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Instalações e Projetos Elétricos

Curso: Engenharia Elétrica


Professor: Phillip Luiz de Mendonça, DSc
E-mail: phillip.mendonca@unifbv.edu.br
Apresentação Professor-Aluno

1. Formação Acadêmica
• Eletrotécnica – IFPE
• Engenharia Elétrica – UPE
• Especialização em Gestão da Manutenção – UPE
• Mestrado em Engenharia Mecânica – UFPE
• Doutorado em Engenharia Mecânica – UFPE

2. Experiência Profissional
• CELPE
• ABB
• Energética Suape II
• ITEP
3. Linha de Pesquisa
• Desempenho de isoladores compósitos em linhas de transmissão, diagnóstico de
sistemas e máquinas por assinatura elétrica, técnicas preditivas de manutenção e
energia solar.
Apresentação da Disciplina

1. Carga Horária
60 horas.

2. Objetivo Geral
Apresentar noções de confecção de projetos e análise de instalações elétricas
residenciais e prediais com base nas normas em vigência.

3. Objetivos Específicos
• Elaborar projetos elétricos prediais residenciais e comerciais, aplicando os conceitos
fundamentais e em conformidade com a base normativa;
• Analisar um projeto elétrico predial e residencial utilizando as recomendações da
norma da ABNT NBR5410;
• Elaborar um projeto predial residencial com base nas Normas da ABNT, das
Distribuidoras de Energia e das Resoluções Normativas da ANEEL pertinentes;
• Elaborar um projeto luminotécnico, com base nas Normas da ABNT e nos catálogos
de produtos de iluminação dos fabricantes;
• Selecionar motores elétricos com seus elementos de comando e controle para
instalações de força motriz.
Apresentação da Disciplina

4. Conteúdo
• Sistema elétrico de Potência: Geração, Transmissão, Distribuição e utilização da
energia elétrica. Sequência básica do dimensionamento dos sistemas elétricos de
edificações residenciais e comerciais. Critérios de escolha de equipamentos e
materiais.
• Normalização: Conceito de normalização, Normas brasileiras, ABNT, principais
Normas aplicadas em projetos elétricos prediais. Normas: NBR 5410, Instalações
Elétricas de Baixa Tensão e NBR ;14039, Instalações Elétricas de Média Tensão.
• Fundamentos utilizados na elaboração de projetos elétricos: Circuitos elétricos,
Sistema elétrico, Instalação elétrica, Equipamentos elétricos. Conceitos de energia
elétrica, potência ativa, reativa e aparente, fator de potência. Valor eficaz.
• Simbologia gráfica aplicada em projetos elétricos prediais baseados na ABNT NBR
5444 de 1989 e as de uso consagrado. Condições básicas dos projetos, isolação e
os graus de proteção, proteção básica contra contatos diretos;
• Com base na NBR 5410: previsão de carga de Iluminação, tomadas de uso geral e
especifico, divisão em circuitos terminais, dimensionamento de condutores de acordo
com o método de instalação e dimensionamento de eletrodutos;
Apresentação da Disciplina

4. Conteúdo
• Utilização de fatores de demanda e diversidade, cálculo de demanda das
instalações. Dimensionamento da proteção de sobrecorrente e sobretensão. Efeitos
da corrente elétrica no corpo humano, dimensionamento da proteção contra choque
elétrico;
• Dimensionamento das proteções de sobrecorrente e sobretensão. Aplicação de
dispositivos de proteção: disjuntores termomagnéticos, Interruptores diferenciais
residuais, disjuntores diferenciais residuais. Aplicação de DPS;
• Localização dos quadros de distribuição, técnica de execução das instalações
elétricas. Esquemas do circuitos de fase, ligações monofásicas, bifásicas e trifásicas,
distribuição das cargas entre as fases disponíveis;
• Definição dos esquemas básicos de aterramento (TN, TT e IT), escolha e
dimensionamento dos condutores de proteção (terra). Equipotencialização das
edificações. Dimensionamento de sistemas de aterramento de edificações prediais.
• Entrada de energia das unidades prediais: normas das distribuidoras,
dimensionamento dos quadros de medição, dos circuitos de distribuição, dos
padrões de entrada, dos ramais de ligação e da proteção geral de sobrecorrente.
Apresentação da Disciplina

4. Conteúdo
• Dimensionamento de pequenas subestações prediais: potência dos transformadores,
esquemas de ligação dos transformadores, dimensionamento do barramento geral
de baixa tensão, da proteção geral de baixa tensão e da proteção geral de média
tensão;
• Métodos de correção de fator de potência. Aplicação de SPDA (Sistema de proteção
contra descargas atmosféricas) em edificações prediais. Dimensionamento dos
dispositivos de SPDA, do barramento de equipotencialização (BEP) e do
aterramento;
• Luminotécnica, conceitos, fundamentos, tipos de lâmpadas (incandescente,
fluorescente, vapor de mercúrio, LED). Método do cálculo de iluminação: método dos
lumens, método ponto a ponto. Cálculos práticos de iluminação interior;
• Seleção de motores elétricos, instalação de força motriz, esquemas típicos para
instalação de motores, dimensionamento dos alimentadores e quadros de comando.
Escolha e dimensionamento dos comandos para motores elétricos.
Apresentação da Disciplina

5. Bibliografia Básica
• COTRIM, Ademaro. Instalações elétricas. São Paulo: Prentice Hall, 2010;
• CREDER, Hélio Brasil. Instalações elétricas. São Paulo: LTC, 2010;
• NEGRISOLI, Manoel Eduardo Miranda. Instalações elétricas: projetos prediais. São
Paulo: Blucher, 2011.

6. Bibliografia Complementar
• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410: Instalações
elétricas em baixa tensão. Rio de Janeiro, 2004;
• CARVALHO JUNIOR, Roberto de. Instalações elétricas e o projeto de arquitetura.
São Paulo: Blucher, 2010;
• NASCIMENTO, G. Comandos elétricos: teoria e atividades. São Paulo: Érica, 2012;
• NERY, Norberto. Instalações elétricas: princípios e aplicações. São Paulo: Érica,
2011;
• PIRELLI. Manual Pirelli de instalações elétricas. São Paulo: Pini, 2003.
Estrutura do Sistema Elétrico
Estrutura do Sistema Elétrico
Estrutura do Sistema Elétrico
Geração ou Produção

A geração ou produção de energia elétrica é o segmento do setor elétrico onde ocorre o fenômeno de

conversão de outras formas de energia em energia elétrica. Durante muitos tempo no Brasil esta se deu

por meio do uso da energia potencial da água (geração hidrelétrica) ou utilizando a energia química dos

combustíveis (geração termoelétrica).

Com um sistema predominantemente hídrico, o Brasil apresenta sua matriz energética complementada

por uma geração térmica como base as quais podem advir de combustíveis fósseis (petróleo, carvão

mineral etc.), combustíveis não-fósseis (madeira, bagaço de cana, etc.), combustível nuclear (urânio

enriquecido). Em menor escala, mas em franca expansão, as formas de geração renováveis a partir sol(

energia solar) e do vento( energia eólica ) já são realidade, e portanto estão mudando a matriz energética

nacional.

Embora se caminhe para o conceito de geração distribuída(GD), a predominância das instalações de

geração ou produção de energia elétrica ainda são de caráter concentrado com estruturas robustas e de

grande porte.
Estrutura do Sistema Elétrico
Transmissão
Transmissão significa o transporte de energia elétrica gerada até os centros consumidores. Para que

seja economicamente viável, a tensão gerada nos geradores trifásicos de corrente alternada normalmente

de 13,8 kV deve ser elevada a valores padronizados em função da potência a ser transmitida e das

distâncias aos centros consumidores.

As tensões mais usuais em corrente alternada nas linhas de transmissão são 69, 138, 230, 400, 500 e

750 kV. A partir de 500 kV, somente um estudo econômico vai decidir se deve ser usada a tensão

alternada ou contínua, como é o caso da linha de transmissão de Itaipu, com 600 kV em corrente contínua.

Neste caso, a instalação necessita de uma subestação retificadora, ou seja, que transforma a tensão

alternada em contínua, transmitindo a energia elétrica em tensão contínua e, próxima aos centros

consumidores, de uma estação inversora para transformar a tensão contínua em tensão alternada outra

vez, antes de distribuir aos consumidores.

O objetivo principal da transmissão em tensão contínua será o da diminuição das perdas por efeito

corona que é resultante da ionização do ar em torno dos condutores, com tensões alternadas muito

elevadas.
Estrutura do Sistema Elétrico
Transmissão
Estrutura do Sistema Elétrico
Distribuição
A distribuição é a parte do sistema elétrico que conecta a transmissão ao consumo, ou seja, é o segmento

que promove a divisão e entrega da energia já dentro dos centros de utilização (cidades, bairros,

indústrias).

Nela o fluxo de potência começa na subestação abaixadora, onde a tensão da linha de transmissão é

baixada para valores padronizados nas redes de distribuição primária (11 kV; 13,8 kV; 15 kV; 34,5 kV

etc.). Das subestações de distribuição primária partem as redes de distribuição secundária ou de baixa

tensão. As redes de distribuição primária podem ser: radial, em anel ou radial seletivo.

A parte final de um sistema elétrico é a subestação abaixadora para a baixa tensão, ou seja, a tensão de

utilização (380/220 V, 220/127V – Sistema trifásico e 220/110V – sistema monofásico com tape). No

Brasil há cidades onde a tensão fase-neutro é de 220 V (Brasília, Nordeste, etc.) e outras em 127 V (Rio

de Janeiro, São Paulo, Sul etc.).


Estrutura do Sistema Elétrico
Distribuição
Estrutura do Sistema Elétrico
Consumo
O segmento de consumo é a destinação final da energia elétrica. Nele se tem o usufruto deste bem nas

suas diversas conversões e utilização, seja para fins residenciais, comerciais ou industriais. De outra

forma é a região do setor elétrico de convívio direto com a população.


Estrutura do Sistema Elétrico
Tipos de Transmissão

Alternating Current (AC)

Direct Current (DC)


Estrutura do Sistema Elétrico

Diagrama
Estrutura do Sistema Elétrico

Diagrama
Organização do Setor Elétrico
Organização do Setor Elétrico

a) Conselho Nacional de Política Energética – CNPE


Órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas nacionais e
diretrizes de energia, visando, dentre outros, o aproveitamento natural dos recursos
energéticos do país, a revisão periódica da matriz energética e a definição de diretrizes para
programas específicos.

b) Ministério de Minas e Energia – MME


Encarregado de formulação, do planejamento e da implementação de ações do Governo Federal
no âmbito da política energética nacional. O MME detém o poder concedente.

c) Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE


Constituído no âmbito do MME e sob sua coordenação direta, com a função precípua de
acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletro
energético em todo o território.

d) Empresa de Pesquisa Energética - EPE


Empresa pública federal vinculada ao MME tem por finalidade prestar serviços na área de
estudos e pesquisas destinados a subsidiar o planejamento do setor energético.

e) Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL


Autarquia vinculada ao MME, com finalidade de regular a fiscalização, a produção, transmissão,
distribuição e comercialização de energia, em conformidade com as políticas e diretrizes do
Governo Federal. A ANEEL detém os poderes regulador e fiscalizador.
Organização do Setor Elétrico
f) Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS
Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL,
tem por objetivo executar as atividades de coordenação e controle da operação de geração e
transmissão, no âmbito do SIN (Sistema Interligado Nacional). O ONS é responsável pela
operação física do sistema e pelo despacho energético centralizado.

g) Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE


Pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, sob regulação e fiscalização da ANEEL,
com finalidade de viabilizar a comercialização de energia elétrica no Sistema Interligado
Nacional - SIN. Administra os contratos de compra e venda de energia elétrica, sua
contabilização e liquidação. A CCEE é responsável pela operação comercial do sistema.

h) Agências Estaduais de Energia Elétrica


Nos estados foram criadas as Agências Reguladoras Estaduais com a finalidade de
descentralizar as atividades da ANEEL.

i) Eletrobrás
A Eletrobrás controla grande parte dos sistemas de geração e transmissão de energia elétrica
do Brasil por intermédio de seis subsidiárias: Chesf, Furnas, Eletrosul, Eletronorte, CGTEE
(Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica) e Eletronuclear. A empresa possui ainda
50% da Itaipu Binancional e também controla o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel),
o maior de seu gênero no Hemisfério Sul.

j) Agentes Setoriais
Agentes relacionados ao setor de energia elétrica. Ex.: ABRAGE, ABRATE e ABRADEE.
Matriz Elétrica Brasileira
O SIN – Sistema Interligado Nacional

O que é?

O SIN é composto por instalações responsáveis pelo suprimento de energia à


todas as regiões interligadas do país. De acordo com o Decreto 5163/04, é no
âmbito do SIN que ocorrem as negociações envolvidas nos processos de
compra e venda de energia elétrica.

Sistema Isolado
(3% da cap. de produção do país)
Predominância: Termelétricas (óleo)

Sistema Interligado
Predominância: Hidrelétricas
O SIN – Sistema Interligado Nacional

Garantia de energia mínima que permite a

operação contínua das plantas hidroelétricas;

Riscos mínimos de interrupção do fornecimento

nos períodos de baixa hidrologia;

Níveis adequados de confiabilidade da rede

elétrica;

Utilização de energia elétrica em todos os pontos

do sistema, abaixando os custos de operação do

sistema e o preço final ao consumidor;

Reprogramação da geração em função da demanda

e hidrologia.
Normalização

O que é?
Segundo a ABNT, normalização é a atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou

potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de

ordem em um dado contexto. Consiste, em particular, na elaboração, difusão e implementação das Normas.

A normalização é, assim, o processo de formulação e aplicação de regras para a solução ou prevenção de

problemas, com a cooperação de todos os interessados, e, em particular, para a promoção da economia global.

No estabelecimento dessas regras recorre-se à tecnologia como o instrumento para estabelecer, de forma

objetiva e neutra, as condições que possibilitem que o produto, projeto, processo, sistema, pessoa, bem ou

serviço atendam às finalidades a que se destinam, sem se esquecer dos aspectos de segurança.

Norma é o documento estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido, que fornece

regras, diretrizes ou características mínimas para atividades ou para seus resultados, visando à obtenção de

um grau ótimo de ordenação em um dado contexto.

A norma é, por princípio, de uso voluntário, mas quase sempre é usada por representar o consenso sobre o

estado da arte de determinado assunto, obtido entre especialistas das partes interessadas.
Normalização

Normatizar x Normalizar
Estes dois verbos por vezes são usados um pelo outro, indiferentemente, como sinônimos. Muito embora

Houaiss admita a sinonímia, outros lexicógrafos estabelecem uma diferença semântica entre eles.

Historicamente, ambos são de introdução relativamente recente na língua portuguesa, sendo normalizar mais

antigo do que normatizar. Mesmo sendo o mais antigo ele não é mencionado nos dicionários do século XIX, nos

quais encontramos tão-somente o adjetivo normal e, a partir de 1873, com o dicionário de Domingos Vieira,

também o adjetivo normativo, uma adaptação do francês normatif (5).

O verbo normalizar só aparece no século XX, a partir do léxico de Simões da Fonseca. Normatizar, porém,

somente é encontrado nos dicionários mais recentes, como Houaiss, Aurélio Séc. XXI, Michaelis e o de

Francisco Borba. À exceção do dicionário Houaiss, que dentre as acepções de normalizar inclui a de

normatizar, os três outros léxicos citados estabelecem significados diversos para os dois verbos.
Normalização

Normatizar x Normalizar
Vejamos o que se lê no AURÉLIO:

Normalizar [De normal + izar]. V.t.d. 1. tornar normal; fazer voltar à normalidade; regularizar. 2. Submeter a

norma ou normas; padronizar. 3. Int. Retornar à ordem. 4. Voltar ao estado normal (Cf. normatização).

Normatizar [Do lat. normatus, p.p. de normare + sufixo izar. V.t.d. Estabelecer normas para. Submeter a

normas (Cf. normalizar).


Normalização

O que são normas?


Normas são instrumentos que asseguram as características desejáveis de produtos e serviços, como

qualidade, segurança, confiabilidade, eficiência, intercambiabilidade, bem como respeito ambiental – e tudo

isto a um custo econômico.

Quando os produtos e serviços atendem às nossas expectativas, tendemos a tomar isso certo e a não ter

consciência do papel das normas. Rapidamente, nos preocupamos quando produtos se mostram de má

qualidade, não se encaixam, são incompatíveis com equipamentos que já temos, não são confiáveis ou são

perigosos. Quando os produtos, sistemas, máquinas e dispositivos trabalham bem e com segurança, quase

sempre é porque eles atendem às normas.


Normalização

Comitês técnicos
Os Comitês Técnicos são órgãos de coordenação, planejamento e execução das atividades de normalização

técnica relacionadas com o seu âmbito de atuação, devendo compatibilizar os interesses dos produtores e dos

consumidores, contando também com os neutros, que são os representantes de universidades, entidades de

pesquisa, governo etc.

Os Comitês Técnicos podem ser classificados, em função de sua estrutura e amplitude do âmbito de

atuação, em:

• Comitê Brasileiro: órgão técnico da estrutura da ABNT, formado por Comissões de Estudo;

• Organismo de Normalização Setorial: entidade técnica setorial, com experiência em normalização,

credenciada pela ABNT para atuar no desenvolvimento de Normas Brasileiras do seu setor, também

formada por Comissões de Estudo;

• Comissão de Estudo Especial: órgão técnico da estrutura da ABNT, criado quando o assunto de seu

escopo não está contemplado no âmbito de atuação de outro Comitê Brasileiro ou Organismo de

Normalização Setorial já existente.


Normalização

Níveis
Normalização

Organismos

ISO - International Organization for Standardization ( Nível Internacional );

IEC - International Electrotechnical Commission ( Nível Internacional );

DIN - Deutsches Institut fur Normung ( Nível Nacional );

NFPA - National Fire Protection Association ( Nível Nacional );

ANSI – American National Standards Institute ( Nível Nacional );

IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers ( Nível Internacional );

CEN – Comitê Europeu de Normalização ( Nível Regional );

AMN - Associación Mercosur De Normalización( Nível Regional );

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ( Nível Nacional );

ASTM - American Society for Testing and Materials ( Nível de Associação );

NPT – Normas Técnicas Petrobrás ( Nível de Empresarial ).


