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MORFOLOGIA: Classes Gramaticais Invariáveis

O ADVÉRBIO

Os advérbios e as locuções adverbiais são classificados de acordo com a circunstância que expressam em:

Afirmação: sim, certamente, efetivamente, realmente, sem dúvida, com certeza.

Dúvida: talvez, quiçá, possivelmente, provavelmente.

Intensidade: muito, pouco, bastante, demais, menos, tão.

Lugar: aqui, ali, aí, cá, lá, atrás, perto, abaixo, acima, dentro, fora, além, adiante, à direita, à esquerda.

Tempo: agora, já, ainda, amanhã, cedo, tarde, sempre, nunca, de manhã, de repente.

Modo: assim, bem, mal, depressa, devagar, calmamente, afobadamente, alegremente, à vontade, ao léu.

Negação: não, tampouco, de maneira alguma.

EMPREGO DOS ADVÉRBIOS:

1.Quando se coordenam vários advérbios terminados em - mente, pode-se usar esse sufixo apenas no último:

Ex: Estava dormindo calma, tranqüila e sossegadamente.

2.Antes de particípios não se devem usar as formas irregulares do comparativo de superioridade (melhor, pior), e sim as formas analíticas (mais bem, mais mal):

Ex: Aquelas alunas estavam mais bem preparadas que as outras.

3.Na linguagem popular, é comum o advérbio receber sufixo diminutivo. Nesses casos, o sufixo não adquire valor propriamente diminutivo, e sim superlativo:

Ex:

Ele chegou cedinho. (muito cedo) Moro pertinho de você. (bem perto)

4.Ainda na linguagem popular, é comum a repetição do advérbio a fim de intensificá-lo:

Ex:

Devo chegar cedo, cedo. Parto logo, logo

A PREPOSIÇÃO

EMPREGO DAS PREPOSIÇÕES:

1.As preposições podem assumir inúmeros valores semânticos:

Meio Chegou de ônibus.

Origem Voltou de Pernambuco.

Companhia Saiu com os amigos.

Falta ou ausência Vivia sem dinheiro.

Finalidade Discursava para convencer.

Lugar Morava em uma praia distante.

Causa Morreu de fome.

Matéria Usava um chapéu de palha.

Posse O carro de Paulo é antigo.

Assunto Conversavam sobre futebol.

2.Algumas preposições podem aparecer unidas a outras palavras. Quando na junção da preposição com outra palavra não houver perda de elemento fonético, teremos combinação. Caso haja alteração fonética, teremos contração.

1

Combinação:

ao (a + o)

aos (a + os)

aonde (a + onde)

Contração:

do (de + o) desta (de + esta) num (em + um)

dum (de + um) no (em + o) neste (em + este)

3.A preposição a pode se fundir com um outro a (ou as). Essa fusão é indicada pelo acento grave (`) e recebe o nome de crase.

Ex:

Vou à escola. (Vou a + a escola.) Fizeram referência às colegas. (Fizeram referência a + as colegas.)

4.Na linguagem formal culta, não se deve fazer a contração da preposição de com o artigo que encabeça o sujeito de um verbo.

Ex:

Está na hora de a onça beber água. (e não: Está na hora da onça beber água.)

A CONJUNÇÃO

As conjunções, assim como as locuções conjuntivas, classificam-se em coordenativas e subordinativas.

Conjunções Coordenativas

As conjunções coordenativas subdividem-se em:

Aditivas (indicam soma, adição): e, nem, mas, também, mas ainda.

Adversativas (indicam oposição, contraste): mas, porém, todavia, contudo, entretanto.

Alternativas (indicam alternância, escolha): ou, ou

Conclusivas (indicam conclusão): pois, (posposto ao verbo), logo, portanto, então.

Explicativas (indicam explicação): pois (anteposto ao verbo), porque, que.

ou,

ora

ora,

quer

quer.

Conjunções Subordinativas

As conjunções subordinativas subdividem-se em:

Causais (exprimem causa, motivo): porque, visto que, já que, uma vez que, como, etc.

Condicionais (exprimem condição): se, caso, contanto que, desde que, etc.

Consecutivas (exprimem resultado, consequência): que (precedido de tão, tal, tanto), de modo que, de maneira que, etc.

Comparativas (exprimem comparação): como que (precedido de mais ou menos), etc.

Conformativas (exprimem conformidade): como, conforme, segundo, etc.

Concessivas (exprimem concessão): embora, se bem que, ainda que, mesmo que, conquanto, etc.

Temporais (exprimem tempo): quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, etc.

Finais (exprimem finalidade): a fim de que, para que, que, etc.

Proporcionais (exprimem proporção): à proporção que, à medida que, etc.

Integrantes: que, se (quando iniciam oração subordinada substantiva).

Observação:

estabelecida pela conjunção (ou locução conjuntiva), pois uma mesma conjunção (ou locução conjuntiva) pode estabelecer relações diferentes entre orações. Ex:

Você irá bem na prova desde que estude. (A locução conjuntiva desde que está estabelecendo relação de condição.) Não para de falar desde que a aula começou. (A locução conjuntiva desde que está estabelecendo relação de tempo.) Gritou tanto que ficou rouco. (A conjunção que está estabelecendo relação de consequência) Ele gritou mais que eu. (A conjunção que está estabelecendo relação de comparação)

Assim como ocorre com as preposições, é o contexto que determina o tipo de relação

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A INTERJEIÇÃO

Interjeição é a palavra invariável através da qual exprimimos sentimentos e emoções variados.

Alegria: ah!,oh!, oba!

Advertência: cuidado!,atenção!

Alívio: ufa!,arre!

Animação: coragem!,avante!, eia!

Desejo: Oxalá!,tomara!

Dor: ai!,ui!

Espanto: oh!,chi!, ué!, barbaridade!, uai!

Impaciência: hum!,hem!

Invocação: ô!,alô!, olá!

Silêncio: psiu!,silêncio!

Quando a interjeição é expressa por mais de um vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva.

Ex: Ora bolas! / puxa vida! / se Deus quiser!

QUESTÔES

1. (TRT-9° Região) o manuscrito em que informavam sobre disputas e gladiadores

A expressão grifada acima preenche corretamente a lacuna da frase:

A) Em pequenas cidades, um jornal é o veículo

locais.

B) Seria necessário considerar os avanços da tecnologia

necessidades de um mundo moderno.

C) O grupo controlador de um jornal é sempre aquele

contam

os moradores para obter informações

se

os

tradicionais jornais se adaptem às

exige especialmente compromisso com a

ética e a verdade.

D)As manchetes,

atraem

leitores, nem sempre apontam para fatos verdadeiramente relevantes

para a maioria. E)O editorial trata de questões corpo diretivo de um jornal.

são

expostas as linhas de pensamento e a posição crítica do

2. (TRE Alagoas)

encarregadas

de fazer com que as rotinas administrativas essenciais à vida em comum sejam

realizadas com certa eficiência e autonomia. (final do texto)

A expressão grifada acima preenche corretamente a lacuna da frase:

(A)

Muitos políticos duvidavam

fosse possível chegar a um consenso naquela questão.

(B)

A prática política

os idealistas sonhavam mostrou- se ineficaz diante de tantos conflitos.

(C) O regime democrático, naquele país.

são respeitadas as liberdades individuais, foi finalmente restabelecido

(D)

Esperava-se apenas a publicação oficial das normas

se marcasse a data das eleições.

(E)

Nem sempre, em um regime democrático, são tomadas as decisões

a maioria espera.

3. (TRT24 REGIÃO 2011)

Por outro lado, a TI permitiu uma ampla modificação no sistema de produção, em que se busca cada vez

mais foco e especialização

(3o parágrafo)

A expressão pronominal grifada acima preenche corretamente a lacuna da frase:

(A) A evolução tecnológica aplicada à agricultura tem sido importante eficazes de produção.

se desenvolvam novos métodos

3

(B) A visão tradicional é a

qualquer país.

(C) Os produtores,

transporte da safra aos portos.

(D) A preocupação com os lucros,

tecnologias no setor de serviços.

(E) Todas as pesquisas

fundamentada no avanço tecnológico.

um parque industrial pujante deve garantir o crescimento econômico de

defendem o aumento da exportação agrícola, buscam melhores condições para o

se baseiam as transações comerciais, conduz à aplicação de novas

se referiam os economistas indicavam a expansão da produção agrícola,

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Sobre Classes de Palavras, em qual das alternativas abaixo, existe uma afirmação CORRETA?

a) “Ao longo dos seus 36 anos, o guia eleitoral passou por várias modificações

indica uma ação que está por vir.

b) “ discussões políticas neste contexto, o termo sublinhado se classifica como um

o verbo sublinhado

gerando

substantivo.

c) “

d)

que indica temporalidade.

classificada como conjunção.

e)

algumas

bastante significativas.” – o termo sublinhado é um advérbio, daí ser invariável.

Embora criado para auxiliar na escolha do eleitor

se

o termo sublinhado se classifica como conectivo

o termo sublinhado é uma palavra invariável,

notabilizou pela “pancadaria” entre adversários

2. Identifica-se relação de causa e consequência, respectivamente, no segmento:

(A) O século XX escolheu a democracia como forma predominante de governo e, para legitimá-la, as

eleições pelo voto da maioria.

