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ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

APOSTILAS OPÇÃO

APOSTILAS OPÇÃO Ética, moral. Para entender a diferença entre Ética e Moral Podemos responder à pergunta:
Ética, moral.
Ética, moral.

Para entender a diferença entre Ética e Moral

Podemos responder à pergunta: “Qual é a diferença entre ética e moral?”, utilizando de uma parábola árabe, de Gustavo Bernardo 1 .

“Certa vez, um homem fugia de uma quadrilha de bandidos violentos quando encontrou, sentado na beira do caminho, o profeta Maomé. Ajoelhando-se à frente do profeta, o homem pediu ajuda: essa quadrilha quer o meu sangue, por favor, proteja-me!

O profeta manteve a calma e respondeu: continue a fugir

bem à minha frente, eu me encarrego dos que o estão perseguindo. Assim que o homem se afastou correndo, o profeta levantou- se e mudou de lugar, sentando-se na direção de outro ponto

cardeal. Os sujeitos violentos chegaram e, sabendo que o profeta só podia dizer a verdade, descreveram o homem que perseguiam, perguntando-lhe se o tinha visto passar.

O profeta pensou por um momento e respondeu: falo em

nome daquele que detém em sua mão a minha alma de carne:

desde que estou sentado aqui, não vi passar ninguém. Os perseguidores se conformaram e se lançaram por um outro caminho. O fugitivo teve a sua vida salva”.

Enquanto a Ética está contida na reflexão, a Moral está contida na ação. A Moral, verificada na ação reiterada no tempo e espaço (costume, hábito), é tida como particular. A Ética, de cunho filosófico, é tida como universal.

Se o profeta fosse apenas um moralista, seguindo as regras sem pensar sobre elas, sem avaliar as consequências da sua aplicação irrefletida, ele não poderia ajudar o homem que fugia dos bandidos, a menos que arriscasse a própria vida. Ele teria de dizer a verdade, mesmo que a verdade tivesse como consequência a morte de uma pessoa inocente. Se avaliarmos a ação e as palavras do profeta com absoluto rigor moral, temos de condená-lo como imoral, porque em termos absolutos ele mentiu. Os bandidos não podiam saber que ele havia mudado de lugar e, na verdade, só queriam saber se ele tinha visto alguém, e não se ele tinha visto alguém “desde que estava sentado ali”. Se avaliarmos a ação e as palavras do profeta, no entanto, nos termos da ética filosófica, precisamos reconhecer que ele teve um comportamento ético, encontrando uma alternativa esperta para cumprir a regra moral de dizer sempre a verdade e, ao mesmo tempo, ajudar o fugitivo. Ele não respondeu exatamente ao que os bandidos perguntavam, mas ainda assim disse rigorosamente a verdade. Os bandidos é que não foram inteligentes o suficiente, como de resto homens violentos normalmente não o são, para atinarem com a malandragem da frase do profeta e então elaborarem uma pergunta mais específica, do tipo: na última meia hora, sua santidade viu este homem passar, e para onde ele foi?

1 BERNARDO, Gustavo. Colunas: “Qual é a diferença entre ética e moral?”

em:

Disponível

http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/coluna.php?seq_coluna=68.

Logo, embora seja possível ser ético e moral ao mesmo tempo, como de certo modo o profeta o foi, ética e moral não são sinônimas. Também é perfeitamente possível ser ético e imoral ao mesmo tempo, quando desobedeço uma determinada regra moral porque, refletindo eticamente sobre ela, considero-a equivocada, ultrapassada ou simplesmente errada.

Um exemplo famoso é o de Rosa Parks, a costureira negra que, em 1955, na cidade de Montgomery, no Alabama, nos Estados Unidos, desobedeceu à regra existente de que a maioria dos lugares dos ônibus era reservada para pessoas brancas. Já com certa idade, farta daquela humilhação moralmente oficial, Rosa se recusou a levantar para um branco sentar. O motorista chamou a polícia, que prendeu a mulher e

a multou em dez dólares. O acontecimento provocou um

movimento nacional de boicote aos ônibus e foi a gota d’água de que precisava o jovem pastor Martin Luther King para liderar a luta pela igualdade dos direitos civis. No ponto de vista dos brancos racistas, Rosa foi imoral, e eles estavam certos quanto a isso. Na verdade, a regra moral vigente é que estava errada, a moral é que era estúpida. A partir da sua reflexão ética a respeito, Rosa pôde deliberada e publicamente desobedecer àquela regra moral.

Entretanto, é comum confundir os termos ética e moral, como se fossem a mesma coisa. Muitas vezes se confunde ética com espírito de corpo, que tem tudo a ver com moral mas nada com ética. Um médico seguiria a “ética” da sua profissão se, por exemplo, não “dedurasse” um colega que cometesse um erro grave e assim matasse um paciente. Um soldado seguiria a “ética” da sua profissão se, por exemplo, não “dedurasse” um colega que torturasse o inimigo. Nesses casos, o tal do espírito de corpo tem nada a ver com ética e tudo a ver com cumplicidade no erro ou no crime.

Há que proceder eticamente, como o fez o profeta Maomé:

não seguir as regras morais sem pensar, só porque são regras,

e sim pensar sobre elas para encontrar a atitude e a palavra mais decentes, segundo o seu próprio julgamento.

A Moral, portanto, é influenciada por fatores sociais e históricos (espaço temporais), havendo diferenças entre os conceitos morais de um grupo para outro(relativismo), diferentemente da Ética que, pauta-se pela universalidade (absolutismo), valendo seus princípios e valores para todo e qualquer local, em todo e qualquer tempo.

Questões

01. (SEGEP/MA Agente Penitenciário FUNCAB/2016) A Moral:

(A) no sentido prático, tem finalidade divergente da ética,

mas ambas são responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem.

(B) determina o caráter da sociedade e valores como

altruísmo e virtudes, ensina a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade, e capacita o ser humano a competir com os antiéticos, utilizando os mesmos meios destes.

(C) diferencia-se da ética no sentido de que esta tende a

julgar o comportamento moral de cada indivíduo no seu meio. No entanto, ambas buscam o bem-estar social.

(D) é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano, usadas

eventualmente por cada cidadão, que orientam cada indivíduo,

norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.

APOSTILAS OPÇÃO

(E) é um conjunto de conhecimentos extraídos da

investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica.

Conhecimentos Básicos

CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública e da ética e da moral, julgue o item que se segue. Os termos moral e ética têm sentidos distintos, embora

como

sinônimos.

sejam

02. (FUNPRESP/EXE

frequente

e

erroneamente

empregados

(

(

)

)

Certo

Errado

03. (SEDUC/PI Professor de Filosofia NUCEPE/2015) Sobre as éticas deontológicas, marque a alternativa INCORRETA.

(A)

Para uma ética deontológica, o conceito central é o de

Dever.

(B)

Em sua formulação contemporânea, uma ética

deontológica assume a prioridade do justo sobre o bem.

(C) Em Kant, a ética deontológica preconiza uma razão

prática autônoma em relação às inclinações naturais, de

caráter universal.

(D) Para uma ética deontológica, o único sentimento

apropriado é o de respeito à lei moral, dada a precedência das normas sobre os desejos.

(E) Para uma ética deontológica, o conteúdo do dever

universal é configurado a partir das consequências do curso de ação escolhido.

04. (TCE/RN Conhecimentos Básicos CESPE/2015)

Com relação à ética e à moral, julgue o item seguinte.

A ética é um conjunto de regras e preceitos de ordem

valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de

uma sociedade.

(

)

Certo

(

)

Errado

05.

(TCE/RN Conhecimentos Básicos CESPE/2015)

Com relação à ética e à moral, julgue o item seguinte.

A efetivação da cidadania e a consciência coletiva da

cidadania são indicadores do desenvolvimento moral e ético de uma sociedade.

(

)

Certo

(

)

Errado

06.

(MPU Técnico do MPU CESPE/2015) Com relação

a moral e ética, julgue o item a seguir.

A ética é um ramo da filosofia que estuda a moral, os

diferentes sistemas públicos de regras, seus fundamentos e

suas características

(

)

Certo

(

)

Errado

07.

(DEPEN Agente e Técnico CESPE/2015) Acerca

da ética e da moralidade no serviço público, julgue o item subsecutivo.

e moral são termos que têm raízes históricas

semelhantes e são considerados sinônimos, uma

vez que

ambos se referem a aspectos legais da conduta do cidadão.

Ética

(

)

Certo

(

)

Errado

08.

(Prefeitura de Paranaguá/PR Economista

FAFIPA/2016) Sobre a ética, assinale a alternativa INCORRETA.

(A) O objeto principal da ética, como ramo da filosofia, é a

reflexão do comportamento humano através da análise dos valores e normas sociais vigentes em determinado lugar.

(B) Ética e moral nem sempre são sinônimos; a moral seria

um conjunto de normas que podem variar com o momento

histórico e cultural de cada sociedade, sendo, na verdade, o objeto de estudo da ética.

(C) Ética vem da palavra romana ethos, que vem de mos ou

mores do grego, que significa moral, caráter ou costumes.

(D) Muitos dividem a ética didaticamente em dois campos:

o primeiro cuida dos problemas gerais e fundamentais

relacionados aos valores e normas da sociedade e o segundo,

de áreas específicas, como a ética profissional etc.

Respostas 01. C/02. Certo/03. E/04.Certo/05. Certo/06. Certo/07. Errado/08. C

Princípios e valores.
Princípios e valores.

