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Sumário
Sumário ................................................................................................................................................................. 2
Agradecimentos .................................................................................................................................................... 3
Noções Básicas ...................................................................................................................................................... 4
O que é mercado financeiro? ............................................................................................................................. 4
Os intermediários e a dinâmica do mercado financeiro ...................................................................................... 5
Principais instituições do mercado financeiro brasileiro ..................................................................................... 5
Subdivisões do mercado financeiro brasileiro .................................................................................................... 5
O que são os minicontratos? .............................................................................................................................. 6
Como funciona a nomenclatura dos contratos? ................................................................................................. 8
As vantagens de operar com mini índice e mini dólar ......................................................................................... 9
Book de Ofertas ............................................................................................................................................... 10
Spread no book de ofertas ............................................................................................................................... 11
Gráfico ............................................................................................................................................................. 11
Tipos de gráficos .............................................................................................................................................. 12
Tempos Gráficos .............................................................................................................................................. 13
Todos os tempos mostram a mesma informação ............................................................................................. 15
Topos e Fundos ................................................................................................................................................ 17
Suportes e Resistências .................................................................................................................................... 18
Tendência ........................................................................................................................................................ 21
Momento da inversão ...................................................................................................................................... 25
Teoria de DOW ................................................................................................................................................ 27
Métodos Operacionais......................................................................................................................................... 30
Blended Candles (Candles Misturados) ............................................................................................................ 30
Região de Rejeição de Preço ............................................................................................................................ 31
Inside Candle ................................................................................................................................................... 32
Falso Rompimento ........................................................................................................................................... 32
Micro Tendência .............................................................................................................................................. 33
Candle Gatilho ................................................................................................................................................. 33
Falha de Continuação de Tendência ................................................................................................................. 35
Pinbar .............................................................................................................................................................. 35
Scalp (scalping) ................................................................................................................................................ 36
Parcial.............................................................................................................................................................. 36
Movimento “Super Confirmado”...................................................................................................................... 37
Checklist do Trader .......................................................................................................................................... 37
O que é Stop? .................................................................................................................................................. 38
Tempo de Tela ................................................................................................................................................. 39
Gerenciamento de Risco / Trade Plan .............................................................................................................. 40
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Agradecimentos
“Filipe Brito – Brito Trader”

Com toda paciência, tempo, incentivo fiz esse e-book para as pessoas de nosso grupo do Telegram que é
o principal público alvo. Pessoas que orientamos, ensinamos, aprendemos, compartilhamos felicidades e tristezas.
Pessoas, pais e mães de família, que precisam de uma mãozinha para mudar de vida e conquistar a independência
financeira. É essa uma de minhas famílias. Estamos todos os dias conectados e ajudando um ao outro mesmo a
distância pelo Telegram.

Venho aqui a agradecer a Deus em primeiro lugar, a todos os mentores, parceiros, amigos, alunos e a
vida. Principalmente ao Petterson Sartor, ao Junior Damasceno, ao Wilegon Lourenço, ao Hugo Borges, a nossa
advogada e trader Stella Maris, aos traders Phellipe Pereira, Elias Telo, Gil Campos, Adriano Cedraz, e todas as
pessoas que me apoiaram e ajudaram a formar este conteúdo. Sou eternamente grato a minha família, esposa e
filha, que são o motivo de não desistir e chegar ao sucesso.

Depois de muita pratica, backtest, erros e acertos, o conteúdo essencial para qualquer iniciante entrar no
mundo do mercado financeiro, ficou pronto nesse e-book. Agora quem quiser operar no mercado financeiro só
precisa seguir as dicas encontradas aqui, sem precisar passar pelos anos de frustração buscando uma técnica que
funcione.
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Noções Básicas
O que é mercado financeiro1?
O mercado financeiro é um ambiente que reúne um conjunto de instituições, entre tomadores de
recursos e investidores, permitindo a negociação de produtos financeiros, como títulos públicos, ações, fundos de
investimentos, entre outros. Os intermediários surgem como os responsáveis por promover o encontro entre estes
agentes.

Quem são os investidores?

Investidores são todas as pessoas ou empresas que participam no mercado de capitais com o objetivo de,
através do financiamento das empresas, valorizarem as suas poupanças ou os seus ativos. No entanto, devido às
diferenças de formação, experiência e capacidade financeira, os investidores particulares têm necessidades de
proteção diferentes que são tidas em conta nas leis relativas ao mercado de capitais e nos regulamentos da CMVM.

São estas diferenças que determinam a distinção entre:

 Investidores institucionais ou profissionais e


 Investidores não-institucionais.

Quem são os investidores institucionais e os investidores não-institucionais?

São investidores institucionais:

 As instituições de crédito (bancos);


 As empresas de investimento;
 As empresas de seguros;
 As instituições de investimento coletivo e respectivas entidades gestoras;
 Os fundos de pensões e respectivas entidades gestoras;
 Os fundos de titularização de créditos, respectivas sociedades gestoras e demais sociedades
financeiras previstas na lei;
 As sociedades de titularização de créditos;
 As sociedades de capital de risco, fundos de capital de risco e respectivas sociedades gestoras;
 Outras instituições financeiras autorizadas ou reguladas, e ainda
 Outras entidades, dotadas de uma especial competência e experiência relativas a valores mobiliários,
que a CMVM qualifique, em regulamento, como investidores institucionais.

