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INTRODUÇÃO AO

PLANEJAMENTO
URBANO

Arquiteta
MARCELA CURY PETENUSCI
PLANEJAMENTO
DEFINIÇÕES
n ” PROCESSO RIGOROSO DE DAR
RACIONALIZAÇÃO À AÇÃO, SENDO
BASICAMENTE UM PROCESSO DE
RACIOCíNIO ONDE SE DEVE ENFRENTAR
DE MANEIRA CRÍTICA AS SITUAÇÕES QUE
SE APRESENTAM ” ALMEIDA et al. (1993) apud
SANTOS (2000) .

n “PROCESSO CONTÍNUO QUE ENVOLVE A


COLETA, ORGANIZAÇÃO E ANÁLISE
SISTEMATIZADAS DAS INFORMAÇÕES
PARA SE CHEGAR A DECISÕES OU
ESCOLHAS ACERCA DAS MELHORES
ALTERNATIVAS PARA O APROVEITAMENTO
DOS RECURSOS DISPONÍVEIS, COM A
FINALIDADE DE SE ATINGIR METAS
ESPECÍFICAS NO FUTURO E QUE LEVEM À
MELHORIA DE UMA DETERMINADA
SITUAÇÃO E AO DESENVOLVIMENTO DAS
SOCIEDADES HUMANAS” SANTOS (2000) .
PLANEJAMENTO
DEFINIÇÕES

n O PLANEJAMENTO É UM PROCESSO
RACIONAL QUE VISA DEFINIR OU
ORIENTAR AS AÇÕES FUTURAS À
PARTIR DE UM DETERMINADO
ENFOQUE SISTÊMICO, BUSCANDO O
MELHOR USO DOS RECURSOS
EXISTENTES.
PLANEJAMENTO
PARÂMETROS DE CLASSIFICAÇÃO
SANTOS (2000)

n SEGUNDO NATUREZA DO ESCOPO


n SÓCIO-ECONÔMICO
n AGRÍCOLA
n EDUCACIONAL
n ARQUITETÔNICO

n ABRANGÊNCIA ESPACIAL – ENFATIZA


O LOCAL
n ABRANGÊNCIA LOCAL
n ABRANGÊNCIA REGIONAL
n ABRANGÊNCIA NACIONAL
n ABRANGÊNCIA INTERNACIONAL
PLANEJAMENTO
PARÂMETROS DE CLASSIFICAÇÃO
SANTOS (2000)

n ABRANGÊNCIA OPERACIONAL –
ENFATIZA A AÇÃO
n ABRANGÊNCIA REGIONAL
n ABRANGÊNCIA NACIONAL
n ABRANGÊNCIA INTERNACIONAL
n Ex: PLANEJAMENTO DO
DESENVOLVIMENTO VIÁRIO REGIONAL

n SEGUNDO NATUREZA DOS OBJETIVOS


n EXEMPLOS:
n PLANEJAMENTO EMERGENCIAL -
ECONOMIA
n PLANEJAMENTO DE USO DA TERRA –
AGRICULTURA

n AS CLASSES NÃO SÃO EXCLUDENTES


PLANEJAMENTO URBANO

n ESTRATÉGIA DE OCUPAÇÃO DO ESPAÇO


URBANO REALIZADA À PARTIR DE PLANOS,
ONDE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS SÃO
EXAMINADAS COM ESTREITA RELAÇÃO
COM AS CARACTERÍSTICAS
ECONÔMICAS, SOCIAIS E
ADMINISTRATIVAS.

n PROCESSO QUE VISA DEFINIR AS


DIRETRIZES E OS CAMINHOS QUE O
DESENVOLVIMENTO URBANO DEVERÁ
SEGUIR.

n CÍCLICO E DEPENDE DE CONSTANTE


REAVALIAÇÃO ATRAVÉS DE
MONITORAMENTO
PLANEJAMENTO URBANO
QUESTÃO AMBIENTAL – SÉCULO XX

n FINAL DA DÉCADA DE 60:

n EUROPA E EUA: QUESTIONAMENTO


DO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO

n MODELOS ALTERNATIVOS DE
DESENVOLVIMENTO NÃO CENTRADO
NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO,
MAS NA QUALIDADE DE VIDA (FÍSICO-
MENTAL, CONFORTO, EDUCAÇÃO) E
NOS ASPECTOS NEGATIVOS
(POLUIÇÃO, DEGRADAÇÃO
AMBIRENTAL).