O comportamento ético, já dizia Aristóteles, é o agir

repetido em conformidade com as respectivas virtudes (do grego areté). Mas o que são virtudes? Virtudes são excelências, são, no campo ético, disposições do caráter, ou seja, a propensão (inclinação) a nos comportarmos bem relativamente àquilo que nos afeta. Ora, as disposições do caráter podem nos levar a comportamentos bem ou mal diante um sentimento que nos afeta, por exemplo. Mas este comportamento só será virtuoso, se for o bem comportar-se. Assim, as disposições do caráter podem constituir virtudes ou perversões: se nos comportarmos bem diante determinada situação, praticamos a virtude (excelência); se nos

comportarmos mal, praticamos a perversão (vício). Nossas disposições de caráter podem pender para a virtude ou para o vício, sendo tal a escolha ética que devemos fazer! O comportamento ético é, por essência, virtuoso. A virtude, assim, é a potência moral do homem, a realização mais perfeita de um modo de agir; e o hábito é que torna o homem virtuoso pela prática reiterada de virtudes, de modo que a virtude é a disposição firme e constante para o que tem valor. Em um sentido vulgar, “valor” é o preço (ou utilidade) dos bens materiais ou a dignidade (ou mérito) das pessoas (o valor

de um carro ou o mérito de um servidor público).

No campo ético, valores são objetos da escolham oral, os

fins da ação ética; é o predicado, a qualidade que torna algo estimável; é o preferível, o objeto de uma antecipação ou de uma expectativa normativa (de um dever ser); é, enfim, possibilidade de escolha, já que nem sempre é escolhido. Ora, a vida é um bem a que atribuímos altíssima estima; desta forma, a vida é um valor!

As disposições de caráter do homem podem orienta-lo para a prática do bem (do que tem valor moral) ou para o mal (do que não tem valor moral); desta forma, de fato o valor é preferível e uma possibilidade de escolha nem sempre escolhida, já que, como dito, o homem pode inclinar-se para a perversão, para o vício. Portanto, o valor é objeto de uma escolha moral, de uma escolha positivamente moral.

É o habito, que, orientando o comportamento para a

prática de virtudes, nos leva à observância o valor. Mas como fazer a escolha entre valores ou entre o que tem e o que não tem valor? O processo de escolha, como todo processo, se faz por princípios. Princípios, assim, são, de forma geral, pontos de partida ou fundamentos de um processo. Do ponto de vista filosófico, princípio é o fundamento do ser, do devir (do vir a ser), do conhecer. Sob a perspectiva especificamente ética, princípio é a fonte, o substrato em que se funda a ação.

APOSTILAS OPÇÃO

Deste modo, por princípio, deve-se optar pela prática de virtudes, ou seja, inclinar-se para o que tem valor moral, como forma de implementar o comportamento ético. Os princípios que pomos, estabelecemos para nós mesmos, como vetores, guias do nosso comportamento, nos são dados por nosso senso moral, ou seja, “pela maneira como avaliamos nossa situação e a de nossos semelhantes segundo ideias como as de justiça e injustiça” e eleitos por nossa consciência moral, ou seja, por nossa faculdade de estabelecer julgamento morais acerca de nossas próprias escolhas. Assim, o senso moral nos permite distinguir o justo do injusto, o certo do errado, o bom do mau; mas é nossa consciência moral que nos torna responsável, perante nós mesmos e os outros, por nossas escolhas. Nosso senso e nossa consciência moral nos auxiliam a definir, para nós mesmos, os valores que iremos salvaguardar através de nosso comportamento individual e social. Finalmente, parece desnecessário destacar que, do servidor público, espera-se a prática de virtudes, a escolha do que vale moralmente, a orientação do comportamento segundo princípios que o dirijam ao bem.

Questões

01. (MME Nível Médio CESPE) Quando a distribuição

de bens por determinado agente público resulta em benefícios

aos desfavorecidos, é correto afirmar que os princípios e

valores que regem a conduta desse agente se baseiam em uma abordagem

(A)

com ênfase na garantia de oportunidades a todos.

(B)

convencional da ética e do direito público.

(C)

utilitária da ética e da justiça social.

(D)

moralista dos direitos dos cidadãos.

(E)

individualista da ética.

02.

(MPOG Atividade Técnica FUNCAB/2015) A ética

pode ser definida como:

(A) um conjunto de valores genéticos que são passados de

geração em geração.

(B) um princípio fundamental para que o ser humano

possa viver em família.

(C) a parte da filosofia que estuda a moral, isto é,

responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano em sociedade.

(D) um comportamento profissional a ser observado

apenas no ambiente de trabalho.

(E) a boa vontade no comportamento do servidor público

em quaisquer situações e em qualquer tempo de seu cotidiano.

03. (MPOG Atividade Técnica FUNCAB/2015) A ética

pode ser definida como:

(A) a parte da filosofia que estuda a moral, isto é,

responsável pela investigação dos princípios que motivam,

distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano em sociedade.

(B) um comportamento profissional a ser observado

apenas no ambiente de trabalho.

(C) um princípio fundamental para que o ser humano

possa viver em família.

(D) um conjunto de valores genéticos que são passados de

geração em geração.

(E) a boa vontade no comportamento do servidor público

em quaisquer situações e em qualquer tempo de seu cotidiano.

2 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, páginas 28 a 30.

Respostas 01. C/02. C/03. A

Ética e democracia: exercício da cidadania
Ética e democracia:
exercício da cidadania

Ética e Democracia: Exercício da Cidadania

Conforme Perla Müller 2 , cidadão é o indivíduo que, dentro de um Estado, goza de direitos (civis e políticos) e desempenha deveres (civis e políticos). Assim, a cidadania, ou seja, a qualidade de que é cidadão, se exerce no campo associativo (da associação civil), pela cooperação de homens reunidos no Estado. Desta forma,

a sobrevivência e harmonia da sociedade, como grupo,

associação de homens que é, depende da vida cooperativa de seus cidadãos.

As atribuições cívico políticas do cidadão dependem da

conformação do Estado a que pertence, ou seja, da forma de

governo por este adotada. Sendo a democracia a forma de governo eleita pelo Estado, a cidadania retrata a qualidade dos “sujeitos

politicamente livres, ou seja, cidadãos que participam da criação e concordam com a ordem jurídica vigente”. Por democracia entende-se de forma geral, o governo do povo, como governo de todos os cidadãos. Para que a democracia se estabeleça, necessário o respeito à pluralidade, à transparência e à rotatividade.

A democracia caracteriza-se pelo respeito à divergência

(heterogeneidade), pela publicidade do exercício do poder e

pela certeza de que ninguém ou grupo nenhum tem lugar cativo no poder, acessível a todos e exercido precária e transitoriamente. Curioso o conceito de democracia dado por Norberto Bobbio, para quem a democracia é o poder em público. E, de fato, a participação do povo no exercício do poder somente se viabiliza através da transparência, da publicidade, da abertura, quando decisões são tomadas de forma clara e a todos acessíveis. Somente desta forma, o povo, titular de todo poder, pode eficazmente intervir nas tomadas de decisões contestando-as, pelos meios legais, quando delas discordarem. Sendo assim, o exercício da cidadania, como gozo de direitos e desempenho de deveres, deve pautar-se por contornos éticos: o exercício da cidadania deve materializar-

se na escolha da melhor conduta tendo em vista o bem

comum, resultando em uma ação moral como expressão do bem.

Inicialmente, é preciso levantar alguns conceitos correlatos:

a) Nacionalidade: é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a determinado Estado, fazendo com que ele passe a integrar o povo daquele Estado, desfrutando assim de direitos e obrigações. b) Povo: conjunto de pessoas que compõem o Estado, unidas pelo vínculo da nacionalidade. c) População: conjunto de pessoas residentes no Estado, nacionais ou não. Cidadão, por sua vez, é o nacional, isto é, aquele que possui o vínculo político-jurídico da nacionalidade com o Estado, que goza de direitos políticos, ou seja, que pode votar e ser votado. Na disciplina constitucional, os direitos políticos garantidos àquele que é cidadão encontram-se disciplinados nos artigos 14 e 15. Direitos políticos são os instrumentos por

APOSTILAS OPÇÃO

meio dos quais a Constituição Federal permite o exercício da soberania popular, atribuindo poderes aos cidadãos para que eles possam interferir na condução da coisa pública de forma direta ou indireta 3 .

A respeito da democracia brasileira, expõe Lenza 4 :

“estamos diante da democracia semidireta ou participativa, um ‘sistema híbrido’, uma democracia representativa, com peculiaridades e atributos da democracia direta. Pode-se falar, então, em participação popular no poder por intermédio de um processo, no caso, o exercício da soberania que se instrumentaliza por meio do plebiscito, referendo, iniciativa popular, bem como outras formas, como a ação popular”. Destaca-se o caput do artigo 14:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

CAPÍTULO IV DOS DIREITOS POLÍTICOS

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio

universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

I - plebiscito;

II - referendo;

III - iniciativa popular.

§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:

I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

II - facultativos para:

a) os analfabetos;

b) os maiores de setenta anos;

c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.

§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:

I - a nacionalidade brasileira;

II - o pleno exercício dos direitos políticos;

III - o alistamento eleitoral;

IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

V - a filiação partidária;

VI - a idade mínima de:

a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da

República e Senador;

b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;

c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado

Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;

d) dezoito anos para Vereador.

§ 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

§ 5º - O Presidente da República, os Governadores de

Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente.

§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da

República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular,

o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.

3 LENZA, Pedro. Curso de direito constitucional esquematizado. 15. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 4 LENZA, Pedro. Curso de direito constitucional esquematizado. 15. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:

I - se contar menos de dez anos de serviço deverá afastar- se da atividade;

II - se contar mais de dez anos de serviço será agregado

pela autoridade superior e, se eleito, passará

automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.

