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Modernização no Campo e Urbanização na Região de Ribeirão Preto (1950-


2007)

Article · December 2010

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Danton Bini
Institute of Agricultural Economics, São Paulo, Brazil
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MODERNIZAÇÃO NO CAMPO E URBANIZAÇÃO
NA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO – SP (1950-2007)

Danton Leonel de Camargo BINI*


Sarah Toniello TAHAN**

RESUMO: Este trabalho apresenta a modernização agrícola na região de Ribeirão


Preto (SP) na segunda metade do século XX e, através de dados estatísticos
coletados junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a conseqüente
urbanização acarretada por esse processo entre 1950 e 2007. A legislação trabalhista
e a acentuada mecanização da principal cultura agrícola da região – a cana-de-açúcar
– são fatores apresentados como primordiais para o entendimento do êxodo rural na
hinterlândia de Ribeirão Preto (SP).

PALAVRAS-CHAVE: modernização agropecuária; êxodo rural; urbanização; região;


Ribeirão Preto.

Introdução

No período colonial vigorou de forma predominante o trabalho compulsório


na atividade econômica brasileira. As cidades surgidas num primeiro momento de
nossa história apresentavam funcionalidades direcionadas à defesa e administração
da riqueza gerada para ser escoada à metrópole portuguesa (FARIAS JUNIOR,
2010). Em um momento posterior, mesmo surgindo cidades comerciais com um maior
adensamento populacional, são nas áreas rurais que se mantiveram as localizações
da maioria da vida e do trabalho do povo brasileiro.
Durante o século XIX, após o movimento de Independência (1822)
introduziram-se reformas que sedimentaram a constituição de uma economia
eminentemente capitalista no Brasil (Lei de Prestação de Serviços de Estrangeiros
[1831], Lei de Terras [1850], Lei do Ventre Livre [1871], Lei do Sexagenário [1885],

*
Geógrafo, Mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP), Pesquisador Científico
do Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São
Paulo. (E-mail: danton@iea.sp.gov.br).
**
Graduanda em Economia Empresarial e Controladoria - FEA-USP, Estagiária do Observatório do Setor
Sucroalcooleiro e Bolsista CNPq na categoria Iniciação Tecnológica Industrial A. (E-mail: s_ttahan@fearp.
com.br).

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Lei Áurea [1888]). Sem uma legislação específica garantidora de direitos aos
trabalhadores da economia agrária nacional, o colonato foi o formato constituído
principalmente pela elite cafeeira paulista para a fixação estável do trabalhador agora
livre em suas propriedades (MARTINS, 1996).

MATERIAIS E MÉTODOS

Este trabalho foi confeccionado a partir de referenciais teóricos (pesquisa


bibliográfica), empírico (trabalhos de campo) e estatístico (consulta à banco de dados
e formatação de tabelas analíticas). Primeiramente foi realizado um levantamento
bibliográfico sobre a formação sócio-espacial da região de Ribeirão Preto; sua
funcionalidade e importância econômica; o processo histórico de composição da
atividade agropecuária e de sua mão-de-obra. Com esta leitura se estabeleceu uma
fundamentação teórica para a relação campo-cidade e para a urbanização regional.
Uma segunda etapa da pesquisa em intersecção com a primeira foi a realização de
trabalhos de campo nos anos 2000, quando se teve um contato direto com os atores
do processo em estudo. Os referenciais estatísticos foram obtidos junto ao Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)3.

ÊXODO RURAL E URBANIZAÇÃO NA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO

Fundada em 1870, a freguesia de São Sebastião do Ribeirão Preto foi


ascendida à categoria de vila com sua independência em relação à vila de São Simão
em 1871. Em 1874, com a formação de sua primeira câmara de vereadores, foi elevada
à município (COSTA, 1955).
No início do século XX, Ribeirão Preto apresentava uma densidade
populacional

[...] composta por 60.000 pessoas, devido às correntes migratórias, principalmente


de italianos, que se iniciaram em 1880. [...]. O comércio, a indústria e as atividades
liberais se desenvolveram a partir da expansão da economia cafeeira, que continuou
a impulsionar o crescimento da população. [...]. Já em 1922 a população apresentava
um crescimento, chegando a 75.000 pessoas [...]. Em 1940, a população de Ribeirão
Preto não passava de 79.783 habitantes. Porém, em 1950 ela era composta por
92.160 pessoas. (SANTOS, 2003, p. 04-05).

