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DICAS TÉCNICAS

AQUECEDORES SOLARES DE ÁGUA


Autores

. Alexandre Salomão de Andrade


. Edílson Ribeiro de Barros
. José Jairo Martins
. José Raphael Bicas Franco
. Luciano Torres Pereira
. Lúcio César de Souza Mesquita
. Luís Augusto Ferrari Mazzon
. Roberto Carlos de Lima
. Sérgio Augusto Santos Vasconcelos

Os autores cederam seus direitos em benefício da


Universidade do Sol
Apresentação

100 Dicas Técnicas - Aquecedores Solares de Água é a primeira


publicação editorial da Fundação Universidade do Sol, uma entidade
sem fins lucrativos que tem por objetivo a capacitação profissional,
pesquisas e desenvolvimentos, publicações, treinamento e eventos
voltados às energias renováveis, com enfoque na aplicação da energia
solar para o aquecimento de água.
Agradecimentos especiais a todos os autores e colaboradores que
tornaram possível a realização desta publicação.

Universidade do Sol

© 2005 - Fundação Augusto Mazzon Março de 2005


Todos os direitos reservados à Universidade do Sol
Fundação Augusto Mazzon

Proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta obra


Indice 30. Pressão nos sistemas termossifão ................................................................. 44
Coletores Solares 31. Cuidado com o sifão ................................................................................... 45
1. Etiqueta do INMETRO .................................................................................. 13 32. Fique de olho nos sifões .............................................................................. 46
2. Área de coletores .......................................................................................... 15 33. Comprimento de tubulações no termossifão ................................................ 47
3. Compensação da área de coletores solares ..................................................... 16 34. Fluxo reverso .............................................................................................. 48
4. Interligação dos coletores ............................................................................. 17 35. Cuidados com sifonamento nos coletores solares ......................................... 49
5. Interligação hidráulica dos coletores "Padrão Z" ............................................ 18
6. Coletores solares "em Paralelo" ..................................................................... 19 Sistemas Bombeados
7. Coletores solares "em Série" .......................................................................... 20 36. Sistemas bombeados .................................................................................. 50
8. Aletas de cobre X aleta de alumínio ................................................................ 21 37. Cuidado extra em sistemas bombeados ........................................................ 51
9. Vidro dos coletores solares .......................................................................... 22 38. Tamanho das bombas ................................................................................. 52
10. Coletor inclinado, mas quanto? ................................................................... 23 39. Para circulação forçada, respiros mais altos .................................................. 53
11. Orientação dos coletores solares ................................................................. 24
12. Orientações diferentes dos coletores solares ................................................ 25 Piscinas
13. Alta temperatura no coletor solar ................................................................. 26 40. Aquecimento solar em piscina é só benefício .............................................. 54
14. Válvula anticongelamento .......................................................................... 27 41. Aquecedores solares para piscinas ............................................................. 55
15. Uso da função anticongelamento do CEB ................................................. 28 42. Dimensionamento de aquecedores solares para piscinas ............................. 56
43. Capas de piscinas ....................................................................................... 57
Reservatórios Térmicos 44. Sensor na tubulação de PVC da piscina ....................................................... 58
16. Função do respiro ....................................................................................... 29
17. Respiros em sistemas com mais de um reservatório térmico .......................... 30 Aquecedores Solares Compactos
18. Altura dos respiros ...................................................................................... 31 45. Aquecedores solares compactos ................................................................. 59
19. Válvula de retenção nos reservatórios térmicos sem respiro .......................... 32 46. Diferenças entre sistemas acoplados e sistemas integrados ........................... 60
20. Sistemas pressurizados ............................................................................... 33 47. Sistemas compactos .................................................................................... 61
21. Material da tubulação de alimentação dos reservatórios térmicos .................. 35 48. Abastecimento de água fria dos aquecedores solares compactos ................... 62
22. Válvula de retenção na alimentação do reservatório térmico ......................... 36 49. Orientação dos sistemas compactos ............................................................ 63
23. Alimentação de reservatório com água da rede pública ................................ 37 50. Compactos com misturadores em alta ......................................................... 64
24. Posição da tomada de água fria na caixa d'água fria ...................................... 38
25. Interligação de reservatórios térmicos ......................................................... 39 Busca do norte e geometria solar
26. Reservatório Térmico de Nível e Nível .................................................... ... 40 51. O uso da bússola ........................................................................................ 65
27. Reservatório Térmico de Nível e Nível requer cuidados ............................... 41 52. Por que para norte? ..................................................................................... 66
28. Qualidade da água ..................................................................................... 42 53. Declinação magnética ................................................................................ 67
Termossifão 54. Geometria solar - solstício de inverno .......................................................... 68
29. Sistemas em termossifão para grandes obras ................................................. 43 55. Geometria solar - solstício de verão ............................................................ 69
56. Geometria e aquecimento solar ................................................................... 70 82. Temp Shower - Termômetro Digital para Duchas ......................................... 97
57. Cuidado com5 a sombra ............................................................................. 71 83. CDTB - Controlador Digital de Temperatura e Bombeamento ...................... 98
84. Fluxostato garante água quente com economia ............................................ 99
Aquecimento complementar 85. Precisão na leitura de temperaturas pelos sensores ..................................... 100
58. Sistema complementar de aquecimento através de resistências elétricas ....... 72 86. Cuidado com superaquecimento ............................................................... 101
59. Utilização do aquecimento complementar elétrico ...................................... 73
60. Ligação do sistema aquecimento complementar elétrico .............................. 74 Manutenção
61. Aquecimento complementar elétrico com mais economia ........................... 75 87. Limpeza dos coletores solares ................................................................... 102
62. Aquecedor solar conjugado com aquecedor a gás de passagem .................... 76 88. Manutenção de rotina em aquecedores solares .......................................... 103
63. Troca de termostatos ou resistências elétricas ............................................... 78 89. Manutenção na caixa de abastecimento do RT ........................................... 104
90. Verificação de ar na tubulação ................................................................... 105
Instalações elétricas
64. Dimensionamento do disjuntor do circuito elétrico ...................................... 79 Normas
65. Não confundir potência e energia ................................................................ 80 91. Normas Técnicas Brasileiras ...................................................................... 107
92. Norma técnica brasileira para instalações prediais de água fria .................... 108
93. Desenho técnico ...................................................................................... 109
Instalações hidráulicas
66. Vazão nas duchas ....................................................................................... 81
Segurança
67. Tubulações decobre.................................................................................... 82
94. Segurança na instalação ............................................................................ 110
68. Soldas em tubulações de cobre ................................................................... 83
95. EPI - Equipamento de Proteção Individual .................................................. 111
69. Isolamento térmico das tubulações ............................................................. 84
96. Kit de ferramentas do instalador hidráulico ................................................ 112
70. Cuidado com as duchas higiênicas .............................................................. 85
97. Uso de escadas ......................................................................................... 113
71. Recirculação da distribuição hidráulica de água quente ............................... 86
98. Andando sobre telhas cerâmicas ............................................................... 114
72. Necessidade das caixas d'água .................................................................... 87
99. Andando sobre telhas de fibrocimento, alumínio ou zinco .......................... 115
73. Altura da caixa d'água define a pressão do sistema ....................................... 88
74. Distribuição hidráulica ............................................................................... 89
Tabelas de Conversões
75. Registros de manutenção X registros de regulagem de vazão ......................... 90
100. Unidades e conversões ........................................................................... 116
76. Superdimensionamento da rede hidráulica .................................................. 91
77. Praticidade e eficiência do Misturador Solar ................................................. 92
78. Passagem do tubo de água quente na laje ..................................................... 93
79. Cuidados na instalação do Misturador Solar ................................................. 94
80. Pressão da rede de distribuição hidráulica .................................................... 95

Acessórios Eletrônicos
81. Configuração do CEB - Controlador Eletrônico de Bombeamento ................. 96
Introdução

Cada dia mais os aquecedores solares de água estão presentes na vida


das pessoas em todo o mundo. No Brasil, esta realidade atende a mais de
500.000 residências e às mais variadas aplicações de uso coletivo como
piscinas, hotéis, indústrias, hospitais, edifícios residenciais e muitas
outras aplicações.

Para garantir a satisfação dos usuários, além da qualidade dos produtos,


as instalação necessitam ser perfeitas. Esta publicação traz uma
contribuição a todos os profissionais do mercado que se envolvem com
esta tecnologia, baseada em estudos e experiências que atuam há mais
de 20 anos no setor. Esperamos que esta obra possa contribuir no
aprendizado e, com isto, possibilitar a realização de instalações de mais
alta qualidade.
100 DICAS TÉCNICAS AQUECEDORES SOLARES DE ÁGUA 13 14 100 DICAS TÉCNICAS AQUECEDORES SOLARES DE ÁGUA

1. Etiqueta do INMETRO Quando dois coletores forem comparados, é importante aferir os valores
de eficiência energética percentual e as respectivas letras de
classificação. Se for computado o valor absoluto da produção de energia,
Fique atento com as informações da etiqueta do INMETRO. Ao contrário fica claro que a área dos coletores também deve ser levada em
do que muitos pensam, os dados da etiqueta não funcionam para o consideração, pois os coletores maiores tendem a ter uma maior
dimensionamento do sistema de aquecimento solar. Ela foi criada para capacidade de produção de energia. Vale ainda salientar que no caso dos
que o consumidor possa comparar a eficiência de um determinado coletores solares, os testes são realizados sob regime de circulação
coletor solar com algum outro, seja ele do mesmo fabricante ou não. Por ativa, através de bombeamento, em circuito aberto, portanto não sendo
este motivo, para que fosse estabelecido uma forma de comparação possível a consideração dos mesmos resultados para o funcionamento
direta, foram determinados uma série de parâmetros para todos os testes em termossifão.
de todos os coletores solares brasileiros. Entre as várias condições
padrão, existe uma que diz respeito ao nível médio de radiação e que foi
determinada como sendo a média para o mês de setembro em Belo
Horizonte/MG. Fica claro que não existe a possibilidade de usarmos o
valor de produção média de energia da etiqueta do INMETRO para
dimensionarmos um sistema de aquecimento solar a ser instalado em Energia (Solar)
COLETOR SOLAR
PLANO

São Paulo ou em Brasília por exemplo. Critérios semelhantes também Fabricante


Marca
SOLETROL

MAX ALUMÍNIO HORIZONTAL 1,6m2


Modelo

são adotados em outros produtos do Programa Brasileiro de Pressão de Funcionamento (kPa)


Aplicação
(m.c.a)
392
banho
40

Etiquetagem. Como exemplo, o valor médio de consumo mensal de Mais eficiente

A A
energia elétrica da etiqueta de um determinado modelo de geladeira, na B
C

prática, pode não corresponder aos consumos médios de duas D


E
F
geladeiras idênticas instaladas respectivamente em Porto Alegre e G

Fortaleza. Porém, os valores da etiqueta funcionam como comparativo Menos eficiente


Produção Mensal de Energia

de duas geladeiras sob uma mesma condição de operação. Assim, - Por m2de coletor (kWh/mês.m)2
- Por coletor (kWh/mês)
80,6
127,4

analisando-se os dados das etiquetas do INMETRO, é possível concluir Área externa do Coletor (m)
Eficiência Energética Média (%)
2
1,58
59,7

qual geladeira é mais econômica ou qual coletor solar é mais eficiente. Regulamento Específico para Coletores Solares Planos - RESP/006-SOL

Instruções de instalação e recomendações de uso, leia o Manual


do aparelho.

PROGRAMA DE COMBATE
PROCEL AO DESPERDÍCIO DE ENERGIA ELÉTRICA INMETRO
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2. Área de coletores 3. Compensação da área de coletores

Uma dúvida muito freqüente entre usuários de aquecedores solares é Nem sempre é possível instalar os coletores solares nas condições
com relação à determinação da área coletora necessária. A quantidade ideais. Se os coletores não estão corretamente orientados para o norte
de coletores solares vai variar de acordo com as condições geográfico ou se o telhado da instalação não possui a inclinação ideal,
climatológicas e características relacionadas às condições de instalação. não há razão para condenar a viabilidade do aquecedor solar. Se as
Caso exista variações de inclinação e orientação, diferentes da condição condições não são perfeitas, basicamente 3 alternativas poderão
ideal, recomenda-se uma correção na quantidade de coletores solares. acontecer:
Isso significa que, um conjunto de coletores solares orientados para - Executar uma estrutura especial para correção da posição dos
Nordeste, teoricamente deveria possui uma área maior comparando-se coletores. Esta talvez seja uma escolha não muito conveniente, apesar
com um conjunto de coletores orientado para Norte. Porém, aumentar de tecnicamente correta. Além de ser uma solução cara e de difícil
indefinidamente a área de coletores não significa aumentar infinitamente execução, pode não ser muito agradável aos olhos do cliente e do
a temperatura do sistema. arquiteto que projetou a edificação. Esta alternativa só faz sentido se a
instalação é muito grande e realmente a posição ideal dos coletores
vai fazer uma grande diferença na contribuição de energia do sistema
de geração de água quente.
- A segunda opção é deixar claro para o cliente que, em função das
características construtivas e arquitetônicas, o sistema de aquecimento
Cidade Área de coletores para cada solar terá uma eficiência um pouco menor comparando-se com uma
100 l de consumo instalação ideal. O menor rendimento será mais evidenciado nos
Belo Horizonte 1,0 m 2 períodos de inverno quando as condições de operação são mais
Bauru 1,2 m 2 rigorosas.
Goiânia 1,0 m 2 - Finalmente, na maioria dos casos, a solução mais acertada é a
2
Manaus 0,9 m correção do número de coletores solares para uma de compensação
2
Natal 0,8 m da não condição ideal. Em muitas vezes basta um coletor a mais para
Porto Alegre 1,6 m 2 deixar o sistema com o desempenho satisfatório para a realidade de
Rio de Janeiro 1,1 m 2 demanda de água quente do cliente.
São Paulo 1,6 m 2
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4. Interligação dos coletores 5. Interligação hidráulica dos coletores "Padrão Z"

A interligação entre os coletores pode ser feita basicamente de três A interligação dos coletores solares pode aparentemente ser bastante
maneiras: simples, entretanto, cuidados na escolha do desenho do fluxo da água
Nos sistemas em que os coletores operam em baixas pressões, é pelos tubos das serpentinas são importantes. A trajetória mais desejável
possível a interligação dos mesmos através das conexões rápidas de da água pelos coletores solares é a normalmente chamada “Z”. Esta
bronze do tipo “Quick-Plug”. Eliminando as soldas, estas conexões maneira de instalação implica que o coletor deve ser alimentado com
agilizam significativamente a velocidade de instalação. água fria em uma das extremidades inferior, e a água aquecida deve ser
A segunda opção é com o uso das luvas de cobre. Nos sistemas de captada na extremidade superior oposta, formando dessa maneira, um
pressões mais elevadas, acima de 5mca, as interligações entre os desenho imaginário em forma da letra "Z". Este desenho é o que
coletores solares devem ser soldáveis proporcionando mais resistência proporciona a melhor equalização de vazão de água dentro do coletor
ao conjunto de coletores solares. solar, isto é, a água circula de maneira homogenia por todos os tubos da
Finalmente, existe também a possibilidade do uso das uniões soldáveis. serpentina, retirando dos coletores solares o maior rendimento possível.
Estas podem ser bem vindas uma vez que facilitam futuras manutenções.
Nos casos de conexões soldáveis, é importante proteger os anéis de
vedação do coletor solar contra o calor do maçarico.
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6. Coletores solares “em paralelo” 7. Coletores solares "em série"

A instalação de coletores solares “em paralelo” facilita bastante a Uma das variáveis que determinam a eficiência térmica de um coletor
instalação, especialmente na redução da quantidade de tubulações e solar é a temperatura de entrada da água na sua serpentina. Quanto
conexões hidráulicas. Com vários coletores instalados lado a lado, surge menor a temperatura da água no coletor solar, maior a capacidade deste
automaticamente duas grandes tubulações unindo-se os tubos inferiores coletor de aquece-la. Esta é uma das razões da posição baixa no
e superiores das serpentinas dos coletores solares. Com este artifício, reservatório térmico para a tomada de água para os coletores solares. De
criamos na verdade um grande “Z”. Porém, muitos coletores em paralelo maneira inversa, quando maior a temperatura da água na entrada do
podem trazer prejuízo para o rendimento dos sistemas de aquecimento coletor solar, menor a eficiência do coletor no aquecimento da água. De
solar. O que acontece nas baterias de coletores muito longas é uma má acordo com essas afirmações, em uma seqüência de conjuntos de
distribuição do fluxo de água em virtude dos desequilíbrios de pressão ao coletores solares interligados “em série”, ou seja, a saída de água
longo dos tubos inferiores e superiores das serpentinas dos coletores. aquecida de um conjunto conectada à entrada do seguinte, podemos
Como conseqüência, os primeiros e os últimos coletores tendem a dizer então que os primeiros conjuntos são mais eficientes e os últimos
concentrar uma maior vazão e os coletores próximos do meio menos eficientes. Por conta desta perda de capacidade de aquecimento
praticamente não funcionam. Para que este problema não aconteça, ao longo de ligações em série, recomenda-se a interligação de no
recomenda-se então a montagem de conjuntos de coletores solares “em máximo 3 a 4 conjuntos, dependendo da aplicação e temperatura final
paralelo” com no máximo 5 metros de comprimento, permitindo assim desejada. É a combinação das ligações “em paralelo” com as ligações
uma vazão mais homogênea possível por todas as serpentinas. “em série” que nos permite desenhos e arranjos adequados a qualquer
tamanho de sistema de aquecimento solar de água.

