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Quem foi Adolf Hitler?

por Michael Storm

Nosso Fuehrer Adolf Hitler foi um homem muito prendado. Ele desempenhou muitos
papéis extremamente árduos, incluíndo líder militar, líder político e construtor, para
citar apenas alguns. Ao meu ver, o papel reconhecido com mais freqiiência, isto é – líder
militar - não foi o verdadeiro homem interior. Quando ele empreendeu a tarefa com toda
sua energia, isto não foi seu chamamento interior. (Por exemplo, ele recusou converter a
economia alemã para a guerra total até fins de 1943, e o recrutamento de mulheres
alemãs no esforço de guerra 1944, porque ele esperava acabar com êxito a guerra sem
ter de reverter o curso da sua vida.) Embora ele fosse certamente um líder político
verdadeiramente prendado e dinâmico estadista, havia regras exteriores que ainda não
satisfaziam o homem interior. Após a crise de inverno na frente oriental, assistiu-se ao
papel de líder militar que o Fuehrer foi forçado a assumir.

A essência interior de Adolf Hitler, visível ao longo de toda sua vida, é a de um


construtor. É o propósito do artigo de aniversário deste ano examinar este fato.
Contrariamente a imagem negativa, dos meios de comunicação judaicos, de nosso bem
amado Fuehrer, ele foi o líder mais positivo e construtivo na história.

Quando garoto, ele queria ser um pintor. E até mesmo conseguiu se sustentar como um
artista quando jovem. Contudo, não foi senão quando ele se matriculou na universidade
em Viena que ele descobriu sua verdadeira vocação. O instituto artístico recusou sua
solicitação, o que o entristeceu profundamente. Mas, disseram-lhe que seu futuro
repousava no campo da arquitetura, e que ele deveria dedicar-se a este campo.

No decurso de sua existència, Adolf Hitler projetou casas, edifícios, estádios, pontes,
bairros operários e cidades inteiras. Cada projeto levava a marca de sua personalidade
mais íntima. Coube a Albert Speer, como arquiteto chefe do Reich tomar idéias,
esbôços, plantas e modelos do Fuehrer e transformá-los em realidade. Trabalhos em
concreto, vidro e aço surgiam por toda a Alemanha à medida que os sonhos do Fuehrer
iam tomando forma. Seu programa de construção continuou de 1933 até 1943. Mas a
Alemanha não tinha suficientes trabalhadores ou matéria-prima para até mesmo
começar uma fração do projeto idealizado durante aquele curto período de dez anos. Os
armamentos alemães ficaram em segundo lugar face ao seu programa de construções até
1944. Em 1938, a França sozinha gastou mais que a Alemanha em armamentos. Em
1939, a Grã-Bretanha gastou mais recursos na R.A.F. que Hermann Goering o fez na
Luftwaffe. Em 1940, a França tinha o dobro de modernos tanks que a Alemanha. E
essas duas chamadas democracias amantes da paz foram as mais fracas na imponente
coalisão de podêres aliada que cercou a Alemanha na mais monstruosa guerra conhecida
pela humanidade. Ainda levou mais de 6 anos para eles - E.U.A., U.R.S.S., Grã-
Bretanha, França, etc. - esmagarem a pequena Alemanha.

Obviamente, a efetiva construção das "autobahnen", edifícios e cidades eram uma


prioridade muito elevada para o Fuehrer. No entanto, até mesmo estes gigantescos
projetos deixam de amplamente demonstrar o seu íntimo, que era de longe maior.

