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Ed.

146 – 18 de Junho de 2019

Calendário CCEE: PLD médio foi fixado em R$ 78,42/MWh


para todas regiões do país.
Semana: 17/06 a 21/06

Calendário Operacional Semanal A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE informa


que o Preço de Liquidação das Diferenças – PLD médio para terceira
Ações de Responsabilidade do Cliente semana de junho (15 a 21 de junho de 2019) foi fixado em R$
2019 Seg Ter Qua Qui Sex 78,42/MWh para todos os submercados. O preço subiu 86% em
relação ao valor da semana anterior em todas as regiões.
Junho 17 18 19 20 21
A elevação do PLD é explicada pela estimativa de afluências menos
Data limite para o pagamento do Encargo otimistas que as esperadas anteriormente para o Sistema Interligado
18/jun
de Energia de Reserva - Mai/19 Nacional - SIN.

20/jun FERIADO NACIONAL


PLD - Preços válidos para o período de 15 a 21 de junho

Operações - CCEE R$/MWh SE/CO S NE N


2019 Seg Ter Qua Qui Sex Pesada 78,89 78,89 78,89 78,89
Junho 17 18 19 20 21 Média 78,89 78,89 78,89 78,89

Data limite para o pagamento do Encargo Leve 78,00 78,00 78,00 78,00
18/jun
de Energia de Reserva - Mai/19
PLD (Semanal) 78,42 78,42 78,42 78,42
Divulgação do cálculo das Garantias
18/jun
Financeiras - Mai/19 Fonte: CCEE

20/jun FERIADO NACIONAL

Ações / Operações - RB|E


2019 Seg Ter Qua Qui Sex

Junho 17 18 19 20 21
Envio do aviso referente a data limite para
17/jun o pagamento do Encargo de Energia de
Reserva - Mai/19

Encaminhamento do relatório das


18/jun
Garantias Financeiras - Mai/19

20/jun FERIADO NACIONAL


Gráfico: RB|E

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INDICADORES DO SETOR ELÉTRICO
Nível dos reservatórios
Energia Armazenada - EARM

Conforme histórico ao lado, observa-se que o


nível verificado nos reservatórios do SE/CO
em junho/19 permanece em 48% do EARM
máximo.

Os níveis dos reservatórios do SIN ficaram


cerca de 1.700 MWmédios mais baixos em
relação ao esperado, com redução nos
submercados Sudeste (-825 MWmédios), Sul
(-700 MWmédios) e Norte (-175 MWmédios).

Fonte: ONS/CCEE

Gráfico: RB|E

CARGA
Consumo de Energia Elétrica + Perdas do Sistema

As previsões de carga para o mês de Junho/19 levam em consideração o comportamento dos últimos meses, que segue
impactado pela incerteza econômica atual, bem como as sinalizações meteorológicas para o período. Em contrapartida,
as taxas de crescimento apresentadas estão associadas também aos efeitos observados na carga em junho de 2018,
decorrentes dos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo.
Para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste a taxa de crescimento esperada está associada aos fatores citados acima,
sinalizando acréscimo de 1,7% em relação a igual período do ano anterior.
No subsistema Sul, as baixas temperaturas observadas no início do mês foram decorrentes da primeira incursão de ar frio
no outono, diferente do comportamento que vinha sendo observado até o final do mês de maio. Esse fato, implica na
variação negativa de 0,7% em relação ao mês de junho do ano passado.
A taxa de crescimento prevista para o subsistema Nordeste de 0,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, está
associada à ocorrência de chuvas mais intensas em algumas capitais da região em parte dos dias da semana em curso.
Destaca-se também nesse
subsistema, a redução de carga
de um consumidor livre da rede
básica desde meados do mês de
maio de 2019.
No subsistema Norte, o
consumidor livre da rede básica
que estava com sua carga
reduzida desde Abril/18, iniciou o
seu processo gradual de retomada
de consumo a partir do final do
mês de maio/19. Esse fato
também corrobora com a taxa de
crescimento prevista de 5,8% em
relação a junho de 2018.
Fonte: ONS / CCE *PEN: Plano de Operação Energética Gráfico: RB|E
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Chuvas
Energia Natural Afluente - ENA

A ENA reflete a estimativa do volume de água que deve chegar futuramente aos reservatórios e que será responsável por
gerar uma quantidade equivalente de energia elétrica a partir desta afluência.

Para junho de 2019, houve uma


redução de 112% para 106% da média
histórica da Média de Longo Termo –
MLT, ficando acima da média histórica
apenas para o submercado Sul (171%).
Nos demais submercados, as
afluências previstas ficaram 96% para o
Sudeste/Centro-Oeste, 54% para o
Nordeste e 90% para o Norte.

