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EXMO(A) SR(A) DR(A) JUÍZ(A) FEDERAL DA MM.

COMARCA DE PILAO
ARCADO – ESTADO DA BAHIA.

PROCESSO:
RECLAMANTE:
RECLAMADA: MUNICIPIO DE PILAO ARCADO

L UCIO H. GARCIA MUJICA, abaixo assinado, honrosamente


acolhido como perito do juízo, nos autos da Ação nº XXXXXXXXXXXXXXXX, em
que são partes SINDICATO SERVIDORES DE PILAO ARCADO e MUNICÍPIO DE
PILAO ARCADO, vem trazer a douta apreciação de V. Exa., o seu parecer conclusivo
sobre a alegação de insalubridade e periculosidade.
No ensejo, colocando-se à disposição para o oferecimento de quaisquer
esclarecimentos adicionais necessários, pede juntada da presente manifestação aos
autos respectivos, para que produza seus jurídicos e legais efeitos.
Ao tempo em que solicita e autoriza que a guia e/ ou alvará de honorários seja entregue
ao portador Sr. GEDSON RODRIGUES, RG XXXXXXXXXXX e CPF
XXXXXXXXXXXXXX, devidamente preenchida e autorizando que proceda a
transferência bancaria entre conta judicial e conta corrente de minha titularidade
identificada a seguir. Ficando confirmada a transferência bancária por responsabilidade
da Secretaria, solicito que encaminhe comprovante de transferência. Solicito também
que encaminhe cópia da sentença e que o processo só seja arquivado quando
confirmado todas as transferências bancárias referente ao ato pericial.
• Que o depósito seja realizado na conta corrente nº XXXXXX do Banco XXXXXX –
agência nº XXXXXX, deste Perito e CPF: XXXXXXXXXXXXXX,
Solicita DEFERIMENTO dos itens apresentados nesta petição e ainda informar da
sentença ou acordo. Este laudo contem 07 páginas.
Nestes termos,

P. deferimento.

Jacobina, 20 de outubro de 2018.

______________________
Lucio H. Garcia Mujica
Médico
SUMÁRIO

1.0 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA


2.0 ACOMPANHANTES
3.0 FUNÇÕES EXERCIDAS
4.0 CONSIDERAÇÕES GERAIS
5.0 INFORMAÇÕES GERAIS
6.0 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES EXERCIDAS PELO RECLAMANTE
7.0 OBJETIVOS DA PERÍCIA
8.0 RISCOS IDENTIFICADOS NOS AMBIENTES EM QUE O RTE
LABOROU OU ACESSOU
9.0 FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
10.0 INSALUBRIDADE DE GRAU MÁXIMO
11.0 INSALUBRIDADE DE GRAU MÉDIO
12.0 INSALUBRIDADE
13.0 LAUDO
14.0 LEVANTAMENTO DOS RISCOS AMBIENTAIS
15.0 AGENTES FÍSICOS
16.0 AGENTES QUIMICOS
17.0 AGENTES BIOLÓGICOS
18.0 GRAUS DE INSALUBRIDADE
19.0 CONCLUSÃO DO LAUDO
20.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
21.0 QUESITOS DA RECLAMADA
22.0 QUESITOS DO RECLAMANTE
LAUDO TÉCNICO PERICIAL DE INSALUBRIDADE

1.0 – IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

Razão Social: Município de Pilão Arcado


Cidade: Pilão Arcado - Estado: Bahia

2.0 – ACOMPANHANTES

Srta. Luciene Calixta de Lucena – Assistente do Perito


Sr. Gedson Rodrigues - Assistente do Perito
Sr. Viemar Jorge Cruz – Engº de Segurança e Assistente Técnico do Sindicato
Sr. Irineu Bispo de Jesus Neto – Advogado do Sindicato
Sr. Thiago Ferreira Santos – Presidente do Sindicato
Sr. Givaldo Gomes Evangelista - Reclamante

3.0 – FUNÇÃO EXERCIDA PELOS RECLAMANTES

Agente de Combate a Endemias

4.0 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS

As perícias realizadas com vistas à determinação de periculosidade e


insalubridade implicam em peculiaridades que precisam ser tratadas pelos
profissionais indicados para realizá-las, de modo que os mesmos não excedam
os limites de sua competência por convicções subjetivas ou estribadas em
critérios estritamente técnicas.

