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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA


UNIDADE ACADÊMICA DE DESIGN
MESTRADO ACADÊMICO EM DESIGN

RAFAEL GOMES DA COSTA

CARACTERIZAÇÃO SEMÂNTICA A PARTIR DA INTERAÇÃO


SIGNIFICANTE: UMA ANÁLISE PRÉ-EXPERIMENTAL DE LINHA DE
PANOS DE PRATO DA COPANOS TECELAGEM

2017
Rafael Gomes da Costa

CARACTERIZAÇÃO SEMÂNTICA A PARTIR DA INTERAÇÃO


SIGNIFICANTE: UMA ANÁLISE PRÉ-EXPERIMENTAL DE LINHA DE
PANOS DE PRATO DA COPANOS TECELAGEM

Artigo apresentado à disciplina Metodologia da


pesquisa em semântica do produto ministrada pelo
Prof. Ph.D Wellington Gomes de Medeiros, do
Programa de Pós-Graduação em Design da
Universidade Federal de Campina Grande.

Campina Grande, PB
12/06/2017
1 INTRODUÇÃO

A Percepção Semântica desponta como ferramenta de auxílio ao ato projetual


do design, ao apontar não só, necessidades objetivas, mas também, subjetivas dos
usuários; ou seja, a dimensão semântica, com o poder de determinar a propriedade
que os produtos podem incorporar, a fim de gerar significados específicos. Partindo
disso há a possibilidade de se avaliar pontos a serem revistos, como forma de
repensar a configuração dos mesmos, a fim de propor experiências mais
significativas aos seus usuários-alvo, contribuindo assim para a gestão do design, ao
possibilitar a busca da significação dos produtos, observando a relação entre o
significante e o significado (LIMA, 2000).
Para Medeiros (2006) os produtos devem ser pensados com ênfase na
identificação pessoal dos usuários com os produtos, despertando sentimentos que
favoreçam uma interação significante prazerosa, a partir do estudo da relação entre
“significado x significante”, ou seja, as escolhas dos elementos que formam a
estrutura desses artefatos devem ser elencadas com base na semântica
possivelmente resultante.
Perante isso o objetivo deste trabalho é um pré-experimento de
caracterização que busca compreender semanticamente, através da interação
significante, que aspectos pragmáticos e emocionais se destacam na relação
produto-usuário, de linha de Panos de Prato, da Copanos Tecelagem. Destacando-
se que esta pesquisa tem caráter exploratório, descritivo e quali-quantitativo; que
tem como principal meio de levantamento de dados, entrevista semiestruturada a
partir de questionário. Deste modo, este presente trabalho, retrata os seguintes
pontos: Percepção Semântica; Dimensão Semântica nos Produtos; Interação
Significante; Metodologia de Pesquisa; Análise dos Dados, e Considerações Finais.

2 PERCEPÇÃO SEMÂNTICA

O princípio dos estudos de aplicação da Semântica ao design de produtos


surgiu através do trabalho de Gibson (2006), com o conceito de affordances, que
deduz que os objetos têm potenciais intrínsecos de estimular, através de suas
características físicas e um ambiente específico, determinadas reações (Imagem
01), ou seja, é o resultado das interações entre aspectos físicos do ambiente e a
percepção dos seres vivos.

Imagem 01 - Exemplo de Design adequado com base em ideais de Affordance

Gibson (apud OLIVEIRA e RODRIGUES, 2006) afirma o seguinte:

Formas de vida e ambiente compõem um ecossistema reciprocamente


integrado. Ambos são mutuamente limitantes e complementares. Nesse
sentido, quando o agente percebe as affordances, percebe a si mesmo; ou
seja, ao perceber as possibilidades de ação dentro de um determinado
ambiente, também toma consciência de suas capacidades físicas e, sendo
humano, intelectuais. O tipo de ação resultante dessa interação dos seres
com o meio, ou seja, o modo como esses fatores se ajustam e organizam-
se, determinam os hábitos, formas e tendências desse eco-sistema,
formando uma identidade (GIBSON apud OLIVEIRA e RODRIGUES, 2006).

Norman (2006) disserta o seguinte sobre o termo affordance, refere-se às


características elementares percebidas e concretas do objeto, que explicitam de que
forma o artefato pode ser utilizado, são indicações presentes no objeto que, pela
assimilação momentânea, apontam as possibilidades de ação. Posteriormente
Krippendorff (2000), aponta os produtos como mediatários de significados, por meio
do conceito, Semântica do Produto, que por definição é o exame das qualidades
simbólicas das formas concebidas pelo homem, no âmbito de seu uso e o emprego
desse conhecimento no design (Krippendorff & Butter, apud Lin, Lin & Wong, 1996).

