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Sistemas Polifásicos

1. Introdução
Até agora foram estudadas concepções e termologias para o sistema CA monofásico,
ou seja, toda a concepção de como a carga se comporta, seja em regime transitório
ou nominal, era sempre em função de uma fonte monofásica. A partir de agora, será
discutido o sistema trifásico, pois é o mais usado para transmissão de energia
elétrica.
Em geral, existe uma preferência por sistemas trifásicos em vez de monofásicos para
transmissão de energia por diversão razões, nas quais se incluem as seguintes:

‐> Condutores de menor diâmetro podem ser usados para transmitir a mesma
potência à mesma tensão, o que reduz a quantidade de cobre necessário ( 25% a
menos ) e consequentemente reduz os custos e manutenção das linhas.
Sistemas Polifásicos
‐> A energia elétrica é gerada e distribuída sob a forma polifásica, no Brasil com
frequência de 60 Hz. Alguns países utilizam a frequência de 50 Hz.

‐> Instalações elétricas em geral (residenciais, comerciais e industriais) operam com


tensões e correntes alternadas senoidais.

‐> Linhas mais leves são mais fáceis de instalar e as torres de sustentação podem ser
menos robustas e mais espaçadas (<$).

‐> Equipamentos e motores trifásicos apresentam melhores características de partida e


operação que os sistemas monofásicos, pois a transferência de potência da fonte
para a carga está menos sujeita a flutuação.

‐> Quase todos os motores de grande porte são trifásicos pois a partida não necessita
de circuitos externos ou auxiliares.

‐> O sistema polifásico mais comum é o sistema trifásico, equilibrado e simétrico.
Sistemas Polifásicos
‐> Nos sistemas polifásicos, as tensões e correntes são descritas por meio do uso de
uma notação com subíndice duplo. Exemplificando: VAB – tensão no ponto A em
relação ao ponto B ou VAN – tensão no ponto A em relação ao ponto N.

‐. Os valores das grandezas tensão e corrente são representados pelos seus valores 
RMS ou eficazes.

‐>  A transmissão de potência (energia) na forma trifásica apresenta vantagens em 
relação à monofásica.

A frequência é determinada pelo número de polos do rotor e pela velocidade angular


do eixo. É praticamente consenso que as duas frequências utilizadas ao redor do
mundo são de 60Hz ( EUA, Brasil ) ou 50Hz ( Europa, Paraguai ).

Essas frequências foram escolhidas porque podem ser geradas com relativa eficiência
por equipamentos mecânicos cujo porte depende de dimensões do sistema de geração
e da demanda nos períodos de pico. ( Em navios e aeronaves é possível o uso da
frequência de 400Hz. )
Sistemas Polifásicos
O sistemas trifásico é usado pela grande maioria dos geradores elétricos
comerciais, mas isso não significa que os bifásicos e monofásicos não estejam
sendo usados.

Grande parte dos sistemas de emergência são monofásicos, como geradores a óleo
ou gasolina ( usado muito em industrias ). Jjá os geradores bifásicos são usados em
esquemas de servomecanismos, neste caso, um dos pontos comporta‐se como
ponto de referência.

O número de tensões de fase que podem ser produzidas por um gerador polifásico
não esta limitado a três. Pode‐se obter qualquer número de fases ajustando o
espaçamento angular entre os enrolamentos de cada fase ao longo do estator.
Usina de Belo Monte
Claudio Peixoto Engenheiros Academy
Grandes Obras de Engenharia- Linha Transmissão Belo Monte Dois anos
após ter vencido leilão do governo, a companhia de energia chinesa State
Grid iniciou obras para a construção da segunda linha de transmissão de
eletricidade de Belo Monte, projeto que custará R$ 9,5 bilhões e vai gerar
16 mil empregos durante sua execução. Com 2.550 quilômetros, a linha vai
cortar cinco Estados brasileiros, ligando a usina localizada no rio Xingu a
Paracambi, na Baixada Fluminense, e é fundamental para garantir o
escoamento da energia gerada por Belo Monte. Em janeiro, a empresa
adquiriu o controle da CPFL, maior grupo privado de energia do país, em
uma operação de R$ 14 bilhões. "Estamos com muito interesse nas áreas
de transmissão, distribuição e energias renováveis", afirmou Guanchao. A
obra da linha de transmissão de Belo Monte deve durar 25 meses - o
contrato prevê o início das operações em dezembro de 2019. A licença de
instalação foi emitida em agosto. Serão 13 canteiros de obras no trajeto da
linha, para a instalação de 4,6 mil torres. "Os grandes desafios dessa obra
são a extensão e administração dos contratos", disse Paulo Esmeraldo,
presidente da Xingu Rio Transmissora de Energia (XRTE), cerca de 40%
dos equipamentos virão da China #engenheirosacademy
CIRCUITOS TRIFÁSICOS
Definição de circuito trifásico (3Ø):
Considere os circuitos monofásicos a seguir, cada um alimentando uma carga
monofásica Z.

Estes circuitos monofásicos podem ser conectados de diferentes maneiras,


tanto para os geradores como para as cargas.

A título de exemplo, conectando-se os três circuitos monofásicos


anteriores através de um ponto comum (tanto o gerador quanto a carga),
denominado de “neutro”, se terá um circuito trifásico com gerador e carga
conectados em estrela (Y).
CIRCUITOS TRIFÁSICOS
Definição de circuito trifásico (3Ø):
Considere os circuitos monofásicos a seguir, cada um alimentando uma carga
monofásica Z.
CIRCUITOS TRIFÁSICOS
Definição de circuito trifásico (3Ø):

E00

E1200 E  1200

Neste caso, e em se tratando de fontes com amplitudes de mesmo módulo,


e que, quando conectadas, estejam defasadas de 120º , uma das outras,
as tensões podem ser descritas como:

Sequência Positiva Sequência Negativa


Va  V 00 Va  V 00
Vb  V   1200 Vb  V 1200
Vc  V 1200 Vc  V   1200
Fig. 12.1 Single phase systems a) two‐
wire type, b) three‐wire type

