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F3 EDUCACIONAL

O ENSINO DA ARTE

OSASCO
2018
ARTES VISUAIS

LILIANA ALMEIDA TEIXEIRA


INTRODUÇÃO

A luz dos PCNs, a Arte tem uma função tão importante quanto as demais áreas
do conhecimento, pois é sabido que há uma hierarquização equivocada dos
conteúdos, pois as áreas do conhecimento se complementam-no processo de
ensino aprendizagem.

A educação em Arte potencializa a aprendizagem, pois propicia o


desenvolvimento artístico, a percepção estética que caracteriza o modo próprio,
de ordenar e dar sentido à experiência humana. No aluno envolve a imaginação,
a sensibilidade, quando reconhece as formas produzidas por ele e pelos colegas.

A arte favorece a socialização, amplia possibilidades do contato com o novo, faz


relações amplas com tempos históricos, por isso mesmo não pode ser vista
como conhecimento isolado, mas, como àquele que fornece a base para adquirir
novos conhecimentos.

As instituições de educação deveriam ser espaços deflagradores das diferentes


linguagens expressivas, tendo em vista que desde a tenra idade iniciam o
conhecimento por meio dos cinco sentidos, do movimento da curiosidade em
relação ao que está à sua volta, da repetição da imitação das brincadeiras, do
jogo simbólico, porém não é que se presencia nas instituições escolares
especialmente na rede pública de ensino.

Nesse sentido, quais seriam os desafios a serem superados pelos professores


de Arte? Quais concepções estão subjacentes á sua prática pedagógica? Esses
e outros questionamentos serão discutidos brevemente no presente trabalhoi
A ARTE E A EDUCAÇÃO

Desde a pré-história, os seres humanos produzem formas visuais, utilizando


símbolos particulares constituídos socialmente para exprimir mundos subjetivos
e objetivos, ao transportarem suas visões, bagunçam o mundo natural por meio
das diferentes modalidades que abarcam as artes visuais, como o desenho, a
pintura, a escultura, a fotografia, a gravura o vídeo, a instalação e a performance.
Essa vontade, esse impulso de designar o mundo de outra maneira acompanha
a humanidade até nosso dia. Mesmo com todas as inovações tecnológicas a que
temos acesso não há substituto para a criação artística.

Os indivíduos desde muito cedo incorporam estereótipos e deixam de construir


suas próprias linguagens, passando a reproduzir e a consumir imagens
estereotipadas e impostas pelos adultos.

Os professores precisam romper com seus próprios estereótipos fazer


intervenções pedagógicas no sentido de trazer à tona o universo de expressão
dos alunos.

Segundo Madalena Freire (1995, p.105), é preciso:

Criar espaço onde esse educador entre em contato com o seu processo criador em outras linguagens –
verbal e não verbal -, apurando o seu ser sensível, Espaço de desvelar/ ampliar seus referenciais pessoais
e culturais para exercitar também a organização, a sistematização e a apropriação do pensamento.

O perceber e o registrar das impressões sobre o mundo ocorrem em um


processo contínuo, processo expressivo que vai se modificando na medida em
que os alunos entram em contato com as linguagens, com os materiais
expressivos e com as intervenções dos adultos e de seus colegas, É, na
interação com vários objetos de conhecimento supervisionado pelo professor,
propondo situações desafiadoras que o processo expressivo se constitui.

Geralmente o pensar sobre o ensino da Arte surgem constantemente dois tipos


concepções que não fazem parte só do ensino da arte, mas que permeiam toda
a educação, seja qual for a sua modalidade:

Na abordagem espontaneísta, o professor acredita que cada criança tem


capacidade de criar ou tem o “dom”. Desse modo cabe ao professor encaminhar
o processo de criação, por meio de atividades livres sem se importar com o
processo de aquisição de saberes.

No que diz respeito à abordagem pragmática o professor acredita que as


atividades de expressão devem servir para desenvolver a motricidade, preparar
para a aquisição de outros saberes considerados mais relevantes, como a
escrita, construção de formas mais parecidas com o real.
ARTE E CULTURA

Ao entrar em contato com a Arte de outras culturas o aluno poderá compreender


a relatividade dos valores que ali estão enraizados, modos de pensar, de agir,
de criar em um campo de sentido para a valorização daquilo que lhe é próprio,
além de favorecer a abertura da riqueza da diversidade da imaginação humana.

Torna-se capaz de perceber a realidade do dia a dia mais vivamente,


reconhecendo formas e objetos que estão à sua volta no exercício de uma
observação crítica do que existe na sua cultura, podendo criar condições para
uma qualidade de vida melhor,

A arte das diferentes culturas revela o modo de perceber, sentir e articular


significados e valores que governam os diferentes tipos de relação entre os
indivíduos na sociedade. A Arte solicita a visão e a escuta e os demais sentidos
como portas de entrada para uma compreensão mais significativa das questões
sociais.

O conhecimento da arte abre perspectivas para que o aluno tenha uma


compreensão do mundo na qual a dimensão poética esteja presente. A arte
ensina que é possível questionar continuamente a existência, mudar referências
e a cada momento ser flexível.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando o exposto chega-se a conclusão de que o ensino da arte não é a


mera reprodução de obras de artistas consagrados e tão pouco é a permissão
para que aluno atue livremente sem questionar suas próprias produções. Dessa
forma é indispensável que o professor possua formação sólida, que seja
capacitado para organizar situações em que os alunos possam mergulhar nas
experiências que lhe permita expressar, sair de si, enxergar outras dimensões.

A base para sustentar o ensino da arte deve estar norteada pelo tripé:
apreciação, contextualização e produção. Criar e conhecer são práticas
indissociáveis é condição fundamental para aprender.

Algo que fica claro é que as metodologias refletem ideologias, ou seja, é possível
dizer que a forma como o professor escolhe para ministrar suas aulas está
diretamente ligada ao nível de conhecimento que ele possui sobre o assunto em
questão, não só no que se refere ao conteúdo puro e simples, mas além dele,
as implicações sociais e porque não dizer, politicas que esse conteúdo suscita.

Outro aspecto muito relevante diz respeito aos problemas estruturais das
unidades escolares, pois mesmo quando o professor busca desenvolver um bom
trabalho, acaba por esbarrar na falta de recursos parciais ou totais, escolas
sucateadas, que não dispõe de espaços físicos adequados.

Situar o ensino da arte no contexto da cultura pressupõe inserir as crianças em


um contexto letrado em que possam ter a acesso a diferentes textos que circulam
no meio social.

Por fim o ensino da Arte, demanda mão de obra qualificada, pressupõe o


estímulo da curiosidade natural das crianças e deve conversar com os demais
componentes curriculares,
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

_______. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros


Curriculares Nacionais: ciências naturais: terceiro e quarto ciclos. Brasília:
MEC/SEF, 1998b. 136 p

FREIRE, Madalena. A aventura de ensinar, criar e educar: In:CUNHA Suzana


Rangel Vieira da (Org.). Arte-educação e a construção do cotidiano. Porto
Alegre sapato Florido da Região da Campanha/ FAPERGS,1995. p. 105.

ARANTES, A. A. O que é cultura popular. São Paulo: Brasiliense, 1983.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional no 9.394, de 20 de


dezembro de 1996.