Você está na página 1de 17

RACIOCÍNIO LÓGICO-QUANTITATIVO 2

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA


RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

O inteiro teor desta apostila está sujeito à proteção de direitos autorais.


Copyright © 2017 Loja do Concurseiro. Todos os direitos reservados. O conteúdo
desta apostila não pode ser copiado de forma diferente da referência individual
comercial com todos os direitos autorais ou outras notas de propriedade retidas, e
depois, não pode ser reproduzido ou de outra forma distribuído. Exceto quando
expressamente autorizado, você não deve de outra forma copiar, mostrar, baixar,
distribuir, modificar, reproduzir, republicar ou retransmitir qualquer informação,
texto e/ou documentos contidos nesta apostila ou qualquer parte desta em
qualquer meio eletrônico ou em disco rígido, ou criar qualquer trabalho derivado
com base nessas imagens, texto ou documentos, sem o consentimento expresso
por escrito da Loja do Concurseiro.

Nenhum conteúdo aqui mencionado deve ser interpretado como a concessão


de licença ou direito de qualquer patente, direito autoral ou marca comercial da
Loja do Concurseiro.

2
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

PROPOSIÇÃO SIMPLES (ATÔMICA)


RACIOCÍNIO LÓGICO É aquela que não tem nenhuma outra
proposição como parte integrante, ou seja, é uma
QUANTITATIVO 2 proposição única, isolada.
Ex: A: Cinthia é irmã de Paulo.

PROPOSIÇÃO COMPOSTA (MOLECULAR)


É aquela formada pela combinação de duas
ou mais proposições, ligadas entre si por conectivos.
Ex: A e B: “Cinthia é irmã de Paulo e de Júlio”.
É uma proposição composta, pois é possível retirar-se
LÓGICA SENTENCIAL delas duas outras proposições:
A: Cinthia é irmã de Paulo.
B: Cinthia é irmã de Júlio.

PROPOSIÇÃO DIAGRAMAS LÓGICOS


Um diagrama lógico é um esquema que busca
Denomina-se proposição a toda sentença, representar as relações existentes entre as diversas
expressa em palavras ou símbolos, que representam partes que compõe uma proposição.
um pensamento completo, ou seja, uma proposição é Denomina-se universo de discurso ao
uma declaração (afirmativa ou negativa). conjunto de tudo o que se admite como possível num
Uma proposição pode ser verdadeira ou falsa. dado contexto. Desse modo, qualquer proposição
Quando ela é verdadeira, atribuímos-lhe o valor lógico possível será um subconjunto do universo de
V; quando é falsa, o valor lógico F. discurso.
Somente às sentenças declarativas pode-se O universo de discurso será sempre indicado
atribuir valores de verdadeiro ou falso, o que ocorre pela região interna de um retângulo.
quando a sentença é, respectivamente, confirmada Cada proposição é indicada por uma região
ou negada. De fato, não se pode atribuir um valor de delimitada dentro do universo de discurso.
verdadeiro ou falso às demais formas de sentenças
Uma proposição é verdadeira em qualquer
como as interrogativas, as exclamativas e outras,
ponto dentro de sua região, sendo falsa em todos os
embora elas também expressem pensamentos
demais pontos do universo de discurso.
completos.
Ex: A: Antônio é alto.

A
V
F

Região 1: A proposição A é verdadeira


Região 2: A proposição A é falsa
OBS: Uma proposição não poderá ser ao mesmo
tempo verdadeira e falsa. Toda proposição ou é
verdadeira ou é falsa, não existe um terceiro caso.

OBS: Representa-se uma proposição, por uma letra


do alfabeto.

Região 1: As proposições A e B são verdadeiras


Região 2: A proposição A é verdadeira e B é falsa
Região 3: A proposição A é falsa e B é verdadeira
Região 4: As proposições A e B são falsas.

3
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

TABELA VERDADE Uma proposição A e sua negação “não A”


terão sempre valores lógicos opostos.
É um dispositivo prático na qual figuram todos
os possíveis valores lógicos da proposição composta
correspondentes das proposições simples.
A ~A
V F
A B F V

1 V V Ex: A: O número 10 é par. (V)


2 V F ~A: O número 10 não é par. (F)
3 F V
4 F F

CONJUNÇÃO: A e B (A ^ B)
OBS: O número de linhas de uma tabela-verdade é Denominamos conjunção à proposição
dado por: L = 2n, onde n é o número de composta formada por duas proposições quaisquer
proposições simples. que estejam ligadas pelo conectivo “e”.
Uma conjunção é verdadeira somente
quando as duas proposições que a compõem são
OPERAÇÕES LÓGICAS
verdadeiras, e é falsa quando pelo menos uma de
suas proposições componentes é falsa.
CONECTIVOS LÓGICOS
A B A^B
São palavras usadas para ligar proposições V V V
simples, formando assim as proposições compostas, V F F
tais como “não”, “e”, “ou”, “ou...ou...”, “se...então” e F V F
“se e somente se”. F F F

Nome Conectivo Símbolo


Negação não ~
DISJUNÇÃO INCLUSIVA: A ou B (A v B)
Conjunção e ^
Denominamos disjunção inclusiva, à
Disjunção Inclusiva ou v
proposição composta formada por duas proposições
Disjunção Exclusiva ou...ou... v quaisquer que estejam ligadas pelo conectivo “ou”.
Condicional se...então  Uma disjunção inclusiva é falsa somente
quando as duas proposições que a compõem são
Bicondicional se e somente se  falsas, e é verdadeira quando pelo menos uma de
suas proposições componentes é verdadeira.
NEGAÇÃO: Não A (~A ou A)
A B AvB
Dada uma proposição qualquer A, V V V
denominamos negação de A, a proposição composta V F V
F V V
que se obtém a partir da proposição A acrescida do
F F F
conectivo lógico “não” ou de outro equivalente.
Podem-se empregar, também, como
equivalentes de “não A” as seguintes expressões:
Não é verdade que A.
É falso que A.

