos de Direcção Local, bem como no seio desta;
das Escolas do I e II Ciclos do Ensino Secundário, z) Acompanhar a actividade dos Delegados Provinciais
adoptando os procedimentos específicos do Sector, e articular o seu funcionamento com o aparelho
nos termos do disposto no artigo 149.º do Decreto administrativo e as actividades da Província, nos
Presidência n.º 208/17, de 22 de Setembro; termos da lei;
l) Propor ao Ministro da Educação a nomeação e aa) Acompanhar as iniciativas para a conclusão de
exoneração dos titulares de cargos de Direcção e acordos de geminação entre Municípios e Cida-
Chefia dos Institutos de Formação de Professores des sob sua jurisdição e promover protocolos de
e Institutos Politécnicos; cooperação descentralizada do Governo Provin-
m) Planear e gerir os investimentos públicos nas Esco- cial com entes territoriais homólogos, ouvidos os
las do I e II Ciclos do Ensino Secundário, nos Órgãos da Administração Central que superinten-
Institutos de Formação de Professores e Institutos dem a Administração do Território e Reforma do
Politécnicos; Estado e as Relações Exteriores, nos termos da
n) Promover a construção de Escolas Secundárias do legislação em vigor;
Ensino Geral, partilhando com o Departamento bb) Exercer as demais funções que lhe sejam supe-
Ministerial responsável pelo Sector da Educação riormente determinadas ou estabelecidas por lei.
a responsabilidade de construção das Escolas ARTIGO 9.º
Secundárias Técnicas; (Provimento)
o) Nomear, exonerar e conferir posse aos funcionários 1. O Governador Provincial é nomeado pelo Presidente
que exercem cargos de Direcção e Chefia e aos da República.
demais funcionários do Governo Provincial; 2. Para efeitos protocolares, remuneratórios e de imu-
p) Convocar e presidir às reuniões do Governo Pro- nidades, o Governador Provincial é equiparado a Ministro.
vincial e dos Conselhos Provinciais de Auscul- ARTIGO 10.º
tação da Comunidade, de Concertação Social e (Posse e cessação de funções)
de Vigilância Comunitária, bem como propor as 1. O Governador Provincial inicia as suas funções com a
respectivas agendas de trabalho; tomada de posse perante o Titular do Poder Executivo.
q) Realizar, regularmente, visitas de acompanhamento e 2. As funções do Governador cessam em caso de exoneração,
controlo aos Municípios e às Comunas, bem assim falecimento, renúncia, abandono de funções ou incapacidade
como a outras unidades urbanas e aglomerados física ou mental permanente.
populacionais; ARTIGO 11.º
r) Autorizar a realização de despesas públicas, nos (Forma dos actos do Governador Provincial)
termos da lei; Os actos administrativos do Governador Provincial, quando
s) Avaliar e aprovar, ouvido o Governo Provincial e os executórios, tomam a forma de Despacho, que são publicados
órgãos consultivos, o orçamento e os Projectos de na II Série do Diário da República, e quando sejam instruções
Investimento Público, nos termos da lei; genéricas tomam a forma de Ordem de Serviço.
t) Cooperar na realização das visitas de trabalho dos SECÇÃO III
Deputados à Assembleia Nacional junto dos Serviços de Apoio ao Governador Provincial

respectivos círculos eleitorais e instituições da ARTIGO 12.º


Província; (Estrutura)
u) Nomear e exonerar os responsáveis dos Institutos O Governador Provincial é apoiado pelos seguintes serviços:
Públicos e das Empresas Públicas de âmbito 1. Serviços de Apoio Técnico:
provincial; a) Secretaria Geral;
v) Promover mecanismos que garantam o diálogo, a b) Gabinete Jurídico e de Intercâmbio;
colaboração, o acompanhamento e a autonomia c) Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa;
das instituições do poder tradicional; d) Gabinete Provincial de Inspecção;
2446 DIÁRIO DA REPÚBLICA

e) Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e c) Velar pela gestão do orçamento dos serviços do
Estatística; Governo da Província;
f) Gabinete Provincial de Recursos Humanos. d) Garantir e supervisionar a arrecadação local das
2. Serviços de Apoio Instrumental: receitas e assegurar a sua gestão nos termos esta-
a) Gabinete do Governador; belecidos por lei;
b) Gabinete dos Vice-Governadores; e) Secretariar, organizar e preparar, convenientemente,
c) Comissão Provincial de Protecção Civil; as reuniões ou sessões dos órgãos consultivos da
d) Comissão Técnica de Implementação do PIANEAT; Administração da Província;
e) Centro Provincial de Coordenação e Controlo; f) Informatizar e simplificar os serviços, procedimen-
f) Balcão Único de Atendimento ao Público. tos e organização da memória administrativa do
3. Serviços Executivos: Governo da Província;
a) Gabinete Provincial da Educação; g) Coordenar e executar, ao nível do Governo da Pro-
b) Gabinete Provincial da Saúde; víncia, em articulação com os órgãos centrais,
c) Gabinete Provincial dos Registos e Organização as políticas de contratação pública no âmbito da
Administrativa; gestão orçamental.
d) Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Eco- 3. A Secretaria Geral estrutura-se em:
nómico Integrado; a) Departamento de Gestão do Orçamento e
e) Gabinete Provincial de Comércio, Indústria e Recur- Contabilidade;
sos Minerais; b) Departamento de Logística e Património;
f) Gabinete Provincial de Infra-Estruturas e Serviços c) Departamento de Relações Públicas e Protocolo;
Técnicos; d) Departamento da Contratação Pública.
g) Gabinete Provincial de Agricultura, Pecuária e Pescas; ARTIGO 14.º
h) Gabinete Provincial de Ambiente, Gestão de Resí- (Gabinete Jurídico e de Intercâmbio)

duos Sólidos e Serviços Comunitários; 1. O Gabinete Jurídico e de Intercâmbio é o serviço de