(B) Assim como a confiança entre pessoas, legitimidade é uma entidade invisível. Mas ela contribui para a

formação da própria essência da democracia

(C) Quanto mais marcadas por divisões sociais e por incertezas, mais as sociedades produzem conflitos e

necessitam de lideranças que busquem consensos.

(D) Mas também não há democracia sem o Poder Judiciário, encarregado de nos lembrar e impor um

sistema legal

(E) Como o papel do Poder Executivo é agir com prontidão, não lhe é possível gerir a democracia sem

praticar arbitragens e fazer escolhas.

3. Apesar do medo, D. João embarcou na carruagem que o aguardava e seguiu para o centro da

cidade. A caminho, no entanto, percebeu que, em lugar de ofensas e gritos de protestos, a multidão aclamava seu nome. (2o parágrafo)

O trecho acima está reescrito com correção e lógica em:

(A) Embora estivesse com medo, D. João subiu na carruagem que estava esperando por ele e dirigiu-se ao

centro da cidade. Entretanto, durante o trajeto, em vez de escutar ofensas e protestos, ouviu o seu nome ser aclamado pela multidão.

(B) Por estar com medo, D. João subiu na carruagem que o esperara, dirigindo-se ao centro da cidade. A

medida que se aproximava do seu destino, escutou a multidão aclamar o seu nome, porém não insultando-o

e ofendendo-o.

(C) À medida que estava com medo, D. João subiu na carruagem cuja esperara, dirigindo-se ao centro da

cidade. Todavia, durante o trajeto, escutaria gritos de aprovação ao invés de ofensas e protestos.

(D) Porém, com medo, D. João sobe na carruagem que esperava-o, dirigindo-se para o centro da cidade.

Ao estar-se aproximando do seu destino, escutaria seu nome sendo aclamado pela multidão, que, para sua surpresa, não protestava ou gritavam ofensas.

(E) Estando com medo, todavia, D. João subiu na carruagem que o esperava para se dirigir no centro da

cidade. Surpreende-o, pois que, no caminho, escuta a multidão aclamando o seu nome em vez de estar

gritando ofensas e protestos.

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Leia o texto e responda a questão.

Ao lado do vinho, a região do Mediterrâneo tem uma cesta de produtos nobres cujo consumo nos países em desenvolvimento, até recentemente, era restrito às classes altas. Nos últimos cinco anos, A)porém, artigos como frutas secas, vinagre balsâmico, nozes e castanhas começaram a ganhar mercado nos emergentes. Nos quatro maiores, os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), nenhum avançou mais rápido que o azeite. Desde 2005, as vendas do produto nesses países tiveram, em média, crescimento de 235%. Nos Estados Unidos da América (EUA), o segundo maior mercado mundial de azeite, atrás apenas da União Europeia, o número ficou na casa dos 20 %. Dois fatores ajudam a entender a difusão do óleo de oliva nos BRICs. B) O primeiro é a expansão da renda: uma classe média maior gasta mais, tanto em volume quanto em qualidade. Tão importante quanto ISSO, no entanto, foi o fato de que os fabricantes de azeite entenderam que cada lugar tem as suas especificidades. Na Índia, por exemplo, o produto passou a ser vendido na seção de produtos de beleza dos supermercados. Além de nutrir os cabelos das indianas, ele é usado na pele, para prevenir estrias. Entre os integrantes dos BRICs, o Brasil é o que tem, de longe, o maior mercado de azeite: o consumo deverá atingir 50.000 toneladas em 2010. C)COMO o país tem forte influência espanhola, italiana e portuguesa (os mais importantes produtores mundiais), o hábito de usar o óleo em pizzas e saladas é mais comum do que nos outros do grupo e as empresas do ramo praticamente não mudam suas táticas de venda no mercado brasileiro. Na China, o comércio do produto varia conforme o calendário. Em datas festivas, as pessoas trocam vidros de azeite como presente. As empresas se preparam para essa época e fazem embalagens especiais, já que a finalidade do produto é enfeitar as estantes das casas. “Os chineses quase não comem salada. Tivemos de encontrar maneiras alternativas para vender lá”, diz David Prats, presidente do grupo espanhol Borges, um dos maiores fabricantes de azeite do mundo. A companhia, D) que há quinze anos vende seus produtos no Brasil por meio de importadoras, decidiu no ano passado abrir uma filial no país. “O mercado brasileiro está fervilhando. E) Enquanto as nossas vendas ficaram estáveis em alguns países, no Brasil elas subiram 30% em 2009”, completa o espanhol.

Renata Betti. O óleo da massa. In: Veja, 3/3/2010, p. 27. Internet: <veja.abril.com.br> (com adaptações).

4. No que se refere a aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

A O vocábulo “porém” estabelece uma relação de condição entre a oração da qual faz parte e a oração

anterior.

B O vocábulo “isso” retoma a expressão “a expansão da renda”.

C A conjunção “Como” introduz oração que expressa um fato que está em conformidade com a ideia

apresentada no período que a antecede.

D Na linha, o termo “que” faz referência a “companhia” e poderia, sem prejuízo para a correção gramatical

do texto, ser substituído por onde.

E O vocábulo “Enquanto”, por expressar uma ideia de proporcionalidade, poderia ser substituído por À

medida que, mantendo-se o sentido original do texto.

O preconceito racial provavelmente jamais será extinto, A) por ser parte da condição humana e ter raízes profundas na história da espécie. B) Mas C) pode ser reprimido por todos os meios compatíveis com os valores e o sistema jurídico das sociedades abertas. É uma empreitada permanente que, pela própria disseminação da hediondez a ser combatida, transcende as fronteiras dos países. Requer robustos acordos supranacionais que incentivem, em toda parte, a educação baseada na tolerância e no D)respeito às diferenças, a partir da premissa de que todos os seres humanos são essencialmente iguais. A cooperação multilateral é indispensável também para a denúncia das políticas de cunho racista, E) bem como para a aprovação de leis compartilhadas que tipifiquem e punam, com severidade, qualquer forma de discriminação entre as pessoas, onde quer que ocorra.

O Estado de S.Paulo, Editorial, 23/4/2009 (com adaptações).

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5. Com relação ao texto acima, assinale a opção incorreta.

A) Na linha 2, o segmento “por ser” poderia ser substituído por uma vez que é, desde que a forma verbal “ter” fosse alterada para tem, a fim de que o período se mantivesse correto gramaticalmente.

B) A conjunção “Mas” (l.3) pode, sem prejuízo para a informação original do período, ser substituída por qualquer uma destas conjunções seguidas de vírgula: Porém, Contudo, Todavia, No entanto.

C) Logo após a conjunção “Mas” (l.3), subentende-se a elipse da expressão antecedente “O preconceito racial” (l.1).

D) O sinal indicativo de crase em “às diferenças” (l.9-10) justifica-se pela regência da palavra “respeito” (l.9) e pela presença de artigo definido feminino plural.

E) A expressão “bem como” (l.13) estabelece uma relação de finalidade entre as orações do período em que ela ocorre.

 

Gabarito

01. C

02. E

03. A

04. B

05. E

CLASSES VARIÁVEIS

O SUBSTANTIVO (FLEXÃO DE GÊNERO)

Dependendo da forma que assumem, os substantivos podem ser classificados em biformes ou uniformes.

Substantivos Biformes- são aqueles que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino:

Masculino

Feminino

Masculino

 

Feminino

Aluno

aluna

Bode

cabra

Menino

menina

Carneiro

ovelha

Homem

mulher

Cavaleiro

amazona

Substantivos Uniformes - são os que apresentam uma única forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se em:

1. Epicenos são os substantivos uniformes que designam alguns animais: onça, jacaré, tigre, borboleta,

foca. Caso se queira especificar o sexo do animal, devem-se acrescentar as palavras macho ou fêmea. Ex:a onça macho, a onça fêmea (o substantivo onça será sempre feminino), o jacaré macho, o jacaré fêmea (o substantivo jacaré será sempre masculino)

2. Comum de dois gêneros são os substantivos uniformes que designam pessoas. Neste caso, a diferenciação de gênero é feita pelo artigo ou outro determinante qualquer. Ex: o artista, a artista; o estudante, a estudante; este dentista, aquela dentista; jornalista recém-formado, jornalista recém-formada.

3.Sobrecomuns são substantivos uniformes que designam pessoas. Neste caso, o gênero é fixo (sempre masculino ou sempre feminino) e os artigos e outros determinantes permanecem invariáveis.

Mudança de sentido com mudança de gênero:

Há substantivos idênticos na forma, porém de gêneros diferentes. Veja alguns exemplos:

Substantivo feminino

A cabeça parte do corpo

A capital cidade principal

A rádioestação transmissora

Significado

Substantivo masculino

Significado

O

cabeça

o chefe, o líder

O

capital

o dinheiro, os bens

O

rádio

aparelho receptor

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FLEXÃO NÚMERO:

Quanto ao número, o substantivo pode ser singular ou plural.

Singular

aluno, relógio, mãe

Plural

alunos, relógios, mães

Há, no entanto, alguns substantivos que só aparecem no plural, como: os afazeres, as fezes, os parabéns, as núpcias, os pêsames, os óculos, as férias, os víveres.

Plural dos Substantivos Compostos

Não é fácil sistematizar o plural dos substantivos compostos, uma vez que ocorrem muitas oscilações, mesmo no padrão culto da língua. Cumpre, no entanto, observar as seguintes regras:

1. Os substantivos compostos ligados sem hífen formam o plural como se fossem substantivos

simples.