§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de

inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.

§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a

Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder

econômico, corrupção ou fraude.

§ 11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em

segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.

Nacionalidade:

“Nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um determinado Estado, fazendo com que este indivíduo passe a integrar o povo daquele Estado e, por consequência, desfrute de direitos e submeta-se a obrigações”. 5

Art. 14 CF: Democracia Participativa ou Semidireta, ou seja, participação popular no poder por intermédio de um processo. Diz o Art. 14 CF: A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

I) Plebiscito; II) Referendo; III) Iniciativa Popular.

Vejamos alguns conceitos básicos e fundamentais para melhor compreensão dos direitos políticos:

Democracia: É o governo do povo;

Soberania Popular: “É a qualidade máxima do poder extraída da soma dos atributos de cada membro da sociedade estatal, encarregado de escolher os seus representantes no governo por meio do sufrágio universal e do voto direto, secreto e igualitário”. (BULOS, Uadi Lammêgo).

Em outras palavras, é o exercício do poder político pelo povo. 6

Nacionalidade: Como vimos, é o vínculo jurídico-político que liga o indivíduo a um Estado;

Cidadania: “Tem por pressuposto a nacionalidade (que é mais ampla que a cidadania), caracterizando-se como a titularidade de direitos políticos de votar e ser votado.” (SILVA, José Afonso da). O cidadão, portanto, nada mais é do que o nacional que exerce os direitos políticos;

Sufrágio: É o direito de votar e ser votado;

Voto: É o instrumento do exercício do direito de sufrágio;

5 LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 11ª ed. São Paulo:

Método, 2007.

6 LÉPORE Paulo. Noções de Direito Constitucional. Salvador: JusPodivm, 2014.

APOSTILAS OPÇÃO

Escrutínio: É a forma de exteriorização do voto, público ou secreto;

Plebiscito: É o instrumento de exercício de democracia direta por meio do qual o povo é consultado previamente sobre a viabilidade de uma determinada proposta de alteração legislativa. 7

Referendo: É o instrumento de exercício de democracia direta por meio do qual o povo é consultado posteriormente sobre uma determinada proposta de alteração legislativa. 8

Iniciativa Popular: É o instrumento de exercício de democracia direta por meio do qual o povo inicia o processo legislativo.

IMPORTANTE:

O projeto de iniciativa popular é apresentado à Câmara

dos Deputados, não ao Senado Federal ou Congresso Nacional.

Cassação, Perda e Suspensão dos Direitos Políticos:

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

CAPÍTULO IV DOS DIREITOS POLÍTICOS

Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:

I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;

II - incapacidade civil absoluta;

III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto

durarem seus efeitos;

IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou

prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;

V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.

Art. 15 CF: É vedada a cassação de direitos políticos. Entretanto, admite-se a perda e a suspensão dos mesmos.

Cassação: É a retirada dos direitos políticos de modo arbitrário, sem qualquer fundamento constitucional ou legal e, por isso, é prática vedada no Brasil.

Perda: É a retirada definitiva dos direitos políticos e que tem por base as hipóteses previstas na Constituição.

Suspensão: É a retirada temporária dos direitos políticos, também com fundamento na Constituição. 9

OBSERVE COM ATENÇÃO!

PRIVAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS:

Em concordância com Luciano Dutra 10 , segundo o Art. 15

da CF, é vedada a cassação dos direitos políticos, pois a mesma seria uma supressão arbitrária, ou seja, sem o devido processo legal, notadamente sob a ótica do contraditório e da

ampla defesa, motivada por perseguições político- ideológicas praticadas em outros momentos antidemocráticos do Estado brasileiro.

7 LÉPORE Paulo. Noções de Direito Constitucional. Salvador: JusPodivm, 2014; grifo nosso. 8 LÉPORE Paulo. Noções de Direito Constitucional. Salvador: JusPodivm, 2014; grifo nosso.

No entanto, em que pese a vedação à cassação, o mesmo

artigo autoriza a privação dos direitos políticos, seja por meio da perda ou da suspensão. Com efeito, o cidadão pode ser privado dos seus direitos políticos por prazo indeterminado (perda), sendo que, neste

caso, o restabelecimento dos direitos políticos dependerá do exercício de ato de vontade do indivíduo, de um novo alistamento eleitoral. Noutro giro, a privação dos direitos políticos pode se dar por prazo determinado (suspensão), em que o restabelecimento se dará automaticamente, ou seja, independentemente de manifestação do suspenso, desde que ultrapassado as razões da suspensão.

Assim:

PRIVAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS

PERDA

SUSPENSÃO

Privação por prazo indeterminado

Privação por prazo determinado

Restabelecimento dos direitos políticos depende de um novo alistamento eleitoral

Restabelecimento dos direitos políticos se dá automaticamente

Assim:

Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja

perda ou suspensão só se dará nos casos de:

I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; (perda)

II - incapacidade civil absoluta; (suspensão)

III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; (suspensão)

IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou

prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; (perda)

V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.

(suspensão).

Questões

01. (LIQUIGÁS Profissional Júnior CESGRANRIO) Na

medida em que é editada uma lei, regularmente votada pelo Congresso Nacional, a qual protege as pessoas com certo grau

de deficiência física, ofertando oportunidades de inserção no mercado de trabalho, está sendo realizado o princípio da

(A)

cidadania

(B)

organização

(C)

proteção

(D)

democracia

(E)

república

02.

(FSC Advogado CEPERJ) Dentre os fundamentos

da República Federativa do Brasil está aquele que não está limitado por nenhum outro na ordem interna. Trata-se da:

(A)

democracia

(B)

cooperação

(C)

dignidade

(D)

cidadania

(E)

soberania

03.

(MPOG Atividade Técnica FUNCAB/2015) Sobre

os direitos políticos, é correto afirmar que:

(A) são inelegíveis, de acordo com o art. 14, § 4º, da Constituição Federal, os inalistáveis e os analfabetos.

9 LÉPORE Paulo. Noções de Direito Constitucional. Salvador: JusPodivm, 2014; grifo nosso. 10 DUTRA, Luciano. Direito Constitucional Essencial. 2ª Edição. Rio de Janeiro:

Elsevier, 2014; p.173.

APOSTILAS OPÇÃO

(B) a idade mínima de vinte e um anos é requisito de elegibilidade para candidatura a vereador.

(C) o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os

maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos, mas não para os analfabetos. (D) para concorrer a outro cargo, prefeitos devem renunciar ao mandato até três meses antes do pleito.

(E) não podem alistar-se com o eleitores os estrangeiros e

os brasileiros naturalizados.

04. (DEPEN Técnico de Apoio CESPE) No que se refere

à ética e ao exercício da cidadania, julgue o próximo item.

o

exercício da cidadania o efetivo conhecimento a respeito dos

direitos

elementos

Configura

um

dos

indispensáveis

para

(

)

Certo

(

)

Errado

Respostas 01. A/02. E/03. A/04. Errado.

Ética e função pública
Ética e função pública

De fato, não se pode negar que o desenvolvimento, retificação e refinamento moral da sociedade impõem que “todas as instituições sociais (públicas e privadas), ao lado dos indivíduos, devem se afinar no sentido da conquista da cultura da moralidade”. Ora, a reverência da moralidade nas relações entre particulares, no âmbito individual e privado, é forma de cultivo da futura moralidade na administração da coisa pública (res publica). Da mesma forma, a sobrevivência (individual e coletiva) e harmonia social dependem do eficaz e satisfatório desempenho moral de todas as atividades do homem. É lugar mais que comum ouvir-se debates a respeito da ética médica, ética econômica, ética esportiva, e, em especial, ética na gestão

da res publica. E, de fato, a relação entre ética e política é tema

dos mais árduos na contemporaneidade. Historicamente sustentou-se uma distinção entre a “moral comum” e a “moral política”, chegando Maquiavel a afirmar

que o homem político poderia comportar-se de modo diverso

da moral comum, como se o homem comum e aquele que gere

a coisa pública ou exerce função pública obedecessem a

“códigos” de ética distintos. Todavia, atualmente não se duvida da necessária integração ou “afinamento” entre a moral comum e a moral política. Não se pode imaginar a existência de uma absoluta distinção entre a ética almejada pelos indivíduos que compõem a sociedade e aquela esperada dos órgãos do Estado, que exercem a função pública. Justamente por representarem a coletividade, as instituições públicas devem se pautar, de forma mais eficaz, pela ética, posto que devem assumir uma posição de espelho dos anseios da sociedade. Para que o Estado possa gerir a res publica, de forma democrática e não autoritária, este deve gozar de credibilidade, a qual somente pode ser conquistada com a transparência e a moralidade de seus atos, para que não seja necessário o uso excessivo da força, o que transformaria um Estado democrático em uma nefasta tirania. Cumpre lembrar que, quando se fala em agir ético do Estado, ou das instituições públicas que o compõem, na realidade devemos nos atentar que o agir ético é sempre exercido por pessoas físicas, já que o Estado, como uma ficção jurídica que é, não goza de vontade própria. Estas pessoas

físicas incumbidas, definitiva ou transitoriamente, do exercício de alguma função estatal, a quem chamamos de agentes públicos, é que devem, em última análise, pautar-se pela ética,

já que expressam, com seus atos, a vontade do Estado.