4
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

DISJUNÇÃO EXCLUSIVA: ou A ou B (A v B) Ex: A: Faz sol.


Denominamos disjunção exclusiva à B: eu irei à praia.
proposição composta formada por duas proposições
A B: Se fizer sol, então eu irei à praia.
quaisquer onde cada uma delas esteja precedida pelo
conectivo “ou”. Podem ocorrer as seguintes situações:
Uma disjunção exclusiva é verdadeira quando a) Faz sol e eu vou à praia. (eu disse a verdade)
as proposições que a compõem têm valores lógicos b) Faz sol e eu não vou à praia. (eu menti)
contrários (uma verdadeira e a outra falsa), e é falsa c) Não faz sol e eu vou à praia. (eu não menti, pois
quando as proposições têm o mesmo valor lógico eu não disse que iria à praia se não fizesse sol.
(ambas verdadeiras ou ambas falsas). Como na lógica só existem dois resultados, se não
A B AvB é mentira, logo é verdade.)
V V F d) Não faz sol e eu não vou à praia. (eu disse a
V F V verdade)
F V V
F F F

OBS: Não é necessário que as duas proposições


tenham alguma forma de relacionamento ou que
CONDICIONAL: Se A então B (A B) guardem entre si alguma relação de causa e efeito,
observe:
Denominamos condicional à proposição
composta formada por duas proposições quaisquer “Se um triângulo tem três lados então o número
que estejam ligadas pelo conectivo “Se...então” . sete é primo”.
Na proposição condicional “Se A então B” a “Se um quadrado tem sete lados então se fala o
proposição A, que é anunciada pelo uso da conjunção português no Brasil”.
“se”, é denominada condição ou antecedente Essas duas proposições são verdadeiras!
enquanto a proposição B, apontada pelo advérbio
“então” é denominada conclusão ou conseqüente.
As seguintes expressões podem se empregar BICONDICIONAL: A se e somente se B (A  B)
como equivalentes de “Se A então B”: Denominamos bicondicional à proposição
Se A, B. composta formada por duas proposições quaisquer
B, se A. que estejam ligadas pelo conectivo “se e somente
se”.
Todo A é B.
Como o próprio nome e símbolo sugerem,
A implica B.
uma proposição bicondicional “A se e somente se B”
A somente se B. equivale à proposição composta “se A então B e se B
A é suficiente para B.(mas não é necessário) então A”. Pode-se empregar também como
B é necessário para A.(mas não é suficiente) equivalentes as seguintes expressões:
A se e só se B.
Todo A é B e todo B é A.
Uma condicional “Se A então B” é falsa
somente quando a condição A é verdadeira e a Todo A é B e reciprocamente.
conclusão B é falsa, sendo verdadeira em todos os Se A então B e reciprocamente.
outros casos. A somente se B e B somente se A.
A B AB A é suficiente para B e B é suficiente para A.
V V V B é necessário para A e A é necessário para B.
V F F
F V V
Uma proposição bicondicional é verdadeira
F F V
quando as proposições que a compõem têm o
mesmo valor lógico (ambas verdadeiras ou ambas
falsas), sendo falsa quando as proposições têm

5
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

valores lógicos contrários (uma verdadeira e a outra TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA


falsa).

A B AB TAUTOLOGIA  Uma proposição composta


V V V formada por duas ou mais proposições A, B, C... é
V F F uma tautologia se ela for sempre verdadeira,
F V F independentemente dos valores lógicos da
F F V proposições A, B, C...que a compõem.

Ex: A: Eu vou à praia.


B: Faz sol. CONTRADIÇÃO  Uma proposição composta
formada por duas ou mais proposições A, B, C... é
A  B: Eu vou à praia se e somente se faz sol. uma contradição se ela for sempre falsa,
a) Eu vou à praia se faz sol. (eu disse a verdade) independentemente dos valores lógicos da
b) Eu vou à praia se não faz sol. (eu menti) proposições A, B, C...que a compõem.
c) Eu não vou à praia se faz sol. (eu menti)
d) Eu não vou à praia se não faz sol. (eu disse a
verdade) CONTINGÊNCIA  Uma proposição composta
formada por duas ou mais proposições é uma
contingência sempre não for uma tautologia nem
uma contradição.
RESUMO DAS OPERAÇÕES ATRAVÉS DAS REGRAS

ESTRUTURA É VERDADEIRA É FALSA


LÓGICA QUANDO: QUANDO:
EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS
Todas são Pelo menos uma
A^B
verdadeiras for falsa
Dizemos que duas proposições são
Pelo menos uma
AvB Todas são falsas logicamente equivalentes ou, simplesmente, que são
for verdadeira
equivalentes quando são compostas pelas mesmas
Mais de uma proposições simples e os resultados de suas tabelas-
Apenas uma for
AvB proposição é V ou verdade são idênticos.
verdadeira
todas são F
Uma conseqüência prática da equivalência
1ª é falsa ou 2ª é A 1ª é verdadeira lógica é que ao trocar uma dada proposição por
AB
verdadeira e a 2ª é falsa qualquer outra que lhe seja equivalente, estamos
apenas mudando a maneira de dizê-la.
Todas tem Todas tiverem
AB valores lógicos valores lógicos A equivalência lógica entre duas proposições,
iguais diferentes A e B, pode ser representada simbolicamente como:
AB

