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CAPITULO I: INTRODUÇÃO

1.0 Introdução

O presente trabalho de pesquisa científica com o tema “Impactos Sócio Ambientais


Causados Pela Construção Desordenada, Um Estudo no quarteirão nᵒ5 unidade
comunal G, Bairro de Chipangara-Cidade da Beira”, é um dos requisitos para a
obtenção de grau de Licenciatura em Ensino de Geografia com Habilidade em Turismo.
Este trabalho de pesquisa tem como objectivo analisar os impactos sócios ambientais
das construções desordenadas no quarteirão nᵒ5 Unidade G Bairro de Chipangara-
Cidade da Beira, bem como identificar as causas de degradação ambiental no quarteirão
e propor estratégias ou medidas com vista a minimizar os impactos ambientais causados
pela construção desordenada no quarteirão, através do controlo do uso dos espaços,
planear e promover acções educativas no quarteirão de modo a proporcionar uma vida
melhor e de qualidade para a comunidade residente.

O presente trabalho de pesquisa está dividido em seis (6) capítulos designadamente:


introdução como o primeiro capítulo, procedimentos metodológicos como o segundo
capítulo, fundamentação teórica como o terceiro capítulo, características físicas
geográficas da área em estudo como o quarto capítulo, análise e interpretação de dados
como o quinto capítulo e por final o sexto e o último capítulo é conclusão e sugestão.

1.1 Delimitações do tema


O estudo dos impactos sócio ambientais foi realizado no quarteirão nᵒ5 Bairro de
Chipangara, na cidade da Beira visto que o quarteirão apresenta vários problemas
ambientais que afecta a comunidade local. Entretanto a pesquisa foi realizada no espaço
temporal de Junho a Dezembro do ano 2018.
O tema em estudo enquadra-se na cadeira de ordenamento territorial, ministrada no
curso de geografia. As autarquias vêm crescendo sem a observância de planeamento e
directrizes urbanas, criando assim situações de confronto entre o meio natural e as
construções desordenadas ou mesmo com as actividades que o ser humano pratica no
seu dia-dia no meio ambiente. Deste modo as construções desordenadas no município
da Beira, Bairro de Chipangara- cidade da Beira e em particular no quarteirão nᵒ5 estão
a degradar o meio ambiente e consequentemente cria problemas para o ser humano.
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1.2 Justificativa da escolha do tema

Mediante a realidade vivenciada no quarteirão, na actualidade é visível o uso


insustentável do meio ambiente, pela desorganização e desordenamento do quarteirão
que move a insatisfação dos moradores devido a impossibilidade de instalação de
serviços sociais tais como: vias de acesso, expansão de rede de energia, abertura de
valas de drenagem, a canalização de água potável, a não observância das regras de
convivência social pode pôr em causa a saúde pública e o meio ambiente.
O presente trabalho de pesquisa vai contribuir através dos resultados obtidos para
melhorar as condições de vida da população do quarteirão, também pode servir de um
instrumento muito importante para as autoridades políticas locais e ao conselho
municipal da cidade da Beira para puder compreender as causas de degradação
ambiental do quarteirão nᵒ5 Unidade G de modo a minimizar os impactos ambientais
negativos identificados no quarteirão que é para proporcionar a melhoria de qualidade
de vida da comunidade local.

A escolha deste tema foi influenciado pela observação realizada no quarteirão nᵒ5
unidade comunal G, onde foi possível perceber que muitos moradores deste quarteirão
fazem construções desordenadas, sem obedecer leis, princípios, normas do ordenamento
territorial vigente no país, o que não permite a entrada ou a implantação de serviços
sociais tais como: Escolas, Hospitais, vias de acessos, mercados, serviços de salvação
pública, aberturas de valas de drenagem entre outros serviços.
Foi possível identificar as inquietações frisadas acima, porque o autor residia no
quarteirão, razão pela qual optou em escolher o tema para desenvolver o trabalho de
pesquisa.

1.3 Problematização
Em Moçambique actualmente as construções desordenadas têm ganhado um espaço
galopante, principalmente nas cidades, a cidade da Beira não foge desde fenómeno,
neste caso o autor julga conveniente abordar esta problemática do quarteirão nᵒ5
unidade comunal G Bairro de Chipangara- cidade da Beira.
A construção desordenada no quarteirão nᵒ5 Unidade G nos últimos anos tem ganhada
uma proporção muito alarmante e tem sido um dos problemas que afecta negativamente
de forma directa ou indirectamente o meio ambiente. A ocupação desordenada do
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espaço neste quarteirão expandiu-se de uma forma descontrolada e trouxe muitos


problemas sócios ambientais tais como: A contaminação de solo que pode provocar
alteração da biodiversidade e vedando assim a existência de espaços verdes para o lazer
e com acumulação dos resíduos sólidos pode impedir a infiltração das águas
provocando assim a intransitabilidade entre os quarteirões no Bairro, principalmente nas
épocas chuvosas, ou mesmo pode impedir o escoamento das águas para a vala de
drenagem principal que atravessa o Bairro de Chipangara.

De cordo com MUCHANGOS (1989:24), A questão de construção desordenada


agravou-se devido a movimentos migratórios da população do campo para as cidades,
isto no período de guerra civil. A população fazia estes movimentos migratórios do
campo para cidade a procura das melhores condições de vida e da segurança, ocupando
assim os espaços de forma desordenada.
A construção de infra-estruturas no quarteirão nᵒ5 Unidade G não obedece os princípios
de ordenamento do território, por isso que neste quarteirão há escassez de serviços
sociais tais como: a rede de energia eléctrica, de fraca qualidade devido a aglomeração
das casas e o abastecimento da água é extremamente deficiente. Nota-se a inexistência
de espaço para colocar os contentores no quarteirão para a deposição dos resíduos
sólidos, neste quarteirão os resíduos sólidos são depositados de qualquer maneira, o que
é atentado a saúde pública e para o ambiente. Mas nas principais estradas existem os
contentores para a deposição dos resíduos sólidos.
As vias de acesso são importantes para o ser humano, pois a falta de vias de acesso
dificulta a circulação de pessoas e bens no quarteirão, sobretudo a circulação de
ambulâncias para evacuar os doentes que padecem de várias enfermidades para o
hospital central da Beira ou outros centros de saúde mais próximos. O
congestionamento dos residentes impossibilita a expansão da rede de abastecimento de
água canalizada para a população do Bairro e em particular no quarteirão, o que pode
culminar com o consumo das águas dos poços não tratados, provocando assim as
doenças de origem hídrica.
Perante esta problemática que se verifica no quarteirão, coloca-se a seguinte pergunta:
Que impacto sócio ambientais resultantes das construções desordenadas pode-se
verificar no quarteirão nᵒ5 Unidade comunal G, Bairro de Chipangara, cidade da
Beira?
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1.4 Hipóteses
1.4.1. Hipótese primária
 A construção desordenada no quarteirão nᵒ5 Unidade G pode contribuir para
ocorrência de problemas sócios ambientais, por exemplo a deficiência do
fornecimento dos serviços básicos, contaminação do solo, contaminação da água
entre outros.

1.4. 2 Hipóteses secundárias


 Com as construções desordenadas no quarteirão nᵒ5 pode provocar as
inundações devido a deficiência de escoamento das águas superficiais;
 Com as construções desordenadas no quarteirão pode provocar a oscilação da
corrente eléctrica devido a supre carga das baixadas nos postes.
 Com as construções desordenadas no quarteirão nᵒ5 pode impedir a entrada dos
camiões do CMB para a remoção dos resíduos sólidos, devido a inexistência das
vias de acesso.

