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Notas​ ​ao​ ​Ritual​ ​Menor​ ​do​ ​Hexagrama

Por:​ ​Mark​ ​Stavish,​ ​M.A.


Tradução​ ​e​ ​Notas​ ​Adicionais:​ ​Frater​ ​Amduscias
Edição​ ​e​ ​Revisão:​ ​K.G.Gomes

Introdução

O Ritual Menor do Hexagrama (RMH) é ensinado na Golden Dawn (Aurora Dourada)


após a iniciação ao Grau de Adeptus Minor1. Esta iniciação era recebida após terem sido
completadas iniciações prévias, bem como o período conhecido como o Grau do Portal. O RMH
desta forma vem a ser o primeiro ritual planetário ensinado aos estudantes da GD, de um modo
similar ao que o RMBP (Ritual Menor de Banimento do Pentagrama) é o primeiro ritual
Elemental​ ​que​ ​é​ ​recebido​ ​quando​ ​da​ ​passagem​ ​do​ ​0=0​ ​Neófito​ ​ao​ ​1=10​ ​Grau​ ​de​ ​Zelator.

Passar do Grau de Philosophus à câmara preparatória do Portal serve para permitir ao


estudante um período de introspecção de nove ou tantos meses, a fim de sintetizar tudo o que foi
previamente aprendido nos 3 1/2 anos de estudo antecedentes à iniciação nos graus do
Adeptado.

Surpreendentemente, isto não deve ser tão dificultoso quanto parece. Enquanto muito
é dito a respeito do sistema da Golden Dawn, comparado a outros sistemas os estudantes
aprendem comparativamente pouco em termos de técnicas operativas, em suas primeiras quatro
ou cinco iniciações. Os “pathworkings” compreendendo uma grande parte das iniciações é
limitada,​ ​supostamente,​ ​aos​ ​nove​ ​caminhos​ ​ascendendo​ ​em​ ​direção​ ​à​ ​Tiphereth2.

A maioria do trabalho está centrada envolvendo o RMBP, meditações e invocações


Elementais, e gastando bastante tempo no aprendizado de métodos ocultos: divinação,
geomancia,​ ​tarot,​ ​astrologia​ ​e​ ​teoria​ ​básica​ ​da​ ​alquimia.

Rituais como o Supremo Ritual do Pentagrama, magia talismânica, os rituais de


Invisibilidade, Transformação e Desenvolvimento Espiritual, todos os quais são encontrados no
Golden Dawn de Regardie, são reservados apenas ao Adeptado. Como tal, estes rituais são
ensinados​ ​apenas​ ​após​ ​um​ ​período​ ​de​ ​estudo​ ​de​ ​quatro​ ​anos​ ​e​ ​meio​ ​ou​ ​mais.

O​ ​Portal

“O Portal é muito mais um compêndio dos graus anteriores, do que um complemento


deles... o Grau do Portal em particular está relacionado com o processo da alquimia interior – de
separar e examinar as partes do seu trabalho psicológico e espiritual – a fim de balancear e
mesclar tudo novamente em um todo mais unificado, coeso, que fará possível a verdadeira
(suprema)​ ​obtenção​ ​espiritual.”3

Em seu trabalho Auto-Iniciação na Tradição da Golden Dawn, os Ciceros também


adicionaram diversas meditações e rituais para o Grau do Portal, e na sua visão do sistema da
Golden Dawn, sugerem a moção do Supremo Ritual do Pentagrama para este nível.
Adicionalmente, neste ponto, o Ritual da RosaCruz também poderia ser aprendido. Eles
também colocam o Pilar do Meio nesta seção do curriculum, mas sugerem que ele possa ser
iniciado desde o início do treinamento, juntamente com o Ritual Menor de Banimento do
Pentagrama.4

Outras técnicas também são aprendidas nesta fase, mas é incerto se elas pertencem ao
curriculum original da Golden Dawn, ou são adições posteriores. Estes exercícios, conforme
destacado pelos Ciceros, são primariamente desenvolvidos para incrementar a vontade,
concentração, recordação da memória e a preparação para o contato com o Sagrado Anjo
Guardião – simbolizado pela iniciação pendente do candidato ao Grau de Philosophus (5=6),
destinada​ ​à​ ​Tiphereth.