4 Baterias em paralelo
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8. Aletas de cobre x Aletas de alumínio 9. Vidro dos coletores solares

Um dos componentes mais importantes na fabricação de um coletor solar A função do vidro nos coletores solares é a de proporcionar o efeito
é a aleta. A aleta é responsável pela absorção da radiação solar, estufa. Esta cobertura translúcida precisa deixar passar para dentro da
transmitindo-a para a tubulação (serpentina) por onde está passando a caixa dos coletores solares o máximo de radiação solar possível. Por
água a ser aquecida. A aderência da aleta na serpentina deve ser a mais outro lado, é necessário também não deixar a energia capturada sair. Por
perfeita possível para permitir a máxima a passagem de energia na forma isto, é necessária uma boa vedação através de borracha de silicone. Na
de calor para o tubo e posteriormente para a água. Os materiais mais construção de coletores solares, a cobertura mais utilizada é o vidro, por
comuns na construção de aletas são o cobre e o alumínio. Mas, qual é o ter um custo não muito alto, por ser de fácil manutenção e limpeza e por
mais eficiente? A resposta correta é: depende. O cobre tem maior ter longevidade quando exposto às radiações ultravioleta.
condutividade térmica do que o alumínio. Porém, esta condutividade Como a quantidade de radiação solar capaz de atravessar a cobertura
melhora conforme aumentamos a espessura da aleta. Se compararmos é muito importante, os vidros tipo fantasia não são recomendados.
uma aleta de cobre com espessura menor que uma aleta de alumínio, Apesar de mais baratos, eles não permitem uma boa transmissividade
dependendo das espessuras, a eficiência final das duas poderá ser a e acumulam uma maior quantidade de sujeira.
mesma. Porém, se utilizarmos uma aleta de cobre de mesma espessura
que uma aleta de alumínio, a aleta de cobre certamente será a mais
eficiente, devido ao fato da melhor condutividade térmica do cobre.
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10. Coletor inclinado, mas quanto? 11. Orientação dos coletores solares

O ângulo de inclinação de um coletor solar é formado pela horizontal e A orientação dos coletores solares vai definir distribuição da radiação
pelo plano do coletor. Mesmo que o coletor esteja inclinado sobre um solar disponível ao longo do dia. Como temos a trajetória constante diária
telhado, o que interessa é a inclinação final em relação à horizontal, e que do Sol no sentido de leste para oeste, a melhor orientação de um coletor
na maioria das vezes é representada pela laje horizontal da cobertura. solar é o Norte Geográfico. Voltado para o Norte Geográfico, o coletor
Essa inclinação é medida em graus. O mínimo é zero, quando o coletor solar terá a máxima condição de receber a radiação solar tanto pela
está na horizontal e o máximo é 90 graus, quando o coletor está na manhã, quanto à tarde. É importante frisar que a orientação Norte é válida
vertical. Assim, como o sol está mais baixo no inverno, deveríamos para locais situados abaixo da linha do equador como acontece na maior
aumentar o ângulo de inclinação do coletor para aumentarmos seu parte do Brasil. Se acima do equador, como acontece na América do
rendimento. Mas quanto? Para melhor aproveitamento da radiação, é Norte e na Europa por exemplo, os coletores solares devem ser
melhor ter os raios de sol incidindo mais próximo do perpendicularismo orientados para o Sul.
em relação do plano do coletor solar. Como precisamos de mais água
quente no inverno, que é quando as temperaturas estão mais baixas, a
instalação deve sempre privilegiar essa estação. Para isso, o ideal é
instalar o coletor segundo uma inclinação que seja igual à latitude do local N
acrescida de 10 graus. O acréscimo de 10 graus na latitude e a orientação
dos coletores na direção do norte geográfico garantem à instalação um NO NE
melhor desempenho no inverno. Definindo-se corretamente os ângulos
de orientação e inclinação dos coletores solares, temos uma instalação
perfeita..
O L

SO SE

S
33º

23º+10º=33º
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12. Orientações diferentes dos coletores solares 13. Alta temperatura no coletor solar

Como é de conhecimento de todos, existe uma única orientação que é O coletor solar nada mais é do que um trocador de calor. Ele absorve a
considerada ideal para instalação dos coletores solares. Esta orientação energia do Sol e a transfere para a água. A água que está circulando pelo
é o norte geográfico. Entretanto, nem sempre encontramos esta situação coletor solar está constantemente retirando a energia por ele absorvida. A
perfeita e nem sempre existe área de telhado com boa orientação para água então pode também ser considerada como um elemento
todos os coletores. O que fazer nestes casos? refrigerante do coletor solar. Quando o coletor solar começa a esquentar
Se os coletores solares estão com orientações diferentes, ocorrerão muito, tudo indica que não está havendo muita eficiência. Como sua
diferenças de rendimento em cada conjunto. Funcionará melhor aquele função é trocar calor com a água, se esquentar muito pode ser sinal de
sistema que possuir o menor desvio do norte geográfico. Cabem aqui as algum problema. A primeira hipótese é a possibilidade do sistema de
compensações em função dos ângulos de inclinação e desvio do norte. aquecimento solar ter atingido seu ponto de estagnação, ou seja, a água
Uma especial atenção deve existir nos sistemas bombeados, quer sejam do reservatório térmico foi aquecida completamente e os coletores
para piscina ou água quente para consumo. Se os coletores possuem solares não possuem mais capacidade de transmitir mais energia à água.
orientações diferentes, num mesmo momento, cada plano inclinado A segunda alternativa é mais preocupante. Pode estar ocorrendo um
estará recebendo uma diferente quantidade de radiação solar. Assim, impedimento da circulação da água dos coletores. Esta paralisação da
uma diferente quantidade de energia estará disponível para cada plano e, circulação da água pode ser em função de algum registro de manutenção
conseqüentemente, ganhos de temperatura distintos estarão fechado, um entupimento ou mesmo um sifão indesejável na tubulação.
acontecendo. Aí aparece outra dúvida: em qual orientação instalar o
sensor dos coletores do CEB - Controlador Eletrônico de Bombeamento?
Por este motivo, cada conjunto de coletores solares com uma mesma
orientação, deverá estar interligado com o seu respectivo circuito
hidráulico, sua própria bomba e seu próprio CEB. Este é um dos valores
adicionais que o cliente pode precisar pagar por não ter uma obra
devidamente projetada para receber um aquecedor solar.
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14. Válvula anticongelamento 15. Uso da função anticongelamento do CEB

Quando nos aproximamos da estação do inverno, é hora de certificar-se No período de inverno, o uso de um sistema de aquecimento solar de
de que a válvula anticongelamento está energizada! Lembre-se de que a água requer muita atenção, principalmente com a chegada de frentes
válvula precisa sempre ser alimentada a partir de um circuito que não seja frias e a queda brusca de temperatura. A água nos coletores durante a
o mesmo da resistência elétrica. Caso contrário, se o usuário do sistema noite, com a queda da temperatura e perda de energia para o céu negro,
de aquecimento solar desligar os disjuntores do circuito das resistências, poderá solidificar-se e, por conseguinte, romper os canos de cobre dos
estará também desligando a válvula anticongelamento. Ai o coletores. Uma vez existindo um sistema de bombeamento, o sistema
congelamento dos coletores é certo se ocorrerem geadas ou anticongelamento do CEB - Controle Eletrônico de Bombeamento
temperaturas muito baixas. Como o coletor solar é um ótimo emissor de precisa estar corretamente habilitado. Quando a temperatura dos
calor durante a noite, a água no seu interior atinge temperaturas sempre coletores cai até um limite antes da expansão do volume e congelamento
o
bem mais baixas que a temperatura ambiente. Fique alerta, da água (próximo de 4C), a bomba é acionada circulando a água quente
especialmente quanto ao transtorno que pode ser evitado caso a do reservatório térmico pelas serpentinas, até que a do sensor dos
instalação e a operação da válvula sejam corretas. coletores atinja uma temperatura acima do ponto de risco.
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16. Função do respiro 17. Respiros em sistemas solares com mais de um


reservatório térmico
Nunca deixe de instalar o respiro no reservatório térmico. O respiro, ou
suspiro, é a segurança do sistema contra pressões positivas ou negativas Sistemas de aquecimento solar que estão equipados com mais de um
em relação à pressão atmosférica. Isto significa que ele permitirá a reservatório térmico precisam necessariamente de respiros individuais.
entrada de ar quando a pressão é negativa e a saída de água, ar ou O uso de um respiro unificado, mesmo com diâmetro maior, não é
vapores, quando a pressão é positiva dentro do reservatório térmico. A recomendado em qualquer hipótese. A única alteração admissível nestas
forma correta de instalar o respiro é usando o mínimo possível de instalações é a interligação dos respiros para a aumentar a segurança no
conexões, preferencialmente com apenas um cotovelo na saída do caso de falha de funcionamento de algum deles. Este procedimento pode
reservatório e trajetória sempre ascendente. Não é admissível a ainda facilitar a fixação destes tubos verticais uma vez que o travamento
existência de sifões ou trechos horizontais. A única maneira de eliminar o entre eles oferece maior estabilidade.
respiro é a instalação do conjunto de válvulas quebra vácuo, eliminadora A ABNT ainda recomenda que do tubo de respiro possua diâmetro interno
de ar, válvula de retenção invertida e um registro de manutenção. Esta é a igual ou maior a 19mm. Comercialmente falando, o tubo de cobre que
solução indicada exclusivamente para as situações de equipamentos corresponde a esta necessidade é o de 22mm de diâmetro (3/4”).
onde a instalação do respiro não é viável, como nos sistemas
pressurizados.
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18. Altura dos respiros 19. Válvula de retenção nos reservatórios térmicos sem
respiro
O respiro é o dispositivo natural de equilíbrio das pressões positivas e
negativas de um reservatório térmico. Como já comentado, a sua Recomenda-se habitualmente a instalação de válvulas de retenção na
montagem precisa obedecer o sentido de ascendência para fora do alimentação de água fria dos reservatórios térmicos dos sistemas de
telhado, deve ter a menor quantidade possível de conexões, aquecimento solar. Este procedimento visa minimizar os problemas de
preferencialmente apenas um cotovelo, e jamais possuir sifões. Como o retorno de água quente para a caixa d'água especialmente quando a
seu nível de água pode variar tanto para cima quanto para baixo, é caixa não é exclusiva para alimentação do reservatório térmico. Porém, a
recomendável que seja elevado pelo menos de 15 a 20 centímetros válvula de retenção na entrada de água fria não é viável quando o
acima da caixa d'água. Como a água quente é mais leve que a água fria, a reservatório térmico não é provido de respiro natural e passa a ser
coluna de água formada pelo respiro tende a se equilibrar com a coluna equipado com válvulas que o substituem. Quando aquecemos a água em
de água fria em um nível mais alto. Lembre-se de que se o respiro for um reservatório térmico, ocorre um fenômeno de expansão do volume do
substituído por conjunto de válvulas, o que não é desejável, o fluido. Naturalmente é o respiro que absorve esta expansão e, quando
reservatório térmico precisa ser de alta pressão. necessário, expele a água excedente à capacidade do RT para fora do
telhado. Uma vez não existindo o respiro, a única alternativa para
absorção desta dilatação é a tubulação de alimentação de água fria que
transfere a variação de volume para a caixa d'água. Veja o que diz a
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas na NBR 7198
Instalação Predial de Água Quente: “é vedado o uso da válvula de
retenção no ramal de alimentação de água fria do aquecedor, quando
este ramal de alimentação de água do aquecedor, não for protegido por
respiro”.
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20. Sistemas pressurizados - Procure utilizar pressurizadores com baixa potência. Não há
necessidade de pressões acima de 5mca em sistema de uso doméstico.
Preferencialmente, use pressurizadores equipados com diafragmas para
A pressurização mecânica (artificial) de sistemas hidráulicos prediais manter a pressão da rede com a menor variação possível e que possuam
nem sempre é a melhor solução para a melhoria da qualidade do conforto controle por pressostato.
do usuário. Quase na totalidade dos casos de pressurização, uma Nunca é demais dizer: o melhor pressurizador que existe é a força
simples elevação de 50 cm ou no máximo 1 metro na caixa d'água seria natural da gravidade!.
suficiente para atender com qualidade e pressão a todos os pontos de
água fria e quente.
O que acontece sempre nos casos de pressurização é que o usuário
precisa deixar o registro de acionamento da ducha o mínimo aberto para
conseguir tomar um banho confortável. Isto significa que no início da rede
hidráulica, a pressão é aumentada em 15, 20 ou até 25mca para no final,
através do registro de pressão da ducha, a pressão é reduzida para 3 ou
2mca tornando possível o banho!
Infelizmente a cultura do exagero ainda existe e nos deparamos a todo
momento com clientes e/ou projetistas que insistem na pressurização. Se
não existe escapatória, sugerimos pelo menos a observação de alguns
itens:
- Sempre pressurize as duas redes de consumo, quente e fria, através de
um mesmo pressurizador. O eventual desequilíbrio de pressão nas duas
colunas causa problemas na mistura e possíveis “curtos circuitos”
hidráulicos.
- Sempre pressurize positivamente o reservatório térmico que deve ser
construído para suportar altas pressões. Os reservatórios térmicos
normalmente não suportam pressões negativas. A sucção da água
quente a partir do reservatório quente não é possível.
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21. Material da tubulação de alimentação da água fria dos 22. Válvula de retenção na alimentação de água fria do
reservatórios térmicos reservatório térmico

Sistemas de aquecimento de água central, como o solar, tem a A alimentação de água fria do Reservatório Térmico do Sistema de
necessidade da alimentação exclusiva de água fria para o reservatório Aquecimento Solar deve sempre seguir alguns procedimentos para que
térmico. A necessidade de uma caixa d'água adicional só vale para os não haja inconvenientes no sistema de distribuição hidráulica. É
sistemas em nível. Já para os sistemas solares convencionais, basta recomendável se instalar uma válvula de retenção na linha, permitindo o
uma tubulação separada só para o reservatório térmico. Além disto, a sentido único da caixa de água fria para o Reservatório Térmico.
ABNT recomenda que o flange desta alimentação esteja mais alto que o Acontece que a válvula de retenção só funciona para fluxos muito
flange que alimenta com água fria os demais pontos de consumo com grandes, o que não se aplica ao termossifão. Para impedir a ascensão
misturadores. Este procedimento garante que nos caso de falha no natural da água quente em direção à caixa d'água fria, é necessária a
abastecimento de água do sistema, a água quente acabe antes da água instalação de um sifão (cavalete) na alimentação de água fria do
fria, evitando assim possíveis acidentes com os usuários. reservatório térmico. Esse procedimento evita que o mesmo princípio de
É muito comum ainda a seguinte pergunta: posso alimentar o termossifão que faz a circulação natural da água dos coletores solares
reservatório térmico com PVC? A resposta é sim, desde que exista para o Reservatório Térmico, venha a acontecer dentro da tubulação de
pelo menos uma parte em material que suporte água quente antes do alimentação de água fria, entre o Reservatório Térmico e a caixa de água
reservatório em função da transferência de calor por condução através fria.
da parede do tubo. É importante ainda que seja instalado um sifão
mínimo de 15 centímetros, no trecho em material resistente à água
quente, para impedir a ascensão da água quente para o PVC e para
caixa de água fria.