Essas perícias devem partir do seguinte pré-requisito:

“Os universos de aplicação dos conceitos de periculosidade e insalubridade para


fins de percepção dos respectivos adicionais são aqueles definidos nos diplomas
legais pertinentes”.

Cabe, portanto, em primeiro lugar verificar se os fundamentos legais existentes


em seus aspectos técnicos sobre assunto, contemplam as atividades ou
condições, objeto da perícia.

Como fundamento legal a limitar o alcance das condições estritamente técnicas


entendem-se as Leis Especiais pertinentes a matéria, os Decretos que as
regulamentam, e as Portarias do MTE, mormente a Portaria 3.214/78 que dispõe
sobre as Normas Regulamentadoras.

5.0 – INFORMAÇÕES GERAIS

Os trabalhos de inspeção de campo referentes ao procedimento pericial foram


executados no dia 11 de outubro de 2018 das 09:30 às 17:00 h.
Este Perito solicitou, durante a realização das inspeções, ao SETOR DE
ENDEMIAS informações sobre os produtos que circulam nas dependências
periciada, tais como: características dos produtos, tempo de permanência no
local, quantidades armazenadas e informações técnicas sobre os produtos.
Para o fornecimento das informações atinentes as atividades desenvolvidas pelo
Reclamante, bem como a mobilidade e frequência de acesso aos diversos
ambientes da empresa foram entrevistados os seguintes funcionários:

5.1 PESSOAS ENTREVISTADAS

Srta. Luciene Calixta de Lucena – Assistente do Perito


Sr. Gedson Rodrigues - Assistente do Perito
Sr. Viemar Jorge Cruz – Engº de Segurança e Assistente Técnico do Sindicato
Sr. Irineu Bispo de Jesus Neto – Advogado do Sindicato
Sr. Thiago Ferreira Santos – Presidente do Sindicato
Sr. Givaldo Gomes Evangelista - Reclamante
Sr. Renan Brito Café
Sr. Sidnei Jesus Santos

As pessoas entrevistas confirmaram as funções dos reclamantes, suas


atividades, produtos utilizados, EPI´s recebidos.

5.2 RECLAMANTES

Alberico Palha filho


Alfred Augusto França
Renan Brito Café
José Pereira da Silva Filho
Givaldo Gomes Evangelista
Sidney Jesus Santos
Marcelo Augusto Mariano Santos
Edvaldo Rodrigues dos Santos
Djalma Evangelista de Souza
Eliel de Souza Santana
Simões Antônio Brito de Souza
Jorge Luiz da Silva Rocha
João de Araújo Santos
Chardelgon de Jesus Santos
Pedro Nunes de Souza Filho

5.3 EPI´S UTILIZADOS PELAS RECLAMANTES

Capacete

5.4 DESCRIÇÃO DAS INSTALAÇÕES

Os Reclamantes executam suas atividades em logradouros públicos, visitando


casas do município e distritos.

6.0 - DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES EXERCIDAS PELOS RECLAMANTES

Vigilância, prevenção e controle de doenças e promoção da saúde,


Orientações â população
Tratamento de reservatório com larvicidas
Eliminação de focos endêmicos
Enterro de animais mortos
Tratamento de animais com doenças

7.0 - OBJETIVO DA PERÍCIA

Verificar se as condições em que os Reclamantes laboravam, caracterizam-se


ou não em atividades e operações insalubres com base nas características dos
ambientes em que trabalhou, nas atividades que desenvolveu e nos parâmetros
legais vigentes.
O procedimento pericial obedeceu a seguinte sequência de atividades:
• Inspeção preliminar nas dependências do onde os reclamantes
executaram suas atividades visando o conhecimento dos procedimentos de
trabalho adotado pelos mesmos.
• Inspeção detalhada nos locais em que os Reclamantes desenvolveram
suas atividades.
• Levantamento de informações atinentes ao cargo/função ocupado pelos
Reclamantes.
• Levantamento de informações, através da realização de entrevistas, com
pessoas que detém conhecimento sobre as atividades e operações que os
Reclamantes desenvolviam na Reclamada.
• Coleta de documentação necessária para subsidiar a perícia (plantas de
situação, descritivo das atividades do cargo/função e atribuições, normas de
procedimentos internos, relação dos produtos utilizados nos locais de trabalho
do reclamante.
• Realização das avaliações de agentes de riscos ambientais onde as
mesmas se fazem necessárias.
• Análise dos dados e análise dos riscos envolvidos.
• Análise quanto ao enquadramento legal (verificação do atendimento ou
não das características ambientais ou laborativas desenvolvidas pelos
Reclamantes, diante dos requisitos constantes na legislação aplicável.
• Conclusões.
• Elaboração do Laudo Técnico Pericial.

