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24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

Maranhão
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Maranhão  é  uma  das  27  unidades
Estado do Maranhão
federativas do Brasil, localizada na Região
Nordeste  do  país.  Limita­se  com  três
estados brasileiros: Piauí (leste), Tocantins
(sul  e  sudoeste)  e  Pará  (oeste),  além  do
Oceano  Atlântico  (norte).  Com  área  de
331 937,450 km² e com 217 municípios, é o
segundo maior estado da região Nordeste e Bandeira Brasão
o oitavo maior estado do Brasil. Com uma Hino: Hino do Maranhão
população  de  7  035  055  habitantes[7],  é  o
11º  estado  mais  populoso  do  país.  A Gentílico: Maranhense
capital e cidade mais populosa é São Luís.
Outros  municípios  com  população
superior  a  cem  mil  habitantes  são
Imperatriz,  São  José  de  Ribamar,  Timon,
Caxias, Codó, Paço do Lumiar, Açailândia
e  Bacabal.  Em  termos  de  produto  interno
bruto,  é  o  quarto  estado  mais  rico  da
Região  Nordeste  do  Brasil  e  o  17º  estado
mais  rico  do  Brasil.  As  principais
atividades  econômicas  são  a  indústria  (o
trabalho  de  transformar  alumínio  e
alumina,  celulose,  alimentícia,
madeireira),  os  serviços,  o  extrativismo
vegetal  (babaçu),  a  agricultura  (soja,
mandioca,  arroz,  milho)  e  a  pecuária.
Possui  um  dos  menores  Índices  de
Desenvolvimento Humano  (IDH)  do  país, Localização
com 0,687 pontos.  ­ Região Nordeste
Piauí (leste), Tocantins
Localizado  entre  as  regiões  Norte  e  ­ Estados limítrofes
(sudoeste) e Pará (oeste)
Nordeste  do  Brasil,  o  Maranhão  possui  o
 ­ Regiões geográficas
segundo  maior  litoral  do  país,  resultando 5
intermediárias
em  uma  grande  diversidade  de
 ­ Regiões geográficas
ecossistemas.  São  640  quilômetros  de 22
imediatas
extensão  de  praias  tropicais,  floresta  ­ Municípios 217
amazônica,  diversas  variedades  de
cerrados, mangues, delta em mar aberto e o Capital  São Luís
único  deserto  do  mundo  com  milhares  de Governo
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lagoas  de  águas  cristalinas.  Também  é  ­ Governador(a) Flávio Dino (PCdoB)


perceptível, na maior parte do ano(entre os  ­ Vice­governador(a) Carlos Brandão (PRB)
meses de maio a novembro), a seca branda  ­ Deputados federais 18
na  Microrregião  das  Chapadas  do  Alto  ­ Deputados estaduais 42
Itapecuru,  acentuadamente  em  São  João Eliziane Gama (PPS)
dos  Patos  e  Barão  de  Grajaú.  Essa  ­ Senadores Roberto Rocha (PSDB)
diversidade está organizada em cinco polos Weverton Rocha (PDT)
turísticos,  cada  um  com  seus  atrativos Área  
naturais,  culturais  e  arquitetônicos.  São  ­ Total 331 937,450 km² (8º) [1]
eles: o polo turístico de São Luís, o Parque
População 2018
Nacional  dos  Lençóis  Maranhenses,  o
 ­ Estimativa 7 035 055 hab. (10º)[2]
Parque Nacional da Chapada das Mesas, o
 ­ Densidade 21,19 hab./km² (16º)
Delta do Parnaíba e o polo da Floresta dos
Guarás.  Com  redução  de  altitudes  e Economia 2016[3]
regularidade  da  topografia,  é  apresentado  ­ PIB R$ 85,286 bilhões (17º)
um  relevo  modesto,  superior  a  90%  da  ­ PIB per capita R$ 12.264,28 (27º)
superfície inferior a 300 metros. Tocantins,
Indicadores 2010/2015[4][5]
Gurupi,  Pindaré,  Mearim,  Parnaíba,  ­ Esper. de vida (2015) 70,3 anos (27º)
Turiaçu  e  Itapecuru  são  os  rios  mais  ­ Mort. infantil (2015) 22,4‰ nasc. (2º)
importantes  e  pertencem  às  bacias  ­ Alfabetização (2010) 80,7% (24º)
hidrográficas  do  Parnaíba,  do  Atlântico  ­ IDH (2017) 0,687 (26º) – médio [6]
Nordeste  Ocidental  e  do  Tocantins­
Fuso horário UTC−03:00
Araguaia.
Clima tropical Af/Aw
O Rei  de  Portugal  Dom  João  III  dividiu  a
Cód. ISO 3166­2 BR­MA
região  do  Maranhão  em  duas  capitanias
hereditárias,  que  o  monarca  entregou  a Site governamental http://www.ma.gov.br/ (ht
Aires  da  Cunha  e  Fernando  Álvares  de tp://www.ma.gov.br/)
Andrade, no ano de 1535[8] (região descrita
como  "grande  baía  com  uma  ilha"). [9]  A
partir  de  então,  até  os  franceses  se
estabelecerem  em  1612  (França
Equinocial),  o  conhecimento  da  área  não
foi  tomado  por  Portugal.  Em  1615,  no
contexto  da  Conquista  do  Nordeste  e
Conquista  da  Amazônia  (período  de
combate  as  forças  estrangeiras  que
estabeleceram fortificações na região), uma
expedição  com  portugueses  e  brasileiros
partiu  da  Capitania  de  Pernambuco,  sob
ordem  do  Governador  Geral  da  Armada  e
Conquista  do  Maranhão  Alexandre  de
Moura  e  liderança  de  Jerônimo  de
Albuquerque,  visando  expulsar  os
franceses  e  consolidar  o  domínio
português. [10]  Como  recompensa  pelo
êxito  na  empreitada,  o  General  nomeou
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 2/24
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Jerônimo  de  Albuquerque  Capitão­Mor  da


Conquista do Maranhão[11] e, em 1621, foi
instituído  o  Estado  do  Maranhão,
por  Filipe  II  de  Portugal  (e  Filipe  III  da
Espanha)  no  Norte  do  América
Portuguesa,  porém  instalado  em
1626 [12][13]  devido  aos  conflitos  com  os
holandeses. [9]  Sendo  o  novo  Estado  uma
colônia  independente  e  autônoma  do
Estado do Brasil, a criação da Capitania do
Maranhão ocorreu em paralelo à fundação
do  Estado  do  Maranhão,  ficando  a
Capitania subordinação ao Estado.

Em 1641, os neerlandeses ocupam a ilha de
São  Luís,  de  onde  foram  expulsos  pelos
portugueses  em  1644  consolidado  o
domínio português.  Em  1654,  foi  criado  o
Estado  do  Maranhão  e  Grão­Pará, [14][15]
devido  ao  progresso  e  ascensão  da  região
de  Belém,  e  a  Coroa  Portuguesa  verificou
que  tal  organização  administrativa
favorecia apenas aos interesses pessoais de donatários e sesmeiros. [16] Em 1774, o Estado foi dividido em duas
unidades administrativas por Marquês de Pombal: o Estado do Maranhão e Piauí e Estado do Grão­Pará e Rio
Negro. [17][18] O Maranhão apenas foi conquistado pelo Império do Brasil em 1823, porque Portugal o defendeu
muito fortemente, e somente depois que o almirante Lord Cochrane interveio, a pedido de Dom Pedro I.  Em
1831, foi irrompida a Setembrada, que pregou que fossem expulsos os portugueses e os frades franciscanos, e,
em 1838, a Balaiada, um movimento popular que contrariava a aristocracia rural. A economia declinou devido
ao fato de que Princesa Isabel aboliu a escravidão, só vindo à recuperação na época da 1ª Guerra Mundial.

