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CURSO de Pedagogia Universidade Estácio de Sá

DROGAS E ADOLESCÊNCIA

SÃO JOÃO DA BARRA

2014

INSTITUTO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO

CURSO PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL


ELVIRA DE OLIVEIRA FLÔR PEREIRA

DROGAS E ADOLESCÊNCIA

Trabalho de Conclusão de Curso, preparado pela


aluna Elvira de Oliveira Flôr Pereira como
conclusão do Curso Psicopedagogia Institucional.

SÃO JOÃO DA BARRA

2014

Resumo
A adolescência e uma fase do desenvolvimento humano em que ocorrem muitas
mudanças é uma fase conflituosa da vida devido às transformações físicas e emocionais
vividas. Surge a curiosidade, os questionamentos, a vontade de conhecer, de
experimentar o novo mesmo sabendo dos riscos, e um sentimento de ser capaz de tomar
as próprias decisões. Este artigo aborda um assunto importante sobre as drogas na
adolescência, focando as principais causas da dependência, os riscos a influencia e a
importância do apoio familiar. No passado, a dependência química era tratada como
desvio moral, fraqueza do individuo, malandragem. Era basicamente um caso de
policia. Hoje o enfoque entre especialistas é totalmente outra. A organização mundial da
saúde considera a dependência química uma doença e classifica a compulsão pelas
drogas.
Sabe-se que o abuso de substancias ou de drogas é provocado por um conjunto de
fatores psicológicos, socioambientais e biológicos. Em alguns casos a dependência é
provocada pela própria força da droga.

Palavra-chave:​ drogas, adolescente, família.


SUMÁRIO

1 – INTRODUÇÃO 05
2 – DESENVOLVIMENTO HUMANO 05
2.1. Desenvolvimento humano: na perspectiva das teorias 06
psicanalíticas
2.2. Desenvolvimento humano: na perspectiva das teorias 08
cognitivo desenvolvimentais
2.3. Desenvolvimento humano: na perspectiva das teorias da 10
aprendizagem
3 – ADOLESCÊNCIA 11

4 – DROGAS 14

5 – EDUCAÇÃO AMBIENTAL 17
6 – SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA SER DESENVOLVIDA 18
NAS ESCOLAS
7 – CONSIDERAÇÕES FINAIS 19
8 – REFERÊNCIAS 20
1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho se dispõe a compor o Caderno de Educação Ambiental,


voltado para os professores do 2º segmento das Escolas Municipais de São João da
Barra, cujo objetivo é oferecer ferramentas e alternativas interessantes que integrarão a
educação ambiental dos conteúdos programáticos de diversas disciplinas do curriculum
escolar, sob o olhar da psicologia com especial atenção ao tema “Drogas na
Adolescência”.
A relevância deste trabalho, surge do interesse em compreender e esclarecer
junto aos professores que atuam no 2º segmento escolar determinadas problemáticas da
adolescência, em especial o “por que” e o “quê” levam o adolescente a buscar o
caminho das drogas, as dificuldades em lidar com os casos dentro da escola e ainda a
pensar nas formas de trabalhar a prática ambiental para melhorar a qualidade de vida,
não apenas do aluno, mas da família e de cada comunidade.
Neste contexto, cabe também ressaltar, a importância na qualidade dos laços
afetivos para o desenvolvimento emocional, físico e cognitivo do ser humano e de
determinadas fases do desenvolvimento humano, segundo algumas teorias, para
compreender como se da formação da personalidade e da aprendizagem do ser humano.
Ademais, por vivermos numa sociedade cada vez mais complexa, existe uma
demanda cada vez maior de entendermos melhor o ser humano como um todo e
batalharmos para uma melhor educação, pois assim estaremos dando ao indivíduo a
chance de tornar-se protagonista de sua cidadania.