i) Gabinete de Transporte, Tráfego e Mobilidade Urbana; apoio técnico ao Governador Provincial, ao qual cabe reali-
j) Gabinete Provincial dos Antigos Combatentes e zar a actividade de assessoria e de estudos técnico-jurídicos,
Veteranos da Pátria; bem como de cooperação descentralizada.
k) Gabinete Provincial de Acção Social, Família e 2. O Gabinete Jurídico e de Intercâmbio tem as seguin-
Igualdade do Género; tes competências:
l) Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude a) Emitir pareceres jurídicos sobre assuntos submetidos
e Desportos. ao Governador Provincial para apreciação e deci-
4. Os Gabinetes dos diferentes serviços de apoio ao são ou quaisquer outros que lhe sejam solicitados
Governador são dirigidos por Directores Provinciais. por este, no exercício das suas funções;
5. Os Gabinetes Provinciais regem-se por regulamentos b) Analisar técnica e juridicamente os contratos a serem
internos aprovados por Despachos do Governador Provincial. outorgados pelo Governador Provincial;
6. Os Departamentos dos Serviços de Apoio Técnico e c) Analisar técnica e juridicamente as matérias sobre
Serviços Executivos são dirigidos por Chefes de Departamentos. contencioso administrativo;
SECÇÃO IV d) Proceder à elaboração de estudos técnico-jurídicos,
Serviços de Apoio Técnico de projectos de Diplomas e demais instrumentos
ARTIGO 13.º jurídicos dos órgãos e serviços do Governador
(Secretaria Geral) da Província;
1. A Secretaria Geral é o serviço de apoio técnico ao e) Apoiar os diversos órgãos e serviços de apoio ao
Governador Provincial que se ocupa, na generalidade, da Governador Provincial na preparação de documentos,
logística e património, do orçamento do Governo da Província bem como Despachos e demais instrumentos legais;
e das relações públicas. f) Coligir, ajustar e manter actualizada a legislação
2. A Secretaria Geral tem as seguintes competências: respeitante às matérias afectas ao Governador e à
a) Proceder à recepção, registos de entrada e saída da Administração da Província, bem como actualizar
documentação; o arquivo dos regulamentos, despachos e ordens de
b) Assegurar a preparação do orçamento do funcio- serviço emanados dos órgãos e serviços de apoio;
namento dos serviços da Província, em estreita g) Estudar e propor a estratégia de cooperação des-
articulação com o GEPE e com as unidades ter- centralizada, em articulação com o Ministério da
ritoriais municipais e inframunicipais; Administração do Território e Reforma do Estado
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2447

e o Ministério das Relações Exteriores, e apoiar ARTIGO 16.º


(Gabinete Provincial de Inspecção)
os Municípios em matéria de geminações;
h) Articular com outras entidades o intercâmbio com as 1. O Gabinete Provincial de Inspecção é o serviço de apoio
organizações internacionais que operam em Angola. técnico ao qual cabe realizar as actividades de inspecção aos
3. O Gabinete Jurídico e de Intercâmbio não possui estru- serviços da Administração da Província, em articulação com
turação interna, podendo, para efeitos funcionais, organizar-se os órgãos centrais competentes e nos termos de regulamento
por áreas. específico.
ARTIGO 15.º
2. O Director Provincial de Inspecção é nomeado pelo
(Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa) Governador Provincial, sob proposta do Departamento
1. O Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa Ministerial responsável pela Administração do Território e
é o serviço de apoio técnico ao Governador Provincial que Reforma do Estado, seleccionado de entre candidatos que
assegura a elaboração, implementação, coordenação e monito- preencham o perfil aprovado pela IGAE — Inspecção Geral
rização das políticas de comunicação institucional e imprensa. da Administração do Estado.
2. O Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa 3. O Gabinete Provincial de Inspecção estrutura-se em:
tem as seguintes competências: a) Departamento de Inspecção às Actividades
a) Apoiar o Governo Provincial na Área de Comuni- Económicas;
cação Institucional; b) Departamento de Coordenação e Fiscalização às
b) Elaborar o plano de comunicação institucional Áreas Sociais;
e imprensa em consonância com as directivas c) Departamento de Coordenação e Controlo da Fis-
estratégicas emanadas pelo Ministério da Comu- calização Municipal.
nicação Social; ARTIGO 17.º
c) Apresentação de planos de gestão de crise, bem como (Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e Estatística)
propor acções de comunicação que se manifestem 1. O Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e
oportunas; Estatística é o serviço de apoio técnico ao Governador
d) Colaborar na elaboração da agenda do Governador Provincial, ao qual incumbe a elaboração de estudos e aná-
Provincial; lise de matérias compreendidas nas atribuições do Governador
e) Elaborar os discursos, os comunicados e todo o tipo Provincial, bem como articular com o Secretário do Governo
de mensagens do Governador Provincial; Provincial e o Delegado Provincial de Finanças a consolida-
f) Divulgar a actividade desenvolvida pelo Órgão e ção do orçamento da Província a incluir no Orçamento Geral
responder aos pedidos de informação dos Órgãos do Estado; controlar, sob orientação do Governador, as acti-
de Comunicação Social; vidades de planeamento, ao nível da Província; acompanhar
g) Participar na organização dos eventos institucionais e controlar a execução dos planos provinciais e zelar pela
do Governador da Província; consecução das respectivas metas.
h) Gerir documentos e informação técnica e institucional; 2. O Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e
i) Actualizar o postal de internet e toda a comunicação Estatística, no desenvolvimento da sua actividade, subor-
digital do Governador da Província; dina-se às orientações técnicas e metodológicas do Órgão
j) Produzir conteúdos informativos para divulgação nos Central responsável pela Área do Planeamento e Estatística.
diversos canais de comunicação, podendo para o 3. O Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e
efeito contratar serviços especializados; Estatística tem as seguintes competências:
k) Participar na organização e servir de guia no acompa- a) Elaborar os programas de desenvolvimento econó-
nhamento de visitas do Governador da Província; mico e social da Província, incluindo as unidades
l) Definir e organizar todas as acções de formação na territoriais infra-provinciais;
sua área de actuação; b) Efectuar a estatística de interesse para o desenvol-
m) Propor e desenvolver campanhas de publicidade vimento económico e social da Província e dos
e marketing sobre a Administração da Provín- Municípios, bem como para os órgãos centrais,
cia, devidamente articulada com as orientações tendo em atenção as normas e os regulamentos
estratégicas emanadas pelo Ministério da Comu- legalmente estabelecidos;
nicação Social; c) Acompanhar a execução dos recursos financeiros
n) Exercer as demais funções que lhe forem determi- relativos aos investimentos da Administração da
nadas por lei ou superiormente. Província e dos Municípios que a integram;
3. O Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa d) Acompanhar e inspeccionar, sob orientação do
não possui estruturação interna, podendo, para efeitos fun- Governador da Província, a execução dos recursos
cionais, organizar-se por áreas. financeiros relativos aos investimentos da Província;
2448 DIÁRIO DA REPÚBLICA