Também não gozam da proteção conferida aos investidores não institucionais os Estados, as Regiões
Autónomas, os Bancos Centrais, as instituições supranacionais e as instituições financeiras de Estados que não
sejam membros da Comunidade Europeia e exerçam atividades semelhantes às referidas acima. Os demais
investidores são considerados investidores não institucionais, ou “pequenos investidores”, ou ainda investidores
não profissionais, e apenas estes podem recorrer a serviços como o serviço de Apoio ao Investidor e o serviço de
Mediação de Conflitos da CMVM, e à ação popular.2

Dentre os investidores existem também os Perfis:

 Daytrader é aquele opera realizando negociação de ativos durante um mesmo pregão;


 Swing trader está para o curto prazo. As operações duram, em média, acima de 2 pregões;
 Position trader estrutura seus investimentos em posições que permanecem por semanas e até
mesmo por anos com objetivo de ganhos das distribuições de lucros de dividendos.

1
Entenda o que é mercado financeiro? Disponível em <https://www.parmais.com.br/investimentos/>
2
Apostila CMVM
<http://www.cmvm.pt/pt/EstatisticasEstudosEPublicacoes/GuiaDoInvestidor/Documents/Investidores2.pdf/>
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Quem são os tomadores?

Os que precisam de mais recursos do que possuem. De formal geral, precisam pegar empréstimos com
terceiros. Empresas de sociedade anônima que vendem seus ativos para financiar seus projetos.

Os intermediários e a dinâmica do mercado financeiro


Os intermediários constituem a essência dos mercados financeiros, pois sem eles não haveria encontro
entre os tomadores e os investidores. Porém, cada intermediário geralmente cobra uma taxa sobre as operações
em que está envolvido.
É preciso tomar cuidado para não ter seu suado dinheiro debandado por taxas de corretagem e
administração, atentar para todos os custos envolvidos antes de cada decisão no mercado. São exemplos de
intermediários: bancos, corretoras de valores mobiliários, financeiras, cooperativas de crédito, etc.

Principais instituições do mercado financeiro brasileiro


A organização e funções das diversas entidades do mercado financeiro brasileiro compõem o Sistema
Financeiro Nacional. Com o propósito de apresentar o que é mercado financeiro, confira os principais órgãos e
entidades que compõe o mercado brasileiro.
Banco Central do Brasil
É responsável por executar as normas e diretrizes expedidas pela Conselho Monetário Nacional (CMN). O
Banco Central tem entre suas principais tarefas:
 Zelar pela quantidade de moeda disponível na economia;
 Manter as reservas internacionais em níveis adequados;
 Emitir papel moeda;
 Receber os famosos depósitos compulsórios dos bancos;
 Autorizar o funcionamento de todas as instituições financeiras.
Comissão de Valores Mobiliários

É responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de capitais no Brasil. A CVM
é essencialmente um órgão fiscalizador, mas também executa a função de fomento à aplicação de valores
mobiliários (ações, debêntures, entre outros).

Instituições financeiras

São consideradas entidades operadoras do Sistema Financeiro Nacional. Em geral são os bancos
comerciais, bancos de investimentos, a Caixa Econômica Federal e as cooperativas de crédito. Também se incluem
nas instituições financeiras as bolsas de valores, sendo que no Brasil temos apenas uma bolsa: a B3.

Subdivisões do mercado financeiro brasileiro


Atualmente, o mercado financeiro brasileiro possui uma certa complexidade e diversas instituições
envolvidas. Para compreender melhor o que é mercado financeiro brasileiro confira os detalhes de algumas das
principais subdivisões presentes em sua estrutura.

Mercado bancário

O banco é a instituição mais popular do mercado financeiro brasileiro. Devido a sua enorme abrangência
na vida dos brasileiros, o banco também figura entre as instituições mais importantes.

Na prática, os bancos segmentam sua atuação pela renda e patrimônio aplicado em produtos financeiros
do banco. Essa segmentação normalmente se dá em: private bank; alta renda e varejo.

Na teoria, além do melhor atendimento, o cliente private terá acesso a produtos diferenciados, com
menores taxas administrativas e maior rentabilidade. Porém, tome muito cuidado ao deixar seu dinheiro no banco!
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Mercado de câmbio

Trabalha com a negociação de moedas estrangeiras e reúne as pessoas interessadas em movimentar tais
moedas. No Brasil, os bancos e corretoras de câmbio atuam como intermediários.

Quem tem interesse no mercado financeiro de câmbio? De forma simplista, em um país existem aqueles
que produzem mais do que a procura do seu país e aqueles que produzem menos que o seu país precisa. Para esses
casos, respectivamente, haverá exportação e importação.

Tanto os que exportam quanto os que importam possuem interesse nas variações cambiais, podendo
realizar operações no mercado financeiro para se protegerem, por exemplo.

Mercado de ações

O mercado de ações no Brasil gira em torno da B3. No Brasil temos apenas uma bolsa, a qual é responsável
por organizar o mercado financeiro de ações para que sejam realizadas as negociações entre aqueles que querem
comprar e aqueles que querem vender ações.