Ex:

Aguardente

aguardentes

Passatempo

passatempos

Vaivém

vaivens

2. Nos compostos formados de palavras repetidas (ou muito semelhantes), só o segundo elemento

varia.

Ex:

Teco-teco

teco-tecos

Reco-reco

reco-recos

Tico-tico

tico-ticos

3.

Nos compostos cujos elementos venham unidos por preposição, só o primeiro elemento varia.

Ex:

Pão-de-ló

pães-de-ló

Mula-sem-cabeça

mulas-sem-cabeça

4. Nos compostos formados por dois substantivos, se o segundo elemento limita ou determina o

primeiro, indicando tipo ou finalidade, a variação ocorre somente no primeiro elemento. Ex:

Banana-maçã

bananas-maçã

Salário-família

salários-família

Peixe-espada

peixes-espada

Caneta-tinteiro

canetas-tinteiro

Manga-rosa

mangas-rosa

Samba-enredo

sambas-enredo

Obs.: Convém lembrar, no entanto, que a pluralização dos dois elementos é muito comum, mesmo no padrão culto, e que essas formas já aparecem dicionarizadas.

5.

ficam invariáveis. Ex:

Nos compostos formados de verbo seguido de substantivos no plural, ambos os elementos

o

saca-rolhas

os saca-rolhas

o

tira-dúvidas

os tira-dúvidas

6.

Para os demais substantivos compostos, convém observar o seguinte: só devem ir para o plural

os substantivos, os adjetivos e os numerais. Os verbos e os advérbios, assim como os prefixos que entram na formação dos substantivos compostos (co-, ex-, vice- etc.), evidentemente não variam.

Variam os dois elementos (substantivo + substantivo; substantivo + adjetivo; adjetivo + substantivo; numeral + substantivo).

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Ex:

Couve-flor

couves-flores

Cabra-cega

cabras-cegas

Amor-perfeito

amores-perfeitos

Quinta-feira

quintas-feiras

Boa-vida

boas-vidas

Primeiro-ministro

primeiros-ministros

Cachorro-quente

cachorros-quentes

Obra-prima

obras-primas

Varia apenas o segundo elemento (verbo + substantivo; advérbio + adjetivo; prefixo + substantivo).

Ex:

Guarda-roupa

guarda-roupas

Bem-amado

bem-amados

Guarda-comida

guarda-comidas

Abaixo-assinado

abaixo-assinados

Guarda-chuva

guarda-chuvas

Ex-aluno

ex-alunos

Beija-flor

beija-flores

Coautor

coautores

Vira-lata

vira-latas

Obs.: Quando a palavra guarda referir-se à pessoa, ao militar, e vier seguida de adjetivo, será substantivo e, portanto, irá para o plural: guardas-noturnos, guardas-civis, guardas-florestais.

FLEXÃO DE GRAU:

Aumentativos e diminutivos formais Ex.: cartão, portão, caldeirão, etc.

O grau com valor afetivo ou pejorativo

Ex.: paizinho, mãezinha (afetivo);

gentinha (pejorativo).

Formação do diminutivo plural:

Ex.: bar bares (plural) bare + s barezinhos

O ARTIGO

EMPREGO DOS ARTIGOS:

1. É obrigatório o emprego do artigo definido entre o numeral AMBOS e o substantivo a que esse

numeral se refere. Ex: O juiz solicitou a presença de ambos os cônjuges.

2.

Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo CUJO(e flexões).

Ex:

Este é o homem cujo amigo desapareceu. Este é o autor cuja obra conheço.

3. Não se deve usar artigo antes das palavras CASA (no sentido de lar, moradia) e TERRA (no

sentido de chão firme), a menos que venham especificadas.

Ex:

Eles estavam em casa. Eles estavam na casa dos amigos. Os marinheiros permaneceram em terra. Os marinheiros permaneceram na terra dos anões.

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4.

Com relação a nomes de lugar, alguns admitem a anteposição do artigo, outros não.

Ex:

Passaram o carnaval em Salvador. Florianópolis é a capital de Santa Catarina. Nevou em Roma. Brasília é a capital da República. Arroz-de-cuxá é um prato típico do Maranhão. Passaram o carnaval na Bahia.

Faz muito calor no Piauí.

5. Se o nome de lugar que não admite artigo vier qualificado, o uso do artigo será obrigatório.

Ex:

A bela Florianópolis é capital de Santa Catarina. Não conheciam a velha Salvador. Estavam na Roma antiga. A moderna Brasília é considerada um monumento arquitetônico.

6. Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, com exceção de SENHOR (a),

SENHORITA e DONA. Ex:

Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.

7. Emprega-se o artigo definido com o adjetivo no grau superlativo.

Ex:

Não consegui resolver as questões mais difíceis. Ou Resolvi as mais difíceis questões.

8. Emprega-se o artigo definido com valor de superlativo absoluto sintético.

Ex: Não se trata de mais uma música, esta é a música.

9. Não se une à preposição o artigo que faz parte do nome de revistas, jornais, obras literárias.

Ex:

Li a notícia em O Estado de S. Paulo. A notícia foi publicada em O Globo. “Inês de Castro” é o episódio de Os lusíadas.

10. Depois do pronome indefinido TODO emprega-se artigo quando se quer dar idéia de inteiro,

totalidade. Quando se quer dar ideia de qualquer, omite-se o artigo. Ex:

Ele leu todo o livro. (o livro inteiro) Todo homem é mortal. (qualquer homem) Todo o país comemorou a conquista. (o país inteiro) Todo país tem seu governo. (qualquer país, cada país)

Morfossintaxe do Artigo:

Como vimos, o artigo sempre estará se referindo a um substantivo. Justamente por isso, exerce na oração a função sintática de adjunto adnominal do substantivo a que estiver se referindo. Observe:

a) O dia permanece nublado. (O artigo o integra o sujeito “O dia”, em que o substantivo desempenha o

papel de núcleo e o artigo desempenha o papel de adjunto adnominal.)

b) Eles não conheciam as leis. (O artigo as integra o complemento verbal “as leis”, em que o substantivo

desempenha o papel de núcleo e o artigo desempenha o papel de adjunto adnominal.)

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c) Um problema ainda permanece sem solução. (O artigo um integra o sujeito “Um problema”, em que o

substantivo desempenha o papel de núcleo e o artigo desempenha o papel de adjunto adnominal.)

d) Compareceram umas pessoas ilustres. (O artigo umas integra o sujeito “umas pessoas ilustres”, em que

o substantivo desempenha o papel de núcleo; o artigo umas e o adjetivo ilustres desempenham o papel de

adjuntos adnominais.).

O NUMERAL

EMPREGO E FLEXÃO DOS NUMERAIS

1. Quando antepostos ao substantivo, empregam-se os numerais ordinais, que concordarão com

esse substantivo. Se estiverem pospostos ao substantivo, usam-se os numerais cardinais, que

concordarão com a palavra número (subentendida). Ex:

Segunda casa ou casa dois Décima quinta cabine ou cabine quinze III Salão do Automóvel (terceiro)

II Maratona Estudantil (segunda)

Observação: quando se quer fazer referência ao primeiro dia do mês, deve-se utilizar o numeral ordinal:

primeiro de maio, primeiro de abril.

2. Na indicação de reis, papas, séculos e partes de uma obra, temos um caso particular: quando

pospostos ao substantivo, usam-se os numerais ordinais até décimo, inclusive. A partir daí, devem-

se empregar os cardinais. Ex:

Século VII (sétimo)Henrique VIII (oitavo) Século XXI (vinte e um) Luís XV (quinze) João Paulo II (segundo)capítulo II (segundo) João XXIII (vinte e três)capítulo XIII (treze)

Se o numeral anteceder o substantivo, será obrigatório o uso do ordinal. Ex:

Vigésimo primeiro século Décimo terceiro capítulo

3. Ambos, substituindo o cardinal dois, flexiona-se em gênero, concordando com o substantivo. Ex:

Ambos os alunos estavam presentes. Ambas as alunas foram premiadas.

4.Quando os numerais multiplicativos acompanham substantivos, variam em gênero, concordando com o substantivo. Ex:

Ele tomou um suco duplo. Ele tomou uma vitamina dupla.

5. O fracionário meio concorda em gênero com o substantivo a que se refere.

Ex:

Comprou meio quilo de arroz. Comprou meia tonelada de arroz. Completou a corrida em dois minutos e meio.

(dois minutos e meio minuto) Completou a corrida em duas horas e meia. (duas horas e meia hora)

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6. Os fracionários variam em número, concordando com os cardinais que os acompanham. Ex:

Um terço

dois terços

Um quinto

três quintos

Morfossintaxe do Numeral:

Na oração, o numeral substantivo exerce as mesmas funções do substantivo (núcleo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, vocativo, etc.).

Um é pouco, dois é bom, três é demais. (Numeral como núcleo do sujeito.)

Gostavam de ambos. (Numeral como núcleo do objeto.).

Dois mais dois são quatro. (Numeral desempenhando a função de predicativo do sujeito.).

Já o numeral adjetivo exerce a função de adjunto adnominal.

Quinze pessoas compareceram à reunião. (Numeral na função de adjunto adnominal, acompanhando o substantivo pessoas, núcleo do sujeito.)

