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ERGONOMIA NO AMBIENTE CONSTRUÍDO:

ACADEMIAS AO AR LIVRE E A ACESSIBILIDADE

OLIVEIRA, Sabrina Talita (1);


OKIMOTO, Maria Lucia Leite Ribeiro (2)
(1) UFPR, Mestranda PPGDesign
e-mail: binah.oliveira@gmail.com
U

(2) UFPR, Drª. Professora Associada


e-mail: lucia.demec@ufpr.br
U

RESUMO

Academias ao Ar Livre já funcionam em mais de mil cidades brasileiras, como opção gratuita de lazer e
atividade física. Este estudo apresenta as academias de vários municípios brasileiros, tomando como
estudo de caso o município de Curitiba. Demonstra a importância destas academias na promoção da
qualidade de vida. Apresenta a acessibilidade como forma de garantir a inclusão social, e questiona a
acessibilidade das Academias ao Ar livre em ambientes públicos, já que podem ser utilizadas por
diferentes usuários. Espera alcançar requisitos para adaptação destes equipamentos e auxiliar designers
de produto a considerar tais critérios no projeto de eSystems.

ABSTRACT (11 PTS, NEGRITO)

Fitness Centers Outdoor already operate in more than one thousand Brazilian cities, as a free option for
leisure and physical activity. This study shows the fitness centers in several cities in Brazil and presents a
case study of the city of Curitiba. Demonstrates the importance of fitness equipment body in promoting
quality of life. Discusses accessibility as a way to ensure social inclusion, and questions the accessibility
of devices in public places, as they can be used by different users. Hopes to achieve guidelines for
adapting the equipment and assist product designers to consider such criteria in the design of eSystems.

1. AS ACADEMIAS AO AR LIVRE

As chamadas Academias ao Ar livre, ou Academias da Terceira Idade, já estão funcionando em mais de


mil cidades brasileiras (Epoca, 2011). Boa parte delas foi montada pelas prefeituras, com a intenção de
oferecer à população uma opção acessível e gratuita de atividade física. As academias públicas
prometem melhor qualidade de vida ao ar livre. Notícias sobre a inauguração de uma nova academia
saem na imprensa toda hora.
Os equipamentos não têm peso, nem possibilidade de alterar cargas. Usam apenas a força do corpo
para exercícios de musculação e alongamento. Os exercícios estimulam a resistência e geram benefício
personalizado, independente de idade, peso e sexo.
As Academias ao Ar Livre também estão fazendo sucesso no verão carioca. O Rio conta com 80
academias gratuitas espalhadas por praças e praias. Os aparelhos ajudam a perder calorias e estimulam
o sistema cardiovascular. Democráticas como o verão carioca, as academias ao ar livre atraem jovens e
idosos, que não se intimidam com os olhares curiosos de quem passa na rua. Seja de calça jeans e
chinelo, o público já aproveita a primavera para se exercitar nos coloridos equipamentos, que, à primeira
vista, até parecem brinquedos. As academias, inicialmente criadas para a terceira idade, têm entre 9 e 12
aparelhos, que estimulam o sistema cardiovascular, respiratório, e a circulação motora (G1, 2012).

O G1 divulgou ainda, que de acordo com a Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade
de Vida (SESQV), responsável pelas academias, cada academia custa R$ 37 mil. A primeira unidade foi
criada em 2009, na Praça Serzedelo Correia, em Copacabana, na Zona Sul. Atualmente, a Secretaria
calcula que cerca de 25 mil pessoas frequentam as academias ao ar livre regularmente. Ainda, de acordo
com a Secretaria, há professores, das 7h às 10h e entre 16h e 19h, em todas as unidades.
A Revista Época (2011) divulgou que até aquele ano a empresa Ziober, sediada em Maringá (PR). já
atendia 1300 municípios brasileiros, em quase todos os estados, totalizando mais de 2000 academias ao
ar livre, 70% delas projetos de prefeituras, mas também presentes em condomínios, clubes e outros
locais privados. Até 2010, só em São Paulo a empresa já havia implantado 100 academias. Nesta
reportagem, o diretor comercial da empresa, conta como esse sucesso começou. Ele diz que, há cerca
de cinco anos, quando ainda era vendedor de livros, viu no Globo Repórter uma matéria sobre uma
academia ao ar livre na China. Achou que era uma ótima ideia convidou Paulo Ziober, que na época
trabalhava como dobrador de tubos. Justamente os tubos de aço-carbono de que são feitos hoje os
aparelhos da Ziober e então resolveram montar o “negócio das Academias ao Ar Livre”, ainda que sem a
expertise em condicionamento físico e fisiologia do exercício. Um vendedor de livros e um dobrador de
tubos de repente viraram empresários bem-sucedidos do ramo de fitness. Segundo relatos, não
contrataram designer especializado em aparelhos de ginástica, eles mesmos que criaram os aparelhos,
baseando-se no que conheciam das academias convencionais. E, só depois que estava tudo pronto,
chamaram um “professor de ergonomia” de uma universidade local e um conhecido professor de judô da
cidade para dar o aval, e assim surgiram os famosos equipamentos de ginásticas que viraram febre no
país inteiro.
O primeiro cliente da Ziober foi a prefeitura de Maringá. A Unimed patrocinaria a primeira (que custou
menos de R$ 20 mil) e várias outras das 42 academias ao ar livre da cidade. O projeto foi batizado de
Academia da Terceira Idade (ATI), e ganhou um slogan poderoso: “Quem vai para a ATI não vai para a
UTI”. Logo, logo, as ATIs viraram um ótimo negócio não só para a Ziober, mas também para as
empresas de saúde e as prefeituras, que passaram a aparecer na mídia como criadoras de programas
públicos de qualidade de vida (Época, 2011).