PVC
COBRE

15cm
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23. Alimentação do reservatório térmico com água da rede 24. Posição da tomada de água fria na caixa d’água
pública
A ligação hidráulica entre a caixa d'água fria e o Reservatório Térmico
A possibilidade de alimentação direta de reservatórios térmicos a partir muitas vezes desperta dúvidas. As possibilidades de interligação
do cavalete de entrada da rede pública é nula. Mesmo que o reservatório hidráulica quando o Reservatório Térmico e a caixa d'água estão em
térmico seja para altas pressões, esta instalação não é possível. Além de Desnível, apesar de ser a mais simples e com menos problemas, implica
estar em desconformidade com as normas da ABNT, que recomenda em algumas regras e uso de alguns acessórios. É importante realizar a
sempre a quebra da pressão através de uma caixa d'água com torneira ligação de maneira que, se faltar água na rede de abastecimento, a água
do tipo bóia, as pressões das redes públicas brasileiras não possuem quente acabe antes da água fria nos pontos de mistura. Quando o
regularidade. Estes valores de pressão podem ser zero, quando Reservatório Térmico e a caixa d'água estão em desnível, o sistema que
acontece a falta d'água, ou chegar até o limite de 40mca. Estas grandes apresenta menor risco em termos da hidráulica, temos diferentes
oscilações podem colocar o reservatório térmico e todo o sistema possibilidades de interligação. Convém sempre ter a hidráulica de água
hidráulico em situação de risco pois estarão sob grandes e constantes fria que alimenta os pontos de consumo (mistura de água fria e quente),
variações mecânicas, comprometendo assim a sua vida útil. Mesmo os saindo da mesma caixa d'água. O flange da saída para o Reservatório
sistemas de aquecimento solar compactos, possuem uma pequena caixa Térmico deverá estar em um nível acima do flange da saída para
d'água com bóia para regular a pressão do sistema. consumo de água fria. Com esse procedimento, se houver falta de água
na rede de abastecimento e alguém estiver usando a ducha, a água
quente acabará primeiro do que a água fria, evitando o risco de
queimaduras no banho.

RT Outros Pontos
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25. Interligação de reservatórios térmicos 26. Reservatório Térmico de Nível e Nível - opção e eficiência
para pouco espaço
Dois ou mais reservatórios térmicos podem ser interligados basicamente
de duas formas: A instalação do Reservatório Térmico de Nível e Nível, uma criação
A primeira possibilidade é a interligação em paralelo onde a alimentação exclusiva que viabiliza a instalação de todo o sistema de aquecimento
de água fria que vem da caixa d'água é dividida em duas, uma para cada solar em termossifão em telhados mais baixos, é, na realidade, uma
RT, e depois as saídas de consumo se juntam formando um único tubo grande evolução tecnológica. Dessa maneira, a instalação da caixa
para a água quente. Nas interligações em paralelo poderão ocorrer d'água ao lado do Reservatório Térmico horizontal de nível e a
alguns inconvenientes como: consumir mais água quente de um RT e implantação de um dispositivo de bloqueio de fluxo inverso, que
menos de outro pelo fato da ligação hidráulica não ficar exatamente possibilita a instalação em nível com os coletores, requer ainda alguns
simétrica, necessidade de habilitação dos dois aquecimentos cuidados para que a eficiência de funcionabilidade e o desempenho de
complementares, dificuldade de equalização e simetria em instalações todo sistema não sejam comprometidos. É indispensável que certas
com três ou mais reservatórios térmicos, com atenção especial para os condições fundamentais sejam respeitadas: Instalar o Reservatório
números ímpares. Térmico no local mais próximo possível dos pontos de consumo de água
A outra maneira mais comum de interligação é a seqüência em série. quente; isolar termicamente todos os tubos, para minimizar as perdas de
Nessas instalações, a saída de consumo de um RT é conectada na calor; e instalar os coletores o mais próximo possível do reservatório
entrada de água fria do seguinte. Além de garantir um consumo regular térmico e com o mínimo de conexões.
de todos os reservatórios térmicos e diminuir bastante a possibilidade de
erro, este tipo de interligação possibilita otimizar a instalação e o
acionamento do sistema complementar de aquecimento habilitando-se a
resistência apenas do último RT da série.
É desejável ainda que, caso a circulação não seja através de
bombeamento, em qualquer uma das duas situações, cada RT possua o
seu próprio circuito em termossifão para os coletores solares. Esse tipo
de instalação em série melhora muito a estratificação do sistema e,
conseqüentemente, melhora também, e muito, sua eficiência térmica.

1,00m
30º
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27. Reservatório Térmico de Nível e Nível requer cuidados 28. Qualidade da água

A instalação do sistema de Aquecimento Solar de Água Nível e Nível, de Todo cuidado é pouco quando se trata de instalação de aquecedores
privilégio de patente da Soletrol, requer um cuidados extras. Seu solares onde a água a ser utilizada não é conhecida. Uma água imprópria
funcionamento se destaca dos demais sistemas pelo quase total em um aquecedor solar pode provocar corrosão no reservatório térmico
nivelamento dos três elementos da instalação - caixa d'água fria, ou até mesmo nas tubulações de cobre, e esta ocorrência eventual não é
reservatório térmico e coletores solares, e a proximidade dos coletores coberta por garantia. Havendo dúvida sobre as propriedades da água, é
solares em relação do reservatório térmico. A maior proximidade dos recomendável uma análise físico-química da água que abastecerá o
coletores, em relação ao reservatório térmico, se faz necessária para sistema, para realizar a correta especificação do produto ou, em alguns
uma compensação da perda de carga hidráulica adicional atribuída à casos, o devido tratamento da água. É importante enfatizar que uma
válvula de desnível negativo que equipa o reservatório Nível e Nível. água própria para consumo humano pode não necessariamente ser
Deve, portanto, existir muito cuidado com as medidas dos tubos de adequada para ficar em contato com determinadas ligas e/ou metais.
alimentação e retorno dos coletores solares, que deverão ser encurtadas Especial atenção é recomendada para as regiões litorâneas, edificações
o máximo possível (desejável que os dois percursos somados não abastecidas por poços artesianos, regiões que eventualmente são
ultrapasse 8 metros de comprimento). abastecidas por água não tratada ou por caminhões pipa e piscinas que
operam com dosadores de cloro a partir do sal de cozinha. Prevenir é
melhor que remediar!
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29. Sistemas em termossifão para grandes obras 30. Pressão nos sistemas em termossifão

Como é de conhecimento de todos, o termossifão é limitado a sistemas Muitas pessoas acham que elevando a pressão do sistema de
de aquecimento solar de 1.000 a 1.500 litros, dependendo das condições aquecimento solar estarão melhorando o desempenho do termossifão.
de instalação. Como a diferença de temperatura das colunas de Isto não é verdade, porque quando se eleva a altura de uma caixa d'água,
alimentação de água fria e retorno de água quente é limitada, a água não o acréscimo de pressão acontece nas duas colunas de água que
tem muita “força” para circular grandes quantidades de água pelos interligam os coletores: a que abastece e a que retorna a água para o
coletores solares. A solução natural para estes casos é a instalação de reservatório térmico. É por isto que é perfeitamente possível colocar em
circulação artificial promovida por uma bomba e seus controles. funcionamento sistemas solares com caixa em nível, desnível ou até
Acontece que em muitas situações é perfeitamente admissível subdividir mesmo sistemas pressurizados. Sob o aspecto de geração de água
o grande sistema bombeado em sistemas de circulação natural menores. quente, todos eles possuem o mesmo desempenho. O aumento da
Basta fazer com que cada reservatório da subdivisão possua o seu pressão apenas aumenta o conforto do banho e, em alguns casos,
próprio conjunto de coletores solares para o termossifão e o circuito de aumenta o desperdício de água!
alimentação de água fria e consumo de água quente seja executado “em
série'”. É desejável inclusive efetuar a habilitação do sistema de
aquecimento complementar apenas no(s) último(s) reservatório(s)
térmico(s). Em muitos casos o custo do equipamento pode ser reduzido,
viabilizando economicamente ainda mais o sistema de aquecimento
solar, e a manutenção fica minimizada apenas à limpeza dos vidros.

6 Sistemas
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31. Cuidado com o sifão 32. Fique de olho nos sifões

Todo cuidado é pouco para não deixar acontecer sifões nas tubulações O sifão hidráulico é um recurso muito utilizado em diversas situações de
do sistema de aquecimento solar. Um sifão não é problema até que o instalação de água fria e quente, inclusive na própria instalação do
acúmulo de pequenas bolhas de ar se transforma em uma grande bolha aquecedor solar. Um exemplo é o sifão no trecho de alimentação de água
que interrompe o fluxo de água do sistema. Confira e garanta sempre a fria, entre a caixa d'água e o reservatório térmico, que impede um fluxo
ascendência da tubulação em direção ao reservatório térmico. O respiro inverso da água quente em direção à caixa d'água.
do reservatório, que também não pode admitir sifão, é a única saída para Porém, os sifões devem ser evitados no circuito dos coletores solares. Ao
as bolhas de ar. Assim, evite os trechos “quase” horizontais e use sempre contrário do que a maioria das pessoas pensam, não é exatamente o
um nível nos tubos pouco inclinados para ter certeza que não haverá sifão que impede o fluxo de água no termossifão. O que provoca a
problema. interrupção do ciclo de aquecimento dos coletores solares é a formação
normal das bolhas de ar que podem ficar presas no sifão. Quem é que
nunca escutou aquele caso do sistema solar que misteriosamente para
de funcionar de uma hora para outra? O técnico “verifica” a instalação,
acha que está tudo certo e, por precaução, faz um purgamento do
sistema eliminando todas as prováveis bolhas de ar. Neste momento o
termossifão volta a funcionar perfeitamente. Com o passar de poucos
dias, como por “mágica”, o aquecimento é interrompido novamente. Isto
significa que em um determinado ponto de sifonamento da tubulação, a
bolha de ar vai aumentando aos poucos até barrar completamente a
passagem da água. Fique de olho na formação de sifões por menor que
sejam e certifique-se que em qualquer trecho das tubulações dos
coletores uma bolha de ar encontrará o caminho natural do respiro do
reservatório térmico.
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33. Comprimento de tubulação no termossifão 34. Fluxo reverso

O que faz o termossifão funcionar é a diferença de peso entre as duas Um aspecto importante para o bem desempenho do termossifão diz
colunas de água do circuito dos coletores solares: a alimentação e o respeito ao que chamamos de fluxo reverso. À noite, o coletor solar troca
retorno para o reservatório térmico. Como a coluna de alimentação é calor com o céu e a água no seu interior fica bem fria. Então existe uma
mais pesada, o retorno é de certa forma empurrado de volta para o tendência de o fluxo de água começar a acontecer ao contrário, esfriando
reservatório térmico e assim o ciclo natural é estabelecido. Entretanto, a água que está quente dentro do reservatório. Quando a água do coletor
existe uma força contrária ao movimento que corresponde ao atrito da desloca pelo tubo, a própria água fria no tubo e no reservatório térmico
água dentro das tubulações. A esta reação damos o nome de perda de fazem força no sentido contrário, evitando o fluxo reverso. Porém, todo
carga do circuito hidráulico. Então, quanto maior é a perda de carga, sistema por termossifão tem um pouco de fluxo reverso. Se a distância
menor será a capacidade do termossifão de vencer o atrito e, por vertical entre o coletor e o fundo do reservatório for maior que 30
conseqüência, menor será a capacidade de aquecimento do sistema, centímetros, o fluxo reverso é muito pequeno, equivalente a menos de
chegando ao ponto de simplesmente interromper o fluxo da água. Para um copo de água por noite. Mas, na medida em que essa distância
minimizar os problemas de termossifão com “pouca força”, recomenda- diminui, o fluxo reverso aumenta e pode chegar facilmente a 20% de toda
se o seguinte limite: para sistemas em termossifão convencionais ou em a água aquecida durante o dia. Por último, é bom saber que tubos sem
nível, a soma dos comprimentos dos tubos de ida e volta dos coletores isolamento também contribuem para o aumento da circulação reversa e
não deverá ultrapassar 12 metros nem devem possuir mais de 10 um menor desempenho do termossifão.
conexões. Já para os sistemas nível e nível, que possuem uma válvula
que impede o fluxo reverso, o recomendável é ter no máximo 8 metros de
percurso hidráulico total para os coletores solares.
E nunca se esqueça do isolamento térmico. Lembre-se de que o que
impulsiona o termossifão é temperatura, e tubo sem isolamento no
termossifão significa pisar no acelerador e no freio ao mesmo tempo!
20% de Perda

Menor que 30cm


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35. Cuidados com sifonamento no conjunto de coletores 36. Sistemas bombeados


solares
Existindo área ensolarada para os coletores, sempre vai existir uma
A disposição dos coletores solares no telhado deve obedecer todos os solução técnica para a instalação de um aquecedor solar Soletrol. Se
requisitos e normas técnicas. Além disso, deve também obedecer certos nenhuma das várias alternativas disponíveis em termossifão (desnível,
requisitos naturais, para que a fluência da água transcorra de maneira nível, nível e nível ou os sistemas compactos) atender as condições
mais natural possível, principalmente na instalação hidráulica dos técnicas, a solução é a circulação forçada. Para esta opção são
coletores solares de pequenos sistemas em termossifão. Como a água necessários apenas uma pequena motobomba e um CEB Controle
procura sempre o menor caminho, e a naturalidade da vazão obedece Eletrônico de Bombeamento. Com o bombeamento, não só qualquer
leis da natureza líquida, é imprescindível que o plano de coletores seja sistema se torna viável tecnicamente, como também é possível aquecer
ligeiramente inclinado para garantir a ascendência do circuito hidráulico quaisquer volumes de água maiores que os obtidos convencionalmente.
em direção ao reservatório térmico. Não se faz necessário que
inclinemos muito. Basta respeitarmos uma declividade de apenas 2% no
conjunto de coletores solares. Essa declividade será suficiente para
deixar os coletores solares livres do risco de sifonamento.