Ex. Sistema americano doméstico


(120 e 240V).
Fig. 12.2  Two‐phase three‐wire system
Fig. 12.3  Three‐phase four‐wire system
Fig 12.6 Three‐phase voltage sources: a) wye‐
connected source, b) delta‐connected source
Fig. 12.7 Phase sequences: a) abc or positive 
sequence b) acb or negative sequence
Fig. 12.8 Two possible three‐phase load configurations: 
a)a wye‐connected load, b) a delta‐connected load
Sistemas Polifásicos
2. O gerador Trifásico

O gerador ilustrado a seguir usa três enrolamentos posicionados a 120° um do


outro em torno do estator. Como os três enrolamentos possuem o mesmo
número de espiras e giram com a mesma velocidade angular, as tensões
induzidas nesses enrolamentos têm a mesma amplitude, forma de onda e
frequência. À medida que o eixo do gerador gira acionado por alguma força
externa, as tensões induzidas eAN, eBN e eCN são geradas simultaneamente e o
defasamento entre as três formas de ondas senoidais é idêntica.
Sistemas Polifásicos
C A B C A B

Três enrolamentos defasados de 120°


Forças eletromotrizes (fems) induzidas nos
enrolamentos do estator
Três enrolamentos defasados de 120º:
a – a’: Bornes enrolmento A.
b – b’: Bornes enrolamento B.
c – c’: Bornes enrolamento C.
Sistemas Polifásicos
3. O gerador trifásico conectado em Y

É o caso em que os três terminais mostrados na figura a) são conectados entre si como
mostra a figura b)

Figura a) - Enrolamentos de um gerador trifásico. Figura b) Gerador conectado em Y


O Operador α (a)
Conforme dito, ao definir-se os sistemas trifásicos, observa-se que, entre as
grandezas que o caracterizam há uma defasagem de ± 1200.

Para tratar circuitos deste tipo, define-se o operador “α” (ou operador “a”), que
apresenta a seguinte característica: α=1/__1200. Trata-se de um operador
complexo, com módulo igual a 1 e argumento de 1200. Assim sendo, um sistema
trifásico é definido como uma sequência ordenada de 3 fasores.

De forma geral, este conjunto de fasores é indicado numa matriz coluna (ou
vetor). Estes conceitos se aplicam a qualquer conjunto de fasores.

Todavia, existem casos particulares de fasores utilizados no estudo de sistemas


elétricos, que recebem designações especiais, conforme descrito a seguir.
Propriedades:
Potência a1 = a2 = a3 a4

Valor =1/_1200= =1/_2400= =1/_3600= =1/_1200=


=‐0,5+j0,866 =‐0,5‐j0,866 =‐1+j0 =‐0,5+j0,866=a

Potência 1+a 1‐a 1+a2 a+a2 a‐a2 1+a+a2

Valor =1/_600= =raiz(3)/_‐300= =1/_‐600= =1/_1800= =raiz(3)/_900= 0

=0,5+j0,866=‐a2 =1,5‐j0,866 =0,5‐j0,866=‐a =‐1+j0 =0+j1,732 0+j0


j 2
a    1120  1e
0 3
 0,5  j 0,866
Relação entre tensões de linha e tensões de fase:

3Vcn300 V cn 3Van300

 V ab
V ca


V an


 V bc
V bn

3Vbn300
 1 3  0,1 1 3
  ,   , 
 2 2    2 2 
2 2
 2 2 2   , 
 
 2 2 
,  3 3
2
3
 2 2  Relação entre
5 4   3 1

 
3 1
,  6 4


 2
, 
2
tensões de linha e
 2 2
6 tensões de fase.
 1, 0   1, 0 

7 11
6 6  3 1
 3 1 5 7  ,  
  ,   4  2 2
 2 2 4
4 5
 2 2
 2 2 3 3  , 
  ,  3
 2 2  a 0° 30° 45° 60° 90°
 2 2  2 1 3
 1 3  ,  
2 2 
  ,    0, 1
 2 2 
Seno 0 1

Cosseno 1 0

Tangente 0 1 h
a) Sequência Zero: ou homopolar, consiste de três

fasores iguais em amplitude e fase angular. São V0  1
identificados pelo subíndice zero.   
 
[V 0 ]  V0   V0 1
 1
V0 
 
b) Sequência Positiva: ou sequência direta, consiste de
três fasores de igual magnitude (Va, Vb, e Vc), defasados
de 120º e na mesma sequência de fases do sistema  
V 
original, designados pelo subíndice 1 (ou +), são definidos 1
1 
como:   2  
 
Vb   Va e Vc  Va
2 [V 1 ]   V1   V1  2 
    
 V1   
c) Sequência Negativa: ou sequência inversa, consiste
 
de três fasores de igual magnitude (Va, Vb, e Vc),
defasados de 120º e em sequência de fases contrária à  
do sistema original, designados pelo subíndice 2 (ou -), V
 2  1 
são definidos como:     
 
: [V 2 ]   V2   V2  
Vb  Va e Vc   Va 2
 2   2 
 V2   
 
Sequência de fases - Convenção:

Para verificar a sequencia de fases de um sistema trifásico, utiliza-se um


instrumento conhecido como sequencímetro.

Por convenção, um sistema é dito de sequência direta ou positivo, quando


os fasores giram em sentido anti-horário, na sequência A-B –C.

