Você está na página 1de 6

DIREITO TRIBUTÁRIO • INDELEGABILIDADE → O ente políítico que possui a competeê ncia

para instituir determinado tributo naõ o pode transferir a outrem o


COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA poder que lhe foi conferido pela Constituiçaõ o.
• Conceito → Constituição Federal; Código Tributário; • A ineí rcia de quem eí competente para instituir certo tributo naõ o faz
com que tal poder possa ser exercido por outra esfera de governo.
• Características;
• A competeê ncia tributaí ria eí indelegaí vel tanto para açaõ o quanto para
• Classificação;
omissaõ o.
◦ Competência comum;
• FACULDADE DO EXERCÍCIO → O poder puí blico naõ o estaí obrigado a
◦ Competência privativa; instituir tributos.
◦ Competência cumulativa; SÍNTESE
◦ Competência extraordinária; • ÉÉ o poder de instituir determinado tributo;
◦ Competência residual; • ÉÉ uma atribuiçaõ o legislativa;
 Competeê ncia residual quanto a impostos; • ÉÉ um poder indelegaí vel;
 Competeê ncia residual quanto aà s contribuiçoõ es sociais; • Émana da Constituiçaõ o ou de suas emendas;
 Competeê ncia residual quanto aà s taxas e aà s • ÉÉ conferida a um ente políítico – Uniaõ o, Éstados e Distrito Federal e
contribuiçoõ es de melhorias. Municíípios;
CONCEITO CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DA COMPETÊNCIA
• ÉÉ o poder indelegável atribuíído pela Constituiçaõ o a um ente TRIBUTÁRIA – Repartição de competências
políítico para instituir determinado tributo.
• As competeê ncias para a instituiçaõ o de tributos saõ o delineadas no
CARACTERÍSTICAS texto constitucional.
• ATRIBUIÇÃO LEGISLATIVA → Competeê ncia tributaí ria para instituir • O regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização
determinado tributo significa uma atribuiçaõ o legislativa, uma vez que a de tributos utilizado pela sociedade empresaí ria abrange a
instituiçaõ o de qualquer tributo demanda lei que a veicule, ou seja, da participaçaõ o de todos os entes federados — Uniaõ o, Éstados, Distrito
reserva legal. Federal e Municíípios.
• ENTES POLÍTICOS → Cabe somente aos entes polííticos a • Art. 146 da CF: Cabe aà lei complementar: III – estabelecer normas
competeê ncia tributaí ria, uma vez que para produçaõ o de leis, gerais em mateí ria de legislaçaõ o tributaí ria, especialmente sobre: (…) d)
necessariamente deveraí ter autonomia políítica. definiçaõ o de tratamento diferenciado e favorecido para as
microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive
regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art.
155, II, das contribuiçoõ es previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da nesta Lei, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de cinco
contribuiçaõ o a que se refere o art. 239. Paraí grafo uí nico. A lei anos, contados da celebração da paz.
complementar de que trata o inciso III, d, tambeí m poderá instituir • CIRCUNSTÂNCIA → A competeê ncia extraordinaí ria decorre da
um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da
circunstaê ncia especial exigida para seu uso.
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios".
• Poder dado a Uniaõ o para, em caso de guerra ou sua imineê ncia,
• A Constituiçaõ o Federal de 1988, ao definir as competeê ncias tributaí rias
instituir um outro imposto, o Imposto Extraordinário.
dos entes polííticos, preocupou-se com a repartiçaõ o das receitas
tributaí rias entre as unidades federadas, inclusive diante da • Ém caso de guerra ou sua imineê ncia, a Uniaõ o pode lançar maõ o do
preponderaê ncia de impostos e contribuiçoõ es sociais em favor da Uniaõ o, aà empreí stimo compulsoí rio ou do imposto extraordinaí rio, ou dos dois, se
qual coube a maior fonte de receitas fiscais. assim preferir.