1.4.3 Objectivos
1.4.4 Objectivo geral

 Analisar os impactos sócio ambientais das construções desordenadas no


quarteirão nᵒ5 Unidade G Bairro de Chipangara-Cidade da Beira

1.4.5 Objectivos específicos

 Identificar os factores das construções desordenadas no quarteirão nᵒ5 Unidade


G Bairro de Chipangara-Cidade da Beira;
 Descrever os impactos sócio ambientais causados pelas construções
desordenadas no quarteirão nᵒ5 Unidade G Bairro de Chipangara-Cidade da
Beira;
 Propor medidas com vista a reduzir os impactos ambientais causados pela
construção desordenada.
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CAPITULO II: PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS


Para que os objectivos preconizados ou traçados numa actividade sejam atingidos ou
alcançados é necessária a escolha de um caminho que permite a boa realização dessas
actividades a esse caminho dá-se o nome de método. Para tal usou-se os métodos que se
seguem para a concretização dos objectivos

2.0 Método de abordagem


A abordagem do presente trabalho baseou-se no método Hipotético dedutivo, o qual
segundo LAKATOS (1991:98) define como sendo aquele que inicia pela percepção de
uma lacuna nos conhecimentos a cerca da qual formula hipóteses e pelo processo de
inferência dedutiva, este testa a predição de fenómenos abrangidos pelas hipóteses.

Este método foi usado pelo autor de modo a compreender as interacções múltiplas entre
factores e causa dos fenómenos, compreender as variáveis e propor soluções
relacionadas com o tema em estudo. Através deste foi possível também compreender as
dificuldades que a população do quarteirão enfrenta com a construção desordenada.
Assim, a partir dos problemas identificados a volta da construção desordenada o autor
formulou hipóteses por meio de uma abordagem dedutiva.

2.1 Métodos de procedimentos


2.2. Método bibliográfico

Segundo LAKATOS (1999:73) A pesquisa bibliográfica abrange toda jornada pública


em relação ao tema de estudo, sua finalidade é colocar o pesquisador em contacto
directo com tudo o que foi escrito.
Para a abordagem do tema do presente trabalho foi necessário o autor recorrer algumas
referências bibliográficas que espelham com maior precisão este tema. Para tal as
referências bibliográficas deram um subsídio de reflexão, permitindo assim a excelência
elaboração do trabalho. Pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de
referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e electrónicos, como
livros, artigos científicos, páginas de websites. O pesquisador usou as seguintes obras:
MUCHANGOS (1989:34) que aborda aspectos fisicos geograficos da cidade da Beira;
CUNHA (2004:45) aborda sobre impacto ambiental; AVRETIP (1997:89) que classifica
os impactos ambientais; COSTA (2000:43) aborda o ordenamento territorial; RUSSO &
ROQUE (2002:23), fala da qualidade do ambiente e ORTH (2001:56), que fala sobre o
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meio ambiente urbano. São essas obras e outras que se encontram na referência
bibliográfica que contribuíram para realização do trabalho científico
A revisão bibliográfica consistiu no levantamento e compilação de dados referente ao
tema em estudo.

2.3. Método de observação


De acordo com LACATOS e MARCONI (1999:85) “é um meio que consiste na colecta
de informações de determinados aspectos da realidade.”
Para tal, a observação directa, permitiu o autor identificar in loco os impactos sócios
ambientais causados pela construção desordenada compreendendo entre o período de
Junho à Dezembro de 2018 quando o autor morava neste quarteirão.

A observação directa no local tinha por objectivo identificar os problemas sócios


ambientais da construção desordenada e, também serviu para analisar os problemas
ambientais das construções desordenadas.

2.3.0 Técnicas de recolha de dados


2.3.1 Técnica de entrevista
Esta técnica, segundo SILVA e MINEZES (2001:33), a entrevista tem como objectivo
principal a obtenção de informações do entrevistado sobre um determinado assunto ou
problema. Para GOODE e HATT (1969:2037), citada por LAKATOS e MARCONI
(2009:279), a entrevista consiste no desenvolvimento de precisão, focalização,
fidedignidade e validade de certo acto social comum à conservação. Por outras palavras,
a técnica de entrevista significa a recolha de informações a partir de uma fonte primária
por via de conversa. Esta técnica permitiu operacionalizar os dados que o autor foi
fornecido com o secretário do Bairro de Chipangara e chefe do quarteirão para puder
perceber melhor os impactos do Bairro e do quarteirão porque são autoridades máximas.

2.3.2 Inquérito
É uma técnica usada para a recolha de dados ou informações qualitativas ou
quantitativas, entretanto nesta técnica os moradores deste quarteirão fizeram parte
através das questões fechadas quarteirão. Neste quarteirão foram inqueridas 99 pessoas
dos quais 99 chefes de famílias.
As duas técnicas acima referidas tinham como objectivo buscar as evidências sobre a
problemática do tema em estudo. Quanto ao tipo é a pesquisa explicativa. A pesquisa
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explicativa exige maior investimento em síntese, teorização e reflexão a partir do


objecto de estudo. Visa identificar os factores que contribuem para a ocorrência dos
fenómenos ou variáveis que afectam o processo. Explica o porquê das coisas.
(LAKATOS E MARCONI, 2011:43).

2.3. 3 Universo
Segundo CENSO (2017), Bairro de Chipangara tem um total de 25.023 habitantes dos
quais 12.899 são Homens e 12.124 são Mulheres. Nessa pesquisa foram escolhidos os
habitantes de quarteirão nᵒ5 Unidade comunal G cujo número total dos habitantes desse
quarteirão é de 1010 habitantes.

Neste sentido, o autor trabalhou com um número da população que foi escolhida
aleatoriamente que é de 101 habitantes correspondentes a 10% da população total do
quarteirão. Os 10% surgiram na base com o número total dos residentes do quarteirão
que é 1010 correspondente 100% e 101 pessoas corresponde a 10%.

2.3.4 Amostra de pesquisa

Para a facilidade da recolha de dados foi traçada uma amostra de um (1) quarteirão no
conjunto de sob jurisdição do chefe do quarteirão nᵒ5. A pesquisa definiu uma amostra
total de 101 habitantes residentes no quarteirão nᵒ5, sendo 60 do sexo masculino e 41
são do sexo feminino.
Um conjunto dos elementos da amostra dividiu-se em dois (2) grupos de acordo com as
idades: 15 são idosos e 86 são adultos.

2.3.5 Critério usado para selecção da amostra

Tempo de residência no quarteirão, neste âmbito foi seleccionado as pessoas que


tenham mais de 10 anos como residentes no quarteirão e com casa própria.
A descrição dos habitantes da amostra foi constituída da seguinte forma:
 Um (1) Secretário do Bairro;
 Um (1) Chefe de quarteirão nᵒ5;
 Noventa e Nove (99) moradores de um quarteirão. (chefes de família).
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CAPITULO III: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.0 Conceitos básicos

Nesta indagação, para fundamentar teoricamente utilizar-se-á as principais referências


bibliográficas que a abordam sobre os impactos ambientais causadas pela construção
desordenada.

3.1 Construções desordenadas do espaço no meio urbano

Segundo DASHEFSKY (1997:52), O crescimento urbano desordenado é o


desenvolvimento económico das áreas entorno das grandes cidades que são densamente
povoadas e frequentemente mais desagradáveis em termos ambientais as construções
desordenadas de espaços são as ocupações que não obedeceram ao plano de estrutura
urbana fazendo com que as mesmas tornem cada vez, mas problemáticas enfrentando a
população.
Em concordância com MUCHANGOS (1989:26), afirma que a migração maciça do
campo para cidade levou o grande número de assentamentos precários e desordenados
fossem construídos com matérias frágeis em ou próximo de terrenos pantanosos
beneficiando apenas uma infra-estrutura limitada de serviço disponíveis.