RESUMO DAS OPERAÇÕES EM TABELA VERDADE

A B A^B AvB AvB AB AB


V V V V F V V
V F F V V F F
F V F V V V F
F F F F F V V

6
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

Da definição de equivalência lógica, pode-se Observe que: ~(A^B)  ~A v ~B. Ou seja:


demonstrar as seguintes equivalências:
Para negar uma conjunção:
1º. Nega-se a 1ª proposição,
2º. Troca-se o sinal ^ por v,
Leis comutativas: Leis associativas:
3º. Nega-se a 2ª proposição.
1. A ^ B  B ^ A 5. (A ^ B) ^ C  A ^ (B ^ C)
2. A v B  B v A 6. (A v B) v C  A v (B v C) NEGAÇÃO DA DISJUNÇÃO INCLUSIVA
3. A v B  B v A Leis distributivas: A B AvB ~(A v B) ~A ~B ~A ^ ~B
4. A  B  B  A 7. A^(B v C)  (A^B) v (A^C) V V V F F F F
8. A v (B^C)  (A v B)^(A v C) V F V F F V F
Lei da Dupla Negação: 9. ~(~A)  A (importante) F V V F V F F
F F F V V V V
Equivalências da Condicional:
10. A  B  ~A v B (* muito importante!) Observe que: ~(A v B)  ~A ^ ~B. Ou seja:
11. A  B  ~B  ~A (* muito importante!) Para negar uma disjunção inclusiva:
Equivalências da Bicondicional: 1º. Nega-se a 1ª proposição,
12. A  B  (A  B) ^ (B  A) 2º. Troca-se o sinal v por ^,
13. A  B  (A ^ B) v (~B ^ ~A) 3º. Nega-se a 2ª proposição.
14. A  B  ~( A v B)

NEGAÇÃO DA CONDICIONAL
NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS A B A ~(A  B) ~B A ^ ~B
B

Como vimos anteriormente, a negação de uma V V V F F F


proposição deve ter sempre valor lógico oposto ao da V F F V V V
proposição dada. Desse modo, sempre que uma
proposição A for verdadeira, a sua negação não A F V V F F F
deve ser falsa e sempre que A for falsa, não A deve F F V F V F
ser verdadeira.
Vejamos a seguir cada tabela-verdade
detalhadamente: Observe que: ~(A  B)  A ^ ~B. Ou seja:
Para negar uma condicional:

NEGAÇÃO DA CONJUNÇÃO 1º. Confirma-se a 1ª proposição,

A B A^B ~(A ^ B) ~A ~B ~A v ~B 2º. Troca-se o sinal  por ^,

V V V F F F F 3º. Nega-se a 2ª proposição.

V F F V F V V
F V F V V F V
F F F V V V V

7
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

NEGAÇÃO DA DISJUNÇÃO EXCLUSIVA EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


A B AvB ~(A v B) AB
V V F V V
01. Considere as afirmações abaixo:
V F V F F
I. O número de linhas de uma tabela-verdade é
F V V F F sempre um número par.
F F F V V
II. A proposição “(10 < √10)  (8 – 3 = 6)” é falsa.
Observe que: ~(A v B)  A  B. Ou seja: III. Se p e q são proposições simples. Então a
A negação de uma disjunção exclusiva equivale à proposição composta “(pq) v ~q” é uma tautologia.
afirmação de uma bicondicional: É verdade o que se afirma APENAS em:
Basta trocar o sinal v por . a) I b) II c) III d) I e II e) I e III

NEGAÇÃO DA BICONDICIONAL Resolução:


A B A ~(A  B) AvB I. O número de linhas de uma tabela-verdade é dado
B por:
V V V F F L = 2n, onde n é o número de proposições. Então o
V F F V V número de linhas será sempre múltiplo de dois e,
portanto sempre par. (Verdadeira)
F V F V V
II. (10 < √10) = F  (8 – 3 = 6) = F. F  F = V (Falsa).
F F V F F
III. montando a tabela-verdade temos:
Observe que: ~(A  B)  A v B. Ou seja:
p q (pq) ~q (pq) v ~q É uma
A negação de uma bicondicional equivale à tautologia.
afirmação de uma disjunção exclusiva: V V V F V
(Verdadeira)
Basta trocar o sinal  por v. V F F V V
F V V F V
F F V V V
É verdade o que se afirma apenas em I e III. (E)

02. Dentre as alternativas abaixo, assinale a correta.


a) As proposições ~(p ^ q) e (~p v ~q) não são
logicamente equivalentes.
b) A negação da proposição “Ele faz caminhada se, e
somente se, o tempo está bom” é “Ele não faz
caminhada se, e somente se, o tempo não está
bom”.
c) A proposição ~[p v ~(p ^ q)] é logicamente falsa.
d) A proposição “Se está quente, ele usa camiseta”, é
logicamente equivalente à proposição “Não está
quente e ele usa camiseta”.
e) A proposição “Se a Terra é quadrada, então a Lua é
triangular” é falsa.

