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Aula 4 – Corrente Elétrica e

Circuitos Elétricos
d
t 
v
S Q  Nq
q

Quantidade de
d
Q corrente elétrica que
i atravessa a superfície
t S.

Física F III - Unidade I 2


Por razões históricas, a corrente elétrica
representada é a corrente elétrica de
cargas positivas.
E

S
q

Corrente convencional

Física F III - Unidade I 3


Em sólidos os portadores de carga são os elétrons e a corrente real tem sentido oposto ao
representado.

S
q

Corrente convencional em
sólidos.

Física F III - Unidade I 4


Em fluidos os portadores de carga são os elétrons e os ions.

S
q

Corrente real em fluidos.

ion
elétrons

Física F III - Unidade I 5


E

S
Carga de tipo
positivo q

Corrente convencional em fluidos:


substituímos as cargas de tipo negativo
por cargas de tipo positivo .

Física F III - Unidade I 6


E

S
Carga de tipo
positivo

ds

q
J (r )  lim
ds 0 dst

i   J (r )ds
S

Física F III - Unidade I 7


Materiais reais apresentam obstáculos (vibrações na rede, vacâncias e
dopantes) que impedem o fluxo livre dos portadores de carga.

Resistência Elétrica

Física F III - Unidade I 8


E

Carga de tipo
S
positivo

ds

Vacância na rede. Dopante na rede.

Física F III - Unidade I 9


Va i Vb

Vb  Va
R
i

+ -

Forma de representação de resistores:

Va Vb
i

Vb  Va
R
Fios sem i

resistência
+ -

10
Física F III - Unidade I
Fios

Lâmpadas

Chuveiros

Televisores

Física F III - Unidade I 11


Física F III - Unidade I 12
Física F III - Unidade I 13
Para certos materiais, a corrente elétrica e a diferença de potencial são
proporcionais:

V  i A resistência é
constante
i

Condutor ôhmico

V

Física F III - Unidade I 14


Para muitos materiais a resistência dos fios produzidos depende diretamente do
comprimento do fio e inversamente da sua espessura:

R L 
 L
1   R
R  A
A

L
R A resistividade é uma
propriedade do material.
A
Resistividade

Física F III - Unidade I 15


1 1 L V
  R 
  A i
i V : condutividade elétrica

 do material.

A L
J E
Física F III - Unidade I 16
Paralelo
Série

Física F III - Unidade I 17


Circuito elétrico simples: apenas baterias e resistores

Física F III - Unidade I 18


É o resistor que apresenta a mesma resistência de um conjunto de
resistores ligados em série ou paralelo.

Paralelo
Série

Física F III - Unidade I 19


Circuitos em série: ao darmos uma volta no circuito a diferença de potencial deve ser igual à diferença
de potencial da bateria.

iR1  iR2  V  V  i ( R1  R2 )  Req  R1  R2


R1 R2
i i

+ -
Req  R1  R2  ...  Rn 1  Rn

Física F III - Unidade I 20


Circuitos em paralelo
V
V  i1 R1  i1 
R1 R1
i1
V
R2 V  i2 R2  i2 
i2 R2
i i
i3 R3 V
V  i3 R3  i3 
R3
V
+ -
iReq  V  i 
Req
V
i1  i2  i3  i

A diferença de potencial é a mesma em
todos resistores e igual à da Bateria: V V V V
  
R1 R2 R3 Req

Física F III - Unidade I 21


1 1 1 1
Portanto:
  
Req R1 R2 R3

Para n Resistores em Paralelo:

n
1 1

Req i 1 Ri
<1
Para o caso de dois resistores:
1 1 1  R1 
   Req    R2
Req R1 R2  R1  R2 
A resistência equivalente é
menor que qualquer
resistência no circuito

Física F III - Unidade I 22


Uma carga elétrica ao atravessar um resistor transfere energia para ele. Se os
terminais do resistor estiverem com potenciais diferentes:

𝑑𝑈 = 𝑑𝑞 𝑉𝐵 − 𝑉𝐴 = 𝑖𝑑𝑡 𝑉𝐵 − 𝑉𝐴
dq
𝑑𝑈
≡ 𝑃 = 𝑖 𝑉𝐵 − 𝑉𝐴
VA VB 𝑑𝑡

Para um resistor: 𝑉𝐵 − 𝑉𝐴 = 𝑅𝑖, logo:

𝑃 = 𝑃 = 𝑖 𝑉𝐵 − 𝑉𝐴 = 𝑅𝑖 2

Energia dissipada
no resistor.