As áreas suburbanas conhecidas por “cidade de caniço” constituída por bairros não
planejados de planta indiferenciada ou anárquica elevada densidade e ocupação do solo,
dificultando a circulação e falta de espaços para serviços, redes de abastecimentos de
energia eléctrica e de água potável deficiente ou inexistente; falta ou muito deficiente
rede de telecomunicação; falta de serviços de saneamento básico; crescimento
horizontal; falta de serviços deficiente rede comercial; dificuldade de circulação viária;
área fundamental residencial de classes de trabalhadores pobres; existência de algumas
unidades industria; graves problemas ambientais (ARAUJO, 1997:124).
O crescimento urbano tem-se processado de forma desordenada, não levando em conta
as características e adversidade do meio físico. O espaço urbano responsabiliza-se pelo
impacto máximo da actuação humana na organização no solo e na degradação do
ambiente. Isto ocorre pela explosão demográfica ou pela exclusão das actividades
socioeconómica. (OLIVEIRA e HERRMANN 2001:23)
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Conforme o MASCARO (2002:14), a qualidade de vida só é boa quando há legislação


urbana ocasiona a harmonia entre a densidade e a ocupação do solo, através de alturas
edificadas, afastamento de frente, fundos e lateras e larguras nas ruas. Áreas
permissíveis e actividades dos usuários também são factores importantes para
qualificação do ambiente urbano.

Na visão de MOTA (1999), o número de pessoas que vivem em uma determinada


região deve ser proporcionais as condições as quais ela oferece, para que os habitantes
desta cidade tenham uma vida de qualidade. Estas condições implicam em ter espaços
para as necessidades de lazer de uma população sem prejudicar o seu ecossistema, Para
que isso ocorra é necessário um estudo de limites de sustentabilidade desta cidade.

ACIOLY & DAVDSON (1998:37), mencionaram a importância de uso e ocupação


como um instrumento de gestão urbana capaz de influenciar a densidade, definindo dos
parâmetros de desenvolvimento urbano, fornecendo as directrizes para a urbanização a
ocupação do solo e ao mesmo tempo permitindo uma gestão apropriada da densidade
urbana.

O desenvolvimento urbano da área de estudo poderá ser controlado através de


conhecimento da importância do uso e ocupação do solo. Estes instrumentos poderão
transformar densidades urbanas se ainda limitar o desenvolvimento das construções
desordenadas das habitações.

O planeamento urbano e o ordenamento do território são importantes instrumentos da


política de ambiente que permitem uma reflexão comparativa sobre a demissão e valor
da articulação entre aspectos ambientais e sócias enquanto determinantes dos processos
de decisão. (PARTIDARIO & JESUS, 1994:237).

Portanto a ocupação intensa e desordenada dos ambientes urbano tem implicado em


reacções indesejáveis no meio social. Com isso, a compreensão dos impactos
ambientais que se processam nesses ambientes tem necessitado de análises que vão
além dos componentes naturais e de suas interacções no meio físico.
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O aumento da urbanização e de habitantes nas áreas urbanas faz crescer a degradação do


meio ambiente, porque a urbanização traz consigo as mudanças e impactos ao meio
ambiente ao ser humano, a economia e a vida social.

Por outro lado ocupação desordenada do solo no quarteirão nᵒ5 expõe uma diversidade
de problemas, analisa-se estes problemas por inexistência de planificação por parte das
autoridades ou ainda omissão do poder público. Portanto é a responsabilidade do
município velar pelo ordenamento territorial para garantir um ambiente saudável para a
sociedade ou mesmo para os seus munícipes.
A alteração dos solos no quarteirão nᵒ5 deriva se a não aplicação das normas e leis de
ordenamento territorial, como construir no meio urbano.

Por isso que é imperioso seguir as leis e normas de ordenamento territorial, para que se
evite os impactos que se verificam no quarteirão nᵒ5 que neste momento estão a criar
danos aos moradores.

3.2 Impacto
“Impacto, refere-se a qualquer alteração no meio seja ela ambiental, social, cultural ou
económica os quais são causados pelas actividades humanas oriundos das práticas, as
quais podem afectar directa ou indirectamente o bem-estar da população, suas
actividades, seus comportamentos e modos de vida, abiota, condições e estética”.
(AZEVEDO, 1997:23).

Indo na mesma linha de ideia de (AZEVEDO, 1997:23) Impacto ambiental é alteração


no meio ambiente ou em algum dos seus componentes por determinada acção ou
actividade humana. O objectivo de estudar os impactos ambientais, principalmente, o de
avaliar as consequências destas acções para que possa haver a prevenção da alteração da
qualidade do meio.

De acordo com CUNHA (2004:43), impacto ambiental é o processo de mudanças


sociais e ecológicas causadas por perturbações (ocupação e construção de um objecto
novo) no ambiente. É a relação entre a sociedade e a natureza que transforma
diferentemente e dinamicamente o meio ambiente.
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Segundo OLIVEIRA & HERRMANN (2001:31), os impactos ambientais tendem a se


multiplicar e a se repetir ao longo do tempo devido ao crescimento urbano realizado por
movimentos espontâneos estimulados pela especulação imobiliária e pela apropriação
indevida de formas estruturais.

3.3 Tipos de impactos ambientais


Em concordância com AVRETIP (1997), classifica os tipos de impactos ambientais da
seguinte maneira:
Directo: também pode ser chamado de impacto ambiental da primeira ordem, e ocorre
quando a relação de causa e consequência é simples.
Indirecto: chamado igualmente de impacto da segunda ordem é acção consequência de
uma cadeia.
Local: quando é restrito a um único ambiente foi deflagrado.
Regional: quando atinge mais lugares na região.
Global: são impactos de proporções mundiais.
Estratégicos: quando afectam um ecossistema ou recurso ambiental fundamental em
outras estruturas.
Temporário: ocorre quando o impacto dura por um tempo determinado.
Permanente: quando a manifestação dos efeitos do impacto não há como ser
controlado.
Cíclico: que é sazonal, e volta de tempos em tempos.
Imediato: quando o efeito é instantâneo à acção.
Médio prazo e longo prazo: quando não acontece de forma imediata, e demoram de
médio a um longo tempo para impactar.
Reversíveis: que é possível mudar seu curso, impedir maiores desastres ambientais e
voltar à formação mais próxima original.
Irreversível: quando não é possível recuperar.

Quanto aos tipos dos impactos ambientais que existem no quarteirão nᵒ5 unidade
comunal G são: local, reversíveis, imediatos e temporários.

3.4 Factores de ocupação desordenada de espaços


Em consonância com FERRARI (1986:21), as ocupações arbitrárias e desordenadas de
espaços geográficos têm sido influenciadas por diversidades de factores destacando se
os de ordem económica, política, sociológica e cultural.
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A segregação social nos países africanos em geral e em Moçambique em particular terá


dado origem aos Bairros marginais. Esta segregação social tem a sua origem nos
processos de colonização do continente africano. Neste caso Moçambique não foge a
regra, através do processo e colonização pelo governo português. FERRARI (1986)

3.5 Conceito de ordenamento territorial

3.5.1 Ordenamento territorial


Segundo COSTA (2000:45), O ordenamento territorial é uma condição fundamental
para a planificação e o desenvolvimento territorial é a existência de políticas públicas
que tenham um enfoque holístico e integrado, capazes de regular os impactos no
território.
A ordenação territorial passa a ter um carácter estratégico, que possibilita a visualização
e a correcção dos problemas territoriais existentes.