Para o caso de ocorrer alteração da sequencia, denomina-se sequência


negativa ou inversa, quando os fasores giram em sentido anti-horário sendo
a sequencia: A – C – B.
Neste caso, as tensões de linha são dadas por:

VAB = VAN - VBN 1


1   2  1  (  j
3
)  3(
3 1
 j )  3300
2 2 2 2
VBC = VBN - VCN
VCA = VCN - VAN

2

     1     330
2 2 2 0

1 3 3 3 3 1
  1  (  j ) 1    j  3 (  j )   330 0
Posto na forma matricial, obtêm-se: 2 2 2 2 2 2

Que resulta:
Neste caso, as tensões de linha são dadas por:
 
VAB = VAN - VBN V 
1
1 
VBC = VBN - VCN   2  
 
VCA = VCN - VAN [V 1 ]   V1   V1  2 
    
Posto na forma matricial, obtêm-se:  V1   
 

Que resulta:
A figura ilustra a obtenção das tensões de linha a partir das tensões de fase, para
o caso de sequencia positiva (ABC).
Para a sequência negativa ou inversa (ACB), mostra-se o correspondente

diagrama fasorial. Neste caso, o fator multiplicativo é: 3  300


V AB
1
 
V BC  3  300 V f 

V CB

2


V AN
 1
 V AB
V BN  
3  30 2
0

V CN


Fasorialmente (Matriz de Transformação de Fortescue - Charles):

No estudo de sistemas polifásicos considera-se que:

Sistema trifásico simétrico – é um sistema de três grandezas sinusoidais, de


mesma frequência e mesmo valor eficaz. Duas grandezas consecutivas estão
defasadas, uma em relação a outra, por um múltiplo inteiro do intervalo angular
(2Π/3), no caso dos sistemas trifásicos, 1200. Sistemas trifásicos assimétricos podem
ser decompostos num conjunto (soma) de grandezas trifásicas simétricas, que são
as suas componentes simétricas.

Um sistema trifásico assimétrico pode-se decompor na soma de três


sistemas sinusoidais: um sistema trifásico simétrico direto, um sistema
trifásico simétrico inverso e um sistema homopolar ou de sequência zero.
A seguir, apresenta-se a tabela onde constam os valores de corrente e
tensão, de linha e de fase, para um simétrico e equilibrado conectado em Y.
(estrela).
Valores de fase Valores de linha
Gerador Carga Gerador Carga
Corrente Tensão Corrente Tensão Corrente Tensão Corrente Tensão
IAN VAN Ian VAN IA VAB IA Vab
IBN V BN Ibn V BN IB V BC IB V bc
ICN V CN Icn V CN IC V CA IC V ca
Representação de um conjunto de fasores pelas componentes simétricas.

   
Va  1 1 1  Va 0 
    
Vb   1    Va  
2

   1      
Vc   2
Va  
   
Representação das componentes simétricas em função de um conjunto de
fasores.
 

 

V V
 a0  1 1 1   a 
   1  
2 
Va    1    Vb 
   3 1  2     
Va     Vc 
   
a  1120  1
o 
j 2
3   0,5  j0,866
Sistemas Polifásicos Equilibrados

Fonte: Unicamp
Sistemas Polifásicos Equilibrados
Sistemas Polifásicos Equilibrados
‐> Exemplo circuito em Y a quatro fios.

Qual seria o valor da tensão medida por um voltímetro conectado aos terminais A
e B da fonte?. (Em função das tensões de fase)
Sistemas Polifásicos Equilibrados
‐> Exemplo circuito em Y a quatro fios.

Qual seria o valor da tensão medida por um voltímetro conectado aos terminais A
e B da fonte?.

Tensão de linha
Sistemas Polifásicos Equilibrados
Sistemas Polifásicos Equilibrados
Sistemas Polifásicos Equilibrados
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Sistemas Polifásicos
Exemplo 1:

Dada a figura a seguir e considerando as tensões:

Va (t) = 50 sen (377t + 300)


f=60 Hz
Vb (t) = 30 sen (377t + 600)

Determine: a) A tensão de entrada


b) Desenhe a forma de onda de ein (t)

+ va --
+ +
ein vb
--
--
Sistemas Polifásicos
Exemplo 2
Uma carga equilibrada ligada em estrela é alimentada por um sistema
trifásico simétrico e equilibrado com sequência de fase direta (+ ou ABC).
Sabendo-se que | VBN | = 220 |__ 0° V, pede-se:
determinar:
a) as tensões de fase na carga;
b) as tensões de linha na carga;
c) O diagrama fasorial.
Exemplo 3

Uma carga equilibrada ligada em estrela é alimentada por um sistema


trifásico simétrico e equilibrado com sequência de fase direta (+ ou ABC).
Sabendo-se que | VBN | = 220 |__ 58° V, pede-se:
determinar:
a) as tensões de fase na carga;
b) as tensões de linha na carga;
c) O diagrama fasorial.
Exemplo 4
Refazer o exemplo anterior considerando sequencia de fases negativa (-
ou ACB).
OBS. Utilizar a notação matricial e o operador α.
Sistemas Polifásicos
Exemplo 2

Uma carga equilibrada ligada em estrela é alimentada por um sistema trifásico


simétrico e equilibrado com sequência de fase direta (+ ou ABC). Sabendo-se que
VBN = 220 |__ 58° V, pede-se:
determinar:
a) as tensões de fase na carga;
b) as tensões de linha na carga;
c) O diagrama fasorial.
Sistemas Polifásicos
Exemplo 2 continuação:

VBC

-VCN VAB

VAN VBN
300
580
Ref.
VAB

-VAN
-VBN

VCN

VAC
Exemplo 4
Sistemas Polifásicos
Um sistema trifásico simétrico tem sequência de fase negativa (B-A-C ) e
| VBN | = 220 |__58° V, pede-se determinar as tensões:

Respostas:
Exemplo 5
Sistemas Polifásicos
Um sistema trifásico simétrico tem sequência de fase negativa (B-A-C ) e |
VCN | = 220 |__ 40° V, pede-se determinar as tensões: VAN e VBN
Exemplo 5
Sistemas Polifásicos
Um sistema trifásico simétrico tem sequência de fase negativa (B-A-C ) e
VCN = | 220 | |__ 40° V, pede-se determinar as tensões: VAN e VBN
Exercícios:

6) Três impedâncias com valor de Z=4 − 3j são conectadas em estrela,


As impedâncias são ligadas a um gerador trifásico equilibrado com uma tensão de
linha de 208V. Pede-se:

a) Desenhe um circuito representativo do sistema, indicando as tensões de fase e de


linha,
b) Calcule os fasores corrente em cada impedância,
c) Determine o fator de potência em cada fase e total,
d) e a potência ativa total na carga.