8.0 – RISCOS IDENTIFICADOS NOS AMBIENTES EM QUE O EMPREGADO


LABOROU OU ACESSOU.

8.1 - Esclarecimentos e Premissas Básicas Utilizadas na Perícia

Para fins desta Perícia foram considerados como riscos para efeito de
percebimento de adicionais, aqueles constantes na legislação aplicável e mais
precisamente os citados nas Normas Regulamentadoras NR-15 e seus
respectivos Anexos, da Portaria nº 3214/78 (textos atualizados).

Convém estabelecer que a expressão "risco" é na verdade uma variável


dependente de fatores como frequência, intensidade, consequência provável e
salvaguardas.
Neste aspecto obedece como prevalente, para fins de regulação da expressão
"risco", o constante nos Artigos 189 e 193 de seção XIII do Capítulo V, Título II
da CLT.

Torna-se importante estabelecer que a prática pericial fundamenta-se em prova


objetiva e neste aspecto o encaminhamento do estudo primou pelos ditames
legais, evitando conotações de ordem especulativa ou de natureza pessoal dos
envolvidos nesta Perícia.

8.2 – Conceito de Permanente, Habitual, Intermitente e eventual.

Trabalho Permanente
Aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente, no qual a
exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente
nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço.

HABITUAL é a exposição a agentes nocivos durante todos os dias de trabalho


normal, ou seja durante todos os dias da jornada normal de trabalho.

INTERMITENTE é a exposição experimentada pelo segurado de forma


programada para certos momentos inerentes à produção, repetidamente a
certos intervalos.

OCASIONAL é a exposição experimentada pelo segurado de forma não


programada, sem mensuração do tempo, acontecimento fortuito, previsível ou
não.

8.3 - Quanto a Insalubridade

A palavra “insalubre” vem do latim e significa tudo aquilo que origina doença,
sendo que a insalubridade é a qualidade de insalubre. Já o conceito legal de
insalubridade é dado pelo artigo 189 da CLT, nos seguintes termos:

“Serão consideradas atividades insalubres ou operações insalubres aquelas


que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham o
empregado a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados
em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos
seus efeitos”

O Ministério do Trabalho e Emprego, na Portaria nº 3.214, regulamentou toda a


matéria de Segurança e Medicina do Trabalho através de 34 normas
regulamentadoras, estando inseridas na NR - 15 e seus 14 anexos as atividades
e operações insalubres.

Segundo o artigo 191 da CLT a eliminação ou neutralização da insalubridade


ocorrerá:

• Com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro


dos limites de tolerância;
• Com a utilização de equipamentos de proteção individual pelo
trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo ao limite de
tolerância.

Portanto, o controle da exposição aos riscos ocupacionais é feito através de


medidas relativas ao ambiente e ao homem.
As medidas relativas ao ambiente compreendem aquelas destinadas a eliminar
o problema em sua fonte e trajetória. Não sendo possível ou suficiente o controle
no ambiente, deve-se utilizar o controle individual. Dentre as medidas individuais
que podem ser aplicadas, a lei prevê o uso de equipamentos de proteção
individual (EPI), estabelecendo-se que o mesmo deverá diminuir a intensidade
do agente a limites de tolerância.
Por sua vez, a Norma Regulamentadora nº 15 define como requisitos básicos
para enquadramento quanto a atividades e operações insalubres:

“As que se desenvolvam determinando a submissão do trabalhador a agentes


que se manifestem acima dos limites de tolerância definidos nos anexos da NR
15”.

Entende-se como tal submissão, aquela em que, desprovido de qualquer meio


de proteção e, ocorrendo com frequência e duração necessárias, possa
configurar, em futuro próximo ou remoto, possível dano, podendo assim
determinar prejuízo direto à saúde do trabalhador.
Limite de Tolerância é a expressão que associa para cada agente e seu
componente, uma tolerância máxima aceitável, em termos de concentração ou
intensidade, a que o indivíduo exposto a este, desprovido de proteção, por um
tempo e frequência determinada, não estaria submetido a um risco potencial de
dano.