Normalização

A ABNT

A ABNT é o Foro Nacional de Normalização por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua, em 28
de setembro de 1940, e confirmado pelo governo federal por meio de diversos instrumentos legais.
Entidade privada e sem fins lucrativos, a ABNT é membro fundador da International Organization for
Standardization (Organização Internacional de Normalização - ISO), da Comisión Panamericana de Normas
Técnicas (Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas - Copant) e da Asociación Mercosur de Normalización
(Associação Mercosul de Normalização - AMN). Desde a sua fundação, é também membro da International
Electrotechnical Commission (Comissão Eletrotécnica Internacional - IEC).
A ABNT é responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (ABNT NBR), elaboradas por seus Comitês
Brasileiros (ABNT/CB), Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e Comissões de Estudo Especiais
(ABNT/CEE).
Desde 1950, a ABNT atua também na avaliação da conformidade e dispõe de programas para certificação de
produtos, sistemas e rotulagem ambiental. Esta atividade está fundamentada em guias e princípios técnicos
internacionalmente aceitos e alicerçada em uma estrutura técnica e de auditores multidisciplinares,
garantindo credibilidade, ética e reconhecimento dos serviços prestados.
Trabalhando em sintonia com governos e com a sociedade, a ABNT contribui para a implementação de
políticas públicas, promove o desenvolvimento de mercados, a defesa dos consumidores e a segurança de
todos os cidadãos.
Normalização

A ABNT

Endereço: Av. Treze de Maio, 13, 28ª andar - Centro - RJ - 20031-901


Telefone (21) 3974-2300
E-mail: abnt@abnt.org.br
Página: www.abnt.org.br
Pesquisa catalogo de normas: http://www.abntdigital.com.br
Normalização

Como elaborar uma norma?


Normalização

Normas para projetos e instalações elétricas

ABNT NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão;

ABNT NBR 14039 - Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV;

ABNT NBR 5444 - Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais;

ABNT NBR 5984 – Norma geral de desenho técnico;

ABNT NBR 5413 - Iluminância de interiores – Procedimento;

ABNT NBR IEC 60050 (826):1997 - Vocabulário eletrotécnico internacional - Capítulo


826: Instalações elétricas em edificações

.
.
.
Conceitos fundamentais para instalações elétricas

Circuito Elétrico – É conjunto de corpos, componentes ou meios no qual é possível que haja corrente
elétrica.

Sistema Elétrico – É um ou conjunto de circuitos inter-relacionados constituídos para determinada


finalidade. É formado, essencialmente, por componentes elétricos que conduzem ou podem corrente.

Instalação Elétrica – Inclui componentes que não conduzem corrente, mas que são essenciais ao seu
funcionamento, tais como condutos, caixas e estruturas de suporte. Enfim, uma instalação elétrica é um
sistema elétrico físico, ou seja, é o conjunto de componentes elétricos associados e coordenados entre
si, composto para um fim específico.

Componente – É um termo empregado para designar itens que, dependendo do contexto, podem ser
materiais, acessórios, dispositivos, instrumentos, equipamentos( de geração, distribuição, transformação,
armazenamento ), máquinas, conjuntos, ou mesmo segmentos ou partes da instalação. Assim, um
eletroduto e um conjunto de condutores isolados, são componentes de uma linha elétrica, uma vez que
esta é constituída de condutores isolados contidos em eletroduto.
Conceitos fundamentais para instalações elétricas

Equipamento Elétrico – É uma unidade funcional completa e distinta que exerce uma ou mais funções
elétricas relacionadas com geração, transmissão, distribuição e utilização de energia, tal como
máquinas, transformadores, dispositivos elétricos, aparelhos de medição e controle. De outra forma, o
equipamento elétrico visa converter a energia elétrica noutra energia diretamente utilizável( química,
mecânica, sonora, luminosa, etc ).

Aparelho Elétrico – É usado para designar equipamentos de medição e alguns de utilização. Como
exemplo cita-se os eletrodomésticos, eletroprofissionais( máquina de escrever, computador,
eletromédicos, ect ) e de iluminação.

Linha Elétrica – É conjunto constituído por um ou mais condutores, com os elementos de fixação ou
suporte e, se for o caso, de proteção mecânica, destinado a transportar energia elétrica ou a transmitir
sinais elétricos.

Dispositivo Elétrico – É um equipamento integrante de um circuito elétrico cujo objetivo é


desempenhar uma ou mais funções de manobra, proteção e controle. É importante observar que um
dispositivo elétrico pode, por sua vez, ser parte integrante de uma unidade maior. Normalmente o
termo é utilizado para designar um componente que consome um mínimo de energia elétrica no exercício
de sua função.
Conceitos fundamentais para instalações elétricas

Carga Elétrica – Pode ser o conjunto de valores das grandezas elétricas( e mecânicas, no caso de
máquinas ) que caracterizam as solicitações impostas a um equipamento elétrico ou equipamento que
absorve potência ativa.

Potência Instalada – É soma das potências nominais dos equipamentos de utilização de uma instalação.

Falta Elétrica – É o contato ou arco acidental entre partes com potenciais diferentes, bem como de
uma ou mais dessas partes para terra, em um sistema ou equipamento energizado. As faltas são
geralmente causadas por falha de isolamento entre as partes, e a impedância entre elas pode ser baixa
ou desprezível, quando então é denominada falta direta. Quando uma das partes envolvidas é a terra,
tem-se a falta para terra.

Sobrecorrente – É uma corrente que excede o valor nominal, que, no caso dos condutores elétricos, é a
capacidade de condução de corrente. Esta pode ser de sobrecarga ou de falta.

Corrente de Fuga – É uma corrente muito pequena que percorre um caminho não previsto. Em
particular, a corrente de fuga de uma instalação ou de parte dela é a corrente que, na ausência de falta,
flui através do dielétrico do material isolante dos condutores, ou, em caso de rede de distribuição de
energia elétrica, flui sobre as saias dos isoladores, por exemplo.
Formas de onda de tensão

Corrente Contínua

É caracterizada pelo fluxo de elétrons em apenas uma direção, como é polarizada, os elétrons
sempre seguem o caminho do pólo negativo para o positivo e isso a torna muito eficaz para pilhas e
baterias. Diferente da corrente alternada, a corrente contínua não funciona com transformadores
para modificar sua voltagem.

Corrente Contínua Constante Corrente Contínua Pulsante


Formas de onda de tensão

Corrente Alternada

Essa corrente não tem uma direção única, ela é bi-direcional, por isso não trabalha com pólos
positivo e negativo. Ela não age de maneira constante por causa da troca de direção feita pelos
elétrons, logo a representação gráfica da voltagem pelo tempo é semelhante ao gráfico de seno,
com pontos altos e baixos. Para uma transmissão mais eficiente é necessário mais voltagem e para
isso é preciso recorrer aos transformadores, com o aumento dessa tensão quase não há perdas
durante a transmissão, o que faz dela muito eficiente para grandes distâncias.

Corrente Alternada
Formas de onda de tensão

CC X CA
Formas de onda de tensão

CC X CA

A principal vantagem da corrente alternada em relação à corrente contínua é a facilidade de


transformar sem grandes perdas de energia a tensão e a intensidade da corrente, de modo que ela
possa ser transmitida em longas distâncias ou em distâncias menores como usuários domésticos.
Em contrapartida, a corrente alternada tem como desvantagem a segurança. Por conduzir altas
voltagens em suas fiações, qualquer contato com uma voltagem alta poderia ser fatal.
As correntes contínuas têm como vantagem a segurança, por possuírem pouca voltagem o contato
torna-se menos perigoso o que gera maior segurança.
Como desvantagem a corrente contínua desperdiça muita energia em seu caminho, por isso ela é
utilizada apenas em distâncias pequenas, ela pode ser fornecida por pilhas e baterias entre outros.
Formas de onda de tensão

Aplicações

Para a corrente alternada, um dos mais práticos exemplos de uso é o recebimento da corrente
alternada por transformadores. A energia é gerada em usinas, e enviada através de linhas de
transmissão como corrente alternada, que permite a transmissão dessa energia por longas
distâncias. Ao chegar ao transformador, ela tem sua tensão reduzida, em geral para algo entre
127 ou 220 volts, e assim é enviada para as casas. Um dos principais motivos para essa redução é
impedir acidentes graves com choques elétricos fatais em residências.
Já a corrente contínua (tipo de tensão em que o fluxo de cargas elétricas vai do potencial mais
alto para o potencial mais baixo) por sua vez é utilizada geralmente em aplicações que se faz
necessária o uso de baixa tensão, em especial em aplicações que usam baterias, e que, alias, são
também um dos exemplos mais comuns para o uso de corrente contínua. Esse tipo de tensão é
comumente usado em circuitos eletrônicos, a corrente flui apenas quando o circuito está fechado,
porém, deixa de funcionar caso o mesmo esteja aberto.
Formas de onda de tensão

A guerra das Correntes

A Guerra das Correntes é um episódio na história da Física, tendo ocorrido nas últimas décadas do
século XIX. Mais do que uma batalha para se escolher o tipo de corrente elétrica a ser usada para
distribuição de eletricidade, foi uma digladiação envolvendo três dos mais importantes cientistas
que a humanidade já viu: Thomas Edison (defendendo a corrente contínua) de um lado, contra Nikola
Tesla e George Westinghouse do outro (representando a corrente alternada).
Por um grande tempo, acreditou-se que a corrente contínua defendida por Thomas Edison era o
método mais adequado. Porém, com as proposições mostrada por Tesla, tal feito só seria realizado
com a construção de diversas usinas a cada 2 ou 4 quilômetros de distância das cidades, além de que
seria necessário uma quantidade maior de fios para manter a voltagem.
Com a adoção da corrente alternada de Tesla, foi possível cobrir maiores distâncias sem perder a
voltagem, com uma menor quantidade de fios, distribuindo energia de uma forma mais simples e
barata. Pode-se dizer que esta história tem origem quando Tesla começou a trabalhar na empresa de
Edison, na França. Tesla cumpriu a promessa proposta pelo inventor a de, caso conseguisse melhorar
a capacidade dos dínamos em 25%, seria recompensado com cinquenta mil dólares. Edison, por sua
vez, temendo perder sua vantagem comercial, não cumpriu a promessa, e acabou difamando as ideias
de Tesla, realizando campanhas contra a utilização da corrente alternada.
Formas de onda de tensão

A guerra das Correntes

Após diversas competições envolvendo a aceitação pelo melhor tipo de corrente, como a invenção
da cadeira elétrica feita por Thomas Edison, Tesla realizou uma parceria com o engenheiro George
Westinghouse para promover a corrente alternada. A aceitação das empresas pela corrente de
Tesla foi unanime ao realizar o feito de utilizar das Cataratas do Niágara, junto com sua corrente
alternada, para gerar uma grande fonte energética capaz de abastecer as usinas de Buffalo. Assim,
Tesla conseguiu vencer o monopólio dominado por Edison, e a maioria das empresas passaram a
adotar a corrente alternada.
Mesmo possuindo diferentes personalidades e ideologias, é imprescindível afirmar que ambos os
inventores contribuíram fortemente para a sociedade atual com suas invenções revolucionárias, de
modo a continuarem a serem utilizadas até hoje para abastecer a população.
Formas de onda de tensão

Valor Médio

O valor médio é denominado componente CC de uma forma de onda e representa o valor que um
voltímetro ou amperímetro de corrente contínua mediriam para a onda. O valor médio é a média
aritmética dos valores instantâneos, calculada no intervalo de tempo de um período. Para isso,
determina-se a área formada entre a curva e o eixo dos tempos e divide-se esta área pelo período. Imd
é a corrente média ou componente CC forma de onda. A tensão média Vmd pode ser determinada pelo
mesmo processo.
Formas de onda de tensão

Valor Médio

Em se tratando de correntes senoidais, o valor médio em um período é zero, porque a área


positiva é igual a área negativa. Porém, em alguns casos pode ser útil conhecer o valor médio para
meio período.
Formas de onda de tensão

Valor Médio

Exemplo:
Formas de onda de tensão

Valor Médio

Exemplo:
Formas de onda de tensão

Valor Médio

Exemplo:
Formas de onda de tensão

Valor Eficaz

O valor eficaz de uma forma de onda está relacionado com a potência dissipada num resistor pela
passagem da corrente alternada por ele. Supondo-se que por um resistor circule corrente alternada com
valor médio igual a zero, haverá dissipação de potência porque circula corrente por ele (geração de calor
por efeito Joule), não importando o sentido desta corrente. Portanto, o valor médio não é adequado para
cálculo de potência em corrente alternada. Para isto criou-se o conceito de valor eficaz.
Uma corrente alternada possui um valor eficaz I quando produz a mesma quantidade de calor por
efeito Joule em um resistor como a que é produzida por uma corrente contínua de intensidade I no
mesmo resistor, em um intervalo de tempo de um período
Formas de onda de tensão

Valor Eficaz

Considerem-se dois circuitos de iguais resistências elétricas R=100Ω, porém, um percorrido por
corrente contínua, de intensidade 1A, e o outro percorrido por uma corrente alternada senoidal de valor
máximo desconhecido.
Formas de onda de tensão

Valor Eficaz

Exemplo:

Uma tensão senoidal de 60Hz e 311V de pico é aplicada a um chuveiro de 11Ω. Pede-se:

a) A tensão contínua que deve ser aplicada ao chuveiro para que o aquecimento da água
permaneça o mesmo que em C.A..
b) Calcular a potência média dissipada na resistência do chuveiro.
Formas de onda de tensão

Valor Eficaz

Exemplo:
Formas de onda de tensão

Valor Eficaz

Exemplo:
Formas de onda de tensão

Constatações:

O valor eficaz é também conhecido como valor RMS ( Root Mean Square ), ou valor médio

quadrático;

Os instrumentos comuns de medição em corrente alternada ( voltímetros, amperímetros e

multímetros ) fornecem valores eficazes somente para sinais senoidais;

Os valores de tensão e corrente indicados nos equipamentos de corrente alternada

(transformadores, geradores, motores, lâmpadas, chuveiros, etc) são os valores eficazes.

Já a potência indicada nos equipamentos de aquecimento resistivo (fornos e chuveiros)

corresponde a potência média;

Para medir o valor eficaz de uma forma de onda não perfeitamente senoidal deverá ser

utilizado um equipamento mais sofisticado, como o TRUE RMS o qual é capaz de fazer a

integração da forma de onda;

Para uma forma de onda contínua constante o valor eficaz é igual ao valor médio.
Fator de Potência

Potência ativa: Potência que efetivamente realiza trabalho gerando calor, luz, movimento,
etc. Esta é medida em kW.

Potência Reativa: Potência usada apenas para criar e manter os campos


eletromagnéticos e elétricos. Esta é medida em kVAr.

Potência Aparente: Potência composta pela soma vetorial da potência ativa com a
potência ativa. Esta é medida em kVA.
Fator de Potência

O fator de potência é um índice adimensional que indica a representatividade da


energia ativa perante a energia total (aparente) absorvida por um equipamento (ou
uma instalação), ou ainda, a razão entre a potência ativa e a potência aparente. Ele
indica a eficiência do uso da energia e tem seus valores compreendidos entre
0(zero) e 1(um).
Com caráter indutivo ou capacitivo este pode ser definido recorrendo-se ao
conhecido “triângulo de potências”.
Fator de Potência

O FP ou cosø varia conforme o tipo de carga:

• Carga Resistiva – Igual 1;

• Carga Indutiva – Entre 0 e 1(Atrasado);

• Carga Capacitica – Entre 0 e 1 (Adiantado);


Fator de Potência
Fator de Potência

Visando a otimização do consumo racional de energia elétrica gerada no país, a

Agencia Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, estabelece no Art. 64. através da

Resolução n.º 456 de 29 de Novembro de 2000 juntamente com novos ajustes da

Resolução n.º 90 de 27 de Março de 2001, que o fator de potência terá um limite

mínimo permitido, para as instalações elétricas das unidades consumidoras, o valor de

fp = 0,92 (indutivo ou capacitivo).


Fator de Potência

Causas de um Baixo Fator de Potência

Motores de indução trabalhando a vazio;

Motores superdimensionados para sua necessidade de trabalho;

Transformadores trabalhando a vazio ou com pouca carga;

Reatores de baixo fator de potência no sistema de iluminação;

Equipamentos que trabalham com tensão elevada baseados na geração de campos

magnético;

Reatores de sistemas de iluminação de descarga sem correção individual;

Capacitores em excesso ou sem operar.


Fator de Potência

Consequências de um Baixo Fator de Potência

Acréscimo na conta de energia elétrica por estar operando com baixo fator de potência;

Limitação da capacidade dos transformadores de alimentação;

Quedas e flutuações de tensão nos circuitos de distribuição;

Sobrecarga nos equipamentos de manobra, limitando sua vida útil;

Aumento das perdas elétricas na linha de distribuição pelo efeito Joule;

Necessidade de aumento do diâmetro dos condutores;

Necessidade de aumento da capacidade dos equipamentos de manobra e de proteção.


Fator de Potência

Como Melhorar Fator de Potência?