Índice
Etimologia
História
Período pré­cabralino
Colonização portuguesa
França Equinocial
O Estado do Maranhão e a Capitania do Maranhão
Ocupação holandesa
Estado do Maranhão e Grão­Pará
Revolta de Beckman
Estado do Grão­Pará e Maranhão
Estado do Maranhão e Piauí
Independência
República
Século XX
Geografia
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Geomorfologia e hidrografia
Hidrografia e vegetação
Vegetação
Clima
Demografia
Indicadores sociais
Cidades mais populosas
Composição étnica
Idiomas
Subdivisões
Economia
Turismo
Infraestrutura
Energia
Transportes
Telecomunicações
Educação
Cultura
Culinária
Ver também
Referências
Ligações externas

Etimologia
Não há uma hipótese consensual para a origem do nome do estado do Maranhão. As teorias mais aceitas são:
referencia a expressão em língua tupi "Mar'Anhan", que significa "O mar que corre"[19]; Maranhão era o nome
dado ao Rio Amazonas pelos nativos da região antes da chegada dos navegantes europeus (nos países Andinos
é chamado de rio Maranhão, ao entrar no Brasil muda para rio Solimões, na confluência com o rio Negro muda
para rio Amazonas);[20] relação com o Rio Marañón no Peru;  o  estado  ter  um  "emaranhado"  de  rios[carece  de
fontes ?].

Em  1720,  o  jesuíta  Domingos  de  Araújo,  publicou  a  obra  "Crônica  da  Companhia  de  Jesus  da  Missão  do
Maranhão", na qual sustentou que o nome foi dado por uma expedição enviada por Cristovão Jaques que ao
ver o Rio Amazonas o descreveu como "Maranhão" (grande mar)[21].

No  contexto  da  história  do  Brasil,  a  primeira  referência  à  região  como  sendo  o  Maranhão  ocorreu  na  época
antes  da  criação  das  capitanias  hereditárias,  chamada  de  Conquista  do  Maranhão[11]  ,  em  seguida  foram
criadas as duas seções da Capitania do Maranhão, em 1534. [22][23]

História

Período pré­cabralino

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 4/24
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Na  época  do  Descobrimento  do  Brasil,  o  atual  Estado  do  Maranhão  era  povoado  por  diferentes  tribos
indígenas. Os primeiros habitantes do Maranhão faziam parte de dois grupos indígenas: os tupis e os jês. Os
tupis habitavam o litoral. Já os jês habitavam o interior. Os dois povos indígenas que pertencem ao grupo tupi
são os guajajaras e os urubus. Os guajajaras e os urubus apenas foram pacificados em pleno século XX. Os dois
povos indígenas do grupo jê são os timbiras e os sacamecras. Diversas tribos do Piauí entraram no Maranhão.
Isso ocorreu no século XVIII. Naquela época, esses povos indígenas piauienses escaparam para evitar que os
brancos os caçassem. [carece de fontes ?]

Colonização portuguesa
Não existem notícias feitas com exatidão a respeito das primeiras expedições que começaram a explorar a costa
maranhense. Reza a crença que, em 1500, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón já navegou por toda a costa norte
do Brasil. A viagem feita por Pinzón na costa norte do Brasil tem origem em Pernambuco e destino na foz do rio
Amazonas. [carece de fontes ?]

Em 1531, Martim Afonso de Sousa chegou ao Brasil. Esse homem foi o comandante da primeira expedição que
começou  a  colonizar  a  região.  O  militar  e  nobre  português  exigiu  que  Diogo  Leite  fosse  responsável  pela
exploração do litoral norte. Diogo Leite aproximou­se da foz do rio Gurupi. Atualmente, o rio Gurupi serve de
divisa entre os Estados do Maranhão e do Pará. A divisa entre os dois atuais estados brasileiros ficou por muito
tempo conhecida como "abra de Diogo Leite”. [carece de fontes ?]

Em  1534,  quando  Dom  João  III  dividiu  a  Colônia  Portuguesa  no  Brasil  em  Capitanias  Hereditárias,  os
portugueses ainda não chegaram a colonizar o Maranhão. Um ano depois, o monarca português concedeu a
terra  a  três  fidalgos  que  eram  homens  de  sua  confiança.  Foram  eles:  João  de  Barros,  Fernando  Álvares  de
Andrade e Aires da Cunha. Ambos os primeiros idealizaram seu plano para a tomada de posse da capitania. Os
dois  donatários  encarregaram  sua  execução  a  Aires  da  Cunha.  A  Capitania  do  Maranhão  foi  uma  das
subdivisões  do  território  brasileiro  no  período  colonial.  Seu  primeiro  donatário  foi  Fernando  Álvares  de
Andrade, que recebeu a capitania em 11 de março de 1535. Aires da Cunha, que ficou encarregado de fazer a
posse da capitania, veio ao Brasil no mesmo ano da doação. Durante a viagem, dez veleiros, 900 homens  de
armas  e  130  a  cavalo  estavam  a  caminho.  Mas  a  frota  afundou  nas  costas  maranhenses  devido  a  violento
temporal e o capitão faleceu, assim como a maior parte dos integrantes. Os sobreviventes fundaram um núcleo
de povoamento denominado Nazaré e passaram a explorar o terreno através dos acidentes geográficos fluviais.
Entretanto, os indígenas  não  lhes  favoreceram  essa  ocupação.  Do  núcleo  de  povoamento,  não  restou  nada.
Quando essa povoação foi destruída, os portugueses abandonaram­na. [carece de fontes ?]

Em 1539, foi a vez de outro fidalgo lusitano denominado Luís de Melo da Silva. Esse homem também teve seu
navio afundado no litoral maranhense. Entretanto, retornou para Portugal em 1554. João de Barros, em 1555,
mandou seus descendentes João e Jerônimo para a donataria. Naquela época, os franceses já tinham entrado
ali. De acordo com narrativa de Jerônimo dirigida ao monarca português, estiveram na capitania 17 naus de
franceses. Os franceses edificaram, com materiais de construção da época, casas de pedra e faziam comércio
com os indígenas. [carece de fontes ?]

França Equinocial
As  naus  vindas  da  França  continuaram  a  navegar  no  século  XVI.  Da  tripulação  dos  três  navios  que  se
direcionavam  ao  Maranhão  a  maioria  das  pessoas  permaneceu  no  terreno,  após  o  fracasso  da  expedição.  O
comandante dos três navios foi o capitão Jacques Riffault. Um dos tripulantes, Charles Des Vaux, estudou o

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idioma indígena e prometeu que trouxesse­lhes demais franceses para governá­los e defendê­los. De retorno à
França, Des Vaux adquiriu do rei Henrique IV que Daniel de la Touche, senhor de La Ravardière, fosse junto
com o tripulante ao Maranhão, para comprovar as maravilhas que lhe narrara. Foi prometida a conquista do
novo território para a coroa francesa. [carece de fontes ?]

Depois  do  falecimento  de  Henrique  IV,  La  Ravardière  retornou  à


França.  Naquele  país  europeu  lutou  num  período  de  15  anos  pelo
projeto  de  fundação  da  denominada  França  Equinocial.  François
de  Razilly,  senhor  de  Aumelles  e  Razilly,  e  Nicolas  de  Harlay,
senhor  de  Sancy,  barão  de  Molle  e  de  Grosbois,  estiveram
interessados  pelo  empreendimento.  A  rainha  regente  da  França  e
Navarra, Maria de Médici, permitiu que participassem os religiosos
da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos na expedição. [carece  de
fontes ?]

A  esquadra  francesa  era  constituída  de  três  navios.  Os


comandantes dessa esquadra foram La Ravardiére e Razilly. Ambos
foram solidários com Nicolas de Harlay. A esquadra deixou o porto
de Cancale, na atual região francesa da Bretanha e chegou em 26 de
julho  de  1612  numa  enseada  maranhense.  Deram  o  nome  de
Ilustração da obra de Claude Sant'Ana à ilha de menor porte onde chegaram a encostar o navio.
d'Abbeville, "Histoire de la
A  pequena  ilha  recebeu  esse  nome  em  honra  à  santa  do  dia.  Ali
mission..." (Paris, 1614):
levantaram  a  primeira  cruz  latina  feita  de  madeira  em  solo
levantamento da cruz na colônia
francesa. maranhense.  Os  tripulantes  da  embarcação  ficaram  nessa  ilha.
Enquanto  isso,  Charles  Des  Vaux  começou  a  conversar  com  os
indígenas na ilha de Upaon­Açu. O segundo nome da ilha foi ilha
do Maranhão e posteriormente ilha de São Luís. Ali, em 12 de agosto, foi celebrada a primeira missa solene. Foi
escolhido o lugar da primeira fortificação. Com a cooperação dos indígenas, edificaram a primeira capela. Em
8 de setembro foi levantada a cruz na ilha de Sant'Ana. Abençoou­se o terreno e a fortificação recebeu o nome de
Forte de São Luís. A origem do nome da cidade é uma homenagem ao rei santo da França Luís IX. Esse foi o
início da cidade de São Luís. [carece de fontes ?]