Assim, o conjunto determinante da análise para fins de enquadramento legal


requer:

• A existência do risco
• A manifestação deste acima dos Limites de Tolerância
• A exposição do trabalhador ao risco
• A frequência e duração da exposição ser compatível para configurar o
risco.
• Ao trabalhador encontrar-se desprotegido durante a exposição.

A ausência de um ou mais dos itens acima, descaracteriza a incidência.

Registre-se por fim que, para algumas situações específicas, a legislação


determina avaliação de forma qualitativa, observando-se, porém a frequência e
duração das exposições. Este critério é adotado para os seguintes agentes:

• Trabalho sob condições hiperbáricas - Anexo 6 - NR-15


• Frio - Anexo 9 - NR-15
• Umidade - Anexo 10 - NR-15
• Agentes Químicos - Anexo 13 - NR-15 (Atividades desenvolvidas)
• Agentes Biológicos - Anexo 14 - NR-15
9.0 – FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

9.1.CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Título II Dos Direitos e Garantias Fundamentais Capítulo II - Dos Direitos Sociais


Art.7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem
à melhoria de sua condição social:
INCISO XXIII- adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres
ou perigosas, na forma da lei;

9.2.CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS TRABALHISTAS (CLT)

SEÇÃO XIII Das Atividades Insalubres e Perigosas

Art. 189 – Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que,


por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados
a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da
natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.

Art. 190 – O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e


operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da
insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressivos, meios de
proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes.
Parágrafo único – As normas referidas neste artigo incluirão medidas de
proteção do organismo do trabalhador nas operações que produzem
aerodispersoides tóxicos, irritantes, alergênicos ou incômodos.

Art. 191 – A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá:

I – com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos


limites de tolerância;
II – com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que
diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância.

Parágrafo único – Caberá às Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a


insalubridade, notificar as empresas, estipulando prazos para sua eliminação ou
neutralização, na forma deste artigo.

Art. 192 – O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de


tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepção de
adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e
10% (dez por cento) do salário mínimo da região, segundo se classifiquem nos
graus máximo, médio e mínimo.

Art. 194 – O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de


periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua saúde ou integridade
física, nos termos desta Seção e das normas expedidas pelo Ministério do
Trabalho.
Art. 195 – A caracterização e a classificação da insalubridade e da
periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através
de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho,
registrados no Ministério do Trabalho.

9.3. NORMAS REGULAMENTADORAS

NR - 9 da PORTARIA 3214/78

9.1.5 Para efeito desta NR, consideram-se riscos ambientais os agentes físicos,
químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de
sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes
de causar danos à saúde do trabalhador.

9.1.5.1 Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que


possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões
anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não
ionizantes, bem como o infrassom e o ultrassom.

9.1.5.2 Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou


produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de
poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da
atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo
através da pele ou por ingestão.

9.1.5.3 Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos,


parasitas, protozoários, vírus, entre outros.

NR - 15 PORTARIA 3214/78

15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo com os


subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção de adicional,
incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a:

15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;


15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;
15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;
15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será apenas
considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo salarial, sendo
vedada a percepção cumulativa.
15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do
pagamento do adicional respectivo.
15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer:
a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de
trabalho dentro dos limites de tolerância;
b) com a utilização de equipamento de proteção individual.

ANEXO 14 DA NR 15 DA PORTARIA 3214/78

AGENTES BIOLÓGICOS
Relação das atividades que envolvem agentes biológicos, cuja insalubridade é
caracterizada pela avaliação qualitativa.

Insalubridade de grau máximo

Trabalho ou operações, em contato permanente com:


- pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas, bem como objetos
de seu uso, não previamente esterilizados;
- carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pelos e dejeções de
animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose, brucelose,
tuberculose);
- esgotos (galerias e tanques); e
- lixo urbano (coleta e industrialização).

Insalubridade de grau médio

Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou com


material infecto-contagiante, em:
- hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de
vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana
(aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem
como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente
esterilizados);
- hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos
destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao
pessoal que tenha contato com tais animais);
- contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas
e outros produtos;
- laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal
técnico);
- gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se
somente ao pessoal técnico);
- cemitérios (exumação de corpos);
- estábulos e cavalariças; e
- resíduos de animais deteriorados.

