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Solucionário
DIMENSÕES
Matemática A  12. ano de escolaridade   
o

CRISTINA NEGRA
Consultores científicos:  Pedro J. Freitas e Hugo Tavares
Índice de conteúdos
Manual do aluno 

DOMÍNIO 1 CÁLCULO COMBINATÓRIO


Unidade 1 Propriedades das operações sobre conjuntos p. 8
TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 8
1.1
Propriedades da interseção e união de conjuntos (p. 9) 
1.2
Produto cartesiano (p. 12) 

Unidade 2 Cálculo combinatório p. 14


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 14
2.1
Técnicas básicas de contagem (p. 14) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 27

Unidade 3 Triângulo de Pascal.


Propriedades das combinações p. 40
TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 40
AVALIAR CONHECIMENTOS p. 51
AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS p. 63
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 1 p. 84

DOMÍNIO 2 PROBABILIDADES
Unidade 4 Probabilidades p. 89
TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 89
4.1 Definição de probabilidade (p. 90) 
4.2 Propriedades das probabilidades (p. 92) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 102

Unidade 5 Probabilidade condicionada p. 124


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 124
5.1 Definição de probabilidade condicionada (p. 124) 
5.2 Acontecimentos independentes (p. 130) 
5.3 Teorema da probabilidade total (p. 132) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 136


AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS p. 147
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 2 p. 172
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 3 p. 176

2
DOMÍNIO 3 FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL
Unidade 6 Limites e continuidade p. 182
TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 182
6.1 Teoremas de comparação para sucessões (p. 183) 
6.2 Teoremas de comparação para funções (p. 188) 
6.3 Teorema de Bolzano-Cauchy (ou Teorema dos valores intermédios) (p. 190) 
6.4 Teorema de Weierstrass (p. 196) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 203


PREPARAÇÃO PARA O EXAME 4 p. 217

Unidade 7 Derivadas de funções reais de variável real e aplicações p. 223


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 223
7.1 Derivada de segunda ordem de uma função (p. 223) 
7.2 Pontos de inflexão e concavidades do gráfico de funções (p. 224) 
7.3 Sinal da derivada de segunda ordem e extremos relativos (p. 234) 
7.4 Interpretação cinemática da derivada de segunda ordem de uma função posição (p. 245) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 249


AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS p. 270
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 5 p. 293

DOMÍNIO 4 TRIGONOMETRIA
Unidade 8 Trigonometria e funções trigonométricas p. 298
TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 298
8.1 Fórmulas trigonométricas: seno, cosseno e tangente da diferença
e da soma de dois ângulos (p. 298) 
8.2 Derivada das funções trigonométricas (p. 308) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 320

Unidade 9 Osciladores harmónicos e segunda lei de Newton p. 340


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 340
9.1 Osciladores harmónicos (p. 340) 
9.2 Lei de Hooke e movimentos oscilatórios (p. 342) 
9.3 Esboço de gráficos de funções trigonométricas (p. 346) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 354


AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS p. 363
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 6 p. 391

3
Índice de conteúdos

DOMÍNIO 5 FUNÇÕES EXPONENCIAIS E FUNÇÕES LOGARÍTMICAS


Unidade 10 Juros compostos e número de Neper p. 398
TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 398
10.1 Juros compostos (p. 398) 
10.2 Número de Neper (p. 400) 

Unidade 11 Funções exponenciais p. 401


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 401
11.1 Propriedades da função definida em QI por f(x) = a , a ! IR (p. 402) 
x +

11.2 Definição de função exponencial (p. 403) 


11.3 Propriedades da função exponencial (p. 404) 
11.4 Derivada da função exponencial (p. 410) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 416


PREPARAÇÃO PARA O EXAME 7 p. 431

Unidade 12 Funções logarítmicas p. 437


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 437
12.1 Função logaritmo de base positiva diferente de 1 (p. 437) 
12.2 Estudo da função logaritmo de base a (p. 440) 
12.3 Propriedades algébricas dos logaritmos (p. 446) 
12.4 Derivadas das funções logarítmicas e da função a x , a > 0 (p. 455) 
12.5 Derivada da função xa , a real, x > 0 (p. 459) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 461

Unidade 13 Limites notáveis p. 477


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 477
lim ex
13.1 Limite x "+3  , b ! IR (p. 477) 
xb
lim ln x
13.2 Limite x "+3  (p. 479) 
x

Unidade 14 Modelos exponenciais p. 487


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 487
14.1 Desintegração radioativa (p. 487) 
14.2 Modelos populacionais (p. 489) 
14.3 Lei de Newton do arrefecimento (p. 490)

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 493


AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS p. 504
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 8 p. 536
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 9 p. 542

4
DOMÍNIO 6 PRIMITIVAS E CÁLCULO INTEGRAL
Unidade 15 Primitivas p. 548
TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p.548
15.1 Noção de primitiva (p. 548) 
15.2 Funções de referência para a primitivação (p. 550) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 553

Unidade 16 Cálculo integral p. 556


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 556
16.1 Noção de integral de funções contínuas
16.2 Teorema fundamental do cálculo integral (p. 556) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 562


AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS p. 574
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 10 p. 585

DOMÍNIO 7 NÚMEROS COMPLEXOS


Unidade 17 Números complexos p. 591
TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 591
17.1
Origem histórica dos números complexos (p. 591) 
17.2
Definição de corpo dos números complexos (p. 592) 
17.3
Representação geométrica de um número complexo (p. 595) 

Unidade 18 Operações com números complexos p. 597


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 597
18.1 Potenciação (p. 597) 
18.2 Conjugado de um número complexo (p. 598) 
18.3 Módulo de um número complexo (p. 602) 
18.4 Inverso de um número complexo não nulo e quociente de números complexos (p. 605) 

AVALIAR CONHECIMENTOS p. 611

Unidade 19 Forma trigonométrica de um número complexo p. 625


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 625
19.1 Forma trigonométrica de um número complexo (p. 625) 
19.2 Operações com números complexos na forma trigonométrica (p. 631) 
19.3 Números complexos e transformações geométricas (p. 648) 

Unidade 20 Conjuntos de ponto definidos por condições em C p. 651


TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS p. 651
AVALIAR CONHECIMENTOS p. 657
AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS p. 670
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 11 p. 704
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 12 — PROVA MODELO p. 710

5
Índice de conteúdos

Caderno de atividades e avaliação contínua 

DOMÍNIO 1 CÁLCULO COMBINATÓRIO


FICHA DE TRABALHO 1
Operações sobre conjuntos. Cálculo combinatório.
Triângulo de Pascal e binómio de Newton p. 720

DOMÍNIO 2 PROBABILIDADES
FICHA DE TRABALHO 2
Definição de probabilidade. Probabilidade condicionada p. 733
AVALIO O MEU SUCESSO 1 p. 745

DOMÍNIO 3 FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL


FICHA DE TRABALHO 3
Limites e continuidade p. 750
FICHA DE TRABALHO 4
Derivada de segunda ordem, extremos, sentidos das concavidades e pontos de inflexão p. 758
AVALIO O MEU SUCESSO 2 p. 775

DOMÍNIO 4 TRIGONOMETRIA
FICHA DE TRABALHO 5
Trigonometria: fórmulas da adição e da diferença; limites notáveis p. 781
FICHA DE TRABALHO 6
Diferenciação de funções trigonométricas. Aplicação aos osciladores harmónicos p. 788
AVALIO O MEU SUCESSO 3 p. 806

DOMÍNIO 5 FUNÇÕES EXPONENCIAIS E FUNÇÕES LOGARÍTMICAS


FICHA DE TRABALHO 7
Juros compostos e número de Neper. Funções exponenciais p. 813
FICHA DE TRABALHO 8
Funções logarítmicas. Limites notáveis.
Diferenciação de funções exponenciais e logarítmicas. Modelos exponenciais p. 821
AVALIO O MEU SUCESSO 4 p. 843

DOMÍNIO 6 PRIMITIVAS E CÁLCULO INTEGRAL


FICHA DE TRABALHO 9
Primitivas. Cálculo integral p. 850
AVALIO O MEU SUCESSO 5 p. 863

DOMÍNIO 7 NÚMEROS COMPLEXOS


FICHA DE TRABALHO 10
Operações com números complexos p. 870
FICHA DE TRABALHO 11
Números complexos: forma trigonométrica; raízes de índice n ;
conjuntos definidos por condições p. 878
AVALIO O MEU SUCESSO 6 p. 894

6
Manual do aluno

7
1 Propriedades
das operações
UNIDADE

sobre conjuntos

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

Tarefa 1   
Um saco opaco contém 20 bolas, indistinguíveis
ao tato, numeradas de 1 a 20 .
Considere a experiência aleatória que consiste
em extrair, ao acaso, uma bola de dentro do saco
e registar o número da mesma.
Considere os acontecimentos:
A: «O número da bola extraída é um múltiplo de 4 . »
B: «O número da bola extraída é par.»
1.1 Represente em extensão os acontecimentos A e B e calcule
a probabilidade de cada um dos acontecimentos.
1.2 Calcule a probabilidade de A e de B ocorrerem na mesma extração.
1.3 No contexto apresentado, traduza em linguagem corrente cada uma das
seguintes proposições e indique o seu valor lógico.
a) 6n, n ! A & n ! A + B
b) 6n, n ! A + B & n ! A
c) 6n, n ! A , B & n ! A

d) 6n, n ! B & n ! A

1.4 Escreva em linguagem simbólica a seguinte proposição e indique o seu
valor lógico:
Na extração de uma bola do saco, o acontecimento «o número da bola
extraída é um múltiplo de 4 ou par» ocorre se, e somente se, «o número
da bola é um número par».

1.1 
A = {4, 8, 12, 16, 20}
B = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20}
5 1
p(A) = =
20 4
10 1
p(B) = =
20 2

8
1
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
5 1
p(A + B) =
1.2  =
20 4
1.3 a) Na extração de uma bola do saco, se «o número da bola extraída
é um múltiplo de 4 », então, «o número da bola é um número múltiplo
de 4 e par». Verdade.
b) Na extração de uma bola do saco, se «o número da bola extraída
é um múltiplo de 4 e par», então, «o número da bola é um número
múltiplo de 4 ». Verdade.
c) Na extração de uma bola do saco, se «o número da bola extraída
é um múltiplo de 4 ou par», então, «o número da bola é um número
múltiplo de 4 ». Falsidade.
d) Na extração de uma bola do saco, se «o número da bola extraída
é ímpar», então, «o número da bola não é um número múltiplo de 4 ».
Verdade.
6 n ! E, n ! A , B + n ! B . Verdade.
1.4 

1.1  Propriedades da interseção e união de conjuntos


1   
De um baralho de 40 cartas (baralho completo sem os oitos, noves
e dez de cada naipe) extraímos, ao acaso, uma carta.
Considere os seguintes acontecimentos:
A: «Sair ouros.»
B: «Sair ás.»
C: «Sair ás de ouros.»
Indique em extensão:
a) A + B
b) B , C
c) A + C

a) A + B = {sair ás de ouros}
b) Como C 1 B , então, B , C = B , donde B , C = {sair ás} .
c) Como C 1 A , então, A + C = C , donde A + C = {sair ás de ouros} .

2  
Considere A e B dois subconjuntos de um conjunto U .
Mostre que:
a) A + U = A
b) A , Q = A

9
Propriedades das operações sobre conjuntos

a) Por definição de interseção, A + U 1 A .


Por outro lado, se A 1 U , por definição de inclusão, para qualquer x ,
se x ! A , então, x ! U e portanto, x ! A / x ! U , ou seja,
x ! A + U , pelo que A 1 A + U .
Assim, por dupla inclusão, conclui-se que A + U = A .
b) Sabe-se que Q ! A , pelo que A , Q = A .

3   
Sejam A e B subconjuntos de um conjunto U .
Utilize as propriedades das operações com conjuntos para provar que:
a) (B , A) , B = U
b) (B , A) + B = A + B

a) (B , A) , B = (A , B) , B = A , (B , B) = A , U = U
. . . .
Prop. comutativa Prop. associativa Ex. 1.1b) Elem. neutro

b) (B , A) + B = (B + B) , (A + B) = Q , (A + B) = A + B
. . .
Prop. distributiva Ex. 1.1a) Elem. neutro

Tarefa 2   
Dados dois subconjuntos A e B de um conjunto U , mostre,
utilizando as leis de De Morgan para proposições, que:
a) 6x ! U, x ! A + B + x ! A 0 x ! B
b) 6x ! U, x ! A , B + x ! A / x ! B

a) Sejam A e B dois conjuntos quaisquer, tem-se, para todo o x ! U ,


x ! A + B + x " A + B + a(x ! A + B) + a(x ! A / x ! B) +
+ a(x ! A) 0 a(x ! B) + (x " A) 0 (x " B) + (x ! A) 0 (x ! B) +
+ x ! ( A , B)
Portanto,
A + B = A , Bc.q.d.
b) Sejam A e B dois conjuntos quaisquer, tem-se, para todo o x ! U ,
x ! A , B + x " A , B + a(x ! A , B) + a(x ! A 0 x ! B) +
+ a(x ! A) / a(x ! B) + (x " A) / (x " B) + (x ! A) / (x ! B) +
+ x ! (A + B)
Portanto,
A, B = A + B  c.q.d.

10
1
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
4   
Sejam A e B subconjuntos de um conjunto U .
Justifique que:
a) A = A
b) A\B = A + B
c) (B\A) , (A + B) = B
d) (A\B) + (A + B) = Q

a) 6 x ! U, x ! A + x " A + x ! A
b) 6 x ! U, x ! A\B + (x ! A) / (x " B) + (x ! A) / (x ! B) +
+ x ! (A + B)
c) (B\A) , (A + B) = (B + A) , (A + B) = (B + A) , (B + A) =
. . .
B\A = B + A Prop. comutativa Prop. distributiva

= B , ( A + A) = B , Q = B
. .
Prop. dos conjuntos Elem. neutro
complementares

d) (A\B) + (A + B) = (A + B) + (A + B) = ((A + B) + A) + B =
. . .
A\B = A + B Prop. associativa (A + B) + A = A + B
porque A + B 1 A
= (A + B) + B = A + (B + B) = A + Q = Q
. . .
Prop. associativa Prop. dos conjuntos Elem.
complementares absorvente

5   
Sejam A e B subconjuntos de um conjunto U .
Simplifique as seguintes expressões, nomeando as propriedades aplicadas.
a) A , _ A + Bi

b) A + _ B , Ai
c) (A=B) + (A , B)

a) A , _ A + Bi = A , ( A , B) = (A , A) , B = U , B = U
. . . .
Leis de De Morgan Prop. associativa Prop. dos conjuntos Elem.
complementares absorvente

b) A + _ B , Ai = A , _ B , Ai = A , (B + A) =
. . .
Leis de De Morgan Leis de De Morgan Prop. distributiva

= ( A , B) + ( A , A) = ( A , B) + U = A , B
. .
Prop. dos conjuntos Elem. neutro
complementares

11
Propriedades das operações sobre conjuntos

c) (A=B) + (A , B) = _ A + Bi + (A , B) = ( A , B) + (A , B) =
. . .
A\B = A + B Leis de De Morgan Prop. distributiva

= ( A + A) , B = Q , B = B
. .
Prop. dos conjuntos Elem. neutro
complementares

1.2  Produto cartesiano


6   
Considere os conjuntos:
A = {-1, 0, 1}
B = {0, 1}
C = {-1, 0}
Represente em extensão os seguintes conjuntos:
a) A × B c) A × (B , C)
b) A × C d) (A × B) , (A × C)

a) A × B = "(-1, 0); (-1, 1); (0, 0); (0, 1); (1, 0); (1, 1),
b) A × C = "(-1, -1); (-1, 0); (0, -1); (0, 0); (1, -1); (1, 0),
c) B , C = {-1, 0, 1}
A × (B , C) = "(-1, -1); (-1, 0); (-1, 1); (0, -1); (0, 0); (0, 1); (1, -1);

(1, 0); (1, 1),
d) A × B = "(-1, 0); (-1, 1); (0, 0); (0, 1); (1, 0); (1, 1),
A × C = "(-1, -1); (-1, 0); (0, -1); (0, 0); (1, -1); (1, 0)
(A × B) , (A × C) = "(-1, -1); (-1, 0); (-1, 1); (0, -1); (0, 0); (0, 1);
(1, -1); (1, 0); (1, 1)

7   
Indique, justificando, para cada uma das seguintes igualdades, se é verdadeira
para quaisquer conjuntos A , B e C , subconjuntos de um dado conjunto U
e, caso contrário, apresente um contraexemplo.
a) (A\B) + B = Q
b) A + (A , B) = A
c) (A , B)\A = B

a) (A\B) + B = (A + B) + B = A + (B + B) = A + Q = Q
. . . .
A\B = A + B Prop. associativa Prop. dos conjuntos Elem.
complementares absorvente
Verdadeira.

12
1
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
b) A 1 A , B , logo, A + (A , B) = A .
Verdadeira.
c) Sejam
A = {1, 2, 3}
B = {3, 4, 5}
A , B = {1, 2, 3, 4, 5}
(A , B)\A = {4, 5} ! B
Falsa.

8   
Sejam A e B subconjuntos de um conjunto U .
Prove que:
a) se A 1 B , então, (A × B) , (A × A) = A × B
b) _ A , Bi + (A + B) = Q
c) (A\B) , (A + B) = A
d) (A , B) , (B\A) = A

a) (A × B) , (A × A) = A × (B , A) = A × B
. .
Prop. distributiva A1B&B,A=B
do produto cartesiano

b) _ A , Bi + (A + B) = _ A , Bi + (A + B) = Q
. .
Leis de De Morgan Prop. dos conjuntos
complementares

c) (A\B) , (A + B) = (A + B) , (A + B) = A + (B , B) = A + U = A
. . . .
A\B = A + B Prop. distributiva Prop. dos conjuntos Elem.
complementares neutro

d) (A , B) , (B\A) = ( A + B) , (B + A) = ( A + B) , ( A + B) =
. . .
Leis de De Morgan Prop. comutativa Prop. distributiva
B\A = B + A

= A + (B , B) = A + U = A
. .
Prop. dos conjuntos Elem.
complementares neutro

13
2
UNIDADE

Cálculo combinatório

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

2.1  Técnicas básicas de contagem


 
Tarefa 1
Considere os conjuntos A = {x ! Z: -3 G x G 0} , B = IN + [-1, 4]
e C = {2, 4, 6} .
1.1 Represente em extensão os conjuntos A , B , A , B , A , C e B , C .
1.2 Indique o valor lógico das seguintes proposições:
a) #(A , B) = #A + #B
b) #(A , C) = #A + #C
c) #(B , C) = #B + #C

1.1 A = {-3, -2, -1, 0}


B = {1, 2, 3, 4}
A , B = {-3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4}
A , C = {-3, -2, -1, 0, 2, 4, 6}
B , C = {1, 2, 3, 4, 6}
1.2 a) Verdade.
b) Verdade.
c) Falsidade.

1   
Justifique que o conjunto dos múltiplos de 4 e o conjunto dos múltiplos
de 2 são equipotentes.

A sucessão dos números pares é uma bijeção de IN sobre o conjunto


dos números pares, logo, M2 e IN são equipotentes.
A sucessão dos números múltiplos de 4 é uma bijeção de IN sobre
o conjunto dos números múltiplos de 4 , logo, M4 e IN são equipotentes.
M2 e IN e M4 e IN são equipotentes, donde, M2 e M4 também
são equipotentes, ou seja, o conjunto dos múltiplos de quatro e o conjunto
dos múltiplos de 2 são equipotentes.

14
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
2   
No lançamento de dois dados, um azul octaédrico e um verde cúbico, ambos
com as faces numeradas, respetivamente, de 1 a 8 e de 1 a 6 ,
observam-se os números das faces que ficam voltadas para
cima e, com esses números, forma-se um número com dois
algarismos. Considere que o resultado obtido no lançamento
do dado azul é o algarismo das dezenas e o algarismo
das unidades corresponde ao número obtido no dado verde.
Determine:
a) o número de resultados possíveis.
b) o número de resultados cujo primeiro algarismo é par.
c) o número de resultados pares maiores do que 50 .

a) O conjunto de todos os resultados possíveis desta experiência


pode ser obtido construindo uma tabela 8 × 6 , como a seguinte:

1 2 3 4 5 6
1 11 12 13 14 15 16
2 21 22 23 24 25 26
3 31 32 33 34 35 36
4 41 42 43 44 45 46
5 51 52 53 54 55 56
6 61 62 63 64 65 66
7 71 72 73 74 75 76
8 81 82 83 84 85 86

Assim, o conjunto dos resultados possíveis pode ser encarado


como o produto cartesiano de O = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8} por
C = {1, 2, 3, 4, 5, 6} , cujo cardinal é 8 × 6 = 48 .
b) Sendo o algarismo das dezenas o resultado obtido no dado octaédrico,
temos que D = {2, 4, 6, 8} .
Sendo o algarismo das unidades o resultado obtido no dado cúbico, temos
que U = {1, 2, 3, 4, 5, 6} .
O número de resultados cujo primeiro algarismo é par é o produto
cartesiano de D por U , cujo cardinal é 4 × 6 = 24 .
c) O número de resultados pares maiores do que 50 será dado pelo produto
cartesiano dos conjuntos { 5, 6, 7, 8} e {2, 4, 6} cujo cardinal
é 4 × 3 = 12 .
15
Cálculo combinatório

3   
A Carolina vai ao casamento da sua prima.
Pode usar para a festa um dos seus quatro vestidos,
um dos seus três pares de sapatos e uma das suas
três pochetes.
De quantas maneiras diferentes pode ir ao casamento
usando um vestido, uns sapatos e uma pochete?

Considerando V = {V1, V2, V3, V4} o conjunto dos quatro vestidos,


S = {S1, S2, S3} o conjunto dos três pares de sapatos e
P = {P1, P2, P3} o conjunto das três pochetes
e aplicando o princípio fundamental da contagem,
#(V × S × P) = #V × #S × #P , podemos concluir que a Carolina pode ir
ao casamento da sua prima de 4 × 3 × 3 = 36 maneiras diferentes.

4   
Quantos são os números de quatro algarismos?

Para o primeiro algarismo existem 9 opções de escolha (algarismos


de 1 a 9 ). Para cada um dos restantes existem 10 possibilidades
(algarismos de 0 a 9 ).
Assim, há 9 × 10 × 10 × 10 = 9000 números de quatro algarismos.

5   
O código de um cofre é constituído por três algarismos de 0 a 9 e duas letras
das 23 do alfabeto.
5.1 Quantos códigos diferentes se podem formar?
5.2 Quantos desses códigos têm as duas letras iguais?

5.1 Sendo A = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} e L = {A, B, C, …, Z} ,


o número de códigos diferentes que se podem obter será dado por:
#A × #A × #A × #L × #L = 103 × 232 = 529 000
5.2 Sendo I = "(A, A); (B, B); (C, C); … …; (Z, Z), ,
o número de códigos diferentes com as duas letras iguais será dado por:
#A × #A × #A × #I = 103 × 23 = 23 000

16
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
6   
O João pode ir para a escola no carro do pai, de camioneta ou de comboio.
De quantas formas diferentes pode ele ir para a escola nos cinco dias
de uma semana?

O João tem de escolher, nos cinco dias da semana, um dos três transportes,
podendo repeti-los ao longo da semana. Assim, existem
3
Al5 = 35 = 243 formas diferentes de o fazer.

7   
Um teste de Matemática é constituído por oito questões de escolha múltipla,
cada uma delas com quatro opções de resposta.
Para responder a cada questão, os alunos selecionam apenas uma das opções.
Determine o número de maneiras diferentes de:
a) um aluno responder às oito questões.
b) um aluno responder sabendo que só respondeu a sete das oito questões.

a) O aluno pode repetir as respostas nas oito questões, logo, tem


4
Al8 = 48 = 65 536 formas diferentes de o fazer.
b) Sabendo que só respondeu a sete das oito questões, o aluno tem
4
Al7 × 8 = 47 × 8 = 131 072 formas diferentes de o fazer.

Tarefa 2   
Numa campanha de angariação
de fundos para combate ao bullying
na escola, uma turma de 12.º ano
mandou estampar T-shirts para
vender na escola.
As cores das T-shirts são: azul, amarelo,
cor-de-rosa, cor de laranja, vermelho, verde ou preto.
Três amigos — a Joana, a Inês e o João — vão comprar uma T-shirt cada um.
De quantas formas diferentes podem escolher as cores das três T-shirts se:
2.1 não se importarem de ter T-shirts com a mesma cor?
2.2 os três quiserem T-shirts de cores diferentes?
2.3 um deles, e só um, escolher a T-shirt preta?

2.1 7Al3 = 73 = 343


2.2 7A3 = 7 × 6 × 5 = 210
2.3 3 × 6 A2 = 3 × 6 × 5 = 90

17
Cálculo combinatório

  
8
Uma sala possui seis portas. De quantas maneiras uma pessoa pode entrar
por uma porta e sair por uma diferente?
6
A2 = 6 × 5 = 30 maneiras diferentes.

  
9
De quantas maneiras diferentes se podem sentar três
de dez pessoas num banco corrido de três lugares?
10
A3 = 10 × 9 × 8 = 720 maneiras diferentes.

10   
Na figura seguinte, estão representados o rio E
que atravessa uma localidade, uma ilha
situada no leito desse rio e as oito pontes
que ligam a ilha às margens.
A letra H representa a habitação e a letra E H
a escola da Leonor.
Para efetuar o percurso de ida (casa-ilha-escola) e volta (escola-ilha-casa),
a Leonor pode seguir vários caminhos, que diferem uns dos outros pela
sequência de pontes utilizadas.
10.1 Indique quantos caminhos diferentes pode a Leonor seguir num percurso
de ida e volta. U1p22h1
10.2 Determine a probabilidade de num percurso de ida e volta a Leonor não
passar duas vezes pela mesma ponte.
Adaptado do Exame Nacional do 12.º ano

10.1 5 × 3 × 3 × 5 = 225 caminhos diferentes no percurso de ida e volta


10.2 5 × 3 × 2 × 4 = 120 formas diferentes de não passar numa mesma
ponte num percurso de ida e volta.
120 8
Então, P = = .
225 15

11   
Numa competição olímpica de remo, os barcos
têm oito lugares além do timoneiro.
Indique o número de formas distintas de se
sentarem oito atletas nesses oito lugares.

8! = 40 320 formas diferentes de permutar os oito timoneiros.

18
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
12   
Seja n um número natural.
Simplifique o mais possível as expressões:
n!
a)
(n - 1)!
2 1
b) +
(n + 2)! (n + 1)!
c) n A2 + n + 1 A2 , n > 1

n! n (n - 1)!
a)  = =n
(n - 1)! (n - 1)!
2 1 2 (n + 2)
b)  + = + =
(n + 2)! (n + 1)! (n + 2)! (n + 1)! (n + 2)
2 (n + 2) 2+n+2 n+4
= + = =
(n + 2)! (n + 2)! (n + 2)! (n + 2)!
n! (n + 1)!
c) n A2 + n + 1 A2 = + =
(n - 2)! (n + 1 - 2)!
n (n - 1) (n - 2)! (n + 1) n (n - 1)!
= + = n(n - 1) + (n + 1)n = 2n2
(n - 2)! (n - 1)!

13   
Resolva, em IN, as seguintes equações:
n!
a) = 30
(n - 2)!
b) n - 1 A2 = 240

n! n (n - 1) (n - 2)!
a)  = 30 + = 30 + n(n - 1) = 30 +
(n - 2)! (n - 2)!
1 ! (-1)2 - 4 #1# (-30)
+ n2 - n - 30 = 0 + n = +
2 #1
+ n = -5 0 n = 6
Como n ! IN , então, n = 6 .
(n - 1)! (n - 1) (n - 2) (n - 3)!
b) n - 1 A2 = 240 + = 240 + = 240 +
(n - 3)! (n - 3)!
+ (n - 1)(n - 2) = 24 + n2 - 3n - 238 = 0 +
3 ! (-3)2 - 4 #1# (-238)
+n= + n = -14 0 n = 17
2 #1
Como n ! IN , então, n = 17 .

19
Cálculo combinatório

14   
Sete atletas de uma equipa de voleibol feminina
vão tirar uma fotografia alinhando-se lado a lado.
14.1 De quantas maneiras diferentes se podem
alinhar as atletas para a fotografia?
14.2 Sabendo que uma delas é a capitã de equipa, determine o número
de formas diferentes de tirar a fotografia com a capitã no meio.
14.3 Se nenhuma das atletas tiver a mesma altura, determine o número
de maneiras distintas de tirar a fotografia se as atletas ficarem alinhadas
por ordem de alturas.

14.1 7! = 5040 maneiras diferentes.


14.2 Existem 6! formas de posicionar as seis atletas e, para cada uma delas,
apenas uma maneira de posicionar a capitã. Assim, existem
6! × 1 = 720 formas de tirar a fotografia com a capitã no meio.
14.3 Existem duas maneiras possíveis: ou por ordem crescente, ou por ordem
decrescente.

15   
Quantos números inteiros distintos é possível formar utilizando todos
os algarismos do número 253 225 , mantendo o número de vezes que cada
número aparece?

Sendo N o número de números inteiros distintos, tem-se:


6!
N × 3! × 2! = 6! + N = + N = 60
3! # 2!

16   
Uma estante tem oito prateleiras.
Pretende-se expor, nessa estante, seis peças de porcelana: duas jarras iguais
e quatro pratos diferentes.
De quantas maneiras podem ser expostas as seis peças nas oito prateleiras,
de tal modo que não fique mais do que uma peça em cada prateleira?
Exame Nacional do 12.º ano, 2001 (reserva)

Duas das prateleiras ficam vazias, duas ficam com jarras iguais.
As permutações de prateleiras vazias e de jarras iguais, dentro de cada uma
destas disposições, originam disposições iguais.
8!
Assim, existem = 10 080 maneiras de expor as seis peças nas oito
2! # 2!
prateleiras.

20
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
Tarefa 3  
Um anagrama de uma palavra é qualquer sequência, com ou sem significado,
obtida pela troca da ordem das suas letras. Por exemplo, MORA e RMAO
são anagramas da palavra ROMA.
Quantos anagramas existem para cada uma das seguintes palavras?
a) ROMA b) ANAGRAMA c) BATATA

a) 4! = 24
b) Sendo N o número de configurações diferentes, tem-se:
8!
4! × N = 8! + N = + N = 1680
4!
c) Sendo N o número de configurações diferentes, tem-se:
6!
3! × 2! × N = 6! + N = + N = 60
3! # 2!

17   
Cada um dos seis quadrados da figura seguinte pode ser pintado com qualquer
uma de dez cores possíveis.
Determine o número de formas diferentes
de pintar os quadrados de modo que:
a) dois quadrados não tenham a mesma cor.
b) quadrados adjacentes não tenham a mesma cor. U1p25h1
a) 10 A6 = 10 × 9 × 8 × 7 × 6 × 5 = 151 200
b) Existem 10 formas diferentes de pintar o primeiro quadrado, usando
qualquer uma das 10 cores disponíveis. Para cada um dos outros, existem
apenas 9 possibilidades, já que a cor do quadrado anterior não pode ser
repetida. Assim, há 10 × 9 × 9 × 9 × 9 × 9 = 10 × 95 = 590 490
formas diferentes de pintar os quadrados.

18   
Considere todos os números de três algarismos formados com
os algarismos 1 , 2 , 3 , 5 , 7 e 9 .
Quantos desses números são pares e têm exatamente dois algarismos iguais?

Para que o número seja par, tem de terminar em 2 , pois é o único algarismo
par do conjunto de algarismos. Para que tenha dois algarismos iguais, pode ser
o 2 a repetir-se (5 × 1 × 1 + 1 × 5 × 1) ou qualquer um dos outros cinco
algarismos a repetir-se (5 × 1 × 1) .
Portanto, existem 15 (5 + 5 + 5) números nas condições pedidas.

21
Cálculo combinatório

19   
Cinco amigos vão ao cinema e têm bilhetes
consecutivos na mesma fila.
O Gabriel e o Tiago são dois desses amigos.
Determine o número de maneiras diferentes dos
cinco amigos ocuparem os seus lugares de modo
que o Gabriel e o Tiago fiquem separados.

5! = 120 é o número de formas diferentes de os amigos se sentarem,


sem restrições.
No esquema seguinte, podem observar-se as diferentes posições que o Gabriel
e o Tiago podem ocupar se ficarem juntos.

G T
G T
G T
G T

Como podem trocar entre si há 4 × 2! formas de ficarem juntos.


Além disso, os outros três amigos podem trocar entre si de 3! formas
diferentes, logo, existem 4 × 2! × 3! = 48 maneiras de sentar os cinco
amigos de modo que o Tiago e o Gabriel fiquem juntos.
Assim, os amigos têm 120 - 48 = 72 maneiras diferentes de se sentarem
no cinema com a restrição do Tiago e do Gabriel estarem separados.

20   
Um conjunto A tem 5 elementos.
20.1 Quantos são os subconjuntos de A não vazios?
20.2 Quantos subconjuntos de A têm mais do que um elemento?
20.3 Quantos subconjuntos de A têm exatamente 5 elementos?

20.1 25 é o numero total de subconjuntos de A . Desses, existe


1 subconjunto vazio. Assim, 25 - 1 = 32 - 1 = 31 é o número
de subconjuntos de A não vazios.
20.2 Com um elemento " 5 conjuntos;
Com zero elementos " 1 conjunto;
Com mais do que um elemento " 32 - 5 - 1 = 26 .
20.3 1 , porque o único subconjunto de A que tem 5 elementos
é o próprio A .

22
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
Tarefa 4   
Determine o cardinal de um conjunto que tem 1023 subconjuntos não vazios.
Quantos destes subconjuntos têm cardinal igual a 2 ?

Sendo n o número de elementos de tal conjunto, tem-se:


2n - 1 = 1023 + 2n = 1024 + 2n = 210 + n = 10
O número de subconjuntos que têm cardinal 2 é dado por:
10
A2
= 45
2

21    D C
Na figura seguinte está representado um
quadrado [ABCD] .
Determine o número de segmentos de reta definidos
pelos quatro vértices do quadrado e o número
de vetores definidos pelos mesmos quatro vértices. A B
Com os quatro vértices do quadrado é possível formar 4C2 = 6 segmentos
de reta.
Por outro lado, com os quatro vértices do quadrado podem definir-se
os seguintes vetores:
AB; BA; AD; DA; AC; CA; BD; DB U1p27h1

22   
Escolhendo três de quatro tipos diferentes de fruta quantos
sumos é possível fazer?

A ordem pela qual a fruta é escolhida não é relevante, pelo que é possível fazer
4
C3 = 4 sumos de fruta.

23   
Considere nove pontos distintos de uma
circunferência.
Determine o número de triângulos que é possível
construir tendo como vértices três dos nove pontos.

Quaisquer três pontos da circunferência formam um triângulo,


sendo a ordem irrelevante.
Assim, é possível construir 9C3 = 84 triângulos.
U1p28h3
23
Cálculo combinatório

24   
A turma do Tiago e da Rita tem 21 alunos.
Quantos grupos de seis alunos é possível formar se:
a) não existir qualquer restrição?
b) o Tiago e a Rita não pertencerem ambos ao grupo?
c) o Tiago ou a Rita pertencerem ao grupo?

21
a) Podem formar-se C6 = 54 264 grupos de 6 alunos.
19
b)  C4 = 3876 é o número de formas diferentes de o Tiago e a Rita
pertencerem ao mesmo grupo.
Assim, 21C6 - 19C4 = 54 264 - 3876 = 50 388 é o número de grupos
diferentes de 6 alunos em que o Tiago e a Rita não pertencem
ao mesmo grupo.
c) 2C1 × 19C5 = 23 256

Tarefa 5   
O jogo Euromilhões consiste em efetuar
dois grupos de escolhas:
• escolhem-se cinco números de 1 a 50 ;
• escolhem-se duas estrelas de entre 12 ,
numeradas de 1 a 12 .
5.1 Quantas chaves diferentes existem para o Euromilhões?
5.2 Uma aposta múltipla, apostando em seis números e duas estrelas,
corresponde a quantas chaves diferentes?
50
5.1  C5 × 12C2 = 139 838 160
6
5.2  C5 = 6

25   
A sueca é um jogo de cartas muito popular em Portugal, Brasil e Angola.
É jogado por quatro jogadores com um baralho de 40 cartas.
Por jogo, cada jogador recebe uma mão de 10 cartas.
Quantas mãos de sueca diferentes existem?
40
Existem C10 = 847 660 528 mãos de sueca diferentes.

24
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
26   
De quantas formas diferentes se pode colorir o disco
da figura seguinte com oito cores diferentes
(amarelo, vermelho, verde, azul, roxo, castanho,
laranja e preto)?

8!
= 7! = 5040 formas diferentes de colorir o disco.
8

27   
Numa reunião de negócios participam quatro empresas.
Cada empresa tem três representantes: o presidente da administração, o diretor
financeiro e o diretor jurídico.
Os doze participantes vão sentar-se à volta de uma mesa redonda.
Quantas organizações diferentes, em torno da mesa, se podem formar, se:
a) os doze participantes se sentarem ao acaso?
b) os representantes de cada empresa ficarem sentados lado a lado?
c) os representantes de cada empresa ficarem lado a lado com o presidente,
entre o seu diretor financeiro e o diretor jurídico?

a) Como se vão sentar numa mesa redonda, o número de formas diferentes


de se sentarem são permutações circulares de 12 , ou seja,
12!
= 11! = 39 916 800
12
3! # 3! # 3! # 3! # 4!
b)  = 7776
4
4!
c)  × 2 × 2 × 2 × 2 = 3! × 24 = 96
4

28   
Pretende-se escolher uma comissão de 12 pessoas escolhidas de entre
um grupo com 10 homens e 10 mulheres.
Determine de quantas maneiras distintas se pode fazer a seleção se:
a) não houver qualquer restrição.
b) o número de homens for igual ao número de mulheres.
c) o número de mulheres na comissão for par.

a) 20 C12 = 125 970


b) 10 C6 × 10 C6 = 210 × 210 = 44 100
c) 10C2 × 10C10 + 10C4 × 10C8 + 10C6 × 10C6 + 10C8 × 10C4 + 10C10 × 10C2 =
= 63 090
25
Cálculo combinatório

29   
Quantos números de seis algarismos têm:
a) exatamente três zeros? b) exatamente dois oitos? c) pelo menos um três?

a) 5C3 × 93 = 7290
b) Consideram-se separadamente os casos em que o primeiro algarismo
é um oito, daqueles em que não é.
94 × 5 + 5C2 × 93 × 8 = 91 125
c) 105 × 9 é o número total de números com seis algarismos
95 × 8 é o número total de números com seis algarismos que não têm
o algarismo 3 .
Assim, 105 × 9 - 95 × 8 = 427 608 é o número de números de seis
algarismos com, pelo menos, um três.

30   
Nove pessoas planeiam uma viagem em três automóveis de dois, quatro e cinco
passageiros, respetivamente.
De quantas maneiras diferentes se podem distribuir pelos três automóveis
admitindo que qualquer um pode conduzir?

Sendo C5 , C4 e C2 os carros de cinco, quatro e dois lugares, respetivamente,


os nove amigos podem distribuir-se pelos três carros, das seguintes formas:
• 5 em C5 , 2 em C4 e 2 em C2 : 9C5 × 4C2
• 5 em C5 , 3 em C4 e 1 em C2 : 9C5 × 4C3
• 4 em C5 , 4 em C4 e 1 em C2 : 9C4 × 5C4
• 4 em C5 , 3 em C4 e 2 em C2 : 9C4 × 5C3
• 3 em C5 , 4 em C4 e 2 em C2 : 9C3 × 6C4
9
C5 × 4C2 + 9C5 × 4C3 + 9C4 × 5C4 + 9C4 × 5C3 + 9C3 × 6C4 = 4410
Podem distribuir-se de 4410 formas diferentes.

31   
Numa fábrica há três vagas de emprego. De um total de 32 candidatos só 12
cumprem os requisitos.
Determine o número de maneiras diferentes de fazer a seleção dos candidatos
para as três vagas se:
a) estas são para desempenhar as mesmas funções.
b) uma das vagas é para o cargo de gerente e as outras para assistentes.
c) estas são para funções distintas.

26
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
12
a)  C3 = 220
b) 12C1 × 11C2 = 12 × 55 = 660
c) 12 A3 = 1320

AVALIAR CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

  
1
Para ir de Cancelas a Portela de Baixo existem três estradas. Para ir de Portela
de Baixo a Portela de Cima existem quatro estradas.
De quantas formas é possível ir de Cancelas a Portela de Cima passando por
Portela de Baixo?
(A) 7 (C) 43
(B) 12 (D) 34

Existem 3 × 4 = 12 formas possíveis de ir de Cancelas a Portela de Cima


passando por Portela de Baixo.
Resposta: (B)

  
2
Considere todos os números de quatro algarismos formados com os algarismos
1 , 2 , 3 , 5 , 7 e 9 podendo ou não repetir-se. Quantos desses números são
pares e têm exatamente dois algarismos iguais?
(A) 20 (C) 87
(B) 60 (D) 120

Para que seja par, o número tem de terminar em 2 , pois este é o único
número par do conjunto. Para que o número tenha exatamente dois algarismos
iguais e seja par, temos duas hipóteses:
• É par e o 2 repete-se:
1 5 4 1 × 3C1 = 25 × 3 = 60
52 é o número de formas de escolher os algarismos para as restantes duas
posições, não ocupadas pelo 2 .
3
 C1 é o número de formas de posicionar o algarismo 2 , que se repete,
nas três primeiras posições.

27
Cálculo combinatório

• É par e o 2 não se repete:


5 1 4 1 × 3C2 = 20 × 3 = 60
onde
3
 C2 é o número de formas de posicionar os dois algarismos que se
repetem.
Assim, existem 60 + 60 = 120 números nas condições pedidas.
Resposta: (D)

3   
O número de anagramas da palavra PAPAGAIO é:
(A) 560 (C) 2590
(B) 1280 (D) 3360

Como existem dois «P» e três «A» temos permutações com repetições.
8!
Assim, o número de anagramas da palavra «papagaio» é: = 3360
2! # 3!
Resposta: (D)

4   
Pretende-se pintar azulejos, como o da figura, constituídos por quatro
quadrados.
Estão disponíveis quatro cores distintas. Cada quadrado é pintado com uma
única cor e quadrados adjacentes não podem ser da mesma cor.

De quantas maneiras diferentes podem ser pintados os azulejos?


(A) 4! (C) 42 × 32
(B) 4 × 33 (D) 44

O primeiro quadrado pode ser pintado com qualquer uma das quatro cores.
O quadrado adjacente ao primeiro pode ter qualquer uma das três cores,
desde que diferentes da primeira e assim para o terceiro e último quadrados.
Assim, os azulejos podem ser pintados de 4 × 3 × 3 × 3 = 4 × 33
maneiras diferentes.
Resposta: (B)

28
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
5  
No bar de uma escola estão à venda cinco tipos de
queijadas (laranja, feijão, nata, coco e amêndoa).
Quatro amigos — João, Paulo, Maria e Rui —
decidem comer uma queijada cada. Sabe-se que
o João escolhe uma queijada de laranja ou uma
de feijão e que a Maria não gosta de queijadas de laranja.
De quantas maneiras podem ser escolhidas as quatro queijadas pelos quatro
amigos?
(A) 5C4 (C) 52 + 4 + 2
(B) 52 × 4 × 2 (D) 2 × 4 × 3 × 2

Existem duas formas distintas de o João optar, quatro para a Maria e cinco para
cada um dos restantes dois amigos. Assim, existem 2 × 4 × 5 × 5 = 2 × 4 × 52
maneiras diferentes de os quatro amigos escolherem as quatro queijadas.
Resposta: (B)

6  
Dois rapazes e quatro raparigas vão sentar-se num banco corrido com seis lugares.
De quantas maneiras o podem fazer, de modo que fique um rapaz em cada
extremidade do banco?
(A) 12 (B) 24 (C) 48 (D) 60
Exame nacional do 12.º ano, 2015

Escolhendo os das extremidades para os dois rapazes, existem duas hipóteses


correspondentes a uma troca entre os rapazes.
Existem ainda 4 A4 = 4! hipóteses para sentar as quatro raparigas nos quatro
bancos, ou seja, quatro elementos organizados em quatro posições em que
a ordem é relevante. Assim, o número de maneiras de sentar os 6 amigos
é 2 × 4! = 48 .
Resposta: (C)

7   
Quantas retas podem ser definidas com 15 pontos distintos de uma circunferência?
15 #14
(A) 2 × 15! (B) 152 (C) 15 × 14 (D)
2
Quaisquer dois pontos da circunferência formam uma reta independentemente
15
A2 15 # 14
da ordem, então, tem-se = .
2 2
Resposta: (D)
29
Cálculo combinatório

8   
Os três irmãos Andrade e os quatro irmãos
Martins vão escolher, de entre eles, dois elementos
de cada família para um jogo de matraquilhos,
de uma família contra a outra.
De quantas maneiras pode ser feita a escolha dos jogadores
de modo que o Carlos, o mais velho dos irmãos da família Andrade,
seja um dos escolhidos?
(A) 8 (C) 16
(B) 12 (D) 20
Teste intermédio do 12.º ano, maio de 2013

Como se pretende que o Carlos seja o elemento da família Andrade


a participar no jogo, resta escolher um dos outros irmãos do Carlos, ou seja,
só existem duas hipóteses de escolher irmãos Andrade.
Por cada uma das hipóteses para os irmãos Andrade, podemos escolher
grupos de 2 , de entre os 4 irmãos da família Martins, ou seja, 4C2 = 6
grupos possíveis.
Logo, existem 2 × 6 = 12 formas de escolher os dois pares de irmãos.
Resposta: (B)

9   
Capicua ou número palíndromo é um número que se lê da mesma forma
da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, por exemplo, 12 021 .
Quantos são os números palíndromos com cinco algarismos em que os
algarismos das centenas, das dezenas e das unidades são diferentes?
(A) 648 (C) 1000
(B) 900 (D) 10 000

Para o primeiro algarismo, existem nove possibilidades, correspondentes


aos nove primeiros números naturais. Para o segundo algarismo também
existem nove possibilidades (algarismos de 0 a 9 , tendo em conta que terá
de ser diferente do primeiro), para o terceiro algarismo, há oito possibilidades,
porque tem de ser diferente dos dois anteriores. Para os restantes algarismos,
existe apenas uma possibilidade, já que, tratando-se de um palíndromo,
o primeiro e o segundo têm de ser iguais ao último e penúltimo,
respetivamente. Assim, existem 9 × 9 × 8 × 1 × 1 = 648 palíndromos
com as restrições pretendidas.
Resposta: (A)

30
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
10   
A Alice está a decorar a montra da sua loja. Pretende
embrulhar 30 caixinhas iguais de modo que nenhuma
delas fique com a mesma cor na fita e na caixa, ficando
todas embrulhadas de forma diferente.
Qual é o número mínimo de cores diferentes de que a Alice necessita?
(A) 6 (C) 15
(B) 10 (D) 30

Seja n o número de cores diferentes necessárias. Então, existem nA2 formas


diferentes de escolher a cor da fita e do papel.
n
A2 = 30 + n(n - 1) = 30 + n2 - n - 30 = 0 +
1 ! (-1)2 - 4 #1# (-30)
+n= + n = -5 0 n = 6
2 #1
Como n ! IN , então, n = 6 .
Resposta: (A)

11   
Com dois algarismos 1 , três algarismos 2 e quatro algarismos 3 , quantos
números distintos de nove algarismos é possível escrever?
(A) 9A2 × 7C3 (C) 9C2 × 7C3
(B) 9C2 × 7C3 × 3! (D) 9!

9!
= 1260 ou 9C2 × 7C3 × 4C4 = 1260
2! # 3! # 4!
Resposta: (C)

12   
Um professor dispõe de 14 questões de escolha múltipla e 10 questões
de resposta aberta para fazer um teste com 7 questões. Pretende
que o teste tenha mais questões de escolha múltipla do que de resposta
aberta e tenha questões dos dois tipos. Quantos testes diferentes
pode fazer?
(A) 14 A4 × 10 C3
(B) 14C4 × 10 C3 × 14C5 × 10 C2 × 14C2 × 10
(C) 14C4 × 10 C3 + 14C5 × 10 C2 + 14C6 × 10
(D) 34C4 × 33C3

31
Cálculo combinatório

Se o teste tem mais questões de escolha múltipla do que de resposta aberta,


existem três cenários possíveis:
• 6 de escolha múltipla e 1 de resposta aberta: 14C6 × 10 C1
• 5 de escolha múltipla e 2 de resposta aberta: 14C5 × 10 C2
• 4 de escolha múltipla e 3 de resposta aberta: 14C4 × 10 C3
14
Assim, podem ser feitos C4 × 10 C3 + 14C5 × 10 C2 + 14C6 × 10 testes
diferentes.
Resposta: (C)

13   
A Joana decidiu criar uma conta numa rede social. O seu código de acesso vai
ser constituído por um «j» , dois «a» , um «1» e três «3» .
De quantas formas diferentes pode a Joana escolher o seu código de acesso?
(A) 5040 (C) 210
(B) 420 (D) 35

Como existem dois «a» e três «3» , temos permutações com repetições.
Assim, o número de formas diferentes de a Joana escolher o seu código
7!
de acesso é = 420 .
3! # 2
Resposta: (B)

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

14   
O sistema geral de numeração de matrículas dos automóveis portugueses
consiste em três grupos de dois caracteres, separados por dois traços.
Atualmente, a sequência utilizada é 00-AA-00 , ou seja, dois algarismos,
duas letras e dois algarismos.

14.1 Quantas matrículas podem ser emitidas com este sistema?


14.2 Quantas matrículas existem com os algarismos e as letras iguais?
14.3 A Rita sabe que a matrícula do carro do pai tem as letras EX , por esta
ordem. Quantas matrículas existem nestas condições?

32
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
14.1 10 × 10 × 23 × 23 × 10 × 10 = 5 290 000 matrículas
14.2 10 × 1 × 23 × 1 × 1 × 1 = 230 matrículas
14.3 10 × 10 × 1 × 1 × 10 × 10 = 10 000 matrículas

15   
Determine quantos números de três algarismos diferentes é possível escrever
com os algarismos:
a) 2 , 3 , 4 , 5 e 6 ?
b) 0 , 1 , 2 e 3 ?

a) 5 × 4 × 3 = 60 algarismos diferentes
b) 3 × 3 × 2 = 18 algarismos diferentes

16   
Numa sala, existem dez cadeiras em fila numeradas de 1 a 10 . De quantas
formas duas pessoas podem sentar-se nessas cadeiras, havendo ao menos uma
cadeira entre eles?
10
A2 = 90 dá-nos o número de formas de sentar duas pessoas nas 10 cadeiras,
não havendo qualquer restrição.
Determinemos de quantas formas se podem sentar juntas, nas 10 cadeiras,
tendo em conta o seguinte esquema:

1
2
3
4
5
6
7
8
9

Como as pessoas podem trocar entre si, existem 9 × 2 = 18 formas


diferentes de as pessoas se sentarem juntas.
Assim, vem que 90 - 18 = 72 . Portanto, há 72 formas diferentes
de duas pessoas se sentarem nas 10 cadeiras, existindo pelo menos uma
cadeira entre elas.
u2p31h1sol

33
Cálculo combinatório

17   
O Ricardo dispõe de peças de tecido cor de laranja, brancas,
vermelhas e verdes com as quais pretende fazer bandeiras
tricolores, com faixas horizontais.
17.1 Quantas bandeiras diferentes pode o Ricardo fazer?
17.2 Quantas faixas de cada cor são necessárias para
o Ricardo conseguir fazer todas as diferentes bandeiras?

17.1 Pretende-se saber quantas sequências de três cores é possível formar


utilizando as quatro cores dadas, ou seja, o número de arranjos simples
de 4 elementos organizados 3 a 3 . Assim, tem-se que o número
de bandeiras que o Ricardo pode fazer é igual a
4
A3 = 4 × 3 × 2 = 24 U1p36h2
17.2 Determinar o número de faixas de cada cor é o mesmo que
determinar o número de bandeiras em que figura cada uma das cores,
uma vez que em cada bandeira não figura mais do que uma faixa
de cada cor.
Repare-se que existem três posições diferentes
que podem ser ocupadas pela faixa cor de laranja.
Falta agora determinar o número de formas
diferentes de colocar mais duas das três restantes
cores, sendo que a posição em que cada cor vai ser
colocada diferencia as bandeiras. Assim, fixada a cor
de laranja, existem 3A2 = 3 × 2 = 6 sequências
diferentes de duas cores distintas construídas a partir
das restantes três cores, para cada uma das três
posições da cor de laranja.
Então, no total existem 3 × 6 = 18 bandeiras
nas quais figura a cor de laranja.
Como o número de bandeiras em que figura a cor e laranja é igual ao
número de bandeiras em que figura qualquer uma das outras três cores,
o Ricardo necessita de 18 faixas de cada cor para conseguir construir
todas as 24 bandeiras.

18   
Considere uma pirâmide pentagonal regular.
Utilizando seis cores distintas, determine de quantas
maneiras diferentes se pode pintar as faces da
pirâmide de modo que todas as faces tenham cores
diferentes.

34
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
Trata-se de escolher cinco cores distintas para as faces laterais e permutá-las,
tendo em conta que se trata de uma permutação circular. Feita a escolha,
6
A5
a base fica pintada com a cor restante. Vamos, então, ter = 144 maneiras
5
diferentes.

19   
Um código é formado por sete caracteres dos quais quatro têm de ser
algarismos e três têm de ser vogais. Quantos códigos diferentes é possível
formar, tais que:
a) os algarismos e as vogais sejam dispostos de forma alternada?
b) os símbolos iniciais e finais sejam algarismos e as vogais estejam juntas?
c) as vogais fiquem nos lugares centrais e os algarismos sejam todos ímpares?
d) haja unicamente dois algarismos iguais a 3 ?
e) não haja qualquer restrição à forma como se dispõem?
Caderno de Apoio do 12.º ano

a) Existem 10 possibilidades para os algarismos e 5 possibilidades para


as vogais. Para que estejam dispostos de forma alternada, o primeiro
carácter terá de ser um algarismo. Assim, há
10 × 5 × 10 × 5 × 10 × 5 × 10 = 1 250 000 códigos diferentes.
b) Para que os símbolos iniciais e finais sejam algarismos, existem
10 possibilidades para o primeiro e último carácter. De acordo com
o esquema que se segue, as vogais podem estar juntas em três posições
diferentes.
10 5 5 5 10 10 10

Assim, existem 10 × 5 × 5 × 5 × 10 × 10 × 10 × 3 =
= 104 × 53 × 3 = 3 750 000 códigos diferentes nas condições pedidas.
c) Existem cinco algarismos ímpares. Logo, cinco possibilidades para
as posições centrais ocupadas pelas vogais e 5 possibilidades para quaisquer
outras posições:
5 × 5 × 5 × 5 × 5 × 5 × 5 = 57 = 78 125 códigos diferentes.
d) 1 × 1 × 5 × 5 × 5 × 9 × 9 × 7C2 × 5C3 = 2 126 250
onde
7
C2 é o número de formas de escolher as posições para o algarismo «3» e
5
 C3 é o número de formas de escolher as posições para as vogais, tendo já
posicionado os dois algarismos «3».
35
Cálculo combinatório

e) 10 × 10 × 10 × 10 × 5 × 5 × 5 × 7C4 = 43 750 000


onde
7
 C4 é o número de formas de escolher a posição, de entre as sete possíveis,
para os quatro algarismos.

20   
Um treinador de animais faz entrar em fila, num recinto, cinco cães e quatro
gatos.
20.1 De quantas maneiras diferentes podem entrar os animais?
20.2 Considerando a questão 20.1, quantas dessas disposições têm entre dois
cães consecutivos e um e um só gato?

20.1 9! = 362 880 formas diferentes


20.2 5 × 4 × 4 × 3 × 3 × 2 × 2 × 1 × 1 = 2880

21   
Colocam-se nove fichas numeradas de 1 a 9 num recipiente.
21.1 Retiram-se duas fichas do recipiente
e colocam-se lado a lado, formando um 1
3 4 2
número de dois algarismos. Determine 5 7 6
9 8
quantos números é possível formar se:
a) as duas fichas são retiradas
sucessivamente e com reposição.
b) as duas fichas são retiradas simultaneamente.
21.2 Retiram-se em simultâneo três fichas do recipiente e colocam-se lado
a lado para formar um número de três algarismos. Em quantos desses
números a soma dos algarismos é igual a 10 ?
U1p37h1
21.1 a) Como há reposição, existem nove escolhas para o primeiro algarismo
e as mesmas nove escolhas para o segundo algarismo, então,
é possível formar 9 × 9 = 81 números.
b) Não havendo reposição, existem nove escolhas possíveis para
o primeiro algarismo e apenas oitos possíveis para o segundo.
Assim, vamos ter 9 × 8 = 72 números.
21.2 As decomposições possíveis de 10 numa soma de três parcelas distintas são:
1+2+7; 1+3+6; 1+4+5; 2+3+5.
Para cada uma delas, existem 3! = 6 números diferentes possíveis
de formar com três algarismos.
Assim, existem 6 × 4 = 24 números de três algarismos cuja soma é 10 .

36
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
22   
No código Morse, as letras são representadas
por pontos e traços, em sequências de um
a quatro desses sinais para cada letra.
Por exemplo, a representação das letras A , B , C , D e E é:
22.1 Determine o número total de letras que é possível formar neste código.
22.2 Quantas letras possíveis têm exatamente dois pontos?

22.1 • Com 1 sinal " 2 sequências.


• Com 2 sinais " 22 = 4 sequências
• Com 3 sinais " 23 = 8 sequências
• Com 4 sinais " 24 = 16 sequências
Portanto, é possível formar 2 + 4 + 8 + 16 = 30 letras com
este código.
22.2 • Com 2 sinais " 1 letra
• Com 3 sinais " 3C2 = 3
• Com 4 sinais " 4C2 = 6
1 + 3 + 6 = 10 , ou seja, 10 letras têm exatamente dois pontos.

23   
Determine para que valor natural de n se verifica:
10! (n + 1)!
a) n + 1 = c) = 72
n! (n - 1)!
(n + 1)!
b) = 4! d) nC12 = 30 C18
n!
10!
a) n + 1 = + n!(n + 1) = 10! + (n + 1)! = 10! +
n!
+ n + 1 = 10 + n = 9
(n + 1)! (n + 1) n!
b)  = 4! + + n + 1 = 4! + n + 1 = 24 + n = 23
n! n!
(n + 1)! (n + 1) n (n - 1)!
c)  = 72 + + (n + 1)n = 72 +
(n - 1)! (n - 1)!
- 1 ! 1 2 - 4 #1# (-72)
+ n2 + n - 72 = 0 + n = +
2 #1
+ n = -9 0 n = 8
Como n ! IN , então, n = 8 .
d) nC12 = 30 C18 + nC12 = 30 C12 + n = 30

37
Cálculo combinatório

24   
Considere o problema seguinte.
«A empresa AP pretende aplicar, junto dos seus funcionários, um programa
de reeducação alimentar. De entre os 500 funcionários da empresa AP
vão ser selecionados 30 para formarem um grupo para frequentar esse
programa. A Joana e a Margarida são irmãs e são funcionárias
da empresa AP. Quantos grupos diferentes podem ser formados de modo
que pelo menos uma das duas irmãs, a Joana ou a Margarida, não seja
escolhida para esse grupo?»
Apresentam-se, em seguida, duas respostas corretas.
I) 500 C30 - 498C28
II) 2 × 498C29 + 498C30
Numa composição, apresente o raciocínio correto que conduz a cada uma
dessas respostas.
Exame Nacional do 12.º ano, 2012

A resposta (I) pode ser interpretada como:


O número total de grupos de 30 funcionários que se pode escolher é
500
C30 . Em alguns destes estão presente as duas irmãs.
Se, ao número total destes grupos, subtrairmos o número de grupos em
que as duas irmãs estão presentes, ou seja, os grupos de 30 elementos que
incluem as duas irmãs e mais 28 de entre os 498 funcionários ( 498C28 ) ,
restam apenas os grupos onde está apenas uma das irmãs ou então nenhuma
delas, o que significa que pelo menos uma delas não integrará o grupo
de funcionários escolhido.
A resposta (II) poderá ser interpretada como:
Os grupos de 30 funcionários, que respeitam a condição definida, podem ser
de dois tipos:
• Apenas uma das irmãs pertence ao grupo.
Existem 2 × 498C29 grupos deste tipo, pois resultam de incluir uma
das duas irmãs e mais 29 funcionários escolhidos de entre os restantes
498 funcionários.
 enhuma das irmãs pertence ao grupo. Existem 498C30 grupos deste tipo,
• N
pois resultam da escolha de 30 funcionários do grupo de 498 funcionários
que não incluem as irmãs.
Assim, 2 × 498C29 + 498C30 representa o número de grupos que inclui apenas
umas das irmãs, adicionando ao número de grupos que não inclui nenhuma
das irmãs.

38
2
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
25   
A Sandra quer enviar ao namorado oito fotografias distintas pelo correio.
Dispõe de cinco envelopes iguais.
Determine de quantas formas distintas pode enviar as fotografias sabendo
que cada envelope tem de ter pelo menos uma fotografia.

Existem três situações distintas:


• u m envelope com quatro fotografias e os restantes quatro envelopes
com uma: 8C4 = 70 disposições possíveis;
• u m envelope com três fotografias, outro com duas e os restantes três
envelopes com uma fotografia: 8C3 × 5C2 = 560 disposições possíveis;
• três envelopes com duas fotografias e dois envelopes com uma fotografia:
8
C2 # 6C2 # 4C2
 = 420 disposições possíveis (dividimos por 3! porque
3!
há três envelopes com o mesmo número de fotografias).
No total existem: 70 + 560 + 420 = 1050 formas distintas de enviar
as fotografias.

39
3 Triângulo de Pascal.
Propriedades
UNIDADE

das combinações

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

1   
A Joana pretende comer um gelado com três
sabores.
Sabendo que a geladaria dispõe de 10 sabores
todos diferentes, de quantas maneiras pode a Joana
efetuar o seu pedido?

Como a ordem pela qual os sabores são escolhidos não distingue


os gelados, o número de pedidos diferentes que a Joana pode fazer
é de 10 C3 = 120 pedidos.

2   
Na pizaria Roma, cada cliente pode escolher para a sua piza três ou quatro
ingredientes de entre os seguintes: cogumelos, fiambre, camarão, atum,
ananás, queijo, frango e azeitonas.
2.1 De quantas formas pode um cliente escolher os ingredientes da sua piza
neste estabelecimento?
2.2 Sabendo que a piza que o António irá escolher tem de ter ananás e atum,
de quantas maneiras pode escolher os ingredientes da sua piza?

2.1 Devemos considerar duas situações: o cliente escolhe três ingredientes


ou o cliente escolhe quatro ingredientes dos oito disponíveis. Temos, então:
• 3 ingredientes: 8C3 = 56 maneiras diferentes
• 4 ingredientes: 8C4 = 70 maneiras diferentes
O cliente pode, então, escolher 56 + 70 = 126 formas diferentes de piza.
2.2 Voltemos a considerar as mesmas duas situações:
• 3 ingredientes: 2C2 × 6C1 = 6
• 4 ingredientes: 2C2 × 6C2 = 15
em que 6C1 e 6C2 é o número de formas de escolher um e dois
ingredientes, respetivamente, de entre os seis diferentes de ananás
e atum.
Então, vai ter 6 + 15 = 21 maneiras diferentes.

40
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
3   
3.1 Mostre que num polígono convexo com n lados o número de diagonais
é dado por:
n
C2 - n
3.2 Sabendo que um dado polígono regular admite 35 diagonais, determine
o número de lados desse polígono.

3.1 Se um polígono convexo tem n lados, então, tem n vértices. Com esses
n vértices, podemos formar nC2 segmentos de reta, dos quais n são lados,
portanto, existem nC2 - n diagonais.
3.2 Sabemos que o polígono regular admite 35 diagonais e, considerando
o resultado da questão anterior, temos que:
n!
nC2 - n = 35 + - n = 35 +
(n - 2)! # 2
n (n - 1) (n - 2)! n (n - 1)
+ - n = 35 + - n = 35 +
(n - 2)! # 2 2
+ n2 - n - 2n - 70 = 0 + n2 - 3n - 70 = 0 +
3 ! (-3)2 - 4 #1# (-70)
+ n = + n = -7 0 n = 10
2 #1
O polígono tem 10 lados.

4   
Resolva as equações:
a) 15Cx = 15C9 b) 20 Cx + 2 = 20 C14 - 2x c) xC6 = xC4

a) 15Cx = 15C9 + x = 9 0 x = 15 - 9 + x = 9 0 x = 6  C.S. = {6, 9}


b) 20 Cx + 2 = 20 C14 - 2x +
+ x + 2 = 14 - 2x 0 x + 2 = 20 - (14 - 2x) +
+ 3x = 12 0 x + 2 = 20 - 14 + 2x + x = 4 0 x = -4  C.S. = {4}
c) xC6 = xC4 + 6 = x - 4 + x = 10  C.S. = {10}

5   
Demonstre, utilizando o princípio de indução matemática, que a seguinte
igualdade é verdadeira para todo o n natural:
n
/ n
Ck = 2 n
k=0

Para n = 1 :
1
/ 1
Ck = 1C0 + 1C1 = 1 + 1 = 2 = 21 (verdadeira)
k=0
41
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

Suponhamos que a igualdade é verdadeira para um número natural p e vamos


deduzir que é verdadeira para o número natural p + 1 :
p
Hipótese: / p
Ck = 2 p
k=0
p+1
Tese: / p+1
Ck = 2 p + 1
k=0

Demonstração:
p p p
2p + 1 = 2 × 2p = 2 × / p
Ck = / p
Ck + / p
Ck =
k=0 k=0 k=0 i)
p p p p+1
=1+ / p
Ck + 1 + / p
Ck - 1 = 2 + / p+1
Ck = / p+1
Ck
k =1 k =1 k =1 k=0
c.q.d.
p p p p-1 p
i) / p
Ck = 1 + / p
Ck e / p
Ck = 1 + / p
Ck = 1 + / p
Ck - 1
k=0 k =1 k=0 k=0 k =1

6   
Um conjunto A é formado por 12 elementos.
6.1 Quantos subconjuntos de 3 elementos é possível formar com os elementos
do conjunto A ? E com 5 elementos?
6.2 Qual é o número de subconjuntos que é possível formar com os elementos
de A ?
12
6.1  C3 = 220 subconjuntos de 3 elementos
12C5 = 792 subconjuntos de 5 elementos
6.2 212 = 4096 subconjuntos com os elementos de A .

Tarefa 1   
Nas aulas laboratoriais de Química, a professora
Helena dividiu a turma em grupos de quatro. No final
de cada aula, dois elementos de cada grupo ficaram
responsáveis pela limpeza da mesa de trabalho.
O grupo, formado pelos alunos Carolina, Catarina,
João e Matilde, decidiu que o par responsável pela
limpeza da mesa só se repetiria depois de esgotadas
todas as opções diferentes de constituição dos pares.
O João e a Matilde formaram o primeiro par.
1.1 Quantas aulas depois voltarão a reencontrar-se como par de limpeza?
1.2 Se entrar um elemento novo para o grupo, de quantas em quantas aulas
se repete o par?
42
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
4
1.1 C2 = 6
De seis em seis aulas, o João e a Matilde voltam a encontrar-se como par
de limpeza.
1.2 6 + 4 = 10 pares
Os pares repetem-se de 10 em 10 aulas.

7   
n!
Sabendo que nCp = prove, para n, p ! IN, p < n , que:
(n - p)! # p!
n+1
Cp + 1 = n Cp + n Cp + 1

Temos que, para n, p ! IN , p < n ,


n n! n!
Cp + n Cp + 1 = + =
(n - p)! # p! (n - p - 1)! # (p + 1)!
n! (p + 1) n! (n - p)
= + =
(n - p) (n - p - 1)!# p! (p + 1) (n - p - 1)!# (n - p) (p + 1) p!
n! (n - p + p + 1)
= =
(n - p)! (p + 1)!
(n + 1)!
=
(n - p)! (p + 1)!
= n + 1Cp + 1
c.q.d.