Quando Adolf Hitler se filiou ao desconhecido NSDAP como seu sétimo membro,
encetou uma campanha para criar uma poderosa máquina política, que cresceu da
obscuridade ao movimento que tudo abrangia, tal como podemos ver no fascinante
filme "O Triunfo da Vontade". Nada disso teria sido possível sem seu impulso interno.
Construir a máquina partidária não foi nenhuma realização fácil. E tinha de se lutar
contra inimigos formidáveis. À medida que o braço político do partido cresceu em
milhões de membros, o Fuehrer criou numerosas sedes do movimento para que cada
membro pudesse cumprir seu destino pessoal. As mais famosas claro eram as S.S., S.A.
e a Juventude Hitlerista. Mas havia dúzias de outras organizações bem maiores que
mantiveram trabalhadores, fazendeiros, estudantes, etc. Seus membros excederam até
mesmo os 2 milhões de homens S.A.. O gènio do Fuehrer era tão grande que
virtualmente todo mundo foi incluído na textura nacional, onde eles extraíam satisfação
do que eles melhor faziam, isto é, por sua vez, unificava o povo como nenhum povo já o
havia sido antes ou desde então.

Não somente Adolf Hitler construiu o mais abrangente movimento político na história
mundial - sob as mais desfavoráveis condições imagináveis - mas ele criou também a
mais forte economia na Europa. Quando o Fuehrer tomou posse em 30 de janeiro de
1933, a economia alemã estava calcinada, como um navio em chamas. O desemprego
estava acima de 25%. O marco alemão estava sem valor. O comércio internacional era
impossível devido à depressão judaica mundial é à recusa da Grã-Bretanha em permitir
o acesso da Alemanha aos mercados mundiais. Até mesmo uma união aduaneira com a
Áustria foi privada e cercada por uma muralha de protecionismo por parte de nações
hostis. A Alemanha havia de permanecer como escrava económica para todos os
tempos. Para somar insultos à injúria, o judaísmo mundial, com base na cidade de Nova
Iorque, declarou guerra à Alemanha Nacionalsocialista. Concla-mou a um boicote
mundial contra a Alemanha e utilizou todas as conexões judaicas, económicas e
políticas, em âmbito mundial.

O Fuehrer permaneceu impávido face a tarefa, aparentemente sem esperanças. Dentro


de horas de assumir a liderança do estado desgovernado, ele iniciou a hercúlea tarefa de
construir uma nova economia moribunda numa de vitalidade, força e vigor. Milhões de
homens retornaram ao trabalho, as famílias puderam recomeçar. Um verdadeiro espírito
de esperança permeou todos os tecidos da vida alemã. Por volta de 1938, a economia
germânica era a mais forte da Europa. Ela até mesmo sofreu uma aguda escassez de
mão-de-obra. Italianos, poloneses e franceses emigraram em massa para a Alemanha, no
intuito de alimentar suas famílias.

Tristemente para a paz mundial, só a Alemanha Nacionalsocialista abriu este caminho


lutando para se livrar dos tentáculos judaicos da depressão mundial. Os E.U.A. estavam
ainda em suas garras em 7 de dezembro de 1941, e a Inglaterra nunca escapou delas. A
guerra só proporcionou o racionamento forçado, e após a guerra, a Inglaterra afundou
novamente em sua massiva depressão do pré-guerra menos seu império.

Por mais formidáveis que fossem aquelas realizações - a construção de cidades, do


partido e da economia - elas não são a obra-prima da existência do Fuh-rer. Na década
de 30, Adolf Hitler repetidamente assegurou aos líderes mundial que o Nacionalsocia-
lismo não era artigo de exportação, contrastando com a política internacional judaico-
bolchevique, que estava invadindo todas as nações em busca do domínio mundial para
seu super-estado marxista-judaico. A Revolução Nacionalsocialista era para a Alemanha
somente, e as degeneradas democracias plutocráticas nada tinham a temer. Mas bem que
elas temiam!

O ódio judaico contra a ressureição da pureza aria-na culminou numa guerra mundial
com a Alemanha Nacionalsocialista lançada contra os clones judaicos. A guerra
começou como uma luta nacional com a Alemanha combatendo pela sobrevivência
alemã num mundo hostil controlado pelos judeus. Contudo, à medida que a guerra
prosseguia, dezenas de milhares de voluntários uniram-se ao estandarte Nacional-
socialista para lutar, não apenas pela Alemanha, mas por uma nova ordem mundial. Seu
objetivo era criar uma Europa ariana unida.