Aumento do consumo de energia ativa;

Utilização de motores síncronos superexcitados;

Utilização de capacitores.
Fator de Potência

Correção de Fator de Potência


Fator de Potência

Correção de Fator de Potência

VAr
Q Cap. Q
Ind. Ind.
P

P
Fator de Potência

Correção de Fator de Potência


Fator de Potência

Correção de Fator de Potência

S= Potência Aparente ( VA )

Q = Potência Reativa ( VAR )

P = Potência Ativa ( Watts )

Relações no triângulo de potência

P = VI1 . cos o1 ( ângulo total )

P = VI2 . cos o2 ( ângulo do triângulo interno de cor amarela)

Q1 = VI1 sen o1

Q2 = VI2 sen o2
Fator de Potência

Correção de Fator de Potência

S= Potência Aparente ( VA )

Q = Potência Reativa ( VAR )

P = Potência Ativa ( Watts )

Reativos dos capacitores de correção


Fator de Potência

Correção de Fator de Potência


Tabela do Fator de Multiplicação
Fator de potência final – FP 2
FP 1 0,8 0,82 0,84 0,86 0,88 0,9 0,92 0,94
0,3 2,430 2,482 2,534 2,586 2,640 2,695 2,754 2,817
0,32 2,211 2,263 2,315 2,367 2,421 2,476 2,535 2,598
0,34 2,016 2,068 2,120 2,173 2,226 2,282 2,340 2,403
0,36 1,842 1,894 1,946 1,998 2,052 2,107 2,166 2,229
0,38 1,684 1,736 1,788 1,841 1,894 1,950 2,008 2,071
0,4 1,541 1,593 1,645 1,698 1,752 1,807 1,865 1,928
0,42 1,411 1,463 1,515 1,567 1,621 1,676 1,735 1,798
0,44 1,291 1,343 1,395 1,448 1,501 1,557 1,615 1,678
0,46 1,180 1,232 1,284 1,337 1,391 1,446 1,504 1,567
0,48 1,078 1,130 1,182 1,234 1,288 1,343 1,402 1,465
0,5 0,982 1,034 1,086 1,139 1,192 1,248 1,306 1,369
0,52 0,893 0,945 0,997 1,049 1,103 1,158 1,217 1,280
0,54 0,809 0,861 0,913 0,965 1,019 1,074 1,133 1,196
0,56 0,729 0,781 0,834 0,886 0,940 0,995 1,053 1,116
0,58 0,655 0,707 0,759 0,811 0,865 0,920 0,979 1,042
0,6 0,583 0,635 0,687 0,740 0,794 0,849 0,907 0,970
0,62 0,515 0,567 0,620 0,672 0,726 0,781 0,839 0,903
0,64 0,451 0,503 0,555 0,607 0,661 0,716 0,775 0,838
0,66 0,388 0,440 0,492 0,545 0,599 0,654 0,712 0,775
0,68 0,328 0,380 0,432 0,485 0,539 0,594 0,652 0,715
0,7 0,270 0,322 0,374 0,427 0,480 0,536 0,594 0,657
0,72 0,214 0,266 0,318 0,370 0,424 0,480 0,538 0,601
0,74 0,159 0,211 0,263 0,316 0,369 0,425 0,483 0,546
0,76 0,105 0,157 0,209 0,262 0,315 0,371 0,429 0,492
0,78 0,052 0,104 0,156 0,209 0,263 0,318 0,376 0,439
0,8 0,000 0,052 0,104 0,157 0,210 0,266 0,324 0,387
0,82 0,000 0,052 0,105 0,158 0,214 0,272 0,335
0,84 0,000 0,053 0,106 0,162 0,220 0,283
0,86 0,000 0,054 0,109 0,167 0,230
0,88 0,000 0,055 0,114 0,177
0,9 0,000 0,058 0,121
0,92 0,000 0,063
0,94 0,000
Fator de Potência

Correção de Fator de Potência

S= Potência Aparente ( VA )

Q = Potência Reativa ( VAR )

P = Potência Ativa ( Watts )

Capacitância do capacitor
Fator de Potência

Exemplo

Suponhamos que uma instalação de 80 kW tinha um fator de potência cosϕ1 = 0,8


e queiramos corrigi-lo para cosϕ2 = 0,9. Qual a potência reativa em kvar a ser
ligada a esta instalação para obter o resultado desejado?
Fator de Potência

Exemplo
Fator de Potência

Harmônicos no fator de potência

Nas últimas décadas, os progressos da eletrônica de potência têm proporcionado


uma verdadeira revolução na indústria e também no segmento comercial, trazendo
uma série de vantagens no que se refere às possibilidades de refinamento nos
automatismos, ao controle fino, à precisão e à produtividade.
Por outro lado, tais sistemas têm sido alguns dos principais responsáveis pela
poluição elétrica” nas redes internas dos usuários, gerando um grande contingente de
problemas especialmente no âmbito da qualidade da energia. Nesse contexto, em uma
instalação elétrica os capacitores estáticos tornam-se vítimas em potencial quando
surgem distorções harmônicas na corrente e na tensão, distúrbios geralmente
produzidos pela operação de cargas não lineares (equipamentos baseados na
eletrônica de potência, equipamentos que operam por meio da produção de arcos
elétricos e dispositivos ferromagnéticos).
Fator de Potência

Harmônicos no fator de potência

Efeitos das harmônicas

Esforços térmicos nos capacitores

Ressonância entre os capacitores e indutores

Sobretensão e sobrecorrente nos sistema


Fator de Potência

Harmônicos no fator de potência

Fator de potência e cosø


Fator de Potência

Onde corrigir

Correção na entrada da energia de média tensão;

Correção na entrada da energia de baixa tensão;

Correção localizada;

Correção mista: no ponto de vista ¨Conservação de Energia¨.


Projeto de Instalações Elétricas

O conceito de Projeto

Projetar, no sentido mais geral do termo, é apresentar soluções possíveis de serem


implementadas para a resolução de determinados problemas. Para o projetista, a solução procurada
visa atender a uma necessidade, um resultado desejado, um objetivo. Assim, por exemplo, "definir
de que forma a energia elétrica será conduzida da rede de distribuição até os pontos de utilização
em um determinado edifício", abrangendo todos os aspectos envolvidos, é o enunciado geral do
problema que será o objeto do estudo.
O projeto é, portanto, uma mediação entre duas situações ou dois estados. É importante ter em
mente que a solução não é única. Frequentemente, existirão diversas alternativas de soluções
possíveis. O projetista deverá examiná-las, avaliar as possibilidades de cada uma delas, e
finalmente inclinar-se por aquela que julgar a mais adequada. Nem sempre esta escolha é tranqüila,
isto é, direta e inquestionável. A maioria das vezes ela envolve aspectos contraditórios, pois
estarão sob o julgamento pessoal do projetista, as mediações entre o atendimento indispensável às
normas técnicas, à segurança das instalações e dos usuários, à operacionalidade, à racionalidade, e
aos aspectos econômicos envolvidos na questão. Projetar pressupõe capacidade de criação, para
elaborar as soluções possíveis dentro de um determinado contexto, e capacidade de discernimento,
para compará-las e selecioná-las.
Projeto de Instalações Elétricas

O conceito de Projeto
Projeto de Instalações Elétricas
O conceito de Projeto em instalações elétricas
É a previsão escrita da instalação, com todos os seus detalhes, localização dos pontos de
utilização da energia elétrica, comandos, trajeto dos condutores, divisão em circuitos, seção dos
condutores, dispositivos de manobra, carga de cada circuito, carga total, etc. Ou seja, projetar
uma instalação elétrica de um edifício consiste basicamente em:
- Quantificar, determinar os tipos e localizar os pontos de utilização de energia elétrica;
- Dimensionar, definir o tipo e o caminhamento dos condutores e condutos;
- Dimensionar, definir o tipo e a localização dos dispositivos de proteção, de comando,
de medição de energia elétrica e demais acessórios.
O objetivo de um projeto de instalações elétricas é garantir a transferência de energia desde
uma fonte, em geral a rede de distribuição da concessionária ou geradores particulares, até os
pontos de utilização (pontos de luz, tomadas, motores, etc). Para que isto se faça de maneira
segura e eficaz é necessário que o projeto seja elaborado, observando as prescrições das diversas
normas técnicas aplicáveis.
O projeto de instalações elétricas pode ser dividido em categorias:
a) Residencial (único e coletivo);
b) Comercial;
c) Industrial.
Projeto de Instalações Elétricas

Partes componentes

ART;
Carta de solicitação de aprovação à concessionária;
Memorial descritivo;
Memorial de cálculo (cálculo da demanda, dimensionamento dos condutores, dimensionamento
dos condutos, dimensionamento das proteções);
Plantas (planta de situação, planta de pavimentos);
Esquemas verticais (prumadas);
Quadros (quadros de distribuição de cargas, diagramas multifilares ou unifilares);
Detalhes (entrada de serviço, caixa seccionadora, centros de medição, caixas de passagem,
aterramentos, outros);
Convenções;
Especificações;
Lista de materiais.
Simbologia gráfica

A fim de facilitar a execução do projeto e a identificação dos diversos pontos de utilização,


lança-se mão de símbolos gráficos.
Os símbolos gráficos utilizados nos projetos de instalações elétricas são padronizados pela ABNT
– Associação Brasileira de Normas Técnicas, através das seguintes normas:

• NBR-5444: símbolos gráficos para instalações prediais;


• NBR-5446: símbolos gráficos de relacionamento usados na confecção de esquemas;
• NBR-5453: sinais e símbolos para eletricidade;
Simbologia gráfica
Simbologia gráfica
Simbologia gráfica
Simbologia gráfica
Simbologia gráfica
Simbologia gráfica

Itens da NBR-5444
3 Condições gerais

3.1 A planta de instalações deve ser executada sobre um desenho em vegetal transparente, levando em
consideração as recomendações da NBR 5984. Esse desenho deve conter os detalhes de arquitetura e
estrutura para compatibilização com o projeto elétrico.
3.1.1 Basicamente deve ser usada uma matriz para a instalação de cada um dos seguintes sistemas:
a)luz e força; que dependendo da complexidade, podem ser divididos em dois sistemas distintos: teto e piso;
b)telefone: interno e externo;
c)sinalização, som, detecção, segurança, supervisão e controle e outros sistemas.
3.1.2 Em cada matriz deve ser localizados os aparelhos e seus dutos de distribuição, com todos os dados e
dimensões para perfeito esclarecimento do projeto. Sendo necessário devem ser feitos detalhes, de maneira
que não fique dúvida quanto à instalação a ser executada.
3.2 Eletrodutos de circuitos com importância, tensão e polaridade diferentes podem ser destacados por meio
de diferentes espessuras dos traços. Os diâmetros dos eletrodutos bem como todas as dimensões devem ser
dados em milímetros.
3.3 Aparelhos com potência ou importância diferentes podem ser destacados por símbolos de tamanhos
diferentes.
Simbologia gráfica

Itens da NBR-5444
4 Símbolos
4.1 A construção da simbologia desta Norma é baseada em figuras geométricas simples como enunciado em
4.1.1 a 4.1.4, para permitir uma representação adequada e coerente dos dispositivos elétricos. Esta Norma se
baseia na conceituação simbológica de quatro elementos geométricos básicos:
o traço, o círculo, o triângulo equilátero e o quadrado.
4.1.1 Traço
O seguimento de reta representa o eletroduto. Os diâmetros normalizados são segundo a NBR 5626,
convertidos em milímetros, usando-se a Tabela 1 a seguir:
Simbologia gráfica

Itens da NBR-5444
4 Símbolos
4.1.2 Círculo
Representa três funções básicas: o ponto de luz, o interruptor e a indicação de qualquer dispositivo embutido
no teto. O ponto de luz deve ter um diâmetro maior que o do interruptor para diferenciá-los. Um elemento
qualquer circundado indica que este localiza-se no teto. O ponto de luz na parede (arandela) também é
representado pelo círculo.

4.1.3 Triângulo equilátero


Representa tomadas em geral. Variações acrescentadas a ela indicam mudança de significado e função
(tomadas de luz e telefone, por exemplo), bem como modificações em seus níveis na instalação (baixa, média
e alta).

4.1.4 Quadrado
Representa qualquer tipo de elemento no piso ou conversor de energia (motor elétrico). De forma semelhante
ao círculo, envolvendo a figura, significa que o dispositivo localiza-se no piso.
Simbologia gráfica

Tabela de símbolos
Simbologia gráfica

Tabela de símbolos
Simbologia gráfica

Tabela de símbolos
Simbologia gráfica

Tabela de símbolos
Simbologia gráfica

Tabela de símbolos
Simbologia gráfica

Tabela de símbolos
Simbologia gráfica

Tabela de símbolos
Simbologia gráfica

Tabela de símbolos
Criação de circuitos

Um circuito é um conjunto de equipamentos e condutores, ligados ao mesmo dispositivo de proteção.


Estes podem ser de alimentação, distribuição e do tipo terminais.
Criação de circuitos
Criação de circuitos

Circuito de Alimentação e Distribuição Circuito Terminal


Criação de circuitos

Circuito Terminais
Criação de circuitos

Circuito Terminais
Criação de circuitos

Como ligar uma carga ?


Criação de circuitos

Como ligar uma carga ?


Criação de circuitos

Como ligar uma carga ?


Criação de circuitos

Como ligar uma carga ?


Criação de circuitos

Como ligar uma carga ?


Representação no diagrama unifilar
Representação no diagrama unifilar
Representação no diagrama unifilar
Representação no diagrama unifilar
Representação no diagrama unifilar
Representação no diagrama unifilar

Exercícios
Representação no diagrama unifilar

Exercícios
Representação no diagrama unifilar

Exercícios
Representação no diagrama unifilar

Exercícios
Representação no diagrama unifilar

Exercícios
Previsão de cargas

Iluminação

Os principais requisitos para o cálculo da iluminação são com a quantidade e qualidade da iluminação
de uma determinada área, quer seja de trabalho, lazer ou simples circulação.
Existem vários métodos para o cálculo da iluminação, os quais são:

Pelo método dos lúmens;


Pelo método das cavidades zonais;
Pelo método do ponto por ponto;
Pelos métodos dos fabricantes: PHILIPS, GE, etc;
Pela carga mínima exigida pela norma NBR – 5410.
Previsão de cargas

Iluminação
Previsão de cargas

Iluminação
A NBR 5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas externas em residências, ficando a
decisão por conta do projetista e do cliente;
Os valores apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de
dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas;
Para aparelhos fixos de iluminação a descarga (luminárias fluorescentes, por exemplo), a potência
a ser considerada deverá incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o fator de potência dos
equipamentos auxiliares (reatores).

Com os valores das potências da iluminação obtidos, em VA, procede-se da seguinte forma:
1. Transferem-se as potências calculadas para a planta baixa;
2. As potências calculadas acima são a mínima adotada, podendo, quando for o caso, ser arredondada
para maior, de modo que corresponda a lâmpadas com potências iguais;
3. Nas dependências, como cozinha, área de serviço, banheiros, garagens, etc., as lâmpadas
incandescentes podem ser substituídas pelas fluorescentes, observando as devidas equivalências com
relação ao fluxo luminoso, em lumens, (lm) entre elas.
4. Em ambientes com grandes dimensões, ou quando o ambiente é estreito e longo, é necessário a
instalação de mais de um ponto de iluminação, como é o caso da sala de estar e garagem.
Previsão de cargas

Iluminação
Previsão de cargas

Tomadas

Entende-se por ponto de tomada o local de conexão do equipamento à instalação elétrica, onde
haverá uma solicitação de corrente.
Neste sentido nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares, o
número de tomadas de uso geral deve ser fixado de acordo com o seguinte critério pré-
estabelecidos.
Previsão de cargas

Tomadas
Previsão de cargas

Tomadas – USO GERAL ( TUG )


Previsão de cargas

Tomadas – USO ESPECÍFICO ( TUE )


Previsão de cargas

Tomadas – USO ESPECÍFICO ( TUE )

Quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, deve ser a ele atribuída uma
potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das potências
nominais dos equipamentos a serem alimentados. Quando valores precisos não forem conhecidos,
a potência atribuída ao ponto de tomada deve seguir um dos dois seguintes critérios:
o potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a
alimentar, ou
o potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito respectivo.
Previsão de cargas

Tomadas – USO ESPECÍFICO ( TUE )


Previsão de cargas

Tomadas – USO ESPECÍFICO ( TUE )


Previsão de cargas

Tomadas
No caso de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos todas as

tomadas devem ser médias (1,30 m), e deve ser prevista pelo menos um tomada acima de cada bancada

(balcão);

Em diversas aplicações é recomendável prever uma quantidade de tomadas de uso geral maior do que o

mínimo calculado, evitando-se, assim, o emprego de extensões e benjamins (tês), que além de

desperdiçarem energia, podem comprometer a segurança da instalação;

Para efeito de cálculo as tomadas duplas e triplas são contadas em número e potência como uma só;

É recomendável ter como distância máxima entre tomadas deve ser de 1,50 m para cada lado (3 m);

No caso de varandas, quando não for possível a instalação de tomada no próprio local, esta deverá ser

instalada próxima ao seu acesso;

Em halls de escadaria, salas de manutenção e sala de localização de equipamentos tais como casas de

máquinas, salas de bombas, e locais análogos, deverá ser prevista no mínimo uma tomada.
Previsão de cargas

Tomadas
Todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou virtualmente dedicado,

equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve constituir um circuito independente.

Os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos

devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais.

Em locais de habitação, admite-se, como exceção à regra geral de 4.2.5.5, que pontos de tomada, exceto

aqueles indicados em 9.5.3.2, e pontos de iluminação possam ser alimentados por circuito comum, desde

que as seguintes condições sejam simultaneamente atendidas:

a) a corrente de projeto (IB) do circuito comum (iluminação mais tomadas) não deve ser superior a 16 A;

b) os pontos de iluminação não sejam alimentados, em sua totalidade, por um só circuito, caso esse

circuito seja comum (iluminação mais tomadas); e

c) os pontos de tomadas, já excluídos os indicados em 9.5.3.2, não sejam alimentados, em sua totalidade,

por um só circuito, caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas).
Previsão de cargas

Resumo
Previsão de cargas

Resumo
Previsão de cargas

Resumo
Previsão de cargas

Cargas especiais

Será necessário fazer a previsão das diversas cargas especiais que atendem aos sistemas de
utilidades dos edifícios. Podemos citar como exemplos os motores para elevadores, as bombas
para recalque d’água, bombas para drenagem de águas pluviais e esgotos, bombas para combate a
incêndio, sistemas de aquecimento central etc. Em geral, estas cargas são de uso comum, e
portanto chamadas cargas do condomínio.
A determinação da potência destas cargas depende de cada caso específico, e, geralmente, é
definida pelos fornecedores especializados dos diversos sistemas, cabendo ao projetista prever a
potência solicitada pelos mesmos.
Dimensionamento de condutores

Dimensionar os condutores de um circuito é determinar a seção padronizada (bitola) dos fios


deste circuito, de forma a garantir que a corrente calculada para ele possa circular pelos fios,
por um tempo ilimitado, sem que ocorra superaquecimento e que a queda de tensão seja mantida
dentro dos limites normalizados. Além disso, os condutores devem satisfazer às seguintes
condições:

Limite de temperatura, em função da capacidade de condução de corrente;


Limite de queda de tensão;
Capacidade dos dispositivos de proteção e contra sobrecarga;
Capacidade de condução de corrente de curto-circuito por tempo limitado.

