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Disciplina: História VII

Professora: Camila Borges


Aluna: Marianna Santos Corrêa
Matrícula: 201010162211 em exercício domiciliar
Questão: A partir da leitura dos textos, discorra sobre as formas de contribuição de
índios e negros no processo de colonização.

Aponte de que forma os autores percebem o papel desempenhado por escravos


negros e índios no processo histórico colonial e imperial.

A participação dos índios e dos negros na formação de uma sociedade agrária


baseada no escravismo é o hibridismo, segundo o primeiro capítulo de Casa Grande e
Senzala de Gilberto Freyre.

Aptos a viver em terras tropicais desde a época das visitas à Índia, os portugueses
assentaram-se no Brasil para trabalhar de forma extrativa. O português se uniu a
mulher índia, incorporada assim à cultura econômica e social do invasor. Os índios e os
negros, posteriormente serviam ao senhor de engenho com arco e flecha e arcabuzes.
A consciência de raça era ofuscada pelo exclusivismo religioso e pelo sistema político
jurídico. O fato do homem português ter uma tendência forte à miscibilidade com a
índia e a negra, depois, foi fator decisivo para multiplicação no país. Haviam lendas
mitos sobre mulheres de cabelos escuros e que vestiam encarnado a seduzir os
navegantes.

“O Brasil formou-se, despreocupados os seus colonizadores da unidade ou


pureza de raça.” p. 91

Para Elisa Garcia, em “Trocas, guerras e alianças na formação da sociedade colonial, o


papel do índio era ser empregado nas mais variadas tarefas para viabilizar os projetos
dos portugueses. Na disputa entre franceses e portugueses, os índios podiam escolher
seus lados. Tomé de Souza criou uma divisão entre índios aliados e não-aliados. Os
aliados ganhavam privilégios e tinham de ajudar a proteger a costa, As condições para
escravizar índios eram mais restritas. Os índios se dividiram sobre o assunto da
colonização. Alguns eram totalmente afeitos e outros afeitos em parte. O primeiro
grupo guerreava contra os lusos. Esse foi um dos motivos para a concentração dos
portugueses nas margens do continente, pois este conflitos impediam a entrada solo
adentro.Os primeiros índios das costas foram acometidos por epidemias, o que levou a
uma política emergencial de descimentos, que era a penetração do sertão em busca de
acordo com os índios para trabalhar. Essas negociações se davam por meio de
presentes. Para poder abalrroar o máximo número de cativos, os colonos rotulavam o
máximo de índios possível como hostis. As trocas econômicas nas 3 primeiras décadas
do século XVI baseavam-se no escambo. Até então, os índios utilizavam ferramentas
de pedra e a entrada do metal, sobretudo do machado foi revolucionária.
No processo da formação da América Portuguesa, ao que indicam estudos, o índio
sofreu perdas, mas também obteve vitórias e inserindo-se num projeto do antigo
regime como se dele fosse.

A participação do negro divide a opinião dos teóricos que pendem entre a coisificação e
a não-coisificação do corpo negro escravo devido aos estudos sobre as microrelações
entre os senhores e escravos e as táticas ativas e passivas desenvolvidas pelos
negros para manipular a escravidão. Diferente dos índios, os negros estavam numa
fase pré-industrial. É difícil avaliar a qualidade de vida do escravo neste sistema de
freios e contrapesos no qual se sabe que haviam ferramentas pesadas para coação ao
trabalho. Se ouve falar nos males da abolição e sobre aqueles que preferiam ser
escravos de ganho à escravo assalariado, mas não se chega ao ponto de afirmar que
algum quisesse abrir mão de sua liberdade.

Haviam negociações sobre as acomodações, pois os senhores preferiam ceder a


remediar conflitos maiores. A Bahia foi um centro de resistência escrava durante o
século XIX. As autoridades calculavam a quantidade de tolerância e repressão às
expressões culturais relacionadas à música e reuniões para tentar evitar rebeliões, mas
é preciso assinalar que isto dependia única e exclusivamente dos momentos e da
pessoa nessa posição de autoridade.

A grande maioria dos escravos não participou da resistência passiva ou ativa. Somente
adaptaram-se para poder sobreviver.