O ADJETIVO

LOCUÇÃO ADJETIVA

Locução adjetiva é a expressão formada de preposição + substantivo (ou advérbio), com valor de adjetivo. Ex:

diade chuva (= dia chuvoso) pneu de trás (= pneu traseiro) atitudes de anjo (= atitudes angelicais) menino do Brasil (= menino brasileiro)

Em alguns casos, a locução adjetiva não apresenta um adjetivo correspondente, mas nem por isso deixa de ser uma locução adjetiva. É o que ocorre com:

Ex:

Discurso sem pé nem cabeça piano de cauda

ADJETIVOS PÁTRIOS

Adjetivos pátrios são aqueles que se referem a países, continentes, cidades, regiões, etc., exprimindo nacionalidade ou a origem do ser:

Ex:

a) Amazonense (relativo ao Estado do Amazonas ou à região amazônica)

b) Catarinense ou barriga-verde (relativo ao Estado de Santa Catarina)

c)Rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense ou gaúcho (relativo ao Estado do Rio Grande do Sul)

FLEXÃO DE GÊNERO

No que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é semelhante à dos substantivos: podem ser do gênero masculino ou feminino. Homem honesto / mulher honesta Homem simples / mulher simples Homem corrupto / mulher corrupta Homem inteligente / mulher inteligente

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FLEXÃO DE NÚMERO

Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os substantivos simples, ou seja, a terminação do plural varia conforme a terminação do singular.

Ex:

Pessoa honesta / pessoas honestas Regra fácil / regras fáceis

Os substantivos empregados como adjetivos ficam invariáveis. Ex:

Blusa vinho / blusas vinho Mulher monstro / mulheres monstro Camisa rosa / camisas rosa Homem aranha / homens aranha

Adjetivos Compostos

Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último elemento varia, tanto em gênero quanto em número. Ex:

pactos sócio-político-econômicos causas sócio-político-econômicas acordos luso-franco-brasileiros lentes côncavo-convexas camisas verde-claras sapatos marrom-escuros

Se o último for substantivo, o adjetivo composto fica invariável. Ex:

Camisas verde-abacate Sapatos marrom-café Blusas amarelo-ouro

Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis.

Ex:

Blusas azul-marinho Camisas azul-celeste

No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os elementos variam.

Ex:

Meninos surdos-mudos Meninas surdas-mudas

FLEXÃO DE GRAU

O adjetivo apresenta-se no grau comparativo quando a qualidade que ele expressa está em comparação

com a de outros seres, e no grau superlativo quando essa qualidade se apresenta em grau elevado.

A mudança de grau pode ser obtida por dois processos:

Sintético a alteração de grau é feita através de sufixos: Esta casa é agradabilíssima. Analíticoa alteração de grau é feita pelo acréscimo de alguma palavra que modifique o adjetivo: Esta casa é muito agradável.

12

GRAU COMPARATIVO

O comparativo pode ser:

De igualdadea qualidade expressa pelo adjetivo aparece com a mesma intensidade nos elementos que

se comparam. O comparativo de igualdade apresenta, geralmente, a seguinte forma:

Ex:

Esta casa é tão arejada quanto aquela.

 tão + adjetivo + quanto (ou como)

De superioridadea qualidade expressa pelo adjetivo aparece mais intensificada no primeiro elemento da relação de comparação. O comparativo de superioridade apresenta, geralmente, a seguinte forma:

Ex:

Esta casa é mais arejada (do) que aquela.

 mais + adjetivo + (do) que

De inferioridadea qualidade expressa pelo adjetivo aparece menos intensificada no primeiro elemento da relação de comparação. O comparativo de inferioridade apresenta, geralmente, a seguinte forma:

Ex:

Esta casa é menos arejada (do) que aquela.

 menos + adjetivo + (do) que

GRAU SUPERLATIVO

O superlativo pode ser:

Absoluto a qualidade atribuída pelo adjetivo não expressa em relação a outros elementos. Ex: Este exercício é muito fácil. (superlativo absoluto analítico) Este exercício é facílimo. (superlativo absoluto sintético)

Relativo a qualidade atribuída pelo adjetivo é expressa em relação a outros elementos. Ex: Este exercício é o mais fácil do capítulo. (superlativo relativo de superioridade) Este exercício é o menos fácil do capítulo. (superlativo relativo de inferioridade)

O superlativo absoluto sintético é feito pelo acréscimo dos sufixos superlativos: - íssimo, - ílimo ou -

érrimo.

Alguns superlativos absolutos sintéticos apresentam mais de uma forma: uma erudita, mantendo íntima relação com a origem da palavra; outra mais popular, consagrada pelo uso:

Ex:

Agudo- acutíssimo ou agudíssimo Cruel- crudelíssimo ou cruelíssimo Livre- libérrimo ou livríssimo Magro- macérrimo ou magérrimo ou magríssimo

O PRONOME (PESSOAIS)

Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso. Além das flexões de pessoa (primeira, segunda e terceira), gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), pronome pessoal apresenta variação de forma (reto ou oblíquo), dependendo da função que desempenhar na oração.

O pronome pessoal será reto quando desempenhar a função de sujeito da oração e será oblíquo quando

desempenhar a função de complemento verbal.

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Número

Pess

Pronom

Pronomes Oblíquos

oa

es Retos

 

Eu

me,mim,comigo

Tu

Te, ti, contigo

Singular

ele / ela

Se, si, consigo, o, a, lhe

 

Nós

nos, conosco

Vós

vos, convosco

Plural

eles /

se, si, consigo, os, as, lhes

elas

PRONOMES DE TRATAMENTO

Alguns pronomes de tratamento:

PRONOME

 

ABREV.

USO

Você

v.

Familiar

Vossa Senhoria

V.

Sª (s)

Comercial

Vossa Excelência

V.

Exª (s)

Altas autoridades

Vossa Reverendíssima

V.

Revma.(s)

Sacerdotes e bispos

Vossa Eminência

V.

Ema.(s)

Cardeais

Vossa Majestade

V.M.(VV.MM.)

Reis e rainhas

Vossa Majestade Imperial

V.

M. I.

Imperadores

Vossa Santidade

V.

S.

Papa

Vossa Alteza

V.

A.

Príncipes

Vossa Magnificência

V.

Mga.(s)

Reitores

Senhora e Senhor

Sra. Sr.

Respeito

Emprego dos Pronomes Pessoais:

Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavras de reforço, tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica. Ex:

Queriam falar conosco. Queriam falar com nós dois.

Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em r, -s, -z, assumem a forma lo, la, los, las, e os verbos perdem aquelas terminações.

Ex:

Vou amá-lo por toda a minha vida. (amar + o)

As nossas crianças, amemo-las com intensidade. (amemos + as)

O jogo, fi-lo sozinho. (fiz + o)

Os pronomes oblíquos o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em m, -ão,-õe, assumem a forma no, na, nos, nas.

Ex:

Entregaram-no ao professor.

O assunto, dão-no por encerrado.

Abençoem - nos para que partam tranquilos.

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Na primeira pessoa do plural (nós), a forma verbal perde o s final quando seguida do pronome oblíquo nos. Ex:

Queixamo + nos Queixamo-nos Referimos + nos Referimo-nos

Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa, quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por sua, quando nos referimos a essa pessoa.

Ex:

Vossa excelência já aprovou os projetos? perguntou o assessor. Sua Excelência, o governador, deverá estar presente à inauguração relatou o repórter.

1. No português moderno falado no Brasil, você deixou de ser pronome de tratamento e assumiu

todas as características e funções de um pronome pessoal de segunda pessoa, substituindo o tu e o vós. No entanto, continua fazendo a concordância com o verbo na terceira pessoa.

Ex:

Você irá ao cinema? (você: segunda pessoa; irá: terceira pessoa) Vocês irão ao cinema? (vocês: segunda pessoa; irão: terceira pessoa)

QUESTÕES

1. (TRTPE -2012) Levando-se em conta as alterações necessárias, o termo grifado foi substituído

corretamente por um pronome em:

a) A Inveja habita o fundo de um vale = habitá-lo

b) jamais se acende o fogo = lhe acende

c) serviu de modelo a todos = serviu-os

d) infectar a jovem Aglauros= infectá-la

e) ao dilacerar os outros = dilacerar-lhes

2. (FCC) A tecnologia surgida no século XX beneficiou, em especial, os amantes da música, tornando possível ouvir música individualmente com fones de ouvido e transportar amúsica com facilidade por meio de aparelhos portáteis, o que transformou a música em uma diversão de fácil acesso.

Evitam-se

respectivamente, por:

as

desnecessárias

repetições

da

frase

acima

substituindo-se

os

elementos

grifados,

(A)

a ouvir - transportar-lhe - lhe transformou

(B)

a ouvir - lhe transportar - transformou-na

(C)

ouvi-la - transportar-lhe - transformou-a

(D)

lhe ouvir - a transportar - transformou-lhe

(E)

ouvi-la - transportá-la - a transformou

3.

(FCC) Os mais fortes empreendiam a conquista colonial, legitimavam a conquista colonial,

atribuindo à conquista colonial o mérito de uma transformação civilizadora que tornava a conquista

colonial uma espécie de benemerência.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:

(A)

legitimavam-na - atribuindo-lhe - a tornava

(B)

a legitimavam - atribuindo-na - tornava-lhe

(C)

legitimavam-na - lhe atribuindo - lhe tornava

(D)

legitimavam-lhe - a atribuindo - a tornava

(E)

legitimavam-a - lhe atribuindo - tornava-a

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4.(Técnico da Fazenda Estadual SP 2010)

O segmento grifado está substituído de modo INCORRETO pelo pronome correspondente em:

(A)para sublimar uma frustração = para lhe sublimar. (B)porque projetamos sentimentos humanos em animais = porque os projetamos. (C)Os cientistas submeteram um grupo de animais = submeteram-no. (D)revelando sua cor verdadeira = revelando-a. (E)Os bichos aprenderam rapidamente a associar o prêmio = a associá-lo.