Os condutores devem ser dimensionados pelos seguintes critérios:

Capacidade de condução de corrente (ampacidade);


Limite de queda de tensão.
Dimensionamento de condutores

Roteiro:

1. Determina-se as seções dos condutores conforme os critérios estabelecidos;


2. Posteriormente, quando do dimensionamento dos dispositivos de proteção, verifica-se a
capacidade dos condutores com relação às sobrecargas e curto-circuitos. É necessário haver
uma coordenação entre os diversos componentes de uma instalação. O tempo de atuação dos
dispositivos de proteção para eventuais sobrecargas e para os níveis presumidos de curto-
circuito deverá ser estabelecido de forma a garantir que as temperaturas admissíveis
estabelecidas em norma para os condutores anteriormente dimensionados não sejam
ultrapassadas;
3. Uma vez determinadas as seções dos condutores pelos critérios da Capacidade de Corrente
e do Limite de Queda de Tensão, adota-se como resultado a maior seção, e escolhe-se o
condutor padronizado comercialmente, cuja seção nominal seja igual ou superior à seção
calculada.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente

O critério da capacidade de condução de corrente visa, determinará a seção nominal dos


condutores Fase, Neutro e de Proteção (PE), sendo estes dois últimos obtidos em função do
condutores Fase.
A sua execução segue o seguinte roteiro:

1. Tipo de Isolação:
2. Maneira de Instalar;
3. Corrente Nominal ou Corrente de Projeto (Ip);
4. Número de Condutores Carregados;
5. Seleção da Bitola do Condutor.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Tipo de Isolação

Devemos inicialmente escolher o tipo de isolação dos condutores. O tipo de isolação determinará a
temperatura máxima a que os condutores poderão estar submetidos em regime contínuo, em sobrecarga ou
em condição de curto-circuito.
Os valores de temperatura para condutores com isolação em PVC – Cloreto de Polivinila, EPR – Borracha
Etileno Propileno e XLPE – Polietileno Reticulado estão definidos na Tabela abaixo, sendo os condutores
com isolação em PVC os mais comuns em Instalações Elétricas Residências e Prediais.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Maneira de Instalar

A maneira segundo a qual os condutores estarão instalados (em eletrodutos embutidos ou aparentes, em
canaletas ou bandejas, subterrâneos, diretamente enterrados ou ao ar livre, em cabos unipolares ou
multipolares, etc.) influenciará na capacidade de troca térmica entre os condutores e o ambiente, e em
conseqüência, na capacidade de condução de corrente elétrica dos mesmos.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Maneira de Instalar
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Corrente Nominal ou Corrente de Projeto ( Ip )
É a corrente do circuito, levando-se em consideração as características nominais do mesmo. Será calculada
por uma das equações a seguir:

a) Circuitos monofásicos (fase e neutro):


Onde:

Ip : corrente de projeto do circuito(A);


b) Circuitos bifásicos (2 fases): Pn : potência nominal do circuito(W);
v : tensão entre fase e neutro(V);
V : tensão entre fases(V);
cosφ : fator de potência;
c) Circuitos trifásicos (3 fases + neutro): η : rendimento, η = Ps / Pe ;

d) Circuitos trifásicos equilibrados (3 fases):


Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Número de Condutores Carregados
Considera-se condutor carregado aquele que efetivamente é percorrido pela corrente elétrica no
funcionamento normal do circuito. Neste caso, consideram-se os condutores fase e neutro. O condutor de
proteção equipotencial, PE, não é considerado condutor carregado.

Exemplo:
(F/N) – circuito monofásico a dois
condutores – 2 condutores
carregados.
(F/N/T) – circuito monofásico a
três condutores – 2 condutores
carregados.
(F/F) – circuito bifásico a dois
condutores – 2 condutores
carregados.
(F/F/T) – circuito bifásico a três
condutores – 2 condutores
carregados.
Os condutores PEN são considerados como condutores neutros. (F/F/N) – circuito bifásico a três
condutores – 3 condutores
carregados.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Seleção da Bitola do Condutor

Tendo-se definido os itens anteriores, isto é, o Tipo de Isolação dos Condutores, a Maneira de Instalar
do Circuito, a Corrente de Projeto, e o Número de Condutores Carregados do Circuito, deve-se verificar
nas tabelas seguintes qual será a bitola do condutor.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Exemplo

(1) Dimensionar os condutores para um circuito terminal (F-F) de um chuveiro elétrico, dados: Pn = 4500
W; V = 220 V; condutores de isolação PVC; eletroduto de PVC embutido em alvenaria; temperatura
ambiente de 30 ºC.

Solução:

1. Tipo de isolação: PVC


2. Maneira de instalar: B5
3. Corrente de projeto: Ip = 4500/220x1x1 => 20,45 A
4. Número de condutores carregados: 2
Entrando com estes dados na coluna B, 2 c.c., da Tabela,
teremos o valor de 24A (por excesso) que corresponde
ao condutor de cobre de bitola 2,5 mm2.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Exemplo
(2) Dimensionar os condutores para um circuito alimentador trifásico equilibrado de um quadro de
distribuição de uma instalação de iluminação industrial, dados: Pn = 36000 W (iluminação fluorescente); V =
220 V; f. p. = 0,90 e rendimento de 0,92; condutores com isolação de polietileno reticulado; condutores
unipolares instalados em canaleta fechada; temperatura ambiente de 30 ºC.

Solução:

1. Tipo de isolação: XLPE


2. Maneira de instalar: D3
3. Corrente de projeto:

4. Número de condutores carregados: 3


Entrando com estes dados na coluna D, 3 c.c., da Tabela,
teremos o valor de 122 A (por excesso) que corresponde
ao condutor de cobre de bitola 35 mm2.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Fatores de Correção

Ao efetuarmos o dimensionamento dos condutores, será necessário aplicar fatores de correção, de


forma a adequar cada caso específico às condições para as quais foram elaboradas as tabelas de
capacidade de condução de corrente. São, basicamente, duas as correções a fazer, correspondendo a cada
uma delas um fator de correção:

1. Fator de Correção de Temperatura FCT

2. Fator de Correção de Agrupamento FCA


Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Fatores de Correção

Fator de Correção de Temperatura FCT: Aplicável para temperaturas ambientes diferentes de 30 ºC


para cabos não enterrados e diferentes de 20 ºC (temperatura do solo) para cabos enterrados.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Fatores de Correção

Fator de Correção de Temperatura FCA: Aplicável para circuitos que estejam instalados em conjunto
com outros circuitos em um mesmo eletroduto, calha, bloco alveolado, bandeja, agrupados sobre uma
superfície, ou ainda para cabos em eletrodutos enterrados, ou cabos diretamente enterrados no solo.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Fatores de Correção

Corrente Corrigida: É um valor fictício da corrente do circuito, obtida pela aplicação dos
fatores de correção FCT e FCA à corrente de projeto. Como o valor da corrente corrigida
calculado pela expressão abaixo, entramos nas tabelas de dimensionamento para determinar a
bitola do condutor.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Fatores de Correção
Exemplo:

(1) Consideremos, agora, que o circuito terminal do chuveiro do exemplo anterior, esteja instalado em um
eletroduto, no qual, em certo trecho, também contenha mais três circuitos monofásicos (F-N). Determine
qual será a nova bitola do condutor do circuito que alimenta o chuveiro

Solução:

1. Tipo de isolação: PVC


2. Maneira de instalar: B5
3. Corrente de projeto:
FCT = 1,00
FCA: Neste caso, temos quatro circuitos com dois
condutores carregados um (8/2 = 4). Pela Tabela 2.19, para quatro
circuitos contidos em eletroduto,´FCA = 0,65.
Corrente corrigida: 20,45/1,00*0,65 = 31,46 A
4. Número de condutores carregados: 2
Na coluna B, 2 c.c., da Tabela 2.14, teremos o valor de 32 A (por
excesso) que corresponde ao condutor de cobre de bitola 4 mm2.
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Fatores de Correção
Exemplo:

(2) Tomemos, agora, o circuito alimentador do exemplo 2 do item anterior. Consideremos que a
temperatura ambiente seja de 35 ºC e que na mesma calha estejam passando outros circuitos, conforme
ilustrado na figura abaixo. Determine a nova seção do alimentador do exemplo anterior.

Solução:

1. Tipo de isolação: XLPE


2. Maneira de instalar: D3
3. Corrente de projeto:
FCT: Pela Tabela 2.18, XLPE com 35 ºC e encontramos FCT = 0,96.
FCA: ao todo teremos 16 condutores carregados ( 16/3 = 5,33 circuitos )
com três condutores carregados (os PE não são considerados). Pela tabela
tem-se FCA = 0,60.
Corrente corrigida: 114,10/0,96*0,60 = 191,21 A
4. Número de condutores carregados: 3
Na coluna D, 3 c.c., da Tabela 2.15, teremos o valor de 211 A (por excesso)
que corresponde ao condutor de cobre de bitola 95 mm2.
Dimensionamento de condutores

Critério da seção mínima

Condutor Fase
Dimensionamento de condutores

Critério da capacidade de condução de corrente


Condutor Neutro

Condutor de Proteção
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão

A queda de tensão provocada pela passagem de corrente elétrica nos condutores dos circuitos de
uma instalação deve estar dentro de determinados limites máximos, a fim de não prejudicar o
funcionamento dos equipamentos de utilização ligados aos circuitos terminais.
Os efeitos de uma queda de tensão acentuada nos circuitos alimentadores e terminais de uma
instalação levarão os equipamentos a receber em seus terminais, uma tensão inferior aos valores
nominais. Isto é prejudicial ao desempenho dos equipamentos, que além de não funcionarem
satisfatoriamente (redução de iluminância em circuitos de iluminação, redução de torque ou
impossibilidade de partida de motores etc.) poderão ter sua vida útil reduzida.
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão

O roteiro descrito a seguir, determinará a seção nominal dos condutores Fase. O condutor
Neutro e o condutor de Proteção (PE) serão determinados em função dos condutores fase.
A sua execução segue o seguinte roteiro:

1. Dados necessários;
• Maneira de instalar do circuito;
• Material do eletroduto (magnético ou não-magnético);
• Tipo do circuito (monofásico ou trifásico);
• Corrente de projeto em ampères;
• Fator de potência médio do circuito;
• Comprimento do circuito em quilômetros;
• Tipo de isolação do condutor;
• Tensão do circuito em volts;
• Queda de tensão admissível.
2. Cálculo da Queda de Tensão Unitária;
3. Escolha do Condutor.
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão

Cálculo da Queda de Tensão Unitária

A queda de tensão unitária, em volts/ampère*km, do circuito é calculada pela expressão:

Notas:
1. O processo de cálculo indicado acima é usado para circuitos de distribuição e para circuitos
terminais que servem a uma única carga, sendo l o comprimento do circuito, desde a origem até
a carga (ou ao quadro de distribuição).
2. Em circuitos com várias cargas distribuídas, tem-se que calcular a queda de tensão trecho a
trecho, ou aplicar o Método Simplificado Watts*metros, conforme veremos adiante.
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Escolha do Condutor
Com o valor da queda de tensão unitária calculado, entramos em uma das tabelas de queda de
tensão para condutores que apresente as condições de instalação indicadas, e nesta encontramos
o valor cuja queda de tensão seja igual ou imediatamente inferior à queda calculada, encontrando
daí a bitola nominal do condutor correspondente.
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Exemplo:

Consideremos que o circuito terminal do chuveiro do exemplo 1 do item anterior tenha um comprimento
de 15 metros (distância do Quadro de Distribuição do apartamento à tomada de ligação do chuveiro).
Dimensione o circuito.

Solução:
a) Maneira de instalar: eletroduto embutido em alvenaria;
b) Eletroduto: PVC (não-magnético);
c) Circuito: bifásico;
d) Corrente de projeto: Ip = 4500/220.1.1 => 20,45 A;
e) Fator de potência: 1,0;
f) Comprimento do circuito: l = 15m => 0,015 km;
g) Tipo de isolação do condutor: PVC (não-magnético)
h) Tensão do circuito: 220 V
i) Queda de tensão admissível: 2 % (ver Tabela 2.24);
j) Queda de tensão unitária: DVunit = 0,02 . 220 /20,45 .
0,015 => 14,34 V/A.km
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Exemplo:

Consideremos que o circuito terminal do chuveiro do exemplo 1 do item anterior tenha um comprimento
de 15 metros (distância do Quadro de Distribuição do apartamento à tomada de ligação do chuveiro).
Dimensione o circuito.
Solução:
Com este valor, entre na Tabela 2.25, eletroduto PVC, circuito.
monofásico, fator de potência 0,95, e encontraremos o valor de
10,6 V/A.km, imediatamente inferior ao calculado, que
determina a bitola do condutor de cobre de 4 mm2.

Conclusão:
OBS: Caso encontrem-se
Dimensionamento do condutor fase pela capacidade de
valores diferentes entre os
corrente: 4 mm2.
critérios, adota-se sempre a
Dimensionamento do condutor fase pela queda de tensão: 4
maior seção nominal.
mm2.
Condutor de proteção adotado: 4 mm2 (determinado a partir
da seção nominal do condutor fase, conforme Tabela 2.12).
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Exemplo:

Consideremos agora que o circuito alimentador do exemplo 2 do item anterior tenha um comprimento de
60 metros (distância do Quadro de Medição ao QL-101) e que a calha seja de perfis metálicos.
Dimensione o circuito.

Solução:
1. Maneira de instalar: calha fechada;
2. Material: magnético;
3. Tipo do circuito: trifásico;
4. Corrente de projeto: Ip = 114,10;
5. Fator de potência: f.p. = 0,90;
6. Comprimento do circuito: l = 60 m = 0,06 km;
7. Tensão do circuito: 220 V;
8. Isolação do condutor: EPR;
9. Queda de tensão admissível: 2 %;
10. Queda de tensão unitária: 0,02 . 220 / 114,10 . 0,06 => 0,64
V/A.km
11. Número de condutores carregados: 3
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Exemplo:

Consideremos agora que o circuito alimentador do exemplo 2 do item anterior tenha um comprimento de
60 metros (distância do Quadro de Medição ao QL-101) e que a calha seja de perfis metálicos.
Dimensione o circuito.

Solução:
Com este valor entramos na Tabela 2.26 e encontramos o valor de 0,62
V/A.km (imediatamente inferior ao calculado), que leva ao condutor de cobre
bitola nominal de 70 mm2.

Conclusão:
Dimensionamento do condutor fase pela capacidade de corrente: 95 mm2.
Dimensionamento do condutor fase pela queda de tensão: 70 mm2.
Condutor fase adotado: 95 mm2 (adota-se o maior valor).
Condutor neutro adotado: 50 mm2 (o condutor neutro é dimensionado a
partir do condutor fase, conforme a tabela Tabela 2.11).
Condutor de proteção adotado: 50 mm2 (o condutor de proteção é
dimensionado a partir do condutor fase, conforme tabela Tabela 2.12).
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Método dos Watts x Metros ( Momento elétrico )

Podemos utilizar um método simplificado para calcular a queda de tensão em circuitos com pequenas
cargas. Este método pode ser aplicado a circuitos terminais de instalações de casas e apartamentos, nos
quais temos diversas cargas (lâmpadas e tomadas) distribuídas ao longo dos mesmos.
O método tem por base o emprego das Tabelas Watts*metros referentes respectivamente às tensões de
110 V e 220 V. O valor, Σ(P(Watts).l(metros)) representa o somatório do produto entre a potência da
carga P, em Watts, e a distância l, em metros, da carga ao quadro que alimenta a mesma.
Este método considera apenas a resistência ôhmica dos condutores, não considerando a reatância
indutiva, que também influi na queda de tensão. Também parte do princípio de que a corrente elétrica
distribui-se de forma homogênea pelo condutor, o que não ocorre na realidade, devido ao efeito pelicular,
criado pelo campo magnético gerado pela própria corrente elétrica que passa pelo condutor. Como
consequência do efeito pelicular, a densidade de corrente é maior na periferia do condutor. Para
condutores com diâmetros relativamente pequenos, a reatância indutiva e o efeito pelicular têm influência
limitada e este método produz uma aproximação aceitável.
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Método dos Watts x Metros ( Momento elétrico )

Podemos utilizar um método simplificado para calcular a queda de tensão em circuitos com pequenas
cargas. Este método pode ser aplicado a circuitos terminais de instalações de casas e apartamentos, nos
quais temos diversas cargas (lâmpadas e tomadas) distribuídas ao longo dos mesmos.
O método tem por base o emprego das Tabelas Watts*metros referentes respectivamente às tensões de
110 V e 220 V. O valor, Σ(P(Watts).l(metros)) representa o somatório do produto entre a potência da
carga P, em Watts, e a distância l, em metros, da carga ao quadro que alimenta a mesma.
Este método considera apenas a resistência ôhmica dos condutores, não considerando a reatância
indutiva, que também influi na queda de tensão. Também parte do princípio de que a corrente elétrica
distribui-se de forma homogênea pelo condutor, o que não ocorre na realidade, devido ao efeito pelicular,
criado pelo campo magnético gerado pela própria corrente elétrica que passa pelo condutor. Como
consequência do efeito pelicular, a densidade de corrente é maior na periferia do condutor. Para
condutores com diâmetros relativamente pequenos, a reatância indutiva e o efeito pelicular têm influência
limitada e este método produz uma aproximação aceitável.
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Método dos Watts x Metros ( Momento elétrico )
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Método dos Watts x Metros ( Momento elétrico )
Exemplo:

Dimensionar o circuito terminal de um apartamento, cujas cargas estão representadas na figura a


seguir. A instalação é em eletroduto de PVC embutido em alvenaria; temperatura ambiente de 30 ºC;
isolação de PVC; tensão de 127 V.

Solução A: (Critério Simplificado Watts.metros)


a) Critério de Capacidade de corrente:
Ip = 2000W/127V = 15,7 A (FCT e FCA = 1,00);
Pela Tabela 2.14 =>1,5 mm2. Usaremos 2,5 mm2 para circuitos de
tomadas, conforme a NBR-5410.
b) Critério da Queda de Tensão (Watts.metro):
Σ(P(Watts).l(metros))= 600.8 + 600.11 + 600.15 + 100.18 + 100.20 =
24200 W.m.
Utilizando a Tabela 2.27, para e = 110 V e a coluna % de queda de
tensão 2% (circuito terminal), teremos condutor de 4 mm2.
c) Conclusão:
Será adotado para fase, neutro e proteção o condutor de 4 mm2.
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Método dos Watts x Metros ( Momento elétrico )
Exemplo:

Dimensionar o circuito terminal de um apartamento, cujas cargas estão representadas na figura a


seguir. A instalação é em eletroduto de PVC embutido em alvenaria; temperatura ambiente de 30 ºC;
isolação de PVC; tensão de 127 V.

