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2.

REFLEXÕES SOBRE VIOLÊNCIA E SUAS MANIFESTAÇÕES NA ESCOLA

CONCEITO DE VIOLÊNCIA.

A Organização mundial de saúde (OMS) utiliza a seguinte definição de violência: “O


uso intencional da força física e do poder, real o em ameaça, contra si próprio, ou
contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade , que resulte ou tenha
grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de
desenvolvimento ou privação ” (krug et al.,2002:5)

Figura 1.

OS PRINCIPAIS FATORES SOCIAIS QUE CONTRIBUEM PARA A VIOLÊNCIA.

 Normas culturais que apoiam a violência como uma forma aceitável para
solucionar conflitos;
 Normas que dão prioridade ao direito dos pais sobre o bem estar da criança;
 Normas que reafirmam domínio masculino sobre mulheres e crianças;
 Normas que validam o uso abusivo da força pela polícia contra os cidadãos;
 Normas que apoiam os conflitos políticos;
 Políticas de saúde , educacionais, econômicas e sociais que mantem altos os
níveis de desigualdade econômica e social entre os grupos na sociedade.

Ex. (Comunista merece bala na cabeça, Bandido bom é bandido morto,


apanhou do marido porque mereceu, pediu para ser estuprada, você não
merece ser estuprada porque você é feia, uso do conceito meritocracia para
ignorar a desigualdade social, em brigas de aluno_ fulano estava merecendo
apanhar mesmo, ele é muito chato).

AS DIFERENTES FORMAS DE VIOLÊNCIA SÃO TAMBÉM CLASSIFICADAS


SEGUNDO A NATUREZA DOS ATOS COMETIDOS

 Violência física;
 Violência psicológica;
 Violência sexual;
 Negligência ou abandono;

VIOLÊNCIA INTERPESSOAL NO AMBIENTE ESCOLAR (caso Luan)

Caracterizada pela violência de uma pessoa contra outra e ocorre em nível


familiar e comunitário. O nível comunitário inclui estabelecimentos como
prisões, locais de trabalho, abrigos e escolas.

ALGUNS DADOS DA VIOLÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR PELO MUNDO

Na Bélgica 30% dos diretores e escola primárias e 51% dos que atuam em
escolas secundárias se depararam ocasionalmente com situações de violência
(Blomart, 2002). Na Inglaterra, levantamento em sindicatos de professores
mostra que 32% deles haviam sido vítimas de comportamentos agressivos e
insubordinados dos alunos em algum momento de sua carreira no magistério.
Outro estudo feito com 2.500 professores ingleses que atuam na escola
secundária mostrou que 15% haviam sofrido ofensa verbal no intervalo de uma
semana específica; 1,7% vítima de agressão física direta em sala de aula, 1,1%
fora da sala de aula.

No Brasil, Ristum (2001), ao investigar a noção de violência como


representação de professoras do Ensino Fundamental _ público e privado_
tipificam: violência entre alunos (88,2%); violência de aluno contra professor
(35%); violência de professor contra aluno (15,9%); violência de agentes
externos sobre a escola e seus membros (8%); violência de aluno contra a
escola (6%); violência de aluno contra funcionários (3,5%). 47 educadoras
investigadas.

VIOLÊNCIA ESTRUTURAL
Diz respeito às formas de manutenção das desigualdades sociais, culturais, de
gênero, etárias e étnicas que produzem a miséria, a fome e as várias formas
de submissão e exploração de umas pessoas pelas outras. Está diretamente
relacionada a situação de exclusão social de parcela significativa da população
de países com precário nível de desenvolvimento social e econômico.

“A não violência é uma construção social e pessoal. Do ponto de vista social, o


antídoto da violência é a capacidade que a sociedade tem de incluir, ampliar e
universalizar os direitos e a cidadania”. (ASSIS, 2010, P. 60)