e) Exercer as demais funções que lhe forem estabe- ARTIGO 21.º


(Comissão Técnica de Implementação do Plano Estratégico
lecidas por lei ou determinadas superiormente. da Administração do Território — PLANEAT)
4. O Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e
A Comissão Técnica de Implementação do Plano Estratégico
Estatística estrutura-se em:
da Administração do Território (PLANEAT) não tem estrutura
a) Departamento de Estudos e Estatística;
permanente e a sua composição e regime jurídico são estabe-
b) Departamento de Planeamento, Monitorização e
lecidos em Diploma próprio.
Controlo;
ARTIGO 22.º
c) Departamento de Apoio Técnico aos Municípios. (Centro Provincial de Coordenação e Controlo)
ARTIGO 18.º
1. O Centro Provincial de Coordenação e Controlo é uma
(Gabinete de Recursos Humanos)
unidade técnica e tecnológica de coordenação transversal,
1. O Gabinete de Recursos Humanos é o serviço que asse-
apoio e controlo das actividades e serviços dos Órgãos da
gura o apoio técnico ao Governador Provincial nas questões
Administração Local do Estado.
relacionadas com a gestão administrativa e técnica do capi-
2. A estrutura, organização e funcionamento do Centro
tal humano.
de Coordenação e Controlo é aprovada por Diploma próprio.
2. O Gabinete de Recursos Humanos tem as seguintes
ARTIGO 23.º
competências: (Balcão Único de Atendimento ao Público)
a) Garantir o pagamento salarial dos funcionários do
1. O Balcão Único de Atendimento ao Público (BUAP) é
Governo Provincial e de todos os serviços;
uma unidade de atendimento ao cidadão que visa dar resposta,
b) Elaborar mapas estatísticos sobre assiduidade, horas
de forma concentrada, às várias solicitações dos cidadãos,
extraordinárias, absentismo, doenças e outros
instituições e empresas nas matérias relacionadas com os
processos administrativos;
serviços públicos.
c) Organizar a avaliação de desempenho e a gestão de
2. A estrutura, organização e funcionamento do BUAP é
carreiras dos funcionários de todos os órgãos e
aprovada por Diploma próprio.
serviços do Governo Provincial e das Adminis-
trações Municipais; SECÇÃO VI
Serviços Executivos
d) Gerir os recursos humanos de todos os órgãos e
serviços do Governo Provincial; ARTIGO 24.º
(Gabinete Provincial da Educação)
e) Definir prioridades de formação e aperfeiçoamento
profissional dos recursos humanos do Governo 1. O Gabinete Provincial da Educação é o serviço executivo
Provincial; do Governador Provincial, incumbido de assegurar as acções,
f) Apoiar e velar pela capacitação técnica dos Gabinetes actividades, programas, projectos e medidas políticas, no
Municipais de Recursos Humanos; domínio da educação, ensino e alfabetização, ao nível da
g) Programar e promover a formação dos dirigentes, Província, bem como coordenar programas provinciais que
responsáveis e técnicos; visem o desenvolvimento científico e tecnológico, a investi-
h) Promover, ao nível local, as matérias relacionadas com gação e a inovação.
o fomento do emprego e apoiar na implementação 2. O Gabinete Provincial da Educação tem as seguintes
das políticas de segurança e higiene no trabalho; competências:
i) Exercer as demais funções que lhe forem determi- a) Materializar a estruturação do sistema de educação
nadas por lei e superiormente. e ensino, adaptando-o à realidade da Província,
3. O Gabinete de Recursos Humanos estrutura-se em: nos termos das instruções e em estreita articulação
a) Departamento de Gestão Administrativa; com o Departamento Ministerial responsável pelo
b) Departamento de Gestão Técnica. Sector da Educação e o Ensino;
SECÇÃO V b) Promover, coordenar e monitorizar o plano de for-
Serviços de Apoio Instrumental mação de funcionários ligados ao Sector;
ARTIGO 19.º c) Articular com os Municípios a implementação das
(Composição dos Gabinetes do Governador e dos Vice-Governadores) políticas do Sector e supervisionar a gestão das
A composição e o regime jurídico do pessoal dos Gabinetes Escolas do Ensino Primário, do I e II Ciclos do
do Governador e dos Vice-Governadores são estabelecidos Ensino Secundário, Escolas de Formação de
em Diploma próprio. Professores e Institutos Médios e Politécnicos;
ARTIGO 20.º d) Promover a construção de Escolas Secundárias de
(Comissão Provincial de Protecção Civil) Ensino Geral, partilhando com o Departamento
A Comissão Provincial de Protecção Civil não tem estru- Ministerial responsável pelo Sector da Educação
tura permanente e a sua composição e regime jurídico são a responsabilidade de construção das Escolas
estabelecidos em Diploma próprio. Secundárias Técnicas;
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2449

e) Acompanhar as actividades dos Institutos Públicos, b) Departamento de Estatística, Planeamento e Recur-


sob a orientação metodológica da estrutura com- sos Humanos;
petente ao nível central; c) Departamento de Saúde Pública;
f) Promover actividades de educação escolar, articulada d) Departamento de Inspecção de Saúde.
com o desenvolvimento da cultura, do desporto e ARTIGO 26.º
da recreação juvenil ao nível da Província; (Gabinete Provincial dos Registos e Organização Administrativa)

g) Promover actividades de desenvolvimento científico 1. O Gabinete Provincial dos Registos e Organização