Uma ação é a menor parcela do capital social de uma empresa. No mercado de ações existem duas
principais subdivisões:
 Mercado primário: quando as ações de uma empresa são emitidas diretamente ou por meio de
uma oferta pública;
 Mercado secundário: quando ocorre uma de titularidade das ações. O mercado secundário é onde
os investidores compra e vendem suas ações para outros investidores.

Mercado de derivativos

Como o nome induz, derivativos são contratos que derivam de outros ativos. São exemplos os mercados
de futuros, de opções e de swaps, entre outros. No mercado de futuros, por exemplo, os agentes econômicos
podem proteger seus produtos contra as oscilações de preços. O mercado de opções, por sua vez, permite que
investidores protejam seu capital investido em ações.

O que são os minicontratos? 3

No mercado financeiro, em linhas gerais, os derivativos são investimentos vinculados ao desempenho de


determinados ativos ou índices de referência. Por exemplo: as chamadas “opções” de compra ou de venda ficam,
geralmente, atreladas à variação da cotação da ação à qual se referem, ou seja, “derivam” ou vêm dela.

Já o Ibovespa, que é o principal índice de performance do mercado de ações brasileiro, não pode ser
negociado na bolsa, uma vez que representa apenas uma carteira teórica de ativos. Porém, uma maneira de
“espelhar” a tendência de movimento do IBOV, como também é conhecido, é negociando os contratos futuros
(valor maior) ou minicontratos (valor bem mais reduzido) desse índice.

Tais contratos refletem a expectativa de cotação que os investidores têm para o ativo ou o índice de
referência numa data posterior. Por isso, eles também são chamados de contratos futuros. Na bolsa de valores,
além do mini índice e do mini dólar, ainda há a possibilidade de se negociar contratos de commodities, como soja
e milho.

Qual a diferença entre mini índice e mini dólar?

Em tese, um contrato futuro representa o acordo entre um comprador e um vendedor acerca do preço
do ativo de referência. No mini índice, esses dois participantes do mercado combinam uma cotação para o contrato
relacionado ao Índice Bovespa numa data futura predeterminada.

3
Mini índice e mini dólar: o que é e como funciona? Disponivel em <http://blog.focalise.com.br/mini-indice-e-mini-dolar-
como-funciona/>
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Já no caso do mini dólar, comprador e vendedor acordam um valor para a taxa de câmbio do dólar
comercial. Tais contratos podem ser utilizados por investidores como forma de proteção (hedge) das carteiras de
ativos no curto ou no médio prazo, para se prevenirem contra oscilações de preços.

Se houver uma expectativa de baixa do Ibovespa no curto prazo, por exemplo, o investidor pode vender
contratos e, mais tarde, comprá-los por uma cotação mais barata. Com esse ganho, ele compensa a eventual perda
na carteira de investimentos.

Ainda assim, no dia a dia, os minicontratos são utilizados de maneira especulativa pelos participantes do
mercado, nas operações de curtíssimo prazo ou de day trade (abertas e fechadas no mesmo dia).

Nessa situação, é comum operar com alavancagem, ou seja, por meio de uma multiplicação do capital
inicial. Desse modo, em vez de adquirir um contrato inteiro, a pessoa só paga um percentual do valor total, que é
uma espécie de exigência mínima para se operar nesse segmento do mercado.

No final de cada dia, há o chamado ajuste das posições, em que são apurados os ganhos ou as perdas dos
participantes do mercado. Na prática, é calculada apenas a variação da cotação em relação ao pregão anterior. Com
isso, o investidor só ganha ou paga a diferença do minicontrato daquele dia, o que viabiliza as operações para quem
tem capital reduzido.

Como eles funcionam?

É importante mencionar que mini índice e mini dólar são ativos de risco elevado, já que as perdas podem
ser superiores ao valor inicialmente aplicado. Por esse motivo, é indispensável que, para gerenciar o risco, o
investidor monitore as operações.

Quem negocia no chamado daytrade, por exemplo, deve abrir e fechar a posição no mesmo dia, para
arcar ou ganhar apenas a diferença da cotação. Para negociar esses minicontratos futuros, também é indispensável
ter um conhecimento aprofundado de análise gráfica ou técnica.

Dessa forma, a pessoa passa a identificar o momento mais adequado de abrir e fechar uma posição, seja
na ponta compradora ou vendedora. Vale ressaltar, mais uma vez, que o contrato pressupõe a existência de dois
participantes: um que compra e outro que vende o papel.

No primeiro caso, a expectativa é que o ativo suba, para que a pessoa lucre com a venda posterior. Já no
segundo, o propósito é que ele caia, para que o investidor possa comprá-lo mais barato mais tarde e, assim, também
lucrar.

De forma simples, é possível dizer que há uma constante “queda de braço” entre as forças compradoras
e as vendedoras. No mercado de capitais, elas são comumente representadas pelas figuras do touro e do urso,
respectivamente. Não é à toa, então, que a tendência de alta dos preços caracteriza o “bull market”, enquanto a
tendência de baixa, o “bear market”.

Como operar com esses contratos?

Se você pretende negociar mini índice e mini dólar, terá que abrir conta em uma corretora de títulos e
valores mobiliários. Lá, existe a possibilidade de operar os minicontratos futuros no home broker, que é a
plataforma de negociação.