3
Para os Censos Agropecuários de 1950 e 1960, os dados foram adquiridos no trabalho de Elias (1996).

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Durante todo esse intervalo, a distribuição deste contingente humano se deu
predominantemente nas áreas rurais. Sendo assim, para se encontrar resoluções
do processo de transformação histórica na distribuição espacial da população e do
trabalho na região de Ribeirão Preto é preciso retornar ao entendimento de que a
partir da década de 1930 - devido à crise profunda que se instalou no setor cafeeiro -
muitos produtores trocaram de cultura (sendo uma delas a cana-de-açúcar) utilizando
os mesmos processos de produção e de trabalho do café, isto é, em grandes
propriedades e baseado no colonato (CAMARGO, 1988).
O colonato era uma imposição, uma necessidade do nível de desenvolvimento
agrícola na época, sendo que a mecanização agrícola era pouco desenvolvida e havia
a necessidade de manter trabalhadores permanentes na propriedade durante a safra
e a entresafra (SILVA, 1978). Considerando-se que a sazonalidade das atividades
agrícolas se apresentava como um agravante - os fazendeiros necessitavam das
famílias dos colonos boa parte do ano, porém não o ano todo -, a escolha recaiu sobre
o mantenimento de parte do pagamento dos trabalhadores rurais de formas não-
monetárias de salário. Isto é, o pagamento da remuneração do trabalho estipulado
parte em dinheiro e parte em concessão de moradia e cessão da terra para a produção
de subsistência (MARTINS, 1996). Formas alternativas, combinando também
remuneração em dinheiro e em espécie, como a parceria e o arrendamento também
se apresentavam como funcionais. Além de garantir a mão-de-obra necessária ao
processo produtivo, estes regimes de trabalho permitiam, ao mesmo tempo, salários
abaixo do custo de produção da força-de-trabalho (CAMARGO, 1988).
No entanto, com a crescente acumulação de capital na agricultura
paulista, paralelamente a um processo de concentração fundiária, desarticulam-
se progressivamente as antigas relações de trabalho onde sobressaía o colonato,
passando a existir um excedente de mão-de-obra residente nas propriedades (Elias,
1996). A mecanização com tratores, a ocupação plena das terras da região e a redução
das pequenas propriedades foi um processo inicial de modernização que reordenou
a produtividade da cultura da cana-de-açúcar, desbancando o sistema de colonato e
desencadeando um êxodo rural no setor (CAMARGO, 1988).
Sendo assim, a partir dos anos de 1950, vários fatores combinados atuaram
no sentido de acelerar esse processo de expulsão da mão-de-obra residente e o
crescimento do trabalho temporário no estado de São Paulo, sobretudo de volantes.
José Graziano da Silva (1978) enumera entre outros fatores a legislação trabalhista
estendida ao meio rural, a erradicação dos cafezais e sua substituição por outros
produtos agrícolas, como a cana-de-açúcar e a pecuária, menos exigentes em mão-
de-obra com a crescente mecanização da agricultura.

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Em relação à legislação trabalhista, a partir do Estatuto do Trabalhador Rural
(ETR)4, de 1963, os proprietários passam a manter no imóvel apenas os trabalhadores
mais qualificados, liberando os trabalhadores sem qualificação. Parte dessa mão-
de-obra é reocupada nos momentos de maior demanda como na colheita, mas
concentrados sob a forma de trabalhadores temporários. Dessa forma, o empregador
obtinha uma dupla vantagem, ao não pagar os direitos trabalhistas e utilizando mão-
de-obra adicional apenas nos momentos de maior necessidade (SILVA, 1978).
Desses fatores de transformação da relação capital x trabalho, trabalho
permanente (residente) x trabalho temporário, surgiram novas relações entre a cidade
e o campo. Daí acelera-se consideravelmente o fluxo migratório rural/urbano.
Com essas mudanças, no ano de 1975, já se demonstrava uma quase
completa penetração do capitalismo no campo paulista, separando o trabalhador
colono de seus instrumentos de trabalho. Passa a existir no estado de São Paulo, e
nas regiões canavieiras especificamente – neste trabalho se apresenta a região de
Ribeirão Preto como estudo de caso5 - uma nova espacialidade do trabalhador rural,
deixando ele de ser colono nas propriedades rurais e passando a morar nas periferias
e cortiços das áreas urbanas (Quadro 1).

Quadro 1: Distribuição Percentual da População Urbana e Rural da Região de


Ribeirão Preto – (1950 – 2007)

Ano População Urbana População Rural


1950 38. 99 61. 01
1960 52. 93 47. 07
1970 71. 68 28. 32
1980 87. 33 12. 77
2000 94. 14 5. 96
2007 95.23 4.77

Fonte: Dados de 1950 e 1960 (ELIAS, 1996); Censos Demográficos do IBGE 1970, 1980, 2000
e Contagem da População de 2007 (IBGE).

4
Que surgiu, segundo José Graziano da Silva (1978), com o intuito de legitimar a existência
do colono de um lado e do trabalhador volante do outro, algo que não era nítido antes do
ETR. Porém isso era o que os proprietários “não queriam” e a expulsão dos colonos das
propriedades aumentou muito a partir daí.