Assim, uma grande parte do tempo é gasta pelos novos estudantes em balancear os
‘Elementos’ de suas personalidades, preparando-se para trabalhar em funções internas
específicas​ ​da​ ​psiquê​ ​–​ ​como​ ​simbolizado​ ​e​ ​contactado​ ​via​ ​‘trabalho​ ​planetário’.

O​ ​Ritual​ ​Menor​ ​do​ ​Hexagrama

O Ritual Menor do pentagarma foi desenhado para assistir os estudantes no


aprendizado dos aspectos elementares da invocação e banimento dos poderes solares (e mais à
frente​ ​planetários)​ ​conforme​ ​sua​ ​relação​ ​com​ ​os​ ​Elementos.

Regardie, citando a partir do documento de Adeptus Minor da original R.R. et A.C.


(chamado Liber “C”) declara5, “Quando vós desejardes purificar ou consagrar qualquer local,
vós devereis realizar o Ritual de Banimento Menor do Hexagrama, também em conjunção com,
ou ao invés daquele do Pentagrama, de acordo com as circunstâncias do caso.”6 Ele mais à
frente cita, que se você realizou trabalho Elemental, seria uma boa idéia banir com o RMH antes
de​ ​fazer​ ​qualquer​ ​trabalho​ ​Planetário.

De qualquer maneira, nada é dito a respeito de como ou por que você invocaria um
Elemento,​ ​ou​ ​um​ ​Elemento​ ​via​ ​um​ ​Planeta,​ ​através​ ​deste​ ​ritual.

Ali parece existir uma relação mais complexa de idéias sendo apresentada, do que
simplesmente a invocação ou banimento de uma força planetária. Em muitos casos, o Ritual
Menor do Hexagrama é mais complexo, e possivelmente poderoso, do que o ritual que ele
precede.

Quatro variações do Hexagrama são utilizadas ao invés de um, cada qual relacionado a
um Elemento em particular, e agora, uma explicação a respeito desta relação jamais foi
desenvolvida em toda literatura! Isso se dá provavelmente pelo fato de muitos praticantes
“pularem” por este ritual, da mesma forma como é feito com o Ritual Menor do Pentagrama, e
nunca​ ​tomando​ ​conhecimento​ ​de​ ​seus​ ​benefícios.

Parte do significado da relação entre o Hexagrama e os Elementos vem do fato de que o


símbolo utilizado é um hexagrama, ou o símbolo do Sol. Não somente o Sol é usado como o
grande poder equalizador no Sistema Solar, em relação aos outros planetas, mas é também a
fonte​ ​da​ ​matéria​ ​no​ ​Sistema​ ​Solar.

Toda matéria, esotericamente, e possivelmente exotericamente, é o resultado da


condensação de energia solar. Esta energia se condensa em estágios, representados pelos
próprios​ ​Elementos.​ ​Do​ ​Fogo,​ ​para​ ​o​ ​Ar,​ ​Água,​ ​e​ ​finalmente​ ​matéria​ ​sólida,​ ​ou​ ​Terra.

Também, através do Ritual Menor do Hexagrama, nós podemos acessar poder Solar
em​ ​todas​ ​as​ ​suas​ ​várias​ ​manifestações.