No início, Hitler foi contra isto. Ele queria apenas que a Alemanha fosse deixada em
paz. Mas, uma vez que ficou claro que a guerra não poderia ficar localizada, sua visão
evoluiu do ponto de vista alemão para um Pan-Ariano Europeu! A pequenina Alemanha
tornar-se-ia o espírito condutor numa Europa Ariana-Nacionalsocialista unida, que teria
se extendido de Lisboa até Moscou. Esta Europa tornar-se-ia uma super-potência
invencível e um páreo duro para a plutocracia judaica dos E.U.A. e ao bolchevismo
judaico da U.R.S.S..

O general Leon Degrelle comandou suas tropas Waffen-S.S. belgas na frente oriental.
Eles lutaram pelo lugar da Bélgica numa Europa Pan-Ariana. Hitier tinha-o (e a seus
homens) em alta estima. Em 1945, ele disse até mesmo que se tivesse um filho, ele o
queria como Leon Degrelle!

Pelo fim da guerra, o Fuehrer tinha construído um movimento europeu verdadeiramente


Pan-Ariano que mobilizou centenas de milhares, não apenas para apoiá-la, mas para
lutar e verter sangue por ele nas desesperançadas derradeiras horas do Reich. O bun-ker
do Fuehrer foi defendido até o final por voluntários extrangeiros das Waffen-S.S.

A incrível façanha de unificar a Europa que tem sido dividida por séculos não foi o
único feito coroado do Fuehrer. É também o catalizador que continua a fazer com que o
Nacionalsocialismo evolua de um movimento exclusivamente alemão para o fenômeno
Pan-Ariano mundial de hoje. Este sonho de uma verdadeira paz mundial arde forte nos
corações de milhões de homens brancos ao redor do globo.
Adolf Hitler foi o maior de todos os líderes. Seu legado para nós é sua concepção de paz
mundial baseada na nova ordem mundial do Nacionalsocia-lismo Pan-Ariano.
Simplesmente colocar todos os homens brancos unidos numa irmandade em que nós
compartilharemos os frutos do nosso gênio coletivo, trabalho e superioridade racial.

O dia 20 de abril é o aniversário do nosso amado líder Adolf Hitler. Enquanto cada
assinante, partidário e ativista celebram, pergunte-se a si mesmo:

"O que eu deveria estar fazendo para ajudar a completar a obra mais importante do
Fuehrer? O que eu posso fazer para assegurar a sobrevivência de meus filhos arianos
neste mundo não branco cada vez mais hostil?"

Em memória do sonho de uma raça ariana unida de nosso líder caído Adolf Hitler. -

HEIL HITLER!
Adolf Hitler (1889-1945), fundador do nazismo cujos conceitos básicos divulgou
através de seu livro Mein Kampf. Como ditador alemão durante as décadas de trinta e
quarenta, é considerado o único responsável pela segunda guerra mundial. Seu pai,
Alois Schicklgruber, - Alois Hitler depois que assumiu o sobrenome de seu pai natural -,
era funcionário da alfândega e, após sua aposentadoria, foi com a família viver nas
imediações de Linz, a capital da Áustria Superior, e ali o futuro ditador passou a maior
parte da sua infância. Quando o pai faleceu em 1903, deixou uma pensão e economias
suficientes para manter a mulher e os filhos.

Hitler teve pouco rendimento na escola e não recebeu o certificado, interrompendo os


estudos aos 16 anos, em 1905. Por dois anos viveu ocioso em Linz. Após a morte da
mãe, Klara Hitler, em 1908, ainda vivia de pequeno rendimento, com o qual se manteve
em Viena. Desejava ser estudante de arte, mas falhou duas vezes que tentou entra para a
Academia de Artes. Por alguns anos viveu só e isolado, conseguindo uma pequena
renda com a pintura de cartões postais e anúncios, e vagando de um abrigo municipal
para outro.

