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20/02/2018

6. Ligações

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6. Ligações
As pontes de Leonardo da Vinci – 6 citadas no Codice Atlantico:

Ponte Autoportante:

http://estructurando.net

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6. Ligações
As pontes de Leonardo da Vinci – 6 citadas no Codice Atlantico:

Ponte Autoportante: As peças não tem movimento relativo entre elas nas uniões
– não precisa de ligações.

Ponte Arco Iris - China


http://estructurando.net

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6.1 Introdução
A madeira tem comprimento limitado – natureza, transporte

Elementos de ligação:
– Pregos
– Parafusos
– Pinos metálicos
– Pinos de madeira
– Conectores metálicos
– Chapa com dentes estampados
– Tarugos de madeira
– Entalhes e encaixes – compressão e cisalhamento
– Braçadeiras e grampos – só para manter os entalhes unidos, não para transmitir
esforços

Google Earth, 2015


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6.1 Introdução
Tipos de Ligações:

Pfeil e Pfeil, 2014

prego parafusos Pinos

anel chapa tarugo


Google Earth, 2015
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6.1 Introdução
Tipos de Ligações:

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.1 Introdução
Duas classes:

Tradicionais – Transmissão direta por contato e atrito – entalhes, encaixes, etc..

Mecânicas – Transmissão indireta dos esforços por elementos (metálicos ou


madeira) e cola.

As mecânicas se dividem em:


- Fuste cilíndricos – parafusos, pinos,
- Superfície – Tarugos, anéis, chapas dentadas

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6.1 Introdução
Tradicionais – Transmissão direta por contato e atrito – entalhes, encaixes, etc..

Sukiennice, Kraków
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6.1 Introdução
Tradicionais – Transmissão direta por contato e atrito – entalhes, encaixes, etc..

Opactwo Benedyktynów w Tyńcu


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6.1 Introdução
Pregos – cravados por impactos – encruados a frio

Econômicos e práticos – simples de instalar

Diminuem pouco a resistência da peça – furos pequenos

Pouca resistência por elemento

Exigem ligações longas

Problemas estéticos

br.freepik.com

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6.1 Introdução
Pinos – são instalados em furos com diâmetro menor que o deles - transmitem
carga sem deslocamentos relativos entre as peças ligadas – inseridos à força

Parafusos – lisos com uma cabeça numa extremidade e uma porca ou rosca na
outra – são instalados em furos com folgas de 1 a 2 mm e depois são apertados
com a porca.

Inseridos logo após o furo – evitar variações dimensionais da umidade

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6.1 Introdução
Conectores – Instalados em ranhuras nas superfícies das peças ligadas, tem
grande eficiência na transmissão de esforços – os parafusos instalados servem
apenas para impedir a separação das peças – excentricidades de carga.

Piazza et al.,2014

O furo do anel e parafuso são feitos Colocação dos anéis Apertar os parafusos
ao mesmo tempo - fresadora
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6.1 Introdução
Conectores

Usados em geral para ligações com dois planos de cisalhamento

Muito resistentes – transmitem elevadas cargas

Facilidade e rapidez em série de execução

Reduzem muito a seção da peça

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6.1 Introdução
Escolha da ligação

Parâmetros mecânicos – resistência e rigidez

Razões econômicas, estéticas e construtivas (simplicidade, praticidade e


rapidez)

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6.1 Introdução
Ligações por corte – a força transmitida entre uma peça e outra é perpendicular
ao eixo do elemento de ligação

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.1 Introdução
Escolha da ligação - Rigidez

Elementos cilíndricos de ligação

Esmagamento da parede do furo

Piazza et al.,2014

Chapas metálicas Rótulas plásticas

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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Rigidez e Resistência

Cola
anel

Chapa denteada

Pino metálico

Parafuso

Pregos

Piazza et al.,2014
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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Rigidez e Resistência

carga

deslocamento
Piazza et al.,2014

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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Rigidez e Resistência

Pino Pino muito esbelto


pouco esbelto

Esmagamento e Rótulas plásticas e


tração da madeira esmagamento do
furo
Piazza et al.,2014
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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Piazza et al.,2014

Rótulas e engastes perfeitos


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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Piazza et al.,2014