A vontade do Estado é, pois, materializada através dos atos e procedimentos administrativos executados pelos agentes públicos. Estes atos e procedimentos administrativos que dão forma e viabilizam a atuação da Administração Pública devem ser entendidos como foco de análise da ética, constituindo-se seu objeto, quando a questão se refere à ética na Administração Pública. Embora emanados por ato de vontade dos agentes públicos, os atos e procedimentos administrativos não podem expressar a vontade individual do agente que os exterioriza. Isto porque os atos e procedimentos administrativos estão submetidos ao princípio da moralidade administrativa, o que equivale dizer que o “interesse público está acima de quaisquer outros tipos de interesses, sejam interesses imediatos do governante, sejam interesses imediatos de um cidadão, sejam interesses pessoais do funcionário. Apesar de se reconhecer que a moralidade sempre foi um traço característico necessário ao ato administrativo, já que não se pode supor a legitimidade de um Estado que não se amolde ao que moralmente é aceito pela sociedade que o constitui, é com a Constituição Federal de 1988, que o princípio da moralidade é expressamente elevado à categoria de princípio essencial da administração pública, ao lado dos princípios da legalidade, da impessoalidade e da publicidade dos atos administrativos, conforme dispõe seu artigo 37. Os atos e procedimentos administrativos, portanto, além de se submeterem a requisitos formais e objetivos para que possam gozar de validade e legalidade (competência, finalidade, fora, motivo, objeto), devem também se apresentar como moralmente legítimos, sob pena de serem anulados. Veja-se que neste ponto, aliás, a Constituição Federal também trouxe importante avanço, quando em seu artigo 5º, inciso LXXIII, inclui a moralidade administrativa dentre os motivos que ensejam a vida da ação popular a ser proposta por qualquer cidadão que constate uma postura imoral praticada por qualquer entidade da qual o Estado participe. É justamente neste ponto que a ética exerce seu papel, permitindo realizar ponderações sobre a moralidade da vontade expressa em determinado ato ou procedimento administrativo praticado por uma agente público. Assim, não basta quer o agente público seja competente para emanar o ato administrativo ou conduzir um procedimento de sua alçada, nem que seja respeitada a forma prescrita em lei, devendo, antes de tudo, corresponder a uma conduta eticamente aceitável e, sobretudo, pautar-se pela preponderância do interesse público sobre qualquer outro. Desta forma, com a finalidade de amoldar a conduta dos agentes públicos dentro do que eticamente se espera da Administração Pública, visando compeli-los a absterem-se de práticas que não sejam moralmente aceitáveis, é que surgem as normas deontológicas, ou seja, as regras que definem condutas correlatas a serem seguidas, positivadas através dos Códigos de Ética.

Referências Bibliográficas:

BORTOLETO, Leandro; MÜLLER, Perla. Noções de ética no serviço público. Editora Jus Podivm, 2014.

Questões

01. (SAPeJUS/GO Agente de Segurança Prisional FUNIVERSA/2015) Com relação às obrigações éticas do servidor público, assinale a alternativa incorreta. (A) Os servidores públicos deverão tratar seus concidadãos com urbanidade, cordialidade e educação. (B) Os servidores públicos deverão satisfazer suas obrigações perante os cidadãos de boa-fé. (C) Os servidores públicos não podem incidir em conflitos de interesse que afetem o desempenho de sua função

APOSTILAS OPÇÃO

(D) Os mandamentos da ética e do direito não se confundem. A única diferença entre eles consiste na coercibilidade. Logo, os servidores públicos vinculam-se às leis, não podendo ser responsabilizados por condutas imorais que não lhes sejam expressamente vedadas. (E) Os servidores públicos estão eticamente obrigados a guardar sigilo de informações obtidas por meio da função, não lhes sendo permitido utilizar dessas informações para seu próprio interesse.

02. (MPU Técnico do MPU CESPE/2015) Acerca de ética e função pública, julgue o item que se segue. Decoro, por ser uma disposição interna para agir corretamente, não é passível, para o servidor público, de ser aprendido ao longo de sua carreira.

(

)

Certo

(

)

Errado

03. (MPU Técnico do MPU CESPE/2015) Acerca de ética e função pública, julgue o item que se segue. Para que a conduta do servidor público seja considerada

irrepreensível é suficiente que ele observe as leis e as regras imperativas.

(

)

Certo

(

)

Errado

04. (FUNPRESP/EXE Conhecimentos Básicos

CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública e da ética e da moral, julgue o item que se segue.

Ainda que a função pública integre a vida particular de

cada servidor, os fatos ocorridos no âmbito de sua vida privada não influenciam o seu bom conceito na vida funcional.

(

)

Certo

(

)

Errado

05. (FUNPRESP/EXE Conhecimentos Básicos

CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública e da ética e da moral, julgue o item que se segue.

O servidor está desobrigado de ter conhecimento das

atualizações legais pertinentes ao órgão onde exerce suas

funções.

(

)

Certo

(

)

Errado

Respostas 01. D/02. Errado/03. Errado/04. Errado/05. Errado

Ética no setor público
Ética no setor público

A questão ética é um fator imprescindível para uma

sociedade e por isso sempre encontramos diversos autores tentando definir o que vem a ser ética e como ela se interfere em uma sociedade. O tema: Ética é por si só polêmico, entretanto causa ainda mais inquietação quando falamos sobre a ética na administração pública, pois logo pensamos em corrupção, extorsão, ineficiência, etc., mas na realidade o que devemos ter como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na vida pública em geral, é que seja fixado um padrão a partir do qual possamos em seguida julgar a atuação dos servidores públicos ou daqueles que estiverem envolvidos na vida pública, entretanto não basta que haja padrão, tão somente, é necessário que esse padrão seja ético, acima de tudo.

Assim, ética pública seria a moral incorporada ao Direito, consolidando o valor do justo. Diante da relevância social de que a Ética se faça presente no exercício das atividades públicas, as regras éticas para a vida pública são mais do que regras morais, são regras jurídicas estabelecidas em diversos diplomas do ordenamento, possibilitando a coação em caso de

11 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.

infração por parte daqueles que desempenham a função pública. Todas as diretivas de leis específicas sobre a ética no setor público partem da Constituição Federal, que estabelece alguns princípios fundamentais para a ética no setor público. Em outras palavras, é o texto constitucional do artigo 37, especialmente o caput, que permite a compreensão de boa parte do conteúdo das leis específicas, porque possui um caráter amplo ao preconizar os princípios fundamentais da administração pública. Estabelece a Constituição Federal:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de

qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal

e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,

impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,

ao

seguinte: [

]

São princípios da administração pública, nesta ordem:

Legalidade Impessoalidade Moralidade Publicidade Eficiência Para memorizar: veja que as iniciais das palavras formam

o vocábulo LIMPE, que remete à limpeza esperada da Administração Pública. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 37- A administração pública direta e indireta de

qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal

e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,

impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,

ao seguinte: ( )

Princípio da Legalidade:

O princípio da legalidade, um dos mais importantes princípios consagrados no ordenamento jurídico brasileiro, consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer

o que a lei permite. É importante demonstrar a diferenciação

entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e

ao administrador. Como já explicitado para o administrador, o

princípio da legalidade estabelece que ele somente poderá agir dentro dos parâmetros legais, conforme os ditames

estabelecidos pela lei. Já, o princípio da legalidade visto sob a ótica do administrado, explicita que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude lei. Esta interpretação encontra abalizamento no artigo 5º, II, da Constituição Federal de 1988. Para o particular, legalidade significa a permissão de fazer tudo o que a lei não proíbe. Contudo, como a administração pública representa os interesses da coletividade, ela se sujeita

a uma relação de subordinação, pela qual só poderá fazer o que

a lei expressamente determina (assim, na esfera estatal, é

preciso lei anterior editando a matéria para que seja preservado o princípio da legalidade). A origem deste princípio está na criação do Estado de Direito, no sentido de que o próprio Estado deve respeitar as leis que dita. 11

Princípio da Impessoalidade:

Posteriormente, o artigo 37 estabelece que deverá ser obedecido o princípio da impessoalidade. Este princípio estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não poderá, na execução das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o

APOSTILAS OPÇÃO

interesse social e não o interesse particular. De acordo com os ensinamentos de Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o princípio da impessoalidade estaria intimamente relacionado com a finalidade pública. De acordo com a autora “a Administração não pode atuar com vista a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, uma vez que é sempre o interesse público que deve nortear o seu comportamento”. 12 Em interessante constatação, se todos são iguais perante a lei (art. 5º, caput) necessariamente o serão perante a Administração, que deverá atuar sem favoritismo ou perseguição, tratando a todos de modo igual, ou quando necessário, fazendo a discriminação necessária para se chegar

à igualdade real e material. Nesse sentido podemos destacar como um exemplo

decorrente deste princípio a regra do concurso público, onde

a investidura em cargo ou emprego público depende de

aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas

e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo

ou emprego. Por força dos interesses que representa, a administração pública está proibida de promover discriminações gratuitas. Discriminar é tratar alguém de forma diferente dos demais, privilegiando ou prejudicando. Segundo este princípio, a administração pública deve tratar igualmente todos aqueles que se encontrem na mesma situação jurídica (princípio da isonomia ou igualdade). Por exemplo, a licitação reflete a impessoalidade no que tange à contratação de serviços. O princípio da impessoalidade correlaciona-se ao princípio da finalidade, pelo qual o alvo a ser alcançado pela administração pública é somente o interesse público. Com efeito, o interesse particular não pode influenciar no tratamento das pessoas, já que deve-se buscar somente a preservação do interesse

coletivo. 13

Princípio da Moralidade Administrativa:

A Administração Pública, de acordo com o princípio da

moralidade administrativa, deve agir com boa-fé,

sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarreta

a obrigação ao administrador público de observar não

somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras éticas extraídas dos padrões de comportamento designados como moralidade administrativa (obediência à lei).