Solução B: (Critério trecho a trecho)


a) Critério de Capacidade de corrente:
Mesma solução anterior: 2,5 mm2.
b) Critério da Queda de Tensão:
Maneira de instalar: eletroduto de PVC embutido em
alvenaria;
Material: não-magnético;
Condutor calculado pela capacidade de condução de corrente:
2,5 mm2.
Fator de potência: 0,80 (considera-se para eletrodomésticos);
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Método dos Watts x Metros ( Momento elétrico )
Exemplo:

Dimensionar o circuito terminal de um apartamento, cujas cargas estão representadas na figura a


seguir. A instalação é em eletroduto de PVC embutido em alvenaria; temperatura ambiente de 30 ºC;
isolação de PVC; tensão de 127 V.

Solução B: (Critério trecho a trecho)


Queda de tensão unitária: valor da Tabela 2.25 para condutor
de 2,5 mm2: 14,3 V/A.km( Adotou-se 14 )
Queda por trecho:
OA: 14 . 15,74 . 0,008 = 1,78 Volts Observação: como este valor é maior que os
AB: 14 . 11,02 . 0,003 = 0,46 Volts 2% estabelecidos como limite máximo, então
BC: 14 . 6,30 . 0,004 = 0,35 Volts teremos que calcular as quedas por trecho,
CD: 14 . 1,58 . 0,003 = 0,07 Volts considerando o condutor de bitola
DE: 14 . 0,79. 0,002 = 0,03 Volts imediatamente superior.
Queda acumulada: 2,67 Volts
Queda Total (percentual) do circuito:
Dimensionamento de condutores

Critério do limite de queda de tensão


Método dos Watts x Metros ( Momento elétrico )
Exemplo:

Dimensionar o circuito terminal de um apartamento, cujas cargas estão representadas na figura a


seguir. A instalação é em eletroduto de PVC embutido em alvenaria; temperatura ambiente de 30 ºC;
isolação de PVC; tensão de 127 V.

Solução B: (Critério trecho a trecho)


Queda de tensão unitária: valor da Tabela 2.25 para condutor
de 4 mm2: 8,96 V/A.km ( Adotou-se 9 )
Queda por trecho:
OA: 9 . 15,74 . 0,008 = 1,13 Volts
AB: 9 . 11,02 . 0,003 = 0,30 Volts Observação: Como este valor é menor

BC: 9 . 6,30 . 0,004 = 0,23 Volts que os 2% estabelecidos como limite

CD: 9 . 1,58 . 0,003 = 0,04 Volts máximo, então será adotado o condutor

DE: 9 . 0,79. 0,002 = 0,02 Volts de 4 mm2.

Queda acumulada: 1,72 Volts


Queda Total (percentual) do circuito:
Dimensionamento de eletrodutos

O componente de uma instalação que propicia um meio envoltório, ou invólucro, aos condutores
elétricos é chamado conduto. Dentre os diversos tipos de condutos, destacam-se os eletrodutos,
como aqueles que têm maior aplicação nas instalações elétricas, sobretudo, podemos encontrar
outros tipos de condutos, tais como calhas, bandejas metálicas, prateleiras, blocos alveolados,
canaletas, etc.
Os eletrodutos têm as seguintes funções numa instalação elétrica:
• Propiciar aos condutores proteção mecânica;
• Propiciar aos condutores proteção contra ataques do meio ambiente, sobretudo contra
corrosão ou ataques químicos oriundos de ações da atmosfera ou agentes agressivos
dispersos no meio ambiente (sais, ácidos, gases, óleos, etc.);
• Fornecer ao meio uma proteção contra os perigos de incêndio resultantes de eventuais
superaquecimentos dos condutores ou arcos voltaicos;
• Proporcionar aos condutores um envoltório metálico aterrado (no caso de eletrodutos
metálicos), a fim de evitar perigos de choque elétrico.
Dimensionamento de eletrodutos
Dimensionamento de eletrodutos

Classificação
A) Quanto ao material:
• Não metálicos: PVC, plástico com fibra de vidro, polipropileno, polietileno de alta densidade e
fibrocimento;
• Metálicos: aço carbono galvanizado ou esmaltado, alumínio e flexíveis de cobre espiralado.
B) Quanto à flexibilidade:
• Rígidos;
• Flexíveis.
C) Quanto à forma de conexão:
• Roscáveis;
• Soldáveis.
D) Quanto à espessura da parede:
• Leve;
• Semipesado;
• Pesado.
Dimensionamento de eletrodutos

Instalação

Os eletrodutos, calhas e blocos alveolados podem conter condutores de mais de um circuito, nos
seguintes casos:
1. Quando as três condições seguintes forem simultaneamente atendidas:
- Os circuitos pertençam à mesma instalação, isto é, originem-se do mesmo dispositivo geral de
manobra e proteção, sem a interposição de equipamentos que transformem a corrente elétrica;
- As seções nominais dos condutores fase estejam contidas em um intervalo de três valores
normalizados sucessivos;
- Os condutores isolados e os cabos isolados tenham a mesma temperatura máxima para serviço
contínuo.
2. No caso dos circuitos de força e de comando e ou sinalização de um mesmo equipamento:
- Nos eletrodutos, só devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares ou cabos
multipolares, admitindo-se a utilização de condutor nu em eletroduto isolante exclusivo, quando tal
condutor destinar-se a aterramento.
Dimensionamento de eletrodutos

Taxa máxima de ocupação

As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir


instalar e retirar facilmente os condutores ou cabos após a instalação dos eletrodutos e acessórios.
Desta forma, a taxa máxima de ocupação em relação à área de seção transversal dos eletrodutos
não deverá ser superior a:

53 % no caso de um condutor ou cabo;


31 % no caso de dois condutores ou cabos;
40 % no caso de três ou mais condutores ou cabos.
Dimensionamento de eletrodutos

Roteiro para dimensionamento

1. Determina-se a seção total ocupada pelos condutores, aplicando-se tabelas de fabricantes de


condutores e cabos (Tabela 2.29);
2. Determina-se o diâmetro externo nominal do eletroduto (mm), entrando-se nas tabelas de
fabricantes de eletrodutos (Tabela 2.30 e Tabela 2.31) com o valor encontrado no item ‘a’
anterior;
3. Caso os condutores instalados em um mesmo eletroduto sejam do mesmo tipo e tenham seções
nominais iguais, podem-se eliminar os itens ‘a’ e ‘b’, encontrando-se o diâmetro externo nominal
do eletroduto em função da quantidade e seção dos condutores, diretamente por tabelas
específicas (Tabela 2.32 e Tabela 2.33).
Dimensionamento de eletrodutos

Roteiro para dimensionamento


Dimensionamento de eletrodutos

Roteiro para dimensionamento


Dimensionamento de eletrodutos

Roteiro para dimensionamento


Dimensionamento de eletrodutos
Exemplo:

Dimensionar o trecho de eletroduto de PVC rígido roscável, mostrado na figura abaixo, no qual deverão
ser instalados os seguintes circuitos:
- Circuito 1: 2 # 4 mm2 T 4 mm2;
- Circuito 2: 3 # 6 mm2 (6 mm2) T 6 mm2;
- Circuito 3: 1 # 2,5 mm2 (2,5 mm2);

Solução:
a) Seção total ocupada pelos condutores:
Pela tabela 8.1 temos:
# 2,5 mm2: 9,1 mm2
# 4 mm2: 11,9 mm2
# 6 mm2: 15,2 mm2
Logo a área dos condutores vale 2 . 9,1 + 3 . 11,9 + 5 . 15,2 = 129, 9 mm2.
b) Diâmetro nominal do eletroduto. Entrando com o valor de 129,9 mm2 na tabela, coluna de 40 % de
ocupação, teremos o eletroduto de PVC de diâmetro nominal 25 mm2.
Fatores de Projetos Elétricos

Para a realizar um projeto elétrico, por vezes, é necessário a aplicação de alguns fatores de
projeto. Os mais utilizados são:

• Fator de Demanda;

• Fator de Carga;

• Fator de Perda;

• Fator de Simultaneidade;

• Fator de Utilização.
Fatores de Projetos Elétricos

Fator de Demanda

É a relação entre a demanda máxima (D.máx.) do sistema e a carga total conectada (P.inst.)
Fatores de Projetos Elétricos

Fator de Carga

É a razão entre a demanda média, durante um intervalo de tempo e a demanda máxima


registrada no mesmo período.
Fatores de Projetos Elétricos

Fator de Perdas

É a relação entre a perda de potência na demanda média e a perda de potência na demanda


máxima, ou seja, o fator perda de energia do sistema.
Fatores de Projetos Elétricos

Fator de Simultaneidade

É a relação entre a demanda máxima do grupo de aparelho pela soma das demandas individuais
dos aparelhos do mesmo grupo.
Fatores de Projetos Elétricos

Fator de Utilização

É o fator aplicado a potência nominal do aparelho para se obter a potência média absorvida pelo
mesmo nas condições de utilização.
Fatores de Projetos Elétricos

Demanda e Potência de Cargas

A potência e a demanda de cargas podem ser calculadas a partir das seguintes equações:

Potência da Carga (W): Demanda de Carga (VA):

Potência para motores (W): Demanda em Motores (VA):

Onde:

P= Potência em Watts Demanda para um conjunto de Motores Iguais (VA):


S= Potência Aparente em VA
V=Tensão do sistema em Volts
I= Corrente elétrica do sistema em Amper
Fp = cosϕ = Fator de potência
η = rendimento
Fu= Fator de Utilização
Fs= Fator de simultaneidade
Demanda para iluminação (VA):
Nm= número de equipamentos
= Quant. de pontos de Luminárias
Pl=Potência da Lâmpada
Pr=Potência do Reator
Fp= Fator de potência do reator
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:

Considere uma indústria representada pela figura que segue, sendo os motores do grupo 1 de 75CV, os
motores do grupo 2 de 30CV e os motores do grupo 3 de 50CV , a iluminação da administração e
subestação é composta por 50 lâmpadas incandescentes de 100W e a Fábrica de 160 lâmpadas
fluorescentes de 40W, o total de TUG é de 54 tomadas com 200VA cada. Determine as demandas dos
CCM1, CCM2 QDL e QDF e a potência necessária do transformador da Subestação, considere os motores
como IV pólos. O total de circuitos de Iluminação e tomadas no QDFL é de 25circuitos, sendo 9 circuitos
de tomadas e 10 circuitos de iluminação fluorescente e 5 circuitos de iluminação incandescente. O QDFL
está sendo alimentado pelo CCM1 e o CCM’s alimentados pelo QDG.
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:

Solução:
No quadro de Luz e Tomadas QDFL, temos:
• 160 Lâmpada fluorescentes de 40Wcom reator duplo (2x40)
• 50 lâmpadas incandescente de 100W.
• 54 Tomadas TUG de 200VA
Divisão dos circuitos para realizar o equilíbrio nas fases:
• Lâmpadas Fluorescentes = 10 circuitos
• Lâmpadas Incandescentes = 5 circuitos
• Tomadas monofásicas = 9 circuitos
Número de dispositivos por circuito:
• Fluorescentes = 16 lâmpadas fluorescentes por circuito
• Incandescentes = 10 lâmpadas incandescentes por circuito
• Tomadas = 6 tomadas por circuito
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:

Solução:
Determinando o número de circuitos reserva no QDFL:
• Pela tabela 59 da NBR 5410, temos 24 circuitos, logo:
• Número de circuitos reserva = 4
Determinado o valor da corrente dos circuitos reserva:

Por uma questão de escolha : utilizaremos 6 circuitos reserva.


(lembrando que o valor mínimo de circuitos reserva é 4)
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:

Solução:
Assim temos que a potência do QDFL será:
Adotando o FP
médio de 0.9

Realizando o fator de demanda para o QDFL conforme tabela do


Fator de Demanda para Iluminação e tomadas temos:
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:

Solução:
O cálculo do Fator de demanda para o QDFL é realizado para dimensionar o disjuntor geral do QDFL:

O valor comercial do disjuntor será: 50A


• Especificação pelo catálogo da Siemens : 5SX1 350-7
• Especificação pelo catálogo daWEG: MBW-C50-3
• Especificação dos disjuntores de 6A :
Siemens : 5SX1 106-7 WEG: MBW-C6
• Especificação dos disjuntores de 10A :
Siemens : 5SX1 110-7 WEG: MBW-C10
Todos os disjuntores pertencem a classe C (curva de disparo - C)
Fatores de Projetos Elétricos
Exemplo:
Proteção de Instalações

A NBR 5410 estabelece as prescrições fundamentais destinadas a garantir a segurança de pessoas, de


animais domésticos e de bens, contra os perigos e danos que possam resultar da utilização das instalações
elétricas em condições que possam ser previstas. Esta segurança pode ser obtida por meio de alguns
proteções, a saber:

• Proteção contra choques elétricos:


1. Proteção contra contatos diretos;
2. Proteção contra contatos indiretos.
• Proteção contra efeitos térmicos:
1. Proteção contra riscos de incêndio de materiais inflamáveis devido a temperaturas elevadas ou arcos
elétricos. Além disso, em condições normais, devem oferecer proteção contra queimaduras às
pessoas e aos animais domésticos.
• Proteção contra sobrecorrentes:
1. Proteção contra correntes de sobrecarga;
2. Proteção contra correntes de curto-circuito.
• Proteção contra sobretensões:
1. Sobretensões provenientes de descargas atmosféricas;
2. Sobretensões em consequência de manobras na instalação ou do sistema elétrico.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes

A NBR 5410 estabelece que os condutores vivos devem ser protegidos por um ou mais

dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e contra curtos-circuitos.

Estabelece também que as proteções contra os curtos-circuitos e contra as sobrecargas devem

ser devidamente coordenadas, de modo que a energia que o dispositivo de proteção contra curtos-

circuitos deixa passar, por ocasião de um curto, não seja superior à que pode suportar, sem danos,

o dispositivo de proteção contra sobrecargas.

Conforme a NBR 5410 devem ser previstos dispositivos de proteção para interromper toda

corrente de sobrecarga nos condutores dos circuitos antes que esta possa provocar um

aquecimento prejudicial à isolação, às ligações, aos terminais ou às vizinhanças das linhas.


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes

Usualmente para proteção de baixa tensão são utilizados os disjuntores termomagnéticos -


DTM. Eles oferecem proteção aos circuitos através de reles térmicos que atuam em presença de
sobrecorrentes moderadas e reles magnéticos para sobrecorrentes elevadas. Agem, portanto,
sob dois princípios de funcionamento.
O primeiro, uma proteção térmica, agindo pelo principio do bimetal, – duas laminas de metais
distintos com coeficientes de dilatação diferentes. Se houver uma corrente elétrica
ligeiramente acima da tolerância do disjuntor por um tempo significativo, as laminas metálicas
aquecem, curvam-se e desligam o circuito em poucos minutos.
O segundo principio e a atuação de uma grande sobrecorrente. Nesse caso, passa a agir uma
bobina magnética que desliga instantaneamente o disjuntor devido ao elevado campo magnético
trazido por esta elevada corrente.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes - Sobrecargas


Deve haver uma coordenação entre os condutores e o dispositivo de proteção, de forma a
satisfazer as duas condições seguintes:

Onde:
IB é a corrente de projeto do circuito;
IN é a corrente nominal do dispositivo de proteção;
IZ é a capacidade de condução de corrente dos condutores;
I2 é a corrente que assegura efetivamente a atuação do dispositivo de proteção; na prática, a
corrente I2 é considerada igual à corrente convencional de atuação para disjuntores.

Nota: A condição b é aplicável quando for possível assumir que a temperatura limite de
sobrecarga dos condutores não seja mantida por um tempo superior a 100 h durante 12 meses
consecutivos, ou por 500 h ao longo da vida útil do condutor. Quando isto não for ocorrer, a
condição b deve ser substituída por I2 ≤ IZ .
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes - Sobrecargas


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito

A NBR 5410 estabelece que devam ser previstos dispositivos de proteção para interromper toda
corrente de curto-circuito nos condutores dos circuitos, antes que os efeitos térmicos e
mecânicos dessa corrente possam tornar-se perigosos aos condutores e suas ligações.
As correntes presumidas de curto-circuito devem ser determinadas em todos os pontos da
instalação julgados necessários, nos quais serão aplicados os dispositivos de proteção.
Recomendações:
a. O dispositivo de proteção deve ter capacidade de ruptura compatível com a corrente de curto-
circuito presumida no ponto de sua instalação:

b. O dispositivo de proteção deve ser rápido o suficiente para que os condutores do circuito não
ultrapassem a temperatura limite:
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito

Para curtos-circuitos simétricos, ou assimétricos com duração inferior a 5 segundos, o tempo


limite de atuação do dispositivo de proteção pode ser calculado pela expressão:

Onde:
IR é a corrente de ruptura do dispositivo de proteção;
ICS é a corrente de curto-circuito no ponto da instalação do dispositivo;
TDD é o tempo de disparo do dispositivo de proteção para o valor de ICS;
T é o tempo limite de atuação do dispositivo de proteção, sem segundos;
S é a seção do condutor em mm2;
K é a constante relacionada ao material do condutor e da isolação do condutor, sendo:
K = 115 para condutores de cobre com isolação de PVC;
K = 135 para condutores de cobre com isolação EPR ou XLPE;
K = 74 para condutores de alumínio com isolação de PVC;
K = 87 para condutores de alumínio com isolação de EPR ou XLPE.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


No momento de uma falta para a terra, o valor da corrente de curto-circuito depende basicamente da
impedância existente entre a fonte e o ponto de falta.
É apresentado a seguir, um procedimento simplificado de cálculo que conduz a um resultado com boa
aproximação para curtos-circuitos em instalações elétricas prediais.
Neste procedimento, foram consideradas as seguintes hipóteses:
a. Desprezado o valor da impedância do sistema de energia da concessionária (a montante do
transformador), isto é, considerada infinita a capacidade do sistema. Em cálculos de maior precisão
(projetos industriais etc.), as concessionárias fornecem a capacidade de ruptura, em kA, ou a potência de
curto-circuito simétrico do sistema, em MVA, no ponto de entrega;
b. Desprezada a impedância do circuito de média tensão para a alimentação do transformador consumidor
(quando houver);
c. Desprezadas as impedâncias internas dos dispositivos de proteção e comando;
d. Considerado curto-circuito direto, desprezando-se a resistência de contato;
e. Considerado curto-circuito trifásico simétrico (condição mais desfavorável);
f. Desprezada a contribuição de motores ou geradores em funcionamento na ocasião da falta (em
instalações industriais, esta contribuição pode ser significativa em motores acima de 100 CV e tensão
superior a 600 V, que passam a funcionar como gerador no instante da falta, o que obviamente, não é o
caso de instalações prediais).
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


Exemplo:

Dimensionar o dispositivo de proteção para o circuito abaixo, a seguir, sabendo que o mesmo é constituído
de condutores unipolares de cobre com isolação de PVC, está instalado em eletroduto de PVC embutido
em alvenaria e que a corrente presumida de curto-circuito no ponto de instalação do referido dispositivo
de proteção é de 2 kA.