O G1 (2012) recentemente entrevistou a personal trainer Ana Paula Seito, que apresentou um vídeo
(pode ser acessado através da página on line, através do link http://g1.globo.com/rio-de-
janeiro/noticia/2012/11/academias-ao-ar-livre-fazem-sucesso-no-verao-carioca.html) sobre como utilizar
os equipamentos das Academias ao Ar Livre de maneira adequada. A personal toma como exemplo uma
academia da cidade do Rio de Janeiro. No vídeo a personal discorre que a utilização inadequada resulta
em desconforto e dores, Ressalta para a importância de vestuário adequado a atividade física. No
entanto, enfatiza que os equipamentos podem ajudar na perda de peso. O importante é fazer o exercício
de maneira cadenciada e não com muita velocidade. As pessoas devem ter atenção porque os aparelhos
não são reguláveis, então pode ficar mais alto para alguns, assim como mais baixo para outros, o que
pode causar desconforto, explica Ana Paula.

No município de Curitiba, os aparelhos são indicados para maiores de 12 anos e principalmente para
pessoas da terceira idade, que perdem naturalmente a força muscular com o passar dos anos, mas
podem ser usados por qualquer pessoa. Marcello Richa afirmou que as academias ao ar livre na cidade
de Curitiba são uma iniciativa que conta com grande adesão das comunidades e que recentemente
chegaram a 100 unidades no município. E é um compromisso da Prefeitura continuar ampliando esta
ação, que democratiza a prática de atividades físicas e reforça as ações de prevenção da saúde e
melhoria da qualidade de vida da população (PREFEITURA CURITIBA, 2013). Ainda de acordo com o
portal da Prefeitura de Curitiba, o projeto de implementação das Academias ao ar Livre, parte de um
programa de saúde preventivo promovido pela prefeitura nas nove regionais administrativas da cidade.

De acordo com a Revista Época (2011), a prefeitura de Curitiba, divulgou uma nota de que as academias
ao ar livre têm ajudado curitibanos a sair do sedentarismo. A nota dizia que, segundo dados preliminares
de uma pesquisa com 330 usuários, feita pela própria prefeitura, 33% dessas pessoas haviam retomado
a prática de exercícios depois da instalação de 33 equipamentos de ginástica para uso gratuito na
cidade.

Os equipamentos podem ser usados por qualquer pessoa, funcionando como uma academia de ginástica
ao ar livre. Para sua utilização correta, basta seguir as instruções básicas fixadas em um painel próximo
(figura 1).

Figura 1: Imagens das Academias ao Livre de Curitiba/PR


(PREFEITURA DE CURITIBA, 2012)
Recentemente, a prefeitura lançou uma cartilha para ensinar usuários a utilização correta dos aparelhos.
Esta cartilha também consta em versão digital no portal da prefeitura, conforme figura 2.
Figura 2: Cartilha de Orientação aos Praticantes das Academias ao Ar Livre de Curitiba/PR.
(PREFEITURA DE CURITIBA, 2012)

O Edital de Chamamento Público Nº 001/2010-SMEL, da Prefeitura do Município de Curitiba, que


apresenta as especificações técnicas para fornecimento, instalação e serviços de manutenção de 100
Academias de Ginástica ao Ar Livre em Parques e Praças de Curitiba, apresenta que os equipamentos
devem contemplar itens principais e obrigatórios, secundários e facultativos e acompanhar placas
padronizadas quanto a descrição e layout.