8
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

Resolução: Análise das Alternativas: 04. Duas grandezas x e y são tais que: se x = 3, então
y = 7. Conclui-se que:
a) INCORRETA, pois ~(p ^ q) e (~p v ~q) são
logicamente equivalentes. A negação (~) de (p ^ q)  a) se x  3, então y  7.
~p v ~q.
b) se y = 7, então x = 3.
b) INCORRETA, pois a negação de “Ele faz caminhada
c) se y  7, então x  3.
se, e somente se, o tempo está bom” é “ou ele faz
caminhada, ou o tempo está bom”. d) se x = 5, então y = 5
d) INCORRETA, pois a proposição “Se está quente, ele e) nenhuma das conclusões é válida
usa camiseta”, é logicamente equivalente à
proposição “Não está quente ou ele usa camiseta”.
Resolução: Uma proposição condicional do tipo AB
e) INCORRETA, pois a proposição “Se a Terra é
equivale logicamente a uma proposição condicional
quadrada, então a Lua é triangular” é verdadeira. (A
do tipo (~B  ~A), ou seja, “se y  7 , então x  3”.(C)
proposição A: A terra é quadrada é falsa, a proposição
B: A lua é triangular é falsa, e na condicional, falso
com falso é verdadeiro). 05. Assinale a alternativa correta: Se p é uma
proposição verdadeira, então:
c) CORRETA: a) p ^ q é verdadeira, qualquer que seja q.
Vamos construir a tabela verdade de ~[p v ~(p ^ q)] b) p v q é verdadeira, qualquer que seja q.
p q p^q ~(p ^ q) p v ~(p ^ q) ~[p v ~(p ^ q)] c) p ^ q é verdadeira, só se q for falsa.
V V V F V F d) p  q é falsa, qualquer que seja q.
V F F V V F e) p  q é falsa, qualquer que seja q.
F V F V V F
F F F V V F Resolução: O ou só é falso se as duas proposições
componentes forem falsas. Sabendo que p é
A proposição ~[p v ~(p ^ q)] é logicamente falsa.(C) verdadeira, basta para concluirmos que p v q é
verdadeira. (B)

03. Assinale a assertiva incorreta. 06. José quer ir ao cinema assistir ao filme “Fogo
contra Fogo”, mas não em certeza se o mesmo está
a) A negação de “2 é par e 3 é ímpar” é “ 2 não é par
sendo exibido. Seus amigos, Maria, Luís e Júlio têm
ou 3 não é ímpar”.
opiniões discordantes sobre se o filme está ou não em
b) A negação de “5 é primo ou 7 é par” é “5 não é cartaz. Se Maria estiver certa, então Júlio está
primo e 7 não é par”. enganado. Se Júlio estiver enganado, então Luís está
enganado. Se Luís estiver enganado, então o filme
c) A negação de 2  5 é 2  5.
não está sendo exibido. Ora ou o filme “Fogo contra
d) A negação de “10 é par se e somente se 10 é Fogo” está sendo exibido, ou José não irá ao cinema.
divisível por 2” é “ou 10 é par ou 10 é divisível por Verificou-se que Maria está certa. Logo:
2”.
a) O filme “Fogo contra Fogo” está sendo exibido.
e) A negação de “Se 20 é par, então 13 é ímpar” é
b) Luís e Júlio não estão enganados.
“20 é par e 13 não é ímpar.
c) Júlio está enganado, mas não Luís.
Resposta: A letra C está incorreta.
d) Luís está enganado, mas não Júlio.
A negação de 2 maior ou igual 5 é 2 não é maior e
não é igual a 5. (2<5) e) José não irá ao cinema.

9
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

Resolução: LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO


A: Maria está certa. A  ~B
B: Júlio está certo. ~B  ~C
C: Luís está certo. ~C  ~D PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
Na lógica clássica, o estudo da dedução era
D: O filme está sendo exibido. ou D ou ~E desenvolvido usando-se apenas quatro tipos especiais
E: José irá ao cinema. de proposições denominadas proposições
categóricas.
As proposições categóricas podem ser
Conclusão: Se Maria está certa (então a proposição A universais ou particulares, cada uma destas
ocorre e pela cadeia de implicações, todas subdividindo-se em afirmativa ou negativa. Temos,
ocorrem, A  ~B  ~C  ~D). Ora se ~D ocorre (O portanto, quatro proposições categóricas possíveis.
filme não está sendo exibido), então D não ocorre e As quatro proposições categóricas possíveis,
portanto ~E ocorre (João não irá ao cinema). em suas formas típicas, são dadas no quadro
Alternativa (E). seguinte:

Afirmativas Negativas
07. Considere a proposição composta “A prova estava Universais Todo A é B Nenhum A é B
difícil e menos do que 20% dos candidatos foram Particulares Algum A é B Algum A não é B
aprovados no concurso”. Sua negação é:
a) A prova estava difícil ou menos do que 20% dos
candidatos foram aprovados no concurso. DIAGRAMAS DAS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS

b) A prova estava difícil e mais do que 80% dos Geralmente os problemas com proposições
candidatos foram reprovados no concurso. categóricas do tipo “todo”, ”algum” (ou pelo menos
c) A prova não estava difícil ou menos do que 20% dos um), “nenhum”, são resolvidos mais facilmente com
candidatos foram reprovados no concurso. base na Teoria dos Conjuntos e utilizando-se os
Diagramas de Venn.
d) A prova não estava difícil ou mais do que 80% dos
candidatos foram reprovados no concurso.
e) A prova não estava difícil ou 20% dos candidatos Vejamos a análise de cada proposição
foram reprovados no concurso. categórica:

Resolução: A negação de uma conjunção é a negação TODO A É B


da primeira ou negação da segunda. Então temos: Uma proposição do tipo “Todo A é B”,
A prova não estava difícil ou menos do que 20% dos significa que, se um elemento pertence ao conjunto
A, então pertence (necessariamente) ao conjunto B.
candidatos foram reprovados no concurso. (C)
Ora, se todos os elementos que pertencem ao
conjunto A também pertencem ao conjunto B,
representando através do Diagrama de Venn, isto
corresponde à inclusão do conjunto A no conjunto B.