Em julho de 1615, Francisco Caldeira de Castelo Branco, representando a Capitania de Pernambuco, exigiu que
La Ravardière abandonasse a terra que conquistou. Jerônimo de Albuquerque mudou­se para a ilha, construiu
o Forte de São José de Itapari e passou a lutar. Em 17 de outubro, uma frota pernambucana de nove navios e
mais  de  900  homens  sob  o  comando  de  Alexandre  de  Moura  se  aproximou  da  baía  de  São  Marcos.  Os
portugueses  desafiavam  assim  a  fortaleza  dos  franceses.  Durante  o  confronto  entre  as  tropas  francesa  e
portuguesa, Jerônimo de Albuquerque atacou por terra. La Ravardière não resistiu: em 3 de novembro devolveu
a colônia, o forte, os navios e as armas. [24] De Pernambuco, o francês foi para Lisboa, onde esteve aprisionado
antes de voltar à França. [carece de fontes ?]

O Estado do Maranhão e a Capitania do Maranhão
Em  13  de  junho  de  1621,  foi  instituído  o  Estado  do  Maranhão,  por  Filipe  II  de  Portugal  (e  Filipe  III  da
Espanha, devido União Ibérica) no Norte do América Portuguesa, porém sua instalação ocorreu em 1626, [12]
junto com o primeiro Governador, o Capitão­General Francisco Coelho de Carvalho, [13] devido aos conflitos na

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 6/24
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tentativa de invasão holandesa na região. [9] A vila de São Luis, sede da Capitania do Maranhão, foi mantida
como sede do novo Estado. [13]

Sendo  o  novo  Estado  uma  colônia  independente  do  Estado  do  Brasil.  Uma  entidade  autônoma  política  e
economicamente, subordinado diretamente a Lisboa, separado do Estado do Brasil em 1618.

A  criação  da  Capitania  do  Maranhão  ocorre  em  paralelo  a  fundação  do  Estado  do  Maranhão,  ficando  a
Capitania subordinação ao Estado.

Ocupação holandesa
Na época da invasão holandesa no Maranhão esteve aprisionado o
aventureiro  Gedeon  Morris.  Depois  esse  homem  estaria  no
comando  da  guarnição  de  Flandres  na  capitania  brasileira  do
Ceará.  As  notícias  transmitidas  por  Gedeon  Morris  a  respeito  das
condições  de  vida  em  São  Luís  foram  ouvidas  interessadamente
pelos  invasores  do  Recife.  Os  portugueses  defendiam  com
dificuldade  seu  entendimento.  A  paz  entre  Portugal  e  os  Países
Baixos estava firmada. Naquela época, em novembro de 1641 uma
Maragnon, de Frans Jansz, 1645
frota  holandesa  penetrou  pela  barra  de  São  Luís  e  depois  desceu
pelo Desterro e destruiu a cidade. A frota holandesa foi encabeçada
por Pieter Baas. O governador Bento Maciel Parente foi aprisionado
irresistivelmente.  Bento  Maciel  Parente  era  veterano  do  sertão  e
assassino de indígenas. [carece de fontes ?]

Em  Tapuitapera,  atual  município  de  Alcântara,  no  continente,


Teixeira  de  Melo  recebeu  emissários  do  príncipe  Maurício  de
Nassau.  Maurício  de  Nassau  lhe  ofereceu  o  governo  dos
portugueses do Maranhão. Se a proposta fosse aprovada, o político
teuto­neerlandês  já  teria  se  recolhido  a  São  Luís.  Mas  como  a
proposta foi recusada, a luta continuou até fevereiro de 1644. Nessa
data, os holandeses se retiraram depois de um período de 27 meses São Luís do Maranhão em mapa de
de  ocupação  intranquila.  Desses  27,  17  meses  foram  um  longo 1629 por Albernaz I

período de lutas. [carece de fontes ?]

Sobrou dos holandeses a ruína do casarão onde residiu o governador Pieter Baas. Este casarão foi derrubado
em 1939. A vista do porto e a planta da cidade foram registradas por Frans Post. Os originais desses desenhos
hoje são parte integrante da exposição permanente no Museu Britânico.  As  gravuras  foram  reproduzidas  no
grande livro de Gaspar Barlaeus sobre o Brasil holandês. Depois a gravuras foram copiadas depois para a obra
de santa Teresa sobre os conflitos militares entre Portugal e os Países Baixos. [carece de fontes ?]

Estado do Maranhão e Grão­Pará
Em 1654, foi criado o Estado do Maranhão e Grão­Pará, [14][15][25][26] devido ao progresso e ascensão da região
de  Belém,  e  a  Coroa  Portuguesa  verificou  que  a  organização  administrativa  anterior  favorecia  apenas  aos
interesses pessoais de donatários e sesmeiros. [16]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 7/24
24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

Revolta de Beckman
A  Coroa  Portuguesa  decidiu  criar  a  Companhia  de  Comércio  do  Maranhão  em  1682.  Essa  era  a  fórmula
daquela época para o desenvolvimento das regiões que os europeus colonizaram como os seguintes objetivos: o
sistema  de  estanco  a  ser  monopolizado,  que  teve  o  privilégio  garantido  para  o  comércio  de  produtos
primeiramente necessários; a compra exclusiva e obrigatória de toda a produção do estado; e o fornecimento
comprometido de escravos vindos da África, mais adequados para a dureza atarefada da agricultura em terras
de clima equatorial, como forma de compensação proibitiva da caça ao indígena. [carece de fontes ?]

Mas a estratégia não surtiu efeito, ou seja, houve a degeneração do sistema: para a compra, o pagamento do
indivíduo que representava a companhia era muito barato. A transformação da indignação foi em revolta. O
mais importante líder do movimento foi Manuel Beckman. Beckmann nasceu em Lisboa. Seu pai era alemão e
sua mãe portuguesa. A profissão de Beckmann era a de senhor de engenho no Mearim. Consta que foi assinado
pelos conspiradores um papel em círculo. O objetivo desse documento era para que ninguém tivesse o direito
de acusação contra nenhum deles por liderar o motim. Foi confundido por Beckmann a liberdade instintiva do
comércio  com  o  preconceito  feroz  contra  o  escravo:  a  vulnerabilidade  era  do  indígena  vitimado.  A  prisão
doméstica do capitão­mor Baltasar Fernandes  estava  perante  a  custódia  da  esposa.  Em  seu  colégio,  ficou  a
incomunicabilidade  do  jesuítas.  O  fechamento  das  entradas  do  estanco  armazenado  foi  definitivo. [carece  de
fontes ?]

Não era desejo da Junta dos Três Estados (clero, nobreza e povo) a independência. Naquela época esta junta já
estava constituída. O governo colonial do Brasil enviou Tomás Beckman ao reino de Portugal. Tomás era irmão
de  Manuel.  Foi  explicado  por  ele  ao  monarca  lusitano  que  não  houve  revolta  contra  Tomás.  O  desejo  dos
conspiradores foi ser livre para comerciar—o motivo era o fechamento do estanco armazenado—e para a caça ao
indígena.  Por  essa  razão,  foram  expulsos  pelos  conspiradores  os  religiosos  da  Companhia  de  Jesus,  que
embarcaram em dois navios. [carece de fontes ?]