Desde então estudos tem atestado a importância da pesquisa sobre


semântica, a partir da relação entre o “significante e o significado”, diante disso, nas
últimas décadas, designers tem-se se conscientizado de que seus artefatos na
verdade se tratam de condutas sociais, embebidos de simbologia, carecendo de
serem projetados para pessoas e suas respectivas necessidades, não somente de
cunho funcional, mas também emocional (HOLDSCHIP, 2015).

Diante desta nova realidade, a forma não acompanha mais, apenas a função,
mas também os significados que podem ser emersos e consequentemente
explorados. Em relação a isso, Dorfles (2012) afirma o seguinte:

O conceito de ‘funcionalidade’ pode agora ser substituído pelo de


“semanticidade”, ou seja, um objeto, para ser funcional no verdadeiro
sentido da palavra, deverá atender não só exigências práticas, utilitárias, de
adequação às características do material utilizado e aos custos, entre
outros, mas também a exigências semióticas, de correspondência entre a
forma do objeto e o seu significado (DORFLES, 2002, p.55).

Diante desse novo contexto, a dimensão semântica aponta para uma conduta
projetual que parte de especificas propriedades as quais produtos podem incorporar
a fim de gerar possíveis significados.

2.1 DIMENSÃO SEMÂNTICA NOS PRODUTOS

Partindo da premissa de que o aspecto emocional é crucial ao


desenvolvimento de produtos na contemporaneidade, os mesmos devem ser
concebidos com ênfase nos ideais, anseios, expectativas, e identificação pessoal
dos usuários com os mesmos; sendo um canal de comunicação que desperte
interações agradáveis, superando e/ou igualando às expectativas de seus
consumidores MEDEIROS (2006). A semanticidade passa a ser o cerne do ato
projetual, a variável subjetiva ganha importância tão quanto os aspectos de
funcionalidade e usabilidade.
Norman (2008) afirma que quem sistematiza as escolhas são as emoções,
resultado de três níveis de processamento cerebral humano (Figura 01): o nível
visceral, o comportamental e o reflexivo; o mesmo argumenta que esses três níveis
podem servir como embasamento para o desenvolvimento de produtos,
direcionando projetos a partir de três estratégias peculiares: design para aparência
(ou design visceral), design para facilidade de uso (design comportamental) ou
design para significados e reflexão (design reflexivo).

Figura 01 – Níveis de Processamento da Informação (Norman, 2004, p. 22) .

Entretanto Desmet e Hekkert (2007) preconizam um panorama geral de


possíveis experiências com produtos, ou seja, a interação desses com o humano, a
nível psicológico, compreendendo em: interações instrumentais, não instrumentais e
não físicas. Neste quadro são identificados três componentes distintos ou níveis de
experiência com produtos:

1. nível estético: relacionado à capacidade dos produtos em agradar um ou


mais dos nossos sentidos; 2. nível de significância: envolvendo nossas
habilidades em atribuir personalidade ou outras características expressivas
aos produtos, além de avaliar o seu significado particular ou simbólico; e 3.
nível emocional: envolvendo todas aquelas experiências tipicamente
consideradas na psicologia emocional e na linguagem comum sobre as
emoções, tais como amor e raiva, provocadas pela avaliação individual do
significado relacional dos produtos (Desmet e Hekkert, 2007).
Conquanto, segundo Jordan (2002), na história da humanidade até então, é
possível observar, que se criam artefatos decorativos e funcionais, em busca de
prazeres; esses que estariam correlacionados, principalmente a dois aspectos: os
funcionais, alusivos ao bom funcionamento do produto; e aos aspectos emocionais,
relacionados às sensações engendradas pelo mesmo. Ou seja, os artefatos devem
ser projetados a fim de gerar prazeres àqueles que os experenciam, sendo dividido,
segundo o autor, em quatro tipos:

1. prazeres fisiológicos: relacionados aos órgãos dos sentidos; 2. prazeres


sociais: derivados do relacionamento com outras pessoas; 3. prazeres
psicológicos: relacionados às demandas cognitivas e as respostas
emocionais provocadas mediante o uso de produtos; e 4. prazeres
ideológicos: relativos aos valores do usuário (JORDAM, 2002)

Partindo da premissa de que o exercício do design estaria alicerçado na


capacidade de investigar propriedades configuracionais do produto, a fim de precisar
comunicação capaz de sobressair a semântica nele existente, Forty (2007) salienta
que o designer tem necessidade de assimilar os recursos de comunicação e
compreender a sua utilização na metodologia de projeto (SENNA e BIAVA, 2011).
Como pode ser visto o estudo da dimensão semântica nos produtos tem ganhado
vários vieses sendo apresentado adiante o modelo de Interação Significante
(MEDEIROS, 2006), utilizado neste estudo.