7) Um gerador trifásico com uma tensão de linha no valor de 208 V alimenta uma
carga em triângulo. A corrente em cada impedância da carga é de 5 A, com fator de
potência de 0,8 em atraso (Ɵ<0).
a) Desenho o circuito, identificando as correntes de fase e linha
b) Calcule o fasor corrente na linha.

8) Três impedâncias com valor de Z=4 +3j , conectadas em triângulo, são conectadas
a um gerador trifásico equilibrado com uma tensão de linha de 240V. Calcule:
determine;
a) O fasor corrente em cada fase,
b) O fasor corrente nas linhas,
c) o fator de potência, e
d) a potência ativa total dissipada na carga.
Exercícios:

Exerciícios 7 e 8 do slide anterior e,

Livro do Sadiku:
12.12; 12.14; 12.38 e 12.56.

Livro do Nilson (cópia em pdf disponibilizada):


(estudar o Exemplo 11.6 e o constante nas páginas 315 e 316.)
Exercícios: 11.1; 11.17; 11.21; 11.33; 11.43; e 11.46
Exercícios:

9) Para o circuito a seguir, determine I1,I2 e I3.


Exercícios:

10) A carga conectada em triângulo, da figura, consome uma potência ativa de 600
kW para uma tensão de 5 kV. Se a corrente medida na linha é de 75 A, determine
o fator de potência do circuito.Repita os cálculos utilizando grandezas de linha.
Sistemas Polifásicos
1. Gerador Conectado em Y com uma carga conectada em Y – equilibrado.
As cargas alimentadas por fontes trifásicas podem ser de dois tipos: estrela ou
triângulo. Quando uma carga em Y é conectada a um gerador em Y, o sistema é
representado por Y‐Y tal qual a figura abaixo:
Sistemas Polifásicos
O que caracteriza uma carga equilibrada?

* Quando a carga é equilibrada, ou seja, quando Z1 = Z2 = Z3, a


conexão do neutro pode ser removida sem que o circuito seja afetado.
Nesta situação, a corrente de neutro ( IN) é nula.

* O ângulo de fase seja igual para as três impedâncias.

O sistema Y‐Y a 4 fios.

As três correntes de fase do gerador são iguais às três correntes de


linha, que por suas vez são iguais às três correntes de fase da carga
conectada em Y, portanto:

  
I fg  I L  I L
Sistemas Polifásicos
E como o gerador e a carga têm o neutro em comum, tem‐se que:

   
V f  V   E f  E
Isto é válido para carga equilibrada ou não, e se desconsideradas as
impedâncias da linha e gerador

Como o módulo da tensão de linha é 3 (raiz de três) vezes a tensão de


fase, a mesma relação pode ser aplicada à carga equilibrada ou não em
um sistemas Y‐Y de quatro fios.

E L  3V
Sistemas Polifásicos
1. Gerador Conectado em Y com uma carga conectada em Y.
Relação entre as tensões de linha (VL) e tensões de fase (VF) – Sequência ABC (+):
  
V an  VF 0 , V bn  VF   120 , V cn  VF 240 0
0 0

    
V ab  V an  V nb  V an  V bn

 1 3
V ab  VF (1   j )  3VF 300
2 2
Analogamente:


V bc  3VF   900
VL  3VF

V ca  3VF   2100
Vale para carga equilibrada ou não.
Sistemas Polifásicos
1. Gerador Conectado em Y com uma carga conectada em Y.
Para as correntes (IL) e tensões de fase (VF) – Sequência ABC :

 V an  
Ia  
 I f   , Z Y | Z Y |  []
ZY
 
 V bn V an   1200
Ib  
 
 I f     1200 ,
ZY ZY
 
 V cn V an   2400
Ic  
 
 I f     2400
ZY ZY
  
Ia Ib  Ic  0
   
I n  ( I a  I b  I c )  0
 -   
V nN  Z n I n  0 Carga em Y  I f  I L
Equivalente monofásico
Sistemas Polifásicos
1. Gerador Conectado em Y com uma carga conectada em Y.
Para as correntes (IL) e tensões de fase (VF) – Sequência ABC :
 
 
Z Y | Z Y |  []

S  V I [VA]

S  V f 0 0.I f  0  V f   120 0.I f   120 0  V f 120 0.I f   1200
Y
3

 Vl  
S  3.V f .I l   3 
Y
3
0
 I l  0  3Vl I l  0 [VA] S  3.Vl I l  0 [VA]
Y
3
 3

Equivalente monofásico
Sistemas Polifásicos
Exercício 11: Para o circuito a seguir determine:
a) A sequência de fase do gerador conectado em Y .
b) Os ângulos de fase Ɵ2 e em Ɵ3.
b) O módulo das tensões de linha.
c) As correntes de linha.
d) Prove que a corrente de neutro é igual a 0.
Sistemas Polifásicos
1. Carga conectada em ∆.
Para as correntes (IL) e tensões de fase (VF) – Sequência ABC :

 
Carga em   V f  V L
Sistemas Polifásicos
1. Carga conectada em ∆.
Para as correntes (IL) e tensões de fase (VF) – Sequência ABC :
Sistemas Polifásicos
1. Carga conectada em ∆.
Para as correntes (If) e tensões de fase (VL) – Sequência ABC :
 
Z L | Z L |  []

 Il  0
S  3.Vl 0 .I f   3.Vl 0 .

3
0 0
 [VA]
0

 3

S  3.Vl I l  0 [VA]

3
Sistemas Polifásicos
1. Carga conectada em ∆.
Para as correntes (If) e tensões de fase (VL) – Sequência ABC :

Considerando a defasagem entre correntes de linha e de fase, pode‐se


escrever:
 
 V ab | V ab | 300  
I ab  
 
 I f 30   [A]
0
Z L | Z L |  []
ZL | Z L | 

 V bc
I bc  
 I f   90 0   [A]
ZL

 V ca
I ca  
 I f   150 0   [A]
ZL
Sistemas Polifásicos


Potência complexa trifásica S3  3.Vl I l  [VA]

Potência ativa trifásica P3  3.Vl I l cos  [W]

Potência reativa trifásica Q 3  3.Vl I l sen  [W]


Sendo Ɵ o ângulo da impedância da carga.