2. DESENVOLVIMENTO HUMANO

A ciência do desenvolvimento, refere-se ao conjunto de estudos


interdisciplinares, que se dedica ao entendimento dos fenômenos relacionados com o
desenvolvimento humano, englobando as áreas social, psicológica e
biocomportamentais (​MAGNUSSON & ​CAIRNS ​apud ​DESSEN​, 2006, p.2). Como tal,
a ciência do desenvolvimento focaliza a ontogênese dos processos evolutivos,
destacando as trajetórias no ciclo de vida do indivíduo, considerando-o como um ser
biológico inserido em determinado tempo e espaço, o que implica enfatizar as mudanças
biológicas, temporais, culturais e sociais. O seu foco de análise, varia desde os eventos
genéticos até os processos culturais, desde os fisiológicos até as interações sociais, com
os padrões de adaptação sendo entendidos mediante interações dos níveis internos e
externos ao indivíduo. (​DESSEN​, 2006, p.2)
Segundo alguns autores, o indivíduo passa por várias fases, desde a sua
concepção até a sua morte, transformando-se e desenvolvendo-se. São várias as teorias
que buscam, através de pesquisas e experiências, explicar todo o comportamento ou
todo o desenvolvimento, a fim de tornar o indivíduo mais auto-suficiente e
independente.
O que é teoria? Segundo Papalia (2000, p.40), é um conjunto coerente de
conceitos relacionados que procura organizar e explicar dados obtidos por meio da
pesquisa. As teorias são dinâmicas, elas mudam para incorporar novas descobertas e
servem como fonte contínua de hipóteses a serem testadas pela pesquisa.
A relação afetiva é enfocada sob várias perspectivas, pois a afetividade se
encontra muito presente quando se fala em desenvolvimento do ser humano. Assim,
têm-se três grandes esquemas: a teoria psicanalítica, a teoria da aprendizagem e a teoria
cognitivo-desenvolvimental. Cada uma criada para descrever e explicar a grande
diversidade de desenvolvimento e comportamento humanos. (​BEE​, 2003, p.45)

2.1. Desenvolvimento humano: na perspectiva das teorias psicanalíticas

Os teóricos da tradição psicanalítica, explicam o comportamento humano


compreendendo os processos subjacentes da ​psique​, um termo grego que se refere à
alma, ao espírito, ou a mente. Sigmund Freud (1856-1939), em geral, recebe o crédito
por ter criado a abordagem psicanalítica (1905-1920) e sua terminologia. (BEE, 2003, p.
46)
Uma das contribuições teóricas mais especiais de Freud, é a ideia de que o
comportamento é governado não apenas por processos conscientes, mas também por
processos ​inconscientes. O mais ​elementar dentre tais processos conscientes, conforme
Freud, é uma pulsão sexual instintiva, à qual ele chamou de libido​, ​presente no
nascimento e formadora da força motivadora por trás, virtualmente, de todo o nosso
comportamento. Freud defendia, também, que a personalidade possui uma estrutura, e
que tal estrutura se desenvolve com o tempo. (BEE, 1997, p.60)
São três partes propostas por Freud: o id, em que a libido está centrada, o ego,
elemento muito mais consciente, que funciona como o executivo da personalidade e o
superego, o centro da consciência e da moral, incorporando as normas e limites morais
da família e da sociedade. (BEE, 1997, p.60)
Segundo Freud, há uma série de estágios psicossexuais ​(tabela 1)​, ​no qual a
criança se movimenta em uma sequência fixa, que tem influência da maturação.
Contudo, a libido encontra-se investida na parte do corpo mais sensível, naquela idade.
Tabela1: Estágios de Freud do desenvolvimento psicossexual:

ESTÁGI IDAD ZONAS PRINCIPAL TAREFA ALGUMAS


O E ERÓGENAS DESENVOLVIMENTAL CARACTERÍSTICAS
(Fonte potencial de ADULTAS DAS
conflito) CRIANÇAS QUE
TIVERAM FIXAÇÃO
NESSE ESTÁGIO

ORAL 0-1 Boca, lábios, Desmame Comportamento oral, como


língua fumar, reagir exageradamente;
passividade e crueldade.

ANAL 2-3 Ânus Treinamento de controle da Muita ordem, parcimônia,


urina e fezes obstinação, ou o oposto.

FÁLICA 4-5 Genitais Édipo Vaidade, inquietação e o


oposto.

LATÊNCIA 6-12 Nenhuma área Desenvolvimento dos Nenhuma: a fixação não


específica mecanismos de defesa ocorre, normalmente, nessa
fase.

GENITAL 13-18 Genitais Intimidade sexual madura Adultos que integraram, com
sucesso, os estágios anteriores
devem emergir com um
interesse sincero pelos outros,
e sexualidade amadurecida.
Fonte: Bee, 1997, tabela 2.1, p.62​.

A teoria de Erikson, inicialmente não valorizou tanto a centralização do impulso


sexual, focalizando seu trabalho no surgimento gradativo de um senso de identidade.
Porém, ele concorda com Freud em relação à importância dos anos iniciais, no qual a
identidade não está formada no final da adolescência, transitando através de posteriores
estágios desenvolvimentais (Tabela 2) na vida adulta.

Tabela 2: Os oito estágios de desenvolvimento proposto por Erik Erikson:

IDADE QUALIDADE ALGUMAS TAREFAS E ATIVIDADES


APROXIMADA DO EGO DESENVOLVIDAS

0-1 Confiança básica Confiança na mãe ou provedor principal de cuidados e em


versus ​desconfiança sua própria capacidade de fazer com que as coisas
aconteçam. Um elemento-chave para um vínculo inicial
seguro.

