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Livro Eletrônico

Aula 02

Conhecimentos Específicos (Parte II) p/ TRF 4ª Região (Técnico


Jud-Segurança e Transp)-Pós-Edital
Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão

00313846090 - Andreza Alcântara


Alexandre Herculano, Lucas Guimarães, Marcos Girão
Aula 02

Apresentação .................................................................................................................... 2
1. As Infrações De Trânsito ................................................................................................ 3
2. As Penalidades Previstas no CTB .................................................................................... 4
2.1. A QUEM serão impostas as penalidades? .................................................................................. 4
2.1.1. Responsabilidade dos PROPRIETÁRIOS E CONDUTORES ........................................................ 5
2.1.2. Responsabilidade do EMBARCADOR e do TRANSPORTADOR ................................................ 9
2.1.3. A responsabilidade de OUTRAS PESSOAS admitidas no CTB ................................................ 10
2.2. As PENALIDADES previstas ....................................................................................................... 12
2.2.1. A penalidade de MULTA ........................................................................................................ 14
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2.2.2. A penalidade de ADVERTÊNCIA POR ESCRITO ...................................................................... 23
2.2.3. A penalidade de SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR ......................................................... 24
2.2.4 A penalidade de CASSAÇÃO DO DOCUMENTO DE HABILITAÇÃO .......................................... 31
2.2.5. A penalidade de CASSAÇÃO DA PERMISSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR (PPD) ........................ 34
2.2.6. A penalidade de FREQUÊNCIA OBRIGATÓRIA EM CURSO DE RECICLAGEM ......................... 35
2.3. Cumulação de Penalidades ...................................................................................................... 35
3. Medidas Administrativas ............................................................................................. 37
3.1. Conceito .................................................................................................................................... 37
3.2. As Medidas Administrativas Previstas ..................................................................................... 37
3.2.1. Medida de RETENÇÃO DO VEÍCULO ...................................................................................... 40
3.2.2. A medida de REMOÇÃO DO VEÍCULO ................................................................................... 41
3.2.3. A medida de RECOLHIMENTO DA CNH, ACC E PPD .............................................................. 44
3.2.4. A medida de RECOLHIMENTO DO CRV.................................................................................. 45
3.2.5. Medida de RECOLHIMENTO DO CRLV ................................................................................... 46
3.2.6. A medida de TRANSBORDO DO EXCESSO DE CARGA ............................................................ 48
3.2.7. A medida de REALIZAÇÃO DE TESTE DE DOSAGEM DE ALCOOLEMIA OU PERÍCIA DE
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE OU QUE DETERMINE DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA ............. 48
4. Questões...................................................................................................................... 49
4.1. Questões Adicionais Comentadas ............................................................................................ 49
4.2. Lista de Questões ..................................................................................................................... 65
4.3. Gabarito ................................................................................................................................... 73
5. Considerações Finais .................................................................................................... 74

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APRESENTAÇÃO

Olá, caro aluno!


Como estão os estudos? Espero estar podendo direcioná-lo da forma mais objetiva possível para o
seu sucesso!
Continuando, portanto, nossa jornada rumo ao seu sucesso, abordaremos nesta aula outros
assuntos do Código de Trânsito Brasileiro que possuem ligação direta com quem exercerá suas
atividades no trânsito de nosso país: as infrações de trânsito, as penalidades e as medidas
administrativas. Como futuro servidor do TRF 4º, não há assunto mais importante!
Pois bem, essa aula foi didaticamente dividida em duas partes e será disponibilizada da seguinte
forma:

▪ Aula 02 – Penalidades e Medidas Administrativas (Capítulos XVI, XVII)


▪ Aula 03 – Infrações de Trânsito (Capítulo XV)

Falando nas infrações de trânsito, reconheço que elas são um calo no sapato para muitos
candidatos!
Mas são e continuarão sendo um calo para os seus concorrentes, não para você, meu estimado aluno
do Estratégia! Fique tranquilo quanto a isso, pois tentarei dar-lhe o melhor direcionamento possível
para enfrentá-las em provas.
E por que essa preocupação, professor? Porque as bancas gostam bastante das infrações de
trânsito, apesar de não gostarem muito dos demais assuntos desta aula...
Para que você obtenha os melhores resultados, sugiro que estude a ordem por mim sugerida:
primeiro essa parte da aula e em seguida a Aula 03. Fazendo isso, garanto que você terá aprendizado
mais eficaz e eficiente!
Vamos lá, então?!

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1. AS INFRAÇÕES DE TRÂNSITO

O CTB conceitua infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito nele estabelecido, da


legislação complementar ou das resoluções do Contran, sendo o infrator sujeito às penalidades e
medidas administrativas indicadas em cada uma das infrações.
Pois bem, em seu Capítulo XV, o CTB tipificou, entre os arts. 162 e 255, 415 situações possíveis de
infrações administrativas de trânsito. Muitas são as questões de provas de concursos sobre tais
infrações e, por isso, muito importantes para seu estudo. As bancas em geral têm um caso louco de
amor por elas!
E aí, sei que você me perguntará: professor, é preciso então que eu memorize cada uma das
infrações previstas no referido capítulo com suas respectivas naturezas, penalidades e medidas
administrativas?
Sinceramente, não recomendo que faça isso! É uma tarefa bastante árdua, que vai lhe consumir
muito tempo e stress, pois, além do número de infrações tipificadas no CTB ser enorme, o legislador
seguiu pouca ou quase nenhuma lógica na elaboração e tipificação de cada uma delas. Isso torna
bastante sobre-humana a tarefa daqueles que desejam decorá-las. Se você tem essa facilidade,
beleza! Mas se não tem, façamos o seguinte:
Não há uma receita “mágica” de bolo para você decorar todas as infrações de trânsito! É preciso que
você lance mão de algumas estratégias, para que possa memorizar o maior número possível delas
ou, pelo menos, aquelas boas de prova. Dessa forma, vou sugeri-lo uma estratégia que muito serviu
para mim em meus estudos!
Em primeiro lugar, peço que você dê uma lida cuidadosa no Capítulo XV do CTB, buscando assinalar
aquelas infrações que você considera serem as mais importantes, principalmente aquelas que
sofreram recentes modificações nos últimos dois anos.
Na Aula 03, facilitei o seu trabalho! A fim de que você possa situar-se melhor, criei uma super-tabela,
onde separei as infrações por natureza de gravidade. Assim, depois de ler o Capítulo XV, de posse
desta tabela (que agora será sua referência de estudo), você faz uma segunda e mais cuidadosa
leitura nas infrações, observando se encontra mais outras que considere igualmente importante
assinalar. Nesse momento, não fique ansioso em decorá-las!
Em terceiro lugar, sugiro que acesse simulados de infrações de trânsito nos sites de Detrans país
afora, a fim de testar um pouco mais seus conhecimentos.
Aconselho você a, daqui pra frente, reservar meia horinha de seus estudos para ler a nossa super-
tabela. Assim, de forma mnemônica, seu cérebro começará a armazenar um grande número de
infrações de trânsito e suas respectivas penalidades e medidas administrativas, o que facilitará
sobremaneira a sua vida. Vale muito à pena!
E para consolidar ainda mais o aprendizado, resolva as questões constantes na Aula 03. Praticando
diariamente esse método (mas tem que ser todos os dias mesmo e no mínimo meia hora, ok?),
garanto que você acertará todas as questões sobre infrações de seu concurso!

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Questões sobre infrações de trânsito são o verdadeiro pesadelo da grande maioria dos candidatos,
mas tenho certeza que você, meu aluno, terá facilitada sua vida. Comigo funcionou muito bem!
Feita esta introdução, podemos então adentrar nos assuntos desta parte principal: penalidades e
medidas administrativas previstas para as infrações cometidas pelos usuários do trânsito em nosso
país.

2. AS PENALIDADES PREVISTAS NO CTB

Vimos que o desrespeito ou a inobservância às normas de trânsito estabelecidas pelo CTB e suas
Resoluções levam ao cometimento de infrações de trânsito. Um grande número de infrações está
tipificado no CTB e o cometimento delas poderá incorrer em aplicação de determinadas penalidades
e/ou medidas administrativas a depender de sua natureza.
As penalidades administrativas são sanções administrativas que o Poder Público competente usa
quando da aplicação de seu poder de polícia. Assim, ao cometer uma infração de trânsito prevista
no CTB, o condutor incorrerá no cumprimento de penas atreladas a cada infração. Essas
penalidades, por interferirem na órbita de direito do administrado, em regra, somente são
impostas após o devido processo legal.
A lógica adotada pelo legislador, quanto à responsabilidade nas infrações de trânsito, é bem simples,
uma vez que só responde administrativamente pelo CTB aquele que quis efetivamente cometer a
infração, ou seja, poderia se comportar de outra forma e optou por cometê-la.

2.1. A QUEM SERÃO IMPOSTAS AS PENALIDADES?

O CTB estabelece que as penalidades serão impostas:

✓ ao condutor;
✓ ao proprietário do veículo;
✓ ao embarcador; e
✓ ao transportador.

E antes que fique em dúvida, sabe qual a diferença entre transportador e embarcador?

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Bom, a diferença é a seguinte:

→ EMBARCADOR: é o dono da mercadoria, ou seja, o expedidor da nota fiscal.

→ TRANSPORTADOR: é o dono do veículo ou da empresa contratada para fazer o


transporte da carga.

Vamos às peculiaridades da responsabilização de cada uma dessas pessoas.

2.1.1. RESPONSABILIDADE DOS PROPRIETÁRIOS E CONDUTORES

Quanto à divisão de responsabilidade entre proprietário e condutor, devemos imaginar um veículo


que seja pertencente a uma pessoa e que esteja sendo conduzido por outra.

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Ao PROPRIETÁRIO caberá sempre a responsabilidade pela infração referente à prévia regularização


e preenchimento das formalidades e condições exigidas para o trânsito do veículo na via terrestre,
conservação e inalterabilidade de suas características, componentes, agregados, habilitação legal e
compatível de seus condutores, quando esta for exigida.

Ao CONDUTOR, por sua vez, caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos
praticados na direção do veículo.
Perceba que o legislador deixou nítida a divisão de responsabilidade entre condutor e proprietário.
Dessa forma, fica fácil concluir que a responsabilidade do proprietário fica restrita à regularização do
veículo, e a do condutor fica limitada aos atos tomados na direção do veículo.
Contudo, há casos, e não são poucos, em que não é possível identificar o condutor infrator. Um carro
estacionado em local proibido sem a presença do condutor, um condutor que não assina o auto de
infração, outros que são autuados por agentes de trânsito por cometerem infrações enquanto
conduzem o veículo, enfim, várias situações as quais nem sempre é possível ter o condutor
identificado.
Então quem paga a conta pela infração? Quem arcará com o ônus da infração? E se não for possível
identificar nem o condutor e nem o proprietário do veículo?
Vou aproveitar essas perguntas para te trazer uma novidade no CTB, promovida pela Lei nº
13.495/2017!
Atenção, muita atenção!!!!!!!
Até antes da sanção dessa lei, a redação do §7º do art. 257 estabelecia que não sendo imediata a
identificação do infrator, o proprietário do veículo teria 15 dias de prazo, após a notificação da
autuação, para apresentá-lo, na forma em que dispuser o Contran, ao fim do qual, não o fazendo,
seria considerado responsável pela infração.
E aí, qual era a consequência direta?
Ainda que a infração fosse de responsabilidade do condutor, o proprietário era sempre o
responsável pelo pagamento da multa que tal infração gerar.
Pensando nisso, o nosso legislador resolver mudar a regra, dando a opção a proprietário de eleger
uma pessoa como seu condutor principal!!
Como assim, professor?

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Para você entender, veja como ficou a atual redação do §7º do art. 257:

➢ Não sendo imediata a identificação do infrator, o principal condutor ou o


proprietário do veículo terá 15 dias de prazo, após a notificação da autuação, para
apresentá-lo, na forma em que dispuser o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), ao
fim do qual, não o fazendo, será considerado responsável pela infração o principal
condutor ou, em sua ausência, o proprietário do veículo.

Professor, então a partir de agora eu posso eleger alguém como meu principal condutor para que
possa dividir as responsabilidades em caso de infrações de trânsito?
Exatamente!
Você deve entender a regra assim:

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Com essa regra, o proprietário do veículo terá condições de apontar uma pessoa habilitada para ser
tida como o seu principal condutor para que, em casos de infrações de trânsito, ou este principal
condutor ou o proprietário possam apresentar o nome de quem cometeu a infração. A
responsabilidade de apresentar o infrator, que antes era só do proprietário do veículo, agora passa
a ser dividida entre ele e o seu principal condutor!
Legal, professor, mas como eu indico uma pessoa para ser meu principal condutor?
Temos aqui mais outra mudança promovida pela Lei nº 13.495/2017: a inserção do §10º no art. 257,
que assim dispõe:

➢ O proprietário poderá indicar ao órgão executivo de trânsito o principal condutor


do veículo, o qual, após aceitar a indicação (ele não é obrigado a aceitar!), terá seu
nome inscrito em campo próprio do cadastro do veículo no RENAVAM.

Perfeito, professor, mas agora pergunto: uma vez que identifiquei um condutor principal, ele ficará
registrado eternamente como tal?
Se ele não quiser mais ser meu conduto principal ou eu mesmo não o quero mais como tal? Não dá
pra cancelar essa inscrição?
Dá sim, e quem nos responde é o novo §11º do art. 257, a última novidade da Lei nº 13.495/2017.
Confira:

➢ O principal condutor será EXCLUÍDO do RENAVAM:

✓ quando houver transferência de propriedade do veículo;

✓ mediante requerimento próprio OU do proprietário do veículo;

✓ a partir da indicação de outro principal condutor.

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Beleza, então?
Grava bem essas regras, pois acho que as bancas vão curti-las bastante!
Sigamos!