Física F III - Unidade I 23


V= Vb – Va = - iR

i Vb R Va i

A soma algébrica das variações de potencial


encontradas ao longo de qualquer malha
fechada de qualquer circuito deve ser igual a
zero.
+ -

V

V  iR  0

Física F III - Unidade I 24


Em um circuito com múltiplas malhas a corrente que sai de cada nós deve ser igual à
somadas correntes que chegam àquele nó.

i1  i2  i4
V1 (<0)
i1 i2
+ -
R1 R2
R4

i4
i2
+ -
i1 R3
V2

Física F III - Unidade I 25


Dispositivo capaz de armazenar carga
elétrica.

 -

Símbolo em circuitos elétricos.

Física F III - Unidade I 26


Física F III - Unidade I 27
+q

V (q > 0)

- q

𝑞 ∝ ∆𝑉

𝑞 = 𝐶 ∆𝑉

Capacitância

Física F III - Unidade I 28


+q

V d

- q

𝑞
𝐸=
𝐴𝜖0 𝜎 𝜎
𝐸= ∆𝑉 = 𝑑
𝑞 = 𝜎𝐴 𝜖0 𝜖0
Logo:

𝑞
𝐶=
∆𝑉
𝑞
𝐶 = 𝜖0
𝑑𝜎
𝐴
𝐶 = 𝜖0
𝑑
Física F III - Unidade I 29
Superfície
E gaussiana

a Usando a Lei de Gauss:


+ 𝑞
r - 𝑞 = 𝜖0 𝐸𝐴 = 𝜖0 E(2π𝑟𝑙) 𝐸=
𝜖0 (2π𝑟𝑙)

b A diferença de potencia entre os dois


cilindros é dada por:
− 𝑏 𝑏
𝑞 𝑞 𝑑𝑟
∆𝑉 = න 𝐸𝑑𝑠 = න 𝑑𝑠 = න
+ 𝑎 𝜖0 2π𝑟𝑙 𝜖0 2π𝑙 𝑎 𝑟

Logo:
l
𝑞 𝑏 𝑞 𝑙
∆𝑉 = ln 𝐶= = 2𝜋𝜖0
𝜖0 2π𝑙 𝑎 ∆𝑉 ln 𝑏ൗ𝑎

Física F III - Unidade I 30


1 2 3 4

1 𝐶1 , 𝑞1

2 𝐶2 , 𝑞2
Série

3 𝐶3 , 𝑞3

1
4 𝐶4 , 𝑞4
2

Paralelo

Física F III - Unidade I 31


No caso da associação em paralelo a diferença de
potencial é a mesma nos diferentes capacitores:

𝑞1
∆𝑉 =
𝐶1

𝑞2
∆𝑉 =
𝐶2 𝑞1 + 𝑞2 + 𝑞3 + 𝑞4 = 𝐶1 + 𝐶2 + 𝐶3 + 𝐶4 ∆𝑉

𝑞3
∆𝑉 =
𝐶3

𝑞4
∆𝑉 = 𝑄 = 𝐶𝑒𝑞 ∆𝑉
𝐶4

Física F III - Unidade I 32


Vamos considerar o efeito de um dielétrico colocado entre as placas de um capacitor de placas
paralelas, preenchendo completamente o espaço entre as placas:

E0 E

𝜎 𝜎
𝐸0 = 𝐸 =
𝜖0 𝜖0
𝑞 Cargas
𝑞 න 𝜅𝐄. 𝐝𝐬 =
න 𝐄. 𝐝𝐬 = 𝜖0 livres
𝜖0

𝜎

𝜎 Δ𝑉 = න 𝐄. 𝐝𝐥 = 𝑑
+ 𝜅𝜖0
Δ𝑉0 = න 𝐄0 . 𝐝𝐥 = 𝑑
+ 𝜖0

Sem dielétrico Com dielétrico

Física F III - Unidade I 33


Logo:

Δ𝑉0 > Δ𝑉 Δ𝑉 = න 𝐄. 𝐝𝐥

Portanto, a quantidade de carga elétrica que o capacitor consegue armazenar quando


há um dielétrico entre as placas aumenta:

Podemos aumentar a quantidade de


𝑞 carga no capacitor, pois a diferença de
𝐶=
Δ𝑉 potencial entre as placas é menor. O
quanto podemos aumentar depende
Depende só da da constante dielétrica do material.
geometria

Física F III - Unidade I 34


Material Constante dielétrica
Acetona 19.5-20.0 Cera de abelha 2.7-2.9
Açúcar granulado 1.5-2.2 Cimento 1.5-2.1
Água 48-80 Cloreto de Potássio 4.6
Álcool etílico 20–27 Coca-Cola 1.1-2.2
Álcool industrial 16-31 Dióxido de carbono 1.6
Ar 1.0 Ebonite 2.8–4.5
Areia 3-8 Éter Etílico 4.1–4.8
Arroz 3-8 Flúor 2.5-3.0
Asfalto 2.5-3.2 Glicerina 50-56
Baquelita 4.5–7.0 Hexano liquido 5.8-6.3
Benzeno, liquido 2.2-2.3 Mármore 8–10
Betumem 2.5–3.3 Mica 2.5–8.0
Café em pó 2.4-2.6 Nitrogênio líquido 1.4
Carbonato de cálcio 1.8-2.0 Nylon 4-5
Carvão em pó 1.2-1.8 Óleo Mineral 2.1
Celuloide 3-4 Óleo pesado l2.6-3.0

Fonte: http://newtoncbraga.com.br/index.php/almanaque/406-constante-dieletrica-de-alguns-
materiais.html

Física F III - Unidade I 35


Óleo vegetal 2.5-3.5
Óxido de cálcio 1.8
Óxido de ferro 14.2
Parafina 2.0–2.5
Plexiglass 3.0–3.5
Pó de Alumínio 1.6-1.8
Pó de PVC 1.4
Polystyreno 2.2–2.5
Polyviny l3.0–3.6
Porcelana 3.1–6.5
Querosene 2.8
Resina 2.5–3.5
Resina acrílica 2.7-6.0
Resina epóxi 2.5-6.0
Sabão em pó 1.2-1.5
Seda (natural) 4.5
Sulfato de Alumínio 6
Sulfato de cálcio 5.6
Sulfito de sódio 5
Vácuo 0.99
Vidro 6-10

Fonte: http://newtoncbraga.com.br/index.php/almanaque/406-constante-dieletrica-de-alguns-
materiais.html

Física F III - Unidade I 36


V’
dq‘

i
t + t

Situação inicial

t + 2t
V’’>V’
dq‘’

Qual o trabalho realizado para levar um elemento de carga dq’ contra a diferença de potencial?

Física F III - Unidade I 37


O trabalho para levar uma carga dq’ para a placa positiva é dado por:
𝑞′
𝑑𝑊 = ∆𝑉 ′ 𝑑𝑞 ′ = 𝑑𝑞′
𝐶

O trabalho total para levar a carga q até o capacitor é dado por:

Energia potencial
armazenada no
1 𝑞 ′ 𝑞2 capacitor.
𝑊 = න 𝑑𝑊 = න 𝑞 𝑑𝑞′ = =𝑈
𝐶 0 2𝐶

Nesta expressão, todas


as quantidades
dependem do capacitor!

Física F III - Unidade I 38


Outra forma de escrever a energia potencial armazenada no capacitor:

1 C depende do capacitor,
𝑈 = 𝐶𝑉 2
2 mas V é o campo!

Vamos considerar o caso do capacitor de placas paralelas. Vamos calcular a densidade


de energia entre as placas do capacitor.

1 1 𝐴 2
𝑈 = 𝐶𝑉 2 = 𝜖0 𝑉
2 2 𝑑
1 𝑉 2
𝑈 = 𝜖0 𝐴𝑑
2 𝑑
1 𝑣 é o volume entre as placas; V/d é o campo
𝑈 = 𝜖0 𝑣 𝐸 2 entre as placas.
2

Logo, podemos definir uma densidade de energia armazenada no campo, 𝑢:

𝑈 1 Quantidade que depende


𝑢≡ = 𝜖 𝐸2
𝑣 2 0 somente do campo!

Física F III - Unidade I 39


Vamos analisar agora circuitos com baterias, capacitores e resistores .