2-3 Autonomia ​versus Novas habilidades físicas levam à livre escolha; ocorre o
vergonha, dúvida treinamento do controle dos esfíncteres; a criança aprende a
controlar-se, mas pode desenvolver vergonha se não se
manejar adequadamente a situação.
4-5 Iniciativa ​versus Organiza atividades em torno de alguma meta; torna-se
culpa mais positiva e agressiva; conflito de Édipo com progenitor
do mesmo sexo pode levar a culpa.

6-12 Atividade ​versus Absorve todas as habilidades normais culturais básicas,


inferioridade inclusive habilidades escolares e uso de instrumentos.

13-18 Identidade ​versus Adapta o senso do ​self​ às mudanças da puberdade, faz uma
confusão escolha ocupacional, atinge identidade sexual adulta e busca
novos valores.

19-25 Intimidade ​versus Forma uma ou mais relações de intimidade que vão além do
isolamento amor adolescente; forma grupos familiares.

26-40 Procriação ​versus Tem e cria filhos, foco na conquista profissional e


estagnação criatividade, e treinamento da geração seguinte.

41 + Integridade do ego Integra estágios anteriores e encontra a identidade básica.


versus​ desespero Aceita o ​silfo.
Fonte: Bee, 1997, tabela 2.2, p.63.

Nessas teorias, o desenvolvimento global da criança tem como ponto central a


qualidade e o caráter dos relacionamentos da criança com algumas pessoas importantes.
(BEE, 2003, p. 47)

2.2 Desenvolvimento humano: na perspectiva das teorias cognitivo


desenvolvimentais

A figura central desta teoria é Jean Piaget (1896-1990), juntamente com


outros teóricos, dentre eles Lev Vygotski.
Preocupa-se com o desenvolvimento dos processos de pensamento da
criança. Tem como característica básica, ver nas pessoas agentes e não reagentes,
enfatizando a mudança qualitativa (como as pessoas de idades diferentes pensam) e não
com a mudança quantitativa. (​PAPALIA​, 1998, p.28)
Segundo Bee (2003, p.48):
Para Piaget, as mudanças no pensamento da criança está na
natureza do organismo humano adaptar-se ao meio ambiente,
sendo este um processo ativo. Ao contrário de muitos teóricos
da aprendizagem, Piaget não acha que o ambiente molda a
criança, ela (como o adulto) busca de forma ativa,
compreender o seu ambiente. Nesse processo, ela explora,
manipula e examina os objetos e as pessoas de seu mundo.

Piaget propôs uma sequência fixa de quatro estágios (Tabela 3) mais


importantes, cada um originando daquele que o precede e cada um constituindo em um
sistema ou em uma organização mais ou menos completo de conceitos, estratégias e
suposições.

Tabela 3: Estágios piagetianos do desenvolvimento cognitivo:

IDAD ESTÁGIO DESCRIÇÃO


E

0-2 Sensório-mot O bebê entende o mundo em termos de seus sentidos e suas ações motoras. Um
or móbile seria aquilo que ele sente ao agarrar, a forma como ele parece, o gosto
que ele produz na boca do bebê.

2-6 Pré-operacion Por volta dos 18-24 meses, a criança consegue usar símbolos para representar
al os objetos a si mesma, internamente, e começa a ser capaz de captar as
perspectivas dos outros, a classificar objetos e a utilizar à lógica simples.

7-12 Operações A lógica da criança dá um grande salto na direção do desenvolvimento de


concretas operações mentais internas novas e poderosas, tais como adição, subtração e
inclusão de classes. A criança ainda está apegada a experiências especificas,
embora seja capaz de realizar manipulações mentais e físicas.

12+ Operações A criança torna-se capaz de manipular ideias e eventos ou objetos. Ela é capaz
formais de imaginar e pensar sobre as coisas que jamais viu ou que ainda não
aconteceram; consegue organizar ideias ou objetos de maneira sistemática e
pensar dedutivamente.
​Fonte: Bee, 1997, tabela 2.3, p.69.

Para Vygotski, a aprendizagem da criança sobre novas habilidades cognitivas, é


orientada por um adulto, o qual modela e estrutura a experiência de aprendizagem da
criança. (BEE, 2003)
Sua ênfase é em como a interação social com os adultos pode
realizar o potencial de aprendizagem da criança. Segundo
Vygotsky, os adultos devem dirigir e organizar o aprendizado
das crianças para que elas possam dominá-lo e internalizá-lo.
(PAPALIA, 2000, p.51)

O conceito mais conhecido de Vygotski é o de ​zona proximal (ZPD).​ As


crianças na zona de desenvolvimento proximal para uma tarefa, quase podem realizá-la
por si mesma. Porém, com um tipo certo de instrução, elas podem realizá-la com
sucesso. (PAPALIA, 2000, p.51)