Decidiu­se criar uma guarda cívica e foram demitidos funcionários que não tiveram certeza se eram leais. Foi
enviado  por  Beckmann  um  ministro  plenipotenciário  a  Belém.  Manuel  Beckman  dirigiu­se  a  Alcântara.
Entretanto, não foi apoiado em ambos os lugares. Não foi aceito por Beckman uma proposta de corromper o
governador  Francisco  de  Sá  de  Meneses.  Entretanto,  foi  iniciado  o  fracasso  da  chama  do  levante.  São  Luís
recebeu  o  novo  governador  Gomes  Freire  de  Andrade  em  15  de  maio  de  1685.  O  militar  português  era
comandante  de  uma  tropa  formada  por  150  soldados,  que  confraternizaram  com  os  soldados  terrestres.  Os
mais importantes conjurados foram embora. O desembarque foi presenciado por Beckmann e apenas no dia
posterior serviu como refúgio seu engenho. Em seu engenho ocorreu o aprisionamento do líder da revolta. A
explicação para o motivo da prisão de Beckmann é essa: traiu seu afilhado Lázaro de Melo. [carece de fontes ?]

Foi concluído pela abertura da devassa que a introdução e a manutenção do sistema de estanco era sinônimo
de  calote,  engano  e  hostilidade.  Mas  Gomes  Freire  assinou  sentença  lavrada  contra  Jorge  de  Sampaio,
Francisco Deiró e Manuel Beckman. Foi feita a declaração de culpa destes três homens por serem criminosos
contra  a  autoridade  real.  Veio  a  fuga  de  Deiró  e  seu  enforcamento  em  efígie.  O  padecimento  de  Sampaio  e
Beckman foi causada pela coragem da pena de morte. Foi declarada a extinção por Gomes Freire do contrato
do  estanco.  Os  jesuítas  foram  devolvidos  pela  mesma  pessoa  que  extinguiu  o  estanco  e  acertado  o  governo.
[carece de fontes ?]

Estado do Grão­Pará e Maranhão

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 8/24
24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

Em  1751  o  Estado  do  Maranhão  e  Grão­Pará  passou  a  se  chamar  Estado  do  Grão­Pará  e  Maranhão,  com
capital  transferida  de  São  Luís  para  Belém,  devido  ao  crescimento  econômico  com  a  produção  de  açúcar,
algodão, tabaco e das drogas do sertão (sobretudo na capitania do Pará). [27] Compreendia os atuais Estados
do  Amazonas,  Roraima,  Pará,  Amapá,  Maranhão  e  Piauí. [28][29]  O  crescimento  econômico  intensificou  as
disputas  pela  exploração  e  comércio  das  drogas,  que  levaram  em  1759  a  expulsão  dos  jesuítas,  que
controlavam estas atividades. [27]

Estado do Maranhão e Piauí
Em 1772, Marquês  de  Pombal  dividiu  o  Estado  em  duas  unidades  administrativas:  Estado  do  Maranhão  e
Piauí (com sede em São Luís);[30] e Estado do Grão­Pará e Rio Negro (com sede em Belém). [27][17][18]

Independência
A Capitania do Maranhão teve como último governador o Marechal
do Exército de Portugal Bernardo  da  Silveira  Pinto  da  Fonseca.  A
qualidade  desse  político  foi  a  de  um  excelente  administrador.  O
militar  português  imprimiu  o  jornal  mais  antigo  já  publicado  no
estado, O Conciliador do Maranhão, fato que marca a chegada da
tipografia  em  território  maranhense.  Mas  naquela  época,  a
independência  já  era  prevista  pelo  sentimento  de  nativismo.  As
duas  forças  que  concorreram  para  a  independência  foram:  uma
decisiva e outra circunstancial. A força decisiva era a rebelião local.
Apoiavam  a  rebelião  local  os  cidadãos  do  Piauí  e  os  sertanejos
cearenses.  Foi  repetido  pelos  cidadãos  do  Piauí  e  sertanejos
cearenses  os  mesmos  caminhos  que  os  índios  andaram  300  anos
antes  na  Serra  da  Ibiapaba.  A  segunda  força  foi  circunstancial,
quando  estiveram  presentes  os  navios  de  Lord  Thomas  Cochrane.
Em  1823,  o  imperador  Pedro  I  do  Brasil  contratou  Lord  Thomas Lord Cochrane

Cochrane  para  ser  o  comandante  da  esquadra  brasileira  em


combate  com  os  colonizadores  vindos  de  Portugal.  Quando  o
almirante inglês esteve presente no Brasil, foi desencorajado por ele
qualquer resistência tentada por parte dos colonizadores vindos de
Portugal que moravam em São Luís. [carece de fontes ?]

Os separatistas já haviam feito o domínio das terras em direção ao
litoral.  Foi  completada  a  vitória  por  Cochrane  e  assegurada  a
independência  durante  a  entrada  no  porto  e  foram  obrigados  a  se
render  os  reforços  portugueses  que  chegaram  nos  dias  anteriores.
Foi iniciada uma fase de disputas pelo governo. Marcou esta fase de
disputas  políticas  o  contraste  entre  o  nativismo  exaltado  e  o
conservadorismo  moderado.  As  disputas  políticas  foram
redundantes  em  violências  contrárias  aos  portugueses.  A  linha
radical teve como principal representante o profissional do direito
provisionado  Miguel  Inácio  dos  Santos  Freire  Bruce.  O  advogado Mapa do Estado do Maranhão.
provisionado expulsou todos os colonizadores vindos de Portugal. Arquivo Nacional.
A  redução  da  expulsão  foi  para  os  portugueses  que  não  tivessem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o [carece de fontes ?] 9/24
24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

propriedade ou não fossem profissionais. [carece de fontes ?]

Enquanto  ocupava  o  cargo  de  primeiro  presidente  provincial,  Lord  Cochrane  acusou  Bruce  por  causa  da
veiculação das ideias pró­república, pelo que foi preso e deposto pelo oficial da marinha britânica. O almirante
inglês  mandou  o  infrator  ao  Rio  de  Janeiro,  onde  foi  julgado  inocente.  O  principal  expoente  da  tendência
moderada  foi  José  Félix  Pereira  de  Burgos.  Nomeou­se  ainda  primeiro  comandante  de  armas  na  vila  de
Itapecuru (atual Itapecuru­Mirim). Foi passado então o comandante para o lado em que se encontravam os
independentes. Foi assegurado a eles que o vale fosse dominado totalmente. Em troca desse favor, a ação dos
portugueses foi limitada. [carece de fontes ?]

República
Desde  o  movimento  revolucionário  da  balaiada,  a  Província  do  Maranhão  tornou­se  política  e  socialmente
estável.  A  atividade  econômica  da  agricultura  na  época  era  o  trabalho  escravo  e  de  uma  vez  ou  outra  a
estabilidade política e social teve desafios excessivos. Mas havia a persistência do ideal republicano. Como foi
visto antes, Lord Cochrane depôs e prendeu Bruce, primeiro presidente da Província do Maranhão que Pedro I
do Brasil nomeou, devido à veiculação das ideias pró­república. Como Bruce foi acusado, o conselho de guerra
ouviu a sua resposta e foi julgado inocente; mas o acontecimento, por sua vez, teve expressividade. Em 1824,
pelos  chefes  da  Confederação  do  Equador  que  nasceram  no  Ceará,  foram  enviados  emissários  ao  povo
maranhense, na certeza de que seu liberalismo permitiria a participação revolucionária. Os chefes cearenses da
Confederação  do  Equador  estiveram  presentes  no  Maranhão  com  as  forças  expedicionárias.  As  forças
expedicionárias  tiveram  decisão  no  processo  da  independência.  Em  1829,  os  revolucionários  leram
proclamações republicanas em Pastos Bons. [carece de fontes ?]

Por quem a província teve como último presidente, o desembargador Tito Augusto Pereira de Matos,  depois
que  foi  abolido  o  regime  monárquico,  foi  passado  a  administração  ao  tenente­coronel  João  Luís  Tavares.
Tavares integrava uma junta de sete cidadãos, dois quais cinco são militares e dois são civis. Foi entregado o
poder pela junta ao primeiro governador que Manuel Deodoro da Fonseca nomeou em 17 de dezembro de 1889.
A  chegada  ao  Rio  de  Janeiro  foi  de  Pedro  Augusto  Tavares  Júnior.  A  Assembleia  Legislativa  promulgou  a
primeira constituição política estadual datada de 4 de julho de 1891. Em 1892, mais precisamente no dia 28
de  julho,  foi  promulgada  uma  nova  constituição,  acrescida  das  emendas  em  1898,  1904  e  1919. [carece  de
fontes ?]