10 - INSALUBRIDADE EM GRAU MÁXIMO

Trabalho ou operações, em contato permanente com:

Pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas, bem como objetos de


seu uso, não previamente esterilizados;
Trabalho ou operações, em contato permanente com:

Carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pelos e dejeções de animais


portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose, brucelose,
tuberculose);

Trabalho ou operações, em contato permanente com:

Esgotos (galerias e tanques); e


Lixo urbano (coleta e industrialização)

11 - INSALUBRIDADE DE GRAU MÉDIO

Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou


com material infecto-contagiante, em:

Hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de


vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana
(aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem
como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente
esterilizados);
Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou
com material infecto-contagiante, em:

Hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos


destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao
pessoal que tenha contato com tais animais);

Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou


com material infecto-contagiante, em:

Contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas


e outros produtos;
Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou
com material infecto-contagiante, em:

Laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal


técnico);

Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou


com material infecto-contagiante, em:

Gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se


somente ao pessoal técnico);
- cemitérios (exumação de corpos);
Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou
com material infecto-contagiante, em:

Estábulos e cavalariças; e
- resíduos de animais deteriorados.

12.0 – INSALUBRIDADE

• Artigo 189 da Seção XIII, Título II, Capítulo V da CLT que dispõe:

“Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por


sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a
agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da
natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”.

• Artigo 191 da Seção XIII, Título II, Capítulo V da CLT que dispõe:

“A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorre”:

I - Com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho


dentro dos Limites de Tolerância;
II - Com a utilização de equipamentos de proteção individual ao
trabalhador que diminuam a intensidade do agente agressivo a Limites de
Tolerância.”
• Norma Regulamentadora nº 15 que dispõe sobre Atividades e Operações
Insalubres.

13.0 – O LAUDO

Este laudo técnico pericial foi elaborado com a finalidade de atender à legislação
trabalhista vigente no que concerne à avaliação quantitativa e qualitativa dos
riscos físicos, químicos e biológicos presentes nos locais, bem como identificar
as áreas e atividades de risco onde os Reclamantes exerceram suas atividades
laborando na Reclamada.

14.0 – LEVANTAMENTOS DOS RISCOS

Riscos Físicos
Riscos químicos
Riscos Biológicos
Riscos Ergonômicos
Risco de Acidentes

15.0 RISCOS FÍSICOS

15.1. RUÍDOS

Não foram identificadas fontes do agente de risco “ruído” conforme definido nos Anexos 1 e
2 da Norma Regulamentadora nº 15, da Portaria 3.214/78, no momento da realização dos
levantamentos de riscos ambientais descritos no presente laudo técnico

15.2 CALOR

Foram identificadas fontes do agente de risco “calor” conforme definido no Anexo 3 da


Norma Regulamentadora nº 15, da Portaria 3.214/78, no momento da realização dos
levantamentos de riscos ambientais descritos no presente laudo técnico, na área onde a
Reclamante laborou.

15.3 PRESSÕES HIPERBÁRICAS

Não foram identificadas fontes do agente de risco “pressão hiperbárica”, conforme


definido no Anexo 6 da Norma Regulamentadora n0 15, da Portaria 3.214/78, no momento
da realização dos levantamentos de riscos ambientais descritos no presente laudo técnico.

15.4 RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

Não foram identificadas fontes do agente de risco “Radiações não Ionizantes", conforme
definido no Anexo 7 da Norma Regulamentadora n0 15, da Portaria 3.214/78, no momento
da realização dos levantamentos de riscos ambientais descritos no presente laudo técnico.

15.5 VIBRAÇÕES
Não foram identificadas fontes do agente de risco “Vibrações", conforme definido no
Anexo 8 da Norma Regulamentadora n0 15, da Portaria 3.214/78, no momento da
realização dos levantamentos de riscos ambientais descritos no presente laudo técnico.

15. 6 FRIO

Não foram identificadas fontes do agente de risco “Frio", conforme definido no anexo 9
da NR15 da portaria 3214/78, no momento da realização dos levantamentos de riscos ambientais
descritos no presente laudo técnico.