Não basta ao administrador ser apenas legal, deve também, ser honesto tendo como finalidade o bem comum. Para Maurice Hauriou, o princípio da moralidade administrativa significa um conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da Administração. Trata-se de probidade administrativa, que é a forma de moralidade. Tal preceito mereceu especial atenção no texto vigente constitucional (§ 4º do artigo 37 CF), que pune o ímprobo (pessoa não correto -desonesta) com a suspensão de direitos políticos. Por fim, devemos entender que a moralidade como também a probidade administrativa consistem exclusivamente no dever de funcionários públicos exercerem (prestarem seus serviços) suas funções com honestidade. Não

devem aproveitar os poderes do cargo ou função para proveito pessoal ou para favorecimento de outrem.

A posição deste princípio no artigo 37 da CF representa o

reconhecimento de uma espécie de moralidade administrativa, intimamente relacionada ao poder público. A administração pública não atua como um particular, de modo que enquanto o descumprimento dos preceitos morais por parte deste particular não é punido pelo Direito (a priori), o ordenamento jurídico adota tratamento rigoroso do comportamento imoral por parte dos representantes do Estado. O princípio da moralidade deve se fazer presente não

12 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.

13 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.

14 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.

só para com os administrados, mas também no âmbito interno. Está indissociavelmente ligado à noção de bom administrador, que não somente deve ser conhecedor da lei, mas também dos princípios éticos regentes da função administrativa. Todo ato imoral será diretamente ilegal ou ao menos impessoal, daí a intrínseca ligação com os dois princípios anteriores. 14

Princípio da Publicidade:

O princípio da publicidade tem por objetivo a divulgação de atos praticados pela Administração Pública, obedecendo, todavia, as questões sigilosas. De acordo com as lições do eminente doutrinador Hely Lopes Meirelles, “o princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos, além de assegurar seus efeitos externos, visa a propiciar seu conhecimento e controle pelos interessados e pelo povo em geral, através dos meios constitucionais Complementando o princípio da publicidade, o art. 5º, XXXIII, garante a todos o direito a receber dos órgãos públicos

informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, matéria essa regulamentada pela Lei nº 12.527/2011 (Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5 o , no inciso II do § 3 o do art. 37 e no § 2 o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei n o 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei n o 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei n o 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências).

Os remédios constitucionais do habeas data e mandado de

segurança cumprem importante papel enquanto garantias de concretização da transparência.

A administração pública é obrigada a manter

transparência em relação a todos seus atos e a todas informações armazenadas nos seus bancos de dados. Daí a publicação em órgãos da imprensa e a afixação de portarias. Por exemplo, a própria expressão concurso público (art. 37, II, CF) remonta ao ideário de que todos devem tomar conhecimento do processo seletivo de servidores do Estado. Diante disso, como será visto, se negar indevidamente a fornecer informações ao administrado caracteriza ato de improbidade administrativa. Somente pela publicidade os indivíduos controlarão a legalidade e a eficiência dos atos administrativos. Os instrumentos para proteção são o direito de petição e as certidões (art. 5°, XXXIV, CF), além do habeas data e - residualmente - do mandado de segurança. 16

15

Princípio da Eficiência:

A administração pública deve manter o ampliar a

qualidade de seus serviços com controle de gastos. Isso envolve eficiência ao contratar pessoas (o concurso público seleciona os mais qualificados ao exercício do cargo), ao manter tais pessoas em seus cargos (pois é possível exonerar um servidor público por ineficiência) e ao controlar gastos (limitando o teto de remuneração), por exemplo. O núcleo deste princípio é a procura por produtividade e

economicidade. Alcança os serviços públicos e os serviços

administrativos internos, se referindo diretamente à conduta dos agentes. 17

Por derradeiro, o último princípio a ser abarcado pelo

artigo 37, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é o da eficiência.

Se, na iniciativa privada, se busca a excelência e a

efetividade, na administração outro não poderia ser o caminho, enaltecido pela EC n. 19/98, que fixou a eficiência também para a Administração Pública.

15 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:

Malheiros, 2005.

16 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.

17 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.

APOSTILAS OPÇÃO

De acordo com os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles, o princípio da eficiência “impõe a todo agente público realizar as atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É

o mais moderno princípio da função administrativa, que já não

se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros”. 18 Outrossim, DI PIETRO explicita que o princípio da eficiência possui dois aspectos: “o primeiro pode ser considerado em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor desempenho possível de suas atribuições, para lograr os melhores resultados, e o segundo, em relação ao modo de organizar, estruturar e disciplinar a

Administração Pública, também com o mesmo objetivo de alcançar os melhores resultados na prestação do serviço público”. 19 Por sua atualidade merece especial referência a questão do nepotismo, ou seja, a designação de cônjuge, companheiro e parentes para cargos públicos no órgão. A lei proíbe o nepotismo direto, aquele em que o beneficiado deve estar

subordinado a seu cônjuge ou parente, limitado ao segundo grau civil, por consanguinidade (pai, mãe, avós, irmãos, filhos

e netos) ou por afinidade (sogros, pais dos sogros, cunhados, enteados e filhos dos enteados).

O Supremo Tribunal Federal ampliou essa vedação, por

meio da Súmula Vinculante nº 13, onde proíbe o nepotismo em

todas as entidades da Administração direta e indireta de todos

os entes federativos, enquanto que a Lei 8.112/90 veda apenas

para a Administração direta, às autarquias e fundações da União; estende a proibição aos parentes de terceiro grau (tios

e sobrinhos), que alcançava apenas os parentes de segundo

grau; e proibiu-se também o nepotismo cruzado, aquele em que o agente público utiliza sua influência para possibilitar a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em cargo em comissão ou de confiança ou função gratificada não subordinada diretamente a ele.

A vedação do nepotismo representa os princípios da

impessoalidade, moralidade, eficiência e isonomia, de acordo com o decidido na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC nº 12). A partir de agora, temos a palavra da Suprema Corte, dizendo que o nepotismo ofende os princípios

republicanos, previstos nos artigos 5º e 37 da Constituição Federal. Neste contexto, podemos verificar que a ética está diretamente relacionada ao padrão de comportamento do indivíduo, dos profissionais e também do político. O ser

humano elaborou as leis para orientar seu comportamento frente as nossas necessidades (direitos e obrigações) e em relação ao meio social, entretanto, não é possível para a lei ditar nosso padrão de comportamento e é aí que entra outro ponto importante que é a cultura, ficando claro que não a cultura no sentido de quantidade de conhecimento adquirido, mas sim a qualidade na medida em que esta pode ser usada em prol da função social, do bem estar e tudo mais que diz respeito ao bem maior do ser humano, este sim é o ponto fundamental,

a essência, o ponto mais controverso quando tratamos da

questão ética na vida pública. Frequentemente constatamos a opinião pública desabonar

o comportamento ético no serviço público. A crítica feita pela

sociedade, decerto, como todo senso comum é imediatista e baseada em uma visão superficial da realidade, que entre outras coisas, trabalha com generalizações, colocando no mesmo “rol” servidores, gerentes e políticos. De fato, sabe-se que essa é uma realidade complexa e que precisa ser analisada com cautela e visão histórica, recomendando-se tratar cada

18 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:

Malheiros, 2005.

situação separadamente, dentro de seu contexto e não de forma simplista e apressada. É verdade que aquilo que a sociedade fala sobre o serviço público é o que se vê na prática através da morosidade, do descaso, do empreguismo, improbidade administrativa, má conservação dos bens públicos é motivo de descrédito da

sociedade. A sociedade não tem condições de saber de quem é

a responsabilidade, na ausência de tais esclarecimentos faz

generalizações distorcidas, impregnadas por preconceitos que definem os funcionários públicos como preguiçosos, incompetentes e procrastinadores, quando, de fato, existem pessoas que agem dessa forma, assim como em qualquer empresa, mas existem também pessoas altamente qualificadas

e preocupadas com o serviço público e com o bem comum. Diferente do que vem sendo posto em prática, as empresas éticas devem estimular e oportunizar o advento da consciência crítica de seus colaboradores, clientes e parceiros, e não impor

que eles aceitem o que lhes é apresentado. É um ato humano e ético não aceitar verdades prontas, de forma imposta, mas aquelas que a consciência crítica aponta como aceitáveis. É o ser humano quem deve decidir em quem acreditar. As organizações éticas buscam na prática, se tornar honestas, justas, verdadeiras e democráticas, por uma questão de princípio e não de conveniências na maioria das vezes muito embora esse tipo de agir também traga sucesso e reconhecimento. As empresas éticas devem escolher seus líderes e colaboradores considerando tanto suas qualidades técnicas, quanto éticas. Mesmo sabendo-se que o ser humano está suscetível à falhas, uma boa política de Recursos Humanos, ou uma ótima empresa e banca examinadora no caso dos órgãos públicos diminuem os riscos de práticas lesivas ao patrimônio público. Além da ética individual a empresa que almeja ser ética deverá refletir seu modo de ser, pois quando se conquista a consideração e a confiança dos colaboradores desenvolve a lealdade e compromisso necessários ao crescimento e estabilidade da organização. Quando a empresa conquista a confiança e o respeito de seus empregados desenvolve a lealdade e o compromisso com ela. Estudos confirmam que as empresas mais éticas são as mais bem-sucedidas, pois nas últimas décadas elas vêm tomando consciência disso e descobrindo que o ser humano, ou seja, os clientes, colaboradores, sociedade, fornecedores, etc., são as coisas mais importantes na organização, portanto devem agir de forma a fazer com que eles as admire, respeite, ame e não queira substituí-las por outras empresas. Em meio a tantas altercações em relação à ética na política,

a generalização da corrupção tornou-se evidente no setor

público, um exemplo recente é a máfia das sanguessugas, mas não se deve esquecer que existem pessoas muito éticas e conscientes em todas as organizações. Como se percebe, há uma cobrança cada vez maior nos últimos anos por parte da sociedade por transparência e probidade, tanto no trato da coisa pública, como no fornecimento de produtos e serviços ao mercado. A legislação constitucional e a infraconstitucional têm possibilitado um acompanhamento mais rigoroso da matéria, permitindo que os órgãos de fiscalização e a sociedade em geral adotem medidas judiciais necessárias para coibir os abusos cometidos pelas empresas, espera-se que a impunidade não impere nas investigações de ilicitudes. A falta de ética nasce nas estruturas administrativas devido ao terreno fértil encontrado ocasionado pela existência de governos autoritários, no qual são regidos por políticos sem ética, sem critérios de justiça social e que, mesmo após o aparecimento de regimes democrático, continuam contaminados pela doença da desonestidade, dos interesses escusos geralmente oriundos de sociedades dominadas por

19 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.