2.3 Desenvolvimento humano: na perspectiva das teorias da aprendizagem


A ênfase da aprendizagem está em como o ambiente molda a criança. Para os
teóricos da aprendizagem, o comportamento humano é infinitamente flexível, sendo
moldado por processos predizíveis de aprendizagem. (BEE, 2000, p.48)
Segundo Papalia (2000), esses teóricos defendem a ideia de que o
desenvolvimento resulta de uma mudança de longa duração no comportamento, com
base na experiência ou adaptação ao meio, aprendizagem. Veem o desenvolvimento
como um ​contínuo ​(mais do que em estágios) ao destacar o desenvolvimento
quantitativo (mudanças de quantidade mais do que de tipo).
As teorias da aprendizagem têm nos condicionamentos clássico e operante seus
processos centrais.
Condicionamento clássico – cujos princípios foram desenvolvidos pelo
fisiólogo russo Ivan Pavlov em suas pesquisas com cães.
Princípios em que a aprendizagem ocorre após a apresentação de um estímulo
previamente neutro (estímulo condicionado), adquire o poder de eliciar uma resposta
(resposta condicionada) por associação com estímulos incondicionados que
ordinariamente provoca uma resposta particular (resposta incondicionada). (PAPALIA,
1998, p.24)
O condicionamento clássico é muito importante nos estudos
do desenvolvimento infantil, em virtude do papel que
desempenha no desenvolvimento das respostas emocionais.
Por exemplo, coisas ou pessoas presentes quando você se
sente bem tornar-se-ão estímulos condicionados para a mesma
sensação de bem-estar, enquanto aquelas previamente
associadas a uma sensação desagradável podem se tornar
estímulos para um sentimento de inquietude ou ansiedade.
Essas respostas emocionais classicamente condicionadas são
bastante poderosas. Elas começam e se formam no inicio da
vida, continuam sendo moldadas por toda infância,
adolescência e idade adulta, e afetam, de modo profundo, as
experiências emocionais de todos os indivíduos. (BEE, 2003,
p.49)

Condicionamento operante ​– aprendizagem na qual uma resposta continua a


ser emitida porque foi reforçada; também chamado condicionamento instrumental.
(PAPALIA, 1998, p.25)
Princípios formulados pelo psicólogo americano B.F. Skinner, acreditava que
um organismo tende a repetir uma resposta reforçada e a suprimir uma resposta que
tenha sido punida. (PAPALIA, 1998.p.25)
Reforço, é o estímulo que segue a resposta e aumenta a probabilidade de que a
resposta seja repetida. (PAPALIA, 1998, p.25)
Segundo Bee, 2003 o reforço pode ser:
a) Positivo – é um evento que, seguindo-se a um determinado
comportamento, aumentam as chances desse comportamento ocorrer novamente
naquela situação. Há uma série de consequências agradáveis.
b) Negativo – ocorre, quando algo que o individuo considera desagradável é
interrompido.
Tanto o reforço positivo como o negativo fortalece um comportamento. A
punição pelo contrário, pretende enfraquecer algum comportamento indesejado. (BEE,
2003, p.50).
Assim, "A infância é o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossas vidas."
Lya Luft p.26.

3. ADOLESCÊNCIA
No Dicionário Aurélio (1999, p.55), o verbete adolescência está definido da
seguinte forma: [Do lat. ​Adolescentia.​ ] O período da vida humana que sucede a
infância, começa com a puberdade, e se caracteriza por uma série de mudanças
corporais e psicológicas (estende-se aproximadamente dos 12 aos 20 anos).
Sillamy (1998, p12), define adolescência como:
Época da vida situada entre a infância, que continua, e
a idade adulta. Trata-se de um “período ingrato”, marcado por
transformações corporais e psicológicas, que começa pelos 12
ou 13 anos e termina entre 18 e 20 anos. ... No plano
psicológico, a adolescência é marcada pela reativação e o
desabrochar do instinto sexual, confirmação dos interesses
profissionais e sociais, o desejo de liberdade e de autonomia e
a riqueza da vida afetiva. ... A função da adolescência é
reconhecer em todas as virtualidades desenvolvidas, as
potencialidades de cada um, aquelas que permitirão aos
indivíduos escolher um caminho e engajar-se na vida adulta.
Mas também é descobrir mais intimamente os seres humanos,
o si-próprio e os outros, e estabelecer novas relações com o
entorno: distancia em relação aos pais, aproximação
(camaradagem, amizade, amor) de seus pares. Os adolescentes
constituem um conjunto social particularmente rico e
dinâmico.