Todas as Academias ao Ar Livre de Curitiba, devem contemplar dez equipamentos, sendo:


1. Simulador de cavalgada triplo
2. Pressão de pernas triplo
3. Multi-exercitador com seis funções
4. Remada sentada
5. Esqui triplo
6. Surf duplo
7. Alongador com três alturas
8. Simulador de caminhada triplo
9. Rotação dupla diagonal triplo
10. Rotação vertical
Figura 3: Mapa da Cidade de Curitiba, com pontos verdes indicando os mais de 100 Logradouros
Públicos de Instalação das Academias de ao Ar Livre. (PREFEITURA DE CURITIBA, 2012)

Conforme, o Edital de Chamamento Público Nº 001/2010-SMEL, a empresa contratada para implementar


as academias nos parques e praças curitibanos, durante a vigência do contrato (05 (cinco) anos),
prestará manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos fornecidos e instalados, com reparos e
reposição em 48 horas após solicitação formal pelo Contratante, de todo o conjunto (incluso nesta
manutenção: peças, troca de conjunto, pintura, piso, as placas, tanto de publicidade quanto as
orientativas. E também ficará a cargo da empresa contratada, durante a vigência do contrato à realização
da manutenção de até 30 (trinta) Academias de Ginástica ao ar livre instaladas pelo município. Ainda, é
de responsabilidade da empresa contratada, que todos os aparelhos contemplem individualmente
indicativos com especificações musculares em baixo relevo em inox; bancos estampados e arredondados
sem quina; oferecendo segurança aos usuários, é importante que os aparelhos possam ser instalados
em áreas fechadas e ao ar livre e resistentes à adversidades climáticas.
Figura 4: Layout das Placas Orientativas para utilização de cada um dos aparelhos
das Academias de Ginástica ao Ar Livre. (PREFEITURA DE CURITIBA, 2012)

2. CONCEITOS DE USABILIDADE, ACESSIBILIDADE E eSYSTEMS

De acordo com Bevan & Petrie (2009), os projetistas trabalham para criar eSystems (produtos e sistemas
desenvolvidos para ajudar pessoas com deficiência, também chamados de tecnologias assistivas), fáceis
e semples de usar, que incluem leitores de tela para usuários cegos de computadores, baseados em
tecnologia aumentativa e alternativas de sistemas de comunicação para as pessoas com deficiência na
fala e linguagem (Cook e Polgar 2008). Muitas vezes termos como uso amigável e fácil de usar indicam
essas características. Todavia, o termo técnico global mais adequado para indicar a facilidade de uso é
usabilidade. O padrão ISO 9241 da Ergonomia do Sistema de Interação Humana (1998) define
usabilidade como: A medida em que um produto [serviço ou ambiente] podem ser usados por usuários
para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de
uso. Neste sentido, consideramos:
- Efetividade: é definida como a exatidão e integridade com que os usuários atingem objetivos
específicos;
- Eficiência: é definida como os recursos gastos em relação à precisão e completude com as quais
usuários atingem essas metas;
- Satisfação: é definida como "liberdade de desconforto e atitudes positivas em relação ao uso do produto
[sistema, serviço ou ambiente]".
Bevan & Petrie (2009) discorrem ainda que há muito tempo (Gould e Lewis 1985; Shackel, 1990, 1991;
Sharp, Rogers e Preece 2007; Stone et al. 2005) consideram os seguintes aspectos como parte da
usabilidade:
- flexibilidade: a medida em que o sistema pode acomodar alterações desejadas pelo utilizador, além
daquelas primeiras especificadas;
- capacidade de aprendizado: o tempo e esforço necessários para chegar a um nível específico de uso
ou desempenho na utilização do sistema (também conhecida como a facilidade de aprendizagem);
- memorização: o tempo e esforço necessários para retornar a um nível específico de uso ou
desempenho, depois de um período de distância;
- segurança: aspectos do sistema relacionados a proteger o usuário de condições perigosas e situações
indesejáveis.
Os termos acima demonstram como não é dada uma definição absoluta para a usabilidade, mas sim
conceitos relativos aos usuários, relativos as metas e os contextos de uso, que são apropriados para um
conjunto particular de circunstâncias. Como a usabilidade, a acessibilidade é um termo com uma série de
definições, geralmente refere-se ao uso de eSystems por pessoas com necessidades especiais, em
particular aquelas com deficiência e pessoas idosas (Bevan;Petrie, 2009). Ainda, a ISO 9241-171 (2008b)
define acessibilidade como: a usabilidade de um produto, serviço ou ambiente, ou ainda, a facilidade de
utilização por pessoas com a mais vasta gama de capacidades.
A definição de acessibilidade pode ser entendida como a usabilidade para um máximo conjunto possível
de usuários específicos; isso se encaixa dentro do desenho universal ou na filosofia de projeto para
todos. No entanto, a acessibilidade é também usada para se referir a eSystems, que são especificamente
utilizáveis por pessoas com deficiência (Bevan; Petrie, 2009).
Considerando a definição ISO, a usabilidade é um sub-conjunto da acessibilidade (já que a acessibilidade
trata sobre problemas para um maior número possível de usuários, incluindo idosos e pessoas com
deficiência). Isso destaca a falta de consenso acerca do termo acessibilidade. No entanto, para fins
práticos, quando se discute o desenvolvimento de eSystems para não-deficientes ou usuários mais
jovens e os problemas que esses usuários têm com tais sistemas, usabilidade é o termo mais correto; e,
quando do desenvolvimento de eSystems para usuários deficientes e idosos e os problemas que estes
usuários têm com tais sistemas, o termo mais usado é acessibilidade.
Bevan (2008) sugere que a definição de usabilidade pode ser ampliada, pois engloba o utilizador a
experimentar, interpretando sua satisfação através de alguns critérios como:
- Agradabilidade: a medida em que o usuário está satisfeito com a realização da tarefa É percebida
através de objetivos pragmáticos, incluindo resultados percebidos de uso e as consequências do utilizar;
- Prazer: o grau em que o utilizador está satisfeito com a realização da tarefa. Está relacionado a
percepção dos objetivos de identificação, estimulação e evocação (Hassenzahl 2003) e associados a
respostas emocionais;
- Conforto: a medida em que o usuário está satisfeito com o conforto físico;
- Confiança: a medida de satisfação do usuário com relação à performance do produto, ou seja, se o
produto vai se comportar conforme o pretendido.
A Experiência do usuário ou User Experience (freqüentemente abreviado para UX) é o mais novo termo
para denominar o conjunto de critérios pelos quais um eSystem deve ser avaliado. Este termo surgiu da
percepção de como eSystems podem se tornar mais onipresentes em todos os aspectos da vida. Os
usuários procuram e esperam mais do que apenas um eSystem que seja fácil de usar. A usabilidade
enfatiza a realização adequada de tarefas específicas em determinados contextos de uso, mas com as
novas tecnologias, como a Internet e players de mídia portáteis, como iPods, os usuários não estão
necessariamente procurando apenas alcançar com êxito a completude de uma tarefa, mas também
divertir-se e entreter-se. Portanto, o termo experiência do usuário, inicialmente popularizado por Norman
(1998), surgiu para contemplar as interações e reações dos usuários com eSystems, uma relação que vai
além das convencionais interpretações da eficácia, eficiência e satisfação.