Ligações entre vigas secundárias e principais


Chapas metálicas de 2 a 4 mm – transmitem esforços horizontais e verticais

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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Ligações flexíveis entre


vigas e pilares
Piazza et al.,2014

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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Ligações flexíveis do pilar e a base

Piazza et al.,2014

Mais próximas possíveis ao eixo do pilar


Coplanares à rotação provocada pelo momento
Evitar o contato direto da madeira com a base - durabilidade
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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Nenhuma dessas ligações são completamente flexíveis

Ligações semi-rígidas

Por simplicidade considera-se engaste para o pior caso – ligação, os pilares, vigas principais –
rótula para as vigas secundárias

Obras de grande importância e dimensões – arcos – os vínculos devem ser feitos com rótulas
“reais”

NBR7190 - No cálculo das ligações não é permitido levar em conta o atrito das superfícies de
contato (8.1.1)

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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Ligações externas - rótulas

Piazza et al.,2014

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6.1 Introdução
Ligações externas - rótulas

http://www.carpinteria.com.br/?por
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6.1 Introdução

Terminal Rodoviário, Roma

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6.1 Introdução
Rótula verdadeira:

Outlet Center Brenner, Áustria/Itália


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6.1 Introdução
Rótula prática:

Echternach, Luxemburgo

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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Ligações rígidas – engaste elástico

Piazza et al.,2014

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6.1 Introdução
Fendilhamento:

Outlet Center Brenner, Áustria/Itália Prof. Gavassoni

6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Rupturas e falhas nas ligações

São evitados pelo espaçamento mínimo


entre conectores e entre a borda da
peça e o conector (8.1.1).

Piazza et al.,2014

Extração de uma parte da madeira em


conectores alinhados em uma única fila
Fendilhamento
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6.1 Introdução
Escolha da ligação – Comportamento estático e cinemático de projeto

Rupturas e falhas nas ligações

Dimensionar para seção líquida e


cuidar arranjo dos elementos

Piazza et al.,2014

Extração de elementos
múltiplos Ruptura por
tração
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6.1 Introdução
Tração não paralela às fibras (8.1.1)
Origem mecânica
α
Vd – cortante fictício = V1+V2= F senα

be – distância do pino mais afastado à borda do


lado da solicitação

Pfeil e Pfeil, 2014


t – espessura da peça principal
h – altura total da seção transversal da peça
principal

α – Inclinação da força F em relação às fibras


da madeira
fvd – resistência de cálculo ao cisalhamento
paralelo
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6.1 Introdução
Tração não paralela às fibras

Origem retração/inchamento

Pfeil e Pfeil, 2014

Ligação Aço - madeira


Outlet Center Brenner, Áustria/Itália

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6.1 Introdução
Tração não paralela às fibras
Origem retração/inchamento

Piazza et al.,2014

Ligação madeira- madeira

Plano de fraqueza – linha de furos


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6.1 Introdução
Nomenclatura segundo NBR 7190 (8.1.1):

Pinos metálicos: pregos ou parafusos

Cavilhas: pinos de madeira torneados

Conectores: anéis metálicos ou chapas metálicas com dentes estampados

Elementos metálicos devem ser verificados segundo NBR8800 (8.1.5)

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Ementa
1. Introdução
2. Encaixes
3. Fustes cilíndricos
4. Pregos
5. Parafusos e Pinos
6. Cavilhas
7. Anéis
8. Tarugos
9. Chapas denteadas/prensadas
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6.2 Encaixes
Tipos de ligações de marcenaria

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6.2 Encaixes
Tipos de ligações de marcenaria

Dente inclinado com parafusos


Dente reto

Dentes cauda de andorinha


Dentes de meio
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6.2 Encaixes
Dimensionamento e verificação

Compressão frontal inclinada

Cisalhamento Compressão posterior inclinada

Piazza et al.,2014

Seção reduzida

Esforços não ortogonais à seção


Tração excêntrica inferior

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6.2 Encaixes
Tipos principais

Dente simples Dente posterior Dente duplo

Piazza et al.,2014

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6.2 Encaixes

Asiago, Itália

Dente simples, posterior ou duplo?