2.1.2. RESPONSABILIDADE DO EMBARCADOR E DO TRANSPORTADOR

Nesse caso, abordarei com você a responsabilidade especificamente pela infração de excesso de
peso, apurada em balança rodoviária, levando em consideração o documento fiscal, para que
identifiquemos quem teve a intenção de transportar mercadoria com excesso de peso – se foi o
embarcador ou o transportador.
Adianto a você que esse tipo de infração – e até muitos acidentes decorridos do cometimento
dela – é bastante comum nas estradas e rodovias e, por isso, recebem uma atenção especial dos
agentes fiscalizadores. Tanto o embarcador como o transportador, ou ambos, podem ser
responsabilizados.
De acordo com o CTB, o EMBARCADOR é responsável pela infração relativa ao transporte de carga
com excesso de peso nos eixos ou no peso bruto total, quando simultaneamente for o único
remetente da carga e o peso declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for inferior àquele
aferido.
Esse é o famoso caso do dono da carga (embarcador) que tem consciência da lotação máxima de
seu veículo de transporte e, mesmo assim, insiste em colocar mais carga e não declarar esse excesso
na Nota Fiscal.
O agente de trânsito, no exemplo acima citado, ao fiscalizar esse veículo, vai primeiro pesá-lo e, em
seguida, verificar o peso apurado na balança e compará-lo com o declarado na nota fiscal. Se for
constatado que o embarcador declarou um peso abaixo do real, apenas este deve responder, uma
vez que o transportador certamente fora enganado.
Sendo assim, responde aquele que efetivamente teve a intenção de transportar mercadoria com
excesso de peso.
Já o TRANSPORTADOR é o responsável pela infração relativa ao transporte de carga com excesso
de peso nos eixos ou quando a carga proveniente de mais de um embarcador ultrapassar o peso
bruto total.
É aquele caso em que o caminhoneiro (transportador) aceita encher propositadamente seu
caminhão com uma quantidade maior do que a capacidade de carga do veículo e segue viagem.
Outra situação é quando vários embarcadores contratam apenas um caminhoneiro para levar a
mercadoria de cada um. Cada embarcador entrega regularmente sua carga, dentro das
especificações de peso suportadas pelo veículo, mas o caminhoneiro, na ânsia de faturar mais, aceita
a carga de cada embarcador mesmo sabendo que o somatório das cargas extrapola a capacidade de

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peso suportada pelo veículo. Dessa maneira, apenas o transportador quis cometer a infração, sendo
este, no caso descrito, o responsável pelo cometimento da infração.
Mas existe também o caso previsto no Código em que ambos são responsáveis. Pelo CTB, o
TRANSPORTADOR e o EMBARCADOR são solidariamente responsáveis pela infração relativa ao
excesso de peso bruto total, se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for superior
ao limite legal.
Esse último caso é a irregularidade total!! Nele, tanto o transportador quanto o embarcador
sabem que estão transportando cargas acima dos limites máximos permitidos pelo veículo e
pelas normas de trânsito. E o pior: declaram descaradamente o excesso de peso na Nota Fiscal
da mercadoria!! Sendo assim, apenas um será autuado, com o direito de exigir do outro a
metade da multa imposta, haja vista a responsabilidade ser solidária.

2.1.3. A RESPONSABILIDADE DE OUTRAS PESSOAS ADMITIDAS NO CTB

As demais pessoas que podem responder pelo CTB estão espalhadas pelo Código, ou seja, não foram
agrupadas em um capítulo específico. São infrações cometidas sem a utilização de veículos, ora por
pessoa física, ora por pessoa jurídica. É o caso dos pedestres, órgãos com circunscrição sobre a via
que não a conservam adequadamente, servidores públicos que negligenciam o dever de cuidar das
vias terrestres e etc..
Quer um exemplo de um desses dispositivos?
Olha só o que regulamenta art. 95 do CTB:

Art. 95. Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos
e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou
entidade de trânsito com circunscrição sobre a via.

Perceba que o artigo acima representa uma conduta a ser respeitada por aqueles que pretendam
realizar obra ou evento em vias públicas. A conduta nele descrita não é proibida, desde que haja
permissão PRÉVIA do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.
Agora te pergunto: e se houver a desobediência a esse regramento, ou seja, se uma obra ou evento
for realizado sem a devida permissão? Quem será responsabilizado? Quanto pagará pela infração?
A resposta vem na recentíssima mudança no Código, promovida pela Lei nº 13.281/16, assim
disposta:

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➢ O descumprimento das regras acima será punido com multa de R$ 81,35 a R$ 488,10,
independentemente das cominações cíveis e penais cabíveis, além de multa diária no
mesmo valor até a regularização da situação, a partir do prazo final concedido pela
autoridade de trânsito, levando-se em consideração a dimensão da obra ou do evento
e o prejuízo causado ao trânsito.

Como se pode ver, a nova mudança não alisou para quem comete a conduta do art. 95, impondo-
lhe dupla penalização para quem comete a infração do art. 95:

1) multa pelo cometimento da infração; e


2) multa diária no mesmo valor até que seja regularizada a situação.

Tudo isso, independentemente das sanções cíveis e penais cabíveis!


A abordagem desse assunto em provas é bem simples, seja qual for a organizadora!!
Veja:

[CESPE – AGENTE DE TRÂNSITO – PREF. VILA VELHA 2008] A respeito das responsabilidades
e das penalidades atribuídas aos envolvidos em situações de desrespeito às leis de trânsito,
julgue os itens que se seguem.
Ao condutor caberão as responsabilidades decorrentes da conservação do veículo.
Comentário:
O responsável legal pela conservação do veículo é o seu proprietário e não o condutor, a não
ser que o condutor seja também o proprietário, o que nem sempre acontece no dia-a-dia do
trânsito. Para que o item estivesse correto, ele deveria afirmar que o condutor é o proprietário
do veículo, mas não o fez.

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Gabarito: Errado
[CESPE – AGENTE DE TRÂNSITO – PREF. VILA VELHA 2008] O transportador é responsável pela
infração relativa ao transporte de carga com excesso de peso, quando a carga for proveniente
de mais de um embarcador.
Comentário:
O fato de a carga ser proveniente de mais de um embarcador não enseja necessariamente em
infração pelo transportador. Só será configurada a infração, quando a carga proveniente de
mais de um embarcador ultrapassar o peso bruto total (art. 257, §5º). É que nos afirma a
assertiva!
Gabarito: Certo

2.2. AS PENALIDADES PREVISTAS

Antes de conhecer as PENALIDADES previstas pelo Código, é fundamental, caro aluno, que eu lhe
esclareça a diferença simples, mas que às vezes confunde os candidatos, entre AUTORIDADE DE
TRÂNSITO e AGENTE DE TRÂNSITO.
É o seguinte:

➢ AUTORIDADE de trânsito → É o responsável legal pelo órgão ou entidade


executiva de trânsito estadual ou municipal. Ex: o Diretor-Geral do DETRAN-DF.
➢ AGENTE de trânsito → Servidor civil, estatutário ou celetista ou, ainda, policial
militar designado pela autoridade de trânsito com jurisdição sobre a via cuja função
é a de fiscalização de trânsito. Ex: um Policial Rodoviário Federal exercendo fiscalizações nas
rodovias e estradas federais!!

Entendida a diferença, vamos então à primeira e importantíssima informação sobre as penalidades:

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➢ Só quem tem a competência legal para aplicar penalidades por infrações cometidas no
trânsito é a AUTORIDADE de trânsito com circunscrição sobre a via.

➢ Agente de Trânsito nenhum EM NENHUMA HIPÓTESE tem competência para aplicar


penalidades a ninguém!!

Guarde bem essa informação!!!

Conhecedor de que é SOMENTE a AUTORIDADE DE TRÂNSITO a responsável pela aplicação das


PENALIDADES previstas no CTB, você agora conhecer também tais penalidades.
São elas:

Advertência por escrito


Multa
Suspensão do direito de dirigir
Cassação da Carteira Nacional de Habilitação
Cassação da Permissão para Dirigir
Frequência obrigatória em curso de reciclagem

E atenção, muita atenção para mais uma importantííííííííssima mudança no CTB promovida pela
Lei nº 12.281/16:

➢ A penalidade de APREENSÃO DE VEÍCULO foi REVOGADA.

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É, foi isso mesmo que você leu!!


A partir de novembro de 2016, a apreensão de veículo deixou de constar como uma das
penalidades previstas no CTB!
Ok, professor, beleza, mas ela ainda aparece em algumas das infrações de trânsito! Como faço?
Resposta: desconsidere a expressão "apreensão de veículo" onde quer que ela apareça no CTB, a
partir de já! Não tem mais eficácia legal!
O nosso legislador deveria ter revogado tal expressão em todos os dispositivos em que ela a parece,
mas ainda não o fez. De qualquer modo, pode ter certeza: ela está tacitamente revogada e a banca
tem que desconsiderá-la em suas questões!
Vamos, portanto, detalhar cada uma dessas penalidades!

2.2.1. A PENALIDADE DE MULTA

A multa é uma penalidade PECUNIÁRIA, ou seja, exige-se quantia em dinheiro para cumpri-la.
O art. 258, incisos I a IV, do Código de Trânsito, acabou de passar por uma repaginada com o advento
da Lei nº 13.281/16. A partir de novembro de 2016, sua redação trouxe os novos valores de multa,
assim estabelecidos de acordo com a sua gradação:

✓ Infração de natureza GRAVÍSSIMA, com multa no valor de R$ 293,47;

✓ Infração de natureza GRAVE, punida com multa no valor de R$ 195,23;

✓ Infração de natureza MÉDIA, punida com multa no valor de R$ 130,16;

✓ Infração de natureza LEVE, punida com multa no valor de R$ 88,38.

Desde 2002, quando definidos pela Resolução CONTRAN nº 136/02 (já revogada pela 613/16), os
valores não eram reajustados e, apesar de discordar da majoração, acho até que demorou muito
para serem corrigidos!

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Bom, e para você não se esquecer, é assim que você deve memorizá-los:

Infração GRAVÍSSIMA → R$ 293,47


Infração GRAVE → R$ 195,23
Infração MÉDIA → R$ 130,16
Infração LEVE → R$ 88,38

Oba, professor, então se esses valores foram definidos na própria norma, e, como sabemos que para
mudar uma lei, só outra, então haja tempo para que o Congresso vote outra para mudar tais valores,
não é mesmo?
Seria verdade até verdade, mas só que não!!!!
O legislador, nesse aspecto, teve todo o cuidado para que isso não acontecesse, inserindo no CTB,
por meio da mesma Lei nº 13.281/16, as seguintes regras:

➢ Art. 319-A. Os valores de multas constantes deste Código poderão ser corrigidos
monetariamente pelo CONTRAN, respeitado o limite da variação do Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no exercício anterior.

➢ Parágrafo único. Os novos valores decorrentes do disposto no caput serão divulgados


pelo CONTRAN com, no mínimo, 90 dias de antecedência de sua aplicação.

Eras, professor...
É, pois é, não tem jeito... A partir do próximo ano, o CONTRAN poderá reajustar os valores de multa
anualmente, com base na inflação do não anterior (IPCA), desde que divulgue os novos valores com
no mínimo 90 dias de antecedência. PRE - PA - RA!
Bom, deixando as más notícias de lado, vamos continuar...
O CTB também estabelece que, para cada infração cometida, temos computada a seguinte
pontuação:

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✓ GRAVÍSSIMA - 07 pontos
✓ GRAVE -------- 05 pontos
✓ MÉDIA -------- 04 pontos
✓ LEVE --------- 03 pontos

Não se esqueça de um detalhe importante: há infrações previstas no CTB cujas penalidades de multa
vêm agravadas através de fatores multiplicadores de seu valor. Há o fator multiplicado de (3x), de
(5x), de (10x) e até de (20x), sempre calculados para infrações gravíssimas, como por exemplo, os
das infrações a seguir:

Art. 193. Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas,
refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos,
marcas de canalização, gramados e jardins públicos:
Infração - gravíssima;
Penalidade - MULTA (três vezes).
Cálculo: 3 * R$ 293,47 = R$ 880,41

Art. 174. Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia
em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de
trânsito com circunscrição sobre a via:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (dez vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;
Cálculo: 10 * R$ 293,47 = R$ 2.934,70

E pode ter certeza de uma coisa: essas regras, tanto as da pontuação, como, principalmente, as dos
novos valores das multas despencarão nas próximas provas para cargos na área de trânsito! Fique
ligado!
Para ajudá-lo ainda mais na memorização, aconselho você então a guardar com todo carinho o
quadro-resumo abaixo:

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➢ As multas serão impostas e arrecadadas pelo órgão ou entidade de trânsito com


circunscrição sobre a via onde haja ocorrido a infração.

Bom, mas com relação à pontuação pelas infrações, cabe uma importante ressalva trazida pela Lei
nº 13.103/2015, que adicionou o §4º no art. 259 do CTB, assim estabelecendo:

➢ Ao condutor identificado no ato da infração será atribuída pontuação pelas infrações


de sua responsabilidade, nos termos aqui estudados, excetuando-se aquelas
praticadas por PASSAGEIROS:

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✓ usuários do serviço de transporte rodoviário de passageiros em viagens de longa


distância transitando em rodovias com a utilização de ônibus, em linhas regulares
intermunicipal, interestadual, internacional; e

✓ em viagem de longa distância por fretamento e turismo ou de qualquer


modalidade,

excetuadas as situações regulamentadas pelo CONTRAN a teor do art. 65 do CTB


( uso de cinto de segurança)

Professor, explica isso aí!!!


É simples! Regra geral, a pontuação por infrações cometidas na direção do veículo vai para o
condutor identificado no ato da infração, não é mesmo?
No entanto, ao longo dos anos, foram observados casos em que nem sempre as infrações eram
cometidas necessariamente pelos condutores, mesmo estando eles na direção dos seus veículos. E
isso acontecia em demasia principalmente nos casos de transporte rodoviário de passageiros ou em
viagens de longa distância em veículos fretados ou de turismo.
Em muitas situações, ficava difícil para o condutor controlar o comportamento dos passageiros e
seria uma injustiça ele ser responsabilizado por tais infrações! E foi por esse motivo que o legislador
resolveu tirar, para esses casos comprovados, tal responsabilidade do condutor identificado! No
entanto, há uma ressalva em que esse condutor não será perdoado, mesmo sendo a infração
cometida por passageiro: a desobediência à obrigatoriedade do uso de cinto de segurança
(art. 65 do CTB).
Essa infração, mesmo cometida por passageiro, ainda assim será de responsabilidade do condutor
identificado no ato da infração, beleza??
E quer mais uma novidade? Essa veio também da Lei nº 13.281/2016:

➢ Os órgãos e as entidades do Sistema Nacional de Trânsito poderão integrar-se para


a ampliação e o aprimoramento da fiscalização de trânsito, inclusive por meio do
compartilhamento da receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito
(art. 302-A).

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Isso é uma novidade interessante para a turma do SNT: se integrar até para o compartilhamento de
receita arrecada com multas! Uns arrecadam mais que os outros e essa regra pode ajudar aqueles
que arrecadam menos a melhorarem suas infraestruturas e serviços. É o que se espera, em tese!
Beleza? Então aos trabalhos:

[IAUPE – AGENTE DE TRANS. TRANSPORTE – PREF. MUN. OLINDA – 2011 - Adapt.] De acordo
o Código de Trânsito Brasileiro, a infração de natureza grave é punida com multa de valor
correspondente a alternativa CORRETA.
(A) R$ 293,47
(B) R$ 130,16
(C) R$ 88,38
(D) R$ 195,23
(E) R$ 127,69
Comentário:
Revisando os novos valores de multa estabelecidos pela Lei nº 13.281/16, temos:

A questão nos pede o valor cobrado para infrações de natureza GRAVE.


Gabarito: Letra “D”
[IAUPE – AGENTE DE TRANS. TRANSPORTE – PREF. MUN. OLINDA – 2011] Na infração
considerada gravíssima, são computados os seguintes números de pontos na Carteira
Nacional de Habilitação do infrator:
(A) Cinco.
(B) Sete.
(C) Quatro.
(D) Três.
(E) Seis.
Comentário:

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Mais uma vez: o CTB estabelece, em seu art. 259, a seguinte pontuação (a ser imposta na CNH
do infrator) para cada tipo infração:

Não esqueça que há infrações previstas no CTB que preveem multas agravadas, cujos valores
podem ter fator multiplicador de (3x), (5x), (10x) e até de (20x). A nossa questão pede que
marquemos o item que corresponde à pontuação de uma infração de natureza GRAVÍSSIMA,
apenas.
Gabarito: Letra “B”

Vamos ver algumas especificidades sobre a penalidade multa:

→ Infrações ocorridas em outras unidades da federação

O CTB, em seu art. 260, versa que as multas decorrentes de infração cometida em unidade da
federação diversa da do licenciamento do veículo serão arrecadadas e compensadas na forma
estabelecida pelo Contran.
Importante saber também que as multas decorrentes de infração cometida em unidade da
federação diversa daquela do licenciamento do veículo poderão ser comunicadas ao órgão ou
entidade responsável pelo seu licenciamento, que providenciará a notificação.