8   
Sabendo que
n+1
Cp + 1 = 28
n+1
Cp + 2 = 56
Calcule:
a) n + 2Cp + 2
b) nCp + 2 - nCp

a) n + 2Cp + 2 = n + 1Cp + 1 + n + 1Cp + 2 = 28 + 56 = 84

b) Nota: n
Cp + 1 + nCp + 2 = n + 1Cp + 2 + nCp + 2 = n + 1Cp + 2 - nCp + 1
n
Cp + 2 - nCp = n + 1Cp + 2 - nCp + 1 - nCp =
= n + 1Cp + 2 - n + 1Cp + 1 =
= 56 - 28 = 28

43
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

9  
Determine o valor de n tal que:
a) 2nCn + 2nCn + 1 = 2n + 1C5

b) 5n - 15C2n + 5n - 15C2n + 1 = 5n - 14Cn - 1

a) 2nCn + 2nCn + 1 = 2n + 1C5 + 2n + 1Cn + 1 = 2n + 1C5 +


+ n + 1 = 5 0 n + 1 = 2n + 1 - 5 + n = 4 0 n = 5
b) 5n - 15C2n + 5n - 15C2n + 1 = 5n - 14Cn - 1 + 5n - 15 + 1C2n + 1 = 5n - 14Cn - 1 +
+ 5n - 14C2n + 1 = 5n - 14Cn - 1 +
+ 2n + 1 = n - 1 0 2n + 1 = 5n - 14 - n + 1 +
+ n = -2 0 n = 7

10   
Usando a Fórmula de Pascal, determine:
12
C3 + 12C4 - 13C9
12
C3 + 12C4 - 13C9 = 13C4 - 13C9 = 13C4 - 13C4 = 0
. .
Fórmula de Pascal Lei da simetria

11   
Sabendo que a + b = 1 , a, b ! IN 0 , simplifique
a+b
Ca + a + bCa + 1 + a + b + 1Cb + 1
e indique o valor da expressão.

Como a + b = 1 , então, a+b


Ca + 1 = 1Ca + 1 ,
pelo que a + 1 G 1 + a G 0 .
Então, a = 0 e, consequentemente, b = 1 .
Assim,
a+b
Ca + a + bCa + 1 + a + b + 1Cb + 1 = 1C0 + 1C1 + 2C2 = 1 + 1 + 1 = 3

12   
Indique o número de elementos e determine a soma de todos os elementos
da linha 10 do triângulo de Pascal.

A linha 10 do triângulo de Pascal tem 10 + 1 = 11 elementos.


A soma de todos os elementos da linha é 210 = 1024 .

44
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
13   
Justifique que para todo o n natural:
n +1 n
/ n+1
Ck = 2 × / n
Ck
k=0 k=0

n n +1 n
Sabe-se que / n n
Ck = 2 , logo, / n+1
Ck = 2 n+1 n
=2×2 =2× / n
Ck ,
k=0 k=0 k=0
para todo o n natural.

14   
Sabendo que numa determinada linha do triângulo de Pascal, o produto dos
dois primeiros elementos é 15 , qual é o valor do 3.º elemento dessa linha?

Se o produto dos dois primeiros elementos de uma determinada linha é 15 ,


estamos na linha 15 , da forma:
1 15 ?
(15C0) (15C1)
Assim, o terceiro elemento será 15C2 = 105 .

15   
A soma de todos os elementos de uma linha do triângulo de Pascal é 4096 .
Determine:
a) a soma de todos os elementos da linha seguinte.
b) a soma de todos os elementos das linhas anteriores.

a) A soma dos elementos da linha n do triângulo de Pascal é 2 n .


2n = 4096 & n = 12 . Logo, trata-se da linha 12 .
n = 13 , 213 = 8132
b) 211 + 210 + 29 + 28 + 27 + 26 + 25 + 24 + 23 + 22 + 21 + 20 = 4095

16   
Os três primeiros elementos de uma determinada linha do triângulo de Pascal
são, respetivamente, 1 , 20 e 190 .
16.1 Qual é o sexto elemento dessa linha?
16.2 Quais são os três últimos elementos da linha seguinte?

16.1 Se os três primeiros elementos são 1 , 20 e 190 , trata-se da linha 20 ,


da forma: 1 20 190
(20C0) (20C1) (20C2)
20
Assim, o sexto elemento será C5 = 15 504
45
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

16.2 Pela fórmula de Pascal, os três primeiros elementos da linha seguinte


serão 1 , 21 e 210 . Pela lei da simetria, os três últimos elementos
da linha seguinte serão 210 , 21 , 1 .

Tarefa 2   
Considere uma linha do triângulo de Pascal em que os quatro primeiros
e os quatro últimos elementos estão designados por letras do seguinte
modo:
a b c d … e f g h
Sabendo que a + b = 17 , determine os valores de a , b , c , d , e , f ,
g e h.

Se a + b = 17 , então: a = 1 e b = 16 , o que significa que a linha


parcialmente representada é a linha 16 .
Sendo assim,
c = 16C2 = 120
d = 16C3 = 560
e, por simetria:
e = 560
f = 120
g = 16
h=1

17   
Numa certa linha do triângulo de Pascal, o segundo elemento é 2017 .
Quantos elementos dessa linha são superiores a 10 milhões?

Se o segundo elemento é 2017 , trata-se da linha 2017 , e os elementos


desta linha são da forma 2017Cp , 0 G p G 2017 .
A linha 2017 tem 2018 elementos e
2017
C0 = 1
2017
C1 = 2017
2017
C2 = 2 033 136
2017
C3 = 1 365 589 680 ( >10 milhões)
Os três primeiros elementos e os três últimos elementos da linha 2017
são inferiores a 10 milhões. Assim, esta linha tem 2018 - 6 = 2012
elementos superiores a 10 milhões.

46
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
Tarefa 3   
Partindo do desenvolvimento de (x + y)3 (definido acima), obtenha
o desenvolvimento de (x + y)4 .

(x + y)4 = (x + y)(x3 + 3x2y + 3xy2 + y3) = x4 + 4x3y + 6x2y2 + 4xy3 + y4

18   
Determine o desenvolvimento de:
(x + y)5

(x + y)5 = x5 + 5C1 x4y + 5C2 x3y2 + 5C3 x2y3 + 5C4 xy4 + y5 +


+ (x + y)5 = x5 + 5x4y + 10x3y2 + 10x2y3 + 5xy4 + y5

19   
Recorrendo ao binómio de Newton, determine o desenvolvimento de:
a) (a + 2)5
b) (ab + ac)4

a) (a + 2)5 = a5 + 5C1 a4 × 2 + 5C2 a3 × 22 + 5C3 a2 × 23 + 5C4 a × 24 + 25 +
+ (a + 2)5 = a5 + 10a4 + 40a3 + 80a2 + 80a + 32
b) (ab + ac)4 = (ab)4 + 4C1(ab)3(ac) + 4C2(ab)2(ac)2 + 4C3(ab)(ac)3 + (ac)4 +
+ (ab + ac)4 = a4 b4 + 4a4 b3c + 6a4 b2 c2 + 4a4 bc3 + a4 c4

20   
Considere o desenvolvimento de:
(2p + q2)14
Determine:
a) os três primeiros termos.
b) os três últimos termos.
c) o termo central.
d) a soma dos coeficientes binomiais.

a) 1.º termo: T1 = T0 + 1 = 14C0 (2p)14 × (q2)0 = 16 384p14


2.º termo: T2 = T1 + 1 = 14C1 (2p)13 × (q2)1 = 14 × 213 × p13 × q2 =
= 114 688p13q2
3.º termo: T3 = T2 + 1 = 14C2 (2p)12 × (q2)2 = 91 × 212 × p12 × q4 =
= 372 736p12 q4

47
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

b) T15 = T14 + 1 = 14C14 (2p)14 - 14 × (q2)14 = q28


T14 = T13 + 1 = 14C13 (2p)1 × (q2)13 = 14 × 2p × q26 = 28pq26
T13 = T12 + 1 = 14C12 (2p)2 × (q2)12 = 91 × 22p2 q24 = 364p2 q24
15 + 1
c) Termo central " = 8 (8.º termo)
2
T8 = T7 + 1 = 14C7 (2p)7 × (q2)7 = 3432 × 27 × p7 × q14 = 439 296p7q14
d) 14C0 + 14C1 + 14C2 + …… + 14C14 = 16 384 = 214

21   
Justifique que no desenvolvimento de (3x + y)7 os coeficientes binomiais
do 2.º e do 7.º termo, são iguais.

O 2.º termo é da forma: T2 = T1 + 1 = 7C1 (3x)6y1


O 7.º termo é da forma: T7 = T6 + 1 = 7C6 (3x)1 y6
Os coeficientes binomiais são 7C1 e 7C6 e 7C1 = 7C6 , pela lei da simetria.

22   
No desenvolvimento do binómio (x + y)30 , determine o coeficiente do termo:
a) x26 y4
b) x4 y26

a) Tp + 1 = 30 Cp x30 - py p
30 - p = 26 / p = 4 & p = 4
Assim,
T5 = 30 C4 x26y4 + T5 = 27 405x26y4
Coeficiente: 27 405
b) Tp + 1 = 30 Cp x30 - pyp
30 - p = 4 / p = 26 & p = 26
Assim,
T27 = 30 C26 x4y26 + T27 = 27 405x4y26
Coeficiente: 27 405

23   
Seja f uma função real de variável real, tal que:
f(x + 1) = x4
Determine o valor exato de:
f _ 2i

48
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
Seja y = x + 1 + x = y - 1 .
Temos que f(y) = (y - 1)4 , então:
f _ 2 i = _ 2 - 1i = _ 2 i + 4C1 × _ 2 i × (-1) + 4C2 × _ 2 i ×
4 4 3 2

× (-1)2 + 4C3 × _ 2 i × (-1)3 + (-1)4 =


= 4 - 8 2 + 12 - 4 2 + 1 = 17 - 12 2

24   
Calcule o 12.º termo do desenvolvimento dos binómios:
a) ` x 2 - yj ( y H 0 )
16

b) c 2m
21
1
x - y (x!0)

a) T12 = T11 + 1 = 16C11 (x2)5 × `- y j = -4368x10y5


11
y
b) T12 = T11 + 1 = 21C11 (x-1)10 × (-y2)11 = -352 716x-10y22

25   
Considere o desenvolvimento do binómio:
c x3 - 3 m
8

x
Determine:
a) o termo central.
b) o termo independente de x .
c) o termo de grau 12 .
d) a soma dos coeficientes dos seus termos.

a) O desenvolvimento do binómio terá 9 termos. O termo central será

o 5.º d = 5n .
9+1
2
T5 = 8C4(x3)4(-3x-1)4 + T5 = 5670x8
b) Os termos deste desenvolvimento são da forma:
Tp + 1 = 8Cp(x3)8 - p(-3x-1)p + Tp + 1 = 8Cpx24 - 4p(-3)p
O termo independente de x é aquele em que o expoente de x é nulo,
ou seja,
24 - 4p = 0 + p = 6
Substituindo na expressão dos termos deste desenvolvimento, obtemos:
T7 = 8C6(-3)6 + T7 = 20 412

49
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

c) O termo de grau 12 é aquele em que o expoente de x é 12 :


24 - 4p = 12 + p = 3
T4 = 8C3 x12(-3)3 + T4 = -1512x12
d) A soma dos coeficientes é dada por:
8
C0(-3)0 + 8C1(-3)1 + 8C2(-3)2 + 8C3(-3)3 + 8C4(-3)4 +
+ 8C5(-3)5 + 8C6(-3)6 + 8C7(-3)7 + 8C8(-3)8 =
= 8C0 18 × (-3)0 + 8C1 17 × (-3)1 + 8C2 16 × (-3)2 +
+ 8C3 15 × (-3)3 + 8C4 14 × (-3)4 + 8C5 13 × (-3)5 +
+ 8C6 12 × (-3)6 + 8C7 11 × (-3)7 + 8C8 10 × (-3)8 =
= (1 + (-3))8 = (-2)8
= 256

26   
Determine os valores de a e de n , ambos naturais, de forma que
o coeficiente de x4 no desenvolvimento de _ x - ax i seja -28 .
n

Os termos deste desenvolvimento são da forma:

Tp + 1 = nCp _ x i
n+p
n-p
(-ax)p + Tp + 1 = nCp x 2 (-a)p
O expoente de x é 4 :
n+p
= 4 + n + p = 8 , n H p , logo, teríamos cinco hipóteses.
2
Mas, como: -28 < 0 , (-a)p < 0 , logo, p é ímpar, temos, então,
duas hipóteses:
p=1 e n=7:
T2 = 7C1x4(-a)1
Queremos que o coeficiente de x4 seja -28 , pelo que
-a × 7C1 = -28 + -7a = -28 + a = 4
p=3 e n=5:
T4 = 5C3x4(-a)3
Queremos que o coeficiente de x4 seja -28 , pelo que
5
C3(-a)3 = -28 + -10a3 = -28 , o que é impossível para a ! IN .
Assim, a = 4 e n = 7 .

50
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
AVALIAR CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1   
Dispõe-se de seis cavalos brancos e três cavalos pretos
para colocar num tabuleiro quadrado de 3 × 3, com
casas brancas e pretas, alternadamente, como ilustra
a figura ao lado.
De quantas maneiras se conseguem colocar todas
as 9 peças no tabuleiro, de forma que nenhuma peça
ocupe mais do que uma casa?
(A) 68 (C) 112
(B) 84 (D) 120

9
U1p46h1
C6 = 84
Resposta: (B)

2   
Sejam C1 e C2 duas circunferências diferentes e concêntricas.
Considere 4 pontos em C1 e 3 pontos em C2 . Supondo que não existem
3 pontos colineares entre si, quantos triângulos é possível formar com os
7 pontos considerados, de forma que não pertençam todos à mesma circunferência?
(A) 12 (C) 30
(B) 18 (D) 35

Para que não pertençam todos os pontos à mesma circunferência, teremos


de considerar dois casos: ou dois pontos pertencem a C1 e um ponto a C2 ,
ou dois pontos pertencem a C2 e um ponto a C1 . Assim, é possível formar
3
C2 × 4C1 + 3C1 × 4C2 = 12 + 18 = 30 triângulos.
Resposta: (C)

3   
Considere a função f , de domínio [-3, 3] , definida por f(x) = x3 - 2x
e os pontos pertencentes ao gráfico de f de abcissas -2 , -1 , 1 , 2 e 3 .
Quantas maneiras há de efetuar a escolha de um par de pontos de forma
que o produto entre as suas ordenadas seja positivo?
(A) 3 (C) 5
(B) 4 (D) 6
51
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

f(-2) = -4    f(-1) = 1    f(1) = -1    f(2) = 4    f(3) = 21


Para o produto entre as suas ordenadas ser positivo, ou ambas são negativas,
ou ambas são positivas. Assim, há 2C2 + 3C2 = 1 + 3 = 4 maneiras
diferentes de efetuar a escolha.
Resposta: (B)

4   
Numa cimeira ibérica sobre ciência, todos os
participantes se cumprimentaram com um aperto
de mão.
Sabendo que foram dados 105 apertos de mão,
qual foi o número total de participantes?
(A) 10 (C) 15
(B) 12 (D) 18

Sendo n o número total de participantes, o número de apertos de mão é dado


por nC2 .
n n!
C2 = 105 + = 105 + n(n - 1) = 210 +
(n - 2)! # 2
+ n2 - n - 210 = 0 + n = -14 0 n = 15 .
Como n ! IN , então, n = 15 .
Resposta: (C)

  
5
No restaurante Saber Comer é servida uma
sobremesa com frutos tropicais em que o cliente
escolhe o número de frutos que a constituem,
de entre 8 tipos de fruta, no mínimo com 2
e no máximo com 8 frutos.
De quantas formas pode ser constituída esta sobremesa?
(A) 247 (B) 255 (C) 256 (D) 260

A sobremesa pode ser constituída por 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 ou 8 frutos


escolhidos de entre os 8 . Assim:
8
C2 + 8C3 + 8C4 + 8C5 + 8C6 + 8C7 + 8C8 =
= 28 + 56 + 70 + 56 + 28 + 8 + 1 = 247
ou
28 - (8C0 + 8C1) = 256 - 1 - 8 = 247
Resposta: (A)

52
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
  
6
Tomando p e n naturais, tais que p < n , tem-se que
n
Cp + 2 × nCp + 1 + nCp + 2 é igual a:
(A) n + 1Cp + 2 (C) n+2
Cp + 2
n+1 n+2
(B) Cp + 1 (D) Cp + 1
n
Cp + 2 × n Cp + 1 + n Cp + 2 = n Cp + n Cp + 1 + n Cp + 1 + n Cp + 2 =
= n + 1Cp + 1 + n + 1Cp + 2 = n + 2Cp + 2
Resposta: (C)

  
7
Numa determinada linha do triângulo de Pascal, a soma de todos os seus
elementos é de 16 384 .
Qual é o valor do elemento que ocupa a posição central nessa linha?
(A) 3003 (C) 6435
(B) 3432 (D) 12 870

A soma de todos os elementos da linha n do triângulo de Pascal é 2 n .


214 = 16 384 , logo, n = 14 . Trata-se da linha 14 , que tem 15 elementos.
15 + 1
=8
2
O 8.º elemento é o central e é dado por: 14C7 = 3432
Resposta: (B)

8   
Numa determinada linha do triângulo de Pascal, o produto dos valores
que se encontram na segunda e na penúltima posição é 625 .
Qual é o valor do elemento que se encontra na quarta posição da linha
anterior?
(A) 2024 (C) 10 626
(B) 2300 (D) 12 650

Pela lei da simetria, os valores que se encontram na 2.ª e penúltima posição


de uma linha do triângulo de Pascal são iguais. Seja x esse valor.
x2 = 625 & x = 25 . O 2.º elemento é 25 , logo, trata-se da linha 25 .
Pretendemos saber o valor ocupado pela 4.ª posição da linha 24 , que é dado
por 24C3 .
24
C3 = 2024
Resposta: (A)
53
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

9   
A soma dos quatro últimos elementos de uma linha do triângulo de Pascal
é 2325 .
O quarto elemento dessa linha é 2024 . Qual é o terceiro elemento
da linha seguinte?
(A) 224 (B) 242 (C) 256 (D) 300

Sendo o 4.º elemento dessa linha igual a 2024 e o 1.º igual a 1 ,


então, a soma dos 2.º e 3.º elementos será 2325 - (1 + 2024) = 300 .
Pela lei de Pascal ( nC1 + nC2 = n + 1C2 ) , o 3.º elemento da linha seguinte
é 300 .
Resposta: (D)

10   
O terceiro elemento de uma certa linha do triângulo de Pascal é 78 .
Qual é o penúltimo elemento dessa linha?
(A) 10 (B) 11 (C) 12 (D) 13

Se o terceiro elemento de determinada linha do triângulo de Pascal é 78 ,


então, nC2 = 78 .
n!
= 78 + n(n - 1) = 156 + n2 - n - 156 = 0 +
(n - 2)! # 2
1 ! (-1)2 - 4 #1# (-156)
+n= + n = -12 0 n = 13
2 #1
Como n ! IN , então, n = 13 .
Resposta: (D)

11   
a b c d e f g representa uma linha completa do triângulo de Pascal, em que
todos os elementos são substituídos por letras. Qual das seguintes igualdades
é verdadeira?
(A) c = 6C3 (C) c = 7C3
(B) c = 6C2 (D) c = 7C2
Exame Nacional do 12.º ano, 1999

Como a linha completa do triângulo de Pascal tem 7 elementos


e os 7 elementos são da forma 6Ck , então, a = 6C0 ; b = 6C1 e c = 6C2 .
Resposta: (B)

54
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
12   
O quarto termo do desenvolvimento do binómio _2 + a i é:
4

(A) a2 (B) 2a a (C) 8a a (D) 16

T4 = T3 + 1 = 4C3 × 21 × _ a i = 8a a
3

Resposta: (C)

13   
Do desenvolvimento de (x2 + 2)6 resulta um polinómio reduzido.
Qual é o termo de grau 6 desse polinómio?
(A) 8x6
(B) 20x6
(C) 64x6
(D) 160x6
Teste Intermédio do 12.º ano, 2014

Os termos do desenvolvimento (x2 + 2)6 são da forma


6
Ck(x2)6 - k(2)k , k ! {0, 1, …, 6}
O termo de grau 6 é obtido quando o expoente de x2 é 3 ,
porque (x2)3 = x2 × 3 = x6 .
Assim, temos que:
6-k=3+6-3=k+3=k
Logo, o termo de grau 6 é:
6
C3(x2)6 - 3 (2)3 = 20 × (x2)3 × 8 = 20 × 8 × x6 = 160x6
Resposta: (D)

14    n
Para n natural, o valor da expressão / n
Ci(-1)i é:
i =1

(A) -1 (B) 0 (C) 1 (D) 2

n n
/ n
C (-1) = d /
i
i n
Ci(-1)i 1n - in - 1 =
i =1 i=0

= (1 + (-1)n - 1) = -1
Resposta: (A)

55
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

15   
Determine o número de formas
diferentes de colocar três bolas verdes
e duas bolas azuis numa caixa com oito
compartimentos, sem colocar mais do
que uma bola em cada compartimento.

Dos oito compartimentos podemos escolher três para colocar as bolas verdes
e dos cinco compartimentos que restam podemos ainda escolher dois para
colocar as bolas azuis, assim sendo, vamos ter 8C3 × 5C2 = 56 × 10 = 560
formas diferentes de colocar estas bolas na caixa. U1p48h1

16   
Considere os pontos A , B , C , D e E pertencentes a uma mesma
circunferência. Quantos polígonos existem com vértices nestes pontos?

Com 5 pontos na circunferência, existem três tipos de polígonos: triângulos,


quadrados e pentágonos.
• Triângulos: 5C3 = 10
• Quadrados: 5C4 = 5
• Pentágonos: 5C5 = 1
Assim, no total, existem 10 + 5 + 1 = 16 polígonos com vértices nestes
pontos.

17   
Considere um prisma reto com n faces laterais.
17.1 Mostre que:
a) o número de diagonais faciais, d , é dado pela expressão d(n) = n A2 .
b) o número total de diagonais do sólido, D , é dado por D(n) = 2n2 - 4n .
17.2 Sabendo que, num prisma reto, o número de diagonais faciais é 210 ,
qual é o número total de diagonais desse sólido?

17.1 a) Em relação às faces laterais do prisma:


O prisma tem n faces laterais, cada uma com duas diagonais;
Existe, assim, um total de 2n diagonais nas faces laterais.
Em relação às bases do prisma:

56
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
n
Em cada uma das bases existem n vértices, pelo que existem C2
segmentos de reta por eles definidos. Destes, n são os lados do
polígono, pelo que nC2 - n é o número de diagonais de cada base;
como existem duas bases, 2(nC2 - n) é o número de diagonais
nas duas bases do prisma.
Existem, assim, ao todo, 2(nC2 - n) + 2n diagonais nas faces
do prisma.
n!
2(nC2 - n) + 2n = 2 × - 2n + 2n =
2! (n - 2)!
2n (n - 1) (n - 2)!
= = n(n - 1) = nA2
2 (n - 2)!
c.q.d.
(2 n)! (2n ) (2n - 1 ) (2n - 2 )!
b) 2nC2 - 3n = - 3n = - 3n =
(2n - 2)!2! (2n - 2)!2
= (2n - 1)n - 3n = 2n2 - n - 3n = 2n2 - 4n
c.q.d.
n 2 2
17.2 d(n) = 210 + A2 = 210 + n - n = 210 + n - n - 210 = 0 +
+ n = -14 0 n = 15
Como n ! IN , então, n = 15 , isto é, o sólido tem 15 faces laterais.
D(15) = 2 × 152 - 4 × 15 + D(15) = 390
Este sólido tem, no total, 390 diagonais.

18   
Resolva, em IN , as condições seguintes:
a) 16Cn = 16C7 c) 4nC2n + 4nC2n + 1 = 4n + 1Cn
b) 15Cn + 15Cn + 1 = 16C5 d) 20 C2n > 20 C7

a) 16Cn = 16C7 + n = 7 0 n = 16 - 7 + n = 7 0 n = 9
C.S. = {7, 9}
15 15 16 16 16
b) Cn + Cn + 1 = C5 + Cn + 1 = C5 +
+ n + 1 = 5 0 n + 1 = 11 + n = 4 0 n = 10
C.S. = {4, 10}
4n 4n 4n + 1 4n + 1 4n + 1
c) C2n + C2n + 1 = Cn + C2n + 1 = Cn +
+ 2n + 1 = n 0 2n + 1 = 3n + 1 + n = -1 0 n = 0
C.S. = Q
20 20 20 20
d) C2n > C2n > C13 , então, 2n > 7 / 2n < 13 +
C7 e
7 13
+n> /n< , n ! {4, 5, 6}
2 2
C.S. = {4, 5, 6}

57
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

19   
19.1 Demonstre a fórmula de Pascal
n
Cp + nCp + 1 = n + 1Cp + 1
utilizando a fórmula das combinações de n elementos p a p ,
n!
nCp = .
(n - p)! # p!
19.2  Mostre, utilizando a fórmula de Pascal, que:
6
C4 + 5C3 + 4C2 + 3C1 + 1 = 7C4
19.3 Admitindo que, dado um conjunto E com n elementos, é possível
formar 220 subconjuntos com 3 elementos e 495 subconjuntos com
4 , determine o número de subconjuntos de 4 elementos que se poderá
formar se acrescentarmos um novo elemento a E .

19.1 Temos que, para n , p ! IN , p < n :


n! n!
nCp + nCp + 1 = + =
(n - p)! # p! (n - p - 1)! # (p + 1)!
n! (p +1) n! (n - p)
=  +  =
(n - p) (n - p -1)!# p! (p +1) (n - p -1)!#(n - p) (p +1) p!
n! (n - p + p + 1) (n + 1)!
= = =
(n - p)! (p + 1)! (n - p)! (p + 1)!
= n + 1Cp + 1
c.q.d.
7 6 6 6 5 5
19.2 C4 = C4 + C3 = C4 + C3 + C2 =
= 6C4 + 5C3 + 4C2 + 4C1 = 6C4 + 5C3 + 4C2 + 3C1 + 3C0 =
= 6C4 + 5C3 + 4C2 + 3C1 + 1
c.q.d.
n
19.3 Se há 220 subconjuntos com 3 elementos, então, C3 = 220
n!
nC3 = 220 + = 220 + n(n - 1)(n - 2) = 1320 +
(n - 3)! # 3!
+ n = 12
Se há 495 subconjuntos com 4 elementos, então, nC4 = 495
n!
nC4 = 495 + = 495 + n(n - 1)(n - 2)(n - 3) = 11 880 +
(n - 4)! # 4!
+ 1320(n - 3) = 11 880 + n - 3 = 9 + n = 12
Se acrescentarmos mais um elemento a E , ficaremos com 13 elementos,
pelo que existem 13C4 = 715 subconjuntos de quatro elementos.
ou
n + 1C4 = nC3 + nC4 = 220 + 495 = 715

58
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
20   
Sabendo que, dados números naturais n e p , p + 2 G n ,
que nCp = 3432 , nCp + 2 = 2002 e que n + 1Cp + 1 = 6435 , determine
n
Cp + 1 , n + 1Cp + 2 , n + 2Cp + 2 e n + 2Cn - p .
Caderno de Apoio do 12.º ano

n
Cp + nCp + 1 = n + 1Cp + 1 + 3432 + nCp + 1 = 6435 +
+ nCp + 1 = 3003
n
Cp + 1 + nCp + 2 = n + 1Cp + 2 + 3003 + 2002 = n + 1Cp + 2 +
+ 5005 = n + 1Cp + 2
n+1
Cp + 1 + n + 1Cp + 2 = n + 2Cp + 2 + 6435 + 5005 = n + 2Cp + 2 +
+ 11 440 = n + 2Cp + 2
n+2
Cn - p = n + 2Cn + 2 - n + p = n + 2Cp + 2 = 11 440

21   
O décimo e o décimo primeiro elementos de uma linha do triângulo de Pascal
são iguais. Qual é o maior elemento da linha anterior?
n
C9 é o décimo elemento de uma linha n .
n
C10 é o décimo primeiro elemento de uma linha n .
n
C9 = nC10 + 9 = n - 10 + n = 19 . Trata-se da linha 19 .
O maior elemento da linha 18 é o que ocupa a posição central, ou seja,
18
C9 = 48 620 .

22   
A soma de todos os elementos de uma certa linha do triângulo de Pascal
é 2048 .
Quantos números existem nessa linha que são superiores a 300 ?

A soma de todos os elementos da linha n do triângulo de Pascal é dada


por 2n .
2n = 2048 + n = 11 , portanto, trata-se da linha 11 .
11
Os elementos da linha 11 são da forma Cp , com 0 G p G 11 ,
sendo eles:
1 11 55 165 330 462 462 330 165 55 11 1
Portanto, 4 números dessa linha são superiores a 300 .

59
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

23   
Determine a soma dos primeiros quatro termos do desenvolvimento
das seguintes expressões utilizando a fórmula do binómio de Newton
e apresente o resultado na forma mais simplificada:
a) (x2 + 2)6

b) c 2x - m
1 5
x
c) _x - x i7

Dado n ! IN , tem-se que:


(x + y)n = x n + nC1xn - 1y1 + nC2 xn - 2 y2 + … + nCn - 1x1y n - 1 + y n
a) (x2 + 2)6 = (x2)6 + 6C1(x2)5 × 2 + 6C2(x2)422 + 6C3(x2)323 + …
A soma dos primeiros quatro termos é dada por: x12 + 12x10 + 60x8 + 160x6

b) c 2x - m
1 5 -1 5
x = (2x - x ) =
= (2x)5 + 5C1(2x)4(-x-1) + 5C2(2x)3(-x-1)2 + 5C3(2x)2(-x-1)3 …
A soma dos primeiros quatro termos é dada por: 32x5 - 80x3 + 80x + 40x-1

a - x 2 k = x7 + 7C x6a- x 2 k + 7C x5a- x 2 k + 7C x4a- x 2 k + …


1 7 1 1 2 1 3
c) x 1 2 3

A soma dos primeiros quatro termos é dada por: x7 - 7x6  x + 21x6 - 35x5  x

24   
Determine a soma dos últimos três termos do desenvolvimento das seguintes
expressões, utilizando a fórmula do binómio de Newton e apresente o resultado
na forma mais simplificada:
a) _ x - 2xi5
b) (-x + x2)4

c) c m
6
2
x - x x

x - 2xi5 = … + 5C3 a x 2 k (-2x)3 + 5C4 a x 2 k(-2x)4 + (-2x)5


1 2
a) _
1

A soma dos três últimos termos é dada por: -80x4 + 80x4 x - 32x5
b) (-x + x2)4 = … + 4C2(-x)2(x2)2 + 4C3(-x)(x2)3 + (x2)4

A soma dos três últimos termos é dada por: 6x6 - 4x7 + x8

c) a2x - x 2 k = … + 6C4(2x-1)2a- x 2 k + 6C5(2x-1)a- x 2 k + a- x 2 k


3 6 3 4 3 5 3 6
-1

A soma dos três últimos termos é dada por: 60x4 - 12x6 x + x9

60
3
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

UNIDADE
25   
Determine, para x > 0 , o 5.º termo do desenvolvimento pelo binómio
de Newton de cada uma das seguintes expressões e apresente-o na forma
mais simplificada:

a) d n
7
3
- x
x2
b) _x  x + 2x2i10

945
a) T5 = 7C4 (3x-2)3(-x)4 = 945x-2 =
x2

b) T5 = 10 C4 a x 2 k (2x2)4 = 3360x17


3 6

26   
Calcule o termo central no desenvolvimento pelo binómio de Newton
da expressão:
(x2y - y2 x)12

O desenvolvimento da expressão (x2y - y2 x)12 terá 13 termos.

O termo central será o 7.º termo d = 7n .


13 + 1
2
T7 = 12C6 (x2y)6(-y2 x)6 = 924x18y18

27   
Considere, em IR+ , o desenvolvimento pelo binómio de Newton da expressão:
2 6
A(x) = e o
x
-
2 x
Determine:
a) o termo independente.
b) o termo de grau 3.
c) a soma de todos os seus coeficientes.
d) o valor exato de A(2) na sua forma mais simplificada.

a) Os termos deste desenvolvimento são da forma:


x 6-p a
Tp + 1 = 6Cp c m -2x 2 k =
1 p
-
2
p
-
= 6 Cp 2 p - 6 x 6 - p 2 p x 2 (-1)p =
12 - 3p
= 6Cp 22p - 6 (-1)p x 2

61
Triângulo de Pascal. Propriedades das combinações

Os termos independentes de x são aqueles em que o expoente é zero,


12 - 3p
ou seja, = 0 + p = 4 . Substituindo na expressão dos termos
2
deste desenvolvimento: T5 = 6C4 × 22 = 60
b) O termo de grau 3 é aquele em que p expoente de x é 3 .
12 - 3p
Temos que =3+p=2.
2
Substituindo na expressão dos termos deste desenvolvimento:
15 3
T3 = 6C2 × 2-2 x3 = x
4
c) Temos
x6
T1 = 2-6 x6 =
64
9
3
T2 = -6 × 2-4 x 2 = - x4 x
8
15 3
T3 = x
4 3
T4 = -20 × 20 x 2 = -20x x
T5 = 60 3
- 96
T6 = -6 × 24 × x 2 =-
x x
64
T7 = 26 x-3 = 3
x
1 3 15 729
Soma dos coeficientes: - + - 20 + 60 - 96 + 64 =
64 8 4 64
OU
O desenvolvimento do binário é uma soma de parcelas com coeficientes
e uma potência racional de x . Se tomarmos x = 1 , obtemos a soma
dos coeficientes:
o = c- m =
2 6 3 6
e -
1 729
2 1 2 64

o = _1 - 2i =
2 6
d) A(2) = e
2 6
-
2 2
= 1 - 6 2 + 30 - 40 2 + 60 - 24 2 + 8 = 99 - 70 2

28   
Seja f(x) = x3 - 1 . Sem recorrer à calculadora, resolva a equação
f(x + 1) = f(x) + 1 .

f(x + 1) = f(x) + 1 + (x + 1)3 - 1 = x3 - 1 + 1 +


+ x3 + 3x2 + 3x + 1 - 1 = x3 +
+ 3x2 + 3x = 0 + 3x(x - 1) = 0 + x = 0 0 x = 1
C.S. = {0, 1}
62
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
Sejam A e B dois conjuntos finitos, tais que A 1 B .
Qual das seguintes proposições é falsa?
(A) A e A + B são equipotentes.
(B) #^A , Bh = #A + #B
(C) Existe uma bijeção de B sobre A , B .
(D) B e A , B são equipotentes.

Se A 1 B , então,, B 1 A , pelo que A , B = A .


Assim, B e A , B não são, necessariamente, equipotentes.
Resposta: (D)

2  
Considere os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {2, 4, 6} .
Quantos elementos tem o conjunto A × B ?
(A) 12 (B) 7 (C) 4 (D) 2

Pelo princípio da multiplicação, #(A × B) = #A × #B , donde


#(A × B) = 4 × 3 = 12 .
Resposta: (A)

3  
Com os elementos do conjunto A = {3, 4, 5, 6, 7, 8} , quantos números pares,
maiores do que 400 e menores do que 800 , é possível formar?
(A) 120 (B) 72 (C) 50 (D) 20

Para que o número seja maior do que 400 e menor do que 800 ,
terá de começar em 4 , 5 , 6 ou 7 , pelo que há quatro possibilidades
para o primeiro algarismo.
Tendo de ser par, terá de terminar em 4 , 6 ou 8 , havendo, assim,
três possibilidades para o último algarismo:
4 × 6 × 3 = 72
Assim, existem 72 números nas condições pretendidas.
Resposta: (B)
63
Avaliação global de conhecimentos

 4
Três amigos — a Alexandra, o Pedro
e o Guilherme — chegaram atrasados
a uma palestra que se realizava no auditório
da sua escola.
No auditório existiam apenas sete cadeiras
vazias.
De quantas maneiras diferentes podem os três amigos ocupar três dessas
cadeiras?
(A) 5040 (B) 2187 (C) 210 (D) 35

7
A3 = 7 × 6 × 5 = 210
Resposta: (C)

 5
Um stand de automóveis apresenta carros em três modelos diferentes
e em seis cores diferentes. Quantas opções distintas tem um cliente
para comprar um automóvel neste stand?
(A) 9 (B) 12 (C) 18 (D) 24

Um cliente tem 3 × 6 = 18 opções distintas de comprar um carro.


Resposta: (C)

 6
Numa caixa com doze compartimentos, pretende-se arrumar dez copos com
tamanho e forma iguais: sete brancos, um verde, um azul e um roxo. Em cada
compartimento pode ser arrumado apenas um copo.
De quantas maneiras diferentes se podem arrumar os dez copos nessa caixa?
(A) 12 A7 × 3! (C) 12C7 × 5A3
(B) 12 A7 × 5C3 (D) 12C7 × 12 A3
Exame Nacional do 12.º ano, 2012

Selecionando 7 dos 12 compartimentos para colocar os copos brancos,


em que, por serem iguais, a ordem de seleção não é relevante, temos 12C7
formas de arrumá-los.
Por cada arrumação diferente de copos brancos, devemos considerar 5A3 hipóteses
diferentes para colocar os copos de outras cores em compartimentos vazios, e em
que a ordem de seleção é relevante por se destinarem a copos de cor diferente.
12
Assim, o número de arrumações diferentes é: C7 × 5A3
Resposta: (C)
64
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

7  
Admita que se vão sentar 11 pessoas, 6 homens e 5 mulheres, numa fila
de cadeiras numeradas de 1 a 11 , de modo que as mulheres fiquem sentadas
nas cadeiras com número par.
De quantas formas distintas se podem sentar as 11 pessoas?
(A) 6! × 5! (B) 11C5 × 6! (C) 11 A5 × 6! (D) 11!

Os seis homens podem permutar entre si de 6! formas diferentes. Para cada


posição dos homens, há 5! maneiras diferentes de sentar as mulheres.
Assim, as 11 pessoas podem sentar-se de 6! × 5! formas diferentes.
Resposta: (A)

8  
Quatro jovens — a Andreia, o Carlos,
a Inês e o Paulo — vão fazer um passeio
num automóvel com cinco lugares,
dois à frente e três atrás. Sabe-se que:
• a Andreia é a única que não tem carta
de condução;
• a Inês e o Paulo são namorados, pelo que se sentam um ao lado do outro.
De acordo com as restrições, de quantos modos distintos podem ficar
dispostos os quatro no automóvel?
(A) 12 (B) 16 (C) 18 (D) 20

Podemos considerar duas situações: a Inês e o Paulo vão juntos à frente


ou vão juntos atrás.
À frente podem sentar-se de 2! formas diferentes. Para cada posição que
ocupam existem 3A2 maneiras de sentar a Andreia e o Carlos no banco
de trás. Assim, com os namorados à frente, existem 2! × 3A2 = 12 formas
de sentar os 4 amigos.
Se o casal for junto atrás, podem, então, fazê-lo de quatro formas diferentes,
como mostra o esquema:
P I P I I P I P

Neste caso, o lugar do motorista é ocupado pelo Carlos, e a Andreia tem duas
hipóteses de escolher o lugar. Há, então, 2 × 4 = 8 formas de os namorados
viajarem no banco de trás.
De acordo com as restrições, os quatro amigos podem ficar dispostos
de 8 + 12 = 20 formas diferentes.
Resposta: (D)

65
Avaliação global de conhecimentos

9  
Uma empresa realiza no final do ano uma festa onde sorteia pelos
80 funcionários uma televisão, um frigorífico e uma máquina de café.
A forma de sortear é retirar, sem repor, três senhas de um saco onde estão
80 senhas contendo cada uma o nome de um dos funcionários. O primeiro
nome a sair ganha a televisão, o segundo, o frigorífico, e o terceiro, a máquina
de café.
De quantas formas diferentes podem ser atribuídos os prémios?
(A) 512 000 (C) 492 960
(B) 82 160 (D) 41 080

Uma vez que a ordem pela qual os nomes dos funcionários são retirados
determina o prémio que estes vão receber, há 80 A3 = 492 960 formas
diferentes de serem distribuídos.
Resposta: (C)

10  
A turma do Diogo tem 12 rapazes e 14 raparigas. Vai ser feita a eleição do
delegado e subdelegado. De quantas maneiras diferentes pode resultar a eleição
se o delegado e o subdelegado forem de sexos diferentes?
(A) 336 (C) 168
(B) 325 (D) 24

Se o rapaz for delegado de turma e a rapariga subdelegada, existem


12 × 14 possibilidades. Se for a rapariga delegada e o rapaz subdelegado,
então, existem 14 × 12 possibilidades. Assim, existem 168 + 168 = 336
possibilidades.
Resposta: (A)

11  
Considere a palavra EXPRESSO. Quantos anagramas desta palavra se podem
formar?
(A) 40 320 (C) 10 080
(B) 5 130 (D) 720

Como existem dois «E» e dois «S», temos permutações com repetições. Assim,
8!
o número de anagramas da palavra «EXPRESSO» é: = 10 080
2! # 2!
Resposta: (C)

66
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

12  
Considere duas retas r e s paralelas entre si. Na reta r marcam-se quatro
pontos e na reta s marcam-se outros quatro pontos.
O número de triângulos que se podem formar, tendo por vértices quaisquer
dos oito pontos dados, é: r
(A) 8 A3 - 2 × 4 A3
(B) 8C3 s
8
(C) A3
(D) 2 × 4C1 × 4C2

Só faz sentido considerar dois tipos de situação: triângulos com 2 vértices


em r e um em s ou triângulos com dois vértices em s e um em r .
Assim, 4C2 × 4C1 + 4C1 × 4C2 = 2 × 4C1 × 4C2 é o número de triângulos
que se podem formar, tendo por vértices quaisquer dosU1p53h2
oito pontos dados.
Resposta: (D)

13  
12
Sabendo que Cn + 2 = 12C8 , quais são os valores possíveis de n ?
(A) 2 e 6. (C) 4 e 8.
(B) 6 (D) 1 e 9.

12
Cn + 2 = 12C8 + n + 2 = 8 0 n + 2 = 12 - 8 + n = 6 0 n = 2
Resposta: (A)

14  
Considere a linha do triângulo de Pascal em que o produto do segundo
elemento pelo penúltimo é igual a 225 .
Qual é o valor da soma de todos os elementos dessa linha?
(A) 32 768 (C) 65 536
(B) 32 825 (D) 65 552

Pela lei da simetria, os valores que se encontram na segunda e penúltima


posição de uma linha do triângulo de Pascal são iguais. Seja x esse valor.
x2 = 225 , logo, x = 15 . O 2.º elemento é 15 , portanto, trata-se
da linha 15 .
A soma de todos os elementos desta linha será dada por: 215 = 32 768
Resposta: (A)

67
Avaliação global de conhecimentos

15  
A soma dos dois últimos elementos de uma certa linha do triângulo de Pascal
é igual a 15 .
Quantos elementos dessa linha são superiores a 100 ?
(A) 7 (B) 9 (C) 10 (D) 11

O último elemento de qualquer linha do triângulo de Pascal é 1 . Se a soma


dos dois últimos elementos é 15 , então, o penúltimo elemento é 14 . Trata-se
da linha 14 , que tem 15 elementos. Os elementos desta linha são da forma:
1 14 91 364 … 364 91 14 1
Há apenas seis elementos inferiores a 100 , pelo que 15 - 6 = 9 são
superiores a 100 .
Resposta: (B)

16  
Qual é o termo em x do desenvolvimento de x - x m ?
c
2 3 2 6

(A) -160x2 (C) 240x2


(B) -640x2 (D) 60x2

Os termos deste desenvolvimento são da forma:


Tp + 1 = 6Cp (x3)6 - p (-2x-1)p = 6Cp x18 - 3p (-2)p x-p = 6Cp x18 - 4p (-2)p
O termo em x2 é aquele cujo expoente de x é 2 .
Assim, 18 - 4p = 2 + p = 4 .
Substituindo,
T4 + 1 = 6C4 x2 (-2)4 + T5 = 240x2
Resposta: (C)

17  
2 9
No desenvolvimento de e x 2 - o , x > 0 , há um termo da forma ax3 .
x
Qual é o valor de a ?
(A) 5376 (C) -672
(B) 672 (D) -5376

Os termos deste desenvolvimento são da forma:


a- 2x- 2 k = 9C x18 - 2p (-2)p x- 2 = 9C x
1 p p 36 - 5p
9 2 9-p
Tp + 1 = Cp (x ) p p
2 (-2)p
2
O termo em x é aquele cujo expoente de x é 2 . Assim:
36 - 5p
= 3 + 36 - 6 = 5p + p = 6 .
2
68
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

Substituindo, vem que:


T6 + 1 = 9C6 x3 (-2)6 + T7 = 5376x3
Resposta: (A)

18   120
Qual é o valor de / 120
Ck × (-1)k ?
k=0

(A) -1 (B) 0 (C) 1 (D) 2

120 120
/ 120
Ck × (-1) k
= / 120
Ck - 1 × (-1)k × 1120 - k = (1 - 1)120 = 0
k=0 k=0

Resposta: (B)

19  
A soma do segundo e do penúltimo números de uma linha do triângulo
de Pascal é 18 .
Qual é o maior número da linha seguinte?
(A) 462 (B) 252 (C) 126 (D) 56

Pela lei da simetria, os valores que se encontram na 2.ª e na penúltima


posição de uma linha do triângulo de Pascal são iguais. Seja x esse valor.
2x = 18 + x = 9 , logo, o 2.º elemento é 9 , pelo que se trata da linha 9 .
O maior número da linha 10 será o ocupado pela posição central dessa linha
e o termo central é o 5.º termo: 10 C5 = 252
Resposta: (B)

20  
A soma dos três primeiros elementos de uma certa linha do triângulo
de Pascal é x .
Qual das expressões que se seguem dá o antepenúltimo elemento da linha seguinte?
(A) x - 1 (B) x + 1 (C) 2x - 1 (D) 2x + 1

A soma dos três primeiros elementos de uma certa linha do triângulo de Pascal
é x , então, nC0 + nC1 + nC2 = x , ou seja, nC1 + nC2 = x - 1
Pela lei de Pascal, nC1 + nC2 = n + 1C2 , pelo que o 3.º elemento da linha
seguinte é x - 1 .
Pela lei da simetria, o 3.º elemento é igual ao antepenúltimo pelo que
n+1
Cn - 2 = x - 1
Resposta: (A)

69
Avaliação global de conhecimentos

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

21  
Dados os subconjuntos A e B de um conjunto U , prove que:
a) A + (B , A) = B\A c) ^A + Bh , ^A + Bh , (A + B) = A , B
b) (A , B) + ^A , Bh = A d) _ A + Bi , ^A + Bh , (A + B) = B \ A

a) A + (B , A) = (A + B) , (A + A) = (A + B) , Q = (A + B) = B\A
. . .
Prop. distributiva Prop. dos conjuntos Elem.
complementares neutro
c.q.d.
b) (A , B) + ^A , Bh = A , ^B + Bh = A , Q = A
. . .
Prop. distributiva Prop. dos conjuntos Elem.
complementares neutro
c.q.d.
c) ^A + Bh , ^A + Bh , (A + B) = ^A + Bh , _A + ^B , Bhi =
. .
Prop. distributiva Prop. dos conjuntos
complementares

= ^A + Bh , (A + U) = ^A + Bh , A = ^A , A) + (B , A) =
. . .
Elem. Prop. distributiva Prop. dos conjuntos
neutro complementares

= U + (B , A) = B , A = A , B
. .
Elem. Prop. comutativa
neutro
c.q.d.
d) _ A + Bi , ^A + Bh , (A + B) =
= ^A , Bh , ^A + Bh , (A + B) (Leis de De Morgan)

= ^A , Bh , (A + B) , ^A + Bh (Propriedade comutativa)

= A , 6B , (A + B)@ , ^A + Bh (Propriedade associativa)

= A , 6^B , Ah + ^B , Bh@ , ^A + Bh (Propriedade distributiva)

= A , 6^B , Ah + U@ , ^A + Bh (Prop. conj. complementares)

= A , ^B , Ah , ^A + Bh (Prop. conj. complementares)

= 6A , ^A + Bh@ , ^B , Ah (Propriedade comutativa)

= 6^A , Ah + ^A , Bh@ , ^B , Ah (Propriedade distributiva)

= 6U + ^A , Bh@ , ^B , Ah (Prop. conj. complementares)

= ^A , Bh , ^B , Ah (Elemento neutro)

= B , A (Leis de De Morgan)

= B + A ^B\A = B + Ah

= B= A  c.q.d.
70
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

22  
Mostre, dados os conjuntos A e B quaisquer, que A = (A + B) , ^A + Bh
e que B = (A + B) , ^A + Bh . Conjugando estes resultados com
a alínea c) do exercício anterior, justifique que:
#(A , B) = #A + #B - #(A + B)

(A + B) , ^A + Bh = A + ^B , Bh = A + E = A
(A + B) , ^A + Bh = ^A , Ah + B = E + B = B

#A + #B - #(A + B) =
= #6(A + B) , ^A + Bh@ + #6(A + B) , ^A + Bh@ - #(A + B) =
= #(A + B) + #^A + Bh + #(A + B) + #^A + Bh - #(A + B) =
= #^A + Bh + #(A + B) + #^A + Bh =
=A,B
c) A + B ; A + B e A + B são disjuntos. A B

AkB AkB BkA

23  
Cinco localidades são ligadas por estradas de modo que duas localidades
são ligadas apenas por uma estrada. Escolhendo uma cidade qualquer
como ponto de partida, quantas rotas distintas podem ser feitas de forma
que cada localidade seja visitada exatamente uma vez?

5! = 120 U1p69h1

24  
Exprima cada uma das seguintes somas algébricas como única fração
e simplifique-a tanto quanto possível:
2 3
a) +
3!# 6! 4! # 5!
2 3 1
b) + + , n ! IN
(n + 1)! (n + 2)! n!
c) n A2 + n + 1 A2, n ! IN
Caderno de Apoio do 12.º ano

2 3 2 3
a)  + = + =
3! # 6! 4! # 5! 3 # 2 # 6! 4 # 3 # 2! # 5!
1 1 4 9 13
= + = + =
2160 960 8640 8640 8640
71
Avaliação global de conhecimentos

2 3 1
b)  + + =
(n + 1)! (n + 2)! n!
2 (n + 2) 3 (n + 1) (n + 2)
= + + =
(n + 1)! (n + 2) (n + 2)! (n + 1) (n + 2) n!
2n + 4 + 3 + n 2 + 3n + 2 n 2 + 5n + 9
= =
(n + 2)! (n + 2)!
n! (n + 1)!
c) n A2 + n + 1 A2 = + =
(n - 2)! (n - 1)!
n (n - 1) (n - 2)! (n + 1) n (n - 1)!
= + = n(n - 1) + n(n + 1) =
(n - 2)! (n - 1)!
= n2 - n + n2 + n = 2n2

25  
Resolva as seguintes equações:
(n + 2)!
a) 8! = 8(n!) c) = 4!
(n + 1)!
n!
b) = 30 d) n A2 = 156
(n - 2)!
8!
a) 8! = 8(n!) + = n! + 7! = n! + n = 7
8
C.S. = {7}
n! n (n - 1) ( n - 2)!
b)  = 30 + = 30 + n(n - 1) - 30 = 0 +
(n - 2)! (n - 2)!
1 ! (-1)2 - 4 # 1 # (-30)
+ n2 - n - 30 = 0 + n = +
2#1
+ n = -5 0 n = 6
Como n ! IN , então, n = 6 .
C.S. = {6}
(n + 2)! (n + 2) (n + 1)!
c)  = 4! + = 24 + n + 2 = 24 + n = 22
(n + 1)! (n + 1)!
C.S. = {22}
n! n (n - 1) ( n - 2)!
d) n A2 = 156 + = 156 + = 156 +
(n - 2)! (n - 2)!
1 ! (-1)2 - 4 #1# (-156)
+ n2 - n - 156 = 0 + n = +
2 #1
+ n = -12 0 n = 13
Como n ! IN , então, n = 13 .
C.S. = {13}

72
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

26  
Considere-se todos os sumos de fruta que se podem
fazer combinando dois tipos de fruta.
Qual é o número mínimo de tipos de fruta necessário
para que uma pessoa que beba um desses sumos
diariamente nunca repita um sabor durante um ano.

Seja n o número de frutos. Como a ordem pela qual estes são escolhidos não
é relevante, o número de sumos com dois frutos escolhidos entre n é dado
por nC2 .
Temos, então, que:
n!
n
C2 H 365 + H 365 + n(n - 1) H 730 + n2 - n - 730 H 0 +
(n - 2)!2!
1 ! (-1)2 - 4 #1# (-730)
+n= + n - -26,5 0 n - 27,5
2 #1
Como n ! IN , então, n > 27 .
O número mínimo de tipos de fruta necessário para que não haja repetições
durante um ano é 28 .

27  
Num café existem cinco tipos de frutos.
Quantos tipos de sumo se podem escolher nesse café?

25 - 1 = 31
Em que 25 é o número de subconjuntos possíveis de formar com os cinco
frutos e 1 é o subconjunto vazio.

28  
Num saco existem três bolas vermelhas, duas azuis e quatro cor de laranja.
Retiram-se ao acaso as nove bolas do saco, colocando-as em fila.

Quantas disposições diferentes é possível obter:


a) sem qualquer restrição?
b) em que as bolas da mesma cor U1p56h2
fiquem juntas?
c) de modo que fique uma bola vermelha no início da fila e outra no final?

73
Avaliação global de conhecimentos

a) 9C4 × 5C3 × 2C2 = 1260


sendo
9
 C4 o número de formas de escolher quatro posições entre as nove para
as bolas laranjas;
5
 C3 o número de formas de, arrumadas as bolas laranjas, escolher três
posições de entre as cinco que restam para as bolas vermelhas;
2
 C2 o número de formas de arrumar as duas bolas nos dois lugares que
sobram.
b) Existem 3! = 6 disposições possíveis:
(Podemos encarar cada conjunto de bolas da mesma cor como um objeto.)

L L L L V V V A A
L L L L A A V V V
A A L L L L V V V
A A V V V L L L L
V V V A A L L L L
V V V L L L L A A

c) 7C4 × 3C2 = 105


sendo
7
C4 o número de formas de, arrumadas as duas bolas vermelhas, escolher quatro
posições para as quatro bolas laranja, de entre as sete posições que restam;
3
 C2 o número de formas de, arrumadas as duas bolas vermelhas e as quatro
bolas laranjas, escolher duas posições de entre as três que restam para
as bolas azuis.

29  
Resolva o exercício anterior considerando que as bolas vermelhas estão
numeradas de 1 a 3 , as azuis de 4 a 5 e as cor de laranja de 6 a 9 .

a) 9! = 362 880


b) 3! × 4! × 3! × 2! = 1728 U1p56h3
3
c) C2 × 2! × 7! = 30 240
OU
3
A2 × 7! = 30 240

74
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

30  
De quantas maneiras diferentes podem oito automóveis ser arrumados num
parque com 12 lugares?
Caderno de Apoio do 12.º ano

12
Podem ser arrumados de A8 = 19 958 400 maneiras diferentes.

31  
Sete amigas vão passar um fim de semana num hotel. Nesse fim de semana
o hotel só tem disponível um quarto triplo e dois duplos.
Determine o número de formas distintas de as sete amigas se alojarem.

Há 7C3 × 4C2 × 2C2 = 210 formas distintas de se alojarem,


sendo
7
C3 o número de formas de escolher três amigas, de entre as sete, para
o quarto triplo;
4
C2 o número de formas de escolher duas amigas, de entre as quatro que
restam, para o primeiro quarto duplo.

32  
Escolhem-se quatro cartas de um baralho
de cartas incompleto, contendo cinco cartas
vermelhas e sete cartas pretas.
De quantas formas diferentes:
a) se pode fazer a escolha?
b) podem ser escolhidas duas cartas vermelhas
e duas cartas pretas?
c) pode ser efetuada a escolha, sabendo que não podem ser escolhidas
só cartas com a mesma cor?

a) 12C4 = 495
b) 5C2 × 7C2 = 210
c) 5C4 + 7C4 = 40 dá-nos o número de formas de escolher 4 cartas
da mesma cor.
495 - 40 = 455 . Como as cartas escolhidas não podem ser todas
da mesma cor, existem 455 formas diferentes de escolher.

75
Avaliação global de conhecimentos

33  
Oito amigos vão passear de charrete
num parque em Sintra. Quando chegam
ao parque, estão disponíveis duas charretes.
De quantas formas diferentes podem
os amigos distribuir-se pelas duas charretes:
a) se não houver qualquer restrição?
b) se cada charrete não transportar mais
do que quatro pessoas?
c) se uma das charretes não levar mais do que três pessoas?

a) Os oito amigos podem ser distribuídos pelas duas charretes, das seguintes
formas:
• 1 amigo na primeira charrete + 7 amigos na segunda charrete: 8C1 = 8
• 2 amigos na primeira charrete + 6 amigos na segunda charrete: 8C2 = 28
• 3 amigos na primeira charrete + 5 amigos na segunda charrete: 8C3 = 56
• 4 amigos na primeira charrete + 4 amigos na segunda charrete: 8C4 = 70
(8 + 28 + 56) × 2 + 70 = 254
• 5 amigos na primeira charrete + 3 amigos na segunda charrete: 8C5 = 56
• 6 amigos na primeira charrete + 2 amigos na segunda charrete: 8C6 = 28
• 7 amigos na primeira charrete + 1 amigo na segunda charrete: 8C7 = 8
b) Neste caso, existe apenas a possibilidade de cada charrete transportar quatro
pessoas:
8
C4 = 70
c) Supondo que é a primeira charrete que não pode levar mais do que três
pessoas, teremos as seguintes possibilidades de distribuição dos oito amigos:
• 1 amigo na primeira charrete + 7 amigos na segunda charrete: 8C1 = 8
• 2 amigos na primeira charrete + 6 amigos na segunda charrete: 8C2 = 28
• 3 amigos na primeira charrete + 5 amigos na segunda charrete: 8C3 = 56
8 + 28 + 56 = 92

34  
Uma família com oito crianças e cinco adultos vai posar para uma fotografia.
Determine o número de forma distintas de posarem para a fotografia se:
a) os treze se colocarem numa fila única.
b) os dois elementos mais altos da família ficarem um em cada extremo da fila.
c) as crianças ficarem sentadas no chão alinhadas e os adultos atrás em pé.

76
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

a) 13! = 6 227 020 800


b) 2! × 11! = 79 833 600
c) 8! × 5! = 4 883 400

35  
Uma mesa retangular tem oito cadeiras,
duas nas cabeceiras e três de cada lado.
Uma família de oito pessoas vai sentar-se
à mesa para almoçar.
De quantas formas diferentes se podem sentar, se:
a) os pais se sentarem nas cabeceiras?
b) o Manuel e a Maria ficarem frente a frente?

a) 2! × 6! = 1140
b) Existem quatro posições possíveis de modo que a Maria e o Manuel fiquem
de frente um para o outro, podendo ambos trocar entre si de 2! maneiras.
Para cada uma dessas posições, os restantes membros da família permutam
de 6! maneiras diferentes. Assim, há 2! × 4 × 6! = 5760 possibilidades
para o Manuel e a Maria ficarem frente a frente.

36  
Quantas retas passam por dois vértices
de um mesmo prisma hexagonal reto
e não contêm qualquer das arestas do prisma?

Todas as retas que passam por dois vértices de um mesmo prisma e não contêm
as suas arestas contêm as suas diagonais. No exercício 17.1b) da página 54
mostrámos que esse número de diagonais é dado por D(n) = U1p57h3
2n2 - 4n ,
em que n é o número de faces do sólido. Neste caso, n = 6 , e, assim:
D(6) = 2 × 36 - 4 × 6 = 48

37  
Considere os algarismos:
1, 3, 5, 7, 9
37.1 Quantos números naturais de três algarismos podem ser formados
podendo ou não haver repetição?
37.2 Dos números referidos acima, quantos têm:
a) os três algarismos diferentes?
b) pelo menos um algarismo repetido?

77
Avaliação global de conhecimentos

37.1 Uma vez que não há restrições quanto à repetição de algarismos,


podem ser formados 5Al3 = 53 = 125 números naturais de algarismos.
37.2 a) 5A3 = 60
b) 125 - 60 = 65

38  
Quantos caminhos existem B
seguindo as linhas da
quadrícula que liguem
o ponto A ao B passando C
por C sem andar da direita
para a esquerda ou de cima A
para baixo.
Caderno de Apoio do 12.º ano

5! 7!
# = 10 × 35 = 350 , ou, 5C2 × 7C4 = 350
3! # 2! 4! # 3! U1p57h4
39  
Uma turma de 12.º ano é constituída por 25 alunos, 15 rapazes
e 10 raparigas. Pretende-se formar uma comissão com três rapazes e duas
raparigas.
39.1 Mostre que existem 20 475 maneiras de constituir essa comissão.
39.2 Sabendo que a Ana é a delegada de turma e o Luís o subdelegado,
determine o número de comissões que é possível formar
de modo que esteja incluído nessa comissão pelo menos um
dos dois alunos.
39.3 Admita que os cinco alunos escolhidos e dois professores pretendem
colocar-se lado a lado para uma fotografia. De quantas maneiras
diferentes se podem dispor, sabendo que as raparigas ficam juntas
e os professores um em cada extremo?
15
39.1  C3 × 10 C2 = 455 × 45 = 20 475
sendo,
15 10
 C3 o número de formas de escolher três dos 15 rapazes e C2
o número de formas de escolher duas das 10 raparigas.
14
39.2  C3 × 9C2 = 364 × 36 = 13 104 é número de comissões
com três rapazes e duas raparigas que não incluem a Ana e o Luís.
20 475 - 13 104 = 7371 é o número de comissões diferentes
em que está incluído pelo menos um dos dois alunos.

78
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

39.3 Existem 2! formas de os professores ficarem um em cada extremo.


Para cada uma dessas formas, as raparigas podem permutar
entre si de 2! maneiras e ficarem juntas de quatro maneiras diferentes
nas posições centrais. Os rapazes podem permutar de 3! formas
diferentes.
Assim, há 2! × 2! × 4 × 3! = 96 maneiras diferentes de se disporem
para a fotografia.

40  
Um saco contém sete cartões indistinguíveis ao tato numerados de 3 a 9 .
Considere a experiência que consiste em retirar, sucessivamente e sem
reposição, três cartões do saco e dispô-los
da esquerda para a direita por ordem de saída
de modo a formar um número de três algarismos. 5 7 3
Por exemplo:
40.1 Quantos números diferentes é possível obter nesta experiência?
40.2 Considere o problema:
«De todos os números que é possível obter como resultado
da experiência referida, quantos são ímpares e maiores
U1p58h1
do que 400 ? »
Uma resposta correta é:
6
A2 + 52 × 3
Numa pequena composição explique este resultado.

40.1 Tendo em conta que a ordem pela qual se colocam os cartões é relevante,
é possível obter 7A3 = 210 números diferentes.
40.2 Podemos considerar duas situações distintas: o número é ímpar
e termina em 3 ou é ímpar e termina em 5 , 7 ou 9 .
No primeiro caso, temos 6 A2 formas diferentes de escolher dois
números entre os do conjunto {4, 5, 6, 7, 8, 9} para ocupar
os algarismos das centenas e das dezenas.
No segundo caso, se o número for ímpar e não terminar em 3 ,
existem três possibilidades para o algarismo das unidades
( 5 , 7 ou 9 ), cinco possibilidades para o das centenas e cinco
para o das dezenas, pelo que se podem formar 52 × 3 números
diferentes.
Assim, 6 A2 + 52 × 3 será uma resposta para este problema.

79
Avaliação global de conhecimentos

41  
Considere o problema:
«Num debate participam oito pessoas, havendo dois representantes por cada
uma das quatro organizações convidadas. De quantas maneiras se podem dispor
numa mesa quadrada se o moderador ficar num dos lados e os participantes
em lados opostos de modo que os elementos da mesma organização fiquem
juntos e haja o mesmo número de pessoas em ambos os lados?»
Uma resposta possível é:
2! × 4 A2 × 2! × (2!)4
Numa pequena composição, explique um raciocínio que leve a esta resposta.

Fixado o lugar do moderador, e tendo os participantes de ficar


em lados opostos e os elementos da mesma organização Moderador
juntos, podemos escolher, de entre as quatro organizações,
duas para um dos lados de 4 A2 formas diferentes. Ficando
as outras duas organizações do lado oposto da mesa,
estas poderão permutar entre si de 2! formas diferentes.
Duas pessoas da mesma organização também podem trocar de posição.
Havendo quatro organizações, isso acontece de (2!)4 formas distintas.
Assim, uma resposta possível para este problema será 4 A2 × 2! × (2!)4 .

42  
Considere-se um grupo de jovens com dez raparigas e quatro rapazes.
Os alunos da turma vão dispor-se numa única fila para tirarem uma fotografia
de grupo.
Supondo que os rapazes ficam todos juntos e que em cada extremidade fica
uma rapariga, de quantas maneiras diferentes podem os jovens dispor-se
para a fotografia?
Escreva o resultado em notação científica, isto é, na forma a × 10b , sendo b
um número inteiro e a um número entre 1 e 10 . Apresente o valor de a
arredondado às décimas.
10
A2 × 4! × 9 × 8! = 783 820 800 á 7,8 × 108

43  
Recorrendo às propriedades das combinações, calcule:
a) 2C0 + 2C1 + 2C2
b) 6C0 + 6C1 + 6C2 + 6C3 + 6C4 + 6C5 + 6C6

80
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

a) 2C0 + 2C1 + 2C2 = 4


Trata-se da soma de todos os elementos da linha 2 do triângulo de Pascal
que é dada por 22 = 4 .
b) 6C0 + 6C1 + 6C2 + 6C3 + 6C4 + 6C5 + 6C6
Trata-se da soma de todos os elementos da linha 6 do triângulo de Pascal
que é dada por 26 = 64 .

44  
Justifique que, dados oito pontos distintos sobre uma circunferência, o número
de polígonos convexos inscritos que podem ser construídos com vértices
nesses pontos é igual a:
28 - (1 + 8 + 8C2)

Considerando os oito pontos distintos na circunferência como sendo oito


vértices do polígono convexo, o que pretendemos saber é quantos subconjuntos
podemos formar com esses oito vértices, não nos interessando o subconjunto
com 0 , 1 ou 2 vértices, pois só existem polígonos com três ou mais vértices.
Assim:
• 28 " n.º de subconjuntos possíveis de formar com oito pontos
• 1 " n.º de subconjuntos com zero elementos (subconjunto vazio)
• 8C1 = 8 " n.º de subconjuntos com um elemento
• 8C2 " n.º de subconjuntos com dois elementos
Portanto, uma resposta ao problema será 28 - (1 + 8 + 8C2 ) .

45  
Justifique que: 15
/ 16
Ck = 65 534
k =1
15
/ 16
Ck = 16C1 + 16C2 + 16C3 + … + 16C15 = 216 - (16C0 + 16C16) =
k =1

= 65 536 - 2 = 65 534

46  
Sabe-se que: n
/ n
Ci = 4096 ( n ! IN )
i=0
Determine:
n+2
a) n - 1C4 b) / n+2
Ci
i=0
Caderno de Apoio do 12.º ano

81
Avaliação global de conhecimentos

n
/ n
Ci = 4096 + nC0 + nC1 + … + nCn - 1 + nCn = 4096 +
i=0

+ 2n = 4096 + n = 12
a) n - 1C4 = 11C4 = 330
n+2 14
b)  / n+2
Ci = / 14
Ci = 214 = 16 384
i=0 i=0

47  
Verifique se o desenvolvimento dos seguintes binómios tem ou não um termo
independente em a e, em caso afirmativo, calcule-o:

a) c a + m
1 7
a

b) ` a + a- 3 j
1 10

a) c a + m
1 7 -1 7
a = (a + a )
Os termos deste desenvolvimento são da forma:
Tp + 1 = 7Cp a7 - p (a-1)p = 7Cp a7 - p a-p = 7Cp a7 - 2p
O termo independente de a é aquele em que o expoente de a é igual
a zero:
7
7 - 2p = 0 + p = " IN .
2
Como p não é um número natural, este desenvolvimento não tem termos
independentes de a .

b) a a - a 3 k = a a 2 - a 3 k
1 10 1 1 10
- -

Os termos deste desenvolvimento são da forma:

Tp + 1 = 10 Cp aa 2 k a- a- 3 k = 10 C a
1 10 - p 1 p 10 - p p
-
p
2 a 3 × (-1)p =
3 0 - 5p
10
= Cp a 6 × (-1)p
O termo independente de a é aquele em que o expoente de a é igual
a zero:
30 - 5p
= 0 + 30 - 5p = 0 + 5p = 30 + p = 6 ! IN e 6 G 10
2
Então:
T7 = 10 C6 a0 × (-1)6 = 210

82
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

48  
Equacione e resolva o seguinte problema:
«A soma dos três primeiros elementos de uma certa linha do triângulo
de Pascal é 301 . Qual é o penúltimo elemento dessa linha?»

Seja n a linha em questão. Então:


C0 + nC1 + nC2 = 301 + 1 + n + 1C2 = 301 + n + 1C2 = 300 +
n

(n + 1)! (n + 1) n (n - 1)!
+ = 300 + = 300 +
(n - 1)! # 2! (n - 1)! # 2!

2
-1 ! 1 2 - 4 #1# (-600)
+ n + n - 600 = 0 + n = +
2 #1
+ n = 24 0 n = -25
Como n ! IN , então, n = 24 .
24
Trata-se da linha 24 . O penúltimo elemento desta linha é C23 = 24 .