Sifão

Bomba
Hidráulica
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37. Cuidado extra em sistemas bombeados 38. Tamanho das bombas

Na maioria dos sistemas de aquecimento solar bombeados, os coletores Cuidado com as bombas muito grandes nas instalações bombeadas.
solares estão dispostos sobre o telhado em nível superior ao reservatório Bomba de grande potência ou bomba barata não significam
térmico. Como um dos sensores do CEB Controle Eletrônico de necessariamente que a eficiência do aquecedor solar será boa. Como o
Bombeamento precisa estar bem perto dos coletores, existe uma CEB Controle Eletrônico de Bombeamento funciona no princípio de
possibilidade da água quente do reservatório térmico subir pelo processo diferença de temperatura entre os coletores solares e o reservatório
de termossifão até o ponto do sensor dos coletores. Desta forma, o CEB térmico, vazões muito grandes irão provocar um liga e desliga da bomba
pode acionar a bomba de forma equivocada durante períodos sem com freqüência muito grande. Além de um prejuízo pesado na
radiação solar. Para evitar este problema, recomenda-se instalar no tubo estratificação de temperatura da água, as bombas superdimensionadas
de retorno dos coletores, logo após o sensor, um sifão de no mínimo 5 cm terão vida curta e o aquecimento não será satisfatório. Uma base para se
para impedir a ascensão da água quente do reservatório térmico. estabelecer vazões interessantes é usar a média de 30 litros/hora para
cada 100 litros de armazenamento. Consulte sempre as curvas de
rendimento para saber se a bomba escolhida é compatível com as
necessidades de vazão e pressão da instalação.
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39. Para circulação forçada, respiros mais altos 40. Aquecimento solar em piscina é só benefício

O que faz o termossifão funcionar é a diferença de peso entre as duas Para as propriedades com piscinas de qualquer tamanho sempre existe
colunas de água do circuito dos coletores solares: a alimentação e o uma maneira racional para se obter benefícios financeiros e de bem
retorno para o reservatório térmico. Como a coluna de alimentação é estar. O proprietário usuário dessa fonte de lazer e entretenimento, só
mais pesada, o retorno é de certa forma empurrado de volta para o não desfruta mais dessa tecnologia, por total desconhecimento de todas
reservatório térmico e assim o ciclo natural é estabelecido. Entretanto, as vantagens que o Aquecimento Solar de Água proporciona. Devido ao
existe uma força contrária ao movimento que corresponde ao atrito da baixo custo de instalação e custo operacional quase nulo, a procura para
água dentro das tubulações. A esta reação damos o nome de perda de esse benefício cresceu vertiginosamente nos últimos tempos. Ser
carga do circuito hidráulico. Então, quanto maior é a perda de carga, proprietário de uma piscina residencial aquecida, além de fonte de lazer
menor será a capacidade do termossifão de vencer o atrito e, por mais prolongado e grande benefício salutar para o organismo, é ter um
conseqüência, menor será a capacidade de aquecimento do sistema, grande retorno de bem estar e economia. A instalação do aquecimento
chegando ao ponto de simplesmente interromper o fluxo da água. Para solar em piscinas prontas é uma tarefa bastante simples, onde todo o
minimizar os problemas de termossifão com “pouca força”, recomenda- equipamento existente para filtragem e limpeza é mantido, sem grandes
se o seguinte limite: para sistemas em termossifão convencionais ou em alterações no sistema. Como a piscina já funciona como um reservatório
nível, a soma dos comprimentos dos tubos de ida e volta dos coletores térmico natural, para se instalar esse benefício implica apenas em
não deverá ultrapassar 12 metros nem devem possuir mais de 10 dimensionar o número de coletores solares e a tubulação que será usada
conexões. Já para os sistemas nível e nível, que possuem uma válvula no sistema. O dimensionamento da quantidade de coletores solares
que impede o fluxo reverso, o recomendável é ter no máximo 8 metros de parte de proporcionalidade em relação à área da lâmina de água da
percurso hidráulico total para os coletores solares. piscina e o sistema de funcionamento será bombeado, controlado por um
E nunca se esqueça do isolamento térmico. Lembre-se de que o que Controlador Eletrônico de Bombeamento - CEB. O sistema é bastante
impulsiona o termossifão é temperatura, e tubo sem isolamento no eficiente, pois requer apenas a manutenção da temperatura da piscina
termossifão significa pisar no acelerador e no freio ao mesmo tempo! que varia em torno de 26 a 29 graus.
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41. Aquecedores solares para piscinas 42. Dimensionamento de aquecedores solares para piscinas

Todo sistema de aquecimento solar para piscina implica em uma O dimensionamento de sistemas de aquecimento de água para piscina,
motobomba para a circulação da água pelos coletores solares. A solar ou não, é sempre proporcional à área e não ao volume da piscina
existência da bomba é inevitável em função da quantidade e posição dos como muitos pensam. Isto se deve a basicamente dois motivos.
coletores em relação à piscina e à vazão alta que estes sistemas Primeiramente, não existe consumo de água quente como acontece em
precisam possuir. Surgem então questões importantes como o uso ou um sistema convencional. Em segundo lugar, uma vez aquecida a
não da mesma bomba do sistema de filtragem. Recomenda-se que, piscina, o sistema de aquecimento precisa apenas repor as perdas de
preferencialmente, o sistema solar possua uma bomba separada. Uma temperatura que acontecem o tempo todo. Estas perdas por sua vez
das razões está relacionada às características de pressão das bombas estão quase na totalidade localizadas na superfície da água, sobretudo
utilizadas nos equipamentos de filtragem. Como a maioria das casas de na forma de evaporação. Daí a proporcionalidade da quantidade de
máquinas de filtros estão abaixo do nível de água da piscina, estas coletores solares em relação ao tamanho da piscina e a grande
bombas precisam de pouca capacidade de pressão, o recalque é nulo. O importância do uso da capa térmica durante os períodos de não
mesmo já não acontece com as bombas dos coletores solares. Quase utilização. A proporção da área de coletores solares pode variar de 70% a
sempre eles estão instalados sobre o telhado de uma residência, de uma 120% da área da piscina dependendo das condições de instalação,
área de churrasqueira, varanda, etc. Assim, além de vazão específica, a temperatura de trabalho e autonomia média durante o ano.
motobomba dos coletores solares deverá possuir pressão suficiente para
circular a água da piscina a um nível de pelo menos 3 metros acima da
lâmina d'água. Outro inconveniente do uso de uma mesma bomba é a
necessidade da filtragem sempre que a água estiver sendo aquecida e
vice-versa, ou seja, não poderá ser executada a filtragem durante a noite
ou em períodos sem radiação solar suficiente para o aquecimento.
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43. Capa de piscinas 44. Sensor na tubulação de PVC da piscina

Sempre comentamos aqui da importância do isolamento térmico nas Nos sistemas de aquecimento solar para piscina, quanto maior for a
instalações dos aquecedores solares. Uma vez que as nossas atividades precisão dos sensores utilizados, melhor será o desempenho e a
estão sempre envolvendo aquecimento de água, precisamos sempre operação do sistema de aquecimento, pois o sistema opera com o
estar preocupados em armazenar e manter esta preciosa energia na diferencial da temperatura obtida através de dois sensores. Na maioria
forma de água quente com propriedade. A recomendação vale para os das piscinas, a saída para filtragem é a mesma utilizada para a saída da
reservatórios térmicos, para os tubos de circulação da água quente, para água da piscina que vai para os coletores solares. Ou seja, neste trecho a
os coletores solares e também para as piscinas. Como sabemos que a tubulação é de PVC. Uma das maneiras de se obter maior precisão do
água da piscina perde a maior parte do calor pela superfície, a capa sensor do CEB Controle Eletrônico de Bombeamento (saída de água da
térmica entra como item fundamental para a eficiência do sistema. A sua piscina) é rosqueando o parafuso do Quick Sensor diretamente na
importância não é só para as piscinas aquecidas pelos sistemas solares. tubulação de PVC, antes da bomba do sistema de aquecimento solar.
Se o caso é um aquecedor a gás, a capa se faz necessária da mesma Desta maneira, tem-se maior precisão da leitura da temperatura naquele
maneira. Na piscina sem capa fora do período de utilização acontece a ponto e maior facilidade na fixação do sensor através de um pequeno
mesma situação de querermos gelar uma cerveja com a porta do freezer furo. É importante não deixar de aplicar a cola de PVC no local.
aberta. Se a piscina não for coberta pela capa térmica, jamais atingirá o
aquecimento satisfatório.
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45. Aquecedores Solares Compactos 46. Diferença entre Sistemas Acoplados e Sistemas
Integrados
Na onda do crescimento do mercado de sistemas de aquecedores
solares para residências prontas, algumas dúvidas vêm surgindo quanto O sistema integrado, tecnicamente falando, trata-se de sistema de certa
à instalação dos sistemas compactos. A dúvida mais freqüente é quanto à forma limitado e rudimentar. No caso do sistema integrado, reservatório
utilização ou não da caixa d'água fria original do equipamento. Uma vez térmico e coletor solar são a mesma coisa. Caracterizam-se por sistemas
que o reservatório térmico pode suportar a uma pressão de até 0,2 de baixa temperatura, pouca autonomia e grandes perdas térmicas
kgf/cm² (ou 2 metros de coluna d'água), nada impede que o sistema
durante o período noturno.
possa ser alimentado por uma caixa d'água existente. Basta que esta
Já os sistemas compactos, são os sistemas que apresentam pequeno
esteja em nível superior ao reservatório térmico e que o desnível entre a
bóia da caixa d'água e o fundo do reservatório térmico não ultrapasse 2 volume mas funcionam sob os conceitos modernos da engenharia
metros. Caso o aquecedor solar compacto seja realmente montado com solar, especialmente sob o regime de termossifão que é a circulação
a caixa d'água original, recomenda-se que o desnível entre ela e a caixa natural da água entre um reservatório termicamente isolado e um
d'água que abastece com água fria o misturador não seja muito elevado. coletor solar. O termo "compacto" refere-se à construção do sistema,
Quanto maior a diferença de pressão entre as duas colunas de uma vez que o conjunto coletor solar e reservatório térmico configura-
alimentações fria e quente, mais difícil e instável será a mistura no se como um monobloco. O compacto é diferente do sistema integrado
misturador da ducha. Associado a este fato, poderá existir ainda o pois possui distintamente os componentes de geração de água quente
indesejável abastecimento da válvula de descarga e do misturador a e armazenagem da energia na forma de água aquecida.
partir de uma mesma prumada de água fria. Apesar das recomendações
das normas da ABNT, este erro é constatado com freqüência em
habitações de padrão alto ou populares, novas ou antigas, e que foram
inicialmente projetadas para receber o chuveiro elétrico.
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47. Sistemas compactos 48. Abastecimento de água fria dos aquecedores solares
compactos
Os sistemas compactos são um sucesso no mundo todo. São
equipamentos de fácil instalação e de fácil adaptação em qualquer tipo de Todo e qualquer sistema de aquecimento solar precisa de uma
residência, mesmo aquelas que já estão prontas e não possuem rede de alimentação de água fria a partir de uma caixa d'água. Os aquecedores
água quente. Basicamente, a única limitação está na capacidade. compactos normalmente são equipamentos com pequenas caixas
Entretanto, é sempre bom lembrar que 200 litros são suficientes para d'água incorporadas ao sistema, e para a alimentação de água fria, basta
atender à grande maioria das famílias brasileiras com água quente para o a instalação de um novo sub-ramal derivado da tubulação que já
banho, substituindo o chuveiro elétrico. Para que o desempenho não seja abastece a caixa de água fria original da edificação. Esta pequena caixa
comprometido, recomenda-se que o sistema compacto não seja d'água do aquecedor solar compacto possui válvula tipo bóia
instalado se o desvio em relação ao norte geográfico for maior do que 45 independente e é automaticamente preenchida à medida que acontece
graus, pois o seu rendimento ficará muito prejudicado no inverno. Nestes consumo de água quente do reservatório térmico.
casos, o desvio em relação ao norte é mais crítico, pois não há como
compensar a perda aumentando a área coletora, e que ainda aumentará
a sombra do próprio reservatório sobre o coletor. Quando for escolher a
posição de instalação no telhado, dê preferência para a localização mais
próxima possível do banheiro onde a água quente será consumida.
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49. Orientação dos sistemas compactos 50. Compactos com misturadores solares em alta

Aquecedores solares compactos são sistemas versáteis, bastante Pela eficiência comprovada, pelo baixo custo e praticidade na instalação,
eficientes, são de fácil instalação e cabem em qualquer orçamento. o mercado de sistemas de aquecimento solar compactos em casas
Porém, um cuidado precisa ser observado para que o seu rendimento prontas está em alta. Dessa maneira, os modelos compactos estão
não seja prejudicado: orientação. Sabemos que a orientação mais traçando uma curva de ascensão rápida na estatística das residências
adequada para um coletor solar é o Norte Geográfico e nem sempre o prontas que têm seus proprietários optando pelos aquecedores solares
telhado em questão cliente possui um plano inclinado para o lado ideal. de água, onde a presença dos registros misturadores (patente Soletrol)
Se a orientação não é perfeita, também já sabemos que é possível fazer para duchas e torneiras de cozinha complementam o grau de satisfação
uma compensação na área de coletores solares para minimizar o do usuário, pela beleza de estilo sem que haja qualquer tipo de agressão
problema. Mas como compensar o desvio em um compacto? Além da nas paredes. O aquecimento solar de água, principalmente no Brasil,
difícil operação de aumentar a área coletora, aquecedores solares está se tornando cada vez mais uma necessidade econômica. Perante
compactos, como o próprio diz, implica em reservatório térmico e coletor essa realidade nacional o brasileiro está descobrindo que a opção solar é
solar muito próximos um do outro. Então, quanto maior o desvio da uma ótima opção de benefício e conforto aliado à economia. As famílias
orientação do norte geográfico, mais sombra o reservatório térmico mais numerosas, onde a demanda de água quente é maior, estão
projeta sobre os coletores. Se orientado para leste, o coletor recebe duplicando a instalação de aquecedores solares compactos, optando
sombra do RT à tarde, se orientado para oeste, o coletor recebe sombra pela facilidade de aquisição do produto e pela facilidade na instalação.
do RT pela manhã. É por isso então, que existe a recomendação para um
desvio máximo de um equipamento compacto em relação ao Norte
Geográfico, de 45° para leste ou para oeste. O problema se repete
quando o local de instalação do aquecedor compacto está muito próximo
do equador. Em latitudes muito baixas, mesmo com orientação perfeita,
as sombras acontecerão em determinado período do ano.
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51. O uso da bússula 52. Por que para Norte?