Para Lacerda (1998 p.101), Adolescer, no latim ​Adolescere, s​ ignifica não apenas
crescer, mas também adoecer, ou seja, nem bem saudável nem bem doente para valer.
Segundo Aberastury e Knobel (1981), a adolescência é um período muito
importante para o desenvolvimento humano. Dele depende a formação da identidade do
futuro adulto. O adolescente enfrenta muitas etapas, passando por fases de desequilíbrio
e instabilidade. Ele tem que encarar a perda de suas formas corporais infantis, de sua
identidade de criança e o carinho infantil que lhes foi dado pelos pais. A essas perdas
chamamos de luto.
O adolescente, passa a ser em certos momentos cobrados como adultos e em
outros como criança, fato que o deixa muito vulnerável e angustiado com os pais e com
os que estão ao seu redor. Esta é a fase onde o indivíduo acha que pode tudo, gosta de
estar sempre em grupo e faze de tudo para ser aceito por este mesmo grupo.
A adolescência, é um período marcado por contradições, ambivalência de
sentimentos, caracterizados pelos conflitos com o meio familiar e social. (Aberastury,
1981).
Muitas famílias não sabem do seu papel na vida do adolescente, ignoram por
falta de informação, por falta de tempo, pois todos tem que trabalhar para sustentar a
casa, causando o afastamento do adolescente da família, indo o mesmo a procura de
seus pares, ou grupos com os quais se identificam, pois não suporta a sensação de
abandono.
Lacerda (1999) aponta: ​Quando, porém, faltam parâmetros, pode ocorrer o
surgimento de uma identidade “negativa”, onde os adolescentes se conformam com a
falta de sentido e procuram os modelos desviantes dos delinquentes. “Como não
encontram propostas atraentes no sentido da educação e da moralidade, compensam na
rebeldia contra a sociedade, supostamente culpada pelo sofrimento que vão passando”.
Os adolescentes de ambos os sexos são prepotentes, se colocam como aqueles
que sabem tudo, se acham adultos, mas a ingenuidade de todos faz com que eles sejam
presas fáceis dos espertos traficantes. Neste momento existe o risco do primeiro contato
com substâncias químicas, drogas lícitas ou ilícitas, surge à procura aos grupos ao qual
o adolescente quer ser aceito e que tem por costume pressiona-lo a iniciar com a
promessa de aceitação.
No relacionamento em grupo, o adolescente sente-se valorizado, ​podem
permanecer na superfície, sem submergir na sensação de afogamento sob a avalanche
de neve do fracasso total, ou pode aquecer-se afetivamente, sentindo-se próximos a uma
lareira reconfortante. (​ Lacerda, 1998, p 50)
Cada indivíduo vive a fase da adolescência de forma própria, ainda que algumas
mudanças fisiológicas sejam comuns a esta fase. O adolescente, enfrenta ainda
mudanças em todos os âmbitos de sua vida, como a separação de seus pais, novos
casamentos, nascimento de irmãos dos novos casamentos de seus pais, e que através
dessa situação muitos não moram com seus pais e sim com os avós, outros são motivo
de disputa judicial pelos genitores. Sem contar a escola, que devido aos motivos citados,
o adolescente não consegue interagir, ficando isolado. Sem entender o que esta
acontecendo, os professores e a própria escola não lhe dão a atenção devida.
Em Lacerda, 1998 p. 83 e 84: ​As crianças crescem, tornam-se adolescentes, e os
pais e educadores muitas vezes continuam omissos na atenção e no atendimento as suas
necessidades. A frequência com que foram e continuam sendo chamadas de burras,
ignorante, malvadas, perversas, mentirosas, sem vergonha e semelhantes
denominações, vai dia por dia convencendo-as de que, quem sabe, são mesmo tudo
isso.
Algumas características baseadas na descrição de Maurício Knobel (1991), para
uma adolescência normal: a busca de si mesmo e da identidade, necessidade de
intelectualizar e fantasiar, a deslocalização temporal, a tendência grupal, as crises
religiosas, a evolução sexual manifesta, atividade social reivindicatória, as contradições
sucessivas em todas as manifestações da conduta, a separação progressiva dos pais,
constantes flutuações do humor e do estado de ânimo.