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6.2 Encaixes
Tipos principais

Pfeil e Pfeil, 2014

Usar sempre elementos de ligação mecânica Tração


– função de estabilidade do nó, vibrações e
não tem função estrutural

Entalhe feito com boa precisão – garantir contato. Deve ter no mínimo 20 mm de profundidade
e no máximo h/4

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6.2 Encaixes
Entalhe por face frontal em esquadro – 90 graus (eixo da peça inclinada e a face
do entalhe)
Área inclinada Nd
σd = ≤ f cβ ,d

Nd
σd = ≤ f cβ ,d
Pfeil e Pfeil, 2014
bt / cos β

N d cos β
t≥ t- profundidade mínima do entalhe
bf cβ ,d
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6.2 Encaixes
Entalhe por face frontal em esquadro – tensão limitada pela peça horizontal

N d cos β
τd = ≤ f v 0,d
ab
N d cos β
a≥
Pfeil e Pfeil, 2014
bf v 0, d

Cisalhamento –
componente normal a- comprimento mínimo para
de Nd transmissão do cisalhamento
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6.2 Encaixes
Entalhe com face na bissetriz - mais racional – tensão igual nas duas peças

Área inclinada e decomposição de N

Pfeil e Pfeil, 2014


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6.2 Encaixes
Entalhe com dentes duplos – aumentam a face comprimida , mas são de difícil
execução;
Podem combinar entalhes com profundidades diferentes e ângulos diferentes.

Pfeil e Pfeil, 2014


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6.2 Encaixes
Entalhe com calço em madeira dura- maior facilidade a execução. O
comprimento da peça reduz o comprimento necessário de transmissão do
cisalhamento.

Pfeil e Pfeil, 2014


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6.2 Encaixes
Nós – estados de tensões compostos nos elementos com encaixes

Piazza et al.,2014

Flexo-compressão Cisalhamento

“Devem ser consideradas as tensões secundárias devidas às excentricidades existentes entre os eixos
mecânicos das peças interligadas e o centro de rotação de união em seu plano de atuação” (8.1.2)

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6.2 Encaixes
Compressão inclinada

Fórmula Empírica de Hankinson

f 0 f 90
fα =
f 0 sen α + f 90 cos 2 α
2

Para inclinações desviantes até 6º


NBR 7190 permite que o efeito da
inclinação sobre a resistência seja
desprezado

Ex. 6.1-6.2
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Exercício 6.1
Dimensionar uma emenda por dente simples com entalhe em esquadro (α=0), submetida à
compressão, dados:

N d = 12,0kN ; f c 0,d = 5,00MPa; f c 90 ,d = 1,47 MPa; f v 0, d = 0,93MPa

b = 7,5cm; h = 22,5cm; β = 30o ;


α = 0o ;

Pfeil e Pfeil, 2014

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Exercício 6.2
Dimensionar a emenda do ex. 6.1 anterior considerando a face do entalhe por bissetriz:

N d = 12,0kN ; f c 0,d = 5,00MPa; f c 90 ,d = 1,47 MPa; f v 0, d = 0,93MPa

b = 7,5cm; h = 22,5cm; β = 30o ;

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.3 Fustes Cilíndricos


Rigidez (8.3.1)

Ligações com 2 ou 3 pinos são deformáveis e usada apenas em estruturas


isostáticas;

Ligações com 4 ou mais pregos são rígidas desde que observados os diâmetros de
préfuração estipulados pela NBR 7190 – 8.3.2 ;

Ligações com 4 ou mais parafusos são rígidas desde que diâmetro do furo não
exceda 0,5mm o diâmetro do parafuso (8.3.3);

Cavilhas tem rigidez considerada igual aos pinos metálicos (8.4.1)

Ligações com anéis são consideradas rígidas (8.5.1)

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6.3 Fustes Cilíndricos


Mecanismo de resistência
Pino se apoia na madeira do furo Pino fica sob flexão – carga distribuída
Madeira sob compressão

Pfeil e Pfeil, 2014

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.3 Fustes Cilíndricos


Resistência ao embutimento – condição de deformabilidade (8.2) – deformação
residual de 2%

f e 0,k Embutimento paralelo


= 1,00
f c 0,k
f e90 ,k Embutimento normal
= 0,25α e
f c 0,k

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.3 Fustes Cilíndricos


Resistência ao embutimento (Tabela 14) – condição de deformabilidade (8.2) –
deformação residual de 2%