2.1 Normas de Acessibilidade a Ambientes Construídos em Espaços Públicos

Nesta sessão são apresentados alguns requisitos da NBR 9050:2004, que dispõe dos critérios acerca da
Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, classifica alguns critérios para
a adaptação dos dispositivos públicos. Também são considerados outros documentos constitucionais
acerca da acessibilidade, constantes do Manual de Orientações de Turismo e Acessibilidade do
Ministério do Turismo (2006).
Em documento do Conselho Nacional do Ministério Público – Resolução n.º 81, de 31 de janeiro de 2012,
que dispõe sobre a criação da Comissão Temporária de Acessibilidade, adequação das edificações e
serviços do Ministério Público da União e dos Estados, atesta ser necessário pessoal capacitado para
prestar atendimento às pessoas com deficiência visual, mental e múltipla, bem como às pessoas idosas.
O Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004, que regulamenta as Leis n°s 10.048, de 8 de novembro
de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas com necessidades especificas, e 10.098, de 19
de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade, dispõe que:
- É necessário sinalização ambiental para deficientes visuais;
- Remoção de Barreiras e obstáculos;
- Ajuda técnica: os produtos, instrumentos, equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente
projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade
reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou assistida;
- É permitida a admissão de entrada e permanência de cão-guia ou cão-guia de acompanhamento junto
de pessoa portadora de deficiência ou de treinador nos locais dispostos no caput do art. 5o, bem como
nas demais edificações de uso público e naquelas de uso coletivo, mediante apresentação da carteira de
vacina atualizada do animal;
- É necessária a existência de local de atendimento específico para as pessoas referidas no art. 5o.
- Deve ser priorizado o Desenho universal na concepção de espaços, artefatos e produtos que visam
atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais,
de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a
acessibilidade.
O Poder Público, após certificar a acessibilidade de edificação ou serviço, determinará a colocação, em
espaços ou locais de ampla visibilidade, do “Símbolo Internacional de Acesso”, na forma prevista nas
normas técnicas de acessibilidade da ABNT e na Lei nº Art. 15.
No planejamento e na urbanização das vias, praças, dos logradouros, parques e demais espaços de uso
público, deverão ser cumpridas as exigências dispostas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT,
neste sentido, deve ocorrer a instalação de piso tátil direcional e de alerta; as características do desenho
e a instalação do mobiliário urbano devem garantir a aproximação segura e o uso por pessoa portadora
de deficiência visual, isso também deve ocorrer com relação as marquises, os toldos, elementos de
sinalização, luminosos e outros elementos que tenham sua projeção sobre a faixa de circulação de
pedestres, como espécies vegetais.
Conforme disposto no art. 18 da Lei nº. 10.098/2000, o Poder Público implementará a formação de
profissionais intérpretes de escrita em Braille, linguagem de sinais e de guias-intérpretes, para facilitar
qualquer tipo de comunicação direta à pessoa com deficiência sensorial e com dificuldade de
comunicação.
De acordo com a NBR 9050:2004, as informações em Braille não dispensam a sinalização visual dos
espaços, incluindo caracteres ou figuras em relevo. Tais informações devem posicionar-se abaixo dos
caracteres ou figuras em relevo, da mesma forma, o arranjo de seis pontos e o espaçamento entre as
celas Braille devem atender às condições de que trata a norma citada. A pessoa com baixa visão deve
receber informações com texto impresso em fonte tamanho 16, com algarismos arábicos, em cor preta
sobre o fundo branco. Os textos, figuras e pictogramas em relevo são dirigidos às pessoas com baixa
visão, às que ficaram cegas recentemente ou às que ainda estão sendo alfabetizadas
em Braille. Compete ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CONADE, aos
Conselhos Estaduais, Municipais e do Distrito Federal e às organizações representativas de pessoas
com deficiência acompanhar e sugerir medidas para o cumprimento da acessibilidade das pessoas com
deficiência (§1º, art.19 do Decreto nº. 5.296/2004) a partir de junho de 2007.
A acessibilidade aos portais e endereços eletrônicos da Administração Pública devem estar acessíveis às
pessoas com deficiência visual a partir de dezembro de 2005 (art. 47, Decreto nº. 5.296/2004).
Importante referir que para a plena aplicabilidade do Decreto nº. 5.296/2004 e da Lei nº. 10.098/2000, os
governos federal, estaduais e municipais devem fortalecer a legislação sobre a acessibilidade nas
respectivas instâncias para garantir que todas as pessoas tenham o mesmo direito de acesso aos
espaços públicos, aos equipamentos, atrativos e serviços turísticos.
A Lei nº 10.098/2000 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos
nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de
transporte e de comunicação. Estas barreiras podem ser arquitetônicas e urbanísticas, sendo que
barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou
o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de
massa;
O Art. 3º da Lei nº 10.098/2000, estabelece que o planejamento e a urbanização das vias públicas, dos
parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los
acessíveis para as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
O Art. 4º discorre que as vias públicas, os parques e os demais espaços de uso público existentes, assim
como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados, obedecendo-
se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações, no sentido
de promover mais ampla acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
O Art. 5º apresenta que o projeto e o traçado dos elementos de urbanização públicos e privados de uso
comunitário, nestes compreendidos os itinerários e as passagens de pedestres, os percursos de entrada
e de saída de veículos, as escadas e rampas, deverão observar os parâmetros estabelecidos pelas
normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
O Art. 8º discorre que os sinais de tráfego, semáforos, postes de iluminação ou quaisquer outros
elementos verticais de sinalização que devam ser instalados em itinerário ou espaço de acesso para
pedestres deverão ser dispostos de forma a não dificultar ou impedir a circulação, e de modo que
possam ser utilizados com a máxima comodidade.
O Art. 10 aponta que os elementos do mobiliário urbano deverão ser projetados e instalados em locais
que permitam que sejam eles utilizados pelas pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
O Art. 17 relata que o Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e
estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e
sinalização às pessoas com deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o
direito de acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao
esporte e ao lazer.
O Art. 22 aborda que é instituído, no âmbito da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Ministério
da Justiça, o Programa Nacional de Acessibilidade, com dotação orçamentária específica, cuja execução
será disciplinada em regulamento.