4. DROGAS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define Droga como “toda substância


que, introduzida no organismo, produz nele algumas alterações, modificando uma ou
mais de suas funções” (in Costa 2002 p.384).
O dicionário Aurélio p.709, traz a seguinte definição: 4. Substância
entorpecente, alucinógena, excitante, etc. como p ex., a maconha, o haxixe, a cocaína,
ministrada por via oral, ou outra, ger. com o fito de que o usuário passe, primeiramente
e em caráter transitório, a um estado psíquico que lhe apareça agradável.
O uso de drogas vem crescendo consideravelmente entre os adolescentes,
observar-se que muitos começam a consumir ainda criança.
Não podemos responsabilizar um único fator como aquele que leva o
adolescente a usar drogas. Cada ser é único, cada um tem sua história de vida, sua
subjetividade. Portanto, cada um responde de forma diferente aos estímulos ao qual foi
submetido no decorrer se sua vida.
O uso das drogas costuma ser sinal de rebeldia diante de reais ou imaginárias
injustiças sofridas pelos corações adolescentes (Lacerda, 1998 p151).
O sentimento de onipotência, próprio do adolescente, de que pode tudo a
qualquer hora, a revolta pelas supostas perdas que o acompanham, em contraste com a
impotência em lidar com as mudanças, podem ser fatores desencadeadores que levam o
adolescente a experimentar e consequentemente ao vício das drogas.
Para Lacerda, 1998 p102, o recurso da droga, é usado como tentativa de
substituir a dureza das vivências reais, pela experiência química alienante, que o faz
regredir para um útero fictício, onde tenta refugiar-se por algum tempo. A busca será
tanto mais frequente, quanto maior a frustração.
Nesse momento, a família e a escola são o porto seguro, mas essas instituições
não possuem estrutura para lidar com a situação e, às vezes é ela a responsável por
desencadear a demanda do problema. É ai que a droga encontra o seu momento, acaba
por preencher o vazio deixado. Ao experimentar a droga, o adolescente é levado a uma
experiência carregada de prazer, sensação de poder, de liberdade, ou seja, de tudo o que
precisa para se sentir uma pessoa “melhor”.
Informação sobre algumas drogas, segundo Brasil 2010:
Maconha
Maconha é a substância proibida por lei mais usada em nosso país. De acordo
com pesquisa realizada em 2005, de cada 100 brasileiros, aproximadamente nove já
haviam usado maconha pelo menos uma vez na vida (ou seja 9%). É claro que esse
dado varia conforme o sexo e a idade: entre homens, 14,3% já usaram e, entre mulheres,
5,1%. O uso maior é entre jovens adultos de 18 a 24 anos de idade, atingindo a
porcentagem de 17% nessa faixa etária, e menor entre adolescentes de 12 a 17 anos:
4,1%.
Maconha é o nome popular de uma planta chamada ​Cannabis Sativa, q​ ue tem
sido usada há séculos por diferentes culturas, ​e em diferentes momentos da História,
com fins médicos e industriais. ​Desde os anos 60, a maconha ficou mais conhecida pelo
seu​ u​ so recreativo, com o propósito de alterar a consciência.
Cocaína
Em pesquisa realizada em 2005, aproximadamente 3 e​ m cada cem brasileiros
relatam ter usado cocaína pelo menos u​ ma vez na vida (2,9%). Entre ​os adolescentes de
12 a 17 anos, 0,5% relatam já terem experimentado e​ ssa droga. Entre estudantes da rede
pública de ensino, p​ esquisados regularmente em dez capitais do país, no entanto,
constatou-se que o uso vem aumentando: em 1987, 0,5% dos e​ studantes de quinta série
ao ensino médio relataram que já t​ inham usado cocaína pelo menos uma vez na vida;
em 1989 a p​ orcentagem subiu para 0,7%, em 1993 para 1,2% e em 1997, ​foi para 2,0%.
Segundo o levantamento sobre o uso de drogas e​ ntre estudantes, realizado em 2004, o
consumo permanece estável,​ e​ m torno de 2%, para uso na vida desta substância.
A cocaína é uma substância extraída das folhas da coca. Durante o século XIX e
o início do século XX, foi vendida nas farmácias como anestésico local e como tônico
para dar mais energia. No século XX, tornou-se uma substância ilegal, em grande parte
devido aos efeitos danosos e, frequentemente, fatais causados a seus usuários. A