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.3 Fustes Cilíndricos


Flexão do Pino

Pfeil e Pfeil, 2014

Segue até a plastificação total da seção do pino – rótula plástica – Z é o módulo


plástico da seção – Z=d3/6

Zf y
M pd = Momento plástico de projeto do pino
1,1

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6.3 Fustes Cilíndricos


Rótula Plástica
http://estructurando.net

Bogotá, Colômbia
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6.3 Fustes Cilíndricos


Mecanismos de Ruptura do conjunto

Pfeil e Pfeil, 2014

I-2 só possível com madeiras diferentes

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6.3 Fustes Cilíndricos


Mecanismos de Ruptura do conjunto

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.3 Fustes Cilíndricos


Mecanismos de Ruptura do conjunto

Para cada um dos mecanismos existe uma carga de ruptura – Análise limite –
Johansen (1949)

O mesmo para ligações entre chapas de aço e madeira

A menor carga de ruptura para cada um dos tipos de mecanismos numa dada
ligação é tomada como carga máxima de projeto da ligação.

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6.3 Fustes Cilíndricos


Mecanismos de Ruptura do conjunto

As cargas limites são unidas em ábacos:

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.3 Fustes Cilíndricos


Cálculo pela NBR 7190
Só os modos II (esmagamento local
com rotação) e IV (formação de duas
rótulas plásticas por plano de corte)
podem ser os mecanismos
determinantes no projeto

A NBR 7190 usa as fórmulas da carga


Peças de mesma limite para os dois mecanismos fazendo
espessura t igual a peça mais delgada ou o
comprimento de penetração do pino, o
que for menor – forma aproximada e
simplificada – a favor da segurança

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.3 Fustes Cilíndricos


Cálculo pela NBR 7190 (8.3.4)
A resistência de um pino é função:
fwed – madeiras interligadas
fyd – pino metálico
d – diâmetro do pino
t – espessura convencional

t – espessura convencional
Tomada como a menor das
espessuras t1 e t2 de penetração do
pino em cada um dos elementos
ligados

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.3 Fustes Cilíndricos


Cálculo pela NBR 7190
Mecanismo II – Esmagamento local da madeira

t f yd
≤ 1,25 Rd = 0,4 f e 0,d dt
d f e 0,d

Mecanismo IV – Flexão do pino – fyd calculado com γs=1,1

t f yd Rd = 0,5d 2 f e 0,d f yd
> 1,25
d f e 0,d
No caso de corte duplo – somam-se as resistências de cada uma das seções de corte
simples, considerando t como o menor valor entre a espessura da peça 1 e metade da
espessura da peça central

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6.3 Fustes Cilíndricos


Efeito de Grupo – distribuição não uniforme dos esforços entre grupos alinhados
na direção das fibras

Solicitação em um único elemento Solicitação em um único elemento

Chapa
Chapade
deaço
aço

Força na peça de madeira Força na peça de madeira


central central

Ligação com talas de madeira – Ligação com chapas de aço – a


os parafusos do centro sofrem rigidez (axial) muito maior das
menor deslocamento e por isso chapas frente à barra de madeira
menor Rd tornam assimétrica a distribuição de
esforços nos elementos da ligação
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6.3 Fustes Cilíndricos

Efeito de Grupo – distribuição não uniforme dos esforços entre grupos alinhados
na direção das fibras

Selva di Val Gardena, Italia


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6.3 Fustes Cilíndricos


Ligação entre aço e madeira – a resistência da ligação é o menor valor entre as
resistências do pino com a madeira e do pino com a chapa de aço (NBR 8800).