49  
Utilizando o desenvolvimento do binómio de Newton, determine o valor
de cada uma das seguintes expressões, em que n é um número natural:
12
a) / 12
Ck 412 - k (-2)k
k=0

n
b) / n
Ck (-1)n - k 2k
k=0
Adaptado do Caderno de Apoio do 12.º ano

Pelo desenvolvimento do binómio de Newton, temos:


12
a) / 12
Ck 412 - k (-2)k = (4 - 2)12 = 4096
k=0
n
b) / n
Ck (-1)n - k 2k = (-1 + 2)n = 1n = 1
k=0

83
PREPARAÇÃO PARA O exame 1

PREPARAÇÃO PARA O EXAME 1

Para cada uma das questões deste grupo, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
Sejam A e B subconjuntos de um conjunto U .
Sabendo que A 1 B , qual das seguintes proposições é verdadeira?
(A) B 1 A (C) A + B = A

(B) A + B = A (D) A 1 B

A 1 B & B 1 A . Assim, A + B = A , B = A
Resposta: (C)

2  
Indique o valor de n ! IN que satisfaz a igualdade 9! = n × 8! .
(A) 8 (C) 10
(B) 9 (D) 72

9! 9 # 8!
9! = n × 8! + =n+ =n+n=9
8! 8!
Resposta: (B)

3  
Considere todos os números inteiros com nove algarismos que se podem
escrever com os sinais « + » e « - » e os algarismos de 1 a 9 .
Quantos destes números têm exatamente cinco algarismos iguais a 5 ?
(A) 2 × 9A5 × 84
(B) 2 × 9A5 × 8C5
(C) 2 × 9C5 × 8 A4
(D) 2 × 9C5 × 84

Consideremos apenas os números inteiros positivos de nove algarismos.


Existem 9C5 formas de posicionar os cinco algarismos nas nove
posições possíveis. Para cada uma delas existem 84 possibilidades
para as restantes posições ( 9C5 × 84 ). Analogamente para
os negativos.
Resposta: (D)

84
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

 4
Para iluminar o palco de um concerto da banda da escola, dispõe-se de sete
focos brancos, quatro vermelhos, três amarelos e dois azuis.
Utilizando os 16 focos numa calha
reta, de quantos modos diferentes se
pode iluminar o palco?
(A) 16 A7 × 9A4 × 5A3
(B) 16C7 + 9C4 + 5C3
(C) 16!
(D) 16C7 × 9C4 × 5C3

16
C7 é o número de formas de escolher 7 , de entre as 16 posições para
os focos brancos.
9
C4 é o número de formas de escolher 4 , de entre as 9 posições restantes
para os focos vermelhos.
5
C3 é o número de formas de escolher 3 , de entre as 5 posições restantes
para os focos amarelos.
As posições para os dois focos azuis ficarão automaticamente definidas.
16
Existirão, assim, C7 × 9C4 × 5C3 formas diferentes de iluminar
o palco.
Resposta: (D)

5  
O penúltimo número de uma determinada linha do triângulo de Pascal é 15 .
Então, o produto do terceiro com o quarto número dessa linha é:
(A) 1575 (C) 47 775
(B) 28 555 (D) 621 075

Pela lei da simetria, o penúltimo elemento será igual ao segundo,


pelo que 15C1 = 15 .
15
3.º elemento: C2
15
4.º elemento: C3
15 15
C2 × C3 = 105 × 455 = 47 775
Resposta: (C)

85
PREPARAÇÃO PARA O exame 1

II

Nas questões seguintes, apresente o seu raciocínio de forma clara,


indicando todos os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

1  
Sejam A e B dois subconjuntos de um conjunto E .
Prove que _ A , Bi , A = B \ A .

_ A , Bi , A = ( A + B) , A =
. .
Leis de De Morgan Prop. distributiva

= ( A , A) + (B , A) =
.
Prop. dos conjuntos
complementares

= E + (B , A) =
.
Elem.
neutro

= B , A = B + A = B\ A
. .
Leis de B\A = B + A
De Morgan

2  
Com dez peças de lego com a mesma forma
e cores diferentes, de quantas maneiras distintas
se pode fazer:
a) uma pilha de cinco peças?
b) duas pilhas de cinco peças?

a) 10 A5 = 30 240
10
A5 # 5! 3 628 800
b) = = 1 814 400
2 2

3  
Considere o conjunto A = {1, 2, 3, 4, 5} .
Usando os elementos deste conjunto:
a) quantos números de dois ou mais algarismos distintos é possível formar?
b) quantos números de quatro algarismos múltiplos de 5 é possível formar
podendo ou não haver repetição?
c) quantos produtos distintos se podem obter sem repetir nenhum fator?

86
Domínio 1  CÁLCULO COMBINATÓRIO

a) • Com 2 algarismos diferentes: 5A2 = 20


• Com 3 algarismos diferentes: 5A3 = 60
• Com 4 algarismos diferentes: 5A4 = 120
• Com 5 algarismos diferentes: 5A5 = 120
Portanto, é possível formar 20 + 60 + 120 + 120 = 320 números
de dois ou mais algarismos distintos.
b) 53 × 1 = 125
c)
× 1 2 3 4 5
1 1 2 3 4 5
2 6 8 10
3 9 12 15
4 16 20
5 25

De acordo com a tabela apresentada, poder-se-ão obter 14 produtos distintos.

4  
Considere o problema:
« 19 alunos de uma turma decidiram ir juntos ao cinema.
Quando foram comprar os bilhetes já só existiam oito lugares na terceira fila,
sete na segunda e 12 na primeira.
Decidiram comprar os oito bilhetes para a terceira fila, os sete para a segunda
e os restantes para a primeira.
De quantas formas distintas se podem sentar os dezanove alunos?»
As duas respostas que a seguir se apresentam estão corretas.
• Resposta 1: 19C15 × 15! × 12 A3
• Resposta 2: 19A8 × 11 A7 × 12 A3
Numa composição, apresente os raciocínios que levam a cada uma das respostas.
19
Resposta 1: C15 × 15! × 12 A4
Na terceira e segunda filas, existem 8 + 7 = 15 lugares, no total, que serão
todos ocupados. 19C15 é o número de maneiras de escolher, de entre os
19 alunos, 15 para ocuparem esses lugares. Como a ordem pela qual se
sentam origina disposições diferentes, então, 15! é o número de formas
de os permutar entre si. Faltando sentar 4 pessoas, nos 12 lugares
da primeira fila, existem 12 A4 formas de o fazer.

87
PREPARAÇÃO PARA O exame 1

19
Assim, há C15 × 15! × 12 A4 formas distintas de sentar os 19 alunos.
19
Resposta 2: A8 × 11 A7 × 12 A4
Tendo em conta a ordem pela qual os alunos são sentados, existem 19A8 formas
distintas de escolher, de entre os 19 alunos, 8 para ocuparem a terceira fila,
ficando a faltar sentar 11 pessoas. Para cada uma das disposições existem
11
A7 formas de escolher, de entre os 11 alunos, 7 para ocuparem a segunda
fila. Por fim, 12 A4 é o número de formas de escolher 4 , de entre os 12
lugares da primeira fila, para serem ocupados pelos 4 alunos que faltam sentar.
19
Assim, há A8 × 11 A7 × 12 A4 formas distintas de sentar os 19 alunos.

5  
Escreva _1 + 3i5 na forma a + b c , com a, b, c ! IN .

_1 + 3i5 =
2 3 4 5
= 1 + 5C1 × 3 + 5 C2 × 3 + 5C3 3 + 5C4 3 + 3 =
= 1 + 5 3 + 30 + 30 3 + 45 + 9 3 =
= 76 + 44 3

88
4
UNIDADE

Definição
de probabilidade

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

Tarefa 1   
Jogo: cartas vermelhas e cartas pretas
Número de jogadores: 2 (jogador A e jogador B)
Material: Duas cartas vermelhas e duas pretas indistinguíveis quando
voltadas de costas.
Como jogar: Um jogador baralha as quatro cartas e coloca-as voltadas para
baixo.

O outro jogador escolhe duas das cartas e volta-as para cima.

O jogador A ganha se as duas cartas voltadas para cima tiverem cores


diferentes e o jogador B ganha se as duas cartas forem da mesma cor.
1.1 Efetue, com um colega, 20 jogadas.
1.2 Compare os resultados obtidos com os resultados de toda a turma.
1.3 Será este jogo justo?
NOTA: O jogo é justo se os dois jogadores tiverem igual probabilidade
de ganhar.

1.1 e 1.2
Os alunos devem jogar sem a indicação de que o jogo não é justo.
Após a realização de algumas jogadas, deverão aperceber-se de que o jogador
A parece ter mais hipóteses de ganhar.

89
Definição de probabilidade

1.3 Utilizando a regra de Laplace, tem-se:


4 2
Probabilidade de A ganhar igual a = e probabilidade de B ganhar
6 3
2 1
igual a = .
6 3
O jogo não é justo.

4.1  Definição de probabilidade


1  
Considere a experiência que consiste em lançar dois dados cúbicos
equilibrados com as faces numeradas de 1 a 6 e observar os números
das faces que ficam voltadas para cima.
Indique em extensão os acontecimentos:
1.1 
A: «Os números são ambos pares.»
B: «Os números são iguais.»
C: «A soma dos dois números é igual a 2 . »
D: «O produto dos dois números é superior a 144 . »
F: «Ambos os números são divisores de 60 . »
G: «Pelo menos um dos números é ímpar.»
1.2 Dos acontecimentos anteriores, identifique:
a) os acontecimentos elementares.
b) os acontecimentos compostos.
c) um acontecimento certo.
d) um acontecimento impossível.
e) dois acontecimentos incompatíveis.

A = "(2, 2); (2, 4); (2, 6); (4, 2); (4, 4); (4, 6); (6, 2); (6, 4); (6, 6),
1.1 
B = "(1, 1); (2, 2); (3, 3); (4, 4); (5, 5); (6, 6),
C = "(1, 1),
D = Q
F = "(1, 1); (1, 2); (1, 3); (1, 4); (1, 5); (1, 6); …; (6, 5); (6, 6), =
= {1, 2, 3, 4, 5, 6} × {1, 2, 3, 4, 5, 6}
G = "(1, 1); (1, 2); (1, 3); (1, 4); (1, 5); (1, 6); (2, 1); (2, 3); (2, 5); (3, 1);

(3, 2); (3, 3); (3, 4); (3, 5); (3, 6); (4, 1); (4, 3); (4, 5); (5, 1); (5, 2); (5, 3);
(5, 4); (5, 5); (5, 6); (6, 1); (6, 3); (6, 5),
1.2 a) C
b) A, B, F, G
c) F
d) D
e) A e C, por exemplo.
90
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
2   
Considere o espaço amostral E = {a, b, c, d} , em que os quatro
acontecimentos elementares são equiprováveis.
Sejam A = {a, b} e B = {a, c} .
Determine:
a) P(A + B)
b) P(A , B)
c) P^Bh

# (A + B) 1
a) A + B = {a} P(A + B) = =
#E 4
# (A , B) 3
b) A , B = {a, b, c} P(A , B) = =
#E 4
#B 2 1
c) B = {b, d} P(B) = = =
#E 4 2

3   
No lançamento de um dado cúbico, viciado, com as faces numeradas
de 1 a 6 , a probabilidade de sair uma face com número par é o dobro
da probabilidade de sair uma face com número ímpar.
Determine a probabilidade de:
a) sair uma face com número ímpar.
b) sair uma face com número par.
c) sair uma face com número 1 .

a) Consideremos os acontecimentos:
A: «Sair uma face com um número par.»
B: «Sair uma face com número ímpar.»
Sabe-se que P(A) = 2P(B)
1
P(A) + P(B) = 1 + 2P(B) + P(B) = 1 + 3P(B) = 1 + P(B) =
3
2
b) P(A) = 2P(B) =
3
c) Seja C: «Sair face com número 1.»
1 1
P(C) = :3=
3 9

91
Definição de probabilidade

4   
Num saco, há 42 bolas, indistinguíveis ao tato,
de três cores: amarelo, azul e verde.
Retira-se, ao acaso, uma bola do saco. A
probabilidade de retirar uma bola azul é metade
da probabilidade de retirar uma bola amarela e a
probabilidade de retirar uma bola verde é de 0,5 .
Determine o número de bolas de cada cor existentes no saco.

Consideremos os acontecimentos:
A: «A bola retirada é amarela.»
U2p70h3
B: «A bola retirada é azul.»
C: «A bola retirada é verde.»
1 1
Sabe-se que P(B) = P(A) e P(C) =
2 2
1 1
P(A) + P(B) + P(C) = 1 + P(A) + P(A) + =1+
2 2
3 1 1
+ P(A) = + P(A) =
2 2 3
1 1 1
Portanto, P(A) = , P(B) = e P(C) =
3 6 2
1 1 1
× 42 = 14 × 42 = 7 × 42 = 21
3 6 2
No saco existem 14 bolas amarelas, 7 bolas azuis e 21 bolas verdes.

4.2  Propriedades das probabilidades


5   
Numa caixa, existem bolas amarelas, vermelhas e roxas indistinguíveis ao tato.
Considere a experiência aleatória que consiste em retirar uma bola, ao acaso,
da caixa e anotar a sua cor.
Sejam A , B e C os acontecimentos associados
a esta experiência:
A: «A bola é amarela.»
B: «A bola é vermelha.»
C: «A bola é roxa.»
Sabe-se que:
• P(A) = 0,4
• P(A , B) = 0,7
Determine:
a) P(B) b) P^A + Bh c) P(A , C)

92
U2p71h1
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
a) A + B = Q , logo, P(A , B) = P(A) + P(B) + 0,7 = 0,4 + P(B) +
+ P(B) = 0,3
b) P( A + B) = P( A , B) = 1 - P(A , B) = 1 - 0,7 = 0,3
c) P(A) + P(B) + P(C) = 1 + 0,4 + 0,3 + P(C) = 1 + P(C) = 0,3
A + B = Q , logo, P(A , C) = P(A) + P(C) +
+ P(A , C) = 0,4 + 0,3 + P(A , C) = 0,7

6   
Seja E o espaço amostral finito associado a uma experiência aleatória
e A e B tais que A, B ! P(E) .
Mostre que:
P(B\A) = P(A , B) - P(A)

P(B\A) = P(B) - P(A + B) =


= P(B) - 6P(A) + P(B) - P(A , B)@ =
= P(A , B) - P(A)
c.q.d.

7  
Considere o espaço de resultados finito E e A e B tais que A 1 E e B 1 E .
Sabe-se que:
• P(A) = 0,3 • P(B) = 0,25 • P(A + B) = 0,25
Determine:
a) P^A + Bh
b) P^A , Bh

a) P(A + B) = P(A) - P(A + B) + P(A + B) = 0,3 - 0,25 +


+ P(A + B) = 0,05
b) P(B) = 0,25 , pelo que P(B) 1 - 0,25 = 0,75
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
+ P(A , B) = 0,3 + 0,75 - 0,05 + P(A , B) = 1

8   
Seja E o espaço amostral finito associado a uma experiência aleatória
e A e B dois acontecimentos ( A 1 E e B 1 E ) .
Sabe-se que:
• P(A) = 0,4 • P(B) = 0,7
Indique, justificando, o valor mínimo e o valor máximo de P(A + B) .
93
Definição de probabilidade

A + B 1 A , então, P(A + B) G P(A) , pelo que P(A + B) G 0,4


P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
+ P(A , B) = 1,1 - P(A + B)
P(A , B) G 1 , então, 1,1 - P(A + B) G 1 , pelo que P(A + B) H 0,1
Assim: 0,1 G P(A + B) G 0,4

9   
Seja E o espaço amostral associado a uma experiência aleatória e A e B
dois acontecimentos ( A 1 E e B 1 E) .
Sabe-se que:
• P(A , B) = 0,65
• P(B\A) = 0,5
Determine P(A) .

P(B\A) = 0,5 + P(B) - P(A + B) = 0,5 (*)


P(A , B) = 0,65 + P(A) + P(B) - P(A + B) = 0,65 +
(*)
+ P(A) + 0,5 = 0,65 + P(A) = 0,15

10   
Uma máquina funciona com dois sistemas distintos,
um manual e outro eletrónico.
A probabilidade de o sistema manual funcionar
é de 0,78 e a probabilidade de o sistema eletrónico
funcionar é de 0,85 .
A probabilidade de funcionarem simultaneamente os dois sistemas
é de 0,68 .
Determine a probabilidade de funcionamento da máquina.

Consideremos os acontecimentos:
M: «O sistema manual funcionar.»
E: «O sistema eletrónico funcionar.»
Temos que: P(M) = 0,78 , P(E) = 0,85 e P(M + E) = 0,68
A máquina funciona se funcionar pelo menos um dos dois sistemas,
pelo que se pretende determinar P(M , E) .
P(M , E) = P(M) + P(E) - P(M + E) +
+ P(M , E) = 0,78 + 0,85 - 0,68 + P(M , E) = 0,95

94
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
11   
Dados um conjunto finito E , uma probabilidade P em P(E) e dois
acontecimentos A, B ! P(E) , tais que P(A) = 0,3 , P(A + B) = 0,2
e P^Bh = 0,3 , determine:
a) P^A , Bh b) P(A , B)
Caderno de Apoio do 12.º ano

a) P^A , Bh = P^A + Bh = 1 - P(A + B) = 1 - 0,2 = 0,8


b) P^Bh = 0,3 , logo, P(B) = 1 - 0,3 = 0,7
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) = 0,3 + 0,7 - 0,2 = 0,8

12  
A Joana e o Luís vão realizar o exame de condução.
A probabilidade de ela ser aprovada é de 0,5 ,
a probabilidade de ele ser aprovado é de 0,4
e a probabilidade de ambos passarem
no exame é de 0,1 .
Calcule a probabilidade de:
a) pelo menos um deles ser aprovado.
b) nenhum ser aprovado.
c) apenas um deles ser aprovado.

Consideremos os acontecimentos:
A: «A Joana é aprovada.»
B: «O Luís é aprovado.»
Sabemos que: P(A) = 0,5 , P(B) = 0,4 e P(A + B) = 0,1
a) P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
+ P(A , B) = 0,5 + 0,4 - 0,1 + P(A , B) = 0,8
b) P^A + Bh = P^A , Bh = 1 - P(A , B) = 1 - 0,8 = 0,2
c) P(A\B) + P(B\A) = P(A) - P(A + B) + P(B) - P(A + B) =
= 0,5 + 0,4 - 2 × 0,1 = 0,7

13   
Seja E o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos ( A 1 E e B 1 E ) .
Mostre que:
P(B) + P^Ah + P^A , Bh = 2P^Ah + P(A , B)
Adaptado do Exame Nacional do 12.º ano, 2009

95
Definição de probabilidade

P(B) + P^Ah + P^A , Bh = P(B) + P^Ah + P^Ah + P^Bh - P^A + Bh


= 2P^Ah + P(B) + P^Bh - P^A , Bh
= 2P^Ah + 1 - P^A , Bh
= 2P^Ah + 1 - ^1 - P(A , B)h
= 2P^Ah + 1 - 1 + P(A , B)
= 2P^Ah + P(A , B)
c.q.d.

14   
Seja E o espaço de resultados finito associado a uma experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos ( A 1 E e B 1 E ) .
Utilize as propriedades das probabilidades para provar que:
a) se A e B são incompatíveis, então:
P^AhP^Bh - P^A + Bh = P(A)P(B)
b) P(A , B) - P^A , Bh = P(A) - P^Bh

a) A e B são incompatíveis, logo, A + B = Q e P(A + B) = 0 .


P^Ah × P^Bh - P^A + Bh = ^1 - P(A)h^1 - P(B)h - P^A , Bh =
= 1 - P(B) - P(A) + P(A)P(B) - ^1 - P(A , B)h =
= 1 - P(B) - P(A) + P(A)P(B) - 1 + P(A , B) =
= -P(B) - P(A) + P(A)P(B) + P(A) + P(B) - P(A + B) =
= P(A)P(B)
c.q.d.
b) P(A , B) - P^A , Bh = P(A , B) - P^A + Bh =
= P(A , B) - 1 + P(A + B) =
= P(A) + P(B) - P(A + B) - 1 + P(A + B) =
= P(A) - ^1 - P(B)h =
= P(A) - P^Bh
c.q.d.

H G
15    N
Na figura estão representados dois poliedros,
E F
o cubo [ABCDEFGH] e o octaedro
[IJKLMN] (o vértice L do octaedro M K
não está visível). J
D C
Cada vértice do octaedro pertence
a uma face do cubo. I
A B
96
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
15.1 Considere todos os conjuntos que são constituídos por cinco dos 14
vértices dos dois poliedros.
Quantos desses conjuntos são constituídos por:
a) três vértices do cubo e dois vértices do octaedro?
b) cinco vértices do mesmo poliedro?
15.2 Escolhem-se ao acaso cinco dos 14 vértices dos dois poliedros.
Qual é a probabilidade de os cinco vértices escolhidos pertencerem todos
à mesma face do cubo?
Apresente o resultado na forma de fração irredutível.
Teste Intermédio do 12.º ano, 2008

15.1 a) 8C3 × 6C2 = 56 × 15 = 840


b) 8C5 + 6C5 = 56 + 6 = 62
14
15.2 Como existem 14 vértices ao todo, existem C5 formas diferentes
de escolher cinco vértices ao acaso. Como cada face tem exatamente
cinco vértices, das escolhas possíveis existem exatamente seis que
contêm vértices da mesma face (um conjunto por cada face).
Assim, a probabilidade de escolher cinco vértices, ao acaso, e de eles
pertencerem todos à mesma face do cubo, é:
6 3
p = 14 =
C5 1001

Tarefa 2   
O Zé Paulo tem no seu porta-chaves cinco chaves idênticas
não identificadas e só uma abre a porta do seu gabinete.
Sempre que chega ao seu gabinete, como não sabe qual
é a chave certa, tem de experimentar algumas chaves.
Certo dia, ao chegar acompanhado por um amigo ao gabinete, depois
da segunda tentativa frustrada, comentou: «Tenho a sensação de que é sempre
a última chave que experimento que abre a porta.»
Mostre que o Zé Paulo não tem razão e que a probabilidade de ele abrir a porta
à última tentativa é igual à probabilidade de a abrir à primeira.

1
À 1.ª tentativa, a probabilidade é:
5
4 1 1
À 2.ª tentativa: # =
5 4 5
(…)
4 3 2 1 1 1
À última tentativa: # # # # =
5 4 3 2 1 5
A probabilidade é sempre igual.

97
Definição de probabilidade

16   
Um condomínio contratou três empresas para efetuar quatro trabalhos distintos.
Cada trabalho será atribuído a uma única empresa e todas são contratadas.
Uma das empresas contratadas é a Gecasa.
16.1 De quantas maneiras distintas podem ser atribuídos os trabalhos?
16.2 Supondo que a atribuição dos trabalhos é aleatória, calcule
a probabilidade de a Gecasa ficar com dois dos trabalhos.

16.1 Como existem quatro trabalhos e três empresas, e todas são contratadas,
uma empresa tem de ficar com dois trabalhos atribuídos, e os trabalhos
restantes serão atribuídos a cada uma das outras empresas.
Assim, das três empresas, qualquer uma pode ficar com os dois trabalhos
( 3C1 ) , e, dos quatro trabalhos, dois são atribuídos a essa empresa ( 4C2 ) ,
e cada um dos trabalhos restantes pode ser atribuído a qualquer uma
das empresas restantes ( 2! ) .
Concluindo, o número de maneiras distintas de atribuir os trabalhos é:
3
C1 × 4C2 × 2! = 36
16.2 Relativamente ao número de casos favoráveis, como a Gecasa fica com
dois trabalhos, estes podem ser escolhidos dos quatro existentes e, mais
uma vez, os restantes podem permutar de empresa.
4
C2 # 2! 12 1
Então, p = = = .
36 36 3

17   
Numa caixa há cinco bolas brancas, três bolas
pretas e duas bolas vermelhas.
Retiram-se, sucessivamente, três bolas da caixa,
sem reposição.
Determine a probabilidade de obter:
a) uma bola branca, depois uma preta e, por fim, uma vermelha.
b) uma bola de cada cor.
c) três bolas da mesma cor.

a) p =
5
#
3
#
2
+p=
1 U2p77h2
10 9 8 24
5
C1 # 3C1 # 2C1 5#3#2 1
b) p = +p= +p=
10
C3 120 4
5 3
C3 + C3 11
c) p = =
10
C3 120

98
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Tarefa 3   
3.1 Na figura são apresentados 12 pontos r
complanares.
Sabe-se que cinco dos pontos pertencem a uma
mesma reta r , quaisquer três dos restantes
sete pontos são não colineares e quaisquer
dois desses sete são não colineares com
qualquer um dos cinco pontos da reta r .
Determine a probabilidade de, escolhidos três pontos ao acaso, estes
poderem ser vértices de um triângulo.
3.2 Qual é o número máximo de triângulos que se podem formar com n
pontos complanares? Em que condições?
U2p78h1
3.1 N.º de casos possíveis:
12C3 = 220
(Todos os conjuntos diferentes de três pontos que é possível formar com
os 12 pontos.)
N.º de casos favoráveis:
12C3 - 5C3 = 210
(De todos os conjuntos possíveis, retiram-se os conjuntos em que os três
pontos pertencem à reta e que, por isso, não formam um triângulo.)
21
A probabilidade é de .
22
n
3.2  C3 , que se verifica se quaisquer três dos n pontos forem não
colineares.

18   
Escolhendo ao acaso dois vértices de um cubo,
calcule a probabilidade de estes:
a) não estarem na mesma face.
b) estarem em faces opostas.

a) Número de casos possíveis: 8C2 = 28


Número de casos favoráveis: 4
(Para não estarem na mesma face, os dois vértices têm de ser extremos
das diagonais espaciais do cubo.)
4 1
p= +p= U2p78h3
28 7
b) Quaisquer dos vértices do cubo estão em faces opostas, logo, p = 1 .

99
Definição de probabilidade

19   
Considere todos os números de nove algarismos distintos que se podem formar
com os dígitos de 1 a 9 .
19.1 Quantos desses números são pares?
19.2 Escolhendo-se ao acaso um desses números pares, determine
a probabilidade de esse número ter exatamente dois dígitos ímpares
juntos.

19.1 Para que o número seja par, o último algarismo tem de ser par, ou seja,
existem apenas quatro hipóteses para o último algarismo e, como
os algarismos têm de ser distintos, restam oito algarismos que podem
permutar entre si.
Assim, existem 8! × 4 = 161 280 números nas condições pedidas.
19.2 Temos quatro posições para os dois algarismos ímpares consecutivos:
IIPIPIPIP IPIIPIPIP IPIPIIPIP IPIPIPIIP
Em cada uma das posições anteriores, os algarismos são distintos
e podem permutar: pares com pares e ímpares com ímpares.
4 # 5! # 4! 1
Então: p = =
161 280 14

20   
Num concurso de televisão, um participante recebe
do apresentador quatro envelopes fechados.
Em cada um dos envelopes está uma letra
da palavra JOGO.
O participante deve escolher uma sequência para
os envelopes com o objetivo de obter JOGO.
Depois de escolhida a sequência, o apresentador paga 250 euros por cada
letra que estiver na posição correta.
Qual é a probabilidade de o participante não ganhar qualquer quantia?

4!
Número de casos possíveis: = 12 (número de anagramas possíveis
2!
com a palavra JOGO)
Número de casos favoráveis:
Apenas os anagramas OJOG e OGOJ não têm letras na posição correta.
2 1
Assim: p = +p=
12 6

100
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Tarefa 4   
Considere uma grelha quadrada com 16
quadrículas.
Nesta grelha vão ser colocadas
aleatoriamente 8 fichas iguais, e não
mais do que uma por qua­drícula como,
por exemplo, na figura ao lado.
Qual é a probabilidade de:
4.1 as duas diagonais ficarem
preenchidas?
4.2 unicamente uma linha ficar totalmente preenchida?
4.3 ficarem preenchidas duas colunas?
4.4 ficarem preenchidas duas linhas não adjacentes? U2p79h2
Adaptado do Caderno de Apoio do 12.º ano

1 1
4.1 16 =
C8 12 870
4 # (12C4 - 3) 328
4.2  =
12 870 2145
4
C2 1
4.3  =
12 870 2145
3 1
4.4  =
12 870 4290

A
21   H B
Na figura ao lado está representado um octógono
regular [ABCDEFGH] inscrito numa circunferência. G C
Selecionando-se aleatoriamente três vértices
do octógono, determine a probabilidade de eles
F D
formarem um triângulo retângulo. E
Número de casos possíveis: 8C3 = 56
Número de casos favoráveis: 2C2 × 6C1 × 4 = 24
Por cada diagonal do octógono existem seis triângulos retângulos. Por exemplo,
se considerarmos a diagonal [FB] , existem os seguintes triângulos retângulos:
U2p79h3
[FGB] ; [FHB] ; [FAB] ; [FCB] ; [FDB] ; [FEB] . (São retângulos, porque
um dos ângulos internos é inscrito numa semicircunferência.)
Como existem quatro diagonais, tem-se 4 × 6 = 24 triângulos retângulos.
24 3
Então: p = =
56 7
101
Definição de probabilidade

AVALIAR CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1 
Lança-se um dado com as faces numeradas de 1 a 6 .
Considere os acontecimentos:
A: «sair uma face com um número maior do que 3 »
B: «sair uma face com um número primo»
Qual é o acontecimento contrário de A , B ?
(A) «sair uma face com um número menor ou igual a 3 ou um número composto»
(B) «sair uma face com o número 5 »
(C) «sair uma face com o número 1 »
(D) «sair uma face com um número maior do que 1 »

A = {4, 5, 6} B = {2, 3, 5}
A , B = {2, 3, 4, 5, 6}
A , B = {1}
Resposta: (C)

2  
Um estudante realiza dois exames no mesmo dia.
A probabilidade de que seja aprovado no primeiro é de 0,6 , a probabilidade
de que seja aprovado no segundo é de 0,8 e a probabilidade de ficar aprovado
nos dois é de 0,5 .
A probabilidade de que seja aprovado pelo menos em um dos exames é:
(A) 1 (B) 0,9 (C) 0,6 (D) 0,5

Consideremos os acontecimentos:
A1 : «o estudante é aprovado no 1.º exame.»
A2: «o estudante é aprovado no 2.º exame.»
Sabe-se que P(A1) = 0,6
P(A2) = 0,8
P(A1 + A2) = 0,5
P(A1 , A2) = P(A1) + P(A2) - P(A1 + A2) +
+ P(A1 , A2) = 0,6 + 0,8 - 0,5 + P(A1 , A2) = 0,9
Resposta: (B)

102
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
3   
Sejam X e Y dois acontecimentos incompatíveis de um espaço amostral E
finito.
1
Sabe-se que P(X) = 4P(Y) e P(X , Y) = .
2
Então:
1 1
(A) P(X) = (C) P(X) =
8 10
1 1
(B) P(Y) = (D) P(Y) =
8 10

X e Y são incompatíveis, logo, P(X , Y) = P(X) + P(Y) .


1
Sabe-se que P(X) = 4P(Y) e P(X , Y) = .
2
1 1
Assim, P(X , Y) = P(X) + P(Y) + = 4P(Y) + P(Y) + P(Y) = .
2 10
Resposta: (D)

4   
Num colégio com 630 alunos, 250 têm a disciplina de Matemática, 210 têm
Físico-Química e 90 têm as duas disciplinas.
Escolhe-se, ao acaso, um aluno do colégio.
A probabilidade de este não ter Matemática nem Físico-Química é:
8 17 26 37
(A) (B) (C) (D)
63 63 63 63

Considerem-se os acontecimentos:
M: «O aluno tem a disciplina de matemática.»
F: «O aluno tem a disciplina de físico-química.»
Resumindo a informação apresentada no enunciado num diagrama de Venn:

A B

250 - 90 = 160 90 210 - 90 = 120

630 - 370 = 260

P^M + F h = + P^M + F h =
260 26
630 63
Resposta: (C)

103
Definição de probabilidade

5   
Seja Ω o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos ( A 1 Ω e B 1 Ω ) .
1
Sabe-se que P(A + B) = .
5
Qual é o valor de Pa A , _ A + Bik ?
1 2 3 4
(A) (B) (C) (D)
5 5 5 5
Teste Intermédio do 12.º ano, 2013

P_A , ^A + Bhi = P_^A , Ah + ^A , Bhi =


= P_Ω + ^A , Bhi = P^A , Bh = P^A + Bh =
1 4
= 1 - P(A + B) = 1 - =
5 5
Resposta: (D)

6   
Numa urna, há bolas brancas numeradas de 1 a 10 , bolas pretas numeradas
de 11 a 20 e bolas vermelhas numeradas de 21 a 30 . O Carlos aposta
que, se escolher uma bola ao acaso, essa bola será branca ou terá um
número primo.
A probabilidade de o Carlos ganhar a aposta é:
2 9 7 8
(A) (B) (C) (D)
5 20 15 15

Número de casos possíveis: 30


Número de casos favoráveis: 16 (10 bolas brancas + 6 números primos
a partir de 10)
Números primos até 30 : 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29
16 8
p= +p=
30 15
Resposta: (D)

7   
Cada uma de duas crianças escreve numa folha uma vogal.
Qual é a probabilidade de escreverem a mesma vogal?
1 1 1 1
(A) (B) (C) (D)
25 10 5 2

104
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Número de casos possíveis: 5 × 5 = 25
Número de casos favoráveis: 5 (AA; EE; II; OO; UU)
5 1
p= +p=
25 5
Resposta: (C)

8   
O João, o Pedro e o Rafael competem numa prova de atletismo.
Indique a probabilidade de o João chegar primeiro do que o Rafael, sabendo
que não houve um empate.
1 1 1 2
(A) (B) (C) (D)
4 3 2 3

Número de casos possíveis: 3! = 6


Número de casos favoráveis: 3
Das seis ordens de chegada possíveis, em apenas três o João chega primeiro
do que o Rafael: JRP; JPR; PJR.
3 1
Assim, p = +p=
6 2
Resposta: (C)

9  
Considere uma grade com capacidade para
25 garrafas, como a da figura.
Supondo que cinco garrafas são colocadas ao acaso
na grade, qual é a probabilidade de não ficar mais
do que uma garrafa na mesma fila (horizontal ou vertical)?
1 1 4 1
(A) (B) (C) (D)
53 130 26 565 1771 60
25
Número de casos possíveis: C5
Número de casos favoráveis: 5!
Há cinco possibilidades de posicionar uma garrafa na primeira •
fila horizontal. Para não ocupar a mesma fila vertical, já só U2p81h1

existem quatro possibilidades de posicionar uma outra garrafa •
na segunda fila horizontal. Analogamente, na terceira fila, •
existem três possibilidades, na quarta, duas possibilidades •
e uma única para a última fila. No total, 5! .
5! 4
p = 25 + p =
C5 1771
Resposta: (C)
105
Definição de probabilidade

10   
O Miguel tem na carteira quatro notas de 10 euros,
duas de 50 euros e uma de 100 euros.
Para pagar uma conta de 40 euros
no supermercado, retira aleatoriamente
duas notas da carteira.
Indique a probabilidade de o Miguel não precisar de retirar mais notas para
pagar a conta.
2 5
(A) (C)
3 7
33
(B) (D) 1
49

Para que as duas notas retiradas sejam suficientes para pagar a conta,
só não poderão ser retiradas duas notas de 10 euros.
Assim:
7
C2 - 4C2 15 5
p= +p= +p=
7
C2 21 7
em que
7
C2 é o número de formas de retirar duas notas, das sete existentes na carteira
4
C2 é o número de formas de retirar duas notas de entre as quatro notas
de 10 euros.
7
C2 - 4C2 é o número de formas de retirar duas notas da carteira, sem que
ambas sejam de 10 euros.
Resposta: (C)

11   
Um teste é constituído por oito perguntas de escolha múltipla.
A sequência das oito respostas corretas às oito perguntas desse teste
é AABDADAA .
O Pedro, que não se preparou para o teste, respondeu ao acaso às oito perguntas.
Qual é a probabilidade de o Pedro ter respondido corretamente a todas
as perguntas, sabendo que escolheu cinco opções A , uma opção B
e duas opções D ?
1 1
(A) (C)
56 168
1 1
(B) (D)
112 224
Teste Intermédio do 12.º ano, 2010

106
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Como o Pedro escolheu cinco opções A , uma B e duas D , existem
8
C5 × 3C1 × 2C2 = 168 sequências possíveis, que correspondem a selecionar
cinco das oito respostas para as opções A , e das três respostas restantes,
selecionar uma para a opção B , ficando as restantes duas respostas com
a opção D .
Como a sequência de respostas corretas é única, existe um único caso favorável.
Assim, a probabilidade de o Pedro ter respondido corretamente a todas
1
as perguntas é .
168
Resposta: (C)

12   
Num loto são sorteados cinco números de 1 a 20 .
Cada apostador escolhe cinco números e existe prémio para quem acertar três,
quatro ou cinco números.
Qual é a probabilidade de um apostador acertar apenas em quatro dos cinco
números sorteados?
4 5 15 75
(A) (B) (C) (D)
15 504 15 504 15 504 15 504
20
Número de casos possíveis: C5
Número de casos favoráveis: C4 × 15C1
5

5
C4 # 15C1 75 25
p= +p= +p=
20
C5 15 504 5168
Resposta: (D)

13   
Considere a experiência aleatória que consiste em escolher
ao acaso dois vértices de um octaedro regular.
Qual é a probabilidade de esses dois vértices serem
extremos de uma mesma aresta?
12 12 12 12
(A) 2 (B) 12 (C) 6 (D) 6
6 C2 A2 C2
Número de casos possíveis: 6C2
Número de casos favoráveis: 12 (12 arestas)
12 4
p=
15
+p=
5 U2p82h1
Resposta: (D)

107
Definição de probabilidade

14   
Sete amigos, três rapazes e quatro raparigas, vão ao cinema e têm bilhetes com
números consecutivos na mesma fila.
Distribuindo os bilhetes ao acaso, qual é a probabilidade de os rapazes ficarem
todos juntos e as raparigas também ficarem todas juntas?
3! # 4! 2 # 3!# 4! 2 1
(A) (B) (C) (D)
7! 7! 3! # 4! 3! # 4!
Existem 3! formas diferentes de sentar os três rapazes juntos e por cada uma
destas formas existem 4! formas diferentes de sentar as quatro raparigas juntas.
Como as raparigas e os rapazes não podem ser separados, existem duas formas
de sentar os dois grupos (rapazes à direita ou à esquerda das raparigas).
Assim, no total existem 3! × 4! × 2 casos favoráveis de os rapazes ficarem
juntos e as raparigas também ficarem juntas. Como são sete amigos para
sete lugares, consecutivos, existem 7! maneiras diferentes possíveis de sentar
os sete amigos.
2 # 3! # 4!
Assim, a probabilidade pedida é:
7!
Resposta: (B)

B
15   
Considere um hexágono regular [ABCDEF] A C
de centro O .
Escolhem-se, ao acaso, três pontos de entre os sete O
pontos A , B , C , D , E , F e O . F D
A probabilidade de estes formarem um triângulo
E
equilátero é:
6 3 8 1
(A) (B) (C) (D)
35 16 35 4

Número de casos possíveis: 7C3


Número de casos favoráveis: 8
U2p82h2
Os únicos triângulos equiláteros possíveis de formar não contendo
o ponto O são [ACE] e [BDF] .
Contendo o ponto O , existem 6 : [OAB] ; [OBC] ; [OCD] ; [ODE] ;
[OEF] e [OFA] .
Assim, no total podem formar-se oito triângulos equiláteros.
8 8
P= 7 +P=
C3 35
Resposta: (C)

108
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
16   
Cinco alunos realizaram um trabalho de grupo na disciplina de Química.
A Andreia e o André fazem parte desse grupo. A apresentação do trabalho
é feita apenas por dois elementos do grupo.
Supondo que a escolha dos alunos para a apresentação é aleatória, a probabilidade
de a Andreia e o André não fazerem em conjunto a apresentação do trabalho é:
5 3 3
1 C2 - 1 C2 C1 # 2C1
(A) 5 (B) 5
(C) 5 (D) 5
C2 C2 C2 C2
Número de casos possíveis: 5C2
Número de casos favoráveis: 5C2 - 2C2
em que
5
C2 é o número de formas de escolher, de entre os cinco elementos, quaisquer dois;
2
C2 é o número de formas de a Andreia e o André fazerem, em conjunto, parte
do grupo;
5
C2 - 2C2 é o número de formas de escolher dois elementos de entre os cinco,
tendo a garantia que o André e a Andreia não fazem, simultaneamente, parte
do grupo.
5
C2 - 1
P= 5
C2
Resposta: (B)

17   
Num pacote de rebuçados, todos com um aspeto
semelhante, há cinco rebuçados com sabor a morango
e dez com sabor a ananás.
Retirando, ao acaso, três rebuçados do pacote, qual
é a probabilidade de pelo menos dois terem sabor
a morango?
2 4 20 22
(A) (B) (C) (D)
91 91 91 91
15
Número de casos possíveis: C3
Número de casos favoráveis: C2 × 10 C1 + 5C3
5

(Para pelo menos dois rebuçados terem sabor a morango, ou são retirados dois
de morango e um de ananás (5C2 × 10 C1) ou três de morango (5C3) . )
5
C2 # 10C1 + 5C3 110 22
P= +P= +P=
15
C3 455 91
Resposta: (D)

109
Definição de probabilidade

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

18   
O Jaime tem no bolso quatro moedas. Duas moedas
de 0,50 € , uma moeda de 1 € e uma de 2 € .
Retira, simultaneamente e ao acaso, duas moedas do bolso.
18.1 Indique os elementos do espaço amostral.
18.2 Determine o número de elementos do espaço de acontecimentos.
18.3 Considere os acontecimentos:
• A: «Uma das moedas é de 2 € . »
• B: «As duas moedas são iguais.»
• C: «O valor total das moedas é superior a 1 € . »
• D: «O valor total das moedas é inferior a 3,5 € . »
Relativamente a estes acontecimentos, indique, se existir(em):
a) um acontecimento elementar.
b) um acontecimento composto.
c) um acontecimento certo.
d) dois acontecimentos incompatíveis, mas não contrários.
e) dois acontecimentos contrários.

Ω = "(0,50; 0,50); (0,50; 1); (0,50; 2); (1; 0,50); (1; 2); (2; 0,50); (2; 1),
18.1 
18.2 O espaço de acontecimentos tem 128 elementos.
18.3 a) B
b) A , por exemplo.
c) D
d) A e B .
e) B e C .

19  
Considere um dado icosaédrico (vinte faces) regular e de material homogéneo,
com 12 faces de cor branca, numeradas de 1 a 12 , e 8 faces de cor
cinzenta, numeradas de 13 a 20 .
Lançando o dado uma única vez, e relativamente à face
que fica voltada para baixo, considere os acontecimentos:
• A: «A face é de cor cinzenta.»
• B: «A face tem um número primo.»

110
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Indique, sob a forma de fração irredutível, o valor de:
a) P(A) d) P(A\B)
b) P(B) e) P^A , Bh
c) P(A + B)

8 2
a) P(A) = + P(A) =
20 5
b) números primos até 20 " 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19
8 2
P(B) = + P(B) =
20 5
c) A + B = {13, 17, 19}
3
P(A + B) =
20
d) A\B = {14, 15, 16, 18, 20}
5 1
P(A\B) = + P(A\B) =
20 4
e) A = {1, 2, …, 12}
B = {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19}
15 3
P^A , Bh = + P^A , Bh =
20 4

20   
A Mafalda registou durante um ano a cor indicada
no semáforo junto à sua escola sempre que um dos pais
a levava à escola. Concluiu que este indicava a cor verde
o dobro das vezes que indicava a vermelha e a cor laranja
o sêxtuplo das vezes que indicava a cor vermelha.
Com base neste estudo, indique a probabilidade de,
ao chegar perto do semáforo, este indicar a cor laranja.

Consideremos os acontecimentos:
V: «O semáforo indica a cor verde.»
E: «O semáforo indica a cor vermelha.»
L: «O semáforo indica a cor laranja.»
Sabe-se que: P(V) = 2P(E)
P(L) = 6P(E)
P(E) + P(V) + P(L) = 1 + P(E) + 2P(E) + 6P(E) = 1 +
1
+ 9P(E) = 1 + P(E) =
9
1 2
Assim, P(L) = 6 × + P(L) = .
9 3
111
Definição de probabilidade

21   
Considere o espaço de resultados E associado a uma certa experiência
aleatória e dois acontecimentos A e B , tais que A 1 E e B 1 E .
1 1 1
Sabendo que P(A) = , P(B) = e P(A , B) = , determine:
3 4 2
a) P^A + Bh
b) P^A , Bh

a) P(A + B) = P(A) + P(B) - P(A , B) +


1 1 1 1
+ P(A + B) = + - + P(A + B) =
3 4 2 12
P^A + Bh = P(B) - P(A + B) +
1 1 1
+ P^A + Bh = - + P^A + Bh =
4 12 6
b) P^A , Bh = P^A + Bh = 1 - P^A + Bh = 1 -
1 5
=
6 6

22   
22.1 Dado um conjunto E , uma probabilidade P
em P(E) e dois acontecimentos A, B ! P(E) ,
prove que:
P^A , Bh = P^Bh + (A + B)
22.2 Num saco existem bolas pretas e bolas vermelhas.
Sabe-se que:
• todas as bolas estão numeradas de 1 até ao número correspondente
ao total de bolas no saco;
• duas em cada cinco bolas são pretas;
• duas em cada três bolas são pretas ou têm um número par.
Extrai-se, aleatoriamente, uma bola do saco.
U2p84h1
22.2.1 Qual é a probabilidade de a bola extraída ter um número par
e ser vermelha?
22.2.2 Supondo que existem 30 bolas dentro do saco, quantas são
pretas com um número ímpar?
NOTA: Se o desejar, utilize a igualdade referida em 22.1. Neste caso,
deverá começar por caracterizar claramente os acontecimentos
A e B , no contexto da situação apresentada.

P^A , Bh = P^A + Bh = 1 - P^A + Bh =


22.1 
= 1 - ^P(B) - P(A + B)h = 1 - P(B) + P(A + B) =
= P^Bh + P(A + B)
c.q.d.
112
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
22.2 Consideremos os acontecimentos:
A: «A bola retirada é par.»
B: «A bola retirada é vermelha.»
2 2
Sabe-se que P^Bh = e P^A , Bh =
5 3
2 2 3
Se P^Bh = , então, P(B) = 1 - = .
5 5 5
2 2
22.2.1 P^A , Bh = P^Bh + P(A + B) + = + P(A + B) +
3 5
4
+ P(A + B) =
15
22.2.2 Como há 30 bolas, então, há tantas pares como ímpares, pelo que
1
P(A) = P^Ah =
2
P^A + Bh = P^A , Bh = 1 - P(A , B) =
= 1 - 6P(A) + P(B) - P(A + B)@ = 1 - - +
1 3 4 1
=
2 5 15 6
São 5 bolas pretas com um número ímpar.

23   
Seja E o espaço amostral associado a uma experiência aleatória e A e B dois
acontecimentos ( A 1 E e B 1 E ) . Sabe-se que P(A) = 0,5 e P^Bh = 0,7 .
Indique, justificando, o valor mínimo e o valor máximo de P^A , Bh .

P(A) = 0,5 , logo, P^Ah = 1 - 0,5 = 0,5 .


P^Bh = 0,7 , logo, P(B) = 1 - 0,7 = 0,3 .
P^A , Bh = P^Ah + P(B) - P^A + Bh G P^Ah + P(B) =
= 0,5 + 0,3 = 0,8
A, B 3 A , B , logo, P^A , Bh H P^Ah , P(B) , pelo que
P^A , Bh H 0,5
Assim:
0,5 G P^A , Bh G 0,8

24   
Seja E o espaço de resultados, finito, associado a uma certa experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos ( A 1 E e B 1 E ) em que se sabe que:
P(A) = P(B) e P(A , B) = 2P(A)
24.1 Prove que A e B são incompatíveis.
24.2 Os acontecimentos A e B podem ser contrários? Justifique a sua resposta.

113
Definição de probabilidade

P(A + B) = P(A) + P(B) - P(A , B) +


24.1 
+ P(A + B) = P(A) + P(A) - 2P(A) + P(A + B) = 0 ,

logo, os acontecimentos A e B são incompatíveis.
24.2 Na experiência que consiste em lançar um dado cúbico, com as faces
numeradas de 1 a 6 , consideremos os acontecimentos contrários:
A: «Sair número par»
B: «Sair número ímpar»
1
Temos que P(A) = P(B) = e P(A , B) = 2P(A) = 1 .
2
Assim, A e B podem ser contrários.

25   
Dados um conjunto finito E , uma probabilidade P em P(E) e dois
acontecimentos A, B ! P(E) , prove que:
a) P^A + Bh + P(A , B) = 1
b) P(A) - P^Bh G P(A + B) + P(A , B)
c) P^A , Bh - P^A + Bh = 1 + P(B) = P(A + B)

a) P^A , Bh + P(A , B) = P^A + Bh + P(A , B) = 1


c.q.d.
b) P(A) + P(B) G P(A) + P(B) + 1 + P(A) + P(B) - 1 G P(A) + P(B) +
+ P(A) - ^1 - P(B)h G P(A) + P(B) - P(A , B) + P(A , B) +
+ P(A) - P^Bh G P(A + B) + P(A , B)
c.q.d.
c) P^A , Bh - P^B + Ah = 1 +
+ P(A) + P^Bh - P^A + Bh - P(B) + P(A + B) = 1 +
+ P(A) + 1 - P(B) - P(A) + P(A + B) - P(B) + P(A + B) = 1 +
+ P(A + B) + P(A + B) = P(B) + P(B) + P(A + B) = P(B)
c.q.d.

26   
Perguntou-se a 200 pessoas se gostam
de jogar futebol e/ou jogar ténis.
Obtiveram-se os seguintes resultados:
• 55 pessoas gostam de jogar futebol
e ténis;
• 73 pessoas gostam de jogar futebol mas não gostam de jogar ténis;
• 85 pessoas gostam de jogar ténis.
114
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Escolhida uma destas pessoas, ao acaso, determine a probabilidade de esta:
a) não gostar de jogar futebol.
b) gostar de jogar apenas uma das modalidades.
c) não gostar de jogar nenhuma das modalidades.

Considerem-se os acontecimentos:
F: «A pessoa gosta de jogar futebol.»
T: «A pessoa gosta de jogar ténis.»
Resumindo a informação apresentada no enunciado num diagrama de Venn,
obtém-se:

F T

73 55 30

200 - (73 + 55 + 30) = 42

30 + 42 72 9
a) P^Fh = + P^Fh = + P^Fh =
200 200 25
30 73 103
b) P^F + Th + P^F + Th = + =
200 200 200
42 21
c) P^F + Th = + P^F + Th =
200 100

27   
De entre todos os funcionários de uma empresa
de distribuição alimentar, sabe-se que,
relativamente à leitura de jornais desportivos,
43 % leem O Jogo; 55 % , o Record;
68 % , A Bola; 18 % leem o O Jogo e o Record;
35 % leem o Record e A Bola; 28 % leem
o O Jogo e A Bola e 10 % leem os três jornais.
Escolhendo ao acaso um dos funcionários desta
empresa, qual é a probabilidade de:
a) ler dois, e só dois, destes jornais desportivos?
b) não ler nenhum destes jornais desportivos?

115
Definição de probabilidade

Considerem-se os acontecimentos:
J: «O funcionário lê O Jogo.»
R: «O funcionário lê o Record.»
B: «O funcionário lê A Bola.»
Resumindo a informação apresentada no enunciado num diagrama de Venn,
obtém-se:
a) P = 8 + 25 + 18 J R
P = 51 %
8
b) P = 5 % 7 12
10
18 25

15 5
B

28   
O Sebastião Malaquias é conhecido dos adeptos
de basquetebol por encestar 4 em cada
5 lançamentos livres.
Sabendo que o Sebastião pretende efetuar dois
lançamentos ao cesto, qual é a probabilidade de:
a) encestar um, e só um, dos lançamentos?
b) não encestar nenhum dos lançamentos?

Consideremos o acontecimento:
E: «O Sebastião Malaquias encesta.»
4
Temos que P(E) = = 0,8 , logo, P^Eh = 0,2 .
5
a) p = 0,8 × 0,2 + 0,2 × 0,8 = 0,32
b) p = 0,2 × 0,2 = 0,04

29   
Considere o seguinte problema:
«Quinze escuteiros vão acampar. A Catarina e o Francisco são dois
desses escuteiros e são namorados. O guia pretende escolher cinco
escuteiros para montar o acampamento. Supondo que estes são escolhidos
ao acaso, qual é a probabilidade de o Francisco e a Catarina não ficarem
juntos?»

116
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
15 13
C5 - C3
Numa pequena composição, explique por que razão 15
é uma resposta
C5
correta a este problema.
Deve organizar a sua composição de acordo com os seguintes tópicos:
• referência à regra de Laplace;
• explicação do número de casos possíveis;
• explicação do número de casos favoráveis.

De acordo com a regra de Laplace, a probabilidade de um acontecimento


é igual ao quociente entre o número de casos favoráveis a esse acontecimento
e o número de casos possíveis, quando estes são todos equiprováveis.
O número de casos possíveis é 15C5 , pois pretende-se formar um grupo
de cinco pessoas, de entre as 15 , sem ser relevante a ordem pela qual são
escolhidas.
O número de maneiras de o Francisco e a Catarina fazerem parte da mesma
equipa é 13C3 , pois estando definida a sua escolha, resta, de entre os
13 elementos que sobram, escolher mais três para completar o grupo de cinco.
Assim, 15C5 - 13C3 será o número de grupos em que o Francisco e a Catarina
não ficam juntos, sendo este o número de casos favoráveis.
15
C5 - 13C3
A probabilidade pedida é 15
.
C5

30   
Um saco contém bolas azuis e bolas verdes, indistinguíveis ao tato.
Redija, no contexto desta situação, o enunciado de um problema de cálculo
de probabilidade, inventado por si, que admita como resposta correta
7
C4 # 3 + 7C5
10
.
C5
No enunciado que apresentar, deve explicitar claramente:
• o número total de bolas existentes no saco;
• o número de bolas de cada cor existentes no saco;
• a experiência aleatória;
• o acontecimento cuja probabilidade pretende que seja calculada (e cujo valor
terá de ser dado pela expressão apresentada).
Teste Intermédio do 12.º ano, 2009

Um enunciado possível é o seguinte:


Um saco contém 10 bolas, sendo sete azuis e três verdes. Retiram-se,
ao acaso e sem reposição, cinco bolas do saco e observa-se a cor de cada bola.
Qual é a probabilidade de pelo menos quatro dessas bolas serem azuis?

117
Definição de probabilidade

31   
Em determinado país, os números de telefone possuem
dez dígitos de acordo com as seguintes regras:
• código de área com três dígitos em que o primeiro
não pode ser 0 nem 1 ;
• prefixo com três dígitos em que o primeiro
e o segundo não podem ser 0 nem 1 ;
• número da linha com quatro dígitos que não podem ser todos iguais a 0 .
31.1 O código de área para uma certa cidade é 431 . Quantos números
diferentes de telefone, é possível atribuir nessa cidade?
31.2 A Mariana e a Ana vivem nesse país e têm um desses números
de telefone. A Mariana quer telefonar à Ana mas esqueceu-se do número
da amiga. Só se recorda que os seis primeiros dígitos são 377 420
e que o número termina em 0 . Se marcar um número de telefone
ao acaso, nestas condições, calcule a probabilidade de esta conseguir
falar com a Ana.
Apresente o resultado sob a forma de fração irredutível.

31.1 Para o prefixo, existem 82 × 10 = 640 possibilidades, uma vez que há


oito opções para cada um dos dois primeiros dígitos e 10 para o último.
Para o número de linha existem 104 - 1 = 9999 possibilidades
(todos os códigos de quatro dígitos exceto o único formado apenas
por zeros: 0000).
Assim, é possível atribuir 640 × 9999 = 6 399 360 números
de telefone nessa cidade.
31.2 A Mariana terá de acertar nos três primeiros números de linha,
uma vez que sabe que este termina em 0 . Sem restrições, existiriam
103 números de linha terminados em zero. No entanto, é necessário
retirar o 0000 , obtendo-se, assim, 999 números de linha diferentes
com o último dígito igual a 0 .
1
Assim, a probabilidade pedida é p = .
999

32   
A família Nunes é constituída por seis pessoas, a mãe, o pai e quatro filhos.
No final do dia jantam em volta de uma mesa redonda.
32.1 De quantas maneiras diferentes se podem
sentar à volta da mesa?
32.2 Supondo que o modo como se sentam
é aleatório, determine a probabilidade de,
num certo dia, a mãe e o pai ficarem juntos.

118
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
32.1 Como se vão sentar numa mesa redonda, o número de formas diferentes
de se sentarem são permutações circulares de 6 , ou seja:
6!
= 5! = 120
6
32.2 Número de casos possíveis: 120
Número de casos favoráveis: 2! × 4! = 48
48 2
p = +p=
120 5

33   
Uma caixa contém bombons com nozes e bombons com passas, com o mesmo
aspeto exterior. O número de bombons com nozes é superior ao número
de bombons com passas em duas unidades.
Se retirarmos, ao acaso, dois bombons dessa caixa, a probabilidade de que
2
ambos tenham nozes é de .
7
33.1 Determine o número total de bombons.
33.2 Se retirarmos, ao acaso, dois bombons da caixa, determine
a probabilidade de terem conteúdos distintos.

Sejam:
n : número de bombons com nozes
p : número de bombons com passas
Temos que p = n - 2
Considere-se o acontecimento N: «O bombom retirado tem noz.»
2
Sabe-se que a probabilidade de tirar um bombom com noz é P(N, N) = .
7
33.1 O número total de bombons será dado por n + p = n + n - 2 = 2n - 2
Assim:
n!
2 C2 2 n
2! (n - 2)! 2
P(N, N) = + 2n - 2 = + = +
7 C2 7 (2n - 2)! 7
2! (2n - 4)!
n (n - 1) 2 n2 - n 2
+ = + = +
(2n - 2) (2n - 3) 7 2
4n - 10n + 6 7

+ 7n2 - 7n = 8n2 - 20n + 12 + n2 - 13n + 12 = 0 +


+ n = 12 0 n = -1
Como n ! IN , então, n = 12 .
Existem, então, 12 bombons de nozes, logo, 10 de passas
e 10 + 12 = 22 bombons no total.
119
Definição de probabilidade

33.2 Para terem conteúdos distintos, terão de ser retirados um bombom


de nozes e um bombom de passas. Assim:
10
C1 # 12C1 10 # 12 120 40
p = +p= +p= +p=
22
C2 231 231 77

34   
Uma caixa contém seis canetas boas e quatro defeituosas, indistinguíveis ao tato.
Retiram-se, simultaneamente e ao acaso, quatro canetas da caixa.
Determine a probabilidade de:
a) serem as quatro boas.
b) pelo menos duas serem defeituosas.

10
a) Número de casos possíveis: C4
Como existem 10 canetas, existem 10 C4 = 240 conjuntos diferentes
que se podem formar com extrações em simultâneo.
Número de casos favoráveis: 6C4
Como 6 das canetas são boas, 6C4 = 15 é o número de conjuntos
possíveis de formar com as quatro canetas boas.
15 1
Assim: p = =
210 14
b) Pelo menos duas canetas serem defeituosas é o mesmo que duas, ou três,
ou quatro canetas serem defeituosas.
Assim:
4
C2 # 6C2 + 4C3 # 6C1 + 4C4 23
p= =
10
C4 42
em que
4
 C2 × 6C2 é o número de formas de escolher duas canetas do grupo
de quatro defeituosas e duas do grupo de quatro boas;
4
 C3 × 6C1 é o número de formas de escolher três canetas do grupo
de quatro defeituosas e duas do grupo de quatro boas;
4
C4 = 1 representa a única forma de retirar as quatro canetas defeituosas.

120
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE

35  
Considere o conjunto A = {1, 2, 3, 4, 5} .
35.1 Quantos números de cinco algarismos, múltiplos de 5 , é possível
formar com os algarismos de A , sabendo que não se podem repetir?
35.2 Escolhendo quatro algarismos do conjunto A , ao acaso, para formar
um número com o mesmo número de algarismos, repetidos ou não,
qual é a probabilidade de o número formado ter os algarismos todos
diferentes e ser superior a 3000 ?

35.1 Para ser um múltiplo de 5 , terá de terminar em 5 , pelo que,


para o último algarismo, teremos apenas uma possibilidade.
Os restantes podem permutar de 4! formas. Assim, existem
24 números de cinco algarismos diferentes, múltiplos de 5
com os números do conjunto A.
35.2 Número de casos possíveis: 54
Número de casos favoráveis: 3 × 4 × 3 × 2 = 72
72
Assim: p =
625

36   
Cinco amigos, a Alice, a Carlota,
o Guilherme, o Pedro e o Rafael,
pretendem tirar uma fotografia,
colocando-se alinhados lado a lado.
Admitindo que a posição dos amigos
na fotografia é escolhida ao acaso,
determine a probabilidade de:
a) os cinco amigos ficarem alinhados por ordem de alturas.
b) as raparigas ficarem juntas.
c) não ficarem amigos do mesmo sexo juntos.

a) Número de casos possíveis: 5!


Número de casos favoráveis: 2
Os amigos podem ficar alinhados do maior para o menor ou do menor
para o maior.
2 1
p= =
120 60

121
Definição de probabilidade

b) Número de casos possíveis: 5!


Número de casos favoráveis: 2! × 3! × 4
As raparigas podem permutar entre elas de 2! formas diferentes e os rapazes
entre eles de 3! formas diferentes. Para cada uma dessas situações, há quatro
posições possíveis para as raparigas ficarem juntas, de acordo com o esquema.
Assim, existem 2! × 3! × 4 = 48 maneiras de sentar os cinco amigos,
com as raparigas a ficarem juntas.


48 2
p= =
120 5
c) Número de casos possíveis: 5!
Número de casos favoráveis: 3 × 2 × 2 × 1 × 1 = 12
Para não ficarem amigos do mesmo sexo juntos, os rapazes e as raparigas
têm de alternar, tendo de se começar e terminar por um rapaz, uma vez que
estão em maior número. Há três possibilidades de rapazes para ocupar
o primeiro lugar, duas possibilidades de raparigas para ocupar o segundo,
e assim sucessivamente, de acordo com o seguinte esquema:
3 2 2 1 1

12 1
p= =
120 10


37  
Num saco existem bolas indistinguíveis ao tato, das quais cinco são azuis,
numeradas de 1 a 5 , e seis são vermelhas, numeradas de 6 a 11 .
37.1 Extraiu-se uma bola ao acaso e observou-se a cor e o número.
Qual é a probabilidade de se obter:
a) uma bola com um número par?
b) uma bola azul com um número ímpar?
c) uma bola vermelha com um número primo?
37.2 Extraiu-se uma bola e depois outra bola, repondo a primeira,
e observou-se a cor e o número de cada uma delas.
Qual é a probabilidade de obter:
a) duas bolas da mesma cor?
b) uma bola com um número par e outra com um número ímpar?
c) duas bolas iguais?

122
4
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
37.3 Extraíram-se simultaneamente três bolas e observou-se a respetiva cor
e número. Qual é a probabilidade de se obter:
a) três bolas da mesma cor?
b) duas bolas com um número par e uma com um número ímpar?
c) uma bola azul e duas bolas vermelhas, ambas com números pares?
Caderno de Apoio do 12.º ano

5
37.1 a) p =
11
3
b) p =
11
2
c) p =
11

37.2 a) p = c m +d n =
2
6 2 5 61
11 11 121
5 6 60
b) p = # ×2=
11 11 121
1 1 1
c) p = × × 11 =
11 11 11
5 6
C3 C3 30 2
37.3 a) p = + = =
11
C3 11
C3 165 11
5
C2 # 6C1 60 4
b) p = = =
11
C3 165 11
2
C1 # 3C2 6 2
c) p = = =
11
C3 165 55

123
5 ProBABILIDADE
UNIDADE

CONDICIONADA

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

Tarefa 1   
Considere-se a experiência que consiste em extrair,
sucessivamente, duas bolas de um saco opaco onde
se encontram três bolas indistinguíveis ao tato:
uma amarela e duas vermelhas.
1.1 Determine a probabilidade de a segunda bola extraída
ser amarela.
1.2 Determine a probabilidade de a segunda bola ser amarela sabendo que
a primeira bola extraída tem cor vermelha.

2#1 1
1.1  = U2p88h1
3#2 3
1.2 Sabendo que a primeira bola é vermelha no instante da segunda extração,
estão no saco duas bolas: uma vermelha e uma amarela.
1
Então, a probabilidade é .
2

5.1  Definição de probabilidade condicionada


  
1
O Guilherme tem duas moedas no bolso,
uma de 1 euro e outra de 50 cêntimos.
Quando vai pagar o café, que custa 60 cêntimos,
tira uma moeda do bolso ao acaso.
1.1 Determine a probabilidade de o valor da moeda ser suficiente para pagar
o café.
1.2 Admita que retira duas moedas e que a primeira foi de 50 cêntimos.
Determine a probabilidade de a segunda moeda retirada ser
de 1 euro, se:
a) o Guilherme não voltar a colocar a moeda de 50 cêntimos
no bolso.
b) o Guilherme voltar a colocar a moeda de 50 cêntimos no bolso
e a segunda for retirada novamente ao acaso.

124
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
1.1 Para que o valor da moeda seja suficiente para pagar o café, terá de tirar
1
do bolso a moeda de 1 €. Assim: p = .
2
1.2 a) p = 1 , pois a moeda de 1 € é a única que o Miguel tem no bolso.
1
b) p =
2

2   
Considere a experiência que consiste no lançamento
de dois dados equilibrados, um preto e um vermelho,
ambos com as faces numeradas de 1 a 6 .
Sejam os acontecimentos:
A: «A soma dos números saídos é maior do que 6 . »
B: «A soma dos números saídos é par.»
Determine P(A) e P(B) .
2.1 
2.2 Indique, justificando, o valor da probabilidade condicionada:
a) P(B|A) b) P(A|B)

Na tabela seguinte, podemos visualizar todas as somas possíveis:

+ 1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6 7
2 3 4 5 6 7 8
3 4 5 6 7 8 9
4 5 6 7 8 9 10
5 6 7 8 9 10 11
6 7 8 9 10 11 12

21 7 18 1
2.1 P(A) = = P(B) =
=
36 12 36 2
9 1
2.2 Por observação da tabela, P(A + B) = = .
36 4
1
P (B + A) 4 3
a) P(B|A) = + P(B|A) = + P(B|A) =
P (A) 7 7
12
1
P (A + B) 4 1
b) P(A|B) = + P(A|B) = + P(A|B) =
P (B) 1 2
2

125
PROBABILIDADE CONDICIONADA

Tarefa 2   
Considere um conjunto finito E , uma probabilidade P no conjunto P(E)
e um acontecimento B ! P(E) , com P(B) ! 0 .
2.1 Justifique que:
a)1para qualquer A ! P(E) , P(A|B) H 0 .
b)1P(B|B) = 1
c)1 se A, C ! P(E) são disjuntos, então:
P((A , C)|B) = P(A|B) + P(C|B)
2.2 Conclua que a função de domínio P(E) definida pela expressão
P (A + B)
P(A|B) = P
P (B)
é uma probabilidade em P(E) .
P (A + B)
2.1 a) P(A|B) = , que é não negativo, porque P(A + B) H 0
P (B)
e P(B) ! 0 .
P (B + B) P (B)
b) P(B|B) = = =1
P (B) P (B)
P _(A , C) + Bi P _(A + B) , (C + B)i
c) P^(A , C)|Bh = = =
P (B) P (B)
= P(A|B) + P(C|B) , porque A e C são disjuntos, logo, A + B
e C + B também o são.
2.2 Por definição de probabilidade.

3   
De dois acontecimentos A e B de um espaço de resultados finito E , sabe-se que:
• P^Ah = 0,6
• P(B) = 0,7
• P^A , Bh = 0,7
3.1 Justifique que os acontecimentos A e B são compatíveis.
Determine:
3.2 
a) P(A|B)
b) P(A , B)

3.1 P^A , Bh = 0,7 + P^A + Bh = 0,7 + 1 - P(A + B) = 0,7 +


+ P(A + B) = 0,3
P(A + B) ! 0 , pelo que A + B ! Q , e assim os acontecimentos A

e B são compatíveis.
126
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
3.2 a) Temos que P^Ah = 0,6 , pelo que P(A) = 1 - 0,6 = 0,4
Então:
P (A + B) 0,3 3
P(A|B) = + P(A|B) = + P(A|B) =
P (B) 0,7 7
b) P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
+ P(A , B) = 0,4 + 0,7 - 0,3 + P(A , B) = 0,8

4   
O Nuno, para se deslocar de casa para a escola, costuma ir
no carro da mãe ou de autocarro.
O horário de trabalho da mãe permite-lhe ir com ela 76 %
das vezes. Como o trânsito está cada vez mais complicado,
a probabilidade de chegar atrasado às aulas, independentemente
do transporte utilizado, é de 15 % . A probabilidade de chegar atrasado e ir
com a mãe é de 7 % .
Determine, sob a forma de percentagem, a probabilidade de o Nuno ir
4.1 
de autocarro e chegar atrasado.
4.2 Os pais do Nuno receberam em casa uma carta da escola que os informava
de que o seu educando tinha algumas faltas de atraso aos primeiros tempos.
Os pais, obviamente, ficaram muito apreensivos e, numa conversa com
o Nuno, tentaram perceber qual seria o melhor meio de transporte
a utilizar para diminuir o número de faltas de atraso.
Determine a probabilidade de o Nuno não chegar atrasado se for
de autocarro ou se for no carro da mãe e conclua qual é a melhor opção
para o problema.