Usando a lei das malhas;


q
𝑞
∆𝑉 − − 𝑖𝑅 = 0
𝐶
i R
Contudo, a corrente e a variação da carga no
∆𝑉 capacitor são relacionadas por:

𝑑𝑞
𝑖=
𝑑𝑡

Física F III - Unidade I 40


Solução (arquivo em pdf)

Física F III - Unidade I 41


Portanto:
Equação de
𝑞 𝑑𝑞 carga.
∆𝑉 − −𝑅 =0
𝐶 𝑑𝑡

Carga no capacitor
𝑞 𝑡 = 𝐶∆𝑉 1 − 𝑒 −𝑡/𝑅𝐶
no instante t.

𝑑𝑞(𝑡) ∆𝑉 −𝑡/𝑅𝐶 Corrente no circuito no


𝑖 𝑡 = = 𝑒
𝑑𝑡 𝑅 instante t.

Física F III - Unidade I 42


𝑞 𝑑𝑞 Equação de
+𝑅 =0
𝐶 𝑑𝑡 descarga.

Carga no capacitor
𝑞 𝑡 = 𝑞0 𝑒 −𝑡/𝑅𝐶
no instante t.

𝑑𝑞(𝑡) 𝑞0 −𝑡/𝑅𝐶 Corrente no circuito no


𝑖 𝑡 = =− 𝑒
𝑑𝑡 𝑅𝐶 instante t.

Física F III - Unidade I 43


Indutores sem núcleo metálico Indutores com núcleo metálico

Física F III - Unidade I 44


Física F III - Unidade I 45
Número de espiras

𝑁
𝐿 = Φ𝑖
𝑖
Fluxo criado por cada
uma das espiras

𝑁Φ𝑖 : Fluxo concatenado

Física F III - Unidade I 46


O campo na região central do solenoide
é dado por:

𝐵 = 𝜇0 𝑛𝑖
Número de espiras
(voltas) por unidade de
comprimento

Se A for a seção reta do solenoide e l seu comprimento:

𝑁Φ𝑖 = (𝑛𝑙)(𝐵𝐴)
N 𝑖

Física F III - Unidade I 47


Logo:

𝑁 (𝑛𝑙)(𝐵𝐴) (𝑛𝑙)(𝜇0 𝑛𝑖𝐴)


𝐿 = Φ𝑖 = =
𝑖 𝑖 𝑖

𝐿 = 𝜇0 𝑙𝑛2 𝐴

𝐿 Indutância por unidade


= 𝜇0 𝑛 2 𝐴 de comprimento
𝑙

Física F III - Unidade I 48


Para um toroide o campo no centro é dado por:

1
b 𝐵= 𝜇0 𝑖𝑁
2𝜋𝑟
dr
a
r Para calcular o fluxo, vamos supor um toroide de seção reta
quadrada:
h
h
Φ = න 𝑩. 𝒅𝑨

dr 𝑏
1
Φ=න 𝜇 𝑖𝑁 ℎ𝑑𝑟
𝑎 2𝜋𝑟 0
𝑏
1 𝑑𝑟
Φ= 𝜇0 𝑖𝑁 ℎ න
2𝜋 𝑎 𝑟

Física F III - Unidade I 49


1 𝑏 1 𝑏
Φ= 𝜇0 𝑖𝑁 ℎ ln 𝑁Φ = 𝜇0 𝑖𝑁 2 ℎ ln
2𝜋 𝑎 2𝜋 𝑎

Portanto a indutância será dada por:

1 2 𝑏
𝑁 𝜇0 𝑖𝑁 ℎ ln
𝐿 = Φ𝑖 = 2𝜋 𝑎
𝑖 𝑖
1 𝑏
2
𝐿 = 𝜇0 𝑁 ℎ ln
2𝜋 𝑎

Física F III - Unidade I 50


Uma força eletromotriz aparece em uma bobina se variamos a corrente na própria bobina.

O fluxo na própria bobina varia nesse caso!


B
𝑁 𝑑
𝐿 = Φ𝑖 𝜀=− 𝑁Φ𝑖
𝑖 𝑑𝑡

Portanto:
i
𝑑 𝑑𝑖
𝜀=− 𝐿𝑖 = −𝐿
𝑑𝑡 𝑑𝑡
Se opõe à variação.

Física F III - Unidade I 51


Circuitos formados por resistores, indutores e baterias.