→ Multas de veículos estrangeiros

Já vamos logo para um destaque para você memorizar:

➢ Quando a infração for cometida com veículo LICENCIADO NO EXTERIOR, em trânsito


no território nacional, a multa respectiva deverá ser paga antes de sua saída do país,
respeitado o princípio de reciprocidade.

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Observe que a multa não é condição para prosseguir viagem, e sim para a retirada do veículo do
país, podendo o estrangeiro sair livremente.
Há ainda a possibilidade de o veículo sair com todos os seus débitos de forma regular, bastando que
seja dado o mesmo tratamento ao veículo brasileiro quando no exterior.

→ Multas à veículos de pessoas jurídicas

Quem deve ser o responsável por infrações de trânsito cometidas quando da condução de veículos
registrados e licenciados em nome de pessoa jurídica?
Pessoa jurídica, em tese, não comete infração de trânsito e nem possui CNH para receber as
pontuações negativas referentes às infrações cometidas.
Como se dá então a responsabilização para esses casos?
Você se lembra de que, recebida a notificação de autuação, todo proprietário de veículo (ou seu
principal condutor, se for o caso) tem o prazo de 15 dias que para identificar e apresentar o
CONDUTOR infrator? Pois é, as pessoas jurídicas também têm essa obrigação e, portanto, devem
obedecer tal prazo. Se assim não fizerem, a regra imposta pelo CTB para as pessoas jurídicas é única
e é a seguinte:

➢ Após o prazo de 15 dias do recebimento da Notificação de Autuação, não havendo


identificação do infrator e sendo o veículo de propriedade de pessoa jurídica, será
lavrada nova multa ao PROPRIETÁRIO do veículo, mantida a originada pela infração,
cujo valor é o da multa multiplicada pelo número de infrações iguais cometidas no
período de 12 meses.

Perceba que a pessoa jurídica será penalizada duas vezes caso não identifique o condutor infrator:

1ª - Multa a ser paga, que é a referente à infração de trânsito, e;


2ª - Multa administrativa considerada uma infração imprópria, pois não é constatada na
via, na direção de veículo automotor, e sim no sistema, no balcão, no computador, pois

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tem como fato gerador a não identificação do condutor infrator no prazo legal
estabelecido (15 dias da notificação de autuação).

→ A destinação da multa

Esse é o grande questionamento de todos nós: pra onde vai tanto dinheiro arrecadado com a
cobrança de multas pelos órgãos de trânsito país afora?
Confesso a você que essa é uma pergunta bastante complicada de se responder, infelizmente. Mas,
como o que interessa aqui é a preparação para provas de concursos, sugiro que você faça vista grossa
ao acontece na realidade e concentre-se no que o CTB regulamenta a respeito.
E ele nos diz que a arrecadação com multas tem a seguinte destinação:

A receita arrecadada com a cobrança de multas de trânsito tem destinação específica, ou seja, apenas
poderá ser aplicada em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e
educação de trânsito, e nada mais. Piada não é?
Cinco por cento (5%) do valor das multas de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na
conta de FUNDO DE ÂMBITO NACIONAL destinado à segurança e educação de trânsito, que será
administrado pelo Denatran.
Note que esse fundo é nacional: dessa forma, cinco por cento do total das multas arrecadadas no
país deverão ir para esse fundo.

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2.2.2. A PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA POR ESCRITO

A penalidade de advertência por escrito, para que possa ser aplicada, é necessário que o infrator
atenda a três requisitos objetivos e que a Autoridade de Trânsito, ao analisar tal situação, de forma
então subjetiva, entenda ser essa a providência mais educativa.
Os requisitos são os seguintes:

✓ A infração seja passível de ser punida com MULTA;

✓ A infração deva ser de natureza LEVE ou MÉDIA; e

✓ O infrator NÃO seja reincidente específico, na mesma infração, nos últimos 12


meses.

O infrator, tendo atendido aos requisitos objetivos acima, poderá pleitear o deferimento de sua
solicitação e dependerá, então, da aquiescência da Autoridade de Trânsito, em entender que essa
providência seja a mais educativa. A advertência por escrito também pode ser aplicada aos
PEDESTRES, podendo, nesse caso, a multa ser transformada na participação do infrator em cursos
de segurança viária, a critério da autoridade de trânsito. Na prática, eu acho que eu nunca vou ver
isso acontecer... (rsrs) E anota aí:

➢ A aplicação da Penalidade de ADVERTÊNCIA POR ESCRITO deverá ser registrada no


prontuário do infrator depois de encerrada a instância administrativa de julgamento
de infrações e penalidades, enviada ao infrator no endereço constante em seu
prontuário, e sua aplicação não implicará em registro de pontuação no prontuário
do infrator.

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2.2.3. A PENALIDADE DE SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR

A penalidade de suspensão do direito de dirigir significa uma retirada temporária do direito de


dirigir, respeitado sempre o devido processo legal.
Pois bem, segundo o art. 261 do CTB, já todo repaginado também pelas mudanças promovidas na
Lei nº 13.281/16, a penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos seguintes casos:

Para cada um dos dois casos acima descritos, as regras de tempo de suspensão do direito de dirigir
também foram alteradas!
Vamos caso a caso!

→ Caso nº 1: suspensão quando se atinge 20 pontos

Se você atinge os 20 pontos, a autoridade de trânsito arbitrará um prazo de suspensão de 06 meses


a 01 ano. Não se esqueça desses prazos, ok!!
Agora, tendo suspenso seu direito de dirigir e você for reincidente e obtiver mais 20 pontos, no
período de 12 meses, a nova suspensão do direito de dirigir será imposta pelo prazo mínimo de 08
meses a 02 anos, também a critério da AUTORIDADE DE TRÂNSITO.
Vamos esquematizar, complementado as regras acima com outras igualmente importantes:

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→ Caso nº 2: suspensão por infração que prevê tal penalidade

Se você atinge comete infração que prevê a penalidade de suspensão do direito de dirigir, regra
geral, a autoridade de trânsito arbitrará um prazo de suspensão de 02 a 08 meses.
Regra geral por que, professor?
Resposta:

➢ Porque há atualmente três infrações de trânsito de que preveem o prazo fixo de 12


meses para a suspensão:
✓ a do art. 165 (dirigir embriagado);

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✓ a do novíssimo art. 165-A (recusa de se submeter a testes de embriaguez); e

✓ a do art. 253-A (usar veículo para interromper, perturbar a circulação da via).

Agora, atenção: não sendo infração que preveja, na sua reincidência, a cassação da habilitação,
ao reincidente no período de 12 meses em qualquer das infrações que preveem a suspensão do
direito de dirigir será imposta nova suspensão, agora pelo prazo 08 a 18 meses, a critério da
AUTORIDADE DE TRÂNSITO, e independentemente de ter sido a primeira suspensão por prazo fixo
ou não.
Professor, entendi, mas quais são mesmo as infrações que preveem cassação da habilitação, quando
de sua reincidência?
No próximo tópico estudaremos os casos de cassação da habilitação, mas já te adianto que são as
seguintes:

Dirigir veículo com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir de categoria diferente da
do veículo que esteja conduzindo (art. 162, III);
Entregar a direção do veículo ou permitir que pessoa tome posse do veículo automotor e passe a
conduzi-lo na via sem CNH ou PPD, com CNH ou PPD cassada (ou com o direito de dirigir suspenso),
com categoria diferente ou com CNH vencida a mais de 30 dias ou sem usar lentes corretoras de visão,
aparelho auxiliar de audição, de prótese física ou as adaptações do veículo, impostas por ocasião da
concessão ou da renovação da licença para conduzir (arts. 163 e 164);
Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine
dependência (art. 165);
Disputar corrida (art. 173);
Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e demonstração de perícia em manobra
de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito com
circunscrição sobre a via (art. 174); e
Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou exibir manobra perigosa mediante arrancada
brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus (art. 175).

Nessas, repito, não há que se falar em nova aplicação da penalidade de suspensão do


direito de dirigir, e sim em cassação da habilitação em caso de reincidência no prazo
de 12 meses!!

Tudo, respeitando-se o devido processo legal, obviamente! Bom, então você deve entender assim:

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1. Atualmente temos 20 infrações que preveem a suspensão do direito de dirigir


como uma das penalidades: as dos arts. 165, 165-A, 170, 173, 174, 175, 176 (incisos
I a V), 191, 210, 218 (inciso III), 244 (incisos I a V) e 253-A.
2. Dessas 20, 03 delas preveem a suspensão do direito de dirigir com pena fixa de 12
meses (arts. 165, 165-A e 253-A). Dessas 03 infrações, apenas uma delas prevê a
cassação da habilitação após a reincidência: a infração de embriaguez ao volante
(art. 165). As outras duas seguirão a regra de reincidência aqui estudada para
aplicação de nova suspensão, beleza?
3. Há outras infrações que também preveem a suspensão como penalidade e que,
em caso de reincidência, é a cassação da habilitação o próximo passo: as do arts.
173, 174 e 175.

Logo, podemos concluir o entendimento do caso nº 2 da seguinte forma:

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Entendido?!
Não esqueça também que a penalidade de suspensão do direito de dirigir será aplicada por decisão
fundamentada da autoridade de trânsito competente, em processo administrativo, assegurado ao
infrator amplo direito de defesa.
Não existe penalidade automática em nosso país, tá?!
Bom, mas o CTB recebeu outra inovação importantíssima, que tem o condão de dar mais celeridade
a esse processo. Confira mais um de nossos destaques:

➢ O processo de suspensão do direito de dirigir referente às infrações que preveem tal


penalidade deverá ser instaurado concomitantemente com o processo de aplicação
da penalidade de multa.

Ou seja, se a você cometer determinada infração de trânsito que preveja, além da penalidade de
multa, a de suspensão do direito de dirigir, os dois processos administrativos para cada uma das
penalidades deverão ocorrer de forma concomitante. Até então não era assim e muitos dos
processos administrativos de suspensão se arrastavam nos órgãos de trânsito! Agora tenderá a ser
mais célere. Pelo menos é o que se espera!
Beleza?
Bom, e aí você me pergunta: cumprido o prazo de suspensão aplicado, o que preciso fazer para voltar
a conduzir veículos?
Depois de cumprida a penalidade, o condutor deverá obrigatoriamente submeter-se a um CURSO
DE RECICLAGEM no órgão executivo de trânsito estadual. Depois de cumprida essa obrigação, o
condutor terá então sua Carteira Nacional de Habilitação imediatamente devolvida.
E sobre essa penalidade, temos novidades, essas trazidas também pela já nossa conhecida Lei nº
13.281/2016! Anota logo aí a principal e mais importante delas:

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➢ O condutor que exerce atividade remunerada em veículo, habilitado na categoria C,


D ou E, poderá optar por participar de curso preventivo de reciclagem sempre que,
no período de 01 ano, atingir 14 pontos, conforme regulamentação do CONTRAN.

➢ Concluído esse curso preventivo de reciclagem, o condutor terá eliminados os


pontos que lhe tiverem sido atribuídos, para fins de contagem subsequente.

E mais: o motorista que optar por esse curso preventivo, não poderá fazer nova opção no período
de 12 meses.
A pessoa jurídica concessionária ou permissionária de serviço público tem o direito de ser informada
dos pontos atribuídos aos motoristas que integrem seu quadro funcional, exercendo atividade
remunerada ao volante, na forma que dispuser o CONTRAN.

[IAUPE – MOTORISTA – PREF. MUN. CAMARAGIBE/PE – 2008] l Assinale a alternativa que


identifica a situação do motorista que teve suspenso o seu direito de dirigir, por ter cometido
delito de trânsito.
(A) O infrator pagará multa de, até, 10 salários mínimos.
(B) O infrator pagará multa, taxas e responderá a processo penal.
(C) O infrator será submetido a curso de reciclagem nos termos da legislação.
(D) O infrator não será submetido a qualquer penalidade.
(E) O infrator será submetido, apenas, à penalidade de advertência.
Comentário:
Item A - Não existe essa previsão legal no CTB. (Errado)
Item B - Pagar multas e taxas, porque teve seu direito de dirigir suspenso? E o pior: responder
a processo penal?! De forma alguma! A suspensão do direito de dirigir é uma sanção
administrativa e visa retirar temporariamente o direito de dirigir daquele que cometeu infração
com previsão para essa penalidade ou que acumulou 20 pontos em seu prontuário. (Errado)

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Item C – Certíssimo! Foi o que acabamos de ver. O curso de reciclagem será sempre obrigatório
para se recuperar a CNH, depois de cumprida a penalidade de suspensão do direito de dirigir
(art. 261, §2º). (Certo)
Item D - Ele pode sim ser submetido à penalidade de multa (caso a infração cometida preveja
também tal pena) como pode ter sua habilitação cassada, caso, já estando suspenso seu direito
de dirigir, seja pegue conduzindo veículo com sua habilitação suspensa. (Errado)
Item E - Não há previsão de advertência quando o condutor tiver suspenso seu direito de dirigir.
Tem nada a ver! (Errado)
Gabarito: Letra “C”
[FUNIVERSA – MOTORISTA – TERRACAP/DF – 2010] Estará sujeito à suspensão do direito de
dirigir o condutor que cometer
(A) 6 infrações leves.
(B) 5 infrações médias.
(C) 3 infrações graves e 1 infração leve.
(D) 2 infrações gravíssimas e 1 infração grave.
(E) 3 infrações graves e 1 infração média.
Comentário:
A suspensão do direito de dirigir será aplicada sempre que o infrator atingir a contagem de 20
pontos em sua CNH num período de 12 meses (art. 261, I).
A questão traz uma série de situações simulando o cometimento de várias infrações, e quer
saber qual delas – pelo seu somatório de pontos – ensejaria a suspensão do direito de dirigir.
É só fazer as contas. Vamos usar o nosso velho e bom checklist:
Item A: Infração leve = 3 pontos → 06 infrações leves = 6*3 = 18 pontos (não é caso para
suspensão do direito de dirigir). [Errado]
Item B: Infração média = 4 pontos → 05 infrações médias = 5*4 = 20 pontos (é caso sim para
suspensão do direito de dirigir). [Certo]
Item C: Infração grave = 5 pontos → 03 infrações graves = 3*5 = 15 pontos.
Infração leve = 3 pontos → 03 infrações graves e 1 infração leve = 15 +3 = 18 pontos (não é
caso para suspensão do direito de dirigir). [Errado]
Item D: Infração gravíssima = 7 pontos → 02 infrações gravíssimas = 2*7 = 14 pontos.
Infração grave = 5 pontos → 02 infrações gravíssimas e 1 infração grave = 14 +5 = 19 pontos
(não é caso para suspensão do direito de dirigir). [Errado]
Item E: Infração grave = 5 pontos → 03 infrações graves = 3*5 = 15 pontos
Infração média = 4 pontos → 03 infrações graves e 1 infração média = 15+4 = 19 pontos (não
é caso para suspensão do direito de dirigir). [Errado]
Gabarito: Letra “B”

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2.2.4 A PENALIDADE DE CASSAÇÃO DO DOCUMENTO DE HABILITAÇÃO

De consequências mais graves do que a penalidade de suspensão do direito de dirigir, tem-se a


penalidade de Cassação do Documento de Habilitação que representa, na verdade, a PERDA do
direito de dirigir.
Ao estudarmos a suspensão do direito de dirigir, já as estudamos, mas não nos custa repetir para
fixação!
Para que alguém tenha cassado seu documento de infração, terá que ser enquadrado em uma das
seguintes situações:

✓ Quando, suspenso o direito de dirigir, o infrator conduzir qualquer veículo;

✓ No caso de reincidência, no prazo de 12 meses, das seguintes infrações:

▪ Dirigir veículo com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir de


categoria diferente da do veículo que esteja conduzindo (art. 162, III);

▪ Entregar a direção do veículo ou permitir que pessoa tome posse do veículo


automotor e passe a conduzi-lo na via sem CNH ou PPD, com CNH ou PPD cassada
(ou com o direito de dirigir suspenso), com categoria diferente ou com CNH
vencida a mais de 30 dias ou sem usar lentes corretoras de visão, aparelho auxiliar
de audição, de prótese física ou as adaptações do veículo, impostas por ocasião
da concessão ou da renovação da licença para conduzir (arts. 163 e 164);

▪ Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que


determine dependência (art. 165);

▪ Disputar corrida (art. 173);

▪ Promover, na via, competição, eventos organizados, exibição e demonstração de


perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão
da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via (art. 174); e

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▪ Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou exibir manobra perigosa


mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou
arrastamento de pneus (art. 175).