Nós também podemos acessar os Elementos conforme eles concernem aos seis
planetas adicionais, representados pelo hexagrama tradicional. De qualquer forma, neste caso, a
essência do planeta, ou o seu aspecto solar, é o que está sendo invocado. Isto também só pode
ser​ ​realizado​ ​em​ ​certas​ ​vezes​ ​do​ ​ano​ ​por​ ​causa​ ​das​ ​considerações​ ​astrológicas.7

Os​ ​Elementos

“Eu​ ​sou​ ​o​ ​salvador​ ​da​ ​matéria!”​ ​–​ ​Ritual​ ​da​ ​Golden​ ​Dawn

“... um homem capaz de permanecer em Tiphereth “espiritualizou” a sua matéria,


formou​ ​seu​ ​corpo​ ​glorioso,​ ​e​ ​obteve​ ​o​ ​poder​ ​de​ ​ir​ ​além​ ​da​ ​encarnação.”8

Os Triângulos do RMH são colocados em ordem astrológica ao redor do círculo: Fogo


para​ ​o​ ​Leste,​ ​Terra​ ​para​ ​o​ ​Sul,​ ​Ar​ ​para​ ​o​ ​Oeste,​ ​e​ ​Água​ ​para​ ​o​ ​Norte.9

No RMH nós somos introduzidos pela primeira vez aos triângulos como símbolos
rituais. O triângulo do Fogo é a parte animadora da natureza, e nos dá energia para iniciação.
Água é essencialmente passiva, ou suporte da energia invocada, desta forma nos auxiliando a
obter​ ​a​ ​realização​ ​dela​ ​em​ ​certo​ ​nível.10
“Fogo purifica a alma, ele dá iniciação. Água purifica o corpo, ela o provê de saúde, ou
ao menos, com a força para sustentar a iniciação. Ar ajuda na reestruturação do mental, dos
elementos psíquicos. Ar é o cimento na construção do corpo psíquico. Terra é o elemento que
fortalece​ ​a​ ​estrutura​ ​material​ ​do​ ​corpo.”11

A noção de misturar os Elementos e os Planetas aparece apenas uma vez no material


da GD – neste ritual. O uso dos Elementos para invocar e sustentar princípios planetários é
declarado por Dubuis, mas não por outras autoridades em impresso. Esta idéia de utilizar todos
os quatro Elementos em relação a um planeta/sephiroth e não somente o seu Elemento
atribuído (tal como Fogo para Marte/Geburah, Água para Chesed) pode ser a maior contribuição
singular do fundador do Philosophers of Nature e autor chefe de suas lições, Jean Dubuis, para o
estilo​ ​de​ ​magia​ ​da​ ​Golden​ ​Dawn.

Em Kether, tudo é pura energia; em Daath, o caminho entre a pura energia e a matéria
sutil é formado (prima materia); em Tiphereth, o balanço entre energia e matéria é estabelecido;
em​ ​Yesod,​ ​energia​ ​predomina,​ ​mas​ ​a​ ​matéria​ ​está​ ​presente;​ ​e​ ​em​ ​Malkuth,​ ​está​ ​a​ ​matéria​ ​pura.

Em Magia Elemental nós movemos a matriz energia-matéria-consciência mais ou


menos horizontalmente. Porém, ao afetar os Elementos Solares (RMH), nós estamos com efeito
repercutindo na qualidade e quantidade de energia que se transforma em matéria. Isto também
pode​ ​ser​ ​extendido​ ​para​ ​os​ ​rituais​ ​planetários​ ​e​ ​zodiacais​ ​restantes.

O​ ​Hexagrama​ ​do​ ​Fogo​ ​representa​ ​a​ ​energia​ ​Solar​ ​que​ ​podemos​ ​contatar.

O Hexagrama do Ar representa a energia Solar que podemos absorver, bem como ser
inspirados​ ​por.​ ​O​ ​Hexagrama​ ​da​ ​Água​ ​representa​ ​as​ ​emoções​ ​Solares​ ​que​ ​podemos​ ​sentir.

O Hexagrama da Terra representa a energia Solar que torna concreta a matéria que
podemos​ ​mover​ ​e​ ​tocar,​ ​ou​ ​seja,​ ​a​ ​Pedra​ ​dos​ ​Sábios.

