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Faculdade de Direito

CASOS PRATICOS PROCESSO CIVIL I

I

Ana celebrou com Bento em Janeiro de 2015 um contrato de compra e venda de um imóvel sito em Nacala- Porto. Preço convencionado 300.000 Mts. Bento porém não procedeu ainda ao pagamento do preço, o que corresponde a uma violação das suas obrigações contratuais, na medida em que, do negócio jurídico resultava o dever de proceder o tal pagamento no passado mês de Maio. Ana tomou entretanto conhecimento de que Bento está a realizar todas as diligências necessárias para proceder à alienação do património e emigrar para África do sul.

A) Em que sentido aconselharia Ana de forma a eficazmente tutelar o direito de

que se diz titular?

B) Elabore a PI.

II

Gastão e os seus amigos praticam actividade de tiros aos pratos no

quintal da casa daquele, o que tem incomodado profundamente os

respectivos vizinhos. Gertrudes, estudante de direito, sentindo-se perturbada

com a constante actividade no prédio vizinho, pretende reagir.

a)

Pode faze-lo? Em caso afirmativo refira qual é o fundamento (

b)

Imagine que por despacho o juiz deferiu liminarmente a pretensão da

Gertrudes. Qual devera ser a sua atitude processual e a consequência

legal da não manifestação?

processual e a consequência legal da não manifestação? Casos práticos de processo civil I- Docente: Bogaio
processual e a consequência legal da não manifestação? Casos práticos de processo civil I- Docente: Bogaio

Casos práticos de processo civil I- Docente: Bogaio Nhancalaza- E-mail:

III

Em 1 de Novembro de 2015, António, Moçambicano com domicílio em Nampula, propôs no Tribunal judicial do distrito de Nasalar a- Velha contra a sociedade Transportes TT, com sede na África do sul e sucursal em Moma, acção de indemnização, no valor de 500.000 Mts, pelos danos causados pelo acidente de viação ocorrido na Suazilândia em 1 de Junho de 2015 com um camião da sociedade.

1. Qual o tipo de acção e a forma de processo e o valor? Fundamente

2. Imagine que a sociedade Transportes TT, na contestação, invoca a prescrição do direito à indemnização por decurso do prazo. Diga o tipo de defesa apresentada.

3. Perante a contestação nos termos referidos na pergunta anterior, pode o Autor responder? No caso afirmativo qual é o prazo?

4. Imagine que António vem, posteriormente, invocar que o prazo prescricional só se começa a contar a partir do conhecimento dos danos, o que aconteceu vários meses depois, a ré (sociedade TT) poderá responder? Como e quando?

5. O Autor pretende juntar aos autos o auto da polícia com o croquit do acidente e três testemunhas. Qual o momento de apresentação destes meios de prova?

6. Diga como é determinada a competência internacional dos tribunais Moçambicanos?

7. Suponha ainda que, no início da audiência de discussão e julgamento, a sociedade Transportes TT invoca a incompetência dos tribunais Moçambicanos perante o tribunal Moçambicano onde António havia intentado a acção. Como deveria o juiz decidir?

havia intentado a acção. Como deveria o juiz decidir? Casos práticos de processo civil I- Docente:
havia intentado a acção. Como deveria o juiz decidir? Casos práticos de processo civil I- Docente:

Casos práticos de processo civil I- Docente: Bogaio Nhancalaza- E-mail:

8. Imagine agora que, logo após o acidente, as partes tinham acordado que para dirimir qualquer litígio emergente daquele acidente seriam competentes os tribunais Zimbabueanos? Quid iuris

IV

A” firma Coelho, Lda,” sediada em Nampula vendeu em Junho de 2012, uma vasta quantidade de garrafas e tampas á firma Reis dos sumos, SA, com sede na Beira no valor 350.000,00 Mts. Sucede que apesar de ser instada para pagar, a verdade é que a referida firma ainda não o fez pelo que após contactar o seu advogado a” firma Coelho, Ltd”, decide interpor a competente acção.

1. Determine o tipo de acção e forma do processo

2. Qual é o tribunal competente para o efeito?

3. Imagine agora que no contrato de compra e venda, as partes tinham ainda acordado que para dirimir qualquer litígio emergente daquele contrato seria competente o Tribunal judicial da província da Zambézia. Quid iuris?

4. Suponha que a Ré é citada no dia 23 de Novembro. Quando termina o prazo para contestar sem multa? Poderá fazê-la 05 dias decorrido o prazo?

5. Imagine que a Ré na sua contestação alega que o litígio em causa transitou em julgado no TJP da Zambézia.

a) Caracterize a defesa usada pela Ré

b) Qual é altitude processual que se espera da Autora e qual é o prazo?