Em 1913 Hitler mudou para Munique. Foi chamado temporariamente à Áustria para ser
examinado para o exército (1914) e foi rejeitado como inapto, mas quando começou a
guerra de 1914, apresentou-se como voluntário do exército alemão. Serviu durante a
guerra, foi ferido em 1916 e envenenado por gás dois anos depois. Por bravura em ação
foi duas vezes condecorado com a cruz de ferro, uma condecoração rara para um cabo.
Com alta do hospital após a derrota alemã, ficou alistado no seu regimento e designado
como agente político, juntou-se ao pequeno Partido dos Trabalhadores Alemães em
Munique (fundado por Drexler, Feder e Eckart em 1919). O partido era pequeno,
comprometido com um programa de princípios socialistas, de
liderança dividida, e tinha apenas 53 membros quando Hitler juntou-se a ele.

De trato difícil, Hitler não foi logo bem aceito. Porém, conscientes de que o futuro do
partido dependia do seu poder de organizar a publicidade para conseguir fundos, os
dirigentes deram-lhe a presidência com poderes ilimitados em julho de 1921. Desde
logo ele decidiu criar um movimento de massas.

Munique havia se tornado o lugar de encontro de antigos e insatisfeitos soldados do


exercito alemão, relutantes de retornar a vida civil, e por agitadores políticos
empenhados no tradicional separatismo ou em protestos contra o governo republicado
de Berlim. Visando esse público, Hitler engajou-se em uma incansável propaganda
através do jornal do partido o Volkischer Beobachter ("Observador popular") e por meio
de uma sucessão de comícios desenvolveu seu talento único para magnetizar e liderar
massas, rapidamente crescendo de uma audiência de uns poucos interessados para
milhares de seguidores.

Uma figura importante era Ernest Röhm que, além de membro do novo Partido, fazia
parte do comando distrital do exercito, e era responsável por garantir a proteção do
governo da Baviera, o qual, porque dependia do exército local para a manutenção da
ordem, tacitamente aceitava suas violações da lei e sua política de intimidação. Röhm
foi de grande ajuda. Foi ele quem recrutou as esquadras, o chamado "braço forte",
utilizadas por Hitler para proteger os comícios do partido, atacar os socialistas e os
comunistas. Em 1921 estas foram formalmente organizadas sob as ordens de Röhm em
um exército privado do partido, o SA (Surmabteilung). Hitler reuniu ao seu lado vários
dos lideres nazistas que mais tarde seriam julgados ou acusados de crimes de guerra:
Alfred Rosenberg, Rudolf Hess, Hermann Göring, e Julius Streicher.

O clímax desse rápido crescimento do partido nazista na Bavária veio com a tentativa de
golpe para tomada do poder, o atentado de Munique (Hall da Cerveja) em novembro de
1923, quando Hitler e o general Erich Luderndorff tentaram forçar o comando do
exército a proclamar uma revolução nacional. Quando levado a julgamento Hitler tirou
vantagem da imensa publicidade que o acontecimento lhe deu. Ele também tirou uma
lição do golpe - que o movimento precisava chegar ao poder por meios legais. Foi
sentenciado a prisão por cinco anos, mas ficou preso somente nove meses, e isto com
suficiente conforto para preparar o primeiro volume do seu Mein Kampf.

Ele considerava a desigualdade entre as raças e os indivíduos como parte de uma


imutável ordem natural e exaltava a raça ariana como o único elemento criativo da
humanidade. Toda moralidade e verdade era julgada por este critério: se era de acordo
com o interesse e preservação do povo. A unidade do povo encontrava sua encarnação
no Führer, dotado de autoridade absoluta. Abaixo do Führer o Partido formado dos
melhores elementos do povo e também seu guardião. O maior inimigo do Nazismo era o
rival Marxismo. Além do Marxismo ele via o maior inimigo de todos, os Judeus, que
era para Hitler a própria incarnação do mal.