10
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

ALGUM A É B (ou Pelo menos um A é B) NEGAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS


Uma proposição do tipo “Algum A é B”, É muito comum encontrarmos em provas de
significa que, existe pelo menos um elemento comum concursos coisas como “Dizer que não é verdade que
aos conjuntos A e B. Representando através do todos os atores são charmosos é logicamente
Diagrama de Venn, corresponderá à interseção do equivalente a...”
conjunto A com o conjunto B. (parte sombreada do Bem, dizer que não é verdade, é a mesma
diagrama). coisa que “negar”. Assim negar que todos os atores
são charmosos, implica afirmar alguma coisa que
prove que isso não é verdade.
Vamos estudar caso a caso, ou seja, a negação
para todo, algum e nenhum:

Negação de “Todo A é B”
Se alguém lhe afirmasse que “todos os atores
são charmosos” e você quisesse negar essa afirmação,
bastaria você dizer “olha aqui, isso não é verdade,
porque eu conheço um ator que não é charmoso”.
NENHUM A É B Desta forma, quando alguma afirmação é feita sobre
Uma proposição do tipo “Nenhum A é B”, “todo A é B”, sua negação implica simplesmente
significa que, não existe nenhum elemento comum encontrar “pelo menos um A que não seja B”; em
aos conjuntos A e B, isto é, se um elemento pertence outras palavras, negar que “Todo A é B” é a mesma
ao conjunto A, então não pertence ao conjunto B e coisa que falar “Pelo menos um A não é B” ou ainda,
vice-versa. Representando através do Diagrama de “Algum A não é B”.
Venn, o conjunto A e o conjunto B, serão dois Note-se, aqui, que nossa tendência natural é
conjuntos disjuntos. negar “Todo ator é charmoso”, dizendo “Nenhum
ator é charmoso”. Mas esta não é a negação correta,
pois, para que a primeira posição seja falsa, não é
necessário que nenhum ator seja charmoso, mas que
somente algum não seja charmoso.

Negação de “Nenhum A é B”
Da mesma forma, se alguém afirma que
“Nenhum Ator é charmoso” e queremos negar essa
sentença, precisamos apenas mostrar que
conhecemos pelo menos um ator charmoso, ou seja,
bastaria afirmarmos que “algum ator é charmoso”.
ALGUM A NÃO É B (ou Pelo menos um A é não é B) Esta negação traz o mesmo tipo de
Uma proposição do tipo “Algum A não é B”, provocação que a anterior: temos o ímpeto de negar
significa que, existe pelo menos um elemento que “nenhum ator é charmoso”, dizendo “todo ator é
pertence ao conjunto A e não pertence ao conjunto B. charmoso”. Isso também não está logicamente
Representando através do Diagrama de Venn, correto, porque para que “nenhum ator é charmoso”
corresponde à diferença entre os conjuntos A e B. não seja verdade, não é necessário que todos o
(A – B). sejam, mas basta apenas que “pelo menos um ator
seja charmoso”. Portanto, negar que “Nenhum A é
B”, é a mesma coisa que falar “Pelo menos um A é B”
ou ainda, “Algum A é B”.

Negação de “Algum A é B” e “Algum A não é B”


Nesta última situação, imagine que você
escute a sentença “Algum ator é charmoso”. O que
seria necessário para negá-la? Aqui, você precisaria
afirmar que “nenhum ator é charmoso”, já que a

11
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

primeira sentença simplesmente afirmou que “algum ARGUMENTO VÁLIDO


é”. Dizemos que um argumento é válido ou ainda
De forma análoga, se a primeira proposição que ele é legítimo ou bem construído quando a sua
fosse “Algum ator não é charmoso”, você negaria com conclusão é uma conseqüência obrigatória do seu
“Todo ator é charmoso. conjunto de premissas. Posto de outra forma: quando
Concluindo, negar que “Algum A é B” é a um argumento é válido, a verdade das premissas deve
mesma coisa que afirmar que “Nenhum A é B” e garantir a verdade da conclusão do argumento. Isto
negar que “Algum A não é B”, é a mesma coisa que significa que jamais poderemos chegar a uma
afirmar que “Todo A é B”. conclusão falsa quando as premissas forem
verdadeiras e o argumento for válido.
É importante observar que ao discutir a
Veja a tabela resumo a seguir: validade de um argumento é irrelevante o valor de
verdade de cada uma de suas premissas. Em Lógica, o
PROPOSIÇÃO NEGAÇÃO estudo dos argumentos não leva em conta a verdade
Todo A é B: Algum A não é B: ou falsidade das proposições que compõem os
“Todo ator é “Algum Ator não é argumentos, mas tão-somente a validade destes.
charmoso” charmoso”
Nenhum A é B: Algum A é B: Ex 3 : P1: Todos os pardais adoram jogar xadrez.
“Nenhum ator é “Algum ator é P2: Nenhum enxadrista gosta de óperas.
charmoso” charmoso” C: Portanto, nenhum pardal gosta de óperas.