COMPETÊNCIA COMUM • IMPOSTO PROVISÓRIO → Provisoí rio em funçaõ o da criaçaõ o em
• Instituiçaõ o de Taxas e Contribuiçaõ o de Melhoria. circunstaê ncia especial. Deveraí ser gradativamente extinto, cessadas as
causas de sua instituiçaõ o.
COMPETÊNCIA PRIVATIVA
• AUSÊNCIA DE REQUISITOS NA ESTRUTURA DO IMPOSTOS →
• Instituiçaõ o dos impostos discriminados na Constituiçaõ o. A Pode ser utilizado qualquer fato gerador (inclusive alguns que jaí faça
Constituiçaõ o discrimina em favor de cada esfera federativa cada um parte da contextura de outro imposto jaí discriminado na Constituiçaõ o,
dos impostos que saõ o de sua competeê ncia. mesmo da competeê ncia de Éstado e Municíípios).
COMPETÊNCIA CUMULATIVA • PRINCÍPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE → Naõ o estaí sujeito ao
• Trata-se da hipoí tese em que determinado ente políítico institui certo princíípio da naõ o-cumulatividade.
imposto, que, a princíípio, seria de incumbeê ncia de outra esfera de • INSTITUIÇÃO → Por lei ordinaí ria dada as circunstaê ncias especiais
governo. para introduçaõ o no ordenamento.
SÍNTESE SÍNTESE
• Da Uniaõ o em relaçaõ o aos impostos estaduais aplicaí veis nos • ÉÉ competeê ncia da Uniaõ o;
Territoí rios;
• ÉÉ o poder de instituir outro imposto (que naõ o precisa ser
• Da Uniaõ o em relaçaõ o aos impostos municipais aplicaí veis nos necessariamente novo);
Territoí rios que naõ o forem divididos em Municíípios; e
• Soí pode ser exercitada em caso de guerra ou sua imineê ncia;
• Do Distrito Federal em relaçaõ o aos impostos municipais.
• O imposto seraí necessariamente provisoí rio;
COMPETÊNCIA EXTRAORDINÁRIA
• ÉÉ exceçaõ o ao princíípio da anterioridade, podendo ser cobrado de
• CTN → IMPOSTOS EXTRAORDINÁRIOS – Art. 76. Na iminência ou imediato;
no caso de guerra externa, a Uniaõ o pode instituir, temporariamente,
impostos extraordinaí rios compreendidos ou naõ o entre os referidos • Instituiçaõ o por Lei Ordinaí ria;
• Pode ser usado qualquer foto gerador e base de caí lculo; • PODER DA UNIÃO → ÉÉ o poder dado aà Uniaõ o de inovar, instituindo
• Imposto pode ser cumulativos; um novo imposto, aleí m daqueles jaí discriminados a seu favor de forma
privativa.
• IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO E EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO EM
• Possibilidade dada a Uniaõ o de a qualquer momento, instituir um
CASO DE GUERRA →
imposto permanente naõ o-discriminado na Constituiçaõ o.
Empréstimo Imposto • INOVAÇÃO ESTRUTURAL → O Imposto Residual deve ser
Nome/Características Imposto Residual
Compulsório Extraordinário verdadeiramente novo. Isso significa que deveraí ter fato gerador e base
de caí lculo diferente dos jaí discriminados na Constituiçaõ o.
COMPÉTÉÊ NCIA Uniaõ o Uniaõ o Uniaõ o • MOMENTO DA INSTITUIÇÃO → A competeê ncia residual pode ser
exercida a qualquer momento. Ou seja, naõ o se submete a qualquer tipo
Guerra ou sua Qualquer Guerra ou sua
CIRCUNSTAÊ NCIA de circunstaê ncia especial, como guerra, calamidade puí blica.
Imineê ncia circunstaê ncia Imineê ncia
• PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE → Obedece ao princíípio da
Lei Lei
INSTITUIÇAÃ O Lei Ordinaí ria anterioridade anual e nonagesimal.