A Alemanha não poderia encontrar seu destino sem o Lebensraum ("espaço vital"),
terras para abrir e alimentar a crescente população alemã. O espaço vital deveria ser
encontrado na Ucrânia e nas terras do leste Europeu, terras a serem tomadas ao povo
eslavo, que ele classifica de untermenschen (subumanos), e diz ser governado por uma
conspiração judeu-comunista com sede em Moscou.

Hitler percebia mais rapidamente que qualquer um como podia tirar vantagem de uma
situação. Após sua saída da prisão suas rendas derivavam ao azar do provimento pelos
fundos do partido e de escrever em jornais nacionalistas. A crise de 1929 abriu um
período de instabilidade econômica e política. Hitler pode pela primeira vez alcançar
uma audiência nacional quando teve a ajuda das organizações e jornais do partido
Nacionalista, associado aos nazistas. Recebia doações dos industriais, ansiosos por usá-
lo para estabelecer uma forte ala direita, anti-trabalhista, recursos que colocaram o
partido em base financeira sólida, permitindo que ele fizesse seu apelo emocional para a
classe média baixa e os desempregados, baseada na proclamação de sua fé de que a
Alemanha acordaria de seus sofrimentos para retomar sua grandeza natural.

Colocado em posição forte pelo grande apoio popular, em novembro de 1932 Hitler
propalou, por todos os artifícios de sedução de massas e com a habilidade de um ator,
que a chancelaria era o único cargo que aceitaria, e isto por meio constitucional, não
revolucionário. Em janeiro de 1933 o presidente Hindenburg, do partido nacionalista,
convidou-o para primeiro ministro da Alemanha e ele assumiu o cargo.

Ele era indiferente a roupas e comida, nunca fumando ou bebendo chá, ou álcool, porém
não tinha inclinação pelo trabalho regular. Ele continuou, mesmo mais tarde, como
Führer, a rebelar-se contra a rotina, uma característica que ele atribuía ao seu
temperamento artístico. Sua meia irmã Ângela Raubal e suas duas filhas passaram a
viver com ele. Hitler apaixonou-se por uma das sobrinhas, Geli, mas mostrou-se tão
obsessivamente ciumento que isto levou a moça ao suicídio em 1931. Hitler ficou
inconsolável. Depois interessou-se por Eva Braum, que se tornou sua amante. Ele
raramente permitia que ela aparecesse em público e disse não casar-se porque
prejudicaria sua carreira.

Uma vez no poder, Hitler tratou de estabelecer uma ditadura absoluta. O incêndio no
palácio (Reichstag), uma noite de 1933, aparentemente provocado por um comunista
holandês, Marius van der Lubbe, deu-lhe a desculpa para um decreto suspendendo todas
as garantias de liberdade e para uma intensificada campanha de violência. Ele nunca
pensou em desapropriar os líderes da indústria alemã, uma vez que servissem os
interesses do estado nazista. Nestas condições, o partido chegou a uma votação
expressiva nas eleições daquele ano.

O velho amigo Ernst Röhm, como cabeça da SA, era visto com grande desconfiança
pelo exército. Göring e Heinrich Himler estavam ansiosos por remover Röhm, mas
Hitler hesitava. Finalmente, em 1934, ele chegou a uma decisão e Röhm e outros foram
executados sem julgamento. Satisfeitos por verem a SA aniquilada, os chefes militares
apoiaram as ações de Hitler. Quando o presidente Paul von Hindenburg morreu eles
consentiram na fusão do cargo de primeiro ministro ou chanceler com o da presidência
da república o que colocava todos os poderes nas mãos de Hitler, inclusive o comando
das forças armadas. Os militares, oficiais e soldados, passaram a fazer juramento
pessoalmente a Hitler. No plebiscito Hitler teve 90 por cento de apoio. Por desinteresse
em assuntos de rotina e por interessar-se mais pelos grandes lances de política que havia
delineado no seu livro Mein Kampf, Hitler deixou a administração inteiramente aos
cuidados de seus subalternos, que agiam arbitrariamente em todas as questões internas
de sua esfera de mando. A reunião em um único país de todas as regiões onde viviam
alemães era sua principal diretriz de conquista.

