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logos e veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de

Santos (PMP-BS) prestaram atendimento no local. Por se tratar de um animal


antártico, o tratado do Comitê Científico para Pesquisas Antárticas (SCAR),
órgão do Conselho Internacional Interdisciplinar para Ciência, orienta que ela
não seja levada ao Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de
Animais Marinhos (CePRAM).

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A R3 Animal explica que caso fosse levada para reabilitação no CePRAM, a


foca não poderia ser devolvida à natureza, pois o organismo dos animais
antárticos é vulnerável a determinadas doenças que outros animais daqui estão
preparados.

"Trazer um animal deste para o CePRAM pode expô-lo a possíveis patologias


que ele não esteja acostumado. O contato com outros animais poderia
contaminá-lo com algum agente patogênico e colocar em risco a colônia"
afirmou por meio de nota.

Não é o primeiro animal desta espécie encontrado na região da Capital.

Conheça a foca-caranguejeira

Pela ciência, ela é conhecida como Lobodon carcinophagus e costuma se


alimentar de crustáceos chamados de krills — pequenos animais invertebrados
semelhantes ao camarão.

A foca-caranguejeira vive em colônias na Antártica e utiliza blocos de gelos


flutuantes para acasalar ou descansar de acordo com a R3 Animal.
(Foto: Érika Cardoso/R3 Animal)

Saiba como agir ao se deparar com um animal marinho

A orientação para quem encontra algum animal marinho, como uma ave, um
mamífero ou uma tartaruga marinha, é entrar em contato com o Projeto de
Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) por meio do 0800 642
3341.

O PMP-BS é responsável pelo atendimento veterinário aos animais vivos e


por fazer o procedimento de necropsia dos animais encontrados mortos. Em
Florianópolis, é executado pela R3 Animal, mas o projeto atua entre a região
de Laguna, no Sul de Santa Catarina, até o município de Saquarema (RJ).

"Caso ela reapareça, é importante que a população mantenha distância e


respeite a área de isolamento. Além disso, vale lembrar que