Século XX
O século XX teve como primeiro governador do Maranhão o senhor
João  Gualberto  Torreão  da  Costa.  Durante  a  administração  de
Benedito Pereira Leite, pelo presidente eleito do Brasil Afonso Pena,
o Maranhão foi visitado em 1906. O movimento revolucionário que
entrou  no  Brasil  Meridional  tornou­se  mais  extensa  e  os
revolucionários depuseram o governador José Pires Sexto em 1930. Cartão­postal de São Luis (1910)
[carece de fontes ?]

A Assembleia Legislativa aprovou uma nova constituição do estado datada de 16 de outubro de 1934, durante
administração de Antônio Martins de Almeida. A Assembleia Legislativa emendou a constituição estadual em
1936  e  a  administração  de  Paulo  Martins  de  Sousa  Ramos  tomou  posse.  Durante  o  Estado  Novo,  Getúlio
Vargas nomeou Sousa Ramos como interventor. [carece de fontes ?]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 10/24
24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

Com  a  Segunda  República,  foi  aprovada  pela  Assembleia


Constituinte estadual uma nova constituição datada de 28 de julho
de 1947. José Sarney da Costa tomou posse do governo estadual em
1966. Por iniciativa de Sarney foi iniciado o período modernizador
"Maranhão Novo", dos quais se destacavam o porto de Itaqui a ser
construído  e  a  rodovia  São  Luís­Teresina  a  ser  pavimentada.
[carece de fontes ?]

Torre Móvel de Integração do Centro Apenas  nas  posteriores  décadas,  com  os  recursos  da


de Lançamento de Alcântara Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da
Superintendência  do  Desenvolvimento  do  Nordeste  (Sudene),  foi
sobrevindo o que mudou na economia estadual, com a solidez das repercussões no Maranhão: foi entrada em
operação  a  Usina  Hidrelétrica  de  Boa  Esperança  em  1970  e  em  1973  ocorreu  a  inauguração  da  indústria
papeleira (Cepalma), onde a matéria­prima da região é utilizada. Foi inaugurada a primeira etapa da indústria
aluminífera do consórcio Alumar em 1984. Esta fábrica de alumínio foi o primeiro projeto do programa Grande
Carajás. Teve o início da construção do Centro de Lançamento de Alcântara em 1987. [carece de fontes ?]

Geografia

Geomorfologia e hidrografia
Como a topografia do relevo do Maranhão é plana, são pertencentes
ao estado 75% do território inferiores a 200m de altura e somente
dez  por  cento  superiores  a  300m.  As  duas  unidades
geomorfológicas  são:  a  baixada  litorânea  e  o  planalto.  A  baixada
litorânea é dominada por um relevo cujos acidentes geográficos são
colinas e tabuleiros,  que  se  dividem  em  arenitos  que  pertencem  à
Morro do Chapéu no Parque
série Barreiras. [carece de fontes ?]
Nacional da Chapada das Mesas

Em algumas partes que ficam no litoral, incluindo a ilha de Upaon­
Açu, que se situa no coração do que os geógrafos chamam de Golfão
Maranhense, o alcance desse relevo vai em direção à linha da costa.
Nas  demais,  o  mar  separa  o  golfão  maranhense  através  de  uma
faixa de terrenos que são planícies, tendo sujeição à ocorrência de
inundações  no  período  chuvoso.  É  a  planície  litorânea
propriamente  dita,  que  no  fundo  do  golfão  passa  a  se  denominar
Campo  de  Perizes.  Na  parte  oriental  do  golfão  maranhense,  são
assumidos por esses terrenos o caráter da amplitude dos areais com
formações dunares, que por elas é integrada a região litorânea entre
a costa dos Lençóis e a baía de Tutóia. [carece de fontes ?]

É  ocupado  pelo  planalto  a  totalidade  do  interior  do  estado  cujo


relevo é de um tabuleiro. É apresentado pelo planalto um conjunto
feito  de  chapadões  que  se  dividem  em  terrenos  de  sedimentação
(arenitos xistosos e folhelhos). [carece de fontes ?]
Lago na Chapada das Mesas

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 11/24
24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

Perto  do  golfão  maranhense  são  alcançadas  pelas  elevações


somente as altitudes entre 150 e 200m; na extremidade sul, entre
300  e  400m;  e  perto  do  divisor  de  águas,  entre  as  bacias
hidrográficas  do  Parnaíba  e  do  Tocantins,  são  atingidas  as  cotas
altimétricas de 600m. São delimitados pelos talvegues do planalto
os chapadões uns dos outros através da profundidade de entalhes,
e por isso são apresentados pelos chapadões as escarpas de difícil
subida que contrastam com a regularidade do topo. [carece de fontes ?]

Parque Estadual da Lagoa da
Hidrografia e vegetação Jansen

A  quase  totalidade  das  bacias  hidrográficas  do  estado  é  feita  da


parte meridional para a parte setentrional por meio da quantidade
de rios independentes que deságuam no oceano Atlântico: Gurupi,
Turiaçu,  Maracaçumé,  Pindaré,  Grajaú,  Mearim,  Itapecuru  e
Parnaíba. Na parte sul­ocidental do estado uma pequena parte das
águas escoadas dirige­se para a parte ocidental. São integrados no
Mata dos cocais no Maranhão
sudoeste pequenos afluentes que deságuam na margem oriental do
rio Tocantins. Veja a lista de rios do Maranhão. [carece de fontes ?]

Vegetação
A cobertura vegetal do Maranhão é composta basicamente de floresta, campos e cerrados. São ocupadas pelas
florestas a totalidade da porção norte­ocidental do estado (Amazônia maranhense), isto é, muitas partes estão
situadas na parte ocidental do rio Itapecuru. Nessas matas é muito abundante a palmeira do babaçu  (mata
dos cocais), produto básico do extrativismo vegetal da região. Os campos são dominantes ao redor do Golfão
Maranhense e no litoral ocidental. São revestidas pelos cerrados as regiões leste e sul. No litoral, são assumidas
pela  vegetação  feições  variadas:  campos  de  inundação  (Baixada Maranhense),  mangues  e  arbustos. [carece  de
fontes ?]

Clima
No Maranhão, existem três tipos distintos de clima: o tropical superúmido de monção, o tropical com chuvas
de outono e o tropical com chuvas de verão. São apresentados pelos três as semelhanças que existem entre os
três  regimes  térmicos,  com  elevação  das  temperaturas  médias  anuais,  que  oscilam  perto  de  26  °C,  mas  são
diferentes quanto ao comportamento das chuvas. [carece de fontes ?]

Pelo primeiro tipo, que domina no oeste do estado, são apresentados a maior elevação dos totais (mais de 2
000 mm ao ano); é apresentado pelos outros dois chuva entre 1 250 e 1 500 mm ao ano e estação seca com boa
marcação, e são diferentes entre si, como é indicado pelo seu próprio nome, pela época em que caem as chuvas.
Os verões são quentes, com máximas ultrapassando os 40 °C com frequência, e no inverno, que coincide com a
estação seca, as temperaturas podem chegar próximo dos 10 °C em cidades do sul maranhense, configurando
assim, uma grande amplitude térmica. [carece de fontes ?]