Antes que suas planejadas campanhas se tornassem possíveis, era necessário remover as
restrições que o Tratado de Versalhes impunha à Alemanha. Hitler usou toda a arte da
propaganda para que a Europa o visse como o campeão contra o odiado comunismo
soviético e insistiu que ele era um homem de paz que apenas desejava remover as
injustiças do Tratado de Versalhes. Retirou a Alemanha da Liga das Nações no mesmo
ano de sua confirmação como Führer, ao final de 1933, despertando um novo ânimo nos
alemães, que impulsionaria o desenvolvimento do país nos cinco anos seguintes.

A aliança com a Itália, já prevista no Mein Kampf, rapidamente tornou-se realidade


como resultado do ressentimento dos italianos contra a Inglaterra e a França pela
oposição feita à ocupação italiana da Etiópia. Em outubro de 1936 estava formado o
"eixo" Roma-Berlim e pouco depois o pacto contra a Rússia assinado com o Japão, e
um ano mais tarde esses dois pactos referendados em um pacto único, o Eixo Tóquio-
Roma-Berlim.

Em novembro de 1937 Hitler delineou seus planos de conquista em um encontro secreto


com seus líderes militares, a começar pela Áustria e a Checoslováquia. Três anos antes,
em meados de 1934, ele havia estimulado uma revolta entre os nazistas da Áustria, que
reivindicavam a anexação à Alemanha. Com o apoio da embaixada alemã, organizaram
um golpe e assassinaram o chanceler Engelbert Dollfuss. Porém Mussolini, o ditador
italiano, havia mobilizado tropas para intervir contra o golpe, que fracassou. Hitler
voltou à carga no início de 1938, assegurando-se primeiro do apoio da Itália. Quando o
chanceler Kurt von Schuschnigg decidiu efetuar um plebiscito sobre a reclamada
anexação, Hitler imediatamente ordenou a invasão da Áustria pelas tropas alemãs.
Entrou gloriosamente em Viena, e proclamou então uma gratidão imorredoura a
Mussolini por este não haver, desta vez, interferido.

Seguiu-se a anexação da Checoslováquia, onde o nazismo também tinha seus adeptos e


agitadores entre a minoria alemã. A questão pareceu solucionada com a interferência da
França e Inglaterra, e do amigo Mussolini, que propuseram a integração à Alemanha da
parte do país cujos habitantes eram de origem alemã. Com esta solução, Hitler adiou
apenas temporariamente seu plano de anexação, apenas até a desordem popular
estimulada pelos nazistas lhe fornecer motivo para invadir o país proclamando sua
anexação em março de 1939. Imediatamente após, suas ameaças fizeram que o governo
Lituano cedessem parte de seu território na fronteira com a Prússia Oriental, um enclave
alemão no norte da Polônia.

A resistência. Concluídas as anexações, Hitler procedeu às conquistas necessárias a


criar o "espaço vital" que desejava para a Alemanha. Seu primeiro objetivo era a
Polônia. Assegurou-se do apoio italiano, que inclusive lhe forneceria tropas, com um
novo acordo em maio de 1939, e celebrou em agosto outro pacto de conveniência, com
a Rússia, para que esta não interferisse no seu projeto. A invasão da Polônia foi efetuada
antes do inverno daquele ano.