PRONOMES POSSESSIVOS

Pronomes possessivos são aqueles que se referem às pessoas do discurso, indicando ideia de posse.

Concordância dos Pronomes Possessivos

Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com a coisa possuída, e em pessoa com o possuidor. (Eu) Vendi meus discos. (Eu) Vendi minha coleção de discos. (Tu) Releste teus papéis? (Tu) Releste tua prova? (Nós) Emprestamos nossos discos. (Nós) Emprestamos nossa casa.

Emprego dos Pronomes Possessivos:

Em muitos casos, a utilização do possessivo de terceira pessoa (seu e flexões) pode deixar a frase ambígua, ou seja, podemos ter dúvidas quanto ao possuidor.

Ex: A professora disse ao diretor que concordava com sua nomeação. (Nomeação de quem? Da professora ou do diretor?)

Obs: Para evitar essa ambiguidade, deve-se, sempre que possível, substituir o pronome seu (e flexões) pela forma dele (e flexões). A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dela. (da professora) A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação dele. (do diretor)

Há casos em que o pronome possessivo não exprime propriamente ideia de posse. Ele pode ser utilizado para indicar aproximação, afeto ou respeito.

Ex:

Aquele senhor deve ter seus cinquenta anos. (aproximação) Meu caro uno, procure esforçar-se mais. (afeto) Minha Senhora, permita-me um aparte. (respeito)

A palavra seu que antecede nomes de pessoas não é pronome possessivo, mas corruptela de senhor. Ex:

Seu Humberto, o senhor poderia emprestar-me o martelo?

PRONOMES DEMONSTRATIVOS

Pronomes demonstrativos são aqueles que indicam a posição de um ser em relação às pessoas do discurso, situando-o no espaço ou no tempo.

Emprego dos Pronomes Demonstrativos:

Os pronomes demonstrativos podem ser utilizados para indicar a posição espacial de um ser em relação às pessoas do discurso.

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Os demonstrativos de primeira pessoa (este e flexões, isto) indicam que o ser está próximo à pessoa que fala. Ex:

Esta menina que está aqui ao meu lado se chama Lúcia. Este livro que trago comigo é um romance. Isto que eu tenho nas mãos é uma chave.

Os demonstrativos de segunda pessoa (esse e flexões, isso) indicam que o ser está próximo à pessoa com quem se fala. Ex:

Essa menina que está aí ao teu lado se chama Lúcia. Esse livro que tu trazes contigo é um romance. Isso que você tem nas mãos é uma chave.

Os demonstrativos de terceira pessoa ( aquele e flexões, aquilo) indicam que o ser está próximo à pessoa

de quem se fala, ou distante dos interlocutores

Ex:

Aquela menina que estuda na outra sala se chama Lúcia.

Aquele livro que está lá na biblioteca é um romance. Aquilo que está ali nas mãos de Pedro é uma chave.

a) Os demonstrativos servem para indicar a posição temporal, revelando proximidade ou distanciamento no tempo, em relação à pessoa que fala.

O demonstrativo de primeira pessoa este (e flexões) revela tempo presente, ou bastante próximo do

momento em que se fala. Ex:

Hoje é feriado, por isso desejo aproveitar este dia.

Desejo viajar ainda nesta semana.

O demonstrativo de segunda pessoa esse (e flexões) revela tempo passado relativamente próximo ao

momento em que se fala. Ex:

Na quarta-feira passada fiz aniversário; nesse dia reuni-me com os amigos. No mês passado completei dezoito anos; nesse mesmo mês tirei a carteira de habilitação.

O demonstrativo de terceira pessoa aquele (e flexões) revela tempo remoto ou bastante vago. Ex:

Em 1970, a seleção brasileira de futebol era imbatível. Resultado: naquele ano o Brasil se sagrou

tricampeão mundial. Em 1922 realizou-se a semana de Arte Moderna em São Paulo; naquela época, muitas pessoas criticaram

as propostas modernistas.

Os pronomes demonstrativos podem indicar o que ainda vai ser dito e aquilo que já foi dito.

Devemos empregar este (e flexões) e isto quando queremos fazer referência a alguma coisa que ainda vai ser dita. Ex:

Espero sinceramente isto: que sejam chamados os melhores. Estas são as qualidades de um bom texto: clareza, correção, elegância e concisão.

Devemos empregar esse (e flexões) e isso quando queremos fazer referência a alguma coisa que já foi dita. Ex:

Que sejam chamados os melhores; é isso que espero. Clareza, correção, elegância e concisão; essas são qualidades de um bom texto.

Emprega-se este em oposição a aquele quando se quer fazer referência a elementos já mencionados. Este

se refere ao mais próximo; aquele, ao mais distante.

17

Ex:

Matemática e Literatura são matérias que me agradam: esta me desenvolve a sensibilidade; aquela, o raciocínio.

PRONOMES RELATIVOS

Pronomes relativos são aqueles que retomam um termo anterior (antecedente) da oração, projetando -se numa outra oração.

Emprego dos Pronomes Relativos:

1.

Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar.

Ex:

Este é o autor a cuja obra me refiro. (me refiro a) Este é o autor de cuja obra gosto. (gosto de) São opiniões em que penso. (penso em)

2.

O pronome relativo quem é empregado com referência a pessoas e é precedido de preposição.

Ex:

Não conheço a menina de quem você falou. Este é o rapaz a quem você se referiu.

3. É comum empregar o relativo quem sem antecedente claro. Nesse caso, ele é classificado como

relativo indefinido e não é antecedido de preposição. Ex:

Quem cala consente. (= Aquele que cala, consente.)

4.

O pronome relativo que pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas.

Ex:

Não conheço o rapaz que saiu. (pessoa) Não li o livro que você me indicou. (coisa)

5. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com

preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões). Ex:

Esta é a pessoa de que lhe falei. Esta é a pessoa sobre a qual lhe falei. Aquela é a ferramenta com que trabalho. Aquele é o empreiteiro para o qual trabalho.

6.

O pronome relativo que pode ter por antecedente o pronome demonstrativo o (e flexões).

Ex:

“Cesse tudo o que a Musa antiga canta Sei o que estou dizendo. Calou o que sentia.

(Camões)

7. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo, equivalendo a do qual (e flexões). Deve

concordar com a coisa possuída. Ex:

Esta é a pessoa em cuja casa me hospedei. (casa da pessoa) Esta é a cidade cujas praias são lindas. (praias da cidade) Feliz o pai cujos filhos são ajuizados. (filhos do pai)

8. O

indefinidos tudo, tanto, etc.; daí seu valor indefinido. Ex:

Falou tudo quanto queria. Coloque tantas quantas forem necessárias. Também pode ser empregado sem antecedente. Esse emprego é comum em certos documentos jurídicos. Saiba quantos lerem esta escritura

pronome

relativo

quanto

(e

flexões)

normalmente

tem

por

antecedentes

os

pronomes

18

9.

O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a em que, no qual.

Ex:

Esta é a casa onde moro. Não conheço o lugar onde você está.

Onde é empregado com verbos que não dão ideia de movimento. Pode ser usado sem antecedente.

Ex:

Sempre morei na cidade onde nasci.

Fique onde está.

Aonde é empregado com verbos que dão ideia de movimento e equivale a para onde, sendo resultado da combinação da preposição a + onde.

Ex:

Não conheço o lugar aonde você irá. Voltei àquele lugar aonde meu pai costumava me levar quando criança.

PRONOMES INDEFINIDOS

Pronomes indefinidos são aqueles que se referem à terceira pessoa do discurso de modo vago e impreciso.

Emprego dos pronomes indefinidos:

O indefinido algum, quando posposto ao nome, assume valor negativo, equivalendo a nenhum.

Ex:

Motivo algum me fará desistir do cargo. Livro algum faz referência a este episódio.

O pronome indefinido cada não deve ser utilizado desacompanhado de substantivo ou numeral.

Ex:

Recebemos mil reais cada um.

Certo é pronome indefinido quando anteposto ao nome a que se refere. Quando posposto, será adjetivo.

Ex:

Não entendi certos exercícios. (pronome indefinido) Os exercícios certos valerão nota. (adjetivo, com sentido de “corretos”)

Todo, toda (no singular), quando desacompanhados de artigo, significam qualquer.

Ex:

Todo homem é mortal. (qualquer homem)

Quando acompanhado de artigo, passam a dar a ideia de totalidade.

Ex:

Ele comeu todo o bolo. (o bolo inteiro)

No plural, todos, todas sempre virão seguidos de artigo, exceto se houver palavra que os exclua, ou numeral não seguido de substantivo.

Ex:

Todos os alunos compareceram. Todos estes alunos compareceram. (estes: palavra que exclui o artigo) Todos cinco compareceram. (cinco: numeral não seguido de substantivo) Todos os cinco alunos compareceram.

Qualquer tem por plural quaisquer.

Ex:

Acabaram acolhendo quaisquer soluções. A palavra qualquer, quando posposta ao substantivo, assume valor pejorativo. Era um malandrinho qualquer.