Cuidado quando checar a direção do norte através da bússola. Primeiro Os coletores solares preferencialmente devem estar orientados para
lembre-se de que o norte indicado por ela corresponde ao norte norte para que tenham a maior quantidade e melhor homogeneidade de
magnético e não ao geográfico. Na maior parte do país, a diferença entre radiação solar, tanto nas variações dos dias do ano quanto nas variações
eles é de aproximadamente 20°. Em outras palavras, o norte geográfico das horas do dia. Isto se deve ao fato do território brasileiro se encontrar
está à direita do norte magnético 20°. Em segundo lugar, é necessário na sua maior parte no hemisfério sul. As exceções ocorrerão no extremo
tomar alguns cuidados para que a leitura não seja comprometida por norte do Brasil. Quanto maior a latitude sul, maior é a incompatibilidade
influência externas no campo magnético do local de medição. São das orientações de coletores para Sul e suas variações SE e SO. Como
comuns as aferições equivocadas causadas por interferências de sabemos que a trajetória diária do Sol está sempre variando de mais
baterias de celular, baterias de automóveis, rede de transmissão de inclinada para o norte no inverno e menos inclinada no verão, e
energia, transformadores, ferragem de concreto armado, etc, ou diariamente sempre de leste para oeste, a melhor opção de orientação é
qualquer outro metal ferroso que esteja próximo a bússola. o norte. Importante frisar que o norte que estamos buscando sempre é o
geográfico (ou verdadeiro) e não o magnético (indicado pela bússola). Os
dois possuem direções diferentes que variam de região para região e
alteram pouca coisa com o passar dos anos. A esta diferença é dado o
nome de declinação magnética. Para finalizar, se os coletores não
ficarem orientados exatamente para o norte geográfico, não significa que
o sistema de aquecimento solar não vai funcionar. De duas uma: ou o
sistema terá um rendimento um pouco menor que o ideal ou então se faz
uma compensação no número de coletores para a correção da
deficiência de radiação solar.
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53. Declinação magnética 54. Geometria solar - Solstício de inverno

Existe uma diferença entre a direção do norte apontado pela bússola, 21 de junho é dia de solstício de inverno! Mas o que é um solstício?
Norte Magnético, e a direção das linhas geográficas norte e sul que Conhecer um pouco melhor como o Sol se comporta ao longo do dia e ao
corresponde ao Norte Geográfico. A esta diferença damos o nome de longo do ano é fundamental para qualquer ser vivo. Até os animais
declinação magnética. Praticamente em todo o território nacional, o alteram os seus comportamentos em função das modificações no clima
ângulo de declinação magnética é sempre negativo. Norte Magnético provocadas pelo Sol ao longo do tempo. O mesmo acontece com as
está segundo um ângulo, à esquerda (sentido anti horário) do Norte plantas que sabem como o Sol caminha pelo céu orientando assim o
Geográfico. crescimento das suas folhas para a realização da fotossíntese. Já o
A declinação muda muito pouco com o passar dos anos. Quem determina homem moderno usa muito pouco estes conhecimentos. Só lembra de
os valores oficiais para a declinação magnética no Brasil para períodos a pensar na posição do Sol vez ou outra como na hora de estacionar o carro
cada 5 anos é o Observatório Nacional do Rio de Janeiro. à sombra ou na hora de ligar o ar condicionado do escritório que está na
Para conferir qual é a declinação magnética da sua região, consulte a fachada oeste do edifício, arrependido por não ter alugado a sala ao lado
tabela abaixo. que está orientada para o sudeste!
Se conhecer o Sol é importante pra todos, imagine então para um
profissional que está envolvido com aquecedores solares de água. Dia 21
de junho é o dia em que tivemos o dia mais curto e a noite mais longa do
ano. É o solstício de inverno que também é oficialmente o início da
estação do frio. Este dia é o pior do ano em relação à incidência da
radiação nos planos dos coletores solares. Se estes não estão
Norte Magnético N. M.
Norte
corretamente orientados e inclinados, o menor desempenho do sistema
Geográfico
ficará ainda mais acentuado.

Região Declinação Magnética Média


Norte -10o 21 de Junho

o
Nordeste -22
Centro-oeste -16o
Sudeste -20o
Sul -14o Hemisfério Sul
Inverno
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55. Geometria solar - Solstício de verão 56. Geometria e aquecimento solar

O solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de dezembro. Esta data Conhecer um pouco de desenho técnico e geometria pode fazer uma
marca oficialmente a chegada do verão no hemisfério sul e a chegada do grande diferença na especificação e na instalação de um aquecedor
inverno no hemisfério norte. Este dia se configura como o dia mais longo solar. Não pega bem ficar na dúvida sobre como calcular a área de uma
e a noite mais curta do ano. É quando também, ao meio dia, a radiação piscina ou a inclinação de um telhado, não é mesmo?
solar incide de forma perpendicular sobre um plano horizontal sobre o Procure ficar sintonizado com a matéria recorrendo a livros de ensino
Trópico de Capricórnio (paralelo 23°27' sul). No zodíaco, marca também
a entrada do Sol na constelação de Capricórnio. Para o sistema de fundamental ou apostilas de cursos pré-vestibulares de matemática que
aquecimento solar, não necessariamente será o dia de melhor ensinam de forma bastante simples os fundamentos principais da
rendimento. Na região sudeste e sul do Brasil, além de ser um período de geometria. Aquelas fórmulas que possam ser úteis no seu dia-a-dia, tente
grandes possibilidades de nebulosidade, as longas horas de radiação copiá-las e mantê-las na agenda ou na pasta de trabalho. Nos estudos de
nem sempre compensam a queda de rendimento provocada pelo ângulo sistemas para piscinas são muito usadas as fórmulas de cálculo de área
de incidência dos raios solares sobre o plano inclinado dos coletores. Isto de figuras planas como o triângulo, o retângulo e a circunferência. Já na
significa que, quanto mais inclinado para norte o coletor estiver, menor hora de estudar a forma de instalação de coletores solares e estruturas
será a sua eficiência no solstício de verão. A inclinação do coletor em de telhados, as funções trigonométricas do triângulo retângulo (seno,
direção ao norte geográfico, segundo o ângulo da latitude acrescido de coseno e tangente) e o Teorema de Pitágoras quebram um galhão!
aproximadamente 10 graus, visa aumentar o rendimento do sistema no
solstício de inverno. No período de verão, as demandas de água quente
são menores e a temperatura da água fria naturalmente é elevada em
função do aumento da temperatura ambiente.

Hemisfério Sul
Verão
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57. Cuidado com a sombra 58. Sistema complementar de aquecimento através de


resistências elétricas
Pode parecer uma coisa óbvia dizer que o coletor solar precisa de sol
para funcionar, não é mesmo? Acontece que em muitas instalações este Uma dúvida freqüente entre futuros usuários de aquecimento solar é com
princípio elementar é esquecido. Como o Sol muda de posição a toda relação ao aquecimento quando não temos sol, vários dias de chuva ou
hora e emite os raios com ângulos diferentes a cada dia do ano, não basta dias nublados. Para esses dias, o Aquecedor Solar poderá não aquecer
uma verificação simples considerando apenas uma determinada data e ou aquecer um pouco. A mesma situação poderá acontecer em dias de
hora. É muito importante considerar o comportamento do Sol o ano todo, inverno muito intensos e ou parcialmente nublados. Para estes dias,
especialmente no período do inverno quando os ângulos de incidência da utiliza-se o sistema elétrico auxiliar existente no reservatório térmico, que
radiação solar são mais complicados e acontece a maior demanda de irá complementar o aquecimento necessário na água, uma vez que
água quente. normalmente a água já estará pré-aquecida pelo Sol. Quando o
Lembre-se de que não são apenas os prédios vizinhos, as árvores e as Aquecedor Solar está instalado corretamente, a necessidade de ligar-se
caixas d'água que projetam sombras sobre os coletores. Quando os o sistema auxiliar elétrico é normalmente de cerca de 30 dias no ano na
conjuntos de coletores solares estão dispostos segundo planos maioria de estados brasileiros, dependendo das condições
paralelos, o conjunto da frente pode projetar sombra no conjunto que está meteorológicas de cada região. Conclui-se então que o usuário sempre
atrás caso o espaçamento entre eles não seja suficiente. Fique de olho terá água quente e, se necessitar da utilização do sistema complementar
também nas antenas parabólicas, que apesar de serem construídas com elétrico, será muito pouca sua aplicação e conseqüentemente o custo
telas, também provocam sombras que comprometem a capacidade de será quase insignificante.
aquecimento dos coletores.
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59. Utilização do aquecimento complementar elétrico 60. Ligação do sistema de aquecimento complementar
elétrico
O sistema complementar elétrico do aquecedor solar deve ser utilizado
da maneira mais racional possível, visando economizar ao máximo o Alguns reservatórios térmicos fabricados pela Soletrol, de baixa e alta
gasto com energia elétrica. Sendo assim, a melhor maneira de utilização pressão, possuem sistema de aquecimento complementar elétrico em
do complementar elétrico do sistema de aquecimento solar talvez seja o circuito simples, resistência 3500 watts, bifásico (220V), acionados por
sistema automático acoplado a um timer. Este sistema consiste em termostato de encosto pré regulado a 56° em média. As ligações elétricas
se resumem na conexão do fio terra (verde) no aterramento da edificação
deixar os disjuntores ligados (evitando o esquecimento de ligá-los), e dos fios das fases (branco e vermelho) em cada uma das duas fases
porém conectados a um timer de múltiplos horários, que deverá ser respectivamente. Para esta condição de ligação do sistema
programado para permitir passagem de corrente apenas nos horários complementar de aquecimento, o cliente deverá providenciar proteção
programados pelo cliente (02 a 03 horas antes do horário de uso). das duas fases através de dois disjuntores de 20 A (vinte ampéres). Os
Resumidamente, o sistema funcionará da seguinte forma: ao deixar o reservatórios térmicos da série “Soletrol Max e Superboiler Soletrol”
termostato constantemente ligado, ele mandará corrente ao timer (que estão equipados com sistema de aquecimento complementar elétrico em
contém a programação de liga e desliga previamente feita pelo usuário, circuito duplo (um operante e outro reserva), resistências de 3500 watts
operante e 3500 watts reserva, bifásico (220V), acionados por
como se fosse um rádio relógio que se programa para despertar ou termostatos de encosto pré regulados a 56° em média (um operante e um
desligar). Neste momento, se o timer verificar o horário em que foi reserva). As ligações elétricas consistem nas conexões do fio terra
programado para ligar, permitirá a passagem de corrente e acionará o (verde) no aterramento da edificação e dos fios das fases (branco e
termostato que vai verificar se há ou não água quente dentro do vermelho) no circuito operante. O circuito alternativo (fio preto) deverá
reservatório. Se dentro do reservatório térmico a água estiver acima de ficar desconectado. No caso de queima do circuito principal da
50° C, o sistema não ligará a resistência elétrica, mas, se ao contrário, resistência, o circuito reserva poderá ser ligado desconectando-se a fase
verificar a água abaixo de 50° C, a resistência será imediatamente ligada. principal (fio vermelho) e conectando-se a fase do circuito alternativo (fio
Desta forma, automatiza-se a utilização do sistema complementar preto). Para esta condição de ligação do sistema complementar de
aquecimento, o cliente deverá providenciar proteção das duas fases
elétrico. Sem dúvidas, hoje, a melhor solução para realizar este controle através de dois disjuntores de 20 A (vinte ampéres). No caso de ligação
são os vários modelos de controladores digitais de temperatura simultânea dos dois circuitos de aquecimento, totalizando 7000 watts de
fabricados pela indústria de aquecimento solar nacional. potência, é necessário que o circuito comum seja redimensionado para a
corrente de 35 A (trinta e cinco ampéres).
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61. Aquecimento complementar elétrico com mais economia 62. Aquecedor solar conjugado com aquecedor à gás de
passagem
Para que o usuário do Aquecimento Solar de Água se beneficie de uma
grande economia quando precisar habilitar o aquecimento complementar Na maioria das regiões do Brasil, a radiação solar é completamente
elétrico, é necessário o uso do CDT (Controlador Digital de Temperatura). satisfatória para o bom desempenho do sistema de aquecimento solar de
Quando a radiação solar está deficiente para o aquecimento satisfatório, água. Porém, não temos a garantia de generosas horas de sol o ano todo,
a programação adequada de um CDT, para o funcionamento do tornando assim obrigatório o consórcio do sistema de aquecimento solar
complementar elétrico, reduz consideravelmente o consumo de energia com um sistema convencional para promoção do aquecimento
elétrica. Sem a instalação de um CDT, o aquecimento complementar complementar, seja por insuficiência de radiação solar, seja por consumo
elétrico será acionado pelo comando do termostato padrão do excessivo de água quente ultrapassando a capacidade dimensionada do
reservatório térmico e que possui configuração fixa. Com a instalação de sistema solar. O aquecimento complementar elétrico na forma de
um CDT, o usuário poderá interagir com uma série de recursos de resistência dentro do reservatório térmico é o mais usado. Há casos em
programação, fazendo com que o complementar elétrico somente seja que o usuário tem preferência pelo aquecimento complementar a gás.
acionado quando houver necessidade de se elevar a temperatura da Para esse tipo, é muito importante a escolha de um aquecedor a gás de
água. Usando a função "Termostato", o usuário poderá programar o passagem de boa qualidade, confiabilidade técnica e instalação
funcionamento do complementar elétrico com temperatura desejada compatível com o sistema solar. Existem duas possibilidades de
para o seu maior conforto e economia. Se esse tipo de economia não for instalação de um aquecedor a gás de passagem. A primeira hipótese é a
satisfatório, poderá ainda usar a função "Timer - Programador Horário", instalação de forma seriada. Assim, a saída de consumo do reservatório
programando o início e o término do acionamento do aquecimento térmico seria conectada à entrada de água fria do aquecedor de
complementar. Dessa maneira, o usuário se beneficiará de uma grande passagem e daí para os pontos de consumo de água quente. Esta
economia, haja vista que o aquecimento da água pela resistência configuração só será possível se existir pressão mínima para
elétrica, só acontecerá em temperaturas pré-estabelecidas e atendendo funcionamento do aquecedor a gás de passagem, se a vazão do
aos horários de real necessidade de consumo de água quente. aquecedor de passagem for compatível com a simultaneidade de vários
pontos de consumo, se o aquecedor de passagem permitir alimentação
de água quente e ainda possuir variação de potência automática em
função da temperatura de entrada da água.
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Por estas razões, em casas térreas ou em edificações de baixa pressão, 63. Troca de termostatos ou resistências elétricas
o uso do aquecedor a gás de passagem só será possível quando
instalado em paralelo ao circuito dos coletores solares. Dessa maneira, o
aquecedor a gás funcionará com o acionamento de uma bomba de O sistema de aquecimento auxiliar padrão é composto por termostato e
recirculação de pequena potência. O controle mais indicado para esta resistência elétrica. No caso de queima de um destes componentes, é
bomba é um termostato de regulagem, preferencialmente um CDT. Este necessário efetuar a troca, tomando-se alguns cuidados. Antes de mais
termostato iniciará o aquecimento sempre que a temperatura do nada, certifique-se que os disjuntores estejam desligados. Em seguida
reservatório térmico estiver abaixo da temperatura configurada. esvazie o reservatório com o sistema drenado, retire a tampa de acesso à
resistência com uma chave de fenda e, com uma chave sextavada de 1
1/4”, efetue a troca da resistência. Em reservatórios de alta pressão, para
se fazer a drenagem, ou mesmo para limpeza, deve-se fechar o
abastecimento de água do mesmo e abrir o registro de manutenção do
conjunto de válvulas que substitui o respiro. Só após esta operação drene
o reservatório térmico, caso contrário o mesmo sofrerá pressão negativa
e irá murchar, não sendo possível sua recuperação. É importante não
ligar o sistema elétrico sem antes encher o reservatório com água,
completamente.
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64. Dimensionamento do disjuntor do circuito elétrico 65. Não confundir potência e energia