✓ Quando condenado judicialmente por delito de trânsito.

E aí você deve estar me perguntando: essa perda da CNH é definitiva, ou seja, nunca mais poderei
conduzir veículos se for penalizado com a cassação do direito de dirigir?
Claro que não, caro aluno!!! Você terá sim a possibilidade de novamente conduzir veículos!!

➢ Aplicada a penalidade de CASSAÇÃO DO DIREITO DE DIRIGIR, esta terá a duração de 02


anos.

➢ Cumprida a penalidade, ou seja, passados os 02 anos da cassação da Carteira Nacional


de Habilitação, o infrator poderá requerer sua reabilitação, submetendo-se a TODOS
OS EXAMES NECESSÁRIOS À HABILITAÇÃO, na forma estabelecida pelo Contran.

No caso da cassação, não basta que o condutor apenas cumpra frequência obrigatória em curso de
reciclagem. Essa é a obrigação mínima!! Além dela, o condutor terá que começar todo um novo
processo de habilitação como se fosse a sua primeira vez, preservando-se a data da primeira
habilitação.
Assim como acontece com a suspensão, a Cassação do Documento de Habilitação será também
aplicada por decisão fundamentada da autoridade de trânsito competente, em processo
administrativo, assegurado ao infrator amplo direito de defesa.
E pensa que acabou?
Não, não!
A Lei Federal nº 13.804/19 promoveu uma recente e importantíssima modificação no CTB,
adicionando o art. 278-A, que vem com uma regra explosiva para fins de prova!
De acordo com esse dispositivo:

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LEI Nº 13.804/2019

➢ O condutor que SE UTILIZE DE VEÍCULO para a prática do crime de receptação,


descaminho, contrabando, previstos nos arts. 180, 334 e 334-A do Código Penal,
condenado por um desses crimes em decisão judicial transitada em julgado, TERÁ
CASSADO SEU DOCUMENTO DE HABILITAÇÃO ou SERÁ PROIBIDO DE OBTER A
HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR VEÍCULO AUTOMOTOR pelo prazo de 05 anos.

O condutor condenado poderá requerer sua reabilitação, submetendo-se a todos os


exames necessários à habilitação, na forma por nós já estudada.

No caso do condutor preso em flagrante na prática dos crimes acima citados, poderá o juiz, em
qualquer fase da investigação ou da ação penal, se houver necessidade para a garantia da ordem
pública, como medida cautelar, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público ou ainda
mediante representação da autoridade policial, decretar, em decisão motivada, a suspensão da
permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor, ou a proibição de sua obtenção.
Beleza? Vamos então exercitar:

[CESPE - PROCURADOR AUTARQUICO – DETRAN/PA – 2006] O condutor que, durante o


cumprimento de suspensão do direito de dirigir, desrespeitar essa punição deve ser punido
com a cassação do documento de habilitação. Nesse caso, visando a incolumidade dos usuários
do sistema de trânsito, a cassação deve ser imposta sumariamente pela autoridade de trânsito.
Comentário:
Você já sabe que um condutor que desrespeita a suspensão de seu direito de dirigir e continua
conduzindo veículos abre o precedente para ter também sua habilitação cassada, não é?

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Mas apenas abre o precedente. É preciso que a autoridade de trânsito respeite o devido
processo legal e lhe dê o direito de ampla defesa.
Gabarito: Errado
[FUNIVERSA – MOTORISTA – CEB/DF – 2010] O condutor que tiver sua Carteira Nacional de
Habilitação (CNH) cassada
(A) poderá requerer sua reabilitação após decorrido o prazo de dois anos da cassação,
preservando-se a data da primeira habilitação.
(B) poderá requerer sua reabilitação após decorrido o prazo de cinco anos da cassação, com
data a partir da nova habilitação.
(C) poderá requerer sua reabilitação após decorrido o prazo de um ano da cassação.
(D) não poderá requerer sua reabilitação.
(E) somente poderá, após três anos da cassação, habilitar-se a um novo processo, desde o
início, com uma CNH nova.
Comentário:
Item A - O item está todo certinho! Chamo a sua atenção apenas para o fato de que, apesar de
o condutor ser obrigado a reiniciar todo o processo de habilitação (como se fosse a primeira
vez), a data de sua primeira habilitação será mantida. (Certo)
Item B - Prazo de cinco anos para ter o direito a reabilitar-se? Não mesmo! O prazo é de 02
anos! (Errado)
Item C - Nesse item, ela fala em reabilitação após decorrido 01 ano da cassação. O prazo é de
02 anos! (Errado)
Item D - Vimos que a cassação não é absoluta. A pessoa não fica eternamente sem a
habilitação. Poderá sim reabilitar-se, desde que cumprido o prazo de 02 anos e reiniciado todo
processo de habilitação. (Errado)
Item E - De novo a troca equivocada de prazos! (Errado)
Gabarito: Letra “A”

2.2.5. A PENALIDADE DE CASSAÇÃO DA PERMISSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR (PPD)

A Permissão Para Dirigir (PPD) é uma espécie de licença precária concedida àqueles aprovados em
todos os exames de sua primeira habilitação. A licença é precária porque o órgão competente pode
cassá-la a qualquer momento bastando apenas que o condutor deixe de cumprir com obrigações
impostas, quais sejam: não cometer de forma alguma, no período de 12 meses após o recebimento

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da PPD, nenhuma infração de trânsito grave ou gravíssima e nem ser reincidente em infração de
natureza média.
Caso não cumpra essa determinação, o titular terá sua PPD cassada e terá que esperar por mais 15
dias para recomeçar todo o processo de habilitação.
O possuidor da permissão, depois de decorridos os 12 meses, faz um requerimento ao Detran, onde
serão avaliadas as infrações cometidas, e caso seja deferido esse requerimento, o condutor receberá
um documento definitivo chamado CNH.

2.2.6. A PENALIDADE DE FREQUÊNCIA OBRIGATÓRIA EM CURSO DE RECICLAGEM

Quanto ao curso de reciclagem, você deve entendê-lo como uma penalidade acessória das penas
de CASSAÇÃO e SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR, imposto como condição para o condutor
suspenso e o cassado voltarem a dirigir.
O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN quando:

✓ sendo contumaz, for necessário à sua reeducação;


✓ suspenso do direito de dirigir;
✓ se envolver em acidente grave para o qual haja contribuído, independentemente
de processo judicial;
✓ condenado judicialmente por delito de trânsito;
✓ a qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colocando em risco a
segurança do trânsito;
✓ em outras situações a serem definidas pelo Contran.

2.3. CUMULAÇÃO DE PENALIDADES

O tema é bastante simples. Na maioria das vezes aparece em prova na forma do seguinte
questionamento: se um condutor cometer duas infrações, responde pelas duas ou apenas pela mais
grave?

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Como resposta esta pergunta, o CTB, em seu art. 266, nos diz que:

➢ Quando o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão


aplicadas, cumulativamente, as respectivas penalidades.

Isto significa que se você cometeu várias infrações de trânsito em um mesmo dia, por exemplo, você
cumprirá as penas de cada uma delas de forma cumulativa, ou seja, o somatório dos prazos e valores
de multa!!
Caro aluno, finalizamos aqui o estudo de todas as penalidades previstas pelo Código. No próximo
tópico, conheceremos as medidas administrativas previstas e todas as suas implicações. Veja como
foi cobrado:

[IAUPE – AGENTE DE TRANS. TRANSPORTE – PREF. MUN. OLINDA/PE – 2011] Quando o


infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-á(ão) aplicada(s)
(A) a penalidade mais grave.
(B) a penalidade mais leve como medida socioeducativa.
(C) as respectivas penalidades cumulativamente.
(D) a penalidade mais grave posterior a mais leve, se for o caso.
(E) a penalidade de advertência.
Comentário:
Muito simples! Acabamos de ver: quando o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais
infrações, ser-lhe-ão aplicadas, cumulativamente, as respectivas penalidades (art. 266).
Gabarito: Letra “C”

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3. MEDIDAS ADMINISTRATIVAS

3.1. CONCEITO

Ao contrário das penalidades, as medidas administrativas não constituem sanção, e sim


constrangimento de polícia, posicionando-se ao lado como medida complementar a penalidade.
As medidas administrativas são aplicadas sem a necessidade de prévio processo administrativo, o
que não ocorre na aplicação das penalidades, pois na aplicação da medida administrativa não há
que se falar em lesão à esfera de direito do administrado; este, sim, usou indevidamente o direito
que possuía.
Diferente das penalidades, que exigem o devido processo legal, as medidas administrativas serão
sempre aplicadas quando do cometimento de infrações, se nelas previstas, é claro.
Por fim, apenas é possível aplicar as medidas administrativas que efetivamente estão previstas na
infração, uma vez que estão sujeitas ao princípio da reserva legal.
Ao estudar as penalidades, você aprendeu que apenas a autoridade de trânsito é quem pode
aplicá-las. No caso das medidas administrativas, têm competência para aplicá-las não só a
AUTORIDADE de trânsito como, principalmente, os AGENTES de trânsito, já que as medidas
são passíveis de ser aplicadas no momento da ocorrência da infração, em um ato de fiscalização.
A ordem, o consentimento, a fiscalização, as medidas administrativas e coercitivas adotadas pelas
autoridades de trânsito e seus agentes terão por objetivo prioritário a proteção à vida e à
incolumidade física da pessoa. Conheçamos então quais as medidas administrativas previstas.

3.2. AS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS PREVISTAS

A autoridade de trânsito ou seus agentes, na esfera de suas competências e dentro de sua


circunscrição, deverá adotar as seguintes MEDIDAS ADMINISTRATIVAS:

REtenção do veículo;
REmoção do veículo;
REcolhimento da Carteira Nacional de Habilitação;
REcolhimento da Permissão para Dirigir;

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REcolhimento do Certificado de Registro;


REcolhimento do Certificado de Licenciamento Anual;
REalização de teste de dosagem de alcoolemia ou perícia de substância
entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica;
REcolhimento de animais que se encontrem soltos nas vias e na faixa de domínio
das vias de circulação, restituindo-os aos seus proprietários, após o pagamento
de multas e encargos devidos.
REalização de exames de aptidão física, mental, de legislação, de prática de
primeiros socorros e de direção veicular e;
Transbordo do excesso de carga;

Você deve ter observado que fiz questão de deixar em destaque a sílaba “ RE” em quase todas as
medidas administrativas acima citadas, com exceção da medida de Transbordo de Carga que, afinal
de contas, começa com a letra “T”, destacada em azul.
Fiz isso porque quero, antes de detalhar sobre as medidas administrativas, te adiantar que a grande
maioria das questões te pergunta qual das opções dentre as alternativas é uma PENALIDADE ou qual
delas é uma MEDIDA ADMINISTRATIVA.
Assim, uma boa dica de prova é memorizar que todas as medidas administrativas com exceção, é
claro, do transbordo de carga, começam com a sílaba “RE”.
E mais: não existe nenhuma penalidade que comece com essa sílaba!!
Veja como essa dica funciona muito bem na resolução de questões de concursos:

[FCC – TECNICO SEGUR. E TRANSPORTE – TRF/4ª – 2010] Em conformidade com o Código de


Trânsito Brasileiro, NÃO é penalidade para uma infração de trânsito:
(A) remoção do veículo.
(B) multa.
(C) frequência obrigatória em curso de reciclagem.
(D) apreensão do veículo.
(E) advertência por escrito.
Comentário:

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Se não é uma penalidade, é porque é uma medida administrativa. E se é uma medida


administrativa, deve começar com “RE” com exceção, é claro, da medida de Transbordo de
carga. A única opção que se encaixa é a que traz a remoção do veículo como resposta.
Gabarito: Letra “A”
[FCC – TECNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT/4ª – 2011] É considerada uma penalidade pelo
Código de Trânsito Brasileiro
(A) o transbordo do excesso de carga.
(B) o recolhimento do certificado de licenciamento anual.
(C) a remoção do veículo.
(D) a retenção do veículo.
(E) a cassação da permissão para dirigir.
Comentário:
De novo: a questão nos pede uma PENALIDADE, então vamos buscar a única alternativa que
não começa com “RE”. É o Transbordo de carga! A banca nessa questão foi um pouco mais
inteligente e a incluiu de propósito dentre as opções, mas você já sabe que o Transbordo é a
única exceção dentre as medidas administrativas que não começa com “RE”. Logo, só nos resta
apontar a opção que traz a cassação da permissão para dirigir como resposta.
Gabarito: Letra “E”
[CESPE – BOMBEIRO CONDUTOR VIATURA – CBM/DF – 2011] A cassação do documento de
habilitação é uma medida administrativa aplicada quando a autoridade de trânsito aplica
penalidade de suspensão do direito de dirigir.
Comentário:
Nesse item a banca quis fazer uma pegadinha, tentando insinuar que a cassação do documento
de habilitação é uma medida administrativa. Errado! Nós acabamos de estudar que ela é uma
penalidade prevista no CTB (art. 256, V). Você nem precisaria continuar a ler o resto da
assertiva!
Gabarito: Errado

É assim que as bancas costumam cobrar o assunto!