APOSTILAS OPÇÃO

situações de pobreza e injustiça social, abala a confiança das instituições, prejudica a eficácia das organizações, aumenta os custos, afeta o bom uso dos recursos públicos e compromete a imagem da organização e ainda castiga cada vez mais a sociedade que sofre com a pobreza, com a miséria, a falta de sistema de saúde, de esgoto, habitação, ocasionados pela falta de investimentos financeiros do Governo, porque os funcionários públicos priorizam seus interesses pessoais em detrimento dos interesses sociais. A mudança que se deseja na Administração pública sugere numa gradativa, mas necessária transformação cultural dentro da estrutura organizacional da Administração Pública, isto é, uma reavaliação e valorização das tradições, valores morais e educacionais que nascem em cada um de nós e se forma ao longo do tempo criando assim um determinado estilo de atuação no seio da organização baseada em valores éticos.

9.784/98, aponta inclusive a superação de tais discussões doutrinárias, pois o referido artigo exige a motivação para todos os atos nele elencados, compreendendo entre estes, tanto os atos discricionários quanto os vinculados.

 

Questões

 

01. (TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal - FCC) O princípio que traduz a ideia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações, benéficas ou peculiares denomina-se princípio da:

 

(A)

responsabilidade.

 

(B)

moralidade.

(C)

publicidade.

(D)

supremacia do interesse público.

 

(E)

impessoalidade.

 

Além destes cinco princípios administrativo-

 

constitucionais diretamente selecionados pelo constituinte, podem ser apontados como princípios de natureza ética relacionados à função pública a probidade e a motivação:

 

02.

(SEFAZ/RS

-

Técnico

Tributário da Receita

Estadual - FUNDATEC)

São Princípios da Administração

Pública, expressos na Constituição Federal, exceto:

a)

Princípio da probidade: um princípio constitucional

 

(A)

Legalidade

incluído dentro dos princípios específicos da licitação, é o dever de todo o administrador público, o dever de honestidade e fidelidade com o Estado, com a população, no desempenho de suas funções. Possui contornos mais definidos do que a moralidade. Diógenes Gasparini 20 alerta que alguns autores

(B)

Probidade

(C)

Impessoalidade.

 

(D)

Eficiência.

(E)

Publicidade.

tratam veem como distintos os princípios da moralidade e da probidade administrativa, mas não há características que permitam tratar os mesmos como procedimentos distintos, sendo no máximo possível afirmar que a probidade administrativa é um aspecto particular da moralidade administrativa.

03.

(TRE/MG

Técnico Judiciário

CONSULPLAN/2015) Os

mais modernos postulados da

gestão

administrativa,

tanto

setor privado quanto no determinam que os atos

no

âmbito dos órgãos públicos,

administrativos observem os padrões usuais de moralidade

que

estão

indissociavelmente

vinculados a critérios de

b)

Princípio da motivação: É a obrigação conferida ao

escolha pautados pela

 

administrador de motivar todos os atos que edita, gerais ou de efeitos concretos. É considerado, entre os demais princípios, um dos mais importantes, uma vez que sem a motivação não há o devido processo legal, uma vez que a fundamentação surge como meio interpretativo da decisão que levou à prática do ato impugnado, sendo verdadeiro meio de viabilização do controle da legalidade dos atos da Administração. Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicável ao caso concreto e relacionar os fatos que concretamente levaram à aplicação daquele dispositivo legal. Todos os atos administrativos devem ser motivados para que o Judiciário possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua legalidade. Para efetuar esse controle, devem ser observados os motivos dos atos administrativos. Em relação à necessidade de motivação dos atos administrativos vinculados (aqueles em que a lei aponta um único comportamento possível) e dos atos discricionários (aqueles que a lei, dentro dos limites nela previstos, aponta um ou mais comportamentos possíveis, de acordo com um juízo de conveniência e oportunidade), a doutrina é uníssona na determinação da obrigatoriedade de motivação com relação aos atos administrativos vinculados; todavia, diverge quanto à referida necessidade quanto aos atos discricionários. Meirelles 21 entende que o ato discricionário, editado sob os limites da Lei, confere ao administrador uma margem de liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade, não sendo necessária a motivação. No entanto, se houver tal fundamentação, o ato deverá condicionar-se a esta, em razão da necessidade de observância da Teoria dos Motivos Determinantes. O entendimento majoritário da doutrina, porém, é de que, mesmo no ato discricionário, é necessária a motivação para que se saiba qual o caminho adotado pelo administrador. Gasparini 22 , com respaldo no art. 50 da Lei n.

 

(A)

ética

(B)

avaliação.

(C)

subordinação.

(D)

estandardização.

 

04. (ANS Técnico em Regulação em Saúde Complementar FUNCAB/2016) Com relação à ética no setor público, e de acordo com os termos do Decreto n°

1.171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é correto afirmar que:

 

(A)

o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante

a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.

(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta, devendo decidir apenas entre

a

legal e o ilegal.

 
 

(C)

não é dever do servidor público zelar, no exercício do

direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida

e

da segurança coletiva. (D) salvo os casos de segurança nacional, investigações

policiais ou interesse superior do Estado e da Administração Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui requisito de eficácia e moralidade.

 

(E)

com relação à Administração Pública, a moralidade

limita-se à distinção entre o bem e o mal.

 

Respostas

 
 

01. E/02. B/03. A/04. A.

20 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 21 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. São Paulo:

22 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.

Malheiros, 1993.

 

APOSTILAS OPÇÃO

Código de Ética Profissional do Serviço Público (Decreto nº 1.171/1994)
Código de Ética Profissional
do Serviço Público (Decreto
nº 1.171/1994)

DECRETO Nº 1.171/1994

Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa.

Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e indireta implementarão, em sessenta dias, as providências necessárias à plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a Constituição da respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente. Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à Secretaria da Administração Federal da Presidência da República, com a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes.

Art.

publicação.

Este

decreto

entra

em

vigor

na

data

de

sua

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL

CAPÍTULO I Seção I Das Regras Deontológicas

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.

II - O servidor público não poderá jamais desprezar o

elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o

conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.

III - A moralidade da Administração Pública não se limita à

distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como consequência, em fator de legalidade.

V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio. VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta

do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir

o seu bom conceito na vida funcional.

VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações

policiais ou interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar. VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que

sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.

IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo

dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar danos a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los. X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos. XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função pública.

XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de

trabalho é fator de desmoralização do serviço público, o que

quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.

XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura

organizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua

atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento

e o engrandecimento da Nação.

Seção II Dos Principais Deveres do Servidor Público

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:

a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular;

b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e

rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente

resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;

c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a

integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver

diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem

comum;

d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo;

e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços

aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com o

público;

APOSTILAS OPÇÃO

f)

ter consciência de que seu trabalho é regido por

e)

deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu

princípios éticos que se materializam na adequada prestação

alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu

dos serviços públicos;

mister;

g)

ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção,

f)

permitir que perseguições, simpatias, antipatias,

respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor,

caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram

no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores;

idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;

g)

pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer

tipo

de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão,

h)

ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de

doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim;

representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;

i)

resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos,

h)

alterar ou deturpar o teor de documentos que deva

de contratantes, interessados e outros que visem obter

encaminhar para providências;

quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais, ilegais ou aéticas e denunciá-las;

i)

iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do

atendimento em serviços públicos;

j)

zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências

j)

desviar servidor público para atendimento a interesse

específicas da defesa da vida e da segurança coletiva;

particular;

l)

ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua

l)

retirar da repartição pública, sem estar legalmente

ausência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema;

autorizado, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público;

m)

comunicar imediatamente a seus superiores todo e

m)

fazer uso de informações privilegiadas obtidas no

qualquer ato ou fato contrário ao interesse público, exigindo

âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio, de

as providências cabíveis;

parentes, de amigos ou de terceiros;

n)

manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho,

n)

apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele

seguindo os métodos mais adequados à sua organização e distribuição;

habitualmente; o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente

o)

participar dos movimentos e estudos que se relacionem

contra a moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;

exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome

p)

com a melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a realização do bem comum;

p)

apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas

a empreendimentos de cunho duvidoso.

ao exercício da função;

q)

manter-se atualizado com as instruções, as normas de

 

CAPÍTULO II DAS COMISSÕES DE ÉTICA

serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;

r)

cumprir, de acordo com as normas do serviço e as

XVI

- Em todos os órgãos e entidades da Administração

instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto

Pública Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou

quanto possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.

em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições

delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com

s)

facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por

quem de direito;

t)

exercer com estrita moderação as prerrogativas

o

patrimônio público, competindo-lhe conhecer

funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos;

concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura;

 

XVII

(Revogado);

u)

abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função,

XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados da execução do quadro de carreira

poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse

público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei;

dos servidores, os registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público;

v)

divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe

sobre a existência deste Código de Ética, estimulando o seu

integral cumprimento.