e tecnológico, bem como iniciativas que promo- Administrativa é o serviço executivo do Governador Provincial,
vam a investigação e a inovação na Província; incumbido de coordenar a execução das medidas políticas,
h) Articular com o Gabinete de Recursos Humanos do programas, projectos, acções e actividades no domínio da
Sector, ao nível da Província; realização de censos, recenseamento militar e eleitoral e acti-
vidades afins na Província.
i) Exercer as demais funções que lhe forem determi-
2. O Gabinete Provincial dos Registos e Organização
nadas superiormente nos termos da lei.
Administrativa tem as seguintes competências:
3. O Gabinete Provincial da Educação, na execução das suas
a) Realizar e acompanhar o registo eleitoral;
atribuições, subordina-se às orientações técnicas e metodoló-
b) Cooperar e acompanhar o recenseamento militar;
gicas do Órgão Central responsável pela Área da Educação.
c) Coordenar a execução das medidas adequadas à
4. O Gabinete Provincial da Educação estrutura-se em:
participação dos cidadãos nos processos eleitorais;
a) Departamento de Educação, Ensino, Ciências e
d) Coordenar o processo de formação profissional dos
Tecnologia e Inovação;
técnicos para as operações do registo eleitoral;
b) Departamento de Planeamento, Estatística e Recur-
e) Assegurar as condições para a realização do registo
sos Humanos;
dos cidadãos com capacidade eleitoral activa;
c) Departamento de Inspecção de Educação.
f) Apoiar técnica, logística e administrativamente a rea-
ARTIGO 25.º
(Gabinete Provincial da Saúde)
lização dos actos eleitorais, nos termos definidos
por lei e das indicações da Comissão Nacional
1. O Gabinete Provincial da Saúde é o serviço executivo
Eleitoral;
do Governador Provincial, incumbido de assegurar a exe-
g) Apoiar os processos de recenseamento da população,
cução das medidas políticas, programas, projectos, acções e
habitação e actividades afins;
actividades no domínio da saúde pública e assistência médica
h) Gerir as infra-estruturas tecnológicas, assim como
e medicamentosa na Província.
garantir a operacionalização e segurança dos
2. O Gabinete Provincial da Saúde tem as seguintes
meios tecnológicos;
competências:
i) Exercer as demais competências estabelecidas por
a) Participar activamente no estudo, coordenação e
lei ou determinadas superiormente.
regulamentação da política de saúde na Provín-
3. O Gabinete Provincial dos Registos e Organização
cia, de acordo com a estratégia, planos e normas
Administrativa estrutura-se em:
administrativas, técnicas definidas e articuladas
a) Departamento de Modernização Administrativa e
a nível central;
Organização do Território;
b) Organizar e coordenar todas as actividades sanitárias
b) Departamento dos Registos e Recenseamento Militar;
a desenvolver na Província, nos termos das instru- c) Departamento das Tecnologias de Informação e
ções e em estreita articulação com o Departamento Comunicação — TIC’s.
Ministerial responsável pelo Sector da Saúde;
ARTIGO 27.º
c) Planear e gerir as unidades sanitárias, bem como os (Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado)
Laboratórios Provinciais de Controlo e Qualidade 1. O Gabinete Provincial para o Desenvolvimento
de Produtos Farmacêuticos, nos termos da lei; Económico Integrado é o serviço executivo do Governador
d) Executar políticas e estratégias de desenvolvimento das Provincial, incumbido de assegurar a execução das compe-
actividades afectas à saúde, ao nível da Província; tências específicas do Governador Provincial, relacionadas
e) Exercer as demais funções estabelecidas por lei ou com o desenvolvimento económico integrado da Província e
determinadas superiormente. das suas unidades territoriais.
3. O Gabinete Provincial da Saúde, na execução das suas 2. O Gabinete Provincial para o Desenvolvimento
competências, subordina-se às orientações técnicas e meto- Económico Integrado tem as seguintes competências:
dológicas do Órgão Central responsável pela Área da Saúde. a) Preparar e propor medidas adequadas ao desenvol-
4. O Gabinete Provincial de Saúde estrutura-se em: vimento económico e social da Província, dos
a) Departamento de Logística Hospitalar; Municípios e das Cidades que a integram;
2450 DIÁRIO DA REPÚBLICA

b) Coordenar e supervisionar os processos de licencia- i) Exercer as demais competências estalecidas por lei
mento das actividades económicas, nos termos ou determinadas superiormente.
da lei; 3. O Gabinete Provincial de Comércio, Indústria e Recursos
c) Promover, em coordenação com as Administrações Minerais estrutura-se em:
Municipais, o desenvolvimento das actividades a) Departamento de Indústria;
económicas empresariais; b) Departamento de Comércio;
d) Inventariar as necessidades e possibilidades de c) Departamento de Recursos Minerais.
investimentos públicos e privados; ARTIGO 29.º
e) Promover ao nível local as matérias relacionadas com (Gabinete Provincial de Infra-Estruturas e Serviços Técnicos)

o fomento do emprego e apoiar na implementação 1. O Gabinete Provincial de Infra-Estruturas e Serviços


das políticas de segurança e higiene no trabalho; Técnicos é o serviço executivo do Governador Provincial,
f) Proceder ao controlo e registo da força de trabalho incumbido de assegurar a execução das competências espe-
nacional e estrangeira; cíficas da Administração da Província neste domínio.
g) Participar na elaboração do plano e programa de 2. O Gabinete Provincial de Infra-Estruturas e Serviços
desenvolvimento económico da Província; Técnicos tem as seguintes competências;
h) Exercer as demais competências estabelecidas por a) Assegurar a execução de tarefas nos domínios do pla-
lei ou determinadas superiormente. neamento urbanístico e do ordenamento territorial;
3. O Gabinete Provincial para o Desenvolvimento b) Realizar o licenciamento das operações urbanísticas
Económico Integrado estrutura-se em: de nível provincial;
a) Departamento de Desenvolvimento Integrado; c) Coordenar e supervisionar a execução das tarefas
b) Departamento de Promoção do Emprego e Fomento referentes ao Sector da Energia e Águas;
do Empresariado Nacional. d) Propor medidas de fomento habitacional, bem como
ARTIGO 28.º participar na sua implementação;
(Gabinete Provincial de Comércio, Indústria e Recursos Minerais) e) Organizar e manter actualizado o cadastro de dados
1. O Gabinete Provincial de Comércio, Indústria e Recursos estatísticos referentes ao parque imobiliário, des-
Minerais é o serviço executivo do Governador Provincial, tinado a fins habitacionais, comerciais e similares
incumbido de assegurar a execução das medidas, programas, sob sua jurisdição;
projectos, acções e actividades, no domínio do comércio, da f) Elaborar e apresentar propostas e projectos para
indústria e dos minerais. a realização de investimentos nos domínios de
2. O Gabinete Provincial de Comércio, Indústria e Recursos actividades sob a sua dependência;
Minerais tem as seguintes competências: g) Exercer as demais competências estabelecidas por
a) Velar pelo cumprimento das leis e regulamentos que lei ou determinadas superiormente.
disciplinam as actividades comerciais e industriais; 3. O Gabinete Provincial de Infra-Estruturas e Serviços
b) Coordenar as tarefas relacionadas com o licencia- Técnicos estrutura-se em:
mento do exercício das actividades comerciais e a) Departamento de Conservação das Infra-estruturas
industriais; Urbanas;
c) Articular com o Órgão Central que superintende o b) Departamento de Obras Públicas;
Sector da Geologia e Minas e com a Adminis- c) Departamento de Gestão Urbanística;
tração Municipal nos processos de concessão e d) Departamento de Promoção, Reabilitação e Gestão
fiscalização das actividades mineiras; Imobiliária.
d) Promover, em coordenação com as Administrações ARTIGO 30.º
Municipais, o desenvolvimento das actividades (Gabinete Provincial de Agricultura, Pecuária e Pescas)
comerciais e industriais; 1. O Gabinete Provincial de Agricultura, Pecuária e Pescas
e) Participar na elaboração das estratégias de desen- é o serviço executivo do Governador Provincial, incumbido
volvimento comercial e industrial; de prestar assessoria técnica ao Governador, nas matérias
f) Apoiar os agentes económicos do Sector Comercial relacionadas com agricultura, silvicultura, pecuária, aqui-
e Industrial; cultura e pescas.
g) Velar pela execução da política do Sector Comercial 2. O Gabinete Provincial de Agricultura, Pecuária e Pescas
e Industrial; tem as seguintes competências:
h) Acompanhar e articular com as entidades compe- a) Promover as políticas de desenvolvimento do Sector
tentes a implementação das políticas do Sector Agrícola, Pecuário e das Pescas, em articulação
em sede do Investimento Privado; com os órgãos locais da Província;
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2451