Bom, já deu para você perceber que as informações trazidas até aqui seriam suficientes para resolver
quase todas as questões relativas aos nossos dois temas aqui estudados, não é mesmo?
Mas é óbvio, não vamos nos contentar com isso. Por prevenção, vamos também estudar em detalhes
cada uma das MEDIDAS aqui citadas. Fazendo isso você fica blindado contra qualquer surpresa e
gracinha da banca.

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3.2.1. MEDIDA DE RETENÇÃO DO VEÍCULO

A retenção do veículo não tem absolutamente nada a ver com a penalidade de apreensão do
veículo, e isso eu já havia lhe reportado antes. Significa a retirada momentânea de um veículo
irregular de circulação para que uma irregularidade seja imediatamente sanada.
Algumas situações podem determinar qual deve ser a conduta do Agente de Trânsito ao autuar um
condutor cuja infração prevê a retenção do veículo. Vamos a elas:

→ Você, agente de trânsito, autua um condutor e a infração por ele cometida requer a
retenção do veículo. Você observa, no entanto, que a irregularidade PODE SER SANADA
NO LOCAL. Aguarda que ela seja imediatamente sanada, libera o veículo, mas ainda sim
deve autuar o condutor, pois a infração, mesmo regularizada, não deixou de acontecer.

→ Você, agente de trânsito, autua um condutor e a infração por ele cometida requer a
retenção do veículo. Você observa, no entanto que a irregularidade NÃO TEM
CONDIÇÕES DE SER SANADA NO LOCAL. Nesse caso, você autua o condutor, recolhe o
CRLV e libera o veículo. Se perceber que o veículo autuado não tem condições de seguir
viagem em segurança, você pode decidir em recolhê-lo ao depósito. As medidas
administrativas devem priorizar a defesa da vida.

Agora, atenção:

➢ Não se apresentando condutor habilitado no local da infração, o veículo será


removido a depósito, aplicando-se todas as regras referentes à remoção (já já as
estudaremos).

→ Você agente de trânsito, autua um condutor de veículo de transporte coletivo


transportando passageiros ou de veículo transportando produto perigoso ou perecível.
Nestes casos, em especial, mesmo que a irregularidade NÃO POSSA SER SANADA NO
LOCAL, o CTB deixa a seu critério, agente de trânsito, a liberação imediata do veículo

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caso perceba e decida que há condições de segurança para continuar circulando em via
pública.

3.2.2. A MEDIDA DE REMOÇÃO DO VEÍCULO

A remoção de veículo é um ato administrativo, com natureza de constrangimento de polícia,


formalizado num documento chamado Termo de Remoção. Materializa-se com o recolhimento do
veículo ao depósito, que podemos dizer ser o ato de implementação dos atos administrativos de
apreensão e remoção.

No caso da remoção, preenchido o Termo de Remoção, o veículo deve ser colocado sobre um
caminhão-guincho e levado para o depósito público.
Nas próximas páginas, trataremos das novas regras relacionadas à medida administrativa de
remoção, trazidas por normativos que alteraram recente e significativamente o CTB. Estou
falando da dobradinha:

Lei nº 13.160/2015 x Lei nº 13.281/16

Preste muita atenção e tome nota dessas regras, TODAS JÁ EM VIGOR, pois são bastante
candidatas à questão de provas no seu concurso!

O veículo será removido, nos casos previstos no CTB, para o depósito fixado pelo órgão ou entidade
competente, com circunscrição sobre a via.
O proprietário ou o condutor deverá ser notificado, no ato de remoção do veículo, sobre as
providências necessárias à sua restituição e sobre o disposto no art. 328, conforme regulamentação
do CONTRAN.
E o que esse tal art. 328 estabelece mesmo, professor?
Ele traz mais uma regrinha alterada pela Lei nº 13.160/15, que assim estabelece:

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Art. 328. O veículo apreendido ou removido a qualquer título e não reclamado por seu proprietário
dentro do prazo de sessenta dias, contado da data de recolhimento, será avaliado e levado a leilão,
a ser realizado preferencialmente por meio eletrônico.

Bom, voltando à remoção, caso o proprietário ou o condutor não esteja presente no momento de
remoção do veículo, a autoridade de trânsito, no prazo de 10 dias contado da data de apreensão
(na verdade da data remoção), deverá expedir a notificação acima citada, por remessa postal ou por
outro meio tecnológico hábil que assegure a sua ciência.
A notificação devolvida por desatualização do endereço do proprietário do veículo ou por recusa
desse de recebê-la será considerada recebida para todos os efeitos.

Em caso de veículo licenciado no exterior, a notificação será feita por edital.

Ok, professor, entendi, mas agora pergunto: e como faz para ter o veículo de volta?
A restituição do veículo removido só ocorrerá mediante prévio pagamento de multas, taxas e
despesas com remoção e estada, além de outros encargos previstos na legislação específica.
O pagamento das despesas de remoção e estada será correspondente ao período integral, contado
em dias, em que efetivamente o veículo permanecer em depósito, limitado ao prazo de 06 meses.
Mas não é só chegar lá e pagar tudo isso para ser seu carrinho de volta!
E aí, duas outras novidades no CTB promovidas por essas normas:

➢ A liberação do veículo removido é condicionada ao reparo de QUALQUER


COMPONENTE OU EQUIPAMENTO OBRIGATÓRIO que não esteja em perfeito estado
de funcionamento.

➢ Se esse reparo demandar providência que não possa ser tomada no depósito, a
autoridade responsável pela remoção liberará o veículo para reparo, na forma
transportada, mediante autorização, assinalando prazo para reapresentação.

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Assim, não basta mais só pagar as multas e encargos para liberar o veículo! É preciso que ele esteja
em boas condições, pois, se qualquer dos componentes ou equipamento obrigatório não estiver em
perfeito estado de funcionamento, será preciso fazer o devido reparo, antes de tirá-lo do depósito.
Se esse reparo não puder ser realizado lá no depósito, a autoridade de trânsito deverá liberar o
veículo na condição de que ele retorne para vistoria, em prazo a ser determinado pela autoridade
competente.
E sabe o que mais a recentíssima Lei nº 13.281/16 alterou no CTB?
Que os serviços de remoção, depósito e guarda de veículo poderão ser realizados por órgão público,
diretamente, ou por particular contratado por licitação pública, sendo o proprietário do
veículo o responsável pelo pagamento dos custos desses serviços.
Os custos dos serviços de remoção e estada prestados por particulares poderão ser pagos pelo
proprietário diretamente ao contratado. Ainda assim, o pagamento direito ao contratado não
afasta a possibilidade de o respectivo ente da Federação estabelecer a cobrança por meio de taxa
instituída em lei.

➢ Não caberá remoção nos casos em que a irregularidade puder ser sanada no local
da infração.

Assim, havendo possibilidade de a irregularidade ser sanada no local, mesmo que a remoção seja
prevista na infração, é melhor que não seja realizada.
Menos dor de cabeça para o proprietário e menos problemas para os órgãos gerirem!
E por fim, mais uma novidade no CTB:

➢ No caso de o proprietário do veículo objeto do recolhimento comprovar,


administrativa ou judicialmente, que o recolhimento foi indevido OU que houve
abuso no período de retenção em depósito, é da responsabilidade do ente público
a devolução das quantias pagas, segundo os mesmos critérios da devolução de

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multas indevidas.

Se, posteriormente, o proprietário (não o condutor, ok?) conseguir provar, seja em via
administrativa, seja em via judicial, que a remoção foi indevida ou que houve comprovado abuso
enquanto o veículo estava retido em depósito, o ente público será o responsável pela devolução de
todas as quantias pagas pelo proprietário, fruto das despesas com o procedimento de remoção.
Bom, né??
Sigamos em frente!

3.2.3. A MEDIDA DE RECOLHIMENTO DA CNH, ACC E PPD

O CTB determina que o recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e da Permissão Para Dirigir
dar-se-á mediante recibo, além dos casos previstos nas infrações tipificadas no Código, quando
houver suspeita de sua inautenticidade ou adulteração.

➢ Praticamente todas as infrações que têm como penalidade a SUSPENSÃO DO DIREITO


DE DIRIGIR têm como medida administrativa o RECOLHIMENTO DO DOCUMENTO DE
HABILITAÇÃO!!
➢ As exceções à regra são as infrações do art. 191 e 253-A!

Art. 191. Forçar passagem entre veículos que, transitando em sentidos opostos, estejam
na iminência de passar um pelo outro ao realizar operação de ultrapassagem:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir.
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência
no período de até 12 (doze) meses da infração anterior.

Art. 253-A. Usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou


perturbar a circulação na via sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com
circunscrição sobre ela:
Infração - gravíssima;

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Penalidade - multa (vinte vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida administrativa - remoção do veículo.

Um documento inautêntico é um documento falso. Portanto, quando na fiscalização de


trânsito, a Autoridade de Trânsito ou seu Agente se deparar com um condutor que apresente
sua Carteira Nacional de Habilitação, Autorização pra Conduzir Ciclomotores ou sua Permissão
para Dirigir e o documento apresentar características de que seja falso ou adulterado, deverá
recolher o documento apresentado, mediante recibo, além de proceder às autuações pelas
infrações de trânsito que tenha cometido.

Como precaução, em relação à sua suspeita e para que possa adotar as medidas de trânsito e penais
com plena convicção, convém consultar ao órgão de trânsito a respeito das informações sobre
aquela Carteira Nacional de Habilitação, Autorização pra Conduzir Ciclomotores ou Permissão
para Dirigir, bem como, a respeito da própria pessoa que apresentou o documento.
Se comprovado que o condutor está fazendo uso de documento falso ou adulterado, estará
cometendo crime previsto no art. 304 do Código Penal, que tipifica o delito e prevê a mesma pena
de falsificar no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro,
que, é de reclusão de dois a seis anos e multa.
Nesse instante, deverá imediatamente ser dada ao condutor voz de prisão em flagrante e conduzi-
lo perante a Autoridade de Polícia Judiciária a quem caberá lavro o Autor de Prisão em Flagrante.

3.2.4. A MEDIDA DE RECOLHIMENTO DO CRV

Você já estudou que o Certificado de Registro de Veículo, o nosso CRV, é aquele que chamamos de
“Certidão de Nascimento” do carro e que, pela sua importância, e pelo determinado na legislação
de trânsito, não é documento de porte obrigatório.
Embora o CRV não seja documento de porte obrigatório, o legislador previu o recolhimento desse
documento como uma medida administrativa e que esse recolhimento dar-se-á mediante recibo,
além dos casos previstos nas infrações tipificadas no Código, quando:

✓ Houver suspeita de inautenticidade ou adulteração;


✓ Se, alienado o veículo, não for transferida sua propriedade no prazo de 30 dias.

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Dá pra perceber que essa medida é bastante rara, já que dificilmente o Agente de Trânsito vai
recolher o Certificado de Registro do Veículo, eis que ele não é um documento de porte obrigatório.
Porém, se o condutor for o proprietário do veículo e o estiver portando e for visualizado pelo
fiscalizador (nas situações acima descritas), deverá o referido documento ser recolhido pelo agente,
mediante recibo.

3.2.5. MEDIDA DE RECOLHIMENTO DO CRLV

Agora estamos diante de um documento que, regra geral, é de porte obrigatório, o CRLV.
Regra geral, professor? Sim, pois como vimos em nossa aula sobre registro e licenciamento de
veículos, o porte desse documento será dispensado quando, no momento da fiscalização, for
possível ter acesso ao devido sistema informatizado para verificar se o veículo está licenciado.
Lembra?
Bom, mas o CTB versa que o recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual dar-se-á mediante
recibo, quando:

✓ Houver suspeita de inautenticidade ou adulteração;


✓ Se o prazo de licenciamento estiver vencido;
✓ No caso de retenção do veículo, se a irregularidade não puder ser sanada no local.
✓ Deixar o responsável de promover a baixa do registro de veículo irrecuperável ou
definitivamente desmontado;
✓ Deixar a empresa seguradora de comunicar ao órgão executivo de trânsito
competente a ocorrência de perda total do veículo e de lhe devolver as respectivas
placas e documentos.

Sempre que o veículo for REMOVIDO, será recolhido desde logo o CRLV.

Veja que as condições para o recolhimento do CRLV são bastante idênticas às condições para o
recolhimento do CRV.

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O Certificado de Licenciamento Anual (ou CRLV) será devolvido ao condutor no órgão ou entidade
aplicadores das medidas administrativas, tão logo o veículo seja apresentado à autoridade
devidamente regularizado.
E assim foi cobrado:

[IAUPE – AGENTE DE TRANSITO – PREF. MUN. ABREU E LIMA/PE – 2008] Ao deter um


motorista que exibiu o licenciamento do veículo vencido, o policial efetua o recolhimento do
Certificado de Licenciamento Anual mediante
(A) nota fiscal.
(B) recibo.
(C) depósito de multa.
(D) depósito de infração.
(E) prontuário.
Comentário:
Revisando: o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo ou Certificado de
Licenciamento Anual) é documento de porte obrigatório. O CTB versa que o recolhimento do
Certificado de Licenciamento Anual dar-se-á mediante recibo, quando (art. 274):
✓ houver suspeita de inautenticidade ou adulteração;
✓ se o prazo de licenciamento estiver vencido;
✓ no caso de retenção do veículo, se a irregularidade não puder ser sanada no local.
✓ deixar o responsável de promover a baixa do registro de veículo irrecuperável ou
definitivamente desmontado;
✓ deixar a empresa seguradora de comunicar ao órgão executivo de trânsito competente
a ocorrência de perda total do veículo e de lhe devolver as respectivas placas e
documentos;
Gabarito: Letra “B”

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3.2.6. A MEDIDA DE TRANSBORDO DO EXCESSO DE CARGA

A medida administrativa de transbordo de carga está relacionada com a infração de trânsito relativa
a excesso de peso tanto no PBT como nos eixos.
O transbordo da carga com peso excedente é condição para que o veículo possa prosseguir viagem
e será efetuado a expensas do proprietário do veículo, sem prejuízo da multa aplicável. Não sendo
possível desde logo atender ao disposto, o veículo será recolhido ao depósito, sendo liberado após
sanada a irregularidade e pagas as despesas de remoção e estada.
A Resolução Contran nº 258/07 (alterada por várias Resoluções, sendo a última a 604/16) prevê que no
caso de carga composta de produtos perigosos, produtos perecíveis, cargas vivas e transporte de
passageiros, o Agente de Trânsito tem a discricionariedade para, observadas as condições de
segurança, dispensar o remanejamento ou transbordo destas cargas.

3.2.7. A MEDIDA DE REALIZAÇÃO DE TESTE DE DOSAGEM DE ALCOOLEMIA OU


PERÍCIA DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE OU QUE DETERMINE DEPENDÊNCIA
FÍSICA OU PSÍQUICA

Essa medida administrativa está totalmente em moda hoje, frente às recentíssimas mudanças
promovidas na Lei Seca no Código de Trânsito pela mais diversas leis publicadas até hoje. A
tolerância zero agora é zero mesmo!
Mas, guenta um pouco aí que daremos atenção especial a ela quando tratarmos do crime de
embriaguez no trânsito, tipificado no art. 306 do CTB.
Vamos parar por aqui e resolvermos uma bateria de questões sobre os temas aqui estudados.
Tenho certeza que você as resolverá com certa facilidade!
Quer ver? Vamos lá!