P  V1 I1 cos 1  V2 I 2 cos  2  V3 I 3 cos  3

1 T 1 T 1 T 1 T
P
T 
0
pdt 
T 
0
v1.i1dt 
T 
0
v2 .i2 dt 
T 
0
v3 .i3 dt
Exercícios:

6) Para o circuito a seguir, determinar:


a) A corrente na linha,
b) A tensão em cada fase da carga,
c) A potência ativa absorvida (demandada) pela carga,
d) A potência dissipada na linha
Sistemas Polifásicos
Exercício 1 (Livro do Nilson , pg 370)

Exercício 2: Conexão Y - Y
Um gerador trifásico equilibrado, ligado em Y, com sequência de fases positiva, tem
uma impedância de 0,2 + j0,5Ω e uma tensão a vazio de 120V/fase. O gerador
alimenta uma carga trifásica equilibrada, ligada em Y, com uma impedância de
39+j28 Ω/fase. A impedância da linha que liga o gerador à carga é de 0,8 + j1,5
Ω/fase. A tensão a vazio da fase a do gerador é tomada como referência. Pede-se:
a) Construa o circuito trifásico e o equivalente da fase “a” do circuito.
b) Calcule as três correntes de linha IaA, IbB e IcC.
c) Calcule as três tensões de fase na carga VAN, VBN e VCN.
d) Calcule as três tensões de linha: VAB, VBC e VCA ,nos terminais da carga.
e) Calcule as tensões de fase nos terminais do gerador: Van, Vbn e Vcn
f) Calcule as tensões de linha Vab, Vbc e Vca nos terminais do gerador.
g) Repita os itens (a) a (f) para uma sequência negativa.
Sistemas Polifásicos
Exercício 2 (Livro do Nilson )

Exercício 3:
Um gerador trifásico equilibrado, ligado em Y, com sequência de fases positiva, tem
uma impedância de 0,2 + j0,5Ω e uma tensão a vazio de 120V/fase. Através de uma
linha cuja impedância é de 0,3 + j0,9 Ω/fase, o gerador é utilizado para alimentar
uma carga trifásica equilibrada, ligada em ∆, cuja impedância equivalente é de
118,5+j85,8 Ω/fase. Considerando como referência a tensão da fase “a” da fonte.
Pede-se:
a) Construa o circuito trifásico e equivalente da fase a do circuito.
b) Calcule as correntes de linha IaA, IbB e IcC.
c) Calcule as tensões de fase nos terminais da carga.
d) Calcule as correntes de fase na carga.
e) Calcule as tensões de linha nos terminais do gerador
Sistemas Polifásicos
Exercício 11.2 (Livro do Nilson )
Exercício 3:
A) Diagrama unifilar para a fase a.
Sistemas Polifásicos
Exercício 2 (Livro do Nilson )
Exercício 2:
Sistemas Polifásicos
Exercício 2 (Livro do Nilson )
Sistemas Polifásicos
Exercício: Para o sistema trifásico a seguir, determine:
a) Os ângulos de fase 2 e 3.
b) As correntes de cada fase conectada à carga.
c) O módulo das correntes de linha.
Sistemas Polifásicos
2. Gerador conectado em Y com uma carga conectada em Delta.
Não existe a conexão do neutro no sistema Y‐Δ. Qualquer variação na impedância de uma das fases que
desequilibre o sistema faz com que as correntes de linha sejam diferentes. No caso de Z1 = Z2 = Z3 temos que
agora a tensão de fase na carga é igual a tensão de linha da rede e que a corrente de linha é razão de raiz de
três vezes a corrente de fase.

Obs. Demonstra-se que a soma fasorial das correntes de linha e de fase, com carga
equilibrada, é nula.
Sistemas Polifásicos
Exercício:
Um sistema trifásico, com uma tensão eficaz de 100,0V, tem uma carga ligada em 
delta (∆) e equilibrada, com impedância de 20,0 | 45º (Ω). Obter as correntes de linha 
e traçar o diagrama fasorial.
Sistemas Polifásicos
Exercício:
Um sistema trifásico, com uma tensão eficaz de 100,0V, tem uma carga ligada em delta (∆), equilibrada, com 
impedância de 20,0 | 45º (Ω). Obter as correntes de linha e traçar o diagrama fasorial.

VAB 100,00º
I AB    5,0  45º  A
Z 20,045º
100,0 120º Diagrama Fasorial
V
I BC  BC   5,0 165º  A
Z 20,045º
100,0  240º
V
ICA  CA   5,0  285º  A
Z 20,045º
I A  I AB  ICA  5,0  45  5,0  285º
 3,535 j3,535 1,294 j4,830  2,241 j8,365
 8,660  75º
I B  I BC  I AB  5,0 165º5,0  45º
 4,830 j1,294 3,535 j3,535 8,365 j2,241
 8,660 165º  A
IC  ICA  I BC  5,0  285º4,830 j1,294
 1,294 j4,830 4,830 j1,294 6,124 j6,124

 8,66145º  A
Sistemas Polifásicos
Sistemas Polifásicos
Sistemas Polifásicos
3. Gerador conectado em Δ
Quando o gerador é conectado conforme a figura a seguir, o sistema é
denominado de gerador trifásico a três fios conectado em delta. Nesse
sistema, as tensões de fase e de linha são equivalentes e têm o mesmo valor
que as tensões induzidas nos enrolamentos do gerador. Ou seja:
Sistemas Polifásicos
3. Gerador conectado em Δ

Diferentemente da corrente do gerador conectado em Y, a corrente de linha no


sistema conectado em Δ é diferente da corrente de fase. A relação das duas
correntes pode ser determinada aplicando a lei de Kirckoff para correntes a um
dos nós do circuito e calculando a corrente de linha em termos das de fase; ou
seja, para o nó A tem‐se:
Sistemas Polifásicos
Gerador Conectado em ∆
O diagrama fasorial para as correntes está mostrado a seguir.
Salienta‐se que é utilizada a mesma metodologia utilizada para encontrar a tensão
de linha no gerador conectado em Y.