XIX

- (Revogado);

XX - (Revogado);

 

Seção III Das Vedações ao Servidor Público

XXI (Revogado);

XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão

 

de Ética é a de censura e sua fundamentação constará do

XV - E vedado ao servidor público;

respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso;

a)

o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo,

posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem;

XXIII (Revogado);

XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético,

b)

prejudicar deliberadamente a reputação de outros

entende-se por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de

servidores ou de cidadãos que deles dependam;

c)

ser, em função de seu espírito de solidariedade,

natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que

conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou ao

sem

retribuição financeira, desde que ligado direta ou

Código de Ética de sua profissão;

indiretamente a qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

d)

usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o

exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;

APOSTILAS OPÇÃO

Questões

01. (ANAC Técnico Administrativo ESAF/2016) Conforme o item XV, do Artigo 3, do Decreto n. 1.171/1994,

que institui o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, é vedado ao servidor, exceto:

(A) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função,

poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei.

(B) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber

qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua

missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim.

(C) permitir que perseguições, simpatias, antipatias,

caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram

no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores.

(D) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o

exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material.

(E) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo,

posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem.

02. (CFP Analista Técnico Quadrix/2016) Segundo o

Decreto nº 1.171/94, que aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, são deveres fundamentais do servidor público, exceto:

(A) manter-se atualizado com as instruções, as normas de

serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas

funções.

(B) facilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por

quem de direito.

(C) exercer com estrita austeridade as prerrogativas

funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo

contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados administrativos.

(D) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função,

poder ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação expressa à lei. (E) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral cumprimento.

03. (UFRB Assistente em Administração FUNRIO/2015) Quais são os deveres fundamentais do

servidor público, nos termos de seu Código de Ética?

(A) Comunicar quando possível a seus superiores todo e

qualquer ato ou fato contrário ao interesse público ou privado, exigindo as providências cabíveis.

(B) Exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e

rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, independentemente de

filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano material ao usuário.

(C) Ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a

integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor, independentemente da

vantajosidade para o bem comum.

(D) Jamais retardar qualquer prestação de contas,

condição secundária da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo.

(E) Desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função

ou emprego público de que seja titular.

04. (UFPA Assistente em Administração CEPS/UFPA/2015) De acordo com o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo

Federal (Decreto nº 1.171/94), é vedado, dentre outros, ao servidor público

(A) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo,

posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para

si ou para outrem; usar de artifício para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências; apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente; atender com presteza.

(B) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo,

posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem; prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam;

guardar sigilo sobre assunto da repartição; alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências; apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente.

(C) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo,

posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou para outrem; prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam; usar de artifício para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou

material; alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências; apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente.

(D) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo,

posição e influências, para obter qualquer favorecimento, para

si ou para outrem; tratar com urbanidade as pessoas; prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam; usar de artifício para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente. (E) observar as normas legais e regulamentares; prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam; usar de artifício para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências; apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente.

05. (IF/TO Enfermeiro do Trabalho IF/TO/2015)

Segundo o Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, Decreto nº 1.171/94, são vedações destinadas ao servidor, exceto:

(A) Manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho,

seguindo os métodos mais adequados à sua organização e distribuição.

(B) Deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao

seu alcance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister. (C) Pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o cumprimento da sua

missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim

(D) Dar o seu concurso a qualquer instituição que atente

contra a moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana.

(E) Iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do

atendimento em serviços públicos.

APOSTILAS OPÇÃO

Respostas 01 A/ 02 C/ 03 E/ 04 C/ 05 A

Lei nº 8.429/1992: disposições gerais; atos de improbidade administrativa.
Lei nº 8.429/1992: disposições
gerais; atos de improbidade
administrativa.

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Noções Gerais.

Improbidade administrativa é um termo técnico, designativo para falar de corrupção administrativa.

Ela se promove sobre diversas formas, entre elas: pelo desvirtuamento da função pública (a Administração Pública) e da ordem jurídica.

A improbidade se revela com a aquisição de vantagens

patrimoniais indevidas (a expensas do erário).

O ilícito de improbidade possui natureza jurídica de ilícito

civil, entretanto, isso não afasta possível incidência das esferas penal e administrativas (lembre-se que as esferas cível, penal e administrativas são independentes entre si).

O art. 2º da Lei 8.429/92 dispõe que agente público que

exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função em qualquer entidade da administração direta,

indireta, fundacional ou autárquica de qualquer dos Poderes da União, Estados ou Municípios e de empresas incorporadas ao patrimônio público poderão responder por atos ímprobos.

Atenção! Há grande divergência quanto à aplicação da lei de improbidade aos agentes políticos. Veja como tem se posicionado o STF e o STJ sobre o assunto:

STF: tem entendido que os agentes políticos não estão sujeitos à Lei de improbidade, isso porque o crime de responsabilidade estipula sanções de natureza civil e seria bis in idem admitir as duas punições. STJ: excetuada a hipótese de atos de improbidade praticados pelo Presidente da República e Ministros de Estado em crimes conexos com este, não há norma alguma que proíba que os agentes políticos respondam por crimes de responsabilidade e por atos de improbidade. (Reclamações 2790 e 2115).

Os atos de improbidade estão disciplinados nos arts. 9º a 11 da Lei 8.429/92 e dispõe sobre hipóteses de enriquecimento ilícito, atos que causem prejuízo ao erário e atos que atentam contra os princípios da Administração Pública. Esses eram os atos previstos até o final do ano 2016, com a LC 157/16 introduziu-se nova Seção ao Capítulo. Agora, além daqueles atos acima descritos poderá configura ato de improbidade a ação ou omissão decorrentes de concessão ou aplicação indevida de benefício financeiro ou tributário (art. 10-A).

Quanto ao elemento subjetivo desses atos, regra geral, ato de improbidade exige DOLO.

Vamos à leitura na íntegra da lei:

LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992.

Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato,

cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências.

O

PRESIDENTE

DA

REPÚBLICA,

Faço

saber

que

o

Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

CAPÍTULO I Das Disposições Gerais

Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei. Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.

Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.

Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.

Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.

Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.

Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio.

Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.

Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança.

APOSTILAS OPÇÃO

CAPÍTULO II Dos Atos de Improbidade Administrativa Seção I Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito

Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:

I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público;

II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para

facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou

imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado;

III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para

facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou o

fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado;

IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos,

máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de

propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de

servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades;

V - receber vantagem econômica de qualquer natureza,

direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;

VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza,

direta ou indireta, para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;

VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de

mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público; VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de

consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade;

IX - perceber vantagem econômica para intermediar a

liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza;

X - receber vantagem econômica de qualquer natureza,

direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência

ou declaração a que esteja obrigado;

XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio

bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo

patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei;

XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou

valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei.

Seção II Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário

Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação,

malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a

incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;

II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica

privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do

acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;

III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente

despersonalizado, ainda que de fins educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares

aplicáveis à espécie;

IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de

bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades

referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;

V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de

bem ou serviço por preço superior ao de mercado;

VI - realizar operação financeira sem observância das

normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;

VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a

observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;

VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-

lo indevidamente; (Vide Lei nº 13.019, de 2014)

IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não

autorizadas em lei ou regulamento;

X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou

renda, bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio público;

XI - liberar verba pública sem a estrita observância das

normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular;

XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se

enriqueça ilicitamente;

XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular,

veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros

contratados por essas entidades.

XIV celebrar contrato ou outro instrumento que tenha

por objeto a prestação de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei;

XV celebrar contrato de rateio de consórcio público sem

suficiente e prévia dotação orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei.

XVI a XXI - (Vide Lei nº 13.019, de 2014)

Seção II-A Dos Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de Concessão ou Aplicação Indevida de Benefício Financeiro ou Tributário (Incluído pela Lei Complementar 157/16)

Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o §1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003.

APOSTILAS OPÇÃO

Seção III Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública

 

CAPÍTULO IV Da Declaração de Bens

 

Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que

Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e

atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:

valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. (Regulamento) (Regulamento)

 

§

1° A declaração compreenderá imóveis, móveis,

I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência;

semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do

 

II

- retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de

ofício;

 
 

III

- revelar fato ou circunstância de que tem ciência em

razão das atribuições e que deva permanecer em segredo;

declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico.

 

IV

- negar publicidade aos atos oficiais;

V - frustrar a licitude de concurso público;

 

§

2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na

lo;

VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-

data em que o agente público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função.

VII

- revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de

 

§

3º Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço

terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço. VIII - XVI a XXI - (Vide Lei nº 13.019, de 2014)

público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente

público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro

do

prazo determinado, ou que a prestar falsa.

§

4º O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da

 

IX

- (Vide Lei nº 13.146, de 2015)

declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza, com as necessárias atualizações, para suprir a exigência contida no caput e no § 2° deste artigo .