19

PRONOMES INTERROGATIVOS

Pronomes interrogativos são aqueles usados para formular uma pergunta, de forma direta ou indireta. Ex:

Que impacto a rejeição do público causou em você? (interrogativa direta) Gostaria muito de saber quem fez isso. (interrogativa indireta)

O VERBO

FLEXÕES DO VERBO

FLEXÃO DE PESSOA

O verbo flexiona-se em pessoa concordando com o seu sujeito. São três as pessoas do verbo:

Primeira pessoa a que fala:

Eu aprecio a natureza. Nós apreciamos a natureza.

Segunda pessoa com quem se fala:

Tu aprecias a vida. Vós apreciastes a vida.

Terceira pessoa de quem ou do que se fala:

Ele aprecia a vida. Elas apreciam a vida.

FLEXÃO DE NÚMERO

O verbo pode se apresentar no singular ou no plural, concordando com o sujeito da oração.

Ex:

sujeito (singular)

Joaquim aprecia a vida.

Verbo (singular)

Sujeito (plural)

 Joaquim e Pedro apreciam a vida.

Verbo (plural)

Como se pode observar, o verbo sempre concorda em pessoa e número com o sujeito da oração. Isso ocorre mesmo quando o sujeito, representado pelos pronomes pessoais retos, estiver implícito.

Ex:

Ressuscitaremos a qualquer custo. (sujeito implícito: nós, primeira pessoa do plural)

FLEXÃO DE TEMPO

Sabemos que o verbo indica um processo localizado no tempo. Podemos distinguir três situações básicas:

presente, pretérito e futuro.

Se o processo ocorre no momento da fala, temos o tempo presente. Se o processo já ocorreu, temos o tempo pretérito.

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Se o processo ainda vai ocorrer, temos o tempo futuro.

FLEXÃO DE MODO

Entende-se por modo a atitude que o falante assume em relação ao processo verbal (de certeza, de dúvida, de ordem, etc.). São três os modos verbais: indicativo, subjuntivo e imperativo.

Modo indicativo apresenta o fato como certo, preciso, seja ele pretérito, presente ou futuro.

Exemplos:

Respeitamos a natureza. Respeitávamos a natureza. Respeitaremos a natureza.

Modo subjuntivo apresenta o fato como incerto, duvidoso.

Exemplos:

Se respeitássemos a natureza, o mundo ficaria melhor. Se respeitarmos a natureza, o mundo ficará melhor.

Modo imperativoexprime uma ordem, um pedido ou um conselho.

Ex:

Respeite a natureza. Passe-me o açúcar, por favor. Evite tomar sol depois das 10 horas da manhã.

FLEXÃO DE VOZ

A flexão de voz indica a relação estabelecida entre o verbo e seu sujeito. Conforme o tipo dessa relação, o verbo pode apresentar-se na voz ativa, na voz passiva ou na voz reflexiva.

Voz ativa quando o sujeito é o agente, isto é, aquele que executa a ação expressa pelo verbo:

Ex: O aluno fez a atividade proposta.(sujeito agente/ativo = o aluno

Voz passivaquando o sujeito é o paciente, ou seja, o receptor da ação expressa pelo verbo. Há dois

tipos de voz passiva:

- voz passiva analítica formada pelo verbo auxiliar conjugado mais particípio do verbo principal.

Ex: A atividade proposta foi feita pelo aluno. (pelo aluno=agente da passiva)

- voz passiva sintética (ou pronominal) formada por verbo na terceira pessoa mais a apassivadora se.

Ex: Fez-se a atividade proposta.

partícula

Voz reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, ou seja, executor e receptor da

ação expressa pelo verbo. A voz reflexiva apresenta sempre a seguinte construção: sujeito + verbo na voz ativa + pronome oblíquo reflexivo.

Ex:

A menina cortou-se.

 verbo na voz ativa

pronome reflexivo

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FORMAS NOMINAIS

Infinitivo: indica o processo propriamente dito, sem situá-lo no tempo; desempenha, assim, função semelhante à do substantivo:

Ex:É preciso recuperar os valores éticos.

O infinitivo pode apresentar flexão de pessoa, originando duas formas: o infinitivo impessoal (não se flexiona) e o infinitivo pessoal (flexionado).

Particípio:indica uma ação já acabada, desempenhando função semelhante à do adjetivo. O particípio flexiona-se em gênero e número, concordando com o substantivo a que se refere:

 

Infinitivo

Particípio regular

Particípio irregular

Aceitar

Aceitado

Aceito

Acender

Acendido

Aceso

Benzer

Benzido

Bento

Exprimir

Exprimido

Expresso

Expulsar

Expulsado

Expulso

Enxugar

Enxugado

Enxuto

Prender

Prendido

Preso

Ex:

     

Preservada a natureza, sobreviveremos. Preservado o meio ambiente, sobreviveremos.

Na linguagem atual, os verbos pagar, gastar e ganhar são usados apenas no particípio irregular, com qualquer auxiliar.

Ex: Ele havia pago a conta. Tinham gasto todo o dinheiro. Havia ganho muitos presentes no aniversário.

Gerúndio: indica um processo verbal em curso, desempenhando função semelhante à do adjetivo e à do advérbio. O gerúndio não apresenta flexão.

Ex:

Caminhando e cantando e seguindo a canção, Somos todos iguais, braços dados ou não” (Geraldo Vandré)

CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS

Quanto à flexão, os verbos classificam-se em: regulares; irregulares; defectivos; abundantes.

Regulares são aqueles que seguem o paradigma, isto é, o modelo da conjugação. Quando um verbo é regular, o radical se mantém em todas as formas e terminações são as mesmas do paradigma.

Observações: Em alguns casos, podemos encontrar alterações nos radicais de verbos regulares; é necessário observar se essa alteração é apenas um caso de acomodação gráfica para manter a identidade fonética. É o que ocorre, por exemplo, com os verbos ficar (fico, fiquei), fingir (finjo, finges) e vencer (venço, vences).

Irregulares são aqueles que se afastam do modelo da conjugação, apresentando alterações ou no radical ou nas desinências.

Eu peço

tu pedes

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Defectivossão verbos de conjugação incompleta, ou seja, não apresentam algumas formas. São exemplos os verbos falir e abolir no presente do indicativo.

Abundantessão aqueles que possuem duas ou mais formas de idêntico valor. A abundância ocorre com maior frequência no particípio de alguns verbos, que, além da forma regular (desinência do), apresentam outra forma, denominada irregular ou abundante.

Quando o verbo apresenta duplo particípio, deve-se usar a forma regular com os auxiliares ter e haver e a forma irregular com os auxiliares ser e estar.

EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS VERBAIS

MODO INDICATIVO

Presenteexprime um fato que ocorre no momento em que se fala:

Ex: Vejo um pássaro na janela.

Pretérito perfeitoexprime um fato já concluído anteriormente ao momento em que se fala.

Ex: Ontem eu reguei as plantas do jardim.

Pretérito imperfeito exprime um fato anterior ao momento em que se fala, mas não o toma como concluído, acabado. Revela, pois, o fato em seu curso, em sua duração.

Ex: Ele falava muito durante as aulas.

Pretérito mais-que-perfeitoindica um fato passado que já foi concluído, em relação a outro fato também passado.

Ex: Quando você resolveu o problema, eu já o resolvera.

Observação:

Na linguagem atual tem-se usado com mais

frequência

o pretérito mais-que-perfeito

composto.

Ex: Quando você resolveu o problema, eu já o tinha resolvido.

Futuro do presente exprime um fato posterior ao momento em que se fala, tido como certo.

Ex: Amanhã chegarão os meus pais. As aulas começarão segunda-feira.

Futuro do pretérito exprime um fato futuro tomado em relação a um fato passado.

Ex: Ontem você me disse que viria à escola.

MODO SUBJUNTIVO

O subjuntivo apresenta o fato de modo incerto, impreciso, duvidoso. Normalmente é empregado em orações que dependem de outras (subordinadas).

Ex: Viajaríamos se fizesse calor.

Presenteé empregado nas orações subordinadas para expressar fatos presentes ou futuros.

Ex: É justo que eles fiquem. (presente) Desejo que todos compareçam. (futuro)

23

Pretérito imperfeito indica uma ação passada, presente ou futura em relação ao verbo da oração principal.

Ex:

Se neste momento eu tivesse coragem, contaria a verdade. (presente) Mesmo que saísse antes, não teria chegado a tempo. (passado)

Ficaria feliz se ele fosse à minha casa. (futuro)

Futuroé empregado em orações subordinadas para indicar eventualidade no futuro.

Ex: Farei o trabalho se tiver tempo.

MODO IMPERATIVO

O imperativo exprime uma atitude de ordem, solicitação, convite ou conselho. É empregado em orações

absolutas, principais ou coordenadas.

Ex:

Prestem atenção! (ordem) Empreste-me o livro, por favor. (solicitação) Venha à festa do meu aniversário. Será lá em casa. (convite) Não guarde rancor, pode lhe dar uma gastrite. (conselho)

QUESTÕES FCC

1. (TREAC )

Com uma diferença: os 22 jogadores não atuavam como dois times de 11, mas como um único time

jogando contra a bola, perseguida em campo todo o tempo. (último parágrafo)

O

verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado no segmento transcrito está

na

frase:

(A)

A rivalidade entre torcedores fanáticos por seus clubes leva, muitas vezes, a comportamentos agressivos, dentro e fora dos estádios.