cocaína, em pó, é usualmente inalada ou injetada.
Crack
Menos de 1% dos brasileiros já teve algum contato com o crack. Na pesquisa
realizada em 2005, 0,7% das pessoas relataram já ter usado crack pelo menos uma vez
na vida. Homens experimentaram mais que mulheres, 1,5% e 0,2%, respectivamente. A
maior porcentagem de uso se encontra na faixa etária de 25 a 34 anos, entre homens.
Enquanto o crack ganhou popularidade em São Paulo, a merla é mais usada no Distrito
Federal, de onde se espalhou para o norte e o nordeste do país. Nos Estados Unidos o
crack já foi usado por 2% das pessoas
Reputado como uma nova droga, o crack não passa de um novo jeito de preparar
e usar a cocaína. Tornado popular nos meados da década de 1990, o crack é
denominado pedra pelos usuários brasileiros e consumido por via oral (fumado em
cachimbo). A pedra unitária tem preço mais acessível do que a cocaína em pó, dando a
impressão de que o usuário economiza quando troca o modo de consumo. Mas essa
economia é ilusória, pois a pedra tem uma quantidade mínima de substância ativa,
muito menor do que o pó. Seus efeitos, porém, são mais pronunciados pela liberação da
cocaína diretamente na corrente sanguínea através dos pulmões.
Merla
A merla (mela, mel ou melado) é a cocaína apresentada sob a forma de base ou
pasta, um produto ainda sem refino e muito contaminado com as substâncias utilizadas
na extração. É preparada de forma diferente do crack, mas também é fumada.
Inalantes ou Solventes
Cerca de 6% dos brasileiros já inalaram algum produto solvente ou inalante
(cola, benzina, éter, gasolina, acetona). Esse dado varia conforme o sexo e a idade: entre
homens, 10,3% já usaram e entre mulheres, 3,3%. Os solventes ou inalantes são, em
geral, a primeira droga usada por adolescentes, depois de álcool e tabaco. O preço
acessível e a grande disponibilidade também tornam os inalantes muito usados entre
crianças e adolescentes em situação de rua. Os jovens adultos tendem a usá-los na forma
de lança-perfume ou “loló” (mistura de éter com aromatizantes). Esses produtos são
fabricados com o intuito de serem usados para obter alterações de consciência, sem
nenhuma utilidade industrial ou combustível.
O Brasil não dispõe de dados mais antigos para saber se o uso de inalantes
permanece estável, se está diminuindo ou aumentando na nossa população. Pesquisas
mostram, no entanto, que entre estudantes da rede pública de ensino, pesquisados
regularmente nas capitais do país, o uso tem permanecido estável entre 14% e 15%
desde 1987.
Os inalantes são, na sua maioria, produtos industriais, combustíveis ou de
limpeza, que são inalados com o propósito de sentir algum “barato”. Quase todos os
solventes ou os inalantes se tornaram drogas de uso recreativo, embora não tenham sido
fabricados com esse propósito.
No Brasil, alguns inalantes são também fabricados clandestinamente ou
contrabandeados, para fins de abuso, como é o caso do lança-perfume e do “cheirinho
da loló”. Todos esses produtos têm em comum alguma substância volátil, ou seja, que
se evapora muito facilmente, sem precisar de aquecimento. Essa substância volátil,
aspirada pelo nariz ou pela boca, é o componente responsável pelos efeitos que os
usuários de inalantes buscam.
Álcool
O álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no ​sistema
nervoso ​central​, provocando mudança no comportamento de quem o consome, além de
ter potencial para desenvolver dependência. O álcool é uma das poucas drogas
psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é
um dos motivos pelos quais ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado
com as demais drogas.
Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando
excessivo, passa a ser um problema.
Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de
embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, frequência e
circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como ​alcoolismo​.
Dessa forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde
pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para a
sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

5. EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A definição da educação ambiental é dada no artigo 1º da Lei nº 9.795/99 como


“os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais,
conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do
meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua
sustentabilidade”.
“Ocorre que, em sua práxis pedagógica, a Educação Ambiental envolve cada
sujeito aprende com conhecimentos científicos e com o reconhecimento dos saberes
tradicionais, possibilitando a tomada de decisões transformadoras ​a partir d​ o meio
ambiente natural ou construído no qual as pessoas se inserem. A Educação Ambiental
avança na construção de uma cidadania responsável, estimulando interações mais justas
entre os seres humanos e os demais seres que habitam o Planeta, para a construção de
um presente e um futuro ​sustentável, ​sadio e socialmente justo.”

6. SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA SER DESENVOLVIDA NAS


ESCOLAS

O adolescente sofre e é o grande prejudicado com a falta de informação. Ouve-se


muito: “lutar contra as drogas”, mas afinal, que luta é essa? Onde só um lado ganha, o
lado das drogas. É preciso que a escola levante a bandeira, e convoque a família, a
sociedade e todos os envolvidos lutem juntos. Para que isso possa vir a acontecer, seria
interessante, a escola criar um espaço comunitário e começar a desmistificar,
desconstruir e conscientizar esse público sobre as drogas, o que elas são, como agem, os
efeitos que causa, quais os tipos que estão sendo utilizadas por nossos adolescentes. Só
assim, através da informação, a droga poderá ser combatida.
Às vezes o que se precisa é tão pouco, e como não estamos ligados no problema,
não percebemos que os adolescentes estão pedindo socorro. As famílias, e os
adolescentes, de repente necessitam de um espaço onde possam ser escutados e
orientados. Precisamos tirar essas famílias de uma situação doentia e torná-las
saudáveis.
A família e a escola são os pilares da educação. São elas que têm o papel
fundamental para desenvolvimento sadio do ser humano.
Na Resolução Nº 4, de 13 de Julho de 2010, que define Diretrizes Curriculares
Nacionais para a educação Básica, podemos ver o que no diz:
O Título II – Referências curriculares
Art. 5º A Educação Básica é direito universal e alicerce indispensável para o
exercício da cidadania em plenitude, da qual depende a possibilidade de conquistar
todos os demais direitos, definidos na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), na legislação ordinária e nas demais disposições que consagram as
prerrogativas do cidadão.
Na Seção II Art.23
Paragrafo único. No Ensino Fundamental, acolher significa também cuidar e
educar, como forma de garantir a aprendizagem dos conteúdos curriculares, para que o
estudante desenvolva interesses e sensibilidades que lhe permitam usufruir dos bens
culturais disponíveis na comunidade, na sua cidade ou na sociedade em geral, e que lhe
possibilitem ainda sentir-se como produtor valorizado desses bens.
Na Seção III Ensino Médio Art. 26. - III - O desenvolvimento do educando
como pessoa humana, incluindo a formação ética e estética, o desenvolvimento da
autonomia intelectual e do pensamento critico;
Já na Resolução Nº 7, de 14 de Dezembro de 2010 que Fixa Diretrizes
Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, no Art. 5o O
direito a educação, entendido como um direito inalienável do ser humano, constitui o
fundamento maior destas Diretrizes. A educação, ao proporcionar o desenvolvimento do
potencial humano, permite o exercício dos direitos civis, políticos, sociais e do direito a
diferença, sendo ela mesma também um direito social, e possibilita a formação cidadã e
o usufruto dos bens sociais e culturais.
Sendo assim, podemos observar que o Ministério da Educação, através do
Conselho Nacional de Educação e da Câmara de Educação Básica, nos dá todas as
diretrizes para que tenhamos educação de 1ª qualidade em nossas escolas. Cabe aos
professores e diretores que estão na ponta lidando com os alunos, buscar junto às
secretarias municipais e estaduais recursos para colocar em prática o que determinam as
Resoluções das Diretrizes Curriculares.
Cumprindo essas diretrizes, vamos ter crianças e adolescentes educados e
comprometidos com o meio no qual estão inseridos.

7. CONSIDERAÇOES FINAIS

Conclui-se com este trabalho, que a adolescência é uma fase crucial do


desenvolvimento humano. É um momento em que as “portas” se abrem, porém se não
tiverem sido bem orientados e como uma boa estrutura onde possam recorrer quando
precisar, passarão por essa “porta” as drogas e tudo de ruim que com ela vem.
Assim, através das teorias que explicam a importância do desenvolvimento
humano, nenhuma delas explicará de forma eficaz se não estiver embasada na
afetividade que a família tem a oferecer ao filho. Sabemos que o conceito de família tem
passado por mudança. Cabe aos profissionais envolvidos no processo de trabalho com a
família, ter uma visão das consequências que estas mudanças causam em cada um e
ainda mais ter cuidado em lidar com as diversas formas de núcleo familiar na qual a
criança ou o adolescente está inserido.
A fragilidade do ser humano é evidente quanto à sua capacidade de superar as
dificuldades advindas de condições ambientais. Um exemplo real pode ser a privação do
afeto durante a gestação e os primeiros anos de vida da criança, que sendo revistos em
tempo podem auxiliar na reconstrução das relações afetivas.
O afeto é a âncora para o desenvolvimento do ser em sua totalidade. A ausência
afetiva pode causar poucas ou grandes dificuldades na relação entre as pessoas. Para
viver, é preciso ter desejo, e desejo está relacionado ao afeto, que vai interligar pessoas
no processo de interação.
Devemos levar em consideração que nesta fase, além das mudanças fisiológicas
e as mudanças de relacionamentos, surgem às decisões que repercutirão no seu futuro.
Um processo complexo que necessita que o adolescente saiba de fato quem ele é, pois
destas decisões dependem sua vida e sua verdadeira identidade no meio social no qual
vive.
Por isso, é importante que a família, a escola e a sociedade em geral estejam
atentas e organizadas para que possam dar à criança e ao adolescente, subsídios para
encontrar o seu verdadeiro Eu, e assim se tornar cidadãos plenos e responsáveis com o
mundo em que vive.
O ponto determinante para que o adolescente passe por esta fase de forma menos
problemática, é que a família e a escola possam ter mais afeto por seus filhos e alunos
independente de idade, pois a total ausência de afeto é danosa tanto para a vida da
criança, do adolescente, quanto para a sua família e todos que com eles convivem e
conviverão no futuro.
O consumo de drogas, é um dos maiores problemas com que a sociedade
convive atualmente. Os fatores que colaboram para esse crescimento são: a falta de
estrutura familiar e escolar, assim como as questões genéticas, a falta de valores e
referências sociais. Não podemos querer que nossos adolescentes sejam comprometidos
com o meio em que vivem, se nos enquanto pais, profissionais e sociedade não temos o
compromisso com a sua educação e com a sua orientação. Precisamos refletir sobre
nossa prática e sermos mais comprometidos com a educação, pois sabemos das
dificuldades que o adolescente passa. Todos nós já fomos adolescentes, um dia.

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