Solução:
1. Sobrecarga:
a) IB ≤ IN ≤ IZ
IB = 24 A; IZ = 32 A (ver tabela) =>24 <= IN <= 32 => IN = 25 A (condição atendida).

b) I2≤1,45. IZ

I2 = 1,35.IN =>I2 = 1,35.25 =>I2 = 33,75 A.


I2 ≤ 1,45. Iz =>33,75 <= 1,45.32 => 33,75 <= 46,4 (condição atendida).
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


Exemplo:

Dimensionar o dispositivo de proteção para o circuito abaixo, a seguir, sabendo que o mesmo é constituído
de condutores unipolares de cobre com isolação de PVC, está instalado em eletroduto de PVC embutido
em alvenaria e que a corrente presumida de curto-circuito no ponto de instalação do referido dispositivo
de proteção é de 2 kA.

2. Curto-circuito:
a) IR≥ ICS

Para resolver este problema necessitamos recorrer às tabelas de fabricantes, onde estarão indicadas
as características nominais e curvas de atuação dos dispositivos de proteção. Utilizando, como
exemplo, disjuntores termomagnéticos do fabricante Bticino, linha supertibra 5, vemos que o
disjuntor monopolar de corrente nominal 25 A, 110 ou 220 V, apresenta uma capacidade de
interrupção de 5 kA (ver Tabela 2.37).

Portanto: IR = 5 kA e Ics = 2 kA => 5 kA >= 2 kA (condição atendida)


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


Exemplo:

Dimensionar o dispositivo de proteção para o circuito abaixo, a seguir, sabendo que o mesmo é constituído
de condutores unipolares de cobre com isolação de PVC, está instalado em eletroduto de PVC embutido
em alvenaria e que a corrente presumida de curto-circuito no ponto de instalação do referido dispositivo
de proteção é de 2 kA.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


Exemplo:

Dimensionar o dispositivo de proteção para o circuito abaixo, a seguir, sabendo que o mesmo é constituído
de condutores unipolares de cobre com isolação de PVC, está instalado em eletroduto de PVC embutido
em alvenaria e que a corrente presumida de curto-circuito no ponto de instalação do referido dispositivo
de proteção é de 2 kA.

2. Curto-circuito:

b)

Consultando a curva característica do disjuntor supertibra (ver Fig. 2.34), observamos que para uma
corrente de curto-circuito presumida de valor igual a 2 kA, teremos:

ICS/IN = 2000/25 = 80 =>TDD = 0,02 segundos

Em seguida:

Conclusão: o disjuntor termomagnético monopolar de corrente nominal 25 A, tensão nominal 220


V, frequência 60 Hz e capacidade de ruptura 5 kA, da BTCINO atende satisfatoriamente à
proteção do circuito mostrado.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobrecorrentes – Curto-circuito


Exemplo:
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

O que é choque elétrico?

1 - Ao circular pelo corpo humano, ou de animais, a corrente elétrica produz um efeito


patofisiológico (conjunto de alterações funcionais) chamado choque elétrico que pode, muitas
vezes, provocar lesões graves, ou mesmo vítimas fatais.

2 - É a perturbação de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo humano ou


animal quando este é percorrido por uma corrente elétrica.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Tipos de choque elétrico


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Elementos do choque elétrico

Parte viva é a parte condutora, pertencente à instalação elétrica, que em condições normais, apresenta
ou pode apresentar diferencial de potencial elétrico em relação à terra. O potencial da terra é, por
convenção, considerado zero. Nas linhas elétricas utilizamos a terminologia condutor vivo.

Massa é o conjunto de partes metálicas não destinadas a conduzir corrente, eletricamente interligadas
e isoladas das partes vivas. É a parte da instalação que pode ser tocada facilmente, e que em condições
normais não apresenta diferença de potencial em relação à terra, porém, em casos de faltas ou defeitos,
a massa pode vir a transformar-se em parte viva. São considerados massa, as carcaças e invólucros
metálicos de equipamentos elétricos, os eletrodutos metálicos etc.

Elemento condutor estranho à instalação é o elemento que não faz parte da instalação, mas que nela
pode introduzir um potencial elétrico, normalmente o potencial de terra. São exemplos: estruturas
metálicas de construções, as tubulações metálicas de utilidades (água, ar condicionado, gás etc.) e as
paredes e pisos não isolantes. No caso dos choques elétricos, o corpo humano constitui um elemento
condutor estranho à instalação.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Efeitos da corrente elétrica no corpo humano

Tetanização;

Parada respiratória;

Queimadura;

Fibrilação ventricular.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Efeitos da corrente elétrica no corpo humano

• Zona 1 (≤ 0,5 mA) – Normalmente, nenhum efeito


perceptível.
• Zona 2 – Sente-se a passagem da corrente, mas
não se manifesta qualquer reação do corpo
humano.
• Zona 3 – Zona em que se manifesta o efeito de
agarramento: uma pessoa empunhando o elemento
causador do choque elétrico não consegue mais
largá-lo. Todavia, não há sequelas após interrupção
da corrente.
• Zona 4 – Probabilidade, crescente com a
intensidade e duração da corrente, de ocorrência
do efeito mais perigoso do choque elétrico, que é a
fibrilação ventricular.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico

A compreensão dos aspectos conceituais da proteção contra choques elétricos é ponto-chave para
o entendimento das regras pertinentes da NBR 5410.
Assim, a regra fundamental da proteção contra choques — indistintamente, para produtos e
instalações é que:
• Partes vivas perigosas não devem ser acessíveis;
• Partes condutivas acessíveis( massas ) não devem oferecer perigo, seja em condições
normais, seja em particular, em caso de alguma falha que as tornem acidentalmente vivas.
Da regra fundamental exposta conclui-se, portanto, que a proteção contra choques elétricos deve
ser garantida através de duas disposições protetoras, ou duas “linhas de defesa”, quais sejam:
Proteção básica - que assegura a proteção contra choques elétricos em condições normais, mas
que é suscetível de falhar, devendo essa possibilidade de falha ser levada em conta;
Proteção supletiva - que assegura a proteção contra choques elétricos em caso de falha da
proteção básica.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico

Isolação básica – Isolação aplicada às partes vivas, destinada a assegurar proteção básica contra
choques elétricos. Ela não inclui, necessariamente, a isolação utilizada exclusivamente para fins
funcionais.

Dupla isolação – Isolação compreendendo, ao mesmo tempo, uma isolação básica e uma isolação
suplementar.

Isolação reforçada – Isolação única, aplicada às partes vivas, que assegura um grau de proteção
contra choques elétricos equivalente ao da dupla isolação. A expressão “isolação única” não implica
que a isolação deva constituir uma peça homogênea. Ela pode comportar diversas camadas
impossíveis de serem ensaiadas isoladamente, como isolação básica ou como isolação suplementar.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico

Eqüipotencialização de proteção – Num equipamento, significa que as partes que compõem a massa
do equipamento (já que raramente a massa é uma peça única) devem constituir um conjunto
equipotencial, provido, ademais, de meios para conexão a um condutor de proteção externo. Note-se
que, por definição, compõem a massa do equipamento todas as partes condutivas (de material
condutor!) que podem ser tocadas e que não são normalmente vivas, mas que podem se tornar vivas
em caso de falta. Deve também ser integrada a esse conjunto equipotencial qualquer blindagem de
proteção, se existente.

Ligação equipotencial – É a eqüipotencialização de proteção aplicada à instalação elétrica (ou parte


desta) e a seu ambiente. Seu objetivo é evitar diferenças de potencial perigosas – entre massas e
entre massas e os chamados elementos condutivos estranhos à instalação.

Separação de proteção – Separação entre circuitos por uma proteção básica e uma proteção
supletiva, ou solução equivalente. Isso significa que o circuito protegido deve ser separado de outros
circuitos alguns meios.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico

Blindagem de proteção – Blindagem condutiva interposta entre as partes vivas perigosas de uma
instalação, sistema ou equipamento e a parte (da instalação, sistema ou equipamento) objeto da
proteção. A blindagem deve integrar a eqüipotencialização do equipamento ou instalação e, portanto,
deve dispor de, ou estar ligada a, meios de conexão ao condutor de proteção. Enfim, quando uma
separação de proteção é realizada por meio de blindagem de proteção , os condutores dos circuitos
a serem separados devem sê-lo, por exemplo, por uma blindagem metálica.

Separação básica – É a separação entre circuitos provi-da pela isolação básica.


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico

Ligação Equipotencial
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico

Dispositivo de seccionamento automático

A choques elétricos (contatos indiretos) por


seccionamento automático da alimentação, o artigo
5.1.3.1 da NBR 5410 diz que massas devem ser
ligadas a condutores de proteção, compondo uma
“rede de aterramento”, e que “um dispositivo de
proteção deve seccionar automaticamente a
alimentação do circuito por ele protegido sempre que
uma falta entre parte viva e massa der origem a uma
tensão de contato perigosa”.
Que dispositivo é este? Por Sobrecorrente ou
Corrente Diferencial-Residual?
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico


Uso do DR
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico


Uso do DR

A) Circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira ou chuveiro;

B) Circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;

C) Circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar
equipamentos no exterior;

D) Circuitos de tomadas de corrente de cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço,


garagens e, no geral, de todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a lavagens;

Admite-se que sejam excluídos, na alínea a), os circuitos que alimentem aparelhos de iluminação
posicionados a uma altura igual ou superior a 2,50 m; e, na alínea d), as tomadas de corrente
claramente destinadas a alimentar refrigeradores e congeladores e que não fiquem diretamente
acessíveis.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Proteção contra choque elétrico


Uso do DR

A. Podem ser instalados dispositivos DR na proteção geral da instalação e/ou nas proteções
individuais de circuitos terminais;
B. Quando tivermos dispositivos DR na proteção geral e nos circuitos terminais, deverá ser
feita uma coordenação buscando a seletividade da atuação. O dispositivo de maior
sensibilidade de atuação ( I∆N ≤ 30mA ) deverá ser instalado no circuito terminal e o de maior
sensibilidade no circuito de distribuição, obedecidos os limites fixados em norma;
C. Recomenda-se o uso de dispositivos DR de alta sensibilidade, como medida adicional na
proteção contra contatos diretos;
D. Utilização de DR’s de alta sensibilidade na proteção de aquecedores elétricos de locais
contendo banheira ou chuveiro;
E. Utilização de DR’s de alta sensibilidade ( I∆N ≤ 30mA ) na proteção de circuitos em
eletrodutos metálicos embutidos em áreas de piscinas.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Dispositivos de proteção a corrente Diferencial-Residual

A NBR5410 utiliza utiliza a expressão “dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual”


ou, abreviadamente, “dispositivos DR”, para se referir, genericamente, à proteção diferencial-
residual — qualquer que seja a forma que ela venha a assumir.
De fato, o “dispositivo” de que fala a norma pode ter várias “caras”. Assim, na prática a proteção
diferencial-residual pode ser realizada através de:
i.Interruptores diferenciais-residuais;
ii.Disjuntores com proteção diferencial-residual incorporada;
iii.Tomadas com interruptor DR incorporado;
iv.Blocos diferenciais acopláveis a disjuntores em caixa moldada ou a disjuntores modulares
(minidisjuntores);
v.Peças avulsas (relé DR e transformador de corrente toroidal), que são associadas ao disparador de
um disjuntor ou a um contator; ou, ainda, associadas apenas a um elemento de sinalização e/ou
alarme, se eventualmente for apenas este, e não um desligamento, o objetivo pretendido com a
detecção diferencial-residual.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Dispositivos de proteção a corrente Diferencial-Residual


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Dispositivos de proteção a corrente Diferencial-Residual

Principio de funcionamento
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Choque Elétrico

Dispositivos de proteção a corrente Diferencial-Residual

Como classificar?

Modo de funcionamento (dependente ou não de fonte auxiliar);

Tipo de montagem ou instalação (fixo/para uso móvel);

Número de pólos (unipolar, bipolar, etc.);

Sensibilidade (baixa/alta);

Se incorporam ou não proteção contra sobrecorrentes;

Se a sensibilidade pode ser ou não alterada (relés ajustáveis/não ajustáveis);

Atuação (instantânea/temporizada);

Tipos de corrente de falta detectáveis.


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

O que é sobretensão?

É um pulso ou uma onda de tensão que se sobrepõe à tensão nominal da rede. Esta pertuba os
equipamentos e produz radiação eletromagnética. Além disso, a duração da sobretensão provoca um
pico de energia nos circuitos elétricos, o qual pode destruir equipamentos.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

O que é sobretensão?

Os sistemas elétricos estão sujeitos a sobretensões tanto de origem externa ao sistema, como são
as sobretensões provocadas por descargas atmosféricas, quanto de origem interna, que são aquelas
originadas por uma manobra ou ocorrência na própria rede elétrica.
As sobretensões de origem atmosférica resultam da incidência direta de uma descarga atmosférica
ou através de um processo indireto por acoplamento ou indução nos condutores. Estas sobretensões
se propagam pelas por eles podem alcançar os equipamentos de uma instalação, dependendo de uma
série de fatores. Um aspecto marcante destas sobretensões é a sua duração (da ordem de
microssegundos), a qual, associada à velocidade de propagação, faz com que sobretensões de
magnitudes diversas apareçam nos diferentes pontos.
Já as sobretensões de origem interna resultam de alguma alteração na condição operativa do
sistema. Esta alteração pode envolver a abertura ou fechamento de alguma chave (secionadora ou
disjuntor), ou então uma ocorrência no sistema (curto-circuito, rejeição de carga, etc...).
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Tipos de sobretensão?

Sobretensão temporária;

Sobretensão de manobra;

Sobretensão de atmosférica.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão?

A proteção contra sobretensão numa instalação elétrica é feita através da adoção de um Sistema
de Proteção contra Descargas Atmosféricas – SPDA. Este pode ser dividido em dois outros
sistemas: i)Aqueles para proteção externa e ii)Aqueles para proteção interna.
O Sistema externo de proteção é utilizado para evitar os incêndios e as degradações que poderão
ser ocasionadas por um impacto direto da descarga atmosférica sobre a edificação (para-raio, gaiola
de Faraday).
O Sistema interno de proteção é utilizado para proteger a instalações elétrica e os equipamentos
eletroeletrônicos contra a incidência indireta da descarga atmosférica, isto é, tensões induzidas,
normalmente com o uso dos Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) . Vale lembrar que tal
dispositivo não protege contra sobretensões temporárias, somente transitórias. A função do DPS é
escoar a sobretensão causada pela descarga atmosférica e limitar a sobretensão a um valor que não
seja perigoso para a instalação elétrica e equipamentos.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

O SPDA externo é descrito pelas normas NBR-5419 e IEC-61024-1 para proteger as edificações
contra efeitos diretos dos raios. Entretanto, não evita danos elétricos aos equipamentos
instalados no interior da edificação. A função do para-raios é transferir o potencial do solo para a
parte superior, capturar e conduzir a corrente ao eletrodo de terra, que dependendo do volume de
material metálico e área dissipará a maior parte desta energia.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo


Composição de um SPDA externo

Subsistema Captor
Tem a função de receber os raios, reduzindo ao mínimo a probabilidade da estrutura ser atingida
diretamente por eles. Deve ter capacidade térmica e mecânica para suportar o calor gerado no ponto de
impacto, bem como os esforços eletromagnéticos resultantes. A corrosão pelos agentes atmosféricos
também deve ser levada em conta no dimensionamento, de acordo com o nível de poluição e o tipo de poluente
da região.
Subsistema de Descida ou Baixada
Tem a função de conduzir a corrente do raio recebida pelos captores até o aterramento, reduzindo ao mínimo
a probabilidade de descargas laterais e de campos eletromagnéticos perigosos no interior da estrutura.
Subsistema de Aterramento
Tem a função de dispersar no solo a corrente recebida dos condutores de descida, reduzindo ao mínimo a
probabilidade de tensões de toque e de passo perigosas; deve ter capacidade térmica suficiente para
suportar o aquecimento produzido pela passagem da corrente e, principalmente, deve resistir à corrosão
pelos agentes agressivos encontrados em diversos tipos de solos.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Composição de um SPDA externo


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Tipos de captores e modelos de proteção

Captor tipo Franklin - Oferece um volume abrangido por um cone, tendo como vértice o ponto mais
alto do captor e a geratriz forma um ângulo com o eixo vertical. Este ângulo é escolhido de acordo
com o grau de proteção desejado;

Captor tipo Gaiola de Faraday - É formado por um fio captor que percorre toda a extensão da
instalação, envolvendo-a completamente;

Modelo Eletrogeométrico - Também chamado de Método da Esfera Rolante - Este modelo é


recomendado para o caso de estruturas de grande altura ou de formas arquitetônicas complexas. É
baseado no mecanismo de formação das descargas atmosféricas. O modelo se baseia no fato dos
raios atingirem preferencialmente as quinas das edificações.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Tipos de captores e modelos de proteção

Tipo Franklin
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Tipos de captores e modelos de proteção

Gaiola de Faraday
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Tipos de captores e modelos de proteção

Modelo Eletrogeométrico
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Mapa de curvas isoceráunicas no Brasil


Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Aspectos gerais do uso do SPDA externo

B.1.1 Estruturas especiais com riscos inerentes de explosão, tais como aquelas contendo gases ou
líquidos inflamáveis, requerem geralmente o mais alto nível de proteção contra descargas
atmosféricas;

B.1.2 Para os demais tipos de estrutura, deve ser inicialmente determinado se um SPDA é, ou não,
exigido. Em muitos casos, a necessidade de proteção é evidente, por exemplo: a) locais de grande
afluência de público; b) locais que prestam serviços públicos essenciais; c) áreas com alta
densidade de descargas atmosféricas; d) estruturas isoladas, ou com altura superior a 25 m; e)
estruturas de valor histórico ou cultural.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Aspectos gerais do uso do SPDA externo

B.1.3 Este anexo apresenta um método para determinar se um SPDA é, ou não, exigido, e qual o
nível de proteção aplicável. No entanto, alguns fatores não podem ser avaliados e podem
sobrepujar todas as demais considerações. Por exemplo, o fato de que não deve haver qualquer
risco de vida evitável, ou de que os ocupantes de uma estrutura devem se sentir sempre seguros,
pode determinar a necessidade de um SPDA, mesmo nos casos em que a proteção seria
normalmente dispensável. Nestas circunstâncias, deve recomendar-se uma avaliação que
considere o risco de exposição (isto é, o risco de a estrutura ser atingida pelo raio), e ainda os
seguintes fatores:
a) o tipo de ocupação da estrutura;
b) a natureza de sua construção;
c) o valor de seu conteúdo, ou os efeitos indiretos;
d) a localização da estrutura;
e) a altura da estrutura.
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA externo

Método de seleção do nível de proteção

Avaliação do risco de exposição;

Freqüência admissível de danos;

Avaliação geral de risco;

Interpretação dos resultados.