R
Pela lei das malhas temos que:

𝑑𝑖 Equação similar a
Δ𝑉 − 𝑖𝑅 − 𝐿 =0 do capacitor
i 𝑑𝑡
L

𝑞 𝑑𝑞 R 1/C
+ - ∆𝑉 − − 𝑅 =0
Δ𝑉 𝐶 𝑑𝑡 L R

Δ𝑉
𝑖 𝑡 = (1 − 𝑒 −𝑡𝑅/𝐿 )
𝑅

Δ𝑉 −𝑡𝑅/𝐿 Fase de decaimento


Se retirarmos a bateria do circuito: 𝑖 𝑡 = 𝑒 = 𝑖0 𝑒 −𝑡𝑅/𝐿
𝑅 da corrente

Física F III - Unidade I 52


Vamos tomar a equação das malhas para o circuito e multiplicar por i:

Energia
dissipada no
resistor

𝑑𝑖 𝑑𝑖
Δ𝑉 − 𝑖𝑅 − 𝐿 =0 xi 𝑖Δ𝑉 − 𝑖 2 𝑅 − 𝐿𝑖 =0
𝑑𝑡 𝑑𝑡

Taxa com a qual a energia


Trabalho
é armazenada no campo
realizado pela
magnético.
fonte

Física F III - Unidade I 53


𝑑𝑈𝐵 𝑑𝑖 𝑑𝑈𝐵 1 𝑑𝑖 2
= 𝐿𝑖 = 𝐿
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡 2 𝑑𝑡

𝑖
𝑑𝑈𝐵 1 𝑑𝑖 2
න = 𝐿න
𝑑𝑡 2 0 𝑑𝑡

1
𝑈𝐵 = 𝐿𝑖 2
2

Física F III - Unidade I 54


𝐿
Para o solenoide de comprimento l e área A: = 𝜇0 𝑛2 𝐴
𝑙

1
𝑈𝐵 = 𝐿𝑖 2
2

𝑈𝐵 1 1 2
= 𝐿𝑖
𝐴𝑙 2 𝐴𝑙
Densidade de energia
𝑈𝐵 1
≡ 𝑢𝐵 = 𝜇0 𝑛2 𝑖 2
𝐴𝑙 2

𝐵2 𝐵 = 𝜇0 𝑖𝑛
𝑢𝐵 =
2𝜇0

Física F III - Unidade I 55


Gerador de corrente alternada

Física F III - Unidade I 56


Vamos supor que tenhamos uma fem dada por:

ℇ = ℇ𝑚 sen(𝜔𝑡)

Fase
Corrente
𝑖 = 𝑖𝑚 sen(𝜔𝑡 − 𝜙)

Física F III - Unidade I 57


i R
Gerador de
corrente
alternada
 ~
C
L

Variáveis a serem determinadas: corrente e fase.

Física F III - Unidade I 58


i
A diferença de potencial no resistor é imposta pela fonte alternada:
R
~ 𝑣𝑅 = 𝑉𝑚 sen(𝜔𝑡)

Portanto:

𝑣𝑅 𝑉𝑚 sen(𝜔𝑡) 𝑉𝑚
𝑖𝑅 = = = 𝑖𝑚 sen(𝜔𝑡) [𝑖𝑚 = ]
𝑅 𝑅 𝑅

Comparando com a expressão geral:

𝑖𝑅 = 𝑖𝑚 sen(𝜔𝑡 − 𝜙) 𝜙=0

Não há diferença de fase


entre a corrente (resposta) e
a fem aplicada.

Física F III - Unidade I 59


i Sentido do
crescimento do
𝑖𝑚 ângulo
𝑖(𝑡)
𝑣(𝑡) 𝑣𝑚
𝜔𝑡

No caso dos resistores corrente e diferença de potencial


não têm diferença de fase.

Física F III - Unidade I 60


i
A diferença de potencial no capacacitor é imposta pela fonte
alternada:
~
 𝑣𝐶 = 𝑉𝑚 sen(𝜔𝑡) [ℇ = ℇ𝑚 sen 𝜔𝑡 ]
C
Pela definição de capacitância:
Fonte
𝑞𝐶 = 𝐶𝑣𝐶

𝑑𝑞 𝑑
𝑖𝑐 = = 𝐶𝑣𝑐 = 𝐶𝜔𝑉𝑚 cos(𝜔𝑡)
𝑑𝑡 𝑑𝑡

Física F III - Unidade I 61


Lembrando que cos(t) = sen(t + /2), podemos escrever:


𝑖𝑐 = 𝐶𝜔𝑉𝑚 sen(𝜔𝑡 + )
2

Comparando com a expressão padrão para a corrente:

𝑖 = 𝑖𝑚 sen 𝜔𝑡 − 𝜙

𝜋 Corrente e tensão têm uma


𝜙=− diferença de fase de - /2
2

Física F III - Unidade I 62


1
𝑋𝑐 =
𝜔𝐶

Com esta definição a equação para a corrente pode ser reescrita como:

 𝑉𝑚 
𝑖𝑐 = 𝐶𝜔𝑉𝑚 sen(𝜔𝑡 + ) = sen(𝜔𝑡 + )
2 𝑋𝑐 2

Amplitude máxima
𝑉𝑚 = 𝑖𝑐,𝑚 𝑋𝑐
da corrente.

Física F III - Unidade I 63


i Sentido do
crescimento do
ângulo
𝑖𝑚 𝑖(𝑡)
𝑣(𝑡) 𝑣𝑚

𝜔𝑡 + 𝜋/2 𝜔𝑡

No caso de capacitores a corrente e diferença de potencial


têm diferença de fase de - /2.

Física F III - Unidade I 64


i A diferença de potencial no indutor é dada por:

𝑣𝐿 = 𝑉𝑚 sen(𝜔𝑡)
~

Por outro lado, pela definição de indutância:
L

𝑑𝑖𝐿 𝑑𝑖𝐿
𝑣𝐿 = 𝐿 𝑉𝑚 sen(𝜔𝑡) = 𝐿
𝑑𝑡 𝑑𝑡

𝑉𝑚 𝑡
𝑖𝐿 = න sen 𝜔𝑡 𝑑𝑡
𝐿 0

𝑉𝑚 𝑉𝑚
𝑖𝐿 = − cos(𝜔𝑡) 𝑖𝐿,𝑚 = −
𝜔𝐿 𝜔𝐿

Física F III - Unidade I 65


A exemplo do que fizemos para o caso do capacitor, vamos definir uma quantidade que seja
característica do sistema:

𝑋𝐿 = 𝜔𝐿

𝑉𝑚
𝑖𝐿 = − cos(𝜔𝑡)
𝑋𝐿

𝑉𝑚 𝑉𝑚
𝑖𝐿 = sen(𝜔𝑡 − 𝜋/2) 𝑖𝐿,𝑚 =
𝑋𝐿 𝑋𝐿
Valor máximo
da corrente no
Diferença de
indutor 𝜋
fase:
2

Física F III - Unidade I 66


i Sentido do
crescimento do
ângulo
𝑣(𝑡)
𝑣𝑚

𝜔𝑡

𝜔𝑡 − 𝜋/2
𝑖(𝑡)
𝑖𝑚

No caso de indutores a corrente e diferença de potencial


têm diferença de fase de /2.

Física F III - Unidade I 67


i
Aplicando a Lei das Malhas:
R
 ~ 𝜀 − 𝑣𝑅 − 𝑣𝐶 − 𝑣𝐿 = 0
C
L

Para achar a corrente no circuito e sua relação


com o potencial vamos usar o método dos fasores.

Física F III - Unidade I 68


i

Corrente no
 ~ 𝑖(𝑡) circuito máxima
𝑖𝑚

𝜀𝑚 𝜀(𝑡)
𝜔𝑡 − 𝜙

𝜔𝑡

Física F III - Unidade I 69


i

Corrente no
 ~ 𝑖(𝑡) circuito máxima
𝑖𝑚

No resistor, a corrente e a
𝑣𝑟 (𝑡) 𝑣𝑟𝑚 diferença de potencial não
𝜀𝑚 𝜀(𝑡)
têm diferença de fase.
𝜔𝑡 − 𝜙

𝜔𝑡

Física F III - Unidade I 70


i

Corrente no
 ~ 𝑖(𝑡) circuito máxima
𝑖𝑚

𝑣𝑟 (𝑡) 𝑣𝑟𝑚
𝜀𝑚 𝜀(𝑡)
𝜔𝑡 − 𝜙

𝜔𝑡

𝑣𝐶 (𝑡) 𝑣𝐶𝑚 No capacitor, a corrente e a


diferença de potencial têm
diferença de fase - /2 .