b) Articular com os Órgãos da Administração Local da f) Propor medidas tendentes à conservação e protecção de
Província a implementação de políticas que visam áreas de interesse histórico, cultural e paisagístico;
promover e desenvolver o Sector Pesqueiro, seus g) Exercer as demais competências estalecidas por lei
derivados e produtos do mar, bem como assegurar ou determinadas superiormente.
a comercialização e o abastecimento da Província 3. O Gabinete Provincial de Ambiente, Gestão de Resíduos
de sal e produtos da pesca; e Serviços Comunitários estrutura-se em:
c) Promover a criação de serviços veterinários eficientes, a) Departamento do Ambiente;
bem como mecanismos de vigilância fitossanitá- b) Departamento de Resíduos;
rios de zoonoses e de vacinação animal, a nível c) Departamento dos Serviços Comunitários.
dos Municípios e Cidades; ARTIGO 32.º
d) Promover a criação e conservação de parques, jar- (Gabinete Provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana)

dins botânicos e zoológicos, corredores e casas 1. O Gabinete Provincial dos Transportes, Tráfego e
ecológicas, florestas, poios recreativos, canis, gatis Mobilidade Urbana é o serviço executivo do Governador
Provincial, incumbido de coordenar e supervisionar todas as
e criação de viveiros municipais;
questões relacionadas com os transportes, o tráfego e mobi-
e) Promover as políticas que visam desenvolver a acti-
lidade urbana.
vidade agrícola, pecuária e a comercialização dos 2. O Gabinete Provincial de Transportes, Tráfego e
produtos deles derivados; Mobilidade Urbana tem as seguintes competências:
f) Exercer as demais competências estalecidas por lei a) Promover e coordenar a realização de projectos no
ou determinadas superiormente. domínio do tráfego dentro da Província;
3. O Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas b) Coordenar as iniciativas municipais relativas ao
estrutura-se em: ordenamento do tráfego no perímetro da Província;
a) Departamento da Agricultura, Pecuária e Flora; c) Planear e supervisionar a gestão do sistema de trans-
porte de pessoas e mercadorias dentro da Província;
b) Departamento de Pescas e Aquicultura;
d) Promover políticas de estudo, promoção e desenvol-
c) Departamento de Vigilância Epidemiológica, Ani-
vimento da rede do sistema integrado de transportes
mal e Vegetal. dentro da Província;
ARTIGO 31.º e) Promover e desconcentrar o sistema de parqueamento
(Gabinete Provincial de Ambiente, Gestão de Resíduos a nível da Província;
e Serviços Comunitários)
f) Planear, promover e supervisionar as políticas de
1. O Gabinete Provincial de Ambiente, Gestão de Resíduos gestão da articulação entre o transporte privado
e Serviços Comunitários é o serviço executivo do Governador e o transporte público;
Provincial, incumbido de assegurar a execução das medidas g) Incentivar as entidades reguladoras do trânsito na
de políticas, programas, projectos, acções e actividades no Província para as operações necessárias para a
domínio do ambiente, dos resíduos e dos serviços comunitá- fluidez do tráfego;
rios, bem como coordenar programas provinciais que visam h) Exercer as demais competências estabelecidas por
a promoção das boas práticas no Sector. lei ou determinadas superiormente.
3. O Gabinete Provincial de Transportes, Tráfego e
2. O Gabinete Provincial de Ambiente, Gestão de Resíduos
Mobilidade Urbana estrutura-se em:
e Serviços Comunitários tem as seguintes competências:
a) Departamento de Transportes;
a) Promover e supervisionar a implementação das b) Departamento de Tráfego e Mobilidade.
políticas de fomento e criação, conservação,
ARTIGO 33.º
manutenção, ampliação e cultura de parques, (Gabinete Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria)
jardins, zonas verdes e de recreio, ao nível dos 1. O Gabinete Provincial dos Antigos Combatentes e
Municípios e Cidades da Província; Veteranos da Pátria é o serviço executivo do Governador
b) Coordenar e supervisionar a execução das tarefas Provincial, incumbido de coordenar e supervisionar a exe-
referentes ao ambiente; cução das medidas políticas, programas, projectos, acções e
c) Coordenar, supervisionar e controlar as políticas de actividades no domínio da assistência e reinserção social de
saneamento básico e de recolha de resíduos, suca- Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.
tas, limpeza urbana, desinfestação e desinfecção 2. O Gabinete Provincial dos Antigos Combatentes e
das áreas públicas; Veteranos da Pátria tem as seguintes competências:
d) Velar pela conservação e manutenção dos cemitérios; a) Assegurar a execução das políticas e estratégias
e) Estabelecer parcerias com os Serviços de Inspecção de desenvolvimento das actividades afectas à
e Fiscalização com vista à mitigação de impactos reinserção social dos Antigos Combatentes e
ambientais; Veteranos da Pátria;
2452 DIÁRIO DA REPÚBLICA