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Na década de 1970 está sedimentada uma ocupação majoritária da população
da região residindo em áreas urbanas. Nessa época, muitos trabalhadores migraram
de várias regiões do país - principalmente do Nordeste e norte de Minas Gerais -
para trabalharem nas colheitas da cana-de-açúcar. Muitos ficavam na entresafra, logo
trazendo toda a família e se mudando defitivamente (SILVA, 1999)6. Assim, a migração
e o êxodo rural resultam na expansão acelerada da urbanização em toda a região de
Ribeirão Preto, com um aumento entre 1950 e 2007 de 2.474.550 pessoas morando
nas áreas urbanas (Quadro 2).

Quadro 2: População da Região de Ribeirão Preto,


(1950-2007)

Ano População Rural População Urbana População Rural


1950 985.617 384.373 601.244
1960 1.204.411 637.518 557.159
1970 1.428.029 1.023.668 404.361
1980 1.796.925 1.515.414 281.511
2000 2.726.098 2.566.597 159.501
2007 3.002.009 2.858.923 143.086

Fonte: Dados de 1950 e 1960 (ELIAS, 1996); Censos Demográficos do IBGE 1970, 1980, 2000
e Contagem da População de 2007 (IBGE).

O surgimento de novos municípios foi uma das características do processo de


urbanização na região. Em 1940, eram 48; em 2007, conta-se 86. Para o entendimento
desse processo se compreende que os chamados bairros rurais expandiram seus
perímetros com a anexação das famílias de colonos expulsas das terras nas áreas
agrícolas. Com a necessidade de um comando mais rígido desse novo urbano
surgido, emancipou-se essas vilas rurais. Daí, a criação de vários municípios na

5
Define-se aqui Região de Ribeirão Preto a delimitação da Região Administrativa (RA) existente
antes das fragmentações do final dos anos 1980 que criaram as Regiões Administrativas de
Franca, Barretos e Central (SEADE, 2003). Na incorporação dessa totalidade parcial do espaço
geográfico paulista, ao invés dos 25 municípios que compreendem a atual configuração da RA
de Ribeirão Preto, analisa-se aqui para o momento atual a dinâmica de 86 municípios.

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segunda metade do século passado (Quadro 3).

Quadro 3: Região de Ribeirão Preto - Número de Municípios


(1940-2007)
Anos N° de municípios
1940 48
1950 59
1960 72
1970 80
1980 80
2000 86
2007 86
Fonte: Dados de 1950 e 1960 (ELIAS, 1996); Censos Demográficos do IBGE 1970, 1980, 2000
e Contagem da População de 2007 (IBGE).

Dessa forma, elabora-se um desencadear onde o território da região


de Ribeirão Preto se direciona cada vez mais ao atendimento da modernização
agropecuária, principalmente à produção do complexo agroindustrial sucroalcooleiro.
Intensifica-se um controle mais rígido do espaçamento regional, constituindo-se uma
‘urbanização corporativa’ à serviço do interesse das grandes firmas agroindustriais
(SANTOS, 1993; ELIAS, 1996).

6
Também há relatos que retratam o caso de muitos trabalhadores que no interior paulista conheceram
outras mulheres, constituíram novas famílias e nunca mais voltaram para residir em suas terras de
origem.

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Quadro 4: Região de Ribeirão Preto - Número de Municípios
Com Mais de 20 Mil Habitantes, (1940–2007)
Anos N° de municípios
1940 4
1950 5
1960 6
1970 9
1980 16
1991 25
2000 33
2007 33
Fonte: Dados de 1950 e 1960 (ELIAS, 1996); Censos Demográficos do IBGE 1970, 1980, 2000
e Contagem da População de 2007 (IBGE).

Sendo assim, pode-se visualizar esse reordenamento sócio-espacial na


região de Ribeirão Preto com o aumento do número dos municípios maiores de
20 mil habitantes durante o intervalo 1940-2007 (Quadros 4 e 5). Exercendo suas
funcionalidades hegemônicas aos serviços do agronegócio (sistema bancário,
extensão rural, comércio de insumos e maquinários), o tecido urbano da rede de
cidades regional se amplificou cada vez mais enquanto o espaço da vida e do consumo
dos serviços mais vitais: educação, saúde e lazer. Rosa Ester Rossini (1988), em seu
magnífico trabalho de Livre-Docência no Departamento de Geografia da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) retratou
a pujança da urbanização expandida pela modernização agrícola no estado de São
Paulo e especificamente na região de Ribeirão Preto. Segundo ela, nas áreas urbanas
em ascensão, as agroindústrias instaladas eram acompanhadas

[...] pelo movimento de capitais mercantis locais propiciando investimentos de origem


privada de companhias de energia, de telefone, de meios-de-transporte, bancos,
instituições de ensino, etc. Acrescente-se ainda o surgimento de postos de gasolina,
armazéns para venda de implementos agrícolas e sementes, que reforçavam o setor
urbano, acelerando a prestação de serviço. (ROSSINI, 1988. p. 74).