O argumento acima está perfeitamente bem


EQUIVALÊNCIAS IMPORTANTES construído (Veja o diagrama abaixo), sendo, portanto,
NEM Todo A é B  Algum A não é B um argumento válido, muito embora a validade das
Nenhum A é B  Todo A não é B premissas seja questionável.
NEM Todo A não é B  Algum A é B

ARGUMENTO
O = Conjunto dos que gostam de óperas.
Denomina-se argumento a relação que X = Conjunto dos que gostam de jogar xadrez.
associa um conjunto de proposições P1, P2,..., Pn, P = Conjunto dos pardais.
chamadas premissas do argumento, a uma
proposição C a qual chamamos de conclusão do Pelo diagrama, pode-se perceber que nenhum
argumento. elemento do conjunto P(pardais) pode pertencer ao
No lugar dos termos premissa e conclusão conjunto O (os que gostam de óperas).
podem ser usadas as correspondentes: hipótese e
tese, respectivamente.
Os argumentos que têm somente duas ARGUMENTO INVÁLIDO
premissas são denominados silogismos. Dizemos que um argumento é inválido,
Assim, são exemplos de silogismos os também denominado sofisma, ilegítimo, mal
seguintes argumentos: construído ou falacioso, quando a verdade das
Ex 1 : P1: Todos os artistas são apaixonados. premissas não é suficiente para garantir a verdade da
P2: Todos os apaixonados gostam de flores. conclusão.
C: Todos os artistas gostam de flores.
Ex 4 : P1: Todos os alunos do curso passaram.
Ex 2 : P1: Todos os apaixonados gostam de flores. P2: Maria não é aluna do curso.
P2: Míriam gosta de flores. C: Portanto, Maria não passou.
C: Míriam é uma apaixonada.
É um argumento inválido, falacioso, mal
construído, pois as premissas não garantem (não
obrigam) a verdade da conclusão (veja o diagrama

12
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

abaixo). Maria pode ter passado mesmo não sendo 02. Todo A é B e todo C não é B, portanto:
aluna do curso, pois a primeira premissa não afirmou a) algum A é C;
que somente os alunos do curso haviam passado. b) nenhum A é C;
c) nenhum A é B;
aqui, Maria não é do curso, d) algum B é C;
mas passou. e) nenhum B é A.

aqui, Maria não passou. Resolução: De acordo com o enunciado, o conjunto A


está totalmente dentro de B, pois “Todo A é B”. O
conjunto C está completamente
P = Conjunto das pessoas que passaram. B
fora de B,pois “todo C não é B” A C
C = Conjunto dos alunos do curso. ou “nenhum C é B”. Sendo
M = Maria. assim, os conjuntos A e C não
podem ter qualquer elemento em comum, ou seja:
Nenhum A é C. (B)
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

01. Considerando “toda prova de Lógica é difícil” uma 03. (TRT/98) Sabe-se que existe pelo menos um A que
proposição verdadeira, é correto inferir que: é B. Sabe-se, também, que todo B é C. Segue-se,
a) “nenhuma prova de Lógica é difícil” é uma portanto, necessariamente que:
proposição necessariamente verdadeira. a) todo C é B;
b) “alguma prova de Lógica é difícil” é uma b) todo C é A;
proposição necessariamente verdadeira. c) algum A é C;
c) “alguma prova de Lógica é difícil” é uma d) nada que não seja C é A;
proposição verdadeira ou falsa. e) algum A não é C.
d) “alguma prova de Lógica não é difícil” é uma
proposição necessariamente verdadeira. Resolução:
e) “alguma prova de Lógica não é difícil” é uma De acordo com o enunciado, o conjunto B está
proposição verdadeira ou falsa. totalmente dentro de C, pois “Todo B é C”. O
conjunto A se intercede com B,
Resolução: pois “existe pelo menos um A C A
que é B”. Se o conjunto A se B

intercede com B e B está


contido em C, necessariamente
o conjunto A se intercede também com C e portanto,
“algum A é C”. (C)
OBS: Note que nesse caso não podemos inferir que
(1) Se “toda prova de Lógica é difícil” é verdadeira, “algum A não é C”, pois o enunciado não diz que
podemos garantir que não existe prova de Lógica que nesta região existem elementos. Procure analisar
não seja difícil, portanto: “nenhuma prova de Lógica apenas o que está no enunciado.
é difícil” é necessariamente falsa.
(2) Pela negação de proposições categóricas temos:
Se “toda prova de Lógica é difícil” é verdadeira, então,
“alguma prova de Lógica não é difícil” é 04. (TRT 2004) Sabe-se que existem pessoas
necessariamente falsa. E se “nenhuma prova de desonestas e que existem corruptos. Admitindo-se
Lógica é difícil” é falsa, então, “alguma prova de verdadeira a frase “Todos os corruptos são
Lógica é difícil” é necessariamente verdadeira (B). desonestos”, é correto concluir que:
a) quem não é corrupto é honesto.
b) existem corruptos honestos.
c) alguns honestos podem ser corruptos.
d) existem mais corruptos do que desonestos.
e) existem desonestos que são corruptos.

13
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

Resolução: 06. Se não é verdade que todas as pessoas que


Assumindo que “todos os corruptos são desonestos” consomem sal terão hipertensão, então:
podemos dizer que o conjunto dos a) as pessoas que consomem sal não terão
corruptos (conjunto C) encontra-se D hipertensão.
completamente dentro do conjunto C b) as pessoas que não consomem sal terão
dos desonestos (conjunto D). hipertensão.
Qualquer um que esteja dentro do c) há pessoas que consomem sal e terão hipertensão.
conjunto C necessariamente estará dentro do d) há pelo menos uma pessoa que consome sal e não
conjunto D, pois C está dentro de D. Portanto, é terá hipertensão.
correto dizer que: existem desonestos que são e) as pessoas que não consomem sal não terão
corruptos. (E) hipertensão.