A corretora faz a ponte entre os investidores e a bolsa de valores. Ela também é a responsável por
“financiar” a operação de alavancagem.

Uma vez apto a operar com os minicontratos, depois de um aporte mínimo, o investidor terá de escolher
o papel que pretende comprar ou vender. Nesse ponto, é necessário lembrar que os contratos têm códigos e datas
de vencimento específicos.
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Depois de escolher a ponta compradora ou vendedora, o investidor terá que esperar o desenrolar da
operação e tomar a decisão mais adequada segundo a movimentação do mercado. Nesse caso, lembre-se de que
é sempre recomendável aproveitar a tendência (de alta ou de baixa) para lucrar com a força propulsora para cima
ou para baixo.

Por outro lado, também é essencial fazer o gerenciamento de risco, por intermédio do chamado “stop
loss”. Trata-se de um mecanismo capaz de fechar a operação caso chegue em um nível que você considere que
errou na estratégia e queira sair automaticamente.

O que é Margem de Garantia?

Em uma operação de DayTrade, você entra e sai no mesmo dia, não tendo a posse do ativo. Ainda assim,
nesta modalidade de operação, a corretora de valores pede um valor disponível na sua conta para você poder
operar cada contrato.

Este valor é chamado de margem de garantia. Vale ressaltar que a margem de garantia é bem menor para
DayTrade do que para posição (comprar e manter o ativo).

Em palavras mais técnicas, a margem de garantia é uma quantia em dinheiro depositada pelas partes
envolvidas em um contrato ou minicontrato futuro, com o objetivo de garantir o cumprimento do mesmo.

A margem de garantia é uma exigência da Câmara de Compensação para cobrir os compromissos


assumidos pelos participantes no mercado futuro.

Como funciona a nomenclatura dos contratos?4


“Os minicontratos futuro de dólar e os minicontratos futuro de índice, carinhosamente conhecidos como
mini dólar e mini índice. Eles foram idealizados para pessoas físicas e correspondem a 20% de um contrato cheio.
”5

Os contratos de Mini Índice são indicados com WIN seguidas da letra do mês de vencimento e do ano. Os
contratos de Mini Dólar começam com WDO, seguidas da letra indicativa do mês e o ano de vencimento.

Letras de vencimento

WDOFUT:
 F: Janeiro
 G: Fevereiro
 H: Março
 J: Abril
 K: Maio
 M: Junho
 N: Julho
 Q: Agosto
 U: Setembro
 V: Outubro
 X: Novembro
 Z: Dezembro

4
Entenda os minicontratos e aprenda como operar Mini Índice e Mini Dólar. Disponível em:
<https://dinheirama.com/blog/2017/01/02/aprenda-operar-mini-indice-mini-dolar/>
5
Mini dólar e mini índice: Boas opções para quem está iniciando na bolsa. Disponível em:
<https://www.equipetrader.com.br/mini-dolar-e-mini-indice-boas-opcoes-para-quem-esta-iniciando-na-bolsa/>
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WINFUT:
 G: Fevereiro
 J: Abril
 M: Junho
 Q: Agosto
 V: Outubro
 Z: Dezembro

Exemplos:
 Minicontrato de dólar com vencimento em Mar/18: WDOH18
 Minicontrato de índice com vencimento em Abr/18: WINJ18

No Índice: cheio = IND, mini = WIN, o contrato vence nas quartas-feiras mais próximas do dia 15 dos meses
pares: G, J, M, Q, V e Z.
No Dólar: cheio = DOL, mini = WDO o contrato vence todo mês no último dia útil.

As vantagens de operar com mini índice e mini dólar 6


Alta liquidez: devido à grande quantidade de negócios que acontecem diariamente, torna-se fácil e rápido
sair e entrar no mercado a qualquer momento. Portanto, quando você quiser zerar sua posição, basta vender ou
recomprar.

Diversificação: para quem já está há algum tempo na estrada e já tem resultados consistentes com as
ações, os minicontratos são uma excelente forma de diversificar a carteira e entrar em novos mercados.

Alavancagem: é possível lucrar bem mais com um determinado valor quando comparado aos contratos
normais. E isso é muito bom para quem está iniciando como trader e precisa conhecer o mercado.

Flexibilidade: é possível lucrar tanto com a alta quanto com a baixa dos valores. Isso vai depender da
estratégia do trader.

Como é calculado os ganhos nos contratos e minicontratos 7

Para o contrato cheio do índice, as negociações são executadas em lotes de 5 contratos cheio somando
valor de R$5,00 por ponto. Sabendo que o índice corre de 5 em 5 pontos, o valor de cada 5 pontos é R$25,00.

Para o minicontrato do índice, as são fracionadas em 20% de um contrato cheio, sendo negociados a
R$0,20 por ponto, com a variação mínima de 5 pontos é calculado o valor de R$1,00. Diferente do contrato cheio,
o minicontrato é negociado em unidade mínima de um contrato, deixando mais acessível aos iniciantes e reduzindo
o risco de grandes perdas.

Para o contrato cheio do dólar, são negociações em lotes de 5 contratos cheio e cada ponto vale R$250,00.
Sabendo que o dólar corre de 0,5 em 0,5 ponto, o valor de cada variação é de R$125,00.