Em outra classificação adotada, o clima no estado pode ser assim definido[31]:

Equatorial: ocorrendo no extremo oeste, sendo quente e chuvoso, regido pelo deslocamento da Zona de
Convergência Intertropical (ZCIT) e pela Massa Equatorial Continental (mEc), ambas com marcante
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 12/24
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atuação no outono e inverno. Registra­se curto período seco de inverno e parte da primavera, variando de
dois a três meses. A pluviosidade gira em torno de 2.000 a 2.500 mm ao ano.[31]
Tropical semi­úmido: na região central e leste, apresenta um período seco entre quatro a seis meses,
entre o inverno e a primavera, em razão de uma influência menos expressiva das massas de ar citadas. O
regime pluviométrico é de 1.000 a 1.200 mm ao ano.[31]

Demografia
O  Maranhão  possui  217  municípios
distribuídos  em  uma  área  de
Demografia do Maranhão
331.983,293  km², [32]  sendo  o  oitavo  maior
Ficha técnica
estado  do  Brasil,  um  pouco  menor  que  a
Alemanha.  Sua  população  estimada  em  2017 Área 331.983,293 km²[32]
é de 7.000.229 habitantes, [32] sendo o décimo População 7.000.229 hab. (2017)[32]
estado mais populoso do país, com população
Densidade 19,81 hab/km² (2010)[33]
superior à da Jordânia.
Crescimento 1,5% ao ano (1991­
Cerca  de  setenta  por  cento  dos  maranhenses demográfico 2006)[33]
vivem  em  áreas  urbanas. [33]  O  Maranhão
População urbana 68,1% (2004)[33]
possui  18,43  habitantes  por  km²,  sendo  o
décimo  sexto  na  lista  de  estados  brasileiros Domicílios 1.442.500 (2005)[33]
por densidade demográfica. Carência habitacional 570.606 unidades[34]
Acesso à água 61,3% (2005)[33]
Indicadores sociais Acesso à rede de 49,5% (2005)[33]
O  Maranhão  tem  um  Índice  de esgoto
Desenvolvimento  Humano  igual  a  0,683, IDH 0,683 (2005)
comparável  ao  do  Brasil  em  1980  e  superior
Número de Municípios 217.[32]
apenas  ao  de  Alagoas  na  lista  dos  estados
brasileiros  por  IDH.  O  estado  possui  a
segunda pior expectativa de vida do Brasil, também superior apenas à de Alagoas.

Déficit habitacional

De  acordo  com  um  estudo  realizado  pela  Fundação Getúlio Vargas  em  2007,  o  Maranhão  é  o  estado  com  o
maior déficit habitacional relativo do país. O Maranhão apresenta um índice de 38,1 por cento (que equivale ao
número de imóveis existentes, dividido pelo de moradias necessárias para suprir a demanda da população).
Em  termos  absolutos,  o  déficit  no  estado  chega  a  570  606  unidades,  o  quinto  maior  do  país.  O  déficit
maranhense  representa  7,14  por  cento  do  déficit  absoluto  total  brasileiro,  estimado  em  7  984  057.  A  média
maranhense é quase três vezes maior do que a nacional, de 14,6 por cento. Para a Fundação Getulio Vargas, as
causas  do  déficit  no  estado  estariam  relacionadas  à  má  distribuição  de  renda,  à  inadimplência  do  estado  e
Municípios  e  à  política  aplicada  no  setor.  O  então  secretário­adjunto  da  Secretaria  de  Estado  das  Cidades,
Desenvolvimento  Regional  Sustentável  e  Infraestrutura,  Heraldo  Marinelli,  contestou  parte  dessas  causas.
Para  ele,  o  déficit  "não  tem  correlação  com  a  falta  de  políticas  ao  setor  e  com  a  inadimplência  de  estado  e
municípios" e também influenciaria o "processo histórico de concentração de renda" no estado. [34]

Mortalidade infantil

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 13/24
24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

O Maranhão apresenta o segundo maior índice de mortalidade infantil do Brasil, sendo superado apenas pelo
Amapá.  De  acordo  com  dados  do  Instituto  Brasileiro  de  Geografia  e  Estatística,  de  cada  mil  nascidos  no
Maranhão por ano, 39 não sobreviverão ao primeiro ano de vida. Vários fatores contribuem para o alto índice
de mortalidade infantil no estado: dentre eles, o fato de que apenas metade da população tem acesso à rede de
esgoto e o de que quase quarenta por cento da população não tem acesso a água tratada. [33]

Cidades mais populosas

Composição étnica
O Maranhão é um dos estados mais miscigenados do Brasil, o que pode
ser demonstrado pelo número de 69,9% de pardos autodeclarados ao
Instituto  Brasileiro  de  Geografia  e  Estatística,  resultado  da  grande
concentração de escravos indígenas e africanos  nas  lavouras  de  cana­
de­açúcar,  arroz  e  algodão;  os  grupos  indígenas  remanescentes  e
predominantes são dos grupos linguísticos macro­jê e macro­tupi. No
tronco macro­Jê, destaca­se a família jê, com povos falantes da língua
Timbira  (Mehim),  Kanela  (Apanyekra  e  Ramkokamekra),  Krikati,
Gavião  (Pukobyê),  Kokuiregatejê,  Timbira  do  Pindaré  e  Krejê.  No
Tronco macro­tupi, a família tupi­guarani, com os povos falantes das
línguas tenetehára: Guajajara, Tembé e Urubu­Kaapor, além dos Awá­ Composição étnica do Maranhão
Guajá  e  de  um  pequeno  grupo  guarani,  concentrados  principalmente (2010)[36]
na  pré­Amazônia,  no  Alto  Mearim  e  na  região  de  Barra  do  Corda  e
Grajaú.    Brancos (24.9%)
   Negros (5.5%)
De  acordo  com  John  Hemming  [37],  havia  por  volta  de  1  milhão  de
   Pardos (68.8%)
indígenas no Maranhão em 1500.
   Indígenas (0.7%)
Houve  forte  tráfico  negreiro  entre  os  séculos  XVIII  e  XIX,  que  trouxe
milhares de negros da Costa da Mina e da Guiné, mais precisamente do Benim, antigo Daomé, Gana e Togo,
mas também em levas não menos importantes de africanos do Congo, Cabinda e Angola [38]. Muitas tradições
maranhenses têm a forte marca das culturas africanas: culinária (Arroz de Cuxá), religião (Tambor de Mina e
Terecô),  festas  (Bumba­Meu­Boi  e  Tambor  de  Crioula)  e  músicas  (Reggae  no  Maranhão).  Atualmente,  o
Maranhão conta muitas comunidades quilombolas em toda região da Baixada, rio Itapecuru e Mearim.

A população branca, 20,6 por cento, é quase exclusivamente composta de descendentes de portugueses, dada a
pequena migração de outros europeus para a região. Ainda no início do século XX a maior parte dos imigrantes
portugueses era oriunda dos Açores e da região de Trás­os­Montes. Também no século XX, vieram contingentes
significativos  de  sírios  e  libaneses,  refugiados  do  desmonte  do  Império  Otomano  e  que  hoje  têm  grande  e
tradicional  presença  no  estado.  A  proximidade  com  a  cultura  portuguesa  e  o  isolamento  do  estado  até  à
primeira metade do século XX gerou um sotaque local próprio e ainda bastante similar ao português falado em
Portugal, praticando os maranhenses uma conjugação verbal e pronominal próxima da portuguesa. [carece  de
fontes ?]

A região do Maranhão é considerada a primeira a receber colonos ilhéus (açorianos) de forma organizada. Em
1619, cerca de 300 casais chegaram ao Maranhão, sendo que o número total de pessoas girava em torno de mil
pessoas, número significativo para a época. Além dos casais iniciais, vindos com Estácio da Silveira em 1619,

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24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

outros  se  seguiram:  em  1621  chegaram  40  casais  com  Antonio  Ferreira  de  Bettencourt  e  Jorge  de  Lemos
Bettencourt; em 1625 chegaram outros casais com Francisco Coelho de Carvalho; nos navios N. S. da Palma e
São Rafael, tendo como capitão Manoel do Vale, chegaram 50 casais em 1676; e nos navios N. S. da Penha de
França e São Francisco Xavier vieram mais colonos. [39]

Idiomas
O  estado  tem  a  fama,  entre  os  maranhenses,  de  ser  o  local  onde  se  fala  o  melhor  português  do  Brasil.  No
entanto,  linguistas  como  Marcos  Bagno  e  Pasquale  Cipro  Neto  questionam  esse  título:  o  primeiro,  por
argumentar  que  nenhuma  fala  ou  dialeto  pode  ser  considerado  melhor  ou  pior  que  outro;  o  segundo,  por
argumentar que tal título pertence, na verdade, à cidade do Rio de Janeiro. [40]

Subdivisões
O Maranhão é composto por 217 municípios, que estão distribuídos em 22 regiões geográficas imediatas, que
por  sua  vez  estão  agrupadas  em  cinco  regiões  geográficas  intermediárias,  segundo  a  divisão  do  Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017. [41][42]