(B)

O comportamento da torcida exibia o orgulho pela beleza do espetáculo e pelo bom desempenho do time durante a partida.

(C)

As cores das pinturas faciais e das máscaras carregam simbolismos próprios de cada nação representada por elas.

(D)

A presença de torcedores maquiados, com bandeiras de diferentes países, sempre constituiu um espetáculo à parte no futebol.

(E)

Sociedades estruturadas com valores comunitários não compreenderiam as regras de um jogo caracterizado pela competitividade.

2. (TRERN - 2011) É comum que, durante suas brincadeiras, as crianças se

para um universo

mágico e

a identidade de uma personagem admirada,

um super-herói ou uma figura da

realeza.

Preenche corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada, o que está em:

(A)

transportem assumam seja

(B)

transportam assumiriam sendo

(C)

transportariam assumiriam seria

(D)

transportam assumem seja

(E)

transportem assumem seria

24

3.(TRETO) A intenção é a de que o filme contribua para a educação

(4o

parágrafo)

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em:

(A)

e,

agora, busca-se patrocínio.

(B)

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) aprovou o projeto

(C)

o

longa-metragem apresentará cenas de flagrantes de tráfico

(D)

que

queiram se aprofundar no tema.

(E)

e,

por isso, será oferecido para estabelecimentos de ensino.

4.

(TRTPE-2012) que já detestava a jovem

O

verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:

a)

A Inveja habita o fundo de um vale

b)

todos

os que falaram desse sentimento

c)

porque

esta a espionara

d)

que

interceda junto a Hersé

e)

Não admitia que a mortal

5.

(TRTPE-2012)

mas

exige em troca um punhado de moedas de ouro.

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

a)

são exigidos.

b)

é exigida.

c)

é exigido.

d)

foi exigido.

e)

foram exigidas.

6.

(TRERS)

A atual falta de regras muitas vezes constrange empresas do setor

Transpondo-se corretamente a frase acima para a voz passiva, obtém-se a seguinte forma verbal.

(A)São constrangidas (B)É constrangida

(C)Pode constranger (D)Chega a constranger

(E)Constranger-se-ão

7. (FCC) Transpondo-se para a voz passiva a frase Os velhinhos viam muito pouca coisa, a forma verbal resultante será:

a) era vista.

b) eram vistos.

c) fora visto.

d) tinham visto.

e) tinha sido vista.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Assinale a frase em que as palavras destacadas correspondem, pela ordem, a substantivo, adjetivo, advérbio.

a) Feliz a nação que emprega bastantes recursos na educação.

b) As escolas organizadas fazem um extraordinário bem à educação.

c) O governo que a cultura seu povo passa à história.

d) Educação e cultura fazem forte um país bem promissor.

e) A preparação da juventude forja o amanhã de um país.

25

2. Assinale

respectivamente:

o

par

de

frases

em

que

as

palavras

sublinhadas

são

substantivo

e

pronome,

a)

A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão praticar o bem.

b)

A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia muito movimento na praça.

c)

Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de drogas é condenável.

d)

Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. / Pesca-se muito em Angra dos Reis.

e)

Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / Não entendi o que você disse.

3.

Assinale a alternativa cuja expressão destacada NÃO desempenha função substantiva no

contexto.

(A)

(B)

“‘O próximo passo é realizar novos testes

os

pesquisadores observaram as quantidades do composto

(C)

outros

(D)

(E)

4.

estudos clínicos devem ser realizados.” ”

“Para chegar a esta conclusão

que

as que têm baixos níveis do composto

Assinale a alternativa cuja expressão destacada desempenha função adjetiva.

(A)

ela

está presente em alguns alimentos

(B)

(C)

“Entre as pessoas com maiores níveis da vitamina, risco diminui 40%.” “

têm

menos possibilidades de desenvolver câncer de cólon

(D)

as

pessoas com maiores níveis de vitamina D no organismo

(E)

“‘Este é o maior estudo já realizado sobre este assunto

 

5.

Assinale a alternativa que apresenta a classificação CORRETA, expressa nos parênteses, do

termo sublinhado.

a)

b)

“De fato, conquistar o planeta psíquico dos nossos filhos “

que

os hábitos dos pais brilhantes revelam

(substantivo)

(substantivo)

 

c)“

quem

não consegue aprender, não encontra caminhos inteligentes

(adjetivo)

d “

que

ninguém se diploma na educação dos filhos .” (conjunção condicional)

 

e)

“Vivemos tempos difíceis.” (verbo cujo tempo indica que a ação não ocorre no momento da fala)

6.

Sobre CLASSES

DE

PALAVRAS, em apenas uma das alternativas, existe uma

afirmativa

INCORRETA. Assinale-a.

A) “Isso sem falar no principal drama dos condomínios atuais

respectivamente, como: pronome demonstrativo, adjetivo, substantivo e adjetivo. B) “

os termos sublinhados são classificados,

deve

ter, pelo menos, duas características: honestidade e calma.” – classificam-se os termos

sublinhados, respectivamente, como : numeral, substantivo e adjetivo.

pronome relativo, preposição, preposição e pronome indefinido.

C) “

carro

que aparece arranhado de um dia para o outro

os termos sublinhados são respectivamente:

D) “Para superar todas essas dificuldades, não bastam paciência e bom senso” – em relação aos termos sublinhados, são classificados, respectivamente, como: preposição, pronome indefinido e pronome demonstrativo.

classificam-se os termos

E) “Figura polêmica em muitos casos, o responsável por administrar sublinhados, respectivamente, como: substantivo, adjetivo e substantivo.

7. Considerando os verbos destacados nas frases abaixo, relacione a coluna da esquerda com a da

direita. Depois marque a sequência numérica que corresponde ‘a resposta certa.

(

) Ser livre como diria o famoso conselheiro é não ser escravo.

(

) Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade.

(

) Diz-se que o homem nasceu livre.

(

) Diz-se que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana.

( ) Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora não acreditavam que se pudesse chegar com um fio de linha.

26

) Os loucos que sonharam sair de seus pavilhões usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram.

(

(1) infinitivo impessoal

(2) pres. do indicativo

(3) infinito pessoal (4) futuro do pretérito

(5) imperfeito do subjuntivo

(6) perfeito do indicativo

a) 4-2-6-1-5-3

b) 5-6-2-4-1-3

c) 4-1-2-6-5-3

d) 4-2-1-6-5-3

e) 3-6-5-2-1-4

8. Avalie as afirmações a propósito do emprego das formas verbais.

I – “Estaria” - está no futuro do pretérito do indicativo e exprime probabilidade.

II – “acreditaram” - está no pretérito perfeito do indicativo e indica uma ação passada concluída.

III – “sofre” - está no presente do subjuntivo para enunciar um fato hipotético.

IV – “dispõe” - está no presente do indicativo para indicar um estado atual.

Estão corretas as afirmações

(A)

I, II, III e IV.

(B)

II, III e IV, apenas.

(C)

I, III e IV, apenas.

(D)

I, II e IV, apenas.

(E)

I, II e III, apenas.

Se implementado nesses moldes, um exame obrigatório nacional cumpriria dupla função: impediria o acesso à profissão de recém-formados despreparados e, ao longo do tempo, estimularia uma melhora gradual dos cursos universitários de medicina.

9. Considerados o trecho acima e o respeito ao padrão culto escrito, é correto afirmar:

(A)No início do trecho, está implícita a forma verbal “fosse”; caso estivesse subentendida a forma “for”, deveria ser usada a forma “cumprirá”. (B)A forma verbal cumpriria foi empregada para expressar fato futuro tomado como certo e próximo de se realizar. (C)Os dois-pontos anunciam ideias que, consideradas de grande importância, não haviam recebido nenhuma referência anteriormente. (D)O uso do sinal indicativo da crase manteria sua correção se o segmento fosse: “impediria o acesso à mais de um cargo que exige boa formação profissional”. (E)Assim como profissão, está adequadamente grafado o vocábulo “assensão”.

10. É correto afirmar:

Alguns autores preferirão falar de meio pré-técnico em lugar de meio natural. Mas a própria ideia de

meio geográfico é inseparável da noção de técnica. Para S. Moscivici (1968), as condições do trabalho estão em relação direta com um modo particular de constituição da natureza, e a inexistência de artefatos mais complexos ou de máquinas não significa que uma dada sociedade não disponha de técnicas. Estamos, porém, reservando a apelação de meio técnico à fase posterior à invenção e ao uso das máquinas, já que estas, unidas ao solo, dão uma toda nova dimensão à respectiva geografia. Quanto ao meio técnico-científico-informacional é o meio geográfico do período atual, onde os objetos mais proeminentes são elaborados a partir dos mandamentos da ciência e se servem de uma técnica informacional da qual lhes vem o alto coeficiente de intencionalidade com que servem às diversas modalidades e às diversas etapas da produção.

] [

27

(A)

O futuro do presente simples preferirão(linha 15) foi empregado para exprimir, com valor de presente, uma probabilidade sobre o fato mencionado.

(B)

Se o autor estivesse tratando de "meios", a forma da expressão teria de ser "meios pré-técnico".

(C)

A conjunção Mas (linha 16), em vez de, como usualmente, introduzir oração que denota restrição ao que foi dito anteriormente, indica apenas que se vai passar para outro assunto diferente, como em “Corrupção é o tema do dia, mas vou falar de amizade”.