Proteção de Instalações

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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

O que é um DPS?

O DPS ou Dispositivo Protetor contra Surto é o dispositivo preconizado pela norma ABNT 5410 e
5419 para proteger as instalações elétricas e os equipamentos eletroeletrônicos contra surtos,
sobretensões ou transientes diretos ou indiretos, independentemente da origem, se por descargas
atmosféricas ou por manobras da concessionária.
Os Dispositivos de Proteção contra Surtos são equipamentos capazes de permanecer invisíveis aos
circuitos quando em regime normal e atuar rapidamente abrindo um caminho de baixa impedância
assim que for detectada uma sobretensão.
Proteção de Instalações

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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

O que é um DPS?
Proteção de Instalações

Roteiro para Dimensionamento Contra Sobretensões

Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Como funciona um DPS?

Sistema sem presença de surto

Sistema com presença de surto


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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Arranjo elétrico de um DPS


Proteção de Instalações

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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Tipos de DPS

Por comutação ou disparo. Neste caso, o elemento principal é o centelhador. Existem também modelos a

tiristor;

Por limitação. É a tecnologia mais popular: varistor ou diodos zener (ou tranzorb);

De tipo combinado. É obtido através da ligação dos dois primeiros em série ou em paralelo.
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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação

Nível I - Equipamentos de TI;


Nível II - Eletrodomésticos e
ferramentas portáteis;
Nível III - Componentes da
instalação: fiação, disjuntores e
quadros;
Nível IV - Componentes da entrada
da instalação: medidor de energia,
dispositivos de seccionamento,
quadros.
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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Classes de DPS

Classe I: os DPS Classe I permitem eliminar os efeitos diretos causados pelas descargas atmosféricas. O
DPS Classe I é instalado obrigatoriamente quando a edificação está protegida por um Sistema de Proteção
contra Descargas Atmosféricas (SPDA), conhecido como para-raios. Os ensaios do DPS Classe I são
realizados com uma corrente de choque impulsional (limp) de forma de onda 10/350 µs. Ele deve ser
instalado com um dispositivo de desconexão a montante (tipo disjuntor), cuja capacidade de interrupção
deve ser no mínimo igual à corrente máxima de curto-circuito presumida no ponto da instalação.

Classe II: os DPS Classe II são destinados a proteger os equipamentos elétricos contra sobretensões
induzidas ou conduzidas (efeitos indiretos) causados pelas descargas atmosféricas. Os ensaios do DPS
Classe II são efetuados com corrente máxima de descarga (Imáx) de forma de onda 8/20 µs. Ele pode ser
instalado sozinho ou em cascata com um DPS Classe I ou com outro DPS Classe II; também deve ser
instalado com um dispositivo de desconexão a montante (tipo disjuntor), cuja capacidade de interrupção
deve ser no mínimo igual à corrente máxima de curto- circuito presumida no local da instalação.

Classe I+II: Os DPS Classes I + II asseguram a proteção contra os efeitos diretos e indiretos causados
pelas descargas atmosféricas, no mesmo produto.

Classe III: os DPS Classe III são destinados à proteção fina de equipamentos situados a mais de 30 m do
DPS de cabeceira. O DPS Classe III é testado com uma forma de onda de corrente combinada 1,2/50 µs e
8/20 µs.
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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Aspectos gerais do uso do DPS

No Item 5.4.2.1.1 da NBR5410, define que a proteção contra sobretensões transitórias


devem ser providas nos seguintes casos:

Instalação em situação AQ2, ou seja, instalações com alimentação por rede total ou
parcialmente aérea (risco indireto) e mais de 25 dias de trovoada/ano, ou;
Instalação em situação AQ3, ou seja, partes da instalação situada no exterior (risco direto)

NOTA: É admitido o não emprego de proteção se as consequências dessa omissão, do ponto de


vista material, constituir um risco calculado e assumido. Contudo, nos casos de risco direto ou
indireto à segurança e à saúde, não se pode omitir a proteção. O item 5.4.2.1.2 define que a
proteção deve ser feita por:

Dispositivo de Proteção Contra Surto (DPS), ou;


Outro método que garanta as mesmas condições se aplicado um DPS.

No item 5.4.2.2 da NBR5410 prevê que linhas de sinais (telefone/dados/vídeo e outros)


devem ter DPS na entrada e/ou saída, conforme item 6.3.5.3.
Proteção de Instalações

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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Aspectos gerais do uso do DPS


Quanto à localização do DPS o item 6.3.5.2, da NBR5410/04, estabelece os seguintes critérios
para a instalação dos DPS:
• Para proteção contra sobretensões de manobra e/ou de origem atmosférica (raio) pela linha
externa de alimentação, então, os DPS devem ser instalados junto ao ponto de entrada da
edificação, ou no quadro de distribuição principal, localizado o mais próximo possível do ponto de
entrada; ou
• Para proteção contra sobretensões originadas por descarga atmosférica direta sobre a
edificação ou proximidades (Área Equivalente - Ae), os DPS devem estar instalados no ponto de
entrada da linha na edificação.

Notas:
• Para edificações de uso individual (casa) existentes, com atendimento em baixa tensão, o DPS
pode ficar junto à caixa de medição, desde que a barra PE usada para conexão dos DPS seja
interligada ao BEP, conforme item 6.4.2.1, sendo que, a caixa de medição não deve estar a mais
de 10m do ponto de entrada;
• DPS adicionais para proteção de equipamentos sensíveis (TI) podem ser instalados, desde que
haja coordenação a montante e jusante;
• DPS não instalados em quadros de distribuição (isto é, incorporados à tomadas) devem ter suas
presença indicadas por meio de etiquetas ou similar, na origem ou o mais próximo possível da
origem do circuito no qual se encontra inserido.
Proteção de Instalações

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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Disposição de um DPS
Proteção de Instalações

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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Como selecionar um DPS?

Tensão Nominal(Un);

Nível de Proteção (Up):;

Máxima Tensão de Operação Contínua(Uc);

Corrente Nominal de Descarga(In);

Corrente de Impulso(Iimp);

Corrente de Curto-circuito(Ik);

Posicionamento do Dispositivo de Proteção do DPS;

Esquema de aterramento.
Proteção de Instalações

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Proteção contra sobretensão – SPDA interno

Como selecionar um DPS?


Proteção de Instalações

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Proteção contra sobretensão

Leis, Normas Técnicas e Recomendações Aplicáveis aos SPDA e DPS

NBR 14306 – Proteção elétrica e compatibilidade eletromagnética em redes internas de


telecomunicações em edificações;
NBR 15749 - Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo em
sistemas de aterramento;
NBR 15751 - Sistemas de aterramento de subestações – Requisitos;
NBR 13571 - Haste de aterramento aço-cobreada e acessórios – Especificação;
NBR 5419 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas;
NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão;
NBR IEC 61643-1 - Dispositivos de proteção contra surtos em baixa tensão.
Proteção de Instalações

Quando um sistema elétrico está protegido?

Proteção = Dispositivo contra sobrecorrente + Dispositivo contra corrente


de fuga + Dispositivo contra sobretensão + Sistema de aterramento +
Equipotencialização.
Motores Elétricos

Conceito

O motor é um tipo de máquina elétrica rotativa capaz de converter energia elétrica em


mecânica. Seu funcionamento consiste em fornecer energia elétrica a um conjunto de
condutores os quais interagem com um campo magnético e geram uma força magnética,
compondo um binário e causando a rotação (energia mecânica). Concluindo, sempre há
movimento relativo entre condutor e campo magnético.
Motores Elétricos

Classificação - Motores
Motores Elétricos

Partes Integrantes
Motores Elétricos

Configuração de ligação

a) Circuito terminal individual;

b) Circuito de distribuição;

c) Circuito terminal único.


Motores Elétricos

Configuração de ligação

i. Dispositivo de comando;

ii. Dispositivo de proteção do motor;

iii. Condutores do circuito;

iv. Dispositivo de proteção de retaguarda.


Motores Elétricos

Tipos de Ligação
Triângulo – Maior tensão

Estrela – Menor tensão


Motores Elétricos

Tipos de Ligação
Motores Elétricos

Tipos de Ligação

Motor com multi-possibilidades de


ligação de na rede. Por exemplo:
220/380/440/760V.
Motores Elétricos

Tipos de Ligação
Motores Elétricos

Métodos de Partida
Corrente de partida é um termo técnico utilizado para designar a corrente elétrica demandada por
uma máquina elétrica (motor) no intervalo de tempo denominado de partida, que vai desde o instante inicial
em que a energia elétrica é conectada aos terminais da máquina elétrica e então o seu rotor principia o
movimento a partir da velocidade zero, até o instante final em que a plena velocidade correspondente é
atingida pelo rotor.
Esta comporta-se normalmente como um surto de valor elevado, mas que ao longo do intervalo de
tempo da partida varia, reduzindo ao final para um valor menor denominado corrente nominal. A corrente
de partida pode atingir um valor de pico que é várias vezes( até 12 vezes ) maior do que o valor da
corrente nominal e isso se torna um problema tanto do ponto de vista do custo da instalação elétrica
quanto do ponto de vista da qualidade e da eficiência energética.
Deve-se lembrar que à medida que o motor vai vencendo a inércia (resistência da carga) e
aumentando a rotação, a corrente vai diminuindo até chegar ao valor de regime permanente.
Alguns efeitos causados pela partida direta de um motor à plena tensão são citados abaix0:
a) Queda de tensão elevada;
b) Provável cintilação das lâmpadas;
c) Redução no conjugado do motor durante a partida;
d) Sistema de proteção superdimensionado.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida direta;

Partida com chave estrela-triângulo;

Partida com chave compensadora;

Partida com chave série-paralelo;

Partida suave com soft-starter;

Partida com inversores de frequência.

A maioria das concessionárias de energia elétrica exige dispositivo redutor de corrente de partida para

motores com potência superior a 5CV. No caso da Celpe este limite se estende até 7,5CV para tensões de

rede de 380/220V e permanece 5CV para tensões de rede de 220/127V.

A Celpe não permite a ligação de motor trifásico com carga superior a 40CV, em tensão secundária de

distribuição.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida Direta

É o método de acionamento de motores de corrente alternada, no qual o motor é


conectado diretamente a rede elétrica. Ou seja, ela se dá quando aplicamos a tensão
nominal sobre os enrolamentos do estator do motor, de maneira direta.
Nesse tipo de partida, a corrente de pico (Ip) pode variar de 4 a 12 vezes a corrente
nominal do motor, sendo a forma mais simples de partir um motor. Comumente, a vantagem
principal é o custo, pois não é necessário nenhum outro dispositivo de suporte que auxilie a
suavizar as amplitudes de corrente durante a partida.
Há inúmeras desvantagens com relação a outros métodos de partida, como por exemplo,
um transiente de corrente e torque durante a partida. A corrente variando de 4 a 12 vezes
a nominal obriga o projetista do sistema elétrico a superdimensionar o sistema de
alimentação, os disjuntores e os fusíveis. Dependendo dos valores de pico de corrente, a
tensão do sistema pode sofrer quedas. O transiente de torque faz com que os componentes
mecânicos associados ao eixo do motor sofram desgaste prematuro. A situação piora à
medida que a potência elétrica do motor aumenta.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida Direta
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida Direta com Reversão

Este método é uma variação daquele utilizado como partida direta. Seu uso é basicamente
direcionado a necessidade de mudança de sentido de rotação de motores trifásicos, basta
inverterem entre si duas fases quaisquer que alimentam o motor. Isso às vezes é
necessário para que uma máquina ou equipamento complete o seu ciclo de funcionamento.
Podemos citar como exemplos portões de garagem, plataformas elevatórias de automóveis,
tornos mecânicos.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida Direta com Reversão


Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Chave Estrela-Triângulo


Neste método de partida, o motor parte em configuração estrela, o que proporciona uma
menor tensão nas bobinas, diminuindo assim, a corrente de partida. Por meio dessa manobra, o
motor realizará uma partida mais suave, reduzindo sua corrente a 1/3 do que seria se
acionado em partida direta.
Entretanto, com a diminuição da corrente de partida, há uma perda considerável de
conjugado (torque) na partida. Assim, esse método se mostra aplicável para partida de
motores sem carga (a vazio) ou com cargas que apresentam conjugado resistente baixo e
praticamente constante. O conjugado resistente da carga não pode ser maior que o conjugado
de partida do motor, nem a corrente no instante de comutação de estrela para triângulo
poderá ser de valor inaceitável. Além disso, o sistema exige que o motor tenha disponível pelo
menos seis terminais e que a tensão nominal (tensão da concessionária) seja igual à tensão de
triângulo do motor.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Chave Estrela-Triângulo


Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Chave Compensadora


A chave compensadora pode ser usada para partida de motores sob carga, onde a chave
estrela-triângulo é inadequada. Com ela, podemos reduzir a corrente de partida, evitando
sobrecarga na rede de alimentação, deixando, porém, o motor com um conjugado suficiente
para a partida e aceleração.
A tensão na chave compensadora é reduzida por meio de um autotransformador trifásico
que possui geralmente taps de 50%, 65% e 80% da tensão nominal.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Chave Compensadora


Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Chave Série-paralelo

Para a partida em série-paralelo é necessário que o motor tenha duas tensões nominais,
sendo a menor delas igual a da rede a outra duas vezes maior. Neste tipo de ligação, a tensão
nominal mais comum é 220/440 V, ou seja: durante a partida o motor é ligado na configuração
série até atingir sua rotação nominal e, então, faz-se a comutação para a configuração
paralelo.
Neste caso o motor parte com tensão reduzida em suas bobinas. A chave série paralelo
proporciona uma redução de corrente para 25% do seu valor de partida direta; sendo
apropriada para cargas necessariamente em vazio, pois o conjugado de partida fica reduzido a

¼ de seu valor para tensão nominal. É utilizada pata motores de 4 tensões e no mínimo 9
cabos.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Chave Série-paralelo


Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Soft-Starter


Quando o acionamento elétrico não exige variação da velocidade do motor, querendo-se
apenas uma partida mais suave, de forma que se limite a corrente de partida, evitando assim
quedas de tensão da rede de alimentação, uma ótima opção consiste no uso de soft-starters.
Soft-starters são chaves de partida estática, projetadas para a aceleração, desaceleração e
proteção de motores de indução trifásicos, por meio do controle da tensão aplicada ao motor.
Seu uso é comum em bombas centrífugas, ventiladores e motores de elevada potência, cuja
aplicação não exija a variação de velocidade.
Esses dispositivos eletrônicos são compostos de pontes de tiristores (SCR ou TRIAC)
acionadas por uma placa eletrônica microcontrolada. Tiristores são componentes eletrônicos
especialmente desenvolvidos para se trabalhar em corrente alternada. Quando são
empregados SCR (retificadores controlados de silício), estes são utilizados na configuração
em antiparalelo, permitindo o fluxo de corrente nos dois sentidos, tal como acontece com os
TRIAC. A título de comparação, um TRIAC pode ser visualizado como dois SCR, dispostos em
antiparalelo.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Soft-Starter


Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Inversor de Frequência


Os inversores de frequência, também conhecidos como conversores de frequência, são
dispositivos eletrônicos que convertem a tensão da rede alternada senoidal, em tensão
contínua e finalmente convertem esta última, em uma tensão de amplitude e frequência
variáveis.
A velocidade de rotação de um motor de indução como visto anteriormente, depende da
frequência da rede de alimentação. Quanto maior a frequência, maior a rotação e vice-versa.
Assim, quando um motor de indução for alimentado por um inversor de frequência, pode-se
facilmente controlar a velocidade do eixo do motor, por meio da variação de frequência
imposta pelo inversor. A frequência de operação de um inversor está normalmente entre 0,5 e
400Hz, dependendo do modelo e da marca.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Inversor de Frequência


Os inversores de frequência não somente controlam a velocidade do eixo de motores
elétricos trifásicos de corrente alternada, como também, controlam outros parâmetros
inerentes ao motor elétrico, sendo que um deles é o controle de torque. Esse equipamento
versátil e dinâmico é muito utilizado nas mais diversas áreas: elevadores, máquinas-
ferramenta, bombas, tração mecânica, etc. Entretanto, deve-se notar que quando a
velocidade de um motor é alterada pela variação da frequência, seu torque também será
modificado. Em um motor de indução, o torque desenvolvido é diretamente proporcional à
tensão aplicada no estator e inversamente proporcional à frequência dessa tensão. Assim,
para manter o torque constante, basta fazer com que a relação tensão/ frequência, ou V/F,
seja constante.
Motores Elétricos

Métodos de Partida

Partida com Inversor de Frequência


Motores Elétricos

Comparativo entre os Métodos de Partida


Motores Elétricos

Dimensionamento dos condutores – Capacidade de condução de corrente

Segundo a NBR5410, item 6.5.1.3.1, No dimensionamento dos condutores do circuito


terminal que alimenta exclusivamente um motor, deve ser considerada uma corrente de
projeto IB no mínimo igual à corrente nominal do motor, nas condições de utilização.