Complementar Complementar
• IMPOSTO PERMANENTE → O imposto residual naõ o precisa ser
Fato Gerador ou Qualquer Fato
RÉQUISITO Base de Caí lculo Gerador ou Base de provisoí rio, pelo contraí rio, pode ser permanente. Pode incorporar-se
diferente Caí lculo em definitivo, aà carga tributaí ria nacional, onerando, de forma
permanente, a sociedade.
Naõ o-
CUMULATIVIDADÉ Cumulativo
cumulatividade • REQUISITOS → Instituiçaõ o mediante Lei Complementar; inovaçaõ o
quanto ao fato gerador e a base de caí lculo e respeito ao princíípio da
Éxceçaõ o ao Obedece ao
Princíípio da princíípio da
Éxceçaõ o ao Princíípio naõ o-cumulatividade.
da Anterioridade
ANTÉRIORIDADÉ Anterioridade anterioridade
Anual e anual e
Anual e SÍNTESE
Nonagesimal
Nonagesimal nonagesimal.
• ÉÉ competeê ncia da Uniaõ o;
Pode ser
PROVISORIÉDADÉ Provisoí rio
permanente
Provisoí rio • ÉÉ o poder de instituir um novo imposto;
Necessidade de Desnecessidade de • Pode ser exercida a qualquer momento;
DÉVOLUÇAÃ O
devoluçaõ o devoluçaõ o
• O imposto pode ser permanente;
UTILIZAÇAÃ O DOS Livre para qualquer
RÉCURSOS despesa • Respeita o princíípio da anterioridade, anual e nonagesimal;
COMPETÊNCIA RESIDUAL • Instituiçaõ o por Lei Complementar;
COMPETÊNCIA RESIDUAL QUANTO A IMPOSTOS • Inovaçaõ o de fato gerador e de base de caí lculo;
• Respeita o princíípio da naõ o-cumulatividade;
QUESTÕES • Saõ o tributos ESTADUAIS e DISTRITAIS (art. 155, CRFB/88): ICMS,
ITCMD e IPVA.
• No que diz respeito aà instituiçaõ o de impostos, apenas a Uniaõ o dispoõ e
• Saõ o tributos MUNICIPAIS (art. 156, CRFB/88): IPTU, ITBI e ISSQN.
da denominada competeê ncia tributaí ria residual.
• A CF preveê a aplicaçaõ o de imunidade tributaí ria sobre contribuiçoõ es
• A competeê ncia tributaí ria residual se refere aà competeê ncia da Uniaõ o
sociais, e naõ o somente sobre impostos.
para instituir, mediante lei complementar (legislador ordinaí rio),
impostos naõ o previstos na sua competeê ncia, desde que sejam naõ o- • A imunidade eí quando a CF proííba que determinado fato seja
cumulativos e naõ o tenham fato gerador ou base de caí lculo proí prio dos tributado, nesse sentido, a CF estabelece imunidades relativas a taxas (CF,
discriminados nesta Constituiçaõ o (art. 154, I). art. 5.º, XXXIV), impostos (CF, art. 150, VI), e contribuiçoõ es para a
• A CF atribui aà Uniaõ o a competeê ncia tributaí ria residual, permitindo- seguridade social (CF, art. 195, § 7.º). Art. 5 – XXXIV – saõ o a todos
assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de
lhe instituir, mediante Lei Complementar, outros impostos aleí m dos
petiçaõ o aos Poderes Puí blicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade
arrolados em sua esfera de competeê ncia, desde que esses impostos naõ o
ou abuso de poder; b) a obtençaõ o de certidoõ es em repartiçoõ es puí blicas,
tenham fato gerador ou base de caí lculo proí prio dos arrolados na CF e
para defesa de direitos e esclarecimento de situaçoõ es de interesse
sejam naõ o cumulativos.
pessoal; Art. 150 VI – instituir impostos sobre: Art. 195 § 7º Saõ o isentas
• Suponha que determinado tributo criado pela Uniaõ o, com base em de contribuiçaõ o para a seguridade social as entidades beneficentes de
sua competeê ncia tributaí ria residual, tenha o produto de sua assisteê ncia social que atendam aà s exigeê ncias estabelecidas em lei.