Considerem-se os acontecimentos:
C: «O Nuno vai de carro para a escola.»
A: «O Nuno chega atrasado.»
Sabe-se que P(C) = 76 % , P(A) = 15 % e P(A + C) = 7 % .
Organizando os dados numa tabela, tem-se:

C C
A 7 8 15
A 69 16 85
76 24 100

P^A + Ch = 8 %
4.1 

127
PROBABILIDADE CONDICIONADA

P_ A + Ci
P^A|Ch =
69
4.2  =
P (C) 76
P_ A + Ci 16 2
P^A|Ch = = =
P _C i 24 3
69 2
Como > , então, a melhor opção para o Nuno é ir de carro
76 3
com a mãe, pois a probabilidade de não chegar atrasado é maior.

5   
Um clube de voleibol organiza todos os anos um
torneio de verão com o objetivo de captar jovens
atletas.
Ao longo dos anos observou-se o comportamento
disciplinar dos atletas participantes, assim como
se esses jovens conseguiam ser contratados pelo
clube.
Concluiu-se que, participando no torneio, a probabilidade de um jovem ser:
• disciplinado é igual a 0,64 ;
• disciplinado e não conseguir contrato é igual a 0,4 ;
• contratado e não ser disciplinado é igual a 0,06 .
5.1 Determine a probabilidade de um jovem participante ser contratado pelo
clube e ser disciplinado.
Será que o facto de ser disciplinado aumenta a probabilidade de um atleta
5.2 
ser contratado pelo clube? Justifique a sua resposta.

Considerem-se os acontecimentos:
D: «O jovem é disciplinado.»
C: «O jovem consegue ser contratado.»
Sabe-se que P(D) = 0,64 , P^D + Ch = 0,4 e P^C + Dh = 0,06 .
Organizando os dados numa tabela, tem-se:

C C
D 0,24 0,4 0,64
D 0,06 0,3 0,36
0,30 0,7 1

P(C + D) = P(D) - P^D + Ch + P(C + D) = 0,64 - 0,4 +


5.1 
+ P(C + D) = 0,24

128
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
P (C + D) 0,24 3
5.2 
P(C|D) = + P(C|D) = + P(C|D) =
P (D) 0,64 8
P _C + Di 0,06 1
P^C|Dh = + P^C|Dh = + P^C|Dh =
P _ Di 0,36 6

Como P(C|D) > P^C|Dh , então, o facto de o atleta ser disciplinado


aumenta a probabilidade de ser contratado pelo clube.

Tarefa 3   
Retiram-se algumas cartas de um baralho de 52 cartas.
De entre as que ficaram, verificou-se que, considerando
os acontecimentos, A: «sair um ás.» e C: «sair uma carta de
copas.», se tem: P(A) = 0,12 ; P(C) = 0,32 e P^A + Ch = 0,6 .
3.1 Construa uma tabela que resuma os dados e complete-a.
3.2 Justifique que o ás de copas está entre as cartas que ficaram.
3.3 Das cartas que ficaram foi extraída uma carta que se verificou ser
de copas. Determine a probabilidade de essa carta não ser um ás.
Apresente o resultado sob a forma de fração irredutível.

3.1 
C C
A 0,04 0,08 0,12
A 0,28 0,6 0,88
0,32 0,68 1
3.2 Como:
P(A + C) = 0,04 ! 0
conclui-se que o acontecimento «sair o ás de copas» não é impossível.
Então, essa carta está nas que ficaram.
0,28
P^A|Ch =
7
3.3  =
0,32 8

6   
O presidente da direção de uma empresa de construção civil reformou-se, pelo
que é necessário eleger um novo presidente de entre os elementos da direção.
Nessa empresa, 20 % dos funcionários são engenheiros e 20 % são gestores.
Sabe-se que 75 % dos engenheiros ocupam um lugar de direção e 50 %
dos gestores também. Dos restantes funcionários apenas 20 % ocupam
um cargo de direção.
Determine a probabilidade de o futuro presidente ser um engenheiro.
129
PROBABILIDADE CONDICIONADA

Como não é dada qualquer outra informação, assume-se que todos os


elementos da direção têm igual probabilidade de ser presidente da empresa.
Pretende-se, então, saber qual é a probabilidade de um elemento da direção,
escolhido ao acaso, ser engenheiro.
Consideremos os seguintes acontecimentos:
E: «O funcionário é engenheiro.»
G: «O funcionário é gestor.»
D: «O funcionário tem cargo de direção.»
Pretende-se calcular o valor de P(E|D) .
Então, de acordo com a informação disponível, temos que:
P(E) = 0,2 ; P(G) = 0,2 ; P^E + Gh = 0,6
Sabe-se ainda que:
P(D|E) = 0,75 ; P(D|G) = 0,5 ; P^D|E + Gh = 0,2
Então, a probabilidade de um dos funcionários escolhidos ao acaso ser
engenheiro e da direção é dada por:
P(E + D) = P(E) × P(D|E) = 0,2 × 0,75 = 0,15
Por outro lado, a probabilidade de ser um funcionário com cargo diretivo
é dada por:
P(D) = P(E + D) + P(G + D) + P_^E + Gh + Di =
= 0,15 + P(G) × P(D|E) + P^E + Gh × P^D|E + Gh =
= 0,15 + 0,2 × 0,5 + 0,2 × 0,6 = 0,37
Utilizando, agora, a definição de probabilidade condicionada, vem
P (E + D) 0,15 15
P(E|D) = = =
P (D) 0,37 37
Portanto, a probabilidade de o futuro presidente ser um engenheiro
15
é de .
37

5.2  Acontecimentos independentes


7    1
Considere um dado cúbico equilibrado em que as faces
estão numeradas de 1 a 3 . 3 2 3
Na experiência aleatória que consiste no lançamento
deste dado, considere os seguintes acontecimentos:
A: «Sair número ímpar.»
B: «Sair número superior a 1 . »
Coloque os números em falta na planificação do cubo, representada na figura
ao lado, de modo que P(B|A) = 0,5 .
130
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Se P(B|A) = 0,5 , então, no dado, 1 1
o número de faces com número ímpar
é o dobro do número de faces com número 3 2 3 ou 3 2 3
ímpar e superior a 1. Como só existem 2 1
faces com o número 1, 2 ou 3, concluímos
que os números em falta são o 1 e o 2. 1 2

8   
Sejam A e B dois acontecimentos independentes de um espaço amostral E finito.
Determine P(A) e P(B) , sabendo que a probabilidade de A é o dobro
da probabilidade de B e a probabilidade de ocorrência de pelo menos
5
um dos acontecimentos, A ou B , é de .
8
A e B são independentes, logo, P(A + B) = P(A) × P(B) .
5
Sabe-se que P(A) = 2P(B) e P(A , B) =
8
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
5
+ = 2P(B) + P(B) - P(A) × P(B) +
8
5
+ = 3P(B) - 2P(B) × P(B) +
8
5
+ = 3P(B) - 2P(B)2 +
8
+ 16P(B)2 - 24P(B) + 5 = 0
24 ! (-24)2 - 4 #16 # 5
P(B) = +
2 #16
5 1
+ P(B) = 0 P(B) =
4 4
1
Como P(B) ! [0, 1] , então, P(B) = .
4
1 1
Portanto, P(B) = e P(A) = .
4 2

Tarefa 4   
Dados uma probabilidade P e dois acontecimentos A e B , prove que, se A e B
são independentes, então:
P(A , B) = P(A) + P(B) × P^Ah

Como A e B são independentes, então, P(A + B) = P(A) P(B) . Assim:


P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A) × P(B) =
= P(A) + P(B) × ^1 - P(A)h =
= P(A) + P(B) × P^Ah

131
PROBABILIDADE CONDICIONADA

5.3  Teorema da probabilidade total


9   
Considere dois acontecimentos A e B de um espaço amostral E finito, tais que:
P(A , B) = P(A) + P(B) - 0,1 P(A|B) = 0,2
9.1 Determine:
a) P(B) b) P^A|Bh
9.2 Admita que A e B são independentes.
Determine P^A + Bh .

9.1 a) P(A , B) = P(A) + P(B) - 0,1 , logo, P(A + B) = 0,1


P (A + B) 0,1 1
P(A|B) = 0,2 + = 0,2 + P(B) = + P(B) =
P (B) 0,2 2
1 1
P _ A + Bi P (B) - P (A + B) 2
-
10 4
b) P^A|Bh = = = =
P (B) P (B) 1 5
2
9.2 Como A e B são independentes, então, P(A + B) = P(A) × P(B) .
0,1 = P(A) × 0,5 + P(A) = 0,2
P^Ah = 1 - P(A) = 0,8
P^Bh = 1 - P(B) = 0,5
Assim,
P^A + Bh = P^Ah + P^Bh - P^A , Bh +
+ P^A + Bh = 0,8 + 0,5 - P^A + Bh +
+ P^A + Bh = 1,3 - 1 + P(A + B) +
+ P^A + Bh = 0,3 + 0,1 + P^A + Bh = 0,4
OU
P(A) = 0,2
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B)
P(A , B) = 0,2 + 0,5 - 0,1 = 0,6
e
P^A + Bh = P^A , B h = 1 - P(A , B) = 0,4

10  
Sejam E um conjunto finito e P uma probabilidade em P(E)
e A, B ! P(E) tais que:
2 1
P(A , B) = P(A) = 2P(B) P(A|B) =
3 6
Averigue se A e B são acontecimentos independentes.
Caderno de Apoio do 12.º ano
132
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
P (A + B) 1 P (A + B)
Temos que P(A|B) = + = +
P (B) 6 P (B)
P (B)
+ P(A + B) =
6
Por outro lado, P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
2 P (B) 2 17 4
+ = 2P(B) + P(B) - + = P(B) + P(B) =
3 6 3 6 17
8
Assim: P(A) = 2P(B) + P(A) =
17
P (B) 2
E, portanto, P(A + B) = + P(A + B) = .
6 51
Verifiquemos se os acontecimentos são independentes:
8 4 32
P(A) × P(B) = × =
17 17 289
2
Por outro lado, P(A + B) =
51
Como P(A) × P(B) ! P(A + B) , então, podemos afirmar que os acontecimentos
A e B não são independentes.

11   
Um estudo feito a uma certa marca de iogurtes revelou que:
• se um iogurte está dentro do prazo de validade, a probabilidade de estar
estragado é de 0,005 ;
• se um iogurte está fora do prazo de validade, a probabilidade de estar
estragado é de 0,65 .
Considere que, num certo dia, uma mercearia tem dez iogurtes dessa marca,
dos quais dois estão fora do prazo.
Escolhendo, ao acaso, um desses dez iogurtes, qual é a probabilidade de ele
estar estragado?
Exame Nacional do 12.º ano, 2000

Consideremos os seguintes acontecimentos:


E: «O iogurte está estragado.»
V: «O iogurte está dentro do prazo de validade.»
8
P(V) = = 0,8
10
Então,
P(E) = P(E + V) + P^E + V h = P(V) × P(E|V) + P^V h × P^E|V h =
= 0,8 × 0,005 + 0,2 × 0,65 = 0,134

133
PROBABILIDADE CONDICIONADA

12   
A Alexandra tem três sacos, A1 , A2 e A3 , que contêm bolas vermelhas
e bolas pretas distribuídas do seguinte modo:
Saco A1 : 2 bolas vermelhas e 3 bolas pretas;
Saco A2 : 3 bolas vermelhas e 7 bolas pretas;
Saco A3 : 4 bolas vermelhas e 4 bolas pretas.
A Alexandra retira ao acaso uma bola de um dos sacos.
Determine a probabilidade de a bola ser vermelha.

Considerem-se os seguintes acontecimentos:


A1: «A bola é retirada do saco A1 . »
A2: «A bola é retirada do saco A2 . »
A3: «A bola é retirada do saco A3 . »
V: «A bola retirada é vermelha.»
P(V) = P(V + A1) + P(V + A2) + P(V + A3) +
+ P(V) = P(A1) × P(V|A1) + P(A2) × P(V|A2) + P(A3) × P(V|A3) +
1 2 1 3 1 4 2
+ P(V) = # + # + # + P(V) =
3 5 3 10 3 8 5

13   
Relativamente aos alunos de uma escola secundária sabe-se que:
• 60 % praticam desporto;
• dos alunos que praticam desporto, 20 %
têm aulas de música;
• 5 % dos alunos não praticam desporto nem
têm aulas de música.
Determine a probabilidade de, ao escolher
ao acaso um aluno dessa escola, ele ter aulas
de música.

Considerem-se os acontecimentos:
D: «O aluno pratica desporto.»
M: «O aluno tem aulas de música.»
Sabe-se que P(D) = 0,6 ; P(M|D) = 0,2 e P^M + Dh = 0,05
P (M + D)
P(M|D) = 0,2 + = 0,2 + P(M + D) = 0,2 × 0,6 +
P (D)
P(M + D) = 0,12

134
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Organizando os dados numa tabela:
D D
M 0,12 0,47
M 0,48 0,05 0,53
0,6 1

P^M + Dh = 0,6 - 0,12 = 0,48


P^Mh = 0,48 + 0,05 = 0,53
P(M) = 1 - 0,53 = 0,47

14   
Sejam E um conjunto finito, P uma probabilidade em P(E)
e A, B ! P(E) , tais que:
• P(A) = 0,2
• P(B|A) = 0,5
• P^B|Ah = 0,4
Determine:
a) P(B)
b) P(A|B)

a) P(B) = P(A) P(B|A) + P^Ah P^B|Ah =


= P(A) P(B|A) + P^Ah _1 - P^B|Ahi =
= 0,2 × 0,5 + 0,8 × 0,6 = 0,58
OU
P (B + A)
P(B|A) = 0,5 + = 0,5 + P(B + A) = 0,5 × 0,2 +
P (A)
+ P(B + A) = 0,1
P _ B + Ai
P^B|Ah = 0,4 + = 0,4 + P^B + Ah = 0,4 × 0,8 +
P _ Ai
+ P^B + Ah = 0,32
P^B + Ah = 0,32 + P^B , Ah = 0,32 + 1 - P(B , A) = 0,32 +
+ P(B , A) = 0,68
P(A + B) = 0,1 + P(A) + P(B) - P(A , B) = 0,1 +
+ 0,2 + P(B) - 0,68 = 0,1 + P(B) = 0,58
P (A + B) 0,1 5
b) P(A|B) = + P(A|B) = + P(A|B) =
P (B) 0,58 29

135
PROBABILIDADE CONDICIONADA

AVALIAR CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
Seja E um conjunto finito e P uma probabilidade em P(E) .
Sejam A, B ! P(E) dois acontecimentos.
Sabe-se que:
• P(A) = 0,4
• P(B) = 0,25
• P(A , B) = 0,5
Qual é o valor de P(A|B) ?
(A) 0,15 (C) 0,4
(B) 0,375 (D) 0,6

P(A + B) = P(A) + P(B) - P(A , B) +


+ P(A + B) = 0,4 + 0,25 - 0,5 + P(A , B) = 0,15
P (A + B) 0,15
P(A|B) = = = 0,6
P (B) 0,25
Resposta: (D)

2   
Na figura ao lado estão representadas partes y
f
dos gráficos de duas funções polinomiais,
f e g , de 2.º e 5.º graus, respetivamente.
As funções f e g têm dois e cinco zeros,
respetivamente, sendo um deles comum.
Considere os acontecimentos:
O x
F: « x é zero de f »
G: « x é zero de g »
g
Qual é o valor de P(G|F) ?
1 1 2
(A) (B) (C) (D) 0
2 5 5
1
A probabilidade de ser zero de g sabendo que zero de f é .
2
U2p100h1
1
P(G|F) =
2
Resposta: (A)

136
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
3   
Um grupo de mil pessoas distribui-se por sexo e qualificação profissional
de acordo com os dados da seguinte tabela:

Especializados Não especializados


Homens 210 390
Mulheres 140 260

Escolhe-se uma destas pessoas ao acaso.


Se esta for especializada, a probabilidade de ser uma mulher é igual a:
(A) 0,14 (B) 0,35 (C) 0,4 (D) 0,5

Considerem-se os acontecimentos:
M: «A pessoa escolhida é mulher.»
E: «A pessoa escolhida é especializada.»
140 140
P(M|E) = = = 0,4
140 + 210 350
Resposta: (C)

4  
Lançaram-se dois dados, ambos com as faces
numeradas de 1 a 6 .
Sabe-se que a soma dos números saídos foi quatro.
Qual é a probabilidade de ter saído o mesmo número, em ambos os dados?
1 1
(A) (C)
5 3
1 1
(B) (D)
4 2
Exame Nacional do 12.º ano, 2007

Quando se lançam dois dados numerados de 1 a 6 , existem apenas três


hipóteses de obter uma soma igual a 4 ( 3 + 1 , 1 + 3 , 2 + 2 ) .
Assim, para calcular a probabilidade de ter saído o mesmo número em ambos
os dados, sabendo que a soma dos números saídos foi 4 , consideramos três
casos possíveis e apenas um favorável (2 + 2) , pelo que a probabilidade
1
é .
3
Resposta: (C)

137
PROBABILIDADE CONDICIONADA

5   
Seja E o espaço de resultados finito associado a uma experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos, tais que P(A) ! 0 e P(B) ! 0 (A 1 E
e B 1 E) .
Sabe-se que P(A|B) = 0 .
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
(A) P(A + B) = 0
(B) P(A , B) = 1
(C) A e B são independentes.
(D) P(B|A) ! 0

P (A + B)
P(A|B) = 0 + = 0 + P(A + B) = 0
P (B)
Resposta: (A)

6   
Na figura estão representados oito cartões, numerados de 1 a 8 .

1 2 3 4

5 6 7 8

Escolhe-se, ao acaso, um dos oito cartões e observa-se a sua forma e o número


nele inscrito.
Considere os seguintes acontecimentos, associados a esta experiência aleatória:
A: «O número do cartão escolhido é maior do que 30 . »
B: «O cartão escolhido é um círculo.»
U2p101h1
Qual é o valor da probabilidade condicionada P(A|B) ?
1 1 1 1
(A) (B) (C) (D)
8 4 3 2
Teste Intermédio do 12.º ano, 2009

30 á 5,477…
P(A|B) representa a probabilidade de o número do cartão escolhido ser maior
do que 30 , sabendo que foi escolhido um círculo. Em apenas um dos quatro
1
círculos o número do cartão é superior a 30 , pelo que P(A|B) = .
4
Resposta: (B)

138
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
7   
Num saco, há rebuçados de laranja e de limão que foram embrulhados,
ao acaso, em papel vermelho e em papel azul.
Considere os acontecimentos:
A: «O rebuçado está embrulhado em papel vermelho.»
B: «O rebuçado é de laranja.»
Indique, das igualdades seguintes, aquela que traduz a afirmação:
«Dois em cada três rebuçados embrulhados em papel vermelho são de laranja.»
2 2
(A) P(A , B) = (C) P(A|B) =
3 3
2 2
(B) P(A + B) = (D) P(B|A) =
3 3

Da interpretação da afirmação resulta que a resposta correta é a (D)


Resposta: (D)

8   
Dois acontecimentos independentes associados a uma experiência aleatória
têm probabilidades 0,4 e 0,5 .
A probabilidade de não se realizar nenhum deles é:
(A) 0,1 (B) 0,2 (C) 0,3 (D) 0,8

Sabe-se que P(A) = 0,4 e P(B) = 0,5 .


Como A e B são acontecimentos independentes, então:
P(A + B) = 0,4 × 0,5 = 0,2
P^A + Bh = P^A , Bh = 1 - P(A , B) =
= 1 - P(A) - P(B) + P(A + B) = 1 - 0,4 - 0,5 + 0,2 = 0,3
Resposta: (C)

9   
Seja E um conjunto finito e P uma probabilidade em P(E) .
Sejam A, B ! P(E) dois acontecimentos independentes, tais que:
P(A + B) = 0,2 e P(A , B) = 0,7
Qual dos valores seguintes poderá ser a probabilidade de P(A) ?
(A) 0,25 (B) 0,4 (C) 0,6 (D) 0,8

Sabe-se que P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) .


Assim, 0,7 = P(A) + P(B) - 0,2 +
+ P(A) + P(B) = 0,9 + P(B) = 0,9 - P(A)

139
PROBABILIDADE CONDICIONADA

Como A e B são independentes P(A + B) = P(A) × P(B) , e então:


P(A) × P(B) = 0,2 + P(A) × ^0,9 - P(A)h = 0,2 +
+ 0,9P(A) - P(A)2 = 0,2 + P(A)2 - 0,9P(A) + 0,2 = 0 +
0,9 ! (-0,9)2 - 4 #1# 0,2
+ P(A) = + P(A) = 0,4 0 P(A) = 0,5
2 #1
Resposta: (B)

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

10   
Os 20 alunos de uma turma do 12.º ano distribuem-se, por idade e sexo,
de acordo com a seguinte tabela:

17 anos 18 anos
Rapazes 5 3
Raparigas 8 4

Determine a probabilidade de, escolhido um aluno da turma, ao acaso, este:


a) ser uma rapariga. c) ser um rapaz com 18 anos.
b) ter 17 anos. d) ter 18 anos sabendo que é rapaz.

8+4 12 3
a) p = +p= +p=
20 20 5
8+5 13
b) p = +p=
20 20
3
c) p =
20
3
d) p =
8

11   
Seja E o espaço de resultados finito, associado a uma experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos ( A 1 E e B 1 E ) , com P(B) = 0 .
Prove que:
a) Pa_ A + B i|Bk = P(A|B)

b) P^A , Bh + P(B) × [P(A|B) - 1] = 0 + P(B) = 1

140
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
P 9_ A , Bi + BC
a) Pa_ A + B i|Bk = Pa_ A , Bi|Bk = =
P (B)
P 9(A + B) ,_ B + BiC P 7(A + B) ,QA P (A + B)
= = = = P(A|B)
P (B) P (B) P (B)
c.q.d.
b) P^A , Bh + P(B) × 6P(A|B) - 1@ = 0 +
+ P^A + Bh + P(B) × P(A|B) - P(B) = 0 +
P (A + B)
+ 1 - P(A + B) + P(B) × - P(B) = 0 +
P (B)
+ 1 - P(A + B) + P(A + B) - P(B) = 0 + P(B) = 1
c.q.d.

12   
De uma caixa com seis bolas azuis e algumas bolas brancas, extraem-se
sucessivamente, e ao acaso, duas bolas, não repondo a primeira bola extraída
antes de retirar a segunda.
Considere os acontecimentos:
A: «a primeira bola extraída é branca»
B: «a segunda bola extraída é azul»
Sabe-se que P(B|A) = 0,75 .
Quantas bolas brancas estão inicialmente na caixa? Justifique a sua resposta.

6 3
P(B|A) = 0,75 + = +5+n=8+n=3
5+n 4
Estão, inicialmente, três bolas brancas na caixa.

13   
Seja E um conjunto finito e P uma probabilidade em P(E) .
Sejam A, B ! P(E) dois acontecimentos.
Sabe-se que:
P(B) = 0,3  
P(A|B) = 0,2  
P^A|Bh = 0,4
Determine P(B|A) .
Apresente o resultado na forma de fração irredutível.
Adaptado de Teste Intermédio do 12.º ano, 2011

141
PROBABILIDADE CONDICIONADA

Organizando os dados numa tabela, obtemos:


A A
B 0,06 0,3
B 0,42 0,28 0,7
0,48 1

P(A + B) = P(B) × P(A|B) = 0,2 × 0,3 = 0,06


P^Bh = 1 - P(B) = 1 - 0,3 = 0,7
P^B + Ah = P^Bh × P^A|Bh = 0,7 × 0,4 = 0,28
P^A + Bh = P^Bh - P^A + Bh = 0,7 - 0,28 = 0,42
P(A) = P(A + B) + P^A + Bh = 0,06 + 0,42 = 0,48
Assim, calculando a probabilidade e escrevendo o resultado na forma
de fração irredutível, temos:
P (A + B) 0,06 1
P(B|A) = = =
P (A) 0,48 8

14    Dado 1 Dado 2
Na figura, estão representadas
as planificações de dois dados 2 -2
cúbicos, o dado 1 e o dado 2.
3 -1 0 1 1 0 2
Considere a experiência aleatória
que consiste em lançar os dois dados -2 -1
e marcar num referencial o.n. xOy
0
do plano o ponto de coordenadas (x, y) , em que x
representa o número registado na face voltada para cima no
dado 1 e y o número registado na face voltada para cima no dado 2.
Considere os acontecimentos:
A: «o ponto pertence ao 2.º quadrante»
B: «a ordenada do ponto é negativa» U2p103h1 U2p103h2
C: «o ponto pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares»
D: «o ponto pertence à reta de equação y = -x + 2 »
14.1 Calcule:
a) P(A) c) P(C) e) P(A , B)
b) P(B) d) P(D) f) P(C + D)
14.2 Determine, sem utilizar a fórmula da probabilidade condicionada,
o valor de P(A|D) . Justifique o resultado obtido, começando por
explicar o significado de P(A|D) no contexto em que é apresentado.

142
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Na tabela seguinte encontram-se todos os casos possíveis:
Dado 2
Dado 1 -2 -1 0 0 1 2
-2 (-2, -2) (-2, -1) (-2, 0) (-2, 0) (-2, 1) (-2, 2)
-1 (-1, -2) (-1, -1) (-1, 0) (-1, 0) (-1, 1) (-1, 2)
0 (0, -2) (0, -1) (0, 0) (0, 0) (0, 1) (0, 2)
1 (1, -2) (1, -1) (1, 0) (1, 0) (1, 1) (1, 2)
2 (2, -2) (2, -1) (2, 0) (2, 0) (2, 1) (2, 2)
3 (3, -2) (3, -1) (3, 0) (3, 0) (3, 1) (3, 2)

14.1 a) Para pertencer ao 2.º quadrante a abcissa tem de ser negativa


e a ordenada positiva:
4 1
P(A) = + P(A) =
36 9
12 1
b) P(B) = + P(B) =
36 3
c) Para pertencer à bissetriz dos quadrantes ímpares, a abcissa tem
de ser igual à ordenada:
6 1
P(C) = + P(C) =
36 6
d) As coordenadas dos pontos que pertencem à reta y = -x + 2 são:
(0, 2) ; (1, 1) ; (2, 0) ; (3, -1)
5
P(D) =
36
e) P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
1 1 4
+ P(A , B) = + + 0 + P(A , B) =
9 3 9

) +*
y=x x=1
f) 
y =- x + 2 y=1
Apenas o ponto de coordenadas (1, 1) pertence às duas retas, logo,
1
P(C + D) =
36
14.2 P(A|D) significa a probabilidade de o ponto pertencer
ao 2.º quadrante, sabendo que pertence à reta de equação y = -x + 2 .
Os pontos que pertencem à reta são (0, 2) ; (1, 1) ; (2, 0) ; (3, -1) .
No entanto, nenhum destes pontos tem abcissa negativa e ordenada
positiva pelo que P(A|D) = 0 .

143
PROBABILIDADE CONDICIONADA

15   
15.1 Seja E o espaço de resultados finito associado
a uma experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos
( A 1 E e B 1 E ) , com P(B) ! 0 .
Mostre que [P(A|B) - 1] × P(B) = P^A + Bh - P^Ah .
15.2 De um baralho de cartas incompleto, sabe-se que:
• uma carta em cada quatro é uma figura;
• metade são cartas vermelhas;
• das que são cartas vermelhas, a terça parte são figuras.
Escolhendo aleatoriamente uma carta do baralho, qual
é a probabilidade de a carta escolhida não ser figura nem ser
uma carta de cor vermelha?

15.1 6P(A|B) - 1@ × P(B) = P(A|B)P(B) - P(B)


P (A + B)
= P(B) - P(B) =
P (B)
= P(A + B) - P(B) =
= 1 - P^A + Bh - P(B) =
= 1 - P^A , Bh - P(B) =
= 1 - 6P^Ah + P^Bh - P^A + Bh@ - P(B) =
= 1 - 61 - P(A) + 1 - P(B) - P^A + Bh@ - P(B) =
= 1 - 1 + P(A) - 1 + P(B) + P^A + Bh - P(B) =
= P(A) - 1 + P^A + Bh =
= P^A + Bh - 61 - P(A)@ =
= P^A + Bh - P^Ah
c.q.d.
15.2 Consideremos os seguintes acontecimentos:
F: «A carta retirada é figura.»
V: «A carta retirada é vermelha.»
1 1 1
Sabe-se que P(F) = , P(V) = , P(F|V) = .
4 2 3
Pretendemos determinar P^F + Vh .
Temos que:
1 P (F + V) 1 1 1
P(F|V) = + = + P(F + V) = × +
3 P (V) 3 3 2
1
+ P(F + V) =
6

144
5
Domínio 2  Probabilidades

UNIDADE
Organizando os dados numa tabela, obtemos:

F F
1 1
V
6 2
1 5 1
V
12 12 2
1 3
1
4 4

1 3
P^Fh = 1 - =
4 4
1 1
P^Vh = 1 - =
2 2
1 1 1
P^F + Vh = - =
4 6 12
1 1 5
P^F + Vh = - =
2 12 12

16   
16.1 Seja S o espaço de resultados finito associado a uma certa
experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos ( A 1 S e B 1 S ) em que
se sabe que A e B são equiprováveis e independentes. Prove que
P(A , B) = P(A) × [2 - P(A)] .
16.2 Lança-se duas vezes um dado equilibrado, com as faces numeradas
de 1 a 6 .
Qual é a probabilidade de sair face par em pelo menos um dos dois
lançamentos?

16.1 
A e B são acontecimentos independentes, logo:
P(A + B) = P(A) × P(B)

A e B são acontecimentos equiprováveis, logo:
P(A) = P(B)
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B)
= P(A) + P(B) - P(A) × P(B) =
= P(A) + P(A) - P(A)2 =
= 2P(A) - P(A)2 =
= P(A)62 - P(A)@c.q.d.

145
PROBABILIDADE CONDICIONADA

16.2 Considerem-se dois acontecimentos:


A: «Sair face par no 1.o lançamento.»

B: «Sair face ímpar no 2.o lançamento.»
1
A e B são acontecimentos independentes e P(A) = P(B) = .
2
Logo, pela questão 16.1,
P(A , B) = P(A)[2 - P(A)] =

× c2 - m =
1 1 1 3 3
= × = .
2 2 2 2 4

17   
Três máquinas, A , B e C , fabricam gelados. A percentagem de gelados
que fabricam fora do peso definido é de 1 % , 3 % e 5 % , respetivamente.
O Sr. Carlos trabalha no controlo de qualidade e retirou uma pequena amostra
de cada máquina com igual número de gelados. No entanto, colocou todos
os gelados no mesmo local e não catalogou as amostras, esquecendo-se qual
era a proveniência de cada gelado. Ao escolher um gelado fora do peso regulamentar,
qual é a probabilidade de que tenha sido fabricado pela máquina B ?

Consideremos os seguintes acontecimentos:


A: «O gelado foi fabricado na máquina A. »
B: «O gelado foi fabricado na máquina B. »
C: «O gelado foi fabricado na máquina C. »
R: «O gelado está fora do peso regulamentar.»
1 3 1
Sabe-se que P(R|A) = , P(R|B) = , P(R|C) = .
100 100 20
1
e que P(A) = P(B) = P(C) = .
3
Então:
P(R) = P(R + A) + P(R + B) + P(R + C) +
+ P(R) = P(R|A) × P(A) + P(R|B) × P(B) + P(R|C) × P(C) +
1 1 3 1 1 1
+ P(R) = × + × + × +
100 3 100 3 20 3
3
+ P(R) =
100
3 1 1
P(R + B) = × =
100 3 100
1
100 1
P(B|R) = =
3 3
100
146
Domínio 2  Probabilidades

AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
Seja E um conjunto finito e P uma probabilidade em P(E) .
Sejam A, B ! P(E) dois acontecimentos.
Sabe-se que:
• P^Ah = 0,8
• P(B) = 0,3
• P(A + B) = 0,1
Qual é o valor de P^A + Bh ?
(A) 0,4 (C) 0,9
(B) 0,6 (D) 1

Temos que:
P^A , Bh = P^A + Bh = 1 - P(A + B) = 1 - 0,1 = 0,9
P^Bh = 1 - P(B) = 1 - 0,3 = 0,7
P^A + Bh = P^Ah + P^Bh - P^A , Bh +
+ P^A + Bh = 0,8 + 0,7 - 0,9 + P^A + Bh = 0,6
Resposta: (B)

2 
Considere os seguintes conjuntos:
A = {0, 1, 2} ; B = {1, 5, 7, 8} e C = {(x, y): x ! IR / y = 2x + 1}
Se o ponto P pertence a A × B , então, a probabilidade de P pertencer
ao conjunto C é:
1 1
(A) (C)
6 4
1 3
(B) (D)
5 5
A × B = {(0, 1); (0, 5); (0, 7); (0, 8); (1, 1); (1, 5); (1, 7); (1, 8); (2, 1); (2, 5);
(2, 7); (2, 8)}
Dos elementos de A × B , apenas dois pertencem a C: (0, 1); (2, 5) , logo,
2 1
a probabilidade pedida é p = = .
12 6
Resposta: (A)

147
Avaliação global de conhecimentos

3  
Considere um baralho completo com 52 cartas.
Se retirarmos uma carta ao acaso do baralho,
qual é a probabilidade de esta ser uma carta
de paus ou uma dama?
1 4
(A) (C)
52 13
1 17
(B) (D)
13 52

Considere os seguintes acontecimentos:


A: «A carta retirada é de paus.»
B: «A carta retirada é uma dama.»
1 1 1
Sabendo que P(A) = , P(B) = , P(A + B) =
4 13 52
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
1 1 1 4
P(A , B) = + - + P(A , B) =
4 13 52 13
Resposta: (C)

4  
Escolhendo ao acaso um número natural menor ou igual a 100 ,
a probabilidade de obter um número múltiplo de 10 ou um número múltiplo
de 15 é:
13 3
(A) (C)
100 50
1 3
(B) (D)
10 100
Múltiplos de 10 inferiores ou iguais a 100 :
10 , 20 , 30 , 40 , 50 , 60 , 70 , 80 , 90 , 100
Múltiplos de 15 inferiores ou iguais a 100 :
15 , 30 , 45 , 60 , 75 , 90
Número de casos possíveis: 100
Número de casos favoráveis: 13
13
p=
100
Resposta: (A)

148
Domínio 2  Probabilidades

5  
Em quatro cartões escrevem-se as letras R , O , M e A , uma em cada
cartão. Os cartões são colocados num saco. Qual é a probabilidade de,
retirando um a um os cartões do saco, formar, exatamente por esta ordem,
a palavra AMOR?
1 1 1 1
(A) (B) (C) (D)
24 12 6 4

O número de anagramas possíveis com as letras da palavra ROMA é:


4! = 24
1
Assim: p =
24
Resposta: (A)

6  
Considere a linha do triângulo de Pascal em que a soma dos dois primeiros
elementos com os dois últimos elementos é igual a 16 .
Escolhendo, ao acaso, um elemento dessa linha, qual é a probabilidade
de ele ser primo?
1 2 1 4
(A) (B) (C) (D)
4 7 2 7

Pela lei da simetria, os dois primeiros elementos de uma linha e os dois últimos
elementos dessa linha são iguais, pelo que, sendo x o segundo elemento
da linha, 1 + x + x + 1 = 16 + x = 7
Portanto, trata-se da 7.a linha cujos elementos são:
1 7 21 2135 35 7 1
2 1
Apenas dois são primos. Assim: p = =
8 4
Resposta: (A)

7  
Lançam-se simultaneamente dois dados equilibrados,
1
um tetraédrico, com as faces numeradas de 1 a 4 ,
e um cúbico, com as faces numeradas de acordo com 2 2 3 3
a planificação ao lado.
Qual é a probabilidade de, ao lançar os dois dados, 1
se obter pontuação par em ambos os dados?
1 1 1 1
(A) (B) (C) (D)
4 6 12 24

149
U2p107h1
Avaliação global de conhecimentos

Na tabela seguinte, encontram-se todos os casos possíveis:

1 1 2 2 3 3
1 (1, 1) (1, 1) (1, 2) (1, 2) (1, 3) (1, 3)
2 (2, 1) (2, 1) (2, 2) (2, 2) (2, 3) (2, 3)
3 (3, 1) (3, 1) (3, 2) (3, 2) (3, 3) (3, 3)
4 (4, 1) (4, 1) (4, 2) (4, 2) (4, 3) (4, 3)
4 1
Então: P = =
24 6
OU
2 2 1
× =
4 6 6
Resposta: (B)

8  
Fez-se um inquérito a 50 pessoas sobre o tipo de detergente que utilizam
na máquina de lavar loiça. Concluiu-se que 25 pessoas utilizam detergente
em pó, 20 pessoas utilizam detergente em cápsula e outras 20 não possuem
máquina de lavar loiça.
Qual é a probabilidade de, ao escolher uma destas pessoas ao acaso,
ela utilizar apenas detergente em cápsula?
1 1 2 7
(A) (B) (C) (D)
10 5 5 10

Considerem-se os acontecimentos:
P: «A pessoa escolhida usa detergente em pó.»
C: «A pessoa escolhida usa detergente em cápsula.»
Resumindo a informação apresentada no enunciado num diagrama de Venn,
obtém-se:
P C

10 15 5

20

5 1
P= =
50 10
Resposta: (A)
150
Domínio 2  Probabilidades

9  
Formou-se uma equipa de 10 pessoas, 7 homens e 3 mulheres,
para a classificação das provas de um concurso.
O coordenador da equipa pretende formar grupos de trabalho constituídos
por duas dessas pessoas.
Supondo que a escolha dos grupos é aleatória, a probabilidade de escolher
um grupo feminino é:
1 1 1 3
(A) (B) (C) (D)
30 15 5 10
10
Número de casos possíveis: C2 = 45
3
Número de casos favoráveis: C2 = 3
3 1
P= =
45 15
Resposta: (B)

10  
Na figura ao lado, está representado, num z
referencial o.n. Oxyz , um octaedro [ABCDEF] A
cujos vértices pertencem aos eixos coordenados.
D
Escolhem-se, ao acaso, três vértices desse E
octaedro. O C y
B
Qual é a probabilidade de esses três vértices
x
definirem um plano paralelo ao plano F
de equação z = 5 ?
1 4 8 12
(A) 6 (B) 6 (C) 6 (D) 6
C3 C3 C3 C3
Exame Nacional do 12.º ano, 2014

Um plano paralelo ao plano de equação z = 5 , definido U2p107h2


com três vértices
do octaedro, só pode ser o plano de equação z = 0 , ou seja, definido por três
dos quatro pontos B , C , D ou E .
Assim, como para a definição do plano, é irrelevante a ordem dos pontos,
existem 6C3 = 20 planos distintos que podem ser definidos com três pontos
quaisquer do octaedro e 4C3 = 4 planos definidos com três dos quatro
vértices B , C , D ou E .
Assim, a probabilidade de escolher, ao acaso, três vértices do octaedro e de
esses vértices definirem um plano paralelo ao plano de equação z = 5 é:
4
C3 4
p= 6 = 6
C3 C3
Resposta: (B)
151
Avaliação global de conhecimentos

11  
O André, a Beatriz, o Carlos e a Débora fazem parte de um grupo de oito
pessoas que serão colocadas lado a lado para tirar uma única fotografia.
Se os lugares forem escolhidos aleatoriamente, a probabilidade de,
nessa fotografia, o André e a Beatriz ficarem juntos e o Carlos e a Débora
não ficarem um ao lado do outro é:
5 3 7 2
(A) (B) (C) (D)
28 14 28 7

Número de casos possíveis: 8!


Número de casos favoráveis: 7200
O André e a Beatriz podem permutar entre si de 2! formas diferentes
e os restantes elementos de 6! formas diferentes. Para cada uma dessas
situações, há sete posições possíveis para o André e a Beatriz ficarem juntos,
de acordo com o esquema. Assim, existem 2! × 6! × 7 = 10 080 maneiras
de sentar as oito pessoas de modo que o André e a Beatriz fiquem juntos,
independentemente das posições do Carlos e da Débora.

Sentando o André e a Beatriz juntos, determinemos o número de formas


de o Carlos e a Débora também ficarem juntos.
Se o André e a Beatriz ficarem nas duas primeiras posições, podem permutar
entre si de 2! formas diferentes, o Carlos e a Débora também de 2! formas
diferentes e os restantes elementos de 4! formas diferentes. Para cada uma
dessas situações, o Carlos e a Débora podem ficar juntos em cinco posições
distintas, de acordo com o esquema. (2! × 2! × 4! × 5 = 480)
Se o André e a Beatriz ficarem nas duas últimas posições, o raciocínio
é análogo.

A B C D

Caso o André e a Beatriz ocupem quaisquer dois lugares dos cinco possíveis
intermédios, podem permutar entre si de 2! formas diferentes, o Carlos
e a Débora também de 2! formas diferentes e os restantes elementos de 4!
formas diferentes. Para cada uma dessas situações, o Carlos e a Débora
podem ficar juntos em quatro posições distintas, de acordo com o esquema.
(2! × 2! × 4! × 4 = 384)
Para os restantes quatro lugares intermédios, o raciocínio é análogo.

A B

152
Domínio 2  Probabilidades

Assim, se o André e a Beatriz ficarem juntos, o Carlos e a Débora podem ficar


juntos de 2880 (480 × 2 + 384 × 5) formas.
Como se pretende que o Carlos e a Débora não fiquem juntos, tal pode
acontecer de 10 080 - 2880 = 7200 maneiras diferentes.
7200 5
p= =
8! 28
Resposta: (A)

12  
Uma turma do 12.º ano tem 13 raparigas e 11 rapazes. Nessa turma,
15 alunos têm a opção de Sociologia e destes apenas 7 são raparigas.
Escolhe-se, ao acaso, um aluno dessa turma.
Qual é a probabilidade de o aluno escolhido não ter Sociologia, sabendo
que é rapaz?
3 1 2 8
(A) (B) (C) (D)
11 3 3 11

Consideremos os acontecimentos:
S: «O aluno tem sociologia.»
R: «O aluno é rapaz.»
7 11 15 5
Sabemos que P^R|S) = , P(R) = , P(S) = =
15 24 24 8
7 P_R + Si 7 7 5
P^R|S) = + = + P^R + S) = × +
15 P (S) 15 15 8
7
+ P^R + S) =
24
Organizando os dados numa tabela, temos:
S S
8 3 11
R
24 24 24
7 6 13
R
24 24 24
15 9
1
24 24
Portanto:
3
P _ S + Ri 24 3
P^S|R) = = =
P (R) 11 11
24
Resposta: (A)
153
Avaliação global de conhecimentos

13  
Seja E o espaço de resultados finito associado a uma experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos independentes ( A 1 E e B 1 E ) .
Sabe-se que:
• P(A , B) = 0,8
• P(A) = 0,4
Indique o valor de P(B|A) .
4 3
(A) (C)
15 5
2 2
(B) (D)
5 3
Como A e B são independentes, então, P(A + B) = P(A) × P(B) .
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A) × P(B) +
+ 0,8 = 0,4 + P(B) - 0,4P(B) +
+ 0,4 = 0,6P(B) +
2
+ P(B) =
3
Então:
P (B + A) P (A) # P (B) 2
P(B|A) = = = P(B) =
P (A) P (A) 3
Resposta: (D)

14  
Sejam A e B dois acontecimentos independentes de um espaço
de resultados finito E .
Sabe-se que:
• P(A + B) = 0,15
• P(A) = 0,25
Então, o valor de P(A , B) é:
(A) 0,85 (C) 0,6
(B) 0,7 (D) 0,4

Como A e B são independentes, então:


P(A + B) = P(A) × P(B) + 0,15 = 0,25P(B) + P(B) = 0,6
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
+ P(A , B) = 0,25 + 0,6 - 0,15 + P(A , B) = 0,7
Resposta: (B)

154
Domínio 2  Probabilidades

15  
Um saco A tem três bolas vermelhas
e duas pretas. Um saco B tem duas bolas
vermelhas e três pretas.
Escolhe-se ao acaso um dos sacos
e retira-se uma bola ao acaso.
15.1  A probabilidade de a bola ser vermelha é:
6 3 1 3
(A) (B) (C) (D)
25 10 2 5
15.2 Se a bola extraída for vermelha, qual é a probabilidade de ter saído
do saco A ?
3 1 3 U2p108h1 5
(A) (B) (C) (D)
10 2 5 6

Consideremos os acontecimentos:
V: «A bola retirada é vermelha.»
A: «A bola é retirada do saco A.»
P(V) = P(V + A) + P^V + Ah +
15.1 
+ P(V) = P(V|A)P(A) + P^V|AhP^Ah +
3 1 2 1 1
+ P(V) = × + × =
5 2 5 2 2
Resposta: (C)
1 3
P (A + V) #
2 5 3
15.2 
P(A|V) = + P(A|V) = + P(A|V) =
P (V) 1 5
2
Resposta: (C)

16  
Na figura está representado um dado cúbico, não equilibrado, com as faces
numeradas de 1 a 3 , em que faces opostas têm o mesmo número.
Lança-se o dado uma única vez e observa-se o número da face voltada
para cima.
Considere os seguintes acontecimentos:
2

A: «Sair um número ímpar.»


B: «Sair um número menor do que 3 . » 3 1
Sabe-se que:
5
• P^A , Bh - P(A + B) =
9
2
• P(B|A) =
7
155
Avaliação global de conhecimentos

A probabilidade de sair o número 3 é igual a:


2 4 5 7
(A) (B) (C) (D)
9 9 9 9
Adaptado do Exame Nacional do 12.º ano, 2013

Pelas leis de De Morgan e pelo teorema do acontecimento contrário, temos que:


P^A , Bh = P^A + Bh = 1 - P(A + B)
Assim, vem que:
5 5
P^A , Bh - P(A + B) = + 1 - P(A + B) - P(A + B) = +
9 9
5 5 4
+ 1 - 2P(A + B) = +1- = 2P(A + B) + = 2P(A + B) +
9 9 9
2
+ P(A + B) =
9
P (B + A) P (A + B) 2
Como P(B|A) = + P(A) = e P(B|A) = , então,
P (A) P (B;A) 7
2
P (B + A) 9 7
P(A) = = =
P (A) 2 9
7
7 2
Logo, temos que P^Ah = 1 - P(A) = 1 - = e que
9 9
2 7
P^A , Bh = 1 - P(A + B) = 1 - =
9 9
Se repararmos que A + B = Q , ou seja, que A e B são acontecimentos
incompatíveis (porque não existem números pares iguais ou maiores do que três),
temos que:
P^A , Bh = P^Ah + P^Bh + P^A , Bh - P^Ah = P^Bh
E, assim, a probabilidade de sair o número 3 , ou seja, de ocorrer B ,
7 2 5
é P^Bh = - = .
9 9 9
Resposta: (C)

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

17  
Seja E um conjunto finito e P uma probabilidade em P(E) .
Sejam A, B ! P(E) dois acontecimentos, tais que ^A , Bh + B = Q .
Sabe-se que A e B são equiprováveis.
Mostre que P(A , B) = 1 .
156
Domínio 2  Probabilidades

^A , Bh + B = Q + (A + B) , ^B + Bh = Q + (A + B) , Q = Q +
+ A + B = Q , ou seja, A e B são acontecimentos incompatíveis,
pelo que P(A + B) = 0 .
Sabe-se que P(A) = P^Bh .
Então:
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
+ P(A , B) = P^Bh + P(B) - 0 +
+ P(A , B) = 1

18  
Uma roleta tem cinco setores com as pontuações
-10 , -5 , 0 , 5 e 10 .
Sabe-se que a probabilidade de obter zero é o dobro
da probabilidade de obter cada sector com pontuação
positiva e é o quádruplo da probabilidade
correspondente para cada sector com pontuação
negativa.
18.1 Mostre que a probabilidade de obter zero é 0,4 .
18.2 Efetuando duas jogadas, determine:
a) a probabilidade de obter soma 5;
b) a probabilidade de obter soma igual a zero sabendo que saiu 5
na primeira jogada.
18.3 Efetuando três jogadas, determine a probabilidade de ocorrer uma
e, uma só vez, a pontuação zero.

Sabe-se que:
P ({0})
P({0}) = 2P({5}) + P({5}) =
2
P ({0})
P({0}) = 2P({10}) + P({10}) =
2
P ({0})
P({0}) = 4P({-10}) + P({-10}) =
4
P ({0})
P({0}) = 4P({-5}) + P({-5}) =
4
P({-10}) + P({-5}) + P({0}) + P({1}) + P({5}) + P({10}) = 1 +
18.1 
P ({0}) P ({0}) P ({0}) P ({0})
+ + + P({0}) + + =1+
4 4 2 2
+ 10P({0}) = 4 + P({0}) = 0,4

157
Avaliação global de conhecimentos

18.2 a) Obtém-se soma 5 em duas jogadas se saírem -5 e 10 ou 0 e 5 .


P({5}) = 0,2 , P({10}) = 0,2 , P({-10}) = 0,1 e P({-5}) = 0,1
Assim, P («soma 5») = (0,1 × 0,2 + 0,4 × 0,2) × 2 +
+ P («soma 5») = 0,2
b) Se sair 5 na primeira jogada, a probabilidade de obter soma 0
é a mesma de sair -5 . p = 0,1
18.3 Se a probabilidade de obter zero em cada jogada é 0,4 , a probabilidade
de não o obter é 0,6 . Como se pode obter zero na primeira, segunda
ou terceira jogadas, então:
P({0}) = 0,4 × 0,62 × 3 = 0,432

19  
Considere um prisma quadrangular regular.
19.1 De quantas maneiras se pode colorir as suas faces
utilizando seis cores distintas e de modo que não existam
duas faces com a mesma cor?
19.2 Escolhendo três vértices do prisma aleatoriamente, qual
é a probabilidade de que não pertençam à mesma face?

19.1 Começando pela escolha das cores para pintar as bases, tem-se
6
C2 = 15 escolhas diferentes, uma vez que a ordem pela qual estas
4!
se pintam é indiferente. Para pintar quatro faces laterais, tem-se =6
4
(divide-se por 4 por se tratar de permutações circulares). Assim, o número
de formas distintas de pintar as seis faces do prisma é 15 × U2p109h2
6 = 90 .
19.2 Cada face do prisma tem quatro vértices e, como tal, existem 6 × 4C3 = 24
formas diferentes de escolher três pontos que pertençam à mesma face.
8
C3 = 56 é o número de formas de escolher três pontos de entre os oito
vértices do prisma.
24 4
Assim, a probabilidade pedida é p = 1 - = .
56 7

20  
Uma lotaria tem 100 000 bilhetes numerados de 00 000 a 99 999 .
O número do primeiro prémio é o número
do bilhete saído numa extração ao acaso.
20.1 Quantos dos bilhetes emitidos têm:
a) exatamente dois quatros?
b) pelo menos um seis?

158
Domínio 2  Probabilidades

20.2 Calcule a probabilidade de:


a) sair o primeiro prémio a um jogador que comprou um bilhete com
o número 77 777 .
b) sair o primeiro prémio a um jogador que comprou todos os bilhetes
cujos números têm todos os algarismos iguais.
c) o número premiado ter todos os algarismos diferentes.

20.1 a) Duas das posições das cinco disponíveis serão ocupadas por quatros.
Cada uma das outras três é ocupada por um dos outros nove
algarismos.
Assim, existem 5C2 × 93 = 7290 números da lotaria com exatamente
dois quatros.
b) Ter pelo menos um seis é o contrário de não ter qualquer seis.
Assim, existem 105 - 95 = 40 951 números que têm pelo menos
um seis,
em que
105 é o número total de números emitidos;
95 é o número de números emitidos sem qualquer 6 .
1
20.2 a)  P =
100 000
b) Há 10 números com os algarismos todos iguais (00000, 11111,
10 1
22222, …, 99999), pelo que P = = .
100 000 10 000
c) Existem 10 A5 = 30 240 números com os algarismos todos
diferentes.
30 240 189
P = =
100 000 625

21  
Considere, num referencial o.n. Oxy , y
o retângulo determinado pelas retas de equação
x = -2 , x = 2 , y = -1 e y = 1 .
Escolhendo ao acaso um ponto do retângulo,
determine a probabilidade de: O x
a) este ter abcissa maior do que a ordenada.
b) a soma das suas coordenadas ser maior
do que 1 .
c) o produto das suas coordenadas ser positivo.

159
Avaliação global de conhecimentos

1
a) P({y < x}) =
2
y

O
x


1
b) P({x + y > 1}) = P({y > 1 - x}) =
4
y

u5p158h1sol
O x


1
c) P({xy > 0}) =
2
O produto das coordenadas é positivo se os pontos estiverem ou no primeiro
ou no terceiro quadrantes.
u5p158h2sol
22  
Numa urna estão cinco bolas vermelhas, duas bolas pretas e um certo número
de bolas azuis. Determine o número de bolas azuis na urna, se ao retirar
simultaneamente duas bolas da urna:
1
a) a probabilidade de uma ser vermelha e a outra azul for igual a .
3
1
b) a probabilidade de a segunda ser azul, sendo a primeira preta, for igual a .
2
a) Seja a o número de bolas azuis.
5
1 C1# aC1 1 5a 1 10a (5 + a)! 1
P= + 7+ a = + = + = +
3 C2 3 (7 + a)! 3 (7 + a)! 3
2! (5 + a)!
10a 1
+ = + a2 - 17a + 42 = 0 +
42 + 13a + a 2 3
17 ! (-17)2 - 4 #1# 42
+a= + a = 3 0 a = 14
2 #1
Existem 3 ou 14 bolas azuis na caixa.

160
Domínio 2  Probabilidades

b) Se a primeira bola retirada for preta, restam na caixa cinco bolas vermelhas
1
e uma bola preta. Como a probabilidade de retirar uma bola azul é de ,
2
então, existem tantas bolas azuis na caixa como restantes bolas na caixa,
ou seja, 6 bolas azuis.

23   A
Um dardo é atirado a um alvo como B
o representado na figura. C
Admitindo que o dardo acerta sempre no 10 cm
alvo, em qual das regiões, A , B ou C , 10 cm
é mais provável o dardo acertar? 10 cm

É mais provável o dardo acertar na região de maior área. Determinemos a área


de cada região:
C:
AC = 100r cm2
B: U2p110h2
A = 400r
AB = 400r - 100r = 300r cm2
A:
A = 900r
A A = 900r - 300r = 600r cm2
É mais provável o dardo acertar na região A .

24  
O núcleo de teatro da Escola Secundária
de Belavista decidiu levar à cena a obra
Felizmente há Luar de Luís de Sttau
Monteiro. O núcleo é constituído, além
dos professores responsáveis, por dez rapazes
e sete raparigas.
As personagens principais são: Gomes Freire
de Andrade (o herói), Matilde (a mulher),
Sousa Falcão (o amigo), Beresford (oficial do exército inglês), D. Principal
Sousa (membro do clero) e D. Miguel Forjaz (o vilão).
24.1 De quantas maneiras diferentes pode o encenador escolher o elenco,
de entre os alunos do núcleo, respeitando o sexo das personagens?

161
Avaliação global de conhecimentos

24.2 Calcule a probabilidade de o André e a Ana, que são namorados,


serem escolhidos para representar os papéis do herói e da sua mulher.
24.3 A Margarida, promissora atriz, vai representar o papel de Matilde.
O João, o Pedro, o Vasco, o Tiago e o Rafael ficaram com os restantes
cinco papéis principais. Determine a probabilidade de o Vasco ficar
com o papel de Gomes Freire de Andrade.
10
24.1 Existem A5 formas diferentes de distribuir os 10 rapazes pelos
cinco papéis e sete formas diferentes de atribuir o papel feminino.
Assim, existem 7 × 10 A5 = 211 680 maneiras diferentes de o encenador
escolher o elenco respeitando o sexo das personagens.
24.2 Número de casos possíveis: 211 680
Número de casos favoráveis: 1 × 1 × 9A4 = 3024 . O papel feminino
e o herói já estão atribuídos, pelo que existem 9A4 formas de distribuir
os nove alunos pelos restantes quatro papéis masculinos.
3024 1
P = =
211 680 70
OU
1 1 1
P = × =
7 10 70
1
24.3 P =
5

25  
Considere um prisma reto em que as bases são polígonos regulares.
Sabendo que, ao escolher ao acaso dois vértices do prisma, a probabilidade
1
de estes dois vértices formarem uma aresta perpendicular à base é de ,
11
determine o número de faces do prisma.

Seja n o número de vértices da base do prisma. Então, o prisma tem também


n arestas perpendiculares à base e 2n vértices no total.
2n
C2 é o número de formas diferentes de escolher dois vértices do prisma.
A probabilidade de, escolhidos dois vértices ao acaso, eles formarem uma aresta
n
perpendicular à base, é dada por p = 2n .
C2
n 1 (2n)! (2n) (2n - 1)
= + = 11n + = 11n +
2n
C2 11 (2n - 2)!2! 2
+ 4n2 - 2n = 22n + 4n2 - 24n = 0 + 4n(n - 6) = 0 +
+n=00n=6
Portanto, o prisma tem seis vértices na base e, consequentemente, oito faces.

162
Domínio 2  Probabilidades

26  
Num saco existem 16 rebuçados, indistinguíveis ao tato e à vista.
Sabe-se que quatro rebuçados são de mentol, quatro de café, quatro de laranja
e quatro de morango.
26.1 Retirando todos os rebuçados do saco e dispondo-os, ao acaso, numa
fila, quantas disposições diferentes podem ser feitas, de modo que
os rebuçados de cada tipo fiquem juntos?
26.2 Admita agora que se repõem todos os rebuçados no saco.
Retirando quatro rebuçados do saco, ao acaso, qual é a probabilidade
de os rebuçados retirados terem todos sabores diferentes?
Apresente o resultado sob a forma de percentagem, arredondado
às unidades.

26.1 4! " Número de formas de permutar os quatro grupos de rebuçados.


Assim, existem 4! = 24 disposições diferentes.
26.2 Número de casos possíveis:
16
 C4 " Número de grupos diferentes de rebuçados que se podem tirar
do saco.
Número de casos favoráveis:
4C1 × 4C1 × 4C1 × 4C1
256 64
p = = , ou seja, 14 % .
1820 455

27  
Na figura está representado um poliedro com doze faces, que pode ser
decomposto num cubo e em duas pirâmides quadrangulares regulares.
27.1 Pretende-se numerar as doze faces
Q
do poliedro, com os números de 1 a 12
1

(um número diferente em cada face).


Como se vê na figura, duas das faces 3
do poliedro já estão numeradas,
P
com os números 1 e 3 .
27.1.1 De quantas maneiras podemos numerar as outras dez faces,
com os restantes dez números?
27.1.2 De quantas maneiras podemos numerar as outras dez faces,
com os restantes dez números, de forma que nas faces
de uma das pirâmides fiquem só números ímpares e nas faces
da outra pirâmide fiquem só números pares?
U2p111h1

163
Avaliação global de conhecimentos

27.2 Considere agora o poliedro num referencial o.n. Oxyz , de tal forma
que o vértice P coincida com a origem do referencial e o vértice Q
esteja no semieixo positivo Oy .
Escolhidos ao acaso três vértices distintos, qual é a probabilidade
de estes definirem um plano paralelo ao plano de equação y = 0 ?
Apresente o resultado na forma de fração irredutível.
Exame Nacional do 12.º ano, 2000

27.1 27.1.1 Existem 10 números diferentes para 10 lugares.


Então, existem 10! = 3 628 800 maneiras diferentes de numerar
as restantes 10 faces.
27.1.2 Uma das pirâmides tem já duas faces numeradas com números
ímpares. Então, existem 4 A2 = 12 formas diferentes de numerar
as outras duas faces desta pirâmide (quatro números ímpares
para duas faces).
Para a outra pirâmide, existem 6 A4 = 360 de a numerar
(seis números pares para quatro faces). Restam quatro números
para numerar as restantes quatro faces, sendo 4! = 24 o número
de formas diferentes de o fazer. Assim, tem-se no total
12 × 360 × 24 = 103 680 formas diferentes de numerar
as faces do poliedro.
27.2 Considerando o poliedro na posição indicada, os planos que contêm
as bases das pirâmides são os únicos planos paralelos ao plano de equação
y = 0 que podem ser definidos por três vértices do poliedro.
Recorrendo à regra de Laplace para determinar a probabilidade,
temos que o número de casos possíveis é o número de conjuntos
de três vértices que se podem obter, de entre os 10 vértices do poliedro,
sem considerar relevante a sua ordenação, ou seja, 10 C3 .
O número de casos favoráveis é o número de conjuntos de três vértices
em que todos pertencem à base de uma pirâmide, ou, então, à outra base
de outra pirâmide, ou seja, 4C3 + 4C3 = 2 × 4C3 .
Logo, calculando a probabilidade de escolher ao acaso três vértices
distintos, e de eles definirem um plano paralelo ao plano de equação
y = 0 e escrevendo o resultado sob a forma de fração irredutível, temos:
2 # 4C3 1
=
10
C3 15

164
Domínio 2  Probabilidades

28  
Relativamente à população de uma pequena
cidade, sabe-se que:
• 20 % dos habitantes são reformados;
• 20 % dos habitantes são estudantes;
• 75 % dos reformados, 50 % dos estudantes
e 20 % da restante população gostam
de música clássica.
Escolhe-se ao acaso um dos habitantes. Determine a probabilidade de:
a) não ser reformado nem estudante e não gostar de música clássica.
b) ser estudante ou gostar de música clássica.
c) ser reformado sabendo que gosta de música clássica.

Considerem-se os seguintes acontecimentos:


R: «O habitante é reformado.»
E: «O habitante é estudante.»
C: «O habitante gosta de música clássica.»
Sabe-se que:
P(R) = 0,2 P(C|R) = 0,75 P_C|^E + Rhi = 0,2
P(E) = 0,2 P(C|E) = 0,5
a) P^E + Rh = 1 - 0,2 - 0,2 + P^E + Rh = 0,6
P_C|^R + Ehi = 1 - 0,2 + P_C|^R + Ehi = 0,8
P aC + _ R + E ik P aC + _ R + E ik
P_C|^R + Ehi = + 0,8 = +
P _ E + Ri 0,6
+ P_C + ^R + Ehi = 0,8 × 0,6 + P_C + ^R + Ehi = 0,48
b) P(C) = P(C + R) + P(C + E) + P_C + ^R + Ehi +
+ P(C) = P(C|R)P(R) + P(C|E)P(E) + P_C|^R + EhiP^E + Rh +
+ P(C) = 0,75 × 0,2 + 0,5 × 0,2 + 0,2 × 0,6 +
+ P(C) = 0,37
P(E , C) = P(C) + P(E) - P(C + E) +
+ P(E , C) = 0,37 + 0,2 - P(C|E)P(E) +
+ P(E , C) = 0,37 + 0,2 - 0,5 × 0,2 +
+ P(E , C) = 0,47
c) P(R + C) = P(C|R)P(R) = 0,75 × 0,2 = 0,15
P (R + C) 0,15 15
P(R|C) = = =
P (C) 0,37 37

165
Avaliação global de conhecimentos

29  
Escolheram-se aleatoriamente duas das parcelas do desenvolvimento pelo
binómio de Newton da expressão (x - 2)11 , com x > 0 . Determine
a probabilidade de que o respetivo produto seja negativo.
Caderno de Apoio do 12.º ano

O desenvolvimento pelo binómio de Newton da expressão (x - 2)11 com


x > 0 tem 12 parcelas:
(x - 12)11 = x11 - 11x10121 + 55x9122 - 165x8123 + 330x7124 - 462x6125 +
+ 462x5126 - 330x4127 + 165x3128 - 55x2129 + 11x1210 - 1211
Dessas parcelas, são seis positivas e seis negativas. Para que, escolhendo
aleatoriamente duas parcelas, o produto seja negativo, uma das parcelas tem
de ser negativa e a outra positiva.
6#6 36 6
P= = =
12
C2 66 11

30  
O Sr. Matias tem de tomar diariamente dois comprimidos para a tensão arterial
e um para a diabetes.
Por lapso, misturou todos os comprimidos
no mesmo frasco. Os comprimidos têm igual
aspeto exterior, sendo 20 para a tensão arterial
e 8 para a diabetes.
30.1 Ao retirar simultaneamente três comprimidos do frasco, de quantas
formas diferentes o pode fazer de modo que sejam todos para a mesma
doença?
30.2 Ao tomar três dos comprimidos existentes no frasco, qual é a probabilidade
de cumprir as indicações do médico?
20
30.1  C3 = 1140 é o número de formas diferentes de tirar três comprimidos
para a tensão arterial, de entre os 20 .
8
C3 = 56 é o número de formas diferentes de tirar três comprimidos
para a diabetes, de entre os oito.
Assim, existem 1196 (1140 + 56) formas diferentes de retirar
três comprimidos do frasco para a mesma doença.
20
C2 # 8C1 1520 380
30.2 
p= = =
28
C3 3276 819

166
Domínio 2  Probabilidades

31  
De um baralho de cartas extraem-se dois conjuntos de cartas, o primeiro
com 5 cartas de ouros e 2 de copas e o segundo com 2 cartas de ouros,
3 de copas e 5 de espadas.
Retira-se, ao acaso, uma carta do primeiro conjunto e outra do segundo conjunto.
31.1 Determine a probabilidade dos seguintes acontecimentos:
a) as duas cartas são de ouros.
b) uma das cartas é de ouros e a outra é de copas.
c) a segunda carta é de espadas.
31.2 Considere os acontecimentos:
A: «A primeira carta é de copas.»
B: «As duas cartas têm a mesma cor.»
Indique o valor de P^B|Ah e, numa pequena composição, justifique
a sua resposta.
NOTA: N
 ão aplique a fórmula da probabilidade condicionada. O valor
pedido deverá resultar exclusivamente da interpretação de P^B|Ah
no contexto do problema.

5 2 1
31.1 a) p = # =
7 10 7
5 3 2 2 19
b) p = # + # =
7 10 7 10 70
1
c) p =
2
P^B|Ah significa a probabilidade de duas cartas não terem a mesma cor,
31.2 
sabendo que a primeira é de copas.
Como a segunda carta é extraída do segundo conjunto, a probabilidade
de esta não ser vermelha é a probabilidade de se extrair uma carta
de espadas.
5 1
Assim: P^B|Ah = =
10 2

32  
Num certo país, 8 % das declarações de imposto de renda são suspeitas
e submetidas a análise pormenorizada. Das suspeitas, verificou-se que
15 % são fraudulentas e, das insuspeitas, 5 % são fraudulentas.
32.1 Se uma declaração de imposto de renda deste país é selecionada
ao acaso, qual é a probabilidade de ser suspeita e fraudulenta?
Se uma destas declarações é fraudulenta, qual é a probabilidade de ter
32.2 
sido uma das suspeitas?

167
Avaliação global de conhecimentos

Considerem-se os acontecimentos
S: «A declaração de impostos é suspeita.»
F: «A declaração de impostos é fraudulenta.»
Sabe-se que P(S) = 0,08
P(F|S) = 0,15
P(F|S) = 0,05
P (F + S) P (F + S)
32.1 
P(F|S) = + 0,15 = + P(F + S) = 0,012
P (S) 0,08
P^Sh = 1 - 0,08 + P^Sh = 0,92
32.2 

P (F + S) P (F + S)
P^F|Sh = + 0,05 = + P^F + Sh = 0,046
P (S) 0,92
P(F) = P(F + S) + P^F + Sh + P(F) = 0,012 + 0,046 + P(F) = 0,058
P (S + F) 0,012 6
P(S|F) = + P(S|F) = + P(S|F) =
P (F) 0,058 29

33  
Seja E o espaço de resultados finito associado a uma certa experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos ( A 1 E e B 1 E ) . Sabe-se que A
e B são independentes.
33.1 Mostre que A e B são independentes.
33.2 Sabendo que P(A) = 0,2 e que P(B) = 0,5 , determine o valor
de P^A , Bh .

33.1 Se A e B são independentes, então, P(A + B) = P(A) × P(B)

P_ A + B i = P_ A i + P_ B i - P_ A , B i
= P_ A i + 1 - P(B) - P_ A + B i =
= P_ A i + 1 - P(B) - 1 + P_ A + Bi =
= P_ A i - P(B) + P(A) × P(B) = P_ A i + P(B)[1 - P(A)] =
= P_ A i - P(B) × P_ A i = P_ A i [1 - P(B)] =
= P_ A i × P_ B i , logo A e B são independentes.
33.2 
P(A) = 0,2
P(B) = 0,5
P^A , Bh = P^Ah + P(B) - P^A + Bh
P^A , Bh = 0,8 + 0,5 - 0,5 × 0,8
P^A , Bh = 0,9

168
Domínio 2  Probabilidades

34  
Seis cartas (o dois, o três e o quatro de copas; o dois e quatro de paus;
e o quatro de espadas) são baralhadas e colocadas voltadas para baixo sobre
uma mesa.
Considere a experiência aleatória que
consiste em escolher uma destas seis cartas,
ao acaso, e os seguintes acontecimentos:
A: «a carta é um quatro.»
B: «a carta é de copas.»
C: «a carta é de paus.»
Conclua, justificando, se os acontecimentos
A e B e A e C são ou não independentes.