O DECRETO Nº 5.296, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004, no Art. 4º relata que o Conselho Nacional dos
Direitos da Pessoa com Deficiência, os Conselhos Estaduais, Municipais e do Distrito Federal, e as
organizações representativas de pessoas com deficiência terão legitimidade para acompanhar e sugerir
medidas para o cumprimento dos requisitos estabelecidos neste Decreto. Também dispõe que deve
haver divulgação, em lugar visível, do direito de atendimento prioritário das pessoas com deficiência ou
com mobilidade reduzida;
O Art. 14. deste decreto dispõe que na promoção da acessibilidade, serão observadas as regras gerais
previstas neste Decreto, complementadas pelas normas técnicas de acessibilidade da ABNT e pelas
disposições contidas na legislação dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. Deverá ocorrer a
instalação de piso tátil direcional e de alerta. No § 2º diz que nos casos de adaptação de bens culturais
imóveis e de intervenção para regularização urbanística em áreas de assentamentos subnormais, será
admitida, em caráter excepcional, faixa de largura menor que o estabelecido nas normas técnicas citadas
no caput, desde que haja justificativa baseada em estudo técnico e que o acesso seja viabilizado de outra
forma, garantida a melhor técnica possível.
O Art. 16. apresenta que as características do desenho e a instalação do mobiliário urbano devem
garantir a aproximação segura e o uso por pessoa com deficiência visual, mental ou auditiva, a
aproximação e o alcance visual e manual para as pessoas com deficiência física, em especial aquelas
em cadeira de rodas, e a circulação livre de barreiras, atendendo às condições estabelecidas nas normas
técnicas de acessibilidade da ABNT. O § 3º deste, observa que as botoeiras e demais sistemas de
acionamento dos terminais de autoatendimento de produtos e serviços e outros equipamentos em que
haja interação com o público devem estar localizados em altura que possibilite o manuseio por pessoas
em cadeira de rodas e possuir mecanismos para utilização autônoma por pessoas com deficiência visual
e auditiva, conforme padrões estabelecidos nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT.
O Art. 18. dispõe que a construção de edificações de uso privado multifamiliar e a construção, ampliação
ou reforma de edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação
de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de
acessibilidade da ABNT. Também estão sujeitos ao disposto no caput os acessos, piscinas, andares de
recreação, salão de festas e reuniões, saunas e banheiros, quadras esportivas, portarias,
estacionamentos e garagens, entre outras partes das áreas internas ou externas de uso comum das
edificações de uso privado multifamiliar e das de uso coletivo. O § 1º deste, atribui que no caso das
edificações de uso público já existentes, terão elas prazo de trinta meses a contar da data de publicação
deste Decreto para garantir acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
O Art. 26 dispõe que nas edificações de uso público ou de uso coletivo, é obrigatória a existência de
sinalização visual e tátil para orientação de pessoas com deficiência auditiva e visual, em conformidade
com as normas técnicas de acessibilidade da ABNT.