Segundo Dicionário de Geografia (1999), afirma que o ordenamento do território


corresponde, na maior parte dos casos à vontade de corrigir os desequilíbrios de um
espaço nacional ou regional e constitui um dos principais campos de intervenção da
Geografia aplicada. Pressupõe por um lado, uma percepção e uma concepção de
conjunto de um território e, por outro lado, uma análise prospectiva.

O ordenamento do território deve ter em consideração a existência de múltiplos poderes


de decisão, individuais e institucionais que influenciam a organização do espaço, o
carácter aleatório de todo o estudo prospectivo, os constrangimentos do mercado, as
particularidades dos sistemas administrativos, a diversidade das condições
socioeconômicas e ambientais. “Deve, no entanto, procurar conciliar estes factores da
forma mais harmoniosa possível.”

Segundo a lei 19/2007, compete ao Estado e às autarquias locais, a promoção,


orientação, coordenação e monitorização do ordenamento do território e cabem a estas
últimas o estabelecimento dos programas, planos, projectos e o regime de uso do solo.
A Lei de Ordenamento do Território (Lei 19/2007, de 18 de Julho) é o principal
instrumento que rege o planeamento e o ordenamento do território em Moçambique.
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De acordo com Decreto n.23/2008 da lei de regulamento de ordenamento do território


afirma que:
Ordenamento territorial: conjunto de princípios, directivas e regras que
visam garantir a organização do espaço 'nacional através de um
processo dinâmico contínuo, flexível e participativo na busca do
equilíbrio entre o homem, o meio físico e os recursos naturais, com
vista à promoção do desenvolvimento sustentável. (LEI Nᵒ19/2007 DE
18 DE JULHO)

 Planeamento territorial: processo de elaboração dos planos que definem as


formas espaciais da relação das pessoas com o seu meio físico e biológico,
regulamentando os seus direitos e formas de uso e ocupação do espaço físico;
 Plano de ordenamento territorial: documento estratégico, informativo e
normativo, que tem como objectivo essencial a produção de espaços ou parcelas
territoriais socialmente úteis, estabelecido com base nos princípios e nas
directivas do ordenamento do território.

O desenvolvimento urbano da área em estudo pode ser controlado através de


conhecimento da importância do uso e ocupação do solo através do conhecimento dos
principias, normas, leis entre outros instrumentos que regula a ocupação do espaço em
Moçambique.

3.6 Planeamento urbano

O planejamento urrbano é o processo de criação e desenvolvimento de programas que


buscam melhorar ou revitalizar certos aspectos (como qualidade de vida da população)
dentro de uma dada área urbana ou de uma nova área urbana em uma dada região, tendo
como objectivo propiciar aos habitantes a melhor qualidade de vida possível.(
TASCA,1985:29)

Planeamento consiste em um processo indispensável na tomada de decisão, incluindo a


participação da população local na formulação da percepção ambiental, permitindo com
isso a incorporação da decisão da população local e sua interferência na paisagem
urbana, a partir da pesquisa da informação e as necessidades da população.
O planeamento permite que a população tome conhecimento dos destinos que os
políticos desejam atribuir a zona. Portanto é a partir do planeamento que um gestor
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público juntamente com a comunidade local pode criar as condições necessárias para a
busca de melhoria da qualidade do meio ambiente. (ARAÚJO, 1997:49)
Os impactos sócios ambientais podem ser reduzidos de acordo com algumas propostas
alternativas que se seguem:
 Controlar o uso e ocupação do espaço urbano, levando em consideração os
aspectos legais, previstos na postura urbana, código de obras urbanas, postura do
município e estatuto de cidades que contribuem para um melhor ordenamento do
território;
 Planear, executar e monitorar as áreas de ocupação urbana de forma
participativa, incorporando a dimensão sócia ambiental no processo de gestão e
a participação de lideranças e população local, para que todos possam ter acesso
aos serviços básicos e públicos;

Promover acções sócios educativas, destacando a importância da mudança de


comportamentos quanto a destinação correcta do lixo, manter terrenos urbanizados entre
outras iniciativas. (ARAÚJO,1997:54).

3.7. Meio ambiente urbano


Segundo ORTH (2001:42), o meio ambiente é o habitat dos seres vivos ou o espaço
físico que envolve e demarca as relações dos seres vivos e não vivos, podendo ser
natural ou não natural conforme as interacções antrópicas. Assim sendo, as cidades
fazem parte do ambiente criado pelo homem e são passagens alteradas, derivadas do
ambiente natural.

OLIVEIRA & HERRMANN (2000:32), argumentam que o meio ambiente urbano é o


espaço no qual se opera as modificações ambientais incutidas pela humanidade, criando
estruturas, padrões e contingências que ultrapassam os limites das cidades. O meio
ambiente ao ser alterado torna-se condição para novas mudanças, transformando assim a
comunidade residente.
De acordo com HUONGO et al (2000:8), o ambiente é um conjunto de sistemas físicos,
químicos, biológicos e suas relações, e dos factores económicos, sociais e culturais com
efeito directos ou indirecto, mediato ou imediato sobre os seres vivos e qualidade de
vida dos seres humanos.
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3.8. Qualidade do ambiente

A qualidade do ambiente é o equilíbrio e sanidade do ambiente, incluindo a


adequabilidade dos seus componentes as necessidades do homem e outros seres vivos.
(ROQUE & RUSSO, 2002:42).
De acordo com ACIOL & DAVIDSON (1998:37), a qualidade ambiental urbana pode
ser compreendida pelo processo de expansão urbana descontrolada. Tal fenómeno
assume dimensões críticas em várias regiões do planeta. A qualidade do ambiente no
quarteirão nᵒ5 está sendo comprometida pelas formas das construções desordenadas que
se verifica no espaço devido a expansão urbana descontrolada.

Segundo KLIASS (2010:53), a qualidade ambiental urbana é o predicado do meio


urbano que assegura a vida dos habitantes dentro dos padrões da qualidade, tanto nos
aspectos biológicos (condições ambientais, saneamento urbano, qualidade de ar,
conforto ambiental, condições de trabalho, alimentação, sistemas de transporte), quanto
a socioculturais (percepção ambiental, preservação do património cultural e natural,
recreação e educação).

3. 9 Problemas sócio ambientais causadas pela construção desordenada

Segundo SANTOS (1994:24), muitas doenças podem ser consideradas ambientais


porque estão relacionadas directamente com a degradação humana e do meio global.
“Os problemas ambientais urbanos constituem em primeiro lugar um atentado
generalizados a saúde pública. As doenças prevalecentes ligadas ao ambiente são:
Malária, doenças diarreias, cólera, parasitoses intestinais, intoxicações alimentares e
meningites” (SANTOS, 1994:27).

O lixo favorece a rápida proliferação de moscas, que são responsáveis pela transmissão
de várias doenças como: as diarreias infecciosas, cólera e outras parasitoses, e ao
favorece igualmente na multiplicação de ratos que são animais responsáveis pela
transmissão da peste bubónica, o lixo afecta a economia de um país ao concorrer para a
redução de vida media efectiva do individuo aumentando a mortalidade da população
CUNHA (2004:17)
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Segundo MUCHANGOS (1994:24), os números charcos existentes entre as habitações


agravam as condições de salubridade de tal modo que estes Bairros são os mais
afectados pelas doenças endémicas tais como a cólera, a malária e a diarreia.
De acordo BOANE (1997:13), a falta de água para o consumo condiciona o recurso a
fontes alternativas e de qualidade duvidosa e imprópria aumentando o risco de
ocorrência de enfermidade de várias ordens.