2.2 INTERAÇÃO SIGNIFICANTE

A interação Significante é um modelo de análise da dimensão semântica na


relação de usuários com produtos, proposto por Medeiros (2006). Este é composto
por dois domínios, um Denotativo e outro Conotativo. O Denotativo é compreendido
por duas Dimensões Pragmáticas, as de Valores Semânticos Práticos e Críticos,
ambas se referindo à dimensão de interação em que os usuários apontam
qualidades a partir dos aspectos físicos do produto. Já o Conotativo é compreendido
por duas Dimensões Emocionais, as de Valores Semânticos Ideológicos e Lúdicos,
ambas se referindo à dimensão de interação, caracterizada pela compreensão de
produtos a partir de valores pessoais, subjetivos, enraizadas nos aspectos
emocional e simbólico (MEDEIROS, 2006). Compreendem-se as Dimensões
Denotativas:

 Os Valores Semânticos Práticos: relacionados a associações semânticas


dos usuários, no que se refere aos atributos físicos, incluindo qualidades
tangíveis e perceptíveis do produto.

 Os Valores Semânticos Críticos: as associações e significados gerados a


este nível, são caracterizadas pelo o que os usuários se sentem em relação a
experiencia que teve com o objeto. Exemplo: confortável, amigável.

Compreendem-se as Dimensões Conotativas:

 Os Valores Semânticos Ideológicos: trata-se de paradigmas simbólicos,


incorporados aos produtos. Paradigmas estes de cunho social, de status,
identidade, estilo de vida e personalidade.

 Os Valores Semânticos Lúdicos: são aquelas que expõem uma espécie de


"estado de espírito e humor” dos usuários, projetada sobre os produtos
durante as interações.

Figura 02 – Modelo de Interação Significante (Medeiros, 2006)


As setas e curvas representam a relação dinâmica entre os quatro valores
semânticos, significando que as interações podem ocorrer de forma pontual ou
correlacionada. A seguir segue descrição metodológica do pré-experimento.

3 METODOLOGIA DE PESQUISA

A presente pesquisa tem como missão, pré-experimento de caracterização


que busca compreender semanticamente, através da interação significante, que
aspectos pragmáticos e emocionais se destacam na relação produto-usuário, de
linha de Panos de Prato, da Copanos Tecelagem, localizada em Caicó - RN. O
critério utilizado para a escolha do referido objeto de estudo, foi pela circunstância
da Linha de Produtos da Copanos Tecelagem, possibilitar o pré-experimento,
contribuindo não somente a pesquisa como também a uma possível proposta de
intervenção a empresa.
O modo de pesquisa utilizado caracteriza-se como exploratório-descritiva;
mais precisamente “estudos exploratório-descritivos-combinados” tendo como
objetivo descrever determinado fenômeno, e realizar uma análise empírica e teórica
sobre o caso explorado (MARKANO E LAKATOS 1999). O principal meio de
levantamento de dados utilizado, foi entrevista semiestruturada a partir de
questionário, aplicado junto a alunos universitários do Curso de Administração (em
número de vinte pessoas, entre homens e mulheres) da Faculdade Católica Santa
Teresinha durante o mês de novembro de 2016.
Lakatos e Markano (1999) afirmam que “a análise de dados, tem como
finalidade, descrever, sistematicamente, os conteúdos abordados durante a
comunicação com organização ou indivíduo”, o principal instrumento para tal análise
foi o ensaio teórico proposto por Medeiros (2006), tratando-se do modelo de análise
da Dimensão Semântica nos Produtos, a Interação Significante. Análise essa,
caracterizada como de cunho quali-quantitativa, sendo apresentada nas seções
posteriores do presente artigo.

4 ANÁLISE DOS DADOS

A partir de dados levantados com a amostra supracitada na metodologia


deste pré-experimento, no qual o entrevistado analisava a princípio, a Linha de
produtos da Copanos Tecelagem como um todo (Imagem 02), está formada por seis
Panos de Prato, subclassificadas, para melhor compreensão desse estudo, em:
Tema Cesta de Frutas (dois itens), Tema Jarros e Frutas (dois itens) e Tema Animais
e Paisagens (dois itens). Chegam-se as seguintes características, a partir da Escala
de Diferencial Semântico (Tabela 01):

Imagem 02 – Parte de Panos de Prato utilizados no estudo. Fonte: Próprio Autor

Os atributos percebidos, elecandos para a Escala de Diferencial Semantico


utilizada neste estudo, segue os estudos de Ashby (2012) que aponta lista com
principais percepções e seus opostos, para reforçar o significado. Como resultado é
possível afirmar que de acordo com a “Tabela 01”, a Linha de Produtos da Copanos
Tecelagem sob estudo caracteriza-se semanticamente, por possuir atributos de
aspectos feminino, clássico (produto comum na região), artesanal (produto com
aspectos que passam ideias de “feito artesanalmente”), comum (produto do “dia a
dia” na cozinha regional nordestina), decorado (as cores de alto contraste apontam
um “ar decorativo”) e duradouro (material utilizado possibilita uma vida longa ao
produto).
Tabela 01 – Escala de Diferencial Semântico, avaliação de Linha de Panos de Prato da Copanos
Tecelagem. Fonte: Próprio Autor