Para o minicontrato do dólar, as são fracionadas em 20% de um contrato cheio, sendo negociados a
R$5,00 por cada variação mínima. Diferente do contrato cheio, o minicontrato é negociado em unidade mínima de
um contrato, deixando mais acessível aos iniciantes e reduzindo o risco de grandes perdas.

Vale lembrar que a proporção entre o índice e o dólar é: a cada 25 pontos no índice equivale a 0,5 ponto
no dólar. Sendo visivelmente mais alavancado o dólar que o índice.

6
Entenda tudo sobre os minicontratos de índice e de dólar na bolsa. Disponível em:
<https://blog.flashtrader.com.br/entenda-tudo-sobre-os-minicontratos-de-indice-e-de-dolar-na-bolsa/>
7
Autoria própria.
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Book de Ofertas
O nome book de ofertas vem literalmente de um livro, onde antigamente eram registradas todas as
intenções de compra e venda de um determinado ativo na Bolsa de Valores. Como antigamente os registros eram
feitos de maneira manual, literalmente escrevendo as ofertas de compra e venda em um livro e copiando-as para
uma lousa, onde os investidores podiam manifestar interesse em participar em alguma destas negociações.

Como milhares de ordens de compra e venda são enviadas a todo instante, a principal função do book de
ofertas é ordenar as ofertas, priorizando quais ordens serão casadas e executadas.

A lógica por trás do funcionamento do book de ofertas é simples:


 Ordens mais próximas ao preço de mercado (valor da última negociação) têm prioridade.
 Em ordens com valores iguais, a que foi enviada primeiro tem prioridade.
 O volume da ordem não afeta sua prioridade, mas esta ordem pode ser executada com diferentes
ofertas para poder ser 100% executada.
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Spread no book de ofertas8


Spread no book de oferta de compra e venda é a diferença entre as melhores ofertas de compra e venda
de um mesmo ativo. Ativos que são muito negociados e que possuem uma grande quantidade de ordens enviadas
tendem a ter uma diferença mínima entre a compra e a venda. Enquanto que ativos com menos liquidez, e que,
portanto, são negociados com menos frequência, tendem a ter um espaço maior entre a compra e a venda. Observe
a 1ª linha na figura do livro de ofertas da BRSR3 abaixo…

O valor do spread neste caso é de RS 2,20 pois as melhores ofertas de compra e venda são de R$ 25,00 e
R$ 27,20, respectivamente. Os ativos menos líquidos costumam ter spreads maiores, isto é, quem deseja entrar ou
sair rapidamente de uma posição comprada ou vendida deverá arcar com o custo do spread. Isto causa grande
variações nos preços dos ativos. Suponha no caso acima da BRSR3. O último negócio ocorreu no preço de R$ 27,20,
mas caso algum investidor que tenha o papel queira vendê-lo agora, imediatamente, deverá colocar uma oferta de
venda de R$ 25,00 que fará a cotação do ativo cair de R$ 27,20 para R$ 25,00. Ou seja, uma grande variação de
preço com um único negócio apenas. O mercado sempre vai considerar o ultimo preço negociado sendo o último
executado à mercado.

Outro detalhe é que algumas corretoras, principalmente de cambio (FOREX), incluem os custos
operacionais no spread, sendo essa diferença uma comissão nas negociações.

Gráfico
O gráfico é composto por dois eixos onde o horizontal é o tempo e o vertical é o preço. O conteúdo
apresentado aqui é exatamente a ação do preço em função do tempo (Price Action). Segue exemplo de um gráfico:

8
Spread no book de ofertas. Disponível em <http://abacusliquid.com/tag/spread-no-book-de-acoes/>
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Tipos de gráficos9
Gráfico de linha

O gráfico de linha é o que os investidores iniciantes mais conhecem. Na verdade, grande parte das pessoas
iniciantes imagina que só existe o gráfico de linha e que não existem outros tipos de gráficos. Visualmente ele é
bem didático.

Mas na medida em que o estudo do investidor se aprofunda, o gráfico de linha é a primeira coisa a ser
abandonada, pois ele é quase inútil em termos de informação.

O gráfico de linha apenas marca um ponto em cada preço da ação e os liga através da uma linha.

Gráfico de barras

O gráfico de barras é uma evolução considerável do gráfico de linhas e fornece muito mais informação ao
investidor. Ele não apenas liga os preços de fechamento de uma ação, mas informa também como foi o movimento
de uma ação num determinado dia ou período de tempo.

Se um gráfico de linha liga os preços de fechamento de uma ação, o gráfico de barras fornece os preços
de abertura, fechamento, máxima e mínima de cada dia (período) de pregão. O gráfico de barras ainda é utilizado
por analistas gráficos mais experientes, por conta do hábito. Mas ao novo investidor, torna-se de difícil visualização
quando se quer ampliar a amostragem.

Entre os 2 tipos de gráficos mencionados até aqui (linhas e barras), sem dúvida o de barras fornece maior
riqueza de detalhes.