A + B: «a carta é um 4 de copas.»
A + C: «a carta é um 4 de paus.»
1
P(A + B) =
6
1 1 1
P(A) × P(B) = × =
2 2 4
P(A + B) ! P(A) × P(B) , logo, os acontecimentos A e B não são
independentes.
1
P(A + C) =
6
1 1 1
P(A) × P(C) = × =
2 3 6
P(A + C) = P(A) × P(C) , logo, os acontecimentos A e C são independentes.

35  
Seja E um espaço de resultados finito, associado a uma experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos tais que P(A) é não nula e diferente de 1 .
35.1 Prove que A e B são independentes se, e somente se,
P(B|A) + P^B|Ah = 1 .
( P designa probabilidade, A designa o contrário de A e P(B|A)
designa a probabilidade de B se A . )
35.2 De um baralho completo com 52 cartas, extraem-se, sucessivamente
e sem reposição, duas cartas.
Utilizando a propriedade enunciada na alínea anterior, mostre que
os acontecimentos «a primeira carta retirada é preta.» e «a segunda carta
retirada é vermelha.» não são independentes.

169
Avaliação global de conhecimentos

35.1 Provemos que: A e B independentes: P(B|A) + P^B|Ah = 1 .

P (B + A) P _ A + Bi
P(B|A) + P^B|Ah = 1 + + =1+
P (A) P _ Ai
+ P(A + B) × P^Ah + P^A + Bh × P(A) = P(A)P^Ah +
+ P(A + B) × ^1 - P(A)h + P^A , Bh × P(A) =
 = P(A) × ^1 - P(A)) +
+ P(A + B) - P(A + B)P(A) + ^1 - P(A , B)h × P(A) =
 = P(A) - P(A)2 +
+ P(A + B) - P(A + B)P(A) + P(A) - P(A , B)P(A) =
 = P(A) - P(A)2 +
+ P(A + B) - P(A + B)P(A) - ^P(A) + P(B) - P(A + B)hP(A) =
 = -P(A)2 +
+ P(A + B) - P(A + B)P(A) - P(A)2 - P(A)P(B) + P(A)P(A + B) =
 = -P(A)2 +
+ P(A + B) = P(A)P(B) + A e B são independentes.
c.q.d.
35.2 Considerem-se os acontecimentos:
A: «A 1.ª carta retirada é preta.»
B: «A 2.ª carta retirada é vermelha.»
26 26
P(B|A) = e P^B|Ah =
51 51

P(B|A) + P^B|Ah ! 1 , pelo que, pela questão anterior,
os acontecimentos A e B não são independentes.

36  
Um saco contém oito bolas. Três bolas estão numeradas com o número 3 ,
quatro com o número 2 e uma com o número 1 .
36.1 Extraem-se, ao acaso, três bolas do saco. Determine a probabilidade
de pelo menos duas terem o número 2 . Apresente o resultado sob
a forma de fração irredutível.
36.2 Do saco novamente completo tira-se ao acaso uma bola, observa-se
o número e repõe-se a bola no saco juntamente com mais doze bolas
com o mesmo número. Seguidamente, tira-se ao acaso uma segunda bola
do saco.
Sejam A e B os acontecimentos:
A: «sair bola com o número 2 na primeira extração.»
B: «sair bola com o número 2 na segunda extração.»
Os acontecimentos A e B são independentes? Justifique a sua resposta.
170
Domínio 2  Probabilidades

36.3 Considere agora que no saco se colocam mais n bolas, todas com
o número 4 . Este saco fica, assim, com n bolas com o número 4 ,
três bolas com o número 3 , quatro com o número 2 e uma com
o número 1 . Considere a seguinte experiência: retiram-se ao acaso,
simultaneamente, duas bolas desse saco.
Sabendo que a probabilidade de uma delas ter o número 4 e a outra
2
ter o número 1 é de , determine o valor de n .
33
4
C2 # 4C1 24 3
36.1 
P(«duas bolas terem o número 2 » ) = = =
8
C3 56 7
4
C3 4 1
P(«três bolas terem o número 2 » ) = 8 = =
C3 56 14
3 1 1
Assim, a probabilidade pedida é p = + =
7 14 2
36.2 Sejam os acontecimentos:

A1: «sair bola com o número 1 na primeira extração»
A3: «sair bola com o número 3 na primeira extração»
P(B) = P(B + A1) + P(B + A) + P(B + A3) =
= P(B|A1) P(A1) + P(B|A) P(A) + P(B|A3) P(A3) =
4 1 4 1 16 1 4 3 1
= × + × + × + × =
20 8 20 8 20 2 20 8 2
16 1 1 1 1 1
P(B + A) = × = e P(B) P(A) = × =
20 2 5 2 2 4
Logo, os acontecimentos A e B não são independentes.
36.3 No saco passam a estar três bolas com o número 3 , quatro bolas com
o número 2 , uma bola com o número 1 e n bolas com o número 4 ,
num total de 8 + n bolas.
A probabilidade de uma bola ter o número 4 e outra o número 1
pode ser dada por:
C1 # 1C1
n
P = 8+n
C2
Assim,
n
C1 # 1C1 2 n 2
= + = +
8+n
C2 33 (8 + n)! 33
(6 + n)! # 2
2n 2
+ = + n2 - 18n + 56 = 0 +
(8 + n) (7 + n) 33
18 ! (-18)2 - 4 #1# 56
+ n = + n = 4 0 n = 14
2 #1
171
PREPARAÇÃO PARA O exame 2

PREPARAÇÃO PARA O EXAME 2

Para cada uma das questões deste grupo, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
O Rudolfo tem uma maçã vermelha, uma verde e uma amarela e pretende
escolher uma delas, de forma aleatória, para comer.
Sejam os acontecimentos:
A: «O Rudolfo come a maçã vermelha.»
B: «O Rudolfo come a maçã verde.»
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
(A) A e B são contrários.
(B) A e B são contrários.
(C) A e B são incompatíveis.
(D) A e B são incompatíveis.

Resulta da interpretação do enunciado.


Resposta: (C)

2  
Escolhem-se, ao acaso, dois vértices diferentes de um prisma
quadrangular.
Qual é a probabilidade de esses dois vértices formarem com
o centro do prisma um triângulo?
3 5
(A) (C)
7 7
4 6
(B) (D)
7 7

Os dois vértices do prisma apenas não formam um triângulo com o centro


do prisma, se forem extremos de uma das diagonais espaciais do prisma,
há quatro diagonais espaciais.
Assim: U2p114h2
8
C2 - 4 24 6
P= = =
8
C2 28 7
Resposta: (D)

172
Domínio 2  Probabilidades

3  
Seja E o espaço de resultados finito associado a uma certa experiência
aleatória e P uma probabilidade em P(E) .
Sejam A e B dois acontecimentos ( A ! P(E) e B ! P(E) ) .
Sabe-se que:
P(A , B) = 0,6   P(A|B) = 0,5   P(B|A) = 0,8
Qual é o valor de P(A + B) ?
2 1 4 1
(A) (B) (C) (D)
15 5 15 3
P (A + B)
P(A|B) = 0,5 + = 0,5 + P(B) = 2P(A + B)
P (B)
P (A + B) 5
P(B|A) = 0,8 + + P(A) = P(A + B)
P (A) 4
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) +
3 5 4
+ = P(A + B) + 2P(A + B) - P(A + B) + P(A + B) =
5 4 15
Resposta: (C)

4  
Pretende-se lançar três vezes um dado tetraédrico perfeito,
com as faces numeradas de 1 a 4 , e observar a face
voltada para baixo em cada lançamento.
Qual é a probabilidade, em percentagem,
de os números saídos serem todos diferentes?
(A) 30 % (B) 37,5 % (C) 45 % (D) 52,5 %

4 3 2 3
P= # # +P=
4 4 4 8
P = 37,5 %
Resposta: (C)

5  
Sabendo que a soma dos dois últimos números de uma certa linha do triângulo
de Pascal é 10 , qual é a probabilidade de se escolher dois números dessa
linha cuja soma seja igual a um número da linha de baixo?
2 3 17 7
(A) (B) (C) (D)
5 10 45 10

173
PREPARAÇÃO PARA O exame 2

Se a soma dos dois últimos números de uma certa linha do triângulo de Pascal
é 10 , então, o penúltimo elemento é 9 , e estamos perante a linha 9 cujos
elementos são:
1 9 36 84 126 126 84 36 9 1
A linha de baixo tem os seguintes elementos:
1 10 45 120 210 252 210 120 45 10 1
Para que a soma de dois elementos da linha 9 seja um número da linha 10 ,
existem as seguintes possibilidades:
Soma 10 (9 + 1) : 4 possibilidades
Soma 45 (9 + 36) : 4 possibilidades
Soma 120 (36 + 84) : 4 possibilidades
Soma 210 (84 + 126) : 4 possibilidades
Soma 252 (126 + 126) : 1 possibilidade
Número de casos favoráveis: 4 × 4 + 1
10
Número de casos possíveis: C2 = 45
17
p=
45
Resposta: (C)

II

Nas questões seguintes, apresente o seu raciocínio de forma clara,


indicando todos os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

1  
Uma turma tem 20 alunos,
dos quais 8 são raparigas.
Num saco introduziram-se 20 bolas ocas,
transparentes, todas iguais, cada uma
delas contendo um papel com o nome
de um aluno da turma.
1.1 Quantos são os resultados diferentes que se podem obter ao extrair
4 bolas se:
a) tirarmos uma de cada vez, com reposição?
b) as tirarmos de uma só vez?
1.2 Se extrairmos de uma só vez 4 bolas, qual é a probabilidade de apenas
duas, e só duas delas, terem nomes de rapazes?

1.1 a) 204 = 160 000


b) 20 C4 = 4845

174
Domínio 2  Probabilidades

1.2 Existindo oito raparigas e 12 rapazes, há 8C2 × 12C2 formas de escolher


exatamente dois nomes de raparigas e dois nomes de rapazes.
8
C2 # 12C2 1848 616
Assim, P = +P= +P=
20
C2 4845 1615

2 
Dispõe-se de dois montes com cartas, M1 e M2 , com a seguinte constituição:
M1 — quatro cartas vermelhas e quatro cartas pretas;
M2 — duas cartas vermelhas e oito cartas pretas.
Lança-se um dado cúbico, perfeito, com as faces numeradas de 1 a 6 .
Se sair uma face com um número menor do que 6 , tira-se uma carta de M1 ;
caso contrário, tira-se uma carta de M2 .
Considere os acontecimentos:
A: «sair face par no lançamento do dado»
B: «sair carta preta»
Determine o valor da probabilidade condicionada P(B|A) .
Apresente o resultado sob a forma de fração irredutível.
NOTA:  omece por indicar o significado de P(B|A) no contexto da situação
C
apresentada.

P(B|A) significa a probabilidade de sair uma carta preta, sabendo que saiu
face par no lançamento do dado.
2 1 1 8
P (A + B) # + #
6 2 6 10
Temos que P(B|A) = + P(B|A) = +
P (A) 1
2
3
+ P(B|A) =
5

3  
Seja E o espaço de resultados finito associado a uma certa experiência aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos ( A 1 E e B 1 E ) , com P(A) ! 1 .
Prove que P^Ah × [1 - P^B|Ah] + P(A) = P^A , Bh .

P^Ah × 61 - P^B|Ah@ + P(A) = P^Ah - P^Ah × P^B|Ah + P(A)


P _ Ai # P _ B + Ai
= P^Ah - + P(A) =
P _ Ai
= P(A) + P^Ah - P^B + Ah =
= 1 - P^B + Ah =
= P_B + Ai =
= P^A , Bhc.q.d.
175
PREPARAÇÃO PARA O exame 2

4  
Seja E o espaço de resultados, finito, associado a uma certa experiência
aleatória. Seja P uma probabilidade em P(E) .
Sejam A e B dois acontecimentos ( A ! P(E) e B ! P(E) ) , tais que:
P(A) = 0,4 e P(A , B) = 0,7
Calcule o valor de P^Bh , sabendo que:
a) A e B são incompatíveis. b) A e B são independentes.

a) A e B são incompatíveis, pelo que:


P(A , B) = P(A) + P(B) + 0,7 = 0,4 + P(B) + P(B) = 0,3
P^Bh = 1 - P(B) + P^Bh = 0,7
b) A e B são independentes, pelo que: P(A + B) = P(A) × P(B)
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A) × P(B) +
+ 0,7 = 0,4 + P(B) - 0,4P(B) + P(B) = 0,5
P^Bh = 1 - P(B) + P^Bh = 0,5

PREPARAÇÃO PARA O EXAME 3

Para cada uma das questões deste grupo, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1   1 2 3 4 5
Considere cinco cartões numerados de 1 a 5.
Depois de baralhados os cinco cartões foram dispostos ao acaso em fila.
Qual a probabilidade de se obter um número par menor do que 30 000 ?
3 1 3 2
(A) (B) (C) (D)
20 5 10 5

Existem 5! = 120 números diferentes possíveis de formar com os cinco cartões.


U2p116h1
Para ser um número par e menor do que 30 000 , o primeiro algarismo terá
de ser 1 ou 2 e o último terá de ser 2 ou 4 .
Se o primeiro algarismo for 1 , o último pode assumir dois valores: 2 ou 4 .
Há 1 × 3 × 2 × 1 × 2 = 12 formas de o fazer.
Se o primeiro algarismo for 2 , o último terá de ser 4 .
Há 1 × 3 × 2 × 1 × 1 = 6 formas de o fazer.
Logo, o número de casos favoráveis é 12 + 6 = 18 e a probabilidade pedida
18 3
é P= = .
120 20
Resposta: (A)
176
Domínio 2  Probabilidades

2  
Um curso intensivo de Inglês com 20 horas é lecionado em três dias
consecutivos. Em cada um dos dias o aluno pode optar por ter 4 , 6 ou 8
horas de aulas desde que no final tenha cumprido as 20 horas.
Qual é o número de distribuições possíveis dessas 20 horas pelos
três dias?
(A) 4 (B) 6 (C) 8 (D) 10

As 20 horas podem distribuir-se pelos três dias da seguinte forma:


8+8+4; 8+4+8; 4+8+8; 6+6+8; 6+8+6 e 8+6+6
Resposta: (B)

3  
Em cada uma das opções seguintes (A, B, C e D) estão representadas
quatro figuras (as figuras são círculos ou quadrados e estão pintadas de azul
ou vermelho).
Para cada opção, considere a experiência que consiste em escolher ao acaso
uma das quatro figuras e nessa experiência os acontecimentos:
A: «a figura escolhida é um quadrado»
B: «a figura escolhida está pintada de azul»
1
Em qual das opções se tem P(A|B) = ?
2
(A) (B) (C) (D)

1
No contexto da situação descrita, P(A|B) = significa que, de entre
2
as figuras pintadas de azul, metade são quadrados.
Assim, o único conjunto que obedece a esta condição é o da opção D.
U2p116h5
Resposta: (D)
U2p116h3 U2p116h4
U2p116h2
4  
A soma dos coeficientes do desenvolvimento de (a + b)n é igual a 512 .
Qual é a probabilidade de escolher três desses coeficientes, ao acaso,
e a sua soma ser igual a 19 ?
1 1 1 1
(A) (B) (C) (D)
21 42 60 30

177
PREPARAÇÃO PARA O exame 3

Se a soma dos coeficientes do desenvolvimento (a + b)n é igual a 512 ,


então, 2n = 512 + n = 9 .
Os coeficientes são:
1 9 36 84 126 126 84 36 9 1
Para que a soma de três elementos seja 19 , terão de ser escolhidos os
elementos 9 , 9 e 1 .
Há 1 × 1 × 2 = 2 formas diferentes de o fazer.
2 2 1
Logo, a probabilidade pedida é P = 10 = = .
C3 120 60
Resposta: (C)

5  
Sejam E o espaço amostral finito de uma experiência aleatória e A e B dois
acontecimentos independentes ( A 1 E e B 1 E ) .
5
Sabe-se que A e B são equiprováveis e que P(A , B) = .
9
Qual é o valor de P(A) ?
1 1 1 1
(A) (B) (C) (D)
3 4 6 9

Se A e B são independentes, então, P(A + B) = P(A) × P(B) .


Se A e B são equiprováveis, então, P(A) = P(B) .
5
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) + = P(A) + P(A) - P(A)2 +
9
1 5
+ 9P(A)2 - 18P(A) + 5 = 0 + P(A) = 0 P(A) =
3 3
Resposta: (A)

II

Nas questões seguintes, apresente o seu raciocínio de forma clara,


indicando todos os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

1  
Seja E um conjunto finito e P uma probabilidade em P(E) .
Sejam A, B ! P(E) dois acontecimentos, com P(A) ! 0 .
Prove que P_^A , Bh|Ai - P^B|Ah = 0 .

P a_ A , Bi + Ak P _ B + Ai
P_^A , Bh|Ai - P^B|Ah = - =
P (A) P (A)
P a_ A + Ai,_ A + Bik P _ B + Ai P _ A + Bi - P _ A + Bi
= - = =0
P (A) P (A) P (A)
178
Domínio 2  Probabilidades

2  
Antes de um jogo de futsal, o cinco inicial
de cada equipa e a equipa de arbitragem,
constituída por dois elementos, perfilam-se
para saudar os espetadores.
O protocolo obriga a que:
• a equipa de arbitragem fique no meio;
• as equipas fiquem uma de cada lado, com o capitão de equipa junto à equipa
de arbitragem.
2.1 Determine o número de formas diferentes de perfilar as três equipas.
2.2 Sabendo que nenhum dos guarda-redes é capitão de equipa, determine
a probabilidade de os guarda-redes ficarem nos extremos.

2.1 2! × 4! × 4! × 2! = 2304
em que
2! é o número de formas de os dois elementos da equipa de arbitragem
permutarem;
4! é o número de formas de os quatro elementos não fixos de cada equipa
permutarem (já que o capitão tem obrigatoriamente de ficar junto à equipa
de arbitragem);
2! é o número de formas de as duas equipas permutarem entre si.
2.2 Número de casos favoráveis:
2! × 3! × 3! × 2! = 144
em que
2! é o número de formas de os dois elementos da equipa de arbitragem
permutarem;
3! é o número de formas de os três elementos não fixos de cada equipa
permutarem (já que o capitão tem obrigatoriamente de ficar junto à equipa
de arbitragem e o guarda-redes no extremo);
2! é o número de formas de as duas equipas permutarem entre si.
Número de casos possíveis: 2304
144 1
P = =
2304 16

3  
Dos trabalhadores de uma empresa sabe-se que: 60 % são homens,
1 em cada 4 são licenciados e 60 % dos trabalhadores licenciados
são mulheres.
3.1 Escolhe-se um homem ao acaso de entre os trabalhadores dessa empresa.
Qual é a probabilidade de esse homem ser licenciado?
179
PREPARAÇÃO PARA O exame 3

3.2 Seja n o número de trabalhadores desta empresa.


No verão sortearam-se, pelos trabalhadores, duas viagens.
Sabendo que a probabilidade de o prémio sair a duas mulheres é igual
46
a , determine o valor de n .
295
3.3 Admita agora que a empresa tem 120 trabalhadores e considere
o seguinte problema:
«Pretende-se formar uma comissão de três trabalhadores em que têm
de estar representados os dois sexos e apenas um dos trabalhadores pode
ser licenciado. Quantas comissões é possível formar nestas condições?»
Uma resposta correta é:
12 × 60 × 30 + 12 × 30 C2 + 18 × 60 × 30 + 18 × 60 C2
Numa composição, explique um raciocínio que permita obter esta resposta.

Considerem-se os acontecimentos:
H: «O trabalhador escolhido é homem.»
L: «O trabalhador escolhido é licenciado.»
Sabe-se que: P(H) = 0,6 P(L) = 0,25 P^H|Lh = 0,6
P_H + Li
3.1 P^H|Lh = 0,6 + = 0,6 + P^H + L) = 0,15
0,25
P^H + L) = P(L) - P(H + L) + 0,15 = 0,25 - P(H + L) +
+ P(H + L) = 0,1
P (L + H) 0,1 1
P^L|Hh = + P^L|Hh = + P^L|Hh =
P (H) 0,6 6
3.2 Seja n o número de trabalhadores da empresa.
46
P(sair a duas mulheres) =
295
P(H) = 0,6 , logo, P^Hh = 1 - 0,6 = 0,4
0,4n dá-nos o número de mulheres da empresa.
0 ,4 n
C2
P(sair a duas mulheres) = n
C2
(0,4n)!
0 ,4 n
C2 46 2! (0,4n - 2)! 46
n = + = +
C2 295 n! 295
2! (n - 2)!
0,4n (0,4n - 1) 46
+ = + 118n(0,4n - 1) = 46n2 - 46n +
n (n - 1) 295
+ 47,2n2 - 118n = 46n2 - 46n + 1,2n2 - 72n = 0 +
+ n(1,2n - 72) = 0 + n = 0 0 n = 60
180
Domínio 2  Probabilidades

3.3 P(H) = 0,6


120 × 0,6 = 72 , logo, há 72 homens e, consequentemente, 48 mulheres.
P(L) = 0,25
120 × 0,25 = 30 , logo, há 30 trabalhadores licenciados.
Pela questão 3.1 P(H + L) = 0,1 :
120 × 0,1 = 12 , pelo que há 12 homens licenciados.
Organizando a informação, obtemos a tabela seguinte.

H H
L 12 18 30
L 60 30 90
72 48 120

Para se formar uma comissão nas condições pretendidas, existem quatro


formas de escolher os elementos: 1 homem licenciado, 1 homem não
licenciado e 1 mulher não licenciada (12 × 60 × 30) ; 1 homem
licenciado e 2 mulheres não licenciadas (12 × 30 C2) ; 1 mulher
licenciada, 1 homem não licenciado e 1 mulher não licenciada
(18 × 60 × 30) ; 1 mulher licenciada e 2 homens não licenciados
(18 × 60 C2) .
Assim, uma resposta ao problema será:
12 × 60 × 30 + 12 × 30 C2 + 18 × 60 × 30 + 18 × 60 C2

181
6
UNIDADE

Limites e continuidade

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

Tarefa 1   
Nas figuras seguintes, observam-se os três primeiros termos de uma sucessão
de quadrados [Pn Qn Rn Sn] , n ! IN , e os círculos inscritos nesses quadrados.

A P1 B A P2 B A P3 B

Q3
Q2
S1
Q1 S2
S3

D R1 C D R2 C D R3 C

Tal como a sequência de figuras sugere, os pontos Pn , Qn , Rn e Sn são


pontos que pertencem aos lados [BA] , [AD] , [DC] e [CB] , respetivamente,
do quadrado [ABCD] .
U3p8h1 U3p8h2 U3p8h3
Sabe-se que a medida do lado do quadrado [ABCD] é 1 e que:
1
PnB = Qn A = RnD = SnC =
n +1
1.1 Mostre que a sucessão (an) das áreas dos quadrados [Pn Qn Rn Sn] pode
ser definida pelo termo geral:
n2 +1
an =
n 2 + 2n + 1
1.2 Prove que (an) é estritamente crescente.
1.3 Justifique que (an) é limitada e conclua que é convergente.
1.4 A sucessão (bn) de termo geral
r (n 2 + 1)
bn =
4 (n + 1)2
é a sucessão das áreas dos círculos inscritos em [Pn Qn Rn Sn] .
1.4.1 Justifique que 6n ! IN, bn < an .
1.4.2 Calcule e compare lim an e lim bn .

182
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
1.1 As áreas dos quadrados [Pn Qn Rn Sn] pode ser definida por:

d1 - nd n
1 1
n+1 n+1
1 - 4
2
Isto é:
2n n2 + 1
an = 1 - + a n =
(n + 1)2 n 2 + 2n + 1
(n + 1)2 + 1 n2 + 1
1.2 
an + 1 - an = - =
(n + 2)2 (n + 1)2
2n 2 + 2n - 2
= > 0, 6 n ! IN
(n + 1)2 (n + 2)2
(an) é estritamente crescente.
2n
1.3 Como an = 1 - ,
(n + 1)2
tem-se que: 0 < an < 1, 6 n ! IN , logo, (an) é limitada.
Uma vez que (an) é crescente e majorada, logo, é convergente.
r (n 2 + 1) n2 + 1 r
1.4 1.4.1 bn < an + < + < 1 (P.V.)
4 (n + 1) 2
(n + 1)2 4
Logo, 6 n ! IN, bn < an
n2 + 1 n2
1.4.2 lim an = lim  2
= lim  2 = 1
n + 2n + 1 n
r (n 2 + 1) rn 2 r
lim bn = lim  = lim  2 =
4 (n + 1) 2
4n 4
Assim: lim bn < lim an

6.1  Teoremas de comparação para sucessões


1   
Calcule, caso existam, os seguintes limites:

a) limc 2 + m
1
n
(-1)n
b) lim
n
c) lim 2 n
2n + 3
d) lim 
1- n

183
Limites e continuidade

a) lim  c 2 + m c1m
1
n = lim 2 + lim  n = 2 + 0 = 2
1

*1
- n , se n ímpar
(-1)n
b)
n
n , se n par

c- 1 m = limc 1 m = 0 , logo, lim 


n
(-1)
lim  n n n =0
c) lim  2 n = +3

= limc - n m = -2
2n + 3 2n
d) lim 
1- n

2   
Considere as sucessões (un) e (vn) de termo geral:
2n + 3 3n - 8
un = e vn =
n+2 n+3
2.1  Determine p ! IN , tal que:
6n ! IN, n H p & un G vn
2.2 Calcule e compare lim un e lim vn .

2n + 3 3n - 8
2.1 un G vn + G +
n+2 n+3
(2n + 3) (n + 3) (3n - 8) (n + 2)
+ - G0+
(n + 2) (n + 3) (n + 2) (n + 3)
2n 2 + 6n + 3n + 9 3n 2 + 6n - 8n - 16
+ - G0+
(n + 2) (n + 3) (n + 2) (n + 3)
- n 2 + 11n + 25
+ G 0 + -n2 + 11n + 25 G 0 +
(n + 2) (n + 3) n ! IN

+ n G -1,93 0 n H 12,93
A partir da ordem p = 13 , tem-se que 6 n ! IN, n H p & un G vn .
Cálculos auxiliares:
2
1 ! 11 2 - 4 # (-1) # 25
-n + 11n + 25 = 0 + n = +
2 # (-1)
+ n - 1,93 0 n - 12,93
2n + 3 2n
2.2 lim un = lim  = lim  n = 2
n+3
3n - 8 3n
vn = lim 
lim  = lim  n = 3
n+3
un < lim vn
lim 
184
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Tarefa 2  
Considere as sucessões (un) e (vn) tais que, a partir de certa ordem, un G vn .
2.1 Suponha que lim un = +3 .
2.1.1 Justifique que para qualquer L > 0 existe uma ordem a partir
da qual vn > L .
2.1.2 Conclua que lim vn = +3 .
2.2 Suponha que lim vn = -3 . O que pode concluir quanto a lim un ?

2.1 2.1.1 e 2.1.2 Como lim un = +3 , tem-se que:


6L > 0, 7p1 ! IN: n H p1 & un > L
Sendo que 7p2 ! IN: n H p2 & vn H un
Tomando p = max{p1, p2} , conclui-se que
6L > 0, n H p & vn > L , isto é, lim vn = +3
2.2 Como lim vn = -3 , tem-se que lim(-vn) = +3 .
Por outro lado, a partir de certa ordem -un H vn e, sendo assim,
tem-se que lim(-un) = +3 , isto é, lim un = -3 .

  
3
Indique, justificando, o valor lógico da proposição:
«Sejam (un) e (vn) sucessões convergentes, se a partir de certa ordem
un < vn , então, lim un < lim vn . »

Falsidade.
1 1
Consideremos, por exemplo, as sucessões un = e vn = n .
n +1
Temos que un e vn são sucessões convergentes e un < vn .
No entanto, lim un = lim vn = 0 .

4  
Considere a sucessão (an) definida por:
n +1
an =
2n + 3
4.1 Mostre que:
1
6n ! IN, an <
2
4.2 Justifique que (an) é monótona crescente e conclua que é convergente.

4.3 Justifique que para todo o n ! IN , (an)n H 0 e (an)n < c m .


1 n
2
4.4 Conclua que lim(an)n = 0 .

185
Limites e continuidade

1 n +1 1 2 (n + 1) 2n + 3
4.1 an < + < + - <0+
2 2n + 3 2 2 (2n + 3) 2 (2n + 3)
2n + 2 - 2n - 3 1
+ <0+- <0
2 (2n + 3) 2 (2n + 3)
1
Proposição verdadeira. Logo: 6 n ! IN, an <
2
(n + 1) + 1 n +1 n+2 n +1
4.2 an + 1 - an = - = - =
2 (n + 1) + 3 2n + 3 2n + 5 2n + 3
(n + 2) (2n + 3) - (n + 1) (2n + 5)
= =
(2n + 5) (2n + 3)
2n 2 + 3n + 4n + 6 - 2n 2 - 5n - 2n - 5
= =
(2n + 5) (2n + 3)
1
= > 0 , 6 n ! IN , logo, (an) é monótona crescente.
(2n + 5) (2n + 3)
2
a1 =
5
2 1
Tem-se que G an < , 6 n ! IN , logo, (an) é limitada.
5 2
Uma vez que (an) é monótona e limitada, então, é convergente.

+ (an)n H d n > 0
n
2 2
4.3 an H
5 5

+ (an)n < c m
1 1 n
an <
2 2
Assim, 6 n ! IN, (an)n H 0 e (an)n < c m .
1 n
2

c m = 0 e 0 G an G c m , pelo que lim(an)n G 0 .


1 n 1 n
4.4 lim 
2 2
(Teorema das sucessões enquadradas)

5  
Justifique que c m > 2n e conclua que lim c 2n + 3 m = +3 .
2n + 3 n n

n n
2n + 3 3
n = 2 + n > 2 , 6 n ! IN

Logo, c m > 2n , e como


2n + 3 n
n

lim 2n = +3 , então, lim c m = +3


2n + 3 n
n

186
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
6   
Utilize o teorema das sucessões enquadradas para calcular os limites das
sucessões de termo geral:
sin(n)
a) an =
n+5
n 2 + cos c m
nr
4
b) bn =
n2 + n

d n
n
2n + 1
c) cn =
5n + 3
-1 sin(n) 1
a) 6 n ! IN, -1 G sin(n) G 1 + G G
n+5 n+5 n+5

Sabe-se que limd- n = limd n = 0 , logo, pelo teorema


1 1
n+5 n+5
sin(n)
das sucessões enquadradas, lim  =0.
n+5

b) 6 n ! IN, -1 G cosc m G 1 + n2 - 1 G n2 + cosc m G n2 + 1 +


nr nr
4 4 .
n2 + n H 0

n 2 + cos c m
nr
2
n -1 4 n2 + 1
+ 2 G 2
G 2
n +n n +n n +n
n2 - 1 n2 + 1 n2
lim 2 = lim  2 = lim  2 = 1 ,
n +n n +n n
n 2 + cos c m
nr
4
logo, pelo teorema das sucessões enquadradas, lim  =1
n2 + n
> 0 , pelo que d n >0
n
2n + 1 2n + 1
c) 6 n ! IN,
5n + 3 5n + 3
Por outro lado,
2 (n + 1) + 1 2n + 1 2n + 3 2n + 1
- = - =
5 (n + 1) + 3 5n + 3 5n + 8 5n + 3
(2n + 3) (5n + 3) - (2n + 1) (5n + 8)
= =
(5n + 8) (5n + 3)
10n 2 + 6n + 15n + 9 - (10n 2 + 16n + 5n + 8)
= =
(5n + 8) (5n + 3)
10n 2 + 6n + 15n + 9 - 10n 2 - 16n - 5n - 8
= =
(5n + 8) (5n + 3)
1 2n + 1
= > 0 , logo, é crescente.
(5n + 8) (5n + 3) 5n + 3
187
Limites e continuidade

d n = lim d n=
2n + 1 2n 2
lim 
5n + 3 5n 5

Pelo que d n< +d n <d n


n n
2n + 1 2 2n + 1 2
5n + 3 5 5n + 3 5

Assim, 0 < d n < d n , logo, pelo teorema das sucessões enquadradas,


n n
2n + 1 2
5n + 3 5

d n =0
n
2n + 1
lim 
5n + 3

7
  
Considere a sucessão (un) definida por:
n
un = 2n + 3n
7.1 Mostre que:
1
6n ! IN, 3 G un G 3 × 2 n
7.2 Utilize o teorema das sucessões enquadradas para calcular o limite
de (un) .

7.1 2 n G 3n + 2 n + 3n G 3n + 3n + 2 n + 3n G 2 × 3n +
1
n
+ 2n + 3n G 3 × 2 n
n n n
3n G 2n + 3n + 3n G 2n + 3n + 3 G 2n + 3n
1
3 G un G 3 × 2 n , 6n ! IN
c.q.d.
7.2 lima3 # 2 n k = lim 3 × 2
1 1
n = 3 × 20 = lim(3)
n
Assim, pelo teorema das sucessões enquadradas, lim  2 n + 3 n = 3 .

6.2 Teoremas de comparação para funções


8  
Sejam f e g duas funções de domínio D , a ! IR um ponto aderente a D ,
M ! IR+ , tais que:
• lim f(x) = 0
x"a
• 6 x ! D, g(x) < M
8.1 Justifique que:
-Mf(x) G (fg)(x) G Mf(x)
8.2 Conclua que:
lim (fg)(x) = 0
x"a

188
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
8.1 6x ! D, g(x) < M + -M < g(x) < M & -M f (x) G (fg)(x) G M f (x)

8.2 lim f(x) = 0 , pelo que lim [-Mf(x)] = lim [Mf(x)] = 0


x"a x"a x"a
Logo, pelo teorema das funções enquadradas, lim (fg)(x) = 0
x"a

y
9   
Na figura ao lado, estão representados, B C
em referencial o.n. xOy , uma circunferência
de raio 1 e centro na origem, o arco AB dessa
circunferência e os triângulos [OBA] e [OAC] . O A x
Sabe-se que:
• A é o ponto de interseção da circunferência
com o semieixo positivo Ox ;
• B é um ponto do 1.º quadrante que pertence à circunferência;
• C é o ponto da reta OB com abcissa igual à abcissa de A .
Seja x a amplitude em radianos do arco AB .
9.1 Justifique que as áreas dos triângulos [OBA] e [OAC]U3p12h1
e do setor
sin x tan x x
circular OAB são, respetivamente, , e , e conclua que,
2 2 2
para todo o x ! E0, ; :
r
2
sin  x G x G tan x

9.2 Usando o resultado anterior, justifique que, para todo o x ! E0, ;,


r
2
x 1
1G G cos x
sin x
e, pelo teorema das funções enquadradas, que:
x
lim   =1
x " 0 sin x +

9.1 Seja x a amplitude em radianos, y


do arco AB . Será, também a amplitude
B C
do ângulo AOB .
Seja P o ponto marcado no referencial.
OA # BP O P A x
A[OBA] = +
2
1 # sin x sin x
+ A[OBA] = =
2 2
OA # AC 1 # tan x tan x
A[OAC] = + A[OAC] = =
2 2 2
2
x#1 x
Asetor OAB = + Asetor OAB =
2 2 u6p187h2sol
189
Limites e continuidade

Por observação da figura A[OBA] G A[setor OAB] G A[OAC] , pelo que

+ sin x G x G tan x , 6x ! E0, ;


sin x x tan x r
G G
2 2 2 2

9.2 Seja x ! E0, ; (sin x > 0)


r
2
x G x G tan x +
sin 
sin x x tan x x 1
+ G G +1G G cos x
sin x sin x sin x sin x
c.q.d.
1 1
lim (1) = 1 e lim   cos x = =1
x"0 +
x"0 +
cos (0+)
x
Logo, pelo teorema das funções enquadradas, lim   =1.
x " 0 sin x
+

6.3 Teorema de Bolzano-Cauchy (ou Teorema dos valores intermédios)


Tarefa 3   
Na figura ao lado, observa-se um prisma quadrangular
regular em que a aresta da base mede x dm e a altura
mede mais 2 dm do que a aresta da base.
3.1 Mostre que o volume do sólido é dado, em função
x+2
da medida da aresta da base x , por:
V(x) = x3 + 2x2, x > 0
3.2 Determine o volume do prisma se a aresta da base
medir 2 dm . x
3.3 Traduza por uma equação a frase:
«Existe um prisma do tipo do indicado em que o volume é de 4 dm3 .»
Sem a resolver, justifique que a mesma tem pelo menos uma solução.
U3p13h1
3.1 O volume do sólido é dado em função da medida da aresta da base x por:
V(x) = x2(x + 2) + V(x) = x3 + 2x2
V(2) = 22(2 + 2) +
3.2 
+ V(2) = 16 dm3
7 c ! IR+: V(c) = 4
3.3 
Como V é contínua e 4 é um valor intermédio entre 0 e 16 ,
existe certamente um prisma do tipo indicado para o qual o volume
é de 4 dm3 .

190
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Tarefa 4   
Na figura seguinte, estão representados, em referencial o.n. xOy , os pontos
^1, f(1)h e ^4, f(4)h contidos no gráfico de uma função f contínua no intervalo
aberto ]1, 4[ e a reta r de equação y = 4 .
y
5
y =4
2

0 1 4 x

Copie o referencial e complete, se possível, o gráfico de uma função f


de forma que:
a) o gráfico de f não intersete a reta r .
b) a função f seja contínua no intervalo fechado [1, 4] e o seu gráfico
não intersete a reta r . U3p13h4
a) 
y b) Impossível.
5
y=4
r
f
2

0 1 4 x

10   
Considere as funções f e g de domínio [1, 5] representadas graficamente
nas figuras seguintes:
u6p189h2sol
y y

8 8
7
f 6
g
4 4

0 1 5 x 0 1 3 5 x

10.1 Indique o número de soluções das seguintes equações:


a) f(x) = 5 c) g(x) = 5
b) f(x) = 4 13
d) g(x) =
2
U3p13h2 U3p13h3 191
Limites e continuidade

10.2 Indique, justificando, qual das seguintes afirmações é verdadeira:


a) Para qualquer k ! ]4, 8[ , a equação f(x) = k é possível.
b) Para qualquer k ! ]4, 8[ , existe c ! ]1, 5[ , tal que:
g(c) = k

10.1 a) 1 Solução c) 1 Solução


b) 2 Soluções d) 0 Soluções
10.2 a) 6 k ! ]4, 8[: f(x) = k é possível.
Verdadeira.
b) 6 k ! ]4, 8[ 7c ! ]1, 5[: g(c) = k
13
Considerando k = , não existe c ! ]1, 5[ nas condições
2
pretendidas, pelo que a afirmação é falsa.

11   
Seja f a função definida por
f(x) = x4 - 2x
1
Mostre que a equação f(x) = - tem pelo menos uma solução em ]0, 1[ .
2

f é contínua em IR , por ser uma função polinomial. Em particular, é contínua


em ]0, 1[ .
1 1
Tem-se que: f(0) = 0 > - e f(1) = -1 < -
2 2
1
Ou seja, f(1) < - < f(0) .
2
Então, o teorema de Bolzano-Cauchy permite garantir que a equação
1
x4 - 2x = - tem, pelo menos, uma solução no intervalo ]0, 1[ .
2
Sabe-se que as soluções estão no intervalo aberto, porque
1 1
f(0) ! - e f(1) ! - .
2 2

12   x cm
A figura seguinte tem uma área de 40 cm2
no total e é formada por dois retângulos, sendo
que a área do retângulo menor é de 10 cm2 .
Mostre que:
a) o perímetro da figura em função de x é dado 3 cm
pela expressão:
60 20
P(x) = 2x +
x + x -3
192
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
b) 7c ! ]4, 5[: P(x) = 35
e interprete o significado desta expressão no contexto do problema
considerado.

a) Sejam y e z os comprimentos indicados x cm


na figura.
10 z cm
y(x - 3) = 10 + y =
x-3
30 x-3 cm 3 cm
xz = 30 + z = x
y cm
P = x + 2z + 3 + 2y + x - 3 +
30 10
P(x) = x + 2 × x + 3 + 2 × +x-3+
x-3
60 20
+ P(x) = 2x + x +
x-3
c.q.d. u6p191h1sol
b) 7 c ! ]4, 5[: P(x) = 35
A função é contínua em IR+\{0, 3} por ser a soma de funções racionais.
Em particular, é contínua em [4, 5] .
Tem-se que: P(4) = 43
P(5) = 32
Ou seja: P(5) < 35 < P(4)
Então, o teorema de Bolzano-Cauchy permite garantir que
7c ! ]4, 5[: P(c) = 35 , o que, no contexto do problema, significa
que existe um valor para o comprimento do retângulo, para o qual
o perímetro da figura é 35 cm .

13   
Demonstre o corolário do teorema de Bolzano-Cauchy.

Seja f uma função contínua num intervalo [a, b], (a < b) , tal que
f(a) × f(b) < 0 , ou seja, f(a) e f(b) têm sinais contrários.
Consideremos o caso f(a) < 0 e f(b) > 0 , ou seja, f(a) < 0 < f(b) .
Então, o teorema de Bolzano-Cauchy permite garantir que f(x) = 0 tem pelo
menos uma solução no intervalo ]a, b[ , ou seja, a função f tem pelo menos
um zero em ]a, b[ .
O raciocínio é análogo para o caso em que f(a) > 0 e f(b) < 0 .
c.q.d

193
Limites e continuidade

14   
Considere a função
g(x) = x4 - 3x + 1
Mostre que g tem pelo menos dois zeros: um em [0, 1] e outro em [1, 2] .

A função g é contínua em IR , por ser uma função polinomial.


Em particular é contínua em [0, 1] e [1, 2] .
g(0) = 1 > 0 e g(1) = -1 < 0 . Então, g(0) × g(1) < 0 .
Portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um zero em ]0, 1[ e, consequentemente, em [0, 1] .
Analogamente,
g(1) = -1 < 0 e g(2) = 11 > 0 . Então, g(1) × g(2) < 0 .
Portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um zero em ]1, 2[ e, consequentemente, em [1, 2] .

Tarefa 5   
Na figura, estão representados um pentágono [ABCPE] e uma restrição

ao intervalo ; , 3E . O segmento de reta [AD]


x -1 1
da função f(x) =
x 2
é paralelo a Ox e o ponto P é um ponto móvel do gráfico de f , que se desloca
de C para D .
y
Mostre que ao longo
do percurso de P E D
A
a área de [ABCPE]
toma valores inteiros
e indique esses valores.
0 P x

B C

Seja x ! ; , 3E a abcissa de P .
1
2
Então, a área do pentágono é dada, em U3p18h2
função de x , por:
1 1
f p
x+ -1
A(x) = x × d - x n+
3 -1 x -1 2 x -1 2
× x - =
3 2 1
2
8x 2 + 12x - 3
=
12x
194
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
A função A é contínua em ; , 3E , pois é uma restrição de uma função racional.
1
2
Ac m=
1 5 35
A(3) =
2 6 12
Pelo teorema de Bolzano-Cauchy, a função A toma todos os valores entre
5 35
e .
6 12
Assim, a área assume os valores inteiros 1 e 2 .

15   
Considere as funções:
x
f(x) =
2
e
g(x) = 2 sin(x)

Mostre que os gráficos de f e g se intersetam em < F.


2r 5r
,
3 6
x
Considere-se a função h , definida por h(x) = f(x) - g(x) = - 2sin(x) .
2
A função h é contínua em IR , porque é a diferença de duas funções
contínuas em IR (uma linear e uma função seno), portanto, em particular

é contínua em < F.
2r 5r
,
3 6

hd n= - 2 sin d n<0
4 logo , hd 23r n # hd 56r n < 0
2r r 2r
3 3 3

hd n= - 2 sin d n>0
5r 5r 5r
6 12 6
Portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos um

c !F <: h(c) = 0 .
2r 5r
,
3 6
h(c) = 0 + f(c) - g(c) = 0 + f(c) = g(c) .
Assim, podemos concluir que os gráficos de f e g se intersetam em

F < e, consequentemente, em < F.


2r 5r 2r 5r
, ,
3 6 3 6
c.q.d.

195
Limites e continuidade

16   
Sejam f e g duas funções contínuas em [a, b] , tais que:
f(a) < g(a) e f(b) > g(b)
Prove que a equação
f(x) = g(x)
é possível em ]a, b[ .

f(a) < g(a) + f(a) - g(a) < 0


f(b) > g(b) + f(b) - g(b) > 0
Considere-se a função h definida por h(x) = f(x) - g(x) .
A função h é contínua em IR , porque é a diferença de duas funções
contínuas em IR , portanto, em particular, é contínua em [a, b] .

4 logo, h (a) # h (b) < 0


h (a) = f (a) - g (a) < 0
h (b) = f (b) - g (b) > 0
Portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe
c ! ]a, b[: h(c) = 0 .
h(c) = 0 + f(c) - g(c) = 0 + f(c) = g(c) .
Assim, a equação f(x) = g(x) é possível em ]a, b[ .

6.4 Teorema de Weierstrass
17   
Considere a função h definida por:

h(x) = * x - 1
x 2 -1
se x H 0 / x ! 1

2x 3 - 3x + 1 se x 1 0
17.1 Estude a continuidade de h .
17.2 Poderá ser h uma restrição de uma função contínua de domínio IR ?
17.3 Mostre que h tem pelo menos um zero em ]-2, -1[ .
17.4 Considere a função p , definida por p(x) = 10x . Prove que o gráfico
de h interseta o gráfico de p num ponto de abcissa pertencente
ao intervalo E0, ; .
1
4
17.5 Recorrendo à calculadora gráfica, determine o valor da abcissa
da questão 17.4, arredondado às centésimas.

17.1 
h é contínua em ]0, +3[\{1} por ser quociente de duas funções
contínuas.
h é contínua em ]+3, 0[ por ser uma função polinomial.

196
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Estudemos a continuidade de h no ponto 0 :
lim  h(x) = lim (2x3 - 3x + 1) = 2 × 0 - 3 × 0 + 1 = 1
x " 0- x " 0-
x2 - 1 0-1
lim  h(x) = lim   = =1
x " 0+ x " 0+ x -1 0-1
lim  h(x) = lim  h(x) = h(0) , ou seja, existe lim  h(x) , pelo que h
x " 0- x " 0+ x"0

é contínua em x = 0 .
Assim, h é contínua em IR\{1} .
x2 - 1 (x - 1) (x + 1)
lim h(x) = lim 
17.2  = lim  =
x "1 x "1 x -1 x " 1 x -1
_ x - 1i_ x + 1i (x + 1)
= lim   = lim7^ x  + 1h(x + 1)A = 2 × 2 = 4
x "1 x -1 x "1

Sim, basta definir h(1) = 4 .


17.3 ]-2, -1[ 1 ]-3, 0[
Pelas questões anteriores, h é contínua em [-2, -1] .
h(-2) = 2 × (-2)3 - 3 × (-2) + 1 = -9 < 0
h(-1) = 2 × (-1)3 - 3 × (-1) + 1 = 2 > 0

h(-2) × h(-1) < 0 . Logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy,
h tem pelo menos um zero no intervalo ]-2, -1[ .
17.4 Seja p(x) = 10x .
Considere-se a função d , definida em ;0, E por:
1
4
x2 - 1
d(x) = h(x) - p(x) + d(x) = - 10x
x -1

A função d(x) é contínua em ;0, E , por ser a diferença de duas


1
4
funções contínuas nesse intervalo.
d(0) = h(0) - p(0) = 1 > 0

d c m = h c m - p c m + d c m = - < 0


1 1 1 1 5
4 4 4 4 4

Logo, d(0) × d c m < 0 , portanto, pelo corolário do teorema


1
4

de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos um c ! E0, ;: d(c) = 0 .


1
4
d(c) = 0 + h(c) = p(c) , isto é, podemos concluir que os gráficos

de p e h se intersetam em, pelo menos, um ponto de abcissa

pertencente ao intervalo E0, ;.


1
4

197
Limites e continuidade

17.5 y p

2,0 h

1,5

1,0

0,5

0
-0,8 -0,4 0 0,4 0,8 1,2 1,6 x

A abcissa do ponto de interseção é, aproximadamente, 0,16 .

Tarefa 6   
u6p196h1sol
Considere a função f , de domínio [-1, 3] , representada graficamente
na figura ao lado. y
Sabe-se que a reta de equação x = 0
é assíntota vertical ao gráfico de f
e que 0 é o único ponto de
descontinuidade de f .
Indique, caso existam, os extremos de: 1
a) f;[-1, 0]
b) f;[-1, 1]
1
- 0 1 2 3 x
c) f;[1, 3]

a) Máx. abs.: 1 b) Máx. abs.: Não existem. c) Máx. abs.: 1


Mín. abs.: 0 Mín. abs.: 0 Mín. abs.: 0

18   
Seja f uma função de domínio IR em que:
U3p19h1
f(1) = 1 e f(3) = -2
Indique, justificando, quais das seguintes afirmações são necessariamente
verdadeiras:
a) -1 ! Dlf
b) f tem máximo e mínimo absolutos em [1, 3] .
c) Se f é contínua, a equação f(x) = 0 tem solução pertencente ao intervalo ]1, 3[ .
1
d) Se f é contínua, tem máximo e mínimo absolutos em [1, 3] .
f
e) Se f é contínua em [1, 3] , a equação f(x) = 2 é possível.

198
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
a) A afirmação não é necessariamente verdadeira. Considere-se a função
representada graficamente. Temos que Dlf = {-2, 1} , pelo que -1 " Dlf
y

1
0
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 x
-1

-2

-3

b) A afirmação não é necessariamente verdadeira. Considere-se a função


representada graficamente. f|[1, 3] não tem máximo absoluto.
y
u6p197h1sol
3

2
1
0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9x
-2 -1
-1

-2

c) A afirmação é verdadeira.
Se f é contínua no seu domínio, é, em particular, contínua em [1, 3] .
f(1) = 1 > 0
f(3) = -2 < 0
Logo, f(1) × f(-2) < 0 , portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-
-Cauchy, a equação f(x) = 0 tem, pelo menos, uma solução em ]1, 3[ .
3 5
d) Seja f a função contínua definida por f(x) = - x+ .
2 2
e o(x) =
1 2
é uma função racional que não admite máximos
f - 3x + 5
5
nem mínimos em [1, 3] , já que ! [1, 3] .
3
A afirmação não é necessariamente verdadeira.

199
Limites e continuidade

e) A afirmação não é necessariamente verdadeira. Considere-se a função


representada graficamente. f é contínua em [1, 3] e, no entanto, a equação
f(x) = 2 é impossível.
y

1
0
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 x
-1

-2

-3

19   
Sejam f e g duas funções reais de variável real, definidas, respetivamente,
por: u6p198h1sol
x3 - x
f(x) = 2
x +2
e
g(x) = x - sin x
19.1 Justifique que ambas as funções, f e g , têm máximo e mínimo
absolutos em [-1, 1] .
1
19.2 O teorema de Weierstrass é aplicável à função
g em [-1, 1] ?

f é quociente de duas funções contínuas em IR e Df = IR (porque


19.1 
x2 + x ! 0, 6x ! IR ) e g é a diferença de duas funções contínuas em IR .
Em particular, f e g são contínuas em [-1, 1] , logo, pelo teorema
de Weierstrass, f e g admitem máximos e mínimos absolutos nesse
intervalo.
1
d
19.2 n 1
g (x) = ; x ;- sin x
D 1 = IR\{0}
g

1
g é contínua em IR\{0} e [-1, 1] j IR\{0} , pelo que o teorema
de Weierstrass não é aplicável nestas condições.

200
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Tarefa 7   
Um cubo encontra-se em movimento oscilatório provocado pela força elástica
exercida por uma mola.
A figura seguinte esquematiza esta situação. Nesta figura, os pontos O e A
são pontos fixos. O ponto P representa o centro do cubo e desloca-se sobre
a semirreta OoA .

A P
O

Admita que não existe qualquer resistência ao movimento.


Sabe-se que a distância, em metros, do ponto P ao ponto O é dada por:

d(t) = 1 + sincrt + m
1 r
2 6
A variável t representa o tempo, medido em segundos, que decorre desde
o instante em que foi iniciada a contagem do tempo (t ! [0, +3 [) .
U3p21h1
7.1 Justifique, recorrendo ao teorema de Bolzano-Cauchy, que houve pelo
menos um instante, entre os três segundos e os quatro segundos após
o início da contagem do tempo, em que a distância do ponto P
ao ponto O foi igual a 1,1 metros.
7.2 Justifique, sem recorrer à calculadora, que no primeiro segundo, após
a contagem do tempo, a distância do ponto P ao ponto O atinge
um valor máximo e um valor mínimo.
7.3 Sejam M e m , respetivamente, o máximo e o mínimo absolutos
da função d , no intervalo [0, 1] .
A amplitude A da distância do ponto P ao ponto O , neste intervalo,
é dada por A = M - m .
Recorrendo à calculadora gráfica, determine o valor de A , em centímetros.
Adaptado de Exame Nacional do 12.º Ano, 2015

7.1 
d é contínua em [3, 4] e d(3) < 1,1 < d(4) .
7.2 Aplicação do teorema de Weierstrass no intervalo [0, 1] .
7.3 

A = 1,5 - d(1) = 0,75


201
Limites e continuidade

20   
Para qual das funções seguintes é aplicável o teorema de Weierstrass em [-1, 3] ?
a) f(x) = x - x2
b) g(x) = x - C(x) (C(x) representa a função característica, ou seja, a função
que a x ! IR faz corresponder a parte inteira de x .)
1
c) f(x) =
x -1
2 se x = 0
d) f(x) = * x + x
x se x ! 0

x -1

*2
se x 21
x -1
e) f(x) =
se x =1
2x cos (2xr) se x 11
a) f é contínua em IR por ser uma função polinomial, pelo que é, em particular,
contínua em [-1, 3] .
É aplicável o teorema de Weierstrass, uma vez que a função não é contínua.
b) A função característica não é contínua em [-1, 3] , logo, por exemplo:
lim  (x + C(x)) = 2 e lim  (x + C(x)) = -1
x " 1+ x " 1-
O teorema de Weierstrass não é aplicável.
c) f é uma função racional pelo que é contínua no seu domínio.
Df = IR\{1} e [-1, 3] j IR\{1} , logo, o teorema de Weierstrass não é aplicável.

2, x=0
d) f (x) = * x + ; x ;
x , x!0
x-x
lim  f(x) = lim   x = lim  0 = 0
x"0 -
x"0 -
x"0 -

x+x
lim  f(x) = lim   x = lim  2 = 2
x"0 +
x"0 +
x"0 +

lim  f(x) ! lim  f(x) , logo, não existe lim  f(x) e, consequentemente,
x " 0- x " 0+ x"0

f não é contínua em x = 0 . Como 0 ! [-1, 3] , f não é contínua neste
intervalo, pelo que o teorema de Weierstrass não é aplicável.
e) lim- f(x) = lim-^2x cos(2xr)h = 2 × 1 × cos(2r) = 2
_ x - 1i (x + 1)
x "1 x "1

x-1
lim  f(x) = lim   = lim   = lim  ^ x + 1h = 2
x "1 +
x "1 x -1+
x "1 +
x -1 x "1+

lim  f(x) = lim  f(x) = f(1) , logo, a função é contínua em x = 1 .


x " 1- x " 1+
Assim, f é contínua em [-1, 3] , pelo que é aplicável o teorema de Weierstrass.

202
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
21   
Seja f uma função contínua em IR e g a função definida por:
g(x) = x2 f c x m
1

21.1 Justifique que a função g tem um máximo e um mínimo absolutos

em ; , 1E .
1
2
21.2 Pode afirmar o mesmo que afirmou em 21.1 no intervalo [-1, 1] ?
Justifique a sua resposta.

f é contínua em IR .
21.1 

x é contínua em IR\{0} e, em particular, é contínua em ; , 1E , logo,


1 1
2
f c x m é contínua em ; , 1E . x2 é contínua em ; , 1E .
1 1 1
2 2
g(x) é produto de funções contínuas em ; , 1E , pelo que também
1
2
é contínua nesse intervalo.
Assim, pelo teorema Weierstrass, g admite máximo e mínimo absoluto
em ; , 1E .
1
2
1
21.2 
x não está definida em [-1, 1] , pelo facto de o ponto de abcissa zero
não pertencer ao seu domínio.
Deste modo, não podemos garantir a continuidade de g em [-1, 1] .
Assim, não podemos afirmar o mesmo que em 21.1.

AVALIAR CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
Considere duas sucessões (un) e (vn) , tais que:
-2n 2 + 5
• vn =
4 + n2
• para todo o natural n > 300 , un G vn .
Qual dos seguintes pode ser um termo geral da sucessão (un) ?
-5 1- n 4 - 3n
(A) (B) 3-n (C) (D)
n n +1 n

203
Limites e continuidade

(A) lim c- m
5
n =0

(B) lim 3-n = lim dn =0


n
1
3

(C) lim d n = lim b- l = -1


1-n n
n+1 n

(D) lim c m = lim c- 3n m = -3


4 - 3n
n n
- 2n 2 + 5 - 2n 2
lim vn = lim  2
= lim  2 = -2 e -3 G -2
4+n n
Resposta: (D)

2   
Considere duas sucessões (un) e (vn) , tais que:
• lim un = -3
• vn H -2 - un, 6n ! IN
Então:
(A) lim vn = +3 (C) lim vn ! [-2, +3[
(B) lim vn = -3 (D) lim vn ! ]-3, -2]

lim(-2 - un) = -2 - (-3) = +3


Como vn H -2 - un e lim(-2 - un) = +3 , então, lim vn = +3
Resposta: (A)

3   
De uma função f , real de variável real, de domínio [-2, 2] contínua,
sabe-se que:
f(-2) = -4 e f(2) = -1
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
(A) f não tem zeros no intervalo [-2, 2] .
(B) -5 ! Dlf
(C) f tem pelo menos um zero em [-2, 2] .
(D) -3 ! Dlf

7 2 3
(A) Considere-se a função f(x) = - x + x + 1 , de domínio [-2, 2] .
8 4

f(x) = 0 tem duas soluções no intervalo [-2, 2] , pelo que a afirmação
é falsa.

204
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
7 2 3
(B) Considere-se a função f(x) = -x + x + 1 , de domínio [-2, 2] .
8 4
-5 " Dlf , pelo que a afirmação é falsa.

3 5
(C) Considere-se a função f(x) = x- , de domínio [-2, 2] .
4 2

f não tem zeros no intervalo [-2, 2] , pelo que a afirmação é falsa.

4 & f (2) < -3 < f (-2)


f (-2) =-4
(D) 
f (2) =-1
Logo, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos um
c ! ]-2, 2[: h(c) = -3 , isto é, -3 ! Dlf .
Resposta: (D)

4   
Relativamente a duas funções, f e g , sabe-se que:
• têm domínio [2, 3] ;
• são funções contínuas;
• f(2) - g(2) > 0 ;
• f(3) - g(3) < 0 .
Qual das afirmações seguintes é necessariamente verdadeira?
(A) Os gráficos de f e g intersetam-se em, pelo menos, um ponto.
(B) A função f - g é crescente.
(C) Os gráficos de f e g não se intersetam.
(D) A função f - g é decrescente.
Teste Intermédio do 12.º ano, 2012

Considere-se a função h , definida por h(x) = f(x) - g(x) .


h é contínua em [2, 3] , porque é a diferença de duas funções contínuas
em [2, 3] .
h(2) = f(2) - g(2) > 0
h(3) = f(3) - g(3) < 0
h(2) × h(3) < 0
Portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um ponto c ! ]2, 3[ , tal que h(c) = 0 + f(c) = g(c) , pelo que os gráficos
de f e g se intersetam em, pelo menos, um ponto pertencente ao intervalo ]2, 3[ .
Resposta: (A)

205
Limites e continuidade

5   
Seja h uma função de domínio IR contínua em [-4, 1] .
Sabe-se que:
x -4 -3 -2 -1 0 1
h(x) 2 -1 3 2 -2 3

O número mínimo de zeros de h no intervalo [-4, 1] é:


(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4

h é contínua em [-4, 1] . Logo, em particular, é contínua em [-4, -3] ,


[-3, -2] , [-1, 0] e em [0, 1] .

4 & h (-4) # h (-3) < 0


h (-4) = 2 > 0
h (-3) =-1 < 0
Logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um zero em ]-4, -3[ .

4 & h (-3) # h (-2) < 0


h (-3) =-1 < 0
h (-2) = 3 > 0
Logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um zero em ]-3, -2[ .

4 & h (-1) # h (0) < 0


h (-1) = 2 > 0
h (0) =-2 < 0
Logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um zero em ]-1, 0[ .

4 & h (0) # h (1) < 0


h (0) =-2 < 0
h (1) = 3 > 0
Logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um zero em ]0, 1[ .
Resposta: (D)

y
6   2
Na figura, está representada graficamente
a função f contínua de domínio [-2, 1] .
Em qual das opções seguintes está definida uma
1
função g de domínio [-2, 1] para a qual 0 x
-2
o teorema de Bolzano-Cauchy não garante
a existência de zeros? -1

(A) g(x) = 2x + f(x) (C) g(x) = x2 + f(x) f


2
(B) g(x) = 2x - f(x) (D) g(x) = x - f(x)

206
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
(A) 
g(-2) = -4 + f(-2) = -4 + 2 = -2 < 0

g(1) = 2 + f(1) = 2 + (-1) = 1 > 0

g(-2) × g(1) < 0
O teorema de Bolzano-Cauchy garante a existência de, pelo menos,
um zero em [-2, 1] .
(B) 
g(-2) = -4 - f(-2) = -4 - 2 = -6 < 0

g(1) = 2 - f(1) = 2 - (-1) = 3 > 0

g(-2) × g(1) < 0
O teorema de Bolzano-Cauchy garante a existência de, pelo menos,
um zero em [-2, 1] .
g(-2) = (-2)2 + f(-2) = 4 + 2 = 6 > 0
(C) 

g(1) = 1 + f(1) = 1 + (-1) = 0 = 0

g(-2) × g(1) = 0
1 é um zero de g .
g(-2) = (-2)2 - f(-2) = 4 - 2 = 2 > 0
(D) 

g(1) = 1 + f(1) = 1 - (-1) = 2 > 0

g(-2) × g(1) > 0
O teorema de Bolzano-Cauchy não garante a existência de zeros em [-2, 1] .
Resposta: (D)

7   
Considere uma função f , real de variável real, de domínio [a, b] ,
com a < b , e contínua.
Sabe-se que:
• f(a) > f(b) • f(a) × f(b) < 0
Qual das afirmações seguintes não é necessariamente verdadeira?
(A) Dlf = [f(b), f(a)] (C) f tem pelo menos um zero.
(B) 0 ! [f(b), f(a)] (D) f é limitada.

Consideremos o seguinte exemplo:


Tem-se que y
f(a) > f(b) e f(a) × f(b) < 0 .
f(a)
No entanto, Dlf ! [f(b), f(a)] .
Resposta: (A) O b
a x
f(b)

207
Limites e continuidade

8   
Seja g a função real de variável real definida por g(x) = sin3x + cos3x .
Em qual dos intervalos seguintes o teorema de Bolzano-Cauchy não garante
a existência de um zero de g ?

(D) ; , E
r 3r
(A) [-r, r] (B) [-r, 0] (C) [0, r]
2 2

g(x) = sin3x + cos3x


(A) 
g(-r) = -1 e g(r) = -1

g(-r) × g(r) > 0
(B) 
g(-r) = -1 e g(0) = 1

g(-r) × g(0) < 0
(C) 
g(0) = 1 e g(r) = -1

g(0) × g(r) < 0

gc
m = 1 e gc m = -1
r 3r
(D) 
2 2

gc m × gc m< 0
r 3r

2 2
Resposta: (A)

9   
Considere uma função f contínua em [-4, 3] , tal que:
f(-4) = 0 e f(3) = 3
Seja g uma função definida em [-4, 3] por g(x) = f(x) + 1 .
Qual das seguintes afirmações é necessariamente verdadeira?
(A) Dgl = [1, 4]
(B) A equação g(x) = 0 é possível em [-4, 3] .
(C) g não tem zeros em [-4, 3] .
(D) A equação g(x) = 2 é possível em [-4, 3] .

g contínua em [-4, 3] , porque é a soma de duas funções contínuas nesse


intervalo.
g(-4) = f(-4) + 1 = 1
g(3) = f(3) + 1 = 4
g(-4) < 2 < g(3) , portanto, o teorema de Bolzano-Cauchy permite garantir
que a equação g(x) = 2 é possível em [-4, 3] .
Resposta: (D)

208
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

10   
Considere duas sucessões (vn) e (wn) , tais que:
• lim vn = +3

• wn = * n + 1
5
se n 1 100

2vn se n H 100
Justifique que lim wn = +3 .
Caderno de Apoio do 12.º ano

lim vn = +3 , logo, lim 2vn = +3


Para n H 100 , lim wn = lim(2vn) = +3 .

11   
Determine o limite das seguintes sucessões utilizando o teorema das sucessões
enquadradas.
cos (n + 1)
a) un =
n+3

sin 2 c
m
nr
3
b) vn =
n2 +1
2 2 2
c) wn = 2
+ 2
+…+
(n + 1) (n + 2) (2n)2
1 1 1
d) tn = + +…+
2 2 2
n +4 n +5 n + 2n

1 cos (n + 1) 1
a) -1 G cos(n + 1) G 1 + - G G
n+3 n+3 n+3

d- n = lim c- m = 0
1 1
lim  n
n+3
1 1
lim  = lim  n = 0
n+3
cos (n + 1)
Logo, pelo teorema das sucessões enquadradas, lim  =0.
n+3

209
Limites e continuidade

b) -1 G sin c m G 1 , logo, 0 G sin2 c mG 1 +


nr nr
3 3

sin 2 c m
nr
3 1
+0G 2
G 2
n +1 n +1
1
lim 0 = lim  =0
m sin 2 c
2
n +1 nr
3
Logo, pelo teorema das sucessões enquadradas, lim  2 =0.
n +1
c) n + 1 > n , n + 2 > n , … , 2n > n

2 2 2 2 2 2
Como 2
< 2 , 2
< 2 , …, 2
< 2 ,
(n + 1) n (n + 2) n (2n) n
2 2 2 2 2
logo, 0 < 2
+ 2
+…+ 2
< 2 ×n= n
(n + 1) (n + 2) (2n) n

lim  0 = lim c n m = 0 , logo, pelo teorema das sucessões enquadradas,


2

lim  wn = 0 .
1 1 1
d) tn = + +…+
2 2 2
n +4 n +5 n + 2n
64 G i G 2n :
n2 + 4 G n2 + i G n2 + 2n
2n - 3 2n - 3
Logo, 2
G tn G
n + 2n n2 + 4

e o = lim e o = 2 , logo, pelo teorema


2n - 3 2n - 3
lim 
n 2 + 2n n2 + 4
das sucessões enquadradas, lim tn = 2 .

12   
Considere a função g , real de variável real, definida por:
cos (3x)
g(x) = 2
x +2
12.1 Mostre que lim  g(x) = lim g(x) = 0 .
x "-3 x "+3
12.2 Mostre que g admite pelo menos um zero em ]r, 2r[ .
12.3 Considere a função h , restrição de g ao intervalo [-2r, 2r] .
12.3.1 Justifique que o contradomínio de h é um intervalo do tipo
[a, b] , em que a, b ! IR e a < b .

210
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
12.3.2 Com o auxílio da calculadora, determine os valores de a e de b .
Na sua resposta, apresente o gráfico de h e as coordenadas
dos pontos relevantes arredondadas às centésimas.

1 cos (3x) 1
12.1 
-1 G cos(3x) G 1 + - 2
G 2 G 2
(x2 + 2 > 0) x +2 x +2 x +2

lim d- n = lim d 2 n=0


1 1
2
x "-3 x +2 x " -3 x +2
Assim, pelo teorema das funções enquadradas, lim e o= 0 .
cos (3x)
x "-3 x2 + 2
Analogamente, lim e o= 0 .
cos (3x)
x "+3 x2 + 2
g é uma função contínua em IR , por ser quociente de duas funções
12.2 
contínuas em IR . Em particular, é contínua em [r, 2r] .
cos (3r) 1
g(r) = 2
=- 2 <0
r +2 r +2
cos (6r) 1
g(2r) = 2
= 2
>0
(2r) + 2 4r + 2

g(r) × g(2r) < 0 , portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy
existe pelo menos um zero em ]r, 2r[ .
12.3 12.3.1 
h é uma função contínua em [-2r, 2r] por ser quociente
de duas funções contínuas nesse intervalo e porque x2 + 2 ! 0 ,
6x ! [-2r, 2r] .
Assim, pelo teorema de Weierstrass, o contradomínio de h
é um intervalo limitado e fechado.
12.3.2
1,5

1,0
A (0; 0,5)
0,5
0
-6 -4 -2 0 2 4 6
B C (0,97; -0,33)
(-0,97; -0,33)
-1,0

a á -0,33 e b á 0,50
u6p209h1sol

211
Limites e continuidade

13   
Seja h a função real de variável real definida por:
h(x) = x4 - 7x3 + 2x + 3
Justifique, aplicando o teorema de Bolzano-Cauchy, que:
a) a função h tem, pelo menos, um zero no intervalo ]6, 7[ .
b) h(x) = 10 é possível em ]-2, -1[ .

a) h é uma função contínua em IR , por se tratar de uma função polinomial.