Os “Reis” são a força angélica de Tiphareth, assim como a perfeição dos Elementos de
Malkuth (Reis Elementais da Terra, Ar, Fogo e Água). Estes Reis Elementais, ou perfeitas
expressões da Consciência Divina no estado fenomenal da matéria, são criados em respeito à
nossa ‘matéria espiritualizante’ – ou a Pedra dos Sábios. Ao invocar ou banir os Elementos
enquanto relacionados ao Sol, nós estamos, de fato, lidando diretamente com estes ‘perfeitos
arquétipos Elementais’ que chamamos Reis. Estas perfeitas expressões da matéria vem de
Tiphareth,​ ​e​ ​são​ ​elas​ ​que​ ​nós​ ​atraímos​ ​quando​ ​realizamos​ ​o​ ​RMH.

Paralda, Niksa, Ghob e Djin são todos expressões, no contexto Hermético, da harmonia
e​ ​espiritualidade​ ​da​ ​criação​ ​material,​ ​ou​ ​“Céu​ ​na​ ​Terra”.

Não é surpresa então, que esta forma do hexagrama é aquela utilizada quando se faz o
“Pantáculo da Terra” Elemental. Este pantáculo é utilizado para ações de invocação e banimento
de forças Elementais da Terra; bem como um ‘altar’, quando da consagração de alguma tintura
ou talismã (como representação dos nossos centros psíquicos na ‘Terra’), e como um escudo de
defesa​ ​contra​ ​forças​ ​astrais​ ​hostis​ ​em​ ​geral.

Este último ponto é de longe o mais interessante, no qual pelo menos uma organização
trocou o símbolo da Terra pelo da Quintessência* para este hexagrama. Estes símbolos são
colocados​ ​no​ ​centro​ ​do​ ​Triângulo​ ​do​ ​Fogo​ ​de​ ​cada​ ​hexagrama.

Também, quando invocando Ar, o signo do planeta é colocado no triângulo superior, e


o signo do Elemento no inferior. Mercúrio, Vênus e Saturno podem ser invocados em períodos
astrologicamente​ ​favoráveis.

Marte e Júpiter podem ser invocados utilizando-se Fogo. Água nunca poderá ser
invocada​ ​no​ ​Hemisfério​ ​Norte,​ ​pois​ ​seus​ ​planetas​ ​nunca​ ​estão​ ​situados​ ​ao​ ​norte​ ​da​ ​Terra.

Quintessência só poderá ser invocada utilizando-se Saturno, e apenas quando a


maestria​ ​nas​ ​operações​ ​prévias​ ​for​ ​alcançada.

Para os nomes a serem utilizados, Dubuis declara o seguinte: Água, o nome em


Yetzirah;​ ​Ar,​ ​o​ ​nome​ ​em​ ​Briah;​ ​e​ ​Fogo,​ ​o​ ​nome​ ​em​ ​Atziluth.

Diferentemente porém dos ensinamentos tradicionais da Golden Dawn, Dubuis declara


que as esferas de Chokmah e Kether jamais deverão ser invocadas através do hexagrama – nem
mesmo​ ​por​ ​engano.**

A​ ​Quintessência

“O invisível espírito da gradação é o puro fogo do Ouro... O pai da pedra é Sol.” –


Bacstrom’s​ ​Alchemical​ ​Anthology

O uso da Quintessência no lugar do Signo Kerúbico da Terra como sugerido por


Dubuis, cria algumas considerações interessantes quando analisado do ponto de vista alquímico
operativo.

Se nós levarmos em consideração o fato de que o sol no nosso sistema solar é a fonte de
toda a vida: energia e material, então ele é, em resumo, a Pedra dos Sábios de nosso sistema
solar.