3. DISCUSSÕES

As Academias ao Ar Livre já viraram uma Febre Nacional. Uma das empresas pioneiras na produção dos
equipamentos no país, a Ziober, inspirou-se em equipamentos chineses para a concepção dos aparelhos
aqui no Brasil. Um vendedor de livros e um dobrador de tubos de aço carbono, de repente viraram
empresários bem-sucedidos do ramo de fitness. Ainda que sem contratarem um designer ótimo,
especializado em aparelhos de ginástica, eles dois mesmo criaram os aparelhos, baseando-se no que
conheciam das academias convencionais.
É temeroso que os equipamentos sejam usados à revelia e de qualquer forma. Por mais que estas
academias sejam muito populares na Europa, existem poucos estudos a respeito das Academias ao Ar
Livre, e por se tratar de uma problemática essencialmente nova, há ainda pouco material disponível na
literatura especializada acerca do conforto, segurança, ergonomia, usabilidade e até mesmo
acessibilidade destes equipamentos públicos. Desta forma, é difícil avaliar a qualidade das Academias de
Ginástica ao Ar Livre, até que haja uma estatística de lesões associadas a elas, sendo assim ainda não
será possível afirmar se funcionam bem ou mal. Neste intuito, existe uma forte demanda por estudos
ergonômicos a serem realizados nesses equipamentos.
Coisas importantes nestes equipamentos devem ser levadas em consideração em termos de melhoria na
usabilidade dos mesmos. Sendo assim questiona-se: Qual o nome dos exercícios? Como trabalham o
corpo? Que melhorias nas capacidades físicas e nos indicadores bioquímicos eles promovem? Será que
todo tipo de pessoa pode se beneficiar deles, e sem se machucar? Ou será que só os idosos muito
sedentários conseguem aproveitá-los? Há um jeito certo de usar os aparelhos? Há que se pensar que é
uma iniciativa louvável por parte das prefeituras promover programas que estimulem a saúde e a
atividade física, e ter aparelhos de ginástica disponíveis para uso gratuito aumenta o número de pessoas
ativas, é claro, mas será que a gratuidade vem acompanhada da qualidade?
A Revista Época (2011) abordou adultos e adolescentes que usavam os aparelhos de metal no Parque
do Ibirapuera, em São Paulo. Questionou a eles para que serviam os equipamentos que estavam
usando. Deram respostas diferentes. Um dizia que o “Simulador de caminhada” servia para alongar as
pernas, mas outro fazia a tal caminhada simulada tão rapidamente que parecia que ele pretendia fazer ali
um trabalho cardiovascular. A placa de identificação do aparelho não dava instruções adequadas e nem
suficientes. Só marcava numa ilustração quais eram as partes do corpo supostamente trabalhadas. Neste
sentido, deve-se salientar que os usuários não estavam bem informados, e se nem as pessoas sem
restrições podiam identificar corretamente as informações essenciais ao uso dos dispositivos, será que
estes aparelhos, por estarem disponíveis em locais públicos, contemplam requisitos mínimos de
acessibilidade?
Ainda na mesma reportagem da Revista Época, a administração do Parque do Ibirapuera contou que os
52 aparelhos instalados no parque foram doados por uma empresa chamada Physicus, de Auriflama, no
interior de São Paulo. Doados. Antes de aceitar a doação, porém, a administração do parque teria se
reunido com gente da Secretaria Municipal de Esportes para avaliar a qualidade dos equipamentos? Um
profissional de educação física da secretaria de esportes, confirmou a história por telefone. “Nós vimos as
fotos do catálogo da Physicus e a descrição de como funcionavam”. Então ninguém viu os aparelhos
pessoalmente antes de aceitar a doação? Ninguém verificou o design das peças, a mecânica dos
movimentos? Ninguém pediu referências da empresa? Não compararam os produtos com equivalentes
de outras marcas? Não fizeram perguntas para o responsável técnico da Physicus? Tudo que verificaram
foi o acabamento das peças.
Os aparelhos estão em pleno funcionamento, e os usuários parecem estar gostando e a coisa
popularizou-se numa medida catastrófica. Neste sentido, há uma forte preocupação sobre que tipo de
trabalho muscular se executa em cada um dos aparelhos e que tipo de qualidade física está sendo
melhorada? Seria a força? O aumento da massa muscular? A resistência muscular? A capacidade
cardiovascular?
Devem ainda, ser levados em conta critérios de usabilidade nos aparelhos, de acordo com Bevan &
Petrie (2009), para que um produto tenha usabilidade. Neste sentido os equipamentos devem possuir:
- Efetividade: exatidão na realização dos exercícios para atingir objetivos específicos em cada aparelho;
- Eficiência: os recursos gastos em relação a completude do exercício, deve ser adequada para os
usuários atingirem suas metas específicas em cada equipamento;
- Satisfação: os usuários devem poder participar da avaliação dos equipamentos com liberdade para falar
sobre os níveis de desconforto e atitudes positivas em relação ao uso do produtos. Estabelecendo seu
grau de satisfação com os mesmos.