Portanto, em particular, é contínua em [6, 7] .
h(6) = -201 < 0
h(7) = 17 > 0

h(6) × h(7) < 0 , portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy,
existe pelo menos um zero em ]6, 7[ .
b) h é uma função contínua em IR , por se tratar de uma função polinomial.
Portanto, em particular, é contínua em [-2, -1] .
h(-2) = 71 > 10
h(-1) = 9 < 10

h(-1) < 10 < h(-2) , logo, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, a equação
h(x) = 10 é possível em ]-2, -1[ .

14   
Considere duas funções f e g de domínio [-r, r] definidas analiticamente por:

f(x) = x sinc m e g(x) = cos x


x
2
14.1 Justifique que Dlf é um intervalo limitado e fechado.
14.2 Mostre que os gráficos de f e de g se intersetam em pelo menos dois
pontos, um de abcissa positiva e outro de abcissa negativa.
14.3 Recorra à calculadora gráfica para determinar as coordenadas dos pontos
de interseção dos gráficos de f e de g .
Reproduza o gráfico das funções f e g visualizadas na calculadora,
assinalando os pontos de interseção e as suas coordenadas arredondadas
às centésimas.

14.1 
f é uma função contínua em [-r, r] por ser produto de duas funções
contínuas. Logo, pelo teorema de Weierstrass, o contradomínio de f
é um intervalo limitado e fechado.
14.2 Considere-se a função h , definida por h(x) = f(x) - g(x) .

h é contínua em [-r, r] , por ser uma diferença de duas funções
contínuas. Em particular, h é contínua em [-r, 0] e em [0, r] .

212
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
h(-r) = f(-r) - g(-r) = r + 1 > 0
h(0) = f(0) - g(0) + h(0) = -1 < 0
h(-r) × h(0) < 0
Assim, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um número real c no intervalo ]-r, 0[ , tal que h(c) = 0 .
h(c) = 0 + f(c) - g(c) = 0 + f(c) = g(c) , pelo que podemos concluir

que as funções se intersetam em pelo menos um ponto de abcissa
negativa.
Analogamente,
h(0) = f(0) - g(0) = -1 < 0
h(r) = f(r) - g(r) = r + 1 > 0
h(0) × h(r) < 0
Assim, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um número real c no intervalo ]0, r[ , tal que h(c) = 0 .
h(c) = 0 + f(c) - g(c) = 0 + f(c) = g(c) , pelo que podemos concluir

que as funções se intersetam em pelo menos um ponto de abcissa
positiva.
14.3 
f
1,5

1,0

A 0,5 B
0
-2,5 -1,5 -0,5 0 0,5 1,5 2,5
-0,5

-1,0 g

A(-1,03; 0,51) B(1,03; 0,51)

15   
u6p211h1sol
Considere a função real de variável real f definida por:
4x - x 3

*
se x 1 2
x-2
f(x) =
4
-x se x H 2
15.1 Estude a continuidade de f .
15.2 Mostre que a equação f(x) = x3 - 2 é possível em [-1, 1] .

213
Limites e continuidade

15.1 Nos intervalos ]-3, 2[ e ]2, +3[ , a função é contínua,


pois é o quociente de duas funções contínuas.
Vejamos se a função é contínua no ponto 2 .
4x - x 3 x (4 - x 2)
lim  f(x) = lim   = lim   =
x"2 -
x"2 x-2 -
x"2 x-2 -

- x (2 - x) (2 + x)
= lim   = lim ^-x(2 + x)h = -2 × (2 + 2) = -8
x"2 -
2-x x"2 -

lim  f(x) = lim  c- x m = - = -2


4 4
x"2 +
x"2 2
+

lim  f(x) ! lim  f(x) , logo, não existe limite no ponto de abcissa 2 e,
x " 2- x " 2+
consequentemente, f não é contínua nesse ponto.
Assim, f é contínua em IR\{2} .
15.2 Consideremos a função g definida em [-1, 1] por
4x - x 3
g(x) = - (x3 - 2) .
x-2
4x - x 3
A função contínua em IR\{2} por ser uma função racional
x-2
e x3 - 2 é contínua em IR por se tratar de uma função polinomial.
Em particular, ambas as funções são contínuas em [-1, 1] . Assim,
g é contínua em [-1, 1] , pois é diferença de duas funções contínuas
em [-1, 1] .
g(-1) = 4 > 0 g(1) = -2 < 0 g(-1) × g(1) < 0
Assim, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um número real c no intervalo ]-1, 1[ , tal que g(c) = 0 .
4c - c 3 4c - c 3
g(c) = 0 + - (c3 - 2) = 0 + = (c3 - 2) ,
c-2 c-2
pelo que podemos concluir que f(x) = x3 - 2 é possível em [-1, 1] .

16   
Dê exemplo de uma função contínua f de domínio [2, 4[ , tal que:
a) f não tenha máximo.
b) f tenha mínimo e máximo.
c) f não tenha mínimo.
1
a) f (x) = - / x ! [2, 4[
x-4
b) f (x) = 2x / x ! [2, 4[
1
c) f (x) = / x ! [2, 4[
x-4
214
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
17   
Considere, para um certo número real a positivo, uma função f , contínua,
de domínio [-a, a] .
Sabe-se que f(-a) = f(a) e f(a) > f(0) .
Mostre que a condição f(x) = f(x + a) tem, pelo menos, uma solução
em ]-a, 0[ .
Exame Nacional do 12.º ano, 2013

Como f(x) = f(x + a) + f(x) - f(x + a) = 0 , mostrar que f(x) = f(x + a)


tem, pelo menos, uma solução em ]-a, 0[ é equivalente a mostrar que uma
função g , de domínio [-a, 0[ , definida por g(x) = f(x) - f(x + a) ,
tem pelo menos um zero.
Como a função f é contínua em [-a, a] (e também em [-a, 0] ) , também
é em [-a, 0] , e f(x + a) é contínua em [-a, 0] .
Como g(0) < 0 < g(-a) , então, podemos concluir, pelo teorema de Bolzano-
-Cauchy, que existe c ! ]-a, 0[ , tal que g(c) = 0 , ou seja, que a equação
g(x) = 0 tem, pelo menos, uma solução em ]-a, 0[ , o que é equivalente
a provar que a condição f(x) = f(x + a) tem, pelo menos, uma solução
em ]-a, 0[ .
Cálculo auxiliar:
g(-a) = f(-a) - f(-a + a) = f(a) - f(0) . Como f(a) > f(0) ,
então, g(-a) > 0 .
g(0) = f(0) - f(0 + a) = f(0) - f(a) . Como f(a) > f(0) , então, g(0) < 0 .

18   
Seja g uma função crescente e contínua de domínio IR e h a função
definida por:
h(x) = g(x) - g(2)
Mostre que h admite pelo menos um zero no intervalo ]0, 3[ .

g é contínua em IR , logo, h é contínua em IR e, em particular, é contínua


em [0, 3] .
h(0) = g(0) - g(2) < 0 , porque, como g é crescente, g(0) < g(2)
h(3) = g(3) - g(2) > 0 , porque, como g é crescente, g(2) < g(3)
h(0) × h(3) < 0
Portanto, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, existe pelo menos
um zero no intervalo ]0, 3[ .

215
Limites e continuidade

19   
Prove que, de todos os triângulos isósceles com base l l
entre 2 e 4 decímetros, inclusive, e de perímetro
10 decímetros, existe um cuja área é igual a 3 2 dm2 .
x
Seja x ! [2, 4] .
Seja l o comprimento dos dois lados iguais.
10 - x x
Temos que: 2l + x = 10 + l = +l=5-
2 2
Determinemos a altura, a , do triângulo recorrendo ao teorema de Pitágoras:

a2 + c m = c 5 - m + a2 = 25 - 5x +
x 2 x 2 x2 x2
- + a =U3p25h1
! 25 - 5x
2 2 4 4
Como a > 0 , então, a = 25 - 5x .
x
A área do triângulo será dada por A(x) = 25 - 5x .
2
Verifiquemos que a equação A(x) = 3 2 tem, pelo menos, uma solução
no intervalo [2, 4] .
A(x) é contínua em [2, 4] por ser composta por funções contínuas.
A(2) = 15 A(4) = 2 5
Temos que A(2) < 3 2 < A(4) e, portanto, o teorema de Bolzano-Cauchy
permite garantir que a equação A(x) = 3 2 tem pelo menos uma solução
em [2, 4] , isto é, existe um triângulo cuja área é 3 2 dm2.

20   
Considere uma função f , real de variável real contínua, de domínio [a, b] ,
com a < b . Prove que a média aritmética de quaisquer dois valores
da função é também um valor da função.

Df = [a, b] , com a < b


Sejam x, y ! [a, b] . Pretendemos provar que 7c ! [a, b] , tal que
f (x) + f (y)
f(c) = .
2
f é contínua em [x, y] .
f (x) + f (y)
Suponhamos que f(x) G f(y) . Então, f(x) G G f(y) , logo,
2
f (x) + f (y)
7c ! [x, y] tal que f(c) = .
2
O caso f(y) G f(x) é análogo.

216
6
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 4

Para cada uma das questões deste grupo, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1 
Considere as sucessões (un) e (vn) , definidas por:
an + 2 2n
un = e vn =
3n + 1 n+3
Sabe-se que 6n ! IN, n H 10 & un > vn .
O valor de a pode ser:
(A) 3 (C) 5
(B) 4 (D) 6

an + 2 2n a
n H 10 & lim un H lim vn + lim  H lim  + H2+aH6
3n + 1 n+3 3
Resposta: (D)

2   
Seja f a função real de variável real, definida por:
f(x) = 2 + x sin(x)
e
f (x)
A = lim 2
x "+3 x +x
Qual é o valor de A ?
(A) 0 (C) 2
(B) 1 (D) +3

= lim d x + n=
f (x) 2 + x sin (x) 2 sin x
A = lim   = lim  
x "+3 2
x +x x "+3 x2 + x x "+3 x+1

= lim c x m + lim d n=0


2 sin x
x "+3 x "+3 x + 1

Nota:
1 sin x 1
-1 G sin x G 1 + - G G
x+1
x20 x+1 x+1

lim d- n = lim d n = 0 , logo, pelo teorema das funções


1 1
x "+3 x+1 x "+3 x + 1

enquadradas, lim d n=0.


sin x
x "+3 x + 1

Resposta: (A)
217
PREPARAÇÃO PARA O exame 4

3  
Considere a função g , definida por:
sin x se x G 0
g(x) = * x 2 - 4
x se x 2 0

O teorema de Weierstrass garante a existência de mínimo e máximo absolutos


de g em:
(A) ]-1, 1[
(B) [-4, 0]
(C) ]-1, 0[
(D) [-1, 1]

g é contínua em ]-3, 0[ por se tratar de uma função trigonométrica.


g é contínua em ]0, +3[ por ser uma função racional.
Estudemos a continuidade no ponto zero:
lim  g(x) = lim  sin(x) = sin(0) = 0
x " 0- x " 0-

x2 - 4 -4
lim  g(x) = lim   x = lim   + = -3
x " 0+ x " 0+ x"0
+
0
lim  g(x) ! lim  g(x) , pelo que g não é contínua em x = 0 .
x " 0- x " 0+

Resposta: (B)

4   
A soma de todos os elementos de uma determinada linha do triângulo
de Pascal é igual a 1024.
Qual é o maior elemento dessa linha?
(A) 210
(B) 252
(C) 330
(D) 462

A soma de todos os elementos de uma linha n do triângulo de Pascal é dada


por 2n .
Assim, 2n = 1024 + n = 10 trata-se da linha 10 .
10
O maior elemento dessa linha é o elemento central C5 = 252 .
Resposta: (B)

218
Domínio 3  Funções reais de variável real

5   
Sejam E o espaço amostral finito de uma experiência aleatória e A e B dois
acontecimentos (A 1 E e B 1 E) . Seja P uma probabilidade em P(E) .
Sabe-se que:
• A , B é certo;
• A e A são equiprováveis;
1
• P(A + B) = .
3
Qual é o valor de P(A|B) ?
2 7 4 8
(A) (B) (C) (D)
5 9 5 9

A , B é certo, pelo que P(A , B) = 1 .


1 1
A e A são equiprováveis, logo, P(A) = P^Ah =e P(A + B) =
2 3
1 1
P(A , B) = P(A) + P(B) - P(A + B) + 1 = + P(B) - +
2 3
5
+ P(B) =
6
1
P (A + B) 3 2
P(A|B) = + P(A|B) = =
P (B) 5 5
6
Resposta: (A)

II

Nas questões seguintes, apresente o seu raciocínio de forma clara,


indicando todos os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

1  
Considere as sucessões (un) e (vn) de termo geral:
n 2n - 1
un = e vn = n
2n + 1
1.1 Mostre que: 6n ! IN, un G 1 .
1.2 Justifique que (un) é monótona e conclua que é convergente.
1.3 Calcule:
vn un - 3vn
a) lim un b) lim  n c) lim 
(un)2
1.4 Utilizando teoremas de comparação entre sucessões e/ou teorema das
sucessões enquadradas, determine:
a) lim(un)n b) lim(vn)n

219
PREPARAÇÃO PARA O exame 4

n
un G 1 +
1.1  G 1 + n G 2n + 1 + -1 G n (condição universal)
2n + 1 (2n + 1 > 0)
Assim, 6 n ! IN, un G 1 .
n+1 n
1.2 
un + 1 - un = - =
2 (n + 1) + 1 2n + 1
(n + 1) (2n + 1) - n (2n + 3) 1
= = >0
(2n + 3) (2n + 1) (2n + 3) (2n + 1)
Tem-se que 6 n ! IN, un + 1 - un > 0 , ou seja, a sucessão (un)
é monótona crescente.
Como (un) é crescente, então, é minorada, pelo que: un H u1, 6 n ! IN +
1
+ un H , 6 n ! IN
3
Por outro lado, un G 1, 6 n ! IN .
1
Assim, G un G 1, 6 n ! IN , pelo que (un) é limitada.
3
Sendo que a sucessão é monótona e limitada, podemos concluir que
é convergente.

1.3 a) lim un = limc m = limc m=


n n 1
2n + 1 2n 2

= limd 2 n = limc n m = 0
vn 2n - 1 2n 2
b) lim  n = lim  2
n n
1 11
un - 3vn lim un - 3 # lim vn -3#2 -
2 2
c) lim  = = = =
c m
(un)2 (lim un)2 1 2 1
2 4
= -22

+c m <c m +
1 1 n n
n n
1.4 a) 2n + 1 > 2n + <
2n + 1 2n 2n + 1 2n

+ c m <c m
n n
1 n
2n + 1 2

Assim: 0 G (un)n G c m e limc m = 0 , logo, lim un = 0 ,


1 n 1 n
2 2
pelo teorema das sucessões enquadradas.
2n - 1 1 1 3
b) n =2- n H2- = para n H 2 ,
2 2

logo, (vn)n H c m e, como limc m = +3 ,


3 n 3 n
2 2
lim(vn)n = +3

220
Domínio 3  Funções reais de variável real

2  
Num jogo de preparação para o Euro 2016,
um jogador da Seleção Nacional efetuou
um remate à baliza.
h(x)
Considere que a altura h , em metros,
descrita pela bola, em função de x ,
x
distância percorrida pela bola desde o remate
a
do jogador, em metros, é bem modelada por:
h(x) = -0,0005x3 + 1,0125x ( x ! [0, a] )
2.1 Determine o valor de a .
2.2 Mostre, sem usar a calculadora, que a bola cruzou a altura de 14 metros
quando estava a uma distância de 15 a 16 metros do jogador.
2.3 Sabendo que a baliza tem redes e uma altura de 2 metros,
U3p27h1
e que o jogador marcou golo, utilize a calculadora gráfica para determinar
qual é a distância mínima a que se encontrava o jogador da baliza.
Apresente o valor da distância arredondado às centésimas.
NOTA: Suponha que a bola tem de raio 1 dm e despreze a espessura da trave.

2.1 h(x) = 0 + -0,0005x3 + 1,0125x = 0 + x(-0,0005x2 + 1,0125) = 0 +


1,0125
+ x = 0 0 x2 = + x = 0 0 x = !45
0,0005
Como a > 0 , então, a = 45 m .
2.2 Mostrar que a bola cruzou a altura de 14 metros quando estava a uma
distância de 15 a 16 metros do jogador corresponde a mostrar que
a equação h(x) = 14 tem, pelo menos, uma solução no intervalo ]15, 16[ .

h é uma função polinomial, pelo que é contínua em [0, 45] e,
em particular, h é contínua em [15, 16] .
h(15) = 13,5 h(16) = 14,152

h(15) < 14 < h(16) , portanto, o teorema de Bolzano-Cauchy permite
garantir que a equação h(x) = 14 é possível em ]15, 16[ .
2.3 

O jogador encontrava-se a uma distância de 44,03 metros.

221
PREPARAÇÃO PARA O exame 4

3   
Um saco contém uma bola branca, três bolas pretas e três bolas azuis.
As bolas da mesma cor são iguais.
3.1 Retiram-se todas as bolas do saco e dispõem-se lado a lado.
De quantas formas é possível dispor as bolas de modo que duas das bolas
pretas fiquem nos extremos?
3.2 Supondo que se retiram sucessivamente três bolas do saco, repondo
cada bola no saco após a sua extração, qual é a probabilidade de serem
todas de cores diferentes, sabendo que a primeira bola a sair é azul?
3.3 Supondo agora que se acrescentam n bolas brancas ao saco, retirando
simultaneamente duas bolas do saco, determine o valor de n de forma
3
que a probabilidade de retirar duas bolas brancas seja de .
8
5
3.1  C3 × 2C1 = 20
em que,
5
 C3 é o número de formas de escolher três lugares para as bolas azuis,
dos 5 possíveis, já excluindo os extremos.
2
 C1 é o número de formas de escolher um dos dois lugares que restam,
para a bola branca.
Estando os extremos destinados às bolas pretas, o lugar da última bola
preta fica automaticamente definido, depois de arrumadas todas as bolas.
3.2 Para serem todas de cores diferentes, a segunda bola retirada terá de ser
branca e a última preta, ou vice-versa.
Assim,
1 3 6
p = × ×2=
7 7 49
3.3 Acrescentando n bolas brancas ao saco, ficamos com n + 1 bolas
brancas, três bolas pretas, três bolas azuis e n + 7 bolas no total.
(n + 1)!
n+1
3 C2 3 2 ! (n - 1)! 3
p = + 7+n = + = +
8 C2 8 (7 + n)! 8
2! (5 + n)!
n (n + 1) 3
+ = + 8n2 + 8n - 3n2 - 39n - 126 = 0 +
(7 + n) (6 + n) 8
2
31 ! (-31)2 - 4 # 5 (-126)
+ 5n - 31n - 126 = 0 + n = +
2#5
+ n = -2,8 0 n = 9

222
7
UNIDADE
Derivadas de funções
reais de variável real
e aplicações

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

7.1 Derivada de segunda ordem de uma função


Tarefa 1 
Considere a função real de variável real definida por:
f(x) = x4 + 2x2
1.1 Determine uma expressão que defina a função fl , derivada de f .
1.2 Utilizando a definição de derivada num ponto, calcule (fl)l(1) , derivada
de fl no ponto 1 .
1.3 Obtenha uma expressão para a função derivada de fl .

f l(x) = 4x3 + 4x
1.1 
f l(1 + h) - f l(1)
1.2 (fl)l(1) = lim  =
h"0 h
4 (1 + h)3 + 4 (1 + h) - 8
= lim  =
h"0 h

12h 2 + 16h + 4h 3 h (12h + 16 + h 2)


= lim  = lim  = 16
h"0 h h"0 h
f l(x + h) - f l(x)
f m(x) = lim 
1.3  = 12x2 + 4
h"0 h

1  
Determine uma expressão analítica da segunda derivada das funções:
a) f(x) = -2x3 + 3x2
x 2 - 2x + 2
b) g(x) =
x -1
c) h(x) = (x - x3)3
2

a) f (x) = -2x3 + 3x2


fl(x) = -6x2 + 6x
f m(x) = -12x + 6

223
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

x 2 - 2x + 2
b) g(x) =
x -1
(x 2 - 2x + 2)l (x - 1) - (x 2 - 2x + 2) (x - 1)l
gl(x) = =
(x - 1)2
(2x - 2) (x -1) - (x 2 - 2x + 2) 2x 2 - 2x - 2x + 2 - x 2 + 2x - 2
=   = =
(x -1)2 (x -1)2
x 2 - 2x
=
(x - 1)2
x 2 - 2x
gl(x) =
(x - 1)2
(x 2 - 2x)l (x - 1)2 - (x 2 - 2x) [(x - 1)2]l
gm(x) = =
[(x - 1)2]2
(2x - 2) (x - 1)2 - 2 (x 2 - 2x) (x - 1) 2
= 4
=
(x - 1) (x - 1)3
2
gm(x) =
(x - 1)3
c) h(x) = (x2 - x3)3
hl(x) = 3(x2 - x3)2 × (x2 - x3)l = 3(x2 - x3)2 × (2x - 3x2) =
= 3x(x2 - x3)2 (2 - 3x)
hl(x) = 3x(x2 - x3)2 (2 - 3x)
hm(x) = (3x)l(x2 - x3)2 (2 - 3x) + 3x[(x2 - x3)2]l(2 - 3x) + 3x(x2 - x3)2 (2 - 3x)l =
= 3(x2 - x3)2 (2 - 3x) + 3x × 2(x2 - x3)(2x - 3x2)(2 - 3x) + 3x(x2 - x3)2 (-3) =
= 3(2 - 3x) (x2 - x3)2 + 6x(2 - 3x)(x2 - x3)(2x - 3x2) - 9x(x2 - x3)2 =
= -6x4(12x3 - 28x2 + 21x - 5)
hm(x) = -6x4(12x3 - 28x2 + 21x - 5)

7.2  Pontos de inflexão e concavidades do gráfico de funções


2  
Considere a função g de domínio IR definida por:
g(x) = 4x3 - 24x2 + 36x
2.1 Determine o declive das retas tangente ao gráfico de g nos pontos
de abcissa 1 e 2 .
2.2 Estude a monotonia de gl .

2.1 gl(x) = 12x2 - 48x + 36


gl(1) = 12 - 48 + 36 + gl(1) = 0
O declive da reta tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa 1 é 0 .
gl(2) = 12 × 4 - 48 × 2 + 36 + gl(2) = -12
O declive da reta tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa 2 é -12 .
224
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
2.2 gm(x) = 24x - 48
gm(x) = 0 + 24x - 48 = 0 + x = 2

x -3 2 +3
gm(x) - 0 +
gl 4 mín 3
gl é crescente em [2, +3[ .
gl é decrescente em ]-3, 2] .

3  
y
Na figura seguinte está parte do gráfico
de uma função, h , de domínio IR .
Indique o sinal de: O x
a) hl(0)
b) hm(0)
c) h(0) + hm(0) h

d) hl(0) × hm(0)

a) hl(0) > 0 c) h(0) + hm(0) < 0


b) hm(0) < 0 d) hl(0) × hm(0) < 0

4 
Considere uma função f de domínio [2, 5] , tal que: U3p31h1
f m(x) > 0, 6x ! [2, 5]
Diga, justificando, quais das seguintes afirmações são necessariamente
verdadeiras:
a) o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima.
b) f é crescente.
c) fl(x) > 0, 6x ! [2, 5]
d) fl(3) < fl(4)

a) Verdadeira, pois f m(x) > 0, 6 x ! Df .


b) Não é necessariamente verdadeira.
Se f(x) = x2 - 6x + 6 , fm(x) > 0 , e, no entanto, f é decrescente em ]2, 3[ .
c) Não é necessariamente verdadeira. Se f(x) = x2 - 6x + 6 , f m(x) > 0 ,
e, no entanto, fl(2) < 0 .
d) Verdadeira, pois, se fm(x) H 0 , então, fl é crescente, pelo que fl(3) < fl(4) .

225
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

5  
Considere as funções f , g , h e j representadas graficamente nas figuras
seguintes.

y y
f

O x g

O x

y y
h

O x
O x
U3p32h1 j

Os gráficos seguintes são os das segundas derivadas de f , g , h e j .


Faça corresponder o gráfico da função ao da sua segunda derivada.
U3p32h2
y y

O x
O x
U3p32h3 U3p32h4
y y

O x
O x

U3p32h6 U3p32h7
f " III g"I h " IV j " II

6  
Considere as funções f e g reais de variável real definidas por:
U3p32h8 U3p32h9
x2 -1
f(x) = 2
x +1
g(x) = 3x4 - 5x3
6.1 Determine uma expressão analítica de f m e gm .
6.2 Determine os zeros de f m e gm .
6.3 Estude o sinal de f m e gm e determine, caso existam, as coordenadas
dos pontos de inflexão dos gráficos de f e g .

226
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
(x 2 - 1)l (x 2 + 1) - (x 2 - 1) (x 2 + 1)l
6.1 
f l(x) = =
(x 2 + 1)2
(2x) (x 2 + 1) - (x 2 - 1) (2x) 4x
= =
(x + 1)2 (x + 1)2
(4x)l (x 2 + 1)2 - 4x [(x 2 + 1)2]l
f m(x) = =
[(x 2 + 1)2]2
4 (x 2 + 1)2 - 4x # 2 (x 2 + 1) # 2x
= =
(x 2 + 1)4
4 (x 2 + 1)2 - 16x 2 (x 2 + 1) 4 - 12x 2
= =
(x 2 + 1)4 (x 2 + 1)3
2
4 - 12x
f m(x) = 2
(x + 1)3
gl(x) = 12x3 - 15x2
gm(x) = 36x2 - 30x
4 - 12x 2 3
f m(x) = 0 +
6.2  = 0 + 4 - 12x2 = 0 + x = !
2
(x + 1) 3
(x2 + 1)3 ! 0
3
5
gm(x) = 0 + 36x2 - 30x = 0 + x(36x - 30) = 0 + x = 0 0 x =
6
6.3 Função f :

3 3
-3 - +3
3 3
f m(x) - 0 + 0 -
f + P.I. , P.I. +

f e- o= fe o=-
3 3 1
3 3 2
Coordenadas dos pontos de inflexão do gráfico de f :

I1 e- , - o e I2 e ,- o
3 1 3 1
3 2 3 2
Função g :
5
-3 0 +3
6
gm(x) + 0 - 0 +
g , P.I. + P.I. ,

n=- gd
5 625
g(0) = 0
6 432
Coordenadas dos pontos de inflexão do gráfico de g :

J1 (0, 0) e J2 d , - n
5 625
6 432
227
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

 7
Estude as funções seguintes quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico
e quanto à existência de pontos de inflexão:
a) f(x) = x4 - x3 + 1
1
b) g(x) = 2
x +1
c) h(x) = qx2 - 9u
x
d) i(x) =
2
x +1
a) f (x) = x - x3 + 1
4

fl(x) = 4x3 - 3x2


f m(x) = 12x2 - 6x
1
f m(x) = 0 + 12x2 - 6x = 0 + x(12x - 6) = 0 + x = 0 0 x =
2
1
-3 0 +3
2
fm + 0 - 0 +
f , P.I. + P.I. ,

fc m=
1 15
f(0) = 1
2 16
O gráfico de f tem:
a concavidade voltada para baixo em ;0, E;
1
2
a concavidade voltada para cima em ]-3, 0] e em ; , +3; ;
1
2
o gráfico de f tem dois pontos de inflexão. Um em x = 0 e outro

, cujas coordenadas são (0, 1) e d , n.


1 1 15
em x =
2 2 16
1
b) g(x) = 2
x +1
2x
gl(x) = - 2
(x + 1)2
2 (x 2 + 1)2 - 2x # 2 (x 2 + 1) # 2x
gm(x) = - =
[(x 2 + 1)2]2
2 (x 2 + 1)2 - 8x 2 (x 2 + 1) 6x 2 - 2
=- =
(x 2 + 1)4 (x 2 + 1)3
2
6x - 2 1 3
gm(x) = 0 + 2 = 0 + 6x2 - 2 = 0 + x2 = + x = !
(x + 1)3 2
x +1!0
3 3
228
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE

3 3
-3 - +3
3 3
gm(x) + 0 - 0 +
g , P.I. + P.I. ,

g e- o = g e o=
3 3 3
3 3 4
O gráfico de g tem:

a concavidade voltada para baixo em =- G;


3 3
,
3 3

a concavidade voltada para cima em G-3 , - = e em G , +3= ;


3 3
3 3
3 3
dois pontos de inflexão de abcissas x = - e x= , cujas
3 3

coordenadas são e- , o, e , o.
3 3 3 3
3 4 3 4

* *
x 2 - 9 se x 2 - 9 H 0 x 2 - 9 se x G-3 ou x H 3
c) h(x) = + h(x) =
9 - x 2 se x 2 - 9 < 0 9 - x 2 se -3 < x < 3
Calculando a derivada de h , obtém-se:
hl(x) = 2x , se x < -3 ou x > 3
hl(x) = -2x , se -3 < x < 3
h (x) - h (-3) x2 - 9 - 0 (x - 3) (x + 3)
lim   = lim   = lim   = -6
x "-3 -
x +3 x "-3 x +3 x "-3 - -
x +3
h (x) - h (-3) 2
9- x -0 (3 - x) (3 + x)
lim   = lim   = lim   =
x "-3 +
x +3 x "-3 x +3 x "-3 + +
x +3
= lim (-x + 3) = 6
x "-3 +

h (x) - h (-3) h (x) - h (-3)


Como lim   = -6 e lim   =6,
x "-3 x +3
-
x "-3 x +3 +

h não é diferenciável em x = -3 .

hl(x) = )
2x se x < -3 ou x > 3
- 2x se -3 < x < 3
Calculando a derivada de 2.ª ordem:

hm(x) = )
2 se x < -3 ou x > 3
- 2 se -3 < x < 3
Assim, o gráfico de h tem a concavidade voltada para baixo em [-3, 3]
e para cima em ]-3, -3] e em [3, +3[ .
O gráfico de h tem dois pontos de inflexão de coordenadas (-3, 0) e (3, 0) .
229
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

x
d) i(x) =
2
x +1
1
1
xl_ x 2 + 1i - x _ x 2 + 1il
-
x 2 +1 - x (x 2 + 1) 2 # 2x
2
il(x) =   =   =
_ x 2 + 1i
2
x 2 +1

x2
x2 + 1 -
x2 + 1 1
= 2
=
x +1 (x + 1)3
2

3 2 1
9(x 2 + 1) 2 Cl
3
(x + 1) 2 # 2x
2 3x

im(x) = - =- =-
` (x 2 + 1)3 j
2 3 5
2 (x + 1 ) (x 2 + 1) 2
im(x) = 0 +5 -3x = 0 + x = 0
2
(x + 1) 2 ! 0


-3 0 +3
im + 0 -
i , P.I +
i(0) = 0
O gráfico de i tem:
a concavidade voltada para baixo em ]0, +3[ ;
a concavidade voltada para cima em ]-3, 0[ ;
um ponto de inflexão de coordenadas (0, 0) .

8  
Seja f uma função real de variável real definida por
f(x) = ax3 + bx2
com a, b ! IR .
Determine a e b de modo que o gráfico de f tenha um ponto de inflexão
de coordenadas (1, 2) .

fl(x) = 3ax2 + 2bx


fm(x) = 6ax + 2b
2b b
fm(x) = 0 + 6ax + 2b = 0 + x = - + x =-
6a 3a
b
- = 1 + b = -3a
3a

230
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Por outro lado:
f(1) = 2 + a + b = 2

) +)
3a + b = 0 b=3
a+b = 2 a =-1
f(x) = -x3 + 3x2
Assim, a = -1 e b = 3 .

Tarefa 2   
Na figura ao lado está representado, y
em referencial o.n. xOy , o gráfico da derivada
de segunda ordem de uma função f ,
tal que Df = [-1, 4] .
Sabe-se que:
• f m(1) = 0
• 6x ! Df \{1}, fm(x) > 0 f''
Diga, justificando, quais das seguintes
proposições são verdadeiras:
a) O gráfico de f tem um ponto de inflexão
em 1 .
b) f l(2) < fl(3)
c) Se fl(-1) > 0 , então, f é estritamente
crescente em [-1, 4] .
-1 O 4 x
d) Se fl(3) = 0 , então, f tem um mínimo
relativo em 3 .

a) Falsa,
uma vez que fm(x) H 0, 6 x ! [-1, 4] .
b) Verdadeira, U3p34h1
visto que fm(x) H 0, 6 x ! [-1, 4] , isto é, fl  é crescente em [-1, 4]
e, sendo assim, fl(2) < fl(3)
c) Verdadeira,
porque sendo fl  crescente em [-1, 4] e fl(-1) > 0 , tem-se que
fl(x) > 0, 6 x ! [-1, 4] e, sendo assim, f é estritamente crescente.
d) Verdadeira,
fm(x) H 0, 6 x ! [-1, 4] , isto é, fl  é crescente em [-1, 4] ,
logo, fl(x) < 0, 6 x ! [-1, 3[ e fl(x) > 0, 6 x ! ]3, 4] , portanto,
f tem um mínimo relativo em 3 .

231
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

9  
Seja f a função real de variável real definida por
f(x) = x4 - 8x3 + 18x2 + 5
Determine a equação reduzida das retas tangentes ao gráfico de f nos seus
pontos de inflexão recorrendo exclusivamente a métodos analíticos.

f(x) = x4 - 8x3 + 18x2 + 5


fl(x) = 4x3 - 24x2 + 36x
fm(x) = 12x2 - 48x + 36

fm(x) = 0 + 12x2 - 48x + 36 = 0 +


4 ! (-4)2 - 4 #1# 3
+x= +
2 #1
+x=10x=3

-3 1 3 +3
fm(x) + 0 - 0 +
f , P.I + P.I ,
f(1) = 16
f(3) = 32
O gráfico de f tem dois pontos de inflexão: em x = 1 e em x = 3 ,
cujas coordenadas são (1, 16) e (3, 32) , respetivamente.
Determinemos a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f
em x = 1 :
y = mx + b
m = fl(1) = 16
y = 16x + b P(1, 16)
16 = 16 × 1 + b + b = 0
y = 16x
Determinemos a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f em x = 3 :
y = mx + b
m = fl(3) = 0
y=b
y = 32
Q(3, 32)

232
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
10  
Considere a função g de domínio IR\{-2, 2} definida por
6
g(x) = 2
x -4
Resolva as questões seguintes recorrendo a métodos analíticos, sem utilizar
a calculadora.
10.1 Estude a função g quanto à monotonia e existência de extremos relativos.
10.2 Estude a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico
e quanto à existência de pontos de inflexão.
6 (x 2 - 4)l 12x
10.1 gl(x) = -2 2
+ gl(x) = - 2
(x - 4) (x - 4)2
gl(x) = 0 + -12x = 0 + x = 0
(x2 - 4 ! 0 em IR\{-2, 2})


-3 -2 0 2 +3
gl(x) + n.d. + 0 - n.d. -
g 3 n.d. 3 Máx. 4 n.d. 4
g é crescente em ]-3, -2[ e em ]-2, 0] .
g é decrescente em [0, 2[ e em [2, +3[ .
g tem um máximo relativo em x = 0 , de coordenadas c 0, - m.
3
2
12x
10.2 gl(x) = -
(x - 4)2 2

12 (x 2 - 4)2 - 12x # 2 (x 2 - 4) # 2x
gm(x) = =
(x 2 - 4)4
12 (x 2 - 4) - 48x 2 12x 2 - 48 - 48x 2
= - 2 3
=- =
(x - 4) (x 2 - 4)3
36x 2 + 48 12 (3x 2 + 4)
= =
(x 2 - 4)3 (x 2 - 4)3
gm(x) = 0 + 3x2 + 4 = 0 equação impossível em IR .
(x2 - 4 ! 0 em IR\{-2, 2})

gm(x) não tem zeros.



-3 -2 2 +3
gm(x) + n.d. - n.d. +
g , n.d. + n.d. ,
O gráfico de g tem a concavidade voltada para baixo em ]-2, 2[ .
O gráfico de g tem concavidade voltada para cima em ]-3, -2[ , ]2, +3[ .
O gráfico de g não tem pontos de inflexão.
233
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

7.3  Sinal da derivada de segunda ordem e extremos relativos


11   y
Na figura seguinte está representada parte
do gráfico de uma função fl de domínio IR . 9
4

0 2 7 5 x
2
f'

Justifique que o gráfico da figura seguinte pode ser o gráfico de f .


y

7 U3p36h1
2 2 5
0 x

Na sua justificação, deve referir-se à variação de sinal das funções fl e f m ,


relacionando-a com características da função f (monotonia, extremos
relativos, sentido das concavidades do seu gráfico e pontos de inflexão).

-3 2 U3p36h4
5 +3
fl(x) - 0 + 0 -
f 4 Mín. 3 Máx. 3
fl é negativa em ]-3, 2[ e em ]5, +3[ , pelo que, nesses intervalos,
f é decrescente.
fl é positiva em ]2, 5[ , pelo que, nesse intervalo, f é crescente.
Da tabela, vê-se que f atinge um mínimo relativo em x = 2
e um máximo relativo em x = 5 .

fl é crescente em E-3 , ; ( fm será positiva nesse intervalo), pelo que


7
2
o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima.

fl é decrescente em E , +3; ( fm será sempre negativa nesse intervalo),


7
2
pelo que f tem a concavidade voltada para baixo.
234
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
12  
No referencial da figura ao lado, y
está representada graficamente a derivada
de segunda ordem de uma função f f''
de domínio IR .
Sabe-se que:
• f m(x) = 0 + x ! {0, 3}
• f l(x) = 0 + x ! {-1, 2, 4} 0 3 x
Estude f quanto à existência de extremos
relativos.

Através da representarão gráfica de fm , podemos concluir que fm(-1) > 0;


fm(2) > 0 e fm(4) < 0 .
fl(-1) = 0 e fm(1) > 0 , logo, f admite um mínimo relativo em x = -1 .
fl(2) = 0 e fm(2) > 0 , logo, f admite um mínimo relativo em x = 2 .
U3p37h1
fl(4) = 0 e fm(4) < 0 , logo, f admite um máximo relativo em x = 4 .

13  
Determine os extremos relativos das seguintes funções utilizando o teste
da segunda derivada:
a) f(x) = 9x4 -2x3 - 6x2
x3 5x 2
b) g(x) = - + 6x
3 2

a) f tem derivada de primeira ordem fl(x) = 36x3 - 6x2 - 12x e derivada


de segunda ordem fm(x) = 108x2 - 12x - 12 .
Calculando os zeros de fl , tem-se:
fl(x) = 0 + 36x3 - 6x2 - 12x = 0 + x(36x2 - 6x - 12) = 0 +
1 ! 1 + 48
+ x = 0 0 6x2 - x - 2 = 0 + x = 0 0 x = +
12
1 2
+x=00x=- 0x=
2 3

Assim, porque fm(0) = -12 < 0 , fmc- m = 21 > 0 e fmd n = 28 > 0 ,


1 2
2 3
podemos concluir que a função f admite um máximo relativo em x = 0
1 2
e um mínimo relativo em x = - e em x = .
2 3

235
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

b) g tem derivada de primeira ordem gl(x) = x2 - 5x + 6 e derivada


de segunda ordem gm(x) = 2x - 5 .
Calculando os zeros de gl , tem-se:
5 ! 25 - 4 #1# 6
gl(x) = 0 + x2 - 5x + 6 = 0 + x = +
2
+x=20x=3
Assim, porque gm(2) = -1 < 0 , gm(3) = 1 > 0 , podemos concluir que
a função g admite um máximo relativo em x = 2 e um mínimo relativo
em x = 3 .

14  
Seja f uma função de domínio IR em que y
a primeira e a segunda derivadas estão f'' f'
representadas graficamente na figura seguinte.
Sabe-se que os zeros de fl são -2 3 , 0
e 2 3 e os zeros de f m são -2 e 2 . 0 x
Esboce uma possível representação gráfica
de f .

-3 -2 2 +3
fm(x) + 0 - 0 +
f , P.I. + P.I. ,
25U3p38h1

-3 -2 3 0 2 3 +3 20

fl(x) - 0 + 0 0 + 15
f 4 Mín. 3 Máx. Mín. 3 10

-10 -5 0 5 10
-5

-10

-15

-20

-25 x4
f(x)= — -6x 2+10
4

236
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
15  
Seja f uma função ímpar e contínua de domínio IR .
O quadro seguinte sintetiza o estudo do sinal de fl e de fm no intervalo [0, +3[ .

x 0 2 4 +3
fl(x) + + 0 - - -
f m(x) 0 - - - 0 +

Sabe-se ainda que:


lim f(x) = 0
x "+3
15.1 Indique os intervalos de monotonia de f .
15.2 Esboce uma possível representação gráfica de f .

15.1 Em [0, +3[ , f é crescente em [0, 2] e f é decrescente em [2, +3[ .


Como f é ímpar, podemos concluir que f é crescente em [-2, 2]
e f é decrescente em [2, +3[ e em ]-3, -2] .
15.2 f tem a concavidade voltada para cima em [4, +3[ e em [-4, 0]
e para baixo em [0, 4] e em ]-3, -4] .

-4 -2 2 4

16  
Recorrendo a processos analíticos e utilizando a calculadora para eventuais
cálculos numéricos, efetue o estudo completo de cada uma das seguintes
u7p235h1sol
funções e esboce o seu gráfico.
x
a) f(x) = 2 b) g(x) = 3x5 - 25x3 c) h(x) = x 2 - 1
x -4
x
a) f(x) = 2
x -4
Domínio:
Df = IR\{-2, 2}

237
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

Zeros:
f(x) = 0 + x = 0 / x2 - 4 ! 0 + x = 0 / x ! -2 / x ! 2
Logo, x = 0 é o único zero.
Paridade:
x x
6 x ! IR, f(-x) = - =- 2 = -f(x)
(-x)2 - 4 x -4
A função f é ímpar.
Assíntotas:
•  Assíntotas verticais:
f é uma função racional, contínua no seu domínio IR\{-2, 2} .
Apenas as retas da equação x = -2 e x = 2 poderão ser assíntotas
verticais do gráfico de f .
x -2
lim  f(x) = lim   = + = -32
x "-2- x -4
x "-2- 0
x -2
lim  f(x) = lim   2 = - = +3
x "-2 +
x "-2 x - 4 +
0
Logo, x = -2 é assíntota vertical do gráfico de f .
x 2
lim  f(x) = lim   = - - = -3
x"2 -
x "-2 x - 4
- 2 0
x 2
lim  f(x) = lim   2 = - + = +3
x"2 +
x "-2 x - 4
+
0
Logo, x = 2 é assíntota vertical ao gráfico de f .
•  Assíntotas não verticais:
f (x)
m = lim   x = lim d 2 n=0
1
x "+3 x "+3 x - 4

b = lim  f(x) = lim c m = lim c m = 0


x 1
x "+3 x -4
x "+3 x2" +3 x
x = 0 é assíntota horizontal ao gráfico de f , quando x " +3
f (x)
m = lim   x = lim d 2 n=0
1
x "-3 x "-3 x - 4

b = lim  f(x) = lim c m = lim c m = 0


x 1
x "-3 x "-3 x - 4 x "-3 x
2

x = 0 é assíntota horizontal ao gráfico de f , quando x " -3 .


Monotonia e extremos:
x 2 - 4 - x (2x) x 2 - 4 - 2x 2 -x2 - 4
fl(x) = 2 2
= 2 2
= 2
(x - 4) (x - 4) (x - 4)2
f l(x) = 0 + -x2 - 4 = 0 / x2 - 4 ! 0 + x2 = -4 / x2 ! -2 / x2 ! 2

equação impossível em IR .

238
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
fl(x) não tem zeros. f não tem extremos.
Como -x2 - 4 = -(x2 + 4) < 0 6 x ! IR e (x2 - 4)2 > 0 6 x ! IR ,
podemos concluir que f é decrescente em ]-3, -2[ , em ]-2, 2[
e em ]2, +3[ .
Concavidades e pontos de inflexão:
(-2x) (x 2 - 4)2 - (-x 2 - 4) # 2 (x 2 - 4) # 2x
fm(x) = =
(x 2 - 4)4
(-2x) (x 2 - 4) - (-x 2 - 4) # 4x
= =
(x 2 - 4)3
- 2x 3 + 8x - (-4x 3 - 16x)
= =
(x 2 - 4)3
- 2x 3 + 8x + 4x 3 + 16x 2x 3 + 24x
= 2 3
=
(x - 4) (x 2 - 4)3
Para IR\{-2, 2} :
fm(x) = 0 + 2x3 + 24x = 0 + 2x(x2 + 12) = 0 + x = 0

-3 -2 0 2 +3
f m(x) - n.d. + 0 - n.d. +
f + n.d. , P.I. + n.d. ,
Assim, o gráfico de f tem concavidade voltada para baixo em ]-3, -2[
e em [0, 2[ e a concavidade voltada para cima em ]-2, 0] e em ]2, +3[ .
O gráfico de f tem um ponto de inflexão de abcissa x = 0 .
Esboço do gráfico de f :
8

0
-8 -4 0 4 8
-4
f
-8

b) g(x) = 3x5 - 25x3


Domínio:
A função g é polinomial, logo, é contínua de domínio IR .
Zeros:
g(x) = 0 + 3x5 - 25x3 = 0 + x3(3x2 - 25) = 0 +
25 u7p237h1sol 5 3
+ x = 0 0 x2 = +x= 00x=!
3 3
239
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

Paridade:
6 x ! IR g(-x) = 3(-x)5 - 25(-x)3 + g(-x) = -3x5 + 25x3 = -g(x)
A função g é ímpar.
Assíntotas:
A função g é contínua por ser polinomial e tem domínio IR .
Então, o seu gráfico não tem assíntotas verticais.
g (x)
lim   x = lim (3x4 - 25x2) = +3 , logo, o gráfico de g não tem
x "!3 x "!3

assíntotas não verticais.


Monotonia e extremos:
gl(x) = 15x4 - 75x2
gl(x) = 0 + 15x4 - 75x2 = 0 + 15x2(x2 - 5) = 0 +
+x=00x=- 5 0x= 5

-3 - 5 0 5 +3
gl(x) + 0 - 0 - 0 +
g 3 Máx. 4 0 4 Mín. 3
Portanto, g é decrescente em 7- 5 , 5 A . É crescente em A-3 , - 5 A
e em 7 5 , +37 . g tem um mínimo relativo g_ 5 i = -50 5
e um máximo relativo g_- 5 i = 50 5 .
Concavidades e pontos de inflexão:
gm(x) = (15x4 - 75x2)l = 60x3 - 150x
gm(x) = 0 + 60x3 - 150x = 0 + x(60x2 - 150) = 0 +
+ x = 0 0 (60x2 - 150) = 0 + x = 0 0 60x2 = 150 +
5 5
+ x = 0 0 x2 = +x=00x=!
2 2

5 5
-3 - 0 +3
2 2
gm(x) - 0 + 0 - 0 +
g + P.I. , 0 + P.I. ,

Esboço do gráfico:
80

40
0
-6 -4 -2 0 2 4 6
-40

-80
g
240
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
c) h(x) = x2 -1
Domínio:
Dh = ]-3, -1] , [1, +3[
Zeros:
h(x) = 0 + x 2 - 1 = 0 + x2 - 1 = 0 + (x - 1)(x + 1) = 0 +
+ x = 1 0 x = -1
Paridade:
6 x ! IR, h(-x) = (-x)2 - 1 = x 2 - 1 = h(x)
A função h é par.
Assíntotas:
A função h é contínua em todo o seu domínio, pelo que não tem assíntotas
verticais.
Quando x " +3 :
h (x) x2 - 1
m = lim   x = lim   x =1
x "+3 x "+3

b = lim ^h(x) - xh = lim _ x 2 - 1 - x i =


x "+3 x "+3
2 2
= lim f p = lim e o= 0
x -1- x 1
2 2
x "+3 x -1 + x x "+3 x -1 + x
Logo, y = x é assíntota ao gráfico de h , quando x " +3 .
Logo, y = -x é assíntota ao gráfico de h , quando x " -3 .
Quando x " -3 :
h (x) x2 - 1
m = lim   x = lim   x = -1
x "-3 x "-3

b = lim ^h(x) + xh = lim _ x 2 - 1 + x i =


x "-3 x "-3
2 2
= lim f p = lim e o=0
x -1- x -1
2 2
x "-3 x -1 - x x "-3 x -1 - x
Monotonia e extremos:
hl(x) = _ x 2 - 1il =
1
1 2 - x
(x - 1) 2 × 2x =
2 2
x -1
hl(x) = 0 + x = 0 / x ! 1 / x ! -1

-3 -1 1 +3
hl(x) - 0 0 +
h 4 Mín. Máx. 3
h é decrescente em ]-3, -1[ .
h é crescente em [1, +3[ .
h tem um mínimo absoluto h(-1) = h(1) = 0 .

241
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

Concavidades e pontos de inflexão:


x2
x 2 -1 - f p
x 2 -1- x 2
x 2 -1 x 2 -1 1
hm(x) = = =-
x 2 -1 x 2 -1 (x - 1)3
2

hm(x) não tem zeros.


1
(x 2 - 1)3 > 0 , pelo que - <0.
(x - 1)3
2

Assim, h tem a concavidade voltada para baixo em ]-3, -1] e em [1, +3[ .
Esboço do gráfico:
y

-1 O 1 x

17  
Considere a função real de variável real definida por
U3p191h3s 2x 2
f(x) =
9 - x2
Nas questões seguintes, utilize apenas processos analíticos.
17.1 Estude f quanto à existência de assíntotas do seu gráfico.
17.2 Prove que:
36x
fl(x) =
(9 - x 2)2
17.3 Estude f quanto à monotonia e existência de extremos relativos.
17.4 Indique o contradomínio de f .

Assíntotas verticais:
17.1 
2x 2 18
lim  f(x) = lim   = - = -3
x "-3- x "-3- 9-x 2 0
2x 2 18
lim  f(x) = lim   2
= + = +3
x "-3 x "-3 9 - x
+
0
+

x = -3 é uma assíntota vertical ao gráfico de f .


2x 2 18
lim  f(x) = lim   2
= + = +3
x " 3- x " 3- 9-x 0
2x 2 18
lim  f(x) = lim   = - = -3
x " 3+ x " 3+ 9-x 2 0

242
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
x = 3 é uma assíntota vertical ao gráfico de f .
Uma vez que f é contínua em IR\{-3, 3} , não admite outras assíntotas
verticais.
Assíntotas não verticais:
f (x) 2 2
m = lim   x = lim   = -3 = 0
x "!3 x "!3 9 - x 2

b = lim ^f(x) - 0xh = lim   = lim  e o = -2


2x 2 2x 2
2 x "!3 - x 2
x "!3 x "!3 9-x
y = -2 é uma assíntota horizontal ao gráfico de f , quando x " +3

e quando x " -3 .
(2x 2)l# (9 - x 2) - (2x 2) # (9 - x 2)l
17.2 
f l(x) = =
(9 - x 2)2
36x - 4x 3 + 4x 3 36x
= 2 2
=
(9 - x ) (9 - x 2)2
c.q.d.
17.3 Para x ! IR\{-3, 3}
36x
fl(x) = 0 + =0+x=0
(9 - x 2)2

-3 -3 0 3 +3
f l(x) - n.d. - 0 + n.d. +
f 4 n.d. 4 Mín. 3 n.d. 3
f(0) = 0
f é decrescente em ]-3, -3[ e em ]-3, 0] .
f é crescente em [0, 3[ e em ]3, +3[ .
f atinge um mínimo relativo de coordenadas (0, 0) .
17.4 Com os dados das alíneas anteriores, é possível construir um esboço
do gráfico da função e concluir que Dlf = ]-3, -2[ , [0, +3[ .

12
8
4
0
-30 -24 -18 -12 -6 0 6 12 18 24 30
f -4
-8
-12

243
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

Tarefa 3   
Numas águas-furtadas, pretende-se abrir uma
janela retangular de área máxima.
A janela deve ser aberta numa fachada em forma
de triângulo isósceles e dois dos respetivos lados
devem ser paralelos à base do triângulo, como
se ilustra na figura seguinte.
A

B H C

Representando esta fachada por [ABC] , AB = AC , determine as dimensões


da janela em função da base a = BC e da altura b = AH do triângulo
(onde H é o ponto médio do segmento de reta [BC] ) .
U3p43h2 Caderno de Apoio do 12.º ano

Seja h a altura da janela e x a base da janela. Tem-se que:


b h b
a = a - x + h = a (a - x)
A área da janela é dada, em função de x , por:
b
A(x) = bx - a x2, x ! ]0, a[

2b
Al(x) = b - a x
a
Al(x) = 0 + x =
2
2b
Am(x) = - a

Logo: Amc m= -
a 2b
2 a <0
a b
A área da janela é máxima quando tem as dimensões de base e de altura.
2 2

244
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Tarefa 4   
Na figura seguinte, está representada, em referencial cartesiano,
parte do gráfico de uma função f , contínua e crescente, de domínio IR+ .
y

O 1 x

Considere uma função g de domínio IR+ , tal que:


• gm(x) = f(x) (x2 - 5x + 6)
• g(2) × g(3) < 0
4.1 
Justifique que g tem pelo menos um zero no intervalo ]2, 3[ .
U3p43h4
4.2 Estude g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico
e à existência de pontos de inflexão.

g é contínua em IR+ , pois g é duas vezes diferenciável e, sendo assim,


4.1 
é contínua em [2, 3] .
g(2) × g(3) < 0
Logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, tem-se que g
tem, pelo menos, um zero no intervalo ]2, 3[ .
4.2 gm(x) = 0 + x = 1 0 x = 2 0 x = 3
gm(x) < 0 + x ! ]0, 1[ , ]2, 3[
gm(x) > 0 + x ! ]1, 2[ , ]3, +3[
O gráfico de g tem a concavidade voltada para baixo nos intervalos
]0, 1] e [2, 3] , concavidade voltada para cima nos intervalos [1, 2]
e [3, +3[ e tem três pontos de inflexão de abcissas: 1 , 2 e 3 .

7.4 Interpretação cinemática da derivada de segunda ordem


de uma função posição
18  
Mostre que a função real de variável real definida analiticamente por
a
f(x) = x2 + x
tem um mínimo relativo para qualquer valor real de a .

245
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

a
fl(x) = 2x -
x2
a 2x 3 - a
fl(x) = 0 + 2x - 2 = 0 + = 0 + 2x3 - a = 0 / x ! 0 +
x x2
3
a
+x= /x!0
2
2a
f m(x) = 2 + 3
x
f md n=2+
3
a 2a 2a
=2+ a =2+4=6>0
2
d n
3
3
a
2 2
3
a
Logo, f admite um mínimo relativo em x = para qualquer valor real de a .
2

19  
Uma partícula desloca-se sobre uma reta numérica cuja unidade é o metro.
A abcissa (nessa reta) da respetiva posição nesse instante t , em segundos,
é dada por:
p(t) = 4t2 + 20t
19.1 Determine a velocidade média entre os instantes t = 0 e t = 2 .
19.2 Calcule a velocidade no instante t = 2 .
19.3 Supondo que a partícula esteve em movimento entre os instantes t = 0
e t = 8 , qual é a velocidade máxima atingida? Qual é a aceleração
da partícula nesse instante?
Caderno de Apoio do 12.º ano

p (2) - P (0) 4 # 4 + 20 # 2
19.1 
vm = + vm = + vm = 28 m/s
2-0 2
19.2 
pl(t) = 8t + 20
pl(2) = 8 × 2 + 20 = 36 m/s
19.3 A função pl(t) é crescente, pelo que a velocidade máxima será atingida
no instante t = 8 .
pl(8) = 8 × 8 + 20 + pl(8) = 84 m/s
pm(t) = 8
pm(8) = 8 m/s2

20  
Um projétil foi lançado verticalmente
a partir de um avião e a sua altura a (em
metros) em função do tempo (em segundos)
decorrido após o lançamento é dada por
a(t) = -5t2 + 100t + 1500
246
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Determine:
a) a altura máxima atingida pelo projétil.
b) a velocidade média do projétil nos primeiros 5 segundos.
c) a velocidade no instante em que atingiu o solo.

a) al(t) = -10t + 100


al(t) = 0 + -10t + 100 = 0 + t = 10
0 10 +3
al(t) + + 0 -
a 3 3 Máx. 4
a(10) = 2000
O projétil atinge a altura máxima de 2000 m aos 10 segundos.
a (5) - a (0) 1875 - 1500
b) vm = = = 75 m/s
5-0 5
c) a(t) = 0 + -5t2 + 100t + 1500 = 0 +
- 100 ! 100 2 - 4 # (-5) #1500
+t= +
2 # (-5)
+ t = -10 0 t = 30
O projétil atinge o solo aos 30 segundos.
al(30) = -10 × 30 + 100 + al(30) = -200 m/s

21  
A velocidade v de um carrinho
telecomandado, em metros por segundo,
é dada, em função do tempo t , em
segundos, por:
v(t) = 2t(3t - t2), t ! [0, 3]
Sabe-se que:
• o carrinho se move em linha reta;
• a posição do carrinho no instante t = 0 é a origem dos espaços.
Determine:
a) uma expressão para a aceleração do carrinho durante o seu percurso.
b) a velocidade do carrinho quando a aceleração se anula e justifique
que esta é a velocidade máxima atingida por este neste percurso.
c) uma expressão para a função posição do carrinho.

247
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

v(t) = 2t(3t - t2), t ! [0, 3]


v(t) = 6t2 - 2t3
a) vl(t) = 2(3t - t2) + 2t(3 - 2t) + vl(t) = 6t - 2t2 + 6t - 4t2 +
+ vl(t) = 12t - 6t2
b) vl(t) = 0 + 12t - 6t2 = 0 + t(12 - 6t) = 0 + t = 0 0 t = 2
A aceleração é nula nos instantes 0 e 2 .
Determinemos a velocidade do carrinho quando t = 2 :
v(2) = 2 × 2 × (3 × 2 - 22) = 8 m/s

0 2 3
vl(t) 0 + 0 - -18
v 0 3 8 4 0
v é crescente em [0, 2] e decrescente em [2, 3] , atingindo um máximo
quando t = 2 , pelo que a velocidade máxima é 8 m/s .
t4
c) e(t) = 2t3 - +c
2
e(0) = 0 + c = 0
t4
e(t) = 2t3 -
2

22  
Dois pontos M1 e M2 movem-se numa reta numérica cuja unidade
de medida é o metro, sendo a função posição de cada um descrita em função
do tempo t , em segundos, por:
x1(t) = t3 - 4t2 + 5t x2 (t) = 3t3 - 10t2 + 8
respetivamente.
22.1 Determine a aceleração do ponto M1 , em km/h2 , aos 60 s .
22.2 Determine o(s) instante(s) em que os dois pontos têm a mesma aceleração
e determine, nesse(s) instante(s), a velocidade de cada um e a distância
entre os dois.
22.3 Além do instante inicial, existe um outro instante em que os dois objetos
têm a mesma velocidade. Determine-o.

xl1(t) = 3t2 - 8t
22.1 
xm1(t) = 6t - 8
xm1(60) = 6 × 60 - 8 = 352 m/s2
0,352 × 3600 × 3600 = 4 561 920 km/h2
22.2 xl2(t) = 9t2 - 20t
xm2(t) = 18t - 20

248
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
xm1(t) = xm2(t) + 6t - 8 = 18t - 20 + 12 = 12t + t = 1
xl1(1) = 3 × 12 - 8 × 1 + xl1(1) = -5 m/s
xl2(1) = 9 × 12 - 20 × 1 + xl2 = -11 m/s
x1(1) = 13 - 4 × 12 + 5 × 1 + x1(1) = 2 m
x2(1) = 3 × 13 - 10 × 12 + 8 + x2(1) = 1 m
Os dois móveis têm a mesma aceleração no instante t = 1 .
Nesse instante, M1 tem uma velocidade de -5 m/s e M2 de -11 m/s
e encontram-se a uma distância de um metro.
22.3 xl1(t) = xl2(t) + 3t2 - 8t = 9t2 - 20t + -6t2 + 12t = 0 +
+ -6t(t - 2) = 0 + t = 0 0 t = 2

AVALIAR CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1   
Seja f uma função real de variável real, tal que f m(1) = -4 então, o valor de:
f l(x) - f l(1)
lim
x "1 2 - 2x
é:
(A) -2 (B) -1 (C) 1 (D) 2

f l(x) - f l(1)
f m(1) = -4 + lim = -4
x "1 x -1
f l(x) - f l(1) f l(x) - f l(1) -4
lim = lim = =2
x "1 2 - 2x x " 1 - 2 (1 - x) -2
Resposta: (D)

2   
Para um certo número real a , seja y
a função f , de domínio IR , definida por
f(x) = ax2 -x + 2 .
Na figura está representada, num referencial O x
o.n. xOy , parte do gráfico da função f m , f''
segunda derivada da função f .
Qual dos valores seguintes pode ser o valor de a ?
(A) 2 (B) 3 (C) 0 (D) -2

249
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

f(x) = ax2 - x + 2   fl(x) = 2ax - 1   f m(x) = 2a


Por observação do gráfico, 2a < 0 , pelo que a < 0 .
Resposta: (D)

y
  
3
Na figura, está parte da representação gráfica f
de uma função polinomial f .
O ponto de abcissa 2 é o único ponto
de inflexão do gráfico da função f .
O 2 x
Qual das expressões seguintes pode definir
f m , segunda derivada da função f ?
(A) (x - 2)2 (B) (x + 2)2 (C) 2 - x (D) 
x-2
Teste intermédio do 12.º ano, 2010
(A) 
-3 2 +3
f m(x) + 0 +
f , P.I. , U3p44h2
Não há mudança de sinal.
(B) (2 + 2)2 = 16 ! 0
(D) 
-3 2 +3
f m(x) - 0 +
f + P.I. ,
Aqui, o sentido das concavidades não está em conformidade com
o gráfico de f .
Resposta: (C)

4   
y
Na figura, está representada, num
referencial o.n. xOy , parte do gráfico
f
de uma função polinomial f de grau 3,
de domínio IR .
Sabe-se que:
• -2 , 2 e 5 são zeros de f ; 2
- O 2 5 x
• f m representa a derivada de segunda
ordem de f .
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
(A) 
f m(0) × f m(6) = 0 (C) 
f m(-3) × f m(0) < 0
(B) 
f m(-3) × f m(6) < 0 (D) 
f m(0) × f m(6) > 0
250
U3p44h3
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
f m(-3) < 0 , já que, pelo gráfico, podemos observar que, nesse ponto,
a concavidade está voltada para baixo.
f m(6) > 0 , já que, pelo gráfico, podemos observar que, nesse ponto,
a concavidade está voltada para cima.
Logo, f m(-3) × f m(6) < 0
Resposta: (B)

5   
De uma função g , de domínio IR , sabe-se que a sua segunda derivada
é dada por:
gm(x) = (4 - x2)(x2 + 4)(x - 4)2
Quantos pontos de inflexão tem o gráfico de g ?
(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4

gm(x) = (4 - x2)(x2 + 4) (x - 4)2


gm(x) = 0 + 4 - x2 = 0 0 x2 + 4 = 0 0 (x - 4)2 = 0 +
+ x = 2 0 x = -2 0 x = 4

-3 -2 2 4 +3
2
4-x - 0 + 0 - - -
x2 + 4 + + + + + + +
(x - 4)2 + + + + + 0 +
gm(x) - 0 + 0 - 0 -
gl + P.I. , P.I. + g(4) +
Resposta: (B)

6   
Relativamente a uma função h de domínio IR , sabe-se que hl(x) × hm(x) < 0 ,
para todo o x ! IR .
Então, uma representação gráfica de h pode ser:
(A) (B) (C) (D)
y y y y

O x

x
O x O x O

251
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

hl(x) × hm(x) < 0


Na opção B, a função é estritamente decrescente, pelo que hl(x) < 0
e a sua concavidade está voltada para cima, pelo que hm(x) > 0 .
Assim, hl(x) × hm(x) < 0 .
Resposta: (B)

7   
Uma certa função f , real de variável real de domínio IR , tem derivada de
segunda ordem definida analiticamente por f m(x) = 4 - 2x .
Qual dos gráficos seguintes pode representar a função f ?
(A) (B) (C) (D)
y y y y

O O
x x
O x
O x

f m(x) = 4 - 2x
f m(x) = 0 + 4 - 2x = 0 + x = 2

-3 2 +3
U3p45h5
f m(x) + U3p45h6
0 - U3p45h7 U3p45h8
f , P.I. +
f tem a concavidade voltada para baixo em [2, +3[ .
f tem a concavidade voltada para cima em ]-3, 2] .
f tem um ponto de inflexão de abcissa 2 .
Resposta: (A)

8   
Na figura, estão representadas partes dos gráficos de fl e de f m , primeira
e segunda derivadas de uma função f de domínio IR .
y

f ''
f'

0 2 4 x

252
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Qual das seguintes afirmações é necessariamente falsa?
(A) O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em ]-3, 2] .
(B) 
f é decrescente em [4, +3[ .
(C) 
f(4) é mínimo relativo de f .
^2, f(2)h é um ponto de inflexão do gráfico de f .
(D) 

-3 2 +3   -3 0 4 +3
f m(x) + 0 - f m(x) - 0 + 0 -
f , P.I. + f 4 Mín. 3 Máx. 4
Resposta: (C)

9   
Um projétil foi lançado verticalmente do cimo de um prédio e a sua altura h ,
em metros, em função do tempo t decorrido após o lançamento, em segundos,
é dada por:
h(t) = -5t2 + 60t + 130
Qual é o valor do módulo da aceleração no instante em que o projétil atingiu
o solo?
(A) 2 m/s2 (C) 10 m/s2
(B) 5 m/s2 (D) 12 m/s2

hl(t) = -10t + 60
hm(t) = -10
Resposta: (C )

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

10   
Para cada uma das funções seguintes, determine uma expressão analítica
da derivada de segunda ordem e o(s) respetivo(s) zero(s), se existir(em):

d) f(x) = d n
2
x 3 - 3x 2 2- x
a) f(x) =
5 x+2

e) f(x) = d x - nd x - n
1 1
b) f(x) = (x - x2)(x2 - 3x + 2)
x -1 1- x
3x + 1 1
c) f(x) = f) 
f(x) = x+ x
2- x

253
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

x 3 - 3x 2
a) f(x) =
5
1 1 3x 2 - 6x
fl(x) = × (x3 - 3x2)l = × (3x2 - 6x) =
5 5 5
1 1 6 x - 6
f m(x) = × (3x2 - 6x)l = × (6x - 6) =
5 5 5
6x - 6
f m(x) =
5
f m(x) = 0 + 6x - 6 = 0 + x = 1
b) f(x) = (x - x2)(x2 - 3x + 2)
fl(x) = (1 - 2x)(x2 - 3x + 2) + (x - x2)(2x - 3) =
= -4x3 + 12x2 - 10x + 2
f m(x) = -2(x2 - 3x + 2) + (1 - 2x)(2x - 3) + (1 - 2x)(2x - 3) + 2(x - x2) +
f m(x) = -2x2 + 6x - 4 + 2x - 3 - 4x2 + 6x + 2x - 3 - 4x2 + 6x + 2x - 2x2 +

f m(x) = -12x2 + 24x - 10
f m(x) = 0 + 6x2 - 12x + 5 = 0 +
12 ! (-12)2 - 4 # 6 # 5
+x= +
2#6
6- 6 6+ 6
+x= 0x=
6 6
3x + 1
c) f(x) =
2- x
3 (2 - x) + (3x + 1) 7
fl(x) = 2
=
(2 - x) (2 - x)2
-14
f m(x) =
(2 - x)3
14
f m(x) = 0 + - = 0 equação impossível, em IR .
(2 - x)3
A derivada de segunda ordem não tem zeros.

d) f(x) = d n
2
2- x
x+2
2 - x _(x + 2) # (-1) - (2 - x)i
fl(x) = 2d n =
x+2 (x + 2)2

= 2d ne o= 8 ×
2- x -x - 2 - 2 + x x-2
x+2 (x + 2)2
(x + 2)3

254
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
8 _(x + 2) - (x - 2) # 3# (x + 2) i
3 2
8 _ x + 2 - 3 (x - 2)i
f m(x) = 6
= =
(x + 2) (x + 2)4
x + 2 - 3x + 6 8 (-2x + 8) - 16x + 64
= 4
= 4
=
(x + 2) (x + 2) (x + 2)4
- 16x + 64
f m(x) =
(x + 2)4
f m(x) = 0 + -16x + 64 = 0 + x = 4

e) f(x) = d x - nd x - n = x2 -
1 1 1
x -1 1- x (x - 1)2
2
fl(x) = 2x +
(x - 1)3
2 # 3 (x - 1)2 6
f m(x) = 2 - 6
=2-
(x - 1) (x - 1)4
6
f m(x) = 2 -
(x - 1)4
2 (x - 1)4 - 6
f m(x) = 0 + = 0 + (x - 1)4 = 3 / x ! 1 +
(x - 1)4
4 4
+x= 3 +10x=- 3 +1/x!1
1
f) f(x) = x +
x
1 2
fl(x) = - 3
2 x x
1 2
f m(x) = - +
4 x3 x3
/ x ! 0 + _8 x 3 i = x3 / x ! 0 +
2 1
f m(x) = 0 + 3 =
x 4 x3

+ _8 x 3 i 3 = _ x 3i 3 / x ! 0 + 8 3 x = x2 / x ! 0 +
2 2 2

+ 4x = x2 / x ! 0 + x(x - 4) = 0 / x ! 0 +
+ (x = 0 0 x = 4) / x ! 0 + x = 4

11   
(x - 2)3
Considere a função de domínio IR\{0} definida por f(x) = .
x2
11.1 Estude f quanto à existência de assíntotas.
11.2 Determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto
de abcissa 1 .
11.3 Justifique que f tem um único extremo relativo e determine-o.
11.4 Estude a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico
e quanto à existência de pontos de inflexão.
255
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

Assíntotas verticais:
11.1 
(x - 2)3 -8
lim   2
= + = -3
x"0 -
x 0
(x - 2)3 -8
lim   = + = +3
x"0 +
x2 0
A reta de equação x = 0 é assíntota vertical ao gráfico de f .
Como f é uma função racional, contínua em IR\{0} , não admite outras
assíntotas verticais.
Assíntotas não verticais:
Para x " +3 :
f (x) (x 2 - 2)3 x 3 - 6x 2 + 12x - 8
m = lim   x = lim   = lim   =
x "+3 x "+3 x3 x "+3 x3
= lim  e 3 o = 1
x3
x "+3 x

b = lim  ^f(x) - xh = lim  e o


(x - 2)3 (x - 2)3 - x 3
- x = lim   =
x "+3 x "+3 x2 x "+3 x2
2 (3x 2 - 6x + 4)
= lim  e- 2 o = -6
6x 2
= lim -   2
x "+3 x x "+3 x
Logo, y = x - 6 é assíntota oblíqua ao gráfico de f , quando x " +3 .
Para x " -3
f (x) (x 2 - 2)3 x 3 - 6x 2 + 12x - 8
m = lim   x = lim   = lim   =
x "-3 x "-3 x3 x "-3 x3
= lim  e 3 o = 1
x3
x "-3 x

e o
(x - 2)3 (x - 2)3 - x 4
b = lim  ^f(x) - xh = lim   - x = lim   =
x "-3 x "-3 x3 x "-3 x3
2 (3x 2 - 6x + 4)
e o = -6
6x 2
= lim -   = lim   -
x "-3 x2 x "-3 x2
Logo, y = x - 6 é assíntota oblíqua ao gráfico de f , quando x " -3 .
3 (x - 2)2 # x 2 - 2x (x - 2)3 3x (x - 2)2 - 2 (x - 2)3
11.2 
f l(x) = = =
x4 x3
(x - 2)2 (3x - 2 (x - 2)) (x - 2)2 (x + 4)
= =
x3 x3
(1 - 2)2 # (1 + 4)
fl(1) = =5
13
y = 5x + b P(1, -1) pertence ao gráfico de f .
-1 = 5 × 1 + b + b = -6
y = 5x - 6

256
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
2 3
11.3 fl(x) = 0 + (x - 2) (x + 4) = 0 / x ! 0 +
+ x - 2 = 0 0 x + 4 = 0 / x ! 0 + x = 2 0 x = -4 / x ! 0

-3 -4 0 2 +3
f m(x) - 0 + n.d. + 0 +
f 4 Mín. 3 n.d. 3 0 3
f atinge o único extremo (mínimo relativo) no ponto de abcissa -4 .
27
O seu valor é - .
2
(x - 2)2 (x + 4)
11.4 
f l(x) =
x3
72 (x - 2) (x + 4) + (x - 2)2A x 3 - (x - 2)2 (x + 4) # 3x 2
fm(x) = +
x6
2x (x - 2) (x + 4) + x (x - 2)2 - 3 (x - 2)2 (x + 4)
f m(x) = +
x4
(x - 2) 72x (x + 4) + x (x - 2) - 3 (x - 2) (x + 4)A
fm(x) = +
x4
(x - 2) _2x 2 + 8x + x 2 - 2x - 3 (x 2 + 4x - 2x - 8)i
f m(x) = +
x4
(x - 2) (2x 2 + 8x + x 2 - 2x - 3x 2 - 12x + 6x + 24)
fm(x) = +
x4
24 (x - 2)
f m(x) =
x4
Para x ! 0 :
fm(x) = 0 + 24(x - 2) = 0 + x = 2

-3 0 2 +3
f m(x) - n.d. - 0 +
f + n.d. + P.I. ,
f(2) = 0
O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em [2, +3[ .
O gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo em ]-3, 0[
e em ]0, 2] .
f tem um ponto de inflexão de coordenadas (2, 0) .