Diagrama Fasorial para carga equilibrada:


Sistemas Polifásicos
4. Sequência de fase no gerador conectado
em delta.
Embora as tensões de linha e de fase de um
sistema conectado em delta sejam iguais, é
mais prático descrever a sequência de fase em
termos das tensões de linha.

O método utilizado é o mesmo usado para


descrever as tensões de linha dos geradores
em Y. Dada a sequência na ordem a seguir:
Sistemas Polifásicos
Sistemas polifásicos ∆ ‐ ∆ e Y ‐ Y

Semelhantes aos casos anteriores.

Exercícios
Sistemas Polifásicos
‐> Conversão de uma fonte trifásica conectada em ∆ para conexão em Y.

a) As tensões de fase da fonte conectada em ∆ são:


 
Vab  V f 0 , Vbc  V f   1200
0


Vca  V f 1200

Valendo‐se das LTK, obtem‐se:

 V f / 3  300
Ia  
ZY

Para sequencia de fase positiva, tem‐se:


  OBS.
I b  I a   120 0
VL=Vf na conexão ∆ .
  IL= 3 If na conexão ∆. IL atrasada 300 de If.
I c  I a 1200
na sequência positiva.
Sistemas Polifásicos
‐> Conversão de uma fonte trifásica conectada em ∆ para conexão em Y.

b) Outra forma de determinar a corrente de linha, é substituir a fonte conectada em ∆


por uma conectada em Y, sendo:

 Vf
Van    30 0 ,
3
 Vf
Vbn    150 0
3
 Vf
Vcn  90 0
3

Se a fonte possui uma impedância em ∆ /fase (Zs), na conexão em Y ficará :



 Z
ZY  / fase
3
Sistemas Polifásicos
‐> Conversão de uma fonte trifásica conectada em ∆ para conexão em Y.

Como a fonte foi transformada em Y, tem‐se um circuito Y‐Y. Assim sendo, pode‐se utilizar o circuito
equivalente por fase (desconsideradas a impedância da fonte e das linha).

 Vf  Vf
Van    30 , Vbn 
0
  150 0
3 3
 Vf
Vcn  90 0
3

Ou seja:

 V f / 3  300
Ia  
ZY
 
I b  I a   1200
 
I c  I a 1200
Sistemas Polifásicos
‐> Conversão de uma fonte trifásica conectada em ∆ para conexão em Y.

Sendo assim, tem‐se.


   Vf
V AN  I a Z Y    300
3

 
V BN  V AN   1200

 
V CN  V AN 1200
Sistemas Polifásicos
‐> Exercício:
Resolver o circuito utilizando a conversão da fonte trifásica conectada em ∆ para
conexão em Y.
Desenhar o circuito equivalente monofásico.

v
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em Y

Potência Média: Em cada fase a potência média fornecida é calculada por :

VR2
P  V I cos   I R 
V 2
I
R
Sendo:

 I
V
Ângulo entre V e I
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em Y

A Potência Total Ativa fornecida à carga equilibrada pode ser determinada por:

PT  3P [W]

Ou em função das grandezas de linha:

PT  3EL I L cos   3I L2 R
V
I
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em Y

A Potência Reativa em cada fase em VAr (Volt‐Ampèr reativos) é determinada por:

V2
Q  V I sen  I2 X  
V
I
X

A Potência Total Reativa fornecida à


carga equilibrada pode ser determinada
por:
QT  3Q [VAr]

Ou em função das grandezas de linha:

QT  3E L I L sen I  3I L2 X 
V
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em Y

A Potência Aparente associada a cada fase em VA (Volt‐Ampèr) é determinada


por:

S  V I [VA]

A Potência Aparente Total fornecida à


carga equilibrada é dada por:

ST  3S [VA]

Ou, em função de grandezas de linha:

ST  3 E L I L
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em Y

O Fator de Potência associada do sistema é determinado por:

PT
FP   cos  I (atrasado ou adiantado)
V

ST

Exercício pag. 847


Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em Y
Exercício pag. 847
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em Y
Exercício pag. 847
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em Y
Exercício pag. 847
VR – divisor de tensão I
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em ∆
Potência Média: Em cada fase a potência média fornecida a cada fase é calculada
por :

VR2
P  V I cos   I R 
V 2
I [W]
R

Potência Média Total

PT  3P [W]
Sistemas Polifásicos
Potências
Carga trifásica conectada em ∆
Potência reativa: Em cada fase a potência média fornecida a cada fase é calculada
por :

V2
Q  V I sen  I2 X  
V
I [VAr]
R
Potência Média Total

QT  3Q [VAr]
Potência Aparente

S  V I [VA]

ST  3S  3E L I L [VA]
PT
Fator de Potência FP 
ST
Sistemas Polifásicos
Correção do fator de Potência – Circuitos Monofásicos

Com auxílio da expressão anterior pode-se determinar a capacitância , em farad, necessária


para elevar o fator de potência - FP de um valor inicial FP1 a um valor final FP2 .
Caso se deseje especificar um fator de potência final de natureza capacitiva, o ângulo ϕ’ 
deverá ser escolhido com valor negativo.
Sistemas Polifásicos
Correção do fator de Potência – Circuitos trifásicos

Assim como em circuitos monofásicos, a correção do fator de potência de cargas trifásicas


é realizada através da ligação de capacitores em paralelo com a carga. Utilizando os
resultados alcançados no caso de circuitos monofásicos, a potência reativa por fase ,
necessária para “elevar” o fator de potência do valor cosϕ ao valor cos ϕ’, pode ser obtido
por meio da expressão:
Qcap 3  Q3  Q3'   P3 (tan   tan  ' )