Partindo de que o Hexagrama do Sul seja o hexagrama tradicional composto por dois
triângulos ‘entrelaçados’, este é também o mesmo herxagrama que nós utilizamos quando
invocamos qualquer ou todos os poderes planetários. Isto, em essência, está sugerindo que
quando nós invocamos poderes planetários através do Supremo Ritual do Hexagrama, nós
estamos de fato invocando a energia balanceada daquele planeta, sendo que ele é refletido ou
harmonizado​ ​através​ ​do​ ​Sol​ ​(ou​ ​nosso​ ​‘Sol’​ ​pessoal​ ​–​ ​ou​ ​Mestre​ ​Interno).

Os hexagramas então utilizados no Grande Ritual do Hexagrama* (?) representam


uma tensão dinâmica de energias materiais e espirituais, bem como as presentes matéria e
energia, harmonizadas e dirigidas pela Quintessência. Esta Quintessência é a fonte absoluta de
energia​ ​e​ ​inteligência,​ ​ou​ ​o​ ​Akasha,​ ​quando​ ​simbolizado​ ​nos​ ​Rituais​ ​do​ ​Pentagrama.

O uso da Quintessência neste ponto então fará um pouco mais de sentido se ela puder
ser vista como uma extensão da idéia da energia ‘espiritual’, tomada em grande detalhe, através
de​ ​uma​ ​explanação​ ​dos​ ​planetas.

Ou seja, a Quintessência nos Rituais do Pentagrama é a fonte unificadora de toda


energia Elemental. Nos rituais planetários nós simplesmente tomamos esta idéia e aplicamos em
maior​ ​detalhe,​ ​para​ ​cada​ ​um​ ​dos​ ​planetas​ ​e​ ​seus​ ​centros​ ​psíquicos​ ​relativos,​ ​ideais,​ ​etc.

“Ao​ ​meu​ ​redor​ ​flamejam​ ​os​ ​Pentagramas...”

Se nós considerarmos este último ponto, a Quintessência no centro do Pentagrama


utilizado nos Rituais do Pentagrama – tanto no Grande quanto no Maior –, e a Quintessência no
centro do Hexagrama, então a frase “Ao meu redor flamejam os Pentagramas, e na Coluna brilha
a Estrela de Seis Raios” tem um significado ligeiramente diferente. Eles então, de fato, se
transformam em dois lados de uma mesma moeda. Esta idéia de duas estrelas tornarem -se uma
e criarem algo maior é também declarado por Aleister Crowley em Líber DCCCXII vel
ARARITA. Ponto Onze (?) declara “Também eu uni em uma só a Estrela Flamejante
(Pentagrama) e a Estrela de Seis Raios (Hexagrama) na forja de meu espírito, e vêde! Um nova
estrela...​ ​que​ ​está​ ​acima​ ​de​ ​todas​ ​outras”.12

Meditações​ ​Sugeridas​ ​com​ ​os​ ​Hexagramas

“Aquele que prudentemente extrai a virtude do sol, e sua sombra, obterá um grande
segredo. Novamente, é dito, que sem sol e sua sombra, nenhuma gradação da virtude ou poder é
gerado. E quem quer que seja que se esforce para obter uma gradação ou tintura sem estas
coisas, e por outros meios, enganar-se-á, e se afastará da verdade, para seu próprio dano, perda
e​ ​detrimento.”​ ​–​ ​Bacstrom’s​ ​Alchemical​ ​Anthology

Assim como nós somos direcionados a realizar banimentos individuais, invocações e


meditações nos Elementos, é desejável realizar operações similares em cada uma das quatro
variações do Hexagrama. Meditações em cada como uma unidade individual, focadas entre a
teoria e filosofia de como cada um dos Elementos relacionam-se uns com os outros na criação,
bem como os aspectos do Sol, irão reforçar não somente o uso do Ritual Menor do Hexagrama,
mas​ ​também​ ​quando​ ​realizar​ ​o​ ​Supremo​ ​Ritual​ ​do​ ​Hexagrama.13

O Hexagrama do Fogo – imagine o Hexagrama do Fogo a sua frente (ou no centro do


seu coração). Imagine o fogo como uma parte de você, e que você está recebendo a radiante
energia​ ​do​ ​cosmos​ ​através​ ​deste​ ​símbolo.