9
Ações: Tipos de gráficos e periodicidade gráfica. Disponível em: <https://andrebona.com.br/acoes-tipos-de-graficos-e-
periodicidade-grafica/>
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Gráfico de candlestick

O gráfico de candles fornece as mesmas informações do gráfico de barras, porém com o incremento de
uma visualização muito mais fácil e didática.

Registra mínimas, máximas, abertura e fechamento de cada período gráfico e ainda tem um design mais
favorável. Normalmente os candles de alta aparecem “vazados” ou verdes, enquanto os candles de baixa aparecem
preenchidos, geralmente em preto ou vermelho. Mas isso é configurável pelo próprio investidor conforme sua
preferência.

Entre os 3 tipos de gráficos mencionados (linhas, barras e candlestick), é o gráfico mais utilizado por
analistas, traders e investidores com alguma experiência em ações.

Formação e entendimento do candle

Repare que, dessa forma, cada candle fornece adicionalmente à informação do preço de fechamento de
uma ação num dia, muito mais informações de como se comportou determinado ativo no respectivo período.

Tempos Gráficos

Um candle corresponde então a que período? A escolha da periodicidade gráfica é feita por cada
investidor quando define a configuração que mais se encaixa ao seu perfil e que quer acompanhar o mercado.

Num gráfico DIÁRIO, cada candle representa UM DIA de negociação. Cada candle, no gráfico diário,
informará o preço de abertura, de fechamento, a máxima e a mínima daquele dia.

Num gráfico SEMANAL, cada candle representa UMA SEMANA de negociação. Cada candle, no gráfico
semanal, informará o preço de abertura, de fechamento, a máxima e a mínima daquela semana.

Os gráficos diário e semanal são utilizados para posições mais longas. Os gráficos mais curtos são utilizados
por perfis de investidores mais agressivos e especuladores. Normalmente utilizam periodicidade gráfica no
intraday:

 No gráfico de 60 minutos, cada candle representa um intervalo de 60′ de negociação.


 No gráfico de 30 minutos, cada candle representa um intervalo de 30′ de negociação.
 No gráfico de 15 minutos, cada candle representa um intervalo de 15′ de negociação.
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Exemplos de gráficos de mesmo intervalo de tempo total, mas exibidos em configurações diferentes

Veremos abaixo 3 tipos de gráficos que representam a oscilação do Ibovespa no período de 10/02/2012
a 09/03/2012.
Gráfico diário – cada candle = 1 dia

Gráfico de 60 minutos – cada candle = 60′

Gráfico de 15 minutos – cada candle = 15′

Portanto, quanto mais especulador for o investidor e quanto mais curtas forem suas operações, menor o
tempo gráfico que ele tende a utilizar.

Isso ocorre porque para tomar decisões em intervalos menores de tempo, é preciso que a amostragem
seja maior. E isso é obtido quebrando o tempo total em intervalos menores, com a intenção de captar
oportunidades de curtíssimo prazo.
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Os tipos de gráficos, incluindo linhas, barras e candles, associados ao tempo gráfico são configurados de
acordo com cada investidor e a forma que, pessoalmente mais lhe agrada e lhe favorece para extrair informações
do mercado.
Todos os tempos mostram a mesma informação 10
“Todos os tempos gráficos são iguais! ”. Sim, essa é uma questão que não deveria ser nem discutida por
ser óbvia, mas infelizmente vemos quase diariamente ser necessário afirmar isso. Isso nem de longe é senso comum
entre traders, muito pelo contrário, o que é estranho, sendo que a grande maioria diz que estuda análise técnica e
gráficos (muitos inclusive se chamam de grafistas).

Ver que todos os tempos gráficos são iguais é o básico para saber ler um gráfico, como um gráfico
funciona, e que, é composto por dois eixos e como esses eixos se relacionam.

Primeiro um exemplo de um gráfico de um mesmo ativo em dois tempos gráficos diferentes:

WINZ17 27 de outubro - 15 minutos

WINZ17 27 de outubro - 1 minuto

As duas curvas são completamente diferentes, apesar de estarmos falando do mesmo ativo, no mesmo
dia, apenas usando tempos gráficos diferentes. Isso é o que a maioria dos traders fazem quando compara tempos
gráficos diferentes: apenas mudam o tempo gráfico.

Consegue perceber o erro em interpretar essas duas curvas como sendo diferentes? Consegue ver o que
há de errado nisso? Dica: EIXO-X.

Sim, não é possível comparar esses dois gráficos porque eles não estão mostrando a mesma coisa na tela.
O eixo X (horizontal) está fixo, sempre mostrando o mesmo número de candles. No primeiro gráfico temos o dia
inteiro de negociações, de movimento de preços. No segundo temos apenas a última meia hora. Ou seja, o segundo
gráfico está mostrando de forma detalhada os dois últimos candles do primeiro gráfico.

10
Tempos Gráficos - Sancler Leal.
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Mostrando agora os mesmos dois gráficos, só que dessa vez, no gráfico de um 1 minuto vamos ajustar o
eixo X (horizontal):
WINZ17 27 de outubro - 15 minutos

WINZ17 27 de outubro - 1 minuto

A curva de preços é EXATAMENTE a mesma. Os pontos relevantes também. O que temos no de 1 minuto
é muito mais detalhe e informações de como os preços de movimentaram. O gráfico de 15m é um “resumo” do
que aconteceu no de 1m, por isso a curva é mais suave, mas o movimento é o mesmo.