Resolução:
05. No Campeonato Paraense de Futebol, todo A negação de Todo A é B é Algum A não é B.
“bicolor” é torcedor. Todo “secador”, senão for Se não é verdade que todas as pessoas que
“azulino”, ou é “bicolor” ou é “pantera”. Ora, não há consomem sal terão hipertensão, então, existe pelo
“azulino” e não há “pantera” que não seja torcedor. menos uma pessoa que consome sal e não terá
Portanto, é correto concluir que: hipertensão. (D)
a) todo torcedor é secador;
b) todo torcedor é azulino ou pantera; 07. Considere que S seja a sentença “Todo político é
c) todo secador é torcedor; filiado a algum partido”. A sentença que equivale à
d) algum azulino é pantera; negação da sentença S acima é:
e) algum bicolor é azulino. a) nenhum político é filiado a algum partido.
b) nenhum político não é filiado a algum partido.
Resolução: c) pelo menos um político é filiado a algum partido.
Sejam: B = o conjunto dos bicolores. d) pelo menos um político não é filiado a algum
T = o conjunto dos torcedores. partido.
S = o conjunto dos secadores.
A = o conjunto dos azulinos. Resolução: Negar a afirmação do enunciado “todo
P = o conjunto dos panteras. político é filiado a algum partido”, significa dizer que
De acordo com o enunciado, o conjunto B está algum político, ou pelo menos um, não é filiado a
totalmente dentro de T, pois “Todo bicolor é algum partido. (D)
torcedor”. O enunciado diz também que “não há
azulino e não há pantera que não seja torcedor, em 08. Das premissas: Nenhum A é B. Alguns C são B,
outras palavras, “todo azulino e todo pantera são segue, necessariamente, que:
torcedores”, e os conjuntos A e P também estão a) nenhum A é C.
totalmente dentro de T. E por último o enunciado diz b) alguns A são C.
que “todo secador, senão for azulino, ou é bicolor ou c) alguns C são A.
é pantera”, ou seja, o conjunto S pode estar d) alguns C não são A.
totalmente dentro de qualquer um dos três e) nenhum C é A.
conjuntos A, B ou P. Se A, B e P estão dentro de T e S
está dentro de um dos três (A, B, ou P), conclui-se que Resolução:
S está dentro de T e portanto, “todo secador é De acordo com o enunciado, o conjunto A está
torcedor”. (C) completamente fora de B, pois “Nenhum A é B”. O
conjunto C se intercede com o conjunto B, pois
T “Alguns C são B”. Porém não podemos afirmar
B A P exatamente a posição do conjunto C em relação a A.
S S S
Existem duas situações: ou eles são disjuntos, ou eles
se intercedem. Em todas duas situações podemos
afirmar com certeza que “alguns C não são A”. (D)
A C B C

14
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

09. A negação de “nenhum aluno foi aprovado no 2°. Um deles é novo, o outro é usado e um está com
concurso” é: defeito.
a) todos os alunos foram aprovados no concurso;
CANETA PINCEL LAPISEIRA
b) algum aluno não foi aprovado no concurso;
c) nem todo aluno foi aprovado no concurso; VERM – AZUL - VERM – AZUL - VERM – AZUL -
d) todos os alunos foram reprovados no concurso; PRE PRE PRE
e) ao menos um aluno foi aprovado no concurso.
NOV – USAD - NOV – USAD - NOV – USAD -
DEF DEF DEF
Resolução:
Para negarmos “nenhum aluno foi aprovado no
concurso”, precisamos provar que “pelo menos um 3°. Nem o objeto novo é azul, nem a caneta é preta.
aluno foi aprovado no concurso” é o que diz a
alternativa (E).
5°. O pincel não é azul e nem é o objeto usado.
CANETA PINCEL LAPISEIRA
VERM – AZUL - VERM – AZUL - VERM – AZUL -
PRE PRE PRE
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS (QUESTÕES DE NOV – USAD - NOV – USAD - NOV – USAD -
ARGUMENTO) DEF DEF DEF

6°. Ou a caneta é preta ou o pincel é vermelho.


01. Três objetos, uma caneta, um pincel e uma CANETA PINCEL LAPISEIRA
lapiseira apresentam as seguintes situações:
VERM – AZUL - VERM – AZUL - VERM – AZUL -
 Apresentam cores distintas: vermelho, azul e preto. PRE PRE PRE
 Um deles é novo, o outro é usado e um está com
defeito. NOV – USAD - NOV – USAD - NOV – USAD -
 Nem o objeto novo é azul, nem a caneta é preta. DEF DEF DEF
 O objeto vermelho não está com defeito.
 O pincel não é azul e nem é o objeto usado. 3°. Nem o objeto novo é azul, nem a caneta é preta.
 Ou a caneta é preta ou o pincel é vermelho.
 Ou a lapiseira é azul ou está com defeito.
4°. O objeto vermelho não está com defeito.
Relacionando as características desses objetos, é
correto afirmar que:
7°. Ou a lapiseira é azul ou está com defeíto.
a) A caneta é nova e a lapiseira é preta.
CANETA PINCEL LAPISEIRA
b) O pincel é vermelho e a caneta está com defeito.
VERM – AZUL - VERM – AZUL - VERM – AZUL -
c) A lapiseira está com defeito e o pincel é preto. PRE PRE PRE
d) O pincel não é usado e a caneta é azul. NOV – USAD - NOV – USAD - NOV – USAD -
e) A lapiseira é preta e o pincel não é novo. DEF DEF DEF
(D) O pincel não é usado e a caneta é azul.

Resolução:

Montando um quadro de informações, temos que:

1°. Apresentam cores distintas: vermelho, azul e


preto.