O Hexagrama do Ar – o expansivo, inspirador e clarificante poder do cosmos. Através


do​ ​ar​ ​que​ ​respiramos,​ ​o​ ​fogo​ ​do​ ​cósmico​ ​é​ ​acessível​ ​a​ ​nós.

O Hexagrama da Água – as emoções e sentimento do Sol, ou parte solar de nosso eu. O


amor​ ​por​ ​toda​ ​criação​ ​que​ ​o​ ​sol​ ​gera.

O Hexagrama da Terra, ou Quintessência – criação material perfeita, balanço da


energia e matéria em expressão. Amor, Energia e Expansão estão todos unidos e expressos na
Terra através do Poder do Sol. Esta Quintessência, quando em contato com a matéria,
re-balança quaisquer distúrbios e cria uma condição de harmonia dinâmica. É o Fogo, Ar e Água
em​ ​combinada​ ​e​ ​perfeita​ ​expressão.

Operações no Sol então terão um efeito de transmutação nem nosso ser por inteiro:
físico,​ ​emocional,​ ​mental​ ​e​ ​espiritual.

Os efeitos físicos serão uma saúde maior, particularmente no que tange ao coração,
circulação,​ ​sangue​ ​e​ ​respiração.

Os efeitos emocionais serão um grande sentimento de unidade e amor com o cosmos,


bem como sentimentos aumentados de simpatia e tristeza pela condição humana. Uma condição
quase maníaco-depressiva pode desenvolver de grande regozijo acompanhado de ou seguido por
choro.

Os efeitos mentais serão uma grande clareza mental e insights sobre a harmonia de
eventos​ ​e​ ​pessoas.​ ​Intuição​ ​aumentada​ ​e​ ​revelação​ ​interior.

Os efeitos espirituais serão Visão, Conhecimento e Conversação com o seu Sagrado


Anjo​ ​Guardião.​ ​Diálogo​ ​direto​ ​com​ ​seu​ ​Mestre​ ​Interior.14

Omraam Mikhael Aivanhov declara que, para que obtenhamos os benefícios positivos
do​ ​sol,​ ​devemos​ ​meditar​ ​nele​ ​enquanto​ ​ele​ ​ascende​ ​pela​ ​manhã.
“Quando nós contemplamos o sol, desta forma, mesmo que não saibamos, nosso
espírito assume a mesma forma e se transforma em uma esfera luminosa, incandescente. Esta é
a lei da magia imaginativa que está tomando efeito: nós olhamos para o sol e nosso ser por
inteiro começa a assemelhar-se com ele. Pelo simples fato de olharmos para algo, nós criamos
uma associação, uma aliança entre nós e o objeto que estamos olhando; nossas vibrações se
ajustam​ ​ao​ ​seu​ ​campo​ ​vibracional​ ​e,​ ​quase​ ​inconscientemente,​ ​nós​ ​o​ ​imitamos.”15

Aivanhov mais adiante declara que simplesmente pelo fato de nos elevarmos
‘mentalmente para as regiões mais sutis (do sol) e, uma vez lá, manter uma atitude expectante,
receptiva e de espera”, nós podemos absorver os elementos vivificantes do sol para re-balancear
nossas condições Elementais internas.16 Através de tais meditações, imaginando a nós mesmos
na “Cidade do Sol”, circundados por belos seres de luz, amor e sabedoria, nós podemos inclusive
nos comunicarmos diretamente com os seus habitantes e nosso Mestre Interior. Mas isto só
poderá​ ​ocorrer​ ​se​ ​nós​ ​continuamos​ ​em​ ​frente​ ​e​ ​imaginamos​ ​as​ ​coisas​ ​‘da​ ​perspectiva​ ​do​ ​sol’.17