E: Qcap 3 P3
Qf   (tan   tan  ' )
3 3
Os capacitores podem ser ligados em triângulo ou em estrela, conforme mostra a
Figura.
Sistemas Polifásicos
Correção do fator de Potência – Circuitos trifásicos

a) Capacitância necessária para alcançar uma Potência Reativa, por


fase, igual a Qf – conexão Y:

Qf 3Q f
CY  
(VL 2
) w VL2 w
3

a) Capacitância necessária para alcançar uma Potência Reativa, por fase, igual
a Qf – conexão ∆:

Qf
1
C   CY
VL2 w 3
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos

Método dos três wattímetros – Circuitos trifásico equilibrado ou não e conexão em ∆


ou Y.
Sistema a 4 fios ‐ Y
A potência ativa total na carga é igual à soma das potências ativas em cada impedância:

P3  PTy  P1  P2  P3

W1 W2 W3
P3  V1n .I1n . cos 1  V2 n .I1n . cos  2  V3n .I 3n . cos  3

1 ,  2 e  3  Ângulo das impedâncias


Para circuitos equilibrados::

P3  3 .P1  3V1n .I 1n . cos  1  3V f .I f . cos 


Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos

Método dos três wattímetros – Circuitos trifásico equilibrado ou não e conexão em ∆


ou Y.

Sistema a 3 fios - ∆

A potência ativa total na carga é igual à soma das potências ativas em cada impedância:

PT  P1  P2  P3
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos

Método dos três wattímetros – Circuitos trifásicos equilibrados ou não e conexão em ∆


ou Y.
Sistema a 3 fios ‐ ∆ ou Y Pode ser 
Sistema a 3 fios - Y também  
carga em ∆
A potência ativa total na carga é igual à soma das potências ativas em cada impedância:

Não havendo conexão entre o neutro da carga e o neutro


da fonte, o ponto comum das bobinas de potencial dos
wattímetros (ponto O) terá um potencial arbitrário.
As indicações dos três wattímetros correspondem a:

 
W1
 * ± Linha a

P1  ReV 1n . I 1 .,
BC1

±
BP1

 

Z1
O
n

  *  PT  P1  P2  P3 W2

P2  ReV 2 n . I 2 .,
Z3 Z2
± Linha
BC2

 
c
±
BP2

  * W3

P3  ReV 3n . I 3  ± BC3
Linha

  BP3
±
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos

Método dos dois wattímetros – Circuitos trifásico , três fios, equilibrado ou não e
conexão em ∆ ou Y (4 fios só se for equilibrado) .
Pode ser 
A potência ativa total é a soma algébrica da leitura dos dois wattímetros.
carga 
em ∆
O potencial do ponto “O” não tem influência
no resultado final. Pode-se, dessa forma,
atribuir a este um potencial em particular.

Pode-se conectar o ponto O a uma das


fases, como por exemplo, na fase B . Neste
caso, o wattímetro 2, passará a indicar
potência nula, pois não haverá diferença de
potencial aplicada em sua bobina de
potencial.
Assim, o wattímetro 2 pode ser retirado do
circuito sem qualquer implicação. Compare:

Tente outras conexões possíveis para os


Wattímetros!

Demonstrar, matematicamente, que a soma algébrica das leituras dos Wattímetros fornece a
potência ativa total fornecida à carga.
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos
Método dos dois wattímetros – Circuitos trifásico , três fios, equilibrado ou não e
conexão em ∆ ou Y.

Para o caso de um sistema equilibrado, a potência total


será dada por:

PT  Ph  Pl  3VL I L cos  IV

Ph e Pl - leitura dos Wattímetros de maior e menor valor.

O Fator de Potência é:
Ph  Pl
FP  cos  IV 
3VL I L

São considerados dois métodos para determinar se


as leituras dos wattímetros devem ser somadas ou
subtraídas.
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos
Método dos dois wattímetros – Circuitos trifásico , três fios, equilibrado ou não e
conexão em ∆ ou Y.

Métodos considerados (dois) para determinar se as leituras dos wattímetros devem ser
somados ou subtraídas

Para o caso de um sistema equilibrado, a potência total


será dada pela soma algébrica de:

W1  Vac I a cos  IVaac  Vac I a cos(300   )


W2  Vbc I b cos  IVbbc  Vbc I b cos(300   )
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos
Método dos dois wattímetros – Circuitos trifásico , três fios, equilibrado ou não e
conexão em ∆ ou Y.
Considerando o método do fator de potência - para determinar se as leituras dos
wattímetros devem ser somados ou subtraídos

1) Para :   60 0  cos   0,5 PT=W1 + W2.


W1 e W2 positivos (os 2 wattímetros indicação para
frente)

2) Para :   600  cos   0,5


Primeiro wattímetro para frente, segundo para trás
(inverter a bobina de corrente e levar em conta o sinal -).

3) Para :   600  cos   0,5


O primeiro wattímetro indica sozinho a potência total.
O segundo igual a zero.

4) Para :   00  cos   1
W1=W2 (carga resistiva).
5) Para :   900  cos   0 W1=-W2 (carga reativa)
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos

Método dos dois wattímetros – Circuitos trifásico , três fios, equilibrado ou não e
conexão em ∆ ou Y.

Em geral, a potência ativa total entregue a uma carga com n fios pode ser obtida através da
utilização de (n-1) wattímetros.

O teorema de Blondel formaliza o chamado método dos ( n-1 ) wattímetros:

“Se a energia é fornecida a uma carga polifásica através de n fios, a potência total na carga é
dada pela soma algébrica das leituras de n wattímetros, ligados de tal maneira que cada um
dos n fios contenha a bobina de corrente de um wattímetro, estando a correspondente bobina
de potencial ligada entre este fio e um ponto comum a todas as bobinas de potencial, o ponto
O. Se este ponto estiver sobre um dos n fios, bastam (n-1) wattímetros.”