arrecadaçaõ o destinado aà formaçaõ o de reservas cambiais. Nesse caso, o
• Os impostos somente podem ser cobrados mediante atividade
referido tributo naõ o poderaí ser imposto nem contribuiçaõ o.
plenamente vinculada, embora seja vedado destinar o produto de sua
• Competeê ncia Residual: Impostos (art. 154, inciso I) ou arrecadaçaõ o a finalidade especíífica, ressalvadas as autorizaçoõ es
Contribuiçoõ es para a seguridade social (art. 195, § 4º). Naõ o pode ser previstas na legislaçaõ o.
taxa, contribuiçaõ o de melhoria, nem empreí stimo compulsoí rio. Os
• A competeê ncia, relativamente a bens moí veis, tíítulos e creí ditos,
impostos, salvo as exceçoõ es constitucionais, naõ o podem ter o destino
compete ao Éstado onde se processar o inventaí rio ou arrolamento, ou
de sua arrecadaçaõ o vinculado. Éntaõ o naõ o pode ser um imposto. A
tiver domicíílio o doador, ou ao Distrito Federal, conforme dispoõ e o artigo
contribuiçaõ o para a seguridade social OBRIGATORIAMÉNTÉ deve ser
155, §1º, II, da CF/88.
“destinada a garantir a manutençaõ o ou expansaõ o da seguridade social”.
Como formaçaõ o de reservas cambiais naõ o eí “garantir a manutençaõ o ou • art. 155, §1º CF: I – relativamente a bens imóveis e respectivos
expansaõ o da seguridade social”, entaõ o tambeí m naõ o pode ser uma direitos, compete ao Éstado da situaçaõ o do bem, ou ao Distrito Federal. II
contribuiçaõ o residual. Sendo assim naõ o poderaí ser tributo algum. – Relativamente a bens móveis, tíítulos e creí ditos, compete ao Éstado
onde se processar o inventaí rio ou arrolamento, ou tiver domicíílio o
COMPETÊNCIA RESIDUAL QUANTO ÀS CONTRIBUIÇÕES doador, ou ao Distrito Federal;
SOCIAIS • IN 1234/12: Art. 2º Ficam obrigados a efetuar as retençoõ es na fonte do
• Saõ o tributos FEDERAIS (art. 153, CRFB/88): II, IÉ, IPI, IOF, IR, ITR e Imposto sobre a Renda (IR), da Contribuiçaõ o Social sobre o Lucro Lííquido
IGF. (CSLL), da Contribuiçaõ o para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins) e da Contribuiçaõ o para o PIS/Pasep sobre os pagamentos que
efetuarem aà s pessoas juríídicas, pelo fornecimento de bens ou prestaçaõ o Paraí grafo uí nico. Os tributos cuja receita seja distribuíída, no todo ou em
de serviços em geral, inclusive obras, os seguintes oí rgaõ os e entidades da parte, as outras pessoas juríídicas de direito puí blico pertenceraí aà
administraçaõ o puí blica federal. competeê ncia legislativa daquela a que tenham sido atribuíídos.
• De acordo com a CF, compete privativamente aà Uniaõ o instituir, entre Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuiçaõ o das
outros, os seguintes tributos: imposto de importaçaõ o, imposto de funçoõ es de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços,
exportaçaõ o, imposto de renda, empreí stimos compulsoí rios e impostos atos ou decisoõ es administrativas em mateí ria tributaí ria, conferida por
extraordinaí rios, neste uí ltimo caso em situaçaõ o de imineê ncia ou de uma pessoa juríídica de direito puí blico a outra, nos termos do § 3º do
guerra externa, compreendidos ou naõ o em sua competeê ncia tributaí ria. artigo 18 da Constituiçaõ o.