As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do
Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989.
As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões. [43] Na divisão vigente até 2017,
os municípios do estado estavam distribuídos em 21 microrregiões e cinco mesorregiões, segundo o IBGE. [44]

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Região geográfica Regiões
Número de Número de
Código geográficas Código
intermediária[41] municípios municípios
imediatas
São Luís 210001 13
Pinheiro 210002 11
Chapadinha 210003 10
Itapecuru Mirim 210004 9
São Luís 2101 73
Viana 210005 10
Barreirinhas 210006 4
Tutóia­Araioses 210007 7
Cururupu 210008 9
Santa Inês 210009 15
Bacabal 210010 16
Santa Inês­Bacabal 2102 59 Governador Nunes
210011 14
Freire
Pedreiras 210012 14
Caxias 210013 6
Caxias 2103 14 Timon 210014 4
Codó 210015 4
Presidente Dutra 210016 13
São João dos
Presidente Dutra 2104 28 210017 11
Patos
Colinas 210018 4
Imperatriz 210019 17
Barra do Corda 210020 9
Imperatriz 2105 43
Açailândia 210021 5
Balsas 210022 12

Economia
A  economia  maranhense  foi  uma  das  mais
prósperas  do  país  até  a  metade  do  século  XIX.
Mas  após  o  fim  da  Guerra  Civil  Americana,
quando  perdeu  espaço  na  exportação  de
algodão,  o  estado  entrou  em  colapso,  agravado
pelo abandono gerado pelos governos imperial e
republicano; somente após o final da década de
Exportações do Maranhão ­ (2012)[45] 1960  no  século  XX  o  estado  passou  a  receber
incentivos  e  saiu  do  isolamento,  com  ligações
férreas  e  rodoviárias  com  outras  regiões.  A
inauguração do Porto do Itaqui, em São Luís, um dos mais profundos e movimentados do país, serviu para
escoar a produção industrial e de minério de ferro vinda de trem da Serra dos Carajás, atividade explorada pela

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Vale.  A  estratégica  proximidade  com  os  mercados  europeus  e  norte­americanos  fez  do  Porto  uma  atraente
opção  de  exportação,  mas  padece  de  maior  navegação  de  cabotagem.  A  economia  estadual  atualmente  se
baseia  na  indústria  de  transformação  de  alumínio,  alimentícia,  celulose,  madeireira,  extrativismo  (babaçu),
agricultura  (soja,  mandioca,  arroz,  milho),  na  pecuária,  produção  de  gás  natural  e  nos  serviços. [carece  de

fontes ?]

São  Luís  concentra  grande  parte  do  produto  interno  bruto  do


estado;  a  capital  passa  por  um  processo  marcante  de  crescimento
econômico,  sediando  mais  de  três  universidades  (duas  públicas  e
uma  privada),  além  de  uma  dezena  de  centros  de  ensino  e
faculdades  particulares.  A  expansão  imobiliária  é  visível,  mas  o
custo  de  vida  ainda  é  bastante  elevado  e  a  exclusão  social
acentuada.  Há  grande  dependência  de  empregos  públicos.  Sua
pauta  de  exportação,  em  2012,  se  baseou  principalmente  em  Soja
São Luís, o principal polo econômico
(25,93%), Oxido de Alumínio (23,99%), Minério de Ferro (17,54%),
do estado
Ferro Fundido 16,47%) e Alumínio Bruto (5,35%). [45]

A agricultura e a pecuária são atividades importantes na economia do Maranhão, além da pesca, que lhe dá a
liderança  na  produção  de  pescado  artesanal  do  país.  Afinal,  o  estado  possui  640  km  de  litoral,  o  segundo
maior do Brasil, que fornece produtos bastante utilizados na culinária regional, como o camarão, caranguejo e
sururu. O Maranhão aumentou a produção de grãos, em 2000, e teve significativo crescimento industrial, de
acordo com a Sudene. Apesar disso, o estado está entre os mais pobres do país. [carece de fontes ?]

Conforme  dados  da  CONAB,  o  Maranhão  é  o  segundo  maior


produtor  agrícola  do  Nordeste[46].O  setor  agrícola  maranhense  se
destaca na produção de arroz (5º estado de maior produtividade de
arroz  do  país  e  o  1º  do  Nordeste.)[47],  cana­de­açúcar,  mandioca
(2º  posição  no  Nordeste  de  área  plantada)[47],  milho,  soja  (2º
maior produtor da região Nordeste)[47], algodão (2º maior produtor
do Nordeste) e eucalipto. [47]

O sul do estado é um dos maiores polos de produção de grãos do Plantação de soja em Balsas (MA)
país. A região a cada ano alcança novos recordes de produtividade.
O principal produto agrícola é a soja, que chegou a 2 milhões de toneladas na última safra, em 2015. [47]  Tal
produção coloca o Maranhão como o segundo maior produtor da região, atrás da Bahia. A região sul do Estado
concentra a produção de soja, com destaque ao município de Balsas que em 2015 produziu 501.668 toneladas,
com 181.764 de área plantada e 181.764 de área colhida, rendimento médio 2.760 kg/ha. Outros municípios
que se destacam na produção de soja são: Tasso Fragoso, Sambaíba, Riachão, Alto Paraíba e Carolina. [47]

Com a construção do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) no Porto de Itaqui, ampliou­se a capacidade
de armazenamento e exportação de grãos como soja, milho e arroz, utilizando­se da infraestrutura da Ferrovia
Carajás  e  da  Ferrovia  Norte  Sul  para  escoamento  da  produção  do  sul  do  estado,  bem  como  dos  estados  de
Tocantins, Goiás e Mato Grosso. [48]

Turismo

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O Maranhão, por ser localizado em um bioma de transição entre o sertão nordestino e a Amazônia, apresenta
ao visitante uma mescla de ecossistemas somente comparada, no Brasil, com a do Pantanal Mato­Grossense.
Possui mais de 640 km de litoral, sendo, portanto, o estado com o
segundo  maior  litoral  brasileiro,  superado  apenas  pela  Bahia.  O
turismo praticado nele pode ser classificado em dois tipos: turismo
ecológico e turismo cultural/religioso. [carece de fontes ?]

O  Maranhão  tem  o  privilégio  de  possuir,  devido  a  exuberante


mistura  de  aspectos  da  geografia,  a  maior  diversidade  de
ecossistemas  de  todo  o  País.  São  640  quilômetros  de  extensão  de

Parque Nacional dos Lençóis praias  tropicais,  floresta  amazônica,  cerrados,  mangues,  delta  em


Maranhenses. mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de
águas cristalinas. Essa diversidade está organizada em cinco polos
turísticos,  cada  um  com  seus  atrativos  naturais,  culturais  e
arquitetônicos. São eles: o polo turístico de São Luís, o centro histórico de Alcântara,  o  Parque  Nacional  dos
Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional da Chapada das Mesas, o Delta do Parnaíba (o terceiro maior delta
oceânico do mundo) e o polo da Floresta dos Guarás. [carece de fontes ?]

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios
de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas. Seu maior atrativo é o Parque Nacional
dos Lençóis Maranhenses, belo e intrigante fenômeno da natureza, um paraíso ecológico com 155 mil hectares
de dunas, rios, lagoas e manguezais. [carece de fontes ?]

O Parque Nacional da Chapada das Mesas é uma área de 160 046 hectares de cerrado localizado no Sudoeste
Maranhense.  Possui  cachoeiras,  trilhas  ecológicas  em  cavernas  e  desfiladeiros,  rappel,  sítios  arqueológicos
com  inscrições  rupestres  e  rios  de  águas  cristalinas.  As  principais  cidades  do  polo  são  Estreito,  Carolina  e
Riachão. [carece de fontes ?]

Infraestrutura
A população de grande parte do estado ainda sofre com problemas de saneamento básico, desnutrição infantil
e renda per capita. O Maranhão apresenta altos índices de desnutrição entre as crianças de zero a cinco anos,
de acordo com levantamento do Fundo da Nações Unidas para a Infância feito em 1999. [carece de fontes ?]