A segunda parte do trabalho analisou as subclassificações, a partir do


questionário que indagava o usuário em relação as percepçoes que lhe vinham em
mente, espontaneamente, no momento de interação com o produto pano de prato,
que lhe era apresentado sem interferência de terceiros, chegando-se ao seguinte
panorama de resultados, conforme exposto no gráfico a seguir.
Gráfico 01 – Interação Significante, caracterização semântica da Linha de Panos de Prato da
Copanos Tecelagem. Fonte: Próprio Autor

Através do mesmo é possível concluir que os apsectos de Valores


Semânticos Práticos e Criticos, ambas do Domínio Denotativo se destacam
apontando a Linha de Produtos como de caráter essencialmente pragmático, em
que os aspectos emocionais não se destacam, de características de cunho
estritamente comum, conforme apontado também já na escala de diferencial
semântico. No entanto é possivel visualizar que no “Tema Animais e Paisagens” os
aspectos de Valores Semânticos Lúdicos se destaca em relação aos demais temas
que acabou por gerar no usuário, indicativos de estado de espírito e humor em
referência a paisagem da fazenda e seu bucolismo.

5 CONCLUSÕES

A partir do pré-experimento de análise da percepção semântica executado, é


possível identificar elementos configuracionais do produto que do ponto de vista
semântico, podem ser revistos, a fim de propor experiências mais significativas aos
seus usuários-alvo. Ou seja, conforme Medeiros (2006) afirma, os produtos devem
despertar sentimentos que favoreçam uma “interação prazerosa”. Neste ponto o
simbolismo pode ser um meio de agregação de valor a estes produtos, ou seja, por
intermédio de atributos semânticos de cunho ideológicos e lúdicos, promovendo a
sustentabilidade ao invocar aspectos inerentes do local, como a utilização de
matéria prima e modos de produção locais, não esquecendo que esses aspectos
devem ser claramente comunicados ao usuário.
Portanto a contribuição deste pré-experimento para a gestão do design no
que se refere à inserção da percepção semântica no ato projetual, é preponderante,
ao proporcionar, bases para um estudo mais aprofundado na área e, como também,
uma discursão sobre as possibilidades de ressignificação de um produto, a fim de
torná-lo mais competitivo ao considerar-se a exigência dos públicos que buscam por
esses atributos subjetivos, que devem ser passíveis de fácil interpretação. Partindo
da análise semântica como meio de levantamento de referências indicativas
contidas no artefato (produto).

6 REFERÊNCIAS

ASHBY, M. F. Materiais selection in mechanical design. Oxford, Pergamon Press,


2012;

DESMET, P. M. A.; HEKKERT, P. P. M. Framework of Product Experience.


International Journal of Design, v. 1, n. 1, p. 57–66, 2007. ISSN 1994036X.
Disponível em: http://www.ijdesign.org/ojs/index.php/ijdesign/article/view/66/15 .

FORTY, Adrian. Objetos de desejo: design e sociedade desde 1750. Trad. de


Pedro Maia Soares. São Paulo: Cosac Naify, 2007

GIBSON, James J. A Study in the Psychology of Decorative Art. Unpublished


manuscripts. Cornell University, 1979. Disponível em: <http://www.trincoll.edu/
depts/ecopsyc/perils/folder6/decorative.html>. Acesso em: 26 de março de 2009.

KRIPPENDORFF, Klaus. Design centrado no ser humano: uma necessidade


cultural. In: Estudos em Design. Rio de Janeiro: PUC Rio, set-dez 2000.

LIMA, Marco A. Magalhães. A semântica no projeto de produto. Estudos em


design. Rio de Janeiro: Associação de Ensino de Design do Brasil, v.8, n.2 (maio),
2000.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia
científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003

MEDEIROS, Wellington G. de. Interação Signifiante (IS): Dimensão Semântica da


Interação de Usuários com Produtos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM DESIGN (P&D Design), 7., 2006, Curitiba.
Anais ... Curitiba: AEND, 2006. 1 CDROM

NORMAN, Donald A. O Design do Dia-a-Dia. Traduzido por Ana Deiró. Rio de


Janeiro : Rocco, 2006.

DORFLES, Gillo. Introdução ao desenho industrial: arte e comunicação. São


Paulo: Edições 70, 2002

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