As construções desordenadas causam muitas consequências entre elas são várias, mas
far-se-á menção as principais no quarteirão que são: falta de vias de acessos,
dificuldades na colecta de resíduos sólidos, acumulação das águas nos quintais e nas
vias de acessos no quarteirão, degradação de espaços verdes, portanto a diminuição da
biodiversidade na área de estudo e alterações da paisagem e das condições naturais
consequentemente haverá a perda do ambiente natural para o lazer e no quarteirão há
inexistência dos espaços para o lazer.

À medida que os centros urbanos vão ficando cada vez mais povoados, há uma
tendência de parte da população a querer evadir-se desse local, partindo para áreas mais
afastadas dos centros urbanos, destruindo assim os espaços verdes e sem saber que está
a colocar em perigo o meio ambiente.
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CAPITULO IV: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS GEOGRÁFICAS DA ÁREA EM


ESTUDO

4.0 Localização geográfica da Área em Estudo

O quarteirão nᵒ5 localiza-se no Bairro de Chipangara, cidade da Beira, província de


Sofala. O quarteirão nᵒ5 apresenta as construções desordenadas porque está na área
Suburbana da Beira. Tem os seguintes limites geográficos:

Norte: Limita se com a vala de drenagem próximo da Praça do Professor;


Sul: É limitado pela estrada que parte depois da Estofaria até ao mercado 7 de Abril;
Oeste: É limitado pela estrada Avenida 24 de Junho;
Este: Limita se com quarteirão nᵒ6 Unidade C.

Figura 1: Enquadramento geográfico da área de estudo

Fonte: Autor com base nos dados do CENACARTA, 2019


18

4.1 Aspectos físicos naturais do quarteirão


O regime climático da área do estudo é do tipo tropical húmido chuvoso de savana,
caracterizado por temperaturas elevadas, húmidas durante o verão, ventos dominantes
do leste com variação para sudeste, está sujeita a ciclones sazonais com secas periódicas
no ciclo de três anos sofrendo, por isso de sérios problemas de inundações.
MUCHANGOS (1989), sustentando se na classificação climática de Koppen.
Ainda segundo esse autor, as condições micro climáticas da cidade da Beira são
caracterizadas por existência de duas estações bem distintas, a saber: uma estacão
quente e chuvoso, vai desde o mês de Novembro a Abril e outra estacão relativamente
seca vai desde o mês de Maio a Outubro.

Em termos geomorfologico, o quarteirão nᵒ5 unidade G o Bairro de Chipangara está


localizado numa região baixa, de planície, como maior parte da cidade da Beira,
pertence a uma zona de sedimentos marinhos Holocénico, com uma topografia plana.

Quanto a hidrologia, o quarteirão não é atravessado por nenhum riacho, apenas pode se
verificar no Bairro uma vala de drenagem que escoa águas das chuvas e negras. As
condições pedológicas do Bairro são constituídas por solos argilosos, arenosos e
arenosos finos com influência de aluviões fluvio-marinho. MUCHANGOS (1989).

Encontra-se na área em estudo uma vegetação antropogenica tais como: palmares,


mangueiras, acácias, plantas ornamentais entre outras. A fauna é composta por
diversidades de espécies tais como: micro organismos, pássaros e pequenos roedores.

4.2 Historial do Bairro de Chipangara


O secretário do Bairro disse que o quarteirão não tem um historial específico, mais sim
o Bairro de Chipangara é que tem uma velha história que esta história o responsável do
quarteirão não tinham no papel, mas sim tinha que consultar algumas pessoas mais
velhas e disseram-lhe que o nome de Chipangara provém de uma árvore que se chamava
de MCHICA que mais tarde passou para Chipangara, é neste lugar onde decorria todas
cerimónias tradicionais em pedir chuva, tocava se um batuque para avisar alguma
reunião, falecimento com estrutura locais é um Bairro que actualmente não tem régulo
desde que morreu 1º Presidente Samora Machel (Secretário do Bairro).
19

Segundo CENSO (2017), O Bairro de Chipangara tem um número total de 25.023


habitantes, numa superfície de 1.906 Km2, com uma densidade populacional
aproximadamente de 131.97 hab/Km2.

Tabela1: Dados demográficos do Bairro de Chipangara

Bairro Área Hectare Populaçã Densidade Homens Mulheres


(km2) s o total populacion
al
Chipangar 1.906 188.97 25.023 131.97 12.899 12.124
a
Fonte: INE, censo populacional 2017.

4.3 Aspectos culturais do quarteirão nᵒ5 unidade G

O quarteirão é composto por possuir variadas línguas do nosso país, dos residentes que
vivem neste quarteirão na sua maioria são os Senas, Ndaus, Chuabos e os Ronga.
Portanto as línguas mais faladas neste quarteirão são as línguas Sena e Ndau, entretanto
são as línguas mais usadas para a comunicação. Os residentes nos momentos livres e
durante as cerimónias locais usam as danças Utse, Valimba, Khetekete e outros hábitos
culturais pouco conhecidos e os jovens praticam o desporto e nos momentos de lazer
dançam o Bondoro. (Chefe do quarteirão nᵒ5).

4.4 Educação
Segundo Chefe do quarteirão a maior parte da população do quarteirão frequentam
vários níveis, os adultos frequenta curso nocturno porque de dia tem ocupação ou seja
tem obrigação de criar condições para alimentar a sua família. Disse ainda que os
mesmos na sua infância não tiveram espaços para progredir com os estudos, estavam
preocupados em procurar as melhores condições de vida para a sua família.

Ele acrescenta ainda que no quarteirão existem indivíduos que tem níveis de
escolaridade, sobretudo os jovens e também no quarteirão há pessoas que vem em
diversas províncias do país para fazer o ensino superior.

4.5 Religião

Os residentes deste quarteirão se identificam com a religião Cristã e a Muçulmana, no


cristianismo encontrou os Católicos e os protestantes. Dizer que o quarteirão não possui
uma mesquita, os seus crentes deslocam se para outras mesquitas do mesmo Bairro e
20

outros quarteirões, no cristianismo encontra-se só 1 (uma) capela da igreja Católica e


quanto aos protestantes encontra se 1 (uma) Igreja de Assembleia de Deus, uma de
Velhos Apostolo e uma Igreja Universal. (chefe do quarteirão)

4.6 As actividades sócios económicas do quarteirão nᵒ5

O quarteirão nᵒ5 é caracterizado por um nível cada vez mais crescente dos indivíduos
que praticam o comércio informal. O tal comércio é para garantir a sobrevivência da sua
família, tendo em conta que o emprego está difícil. Entretanto as principais actividades
produtivas e fontes de rendimentos dos agregados familiares são o comércio informal e
o formal, caracterizado pela venda de diferentes produtos alimentares básicos e não
alimentares tais como: vestuários e entre outros, que os comerciantes vendem em
diferentes mercados a nível da cidade da Beira como por exemplo no mercado da Praia
Nova, Goto, Maquinino e o mercado de 7 de Abril que é o mercado do Bairro de
Chipangara e que por sinal está no quarteirão nᵒ5 unidade comunal G.