Cálculo pela NBR 7190:


Ligações com vários elementos na direção da carga:

Pfeil e Pfeil, 2014

Acima de 8 para considerar o


Até 8 considera-se a efeito não uniforme da
distribuição uniforme distribuição – reduz-se o valor
(8.3.4) resistente (1/3) dos pinos
excedentes (8.3.4)
2
Número eficaz de elementos: n0 = 8 + (n − 8)
3 Prof. Gavassoni

6.4 Pregos
Bitolas padronizadas:

Diâmetro em décimos de
mm

Comprimento total em mm

Existem outros
diâmetros

Pfeil e Pfeil, 2014 Prof. Gavassoni

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6.4 Pregos
Disposições Construtivas:

Pré-furação – Estruturas Definitivas é obrigatório – (8.3.2)


Evitar o fendilhamento
d0 – diametro do pré-furo

d 0 = 0,85d ef − mad macias


d 0 = 0,95d ef − mad duras

Feitos de aço estrutural com fyk maior igual a 600 MPa e diâmetro mínimo de 3 mm
(8.3.4)
A penetração em qualquer uma das peças ligadas não deve ser menor que a espessuar
ada peça mais delgada, caso contrário o prego será considerado não resistente (8.3.4)

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6.4 Pregos
Disposições Construtivas:

Pré-furação – Estruturas provisórias (8.3.2) – sem pré-furo, caso:

ρ < 600kg / m 3 − mad leve


d ef ≤ 1 / 6t1
e ≥ 10d ef − espaçamento

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6.4 Pregos
Disposições Construtivas:

d max ≤ 1 / 5t d min ≥ 3mm Último pino à extremidade


da peça - transversal

Direção
perpendicular às
fibras

Último pino à extremidade


da peça - longitudinal

Direção paralela
às fibras

Espaçamentos mínimos (8.6.1)

Pfeil e Pfeil, 2014 Prof. Gavassoni

6.4 Pregos
Disposições Construtivas (8.3.4):

Penetração de ponta (p)


mínima

Exceção – ligação de
vigas compostas – p=t1

Pfeil e Pfeil, 2014 Prof. Gavassoni

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6.4 Pregos
Dimensionamento – NBR 7190

Mecanismo II – Esmagamento local da madeira

t f yd
≤ 1,25 Rd = 0,4 f e 0,d dt
d f e 0,d
Mecanismo IV – Flexão do pino

t f yd Rd = 0,5d 2 f e 0,d f yd
> 1,25
d f e 0,d
No caso de corte duplo – somam-se as resistências de cada uma das seções de corte
simples, considerando t como o menor valor entre a espessura da peça 1 e metade da
espessura da peça central

Ex. 6.3
Prof. Gavassoni

Exercício 6.3
Calcular a resistência de projeto ao corte do prego 20x48 (bitola comercial) na ligação de duas
peças de araucária, considerando carga de média duração e Classe 2 de umidade:

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.4 Pregos
Arracamento:
Não usar pregos lisos à solicitação axial:
Resistência desprezível na direção paralela às fibras:

Pfeil e Pfeil, 2014

Usar pregos cravados


pelas faces laterais:

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6.5 Parafusos

www.carpinteria.com.b

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6.5 Parafusos
Folgas pequenas – até 0,5 mm (mínimo 4 parafusos) ligação rígida, 1,0 ou 1,5 mm –
ligação flexível (8.3.3).
O aperto nas porcas transfere esforço para a madeira com o auxílio de arruelas.

Pfeil e Pfeil, 2014

O atrito da arruela com a madeira é benéfico à ligação, mas não é contado no


dimensionamento – retração e deformação lenta da madeira

fyk mínimo de 240 MPa (8.3.4), podendo usar parafusos de ligação metálica de aço
ASTM A307 (fyk=310 MPa)
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6.5 Parafusos

Folgas pequenas – até 0,5 mm (mínimo 4 parafusos) ligação rígida, 1,0 ou 1,5 mm –
ligação flexível.

www.carpinteria.com.b

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6.5 Parafusos
Arruelas:

Espessura mínima de 9mm – pontes


Espessura mínima de 6mm em outras
obras

Quadradas ou circulares com diâmetro


ou lado maior ou igual a 3d (diâmetro
do parafuso).