(D)

Compreende-se que o autor, em sua abordagem, não estabelece distinção entre “técnicas” e “artefatos”, sejam estes mais complexos ou menos complexos.

(E)

O segmento a própria ideia de meio geográfico é inseparável da noção de técnica (linhas 16 e 17) equivale a “o apropriado conceito de meio geográfico prescinde da noção de técnica”.

Estamos, porém, reservando a apelação de meio técnico à fase posterior à invenção e ao uso das máquinas, já que estas, unidas ao solo, dão uma toda nova dimensão à respectiva geografia.

11. Considerada a frase acima, em seu contexto, afirma-se com correção:

(A) O emprego de Estamos evidencia inquestionavelmente que o autor fala em nome do grupo de

pesquisadores que adota a expressão meio técnico para designar a fase posterior à invenção e ao uso das máquinas.

(B)

Substituindo reservando a apelação por “nomeando”, o segmento manteria a correção e o sentido originais com a formulação “nomeando de meio técnico à fase posterior à invenção e ao uso das máquinas".

(C)

O pronome estas retoma a invenção e as máquinas.

(D)

A expressão unidas ao solo exprime a circunstância que determina a existência da nova dimensão citada.

(E)

O termo respectiva sinaliza que se trata da geografia já citada no texto.

“No meu tempo, já existiam velhos, mas poucos”. A frase de Machado de Assis nos leva a supor que havia mais velhos quando ele próprio se tornou um velho. E hoje, muito mais ainda, embora os manuais de redação recomendem que não se fale mais em “velhos”, mas em “idosos”.

(Carlos Heitor Cony, “Prazo de validade”. Folha de S. Paulo, A2 opinião, 27/10/2011)

12.No fragmento acima, as formas verbais havia e se tornou foram empregadas para

(A)

indicar, respectivamente, uma ação provável e uma ação efetivamente realizada no passado.

(B)

indicar, entre ações simultâneas passadas, uma que estava se processando quando sobreveio a outra.

(C)

denotar que ambas as ações tiveram a mesma duração momentânea.

(D)

substituir, ambas, o futuro do pretérito.

(E)

denotar fatos que foram um (o segundo) a consequência do outro (o primeiro).

13.Afirma-se com correção:

(A)

Do ponto de vista gramatical, é apropriada a substituição de existiam por “deviam haver”.

(B)

Considerado o que aconselha o padrão culto escrito, é adequada a substituição de recomendem que não se fale por “recomendem que não fale-se”.

(C)

Do ponto de vista do sentido, são equivalentes os segmentos quando ele próprio e “quando mesmo ele”.

(D)

As aspas em “velhos” e “idosos”, na última linha, são exigidas por remeterem às palavras empregadas por Machado de Assis.

(E)

O uso de embora sinaliza que os manuais de redação, ainda que se oponham ao emprego de “velhos”, não impedem Cony de usar a palavra para designar “idosos”.

28

14.A frase que atende integralmente ao padrão culto escrito é:

(A)

Vossa Excelência, é certo que vossa presença está sendo reclamada: todos querem que continui a

prestar apoio ao grupo de trabalho.

(B)

As alterações que provirem da reunião com o prefeito serão bem recebidas, se contemplarem os direitos de todos os cidadãos da comunidade.

(C)

Os guardas-florestais requereram revisão do acordo feito com empresas que não respeitam as normas ambientais.

(D) Se o manual contesse todas as informações necessárias, não haveria necessidade de eu estar solicitando mais esclarecimentos.

(E) Se você o ver ainda hoje, avise que o prazo para entrega do documento expirará amanhã.

15. A frase que admite transposição para a voz passiva é:

a) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.

b) O conceito de espetáculo unifica e explica uma grande diversidade fenômenos.

c) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.

d) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida.

e) Por ser algo separado, ele é foco do olhar iludido e da falsa consciência.

Segundo estimativas, só na década de 80 do século XX os garimpeiros que atuavam no leito do Tapajós, no município de Itaituba PA, despejaram 600 toneladas de mercúrio nas águas do rio. O metal, no fundo das águas, transforma-se em várias formas orgânicas, que são absorvidas por diversas espécies de algas, que servem de alimento para peixes menores. Já os pescados maiores, que geralmente são carnívoros, alimentam-se das espécies menores, que já estão contaminadas.

Ullisses Campbell. O minério maldito. In: Correio Braziliense, 14/4/2005, p. 18 (com adaptações).

16.A respeito do emprego das estruturas linguísticas do texto, julgue os seguintes itens.

I O substantivo comum “rio” (l.4) refere-se ao substantivo próprio “Tapajós” (l.2).

II Na forma verbal “transforma-se” (l.4), o pronome indica que é o próprio metal que sofre a transformação.

III Preservam-se a coerência e a correção textual ao se transformar o trecho “que são absorvidas por

diversas espécies de algas” (l.5-6) na voz ativa correspondente: absorvem diversas espécies de algas.

IV O emprego de alimentam as, em lugar de “alimentam-se das” (l.8), mantém a correção gramatical do

texto, mas altera as relações semânticas entre os termos da oração.

A quantidade de itens certos é igual a

A) 0.

B) 1.

C) 2.

D) 3.

E) 4.

17.Assinale a opção incorreta, com relação ao pronome “que” e a expressão que ele retoma no texto

II.

A) Na linha 2, o pronome “que” refere-se a “estimativas” (l.1).

B) Na linha 5, o pronome “que” refere-se a “várias formas orgânicas” (l.5).

C) Na linha 6, o pronome “que” refere-se a “diversas espécies de algas” (l.5-6).

D) Na linha 7, o pronome “que” refere-se a “os pescados maiores” (l.7).

E) Na linha 8, o pronome “que” refere-se a “espécies menores” (l.8).

A corrupção, em qualquer de suas manifestações, é um ônus insustentável sobre qualquer sociedade, especialmente sobre as que são permeadas por grandes desigualdades sociais, como o são as sociedades latino-americanas. Sem dúvida, trata-se de uma das mais perversas categorias criminosas, visto que mina a capacidade de os Estados proverem a população de serviços essenciais, retarda a ruptura dos ciclos de pobreza e compromete a consolidação e o avanço da democracia, podendo deslegitimar um regime.

29

Marcelo Araújo e Oscar Adolfo Sanchez. A corrupção e os controles internos do Estado. In: Lua Nova:

Revista de Cultura e Política, n.º 65, 2005 (com adaptações).

18.Com relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, assinale a opção correta.

A) Além de “proverem” (l.6), provejo, proveu e provi também são formas do verbo prover.

B) Nos trechos “as que são permeadas” (l.3) e “as sociedades latino-americanas” (l.4), o termo “as”, em ambas as ocorrências, tem valor demonstrativo, podendo-se substituí-lo pelo pronome aquelas, sem prejuízo à correção gramatical e ao sentido do texto.

C) Na linha 1, se a expressão “em qualquer de suas manifestações” fosse anteposta à expressão “A corrupção”, o emprego da vírgula logo após “manifestações” deixaria de ser obrigatório, visto que os termos da oração estariam dispostos em ordem direta.

D) Para o autor do texto, a corrupção é qualificada como categoria criminosa por constituir um dos maiores crimes contra o patrimônio público.

E) No trecho “como o são as sociedades latino-americanas” (l.4), o pronome “o” refere-se a “desigualdades sociais” (l.3).

Todos os dias acordo de manhã com esse propósito, que está ao alcance de todos. Mas não dá para mudar o mundo A)sozinho. É preciso ter parceiros. Eu sei,B) falar é fácil. Mas sei também que é possível mudar de vida e, assim, mudar o mundo. ComeceC) vivenciando o presente: preste atenção à postura do seu corpo enquanto você lê, como seus pés estão apoiados no chão, se sua coluna está ereta,D) se a respiração está tranquila. Pronto:E) você está vivendo o momento presente com a intensidade que os momentos únicos merecem ser vividos.

Márcia de Luca. Que tal mudar o mundo? In: Revista GOL n.º 32, nov./2004, p. 34 (com adaptações).

QUESTÃO

19. Desconsiderando os ajustes necessários nas iniciais maiúsculas e minúsculas, assinale a opção

em que a substituição proposta para o texto provoca erro e incoerência textual.

A) Na linha 3, porque no lugar do ponto depois de “sozinho”.

B) Na linha 4, que no lugar da vírgula depois de “sei”.

C) Na linha 5, por isso, precedido de vírgula, no lugar do ponto antes de “Comece”.

D) Na linha 8, e no lugar da vírgula depois de “ereta”.

E) Na linha 8, se no lugar de dois-pontos depois de “Pronto”.

20. Assinale a opção em que a flexão de singular ou plural do verbo, na primeira coluna, não é

justificada pelo termo do texto I transcrito na segunda coluna.

A) “dá” (l.2): “para mudar o mundo sozinho” (l.2-3)

B) “É” (l.3): “ter parceiros” (l.3)

C) “Comece” (l.5): “você” (l.7)

D) “está” (l.8, primeira ocorrência): “você” (l.7)

E) “merecem” (l.10): “momentos únicos” (l.10)

 

Gabarito

 

01.

D

02.

E

03.

C

04.

B

05.

C

06.

B

07.

A

08.

D

09.

A

10.

A

11.

D

12.

B

13.

E

14.

C

15.

B

16.

D

17.

A

18.

A

19.