Isto precipitou uma reação que Hitler não desejava para tão cedo: a Inglaterra e a França
declararam guerra à Alemanha. Obrigado a voltar sua atenção imediatamente para o
oeste europeu, tentou negociar a paz com os novos inimigos, sem resultado. Iniciou
então sua ofensiva contra a França e a Inglaterra indiretamente, invadindo primeiro a
Dinamarca e a Noruega, em abril de 1940, países antes não envolvidos e apanhados de
surpresa pelas forças alemãs. Pelo norte apanhou de surpresa também a França, cujas
linhas de defesa fortificadas no leste ficaram sem efeito. Entusiasmado, Mussoline
também entrou na guerra em apoio aos alemães.

A resistência a Hitler na França foi comandada por De Gaulle, de Londres. Inicialmente,


para resistir ao ataque alemão iniciado em maio de 1940, o presidente da França, Paul
Reynaud, apelou para um herói francês da primeira guerra mundial, o marechal Petain,
que foi nomeado primeiro ministro. O marechal concluiu porém que o exército francês
não tinha chances contra a moderna máquina de guerra alemã, e pediu o armistício.

Hitler assinou um armistício com a França vingando as arrogantes exigências dos


franceses colocadas no tratado de Versalhes, na capitulação da Alemanha em 1918.

Como preço pelo armistício, Hitler exigiu o pagamento em matérias primas e alimentos
para o esforço de guerra alemão. O Armistício incluía uma cláusula de trabalhos
forçados dos jovens franceses nas fábricas alemãs, o que levou a juventude francesa a
refugiar-se nos campos. Alguns deles se arriscaram e vários perderam a vida como
heróis da resistência ao invasor, principalmente em atos de sabotagem contra o
transporte de trabalhadores franceses e produtos para a Alemanha. O General Charles
De Gaulle fugiu para a Inglaterra, de onde exortou os compatriotas a resistirem aos
nazistas. De Gaulle voltaria, após a guerra, para governar a França.
Petain instalou seu governo em Vichy, na parte sul que restou à autonomia francesa,
abaixo de uma linha imaginária entre a fronteira com a Suíça, na altura de Genebra, a
um ponto a 19 km a leste de Tours e dali para sudoeste até a fronteira com a Espanha,
seguindo por 48 quilômetros até o a costa mediterrânea..

Auge do conflito. No verão de 1940 Hitler iniciou uma preparação a longo prazo para a
invasão da Rússia. mas alguns contratempos para esse projeto surgiram. Primeiro,
Mussolini, sem saber das intenções de Hitler, adiantou-se na captura da Grécia. Como
resultado desta e de outras aventuras, precisou do socorro dos alemães tanto nos Balcãs,
como também no Norte da África. Outro imprevisto foi o golpe de Estado na Iugoslávia
em março de 1941, depondo um governo que havia feito um tratado com os alemães.
Considerando isto um insulto à Alemanha e a ele próprio, Hitler ordenou imediatamente
a invasão da Iugoslávia. Tudo isto representou um desfalque no seu ataque contra a
Rússia, que lançou em junho do mesmo ano. Apesar de tudo, estava tão confiado no
sucesso que não providenciou roupas de inverno para as tropas, prometendo aos
soldados que estariam de volta ao lar antes do inverno. A campanha porém, não teve o
mesmo êxito de todas as invasões anteriores, prolongando-se até o inverno para o qual
as forças alemãs não estavam nem um pouco preparadas. No auge do frio, em dezembro
do mesmo ano, os russos, apesar de inferiores em armamento e técnica de combate,
começaram a contra atacar com êxito. Ao mesmo tempo, ocorreu o até hoje
incompreensível ataque Japonês a Pearl Harbor. Sem querer por em risco o tratado que
tinha com o Japão e que era uma esperança de conduzir os russos a lutar no leste e no
oeste, Hitler declarou prontamente guerra aos Estados Unidos, ao lado do Japão.
Acreditando piamente na superioridade racial germânica, Hitler não levou em conta a
força que uma mobilização total dos Estados Unidos poderia significar, mesmo
pressionado em duas frentes pelo Eixo, pela ameaça que vinha tanto pelo Atlântico, da
Europa nazificada, quanto pelo Pacífico, do leste fanatizado. As batalhas se
multiplicaram em várias frentes na Europa, no Atlântico, na África, na Ásia e no
Pacífico.