Figuras 2 e 3: Comércio no Bairro de Chipangara

2 3

Fonte: Foto extraída por autor (2019)

A população deste quarteirão para além do comércio também sobrevive da agricultura,


apesar de não existência de espaços para a prática da tal actividade no quarteirão.
Portanto em conversa com o chefe do quarteirão disse que os residentes deste quarteirão
tem suas machambas em Nhamatanda e Dondo e as culturas que mais produzem são o
arroz e o milho. (Chefe do quarteirão).
21

4.7 Tipos de habitações do quarteirão nᵒ5

As habitações no quarteirão encontram se distribuídas de forma desordenadas, a maior


partes das casas foram construídas de material local, destacando se o bambu, pedrinhas,
cartolinas entre outras. A maior parte das casas não possui uma estrutura definida. A
separação entre as habitações é quase inexistente e dificilmente identificam-se os limites
da separação de um terreno com outro. Não existem arruamentos bem definidos, a
maior parte destes é impossível à transição de viaturas porque há deficiência de vias de
acesso neste quarteirão.

Figuras 4 e 5 :Tipos de habitações no quarteirão

4 5

Fonte: Fotos extraídas por autor (2019)

4.8 Deficiência do saneamento do meio ambiente no quarteirão


Bem as condições de saneamento do meio ambiente no quarteirão não são das melhores,
pois não existem vias de acessos adequados para entrada de carros do conselho
municipal da Beira para recolher os resíduos sólidos e o lixo no interior do quarteirão.
Os contentores onde se depositam os resíduos sólidos encontram-se colocados a beira
das estradas, não existindo no interior do quarteirão. Como resultado de isso os resíduos
sólidos são depositados nos quintais das casas ou nos locais impróprios constituindo
assim o risco para a comunidade residente do quarteirão. Como ilustram as figuras
abaixo.
22

Figuras 6 e 7: Deposição de resíduos sólidos no quarteirão nᵒ5


6 7

Fonte: Foto extraída por autor (2019)

4.9 A proliferação de doenças provenientes dos resíduos sólidos do quarteirão

A proliferação de doenças e epidemias decorre directamente da precariedade dos


serviços do saneamento do meio ambiente pela carência de controlo de vectores
transmissores de doenças. Estas condições insuficientes de saneamento básico geram
índices significativos de mortalidades causadas por doenças provenientes da má gestão
dos resíduos sólidos no quarteirão possivelmente pode causar as diarreias, malária e
cólera. E possível contaminação de ar dando um cheiro não agradável por
consequências dos resíduos sólidos.

4.9.1 Ocorrências de impactos sócios ambientais das construções desordenadas no


quarteirão

De cordo com o gráfico referenciado, de 101 pessoas inqueridas, 77% responderam


“sim” há ocorrência de impactos sócios ambientais no quarteirão isso justifica se pela
ocorrência das águas no período chuvoso e também nota-se a contaminação do solo
devido a deposição de resíduos sólidos em lugares impróprios por parte de alguns
residentes e por vezes a intervenção por parte dos técnicos da EDM, FIPAG, CMB entre
outros serviços sociais tem sido difícil porque as vias de acesso não permitem a entrada
de viaturas, 19% dos inqueridos disseram que as vezes tem havido ocorrências de
impactos sócios ambientais quando haver precipitação no quarteirão e as águas não tem
tido espaços para circular como deve ser para a vala de drenagem e 4% dos inqueridos
responderam que não há ocorrência dos impactos sócios ambientais no quarteirão, o que
23

não constitui a verdade, porque há evidências de ocorrências dos impactos no quarteirão


o exemplo concreto é a deposição de resíduos sólidos em lugares inapropriados, a não
existência de espaços verdes entre outros.

Gráfico 1: Ocorrência de impactos sócios ambientais no quarteirão

19%

4% Sim
Nao
As vezes

77%

Fonte: Autor a partir dos dados do inquérito, 2019.


24

CAPITULO V: ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

O presente capítulo apresenta a análise e discussão dos dados colhidos no quarteirão nᵒ5
na unidade comunal G Bairro de Chipangara, sobre a participação dos residentes do
quarteirão na gestão e no envolvimento no processo de ordenamento de espaço para
garantir um ambiente saudável e tranquilo na área em estudo.

5.0 Factores de ocupação desordenada de espaços no quarteirão


De cordo com FERRARI (1986:12) a segregação espacial dos negros nos Bairros
pobres está relacionada obviamente o limitado de seus meios económicos, mas a sua
baixa posição económica, está por vezes com muitos factores sociológicos tais como:
atitude, preconceito, opinião púbica e propaganda.

O processo de urbanização exige um exercício de planificação e de operacionalização


preconizados nos documentos normativos, aspectos estes que depende da capacidade
técnica, económica e a capacidade de interpretação das projecções de crescimento
populacional e do desenvolvimento socioeconómico, que de certa maneira muda ao
longo dos tempos influenciando a mudança de ocorrência de fenómenos e processos no
meio urbano.

Portanto, os factores que influenciam as construções desordenadas no quarteirão nᵒ5


são: factor económico, falta de conhecimento da lei de ordenamento do território e
factor sociocultural.

De acordo com o inquérito realizado no quarteirão nᵒ5 unidade comunal G, dos 101
inqueridos, 45% das pessoas inqueridas foram unânime em afirmar que não possuem
dinheiro para adquirir os espaços ou (DUAT) e a sua devida construção, 40% dos
inqueridos afirmaram que não tem conhecimento de OT, por isso a maior parte da
população neste quarteirão fazem construções sem obedecer as normas de ordenamento
do território e 15% dos inqueridos disseram que estão no quarteirão porque os seus
parentes viveram nestes lugares durante muito tempo, e que não podem abandonar
porque estão para salvaguardar a sua cultura que lhes foi deixado com os seus parentes.
Entretanto pode se concluir que o quarteirão nᵒ5 unidade comunal G, apresenta
construções de uma forma arbitrária porque as pessoas que vivem neste quarteirão não
obedecem as normas de OT, tendo em conta que o factor económico é que tem mais
peso. Como ilustra o gráfico abaixo.
25

Gráfico 2: factores de ocupação de espaços no quarteirão

Factor económico
40%
45% factores socio-cultural

Falta de conhecimento da
lei de OT
15%

Fonte: Autor através dos dados do inquérito, 2019.

5.1 Formas de adquirir espaços no quarteirão

Bem as formas de adquirir de espaços no quarteirão nᵒ5 na unidade comunal G para a


implantação de residências e outras realizações deveria obedecer critérios específicos,
passando por exemplo a requerer as autoridades competentes, como se sabe que o
conselho municipal da Beira é que vela pelas normas para a construção de infra-
estruturas em coordenação com a comunidade local, porque é esta comunidade local
que conhece melhor o quarteirão para garantir o ambiente saudável do mesmo. É só na
colaboração entre a comunidade local e os responsáveis que velam pelo ordenamento do
território que pode se dar uma boa estrutura a área urbana (comunidade local e o
conselho municipal da Beira).

Portanto as formas de adquirir espaços no quarteirão como pode se observar no gráfico


abaixo indica que 56% dos inqueridos adquirem os seus espaços com o chefe do
quarteirão, 37% afirmam que adquirem os seus espaços por herança e 7% dos
inqueridos dizem que adquiriram os seus espaços por atribuição do CMB. Entretanto
isso nos dá a entender que a maior parte da população residente deste quarteirão adquire
os seus espaços por atribuição do chefe do quarteirão e que esta atribuição na sua
maioria não obedece a lei, princípios e normas de ordenamento do território, por isso
que o quarteirão está sujeito ou susceptível a vários impactos sócio ambientais, neste
caso o poder do CMB não está a se fazer sentir neste quarteirão. Segundo o inquérito
26

realizado no quarteirão os populares dizem que não é fácil adquirir o DUAT no CMB,
por isso que optam por estas vias de adquirir os espaços.