n O URBANISMO BUSCA REABILITAR AS


CIDADES EXISTENTES

n URBANISMO: REDISCUTE-SE A
“HUMANIZAÇÃO” DAS CIDADES
PLANEJAMENTO URBANO
QUESTÃO AMBIENTAL – SÉCULO XX

n FINAL DA DÉCADA DE 60:

n PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO
SUATENTÁVEL:

n “DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
É O DESENVOLVIMENTO CAPAZ DE
GARANTIR AS NECESSIDADES DO
PRESENTE SEM COMPROMETER A
CAPACIDADE DAS GERAÇÕES
FUTURAS DE ATENDEREM SUAS
NECESSIDADES” SILVA (1995) apud
GRANZIERA (2001) .
PLANEJAMENTO URBANO
QUESTÃO AMBIENTAL – SÉCULO XX

n DÉCADAS DE 70 E 80:

n PLANEJAMENTOS REGIONAIS
INTEGRADOS, ANALISADOS DE
FORMA INTERATIVA

n FINAL DO SÉCULO XX:

n PASSOU-SE A DISCUTIR OS LIMITES DE


INTERVENÇÃO DO PLANEJAMENTO
URBANO

n PLANEJAMENTO URBANO: CIDADE


VINCULADA A TODO O CONTEXTO EM
QUE SE INSERE

n PLANEJAMENTO URBANO: PROCURA


DE UMA MELHOR INTEGRAÇÃO ENTRE
OS DIVERSOS TIPOS DE ESPAÇOS
URBANOS.
PLANEJAMENTO
PROCESSO SANTOS (2000)

§ DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS E METAS;

§ DEFINIÇÃO DA ESTRUTURA
ORGANIZACIONAL;

§ DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DE
ACERTOS E CONFLITOS –
LEVANTAMENTO DE DADOS;

§ INTEGRAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS


DADOS;

§ IDENTIFICAÇÃO DE ALTERNATIVAS;

§ SELEÇÃO DE ALTERANTIVAS E TOMADA


DE DECISÃO;

§ DEFINIÇÃO DE DIRETRIZES DE
IMPLANTAÇÃO E MONITORAMENTO.
PLANEJAMENTO
PROCESSO SANTOS (2000)

n UNIDADE DE TRABALHO

n ÁREA QUE CONTENHA AS


INTERAÇÕES OU GEREM PRESSÕES
SOBRE OS SISTEMAS NATURAIS OU
ANTRÓPICOS A SEREM ESTUDADOS

n ÁREA DE ESTUDO

n ÁREA DE AÇÃO DIRETA DO


PLANEJAMENTO

n DEFINIDA EM FUNÇÃO DA ESCALA


DE TRABALHO
PLANEJAMENTO
PROCESSO SANTOS (2000)

n ESCALA DE TRABALHO

n DIMENSÕES ESPACIAL E
TEMPORAL

n É DETERMINADA OU DETERMINA
O NÍVEL DE ORGANIZAÇÃO E
COMPLEXIDADE DE
INFORMAÇÕES CONSIDERADAS
OU GERADAS
PLANEJAMENTO URBANO
INSTRUMENTOS

n PLANOS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS


n DERIVADO DO PLANEJAMENTO
AMBIENTAL – REFERÊNCIA PARA O
PLANEJAMENTO URBANO

n “VISAM DIAGNOSTICAR A REGIÃO DE


UMA B.H., ESTABELECER DIRETRIZES PARA
SEU DESENVOLVIMENTO E PARA
UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS”
(Santos, 2000).

n PLANO DIRETOR MUNICIPAL


n INSTRUMENTO DE GESTÃO MUNICIPAL
QUE DEFINE, ATRAVÉS DO
CONHECIMENTO DOS FATORES SÓCIO-
ECONÔMICOS E DOS CONDICIONANTES
DO MEIO, OS PRINCÍPIOS E AS
DIRETRIZES QUE ORIENTARÃO O
DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO.
PLANEJAMENTO URBANO
INSTRUMENTOS
n ZONEAMENTO
n UTILIZADO EM VÁRIAS ESCALAS DE
TRABALHO
n PLANEJAMENTO - “OBJETIVA DEFINIR
AQUELAS ATIVIDADES QUE PODEM
SER DESENVOLVIDAS EM CADA SETOR
E ASSIM ORIENTAR A FORMA DE USO,
ATRAVÉS DA CONSOLIDAÇÃO DAS
ATIVIDADES, ALTERAÇÃO DAS
CONDIÇÕES EXISTENTES OU
PROIBIÇÃO DAQUELAS QUE NÃO SE
ADEQUEM” (Santos, 2000).
n PARQUES – INSTRUMENTO DE QUE
PERMITE ORIENTAR A FORMA DE USO
DA ÁREA, DEFININDO-SE ATIVIDADES
E MANEJOS PERMITIDOS EM CADA
SETOR DO PARQUE
PLANEJAMENTO URBANO
INSTRUMENTOS

n PLANO DE MANEJO
n DERIVADO DO PLANEJAMENTO
AMBIENTAL

n INSTRUMENTO DINÂMICO QUE


APRESENTA AS DIRETRIZES BÁSICAS
PARA O MANEJO DE ÁREAS
PROTEGIDAS OU QUE ABRIGUEM
RECURSOS AMBIENTAIS

n SANTOS (2000) - DUAS PARTES


BÁSICAS:

n ZONEAMENTO DA ÁREA DE
ACORDO COM AS ATIVIDADES A
SEREM NELA DESENVOLVIDAS;

n ESTABELECIMENTO DE DIRETRIZES
PARA USO IMEDIATO E A MÉDIO E
LONGO PRAZO.
PLANEJAMENTO URBANO
PLANEJAMENTO DE ÁREAS VERDES
n ÁREA VERDE URBANA:

n ENTENDE-SE POR ÁREAS VERDES


URBANAS TODAS AS ÁREAS LIVRES
URBANAS, COM ESCALA
REPRESENTATIVA, PÚBLICAS OU
PRIVADAS, QUE ABRIGAM OU
OFERECEM CONDIÇÕES PARA
ABRIGAR VEGETAÇÃO.

n PARTE INTEGRANTE DE IM SISTEMA


DE ÁREAS VERDES INTEGRADO À
MALHA URBANA

n CONSERVAÇÃO AMBIENTAL E
CRIAÇÃO DE OPÇÕES DE LAZER
PARA COMUNIDADE

n ANOS 70 – PERDA DA APROPRIAÇÃO


DOS ESPAÇOS PÚBLICOS PELA
SOCIEDADE
PLANEJAMENTO URBANO
PLANEJAMENTO DE ÁREAS VERDES
n PARQUES URBANOS
n PRINCÍPIO: ESPAÇO DE USO PÚBLICO
DEDICADO AO LAZER DA MASSA
URBANA

n FINAL SÉC. XX: PARQUES TEMÁTICOS


E PARQUES ECOLÓGICOS

n PERMITE ASSOCIAR A CONSERVAÇÃO


DE ÁREAS QUE ABRIGUEM RECURSOS
AMBIENTAIS E PROPORCIONAR
RECREAÇÃO E LAZER À POPULAÇÃO

n DEVE CONSIDERAR:

n CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E
BIOLÓGICAS
n USUÁRIO
n VIABILIDADE TÉCNICA E
ECONÔMICA
PARQUES URBANOS
ETAPAS DE PROJETO
1. DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS
2. DELIMITAÇÃO DA(S) ÁREA(S) DE
ESTUDO
3. LEVANTAMENTO DE DADOS
n PARÂMETROS FÍSICOS
• GEOLOGIA
• GEOMORFOLOGIA
• PEDOLOGIA
• ÍNDICE DE INCLINAÇÃO DO
TERRENO
• SISTEMA HÍDRICO
• USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
EXISTENTE
• SISTEMA VIÁRIO EXISTENTE
• IMPACTOS AMBIENTAIS EXISTENTES
• DADOS CLIMÁTICOS
PARQUES URBANOS
ETAPAS DE PROJETO

n PARÂMETROS BIOLÓGICOS
• FAUNA EXISTENTE (LOCAL OU
REGIONAL)
• VEGETAÇÁO EXISTENTE (LOCAL
OU REGIONAL

n PARÂMETROS LEGAIS
• LEGISLAÇÕES AMBIENTAIS
• LEGISLAÇÕES DE RECURSOS
HÍDRICOS
• PLANO DIRETOR MUNICIPAL
• LEGISLAÇÕES DE USO E
OCUPAÇÃO DO SOLO
• DADOS CADASTRAIS DA ÁREA
DE ESTUDO
PARQUES URBANOS
ETAPAS DE PROJETO
n PARÂMETROS SÓCIO-
CULTURAIS
• PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO DA
POPULAÇÃO DO ENTORNO
• EQUIPAMENTOS DE USO DA
COMUNIDADE EXISTENTES
• ANSEIOS DA COMUNIDADE
• HISTÓRICO LOCAL E REGIONAL

4. “ASSOCIAÇÃO” DOS DADOS


5. DEFINIÇÃO DO PROGRAMA DO
PARQUE: IMPLANTAÇÃO,
MANUTENÇÃO, MONITORAMENTO
E REAVALIAÇÃO
• OBJETIVOS INICIAS VINCULADOS
À AVALIAÇÃO DOS DADOS
LEVANTADOS
PARQUES URBANOS
ETAPAS DE PROJETO
6. ESPACIALIZAÇÃO DO PROGRAMA
7. ZONEAMENTO DO PARQUE
• UTILIZAÇÃO DOS DADOS LEVANTADOS

8. PLANO DE MASSAS DO PARQUE


• UTILIZAÇÃO DOS DADOS
LEVANTADOS – DEFINIÇÃO DAS
CARACTERÍSTICAS VEGETAIS

9. PROJETO EXECUTIVO
• UTILIZAÇÃO DOS DADOS LEVANTADOS
- DEFINIÇÃO DAS ESPÉCIES VEGETAIS

10. IMPLANTAÇÃO
11. MANUTENÇÃO E
MONITORAMENTO
12. REAVALIAÇÃO DO PROJETO