6. Imagine que o juiz não permite a autora responder o alegado pele Ré na contestação invocado que isso atrasaria o desenrolar do processo. Quid iuris?

que isso atrasaria o desenrolar do processo. Quid iuris? Casos práticos de processo civil I- Docente:
que isso atrasaria o desenrolar do processo. Quid iuris? Casos práticos de processo civil I- Docente:

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7. A “ Constrói bem, SA.” Receia nunca receber o valor em falta pois suspeita que António e Bento estão em dificuldades financeiras, uma vez já venderam as suas casas de luxo. Como poderá agir para tutelar o seu direito?

a) Elabore a petição inicial

V

Ana e Bernardo casaram no ano 2000 e instalaram o lar conjugal em Quelimane, mas desde 2005 que se mudaram definitivamente para cidade de Nampula na zona dos poetas. Em Abril de 2012, Ana descobre que o seu marido a traiu numa noite em que teve uma despedida de solteiro de um amigo. Inconsolada com a situação, em Maio de 2012, Ana intenta acção judicial contra Bernardo no tribunal judicial provincial de Nampula na secção criminal, pedindo a separação de pessoas e bens.

1. Que tipo de acção intentaria?

2. Qual é o pedido e causa de pedir?

3. O valor da acção e forma de processo?

4. Aprecie a competência do tribunal.

5. . Bernardo suscita a incompetência do tribunal. Diga a modalidade de defesa. Poderá a Ana responder? Em caso afirmativo, qual é o prazo e em que momento?

6. Imagine que o Bernardo é citado no 31 de Maio. Em que dia termina o prazo para contestar? Poderá fazê-la no dia seguinte após o vencimento do prazo?

7. Imagine que Ana, na petição inicial, para além de pedir a separação de pessoas e bens, pede ainda a anulação do casamento com base em erro. A dedução do novo pedido o que constitui?

base em erro. A dedução do novo pedido o que constitui? Casos práticos de processo civil
base em erro. A dedução do novo pedido o que constitui? Casos práticos de processo civil

Casos práticos de processo civil I- Docente: Bogaio Nhancalaza- E-mail:

8. O juiz, perante os depoimentos das testemunhas ouvidas, considera provado que o Réu mantinha uma relação extraconjugal de longa data, e qualifica a violação como muito grave, pelo que decreta o divórcio entre Autora e Réu. Quid juris?

9. Elabora a petição inicial

VI

Américo, na qualidade de administrador do condomínio de um luxuoso edifício em Nacala-Porto com 5 andares, cuja gestora é a sociedade” viver bem” propôs acção contra Beatriz, na secção civil do tribunal Provincial de Nampula. Alega que Beatriz, condómina do 4.º piso (fracção avaliada em 1.000.000 Mts), tem na sua varanda um conjunto enorme de plantas (avaliadas em 15000 Mts), formando uma

verdadeira selva, o que leva à proliferação de insectos que incomodam os restantes moradores. Além disso, a abundante água da rega escorre pela fachada, sujando-a e entrando pelas janelas dos demais condóminos. Nessa acção pede a proibição de Beatriz ter plantas na varanda. Beatriz responde dizendo que, apesar de ser proprietária da casa, quem a habita é Carlos, seu marido, de quem está separada de facto há dois anos. Beatriz vive agora na Tanzânia, onde foi citada.

1. Qual o tipo de acção e a forma de processo?

. Suponha que a acção foi intentada sob a forma ordinária e que Beatriz

Contestou no 23.º dia após ter sido citada para a acção. Podia fazê-lo?

2. . O tribunal é competente para a acção proposta por Américo? Justifique.

3. Beatriz é parte legítima? Justifique.

4. Aprecie os pressupostos processuais relativos às partes quanto ao Autor Desta acção.

5. Suponha agora que a acção era proposta contra Brigite pelo conjunto dos demais condóminos, e que Brigite respondia que o condómino do 5.º piso não era afectado pela sua varanda, pelo que não tinha interesse em agir. Teria razão?

6. O Tribunal decidiu proibir Brigite de ter mais de 3 plantas de pequeno

decidiu proibir Brigite de ter mais de 3 plantas de pequeno Casos práticos de processo civil
decidiu proibir Brigite de ter mais de 3 plantas de pequeno Casos práticos de processo civil

Casos práticos de processo civil I- Docente: Bogaio Nhancalaza- E-mail:

porte na varanda e condenou Brigite a mandar pintar a fachada do prédio.

Quid iuris?

VII

António e Berta, casados em comunhão de adquiridos, com domicílio em Ribaué compraram ao Carlos, mercadoria no valor de 50.000,00 Mts, a qual não pagaram. Carlos colocou uma acção de condenação contra o António.

a) Diga qual é o pedido, a causa de pedir e o valor da causa.

b) Pronuncie-se sobre o tipo de acção, do processo.

c) Qual é o tribunal competente?

d) Aprecie a personalidade judiciária e capacidade judiciária.

e) Aprecie a legitimidade activa e passiva.

f) E se a divida tivesse sido contraída apenas por António e destinava-se a

ocorrer encargos normais da vida familiar.

VIII

António celebrou um contrato de mútuo com Bernardo e Carlos, mediante qual lhes mutuou a quantia de 600.000,00 Mts. Nenhum pagou no prazo acordado. António intentou uma acção contra o Bernardo.

a) Aprecie a legitimidade activa e passiva.

b) O António não constitui advogado. Quid iuris

passiva. b) O António não constitui advogado. Quid iuris Casos práticos de processo civil I- Docente:
passiva. b) O António não constitui advogado. Quid iuris Casos práticos de processo civil I- Docente:

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