Operar com tempos gráficos maiores é apenas operar com atraso, é como utilizar um indicador qualquer,
que é sempre atrasado com relação ao que está acontecendo com o preço. Uma vantagem de fazer uma troca
rápida para um tempo gráfico maior e voltar é que acaba sendo uma maneira fácil de dar um zoom out quando
você estiver com preguiça de mexer no mouse.

Mais uma imagem para ajudar a entender o que acontece quando se troca o tempo gráfico sem mexer na
quantidade de candles no gráfico, o que está sendo feito na realidade:
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Topos e Fundos11
De maneira simples os topos e fundos são pontos extremos no gráfico de um ativo.

O que é um topo?

É a extremidade ou o ponto mais alto de um movimento de alta, o qual antecede um movimento de baixa.
Local onde o preço parou de subir e começou a cair. Geralmente a formação do topo é sinalizada por um ponto de
retorno de baixa.

Vale destacar que o topo é a região de resistência mais importante no gráfico. É um ponto de fácil
lembrança e identificação por diversos investidores, marcado pela reversão de um movimento de alta para baixa.

O que é um fundo?

É a extremidade ou o ponto mais baixo de um movimento de baixa, o qual antecede um movimento de


alta. Local onde o preço parou de cair e começou a subir. Geralmente a formação do fundo é sinalizada por um
ponto de retorno de alta.

Vale destacar que o fundo é a região de suporte mais importante no gráfico. É um ponto de fácil lembrança
e identificação por diversos investidores, marcado pela reversão de um movimento de baixa para alta.

A correta identificação dos topos e fundos é de fundamental importância na análise técnica, visto que
facilitará o entendimento de outros princípios essenciais, como por exemplo tendências de alta e baixa.

11
Topos e Fundos. Disponível em: <http://daltonvieira.com/topos-e-fundos-saiba-como-identifica-los/>
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Suportes e Resistências12
Suportes e resistências são dois conceitos básicos da análise técnica. Conhecê-los e saber identificá-los é
de suma importância para quem pretende operar no mercado através dos gráficos.

O mercado é feito de compradores e vendedores. Algumas vezes os compradores ganham a batalha,


fazendo com que o mercado inicie uma tendência de alta. Outras vezes os vendedores saem vitoriosos e fazem com
que o mercado inicie uma tendência de baixa.

Os pontos onde essas “batalhas” acontecem são muito importantes, pois definem a pausa ou a reversão
da tendência anterior, seja ela de alta, baixa ou até mesmo de mercado lateral. É nesses pontos que podemos
identificar os suportes e resistências.

A correta identificação desses pontos é que gera tanto entradas quanto saídas de operações. Obviamente,
os setups gráficos de entrada ou de saída (estratégias operacionais) não dependem apenas de suportes e
resistências, mas esses conceitos fazem parte da formação básica de qualquer analista gráfico.

Afinal, o que é um suporte?

Suporte é um nível, ou região, de preços onde a força dos compradores supera a força dos vendedores.
Na prática, é quando os preços dos ativos vêm apresentando cotações cada vez mais baixas (tendência de baixa)
até atingirem um nível onde os compradores entram no mercado comprando esses mesmos ativos. Isso faz com
que a tendência anterior, que era de queda, seja pausada, ou, até mesmo, revertida em uma nova tendência, dessa
vez de alta.

Repare como as setas vermelhas indicam que os preços estavam apresentando cotações cada vez
menores, formando uma clara tendência de baixa. No momento em que os compradores ganham força, a tendência
anterior de baixa é pausada num primeiro momento e, logo em seguida, é revertida. Os preços voltam a cair, mas
note como as setas azuis indicam um claro ponto de suporte no gráfico. Isso é o que chamamos de reta de suporte.

E resistência?

Ora, resistência é o inverso do suporte. Quando as cotações vêm apresentando preços cada vez mais
elevados em uma tendência de alta, mas chega o momento em que os vendedores ganham força perante os
compradores, então, esse movimento de alta é pausado, e pode se transformar numa reversão para uma nova
tendência de baixa, ou simplesmente fazer com que os preços não continuem subindo, ou seja, que fiquem
“lateralizados” por determinado período.

12
Suporte e Resistencia. Disponível em:
<http://www.investpedia.com.br/artigo/Identificando+suporte+e+resistencia+no+grafico+de+acoes.aspx/>
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É importante ressaltar que um ponto de suporte ou de resistência não necessariamente significa que as
cotações, a partir daquele momento, irão reverter a tendência atual em uma nova tendência na direção contrária.
Um suporte ou resistência indica, primeiramente, uma pausa, que poderá, ou não, se tornar uma nova tendência a
seguir.

O raciocínio inverso vale para a reta de resistência. As cotações do ativo vinham apresentando preços
cada vez maiores, numa clara tendência de alta, representada pelas setas verdes. No momento em que os
vendedores ganharam força em relação aos compradores (setas azuis), a tendência foi interrompida e o ativo
começou a “andar de lado”, e toda vez que chegava próximo à região de resistência, voltava a cair.

