Você está na página 1de 10

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

GOIANO - CÂMPUS MORRINHOS

CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA INTEGRADO – 1º ANO

WELLINGTON MATTHAUS RABELO GONÇALVES

ESTUFAS

Morrinhos, Goiás

Outubro, 2013
WELLINGTON MATTHAUS RABELO GONÇALVES

ESTUFAS

Trabalho de consulta apresentado para fins de


avaliação parcial da disciplina Construções
Rurais, ministrada no Curso Técnico em
Agropecuária Integrado ao Ensino Médio,
orientado pelo professor Dr. Wallacy
Barbacena Rosa dos Santos.

Morrinhos, Goiás

Outubro, 2013
Sumário

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4

2 MODELOS DE ESTUFAS .................................................................................... 5

3 ORIENTAÇÃO DE UMA ESTUFA ........................................................................ 8

4 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................... 10
4

1 INTRODUÇÃO

As casas de vegetação são um instrumento de proteção ambiental


para produção de plantas, como hortaliças e flores. Por definição, casas-de-
vegetação são estruturas construídas com diversos materiais, como madeira,
concreto, ferro, alumínio, etc, cobertas com materiais transparentes que permitam a
passagem da luz solar para crescimento e desenvolvimento das plantas. O uso
destas estruturas pode ser de caráter parcial ou pleno, dependendo das
características exploradas. Um exemplo característico do uso parcial é a utilização
de cobertura da estrutura para obter-se o efeito ‘guarda-chuva’, muito comum em
regiões tropicais. Por outro lado, é possível explorar todo o potencial deste tipo de
estrutura, construindo-se uma casa-de-vegetação completa, com todos os controles
para a cobertura e para a proteção das plantas em relação a parâmetros
meteorológicos adversos, como a precipitação pluviométrica ,e com cortinas laterais
para geração e aprisionamento do calor. Neste último caso, utiliza-se o efeito estufa
desta estrutura, motivo pelo qual as casas-de-vegetação são mais conhecidas como
estufas, embora sua utilização seja restrita à proteção das culturas utilizando-se
somente o efeito ‘guarda-chuva’ da estrutura.
5

2 MODELOS DE ESTUFAS

Sempre que se pretenda se adquirir uma estufa, deve-se ter em


mente o espaço disponível para sua construção e, o tamanho adequado à espécie
vegetal que será plantada.

As estufas devem ser completamente revestidas com chapas de


vidro e podem ser construídas em tijolos até determinada altura. Se o cultivo da
maioria for realizado em vasos, é essencial a existência de bancadas, podendo
então, a área destinada à colocação das mesmas ser de qualquer material sólido e
relativamente denso.

Os fatores de maior importância na escolha do modelo da estufa são


a facilidade de acesso e a transmissão da luz, bem como a estabilidade e a
durabilidade.

Os diferentes modelos de estufas, surgiram ao longo do tempo, por


diversos fatores, cada qual aliado a uma série de exigências que podem ser
entendidas pelas características da cada um. Os modelos mais conhecidos são:

a) Capela – tem estrutura semelhante a um galpão ou aviário, com duas abas da


cobertura inclinadas, formando um triângulo.

b) Pampeana – é a evolução da estufa capela. A única diferença da estrutura é o


telhado em forma de arco. Tem maior resistência ao vento.
6

c) Belle Unión – esta estufa leva o nome da cidade onde se originou, que fica no
Uruguai, próxima à divisa com o Brasil. A parte correspondente ao telhado, lado
norte, tem inclinação quase perpendicular aos raios solares, cuja orientação é
mais inclinada no inverno.

d) Londrina – é construída basicamente de esteios e arames. A água da chuva


penetra no interior da estufa, em locais determinados pela própria origem do
projeto.

e) Dente-de-serra – este modelo de estufa é muito adotado na Europa e nos


Estados Unidos. O que diferencia esse modelo de estufas das outras é o telhado,
semelhante aos dentes de uma serra. Sua construção deve ser no sentido da
direção dos ventos predominantes, com a parte semelhante aos dentes de serra
voltada para o lado contrário da incidência maior de vento. Sua utilização fica
restrita aos cultivos não exigentes a luz.

f) Arco – oferece grande resistência ao vento. O teto abaulado obtém um excelente


aproveitamento da luz solar.
7

g) Espanhola – a estufa espanhola se desenvolveu em grande escala na costa da


Almeria, sul da Espanha. Como a precipitação da região é muito baixa, a parte
superior da estufa é plana. Pode ser construída com maior caimento para facilitar
o escoamento da água da chuva.
8

3 ORIENTAÇÃO DE UMA ESTUFA

Ao se construir uma estufa, a recomendação é que deve-se observar


a orientação dos ventos predominantes, ou seja, a construção nunca deve ser
perpendicular à direção do vento, e sim, construída no sentido da sua direção
(Figura 1). Mas, para se obter a máxima vantagem da radiação solar, principalmente
no inverno, a estufa deve ter seu eixo maior na direção leste-oeste. Esta posição
reduz a um mínimo o sombreamento das vigas da estrutura.

Figura 1. Orientação de uma estufa de acordo com os ventos predominantes.


9

O local deve ser preferencialmente plano; assim toda a área terá


uma distribuição uniforme de luz. O terreno plano também facilita a irrigação e o
manejo durante o cultivo.

Em regiões de ventos fortes, as estufas devem estar protegidas


para evitar que os plásticos sofram danos, elevando os custos de produção. Para
isto, é necessário construir quebra-ventos com a finalidade de diminuir a velocidade
do vento. A sua instalação deve ter de 8 a 10 metros de distancia da estufa para que
não haja interferência de luz. No entanto, convém ressaltar que os ventos são
importantes, pois contribuem para o arejamento das plantas. Principalmente nos
períodos de temperatura elevada ou em dias de umidade relativa do ar alta

A área destinada à construção da estufa deve receber um bom nível


de insolação. Recomenda-se que seja longe de bosques. O local deve receber o
maior número possível de horas de sol, pois, muitas culturas são extremamente
exigentes á luz.
10

4 BIBLIOGRAFIA

ARQUITETANDO

Disponível em: http://www.arquitetando.xpg.com.br/instal%20estufa.htm

Acesso em: 07 de Outubro de 2013