O​ ​Mestre​ ​Interior:​ ​Contatando​ ​Nosso​ ​Sagrado​ ​Anjo​ ​Guardião

“Esta é a verdadeira função do magista cerimonial: construir as formas corretas fora de


seu​ ​próprio​ ​ser​ ​para​ ​sua​ ​própria​ ​força​ ​espiritual​ ​ali​ ​habitar.”​ ​–​ ​Gareth​ ​Knight

O propósito destes rituais é proporcionar-nos uma iniciação interior, uma que


finalmente irá nos levar para além da necessidade de qualquer ritual exterior, qualquer rito,
iniciação, ação ou o que quer que seja. Este estado de guia interior é obtido quando nós
desenvolvemos um relacionamento, um diálogo verdadeiro com nosso Mestre Interior, ou como
é chamado nos círculos modernos de magia, “Conhecimento e Conversação com nosso Sagrado
Anjo​ ​Guardião”.

Possivelmente, este estado ou condição é melhor descrita em relação com alquimia,


pelo​ ​seguinte:

“Quando você for um alquimista, existirão certamente duas coisas que você deve
experimentar. Enquanto medita frente ao seu retorquir, você sentirá seu coração sendo
preenchido com o fardo do mundo, bem como por amor universal; assim, você terá muita
dificuldade em manter seus olhos secos. Se este estado for alcançado, então você alcançou o
estado do Autêntico Alquimista. Então você não precisará de nenhuma fórmula, ritual ou
oração, pois o contato direto resolve qualquer coisa. Neste estado de Amor Universal, esteja
ciente de não privilegiar alguém em particular, exceto se a ajuda requisitada concerne a ele ou
ela. Nestes estados extraordinários, penso no sentido correto de “Deixarás teus pais, tua esposa
e teus filhos, para Me seguir”. Se amor em particular é contaminado com egoísmo, ele irá
impedir​ ​a​ ​abertura​ ​do​ ​Amor​ ​Universal.”
O quanto antes você tiver alcançado este estado, você pode estar certo de que o
Químico de Malkuth receberá diretamente de Tiphareth, pela noite ou pelo dia, todos os
elementos​ ​de​ ​que​ ​ele​ ​necessita,​ ​sejam​ ​do​ ​domínio​ ​do​ ​conhecimento,​ ​ou​ ​do​ ​Conhecimento.

Com​ ​Sendivogius,​ ​nós​ ​dizemos​ ​agora​ ​“queimai​ ​todos​ ​os​ ​livros,​ ​inclusive​ ​os​ ​meus”.18

*​ ​Elemento​ ​Éter​ ​ou​ ​“Espírito”

** O motivo deste aviso se dá pelo fato de que a tríade superna da Árvore da Vida é
demasiadamente sutil para poder ser percebida por inteiro pelo homem encarnado. Desta
forma, a última emanação da Árvore da Vida é Daath – que ao mesmo tempo também é a síntese
das três supernas. Desta forma, Daath recebe o aspecto saturnino que pertence originalmente a
Binah.