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4. QUESTÕES

4.1. QUESTÕES ADICIONAIS COMENTADAS

1. [CESPE – POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2004]


Se, após obter sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), um jovem motorista, no decorrer
de um mês, cometer duas infrações de natureza gravíssima, uma de natureza grave e 5 de
natureza média, sua CNH será automaticamente cassada pelo órgão competente.
Comentário:
Se esse imprudente condutor teve duas infrações gravíssimas, já acumulou 14 pontos. Com o
cometimento da de natureza grave, levou mais 05 pontos, acumulando então 19 pontos. Com as 05
de natureza média, recebeu mais 20 pontos (5X4), acumulando, no final do mês, um total de 39
pontos!
Bom, sabemos que com essa pontuação ele já preenche o requisito para ter sua CNH suspensa, mas
tal suspensão não é automática!
Nunca esqueça que, para qualquer que seja a penalidade, é preciso que sejam respeitados o devido
processo legal e o direito à ampla defesa.
Gabarito: Errado

2. [FUNIVERSA – MOTORISTA – CEB/DF – 2010]


Acerca das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, assinale a alternativa
correta.
(A) Quando o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-á aplicada
somente a penalidade mais grave, com registro no prontuário do infrator. No entanto, em
havendo cominação de multa, estas serão somadas referentemente às duas infrações.
(B) Caberá ao proprietário a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados
na direção do veículo.
(C) Às infrações médias são computados 3 pontos.
(D) O infrator, após sua condenação em processo judicial por envolvimento em acidente grave,
para o qual haja contribuído, será submetido a curso de reciclagem.
(E) Mesmo nas infrações de natureza média, passíveis de punição com multa, a autoridade
poderá impor a penalidade de advertência por escrito, desde que o infrator não seja
reincidente, nos últimos doze meses, na mesma infração.
Comentário:

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Item A - Já vimos isso e vou repetir: quando o condutor comete duas ou mais infrações de trânsito,
ele cumprirá cumulativamente as penas previstas em cada uma dessas infrações, somando-se os
prazos e valores de multa. Não há essa história de que será aplicada a penalidade mais grave!
(Errado)
Item B – Lembre-se: os atos praticados na direção de veículo são de responsabilidade do condutor,
e não do proprietário, como afirma equivocadamente o item (art. 257, §3º). (Errado)
Item C - Para não esquecer:

(Errado)
Item D – Um dos casos previstos no CTB para que seja imposta a penalidade de frequência
obrigatória em curso de reciclagem é quando o infrator se envolver em acidente grave para o qual
haja contribuído, independentemente de processo judicial.
Cuidado, pois o item parece estar certinho, não fosse por afirmar que o infrator precisa ser
condenado em processo judicial para ser obrigado a cumprir a referida pena. De forma alguma!
(Errado)
Item E - A aplicação da penalidade de ADVERTÊNCIA POR ESCRITO deve obedecer às seguintes
condições (art. 267):
a infração deve ser de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa e;
o infrator não pode ser reincidente, na mesma infração, nos 12 meses.
Vale ressaltar que, uma vez cumpridas as exigências acima, ainda é possível que a autoridade de
trânsito não a conceda, pois, para que ela decida pela substituição da pena de multa pela de
advertência, ela deverá considerar previamente o prontuário do infrator e decidir se esta
providência será a mais educativa. (Certo)
Gabarito: Letra “E”

3. [IAUPE – AGENTE DE TRANS. TRANSPORTE – PREF. MUN. OLINDA – 2011]


Assinale a alternativa INCORRETA referente às penalidades previstas no Código Nacional de
Trânsito.
(A) A frequência obrigatória em curso de reciclagem se constitui, dentre outras, em penalidade
imposta aos infratores.
(B) Ao proprietário e condutor de veículos serão impostas concomitantemente as penalidades
previstas na legislação, toda vez que houver responsabilidade solidária na infração,
respondendo cada um de per si pela falta comum que lhes for atribuída.

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(C) Ao proprietário caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados


pelo condutor na direção do veículo.
(D) As multas decorrentes de infração cometida em unidade da Federação diversa daquela do
licenciamento do veículo poderão ser comunicadas ao órgão ou entidade responsável pelo seu
licenciamento, que providenciará a notificação.
(E) Não sendo imediata a identificação do infrator, o proprietário do veículo terá quinze dias
de prazo, após a notificação da autuação, para apresentá-lo, e, em não o fazendo, será
considerado responsável pela infração.
Comentário:
Item A – Certíssimo! Vimos que a frequência obrigatória em cursos de reciclagem é uma penalidade
prevista pelo CTB (art. 256, VII). (Certo)
Item B - Perfeito! Essa é a redação do art. 257, §1º, do CTB. Trata-se da responsabilidade solidária
do proprietário e do condutor quando cada um deixar de observar suas responsabilidades previstas
no CTB. (Certo)
Item C - Quer dizer então que o condutor comete infrações relacionadas a atos praticados na direção
do veículo e é o proprietário que “paga o pato”? De forma alguma! Vimos que é o condutor quem
responde pelos atos praticas na condução do veículo. (Errado)
Item D - O normal é que as multas sejam impostas e arrecadadas pelo órgão ou entidade de trânsito
com circunscrição sobre a via onde haja ocorrido a infração, não é mesmo? É isso o que determina
o art. 260 do CTB. Acontece que muitas infrações são cometidas em unidades da Federação diversas
daquela do licenciamento do veículo. Pergunta-se: nesses casos, o infrator escapa de ser cobrado da
multa?
Claro que não! O CTB estabelece que as multas decorrentes de infração cometida em unidade da
Federação diversa daquela do licenciamento do veículo poderão ser comunicadas ao órgão ou
entidade responsável pelo seu licenciamento, que providenciará a notificação. É exatamente o que
afirma o nosso item! (Certo)
Item E - Caro aluno, há casos, e não são poucos, em que não é possível identificar o condutor infrator.
Um carro estacionado em local proibido sem a presença do condutor, um condutor que não assina
o auto de infração, outros que são autuados por agentes de trânsito por cometerem infrações
enquanto conduzem o veículo, enfim, várias situações as quais nem sempre é possível ter o condutor
identificado.
Então quem paga a conta pela infração? Quem arcará com o ônus da infração?
E se não for possível identificar nem o condutor e nem o proprietário do veículo?
Nesses casos, o Código nos informa que, não sendo imediata a identificação do infrator, o
proprietário do veículo terá 15 dias de prazo, após a notificação da autuação, para apresentá-lo, na
forma em que dispuser o CONTRAN, ao fim do qual, não o fazendo, será considerado responsável
pela infração (art. 257, §7º). O item nos afirma com total correção essa regra.
Guarde bem com você esse prazo de 15 dias! É um dos raríssimos casos no CTB de prazo diferente
dos corriqueiros 30 dias. A banca pode trocar esse prazo no intuito de confundi-lo! (Certo)

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Gabarito: Letra “C”

4. [SMTR/RJ – FISCAL DE TRANSPORTES URBANOS - PREF. RIO DE JANEIRO/RJ – 2016]


Se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for superior ao limite legal, a
responsabilidade pela infração relativa ao excesso de peso bruto total é do:
(A) condutor, transportador e embarcador, solidariamente
(B) transportador e embarcador, solidariamente
(C) transportador
(D) embarcador
Comentário:
Não esqueça: o transportador e o embarcador são solidariamente responsáveis pela infração
relativa ao excesso de peso bruto total, se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for
superior ao limite legal.
Gabarito: Letra "B"

5. [CONSULPLAN – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF/2ª – 2017]


Segundo o CTB, a autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas por esse
Código e dentro de sua circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, certas
penalidades. Acerca dessas penalidades, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Multa.
( ) Advertência verbal.
( ) Suspensão do direito de dirigir.
( ) Cassação da Carteira Nacional de Habilitação.
A sequência está correta em
(A) V, F, V, V.
(B) V, F, F, V.
(C) V, F, V, F.
(D) F, V, F, V.
Comentário:
A resposta é bem simples e você a tem olhando para o art. 256 do CTB!
( V ) Multa.
( F ) Advertência verbal.
( V ) Suspensão do direito de dirigir.
( V ) Cassação da Carteira Nacional de Habilitação.
Gabarito: Letra "A"

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6. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


De acordo com o que estabelece a Lei nº 9.503/97, o Código de Trânsito Brasileiro, julgue os
itens a seguir.
A remoção do veículo sempre deverá ser aplicada quando a infração assim a exigir como uma
das medidas administrativas aplicáveis.
Comentário:
Se você prestou bastante atenção às novidades trazidas pela Lei nº 13.160/15, já viu que o item está
esquisito! Esquisito e errado, não é mesmo?!
Vamos relembrar (art. 271, §9º):

Gabarito: Errado

7. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


Os serviços de remoção, depósito e guarda de veículo poderão ser realizados tanto por órgão
público, diretamente, como por qualquer particular.
Comentário:
Muito cuidado com a pegadinha maldosa da banca! Temos aqui mais uma assertiva que te cobra
conhecimentos de outra recente mudança promovida no CTB, essa agora pela Lei nº 13.281/16.
Vamos corrigir:
Os serviços de remoção, depósito e guarda de veículo poderão ser realizados por órgão público,
diretamente, ou por particular contratado por licitação pública, sendo o proprietário do veículo o
responsável pelo pagamento dos custos desses serviços (art. 271, §4º).
Logo, não é qualquer particular que pode prover os serviços de remoção, depósito e guarda de
veículo, como quer insinuar a assertiva, mas sim aquele contratado por licitação pública!
Gabarito: Errado

8. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


Tício cometeu no mesmo dia uma infração de natureza gravíssima, duas de natureza grave,
uma de natureza média e duas leves. Com base nessa situação hipotética, e observando as
novas regras do CTB para os valores de multa por infrações de trânsito, julgue os itens a seguir.
Tício terá, em tese, pelas infrações cometidas, que pagar um valor total de R$ 648,35
(seiscentos e quarenta e oito reais e trinta e cinco centavos).
Comentário:
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Vamos fazer as contas, com base na tabelinha a seguir, que traz os novos valores de multa, pós-
mudanças promovidas no CTB pela Lei nº 13.281/2016:

Pela infração gravíssima cometida, R$ 293,47;


Pelas duas de natureza grave, R$ 390,46 (2 x R$ 195,23);
Pela de natureza média, R$ 130,16;
Pelas duas de natureza leve, R$ 176,76.
Somando-se todos esses valores, temos o seguinte valor total que Tício terá que desembolsar para
pagar essas multas: R$ 990,85.
Gabarito: Errado

9. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


A cada novo ano o CTB autorizou o CONTRAN a atualizar, automaticamente, com base no IPCA
(Índice Nacional de Preços ao Consumidor), os valores de multa por infrações de trânsito.
Comentário:
Certíssima a questão! De acordo com o novo art. 319-A do CTB, os valores de multas constantes
deste Código poderão ser corrigidos monetariamente pelo Contran, respeitado o limite da variação
do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no exercício anterior.
Gabarito: Certo

10. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


Julgue os itens a seguir, de acordo com o que estabelece o Código de Trânsito Brasileiro:
Não sendo imediata a identificação do infrator, o principal condutor terá quinze dias de prazo,
após a notificação da autuação, para apresentá-lo, na forma em que dispuser o Conselho
Nacional de Trânsito (Contran), ao fim do qual, não o fazendo, será considerado responsável
pela infração o proprietário do veículo.
Comentário:
Essa era a regra anterior à principal mudança promovida pela Lei nº 13.495/2017! De acordo com a
nova redação do §7º do art. 257 do CTB:
Não sendo imediata a identificação do infrator, o principal condutor ou o proprietário do veículo
terá 15 dias de prazo, após a notificação da autuação, para apresentá-lo, na forma em que dispuser
o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ao fim do qual, não o fazendo, será considerado
responsável pela infração o principal condutor ou, em sua ausência, o proprietário do veículo.

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Gabarito: Errado

11. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


A pessoa indicada pelo proprietário do veículo como principal condutor não é obrigada a
aceitar a indicação.
Comentário:
Exatamente! Segundo o que estabelece o §10º do art. 257 do CTB: o proprietário poderá indicar ao
órgão executivo de trânsito o principal condutor do veículo, o qual, após aceitar a indicação (ele não
é obrigado a aceitar!), terá seu nome inscrito em campo próprio do cadastro do veículo no
RENAVAM.
Gabarito: Certo

12. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018]


O principal condutor será excluído do RENAVAM
(A) somente mediante requerimento próprio.
(B) quando o condutor cometer três infrações gravíssimas no período de 12(doze) meses.
(C) a partir da indicação de outro principal condutor.
(D) somente mediante requerimento do proprietário do veículo.
Comentário:
De acordo com o art. 257, §11º:
Art. 257 (...)
§ 11. O principal condutor será excluído do Renavam:
I - quando houver transferência de propriedade do veículo;
II - mediante requerimento próprio ou do proprietário do veículo;
III - a partir da indicação de outro principal condutor.

Gabarito: Letra “C”

13. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018]


A cassação do documento de habilitação dar-se- á
(A) quando o condutor for condenado judicialmente por qualquer crime.
(B) quando, suspenso o direito de dirigir, o infrator conduzir qualquer veículo.
(C) no caso de reincidência, no prazo de doze meses, de qualquer infração gravíssima.
(D) somente por determinação expressa do CONTRAN.
Comentário:
De acordo com o art. 263 do CTB:
Art. 263. A cassação do documento de habilitação dar-se-á:

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I - quando, suspenso o direito de dirigir, o infrator conduzir qualquer veículo;


II - no caso de reincidência, no prazo de doze meses, das infrações previstas no inciso III do art.
162 e nos arts. 163, 164, 165, 173, 174 e 175;
III - quando condenado judicialmente por delito de trânsito, observado o disposto no art. 160.

Gabarito: Letra “B”

14. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018]


O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN,
quando se envolver em acidente grave,
(A) para o qual haja contribuído, dependendo do resultado do processo judicial.
(B) ainda que não haja contribuído, independentemente de processo judicial.
(C) para o qual haja contribuído, independentemente de processo judicial.
(D) ainda que não haja contribuído, dependendo do resultado do processo judicial.
Comentário:
De acordo com o art. 268 do CTB:
Art. 268. O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN:
I - quando, sendo contumaz, for necessário à sua reeducação;
II - quando suspenso do direito de dirigir;
III - quando se envolver em acidente grave para o qual haja contribuído,
independentemente de processo judicial;
IV - quando condenado judicialmente por delito de trânsito;
V - a qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colocando em risco a segurança do
trânsito;
VI - em outras situações a serem definidas pelo CONTRAN

Gabarito: Letra “C”

15. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018]


Considerando as penalidades previstas no CTB, assinale a afirmação verdadeira.
(A) A imposição da penalidade será comunicada aos órgãos ou entidades executivos de trânsito
responsáveis pelo licenciamento do veículo e habilitação do condutor.
(B) A aplicação das penalidades previstas no CTB elide as punições originárias de ilícitos penais
decorrentes de crimes de trânsito, conforme disposições de lei.
(C) O transportador e o embarcador são responsáveis, sendo este subsidiariamente, pela
infração relativa ao excesso de peso bruto total, se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou
manifesto for superior ao limite legal.
(D) O embarcador é o responsável pela infração relativa ao transporte de carga com excesso
de peso nos eixos ou quando a carga proveniente de mais de um transportador ultrapassar o
peso bruto total.