• O fato de o produto da arrecadaçaõ o do imposto de renda retido na § 1º A atribuiçaõ o compreende as garantias e os privileí gios processuais
fonte ser destinado aos estados e ao Distrito Federal naõ o retira a que competem aà pessoa juríídica de direito puí blico que a conferir.
competeê ncia tributaí ria ativa da Uniaõ o. § 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato
• A Uniaõ o, os estados, o Distrito Federal e os municíípios, ao criarem unilateral da pessoa juríídica de direito puí blico que a tenha conferido.
tributos, exercitam competeê ncias atribuíídas pela CF. § 3º Naõ o constitui delegaçaõ o de competeê ncia o cometimento, a pessoas de
• O estado de Goiaí s naõ o tem competeê ncia para conceder moratoí ria direito privado, do encargo ou da funçaõ o de arrecadar tributos.
relativa a tributo de competeê ncia municipal. Art. 8º O naõ o-exercíício da competeê ncia tributaí ria naõ o a defere a pessoa
• ÉÉ vedada a moratoí ria heteroê noma, isto eí , um ente conceder a juríídica de direito puí blico diversa daquela a que a Constituiçaõ o a tenha
moratoí ria de um tributo pertencente a outro ente. atribuíído.

LEI COMPLEMENTAR QUESTÕES

• Quase a totalidade dos tributos eí instituíída por lei ordinaí ria. Para a • REGRA: ÉÉ vedado aà Uniaõ o instituir isençoõ es de tributos da
instituiçaõ o do imposto residual a Constituiçaõ o exige Lei Complementar, competeê ncia dos Éstados, do Distrito Federal ou dos Municíípios.
ou seja, exige quoí rum especial. EXCEÇÕES(3): (A) ICMS ao exterior. CF, art. 155, § 2º, XII, permite que a
Uniaõ o conceda isençaõ o de ICMS sobre operaçoõ es e serviços destinados ao
• Para a instituiçaõ o de Émpreí stimo Compulsoí rio a Constituiçaõ o exterior; (B) ISS ao exterior. CF, art. 156, § 3º, II, permite que a Uniaõ o
tambeí m exige Lei Complementar. conceda isençaõ o de ISS nas exportaçoõ es de serviços para o exterior; (C)
possibilidade de tratados internacionais conceder isençoõ es de tributos
CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL – CTN
estaduais e municipais. Acrescento que não existem imunidades
Art. 6º A atribuiçaõ o constitucional de competeê ncia tributaí ria compreende heterônimas, pois todas imunidades defluem diretamente da
a competência legislativa plena, ressalvadas as limitaçoõ es contidas na Constituiçaõ o.
Constituiçaõ o Federal, nas Constituiçoõ es dos Éstados e nas Leis Orgaê nicas • A competeê ncia tributaí ria independe da forma como se daraí a
do Distrito Federal e dos Municíípios, e observado o disposto nesta Lei. repartiçaõ o da respectiva receita.
• Se determinado estado da Federaçaõ o naõ o tiver instituíído o imposto
sobre a propriedade de veíículos automotores (IPVA), essa auseê ncia de
exercíício da competeê ncia tributaí ria naõ o a deferiraí a pessoa juríídica de
direito puí blico diversa daquela a que a Constituiçaõ o Federal de 1988
tenha atribuíído tal competeê ncia.

COMPETÊNCIA RESIDUAL QUANTO ÀS TAXAS E


CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA
• A expressaõ o “residual”, nesse caso, naõ o tem o mesmo significado
daquela do Art.154, i da CF/88, que trata da competeê ncia residual da
Uniaõ o para instituir novos impostos. No caso de Éstados e DF, quando
falamos de competeê ncia residual, estamos nos referindo aà quela do art.24,
§§2º e 3º da CF/88, que preveê a possibilidade de que eles suplementem a
legislaçaõ o federal (que estabeleceraí normas gerais), ou que legislem de
forma plena caso naõ o haja uma norma geral. OU seja, o significado da
palavra “residual”, quando tratamos da competeê ncia dos Éstados e DF,
equivale a suplementar.
• Ém suma, a classificaçaõ o da competeê ncia tributaí ria naõ o se confunde
com a distribuiçaõ o das atribuiçoõ es administrativas.