15.7 UMIDADE

Não foram identificadas fontes do agente de risco “Umidade", conforme definido no anexo
10 da NR15 da portaria 3214/78, no momento da realização dos levantamentos de riscos
ambientais descritos no presente laudo técnico.

16. 0 RISCOS QUÍMICOS

16.1 POEIRAS MINERAIS

Não foram identificadas fontes do agente de risco “poeiras minerais", conforme definido
no Anexo 12 da Norma Regulamentadora n0 15, da Portaria 3.214/78, no momento da
realização dos levantamentos de riscos ambientais descritos no presente laudo técnico.

16.2 BENZENO

Não foram identificadas fontes do agente de risco “Benzeno", conforme definido no


Anexo 13-A da Norma Regulamentadora n0 15, da Portaria 3.214/78, no momento da
realização dos levantamentos de riscos ambientais descritos no presente laudo técnico.

16.3 PRODUTOS QUÍMICOS

Foram identificadas fontes do agente de risco “Químico", conforme definido no Anexo


11 da Norma Regulamentadora n0 15, da Portaria 3.214/78, no momento da realização
dos levantamentos de riscos ambientais descritos no presente laudo técnico.
O agente químico seria o PYRENOXEFEN que não é listado pela NR nº 15 do
MTE como insalubre.

17.0 RISCOS BIOLÓGICOS

Foram identificadas fontes do agente de risco “Biológicos ", conforme definido


no Anexo 14 da Norma Regulamentadora nº 15, da Portaria 3.214/78, no
momento da realização dos levantamentos de riscos ambientais descritos no
presente laudo técnico. .

18.0 GRAUS DE INSALUBRIDADE

ATIVIDADE OU OPERAÇÕES QUE EXPONHAM O


ANEXO %
TRABALHADOR À AGENTES INSALUBRES
Níveis de ruído, contínuo ou intermitente superior aos limites
1 de tolerância fixados no Quadro constante do anexo nr. 1 e no 20%
item 6 do mesmo anexo.

Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância 20%


2
fixados nos itens 2 e 3 do anexo 02.

3 Exposição ao calor com valores de IBUTG superiores aos 20%


limites de tolerância fixados nos Quadros 01 e 02

4 Níveis de iluminamento inferiores aos mínimos fixados no 20%


Quadro 01.

5 Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos 40%


limites fixados neste anexo.

6 Ar comprimido 40%

7 Radiações não ionizantes consideradas insalubres em 20%


decorrência de inspeção realizada no local de trabalho

8 Vibrações consideradas insalubres em decorrência de 20%


inspeção realizada no local de trabalho.

9 Frio considerado insalubre em decorrência de inspeção 20%


realizada no local de trabalho.

10 Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção 20%


realizada no local de trabalho.

11 Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos 10,20e40%


limites de tolerância fixados no Quadro 01.

12 Poeiras Minerais cujas concentrações sejam superiores aos 40%


limites de tolerância fixados neste anexo.

Atividades ou operações envolvendo agentes químicos


13 considerados insalubres em decorrência de inspeção realizada 10,20e40%
no local de trabalho.

14 Agentes biológicos 20e40%

19.0 - CONCLUSÃO DO LAUDO

INSALUBRIDADE

Considerando que a falta de condições higiênicas sanitárias das moradias


visitadas predispõe ao contágio por doenças transmitidas por roedores e insetos
(hantavirose, dengue, etc) e que existe nexo entre as atividades dos reclamantes
e a insalubridade para o AGENTE DE COMBATE A ENDEMIAS. Assim as
atividades dos reclamantes são insalubres em grau médio, correspondente a
20% do salário mínimo.

Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades


de vigilância, prevenção e controle de doenças e promoção da saúde,
desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do
gestor de cada ente federado.

20.0 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

As conclusões ora apresentadas são representativas das condições atuais da


Reclamada. Quaisquer alterações e ou modificações que venham a ser
adotadas, poderão refletir nas informações consolidadas neste Laudo, gerando
portanto a necessidade de reavaliação dos ambientes / atividades fruto das
alterações.

As conclusões apresentadas fundamentam-se exclusivamente no procedimento


pericial e no disposto em legislação e jurisprudência aplicável.

Salvador, 20 de outubro de 2018.

Lúcio H. Garcia Mujica


Cirurgia Ortopédica e Traumatológica
CREMEB 13055