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6.5 Parafusos
Disposições Construtivas (8.3.4):

Mínimo de 10 mm
Máximo t1/2
d

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6.5 Parafusos
Disposições Construtivas (8.6.1):

Pfeil e Pfeil, 2014

Prof. Gavassoni

6.5 Parafusos
Dimensionamento – NBR 7190

Mecanismo II – Esmagamento local da madeira

t f yd
≤ 1,25 Rd = 0,4 f e 0,d dt
d f e 0,d
Mecanismo IV – Flexão do pino

t f yd Rd = 0,5d 2 f e 0,d f yd
> 1,25
d f e 0,d
No caso de corte duplo – somam-se as resistências de cada uma das seções de corte
simples, considerando t como o menor valor entre a espessura da peça 1 e metade da
espessura da peça central

Ex. 6.4-6.5
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Exercício 6.4
Calcular a resistência de projeto ao corte do parafuso de 12,5 mm de diâmetro em aço A 307 na
ligação de duas peças de araucária, considerando carga de longa duração e Classe 2 de umidade:

Pfeil e Pfeil, 2014

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Exercício 6.5
Calcular a resistência de projeto ao corte duplo do parafuso de 12,5 mm de diâmetro em aço A
307 na ligação de duas peças de araucária com chapa de aço, considerando carga de longa
duração e Classe 2 de umidade:

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6.6 Cavilhas
Pinos circulares torneados de madeira dura - C60 (8.4), podendo ser de madeiras moles
com ρap menores ou iguais que 600 kg/m3 com tratamento de resinas que aumentem
sua resistência e equiparem com C60

Diâmetros estruturais – 16 mm, 18 mm e 20 mm (8.4)

Furos com diâmetros iguais aos da cavilha


(8.4.2)

blog.ateliedemoldes.com.br

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6.6 Cavilhas
Espaçamento mínimo = parafusos ajustados

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.6 Cavilhas
Mecanismos de Ruptura
Corte simples apenas em ligaçoes secundárias (8.4.3):

Compressão normal da cavilha Flexão da Cavilha

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.6 Cavilhas
Dimensionamento – NBR 7190 (8.4.3)

Mecanismo II – Esmagamento local da madeira


Troca resistência ao embutimento pela
t f c 0,dcav resistência à compressão normal da
≤ Rd = 0,4 f c 90,dcav dt cavilha
d f c 90, dcav
Mecanismo IV – Flexão da cavilha

t f c 0,dcav
> Rd = 0,4d 2 f c 0,dcav f c 90,dcav
d f c 90, dcav

No caso de corte duplo – somam-se as resistências de cada uma das seções de corte
simples
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6.7 Anéis
Elementos de Fuste Cilíndrico têm as limitações:

Flexão do elemento de
ligação

www.screwfix.com Esmagamento da Madeira

Elemento mais rígido e com maior área de contato:

www.nzwood.co.nz
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6.7 Anéis
Tipos de Conectores:
www.shearplates.com www.ebay.co.uk

Inteiriço Denteado (sem entalhe,


penetração por aperto)
Partido (facilita colocação e
compensa retração/inchamento)

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6.7 Anéis
Disposições Construtivas (8.5.1 e 8.5.2):

Aço seguindo prescrições da NBR 8800 (8.5.1):

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.7 Anéis
Mecanismos de Ruptura (8.5.3):

Cisalhamento da π
madeira Rd = D 2 f v 0,d
4
Compressão da
madeira Rd = tDf cα ,d

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.7 Anéis
Mecanismos de Ruptura:

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.7 Anéis
Disposições Construtivas (8.6.2):

Pfeil e Pfeil, 2014

Ex. 6.6
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Exercício 6.6
Calcular a resistência de projeto ao corte duplo dos anéis na ligação de três peças de araucária,
considerando carga de longa duração e Classe 2 de umidade:

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.8 Tarugos
Elementos madeira dura ou metálicos
Recebe o esforço por
compressão na metade da face

Pfeil e Pfeil, 2014


Transmite na outra face
Compressão Transmite como cisalhamento
F1d = tbf c 0, d madeira

F1d = ba1 f v 0tar ,d Cisalhamento do tarugo

F1d = baf v 0,d Cisalhamento do bloco


da peça
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6.9 Chapas Denteadas


Utilizadas em Treliças Pré-fabricadas

http://www.theboldcompany.com

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6.9 Chapas Denteadas

Equivalem a talas de chapas metálicas com pregos

Resistência de Cálculo é dada pela fabricante (8.5.4)

http://www.theboldcompany.com

Ex. 6.7
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Exercício 6.7
Dimensionar a emenda de peças tracionadas de louro preto de segunda categoria sujeita a
cargas de longa duração e em classe 2 de umidade. O esforço de tração de projeto é igual a 5 kN.

