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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CAMPUS DE SOBRAL
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

CAP 4 – Conversores Fonte de


Corrente (CFC)

Disciplina: Eletrônica de Potência II


Professor: Isaac Machado
OBJETIVOS

➔Apresentar a topologia do CFC tiristorizado;


➔Apresentar a topologia do CFC transistorizado;
➔Apresentar topologias trifásicas e os seus modos de
operação.
INTRODUÇÃO: DEFINIÇÕES
P
ICC ICA • Converte uma corrente contínua (ICC) em uma
corrente alternada (ICA) com módulo e
frequência definidas;
Vvar VCC VCA• O valor rms e frequência de ICA dependem da
lógica de chaveamento (modulação);
• Pode operar nos modos inversor ou
P retificador, dependendo da polaridade de VCC;
ICC ICA
• Lado CC: Fonte de Corrente;
• Chaves semicondutoras unidirecionais em
Vvar
corrente e bidirecionais em tensão (Tiristores
VCC VCA
e GTOs);
• IGBTs, MOSFETS e TBJ podem ser utilizados
com um diodo em série;
MODO INVERSOR

MODO RETIFICADOR
INTRODUÇÃO: DEFINIÇÕES
P • A corrente do lado CC (ICC) deve ser mantida
ICC ICA constante e unidirecional;
• Para manter corrente do lado CC (ICC)
controlada normalmente se utiliza uma fonte
Vvar VCC VCA de tensão variável Vvar;
• Vvar ➔ Retificador controlado ou chopper;
• A do lado CA (ICA) é mantida constante
P independente da carga (impedância)
ICC ICA
conectada;
• Se houver variações de carga no lado CA, a
tensão VCA é forçada a variar;
Vvar VCC VCA • Tem comportamento “dual” ao CFT;
• Aplicações: Acionamentos de grandes
motores (indução e síncrono), fornos de
MODO INVERSOR indução, SMES (Superconducting Magnetic
MODO RETIFICADOR Energy Storage), Filtros Ativos, etc...
.
Conversor Fonte de Corrente – Definições
Id* Lógica de α'
Disparo
Id

➔ Um retificador controlado (lado da rede) é utilizado para se obter uma tensão


controlada Vr a fim de manter Id constante (malha de corrente);
➔ A carga é alimentada através de um inversor controlado e estabelece correntes
trifásicas balanceadas, cuja serie de Fourier é dada pela expressão:
Conversor Fonte de Corrente – Definições
Id* Lógica de α'
Disparo
Id

➔ Cada tiristor do inversor conduz por 120º e a todo instante existe um tiristor
superior e outro inferior conduzindo, existindo uma comutação a cada 60º;
➔ Considerando a corrente Id constante, não é possível controlar Ia_rms;
➔ Para se obter o controle da corrente RMS de carga é necessário alterar a
magnitude de Id, alterando-se o ângulo de disparo do retificador;
➔ A frequência é definida pela tensão Va;
➔ Para uma carga puramente RL (sem tensão interna) é possível controlar
frequência com o ângulo de disparo do inversor.
Conversor Fonte de Corrente – Formas de Onda

➔ Cada tiristor conduz por 120º, a todo instante há um tiristor superior e inferior
conduzindo (continuidade de Id), havendo uma comutação a cada 60º;
➔ α = 180º: Vr = Vd (positivos) e uma máxima P é drenada para carga;
➔ α = 180º - Maximo P > 0

➔ α = 0º - Maximo P < 0
Conversor Fonte de Corrente – Modos de Operação
➔ Modo 1: Retificador comutado pela carga 0< α <90º
• Quando o tiristor Q1 é acionado, Q5 (que estava conduzindo) é
bloqueado devido a tensão Vca negativa imposta entre anodo-catodo;
• A componente fundamental de Ia esta atrasada de 45º de Va;
• A potência ativa flui da carga para o link CC (inversor);
• Vd < 0. * Para FCEM iguais (carga e rede)

EXEMPLO: GERADOR SÍNCRONO


SUPEREXCITADO
Conversor Fonte de Corrente – Modos de Operação
➔ Modo 2: Inversor comutado pela carga 90º < α < 180º
• Quando o tiristor Q1 é acionado, Q5 (que estava conduzindo) é
bloqueado devido a tensão Vca negativa imposta entre anodo-catodo;
• A componente fundamental de Ia esta atrasada de 135º de Va;
• A potência ativa flui do link CC para carga (retificador);
• Vd > 0. * Para FCEM iguais (carga e rede)

EXEMPLO: MOTOR SÍNCRONO


SUPEREXCITADO
Conversor Fonte de Corrente – Modos de Operação
➔ Modo 3: Inversor com comutação forçada 180º < α < 270º
• Para α >180º, a vantagem da comutação pela carga é perdida (o bloqueio de
Q1 deve ser forçado para posterior acionamento de Q5, pois Vca é positivo),
logo a utilização de IGBTs ou MOSFETs é necessária (com diodo série);
• A componente fundamental de Ia esta atrasada de 225º de Va;
• A potência ativa flui do link CC para carga (inversor);
• Vd > 0. * Para FCEM iguais (carga e rede)

EXEMPLO: MOTOR DE INDUÇÃO


Conversor Fonte de Corrente – Modos de Operação
➔ Modo 4: Retificador com comutação forçada 270º < α < 360º
• Para α >180º, a vantagem da comutação pela carga é perdida (o bloqueio de
Q1 deve ser forçado para posterior acionamento de Q5, pois Vca é positivo),
logo a utilização de IGBTs ou MOSFETs é necessária (com diodo série);
• A componente fundamental de Ia esta atrasada de 315º de Va;
• A potência ativa flui da carga para o link CC (retificador);
• Vd < 0. * Para FCEM iguais (carga e rede)

EXEMPLO: GERADOR DE INDUÇÃO


Conversor Fonte de Corrente – Modos de Operação
➔ Sumário dos modos de operação:
CFTs com Comutação Forçada
➔ A corrente da carga (IO) vai ser composta por “fatiamentos” da corrente
do barramento CC (IL);
➔ Deve se manter continuidade de corrente no lado CC (IL), portanto
sempre 2 chaves estarão em condução (superior e inferior);
➔ Fonte CC variável deve ser controlada para manter IL constante;
➔ Lado CC: Retificador controlado + reator, Chopper + reator, etc.
CFTs com Comutação Forçada
CFC transistorizado

➔ Continuidade de corrente no inductor: sequência das chaves 12, 23, 34 e 41;


➔ A magnitude da componente fundamental IL1 pode ser controlada com δ;

➔ O CFC transistorizado permite a utilização da modulação SPWM e SHE-PWM!


OBRIGADO!
isaacmachado@gmail.com