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Comentário:
A – Certo. A imposição da penalidade será comunicada aos órgãos ou entidades executivos de
trânsito responsáveis pelo licenciamento do veículo e habilitação do condutor. (art. 256, §3º)
B – Errado. A aplicação das penalidades previstas no CTB NÃO elide as punições originárias de ilícitos
penais decorrentes de crimes de trânsito, conforme disposições de lei.
C – Errado. O transportador e o embarcador são responsáveis, sendo este subsidiariamente, pela
infração relativa ao excesso de peso bruto total, se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou
manifesto for superior ao limite legal.
D – Errado. O transportador embarcador é o responsável pela infração relativa ao transporte de
carga com excesso de peso nos eixos ou quando a carga proveniente de mais de um transportador
ultrapassar o peso bruto total.
Gabarito: Letra “A”

16. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018]


Assinale a opção que NÃO corresponde a uma medida administrativa aplicável por autoridade
de trânsito ou seus agentes na esfera das competências estabelecidas no Código de Trânsito e
dentro de sua circunscrição.
(A) Recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação.
(B) Recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual.
(C) Multa.
(D) Retenção do veículo.
Comentário:
De acordo com o art. 269 do CTB:
Art. 269. A autoridade de trânsito ou seus agentes, na esfera das competências estabelecidas neste
Código e dentro de sua circunscrição, deverá adotar as seguintes medidas administrativas:
I - retenção do veículo;
II - remoção do veículo;
III - recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação;
IV - recolhimento da Permissão para Dirigir;
V - recolhimento do Certificado de Registro;
VI - recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual;
VIII - transbordo do excesso de carga;
IX - realização de teste de dosagem de alcoolemia ou perícia de substância entorpecente ou que
determine dependência física ou psíquica;
X - recolhimento de animais que se encontrem soltos nas vias e na faixa de domínio das vias de
circulação, restituindo-os aos seus proprietários, após o pagamento de multas e encargos devidos.
XI - realização de exames de aptidão física, mental, de legislação, de prática de primeiros socorros
e de direção veicular. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)

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A multa é uma penalidade, em não uma medida administrativa.


Gabarito: Letra “C”

17. [VUNESP – AGENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/SP – 2013]


Às infrações, o CTB, no art. 256, estabelece as seguintes penalidades:
(A) advertência verbal, multa, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, cassação da
Permissão para Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação, pontuação na Carteira Nacional
de Habilitação.
(B) advertência verbal, multa, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, cassação da
Permissão para Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação, prisão administrativa.
(C) advertência por escrito, multa, suspensão do direito de dirigir, cassação da Carteira
Nacional de Habilitação ou da Permissão para Dirigir, frequência obrigatória em curso de
reciclagem.
(D) advertência por escrito, multa, suspensão do direito de dirigir, cassação da Permissão para
Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação, remoção do veículo.
(E) multa, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, cassação da Permissão para Dirigir
ou da Carteira Nacional de Habilitação, frequência obrigatória em curso de reciclagem, prisão
em flagrante.
Comentário:
De acordo com o art. 256 do CTB, a autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas
neste Código e dentro de sua circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, as seguintes
penalidades: advertência por escrito; multa; suspensão do direito de dirigir; cassação da Carteira
Nacional de Habilitação; cassação da Permissão para Dirigir; e frequência obrigatória em curso de
reciclagem.
Gabarito: Letra “C”

18. [VUNESP – AGENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/SP – 2013]


Aplicada a suspensão do direito de dirigir, no caso de reincidência no período de 12 meses, o
prazo da nova penalidade é de:
(A) 6 meses a 2 anos.
(B) 6 meses a 1 ano.
(C) 1 a 2 anos.
(D) 3 meses a 1 ano.
(E) 8 meses a 2 anos.
Comentário:
Se você atinge os 20 pontos, a autoridade de trânsito arbitrará um prazo de suspensão de 06 meses
a 01 ano. Agora, tendo suspenso seu direito de dirigir e você for reincidente e obtiver mais 20

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pontos, no período de 12 meses, a nova suspensão do direito de dirigir será imposta pelo prazo
mínimo de 08 meses a 02 anos, também a critério da AUTORIDADE DE TRÂNSITO.
Gabarito: Letra “E”

19. [FADESP – AGENTE DE EDUCAÇÃO DE TRÂNSITO – DETRAN/PA – 2019]


Compete ao órgão máximo executivo de trânsito da União coordenar a administração do registro
das infrações de trânsito, da pontuação e das penalidades aplicadas no prontuário do infrator. De
acordo com o CTB, são consideradas penalidades:
(A) Advertência por escrito e retenção do veículo
(B) Cassação da Permissão para Dirigir e recolhimento do Certificado de Registro.
(C) Multa e cassação da Carteira Nacional de Habilitação.
(D) Frequência obrigatória em curso de reciclagem e remoção do veículo.
(E) Advertência por escrito e recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação.
Comentário:
Conforme o artigo 256 do CTB, abaixo:
Art. 256. A autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas neste Código e dentro
de sua circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, as seguintes penalidades:
I - advertência por escrito;
II - multa;
III - suspensão do direito de dirigir;
IV - apreensão do veículo
V - cassação da Carteira Nacional de Habilitação;
VI - cassação da Permissão para Dirigir;
VII - frequência obrigatória em curso de reciclagem.

Como se pode ver, a única alternativa viável é a que traz a multa e a cassação da Carteira Nacional
de Habilitação como penalidades. As demais alternam entre penalidade e medidas administrativas
Gabarito: Letra “C”
20. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]
Caso um condutor que se utilize de veículo para a prática do crime de receptação, poderá ele,
em qualquer fase da investigação ou da ação penal, ter cassado seu documento de habilitação
ou ser proibido de obter a habilitação para dirigir veículo automotor pelo prazo de 05 anos.
Comentário:
Não é bem essa a regra do art. 278-A do CTB! De acordo com esse dispositivo, o condutor que se
utilize de veículo para a prática do crime de receptação, descaminho, contrabando, previstos nos
arts. 180, 334 e 334-a do Código Penal, condenado por um desses crimes em decisão judicial
transitada em julgado, terá cassado seu documento de habilitação ou será proibido de obter a
habilitação para dirigir veículo automotor pelo prazo de 05 anos

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Mas atenção, não confunda! De acordo com o §2º do mesmo artigo, no caso do condutor preso em
flagrante na prática dos crimes acima citados, poderá o juiz, em qualquer fase da investigação ou da
ação penal, se houver necessidade para a garantia da ordem pública, como medida cautelar, de
ofício, ou a requerimento do Ministério Público ou ainda mediante representação da autoridade
policial, decretar, em decisão motivada, a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir
veículo automotor, ou a proibição de sua obtenção. Nossa assertiva fala de cassação da habilitação,
que só ocorrerá, nos casos aqui citados, por condenação transitada em julgado, ok?
Gabarito: Errado

21. [FCC – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA E TRANSP. – TRT/6ª – 2012 - Adapt.]


Artigo 261 do CTB: “A penalidade de suspensão do direito de dirigir será aplicada por
transgressão às normas estabelecidas neste Código, cujas infrações preveem, de forma
específica, a penalidade de suspensão do direito de dirigir, pelo prazo de ................, exceto
para as infrações com prazo prescrito no dispositivo infracional, e, no caso de reincidência no
período de ........, pelo prazo de .........., segundo critérios estabelecidos pelo CONTRAN”.
(A) dois a oito meses; doze meses; oito a dezoito meses
(B) dois a doze meses; doze meses; seis meses a dois anos
(C) seis meses a um ano; dozes meses; oito meses a dois anos
(D) dois a oito meses; seis meses; oito a dezoito meses
(E) seis meses a um anos; seis meses; oito a dezoito meses
Comentário:
Para responder, é só não esquecer a regra que aqui estudamos e que está contida no art. 261, caput,
inciso II c/c §1º, II do CTB:
Se você comete infração que prevê a penalidade de suspensão do direito de dirigir, regra geral, a
autoridade de trânsito arbitrará um prazo de suspensão de 02 a 08 meses.
Agora, seja qual for a infração cometida, tendo suspenso seu direito de dirigir e você for reincidente
no período de 12 meses, a nova suspensão do direito de dirigir será imposta pelo prazo mínimo de
08 a 18 meses, a critério da autoridade de trânsito.
Gabarito: Letra “A”

22. [FCC – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 9ª– 2013]


Uma das situações em que o condutor terá suspenso o seu direito de dirigir ocorre quando ele
atinge, no período de doze meses, a contagem de 20 pontos. Excetuando as infrações que por
si só podem suspender o direito de dirigir e considerando a natureza e gravidade das infrações
de trânsito, bem como as respectivas pontuações a elas atribuídas, o condutor, terá suspenso
o direito de dirigir se cometer, no período de um ano, a combinação das seguintes infrações:
(A) Uma infração gravíssima e quatro infrações leves.
(B) Uma infração grave, uma infração média e quatro infrações leves.

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(C) Duas infrações gravíssimas e uma infração grave.


(D) Uma infração gravíssima, duas infrações médias e uma infração leve.
(E) Uma infração gravíssima e três infrações médias.
Comentário:
Para responder a essa recentíssima questão de nossa querida FCC, basta conhecer a pontuação de
cada uma das naturezas das infrações de trânsito e usar a matemática para ver qual das opções de
resposta nos faz chegar aos 20 pontos.
Revisando:

==136aaf==

Vamos aos itens, então:


Item A - Uma infração gravíssima (07) + quatro infrações leves (04*3) = 19 pontos.
Item B - Uma infração grave (05) + uma infração média (04) e quatro infrações leves (04*3) = 21
pontos. Eis a nossa resposta!
Item C - Duas infrações gravíssimas (07*2) + uma infração grave (05) = 19 pontos.
Item D - Uma infração gravíssima (07) + duas infrações médias (04*2) + uma infração leve (03) = 18
pontos.
Item, E - Uma infração gravíssima (07) + três infrações médias (04*3) = 19 pontos.
Gabarito: Letra “B”

23. [FCC – TÉCNICO ESPEC. TRANSPORTES – DPE/RS– 2013]


Na forma estabelecida pelo CONTRAN, o infrator terá que fazer o curso de reciclagem, quando
(A) houver uma remoção de seu veículo.
(B) constatada uma infração grave em sua pontuação.
(C) vencido o prazo de renovação da licença para conduzir.
(D) suspenso do direito de dirigir.
(E) dirigir sem habilitação.
Comentário:
Repetir nunca é demais para a fixação do aprendizado: o infrator será submetido a curso de
reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN:
✓ quando, sendo contumaz, for necessário à sua reeducação;

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✓ quando suspenso do direito de dirigir;


✓ quando se envolver em acidente grave para o qual haja contribuído, independentemente de processo
judicial;
✓ quando condenado judicialmente por delito de trânsito;
✓ a qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colocando em risco a segurança do trânsito;
✓ em outras situações a serem definidas pelo CONTRAN.
Diante do exposto, o único item coerente é o que traz como resposta: “suspenso do direito de
dirigir”.
Gabarito: Letra “D”

24. [FCC – TÉCNICO ESPEC. TRANSPORTES – DPE/RS– 2013]


A penalidade de multa, por não identificação do infrator na condução de veículo de
propriedade de pessoa jurídica prevista no Código de Trânsito Brasileiro − C.T.B., será aplicada
ao proprietário do veículo pela autoridade de trânsito com competência e circunscrição pela
fiscalização da infração autuada que não teve o condutor identificado. O valor da penalidade
de multa será obtido multiplicando-se o valor previsto para a multa originária
(A) por dois.
(B) por três.
(C) pelo número de infrações iguais cometidas no período de doze meses.
(D) pelo número de infrações cometidas no período de seis meses.
(E) pelo número de infrações cometidas no período de doze meses.
Comentário:
Vamos relembrar o que vimos sobre as multas aplicadas à pessoa jurídica (art. 257, §8º):
Após o prazo de 15 dias do recebimento da notificação de autuação, não havendo identificação do
infrator e sendo o veículo de propriedade de pessoa jurídica, será lavrada nova multa ao proprietário
do veículo, mantida a originada pela infração, cujo valor é o da multa multiplicada pelo número de
infrações iguais cometidas no período de 12 meses.
Lembre-se: a pessoa jurídica será penalizada duas vezes, caso não identifique o condutor infrator:
1ª - Multa a ser paga, que é a referente à infração de trânsito, e;
2ª – Multa administrativa considerada uma infração imprópria, pois não é constatada na via, na
direção de veículo automotor, e sim no sistema, no balcão, no computador, pois tem como fato
gerador a não identificação do condutor infrator no prazo legal estabelecido (15 dias da notificação
de autuação).
Gabarito: Letra “C”

25. [FCC – TÉCNICO ESPEC. TRANSPORTES – DPE/RS– 2013]

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Referente às medidas administrativas, o recolhimento do Certificado de Registro dar-se-á


mediante recibo, além dos casos previstos no Código de Trânsito Brasileiro − C.T.B., quando:
I. houver suspeita de inautenticidade ou adulteração.
II. se, alienado o veículo, não for transferida sua propriedade no prazo de 30 (trinta) dias.
III. se o prazo de licenciamento estiver vencido.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II.
(E) I.
Comentário:
A questão nos cobra a literalidade do art. 273 do CTB. Vamos revisá-lo e aproveitar para compará-lo
com os itens da questão:
Art. 273. O recolhimento do Certificado de Registro dar-se-á mediante recibo, além dos casos
previstos neste Código, quando:
I - houver suspeita de inautenticidade ou adulteração; (item I ok)
II - se, alienado o veículo, não for transferida sua propriedade no prazo de trinta dias. (item II
ok)

Bom, como você pode ver, o item III (se o prazo de licenciamento estiver vencido) não é um dos
requisitos para o recolhimento do Certificado de Registro. Na verdade, o item traz um requisito para
o recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual. Está, portanto, errado.
Logo, está correto o que consta APENAS em I e II.
Gabarito: Letra “B”

26. [FCC – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 9ª– 2013]


A autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas no Código de Trânsito
Brasileiro − C.T.B. e dentro de sua circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, as
seguintes penalidades: advertência por escrito; multa; suspensão do direito de dirigir;
apreensão do veículo; cassação da Carteira Nacional de Habilitação; cassação da Permissão
para Dirigir; e
(A) recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual.
(B) remoção do veículo.
(C) recolhimento da Permissão para Dirigir.
(D) recolhimento do Certificado de Registro.
(E) frequência obrigatória em curso de reciclagem.