ANALISE:
PORQUE O TERMO soma algébrica ESTÁ DESTACADO NO TEXTO DO TEOREMA?
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência ativa em circuitos trifásicos

Medição de potência ativa:

Em geral, para um sistema de n circuitos, se conhecidas n-1 tensões e


correntes, a potência total pode ser calculada, uma vez que, de acordo
com a lei de Kirchhoff, existem apenas n-1 tensões ou correntes
independentes.
Em síntese, tem-se:

a) Para circuitos a três fios, equilibrados ou não, conectados em


estrela ou triângulo – apenas dois wattímetros são necessários. Uma das
fases é tomada como referência.

b) Para circuito a 4 fios: Se equilibrado, apenas dois wattímetros são


necessários. Uma das fases é a referência.

c) Para circuito a 4 fios, desequilibrado, são necessários 3 wattímetros.


Sistemas Polifásicos
Exercício 3 (Livro do Nilson ex. 11.5 )

Uma carga trifásica equilibrada demanda 480 kW com fator de potência 0,8
atrasado. A carga é alimentada por uma linha de 0,005 + j0,025Ω/fase. A tensão de
linha nos terminais da carga é 600V.

a) Construa o circuito equivalente para uma das fases.


b) Calcule o modulo da corrente de linha.
c) Calcule o modulo da tensão de linha no inicio da linha.
d) Calcule o FP no inicio da linha.
Sistemas Polifásicos
Exercício 3 (Livro do Nilson ex. 11.5 )
Sistemas Polifásicos
Exercício 3 (Livro do Nilson ex. 11.5 )
Sistemas Polifásicos
Exercício 3 (Livro do Nilson ex. 11.5 )
Sistemas Polifásicos
Exercício 3 (Livro do Nilson ex. 11.5 )
Sistemas Polifásicos
Exercício 23.8 (Livro do Boylestad, pg 852 )
Sistemas Polifásicos
Exercício 23.8 (Livro do Boylestad, pg 852 )
Sistemas Polifásicos
Exercício 23.8 (Livro do Boylestad, pg 852 )
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência REATIVA em circuitos trifásicos

Circuitos trifásico , três fios, equilibrado ou não e conexão em ∆ ou Y.


Pode ser 
A potência reativa total de uma carga trifásica é igual à soma das potências reativas carga 
de cada fase, e pode ser medida através de wattímetros convenientemente conectados. em ∆

Pode-se demonstrar que:

1
Q3  [ L1  L2  L3 ] W1

3 ± BC1
Linha a

±
BP1

L1 , L2 e L3 são as leituras
dos três wattímetros. n
W2
Z3 Z2
± Linha
BC2
c
Note que a soma das três BP2
±

leituras é 3 vezes maior


que a potência reativa total Q3 . W3

Linha
± BC3

±
BP3
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência REATIVA em circuitos trifásicos utilizando Wattímetros

Circuitos trifásico , três fios, equilibrado ou não e conexão em ∆ ou Y.

ANALISE:
PORQUE O TERMO soma algébrica ESTÁ DESTACADO NO TEXTO DO TEOREMA?
Porque dependendo da característica da carga e, portanto, dos ângulos de defasagem entre as
tensões e correntes, nos wattímetros analógicos, os ponteiros podem defletir à esquerda do
ZERO.

PROCEDIMENTO PRÁTICO:

* inverter a ligação da bobina de potencial do(s) wattímetro(s) em que há essa tendência;


• atribuir sinal negativo à(s) respectiva(s) leitura(s) e
• realizar a soma algébrica das leituras dos wattímetros, sendo que a potência ativa trifásica
da carga corresponderá ao valor absoluto do resultado dessa soma.
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência REATIVA em circuitos trifásicos utilizando Wattímetros

Circuitos trifásico , três fios, equilibrado ou não e conexão em ∆ ou Y.

PARTICULARDADES:
1ª. PARTICULARIDADE:
Se a carga for equilibrada, os três termos da expressão de Q3Ø serão iguais e somente um
wattímetro é necessário.
Por exemplo, utilizando-se apenas o wattímetro W1, a potência reativa total corresponderá a:

1 1
Q3  [ L1  L2  L3 ]  [3.L1 ]  3L1
3 3

ou seja, a potência reativa total em uma carga equilibrada é 3 vezes a leitura de um wattímetro.
Sistemas Polifásicos
Medição de Potência REATIVA em circuitos trifásicos utilizando Wattímetros

Circuitos trifásico , três fios, equilibrado e conexão em ∆ ou Y.

PARTICULARDADES:
2ª. PARTICULARIDADE:
Trata-se de um cálculo prático da Potência Reativa em Carga Equilibrada.
Se o método dos dois wattímetros estiver sendo utilizado para a medição de potência ativa em
cargas equilibradas, é possível obter a potência reativa total utilizando a mesma conexão.

Pode-se demonstrar que: Pode 


ser 
carga 
Q3
P2  P1  VL I L sen  em ∆
3

Z1
É possível então obter o ângulo da impedância da carga:

 Q3   
  tg 
1   tg 1  3 ( P2  P1 ) 
  P P 
 P3   1 2 
Sistemas Polifásicos
‐> Exemplo carga conectada em Y a quatro fios.

A carga trifásica tem em cada fase uma resistência de 120 Ω e uma reatância indutiva de 160 Ω. A tensão
de fase é igual a 127 V.
Considerando a sequência de fases ABC e a tensão de fase ÛAN como referência angular, as tensões de
fase fornecidas pela fonte são iguais a:
Sistemas Polifásicos
‐> Exemplo carga conectada em Y a quatro fios.
o
A impedância da carga vale: Z = R + jX =120 + j160 = 200/___53,13 Ω

Observação:
AS CORRENTES QUE VÃO DA FONTE PARA A CARGA, SÃO AS CORRENTES DE LINHA.
Sistemas Polifásicos
‐> Exemplo carga conectada em ∆.
Sistemas Polifásicos
‐> Exemplo carga conectada em ∆.
Sistemas Polifásicos
‐> Exemplo carga conectada em ∆.
Sistemas Polifásicos
‐> Exemplo carga conectada em ∆.
Sistemas Polifásicos
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