Gráfico: RB|E
Fonte: CCEE / ONS

Previsão Climática – Junho/19 a Agosto/19


Os modelos de previsão climática analisados indicam a
manutenção de anomalias positivas de Temperatura da
Superfície do Mar – TSM sobre o oceano Pacífico
Equatorial durante o trimestre Junho-Julho-Agosto de
2019, indicando a atuação do fenômeno El Niño.
Todavia, indicam que durante este trimestre deverá ter
fim este episódio do fenômeno. A figura ao lado, mostra
a previsão probabilística de precipitação em três
categorias produzida com o método objetivo (cooperação
entre o CPTEC/INPE, o INMET e a FUNCEME). Essa
previsão indica maior probabilidade de chuvas na
categoria acima da faixa normal climatológica sobre os
estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São
Paulo, Rio de Janeiro, leste de Minas Gerais, Rio Grande
do Norte, Paraíba, centro e leste do Amazonas, parte
leste do Pará. Para o norte do estado do Pará, norte do
estado de Roraima e sul do Amapá a categoria referente
ao tercil com acumulados de chuva abaixo da faixa
normal é prevista como a mais provável. Nas demais
regiões do país a previsão indica comportamento
climatológico com igual probabilidade de ocorrência de
precipitação para as três categorias. Para a faixa leste
da região nordeste, não se descarta a possibilidade de
acumulados expressivos de precipitação em associação
a manifestação de ondas de leste sobre o oceano
Atlântico Tropical Sul.
Fonte: CPTEC

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ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Primeiras medidas de modernização do setor devem sair entre 60 e 90 dias

O Ministério de Minas e Energia - MME espera editar, entre 60 e 90 dias, as primeiras medidas de modernização do setor
elétrico. Essas medidas incluem ações de desburocratização de processos indicadas pelos próprios agentes do mercado
em pesquisa realizada pelo MME e a mudança na metodologia de revisão das garantias físicas das usinas hidrelétricas,
que vai entrar em breve em consulta pública no site do ministério.

As mudanças no modelo do setor estão em estudo por um grupo de trabalho criado em abril pelo ministério para
apresentar em 180 dias (prorrogáveis por mais 90) um diagnóstico com um conjunto de ações.

Um dos temas polêmicos é a própria mudança metodológica da garantia física, que é o desdobramento da solução
estrutural do risco hidrológico (medido pelo GSF) e será tratada independentemente das etapas do processo de
modernização. Marisete Dadald Pereira, secretária-executiva do MME, considera também como questões desafiadoras o
critério de suprimento e a metodologia de formação de preço, que passa por uma mudança profunda de modelos.

A discussão sobre a reestruturação do modelo setorial segue os três pilares da Consulta Pública 33, realizada no governo
Temer: abertura do mercado, sustentabilidade da expansão e alocação de custos e riscos.

O MME criou 14 grupos temáticos que tratarão de Formação de Preços (coordenado pela Câmara de Comercialização de
Energia Elétrica - CCEE); Critério de Suprimento (com coordenação da Empresa de Pesquisa Energética - EPE);
Sustentabilidade na Distribuição (Ministério de Minas e Energia); Sustentabilidade na Transmissão (Operador Nacional do
Sistema Elétrico – ONS); Comprador Único (CCEE); Desburocratização e Melhoria dos Processos (MME); Inserção de
Novas Tecnologias (EPE); Lastro e Energia (MME); Mecanismo de Realocação de Energia (CCEE); Abertura de Mercado,
Alocação de Custos e Riscos; Racionalização de Encargos e Subsidios; Governança e Sistemática dos Leilões. Mesmo
as ações de curto prazo relacionadas a esses temas terão de considerar que o processo tem um encadeamento, uma vez
que cada assunto tem rebatimento sobre outros.

Sustentabilidade

O grupo que trata das distribuidoras e é coordenado pela Secretaria de Energia Elétrica do MME, por exemplo, tem
discutido com a Abradee e suas associadas as bases para a sustentabilidade do negócio e, dentro da construção dessas
bases, o que pode ser feito no curto e médio prazos sem a necessidade de mudanças legais. Segundo Marisete, a
preocupação do ministério é de que é preciso ponderar nesse processo o impacto regulatório de qualquer ação a ser
adotada.

Um dos pontos que estão sendo analisados pelo governo em relação aos segmentos de distribuição e de transmissão é a
divisão atual das receitas das empresas pela prestação de outros serviços. Boa parte desses valores são usados
atualmente para a modicidade tarifária, e o argumento usado pelos agentes é de que não há incentivos para
investimentos em outros serviços que poderão beneficiar o próprio consumidor. As distribuidoras estão de olho em
produtos resultantes da digitalização, como a automação de equipamentos conectados à rede, além da recarga de
veículos elétricos. As transmissoras vêem empecilhos à universalização do serviços de internet banda larga nas regiões
mais distantes, por meio de cabos de fibra óptica.

O MME admite avaliar um eventual mudança, desde que seja garantida uma tarifa competitiva. “O que a gente precisa
entregar com a modernização do setor é uma tarifa competitiva de maneira que eu possa ter uma justeza para quem
paga, mas também o incentivo para quem tem que investir”, afirmou a secretária. Ela lembrou que será necessário
investir no setor de energia elétrica nos próximos dez anos quase R$ 400 bilhões. “A gente precisa ter esse foco,
investigar esse binômio que é investidor/consumidor.”
Fonte: Agência CanalEnergia

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