Gráfico 3: Formas de adquirir espaços no quarteirão

7%
Atribuido por família
37%
Atrbuido por chefe do
quarteirão
Atribuido pelo CMB
56%

Fonte: Autor através dos dados de inquérito (2019).

Por outro lado, de acordo com a entrevista concedida ao secretário Bairro referiu que
actualmente existem uma colaboração entre o município da Beira na atribuição do
espaço. Em nível do Bairro não existe acção para demolir casas que surgem
espontaneamente porque esta acção carece de uma indeminização ao proprietário da
casa (secretário do Bairro, 2019).

5.2 Conhecimentos sobre o ordenamento do território

De cordo com Dicionário da Língua Portuguesa 0n-Line (2005), ordenamento é o “acto


de ordenar; ordenação; de um território: estudo profundo e detalhado de um território
(país, região, etc.) para conhecer todas as suas características e que constituirá a base
para a elaboração de um plano cuja finalidade é a utilização racional desse território, ou
seja, o aproveitamento das potencialidades, a maximização da produção a par com a
proteção do ambiente, visando o desenvolvimento sócio económico e a melhoria da
qualidade de vida.”

De cordo com o gráfico abaixo, tudo indica que das 101 pessoas inqueridas, 81%
responderam que não tem conhecimento sobre o ordenamento do território e 19%
afirmaram claramente que tem o conhecimento sobre o ordenamento do território.
Entretanto conclui-se que o número maior das pessoas que residem no quarteirão não
27

tem conhecimento sobre o ordenamento do território, por isso que as construções das
habitações neste quarteirão não estão a obedecer as normas do ordenamento do
território.

Gráfico 4 : Conhecimento de ordenamento território

19%

Sim
Nao

81%

Fonte: Autor através dos dados do inquérito, 2019.

5.3 Principais impactos sócios ambientais no quarteirão

As actividades humanas que geram impactos sócios ambientais no quarteirão podem ser
percebidas como sendo as acções desenvolvidas durante o processo de concretização de
empreendimentos, portanto neste caso concreto refere-se ao processo e as formas de
ocupação de espaços.

As formas como são estabelecidas as residências no quarteirão sem observância dos


padrões de urbanização são requisitos mínimos para um ambiente não agradável, como
são os casos da ausência de arruamento, iluminação pública, espaços públicos para o
lazer e mais, isso gera impacto ecológico e socioeconómicos.

A maneira como a população reside no quarteirão procede ao resto das actividades


sobre influência da forma de ocupação de espaço do mesmo, a título de exemplo a
geração de resíduos sólidos constitui um dos elementos importante a terem em conta na
identificação de acções que geram impactos ambientes em diferentes níveis.

As formas de ocupação de espaços neste quarteirão criam alterações no meio físico. O


abate de espécies vegetais para dar acesso a construções de habitações provoca
alterações da qualidade do ar, do solo e propiciando deste modo a ocorrência de erosão.
28

5.4 Medidas para reduzir os impactos sócios ambientais no quarteirão

 Para reduzir os impactos sócios ambientais negativos das construções


desordenadas no quarteirão, deve se apelar a comunidade local que quando
estiverem a construir suas residências, devem deixar as vias de acessos para
permitir a circulação de pessoas;
 Sensibilizar a comunidade residente para ter conhecimento a cerca da
importância das vias de acessos e também da importância do meio ambiente para
o ser humano;
 Seguir a lei de ordenamento do território que é o instrumento fundamental
vigente no país para evitar danos sócios ambientais;
 O conselho municipal da Beira deve criar mecanismos para consciencializar a
população sobre os danos que advém das construções desordenadas e fazer a
fiscalização das obras recém-construídas no quarteirão;
 É necessário convocar a comunidade local, no Bairro, nas igrejas até pode se
usar cartazes que contém informação sobre o perigo das construções
desordenadas;
 Deve se formar comités de gestão para o controlo das construções no quarteirão,
incluindo os líderes locais (secretário do Bairro, chefe do quarteirão e os
pastores das igrejas), para melhor disseminar a mensagem sobre o perigo da
construção desordenada para a sociedade e ambiente;
 Promover campanhas de sensibilização a comunidade local para aderir os
instrumentos legais na construção das suas residências e também sobre a
necessidade de preservação e conservação do meio ambiente.
29

CAPITULO VI: CONCLUSÃO E SUGESTÃO

6.0 Conclusão

O quarteirão nᵒ5 é um do quarteirão do Bairro de Chipangara que apresentas as


construções desordenadas. O quarteirão apresenta um número elevado da população e
ocupação do solo o que de certa forma dificulta a circulação de pessoas e bens, falta de
espaços para serviço básicos como saúde, educação entre outros serviços. Portanto, esta
pesquisa científica feita no quarteirão demonstrou as formas de adquirir o espaço no
quarteirão causou vários impactos sócios ambientais tais como obstrução das vias de
acesso, contaminação dos solos, a deficiência de recolha dos resíduos sólidos e falta de
espaços apropriados para a deposição dos resíduos sólidos e a criminalidade.

Devido a ocupação de espaço no quarteirão há ocorrência de alterações no meio físico


provocando assim alterações da paisagem natural destruindo as espécies vegetais
existente no quarteirão.
De entre as diversas formas de ocupação do espaço conclui-se as construções
desordenadas de habitações são construções que não obedeceram ao plano de estrutura
urbana, crescem muito rapidamente e desordenadamente fazendo com que a mesma se
tornasse cada vez mais problemáticas afectando assim a vida dos residentes no
quarteirão.

Pode se afirmar que os impactos são resultantes de actividades humanas e naturais, com
os efeitos no ar, água, saúde, na terra, causando mudanças ecológicas no ambiente.
Neste contexto as formas de ocupação de espaço e das construções de habitações no
quarteirão tem acarretado uma variedade de impactos negativos, na sua maior parte
sendo reversível e de alta magnitude, isto é o seu grau de abrangência vai desde os
factores bióticos até ao factores abióticos, não só como também tem impedido a
aderência dos empresários ou entidades privadas que pretendem instalar as suas
indústrias comerciais com vista a desenvolver o quarteirão.
Diante desta ordem de ideia, os moradores locais junto das entidades públicas e
privados têm de possuir uma mente mais consciencializada de modo a garantir de forma
urgente o assentamento populacional ordenado, cumprindo assim com as normas de
ordenamento do território.
30

7.0 Sugestão

Para a área de estudo, recomenda se diversas medidas para reduzir os impactos sócios
ambientais causados pela construção desordenada, os impactos sócios ambientais pode
ser reduzidos ou minimizados através de criação de comités de gestão de espaços para
sensibilizar a comunidade do quarteirão em ter conhecimento dos impactos negativos
provenientes das construções desordenadas.
A população deve melhorar o ordenamento das habitações para minimizar os impactos
negativos, não deve ocupar os espaços de forma arbitrária, mas sim adquirir os espaços
de forma legal a partir do conselho municipal da Beira, para que no futuro não haja as
demolições e perda de espaços, melhorar na qualidade do ambiente diminuindo assim
ocupação de espaços a nível do quarteirão.