Energia
O estado conta com um eficiente sistema de abastecimento de energia, através da Subestação da Eletronorte
instalada no Distrito Industrial do Município de Imperatriz, além de estar bastante próxima das hidroelétricas
de Estreito (1.087 megawatts) e de Serra Quebrada (em projeto). [carece de fontes ?]

O estado do Maranhão buscou diversificar sua matriz energética e também conta com usinas próprias[49]:  4
usinas com capacidade total de 1.428 MW, utilizando gás natural (Complexo Termelétrico Paraíba); 2 usinas
com capacidade de 330 MW, utilizando óleo combustível (a Usina Termelétrica Gera Maranhão, em Miranda
do  Norte);  1  usina  com  capacidade  de  360  MW,  utilizando  carvão  mineral  (Usina  Termelétrica  Porto  do
Itaqui);  1  usina  com  capacidade  de  254  MW,  utilizando  biomassa  (Usina  Termelétrica  Suzano  Maranhão,
pertencente  à  Suzano  Papel  e  Celulose);  uma  usina  hidráulica  com  capacidade  de  1.087  MW  (Usina
Hidrelétrica  de  Estreito);  e  o  Complexo  Eólico  Delta  3  com  capacidade  de  221  MW.  Atualmente,  o  estado
produz mais energia do que consome. [49]
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24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

Atualmente, a exploração de gás na Bacia do Parnaíba tem capacidade de produzir até 8,4 milhões de m³ de
gás  por  dia,  explorados  pela  empresa  Eneva,  utilizados  na  produção  de  energia  termelétrica,  com  a
implantação de 153 km de gasodutos, ao custo do investimento de R$ 9 bilhões. [50]

A  concessionária  de  energia  elétrica  que  cobre  o  Maranhão  é  a  Companhia  Energética  do  Maranhão[51]  e  os
serviços de distribuição e comercialização de gás canalizado no Maranhão é feito pela Companhia Maranhense
de Gás. [52]

Transportes

Aeroportos

Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado (São Luís)
Base Aérea de Alcântara ­ Centro de Lançamento de Alcântara
(Alcântara)
Aeroporto Prefeito Renato Moreira (Imperatriz)
Aeroporto Regional João Silva (Santa Inês)
Aeroporto Regional de Balsas (Balsas)
Aeroporto de Carolina ­ Brigadeiro Lysias Augusto Rodrigues
Aeroporto Regional de Bacabal (Bacabal) Aeroporto Internacional de São Luís

Portos

Ponta da Madeira

Porto do Itaqui
Porto da Alumar
Terminal Marítimo Ponta da Madeira
Cujupe

Terminais rodoviários

Terminal Rodoviário Bacabal Porto do Itaqui

Terminal Rodoviário de São Luís
Terminal Rodoviário de Imperatriz
Terminal Rodoviário de Caxias

Rodovias

Rodovia Belém­Brasília (BR­010)
Rodovia Transamazônica (BR­230)
BR­135
BR­316
BR­222 Estrada de Ferro Carajás
BR­226

Ferrovias

Estrada de Ferro Carajás (EFC)
Ferrovia Norte­Sul (EF­151)
Ferrovia São Luís­Teresina
Superintendência Reg. Recife (SR 1)
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Telecomunicações
Os códigos de discagem a distância (DDD) do Maranhão são 98 (na porção norte do estado) e 99 (na porção
sul do estado). [53]

Educação
De  acordo  com  dados  divulgados  pelo  Instituto  Brasileiro  de
Resultados no Exame Nacional do
Ensino Médio Geografia e Estatística em 2009, o Maranhão possui o maior número
de crianças entre oito e nove anos de idade analfabetas no país. Quase
Ano Português Redação
quarenta  por  cento  das  crianças  do  estado  nessa  faixa  etária  não
2006[54] 31,35 (24º) 48,93 (22º) sabem  ler  e  escrever,  enquanto  que  a  média  nacional  é  de  11,5  por
Média 36,90 52,08
cento.  Os  dados  do  instituto,  porém,  não  oferecem  um  diagnóstico
2007[55] 45,15 (21º) 54,84 (16º) completo da situação, pois se baseiam somente na informação de pais
Média 51,52 55,99
sobre se seus filhos sabem ler e escrever um bilhete simples. [57][58] Em
2008[56] 35,62 (21º) 57,99 (17º) 2006, os alunos do Maranhão obtiveram a quarta pior nota na prova
Média 41,69 59,35
do Exame Nacional do Ensino Médio de língua portuguesa. Em 2007,
obtiveram  a  sétima  pior,  que  foi  mantida  na  avaliação  de  2008.  Na
redação,  os  alunos  se  saíram  um  pouco  melhor,  apresentando  a  sexta  pior  nota  em  2006  e  subindo  seis
posições em 2007.

Em  2013  o  Maranhão  obteve  a  segunda  pior  nota  entre  os  estados  brasileiros  no  Programa  Internacional  de
Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês) em suas provas de matemática, leitura e ciências, ficando à
frente  apenas  do  estado  de  Alagoas[59].  As  principais  universidades  públicas  do  estado  são:  Universidade
Federal do Maranhão (UFMA); Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); Instituto Federal do Maranhão
(IFMA)  e  Universidade  Estadual  da  Região  Tocantina  do  Maranhão  (UEMASUL).  O  Instituto  Estadual  de
Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) comanda a educação profissional técnica de nível médio
no estado. [60]

Cultura

Culinária
A cozinha maranhense sofreu influência francesa, [carece de fontes ?] portuguesa, africana e indígena. O tempero é
diferenciado  fazendo  uso  de  ingredientes  como  cheiro­verde  (coentro  e  cebolinha  verde),  cominho  em  pó  e
pimenta­do­reino.  No  Maranhão,  é  marcante  a  presença  de  peixes  e  frutos  do  mar  como  camarão,  sururu,
caranguejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimbatá, mero,  surubim  e  outros  peixes  de  água  doce  e  salgada.
Além de consumir outros pratos como sarrabulho, dobradinha, mocotó, carne­de­sol, galinha ao molho pardo,
todos acompanhados de farinha d'água. Da farta cozinha maranhense, destaca­se o arroz de cuxá, símbolo da
culinária do Maranhão, feito com uma mistura de gergelim, farinha seca, camarão seco, pimenta­de­cheiro e o
ingrediente especial ­ a vinagreira (hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).

Dentre os bolos consumidos pelos maranhenses, podem ser destacados o bolo de macaxeira e o de tapioca. As
sobremesas  típicas  da  mesa  maranhense  são  os  doces  portugueses  e  uma  infinidade  de  doces,  pudins  e
sorvetes  feitos  de  frutas  nativas  como  bacuri,  buriti,  murici,  jenipapo,  tamarindo,  caju,  cupuaçu,  jaca
etc. [61][62]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maranh%C3%A3o 20/24
24/06/2019 Maranhão – Wikipédia, a enciclopédia livre

A juçara (ou açaí) é muito apreciada pelos maranhenses, consumida com farinha, camarão, peixe, carne­de­sol
ou  mesmo  na  forma  de  suco,  sorvete  e  pudim.  Dada  a  importância  da  juçara  na  cultura  maranhense,  é
realizada anualmente a Festa da Juçara.

A  panelada,  um  cozido  preparado  a  partir  das  vísceras  da  vaca,  é  popular  em  Imperatriz,  segunda  maior
cidade no interior do estado, é oferecida em diversos pontos da cidade. [63][64]

Ver também
Fórum de Governadores do Brasil Central
Mesorregiões do Maranhão
Microrregiões do Maranhão
Municípios do Maranhão
Municípios do Maranhão por população
Governadores do Maranhão
Meio­Norte

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ade­ela­se­inicia­na­panelada­1). www.overmundo.com.br
64.  «Título ainda não informado (favor adicionar)» (http://www.imperatriz.ma.gov.br/imperatriz/noticia.php?id=12
9). www.imperatriz.ma.gov.br

Ligações externas
Governo do Maranhão (http://www.ma.gov.br)
Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (http://www.al.ma.leg.br/)
Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (http://www.tjma.jus.br)
Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (http://www.trt16.jus.br)
Jornal Livre ­ geografia do Maranhão (http://www.jornallivre.com.br/157169/geografia­maranhao.html)

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