257
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

12   
x
Considere a função f , de domínio IR+ , definida por f(x) = 3x2 - x .
12.1 Utilizando métodos exclusivamente analíticos, estude a função f :
a) quanto à existência de assíntotas paralelas aos eixos coordenados.
b) quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto
à existência de pontos de inflexão.
12.2 A condição f(x) G 5 - x tem por conjunto-solução um intervalo
do tipo ]a, b] .
Determine o valor de b - a arredondado às centésimas, recorrendo
à calculadora gráfica.
1
x -
f (x) = 3x2 -
12.1 
x + f(x) = 3x 2
- x 2

a) lim  f(x) = lim  d 3x 2 - n  (3x2) - lim   d x n =


x x
x " 0+ x " 0+ x = xlim
"0 +
x"0+

= 3 × 0 - lim  e o = 0 - (+3) = -3
1
xx " 0+

x = 0 é uma assíntota vertical ao gráfico de f .


f é contínua em IR+ , pelo que não admite outras assíntotas verticais.

lim  f(x) = f(x) = lim  d 3x 2 - n


x
x "+3 x "+3 x =

= lim (3x2) - lim  d x n = +3


x
x "+3 x "+3

f não admite assíntotas horizontais.


1 - 23
b) fl(x) = 6x + x
2
3 - 25 3
fm(x) = 6 - x + fm(x) = 6 -
4 4 x5
3 - 25 3
Em IR+ , fm(x) = 0 + 6 - x =0+ =6+
4 4 x5
1 1 1 1
+ 3 = 24 x 5 + = x 5 + = x5 + x = 5 +x= 5
8 64 64 2 2

1
0 5 +3
2 2
f m(x) n.d. - 0 +
f n.d. + P.I. ,

258
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
1
O gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo em H0, 5 H.
2 2
1
O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em > 5 ; +3> .
1 2 2
Tem um ponto de inflexão de abcissa 5
.
2 2
12.2 f (x) G 5 - x + x ! ]0; 1,25]
b - a = 1,25
6
4 A (1,25; 3,75)

2
0
-1,2-0,8-0,4 0 0,4 0,8 1,2 1,6 2,0 2,4 2,8 3,2 3,6
-2
-4
f(x)= 3x 2- —x
x
-6

13   
Seja f uma função, de domínio IR , em que se sabe que f(1) = 2 e cuja
x +1
derivada de f , fl , de domínio IR , é dada por fl(x) = .
x2 +1
13.1 Investigue se a função f tem máximo.
u7p257h1sol
13.2 Determine a equação reduzida da reta normal ao gráfico de f em x = 1 .
13.3 Estude a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico
e quanto à existência de pontos de inflexão.

13.1 fl(x) = 0 + x + 1 = 0 + x = -1
_ x 2 + 1 ! 0i

-3 -1 +3
f l(x) - 0 +
f 4 Mín. 3
A função f não tem máximo. f atinge um mínimo relativo em x = -1 .
1+1
13.2 
m = fl(x) = = 2 é o declive da reta tangente ao gráfico
2
da função em x = 1 .
1 1 2

ml= - m = - =- é o declive da reta normal ao gráfico
2 2
da função em x = 1 .

259
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações


P(1, 2)
2 2
y = mlx + b + 2 = -
 ×1+b+b=2+
2 2
2 2

y=- x+2+ é a equação reduzida da reta normal ao gráfico
2 2
de f em x = 1 .
1
x 2 + 1 - (x + 1) # (x 2 + 1)- 2 x
13.3 f m(x) = +
_ x 2 + 1i
2

x (x + 1)
x 2 +1 - f p
x 2 +1 x2 + 1 - x2 - x
+ fm(x) = 2
+ f m(x) = 3
+
x +1 (x 2 + 1) 2
1-x
+ f m(x) = 3
+
(x 2 + 1) 2
+ fm(x) = 0 + 1-x=0+x=1
(x2 + 1 ! 0)


-3 1 +3
f m(x) + 0 -
f , 2 +

O gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo em [1, +3[ .


O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em ]-3, 1] .
O gráfico de f tem ponto de inflexão de coordenadas (1, 2) .

14   
De uma função g de domínio IR , sabe-se que:
• gl e gm têm domínio IR ;
• g é positiva;
• gm é positiva.
Mostre que o gráfico da função h , de domínio IR , definida por
h(x) = [g(x)]2 , tem a concavidade voltada para cima.

Dgl = Dgm = IR
g(x) > 0 e gm(x) > 0, 6 x ! IR , por hipótese.
h(x) = [g(x)]2
hl(x) = 2g(x) gl(x)
hm(x) = 2[gl(x)]2 + 2g(x)gm(x)

260
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
2
Como 2[gl(x)] H 0 e 2g(x)gm(x) > 0 ,
logo, hm(x) = 2[gl(x)]2 + 2g(x)gm(x) > 0 .
Assim, podemos concluir que a função h definida por h(x) = [g(x)]2
tem a concavidade voltada para cima.

15   
Considere, para cada n ! IN\{1, 2} , a família de funções f , de domínio IR ,
definida por:

fn(x) = x n c1 - x m
1

Prove que, qualquer que seja o valor de n ! IN\{1, 2} , o gráfico da função


n+2
fn tem um ponto de inflexão de abcissa x = n .

fn(x) = xn c1 - x m = xn - xn - 1
1

fnl(x) = nxn - 1 - (n - 1)xn - 2


fnm(x) = n(n - 1)xn - 2 - (n - 1)(n - 2)xn - 3 +
+ fnm(x) = xn - 3^n(n - 1)x - (n - 1)(n - 2)h +
+ fnm(x) = 0 + xn - 3 = 0 0 ^n(n - 1)x - (n - 1)(n - 2)h = 0 +
+ xn - 3 = 0 0 x(n - 1)n = (n - 1)(n - 2) +
n-2
+x=00x=
n
c.q.d.


16  
Um ponto P move-se numa reta de tal forma que a sua abcissa x ,
em metros, é dada em cada instante t , em segundos, pela expressão:
t
(tH0)
x(t) =
t +1
Resolva as alíneas seguintes sem recorrer à calculadora, a não ser para efetuar
eventuais cálculos numéricos.
16.1 Determine:
a) a velocidade média do ponto nos primeiros quatro segundos.
b) a velocidade e a aceleração no instante t = 0,25 .
Apresente os valores arredondados às centésimas.
16.2 Nos primeiros dois segundos haverá algum instante em que a velocidade
seja nula? Justifique a sua resposta.

261
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

2
x (4) - x (0) -0
5 1
16.1 a) vm[0, 4] = = = = 0,10 m/s
4-0 4-0 10

e o# (t + 1) -
1 t+1 2t
t -
2 t 2 t 2 t
b) xl(t) = + xl(t) = +
(t + 1)2 (t + 1)2
-t + 1
+ xl(t) =
_2 t i (t + 1)2
- 0,25 + 1
xl(0,25) = = 0,48
_2 0,25 i (0,25 + 1)2

xm(t) = -_2 t i(t + 1)2 -

(-t + 1) >e o# (t + 1)2 + _2 t i# 2 (t + 1)H


2
2 t
- +
9_2 t i (t + 1)2C
2

3t 2 - 6t - 1
+ xm(t) = +
4 t 3 (t + 1)3
+ xm(0,25) = -2,368
16.2 xl(t) = 0 + -t + 1 = 0 / t ! 0 / t ! -1 + t = 1
A velocidade anula-se no instante t = 1 .

17   
Na figura, estão representados parte y
do gráfico da função f de domínio
8 A B f
]-3, 4[ , definida por f(x) = ,
4- x
e um triângulo [ABC] retângulo em B .
Sabe-se que:
• as retas AB e BC são paralelas aos C
eixos coordenados; 0 a x
• o ponto A tem coordenadas (0, 4) ;
• o ponto C é o ponto do gráfico de f de abcissa a (a ! ]0, 2[) ;
Determine, analiticamente, o valor de a de forma que a área do triângulo
[ABC] seja máxima.

C^a; f(a)h a ! ]0, 2[


U3p47h1
AB = a, BC = 4 - f(a)

262
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
8a
AB # BC a #^ 4 - f (a)h 4a -
4-a
A[ABC] = + A[ABC] = + A[ABC] = +
2 2 2
4a 2a (4 - a) - 4a
+ A[ABC] = 2a - + A[ABC] = +
4-a 4-a
4a - 2a 2
+ A[ABC] =
(4 - a)
(4 - 4a) # (4 - a) + (4a - 2a 2)
Al(a) = +
(4 - a)2
2a 2 - 16a + 16
Al(a) =
(4 - a)2
Al(a) = 0 + 2a2 - 16a + 16 = 0 + a2 - 8a + 8 = 0 +
8! 64 - 4 # 1 # 8
+a= + a ! 4, a ! ]0, 2[
2#1
8! 32 8!4 2
a= +a= +a=4!2 2 +
2 2
+a=4-2 2 0a=4+2 2

0 4-2 2 2
Al(a) n.d. + 0 - n.d.
A n.d. 3 Máx. 4 n.d.
A área do triângulo é máxima para a = 4 - 2 2 .

18   
Pretende-se construir um recipiente cónico de geratriz
3 dm e capacidade máxima.
Utilizando métodos exclusivamente analíticos,
3 dm
determine quais deverão ser as dimensões do recipiente
e a sua capacidade.

g = 3 dm
Seja r o raio da base do cone e h a sua altura.
r2 + h2 = 32 + h = 9 - r2
1 rr 2 9 - r 2
V(r) = × r × r2 × 9 - r 2 = , 0GrG3
3 3
1 1 1 1
× rr2 × (9 - r2) 2 × U3p47h2
-
Vl(r) = × 2rr 9 - r 2 - 2r +
3 3 2

263
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

2r r 9 - r 2 rr 3 rr (r 2 - 6)
Vl(r) = - + Vl(r) = -
3 3 9 - r2 9 - r2
rr (r 2 - 6)
Vl(r) = 0 + 2
= 0 + rr = 0 0 r2 - 6 = 0 +
9-r
+r=00r=! 6

0 6 3
Vl(r) n.d. + 0 - n.d.
V n.d. 3 Máx. 4 n.d.

9-_ 6 i =
2
Para r = 6 , h= 3
O recipiente tem capacidade máxima quando o raio da base é r = 6
e a sua altura é h = 3 .

19   
Para cada uma das funções seguintes:
x 2 - 2x x
f(x) = ; g(x) = x2 + x e h(x) =
x -1 x-2
e, sem recorrer à calculadora, determine o domínio, os pontos de interseção
do seu gráfico com os eixos coordenados; as equações das assíntotas;
os intervalos de monotonia e estude a existência de extremos relativos;
o sentido das concavidades, bem como possíveis pontos de inflexão
do gráfico da função.
Tendo por base os dados obtidos, elabore um esboço do gráfico de cada uma
das funções e indique o seu contradomínio.

x 2 - 2x
f(x) =
x-1
Domínio:
Df = IR\{1}
Pontos de interseção de f com os eixos coordenados:
• eixo Ox :
para x ! 1
x 2 - 2x
f(x) = 0 + = 0 + x(x - 2) = 0 + x = 0 0 x = 2
x-1
I1 (0, 0) I2 (2, 0)
• eixo Oy :
f(0) = 0 I(0, 0)

264
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Assíntotas:
• Assíntotas verticais:
x 2 - 2x 1
lim  f(x) = lim   = - - = +3
x "1 -
x "1 x-1 -
0
x 2 - 2x 1
lim  f(x) = lim   = - + = -3
x "1 +
x "1 x-1 +
0
Logo, a reta de equação x = 1 é assíntota vertical ao gráfico de f .
Como f é uma função racional, contínua em todo o seu domínio
não admite outras assíntotas verticais.
• Assíntotas não verticais:
Quando x " +3 :
f (x)
= lim e 2 o = 1
x 2 - 2x x 2 - 2x x2
m = lim   x = lim   = lim   2
x "+3 x "+3 x (x - 1) x "+3 x - 1 x "+3 x

b = lim ^f(x) - xh = lim d n=


2
x - 2x x (x - 1)
-
x "+3 x "+3 x-1 x-1

= lim b- x l = -1
x 2 - 2x - x 2 + x x
= lim  
x "+3 x-1 x "+3

Quando x " -3 :
f (x)
= lim e 2 o = 1
x 2 - 2x x 2 - 2x x2
m = lim   x = lim   = lim   2
x "-3 x "-3 x (x - 1) x "-3 x - 1 x "-3 x

b = lim ^f(x) - xh = lim d n=


2
x - 2x x (x - 1)
-
x "-3 x "-3 x-1 x-1

= lim b- x l = -1
x 2 - 2x - x 2 + x x
= lim  
x "-3 x-1 x "-3

Logo , y = x - 1 é assíntota oblíqua ao gráfico de f .


Intervalos de monotonia e extremos relativos:
(2x - 2) (x - 1) - x 2 + 2x x 2 - 2x + 2
fl(x) = =
(x - 1)2 (x - 1)2
Para x ! 1 :
fl(x) = 0 + x2 - 2x + 2 = 0 equação impossível.
fl(x) > 0 6x ! IR\{1} , pelo que f é crescente em ]-3, 1[ e em ]1, +3[ .
f não tem extremos relativos.
Sentido das concavidades e pontos de inflexão:
(2x - 2) (x - 1)2 - 2 (x 2 - 2x + 2) (x - 1) 2
f m(x) = =-
(x - 1)4 (x - 1)3
f m(x) ! 0 , pelo que f não tem pontos de inflexão.
2 2
Para x < 1 , - 3
> 0 e para x > 1 , - <0.
(x - 1) (x - 1)3
Assim, o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em ]-3, 1[
e voltada para baixo em ]1, +3[ .
265
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

Esboço do gráfico de f :

8
6
4
2
0
-16 -12 -8 -4-2 0 4 8 12 16 20 24
-4
-6
f(x)= x -2x
2

x-1 -8

g(x) = x2 + x
Domínio:
Dg = IR+0
Pontos de interseção de g com os eixos coordenados:
• eixo Ox :
g(x) = 0 + x2 +
u7p264h1sol
x =0+x=0 I1 (0, 0)
• eixo Oy :
g(0) = 0 , correspondendo ao ponto I1 (0, 0) .
Assíntotas:
• Assíntotas verticais:

g é contínua em todo o seu domínio, pelo que não admite assíntotas
verticais.
• Assíntotas não verticais:

= lim d x n = lim  x = +3
g (x) x2 + x x2
m = lim   x = lim   x
x "+3 x "+3 x "+3 x "+3

g não admite assíntotas não verticais.


Intervalos de monotonia e extremos relativos:
Em IR+ :
1
gl(x) = 2x +
2 x
1 4x x + 1
gl(0) = 0 + 2x + =0+ = 0 + 4x x + 1 = 0 +
2 x 2 x
+ 4x x = -1 equação impossível em IR+ . g não tem extremos relativos em IR+ .
No entanto, g(x) H g(0) = 0 , pelo que g atinge um mínimo absoluto em x = 0 .
1
gl(x) = 2x + > 0 em IR+ .
2 x
Podemos concluir que g é crescente em todo o seu domínio.
266
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Sentido das concavidades e pontos de inflexão:

× c- m x 2 = 2 -
1 1 -3 1
gm(x) = 2 +
2 2 4 x3
Para x ! 0 :
3 2

= 0 + 8x 2 = 1 + x 2 = + x = d n + x =
3 3
8x 2 - 1 1 1 3 1
gm(x) = 0 +
4 x3 8 8 4

gc m=
1 1 1 9
+ =
4 16 2 16

1
0
4
gm(x) n.d. - 0 +
g 0 + P.I. ,

O gráfico de g tem a concavidade voltada para cima em ; ; +3; e tem


1
4
a concavidade voltada para baixo em E0, E.
1
4
Tem um ponto de inflexão de coordenadas d , n.
1 9
4 16
Esboço do gráfico de g :

2,5

2,0 g(x)=x 2+ x
1,5

1,0

0,5
0
-0,5 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5

x
h(x) =
x-2
Domínio:
Dh = IR+0 \{2}

u7p265h1sol

267
Derivadas de funções reais de variável real e aplicações

Pontos de interseção de h com os eixos coordenados:


• eixo Ox :
para x ! IR+0 \{2}
x2
h(x) = 0 + =0+x=0 I1 (0, 0)
x-2
• eixo Oy :
h(0) = 0 , correspondendo ao ponto I1 (0, 0) .
Assíntotas:
• Assíntotas verticais:
x 2
lim   = - = -3
x " 2- x-2 0
x 2
lim   = + = +3
x-2
x " 2+ 0
A reta de equação x = 2 é a assíntota vertical ao gráfico de h .
• Assíntotas não verticais:
h (x) x
m = lim   x = lim   =
x "+3 x "+3 x (x - 2)

= lim  f p = lim  e o= 0
x 1
2
x "+3 x x "+3 x3
x
b = lim  h(x) = lim   =
x "+3 x "+3 x-2

= lim  d x n = lim  e o= 0
x 1
x "+3 x "+3 x
A reta de equação y = 0 é assíntota horizontal ao gráfico de h .
Intervalos de monotonia e extremos relativos:
(x - 2) x - 2 - 2x
- x
2 x 2 x
hl(x) = = =
(x - 2)2 (x - 2) 2
-x - 2 x+2
= 2
=-
2 x (x - 2) 2 x (x - 2)2
Para x ! IR+0 \{2} :
hl(x) = 0 + x + 2 = 0 + x = -2 , que é impossível, logo, h não tem
extremos relativos.
hl(x) < 0 , pelo que h é decrescente em [0, 2[ e em ]2, +3[ .

268
7
Domínio 3  Funções reais de variável real

UNIDADE
Sentido das concavidades:
3x 2 + 12x - 4
hm(x) = 3
4 (x - 2)3x 2
Para x ! IR+0 \{2} :
- 12 ! 144 - 4 # 3# (-4)
hm(x) = 0 + 3x2 + 12x - 4 = 0 + x = +
2 #3
- 12 ! 192 4 3
+x= + x = -2 !
6 3
4 3
Como x ! IR+0 \{2} , x = -2 + .
3

0 4 3 2 +3
-2 +
3
hm(x) n.d. + 0 - n.d. +
h 0 , P.I. + n.d. ,

O gráfico de h tem a concavidade voltada para cima em =0, - 2 + G


4 3
3
e em ]2, +3[ .

O gráfico de h tem a concavidade voltada para baixo em =- 2 + , 2= .


4 3
3
4 3
O gráfico de h tem um ponto de inflexão em x = -2 + .
3
Esboço do gráfico de h :

1
0
-2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
-1

-2
h(x)= x
-3 x-2

269
Avaliação global de conhecimentos

AVALIAÇÃO GLOBAL DE CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA

Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
Seja f uma função limitada de domínio IR , tal que 4 G f(x) G 5, 6x ! IR .
Qual das seguintes afirmações é necessariamente verdadeira?
3x + f (x)
(A) lim f(x) = 5 (C) lim =3
x "+3 x "+3 x+4
x f (x)
(B) lim f(x) = 4 (D) lim =0
x "-3 x "+3 x +1

Para x " +3
3x + 4 3x + f (x) 3x + 5
que 4 G f(x) G 5 + G G
x+4 x+4 x+4
3x + 4 3x
lim   = lim   x = 3
x "+3 x + 4 x "+3

3x + 5 3x
lim   = lim   x = 3
x "+3 x + 4 x "+3

3x + f (x)
Logo, pelo teorema das funções enquadradas, lim   =3.
x "+3 x+4
Resposta: (C)

2  
Seja g a função definida em IR por:
g(x) = x4 - 14x + 10
O teorema de Bolzano-Cauchy permite afirmar que a equação g(x) = -1
tem pelo menos uma solução no intervalo:
(A) ]-2, -1[ (B) ]-1, 0[ (C) ]0, 1[ (D) ]1, 2[

(A) 
g(-2) = 54 (C) 
g(0) = 10

g(-1) = 25
g(1) = -3
(B) 
g(-1) = 25 (D) 
g(1) = -3

g(0) = 10
g(2) = -2
g é uma função polinomial, contínua em IR e, em particular, no intervalo [0, 1] .
Na opção C, g(1) < -1 < g(0) . Portanto, pelo teorema de Bolzano-Cauchy,
a equação g(x) = -1 tem pelo menos uma solução em ]0, 1[ .
Resposta: (C)

270
Domínio 3  Funções reais de variável real

3  
Seja f uma função de domínio IR , contínua no intervalo [-1, 4] .
Sabe-se que: f(-1) = 3 e f(4) = 9 .
Indique qual das expressões seguintes pode definir uma função g , de domínio IR ,
para a qual o teorema de Bolzano-Cauchy garante a existência de pelo menos
um zero no intervalo ]-1, 4[ .
(A) 2x + f(x) (B) 2x - f(x) x2 + f(x)
(C)  x2 - f(x)
(D) 

(A) 
g(-1) = -2 + 3 = 1 (C) 
g(-1) = 1 + 3 = 4

g(4) = 8 + 9 = 17 g(4) = 16 + 9 = 25
(B) 
g(-1) = -2 - 3 = -5 g(-1) = (-1)2 - f (-1) = 1 - 3 = -2
(D) 
g(4) = 42 - f(4) = 16 - 9 = 7
g(4) = 8 - 9 = -1
g(-1) < 0 < g(4)
Na opção (D), g é contínua em IR e, em particular, no intervalo [-1, 4] .
g(-1) < 0 < g(4)
Portanto, a equação g(x) = 0 tem, pelo menos, uma solução no intervalo ]-1, 4[ .
Resposta: (D)

4 
De uma função f , contínua em IR , sabe-se que f(1) = 5 e f(5) = 1 .
Qual das seguintes afirmações é necessariamente verdadeira?
(A) 1 G f(x) G 5 A função f não tem zeros em [1, 5] .
(C) 
f(2) > f(4)
(B)  3 ! Dlf
(D) 

Como f é contínua em [1, 5] e f(5) G 3 G f(1) , então, pelo teorema


de Bolzano-Cauchy, 3 ! Dlf .
Resposta: (D)

5  
Seja f uma função de domínio [-3, 0] duas vezes diferenciável.
Sabe-se que:
• f l(x) = 0 + x = -3 0 x = -1
• f(-3) < 0 < f(-1)
• f(0) = 0
Qual das afirmações seguintes é falsa?
(A) 
Dlf = [f(-3), f(-1)] (C) 
f m(-1) > 0
(B) 
f é crescente em [-3, -1] . (D) 
f tem um zero em [-3, -1] .
3
x
A função f(x) = - - 2x2 - 3x verifica as hipóteses do enunciado, mas
3
f m(-1) = -2 < 0 .
Resposta: (C)
271
Avaliação global de conhecimentos

6  
Na figura, está representada parte y
do gráfico de uma função f ,
polinomial de grau quatro,
f
de domínio IR .
Sabe-se que f(1) , f(3) e f(4) são
extremos de f .
Qual das afirmações seguintes é
verdadeira?
(A) 
f l(x) × f m(x) > 0, 6x ! ]0, 1[
0 1 2 3 4 5 x
(B) 
f l(x) × f m(x) > 0, 6x ! ]3, 4[
(C) 
f l(x) × f m(x) > 0, 6x ! ]1, 3[
(D) 
f l(x) × f m(x) > 0, 6x ! ]4, 5[

U3p51h1
6 x ! ]4, 5[ , fl(x) < 0 e fm(x) < 0 , pelo que fl(x) × fm(x) > 0 .
Resposta: (D)

7   y
Na figura ao lado, está representada parte do f
gráfico de uma função f de domínio IR .
Sabendo que f é a função derivada de uma
função g , indique qual dos gráficos 0 3 x
seguintes pode representar a função g .
(A) (B) (C) (D)
y y y y

0 3 x
3
0 x 0 3 x 0 3 x
U3p51h2

-3 0 3 +3
fl(x) + 0 - 0 +
f 3 Máx. Mín.
U3p51h3 U3p51h4 4 U3p51h53 U3p51h6
Resposta: (A)

272
Domínio 3  Funções reais de variável real

8  
Seja g uma função de domínio IR duas vezes diferenciável no seu domínio.
Sabe-se que o gráfico da derivada de segunda ordem é uma reta de declive
negativo que interseta o eixo Oy no ponto de coordenadas (0, -2) .
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?
(A) O gráfico de g tem um ponto de inflexão de abcissa positiva.
(B) O gráfico de g tem um ponto de inflexão de abcissa negativa.
(C) O gráfico de g tem a concavidade voltada para baixo em IR+ .
(D) O gráfico de g tem a concavidade voltada para cima em IR- .

gm(x) = ax - 2 , a > 0
2
gm(x) = 0 + x = a

2
-3 +3
a
gm(x) - 0 +
g + P.I. ,
2
a > 0 , logo, a > 0 , pelo que o gráfico de g tem um ponto de inflexão
na abcissa positiva.
Resposta: (A)

9  
Na figura ao lado está representado o gráfico y
de uma função f de domínio ]-1, 2[ .
A função f é duas vezes diferenciável
f
em todos os pontos do seu domínio.
Seja x ! ]-1, 2[ . Qual das seguintes
afirmações é verdadeira?
f l(x) H 0 / f m(x) G 0
(A) 
f l(x) H 0 / f m(x) H 0
(B) 
f l(x) G 0 / f m(x) H 0
(C)  1
- 0 2 x
f l(x) G 0 / f m(x) G 0
(D) 

Por observação do gráfico, a função f é crescente e o seu gráfico tem


a concavidade voltada para cima, pelo que fl(x) H 0 / f m(x) H 0 .
Resposta: (B) U3p51h7

273
Avaliação global de conhecimentos

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

10  
Considere a função f real de variável real definida por:
sin (rx)
f(x) =
x2 + r
10.1 Mostre que a reta de equação y = 0 é assíntota ao gráfico de f .
r
10.2 Mostre, por processos analíticos, que a equação f(x) = é possível
12
em F , <.
1 5
2 2
10.3 Recorra à calculadora gráfica para determinar a solução, ou soluções,

no intervalo F , < .
r 1 5
arredondadas às centésimas, da equação f(x) =
12 2 2
Na sua resposta, apresente o(s) gráfico(s) visualizados, assim como as
coordenadas dos pontos relevantes.
sin (rx)
10.1 lim  f(x) = lim   = 0 , logo, y = 0 é assíntota horizontal
x "!3 x "!3 x2 + r
ao gráfico de f .
Nota:
1 sen (rx) 1
-1 G sen(rx) G 1 + - 2
G 2 G 2
x +r x +r x +r

lim d- n = lim d 2 n = 0 , logo, pelo teorema das


1 1
x "!3 x2 + r x "!3 x + r

sucessões enquadradas, lim e 2 o= 0 .


sen (rx)
x "!3 x + r

f é contínua em IR , pois é quociente de duas funções contínuas


10.2 
e x2 + r > 0 .

Em particular, é contínua em < , F.


1 5
2 2
sin c m
r
f c m =
1 2 1
= á 0,29
2 1 1
+r +r
4 4

sin d n
5r

f d n =
5 2 1
= á 0,11
2 25 25
+r +r
4 4
274
Domínio 3  Funções reais de variável real

f d n< <fc m
5 r 1
2 12 2
Logo, pelo teorema de Bolzano-Cauchy podemos concluir que a equação

tem pelo menos uma solução em F , < .


r 1 5
f(x) =
12 2 2
10.3
1,0

0,5 A (0,32; 0,26) B (0,62; 0,26)

0
10 0 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10
sin(r x)
-0,5 f(x)= 2
x +r

-1,0

+ x á 0,32 0 x á 0,62 / x ! F , < .


r 1 5
f(x) =
12 2 2

11  
Considere a função g , de domínio IR , definida analiticamente por:
u7p273h1sol
x -1

*
se x 2 1
x -1
g(x) = 5 - 3x se -4 G x G 1
6
se x 1-4
x+4
Na resolução das três primeiras questões seguintes recorra a processos
exclusivamente analíticos.
11.1 Estude a continuidade de g .
11.2 Estude a função g quanto à existência de assíntotas do seu gráfico.
11.3 Mostre que existe pelo menos uma solução da equação g(x) = x3
no intervalo ]1, 2[ .
11.4 Recorrendo à calculadora gráfica, resolva a condição g(x) = x3 / x > 1 .
Inclua na sua resposta o(s) gráfico(s) que obteve na sua calculadora
e apresente o resultado arredondado às décimas.

11.1 
g é contínua em ]1, +3[ por ser quociente de duas funções contínuas,
com x - 1 ! 0 para x > 1 .
g é contínua em ]-4, 1[ por ser quociente de duas funções polinomiais.
g é contínua em ]-3, -4[ por ser quociente de duas funções contínuas.

275
Avaliação global de conhecimentos

Estudemos a continuidade de g em x = 1 e em x = -4 ,
e x + 4 ! 0 para x < -4 .
lim  g(x) = lim (5 - 3x) = 5 - 3 × 1 = 2
x " 1- x " 1-

(x - 1) (x - 1) x -1
lim  g(x) = lim   = lim   × =
x "1 +
x "1 +
x -1 x "1 +
x -1 x -1
(x - 1) _ x - 1i
= lim   =2
x " 1+ x-1
lim  g(x) = lim  g(x) = g(1) = 2 , logo, a função g é contínua em x = 1 .
x " 1- x " 1+

lim  g(x) = lim (5 - 3x) = 5 - 3 × (-4) = 17


x "-4+ x "-4+

lim  g(x) = lim d n = - = -3


6 6
x "-4- x "-4- x+4 0
Logo, g não é contínua em x = -4 .
Assim, a função g é contínua em IR\{-4} .
11.2 Assíntotas verticais:
lim  g(x) = lim (5 - 3x) = 5 - 3 × (-4) = 17
x "-4+ x "-4+

lim  g(x) = lim d n = - = -3


6 6
x "-4- x "-4- x+4 0
A reta de equação x = -4 é uma assíntota vertical do gráfico de g .
Como g é contínua em IR\{-4} , não admite outras assíntotas verticais.
Assíntotas não verticais:
Quando x " -3
g (x) 6
m = lim   x = lim   =0
x "-3 x "-3 x (x + 4)

b = lim  g(x) = lim d n= 0


6
x "-3 x "-3 x+4
A reta de equação y = 0 é assíntota horizontal ao gráfico de g
quando x " -3 .
Quando x " +3
g (x)
= lim f 3 p = lim e o= 0
x -1 x 1
m = lim x = lim
x "+3 x "+3 x _ x - 1i x " +3 x " +3 x
x2

b = lim  g(x) = lim e o = lim ^ x + 1h = +3


x-1
x "+3 x "+3 x -1 x "+3

Não existem assíntotas não verticais quando x " +3 .

276
Domínio 3  Funções reais de variável real

x-1
*
- x3 se 1 < x G 2
11.3 Seja h a função definida por x -1
1 se x = 1

h é a diferença de duas funções contínuas em ]1, 2] , pelo que também
é contínua em ]1, 2] .

lim  h(x) = lim e - x 3 o = lim e o - lim  x3 =


x-1 x-1
x "1 +
x "1 x -1 +
x "1 x -1 x "1
+ +

= 2 - 1 = 1 = h(1)
Logo, h é contínua em x = 1 , pelo que é contínua em [1, 2] .
h(1) = 1 > 0
1
h(2) = -8<0
2 -1
h(1) × h(2) < 0 , logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy,
existe c ! ]1, 2] , tal que h(c) = 0 .
c-1
h(c) = 0 + - c3 = 0 , pelo que a equação g(x) = x3
c -1
tem pelo menos uma solução em ]1, 2[ .
11.4
6
5
4 g

3
2 A (1,29; 2,13)
1
0
-2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
3
g(x) = x / x > 1 + x á 1,3

12  
Seja f uma função de domínio IR+ duas vezes diferenciável.
Sabe-se que fl(1) = -2 e fl(3) = 4.
12.1 Mostre que existe a ! ]1, 3[: fl(a) = 0 .
u7p275h1sol
12.2 Sabendo que f m(a) > 0 , justifique que f(a) é mínimo relativo de f .

f l é diferenciável em IR+ , pelo que é contínua em IR+ e, em particular,


12.1 
é contínua em [1, 3] .
Como fl(1) < 0 < fl(3)
então, o teorema de Bolzano-Cauchy permite-nos concluir que a equação
fl(x) = 0 tem pelo menos uma solução em ]1, 3[ , ou seja,
7a ! ]1, 3[: fl(a) = 0 .  c.q.d.
277
Avaliação global de conhecimentos

12.2 Sabe-se que fl(a) = 0 e fm(a) > 0 , logo, pelo teste da 2.ª derivada
para extremos relativos, f admite um mínimo relativo em a .

13  
Seja f uma função contínua em [0, 2] , tal que:
• f(0) = f(2)
• f(1) ! f(0)
Prove que existe c ! ]0, 1[ em que f(c) = f(c + 1) .

Seja g(x) = f(x + 1) - f(x) , que é contínua em [0, 1] .


g(0) = f(1) - f(0)
g(1) = f(2) - f(1) = f(0) - f(1) = -g(0)
g(0) × g(1) = -[g(0)]2 < 0 , logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy,
g tem pelo menos um zero no intervalo ]0, 1[ , isto é,
7c ! ]0, 1[: f(c) = 0 + 7c ! ]0, 1[: f(c + 1) = f(c)
c.q.d.

14  
Considere as funções f e g definidas por:
x +1
f(x) = 1 + 2 sin x e g(x) =
2
14.1 Determine o contradomínio de f .
14.2 Justifique que, se o gráfico de g intersetar o gráfico de f , a abcissa
do ponto de interseção pertencerá ao intervalo [-3, 5] .
14.3 Considere a função h definida por h(x) = f(x) - g(x) .

Determine h(-3) , h(-2) , h(0) e h(3) e identifique três intervalos
disjuntos de números reais aos quais pertença pelo menos um zero
da função h .
14.4 Utilizando a calculadora gráfica, determine valores aproximados
às décimas para as soluções da equação f(x) = g(x) .
Caderno de Apoio do 12.º ano

-1 G sen(x) G 1 + -2 G 2sen(x) G 2 + -1 G 1 + 2sen(x) G 3


14.1 
Dlf = [-1, 3]
14.2 Consideremos a função h , definida por:
h(x) = f(x) - g(x) +
x+1
+ h(x) = 1 + 2sin(x) -
2
h é contínua em [-3, 5] , pois f e g também o são.

278
Domínio 3  Funções reais de variável real

h(-3) = 1 + 2sin(-3) + 1 = 2 + 2sin(-3) > 0


h(5) = 1 + 2sin(5) - 3 = -2 + 2sin(5) < 0
h(-3) × h(5) < 0
Logo, o corolário do teorema de Bolzano-Cauchy permite concluir
que a função h tem pelo menos um zero no intervalo ]-3, 5[ ,
pelo que 7c ! ]-3, 5[: h(c) = 0 + 7c ! ]-3, 5[: f(c) = g(c) .
Além disso, g é crescente e g(x) H g(5) = 3 para x H 5
e g(x) G g(-3) = -1 para x G -3 .

Como Dlf = [-1, 3] , isso mostra que os gráficos de f e de g
não se intersetam em ]-3, -1[ , ]3, +3[ .
c.q.d.
14.3 
h(x) = f(x) - g(x)
h(-3) = 2 + 2sin(-3) > 0
3
h(-2) = + 2sin(-2) < 0
2
1
h(0) = >0
2
h(3) = -1 + 2sin(3) < 0
Pelo corolário do Teorema de Bolzano-Cauchy, para que exista pelo
menos um zero no intervalo, sendo h contínua, basta que o produto
das imagens dos extremos do intervalo seja negativo. Isso verifica-se,
por exemplo, nos intervalos ]-3, -2[ ; ]-2, 0[ e ]0, 3[ .
14.4 
4 x+1
g(x)=
2
f(x)=1+ sin(x) 3

2
C (2,7; 1,85)

1
B (-0,34; 0,33)
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
A (-2,21; -0,61) -1

-2

f(x) = g(x) + x - -2,2 0 x - -0,3 0 x - 2,7

u7p277h1sol 279
Avaliação global de conhecimentos

15   y
Na figura ao lado, está representado
p
em referencial cartesiano o gráfico
da função posição de um ponto que
se desloca em linha reta, em função
do tempo, em segundos.
Sabe-se que:
• a função posição p admite
extremos relativos em 1 e em 3 ;
• o gráfico de p tem um ponto O 1 2 3 t(s)
de inflexão em 2 .
Esboce representações gráficas para a velocidade e para a aceleração do móvel
neste trajeto.
U3p53h1
Velocidade:

0
-2 -1 0 1 2 3 4 5 6

-2
p'

-4

Aceleração:

u7p278h1sol
2

0
-2 -1 0 1 2 3 4 5 6

-2

-4 p''

280
Domínio 3  Funções reais de variável real

16  
Seja g uma função de domínio IR , tal que:
• gl(x) = (x + 5)(x2 - 3)
• g(2) = 1
2- x
16.1 Determine lim   .
x " 2 g(x) - 1

16.2 Determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de g no ponto


de abcissa x = 2 .
16.3 Estude a função g quanto à monotonia e à existência de extremos
relativos.
16.4 Determine as abcissas dos pontos de inflexão do gráfico de g .

gl(2) = (2 + 5) × (22 - 3) = 7
16.1 
g (x) - g (2) g (x) - 1
gl(2) = lim   + 7 = lim   +
x"2 x-2 x"2 x-2
1 x-2 2-x 1
+ = lim   + lim   =-
7 x " 2 g (x) - 1 x " 2 g (x) - 1 7
16.2 
gl(2) = 7
g(2) = 1, P(2, 1) pertence ao gráfico de g .
Se y = mx + b for a equação reduzida da reta, vem
y = 7x + b , e 1 = 7 × 2 + b + b = 1 - 14 + b = -13

Assim, y = 7x - 13 é a equação reduzida da reta tangente ao gráfico
de g no ponto de abcissa x = 2 .
gl(x) = 0 + x + 5 = 0 0 x2 - 3 = 0 + x = -5 0 x2 - 3 = 0 +
16.3 
+ x = -5 0 x = ! 3

-3 -5 - 3 3 +3
(x + 5) - 0 + + + + +
x2 - 3 + + + 0 - 0 +
gl(x) - 0 + 0 - 0 +
g 4 Mín. 3 Máx. 4 Mín. 3

g é crescente em 7-5, - 3A e em 7 3, +37 .


g é decrescente em ]-3, -5] e em 7- 3, 37 .
g tem um mínimo relativo em quando x = -5 e x = 3.
g tem um máximo relativo no ponto de abcissa - 3 .
16.4 gm(x) = x2 - 3 + 2x(x + 5) + gm(x) = x2 - 3 + 2x2 + 10x +
+ gm(x) = 3x2 + 10x - 3

281
Avaliação global de conhecimentos

gm(x) = 0 + 3x2 + 10x - 3 = 0 +


- 10 ! 10 2 - 4 # 3# (-3) - 10 ! 136
+ x = +x= +
2 #3 6
- 10 ! 2 34 - 5 - 34 - 5 + 34
+ x = +x= 0x=
6 3 3

-3 - 5 - 34 - 5 + 34 +3
3 3
gm(x) + 0 - 0 +
gl , P.I. + P.I. ,
- 5 - 34
g tem dois pontos de inflexão de abcissa x = e
3
- 5 + 34
x = .
3

17  
Um ponto move-se ao longo de um eixo horizontal de modo que a sua posição
x relativa ao ponto de partida, é dada em função do tempo, t , pela expressão:
x(t) = t3 - 6t2 + 12t
17.1 Determine a velocidade média do ponto no intervalo [1, 2] .
17.2 Calcule a aceleração do ponto no instante t = 5 .

x(t) = t3 - 6t2 + 12t


x (2) - x (1) 8-7
17.1 
vm[1, 2] = + vm[1, 2] = + vm[1, 2] = 1
2-1 1
x(2) = 23 - 6 × 22 + 12 × 2 = 8
x(1) = 13 - 6 × 12 + 12 × 1 = 7
xl(t) = 3t2 - 12t + 12
17.2 
xm(t) = 6t - 12
xm(5) = 6 × 5 - 12
xm(5) = 18

18  
Considere a função f , de domínio IR , definida por:
f(x) = x3 + ax2 - 3x + b , em que a, b ! IR
Sabe-se que o gráfico de f tem um ponto de inflexão de coordenadas (1, 1) .
18.1 Utilize métodos exclusivamente analíticos para resolver as três questões
seguintes.
18.1.1 Mostre que a = -3 e que b = 6 .
282
Domínio 3  Funções reais de variável real

18.1.2 Prove que f tem pelo menos um zero em ]0, 2[ .


18.1.3 Determine os intervalos de monotonia e os extremos relativos
de f .
18.2 A equação f(x) = 2x2 tem exatamente três soluções.
Recorra à calculadora gráfica para determinar valores arredondados
às décimas dessas soluções.
Apresente o(s) gráfico(s) visualizado(s) e as coordenadas dos pontos
considerados relevantes.

18.1 18.1.1 Se I(1, 1) são as coordenadas de um ponto de inflexão, sabemos


6
que f m(1) = 0 + 6 × 1 + 2a = 0 + a = - + a = -3 .
2
Por outro lado, f(1) = 1 , pelo que
13 - 3 × 12 - 3 × 1 + b = 1 + 1 - 3 - 3 + b = 1 + b = 6
18.1.2 f(x) = x3 - 3x2 - 3x + 6
f é uma função contínua em IR , por ser uma função polinomial.
Em particular, f é contínua em [0, 2] .
f(0) = 6 > 0
f(2) = -4 < 0
f(0) × f(2) < 0
Logo, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy, f tem pelo
menos um zero em ]0, 2[ .
18.1.3 fl(x) = 3x2 - 6x - 3
fl(x) = 0 + 3x2 - 6x - 3 = 0 +
6 ! 36 - 4 # 3# (-3) 6 ! 72
+ x = +x= +
2 #3 6
6!6 2
+ x = +x=1! 2
6

-3 1- 2 1+ 2 +3
fl(x) + 0 - 0 +
f 3 Máx. 4 Mín. 3

f^1 - 2h = 1 + 4 2
f^1 + 2h = 1 - 4 2
f é crescente em A-3, 1 - 2 A e em 71 + 2 , +37 ,
f é decrescente em 71 - 2, 1 + 2A .
1 - 4 2 é um mínimo relativo de f .
1 + 4 2 é um máximo relativo de f .
283
Avaliação global de conhecimentos

18.2
g(x)=2x 2
60 C (5,35; 57,27)

50

40

30

20

10
A (-1,25; 3,12)
B (0,9; 1,61)
0
-4 -2 0 2 4 6 8
-10 f(x) = - - +6
x 3 3x 2 3x

-20

f(x) = 2x2 + x c -1,3 0 x c 0,9 0 x c 5,4

19  
u7p282h1sol
Considere uma função f , de domínio IR .
Sabe-se que:
• a reta de equação x = 0 é assíntota ao gráfico da função f ;
• f(-3) × f(5) < 0 ;
f (x + h) - f (x)
• lim  existe e é positivo, para qualquer número real x
h"0 h
não nulo;
•  lim  ^f(x) - 2xh = 0 .
x "-3
Considere as afirmações seguintes.
(I) O teorema de Bolzano-Cauchy permite garantir, no intervalo [-3, 5] ,
a existência de, pelo menos, um zero da função f .
(II) O gráfico da função f admite uma assíntota horizontal quando x
tende para -3 .
(III) A função f é crescente em ]0, +3[ .
Elabore uma composição na qual indique, justificando, se cada uma das afirmações
é verdadeira ou falsa.
Na sua resposta, apresente três razões diferentes — uma para cada afirmação.
Exame Nacional do 12.º ano, 2014

284
Domínio 3  Funções reais de variável real

A afirmação (I) é falsa. Como a reta de equação x = 0 é uma assíntota


vertical ao gráfico f , a função não é contínua para x = 0 , logo, não
é contínua no intervalo [-3, 5] , pelo que não estão verificadas as condições
de aplicação do teorema de Bolzano-Cauchy.
A afirmação (II) é falsa. Como lim ^f(x) - 2xh = 0 , podemos afirmar que
x "-3
a reta da equação y = 2x + 0 é uma assíntota ao gráfico de função f ,
quando x " -3 . Assim, quando x " -3 , o gráfico de f tem uma
assíntota que não é horizontal.
f (x + h) - f (x)
A afirmação (III) é verdadeira. O lim  é a derivada de f
h"0 h
em x, fl(x) .
Como a derivada existe e é positiva em IR\{0} , podemos afirmar que f
é crescente em ]-3, 0[ e também em ]0, +3[ , o que permite confirmar
a veracidade desta afirmação.

20  
Considere um referencial o.n. xOy .
Determine as coordenadas dos vértices do triângulo retângulo de menor área
limitado pelo semieixo positivo Ox , o semieixo positivo Oy e a reta de
declive negativo que passa pelo ponto de coordenadas (4, 2) .

y = ax + b , com a < 0

Sejam E(0; b) e F c- a ; 0 m os pontos de interseção da reta com o eixo Oy


b

e Ox , respetivamente e, consequentemente, dois dos três vértices do triângulo.


2 = 4a + b + b = 2 - 4a
y = ax + (2 - 4a)

× c- m × (2 - 4a) + A(a) = - 1 - 2a × (2 - 4a) +


1 2 - 4a
A(a) = a a
2
2 - 4a - 4a + 8a 2 -8a 2 - 8a + 2 8a 2 + 8a - 2
A(a) = - a = a = - a
-8a 2 + 2
Al(a) = a
1 1
Al(a) = 0 + -8a2 + 2 = 0 / a ! 0 + a2 = +a=!
4 2
1
Logo: a = - (por hipótese, a < 0 )
2 1
- 0
b = 2 - 4 × c- m + b = 4
1 2
2 Al - 0+ +
Logo O(0, 0) ; E(0, 4) ; F(8, 0) são A 4 Mín. 3 3
as coordenadas dos vértices do triângulo.

285
Avaliação global de conhecimentos

21  
Na figura ao lado, está representada parte y
do gráfico de uma função h , de domínio IR+0 .
Em cada uma das figuras seguintes está
representada parte do gráfico de uma função
de domínio IR+0 .
Uma das funções representadas é hl ,
O a b c x
primeira derivada de h , e a outra hm ,
segunda derivada de h .
(I) y (II) y

U3p55h1
0 x 0 a c x

Numa pequena composição, explique em qual das figuras está representado


o gráfico da primeira derivada e em qual está representado o gráfico
da segunda derivada. Na sua composição, deve referir-se à variação de sinal
das funções hl e hm , relacionando-a com características da função h
(monotonia e sentido das concavidades do seu gráfico).
U3p55h2 U3p55h3
Exame Nacional do 12.º ano, 2007

O zero da função representada no gráfico da figura I corresponde à abcissa


do ponto de inflexão do gráfico h , o que é suficiente para relacionar o gráfico
com a segunda derivada. Mas, podemos ainda observar que, para x ! ]0, b[
a função representada no gráfico da figura I é positiva, enquanto, para os
mesmo valores, a concavidade do gráfico da função h está voltada para cima;
e, de forma análoga, quando x ! ]b, +3[ , a função da figura I é negativa,
enquanto o gráfico da função h tem a concavidade voltada para baixo.
Desta forma, podemos concluir que o gráfico da figura I é o gráfico de hm .
Os zeros da função representada no gráfico da figura II correspondem
às abcissas dos extremos de h , o que permite relacionar este gráfico
com a primeira derivada. Mas, podemos ainda observar que, para x ! ]a, c[
a função representada no gráfico da figura II é positiva, enquanto,
para os mesmos valores, a função h é crescente; e de forma análoga,
quando x ! ]0, a[ , ]c, +3[ , a função representada no gráfico da figura II
é negativa, enquanto a função h é decrescente. Desta forma, podemos
concluir que o gráfico da figura II é o gráfico de hm .

286
Domínio 3  Funções reais de variável real

22  
Para cada uma das funções seguintes, e sem recorrer à calculadora, determine
o domínio, os pontos de interseção do seu gráfico com os eixos coordenados,
as equações das assíntotas e os intervalos de monotonia e estude a existência
de extremos relativos; o sentido das concavidades bem como possíveis pontos
de inflexão do gráfico da função.
Tendo por base os dados obtidos, elabore um esboço do gráfico de cada uma
das funções e indique o seu contradomínio.
x2 - x +1 1 4
a) f(x) = b) g(x) = x - 2x2
x -1 12

x2 - x +1
a) f (x) =
x -1
Domínio
Df = IR\{1}
Pontos de interseção de f com os eixos coordenados:
Com o eixo Ox :
x2 - x +1
0 = + x2 - x + 1 = 0 / x ! 1 +
x -1
1 ! 1 - 4 #1#1 1! - 3
+x= +x=
2 2
equação impossível em IR , logo, o gráfico de f não interseta o eixo Ox .
Com o eixo 0y :
f(0) = -1 P(0, -1)
Assíntotas:
Verticais:
x2 - x +1 1
lim  f(x) = lim   = - = -3
x "1 -
x "1 x -1
-
0
x2 - x +1 1
lim  f(x) = lim   = - = +3
x "1 +
x "1 x -1
+
0
Logo, a reta de equação x = 1 é assíntota vertical ao gráfico de f .
Não verticais:
Quando x " +3
f (x)
e o= 1
x2 - x +1 x2
m = lim   x = lim   = lim
x "+3 x "+3 x2 - x x "+3 x 2

b = lim ^f(x) - xh = lim d - xn =


x2 - x +1
x "+3 x "+3 x -1
x 2 - x +1- x 2 + x 1
= lim   = lim   =0
x "+3 x -1 x "+3 x - 1

287
Avaliação global de conhecimentos

Quando x " +3
f (x)
e o= 1
x2 - x +1 x2
m = lim   x = lim   = lim  
x "-3 x "-3 x2 - x x "-3 x 2

b = lim ^f(x) - xh = lim d - xn =


x2 - x +1
x "-3 x "-3 x -1
x 2 - x +1- x 2 + x 1
= lim   = lim   =0
x "-3 x -1 x "-3 x - 1
Logo, a reta de equação y = x é assíntota oblíqua ao gráfico de f .
Intervalos de monotonia:
(2x - 1) (x - 1) - (x 2 - x + 1)
fl(x) = +
(x - 1)2
2x 2 - 2x - x + 1 - x 2 + x - 1
+ fl(x) = +
(x - 1)2
x 2 - 2x
+ fl(x) =
(x - 1)2
fl(x) = 0 + x2 - 2x = 0 / x ! 0 + x(x - 2) = 0 / x ! 0 +
+x=00x=2/x!0

-3 0 1 2 +3
fl + 0 - n.d. - 0 +
f 3 Máx. 4 n.d. 4 Mín. 3

f(0) = -1 f(2) = 3
f é crescente em ]-3, 0] e em [2, +3[ .
f é decrescente em [0, 1[ e em ]1, 2] .
3 é o máximo relativo.
-1 é mínimo relativo.
Sentido das concavidades:
(2x - 2) (x - 1) 2 - (x 2 - 2x) # 2 (x - 1)
f m(x) = f p
x 2 - 2x l
= =
(x - 1)2 (x - 1)4
2 (x - 1)2 - 2 (x 2 - 2x) 2 (x 2 - 2x + 1 - x 2 + 2x) 2
= 3
= 3
=
(x - 1) (x - 1) (x - 1)3

Como 2 > 0 ,
f m(x) > 0 se x - 1 > 0 , ou seja, f m(x) > 0 se x > 1 .
fm(x) < 0 se x - 1 < 0 , ou seja, f m(x) < 0 se x < 1 .

288
Domínio 3  Funções reais de variável real

Assim, o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em ]1, +3[ .


O gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo em ]-3, 1[ .
O gráfico de f não tem qualquer ponto de inflexão.
Esboço do gráfico:

20

15

10

0
-15 -10 -5 0 5 10 15 20
-5

1 4
b) g(x) = x - 2x2
12
Domínio:
Dg = IR , porque g é uma função polinomial.
Pontos de intersecção com os eixos coordenados:
u7p287h1sol
Com o eixo Ox :

g(x) = 0 + x2 d - 2 n = 0 + x = 0 0 x2 = 24 +
x2
12
+ x = 0 0 x = -2 6 0 x = 2 6
P1 = (0, 0) ; P2 = _-2 6 , 0i ; P3 = _2 6 , 0i
Com o eixo Oy :
g(0) = O(0, 0)
Assíntotas:
g é uma função polinomial, pelo que não tem assíntotas.
Intervalos de monotonia:
4x 3 x3
gl(x) = - 4x = - 4x
12 3

- 4x = 0 + x d - 4n = 0 +
x3 x2
gl(x) = 0 +
3 3
x3
+x=00 - 4 = 0 + x = 0 0 x = ! 12 +
3
+ x = 0 0 x = -2 3 0 x = 2 3

289
Avaliação global de conhecimentos


-3 -2 3 0 2 3 +3
gl(x) - 0 + 0 - 0 +
g 4 Mín. 3 Máx. 4 Mín. 3

g é crescente em 7-2 3; 0A e em 72 3, +37 .


g é decrescente em A-3, -2 3A e em 70, 2 3A .
-12 é um mínimo relativo de g .
0 é um máximo relativo de g .
Sentido das concavidades:
3x 2
gm(x) = - 4 = x2 - 4
3
gm(x) = 0 + x2 - 4 = 0 + x = -2 0 x = 2

-3 -2 2 +3
gm + 0 - 0 +
gl , P.I. + P.I. ,
O gráfico de g tem a concavidade voltada para cima em ]-3, 2] e [2, +3[ .
O gráfico de g tem a concavidade voltada para baixo em [-2, 2] .

O gráfico de g tem dois pontos de inflexão de coordenadas d-2, - n


20
3
e d 2, - n.
20
3
Esboço do gráfico:

40
35
30
25
20
15
10
5
0
-8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8
-5
-10
1 4
-15 g(x)= x -2x 2
12

290
Domínio 3  Funções reais de variável real

23  
Na figura, o retângulo azul está inscrito
no triângulo retângulo cujos catetos
medem 40 e 30 centímetros. 30 cm

Utilizando métodos exclusivamente


analíticos, determine as dimensões
do retângulo de área máxima. 40 cm

Sejam c e l o comprimento e a largura do retângulo, respetivamente


30 30 - l
= c +
40
+ 30c = 1200 - 40l +
120 - 4l U3p55h4
+c= +
3
4l
+ c = 40 -
3

A(l) = d 40 - n×l+
4l
3
4l 2
+ A(l) = 40l - , com l ! [0, 30]
3
8l
Al(l) = 40 -
3
+ Al(l) = 0 +
8l
+ 40 - =0+
3
4 # 15
+ l = 15 e c = 40 - = 20
3

0 15 30
Al(l) + 0 -
A 3 Máx. 4

A área do retângulo é máxima com as dimensões de 15 cm e 20 cm


para a largura e para o comprimento, respetivamente.

291
Avaliação global de conhecimentos

24  
Corta-se um arame com um metro
de comprimento em duas partes
para formar uma circunferência
e um quadrado.
Qual deve ser a medida de cada parte
de forma que a soma das áreas seja
mínima?

Seja x o perímetro da circunferência. 1 - x será o perímetro do quadrado.


x
P0 = x & r =
2r

A0 = r × c m + A0 =
x 2 x2
U3p55h5
2r 4r
1-x
lY =
4

AY = c m
1-x 2
4
Seja S a função que representa a soma das áreas, em função de x :
x2 (1 - x)2
S(x) = +
4r 16
2x 2 (1 - x) x 1-x
Sl(x) = - = -
4r 16 2r 8
x 1-x
Sl(x) = 0 + - =0+
2r 8
4x - r + xr
+ = 0 + x(4 + r) = r +
8r
r
+x=
4+r

r
0 1
4+r
Sl(x) - 0 +
S 4 Mín. 3

r 4+r-r r
1- = =
4+r 4+r 4+r
4 r
Uma das partes deve medir e a outra .
4+r 4+r

292
Domínio 3  Funções reais de variável real

PREPARAÇÃO PARA O EXAME 5

Para cada uma das questões deste grupo, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
Sejam (un) e (vn) duas sucessões convergentes, tais que:
6n ! IN, n > 250 & un G vn e A o conjunto {-2, -1, 0, 1, 2, 3}.
3
Sabe-se que lim vn = .
2
Escolhendo ao acaso dois elementos de A , qual é a probabilidade de apenas
um deles poder ser o limite de (un) ?
8 2
(A) (C)
15 3
4 1
(B) (D)
15 3
3
6 n ! IN, n > 250 & un G vn pelo que lim un G lim vn + lim un G .
2
Dos elementos do conjunto A , apenas 4 podem ser o limite de (un):
-2 , -1 , 0 e 1 .
4#2 8
P= =
6
C2 15
Resposta: (A)

2  
Um saco contém sete cartões: três com o número 1 , dois com o número 2
e dois com o número 3 .
Os sete cartões são retirados sucessivamente do saco e colocados alinhados,
sobre uma mesa, pela ordem de saída obtendo-se um número de 7 algarismos.
Quantos destes números são ímpares?
(A) 90 (C) 180
(B) 150 (D) 720

6! # 5
= 150
3! # 2! # 2!
Resposta: (B)

293
PREPARAÇÃO PARA O exame 5

3  
Relativamente às funções f e g de domínio [-1, 4] , sabe-se que:
• são contínuas;
• f(-1) > g(-1) e (f - g)(4) > 0
Qual das seguintes afirmações é necessariamente verdadeira?
(A) Os gráficos de f e de g não se intersetam.
(B) A função f - g é crescente.
(C) A função f - g é decrescente.
(D) A função f + g tem um máximo e um mínimo.

f e g são contínuas em [-1, 4] , pelo que f + g também é contínua


em [-1, 4] . Pelo teorema de Weierstrass, f + g admite máximo
e mínimo absolutos.
Resposta: (D)

4  
Seja f uma função contínua de domínio [1, 5] , tal que f(1) = 2
e f(5) = 16 .
O teorema de Bolzano-Cauchy garante que a função g admite pelo menos
um zero. Qual das seguintes expressões pode definir a função g ?
(A) 
g(x) = 3x - f(x)
g(x) = f(x) + x2
(B) 
g(x) = 3x + f(x)
(C) 
g(x) = xf(x) - x2
(D) 

(A) g(x) = 3x - f(x) (C) g(x) = 3x + f(x)



g(1) = 3 - 2 = 1
g(1) = 3 + 2 = 5

g(5) = 15 - 16 = -1
g(5) = 15 + 16 = 31
2
(B) g(x) = f(x) + x (D) g(x) = xf(x) - x2

g(1) = 2 + 1 = 3
g(1) = 2 - 1 = 1

g(5) = 16 + 25 = 41
g(5) = 80 - 25 = 55
g é contínua em IR e, em particular, no intervalo [1, 5] . A opção A é a única
em que g(1) × g(5) < 0 , ou seja, é a única resposta na qual o teorema
de Bolzano-Cauchy permite garantir a existência de pelo menos um zero
no intervalo [1, 5] .
Resposta: (A)

294
Domínio 3  Funções reais de variável real

5  
Seja f uma função duas vezes diferenciável em IR com máximo em 3 .
Qual das seguintes proposições é necessariamente verdadeira?
f l(3) > 0 / f m(3) = 0
(A)  f l(3) < 0 / f m(3) = 0
(C) 
f l(3) = 0 / f m(3) > 0
(B)  f l(3) = 0 / f m(3) G 0
(D) 

Pelo teste da segunda derivada para extremos relativos, a resposta correta é a D.


Resposta: (D)

II

Nas questões seguintes, apresente o seu raciocínio de forma clara,


indicando todos os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

1  
Seja E um conjunto finito, P uma probabilidade em P(E) e A, B ! P(E) ,
tais que:
5 1
P(A , B) = , P(B) = 2P(A) e P(A + B) = .
7 5
Calcule:
a) P(B) b) P(B|A)

a) P^A , Bh = P_A + Bi = 1 - P^A + Bh =


= 1 - 6P(B) - P(A + B)@ = 1 - P(B) + P(A + B) +
5 1 17
+ = 1 - P(B) + + P(B) =
7 5 35
1 17
b) P(B) = 2P(A) + P(A) = P(B) + P(A) =
2 70
1
P (B + A) 5 14
P(B|A) = = + P(B|A) =
P (A) 17 17
70
2  
Na figura ao lado estão representadas três retas, r s t
r , s e t , paralelas entre si, e dez pontos, A , B ,
C!r, D, E, F, G!s e H, I, J!t.
A D
Sabe-se que, escolhendo um ponto de cada
uma das retas, os três são não colineares. E
B H
Considere todos os triângulos que é possível
formar escolhendo três dos dez pontos para F I
vértices.
C
Quantos destes três triângulos têm dois G J
vértices na mesma reta?
295
PREPARAÇÃO PARA O exame 5

Consideremos todas as hipóteses possíveis:


•  2 vértices em r e 1 em s : 3C2 × 4C1 = 12
•  2 vértices em r e 1 em t : 3C2 × 3C1 = 9
•  2 vértices em s e 1 em r : 4C2 × 3C1 = 18
•  2 vértices em s e 1 em t : 4C2 × 3C1 = 18
•  2 vértices em t e 1 em r : 3C2 × 3C1 = 9
•  2 vértices em t e 1 em s : 3C2 × 4C1 = 12
12 + 9 + 18 + 18 + 9 + 12 = 78
78 desses triângulos têm dois vértices na mesma reta.

3  
y
Na figura ao lado está representada,
em referencial o.n. xOy , parte do gráfico 2
da derivada de uma função f . Sabe-se que:
f'
• 1 e 3 são os únicos zeros de fl ;
• fl assume o seu máximo 2 em 2 ,
é crescente no intervalo ]-3, 2]
e decrescente no intervalo [2, +3[ ; O 1 2 3 x

• a função f é duas vezes diferenciável


em IR .
3.1 Justifique que f m(1) > 0 e conclua que f(1) é um mínimo relativo de f .
3.2 Sabendo que f(1) = -2f(3) , justifique que f admite um, e um só,
zero em ]1, 3[ .
f (x)
3.3 Seja g a função de domínio IR definida por g(x)U3p57h2
= 2 .
x +4
Justifique que g admite um máximo e um mínimo em [-1, 4] .

fl(1) = fl(3) = 0
fl assume o seu máximo 2 no ponto de abcissa 2 , logo, fl(2) = 2 .

3.1  -3 1 3 +3
fl(x) - 0 + 0 -
f 4 Mín. 3 Máx. 4

Através da tabela podemos concluir que f(1) é um mínimo relativo de f .

296
Domínio 3  Funções reais de variável real

3.2 f (1) = -2f(3)


f é diferenciável em [1, 3] , pelo que é contínua em [1, 3] .
-3 1 3 +3
fl(x) - 0 + 0 -
f 4 Mín. 3 Máx. 4
f(1) × f(3) = -2f(3) × f(3) = 2[f(3)]2 < 0
Logo, o corolário do teorema de Bolzano-Cauchy permite afirmar que f
tem pelo menos um zero no intervalo ]1, 3[ .
Como f é monótona crescente nesse mesmo intervalo, podemos concluir
que existe um único zero.
3.3 g é uma função contínua no seu domínio, por ser quociente de duas
funções contínuas e x2 + 4 > 0 . Em particular, é contínua em [-1, 4] .
Pelo teorema de Weierstrass, g admite máximo e mínimo nesse intervalo
(por ser limitado e fechado).

4  
x
Estude a função, f , definida por f(x) = quanto ao sentido
x2 -1
das concavidades do seu gráfico e à existência de pontos de inflexão.

x 2 - 1 - x # 2x -x2 - 1
fl(x) = + fl(x) =
(x 2 - 1)2 (x 2 - 1)2
- 2x (x 2 - 1)2 - (-x 2 - 1) # 2 (x 2 - 1) # 2x
fm(x) = +
(x 2 - 1)4
- 2x (x 2 - 1) - 4x (-x 2 - 1) - 2x 3 + 2x + 4x 3 + 4x 2x 3 + 6x
+ 2 3
= 2 3
= 2
(x - 1) (x - 1) (x - 1)3
Para x ! -1 e x ! 1 ,
fm(x) = 0 + 2x3 + 6x = 0 + x(2x2 + 6) = 0 + x = 0 0 2x2 = -6
-3 -1 0 1 +3
3
2x + 6x - - - 0 + + +
(x2 - 1)3 + 0 - - - 0 +
f m(x) - n.d. + 0 - n.d. +
f + n.d. , P.I. + n.d. ,
O gráfico da função f tem a concavidade voltada para baixo em ]-3, -1[
e em [0, 1[ .
O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em ]-1, 0] e em [1, +3[ .
f tem um ponto de inflexão de coordenadas (0, 0) .