O disjuntor elétrico é o equipamento responsável pela proteção do Potência corresponde a uma quantidade de energia transformada ou
circuito elétrico dos aparelhos em geral contra uma sobre-corrente ou transferida em um determinado período de tempo. Podemos dizer que a
contra corrente de curto-circuito. Portanto, deve-se tomar um cuidado potência está para a energia assim como a vazão volumétrica está para o
bastante especial quanto ao dimensionamento do disjuntor elétrico que volume. Podemos entender ainda que a vazão significa volume
alimenta as resistências elétricas do aquecimento complementar dos transferido por uma determinada unidade de tempo.
aquecedores solares de água. Quando ligamos apenas uma das A unidade internacional de energia é o Joule (J). Porém, no nosso dia a
resistências, a corrente nominal dos disjuntores deve ser dia é muito comum o watt-hora (Wh) que muito usado quando se fala de
aproximadamente a própria corrente de operação da resistência elétrica, energia elétrica e a Caloria (cal) que normalmente é adotada para energia
por exemplo, uma resistência de 3500 W ligada com uma tensão de 220 V térmica e calor.
bifásica, os disjuntores utilizados serão de 20 A, pois a corrente de Já as unidades convencionais de potência são o watt (W) que
operação da resistência é de 16 A. Porém, quando ligamos em circuito corresponde a 1 Joule transformado ou transferido em 1 segundo e é
duplo (as duas resistências operando), temos uma potência de 7000 W muito usado para potências elétricas, o kilowatt (kW) que é o mesmo que
(2x3500W), ou seja, os disjuntores individuais de cada resistência devem 1.000 watts e a kilocaloria-hora (kcal/h) que significam 1.000 calorias
ter corrente nominal de 20 A, mas o disjuntor comum, que alimenta as transformadas ou transferidas em 1 hora e bastante usada na
duas resistências, deverá suportar uma corrente igual a 32 A (2x16A). especificação de aquecedores a gás. A equivalência do kilowatt para a
Portanto, o disjuntor comum deverá ser de 35 A. É claro, que sempre kilocaloria-hora é a razão de 1 kW para cada 860 kcal/h.
devemos aproximar o valor da corrente do circuito para valores de Lembramos que a prefixo “k” antes de qualquer unidade, significa
corrente dos disjuntores existentes no mercado (20A, 35A). multiplicar por 1.000 a unidade base. Exemplo: 1 km = 1.000 metros, 1
kcal = 1.000 calorias, 1 kB = 1.000 bytes, kg = 1.000 gramas, etc.

Termostato
Resistência
20A

20A
Fase
Fase
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66. Vazão das duchas 67. Tubulações de cobre

Encontrar o volume de água quente a ser gasto durante um banho é a Ter uma tubulação de água quente, feita com material de qualidade,
chave do sucesso do dimensionamento do sistema de aquecimento solar garante o bom funcionamento de uma instalação de aquecimento solar.
e este número está diretamente relacionado ao nível de conforto a ser Atualmente a tubulação mais utilizada em sistemas de aquecimento solar
proposto ao cliente. Isto significa que duchas com vazões pequenas é o cobre. Os tubos de cobre são divididos em diferentes classes
implicam em volumes modestos e vazões grandes implicam em volumes conforme a espessura de sua parede e conseqüentemente da pressão
exagerados para os banhos. É por causa deste detalhe que chamamos a de trabalho que irão suportar:
atenção para o correto dimensionamento do sistema, especialmente Classe “E” Os tubos desta classe possuem espessuras de paredes finas,
naqueles casos onde o cliente exige uma pressurização ou, mesmo sem sendo recomendados para instalações hidráulicas prediais.
um pressurizador, instala em seu banheiro uma super ducha com difusor Classe “A” Os tubos desta classe são produzidos com parede um pouco
de “30 centímetros de diâmetro”! Se a capacidade do sistema não estiver mais grossa que os da classe “E” e normalmente são utilizados nas
compatível com o exagero do consumo das duchas, a economia gerada instalações de gás.
pelo aquecedor solar Soletrol estará literalmente escorrendo pelo ralo. A Classe “I” Os tubos desta classe possuem espessura de parede superior
dica desta semana é, sempre que necessário, sugerir ao usuário de a das demais classes e são indicadas para instalações de alta pressão
“cachoeiras domésticas” a instalação de dispositivos de controle de (instalações industriais).
vazão dos chuveiros para que o sistema de aquecimento solar tenha um
bom desempenho, além de economizar a tão preciosa água potável.

1 2 3
Vazão Classificação Descrição
3 l/min Desconfortável Chuveiros elétricos de baixa potência

3 a 4 l/min Conforto reduzido Chuveiros elétricos de média potência

4 a 5 l/min Conforto razoável Chuveiros elétricos de alta potência

5 a 6 l/min Conforto bom Padrão residencial médio

6 a 8 l/min Conforto ótimo Padrão residencial alto

8 a 10 l/min Extremamente confortável Padrão limite

> 10 l/min Vazão exagerada Desperdício de água


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68. Soldas em tubulações de cobre 69. Isolamento térmico das tubulações

Para a rede de distribuição de água quente, recomenda-se a utilização de É muito comum executar a instalação das tubulações de interligação do
solda branda, a qual tem ponto de fusão entre 250 a 260 graus: reservatório térmico com os coletores solares sem o devido isolamento
térmico. Esta prática de “teórica economia” acarreta prejuízos ao
1. Primeiramente lixe os tubos e as conexões onde vai soldar e sistema. O pior efeito é para o funcionamento do termossifão. Como
posteriormente limpe com um pano; todos vocês bem sabem, o termossifão acontece por diferença de
2. Aplique uma fina camada de pasta de solda na ponta do tubo e na bolsa temperatura das colunas de alimentação e retorno dos coletores solares.
Se a tubulação não está isolada, as paredes dos tubos de cobre perderão
da conexão; sem excesso;
o calor gerado pelos coletores para o ambiente, e a diferença de
3. Encaixe bem o tubo na conexão e depois retire o excesso de pasta de
temperatura será menor. Por conseqüência, a velocidade de circulação
solda; do termossifão será reduzida e a quantidade de água aquecida
4. Com um maçarico aqueça o ponto entre o tubo e a conexão; diariamente será menor comparando-se com um sistema que recebeu o
5. Coloque o fio de solda entre o tubo e a conexão e certifique-se que todo adequado isolamento térmico. Sabemos que a energia do sol é gratuita.
os espaços entre o tubo e a conexão foram preenchidos. Utilize a Entretanto, os coletores não são tão baratos para que a energia gerada
quantidade correta medindo o diâmetro da tubulação. por eles seja jogada fora pela falta de um simples isolamento. Podemos
comparar este efeito com o exemplo de uma caixa de cerveja dentro de
Soldagem realizada, espere o tubo esfriar um pouco e use um pedaço de um freezer que tem a sua porta permanentemente aberta. A cerveja
pano para limpeza final. jamais ficará gelada! A mesma recomendação vale para as tubulações de
distribuição de água quente. Os sistemas de aquecimento solar são
normalmente dimensionados apenas para o consumo de água (ducha,
cozinha, banheira, etc.) e não para o aquecimento das paredes! Não se
esqueça de proteger o isolamento de polietileno expandido quando
exposto à luz. Ele é sensível aos raios ultravioleta. A proteção mais
comum é o alumínio corrugado, mas têm-se utilizado bastante as fitas de
alumínio adesivadas. Elas são mais fáceis de manusear, permitem bom
acabamento e a aplicação é mais rápida, pois já possuem cola,
eliminando-se assim a necessidade das presilhas e selos.
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70. Cuidado com as duchas higiênicas 71. Recirculação da distribuição hidráulica de água quente

Cada vez mais utilizadas em substituição aos bidês, nos cada vez É relativamente comum a ocorrência de longas tubulações que
menores banheiros brasileiros, as duchas higiênicas podem se conduzem a água quente do reservatório térmico aos pontos de
consumo. São os casos de edifícios residenciais, hotéis verticais ou
transformar em um verdadeiro pesadelo para o usuário de um aquecedor edificações com grandes dimensões horizontais. Como é certo o
solar. Na verdade, ela pode ser um problema em qualquer sistema de resfriamento da água dentro da tubulação em certos períodos sem
aquecimento central, seja solar ou não. O tormento é causado pelo consumo de água quente, por melhor que seja executado o isolamento
comando de acionamento do tipo gatilho. Na primeira utilização, o térmico, o tempo de espera da chegada da água aquecida à torneira ou à
usuário abre os dois registros de pressão para regulagem da ducha pode ser muito grande. Nestas situações críticas de demora de um
temperatura, aperta o gatilho para consumo da água misturada e, após minuto ou mais, recomenda-se a instalação de um sistema de
concluída a operação, apenas solta o gatilho e pendura de volta a recirculação da água. Este sistema consiste de uma bomba com
respectivos controles e de uma tubulação de água quente que é
“duchinha” no suporte. Está armado o desastre! Deixando os dois conectada ao final da rede de distribuição ligando este ponto com o
registros abertos, as colunas de água quente e fria tem livre fluxo de um reservatório térmico. As bombas utilizadas são de baixíssimas potência e
lado para o outro. Se a água fria vai para o circuito de água quente, menos pressão pois precisam apenas promover a circulação de água nas
mau. Se a quente vai para a rede de água fria, além de possíveis tubulações que estão sempre cheias e abaixo da caixa d'água. O controle
queimaduras, a tubulação de PVC também estará em risco. Os estragos principal necessário é um termostato que acionará a bomba sempre que
poderão ainda ser maiores se um grande equívoco for cometido na a água no final da rede de consumo esteja abaixo de uma temperatura
execução da rede hidráulica: a derivação do sub-ramal dos misturadores mínima para uso. Recomendamos a regulagem para uma faixa entre
35°C e 37°C. Assim, o possível tempo de chegada da água quente no
a partir de uma coluna que alimenta válvulas de descarga. Basicamente, misturador será drasticamente reduzido. Para que estas recirculações de
existem duas soluções para estes casos: não instalar água quente para água quente não comprometam muito o desempenho do sistema de
as duchas higiênicas ou cobrar um compromisso do cliente de que as aquecimento solar (perdas térmicas e estratificação de temperatura do
duchas nunca terão gatilho de acionamento! Não deixe de compartilhar reservatório térmico), recomendamos que, além do termostato, a bomba
esta informação com o cliente para que estas situações indesejáveis seja também controlada por um programador horário (timer). Desta
sejam evitadas. Prevenir é sempre o melhor remédio. Esse tipo de maneira evita-se a recirculação desnecessária durante períodos quando
problema também pode provocar o resfriamento da água armazenada o uso de água quente é pouco provável como durante a madrugada, meio
da manhã ou meio da tarde.
quente no reservatório térmico..
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72. Necessidade das caixas d’água 73. Altura da caixa d’água e a pressão do sistema

Poucas pessoas se tocam para o fato da existência das caixas d'água em Como já comentamos em outra oportunidade, sempre precisaremos de
todos os edifícios brasileiros. Sejam eles residências, hotéis, prédios de uma caixa d'água para a alimentação dos reservatórios térmicos dos
apartamentos, sempre vai existir um super reservatório de água, na aquecedores solares. Existirá sempre uma limitação do desnível entre a
cobertura da edificação para garantir o abastecimento de pelo menos 1 caixa e o reservatório por tolerância de pressão de cada modelo. Porém,
ou 2 dias consecutivos. Isto gera um acréscimo muito grande no custo deverá existir uma preocupação na definição da posição da caixa d'água
final da obra, sobretudo nas estruturas e fundações. A regularidade de para garantir uma pressão mínima para o circuito hidráulico. É
abastecimento, garantia das qualidades físico-químicas e pressão relativamente comum a definição da altura da caixa e não se considerar o
constante não seria um trabalho a ser feito pela concessionária de água comprimento e conexões do circuito hidráulico. Como sempre existe uma
do estado ou do município? É por esta razão, diferentemente do resto perda de pressão em função do atrito da água dentro da tubulação (perda
desenvolvido do mundo, que o sistema de aquecimento solar brasileiro de carga), para as situações de médias e grandes distâncias conjugadas
precisa contar com três elementos básicos e não dois. Além do conjunto com grandes necessidades de vazão, a altura inicialmente definida para
de coletores solares e reservatório térmico, precisamos ainda solucionar a caixa d'água poderá não ser suficiente. Nestas situações especiais, se
a instalação da caixa d'água. Esta situação é tão cômoda para as torna necessária uma análise criteriosa para que sejam evitados
companhias de água, que a própria norma brasileira de instalação predial problemas de falha no abastecimento de água quente nos pontos de
de água fria recomenda que a tomada de água fria para o aquecedor seja consumo por falta de pressão. Normalmente, basta calcular qual deverá
feita em nível acima do ponto que alimenta com água fria os ser a altura mínima da caixa d'água.
misturadores. Desta forma, o risco de queimaduras seria evitado quando
o abastecimento for interrompido! Esperamos que no futuro (quem sabe
próximo) possamos ficar livres deste "peso" e as instalações dos
aquecedores solares possam ficar ainda mais fáceis de serem
viabilizadas.
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74. Distribuição hidráulica 75. Registros de manutenção X registros de regulagem de


vazão
Quando se fornece e instala um sistema de aquecimento solar, o produto
que realmente interessa para o usuário é a água quente. Objetivando o Em princípio, parece que todos os registros são iguais e funcionam para a
sucesso na entrega deste precioso produto, o usuário precisa estar alerta mesma coisa. Isso não é verdade e muitas vezes cometem-se erros
para alguns aspectos que não possuem relação direta com o aquecedor instalando-se registros não apropriados nas instalações hidráulicas e nos
solar e que podem comprometer o seu rendimento. As principais aquecedores solares.
interferências são relativas à distribuição hidráulica, incluindo o Registros de manutenção são registros que funcionam apenas em duas
dimensionamento das tubulações, os controles de vazão das peças, a posições: ou estão totalmente abertos ou estão totalmente fechados.
necessidade do isolamento térmico da rede quente, as misturas Como o próprio nome diz, estes registros são acionados apenas nas
indesejáveis e o tempo de espera entre outras. Se todos estes aspectos situações de manutenção, interrompendo o fluxo quando necessário. Os
não forem devidamente observados, o sistema de aquecimento solar registros de manutenção mais comuns são o registro gaveta e o registro
pode até estar funcionando muito bem, mas a água quente não consegue do tipo esfera. Se esses registros ficam parcialmente abertos, o fluxo de
chegar com qualidade nos pontos de consumo. água irá forçar os dispositivos de fechamento acarretando em desgaste
prematuro e incapacidade de total fechamento quando necessário.
Já os registros de controle de vazão são os apropriados para operarem
perfeitamente parcialmente abertos. Estes são bastante usados e
recomendados nos controles de vazão de aquecedores solares
bombeados, sejam eles aquecedores para banho ou piscina. Os
registros de controle de vazão mais comuns são o registro globo e o
registro de pressão.
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76. Superdimensionamento da rede hidráulica 77. Praticidade e eficiência do misturador solar