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Comentário:
Esta já está até sem graça, pois você já está cansado de saber que tudo que começa com “RE” (com
exceção do transbordo de carga) é medida administrativa.
Como a questão nos pede a opção que traz uma penalidade prevista no CTB, a única que não começa
com “RE” é a letra “E” (frequência obrigatória em curso de reciclagem).
Tranquilíssima, não é mesmo??
Gabarito: Letra “E”

27. [FCC – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 15ª– 2013]


De acordo com o previsto no Código de Trânsito Brasileiro, a cada infração cometida são
computados os seguintes números de pontos:
I. gravíssima − sete pontos.
II. grave − cinco pontos.
III. média − três pontos.
IV. leve − dois pontos.
Está correto o que se afirma em
(A) I, II, III e IV.
(B) IV, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III, apenas.
Comentário:
Para responder a essa questão, vamos revisar o importante art. 269 do CTB:
Art. 259. A cada infração cometida são computados os seguintes números de pontos:
I - gravíssima - sete pontos; (Item I Ok)
II - grave - cinco pontos; (Item II Ok)
III - média - quatro pontos; (Item III Errado)
IV - leve - três pontos. (Item IV Errado)

Logo, está correto o que se afirma em I e II, apenas.


Gabarito: Letra “C”

***

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4.2. LISTA DE QUESTÕES

1. [CESPE – POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2004]


Se, após obter sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), um jovem motorista, no decorrer
de um mês, cometer duas infrações de natureza gravíssima, uma de natureza grave e 5 de
natureza média, sua CNH será automaticamente cassada pelo órgão competente.

2. [FUNIVERSA – MOTORISTA – CEB/DF – 2010]


Acerca das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, assinale a alternativa
correta.
(A) Quando o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-á aplicada
somente a penalidade mais grave, com registro no prontuário do infrator. No entanto, em
havendo cominação de multa, estas serão somadas referentemente às duas infrações.
(B) Caberá ao proprietário a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados
na direção do veículo.
(C) Às infrações médias são computados 3 pontos.
(D) O infrator, após sua condenação em processo judicial por envolvimento em acidente grave,
para o qual haja contribuído, será submetido a curso de reciclagem.
(E) Mesmo nas infrações de natureza média, passíveis de punição com multa, a autoridade
poderá impor a penalidade de advertência por escrito, desde que o infrator não seja
reincidente, nos últimos doze meses, na mesma infração.

3. [IAUPE – AGENTE DE TRANS. TRANSPORTE – PREF. MUN. OLINDA – 2011]


Assinale a alternativa INCORRETA referente às penalidades previstas no Código Nacional de
Trânsito.
(A) A frequência obrigatória em curso de reciclagem se constitui, dentre outras, em penalidade
imposta aos infratores.
(B) Ao proprietário e condutor de veículos serão impostas concomitantemente as penalidades
previstas na legislação, toda vez que houver responsabilidade solidária na infração,
respondendo cada um de per si pela falta comum que lhes for atribuída.
(C) Ao proprietário caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados
pelo condutor na direção do veículo.

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(D) As multas decorrentes de infração cometida em unidade da Federação diversa daquela do


licenciamento do veículo poderão ser comunicadas ao órgão ou entidade responsável pelo seu
licenciamento, que providenciará a notificação.
(E) Não sendo imediata a identificação do infrator, o proprietário do veículo terá quinze dias
de prazo, após a notificação da autuação, para apresentá-lo, e, em não o fazendo, será
considerado responsável pela infração.

4. [SMTR/RJ – FISCAL DE TRANSPORTES URBANOS - PREF. RIO DE JANEIRO/RJ – 2016]


Se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for superior ao limite legal, a
responsabilidade pela infração relativa ao excesso de peso bruto total é do:
(A) condutor, transportador e embarcador, solidariamente
(B) transportador e embarcador, solidariamente
(C) transportador
(D) embarcador

5. [CONSULPLAN – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRF/2ª – 2017]


Segundo o CTB, a autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas por esse
Código e dentro de sua circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, certas
penalidades. Acerca dessas penalidades, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Multa.
( ) Advertência verbal.
( ) Suspensão do direito de dirigir.
( ) Cassação da Carteira Nacional de Habilitação.
A sequência está correta em
(A) V, F, V, V.
(B) V, F, F, V.
(C) V, F, V, F.
(D) F, V, F, V.

6. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – TODOS CARGOS - DETRANs – 2018]


De acordo com o que estabelece a Lei nº 9.503/97, o Código de Trânsito Brasileiro, julgue os
itens a seguir.
A remoção do veículo sempre deverá ser aplicada quando a infração assim a exigir como uma
das medidas administrativas aplicáveis.

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7. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – TODOS CARGOS - DETRANs – 2018]


Os serviços de remoção, depósito e guarda de veículo poderão ser realizados tanto por órgão
público, diretamente, como por qualquer particular.

8. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


Tício cometeu no mesmo dia uma infração de natureza gravíssima, duas de natureza grave,
uma de natureza média e duas leves. Com base nessa situação hipotética, e observando as
novas regras do CTB para os valores de multa por infrações de trânsito, julgue os itens a seguir.
Tício terá, em tese, pelas infrações cometidas, que pagar um valor total de R$ 648,35
(seiscentos e quarenta e oito reais e trinta e cinco centavos).

9. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


A cada novo ano o CTB autorizou o CONTRAN a atualizar, automaticamente, com base no IPCA
(Índice Nacional de Preços ao Consumidor), os valores de multa por infrações de trânsito.

10. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


Julgue os itens a seguir, de acordo com o que estabelece o Código de Trânsito Brasileiro:
Não sendo imediata a identificação do infrator, o principal condutor terá quinze dias de prazo,
após a notificação da autuação, para apresentá-lo, na forma em que dispuser o Conselho
Nacional de Trânsito (Contran), ao fim do qual, não o fazendo, será considerado responsável
pela infração o proprietário do veículo.

11. [FUNECE – INÉDITA - 2019]


A pessoa indicada pelo proprietário do veículo como principal condutor não é obrigada a
aceitar a indicação.

12. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018]


O principal condutor será excluído do RENAVAM
(A) somente mediante requerimento próprio.
(B) quando o condutor cometer três infrações gravíssimas no período de 12(doze) meses.
(C) a partir da indicação de outro principal condutor.
(D) somente mediante requerimento do proprietário do veículo.

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13. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018]


A cassação do documento de habilitação dar-se- á
(A) quando o condutor for condenado judicialmente por qualquer crime.
(B) quando, suspenso o direito de dirigir, o infrator conduzir qualquer veículo.
(C) no caso de reincidência, no prazo de doze meses, de qualquer infração gravíssima.
(D) somente por determinação expressa do CONTRAN.

14. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018]


O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma estabelecida pelo CONTRAN,
quando se envolver em acidente grave,
(A) para o qual haja contribuído, dependendo do resultado do processo judicial.
(B) ainda que não haja contribuído, independentemente de processo judicial.
(C) para o qual haja contribuído, independentemente de processo judicial.
(D) ainda que não haja contribuído, dependendo do resultado do processo judicial.

15. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018]


Considerando as penalidades previstas no CTB, assinale a afirmação verdadeira.
(A) A imposição da penalidade será comunicada aos órgãos ou entidades executivos de trânsito
responsáveis pelo licenciamento do veículo e habilitação do condutor.
(B) A aplicação das penalidades previstas no CTB elide as punições originárias de ilícitos penais
decorrentes de crimes de trânsito, conforme disposições de lei.
(C) O transportador e o embarcador são responsáveis, sendo este subsidiariamente, pela
infração relativa ao excesso de peso bruto total, se o peso declarado na nota fiscal, fatura ou
manifesto for superior ao limite legal.
(D) O embarcador é o responsável pela infração relativa ao transporte de carga com excesso
de peso nos eixos ou quando a carga proveniente de mais de um transportador ultrapassar o
peso bruto total.

16. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018]


Assinale a opção que NÃO corresponde a uma medida administrativa aplicável por autoridade
de trânsito ou seus agentes na esfera das competências estabelecidas no Código de Trânsito e
dentro de sua circunscrição.
(A) Recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação.
(B) Recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual.

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(C) Multa.
(D) Retenção do veículo.

17. [VUNESP – AGENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/SP – 2013]


Às infrações, o CTB, no art. 256, estabelece as seguintes penalidades:
(A) advertência verbal, multa, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, cassação da
Permissão para Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação, pontuação na Carteira Nacional
de Habilitação.
(B) advertência verbal, multa, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, cassação da
Permissão para Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação, prisão administrativa.
(C) advertência por escrito, multa, suspensão do direito de dirigir, cassação da Carteira
Nacional de Habilitação ou da Permissão para Dirigir, frequência obrigatória em curso de
reciclagem.
(D) advertência por escrito, multa, suspensão do direito de dirigir, cassação da Permissão para
Dirigir ou da Carteira Nacional de Habilitação, remoção do veículo.
(E) multa, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, cassação da Permissão para Dirigir
ou da Carteira Nacional de Habilitação, frequência obrigatória em curso de reciclagem, prisão
em flagrante.

18. [VUNESP – AGENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/SP – 2013]


Aplicada a suspensão do direito de dirigir, no caso de reincidência no período de 12 meses, o
prazo da nova penalidade é de:
(A) 6 meses a 2 anos.
(B) 6 meses a 1 ano.
(C) 1 a 2 anos.
(D) 3 meses a 1 ano.
(E) 8 meses a 2 anos.

19. [FCC – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA E TRANSP. – TRT/6ª – 2012 - Adapt.]


Artigo 261 do CTB: “A penalidade de suspensão do direito de dirigir será aplicada por
transgressão às normas estabelecidas neste Código, cujas infrações preveem, de forma
específica, a penalidade de suspensão do direito de dirigir, pelo prazo de ................, exceto
para as infrações com prazo prescrito no dispositivo infracional, e, no caso de reincidência no
período de ........, pelo prazo de .........., segundo critérios estabelecidos pelo CONTRAN”.
(A) dois a oito meses; doze meses; oito a dezoito meses
(B) dois a doze meses; doze meses; seis meses a dois anos
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(C) seis meses a um ano; dozes meses; oito meses a dois anos
(D) dois a oito meses; seis meses; oito a dezoito meses
(E) seis meses a um anos; seis meses; oito a dezoito meses

20. [FADESP – AGENTE DE EDUCAÇÃO DE TRÂNSITO – DETRAN/PA – 2019]


Compete ao órgão máximo executivo de trânsito da União coordenar a administração do registro
das infrações de trânsito, da pontuação e das penalidades aplicadas no prontuário do infrator. De
acordo com o CTB, são consideradas penalidades:
(A) Advertência por escrito e retenção do veículo
(B) Cassação da Permissão para Dirigir e recolhimento do Certificado de Registro.
(C) Multa e cassação da Carteira Nacional de Habilitação.
(D) Frequência obrigatória em curso de reciclagem e remoção do veículo.
(E) Advertência por escrito e recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação.

21. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2019]


Caso um condutor que se utilize de veículo para a prática do crime de receptação, poderá ele,
em qualquer fase da investigação ou da ação penal, ter cassado seu documento de habilitação
ou ser proibido de obter a habilitação para dirigir veículo automotor pelo prazo de 05 anos.

22. [FCC – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 9ª– 2013]


Uma das situações em que o condutor terá suspenso o seu direito de dirigir ocorre quando ele
atinge, no período de doze meses, a contagem de 20 pontos. Excetuando as infrações que por
si só podem suspender o direito de dirigir e considerando a natureza e gravidade das infrações
de trânsito, bem como as respectivas pontuações a elas atribuídas, o condutor, terá suspenso
o direito de dirigir se cometer, no período de um ano, a combinação das seguintes infrações:
(A) Uma infração gravíssima e quatro infrações leves.
(B) Uma infração grave, uma infração média e quatro infrações leves.
(C) Duas infrações gravíssimas e uma infração grave.
(D) Uma infração gravíssima, duas infrações médias e uma infração leve.
(E) Uma infração gravíssima e três infrações médias.

23. [FCC – TÉCNICO ESPEC. TRANSPORTES – DPE/RS– 2013]


Na forma estabelecida pelo CONTRAN, o infrator terá que fazer o curso de reciclagem, quando
(A) houver uma remoção de seu veículo.

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(B) constatada uma infração grave em sua pontuação.


(C) vencido o prazo de renovação da licença para conduzir.
(D) suspenso do direito de dirigir.
(E) dirigir sem habilitação.

24. [FCC – TÉCNICO ESPEC. TRANSPORTES – DPE/RS– 2013]


A penalidade de multa, por não identificação do infrator na condução de veículo de
propriedade de pessoa jurídica prevista no Código de Trânsito Brasileiro − C.T.B., será aplicada
ao proprietário do veículo pela autoridade de trânsito com competência e circunscrição pela
fiscalização da infração autuada que não teve o condutor identificado. O valor da penalidade
de multa será obtido multiplicando-se o valor previsto para a multa originária
(A) por dois.
(B) por três.
(C) pelo número de infrações iguais cometidas no período de doze meses.
(D) pelo número de infrações cometidas no período de seis meses.
(E) pelo número de infrações cometidas no período de doze meses.

25. [FCC – TÉCNICO ESPEC. TRANSPORTES – DPE/RS– 2013]


Referente às medidas administrativas, o recolhimento do Certificado de Registro dar-se-á
mediante recibo, além dos casos previstos no Código de Trânsito Brasileiro − C.T.B., quando:
I. houver suspeita de inautenticidade ou adulteração.
II. se, alienado o veículo, não for transferida sua propriedade no prazo de 30 (trinta) dias.
III. se o prazo de licenciamento estiver vencido.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II.
(E) I.

26. [FCC – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 9ª– 2013]


A autoridade de trânsito, na esfera das competências estabelecidas no Código de Trânsito
Brasileiro − C.T.B. e dentro de sua circunscrição, deverá aplicar, às infrações nele previstas, as
seguintes penalidades: advertência por escrito; multa; suspensão do direito de dirigir;

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apreensão do veículo; cassação da Carteira Nacional de Habilitação; cassação da Permissão


para Dirigir; e
(A) recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual.
(B) remoção do veículo.
(C) recolhimento da Permissão para Dirigir.
(D) recolhimento do Certificado de Registro.
(E) frequência obrigatória em curso de reciclagem.

27. [FCC – TÉCNICO JUDIC. SEGURANÇA – TRT 15ª– 2013]


De acordo com o previsto no Código de Trânsito Brasileiro, a cada infração cometida são
computados os seguintes números de pontos:
I. gravíssima − sete pontos.
II. grave − cinco pontos.
III. média − três pontos.
IV. leve − dois pontos.
Está correto o que se afirma em
(A) I, II, III e IV.
(B) IV, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III, apenas.

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4.3. GABARITO

1 2 3 4 5
E E C B A
6 7 8 9 10
E E E C E
11 12 13 14 15
C C B C A
16 17 18 19 20
C C E C E
21 22 23 24 25
A B D C B
26 27
E C

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Finalizamos mais um passo de nossa importante caminhada!
Estes assuntos (penalidades e medidas administrativas) por si mesmos não são os mais preferidos
das bancas, mas eles são extremamente necessários para o entendimento da Aula 03: as infrações
de trânsito. Estas precisam de uma atenção especial!
Revise sempre que puder os conteúdos dessas duas aulas, ok?
Se tiver dúvidas, utilize nosso fórum. Estou sempre à disposição também no e-mail e nas redes
sociais.

https://www.facebook.com/ProfMarcosGirao

https://www.youtube.com/channel/UCsjAzxopmLjgmxkeR1Lo6wQ

@profmarcosgirao

Grande abraço e até a próxima aula!


Marcos Girão

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