297
8 Trigonometria
e funções
UNIDADE

trigonométricas

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

8.1 Fórmulas trigonométricas: seno, cosseno e tangente da diferença


e da soma de dois ângulos
1 
Sabe-se que:

• i ! E0, ;
r
4
7
• sin i + cos i =
5
Determine o valor exato de:

cosc - im
r
4

cosc - im = cos  cos i + sin  sin i +


r r r
4 4 4

+ cosc - im =
r 2 2
 cos i +  sin i +
4 2 2

+ cosc - im =
r 2
(cos i + sin i) +
4 2

+ cosc - im =
r 2 7
× +
4 2 5

+ cosc - im =
r 7 2
4 10

2  
Determine o valor exato de:
r
sin
12

= sinc m = sin  cos  - cos  sin  =


r r r r r r r
sin  -
12 4 6 4 6 6 4
2 3 2 1 6 - 2
= × - × =
2 2 2 2 4

298
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
3 
Demonstre que:
Dados dois ângulos a e b cuja soma é um ângulo convexo, tem-se que:
sin(a + b) = sin a cos b + cos a sin b

Sejam a e b dois ângulos cuja soma é um ângulo convexo,


sin(a + b) = sin^a - (-b)h = sin a cos(-b) - cos a sin(-b) =
.
cos(-b) = cos b
= sin a cos b + cos a sin b sin(-b) = -sin b

4  
Determine o valor exato de:
r 2r r 2r
a) sin  cos  + cos  sin 
5 15 5 15
7r r
b) cos  - cos 
12 12
tan 117° + tan 18°
c) 
1 - tan 117° tan 18°
r 2r r 2r
a) sin  cos  + cos  sin  =
5 15 5 15

= sind n = sind n=
r 2r 3r 2r
+ +
5 15 15 15

= sinc m=
r 3
3 2
7r r
b) cos  - cos  =
12 12

= cosc m - cosc - m =
r r r r
+
4 3 4 6
r r r r r r r r
= cos  cos  - sin  sin  - cos  cos  - sin  sin  =
4 3 4 3 4 6 4 6
2 1 2 3 2 3 2 1 6
= × - × - × - × =-
2 2 2 2 2 2 2 2 2

tan 117° + tan 18°


c)  =
1 - tan 117° tan 18°
= tan (117° + 18°) = tan 135° = -1

299
Trigonometria e funções trigonométricas

Tarefa 1    7r r r
1.1 Sabendo que = + , determine o valor exato de:
12 4 3

a) cosc m
7r
12

b) sinc m
7r

12

1.2 A partir das fórmulas deduzidas, prove que para a - b e a + b


convexos se tem:
tan a - tan b
a) tan(a - b) =
1 + tan a tan b
tan a + tan b
b) tan(a + b) =
1 - tan a tan b

1.1 a) Aplicando a fórmula do cosseno da soma:


7r 2 - 6
cos  =
12 4
b) Analogamente:
7r 2 + 6
sin  =
12 4
1.2 Basta fazer:
sin (a - b) sin (a + b)
tan(a - b) = e tan(a + b) =
cos (a - b) cos (a + b)
e aplicar as fórmulas.

5  
Mostre que para qualquer x real:

sinc + xm + cosc + xm = 2  cos x


r r
4 4

Seja x ! IR

sinc + x m + cosc + xm =
r r
4 4
r r r r
= sin  cos x + cos  sin x + cos  cos x - sin  sin x =
4 4 4 4
2 2 2 2
= cos x + sin x + cos x - sin x = 2 cos x
2 2 2 2
 c.q.d.

300
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
  6
Sabendo que:

e x ! E , r;o e cos y = e y ! E- , 0;o ,


12 r 1 r
sin x =
13 2 2 2
determine o valor exato de:
cos(x + y)

Pela fórmula fundamental da trigonometria:

sin2 x + cos2 x = 1 + d n + cos2 x = 1 + cos2 x = 1 -


2
12 144
+
13 169
25 5
+ cos2 x = + cos2 x = !
169 13
como x ! E , r; , cos x < 0 , então, cos x = -
r 5
2 13
sin2 y + cos2 y = 1 + sin2 y + c m = 1 + sin2 y = 1 -
1 2 1
+
2 4
3 3
+ sin2 y = + sin y = !
4 2

como y ! E- , 0; , sin y < 0 , então, sin y = -


r 3
2 2
5 1 12 3
cos(x + y) = cos x cos y - sin x sin y = - × + × =
13 2 13 2
12 3 - 5
=
26

  7
Resolva, em IR , as equações seguintes:
r r 1
a) sin x cos 
+ sin  cos x = c) 3 cos x + 3 sin x = -3
7 7 2
1 3 2
b)  sin x -  cos x = 1 d) sin x + cos x = -
2 2 2

+ sinc x + m=
r r 1 r 1
a) sin x cos  + sin  cos x = +
7 7 2 7 2
+ sinc x + m = sinc m +
r r

7 6
r r r r
+x+ = + 2kr 0 x + =r- + 2kr, k ! Z +
7 6 7 6
r 29r
+x= + 2kr 0 x = + 2kr, k ! Z
42 42

C.S. = &x: x =
r 29r
+ 2kr 0 x = + 2kr, k ! Z0
42 42
301
Trigonometria e funções trigonométricas

1 3 r r
b)  sin x -  cos x = 1 + cos  sin x - sin  cos x = 1 +
2 2 3 3

+ sin c x - m = sin  + x -
r r r r
= + 2kr, k ! Z +
3 2 3 2
5r
+x= + 2kr, k ! Z
6

C.S. = &x: x =
5r
+ 2kr, k ! Z0
6
3
c) 3 cos x + 3 sin x = -3 + cos x +
sin x = -1 +
3

sin c m
r
+ cos x + tanc m sin x = -1 + cos x +
r 6
sin x = -1 +
c m
6 r
cos
6

+ cosc m cos x + sinc m sin x = -cosc m +


r r r
6 6 6

+ cosc - x m = coscr + m + cosc - x m = cosc m+


r r r 7r
6 6 6 6
r 7r r 7r
+ -x= + 2kr 0 -x=- + 2kr, k ! Z
6 6 6 6
4r
x = -r + 2kr 0 x = + 2kr, k ! Z
3

C.S. = &x: x = -r + 2kr 0 x =


4r
+ 2kr, k ! Z0
3
2

cos x = -e o +
2 2 2 2
d) sin x + cos x = - + sin x +
2 2 2 2

sin x + cos  cos x = - + cosc x - m = coscr - m +


r r 1 r r
+ sin 
4 4 2 4 3
r 2r r 2r
+x- = + 2kr 0 x - =- + 2kr, k ! Z +
4 3 4 3
2r r 2r r
+x= + + 2kr 0 x = - + + 2kr, k ! Z +
3 4 3 4
11r 5r
+x= + 2kr 0 x = - + 2kr, k ! Z
12 12

C.S. = &x: x =
11r 5r
+ 2kr 0 x = - + 2kr, k ! Z0
12 12

302
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
8  
8.1 Prove que

tanc x +
m=
r 1 + tan x
4 1 - tan x
e indique o maior subconjunto dos números reais onde a igualdade
é possível.
8.2 Resolva, em ]-r, r[ :

a) tanc x + m= b) tanc x + m = 1 + tan x


r r
3
4 4
r
tan x + tan
8.1 tanc x + m=
r 4 tan x + 1 1 + tan x
4 r = 1 - tan x # 1 = 1 - tan x
1 - tan x tan
4
 c.q.d.
r r
1 - tan x = 0 + tan x = 1 + tan x = tan  +x= + kr, k ! Z
4 4
r r
x ! + kr, k ! Z e x ! + kr, k ! Z
4 2
r r
IR\&x = + kr 0 x = + kr, k ! Z0
4 2

8.2 a) tanc x +
m = 3 + tanc x + m = tanc m +
r r r
4 4 3
r r r
+ x + = + kr, k ! Z + x = + kr, k ! Z
4 3 12
r
k = 0 " x = ✓
12
13r
k = 1 " x = ✗
12
11r
k = -1 " x = - ✓
12

C.S. = '- 1
11r r
,
12 12

b) tanc x + m = 1 + tan x +
r 1 + tan x
= 1 + tan x +
4 1 - tan x
+ 1 + tan x = (1 + tan x)(1 - tan x) +
1+ tan x
+ = 1 - tan x +
1 + tan x
+ 1 + tan x = 1 + tan x = 1 - 1 + tan x = 0

C.S. = '- 1
r 3r
, 0,
4 4

303
Trigonometria e funções trigonométricas

9 
Determine o valor exato de:
5r
1 - 2 sin2
12

= 1 - sin2d n - sin2d n=
5r 5r 5r
1 - 2 sin2 
12 12 12

= 1 - 1 + cos2d n - sin2d n = cosd 2 # n = cosd n=


5r 5r 5r 5r
12 12 12 6

= coscr - m = -cosc m = -
r r 3
6 6 2

10  
Sabendo que:
tan a = 2 e a ! Er, ; , determine os valores exatos de:
3r
2
a) sin(2a)
b) cos(2a)
c) tan(4a)

tan a = 2 e a ! Er, ;,
3r
2
1 1 1 5
tan2 a + 1 = + 22 + 1 = + cos2 a = + cos a = !
2
cos a 2
cos a 5 5

Como a ! Er, ; , cos a < 0 , cos a = -


3r 5
2 5
sin a 2 5
tan a = cos a + sin a = -
5

a) sin(2a) = 2 sin a cos a + sin(2a) = 2 × e- o × e- o+


2 5 5
5 5
4
+ sin(2a) =
5
1 4 3
b) cos(2a) = cos2 a - sin2 a + cos(2a) = - + cos(2a) = -
5 5 5

c) sin(4a) = sin(2 × 2a) = 2 sin(2a) cos(2a) = 2 × d n × d- n = -


4 3 24
5 5 25
9 16 7
cos(4a) = cos(2 × 2a) = cos2(2a) - sin2(2a) = - =-
25 25 25
24
sin (4a) -
25 24
tan(4a) = = =
cos (4a) 7 7
-
25

304
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
11  
Considere um retângulo em que se sabe que:
• a sua diagonal mede 2 cm ;
• x é a amplitude do ângulo entre o segmento da diagonal e um dos lados
maiores do retângulo.
11.1 Mostre que a área do retângulo é dada por:
A(x) = 2 sin(2x)
11.2 Mostre que o perímetro do retângulo é dado por:

P(x) = 4 2 cosc x - m
r
4

11.1 Sejam c e l o comprimento e a largura do retângulo, respetivamente.


l c
sin x = + l = 2 sin x cos x = + c = 2 cos x
2 2
A(x) = 2 sin x × 2 cos x = 2 × (2 sin x × cos x) = 2 sin(2x)
 c.q.d.
P(x) = 2 × 2 sin x + 2 × 2 cos x + P(x) = 4(sin x + cos x) +
11.2 
2
+ P(x) = 4 2 × (sin x + cos x) +
2

+ P(x) = 4 2 e cos x o +
2 2
sin x +
2 2

+ P(x) = 4 2 c cos x cos + sin x sin m + P(x) = 4 2 cosc x - m


r r r
4 4 4
 c.q.d.

C
Tarefa 2  
Considere o triângulo [ABC] representado na figura
seguinte.
Sabe-se que:
• [ABC] é um triângulo isósceles em que
AC = BC = 1 ;
• x designa a amplitude do ângulo BAC . A B
Mostre que a área do triângulo [ABC] é dada, em função de x , por:
1
A(x) =  sin(2x)
2

Seja h a altura do triângulo relativa à base [AB] .


Então, h = sin x e AB = 2 cos x . U4p65h1
sin (2x)
Assim: A(x) =
2
305
Trigonometria e funções trigonométricas

12  
Mostre que:
a) cos(2x) = 1 - 2 sin2 x
x x
b) sin x = 2 sin  cos 
2 2
1 2 r
c) tan x +
tan x = sin(2x) , 6x ! k 2 , k ! Z

a) cos(2x) = cos2 x - sin2 x = 1 - sin2 x - sin2 x = 1 - 2 sin2 x


 c.q.d.
b) sin x = sinc 2 # m = 2 sin  cos 
x x x
2 2 2
 c.q.d.
2 2
1 sin x cos x sin x + cos x 1
c) tan x +
tan x = cos x + sin x = cos x sin x = sin x cos x =
2 2
= =
2 cos x sin x sin (2x)
kr
6x ! ,k!Z
2
 c.q.d.

13  
Determine os zeros da função f , de domínio ]-r, r[ , definida por:
f(x) = 1 + 4sin x cos x

f(x) = 0 + 1 + 4 sin x cos x = 0 + 1 + 2 × 2 sin x cos x = 0 +


1
+ 1 + 2 sin(2x) = 0 + sin(2x) = - +
2
r r
+ 2x = - + 2kr 0 2x = r + + 2kr, k ! Z
6 6
r 7r
x=- + kr 0 x = + kr, k ! Z
12 12
em ]-r, r[ :
r 7r
k=0"x=- 0x=
12 12
11r 19r
k=1"x= 0x=
12 12
13r 5r
k = -1 " x = - 0x=-
12 12

f(x) = 0 + x ! &- 0
5r r 7r 11r
;- ; ;
12 12 12 12

306
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
14  
Resolva, em IR , a equação:
x
1 - cos x = sin 
2
x
Repare que: x = 2  .
2

1 - cos x = sinc m + 1 - cosc 2 # m = sinc m +


x x x
2 2 2

+ 1 - cos2c m + sin2c m = sinc m + sin2c m + sin2c m = sinc m +


x x x x x x
2 2 2 2 2 2

+ 2 sin2c m - sinc m = 0 + sinc m ;2 sinc m - 1E = 0 +


x x x x
2 2 2 2

+ sinc m = 0 0 sinc m = + sinc m = sin 0 0 sinc m = sinc m +


x x 1 x x r
2 2 2 2 2 6
x x x r x 5r
+ = 2kr 0 = r + 2kr 0 = + 2kr 0 = + 2kr, k ! Z
2 2 2 6 2 6
r 5r
x = 4kr 0 x = 2r + 4kr 0 x = + 4kr 0 x = + 4kr, k ! Z
3 3

Tarefa 3    x
Considere a ! IR\{-1, 1} , tal que a = tan  .
2
Mostre que:
2a
a) tan x =
1- a2
1- a2
b) cos x =
1+ a2
2a
c) sin x =
1+ a2

a) tan x = tanc + m=
x x a+a 2a
=
2 2 1-a#a 1 - a2

b) 1 + tan2c m= , então, cos2c m =


x 1 x 1
cos 2 c m
2 x 2 1 + a2
2
e sin2c m = 1 -
x 1 a2
= .
2 1 + a2 1 + a2
1 a2 1 - a2
Assim, cos x = 2
- 2
= .
1+a 1+a 1 + a2
2a 1 - a2 2a
c) sin x = tan x cos x = 2
× 2
=
1-a 1+a 1 + a2

307
Trigonometria e funções trigonométricas

8.2 Derivada das funções trigonométricas


15  
Com o auxílio da calculadora gráfica, esboce uma representação gráfica
da função f de domínio [-r, r]\{0} definida por
sin x
f(x) = x

1,0

0,8

0,6

f 0,4

0,2
0
-r r 0 r r
-
2 -0,2 2

16  
Calcule:
cos x sin2 x tan x - sin x
a) lim   b) lim   c) lim  
x"0 x x"0 2x 2 x"0 x3
cos x 1 u8p306h1sol
a) lim- 
x"0 x = 0- = -3
cos x 1
lim   x = + = +3
x"0 +
0
cos x cos x cos x
Como lim   x ! lim   x , então, não existe lim   x .
x"0 -
x"0 +
x"0

sin2 x 1 sin x sin x 1 1


b) lim   = lim   × x = ×1×1=
x " 0 2x 2 2 x"0 x 2 2
sin x
cos x - sin x
= limd n=
tan x - sin x sin x - sin x cos x
c) lim   = lim  
x"0 x3 x"0 x3 x"0 cos x # x 3
= limd x # n = lim   × limd cos x # n=
sin x 1 - cos x sin x 1 1 - cos x
x"0 2
x cos x x " 0 x x " 0 x2

= 1 × limf cos x # p=
1 (1 - cos x) (1 + cos x)
x"0 x 2 (1 + cos x)

= limc cos x m × lime o=


1 1 - cos 2x 1
#
x"0 x"0 x 2 1 + cos x

= 1 × limd n
sin x sin x 1 1 1
x"0 x # x # 1 + cos x = 1 × 1 × 1 + 1 = 2
308
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
17  
Calcule:
sin(4x)
a) lim  
x"0 2x
sin x
b) lim  
x "r r - x

2 cos2 x - 2
c) lim  
x"0 x3
sin(4x) sin(4x)
a) lim   = 2 × lim   =2×1=2
x"0 2x x"0 4x
sin x (*) sin (r - y) sin y
b) lim  
x "r r - x = limy"0
  y = lim  y = 1
y"0

(*) Fazendo y = r - x , y " 0 se x " r .


2 cos2 x - 2 2 (cos 2x - 1) - 2 sin 2x
c) lim   3
= lim   3
= lim   =
x"0 x x"0 x x"0 x3
= limc- x # x # x m = limc- x m × lim   x × lim   x =
2 sin x sin x 2 sin x sin x
x"0 x"0 x"0 x"0

= limc- x m × 1 × 1 = limc- x m
2 2
x"0 x"0

• lim c- x m = +3
2
x"0 -

• lim c- x m = -3
2
x"0 +

2 cos2 x - 2
Logo, não existe lim   .
x"0 x3

18  
Mostre que
sin(ax) a
lim   =
x"0 cos(bx) b
em que a, b ! IR ( b ! 0 ) .

Sejam a, b ! IR (b ! 0)
sin(ax) sin(ax) bx a
lim   = lim   ax × × =
x " 0 cos(bx) x"0 sin (bx) b
sin(ax) bx a sin(ax) 1 a
= lim  ax × lim  × = lim  ax × lim  × =
x"0 x " 0 sin (bx) b x"0 x " 0 sin (bx) b
a a bx
=1×1× =
b b
 c.q.d.

309
Trigonometria e funções trigonométricas

19  
Calcule:
sin(2x) 1- x2
a) lim   b) lim 
x"0 +
sin2 x x "1 sin(rx)

= lim d
sin(2x) sin (2x) x 2 n
a) lim+  # # =
x"0 2
sin x x"0 2x +
sin x sin x
sin (2x) x 2 2 2
= lim    × lim    × lim    = 1 × 1 ×   =  +  = +3
x"0 2x +
x " 0 sin x x " 0 sin x
+
sin 0
+ +
0
1- x2 (1 - x) (1 + x) (*) y (2 - y)
b) lim  = lim  = lim  =
x "1 sin(rx) x "1 sin (rx) y " 0 sin (r - ry)

= lime r # # (2 - y) o =
y (2 - y) 1 ry
= lim 
y"0 sin (ry) y"0 sin (ry)
1 1 1 2
= lim  r × lim  × lim(2 - y) = r × 1 × 2 = r
y"0 sin (ry)
y"0 y"0

ry
(*) Fazendo y = 1 - x , y " 0 , se x " 1 .

20  
x - sin x
Averigue se o gráfico da função f definida por f(x) = em ]0, 2r[
c m
x
2 sin
2
admite assíntotas verticais.
Caderno de Apoio do 12.º ano

x"0 f x p
x - sin x x sin x
lim  f(x) = lim   = lim - =
2 sinc m 2 sin c m 2 sin c m
x"0 +
x"0 +
x x+

2 2 2

sin c 2 # m
x x
2 2
= lim   - lim   =
sin c m m 2 sin c
x " 0+ x x
x " 0+

2 2
2 sin c m cos c m
x x
1 2 2 (*)
= lim   - lim   =
c m c m
x"0 +
x x"0 x+

sin 2 sin
2 2
x
2
1 2 sin y cos y
= lim   - lim   = 1 - lim  cos y = 1 - 1 = 0
y"0 sin y
+
y"0 2 sin y+
y"0 +

y
x
(*) Fazendo y = , y " 0+ se x " 0+
2
310
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
x = 0 não é assíntota vertical ao gráfico de f .
x - sin x 2r - sin (2r) 2r
lim  f(x) = lim   = lim   = = +3
2 sin c m
x " 2r-
x " 2r x
-
x " 2 r -
2 sin r 2 # 0+
2
x = 2r é assíntota vertical ao gráfico de f .
f é contínua no seu domínio por ser composta por funções contínuas e, como
tal, não admite outras assíntotas verticais.

21  
Considere a função h definida por

sinb r l
*
x
h(x) = rx se x ! 0
k se x = 0
em que k é um número real.
Determine o valor de k de modo que h seja contínua em x = 0 .

Por um lado,

sin b r l sin b r l
x x
1 (*)
lim  h(x) = lim   rx = lim   x × 2 =
x"0 x"0 x"0 r
r
sin y 1 1 1
= lim  y × 2 = 1 × 2 = 2
y"0 r r r
x
(*) Fazendo y = r , y " 0 , se x " 0 .

Por outro lado, h(0) = k .


1
h é contínua em x = 0 se lim  h(x) = h(0) , pelo que k = .
x"0 r2

22  
Seja f a função real de variável real definida por:
f(x) = sin(2x)
Utilize a definição de derivada num ponto para determinar fl(r) .
f (x) - f (r) sin (2x) - sin (2r) sin (2x) (*)
fl(r) = lim   x-r = lim   x-r = lim   =
x "r x "r x "r x - r

sin (2y + 2r) sin (2y)


= lim  y = lim   ×2=2×1=2
y"0 y"0 2y
(*) Fazendo y = x - r , y " 0 , se x " r .

311
Trigonometria e funções trigonométricas

23  
Determine uma expressão da derivada de cada uma das seguintes funções:
a) f(x) = x -3 sin x
b) g(x) = x sin x

c) h(x) = sind n
x +1
x2
a) f l(x) = (x - 3 sin x)l = 1 - 3 cos x
b) gl(x) = (x sin x)l = sin x + x cos x

x+1 l d x+1n
c) hl(x) = >sin d nH = d n cos
x+1 l
=
x 2
x2 x2
x 2 - 2x (x + 1)
d n cosd n=
x+1 - x 2 - 2x x+1
= cos 2
=
x 4
x x 4
x2
cosd n
x+2 x+1
=-
x 3
x2

24  
Considere a função g , de domínio IR\{0} , definida por:
sin x
g(x) =
x2
24.1 Estude a função g quanto à existência de assíntotas verticais ao seu
gráfico.
24.2 Determine a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de g no ponto
r
de abcissa .
2

24.1 lim- g(x) = lim-c # x m = 1 × - = -3


sin x 1 1
x"0 x"0 x 0

lim  g(x) = lim c x # x m = 1 × + = +3


sin x 1 1
x"0 +
x"0 +
0
Assim, x = 0 é a assíntota vertical ao gráfico de g .

g é contínua no seu domínio por ser o quociente de funções contínuas,
logo, não admite outras assíntotas verticais.

x 2 cos x - 2x sin x x cos x - 2 sin x


gl(x) = d n
sin x l
24.2  = 4
=
x 2 x x3

cos c m - 2 sin c m
r r r
m = glc m =
r 2 2 2 2 16
=- 3 =- 3
c m
2 r 3
r r
2 8

312
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
sin c m
r
gc m = P d n
r 2 1 4 r 4
= = 2 ;
c m
2 r 2
r 2
r 2 r2
2 4
y = mx + b
4 16 r 4 8 12
2 = - 3 × +b+b= 2 + 2 = 2
r r 2 r r r
16 12
y = - 3 x + 2 é a equação reduzida da reta tangente ao gráfico
r r
r
de g no ponto de abcissa .
2

25  
Determine uma expressão analítica da derivada de cada uma das seguintes
funções:
a) f(x) = -x + cos(3x)
x
b) g(x) =
cos x
1 + sin x
c) h(x) =
x + cos x
d) i(x) = 2 - cos3 x

a) f l(x) = ^-x + cos(3x)h l = -1 - 3sin(3x)


x
b) g(x) =
cos x
gl(x) = b cos x l l =
x cos x + x sin x
cos 2x

c) hl(x) = d n =
1 + sin x l cos x (x + cos x) - (1 + sin x) (1 - sin x)
=
x + cos x (x + cos x)2
x cos x + cos 2x - 1 + sin 2x x cos x
= 2
=
(x + cos x) (x + cos x)2
d) il(x) = (2 - cos3 x)l = 3 cos2 x sin x

26  
Para a , b e n , números reais positivos, considere a função f ,
de domínio IR , definida por:
f(x) = a cos(nx) + b sin(nx)
Seja f m a segunda derivada da função f .
Mostre que f m(x) + n2 f(x) = 0 para qualquer número real x .
Exame Nacional do 12.º ano, 2011

313
Trigonometria e funções trigonométricas

fl(x) = ^a cos(nx) + b sin(nx)h l = ^a cos(nx)h l + ^b sin(nx)h l =


= a(nx)l^-sin(nx)h + ^b(nx)l cos(nx)h = -an sin(nx) + bn cos(nx)
fm(x) = ^fl(x)h l = ^-an sin(nx) + bn cos(nx)h l =
= ^-an sin(nx)h l + ^bn cos(nx)h l =
= -an(nx)lcos(nx) + bn(nx)l^-sin(nx)h = -an2 cos(nx) - bn2 sin(nx) =
= -n2^a cos(nx) + b sin(nx)h = -n2^f(x)h
Assim, temos que fm(x) + n2f(x) = -n2f(x) + n2f(x) = 0
 c.q.d.

27  

Considere a função f real de variável real, de domínio ;0, E , definida


r
3
analiticamente por:
f(x) = sin x + cos x
Nas questões seguintes, recorra a processos exclusivamente analíticos.
27.1 Determine, caso existam, os extremos relativos de f .
27.2 Estude f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto
à existência de pontos de inflexão.

27.1 fl(x) = (sin x + cos x)l = cos x - sin x


fl(x) = 0 + cos x - sin x = 0 + cos x = sin x ,


em ;0, E , sin x = cos x + x =


r r
.
3 4
r r
0 4 3
fl(x) + + 0 - -
f Mín. 3 Máx. 4 Mín.

f é crescente em ;0, E.
r
4

f é decrescente em ; , E.
r r
4 3

Mínimos relativos: f(0) = 1 e f c m=


r 1+ 3
3 2

Máximo relativo: f c m=
r
2
4

314
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
27.2 fm(x) = (cos x - sin x)l = -sin x - cos x
fm(x) = 0 + -sin x - cos x = 0 + sin x + cos x = 0 +

cos x = 0 + sinc m sin x + cosc m cos x = 0 +


2 2 r r
+ sin x +
2 2 4 4

+ cosc x - m= 0 + x -
r r r
= + kr, k ! Z +
4 4 2
3r
+ x = + kr, k ! Z
4

Equação impossível em ;0, E.


r
3

fm(x) = -(sin x + cos x) < 0 6 x ! ;0, E


r
3
Assim, o gráfico de f não tem pontos de inflexão e a concavidade está
voltada para baixo em todo o seu domínio.

28  
Determine uma expressão da derivada de cada uma das seguintes funções:

a) f(x) = tanc 2x + m
r
4
b) g(x) = (1 + tan x)2
tan(3x)
c) h(x) =
x3

a) f l(x) = e tan c 2x + mo =
r l 2
cos 2 c 2x + m
4 r
4

b) g(x) = (1 + tan x)2

gl(x) = ^(1 + tan x)2h l = 2(1 + tan x) ×


1 2 + 2 tan x
2
=
cos x cos 2x
3
# x 3 - 3x 2 tan (3x)
c) hl(x) = e o =
tan (3x) l cos 2 (3x)
=
x3 (x 3)2
3x
- 3 tan (3x)
cos 2 (3x) 3 3 tan (3x)
= 4
= 3 2
-
x x cos (3x) x4

315
Trigonometria e funções trigonométricas

29  
Seja f a função real de variável real definida por:
f(x) = sin(2x) tan x
Mostre que:
fl(x) = 2 sin(2x)

fl(x) = ^sin(2x) tan xh l = ^sin(2x)h l tan x + sin(2x)(tan x)l =


1
= 2 cos(2x) tan x + sin(2x) × =
cos 2x
sin x 2 sin x cos x 2 sin x
= 2(cos2 x - sin2 x) cos x + 2
= cos x  (cos2 x - sin2 x + 1) =
cos x
2 sin x 2 sin x
= cos x  (cos2 x - 1 + cos2 x + 1) = cos x × 2 cos2 x =

= 2 × 2 sin x cos x = 2 sin(2x)


 c.q.d.

30  
Considere um triângulo [ABC] isósceles ( AB = AC) , inscrito numa
circunferência de centro O e raio 1 , tal que a altura do triângulo, relativa
ao vértice A , está contida no diâmetro [AM] da circunferência.
Seja a a amplitude do ângulo MAC e b
a amplitude do ângulo MOC . C

30.1 Justifique que b = 2a .


30.2 Mostre que o perímetro do triângulo a b
A M
é dado em função de a por: O

P(a) = 2 sin(2a) + 4 cos a


30.3 Determine o valor máximo do perímetro B
do triângulo.

W + ACO
30.1 Sabe-se que AOC W + CAO W + CO
W = r e que AOC WM = r .
Como o triângulo [AOC] é isósceles ( [AO] e [CO] são raios
W = CAO
da circunferência), tem-se que ACO W =a.
U4p74h1
W + ACO
Assim: AOC W + CAO W + CO
W = AOC WM + 2a = b
 c.q.d.
30.2 
P[ABC] = AC + AB + BC
sin b = CM , logo, BC = 2 sin b = 2 sin(2a)
cos b = OM

316
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
2 2 2
Pelo teorema de Pitágoras, AC = AM + CM +
2
+ AC = (1 + cos b)2 + sin2 b =
= 1 + 2 cos b + cos2 b + sin2 b =
= 1 + 2 cos b + 1 = 2 + 2 cos(2a) =
= 2 + 2(cos2 a - sin2 a) =
= 2 + 2(cos2 a - 1 + cos2 a) =
= 2 + 2(2 cos2 a - 1) =
= 2 + 4 cos2 a - 2 +
AC > 0

+ AC = 4 cos 2 a + AC = 2 cos a
P(a) = 2 sin(2a) + 2 × 2 cos a
P(a) = 2 sin(2a) + 4 cos a
 c.q.d.
P l(a) = ^2 sin(2a) + 4 cos ah l = 2 × 2 cos(2a) - 4 sin a =
30.3 
= 4 cos(2a) - 4 sin a
Pl(a) = 0 + 4 cos(2a) - 4 sin a = 0 +
+ 4(cos2 a - sin2 a) - 4 sin a = 0 +
+ 4(1 - sin2 a - sin2 a) - 4 sin a = 0 +
+ 4(1 - 2 sin2 a) - 4 sin a = 0 +
+ 4 - 8 sin2 a - 4 sin a = 0 + 2 sin2 a + sin a - 1 = 0 +
-1 !
1 - 4 # 2 # (-1)
+ sin a = +
2#2
1
+ sin a = -1 0 sin a = +
2
3r r 5r
+ a = + 2kr 0 a = + 2kr 0 a = + 2kr, k ! Z
2 6 6
r
em ]0, 2r[ , a =
6
r
0
6
Pm(a) + 0 -
P 3 Máx. 4

Pc m = 2 sinc m + 4 cosc m = 2 ×
r r r 3 3
+4× =3 3
6 3 6 2 2
O valor máximo do perímetro do triângulo é 3 3 u.m.

317
Trigonometria e funções trigonométricas

31  
Considere todos os cones de revolução cuja geratriz
mede 8 cm .
Determine a amplitude do ângulo a , arredondada
à centésima do radiano, que a geratriz faz com
a base do cone, de modo que este tenha volume a
máximo.

Sejam r o raio de base do cone e h a altura.


h r
sin a = + h = 8 sin a cos a = + r = 8 cos a
8 8
1 1
V(a) = × r × r2 × h + V(a) = × r × (8 cos a)2 × 8 sin a +
3 3 U4p74h2
512r
V(a) =  sin a cos2 a
3

Vl(a) = d sin a cos 2 a n +


512r l
3
512r 512r
+ Vl(a) =  cos a × cos2 a - × sin a × 2 cos a × sin a +
3 3
512r
+ Vl(a) = × (cos3 a - 2 cos a sin2 a)
3
512r
Vl(a) = 0 + × (cos3 a - 2 cos a sin2 a) = 0 +
3
+ cos3 a - 2 cos a sin2 a = 0 +
+ cos a (cos2 a - 2 sin2 a) = 0 + cos a = 0 0 cos2 a - 2 sin2 a = 0 +
1
+ cos a = 0 0 1 - 3 sin2 a = 0 + cos a = 0 0 sin2 a = +
3
3
+ cos a = 0 0 sin a = ! +
3
3 3
+ cos a = 0 0 sin a = - 0 sin a =
3 3

em E0, ; , a = 0,62 rad .


r
2
r
0 0,62 2
Vl(a) + 0 -
V 3 Máx. 4
O volume do cone é máximo para a = 0,62 rad .

318
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
32  
De uma função h , de domínio ]0, 2r[ , sabe-se que hl tem domínio
]0, 2r[ e é definida por:
hl(x) = 2 sin(2x) - 4 cos x
32.1 Utilizando métodos exclusivamente analíticos, resolva as duas alíneas
seguintes.
32.1.1 Determine:
h(x) - h(r)
lim   r- x
x "r


32.1.2 Estude h quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico
e quanto à existência de pontos de inflexão.
32.2 O gráfico de h contém dois pontos onde a reta tangente é paralela
à bissetriz dos quadrantes ímpares.
Recorrendo à calculadora gráfica, determine valores arredondados
às décimas para a abcissa desses pontos.
Apresente o(s) gráfico(s) visualizado(s), assim como os pontos
considerados relevantes.
h (x) - h (r) h (x) - h (r)
lim  
32.1 32.1.1  = lim - = -hl(r) =
x "r r-x x "r x-r
= -^2 sin(2r) - 4 cos(r)h = -4
hm(x) = ^2 sin(2x) - 4 cos(x)h l = 2 × 2 cos(2x) + 4 sin(x) =
32.1.2 
= 4 cos(2x) + 4 sin(x)
hm(x) = 0 + 4 cos(2x) + 4 sin x = 0 +
+ cos2 x - sin2 x + sin x = 0 +
+ 1 - sin2 x - sin2 x + sin x = 0 +
1 ! 1 - 4 # 2 # (-1)
+ 2 sin2 x - sin x - 1 = 0 + sin x = +
2#2
1
+ sin x = 1 0 sin x = - +
2
r r 7r
+ x = + 2kr 0 x = - + 2kr 0 x = + 2kr, k ! Z
2 6 6
r 7r 11r
em ]0, 2r[ : x = 0x= 0x= .
2 6 6
r 7r 11r
0 2r
2 6 6
hm(x) n.d. + 0 + 0 - 0 + n.d.
h(x) n.d. , , P.I. + P.I. , n.d.

319
Trigonometria e funções trigonométricas

O gráfico de h tem a concavidade voltada para baixo

em < F.
7r 11r
;
6 6
O gráfico de h tem a concavidade voltada para cima

em E0; E ; ; ; E e em < ; 2r< .


r r 7r 11r
2 2 6 6
O gráfico de h tem dois pontos de inflexão de abcissas
7r 11r
e .
6 6
Se a reta tangente ao gráfico de h é paralela à bissetriz dos quadrantes
32.2 
ímpares, então, tem declive 1.
h(x) = 1

5
4
3
2
A (2,41; 1,0) B (4,59; 1,0)
1
0
-1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
-1
-2
-3 h'(x)=2 sin(2x)-4 cos(x)
-4
-5

As abcissas dos pontos referidos são x1 á 2,4 e x2 á 4,6 .

AVALIAR CONHECIMENTOS

ESCOLHA MÚLTIPLA
u8p318h1sol
Para cada uma das questões desta secção, selecione a opção correta de entre
as alternativas que lhe são apresentadas.

1  
Seja x ! Er, ; , tal que sin x = - .
3r 2
2 3
Então, sinc x + m é igual a:
r
3
-2 - 15 -2 3 + 5
(A) (C)
6 6
-2 3 - 5 -2 + 15
(B) (D)
6 6
320
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
sinc x + m = sin x cos  + cos x sin  =
r r r
3 3 3

+ e- o×
2 1 5 3 -2 - 15
=- × =
3 2 2 2 6
Pela fórmula fundamental da trigonometria, sin2 x + cos2 x = 1 +

+ cos2 x = 1 - d n + cos2 x = 1 -
2
2 4 5 5
+ cos2 x = + cos x = ! .
3 9 9 3

Como x ! Er, ; , cos x < 0


3r
2
5
cos x = -
3
Resposta: (A)

2   y
Na figura ao lado, está representada,
num referencial o.n. xOy , a circunferência C B
trigonométrica.
Sabe-se que: a
• A(0, -1) e E(1, 0) ; O E x
• os pontos B e C pertencem à circunferência;
• a reta BC é paralela ao eixo Ox ;

• a é a amplitude do ângulo BOE e a ! E0, ;o .


r A
2
Qual das expressões seguintes define a área, em função de a , do triângulo
[ABC] ?
sin (2a) U4p76h1
(A) + cos a (C) 2 cos a + 1
2
sin (2a)
(B) +1 (D) sin(2a)
2

Sejam a e b a abcissa e ordenada de B , respetivamente.


cos a = a e sin a = b
2a # (b + 1)
A[ABC] = = cos a(sin a + 1) = cos a sin a + cos a =
2
2 sin a cos a sin (2a)
= + cos a = + cos a
2 2
Resposta: (A)

321
Trigonometria e funções trigonométricas

3 
Considere a função f , de domínio IR , definida por:

f(x) = cos2c m - sin2c m


x x
2r 2r
Qual das expressões seguintes também define a função f ?

(C) cosb
xl
(D) sinb
xl
(A) cosc m (B) sinc m
x x
4r 4r r r

f(x) = cos2c m - sin2c m = cosc 2 # m = cosb l


x x x x
2r 2r 2r r
Resposta: (C)

4  
Indique qual dos seguintes valores é igual a:
2x
lim
x"0 sin (4x)
1
(A) 0 (B) (C) 1 (D) 2
2
2x 1 4x 1 1 (*)
lim   = lim   = lim   =
x"0 sin (4x) 2 x " 0 sin (4x) 2 x " 0 sin (4x)
4x
1 1 1 1 1
= lim   = × =
2 x " 0 sin (y) 2 1 2
y
(*) Fazendo y = 4x , y " 0 , se x " 0 .
Resposta: (B)

5  
Considere a função h , de domínio IR , definida por:
h(x)=cos2 x
Indique qual das expressões seguintes define hl , função derivada de h .
(A) sin2 x (C) sin(2x)
(B) -sin(2x) (D) -sin2 x

h(x) = (cos x)2
hl(x) = 6(cos x)2@l = 2 cos x × (-sin x) = -2 sin x cos x +
+ hl(x) = -sin(2x)
Resposta: (B)

322
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
6 
Considere a função f , real de variável real, definida analiticamente por:
f(x) = tan x
r
O declive da reta tangente ao gráfico de f , no ponto de abcissa , é:
6
1 2 3 4
(A) (B) (C) (D) 4
4 3 3
1
fl(x) =
(cos x)2

flc m=
r 1 1 4
= =
6 2 2 3
e cos c mo e o
r 3
6 2
Resposta: (C)

7  
Considere, para um certo número real k , a função f , contínua em ; , E ,
r r
4 2
definida por:
cos x r r

*
r se Gx1
4 2
x-
f(x) = 2
r
k - 3 se x =
2
Qual é o valor de k ?
(A) 0 (B) 1 (C) 2 (D) 4
Exame Nacional do 12.º ano, 2014

Como a função é contínua em ; , E , f c m = limr f(x)


r r r
4 2 2 x"
-

Temos que f c m= k - 3
r
2
cos c y + m
r
cos x (*) 2 - sin y
limr f(x) = limr  
- - r = ylim   y = lim   y =
"0 -
y " 0-
x"
2
x"
2 x-
2
sin y
= - lim   y = -1
y"0 -

r r-
(*) Fazendo y = x - , y " 0- , se x " .
2 2
Assim, k - 3 = -1 + k = -1 + 3 + k = 2 .
Resposta: (C)

323
Trigonometria e funções trigonométricas

8  
De uma função f , de domínio IR , duas vezes diferenciável, sabe-se que:
4f(x) + f m(x) = 0, 6x ! IR
Qual das expressões seguintes pode ser a expressão analítica da função f ?
(A) f(x) = 2 sin x (C) f(x) = sin(4x)
(B) f(x) = sin(2x) (D) f(x) = cos(4x)

Se f(x) = sin(2x) , fl(x) = 2 cos(2x) e fm(x) = -4 sin(2x)


4f(x) + fm(x) = 4 sin(2x) - 4 sin(2x) = 0
Resposta: (B)

9  
Na figura, estão representadas y
graficamente a função f , de domínio t
[0, r] , definida por f(x) = cos(2x) + 1
e a reta t .
I
Sabe-se que:
• I é ponto de inflexão do gráfico de f ;
• t é a reta tangente ao gráfico de f
O r x
no ponto I .
O declive da reta t é:
3
(A) -2 (B) 1 (C) (D) 2
2

fl(x) = -2 sin(2x) e fm(x) = -4 cos(2x)


r
fm(x) = 0 + -4 cos(2x) = 0 + cos(2x) = 0 + 2x = U4p77h1
+ kr +
2
r kr
+x= +
4 2
r 3r
em [0, r] , x = 0x=
4 4
r 3r
Logo, o gráfico de f tem dois pontos de inflexão de abcissas e .
4 4
r 3r
0 4
r
4
fm(x) - - 0 + 0 - -
f + + P.I. , P.I. + +
Determinemos o declive da reta tangente ao gráfico da função nos pontos
r 3r
de abcissa e :
4 4

324
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
m = flc m = -2 × sinc 2 # m = -2 sinc m = -2 ou
r r r
4 4 2

m = flc m = -2 × sinc 2 # m = -2 sinc m= 2


3r 3r 3r
4 4 2
Como, por observação do gráfico, o declive da reta t é positivo, então, m = 2 .
Resposta: (D)

10  
Seja f uma função, de domínio [0, 6] , diferenciável, tal que:

+ cosc m
r rx
fl(x) =
6 4
10.1 Indique qual dos seguintes valores é igual ao limite:
f (x) - f (2)
lim  
x"2 x2 - 4
r r r 3r
(A) (B) (C) (D)
24 12 6 2
10.2 O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em:
(A) [4, 6] (B) [0, 4] (C) [0, 2] (D) [2, 6]

= limd
f (x) - f (2) f (x) - f (2) 1 n
lim  
10.1  # =
x"2 2
x -2 x"2 x-2 x+2

×e + cos c mo =
1 1 r r r
= lim   × fl(2) =
x"2 x+2 4 6 2 24
Resposta: (A)

 sinc m
r rx
10.2 
f m(x) = -
4 4

fm(x) = 0 + -  sinc m = 0 + sinc m = sin 0 +


r rx rx
4 4 4
r rx
+  x = 2kr 0 = r + 2kr , k ! Z + x = 8k 0 x = 4 + 8k , k ! Z
4 4

0 4 6
r
fm(x) 0 - 0 + 6
f + P.I. , ,
k = 0 " x = 0 0 x = 4
k = 1 " x = 8 0 x = 12
k = -1 " x = -8 0 x = -4
Resposta: (A)

325
Trigonometria e funções trigonométricas

RESPOSTA ABERTA

Nas questões desta secção, apresente o seu raciocínio de forma clara, indicando todos
os cálculos que tiver de efetuar e as justificações necessárias.

11  
Sejam a e b ângulos agudos.
Mostre que:
a) cos(a + b) cos b +sin(a + b) sin b = cos a
b) cos(a - b) - cos(a + b) = 2 sin a sin b

a) cos(a + b) cos b +sin(a + b) sin b =


= (cos a cos b - sin a sin b)cos b + (sin a cos b + cos a sin b)sin b =
= cos a cos2 b - sin a sin b cos b + sin a cos b sin b + cos a sin2 b =
= cos a(cos2 b + sin2 b) = cos a × 1 = cos a
 c.q.d.
b) cos(a - b) - cos(a + b) =
= cos a cos b + sin a sin b - cos a cos b + sin a sin b = 2 sin a sin b
 c.q.d.

12  
, a ! E , r; , determine o valor exato de:
5 r
Sabendo que cos a = -
13 2
a) sind a + n c) tanc 2a - m
2r r
b) cos(2a)
3 4

Pela fórmula fundamental da trigonometria, têm-se cos2 a + sin2 a = 1 +

+ d- n + sin2 a = 1 + sin2 a = 1 -
2
5 25 144
+ sin2 a = +
13 169 169

. Como a ! E , r; , sin a > 0 , logo, sin a =


12 r 12
+ sin a = ! .
13 2 13

a) sind n = sincr - m = sinc m =


2r r r 3
3 3 3 2

cosd n = coscr - m = -cosc m = -


2r r r 1
3 3 3 2

sind a + n = sin a cosd n + cos a sind n=


2r 2r 2r
3 3 3
12 1 5 3 - 12 - 5 3
=- # - # =
13 2 13 2 26

326
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
b) cos(2a) = (cos a) - (sin a) = d- n -d n =
2 2
2 2 5 12
13 13
25 144 119
= - =-
169 169 169
12 5 120
c) sin(2a) = 2 sin a cos a = -2 × × =-
13 13 169
120
sin (2a) -
169 120
tan(2a) = = =
cos (2a) 119 119
-
169

tan (2a) - tan c m


r 120
-1
tanc 2a - m=
r 4 119 1
= =
1 + tan (2a) tan c m
4 r 120 239
1+
4 119

13  
Considere um triângulo isósceles [ABC] , em que a amplitude do ângulo
r
entre os lados iguais é de e estes medem 2 cm . Mostre, sem recorrer
6
à calculadora, que a área do triângulo é 1 cm2 .

Sejam a e b as medidas de altura e de metade da base do triângulo isósceles,


respetivamente. Considere-se a base, o lado que é diferente.

Então, sinc m= + b = 2 sinc m e


r b r
12 2 12

cosc m= + a = 2 cosc m
r a r
12 2 12

A = ba + A = 2 sinc m × 2 cosc m+
r r
12 12

+ A = 2 × 2 sinc m cosc m+
r r
12 12

+ A = 2 × sinc 2 # m + A = 2 sinc m + A = 2 ×
r r 1
=1
12 6 2
 c.q.d.

14  
Mostre que:
a) cos(2a) = 2 cosc a - m cosca + m
r r
4 4
4 4
b) cos  a - sin  a = cos(2a)

327
Trigonometria e funções trigonométricas

a) 2  cosc a -
m cosca + m =
r r
4 4

= 2ccos a cos  + sin a sin  mccos a cos  - sin a sin  m =


r r r r
4 4 4 4

(cos a + sin a)G =
2 2
= 2= (cos a - sin a)G =
2 2
2

= 2e o (cos a + sin a)(cos a - sin a) = 2 × (cos2 a - sin2 a) =


2 2
2 4
= cos(2a)
 c.q.d.
4 4 2 2 2 2
b) (cos a) - (sin a) = (cos  a - sin  a)(cos  a + sin  a) =
= cos(2a) × 1 = cos(2a)
 c.q.d.

15  
Resolva, em IR , as equações seguintes:
1
a) cos(2x) cos x - sin(2x) sin x = - d) 3sin x - cos x = 2
2
1 - tan x 2
b) = 3 e) cos x + sin x =
1 + tan x 2
c) sin(2x) = 2 cos x f) tan(2x) = 3 tan x

1 1
a) cos(2x) cos x - sin(2x) sin x = -+ cos(2x + x) = - +
2 2

+ cos(3x) = - + cos(3x) = coscr - m + cos(3x) = cosd n+


1 r 2r

2 3 3
2r 2r
+ 3x = + 2kr 0 3x = - + 2kr, k ! Z +
3 3
2r 2kr 2r 2kr
+x= + 0x=- + ,k!Z
9 3 9 3

C.S. = &x: x =
2r 2kr 2r 2kr
+ 0x=- + , k ! Z0
9 3 9 3

tan c
m - tan x
r
= 3 + tanc - x m = tan  +
1 - tan x 4 r r
b)  = 3+
1 + tan c m tan x
1 + tan x r 4 3
4
r r r r r
+ -x= + kr + -x = - + kr + x = - + kr, k ! Z
4 3 3 4 12

C.S. = &x: x = -
r
+ kr, k ! Z0
12

328
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
c) sin(2x) = 2 cos x + 2 sin x cos x - 2 cos x = 0 + 2 cos x(sin x - 1) = 0 +
+ 2cos x = 0 0 sin x - 1 = 0 + cos x = 0 0 sin x = 1 +
r r r
+x= + kr 0 x = + 2kr + x = + kr, k ! Z
2 2 2
C.S. = &x: x =
r
+ kr, k ! Z0
2
3 1
d)  3 sin x - cos x = 2 +  sin x -  cos x = 1 +
2 2

+ cosc m sin x - sinc m cos x = 1 + sinc x - m= 1 +


r r r

6 6 6
r r r r
+x- = + 2kr, k ! Z + x = + + 2kr, k ! Z +
6 2 2 6
2r
+x= + 2kr, k ! Z
3

C.S. = &x: x =
2r
+ 2kr, k ! Z0
3
2

 sin x = e o +
2 2 2 2
e) cos  x + sin x = +  cos x +
2 2 2 2

+ cosc x - m = cosc m +
r r 1 r r
+ cos  cos x + sin  sin x =
4 4 2 4 3
r r r r
+x- = + 2kr 0 x - = - + 2kr, k ! Z +
4 3 4 3
7r r
+x= + 2kr 0 x = - + 2kr, k ! Z
12 12

C.S. = &x: x =
7r r
+ 2kr 0 x = - + 2kr, k ! Z0
12 12
r kr
f) Para x ! +
4 2
2 tan x 2
tan(2x) = 3 tan x + = 3 tan x + 1 - tan2 x = 0 tan x = 0 +
1 - tan x2 3
1 3
+ tan2 x = 0 tan x = 0 + tan x = ! 0 tan x = 0 +
3 3
3 3
+ tan x = - 0 tan x = 0 tan x = 0 +
3 3

+ tan x = tanc- m 0 tan x = tanc m 0 tan x = tan 0 +


r r
6 6
r r
+ x = - + kr 0 x = + kr 0 x = 0 + kr, k ! Z
6 6

C.S. = &x: x = - + kr 0 x =
r r
+ kr 0 x = kr, k ! Z0
6 6

329
Trigonometria e funções trigonométricas

16  
Calcule, caso existam, os seguintes limites:
r
x-
2x cos x 2 sin x - 1
a) lim c) lim e) lim -
x " 0 sin (4x)
x"
r cos (3x)
x"
r cos x
2 2

sin (x - 1) sin (3x) - sin x 1 + sin x - 1


b) lim d) lim f) lim
x "1 x2 - x x"0 x x"0 2x

2x cos x 2x cos x 2x cos x


a) lim   = lim   = lim   =
x"0 sin (4x) x " 0 sin (2 # 2x) x " 0 2 sin (2x) cos (2x)

2x cos x x
= lim   = lim   =
x"0 2 # 2 sin x cos x # cos (2x) x " 0 2 sin x cos (2x)

= lim  d n = lim  
x 1 1 1
x " 0 f sin x 2 cos (2x) p
# # =
sin x
x"0 2 cos (2x)
x
1 1 1
= × =
1 2 2
sin (x - 1) sin (x - 1) 1 sin (x - 1) (*)
b) lim  = lim  = lim  x × lim  =
x "1 2
x -x x " 1 x (x - 1) x "1 x "1 x-1
sin y
= lim  y = 1
y"0

(*) Fazendo y = x - 1 , y " 0 , se x " 1 .


r
x- y y
2 (*)
c) lim   = lim  = lim  =
cos c3y + m
r cos (3x) y"0 3r y"0 sin (3y)
x"
2
2
1 3y (**) 1 1 1 1
=  lim  =  lim  = ×1=
3 y " 0 sin (3y) 3 z " 0 sin z 3 3
z
r r
(*) Fazendo y = x - , y " 0 , se x " .
2 2
(**) Fazendo z = 3y , z " 0 se y " 0
sin (3x) - sin x sin (3x) sin x
d) lim   = lim   x - lim   x =
x"0 x x"0 x"0

sin (3x) sin x (*) sin y


= 3 lim   - lim   x = 3 lim  y - 1 = 3 × 1 - 1 = 2
x"0 3x x"0 y"0

(*) Fazendo y = 3x , y " 0 , se x " 0 .

330
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
sin x - 1 (sin x - 1) (sin x + 1) sin x - 1 2
e) lim - 
x"
r cos x = x lim
"
r

cos x (sin x + 1)
-
= lim  
x"
r cos x (sin x + 1)
-
=
2 2 2

m cos c
r
cos x 2
cos x 2
= lim  - = lim  - =- =
1 + sin c m
x"
r - cos x (sin x + 1) x"
r 1+ sin x
-
r
2 2
2
0
= =0
2
1 + sin x - 1 _ 1 + sin x - 1i_ 1 + sin x + 1i
f) lim   = lim   =
x"0 2x x"0 2x _ 1 + sin x + 1i

= lim  f x # p=
1 + sin x - 1 sin x 1
= lim  
x"0 2x _ 1 + sin x + 1i x " 0 2 _ 1 + sin x + 1i
1 1
=1× =
2 _ 1 + 1i 4

17  
x - x3
Considere a função real de variável real definida por f(x) =
sin (rx)
e de domínio ]-1, 1[\{0} .
Caracterize, caso exista, uma função g , contínua em [-1, 1] , de forma que
f seja a restrição de g a ]-1, 1[\{0} .

lim  f(x) = lime o = lim   = limd r # (1 - x 2) n =


2
x - x3 x (1 - x ) 1 rx
x"0 x"0 sin (rx) x"0 sin (r x) x"0 sin (rx)
1 rx (*) 1 1
= r  lim   × lim (1 - x2) = r  lim × (1 - 0) =
x " 0 sin (rx) x"0 x " 0 sin y

y
1 1
= r ×1×1= r
(*) Fazendo y = rx , y " 0 , se x " 0 .
x - x3 x (1 - x) (1 + x) (*) (y + 1) (-y) (y + 2)
lim  = lim  = lim  =
x " 1 sin (rx) x "1 sin (rx) y"0 sin (ry + r)
-y
= lim  × (y + 1)(y + 2) =
y " 0 - sin (ry)

1 ry (**)
= lim  r   × lim(y + 1)(y + 2) =
y"0 sin (r y ) y"0

1 1 1 2
= lim  r   × (0 + 1)(0 + 2) = r × 1 × 1 × 2 = r
z"0 sin z
z
(*) Fazendo y = x - 1 , y " 0 , se x " 1 .
(**) Fazendo z = ry , z " 0 se , y " 0 .

331
Trigonometria e funções trigonométricas

x - x3 x (1 - x) (1 + x) (*) (y - 1) (2 - y) y
lim   = lim   = lim  =
x "-1 sin (rx) x "-1 sin (rx) y"0 sin (ry - r)
y
= lim  × (y - 1)(2 - y) =
y"0 - sin (ry)
1 ry (**)
= -lim  r   × lim (y - 1)(2 - y) =
y"0 sin (ry) y"0

1 1 1 2
= -lim  r   × (0 - 1)(2 - 0) = - r × (-1) × 2 = r
z"0 sin z
z
(*) Fazendo y = x + 1 , y " 0 , se x " -1 .
(**) Fazendo z = ry , z " 0 , se y " 0 .

*
x - x3
se x ! ]-1, 1 [\ {0}
sin (rx)
2
g(x) r se x =- 1 0 x = 1
1
r se x = 0

18  
Determine, recorrendo à definição de derivada, o valor de fl(0) , sendo:
a) f(x) = x - sin(3x)
b) f(x) = 1 - cos x
c) f(x) = 2 tan(r - x)

a) f (x) = x - sin(3x) f (0) = 0

= lim  d x - n=
f (x) - f (0) x - sin (3x) x sin (3x)
fl(0) = lim   = lim   x x
x"0 x-0 x"0 x"0

sin (3x) (*) sin y


= lim  1 - 3 lim   = 1 - 3 lim  y = -2
x"0 x"0 3x y"0

(*) Fazendo y = 3x , y " 0 , se x " 0 .


b) f (x) = 1 - cos x f (0) = 0
f (x) - f (0) 1- cos x (1 - cos x) (1 + cos x)
fl(0) = lim  = lim  x = lim  =
x"0 x-0 x"0 x"0 x (1 + cos x)
1 - cos 2x sin 2x sin x sin x
= lim  = lim  = lim  x × =
x"0 x (1 + cos x) x " 0 x (1 + cos x) x"0 1 + cos x
0
=1× =0
1+1

332
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
c) f (x) = 2 tan(r - x) f (0) = 2 tan r = 0
f (x) - f (0) 2 tan (r - x) - 2 tan x
fl(0) = lim   = lim   x = lim   x =
x"0 x-0 x"0 x"0

- 2 sin x
= lim  c x # cos x m = 1 × c- m = -2
cos x sin x -2 2
= lim   x
x"0 x"0 1

19  
Determine uma expressão da função derivada das seguintes funções:
a) f(x) = x sin x d) f(x) = sin2 x - x
x
b) f(x) = cos(2x)tan x e) f(x) =
cos2 x
sin x + cos x
c) f(x) = x3 tan(2x - 1) f) f(x) =
sin x - cos x

a) f l(x) = sin x + x cos x


cos (2x)
b) f l(x) = -2 sin(2x) tan x +
cos 2x
2x 3
c) f l(x) = 3x2 tan(2x - 1) + 2
cos (2x - 1)
1 1
d) f l(x) = 2 sin x cos x - = sin(2x) -
2 x 2 x
1

c m #c ml =
1 x -
2 x
e) f l(x) =
2 cos 2 x cos 2 x

e o=
1 cos 2x cos 2 x + x # 2 cos x sin x
= x ×
2 cos 4 x

d n
1 cos 2x cos x + 2x sin x
= x
2 cos 3 x
(cos x - sin x) (sin x - cos x) - (sin x + cos x) (cos x + sin x)
f) 
f l(x) = =
(sin x - cos x)2
cos x sin x - cos2x - sin 2x + sin x cos x - sin 2x - 2 sin x cos x - cos2x
=   =
(sin x - cos x)2
-2
=
(sin x - cos x)2

333
Trigonometria e funções trigonométricas

20  
Recorrendo a métodos exclusivamente analíticos, determine os extremos
relativos das seguintes funções:
a) f(x) = x - 2 cos x (em [0, 2r])

b) g(x) = tan x - 2x e em E- , ;o
r r
2 2

a) f l(x) = 1 + 2 sin x
em [0, 2r] ,
1 7r 11r
fl(x) = 0 + 1 + 2 sin x = 0 + sin x = - +x= 0x=
2 6 6
7r 11r
0 2r
6 6
fl(x) 1 + 0 - 0 + 1
f Mín. 3 Máx. 4 Mín. 3 Máx.

fc m= - 2 cosc m=
7r 7r 7r 7r
+ 3
6 6 6 6

fd n= - 2 cosd n=
11r 11r 11r 11r
- 3
6 6 6 6

Mínimos relativos: f(0) = -2 e f d n=


11r 11r
- 3
6 6

Máximos relativos: f(2r) = 2r - 2 e f c m=


7r 7r
+ 3
6 6
1
b) gl(x) = -2
cos 2x

Em E- , ;,
r r
2 2
1 1 1
gl(x) = 0 + -2=0+ = 2 + cos2 x = +
cos 2x cos 2x 2
2 2 2
+ cos x = ! + cos x = - 0 cos x = +
2 2 2
r r
+x=- 0x=
4 4
r r r r
- -
2 4 4 2
g(x) n.d. + 0 - 0 + n.d.
gl n.d. 3 Máx. 4 Mín. 3 n.d.

334
Domínio 4  Trigonometria

gc- m = tanc- m + 2 ×
r r r r
= -1 +
4 4 4 2

gc m = tanc m - 2 ×
r r r r
=1-
4 4 4 2

Mínimo relativo: gc m = 1 -
r r
4 2

Máximo relativo: gc- m = -1 +


r r
4 2

21  
Numa circunferência de raio 1 , inscreve-se um E
hexágono [ABCDEF] de modo que AF = CD
e AB = BC = DE = EF . F D
Tem-se ainda que a é a amplitude, em radianos, a
do ângulo entre OD e o diâmetro da O
A C
circunferência que é paralelo a AC .
21.1 Mostre que a área do hexágono é dada em
função de a por: B

A(a) = sin(2a) + 2 cos a, a ! E0,


;
r
2
21.2 Determine o valor de a para o qual a área do hexágono é máxima.

21.1 Seja P o ponto marcado na figura. U4p79h1


sin a = DP cos a = OP DC = 2 sin a
A[AFDC] = AC × CD = 2 cos a × 2 sin a = 2 sin(2a)

2 cos a #c m
2 - 2 sin a
b#a 2
A[EFD] = = = cos a × (1 - sin a) =
2 2
= cos a - cos a sin a
Ahexágono(a) = A[AFDC] + 2 × A[EFD] =
= 2 sin(2a) + 2(cos a - cos a sin a) = 2 sin(2a) + 2 cos a - sin(2a) =
= sin(2a) + 2 cos a
 c.q.d.
21.2 
A l(a) = 2 cos(2a) - 2 sin a
Al(a) = 0 + 2 cos(2a) - 2 sin a = 0 +
+ cos2 a - sin2 a - sin a = 0 + 1 - 2 sin2 a - sin a = 0 +
- 1 ! 1 - 4 # 2 # (-1)
+ 2 sin2 a + sin a - 1 = 0 + sin a = +
2#2
1 r
+ sin a = -1 0 sin a = +a=
2 6

335
Trigonometria e funções trigonométricas

r r
0 2
6
Al(x) n.d. + 0 - n.d.
A n.d. 3 Máx. 4 n.d.
r
A área do hexágono é máxima para a =
6

22  
cos x
Considere a função f , de domínio ]-r, r[ , definida por f(x) = .
1+ cos x
Sem recorrer à calculadora, resolva as duas alíneas seguintes.
22.1 Estude a função quanto à existência de assíntotas ao seu gráfico.
22.2 Mostre que a função f tem um máximo e determine-o.
Adaptado de Exame Nacional do 12.º ano, 2001

22.1 Como o domínio da função é ]-r, r[ , e f resulta de operações


sucessivas entre funções contínuas, também é contínua, logo, as retas
x = -r e x = r são as únicas retas que podem ser assíntotas
ao gráfico de f .
cos x cos (-r) -1
lim  f(x) = lim   = = =
x "- r +
x "- r 1+ cos x +
1 + cos (-r) 1 + (-1+)
-1
= + = -3
0
Logo, a reta x = -r é uma assíntota vertical ao gráfico de f .
cos x cos r - 1+
lim  f(x) = lim   = = =
x "r +
x "r +
1+ cos x 1 + cos r 1 + (-1+)
-1
= = -3
0+
Logo, a reta x = r é uma assíntota vertical ao gráfico de f .

f l(x) = c ml =
cos x (cos x)l (1 + cos x) - cos x (1 + cos x)l
22.2  =
1 + cos x (1 + cos x)2
- sin x (1 + cos x) - cos x (-sin x)
= =
(1 + cos x)2
- sin x - sin x cos x + sin x cos x sin x
= =-
(1 + cos x)2 (1 + cos x)2
sin x
fl(x) = 0 + - = 0 + -sin x = 0 / (1 + cos x)2 ! 0 +
(1 + cos x)2 condição universal em ]-r, r[

+ sin x = 0 + x = kr, k ! Z

336
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
Em ]-r, r[ , fl(x) = 0 + x = 0

-r 0 r

fl(x) n.d. + 0 - n.d.


f n.d. 3 Máx. 4 n.d.
cos (0) 1 1
f(0) = = =
1 + cos (0) 1+1 2
1
Máximo de f : f(0) =
2

23  
Considere a função, de domínio IR+ , definida por f(x) = x - sinb x l .
r

Utilize métodos exclusivamente analíticos para resolver as questões seguintes:


23.1 Estude a função f quanto à existência de assíntotas não verticais
ao seu gráfico.
23.2 Determine o declive da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 2 .
23.3 Justifique que o gráfico de f tem pelo menos um ponto de inflexão
no intervalo [2, 3] .

b l
f x - sin x p
r
f (x)
m = lim   x = lim
23.1  =
x "+3 x "+3 x

sin b x l p
f sin b x l
r r
= lim 1 - x = 1 - lim   x =
x "+3 x "+3

sin (0+)
= 1 - =1-0=1
+3

b = lim ^f(x) - xh = lim e x - sin c m - x o = sin(0+) = 0


r
x "+3 x "+3 2
y = x é assíntota oblíqua ao gráfico de f .

f l(x) = d x - sin b ln = 1 + 2 cosb l


r l r r
23.2 
x x x

cosc m = 1 + 0 = 1
r r
fl(2) = 1 +
22 2

337
Trigonometria e funções trigonométricas

cosb x l
r r
23.3 fl(x) = 1 + 2
x

fm(x) = 4 cosb x l + 2 × 2  sinb x l =


2rx r r r r
x x x

r d r sin b x l - 2x cos b x ln
r r
=
x4

fm é contínua no seu domínio por ser composta por funções contínuas.
Em particular, é contínua em [2, 3] .

r e r sin c m - 4 cos c mo
r r
2 2
fm(2) = >0
24

r e r sin c m - 4 cos c mo
r r
3 3
fm(3) = <0
34

fm(2) × fm(3) < 0 , pelo que, pelo corolário do teorema de Bolzano-Cauchy,
fm tem pelo menos um zero no intervalo ]2, 3[ . Como fm(2) e fm(3)
têm sinais diferentes, podemos concluir que esse zero corresponde
à abcissa de um ponto de inflexão de f .

24  
De uma função h de domínio [-r, r] , sabe-se que a sua derivada hl
de domínio [-r, r] é dada por:
hl(x) = x - sin(2x)
24.1 Utilizando métodos exclusivamente analíticos, estude a função h quanto
às concavidades do seu gráfico e determine as abcissas dos seus pontos
de inflexão.
O gráfico de h contém um único ponto onde a reta tangente é paralela
24.2 
à bissetriz dos quadrantes ímpares. Recorrendo à calculadora gráfica,
determine a abcissa desse ponto.
Apresente a abcissa do ponto com arredondamento às centésimas.

24.1 
hm(x) = (x - sin(2x)h l = 1 - 2cos(2x)
hm(x) = 0 + 1 - 2 cos(2x) = 0 + 2 cos(2x) = 1 +

+ cos(2x) = cosc m +
1 r
+ cos(2x) =
2 3
r r
+ 2x = + 2kr 0 2x = - + 2kr, k ! Z +
3 3
r r
+ x = + kr 0 x = - + kr, k ! Z
6 6
338
8
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
Em [-r, r] ,
5r r r 5r
hm(x) = 0 + x = - 0x=r- 0x= 0x=
6 6 6 6
5r r r 5r
-r - - r
6 6 6 6
hm(x) - - 0 + 0 - 0 + 0- -
h + P.I. , P.I. + P.I. , P.I. +

O gráfico de h tem a concavidade voltada para baixo em

<- r, - F ; ;- , E e em < , rF .
5r r r 5r
6 6 6 6
O gráfico de h tem a concavidade voltada para cima em

<- , - F e em < , F.
5r r r 5r
6 6 6 6
O gráfico de h tem pontos de inflexão nos pontos com abcissas
5r r r 5r
- , - , e .
6 6 6 6
24.2
1,4
1,2
A (1,38; 1,0)
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0
-3,0 -2,0 -1,0 0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0
-0,2
g(x)=x -sin(2x )
-0,4

x á 1,38

u8p337h1sol

339
9 Osciladores Harmónicos
UNIDADE

e segunda lei de Newton

TAREFAS E AVALIAR CONHECIMENTOS

9.1 Osciladores harmónicos
 
Tarefa 1
Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo
I = [0, 30] (medido em segundos), de tal forma que a sua abcissa é dada
em função do tempo t ! I por:

x(t) = 3 cosc t+ m
r r P
3 6 -3 0 3 x

1.1 Indique a abcissa do ponto P nos instantes t = 0 e t = 2 .


1.2 Determine o número de vezes que, neste intervalo de tempo, o ponto P
passa na origem da reta numérica. U4p80h1n
1.3 Determine os intervalos de monotonia e os extremos relativos da função x .
1.4 Determine expressões que definam a velocidade e a aceleração do ponto
P , como funções de t ! [0, 30] .
1.5 Determine o período mínimo positivo da função definida em IR por:

y(t) = 3cosc t+ m
r r
3 6
1.6 Esboce o gráfico da função x .

3 3 3 3
1.1 
x(0) = x(2) = -
2 2
2r
1.2 Período
r =6
3
30
Como = 5 , o ponto P passa 10 vezes na origem.
6
1
xl(t) = 0 + x = - + 3k , k = 1 , … , 10
1.3 
2

decrescente <- + 6k,


1 5
+ 6kF + [0, 30] k ! {0, 1, 2, 3, 4, 5}
2 2

crescente <
5 11
+ 2k, + 2kF, k ! {0, 1, 2, 3, 4}
2 2
Tem mínimo absoluto -3 e máximo 3 , e mínimos relativos x(0) e x(30) .

340
9
Domínio 4  Trigonometria

UNIDADE
1.4 Respetivamente, -r sinc m e -  cosc t + m .
2<