b) Apoiar na organização das actividades relativas b) Promover a criação de bibliotecas locais e assegurar
à reinserção social dos Antigos Combatentes e a selecção, aquisição, tratamento técnico e con-
Veteranos da Pátria; servação dos respectivos acervos;
c) Assegurar a avaliação permanente do estado dos c) Orientar e coordenar a actividade desportiva muni-
Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, ao cipal, bem como dinamizar o associativismo
nível da Província; desportivo, e criar condições que assegurem a
d) Exercer as demais competências estalecidas por lei sua autonomia funcional;
ou determinadas superiormente. d) Promover em coordenação com as Administrações
3. O Gabinete Provincial dos Antigos Combatentes e Municipais, o desenvolvimento das actividades
Veteranos da Pátria estrutura- se em: relacionadas com a hotelaria e turismo;
a) Departamento dos Antigos Combatentes e Vetera- e) Participar na elaboração das estratégias de desenvol-
nos da Pátria; vimento da hotelaria e turismo nos termos da lei;
b) Departamento da Assistência e Reintegração f) Promover e dinamizar o desenvolvimento do asso-
Socioeconómica. ciativismo juvenil e estudantil como forma de
ARTIGO 34.º assegurar a sua melhor participação e integração;
(Gabinete Provincial de Acção Social, Família e Igualdade do Género) g) Promover e coordenar a realização de campeonatos
1. O Gabinete Provincial de Acção Social, Família e e acampamentos intermunicipais, que visem o
Igualdade do Género é o serviço executivo do Governador desenvolvimento juvenil e a integração dos jovens
Provincial, incumbido de realizar as medidas políticas, pro- ao nível da Província;
gramas, projectos, acções e actividades nos domínios social h) Promover e coordenar programas e projectos que
e da família, com especial atenção para as crianças, idosos, visem apoiar o desenvolvimento da juventude;
e dos deficientes, propondo e coordenando medidas para i) Exercer as demais competências estabelecidas por
assegurar a igualdade do Género e a actuação das comuni- lei ou determinadas superiormente.
dades tradicionais. 3. O Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude
2. O Gabinete Provincial de Acção Social, Família e e Desportos estrutura-se em:
Igualdade do Género tem as seguintes competências: a) Departamento de Cultura, Arte e Património Histórico;
a) Coordenar a implementação e definição de estraté- b) Departamento de Turismo;
gias, políticas e programas de desenvolvimento, c) Departamento da Juventude e Desportos.
de forma a garantir a protecção e igualdade do
género, bem como contribuir para a unidade e CAPÍTULO III
Órgãos Consultivos do Governador Provincial
coesão da família;
b) Promover de forma multidisciplinar, programas SECÇÃO I
Vice-Governadores
e acções, visando a informação, sensibilização,
educação e formação nos meios urbanos e rurais, ARTIGO 36.º
(Competências)
em prol da mulher e da família;
c) Exercer as demais competências estabelecidas por 1. Ao Vice-Governador para o Sector Político, Social e
lei ou determinadas superiormente. Económico compete coadjuvar o Governador Provincial na
3. O Gabinete Provincial de Acção Social, Família e coordenação e execução das tarefas ligadas às seguintes áreas:
Igualdade do Género estrutura-se em: a) Educação, Alfabetização, Cultura e Desportos,
a) Departamento da Acção Social; Ciência e Tecnologia;
b) Departamento da Família e Igualdade do Género. b) Saúde, Reinserção Social, Antigos Combatentes e
ARTIGO 35.º Veteranos da Pátria;
(Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos) c) Habitação Social;
1. O Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude d) Família, Promoção da Mulher, Infância, Deficientes
e Desportos é o serviço executivo do Governador Provincial e Terceira Idade;
incumbido de realizar as medidas políticas, programas, pro- e) ADECOS — Agentes de Desenvolvimento Comu-
jectos, acções e actividades, no domínio cultural, do turismo, nitário e Sanitário;
da juventude e dos desportos. f) Sociedade Civil;
2. O Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude g) Defesa do Consumidor;
e Desportos tem as seguintes competências: h) Ensino Superior, no que diz respeito ao acompanha-
a) Analisar e discutir a estratégia de desenvolvimento mento das matérias relacionadas com as instituições
cultural, mediante estudos sobre tendências de existentes na Província, nos termos das instruções
desenvolvimento e do consumo cultural; do Departamento Ministerial de Superintendência;
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2453

i) Trabalho e Segurança Social; 2. O Governo Provincial reúne-se, mensalmente, em sessão