Deve-se tomar um cuidado bastante especial quanto ao O uso do Misturador Solar da Soletrol, por sua praticidade e eficiência, é o
dimensionamento da rede hidráulica de água quente. O requisito básico também para sistemas dimensionados para grandes
superdimensionamento, ou seja, o uso de uma tubulação com diâmetro obras.
maior do que seria necessária pode ocasionar alguns problemas para o No Termossifão para grandes obras, apesar de limitado a sistemas de
sistema e para o usuário. Entre eles podemos destacar o tempo de aquecimento solar de pouco mais de 1.000 litros, é bastante
espera que será necessário até o usuário drenar a água fria existente na
tubulação e chegar com a água quente até o ponto de consumo. Quanto recomendável o uso do Misturador Solar da Soletrol nos pontos de
maior for o diâmetro da tubulação utilizada, maior será o volume de água consumo. Ao dimensionarmos o sistema de Aquecimento Solar de Água
por metro. Por exemplo, uma tubulação de 15mm (1/2”) tem um volume para construções coletivas prontas, como certos conjuntos de
de 150 ml por metro. Já uma tubulação de 22mm (3/4”) tem volume igual a apartamentos ou mesmo hotéis, a presença do Misturador Solar da
340 ml por metro. Isto sem contar o desperdício de toda a água drenada. Soletrol é solução racional, definitiva, eficiente e de grande praticidade.
Outro problema a ser considerado no superdimensionamento da rede é o Mesmo em situações em que subdividimos o sistema em circulação
que chamamos de consumo virtual. Este ocorre geralmente em pontos natural menores, o procedimento de uso do Misturador Solar da Soletrol é
de consumo onde o uso da água é mais rápido, como por exemplo praticamente o mesmo. Basta fazer com que cada reservatório da
duchas higiênicas, lavabos e lavatórios. Ou seja, o usuário consome subdivisão possua o seu próprio conjunto de coletores solares para o
apenas a água que estava parada na tubulação (água fria), não dando termossifão, e o circuito de alimentação de água fria e consumo de água
tempo até chegar a água quente, enchendo a mesma tubulação com a quente sejam executados em série. Mesmo em construções prontas de
água quente retirada do reservatório. apartamentos verticais, com poucos andares, o uso do Misturador Solar
Como pode se notar, tudo isto também irá influenciar na capacidade do da Soletrol é peça fundamental para o bom desempenho de todo o
sistema de aquecimento solar e sua autonomia.
sistema.

Reservatório Reservatório
Térmico Térmico
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78. Passagem do tubo de água quente na laje 79. Cuidados na instalação do Misturador Solar

Para que haja uma correta precisão do furo da laje à passagem do tubo O Misturador Solar Soletrol representa uma excelente opção para
de água quente que vai alimentar o Registro Misturador Solar, implementação de rede hidráulica de água quente, sem a necessidade
primeiramente use uma broca bem fina, antes da broca final de 19 mm. O de se quebrar paredes e azulejos. Sua montagem e instalação é bastante
ponto correto na laje para o uso da broca fina, deve ser calculado com simples, porém, devemos ter alguns cuidados na cronologia de sua
precisão. Para não incorrer em erro de desalinhamento do furo em colocação para que o funcionamento seja perfeito e satisfatório. Ao
relação à tubulação, o instalador pode facilitar o seu trabalho de soldarmos o tubo de cobre de 15mm no conector, devemos ter o cuidado
marcação, e para isso, pode usar uma mira laser adaptada em um de retirar o anel de vedação, para que o mesmo não se danifique. Após a
conector macho de 15 mm. Ao se colocar o conector macho com a mira soldagem e recolocação do anel de vedação, não há necessidade de
laser apontada para a laje, é só acionar o laser e fazer a marcação no muita pressão na montagem do conector com o misturador, pois a
ponto ideal para o furo que dará passagem ao tubo de água quente na vedação ficará perfeita com aperto moderado. Na montagem da haste
laje. Para garantir o prumo correto do misturador, use um inclinômetro cromada no misturador, não se deve empreender muita pressão para não
junto à mira laser. danificar a vedação (Veja a ilustração abaixo).
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80. Pressão da rede de distribuição hidráulica 81.Configuração do CEB - Controlador Eletrônico de


Bombeamento
Muito se questiona sobre qual pressão é a ideal para a operação de um
sistema hidráulico de consumo predial, incluindo o sistema de Qual a configuração recomendada para as funções de ligar e desligar a
aquecimento da água. A resposta não é simples e depende de uma série bomba de circulação dos coletores solares? Nos sistemas convencionais
de variáveis. O que é importante é que exista uma pressão mínima para de aquecimento solar de água para consumo, sugerimos a função “liga
cada um dos pontos de consumo de água, seja quente ou fria, e que dON” com 6°C e a função “desliga dOF” com 2°C. Isto significa que
depende também do tipo de peça em questão. Como exemplo, algumas quando a diferença de temperatura entre o sensor dos coletores solares
bibliografias baseadas em antigas versões das normas da ABNT, (sensor 1) e o sensor do reservatório térmico (sensor 2) for maior ou igual
recomendam para o chuveiro uma pressão dinâmica mínima entre 1 e 2 a 6°C, o “CDT” manterá a bomba acionada. Quando esta diferença
metros de coluna d'água, dependendo do diâmetro da tubulação. São diminuir até o valor de 2°C, a bomba pára de funcionar e apenas voltará a
essas pressões mínimas nos pontos de consumo que determinam os circular a água pelos coletores quando a diferença voltar a atingir 6°C. Já
dimensionamentos das tubulações quente e fria, até a caixa d'água, para os sistemas de aquecimento solar para piscinas, as configurações
passando pelo reservatório térmico do aquecedor solar. Se a pressão no indicadas são menores. O motivo é obvio: a temperatura objetivada na
final da linha é muito alta, a tendência é de ocorrerem vazões muito piscina (na ordem de 28°C) é bem menor que a necessária dentro dos
elevadas, descontrolando o consumo de água. Para se controlar esta reservatórios térmicos convencionais. Assim, os “sets” passam a ser: a
pressão excessiva é que entram nos pontos de consumo os registros de função “liga dON” com 4°C e a função “desliga dOF” com apenas 1°C.
pressão. Segurando parte da pressão, controla-se de forma direta Não há motivos para o argumento: “Meu equipamento está com
também a vazão. É por esta razão que muitas vezes o uso de problema! A bomba do meu sistema de aquecimento solar está
pressurizadores são considerados desnecessários. É muito comum a funcionando muito! Ela liga pela manhã e só desliga à tarde!”. Se existe
pressão ser elevada artificialmente a níveis superiores a 25mca, e depois radiação solar sobre os coletores solares e potencialidade para o
serem reduzidas a 2mca nos registros de pressão quente e frio da ducha. aquecimento, a bomba precisa proporcionar a circulação da água
Nunca é demais lembrar também que a pressão máxima permitida por aquecida! A mesma coisa acontece nos equipamentos instalados em
norma para instalações prediais é a de 40 mca. termossifão. Os coletores solares não descansam enquanto houver
diferença positiva de temperatura.
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82. Temp Shower - Termômetro Digital para Duchas 83. CDTB - Controlador Digital de Temperatura e
Bombeamento
Tempshower um termômetro digital com display de cristal líquido e fácil
leitura. Fica instalado entre a parede e a ducha e sua instalação é muito O CDTB Controlador Digital de Temperatura e Bombeamento, ao
simples, bastando conectá-la no ponto de saída para consumo, junto às mesmo tempo que aciona um sistema bombeado, comparando a
duchas que sejam atendidas pelas tubulações de água quente e fria. diferença de temperatura do sensor 1 (situado no Coletor Solar) e sensor
Serve exclusivamente para visualização instantânea da temperatura da 2 (situado junto ao Reservatório Térmico - ou piscina), poderá agora
água do banho, possibilitando ao usuário que faça o controle adequado desempenhar a função de acionamento do sistema complementar de
através dos registros de água quente e fria. Possui acabamento externo aquecimento e também programar o horário que deverá se ligar e
em ABS e alimentação com uma pilha igual à utilizada em máquinas desligar o sistema complementar de aquecimento. Para a praticidade e
fotográficas que possui vida útil estimada de 1.500 horas, sistema eficiência no sistema de aquecimento solar de água bombeado, basta
automático que somente liga o termômetro quando há fluxo de água nos instalar o CDTB em uma caixa de passagem 4”x2 “, em um local
pontos de consumo, ou seja, quando a água é aberta. Possui rosca de ½ privilegiado e de fácil acesso, e controlar e monitorar simultaneamente o
polegada, o que o torna compatível para instalação com a quase sistema de aquecimento complementar e a bomba do sistema de
totalidade de tipos de duchas existentes. O Temp Shower é uma boa dica circulação de água dos coletores solares.
para conforto, pois, além de informar a temperatura, garante segurança
ao evitar a necessidade de contato da pele com a água muito quente e
ainda facilita na segurança do banho das crianças.
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84. Fluxostato garante água quente com economia 85. Precisão na leitura de temperatura pelos sensores
O sistema de aquecimento solar de água Turbo da Soletrol se destaca O posicionamento dos sensores para leituras de temperaturas com maior
dos demais sistemas pela performance e eficiência para o usuário de precisão, nos sistemas de aquecimento solar bombeado ou sistemas
água quente. Nos períodos mais frios do ano ou em períodos chuvosos solares em piscinas, se torna muito mais eficiente quando a leitura é feita
em que a radiação solar fica comprometida, o sistema de aquecimento abrangendo todas as faces do sensor. Quando se posiciona um sensor
solar Turbo faz a diferença, pois pode manter o consumo de água quente preso ao cano com apenas uma face encostada na leitura da
através da habilitação do sistema complementar elétrico acionado pelo temperatura, mesmo com um perfeito isolamento térmico, poderá haver
Fluxostato. Para que o usuário desfrute desse benefício é necessário que uma pequena perda na precisão da leitura. Para se obter uma leitura com
posicione a chave manual/automático do CDT (Controlador Digital de esse nível de precisão, isto é, por igual em todas as faces do sensor, é
Temperatura), na posição manual, porque dessa maneira, estará aconselhável o uso de um Quick Sensor. Esse acessório foi desenvolvido
habilitando o funcionamento do Fluxostato. Com a chave do CDT na para que a leitura de temperaturas acompanhe os caracteres físicos de
posição manual, as possíveis programações de temporização do “timer“ um sensor. Nos sistemas de aquecimento solar bombeados, quanto
do CDT ficarão desabilitadas. Como o Fluxostato funciona como um maior for a precisão dos sensores utilizados, melhor será o desempenho
interruptor que se liga somente quando há passagem de água e o e a operação do sistema de aquecimento, pois o sistema opera com o
Reservatório Térmico do Sistema Turbo possui um sistema diferencial da temperatura obtida através de dois sensores. Na maioria
complementar elétrico de acumulação e passagem, o usuário terá o das piscinas, a saída para filtragem é a mesma utilizada para a saída da
benefício de uso da água quente imediatamente em sua ducha, mesmo água da piscina que vai para os coletores solares. Ou seja, neste trecho a
que a temperatura esteja bem mais baixa no interior do Reservatório tubulação é de PVC. Uma das maneiras de se obter maior precisão do
Térmico. Haverá uma grande economia de consumo de energia elétrica, sensor 2 (saída de água da piscina) é rosqueando o parafuso do Quick
pois o sistema complementar elétrico só estará habilitado durante o Sensor diretamente na tubulação de PVC, antes da bomba do sistema de
período de uso. O Sistema complementar elétrico só será acionado pelo aquecimento solar. Desta maneira, tem-se maior precisão da leitura da
fluxostato se a temperatura da água estiver mais baixa que a temperatura temperatura naquele ponto e maior facilidade na fixação do sensor 2
indicada pelo termostato do CDT. através de um pequeno furo. É importante não deixar de aplicar a cola de
PVC no local.
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86. Cuidado com superaquecimento 87. Limpeza dos coletores solares

Nos meses de verão, é comum sobrar energia na forma de água quente O inverno é o período mais crítico para o desempenho dos coletores
nos sistemas de aquecimento solar. Existe neste período uma sobra de solares. Além dos aspectos negativos de menor horas de sol e menor
radiação solar coincidindo com uma menor demanda por água quente. ângulo de incidência da radiação solar, nesta época temos mais
Nos sistemas bombeados, equipados com o CEB Controle Eletrônico de partículas sólidas suspensas na atmosfera como poeira, fuligem e várias
Bombeamento, é possível controlar temperaturas máximas de operação outras formas de poluição. Inevitavelmente, parte desta sujeira fica
para proteger a bomba e os usuários contra água muito quente. Esta depositada sobre os vidros dos coletores solares, fazendo com que parte
função também é muito utilizada nos sistemas de aquecimento de da radiação solar seja barrada como um filtro. É por este motivo, então,
piscinas, onde a temperatura máxima recomendada não deve que se recomenda uma limpeza periódica dos coletores solares. Em
ultrapassar 29°C. muitas situações, a não satisfação por parte de alguns clientes nesta
época do ano pode estar sendo causada simplesmente pela falta de
limpeza. A lavagem do vidro preferencialmente deve ser feita sempre
pela manhã, bem cedo, para evitar a quebra dos mesmos por choque
térmico. Deve-se lavar utilizando-se vassoura de pêlo e um pouco de
sabão neutro.
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88. Manutenção de rotina em aquecedores solares 89. Manutenção na caixa de abastecimento do RT