NOTAS:
1. Se o motor possuir fator de serviço declarado pelo fabricante e se for prevista a
utilização do motor explorando-se este fator, a corrente de projeto deve ser
considerada no mínimo igual à corrente nominal do motor, nas condições de utilização,
multiplicada pelo fator de serviço. O fator de serviço é sempre maior que um;
2. Para motores com mais de uma potência e/ou velocidade nominais, a corrente nominal do
motor a ser considerada é a que corresponde à maior potência e/ou velocidade.

Onde,
Iz = capacidade de condução de corrente do condutor;
Im = corrente nominal do motor;
fs = fator de serviço.
Motores Elétricos

Dimensionamento dos condutores – Queda de tensão

O dimensionamento dos condutores que alimentam motores deve ser tal que, em regime
permanente, as quedas de tensão nos terminais do motor e em outros pontos de utilização
da instalação não ultrapassem os limites estabelecidos em 6.2.7.1.
Motores Elétricos

Dimensionamento dos condutores – Queda de tensão

NOTAS:

1. O dimensionamento dos condutores que alimentam motores deve ser tal que, durante a
partida do motor, a queda de tensão nos terminais do dispositivo de partida não
ultrapasse 10% da respectiva tensão nominal, observados os limites de 6.2.7.1 para os
demais pontos de utilização da instalação.
2. Em certas aplicações, a queda de tensão nos terminais do dispositivo de partida do
motor pode ser superior a 10% da respectiva tensão nominal, de modo a não prolongar o
tempo de aceleração do motor.
3. Para cálculo da queda de tensão, o fator de potência do motor com rotor bloqueado pode
ser considerado igual a 0,3.
4. Para proteção contra quedas ou faltas de tensão, ver 5.5.
Motores Elétricos

Proteção

Sobrecarga
A proteção contra correntes de sobrecarga de circuitos que alimentam motores pode ser
provida por um dos seguintes meios:
a) dispositivos de proteção integrados ao motor, sensíveis à temperatura dos enrolamentos;
b) dispositivos de proteção externos ao motor, sensíveis à corrente do respectivo circuito.

Quando for utilizado um dispositivo independente, sensível a corrente absorvida pelo


motor este deve ter corrente nominal igual a corrente nominal do motor multiplicada pelo
fator de serviço, se existir, ou possuir uma faixa de ajuste que abranja tal valor. Como
a série de correntes nominais dos dispositivos apresenta incrementos discretos, admite-
se, na prática, uma diferença de até 12% entre as duas correntes.
Motores Elétricos

Proteção

Curto-circuito
Quando os condutores dos circuitos que alimentam motores forem protegidos contra
correntes de sobrecarga por dispositivos que se limitem a essa proteção, como relés térmicos,
a proteção contra correntes de curto-circuito, conforme 5.3.5, pode ser assegurada por
dispositivo de proteção exclusivamente contra curtos-circuitos, observadas as disposições de
6.3.4.3.

NOTA: Dispositivos que provêm proteção exclusivamente contra curtos-circuitos podem ser
disjuntores equipados apenas com disparadores de sobrecorrente instantâneos ou dispositivos
fusíveis com característica gM ou aM.

Recomenda-se, na prática, que a corrente de disparo magnético seja maior que a


corrente de rotor bloqueado do motor, porém não superior a 12 vezes a corrente nominal
do motor.
Motores Elétricos

Critérios de seleção

Tipo quanto às fases( trifásico ou monofásico );

Tensão nominal( 380/220V );

Potência;

Rendimento;

Frequência de alimentação;

Curva conjugado x velocidade;

Método de partida;

Grau de proteção( IP );

Classe de isolamento;

Agressividade do ambiente.
Motores Elétricos

Critérios de seleção

Placa de identificação
Esquemas de Aterramento

Introdução
A proteção por seccionamento automático da alimentação é a principal medida de medição
supletiva contra contatos indiretos, prescrita pela NBR-5410. Destina-se a evitar que uma tensão
de contato superior a uma tensão de contato-limite se mantenha por um tempo que possa resultar
em risco de efeito fisiológico adverso as pessoas. Tal proteção se baseia, fundamentalmente, em
duas condições:
a. Existência de percurso para corrente de falta fase-massa, o qual depende do tipo de esquema
de aterramento;
b. Seccionamento da corrente de falta por um dispositivo de proteção que atue no tempo
adequado.
Esquemas de Aterramento

Introdução

A primeira condição implica a existência de ligações de todas as massas da instalação a uma


“infraestrutura de aterramento” de proteção, o que possibilitará a formação de um caminho
para uma eventual corrente de falta fase-massa. A constituição de tal caminho, percurso da
corrente da corrente de falta, dependerá do esquema de aterramento adotado;

A segunda condição exige a instalação de dispositivos de proteção cujas características são


definidas de acordo com o esquema de aterramento( TT,TN ou IT );
Esquemas de Aterramento

Conceito
Esquemas de Aterramento

Conceito
De acordo com a NBR 5410, as instalações elétricas de baixa tensão devem obedecer, quanto aos
aterramentos funcional e de proteção, a três esquemas de aterramento básicos (TT, TN e IT),
designados pela seguinte simbologia:

1ª letra – indica a alimentação em relação à terra:


T – um ponto diretamente aterrado;
I – nenhum ponto aterrado ou aterramento através de impedância razoável.

2ª letra – situação das massas em relação à terra:


T – diretamente aterradas (qualquer ponto);
N – ligadas ao ponto de alimentação aterrado (sem aterramento próprio);
I – massas isoladas, não aterradas.

3ª letra( Outras letras ) – especificam a forma de aterramento da massa, utilizando o


aterramento da fonte de alimentação:
S – neutro e proteção (PE) por condutores distintos (separados);
C – neutro e proteção em um único condutor (PEN).
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TT
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TT - Considerações

Um ponto da alimentação (em geral, o neutro do secundário do transformador), é

diretamente aterrado com eletrodos independentes das massas;

As partes metálicas expostas do equipamento são ligadas por condutores de proteção ao

eletrodo de terra da instalação o qual é geralmente independente do condutor de

aterramento do neutro do transformador;

O percurso de uma corrente fase-massa inclui a terra, o que limita em muito o valor da

corrente devido ao elevado valor da resistência de terra. Essa corrente é insuficiente para

acionar dispositivos de proteção (disjuntores ou fusíveis), mas suficiente para colocar uma

pessoa em perigo;
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TT - Considerações

Todas as massas protegidas contra contatos indiretos devem ser ligadas a um ponto único,

para evitar malhas e surgimento de tensões de passo;

A proteção deve ser garantida por dispositivos DR pois representa o único meio adequado

para proteção contra choques elétricos (instalado na origem da instalação);

Os condutores PE são separados dos condutores neutro e são dimensionados para a maior

corrente de falta que possa percorrer;

Recomendado para sistemas onde a fonte de alimentação e a carga estiverem distantes uma

da outra.
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-C
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-C - Considerações

O condutor neutro é utilizado também como condutor de proteção e designado como PEN

(condutor de proteção + neutro);

As massas das cargas elétricas ficam submetidas a potenciais diferentes causadas pelas

tensões geradas devido ao desequilíbrio das cargas e das harmônicas geradas pelas cargas

não lineares;

Em instalações longas (verticais ou horizontais), o potencial do condutor de neutro difere

do potencial zero (de terra, entrada) por conta da passagem de correntes de carga pelo

condutor. Essa elevação de potencial pode ser prejudicial para o funcionamento de

Equipamentos Eletrônicos Sensíveis (EES);

O rompimento acidental do neutro possibilita acidentes como a potencialização de massas

de equipamentos pela fase;


Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-C - Considerações

O esquema induz à prática de se adaptar o fio de terra de equipamentos ao pino de tomada-

macho que vai ao neutro da tomada-fêmea. O perigo de energizar a massa do equipamento,

por inversão da tomada, é eminente;

Supostamente, os custos são reduzidos, devido a não utilização de um condutor somente

para aterrar as massas ( condutor de terra ou PE, do inglês Protective Earth );

Equipamentos ruidosos inserem no condutor de neutro ruídos que vão atingir equipamentos

sensíveis;

A desconexão automática por falha de isolação deve ser feita por disjuntores( de

preferência ) ou fusíveis. Quando há o PEN os dispositivos de corrente residual não podem

ser usados por esta finalidade desde que uma falta de isolação para terra também constitui

um curto-circuito fase-neutro;
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-C - Considerações

Devido ao fluxo de corrente criado nas estruturas dos edifícios o risco de incêndio e

perturbações eletromagnéticas é aumentado, sendo portanto, proibido o uso deste esquema

de aterramento em instalações com potencial de explosão;

Esse tipo de esquema não é permitido para condutores de seção inferior a 10 mm² e para

equipamentos móveis;

Não se admite o uso de dispositivos DR.


Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-S
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-S - Considerações

É comumente conhecido como sistema a cinco condutores;

Neste caso, o condutor de proteção conectado à malha de terra na origem do sistema

interliga todas as massas da instalação que são compostas, principalmente, pela carcaça dos

equipamentos;

O condutor de proteção é responsável pela condução das correntes de defeito entre fase e

massa;

Essa configuração traz um aspecto relevante para a segurança pessoal, pois como as massas

estão ligadas ao ponto aterrado da fonte diferente do neutro, elas mantêm o mesmo

potencial, que é zero, submetendo o operador do equipamento a uma tensão de toque nula;

O cabo de proteção (PE) fica imune aos resíduos elétricos gerados pelos desequilíbrios das

cargas e as harmônicas geradas pelas cargas lineares que escoam pelo condutor neutro;
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-S - Considerações

Embora não haja corrente de carga (retorno) circulando pelo condutor de terra, a elevação

de seu potencial também ocorre ainda que em menor grau. Basicamente isso é causado pelo

acoplamento eletromagnético, indutivo e capacitivo, devido à distância (relativamente curta)

entre condutores de fase e de neutro. Esse fato também provoca a “contaminação” do

condutor de terra por ruídos. A solução para a situação consiste em aterrar o condutor de

terra em vários pontos;

A desconexão automática no evento de uma falha de isolação precisa ser proporcionada por

disjuntores, fusíveis ou dispositivos corrente residual desde que a proteção contra

contatos indiretos possa ser separada das de curto-circuito;


Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-S - Considerações

Caso a proteção contra contatos indiretos seja fornecida por dispositivo de sobrecorrente

as observações seguem as mesmas do esquema TN-C;

A utilização de condutores separados N e PE é obrigatória para circuitos com seção inferior

a 10 mm² para cobre e 16 mm² para alumínio e em equipamentos móveis.


Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-C-S
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema TN-C-S - Considerações

A fonte de alimentação é aterrada, o equipamento tem o seu aterramento que usa um fio

separado que, após certa distância, é conectado ao fio neutro;

No Brasil, o esquema de ligação TN é o mais comum, quando se tratam de instalações

alimentadas pela rede pública de baixa tensão da concessionária de energia elétrica e, quase

sempre, a instalação é do tipo TN-C até a entrada. Do ponto de entrada em diante, o neutro

é aterrado por razões funcionais e segue para o interior da instalação separado do condutor

de proteção (TN-S);

O esquema TN-C nunca deve ser utilizado a jusante do sistema TN-S;

A proteção deve ser garantida por dispositivos DR pois representa o único meio adequado

para proteção contra choques elétricos.


Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema IT
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema IT - Considerações

É um esquema TT com neutro da fonte aterrado por impedância;

Normalmente utiliza-se uma impedância na ordem de 1000 a 2000 Ohms entre o neutro do

enrolamento de baixa tensão do transformador e a terra. Com isso, limita-se a corrente de

falta a um valor desejado, de forma a não permitir que uma primeira falha desligue o

sistema;

Os condutores PE são separados dos condutores N e são dimensionados para maior corrente

de falta que possa ocorrer;

Este esquema de aterramento apresenta dificuldade em sistemas de grande porte,

obrigando o emprego de dispositivos e técnicas especiais para a sinalização e localização do

primeiro defeito. Na ocorrência de um segundo defeito, a segurança humana é

comprometida;
Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema IT - Considerações

A ocorrência de uma segunda falta deve ser tornada altamente improvável pela instalação

de um dispositivo de monitoração que irá detectar e indicar a ocorrência da primeira falta

que deve ser então prontamente localizada e eliminada;

No geral, o uso dos sistemas IT fica restrito aos casos onde uma primeira falha não pode

desligar imediatamente a alimentação. Têm-se, como exemplo, processos importantes como

salas de cirurgia e processos metalúrgicos.

O DR é o dispositivo mais indicado para a proteção contra contatos indiretos.


Esquemas de Aterramento

Tipos

Esquema MISTO
Esquemas de Aterramento

Tipos

TN-C x TN-S
Esquemas de Aterramento

Condutor de proteção

O condutor de proteção tem por função o aterramento das massas metálicas de equipamentos
elétricos. O seu dimensionamento visa a proteção de pessoas contra choques elétricos devido a
contatos indiretos, bem como ao desempenho adequado dos dispositivos de proteção, sejam por
sobrecorrente (fusíveis e disjuntores) ou pela corrente diferencial-residual (dispositivo DR).
A seção mínima do condutor pode ser determinada pela expressão abaixo, aplicável apenas
para tempos de atuação dos dispositivos de proteção inferiores a 5 segundos.

S → Seção mínima do condutor de proteção, em mm2;


I → Corrente de defeito, em Ampères, que pode circular pelo
dispositivo de proteção;
t → Tempo de atuação do dispositivo de proteção, em segundos;
K → Constante definida pela Tabela 1 (fator que depende do
material do condutor de proteção, de sua isolação e outras
partes e das temperaturas inicial e final).
Esquemas de Aterramento

Condutor de proteção

? ?
Esquemas de Aterramento

Condutor de proteção

NOTAS:

1. Esta expressão leva em consideração apenas as condições de aquecimento do condutor à


passagem de corrente de falta, podendo resultar em seções muito pequenas que podem
não atender os requisitos de resistência mecânica e, principalmente, de impedância
mínima. Tem-se, portanto, que este critério de dimensionamento é mais aplicável quando
da utilização de dispositivo de proteção DR;
2. Alternativamente, a seção mínima do condutor do condutor de proteção pode ser
determinada em função da seção do condutor fase do respectivo circuito, contanto que
os condutores em questão sejam constituídos do mesmo material. Este critério atende
aos requisitos elétricos e mecânicos desejados para o condutor de proteção sendo
adequado para instalações que utilizam dispositivos de proteção por sobrecorrente.
Padrão de Entrada

Conceito

Padrão de entrada
Conjunto de condutores, equipamentos de medição e acessórios compreendidos entre a
conexão com a rede da distribuidora e o circuito de distribuição após o dispositivo de proteção
da unidade consumidora.
Ponto de entrega
Ponto de conexão do sistema elétrico da distribuidora com a unidade consumidora,
caracterizando-se como o limite de responsabilidade de fornecimento.
Ramal de ligação
Conjunto de condutores e acessórios instalados pela distribuidora entre o ponto de derivação
de sua rede e o ponto de entrega.
Ramal de entrada
Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de entrega e a medição.
Ramal de distribuição
Conjunto de componentes elétricos compreendidos entre a medição e o quadro de distribuição
geral da unidade consumidora.
Padrão de Entrada

Conceito

Em rede aérea, o fornecimento de energia elétrica é em tensão secundária quando a


unidade consumidora tiver carga instalada igual ou inferior a 50 kW ou quando, a unidade
tendo carga instalada entre 50 e 75 kW não possua equipamentos que, pelas características
de funcionamento ou potência, possa prejudicar a qualidade de fornecimento a outros
consumidores.
São considerados os seguintes equipamentos que podem prejudicar a qualidade do
fornecimento a outros consumidores:
a) Motores elétricos trifásicos com potência superior a 30 cv;
b) Máquinas de solda a transformador com potência superior a 15 kVA ligadas em 380/220 V
ou superiores a 10 kVA ligadas em 220/127 V;
c) Aparelhos de raios X com potência superior a 20 kVA;
d) Equipamentos com corrente de partida superior a 105A ou que cause perturbação
transitória superior aos limites estabelecidos nas normas de projeto de redes urbanas.
Padrão de Entrada

Conceito
Padrão de Entrada

Detalhe
Entrada de Serviço Monofásica Aérea com Travessia de Rua

Medição no Poste e Ramal de Distribuição Subterrâneo


Padrão de Entrada

Detalhe
Entrada de Serviço Monofásica Aérea com Travessia de Rua
Medição no Poste e Ramal de Distribuição Subterrâneo
Padrão de Entrada

Detalhe
Entrada de Serviço Monofásica Aérea com Travessia de Rua

Medição no Muro e Ramal de Aéreo Subterrâneo


Padrão de Entrada

Detalhe

ESTRUTURA I-RLMD - Utilizada para Instalação de Ramal de Ligação Monofásico


Padrão de Entrada

Detalhe

ESTRUTURA C-RLM -Utilizada para Instalação de Ramal de Ligação Monofásico


Padrão de Entrada

Detalhe

Entrada de Serviço Trifásica com Travessia de Rua

Medição no Poste e Ramal de Distribuição Subterrâneo


Padrão de Entrada

Detalhe

Entrada de Serviço Trifásica com Travessia de Rua

Medição no Muro e Ramal de Distribuição Aéreo


Padrão de Entrada

Detalhe

ESTRUTURA I-RLT – Utilizada p/inst. de Ramal de ligação Trifásico


Padrão de Entrada

Detalhe

ESTRUTURA C-RLT1 – Utiliz. p/ Inst. RL Trifásico em RD de BT Conv. Volt. p/ Unid. Cons.


Padrão de Entrada

Detalhe

Sequência dos condutores

N
A
B
C
IP
Padrão de Entrada

Detalhe

Detalhe de ligação do medidor, disjuntor e DPS – Opção 1

Monofásico Trifásico
Padrão de Entrada

Detalhe

Detalhe de ligação do medidor

Trifásico
Padrão de Entrada

Emquadramento

TABELA DE DADOS DE ENTRADA DE SERVIÇO - UC Ligadas ao Sistema 380/220V