Notes

1. Self-Initiation into the Golden Dawn Tradition by Chic Cicero and Sandra Tabatha Cicero.
Llewellyn​ ​Publications,​ ​St.​ ​Paul,​ ​MN.​ ​1995.​ ​P.​ ​689-691.
2. For more information on the various effects and uses of Pathworking see: Magical States of
Consciousness by Melitta Dennings and Osborne Phillips, Llewellyn Publications, St. Paul, MN.,
and​ ​The​ ​Philosophers​ ​of​ ​Nature​ ​(PON)​ ​Qabala​ ​Course​ ​Lessons:​ ​35-57.
3.​ ​Ciceros,​ ​p.605.
4. The Opening by Watchtower Ritual is based on the Supreme Ritual of the Pentagram and the
Vault of the Adepti. It was created by Regardie to assist the aspirant in achieving an inner
initiation into Tiphareth. While its techniques traditionally belong to the Grade of Adeptus
Minor,​ ​it​ ​can​ ​be​ ​performed​ ​during​ ​the​ ​Portal​ ​period.
5.​ ​"R.R.​ ​et​ ​A.C."​ ​stands​ ​for,​ ​Roseae​ ​Rubae​ ​et​ ​Aureae​ ​Crucis.
6.​ ​Adam​ ​Forrest​ ​notes​ ​that​ ​this​ ​is​ ​almost​ ​certainly​ ​the​ ​language​ ​of​ ​MacGregor​ ​Mathers.
7.​ ​The​ ​Philosophers​ ​of​ ​Nature​ ​(PON)​ ​Qabala​ ​Course,​ ​Lesson​ ​34,​ ​p.​ ​2-5.
8.​ ​PON​ ​Qabala​ ​Course,​ ​Lesson​ ​17,​ ​p.​ ​1.

9. It has been pointed out to me by Paul Hume (praxis email list) that in Crowley’s Liber O all of
the hexagrams begin with the Triangle of Fire, including the Hexagram for Water, which
traditionally begins with the Triangle of Water. This final hexagram is the only one to begin with
Water in the Golden Dawn variation of the ritual. Adam Forrest has also noted that all
hexagrams should begin with Fire. The use of the Water Triangle in this instance is an error in
the old Ares Press and Llewellyn editions of the Golden Dawn publications that has been
perpetuated.​ ​All​ ​hexagrams​ ​start​ ​with​ ​the​ ​Fire​ ​Triangle.
10.​ ​PON​ ​Qabala​ ​Course,​ ​Lesson​ ​72,​ ​p.1.
11.​ ​PON​ ​Qabala​ ​Course,​ ​Lesson​ ​53,​ ​p.​ ​3-4.
12. The Magic of Thelema: A Handbook of the Rituals of Aleister Crowley by Lon Milo Duquette.
Samuel​ ​Weiser,​ ​Inc.​ ​York​ ​Beach,​ ​Maine.​ ​1993.
13. John Michael Greer in Circles of Power (p. 147-148) Suggests using the colors red and blue
when visualizing the hexagrams. This is not mentioned in Regardie’s Golden Dawn, but is a
logical extension of the visualization at this point, since here, the Elements are being effected,
and the Hexagram is often imagined as two triangles of Fire and Water (the primal forces of
creation) intertwined. Point up is red, point down is blue, except for the Fire Hexagram (of the
East), where the first triangle is red and second triangle is blue. In Crowley’s Thelemite/A.A Star
Sapphire ritual the colors are reversed, with the fire descending and the water, or prayers,
ascending.​ ​See:​ ​Duquette,​ ​p.​ ​126.
14. At the 6th Annual PON Conference in Colorado Springs, CO. Dubuis stated that it is best to
remain silent for a long period of time after having this relationship develop. Wait until you
receive an inner impulse that it is alright to speak before doing so. We are to listen and learn
from​ ​our​ ​Inner​ ​Self,​ ​not​ ​dictate​ ​to​ ​it!
15.​ ​The​ ​Splendour​ ​of​ ​Tiphareth​ ​by​ ​Omraam​ ​Mikhael​ ​Aivanhov.​ ​P.​ ​33.
16.​ ​Ibid,​ ​p.​ ​29.
17.​ ​Ibid.​ ​p.44
18.​ ​The​ ​Philosophers​ ​of​ ​Nature​ ​(PON)​ ​Mineral​ ​Alchemy​ ​Course,​ ​Lesson​ ​72,​ ​p.4.
Special thanks to Diane Bourne for the information on Thelema and Star Ruby Rituals. Special
thanks to Adam P. Forrest for making valuable suggestions and corrections to this article prior
to​ ​publication.

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