Além da desejável limpeza periódica dos vidros dos coletores, Também com uma periodicidade de aproximadamente seis meses, é
recomenda-se também uma drenagem de toda a água do sistema aconselhável a limpeza da caixa d'água, para manter o bom
(através da abertura do registro ou da luva de união na parte inferior dos funcionamento do seu sistema de aquecimento solar. Para iniciar essa
coletores) para que sejam eliminadas as impurezas acumuladas na parte limpeza, você deverá fechar o registro de abastecimento da caixa ou
inferior do reservatório térmico e dos coletores. Tais impurezas são amarrar a bóia da caixa d'água, para que não entre água durante a
originárias da própria água e do sistema de abastecimento público. Após limpeza e deverá também fechar o registro que liga a caixa d'água fria
essa operação, encha novamente o sistema e então verifique se a água com o Reservatório Térmico. Essa operação deverá ser feita em horário
quente está retornando normalmente dos coletores para o reservatório que não haja consumo de água quente, para que o sistema seja
térmico, colocando a mão na tubulação de retorno, desde a saída dos preservado. Ainda assim por garanti, feche o registro de consumo de
coletores até a entrada no reservatório térmico. Todo o percurso deverá água quente. O indicado é sempre no início da manhã de um dia quente,
estar na mesma temperatura, caso contrário, abra a união de retorno de pois assim o sistema aquecerá normalmente no decorrer do dia. Deve-se
água quente dos coletores utilizando duas chaves tipo Grifo para deixar um pouco de água no fundo da caixa para ajudar na limpeza.
desconectá-la. Deixe escorrer água por aproximadamente 2 minutos, Esfregue com uma esponja as paredes e o fundo da caixa d'água.
observando se juntamente com a água sairão bolhas de ar. Por fim, Recolha a sujeira depositada no fundo usando um pano úmido. Vá
conecte novamente a união. colocando tudo em um balde. Desamarre a bóia e deixe a caixa encher
até a altura de 30 cm, adicionando 250 ml de água sanitária para cada
100 litros de água. Amarre a bóia novamente. Aguarde uns 30 minutos e
umedeça as paredes da caixa com esta mistura, utilizando uma esponja.
Espere em média por mais umas duas horas. Com um pano úmido e um
balde, seque bem a caixa. Abra primeiro o registro de abastecimento da
caixa de água fria e solte a bóia. Espere acumular um certo volume de
água na caixa antes de abrir o registro do Reservatório Térmico. Se o seu
sistema for nível e nível, espere para abrir esse registro quando a caixa se
encher totalmente.
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90. Verificação de ar na tubulação Faça o mesmo procedimento na luva de união que está entre o coletor e o
tubo que leva água quente dos coletores para o reservatório térmico.
Desta maneira, se há presença de ar na tubulação, haverá a eliminação.
Em todo processo de aquecimento de água sempre ocorre formação de Após essa operação, deve-se verificar o funcionamento do sistema. Se
bolhas de ar. Este fenômeno pode ser facilmente observado enquanto todo sistema estiver instalado corretamente, o problema estará sanado e
aquecemos água para um chá ou café. Lentamente, à medida que a o funcionamento para o aquecimento solar de água será eficiente.
temperatura aumenta, inúmeras bolhas se formam e tendem a subir para
a superfície da água. Com o aquecedor solar a mesma coisa acontece e,
se alguns cuidados não forem tomados, as bolhas podem se transformar
em um problema. No linguajar dos encanadores, é comum dizer: “a
tubulação pegou ar...” ou "o coletor pegou ar...". Como a tendência das
bolhas é sempre subir e nunca descer, precisamos garantir que a
tubulação sempre possua trajetória ascendente em direção ao
reservatório térmico, para alcançar o seu destino final que é o respiro.
Para se verificar se o sistema está com ar ou não, podemos recorrer a
uma maneira prática, mas muito eficiente, para detectar esse tipo de
problema. Colocamos a mão no cano de saída de água quente dos
coletores solares, o mais perto possível dos coletores, e vamos tateando
toda a extensão da tubulação em direção ao reservatório térmico. Ao
notarmos uma diferença de queda de temperatura nesse percurso de
água quente, há uma grande probabilidade que o sistema esteja com ar
dentro da tubulação, ar este provavelmente aprisionado em um sifão.
Devemos então proceder de maneira a eliminar esse problema, e, se
existir um sifão, corrigir a trajetória da tubulação. É comum, para esse
caso, abrirmos a luva de união que está conectada entre o coletor e o tubo
que abastece os coletores, na sua parte inferior. Deixe a água sair por
alguns instantes e conecte-o novamente.
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91. Normas Técnicas Brasileiras 92. Norma técnica brasileira para instalações prediais de
água fria
A ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas é uma entidade
privada, sem fins lucrativos, que regulamenta todas as normas técnicas Sempre nos deparamos com situações de instalações de aquecedores
no Brasil. Para todo ofício técnico, a ABNT juntamente com solares que não se enquadram nas recomendações do fabricante e
representações de entidades de classe, iniciativa privada, instituições de muitas vezes estão em desconformidade com as Normas Brasileiras. Um
ensino e pesquisa e a comunidade em geral estabelecem normas que exemplo é o caso de alimentação de água fria do reservatório térmico
definem os padrões mínimos a serem seguidos. O aquecimento solar e a derivando-se de tubulação que abastece outros pontos de grande
distribuição de água predial não ficariam fora destas regras. Apesar de consumo de água fria como as válvulas de descarga. Veja o que diz a
não tão completas ou não tão coerentes em algumas circunstâncias, ABNT sobre este assunto:
estas normas são referências para qualquer atividade técnica, inclusive “Item 5.3.2.2 - A rede predial de distribuição deve ser dimensionada de tal
na execução de uma instalação de um sistema de aquecimento solar forma que, no uso simultâneo provável de dois ou mais pontos de
bem sucedido. Ai vão algumas indicações de normas brasileiras (NBR) utilização, a vazão do projeto, estabelecida na tabela 1, seja plenamente
que têm influência no nosso dia a dia. Recomendamos que sejam disponível. No caso de funcionamento simultâneo não previsto pelo
adquiridas para serem consultadas sempre: cálculo de dimensionamento da tubulação, a redução temporária da
vazão, em qualquer um dos pontos de utilização, não deve comprometer
NBR 5626 - Instalação Predial de Água Fria significativamente a satisfação do usuário. Especial atenção deve ser
NBR 7198 - Projeto e execução de instalações prediais de água quente dada na redução da vazão em pontos de utilização de água quente
NBR 12269 - Execução de instalações de sistemas de energia solar que provocada por vazão simultânea acentuada em ramal de água fria do
mesmo sistema, afetando a temperatura da água na peça de utilização
utilizam coletores solares planos para aquecimento de água.
de água quente ou mistura de água quente com fria. Para tanto,
recomenda-se projetar e executar sistemas independentes de
Endereço da ABNT na internet: www.abnt.org.br
distribuição para instalações prediais que utilizam componentes de alta
vazão, como, por exemplo, a válvula de descarga para bacia sanitária. A
mesma recomendação se aplica a tubulações que alimentam
aquecedores.”
(Fonte: ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas - NBR 5626
SET 1998 - Instalação Predial de Água Fria).
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93. Desenho Técnico 94. Segurança na instalação

O desenho técnico foi criado exatamente para as pessoas envolvidas em Não economize na hora de montar seu kit de ferramentas e materiais de
um processo técnico possam conversar sobre uma coisa a ser segurança para a instalação do aquecedor solar. A legislação é clara:
construída, ou mesmo já pronta, falando sempre uma mesma “língua”. acima de 2 metros de altura, qualquer atividade deve ser acompanhada
No Brasil, o desenho técnico é regulamentado também pelas normas da de acessórios mínimos de segurança para ninguém se machucar no caso
ABNT que estão em conformidade com as normas internacionais de uma queda. O material mínimo recomendado é composto de cinto de
estabelecidas pela ISO (International Organization for Standardization - segurança tipo pára-quedista, uma boa corda com o mosquetão na ponta
Organização Internacional de Normalização). As normas abordam desde para ser fixado no ponto de ancoragem no telhado, o dispositivo trava-
a denominação e classificação dos desenhos até as formas de quedas, um calçado resistente e ao mesmo tempo flexível para ficar fácil
representação gráfica, como é o caso da NBR 5984 Norma Geral de andar sobre as telhas e um capacete com alça para prendê-lo ao queixo.
Desenho Técnico (Antiga NB 8). Outras normas mais específicas tratam A vida do instalador não tem preço!
dos diversos assuntos acerca das técnicas empregadas e dos tipos de
desenho técnico.
Ø22mm

Ø22mm

Ø22mm

173

65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80
eliminador de ar
Ø28mm

ver detalhe
100

382
Ø28mm
Ø22mm

Ø22mm

Ø22mm

173

105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120

Ø28mm eliminador de ar Ø28mm Ø28mm


18

ver detalhe
s s
re do
le no

Ø54mm Ø54mm
c o to r
150

to
re

185 229 185 229 185 65

314 100 314 100 314


m
m
35
Ø54mm

reservatório térmico 02 reservatório térmico 03


capacidade 4000 litros capacidade 4000 litros

interligação interligação interligação


dos reservatórios dos reservatórios dos reservatórios
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95. EPI - Equipamento de Proteção Individual 96. Kit de ferramentas do instalador hidráulico

Os EPI's são equipamentos cuja função básica é a de proteger e Se você é realmente um bom instalador hidráulico já sabe que o uso da
minimizar os riscos durante a realização de uma atividade. Os principais ferramenta certa facilita e a agiliza o serviço. Agora vamos saber o que
EPI's necessários para um instalador de aquecimento solar são: um instalador de aquecimento solar deve ter em sua caixa de
capacete com carneira e jugular, botas com solado antiderrapante, ferramentas para não “passar aperto” quando estiver em cima do telhado:
uniforme, luvas, óculos com lentes incolores de policarbonato e proteção chaves de grifo, alicate universal, jogo de chaves de fenda, jogo de
lateral, óculos com proteção UV (lentes verdes) de policarbonato ou chaves Phillips, mira a laser ou prumo, martelo de marceneiro, serra
cristal, cinturão de segurança tipo pára-quedista com trava-quedas, circular, serrote, arco de serra, trena, nível, furadeira elétrica de impacto,
cordas sintéticas e filtro solar. conjunto de brocas para madeira e concreto, extensão elétrica, corta
tubos de cobre, maçarico do tipo pistola, pincel, bússola, inclinômetro,
termômetro de vareta, pistola de aplicação de silicone, massa de
calafetação, cola PVC, veda roscas e multímetro.
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97. Uso de escadas 98. Andando sobre telhas cerâmicas

Antes de usar qualquer escada faça uma inspeção completa, verificando Pise sempre onde as telhas que se sobrepõem uma sobre a outra. Pise
rachaduras na estrutura ou nos degraus. Use escadas simples de sempre apoiando sobre duas capas ao mesmo tempo para distribuir o
madeira ou metal e nunca improvise, mesmo para serviços rápidos. seu peso. Não coloque todo o peso do seu corpo apenas nos calcanhares
Inspecione visualmente o local de fixação da escada, tomando cuidado ou apenas na ponta dos pés. Distribua o peso entre os dois pés e só
com caixas de marimbondos e colméias. No transporte fique atento para depois inicie o próximo passo. Não suba em telhados logo após a chuva.
não tocar em fios elétricos. Coloque avisos para proteger sua escada do Aguarde que as telhas estejam totalmente secas antes de caminhar
“vai e vem” de uma obra ou moradia. Deixe sobrar um metro de escada sobre as mesmas.
para se fazer a amarração em um ponto firme do telhado. Para cada 2
metros de comprimento deixe meio metro em relação a linha do ponto de
contato da escada com a construção. Escadas com extensão de até 10
metros devem ter sobreposição mínima de 1 metro. Suba um degrau de
cada vez e sempre de frente para a escada.

1m

0,50m
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99. Andando sobre telhas de fibrocimento, alumínio ou zinco 100. Unidades e conversões

Fique atento, pois estes tipos de telhados só possuem as terças e o vão Tenha sempre a mão tabelas de conversões de unidades. Estas tabelas
entre cada terça é sustentado apenas pela própria telha. Muitas são bastante úteis em qualquer trabalho que envolva cálculos
instalações com este tipo de telha não possuem laje, portanto use matemáticos, dimensionamentos e projetos de aquecedores solares.
sempre o cinto e os equipamentos de proteção antiqueda. Para caminhar
sobre o telhado, coloque passarelas de alumínio ou tábuas no sentido
transversal às terças. As terças ficam sempre alinhadas abaixo dos
parafusos de fixação das telhas. O ideal é utilizar duas tábuas, lado a Unidades Fundamentais
lado, pregadas por ripas de reforço a cada 50 cm. Para inclinações
superiores a 25° utilize uma escada de telhado com degraus. Fixe Grandeza Unidade Símbolo
sempre o cabo guia do seu trava-quedas em um ponto definitivo e firme Distância metro m
da estrutura da telhado. Massa grama g
Tempo segundo s
o
Temperatura graus Celcius C

Múltiplos e Sub-Múltiplos
Múltiplo Prefixo Símbolo
1.000.000.000 Giga G
1.000.000 Mega M
Vão
1.000 kilo k
Terça
100 hecto h
Terça
10 deca da
0,1 deci d
0,01 centi c
0,001 mili m
0,000001 micro m
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Unidades de Pressão Unidades de Tempo


Grandeza Símbolo Para passar de para Multiplicar por
atmosfera atm minuto (m) segundo (s) 60
metro de coluna d’água mca hora (h) minuto (m) 60
bar bar
2
kilograma força por cm kgf/cm2
Unidades de Pressão
Para passar de para Multiplicar por
Unidades de Energia 2
kgf/cm metros de coluna d’água (mca) 10,2
Grandeza Símbolo
bar metros de coluna d’água (mca) 10,2
joule J
atmosfera metros de coluna d’água (mca) 10,34
caloria cal
kilowatt hora kWh
Unidades de Energia
British Thermal Unit BTU para
Para passar de Multiplicar por
caloria (cal) joule (J) 4,18
Unidades de Distância
quilocaloria (kcal) kilowatt hora (kWh) 0,001163
Para passar de para Multiplicar por
kilowatt hora (kWh) kilojoule (kJ) 3.600
centímetro (cm) milímetro (mm) 10
metro (m) centímetro (cm) 100
quilômetro (km) metro (m) 1.000

Unidades de Massa
Para passar de para Multiplicar por
grama (g) miligrama (mg) 1.000
quilograma (kg) grama (g) 1.000
tonelada (t) quilograma (kg) 1.000
100 DICAS TÉCNICAS AQUECEDORES SOLARES DE ÁGUA 119 120 100 DICAS TÉCNICAS AQUECEDORES SOLARES DE ÁGUA

Unidades de Temperatura
o o o o o o
Inclinação e Declividade
F C F C F C
32,0 0,0 82,0 27,8 130,0 54,4 Graus % % Graus
34,0 1,1 84,0 28,9 132,0 55,6 Graus % % Graus
36,0 2,2 86,0 30,0 134,0 56,7 1 2 5 3
38,0 3,3 88,0 31,1 136,0 57,8 3 5 10 6
40,0 4,4 90,0 32,2 138,0 58,9 5 9 15 9
42,0 5,6 92,0 33,3 140,0 60,0 7 12 20 11
44,0 6,7 94,0 34,4 142,0 61,1 10 18 25 14
46,0 7,8 96,0 35,6 144,0 62,2
12 21 30 17
48,0 8,9 98,0 36,7 146,0 63,3
15 27 35 19
50,0 10,0 100,0 37,8 148,0 64,4
18 32 40 22
52,0 11,1 102,0 38,9 144,0 62,2
54,0 12,2 104,0 40,0 150,0 65,6 20 36 45 24
56,0 13,3 106,0 41,1 152,0 66,7 22 40 50 27
58,0 14,4 108,0 42,2 154,0 67,8 24 45 55 29
60,0 15,6 110,0 43,3 156,0 68,9 26 49 60 31
62,0 16,7 112,0 44,4 158,0 70,0 28 53 65 33
64,0 17,8 114,0 45,6 160,0 71,1 30 58 70 35
66,0 18,9 114,0 45,6 162,0 72,2 32 62 75 37
68,0 20,0 116,0 46,7 164,0 73,3 34 67 80 39
70,0 21,1 118,0 47,8 166,0 74,4 36 73 85 40
72,0 22,2 120,0 48,9 168,0 75,6 38 78 90 42
74,0 23,3 122,0 50,0 170,0 76,7 40 84 95 44
76,0 24,4 124,0 51,1 172,0 77,8 42 90 100 45
78,0 25,6 126,0 52,2 174,0 78,9 44 97 105 46
80,0 26,7 128,0 53,3 176,0 80,0
45 100 110 48
o
C= graus Celsius 0 0
K= graus Kelvin C = K – 273,15 K = C + 273,15
o
F= graus Farenheit o
C =
5
( F - 32)
o o
F =
9 o
( C - 32 )
9 5

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