Apesar de ocupado com uma conflagração mundial, Hitler estava confiado em que
imporia uma nova ordem mundial e Himmler foi encarregado de preparar a nova
Europa. Os campos de concentração foram ampliados e a eles acrescentados campos de
extermínio como os de Auschwitz e Mauthausen, assim como criadas unidades móveis
de extermínio. Os judeus da Alemanha e dos países ocupados foram aprisionados e
executados, fuzilados ou mortos em câmaras de gás. A conta geralmente apresentada é
de 5 a 6 milhões de pessoas sacrificadas, no que Hitler chamou de solução final para o
problema judeu. Milhares morreram também em experiências médicas alucinadas, e nas
execuções indiscriminadas de reféns, de adversários políticos e de membros da
resistência nos países ocupados. A propaganda utilizava o rádio e o cinema. A atriz
sueca Kristina Süderbaum tornou-se uma estrela dos filmes de propaganda do partido;
sua figura nórdica loura encarnou a ideologia racial Nazista. Casada com Veit Harlan,
um dos principais diretores de filme da era nazista, Süderbaum estrelou em vários de
seus trabalhos, incluindo o profundamente anti-semítico Jud Süss, de 1940.

Declínio do poder. Ao final de 1942 as derrotas na África - em el-Alemein - e na Rússia


- em Stalingrado - e mais o bombardeio dos aliados, Inglaterra e Estados Unidos, sobre
o território da própria Alemanha, indicavam uma reviravolta na guerra desfavorável aos
nazistas. Hitler porém recusava-se a visitar as cidades bombardeadas e a ler ou acreditar
nos relatórios de seus generais. Quando Mussolini foi preso, tentou uma operação para
resgatá-lo, e enviou tropas para ocupar as posições das tropas italianas que haviam se
rendido. Continuou a resistir ao avanço russo às custas de grandes perdas para o
exército alemão, tanto em número de mortos quanto em unidades aprisionadas. A
batalha naval também perdeu fôlego, na medida que o inimigo aprendeu a combater
com êxito e destruir os submarinos alemães.

Apesar de escapar a vários atentados contra a sua vida, o mais perigoso dos quais por
explosão de uma bomba colocada sob a sua mesa de reunião com seus generais no
quartel de comando na Prússia Oriental (parte da atual Polônia), Hitler não esmoreceu.
Em lugar de tentar uma paz que permitiria salvar ainda boa parte da Alemanha, retirou-
se para uma fortaleza subterrânea em Berlim, cidade que pretendia defender com os
últimos recursos de seu exército, ao qual negou permissão para que se rendesse.

Quando as tropas soviéticas entraram na Capital a luta nas ruas e os bombardeios aéreos
reduziram a cidade a ruínas. Só então Hitler entendeu que era o fim e tomou duas
providências: casar-se oficialmente com Eva Braum e ditar o seu testamento aos seus
auxiliares. Em seu testamento político conclamou o povo a continuar a luta contra os
judeus e apontou Karl Dönitz como chefe do estado e Josef Goebbels como primeiro
ministro. Recolheu-se com a mulher aos seus aposentos e esta tomou veneno, e ele ou
tomou veneno ou atirou em si mesmo. Seus corpos foram em seguida incinerados.

Na França, após a libertação de Paris pelas tropas aliadas, De Gaule declarou nulo o
governo de Vichy. O marechal Petain, que fora levado pelos alemães para um abrigo na
Alemanha, retornou à França voluntariamente para ser julgado; faleceu na prisão em
1951, aos 95 anos de idade. Na Itália, libertada pelas tropas americanas junto às quais
um contingente brasileiro teve presença marcante, Mussoline foi executado. O Japão
assinou a rendição após os ataques atômicos realizados pelos americanos contra
Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

R.Q.Cobra
Aberta em 07/07/2001

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