Bevan & Petrie (2009) discorrem ainda que há muito tempo (Gould e Lewis 1985; Shackel, 1990, 1991;
Sharp, Rogers e Preece 2007; Stone et al. 2005) consideram os seguintes aspectos como parte da
usabilidade. Nesta perspectiva, os aparelhos devem garantir, conforme estes aspectos:
- flexibilidade: permitir alterações/ajustes desejados pelo utilizador, além daqueles especificados;
- capacidade de aprendizado: o desenho dos aparelhos, as informações visuais e táteis devem garantir a
facilidade de aprendizagem;
- memorização: o uso do aparelho no desempenho de cada atividade deve facilitar a memória a idenficar
como se trabalha nele mesmo depois de um período de distância;
- segurança: os manípulos, cantos, assentos e alavancas devem garantir a proteção do usuário e impedir
condições perigosas e situações indesejáveis.
As máquinas são limitadas por não permitirem ajustes, mas mesmo assim, precisam de orientação
especializada de um educador físico. No tocante as notas divulgadas pela imprensa, parece que a
população brasileira acolhe muito bem novas oportunidades gratuitas para cuidar da saúde, mas ainda
não aprendeu a avaliar a qualidade do que é oferecido. Neste sentido, elenca-se alguns requisitos de
acessibilidade que equipamentos, mobiliários e ambientes públicos devem respeitar. Desta forma, as
Academias ao Ar Livre como sendo dispositivos de uso comum deveriam ser adaptadas com alguns
critérios fundamentais a acessibilidade.
Diante do exposto, categoriza-se aqui (conforme anteriormente apresentado na sessão anterior)
resumidamente alguns itens de acordo com as NBRs, ABNT, Decretos e Leis Brasileiras sobre a
acessibilidade de dispositivos públicos:
- Os projetos públicos devem proporcionar atendimento com pessoal capacitado a atender às diferentes
deficiências dos usuários. Sendo que é necessária ajuda técnica nos produtos e sistemas com tecnologia
assistida, favorecendo segurança e autonomia pessoal. Se faz necessário, profissionais intérpretes de
escrita em Braile, sinais e de guias-intérpretes para facilitar a orientação aos deficientes sensoriais em
com dificuldades de comunicação.
- Deve-se ocorrer a remoção de barreiras físicas e de comunicação e, obstáculos dos produtos, sistemas
e ambientes de uso comum.
- Nos displays de sinalização são necessárias informações em Braile, caracteres e figuras em relevo.
Para pessoas com baixa visão, os textos devem ser em fonte tamanho 16 com algarismos arábicos, em
preto sobre fundo branco. De acordo com a ABNT, se faz necessária a sinalização visual e tátil, sendo
necessária sinalização adequada para as diferentes categorias de restrições.
- Deve ser priorizado o Desenho Universal nos dispositivos públicos, já que devem contemplar diferenças
antropométricas e sensoriais, para que as pessoas possam usar com segurança e conforto.
- É de suma importância a implementação de piso tátil direcional e de alerta nos ambientes.
- O mobiliário urbano deve ser instalado onde as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida tenham
total acesso, e devem garantir que as pessoas consigam aproximar-se e usar com facilidade, de modo
que o alcance visual e manual para deficientes visuais e físicos seja respeitado de acordo com os
padrões e normas técnicas da ABNT.
Portanto considera-se, conforme o Decreto nº 5.296/2004 e a Lei 10.098/2000, que todas as pessoas tem
o mesmo direito de acesso aos espaços públicos, aos equipamentos e aos serviços turísticos.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As Academias Públicas já viraram moda na maioria das grandes cidades brasileiras. Numa praça aberta
ou num parque, idosos, jovens e crianças se balançam num conjunto de aparelhos feitos de tubos de
metal, pintados em alguma cor vibrante. Embora muitas vezes sejam confundidos com brinquedos. São
aparelhos de ginástica. Um pouco diferentes das academias convencionais, as vezes tão diferentes que
não é fácil entender que espécie de músculos eles exercitam, para que serve e para quem.
Há que se preocupar que projetos públicos não devam atender somente usuários não-deficientes, mas
também as diferentes categorias de restrições: físicas, motoras, mentais e sensoriais. Já que são
equipamentos de uso comum. Neste sentido, se fazem necessárias vastas pesquisas e avaliações
ergonômicas nos aparelhos das Academias ao Ar Livre para garantir a usabilidade dos mesmos.
É importante enfatizar que seria interessante que o poder público fosse capaz de fazer avaliação da
qualidade, performance, segurança e acessibilidade destes aparelhos, e nos garantir a segurança de que
estamos usufruindo de um serviço de qualidade. Um programa de saúde e qualidade de vida deve
proporcionar benefícios reais e mensuráveis e não apenas ser marketing político. É importante orientar
os usuários e garantir a usabilidade, segurança e a acessibilidade dos equipamentos de uso comum aos
diferentes biotipos e suas capacidades.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações,


mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004.

BEVAN, N. Classifying and selecting UX and usability measures. In the Proceedings of Meaningful
Measures: Valid Useful User Experience Measurement (VUUM), 5th COST294-MAUSE Open Workshop,
18th June, Reykjavik, Iceland, 2008.

BEVAN, N.; PETRIE, H. The evaluation of accessibility, usability and user experience. The Universal
Access Handbook. C Stepanidis (ed), CRC Press, 2009.

G1. Academias ao ar livre fazem sucesso no verão carioca. Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-
janeiro/noticia/2012/11/academias-ao-ar-livre-fazem-sucesso-no-verao-carioca.html Acesso em: 25 dez
2012.

MINISTÉRIO DO TURISMO. Turismo e Acessibilidade: Manual de Orientações - 2006. Disponível em:


http://www.acessibilidade.org.br/manual_acessibilidade.pdf Acesso em: 18 jan 2013.

PREFEITURA DE CURITIBA. Exercite o corpo e a mente nas academias ao ar livre. Disponível em:
http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/exercite-o-corpo-e-a-mente-nas-academias-ao-ar-livre/26235
Acesso em: 7 jan 2013.

ÉPOCA. Revista Época On Line. Academia ao Ar Livre: vale a pena? Disponível em:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI211860-15230,00-
ACADEMIA+AO+AR+LIVRE+VALE+A+PENA.html. Acesso em: 17 fev 2011