Física F III - Unidade I 71


i

Corrente no
 ~ 𝑖(𝑡) circuito máxima
𝑖𝑚

𝑣𝑟 (𝑡) 𝑣𝑟𝑚
𝜀𝑚 𝜀(𝑡)
𝑣𝐿𝑚 𝜔𝑡 − 𝜙

𝜔𝑡

𝑣𝐶 (𝑡) 𝑣𝐶𝑚

𝜀 = 𝑣𝑅 + 𝑣𝐶 + 𝑣𝐿 = 0 𝜺𝑚 = 𝒗𝑟𝑚 + (𝒗𝐿𝑚 − 𝒗𝐶𝑚 )

Soma das
projeções

Física F III - Unidade I 72


i

Corrente no
 ~ circuito máxima
𝑖𝑚
𝜀𝑚
𝑣𝑟𝑚

𝜔𝑡 − 𝜙

𝑣𝐿𝑚 − 𝑣𝐶𝑚 𝜔𝑡

𝜀𝑚 2 = 𝑣𝑟𝑚 2 + (𝑣𝐿𝑚 2 −𝑣𝑐𝑚 2 )

Física F III - Unidade I 73


Logo, podemos escrever:

𝜀𝑚 2 = (𝑖𝑅)2 +(𝑖𝑋𝐿 − 𝑖𝑋𝑐 )2

𝜀𝑚 𝜀𝑚
𝑖= =
𝑅2 + 𝑋𝐿 − 𝑋𝐶 2 𝑍

𝑍= 𝑅2 + 𝑋𝐿 − 𝑋𝐶 2
Impedância do
circuito

Física F III - Unidade I 74


Em um circuito AC, a potência transferida pela bateria ao circuito é dada por:

2
1 𝑖𝑚 𝑖𝑚
𝑃ത = 𝑖𝑚 2 𝑅 = 𝑅 = 𝑅𝑖𝑟𝑚𝑠 2 𝑖𝑟𝑚𝑠 = ൘
2 2 2

Esta expressão pode ser reescrita em termos da fase e da impedância como:

𝑃ത = 𝜀𝑟𝑚𝑠 𝑖𝑟𝑚𝑠 cos 𝜙 𝜀𝑟𝑚𝑠 = 𝜀ൗ


2

Física F III - Unidade I 75


i Nesse caso, a fase é nula e a potência média é dada por:

 ~ 𝑃ത = 𝜀𝑟𝑚𝑠 𝑖𝑟𝑚𝑠

Podemos escolher a força


eletromotriz imposta pela fonte AC e
a corrente de modo a termos a
mesma potência.

Física F III - Unidade I 76


O fato de trabalharmos com correntes AC nos permite
realizar rebaixamentos e levantamentos de tensão
usando a Lei de Faraday.

Núcleo de Ferro

Primário Secundário
(indutor)

Física F III - Unidade I 77


𝑉1 ≡ 𝜀 = 𝜀𝑚 sen(𝜔𝑡)
No primário
𝜋
𝑖1 = 𝑖1𝑚 𝑠𝑒𝑛(𝜔𝑡 + )
2

cos 𝜙 = 0

Não há transferência de potência,


mas a corrente alternada produz
𝑃ത = 𝜀𝑟𝑚𝑠 𝑖𝑟𝑚𝑠 cos 𝜙 = 0 variação no fluxo magnético no
núcleo de ferro.

Física F III - Unidade I 78


A lei das malhas no primário nos dá: 𝑉1 − 𝜀1 = 0

Força eletromotriz na
espira:
𝑑Φ
𝜀1 = 𝑁1
Núcleo de Ferro 𝑑𝑡

𝑑Φ
𝑉1 = 𝑁1
𝑑𝑡

𝑉1 𝑑Φ
=
Primário Secundário 𝑁1 𝑑𝑡
(indutor)

Física F III - Unidade I 79


No secundário, a força eletromotriz induzida é a mesma:

𝑉2 𝑑Φ
=
𝑁2 𝑑𝑡

Logo:
𝑉1 𝑉2
=
𝑁1 𝑁2

Diferença de
𝑉1 potencial
𝑉2 = 𝑁2
𝑁1 induzida no
secundário

Se 𝑁2 > 𝑁1 ⇒ 𝑉2 > 𝑉1 Elevação do potencial no secundário

Se 𝑁2 < 𝑁1 ⇒ 𝑉2 < 𝑉1 Rebaixamento do potencial no secundário

Física F III - Unidade I 80


FÍSICA F III - UNIDADE I 81
+ -

Física F III - Unidade I 82