15
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

02. Três irmãs – Ana, Maria e Cláudia – foram a uma 03. Depois de um assalto a um banco, quatro
festa com vestido de cores diferentes. Uma vestiu testemunhas deram quatro diferentes descrições do
azul, a outra vestiu branco, e a terceira vestiu preto. assaltante segundo quatro características: estatura,
Chegando à festa o anfitrião perguntou quem era cor de olhos, tipo de cabelos e usar ou não bigode.
cada uma delas. A de azul respondeu: “Ana é quem
Testemunha 1: “Ele é alto, olhos verdes, cabelos
está de branco”. A de branco falou: “Eu sou Maria”. E
crespos e usa bigode”
a de preto disse: “Cláudia é quem está de branco”.
Como o anfitrião sabia que Ana sempre diz a verdade, Testemunha 2: “Ele é baixo, olhos azuis, cabelos
que Maria às vezes diz a verdade, e que Cláudia nunca crespos e usa bigode”
diz a verdade, ele foi capaz de identificar Testemunha 3: “Ele é de estatura mediana, olhos
corretamente quem era cada pessoa. As cores dos castanhos, cabelos lisos e usa bigode”
vestidos Ana, Maria e Cláudia eram respectivamente:
Testemunha 4: “Ele é alto, olhos negros, cabelos
a) preto, branco, azul. crespos e não usa bigode”.
b) preto, azul, branco. Cada testemunha descreveu corretamente uma e
c) azul, preto, branco. apenas uma das características do assaltante, e cada
característica foi corretamente descrita por uma das
d) azul, branco, preto.
testemunhas. Assim o assaltante é:
e) branco, azul, preto.
a) Baixo, olhos azuis, cabelos lisos e usa bigode.
b) Alto, olhos azuis, cabelos lisos e usa bigode.
Resolução:
c) Baixo, olhos verdes, cabelos lisos e não usa bigode.
AZUL BRANCO PRETO d) Estatura mediana, olhos verdes, cabelos crespos e
Ana está de Eu sou Maria Cláudia está de não usa bigode.
branco branco e) Estatura mediana, olhos negros, cabelos crespos e
MARIA CLÁUDIA ANA não usa bigode.
Resolução:
1º Ana que sempre fala a verdade, se estivesse de Vamos montar um quadro com as descrições.
azul ou de branco estaria mentindo. Portanto, Ana só Estatura Olhos Cabelos Bigode
pode estar de preto.
1 Alto Verdes Crespos Usa
2 Baixo Azuis Crespos Usa
2º Como Ana está de preto, e ela sempre diz a
verdade, então Cláudia está de Branco. 3 Mediana Castanhos Lisos Usa
4 Alto Negros Crespos Não Usa
3º Resta o vestido azul para Maria. (Que, aliás, Testemunha 4: Foi a única que descreveu que o
mentiu!) assaltante não usa bigode.
Os vestidos de Ana, Maria e Cláudia são Testemunha 3: Foi a única que descreveu que o
respectivamente: assaltante possui cabelos lisos.
preto, azul, branco (B). Como cada testemunha descreveu corretamente uma
e apenas uma das características do assaltante, e cada
característica foi corretamente descrita por uma das
testemunhas. Concluímos que a estatura do
assaltante não é alta e nem mediana, portanto o
assaltante tem a estatura baixa. (testemunha 2),
restando os olhos verdes (testemunha 1).
Baixo, olhos verdes, cabelos lisos e não usa bigode.
(C)

16
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO MARANHÃO - PM-MA
RACIOCÍNIO LÓGICO – QUANTITATIVO 2

04. (TRT 9ªReg) Alaor, presidente de uma empresa, 05. Considere a pergunta e as três informações
participou de uma reunião com outros três apresentadas a seguir.
funcionários que ocupavam os seguintes cargos na
Pergunta: Duílio é mais alto do que Alberto?
empresa: vice-presidente, analista financeiro e diretor
executivo. Sabe-se que Alaor sentou-se à esquerda de 1ª informação: Alberto é mais alto que Bruno.
Carmela; Bonifácio sentou-se à direita do vice- 2ª informação: Alberto é mais alto que Carlos.
presidente; Dalton, que estava sentado em frente de
Carmela, não era analista financeiro. Nessas 3ª informação: Duílio é mais alto que Bruno.
condições, os cargos ocupados por Bonifácio, A partir desses dados, conclui-se que
Carmela, e Dalton são, respectivamente:
a) A primeira informação e a segunda informação, em
a) analista financeiro, diretor executivo e vice- conjunto, são suficientes para que se responda
presidente. corretamente à pergunta.
b) analista financeiro, vice-presidente e diretor b) A primeira informação e a terceira informação, em
executivo. conjunto, são suficientes para que se responda
c) diretor executivo, analista financeiro e vice- corretamente à pergunta.
presidente. c) A segunda informação e a terceira informação, em
d) vice-presidente, diretor executivo e analista conjunto, são suficientes para que se responda
financeiro. corretamente à pergunta.

e) vice-presidente, analista financeiro e diretor d) As três informações, em conjunto, são suficientes


executivo. para que se responda corretamente à pergunta.
e) As três informações, em conjunto, são insuficientes
para que se responda corretamente à pergunta.
Resolução:
Resolução:
Alaor
presidente 1ª informação: A > B. Mas não quantifica esta altura.
2ª informação: A >C. Idem
3ª informação: D > B. Também não quantifica esta
Carmela Dalton
vice-presid dir. exec. altura.
Nenhuma das três informações relaciona as alturas de
Bonifácio Duílio e Alberto, portanto, a alternativa correta é a (E)
anal.financ As três informações, em conjunto, são insuficientes
para que se responda corretamente à pergunta.
1º. Alaor sentou-se à esquerda de Carmela e Dalton
sentou-se em frente de Carmela, restando à Bonifácio
sentar-se em frente de Alaor.
2º. Bonifácio sentou-se à direita do vice-presidente,
portanto Carmela é a vice-presidente.
3º. Dalton não é analista financeiro, então Dalton é o
diretor executivo, restando para Bonifácio o cargo de
analista financeiro.
(B) analista financeiro, vice-presidente e diretor
executivo.

17