j) Empresas e Institutos Públicos de âmbito local; ordinária e, extraordinariamente, sempre que o Governador
k) Energia e Águas; Provincial o convoque.
l) Recursos Naturais; ARTIGO 40.º
(Atribuições do Governo Provincial)
m) Agricultura, Pescas, Indústria, Comércio, Hotelaria
e Turismo; Compete ao Governo Provincial pronunciar-se sobre o
n) Ambiente; seguinte:
a) A política de governação, bem como a sua execução;
o) Transportes e Comunicações.
b) A preparação, execução do orçamento, os Planos e
2. Ao Vice-Governador para os Serviços Técnicos e Infra-
Programas de Investimento Público;
-Estruturas compete coadjuvar o Governador Provincial na
c) Arrecadação de recursos financeiros provenientes
coordenação e execução das tarefas ligadas às seguintes áreas:
dos impostos e outras receitas devidas ao Estado
a) Urbanismo, Ordenamento do Território, Saneamento,
que são afectadas à Província;
Planeamento e Gestão Urbana e Ordenamento
d) As propostas dos Planos Provincial de Ordenamento
Rural;
do Território, Projectos Urbanísticos e os respec-
b) Infra-Estruturas e Obras Públicas;
tivos Loteamentos;
c) Equipamento Urbano. e) As propostas a submeter ao Titular do Poder Executivo
3. Por designação expressa do Governador Provincial, um para a transferência de terrenos do domínio público
dos Vice-Governadores o substitui nas suas ausências e para o domínio privado do Estado;
impedimentos ou, no omisso, sucessivamente pelo Vice- f) Programas de autoconstrução dirigida e de habita-
-Governador para o Sector Político, Social e Económico e pelo ção social;
Vice-Governador para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas. g) Aumento da produção e da produtividade nas empre-
ARTIGO 37.º sas de produção de bens e de prestação de serviços
(Forma dos actos do Vice-Governador Provincial)
essenciais;
1. Os actos administrativos dos Vice-Governadores, sendo h) Desenvolvimento dos recursos humanos a nível local;
delegados, são executórios e definitivos e tomam a forma de i) Preservação e valorização do património histórico-
Despachos. -cultural da Província;
2. Os actos administrativos a que se refere o número ante- j) Criação de museus, bibliotecas e casas de cultura a
rior tomam a forma de Ordens de Serviço, quando se tratem nível da Província;
de instruções genéricas. k) Combate à delinquência, especulação, açambar-
ARTIGO 38.º camento, contrabando, sabotagem económica,
(Posse e cessação de funções) vadiagem e outras manifestações contrárias ao
1. Os Vice-Governadores iniciam as suas funções com a desenvolvimento administrativo, económico,
tomada de posse perante o Titular do Poder Executivo. social e cultural da Província;
2. As funções dos Vice-Governadores Provinciais cessam l) Defesa e preservação do ambiente;
com a sua exoneração e outras formas de cessação de funções m) Recomendações do Titular do Poder Executivo em
estabelecidas por lei. matéria de incidência local;
SECÇÃO II n) Coordenação com os órgãos competentes sobre as
Governo Provincial actividades do Registo Eleitoral e inerentes às
Eleições no âmbito do território da Província;
ARTIGO 39.º
(Definição e composição) o) Iniciativas para a conclusão de acordos ou protocolos
de geminação e cooperação de cidades.
1. O Governo Provincial é um órgão colegial e de con-
sulta do Governador Provincial, que o preside, e é composto ARTIGO 41.º
(Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade)
pelos seguintes membros:
1. O Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade
a) Vice-Governadores;
é o órgão de apoio consultivo ao Governador Provincial que
b) Administradores dos Municípios;
tem a competência de proceder à apreciação dos assuntos e
c) Delegados Provinciais;
matérias relativos ao desenvolvimento económico e social da
d) Directores Provinciais; Província e que tenham impacto intermunicipal.
e) Responsáveis dos diferentes serviços ao nível da 2. O Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade
Administração Provincial, em razão das matérias é presidido pelo Governador Provincial e integra os seguin-
de discussão; tes membros:
f) Outras entidades convidadas. a) Vice-Governadores;
2454 DIÁRIO DA REPÚBLICA

b) Delegados Provinciais; respeitando estritamente as disposições legais relativas à com-


c) Directores Provinciais; petência material e hierárquica sobre as questões a apreciar.
d) Administradores Municipais; 2. As reuniões do Conselho Provincial de Concertação Social
e) Administradores Comunais; são convocadas e presididas pelo Governador da Província
f) Um Representante Provincial de cada um dos Parti- ou por um dos Vice-Governadores a quem aquele delegar.
dos Políticos e Coligações de Partidos Políticos 3. As competências, a organização, o funcionamento e
com assento na Assembleia Nacional e domicílio composição do Conselho Provincial de Concertação Social
na Província; são definidas em Diploma próprio, aprovado pelo Titular do
g) Representantes das Associações dos Antigos Com- Poder Executivo.
batentes e Veteranos da Pátria; ARTIGO 43.º
h) Representantes das Autoridades Tradicionais de (Conselho Provincial de Vigilância Comunitária)
Linhagem Ancestral; O Conselho Provincial de Vigilância Comunitária é o órgão
i) Representantes das Associações Sindicais; de apoio consultivo ao Governador Provincial em matéria de
j) Representantes de Associações Patronais; segurança pública e vigilância comunitária e integra todos
k) Representantes do Sector Empresarial Público; os órgãos que intervêm na implementação das políticas rela-
l) Representantes do Sector Empresarial Privado; cionadas com a ordem pública, protecção civil, segurança e
m) Representantes das Escolas e das Universidades; imigração ilegal, nos termos a definir em Diploma próprio,
n) Representante dos Hospitais e Serviços de Saúde; aprovado pelo Titular do Poder Executivo.
o) Representantes das Associações de Camponeses e ARTIGO 44.º
Trabalhadores Rurais; (Delegação Provincial)
p) Representantes de Organizações Não-Governamentais, 1. A Delegação Provincial é o serviço desconcentrado
(ONG), angolanas reconhecidas por lei; do sector de especialidade da Administração Central que, na
q) Representantes das Igrejas e Confissões Religiosas Província, executa as suas competências.
reconhecidas por lei e com presença mais antiga 2. Ao nível local, as tarefas executivas do Departamento
na Província; Ministerial responsável pelo Interior, Finanças e Justiça e dos
r) Representantes das Associações Socioprofissionais; Direitos Humanos são representadas por Delegações Provinciais
s) Representantes das Associações Juvenis e Estudantis que não integram a orgânica dos serviços da Administração
de Nível Médio e Superior; Provincial.
t) Representantes das Associações Femininas; 3. A Delegação Provincial é dirigida por um Delegado
u) Representantes das Associações Socioprofissionais de Provincial nomeado por Despacho do Ministro da Especialidade,
Professores do Ensino Geral e Técnico-Profissional; ouvido o Governador Provincial.
v) Representantes das Associações de Cidadãos Porta- 4. O Delegado Provincial depende orgânica, administrativa
dores de Deficiência e de Patologias Específicas; e metodologicamente do órgão central de especialidade, mas
w) Representantes das Associações Socioprofissionais articula a acção quotidiana e mantém o Governador Provincial
de Médicos e Enfermeiros. regularmente informado sobre o objecto da sua actividade.
3. Sempre que julgue necessário, o Governador Provincial
CAPÍTULO IV
pode convidar outras entidades não contempladas no n.º 2 do
Disposições Finais e Transitórias
presente artigo.
4. Os membros previstos nas alíneas g) e seguintes do SECÇÃO I
Quadro de Pessoal
n.º 2 do presente artigo participam até ao limite máximo de
três (3) por cada entidade representada. ARTIGO 45.º
5. As competências, a organização e o funcionamento do (Quadro de pessoal)

Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade são defi- O quadro de pessoal do Governo da Província do Cunene é
nidas por Regulamento. o constante dos Anexos I, II e III do presente Estatuto Orgânico,
6. O Conselho Provincial de Auscultação da Comunidade sendo dele parte integrante.
reúne-se de quatro em quatro meses em sessão ordinária e, ARTIGO 46.º
extraordinariamente, sempre que o Governador Provincial (Organigrama)
o convoque. O Organigrama do Governo da Província do Cunene é o
ARTIGO 42.º constante do Anexo IV do presente Estatuto Orgânico, sendo
(Conselho Provincial de Concertação Social) dele parte integrante.
1. O Conselho Provincial de Concertação Social é o órgão ARTIGO 47.º
de apoio consultivo ao Governador, que assegura, ao nível (Regime dos Órgãos Municipais e Inframunicipais)
da Província, a realização das funções do Conselho Nacional A organização e funcionamento dos Órgãos Municipais e
de Concertação Social, em assuntos de âmbito provincial, Inframunicipais são definidos por Diploma próprio.
I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2455

ANEXO I
Carreira do Regime Geral — a que se refere o artigo 45.º
Grupo de Pessoal Carreira Categoria/Função N.º de Lugares

Governador Provincial 1
Cargo Político Cargo Político
Vice-Governador 2
Director Provincial/Director de Gabinete 20
Direcção
Secretário Geral 1
Direcção e Chefia
Chefe de Departamento 46
Chefia
Chefe de Secção 12

Assessor Principal 10

Primeiro Assessor 10

Assessor 12
Técnico Superior Técnica Superior
Técnico Superior Principal 21

Técnico Superior de 1.ª Classe 30

Técnico Superior de 2.ª Classe 150

Especialista Principal 6

Especialista de 1.ª Classe 6

Especialista de 2.ª Classe 15


Técnico Técnica
Técnico de 1.ª Classe 20

Técnico de 2.ª Classe 25

Técnico de 3.ª Classe 70

Técnico Médio Principal de 1.ª Classe 20

Técnico Médio Principal de 2.ª Classe 30

Técnico Médio Principal de 3.ª Classe 30


Técnico Médio Técnica Média
Técnico Médio de 1.ª Classe 30

Técnico Médio de 2.ª Classe 40

Técnico Médio de 3.ª Classe 150

Oficial Administrativo Principal 24

Primeiro Oficial 24

Segundo Oficial 30
Administrativo Administrativa
Terceiro Oficial 40

Aspirante 50

Escriturário-Dactilógrafo 30

Tesoureiro Principal 4

Tesoureiro Tesoureiro Tesoureiro de 1.ª Classe 4

Tesoureiro de 2.ª Classe 6

Motorista de Pesados Principal 6

Motorista de Pesados Motorista de Pesados de 1.ª Classe 6

Motorista de Pesados de 2.ª Classe 16

Motorista de Ligeiros Principal 8

Auxiliar Motorista de Ligeiros Motorista de Ligeiros de 1.ª Classe 10

Motorista de Ligeiros de 2.ª Classe 18

Telefonista Principal 2

Telefonista Telefonista de 1.ª Classe 4

Telefonista de 2.ª Classe 4


2456 DIÁRIO DA REPÚBLICA

Grupo de Pessoal Carreira Categoria/Função N.º de Lugares

Auxiliar Administrativo Principal 15


Auxiliar
Auxiliar Administrativo de 1.ª Classe 15
Administrativa
Auxiliar Administrativo de 2.ª Classe 15

Auxiliar de Limpeza Principal 10

Auxiliar de Limpeza Auxiliar de Limpeza de 1.ª Classe 12

Auxiliar de Limpeza de 2.ª Classe 20


Auxiliar
Encarregado Principal 8

Operário Qualificado Operário Qualificado de 1.ª Classe 10

Operário Qualificado de 2.ª Classe 20

Encarregado Não Qualificado 10


Operário Não
Operário Não Qualificado de 1.ª Classe 15
Qualificado
Operário Não Qualificado de 2.ª Classe 15

Total Geral 1205

ANEXO II
Carreira Inspectiva — a que se refere o artigo 45.º
Lugares
Grupo de Pessoal Carreira Categoria/Função
Criados

Inspector Provincial 1

Direcção e Chefia Inspector Chefe de 1.ª Classe 3

Inspector Chefe de 2.ª Classe 4

Inspector Assessor Principal 3

Inspector 1.º Assessor 3

Inspector Assessor 4
Inspector Superior Inspector Superior
Inspector Superior Principal 8

Inspector Superior de 1.ª Classe 10

Inspector Superior de 2.ª Classe 15

Inspector Especialista Principal 3

Inspector Especialista de 1.ª Classe 3

Inspector Especialista de 2.ª Classe 3


Inspector Técnico Inspector Técnico
Inspector Técnico de 1.ª Classe 5

Inspector Técnico de 2.ª Classe 5

Inspector Técnico de 3.ª Classe 10

Subinspector Principal de 1.ª Classe 6

Subinspector Principal de 2.ª Classe 8

Subinspector Principal de 3.ª Classe 10


Subinspector Subinspector
Subinspector de 1.ª Classe 10

Subinspector de 2.ª Classe 10

Subinspector de 3.ª Classe 20

Total Geral 144


I SÉRIE – N.º 58 – DE 27 DE ABRIL DE 2018 2457

ANEXO III
Carreira do Trabalhador Social — a que se refere o artigo 45.º
Lugares
Grupo de Pessoal Carreira Categoria/Função
Criados
Assistente Principal 1
Assistente Social de 1.ª Classe 2
Técnico Superior Assistente Social
Assistente Social de 2.ª Classe 5
Assistente Social de 3.ª Classe 10
Educador Principal de 1.ª Classe 15
Educador Principal de 2.ª Classe 15

Educador Social Educador Principal de 3.ª Classe 15


Técnico Médio
e de Infância Educador de 1.ª Classe 15
Educador de 2.ª Classe 15
Educador de 3.ª Classe 30
Activista Principal 8
Activista de 1.ª Classe 10
Activista Social
Activista de 2.ª Classe 15

Carreira Activista de 3.ª Classe 20


não Técnica Vigilante Principal 25
Vigilante de 1.ª Classe 25
Vigilante
Vigilante de 2.ª Classe 25
Vigilante de 3.ª Classe 45

Total Geral 296

ANEXO IV
Organigrama do Governo da Província do Cunene — a que se refere o artigo 46.º

O Ministro, Adão Francisco Correia de Almeida.

O. E. 472 - 4/58 - 150 ex. - I.N.-E.P. - 2018