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Quadro 5: Número de Municípios, Segundo Classes de População

1940 1950 1960 1970 1980 2000 2007


Até 20 mil 44 54 66 71 64 53 53
De 20 a 50 mil 4 4 2 4 11 23 23
De 50 a 100 mil - 1 3 4 1 5 4
De 100 a 200 mil - - 1 1 3 3 3
De 200 a 500 mil - - - - 1 1 2
Mais de 500 mil - - - - - 1 1
Fonte: Dados de 1950 e 1960 (ELIAS, 1996); Censos Demográficos do IBGE 1970, 1980, 2000
e Contagem da População de 2007 (IBGE).

Nesse novo momento marcado pela revolução técnico-científica do campo


brasileiro, o urbano se tornou o lugar da regulação da produção agropecuária moderna.
Através dele a cidade se torna una, num processo fluido de cooperação entre o campo
e o meio urbano, sem dicotomias. Seguindo essa lógica, pequenas cidades surgiram
exclusivamente em função das atividades agroindustriais instaladas em seu entorno.
Sendo a região de Ribeirão Preto um dos melhores exemplos desse processo
de transformações acontecidas na agropecuária brasileira, vê-se que em 2007 a
maioria dos municípios da região (mesmo contabilizando uma minoria da população
total) contabilizava menos de 20 mil habitantes (Quadro 5).

Considerações Finais

Com o aparecimento das plantadeiras e a possível disseminação de seu


uso na maioria das novas áreas em que a cana vem se expandido no estado de
São Paulo e no Brasil, visualiza-se um aumento gradual do desemprego estrutural
(ANTUNES, 1995), onde se tem a predominância “natural” do desemprego sazonal.
Com a reestruturação da produção na atividade canavieira - expansão da mecanização
nas principais atividades da lavoura canavieira (colheita e plantio) - já existem
trabalhadores (como os maiores de 45 anos e aqueles sem qualificação profissional
para o manuseio das novas tecnologias) que não conseguem mais trabalho no trato e
no corte manuais da cana-de-açúcar. Dessa forma ficam sem emprego na lavoura o
ano inteiro, diferente do período anterior à mecanização da colheita, quando ficavam
somente parte do ano sem emprego na cultura canavieira, no período da entresafra:
esse, denominado desemprego sazonal.

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Migrantes e não-migrantes, esses trabalhadores rurais moram com suas
famílias na periferia das cidades dormitórios da região. Restam a eles, em sua grande
maioria, o mercado de trabalho informal, trabalhando uns como pedreiros, outros como
pintores; montando bancas de camelô em pontos de alta circulação de pessoas na
cidade; vendendo produtos de porta em porta ou o retorno às suas regiões de origem.
Para uma minoria mais escolarizada, fica o espaço da requalificação oferecida pelas
associações das indústrias, pelos governos e por empresas prestadoras de serviços
surgidas com a mecanização na lavoura canavieira (FREDO et al., 2009).

BINI, Danton Leonel de Camargo; TAHAN, Sarah Toniello. The field modernization
and urbanization in the Ribeirão Preto-SP region (1950 – 2007). DIALOGUS. Ribeirão
Preto, v.6, n.1, 2010, p.123-132.

ABSTRACT: This paper presents the agricultural modernization in the region of


Ribeirão Preto (SP) in the second half of the twentieth century and, through statistical
data collected from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), the
consequent urbanization brought about by this process from 1950 and 2007. Labor
law and the dramatic mechanization of main agricultural crop of the region - cane
sugar - are presented as factors essential to the understanding of the rural exodus in
the hinterland of Ribeirão Preto (SP).

KEYWORDS: agricultural modernization, rural exodus, urbanization, region Ribeirão


Preto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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do mundo do trabalho. São Paulo, Campinas. Ed. Cortez, Unicamp, 1995. 158 p.
CAMARGO, J. M. Tecnificação da cana-de-açúcar em São Paulo e sazonalidade
da mão-de-obra. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Economia e Administração
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COSTA, O.E. História da Fundação de Ribeirão Preto. Coleção da Revista de
História. São Paulo, 1955.
ELIAS, D. Meio Técnico-Científico-Informacional e Urbanização na Região de
Ribeirão Preto – SP. Tese de Doutorado. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências

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Humanas. Universidade de São Paulo. São Paulo, 1996. 274 p.
FARIAS JUNIOR, N. B. O trabalho rural e as relações cidade campo. VII Seminário
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FREDO, C. E. et al. Recursos Humanos na Área de Biocombustível. Texto para
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