 

CAPÍTULO III

Das Penas

Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:

 

CAPÍTULO V Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial

 

I

- na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores

Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.

acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão

dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos;

 

§

1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo

e

assinada, conterá a qualificação do representante, as

informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas

de

que tenha conhecimento.

§

2º A autoridade administrativa rejeitará a representação,

 

II

- na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano,

em despacho fundamentado, se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei.

perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos,

pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber

 

§

3º Atendidos os requisitos da representação, a

autoridade determinará a imediata apuração dos fatos que, em

benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos;

se

tratando de servidores federais, será processada na forma

prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro

de

1990 e, em se tratando de servidor militar, de acordo com

 

III

- na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano,

os

respectivos regulamentos disciplinares.

se houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até

Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.

cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou

indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

 

IV-

na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função

pública, suspensão dos direitos políticos de 5 (cinco) a 8 (oito)

anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor do benefício financeiro ou tributário concedido. (Incluído pela LC 157/16) Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente.

Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do sequestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público.

APOSTILAS OPÇÃO

§

1º O pedido de sequestro será processado de acordo com

Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual.

Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:

o

disposto nos arts. 822 e 825 do Código de Processo Civil.

§

2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o

exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais.

Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.

§ 1º (Revogado pela Medida provisória nº 703, de 2015).

I

- da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público,

§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as

salvo quanto à pena de ressarcimento; II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.

ações necessárias à complementação do ressarcimento do

patrimônio público.

§

3º No caso de a ação principal ter sido proposta pelo

 

Ministério Público, aplica-se, no que couber, o disposto no § 3o

Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. 14, poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo.

CAPÍTULO VII

do art. 6º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965.

§

4º O Ministério Público, se não intervir no processo como

parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade. § 5º A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.

§

6º A ação será instruída com documentos ou justificação

 

Da Prescrição

que contenham indícios suficientes da existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da

impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a 18 do Código de Processo Civil.

Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:

- até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança;

I

§

7º Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará

II

- dentro do prazo prescricional previsto em lei específica

autuá-la e ordenará a notificação do requerido, para oferecer

para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.

manifestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias.

8º Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão fundamentada, rejeitará a ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita.

§

 

CAPÍTULO VIII Das Disposições Finais

9º Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação.

§

Art. 24. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

§

10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá

Art. 25. Ficam revogadas as Leis n°s 3.164, de 1° de junho de 1957, e 3.502, de 21 de dezembro de 1958 e demais disposições em contrário.

Questões

agravo de instrumento. § 11. Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de improbidade, o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito.

§

12. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas

 

nos processos regidos por esta Lei o disposto no art. 221, caput

01. (TJ-RS - Assessor Judiciário FAURGS/2016)

e

§ 1º, do Código de Processo Penal.

Quanto à Lei de Improbidade Administrativa, assinale a alternativa correta.

§

13. Para os efeitos deste artigo, também se considera

pessoa jurídica interessada o ente tributante que figurar no polo ativo da obrigação tributária de que tratam o §4º do art. 3º e o art. 8º-A da LC 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela LC 157/16)

Art. 18. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito.

(A)

As normas da Lei de Improbidade Administrativa não

se aplicam a quem não seja agente público. (B) Os agentes de sociedades de economia mista, por estarem submetidos a uma relação de emprego, não estão submetidos aos comandos da Lei de Improbidade Administrativa.

A ação civil por ato de improbidade administrativa, por

(C)

depender de atuação institucional e apuração de

responsabilidades, só pode ser movida pelo Ministério Público.

 

(D)

Quando o Ministério Público ingressa com a ação civil

 

CAPÍTULO VI Das Disposições Penais

de improbidade administrativa, a pessoa jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de impugnação, poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, desde que isso se afigure útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante legal ou dirigente. (E) O sucessor do causador do dano em ato de improbidade administrativa não sofre qualquer responsabilização patrimonial, ainda que tenha recebido herança ou legado do infrator.

Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente. Pena: detenção de seis a dez meses e multa. Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.

APOSTILAS OPÇÃO

 

02.

(PC-PE - Escrivão de Polícia CESPE/2016) Assinale

06. (MPE-RS - Secretário de Diligências MPE-RS) Tocante ao Procedimento Administrativo e ao Processo

a

opção correta com referência a improbidade administrativa

e

à Lei de Improbidade Administrativa (Lei n.° 8.429/1992).

 

Judicial previstos na Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), assinale a alternativa correta.

 

(A)

A aplicação administrativa da pena de demissão

prevista em lei reguladora de carreira pública exige que se aguarde o trânsito em julgado da ação de improbidade administrativa.

(A)

Somente servidor público que tiver conhecimento

acerca da prática de eventual ato de improbidade administrativa poderá representar à autoridade

 

(B)

Os atos de improbidade descritos no art. 11 da Lei n.°

administrativa competente para que seja instaurada investigação.

8.429'1992 não exigem a presença do dolo para sua

configuração.

 

(B)

A rejeição da representação impede o oferecimento de

 

(C)

Os atos de improbidade descritos no art. 11 da Lei n.°

representação ao Ministério Público a respeito do mesmo fato.

8.429'1992, para sua configuração, exigem a demonstração da ocorrência de dano para a administração pública ou enriquecimento ilícito do agente.

(C)

Nas ações de improbidade, havendo condenação do

demandado à reparação de danos, poderá ser admitido o perdão judicial.

 

(D)

A punição administrativa do servidor faltoso impede a

(D)

Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará

aplicação das penas previstas na Lei de Improbidade

autuá-la e ordenará a citação do réu para o oferecimento de

Administrativa (Lei n.° 8.429/1992).

 

contestação.

 

(E)

O atentado à vida e à liberdade individual de

(E)

Autuada a inicial, o juiz ordenará a notificação do

particulares, se praticado por agentes públicos armados, pode configurar improbidade administrativa.

requerido, para oferecer manifestação por escrito, no prazo de 15 (quinze) dias.

 

03.

(FUB - Conhecimentos Básicos - Cargos de 1 a 7

07.

(UFSBA - Assistente em Administração

CESPE/2016) Julgue o item que se segue, de acordo com o

UFBA/2017) De acordo com a Lei de Improbidade

disposto na Lei de Improbidade Administrativa.

 

Administrativa (Lei nº 8.429/1992), o agente responsável pelo ato de improbidade nos casos de enriquecimento ilícito está sujeito, entre outras sanções, à

 

Não

dar

publicidade

a

ato

oficial

configura

ato

de

improbidade administrativa.

 

(A)

perda dos direitos políticos.

 

(

) Certo

(B)

cassação dos direitos políticos.

(

) Errado

(C)

suspensão dos direitos políticos, em caso de recusa de

 

prestação alternativa.

04. (DER-CE - Procurador Autárquico - UECE- CEV/2016) É exemplo de ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito

(D)

suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.

08.

(TJM-SP - Escrevente Técnico Judiciário

 

(A)

permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de

VUNESP/2017) É ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário:

bem ou serviço por preço superior ao de mercado.

 
 

(B)

realizar operação financeira sem observância das

(A)

perceber vantagem econômica para intermediar a

normas legais e regulamentares ou aceitar garantia

liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza.

insuficiente ou inidônea.

 

(B)

receber vantagem econômica de qualquer natureza,

 

(C)

retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de

direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado.

ofício.

 
 

(D)

aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de

(C)

revelar fato ou circunstância de que tem ciência em

consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica

razão das atribuições e que deva permanecer em segredo.

que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade.

(D)

revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de

terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.

 

05. (ANS - Técnico Administrativo FUNCAB/2016)

(E)

conceder benefício administrativo ou fiscal sem a

Assinale a alternativa correta de acordo com a Lei n° 8.429/1992 e os atos de improbidade administrativa.

observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie.

 

(A)

Apenas os agentes públicos de hierarquia superior são

obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de

09. (UFTM - Técnico de Laboratório Biologia

legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.

UFTM/2016) Considerando a Lei n. 8.429/92, assinale a opção INCORRETA:

 

(B)

Somente os agentes públicos poderão representar à

(A)

Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia

autoridade administrativa competente para que seja

são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios

instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.

de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.

 

(C)

O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio

(B)

Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou

público ou se enriquecer ilicitamente não está sujeito às cominações desta lei.

omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.

 

(D)

Não constitui ato de improbidade administrativa

(C)

Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo

importando enriquecimento ilícito perceber vantagem

aquele que exerce de forma permanente, com remuneração,

econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza.

por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função em entidades públicas.

 

(E)

As disposições dessa lei são aplicáveis, no que couber,

àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.

(D)

Quando o ato de improbidade causar lesão ao

patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito

 

representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado.

APOSTILAS OPÇÃO

10. (CREF - 7ª Região (DF) - Auxiliar de Atendimento e Administração QUADRIX/2016) Em consonância com a Lei nº 8.429/92, assinale a alternativa correta.

(A) Somente constitui ato de improbidade administrativa

a ação ou omissão que causa lesão ao patrimônio público.

(B) Apenas os agentes públicos detentores de cargo de

chefia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.

(C) A posse e o exercício de agente público não estão

condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem seu patrimônio privado. (D) Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente, para que seja instaurada

investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.

(E) A aplicação das sanções previstas nessa lei depende da

aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.

Respostas 01. D. / 02. E. / 03. Certo. / 04. D. / 05. E. 06. E / 07. D. / 08. E / 09. C. / 10. D

E. / 03. Certo. / 04. D. / 05. E. 06. E / 07. D. /

Anotações

APOSTILAS OPÇÃO