O conselho municipal deve sensibilizar a população para que não façam a construção
desordenada fazendo com que reduzam os impactos sócios ambientais negativos
derivados pela ocupação desordenada de espaço, melhorando assim o ordenamento do
quarteirão.
Para que os danos ambientais não atinjam proporções, ou seja, danos irreversíveis, é
indispensável a educação ambiental informal, dar uma consciência a comunidade sobre
os problemas ambientais, para com isso, obter a participação mais activa. A educação
informal é fundamental para a resolução destes problemas, pois vai incentivar a
população a conhecer e a fazer parte do seu meio.
31

8.0 Referências bibliográficas

1. ACIOLY, C. DAVIDSON. Densidade Urbana: um instrumento de Planeamento


e Gestão Urbana. Rio de Janeiro, Mauad, 1998.
2. ARAÚJO, Ronaldo de Sousa. Modificações no panejamento urbanístico. Nobel
Franquias S.A., 1997.
3. AVRETIP, Joh. Os tipos dos impactos ambientais. 3ᵃ Edição, Lisboa, produtora
portuguesa, 1997.
4. AZEVEDO, Pineiro. Os efeitos da Mineração sobre o meio ambiente. 7ᵃed,
editora Moderna, Brasil, 1997:23.
5. BOANE, Adolfo. Questões do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. n˚ 20,
Maputo, 1997.
6. CENSO POPULACIONAL E HABITACAO, 2017.
7. COSTA, Julião. O papel de ordenamento territorial nas cidades. 3ᵃ Edição,
porto editora, Portugal, 2000.
8. CUNHA, Armando. A problemática de lixo em meio Urbano. Imprensa
Universitária, Maputo, Moçambique, 2004.
9. DASHEFSKY, Steven. Dicionário da Ciência Ambiental. Editora Gaia, São
Paulo, 1997.
10. Decreto número 23/2008 da lei de regulamento do território
11. Dicionário Geográfico, 1999.
12. Dicionário da língua Portuguesa, 2005
13. GILL, António. Como elaborara Projectos de Pesquisa. Edições Atlas, São
Paulo, 1999.
14. HUONGO, et all. Ministério das pescas e Ambiente. Juventude ecológica
Angolana: Lunanda – Angola, 2000.
15. KLIASS, R. G. qualidade Ambiental Urbana. [Online] disponível na internet via
<http//intelliwise.com.br> arquivo capturado em 25 de Dezembro de 2018.
16. LAKATOS, E. Maria. Metodologia de Trabalho científico. Atlas, São Paulo,
1999
17. MASCARO, Juan Luís. Densidade e ocupação do solo. Porto Alegre, UFRGS
FINEP, 2002.
18. MOTA, S. Urbanização e Meio Ambiente. Rio de Janeiro: ABES, 1999.
32

19. MUCHANGOS. Dos Anicetos, aspectos geográficos da cidade da Beira,


editora escolar, pp5, 1989.
20. OLIVEIRA, M & HERRMANN, M. Ocupação do solo e Riscos Ambientais na
área Urbana. Rio de Janeiro, Betrand Brasil, 2001.
21. ORTH, D. Apostila Didáctica – Qualidade do Ambiente Urbano. Florianopolis.
2001.
22. PORTIDARIO, Maria & JESUS, Júlio de. Conceitos, procedimentos e
aplicações. CEPGA, Portugal, 1994.
23. ROGERS, Richard. Cidades param um pequeno planeta. Barcelona: Gustavo
Gill, 2001.
24. ROQUE, Paula & RUSSO, Vladmir (Eds). Glossário ambiental: juventude
Ecológica Angolana. 2ᵃ ed. Luanda, Angola, 2002.
25. SANTOS, António Silvério. Doenças ambientais. [Online]. Disponível na
internet via <htpp://www.ultimaarcadenoe.com/artigo49.htm> arquivo capturado
em 25 de Dezembro de 2018.
26. TASCA Luciane. Urbanismo planejamento urbano e regional, 1985
33

Apêndice
34

Índice
Lista de tabela.....................................................................................................................i

Lista de gráficos.................................................................................................................i

Lista de figuras...................................................................................................................i

Lista de abreviaturas..........................................................................................................ii
Declaração de honra.........................................................................................................iii
Dedicatória.......................................................................................................................iv
Agradecimentos.................................................................................................................v
Resumo.............................................................................................................................vi

CAPITULO I: INTRODUÇÃO........................................................................................ 1

1.0 Introdução ................................................................................................................... 1

1.1 Delimitações do tema ................................................................................................. 1

1.2 Justificativa da escolha do tema ................................................................................. 2

1.3 Problematização.......................................................................................................... 2

1.4 Hipóteses .................................................................................................................... 4

1.4.1. Hipótese primária ................................................................................................... 4

1.4. 2 Hipóteses secundárias ............................................................................................. 4

1.4.3 Objectivos ................................................................................................................ 4

1.4.4 Objectivo geral ........................................................................................................ 4

1.4.5 Objectivos específicos ............................................................................................. 4

CAPITULO II: PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS ............................................ 5

2.0 Método de abordagem ................................................................................................ 5

2.1 Métodos de procedimentos ......................................................................................... 5

2.2. Método bibliográfico ................................................................................................. 5

2.3. Método de observação ............................................................................................... 6

2.3.0 Técnicas de recolha de dados .................................................................................. 6

2.3.1 Técnica de entrevista ............................................................................................... 6


35

2.3.2 Inquérito .................................................................................................................. 6

2.3. 3 Universo ................................................................................................................. 7

2.3.4 Amostra de pesquisa ................................................................................................ 7

2.3.5 Critério usado para selecção da amostra.................................................................. 7

CAPITULO III: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................ 8

3.0 Conceitos básicos ....................................................................................................... 8

3.1 Construções desordenadas do espaço no meio urbano ............................................. 8

3.2 Impacto ..................................................................................................................... 10

3.3 Tipos de impactos ambientais .................................................................................. 11

3.4 Factores de ocupação desordenada de espaços ...................................................... 11

3.5 Conceito de ordenamento territorial ........................................................................ 12

3.5.1 Ordenamento territorial ........................................................................................ 12

3.6 Planeamento urbano ................................................................................................ 13

3.7. Meio ambiente urbano ............................................................................................. 14

3. 9 Problemas sócio ambientais causadas pela construção desordenada ...................... 15

CAPITULO IV: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS GEOGRÁFICAS DA ÁREA EM


ESTUDO ........................................................................................................................ 17

4.0 Localização geográfica da Área em Estudo ............................................................. 17

4.1 Aspectos físicos naturais do quarteirão .................................................................... 18

4.2 Historial do Bairro de Chipangara ............................................................................ 18

4.3 Aspectos culturais do quarteirão nᵒ5 unidade G ....................................................... 19

4.4 Educação ................................................................................................................... 19

4.5 Religião..................................................................................................................... 19

4.6 As actividades sócios económicas do quarteirão nᵒ5 ............................................... 20

4.7 Tipos de habitações do quarteirão nᵒ5 ...................................................................... 21

4.8 Deficiência do saneamento do meio ambiente no quarteirão ................................... 21

4.9 A proliferação de doenças provenientes dos resíduos sólidos do quarteirão ........... 22


36

4.9.1 Ocorrências de impactos sócios ambientais das construções desordenadas no


quarteirão ........................................................................................................................ 22

CAPITULO V: ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ................................ 24

5.0 Factores de ocupação desordenada de espaços no quarteirão .................................. 24

5.1 Formas de adquirir espaços no quarteirão ................................................................ 25

5.2 Conhecimentos sobre o ordenamento do território................................................... 26

5.3 Principais impactos sócios ambientais no quarteirão ............................................... 27

5.4 Medidas para reduzir os impactos sócios ambientais no quarteirão ......................... 28

CAPITULO VI: CONCLUSÃO E SUGESTÃO ........................................................... 29

6.0 Conclusão ................................................................................................................. 29

7.0 Sugestão .................................................................................................................... 30

8.0 Referências bibliográficas ........................................................................................ 31