Pfeil e Pfeil, 2014

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6.10 Ligações Especiais


Nós rígidos – transmissão de momentos

espaçamento

Número
máximo de
parafusos
2πre ,i
n e ,i =

https://lucaolanda.files.wordpress.com
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6.10 Ligações Especiais


Esforços nos nós

Piazza e Piazza, 2014

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6.10 Ligações Especiais


Esforços em cada elemento da ligação: todos elementos idênticos – Divisão igual para os
elementos (FV, FN, FM)

Parafuso no eixo da Viga:

Vd,v Nd,v Vd ,v N d ,v
FV ,v = FN ,v =
n e + ni n e + ni
Parafuso no eixo da Pilar:
Vd , p Nd,p
FV , p = FN , p =
n e + ni ne + ni
Parafuso coroa interna:
Vd,p Nd,p M d ri
FM ,i =
ne re2 + ni ri 2
Parafuso coroa externa:
M d re
FM ,e =
ne re2 + ni ri 2
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6.10 Ligações Especiais


Resultantes em cada parafuso, a favor da segurança verificamos o pior caso: o parafuso no eixo
do pilar e o parafuso no eixo da viga

Parafuso no eixo da Viga:

FR ,v = (F M ,e + FV ,v ) + (FN ,v )
2 2

Parafuso no eixo da Pilar:

FR , p = (F M ,e + FV , p ) + (FN , p )
2 2

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6.10 Ligações Especiais


Transmissão desses esforços para o furo não é parelo às fibras:
Ângulo entre os esforços e
as fibras no pilar para o
parafuso no eixo do pilar

 FM ,e + FV , p 
Eixo viga α 1 = arctan  

 F N,p 
α viga fibra viga
Ângulo entre os esforços e
as fibras na viga para o
parafuso no eixo do pilar

α 2 = α viga − (90 o − α 1 )
Eixo pilar

fibra pilar

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6.10 Ligações Especiais


Transmissão desses esforços para o furo não é parelo às fibras:
Ângulo entre os esforços e
as fibras no pilar para o
parafuso no eixo da viga

Eixo viga
−1
(
α = α viga − 90 o − α
− 2
)
α viga fibra viga Ângulo entre os esforços e
as fibras na viga para o
parafuso no eixo da viga
 FM ,e + FV ,v 
α = arctan  

− 2 FN ,v
 
Eixo pilar

fibra pilar

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Exercício Adicional 1
Dimensionar os elementos (parafusos 18 mm) da ligação entre a viga e o pilar do pórtico plano
abaixo, madeira laminada e colada C60, Classe 2 de umidade

7,00

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Exercício Adicional 1
Detalhe da ligação

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Exercício Adicional 1
Esforços: M, Q e N

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6.10 Ligações Especiais


Rótulas práticas – vínculos externos – válida para solicitações modestas – momentos
parasitas pequenos

Duas chapas de aço


soldadas

= 30 mm
Seção T
parafusos = 10 mm

chapa Vertical inserida em


chapa um chanfro
Perfil tubular

Horizontal soldada
num perfil tubular
de aço

A transmissão dos esforços Hd e Vd do pilar O perfil tubular de aço é engastado na base


de madeira para o perfil T é feita por de concreto
parafusos
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Exercício Adicional 2
Verificar a seguinte rótula prática:
Dados: MLC – conífera classe C40, Classe 3 de U, longa duração
Esforços solicitantes: Vd=80 kN e Hd=16 kN
Parafusos fyk=240 MPa, fuk=400 MPa, d=10 mm
Chapa vertical 10x160x120 mm e Chapa horizontal 10x160x160 mm
Perfil tubular 60,3x6,3 mm ( fyk=235 MPa, fuk=360 MPa)

= 30 mm

parafusos = 10 mm

chapa

chapa

Perfil tubular

Corte frontal Corte lateral


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