Uma resistência vencida vira um novo suporte, e vice-versa

Como você já notou, a resistência é o inverso do conceito de suporte. Por isso, quando uma resistência é
rompida, vira um novo suporte e quando um suporte é rompido vira uma nova resistência.

O que antes era uma reta de resistência (setas vermelhas), depois de rompida passou a ser uma reta de
suporte (seta verde).

Outros conceitos importantes

Quanto mais toques na suposta reta de resistência ou suporte um ativo fizer, e quanto mais tempo essa
barreira durar, mais relevante será o suporte ou a resistência.
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Quanto mais relevante for um suporte ou uma resistência, maior a probabilidade dele (ou dela) ser
respeitado no futuro.

É importante saber traçar as retas de suportes e resistências, pois seus respectivos rompimentos podem
indicar uma nova tendência. Mas esses níveis nem sempre possuem exatidão milimétrica. Muitas vezes existem
zonas de resistências e zonas de suporte, que acontecem quando existem pequenos rompimentos dessas retas
imaginárias, mas logo os preços voltam a se acomodar novamente dentro das zonas anteriores. É importante ter
bom senso ao traçar essas regiões. Não se prenda a níveis milimétricos.

E por que eles funcionam?

Essa é a pergunta que vale um milhão e que ninguém sabe responder com exatidão. Algumas
possibilidades plausíveis são:

Os investidores possuem memória

Quando investidores percebem que determinado ativo está numa cotação muito baixa em relação a seu
comportamento histórico, a ganância fala mais alto e muitos entram comprando esse ativo.

O mesmo vale quando o ativo atinge níveis muito altos e os investidores começam a se desfazer de suas
posições vendendo tais ativos, julgando que os preços já subiram demais.

Todos os participantes do mercado conhecem esses pontos

A explicação de que os investidores possuem memória é bastante romântica, mas, infelizmente, hoje em
dia, cada vez mais, o mercado é feito de sistemas computadorizados.

Esses sistemas precisam de regras para funcionar. Dentre a enorme diversidade de regras possíveis,
algumas delas passam pelos suportes e resistências. Assim, quando um ativo atinge um nível de resistência, com
baixo volume por exemplo, o sistema é acionado para começar a vender.

Da mesma forma, quando um ativo rompe uma resistência com bom volume, o sistema é acionado para
comprar.

O investidor comum também é capaz de se beneficiar desses pontos gráficos, basta conhecê-los e saber
analisá-los.

Resumindo, suportes e resistências, assim como todos os elementos da análise gráfica, funcionam porque
todos os participantes do mercado conhecem tais pontos. Por conhecer tais pontos, muitas vezes a ganância ou o
pânico falam mais alto e geram reversões, pausas ou continuidade de tendências, justamente nesses pontos.

Se todos parassem de utilizar tais pontos gráficos, provavelmente sua eficácia seria bem menor, mas
talvez isso nunca aconteça, pois, como já vimos, investidores são movidos por um misto de ganância e pânico.

Marcando Suportes e Resistências

Todos as regiões do gráfico que tiveram inversão de tendência são suporte e resistência importantes que
podem ser marcados. Também há uma informação que não pode ser desconsiderada: “Todas as máximas e mínimas
dos candles são regiões fortes”, e quanto maior o tempo gráfico mais forte e maior é a importância da região.

Cada pessoa tem seu estilo e forma de marcar, o importante é saber usar e usar com bom senso.

Dica: Observe as máximas e mínimas dos candles do Diário. Utilize essas regiões para filtrar melhor a
posição de suas marcações.
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Tendência
Resumo

1. Sempre que o preço romper um topo ele confirma o fundo anterior.


2. Sempre que o preço romper um fundo ele confirma o topo anterior.
3. Para inverter a tendência de ALTA para a tendência de BAIXA, o preço tem que romper a LTA e o
FUNDO confirmado ou confirmando TOPO mais BAIXO rompendo FUNDO. Onde o melhor ponto de entrada é o
próximo topo mais baixo após o rompimento.
4. Para inverter a tendência de BAIXA para a tendência de ALTA, o preço tem que romper a LTB e o
topo confirmado ou confirmando FUNDO mais ALTO rompendo TOPO. Onde o melhor ponto de entrada é o
próximo fundo mais alto após o rompimento.

O rompimento da LTA ou LTB não indica que quebrou a tendência. Só que enfraqueceu a força da
tendência. Na maioria das vezes o ponto limite para a inversão é o ponto máximo para o pullback. Sendo o melhor
ponto de entrada.

Existem várias linhas de tendência num gráfico.

As linhas são:
- Euforia para alta e Colapso para baixa - Estas são utilizadas em pullbacks de curtos movimentos
para entrada logo após o rompimento.
- Continuidade - Estas utilizadas para saber se a força continua vigente.
- Exaustão - Quando o movimento começa a consolidar e entrar em momento de
Distribuição/Acumulação.
- Canal - Onde o preço respeita um limite, podendo prever os pontos máximos e mínimos para
possíveis entradas.
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Princípios básicos e linhas de tendência 13

As tendências de direção de preços são divididas em três. Tendência de alta, de baixa e lateral
(consolidação). O primeiro passo é identificar a tendência e, para isso, traçar as linhas de tendência no gráfico é o
ponto de partida.

Tendência de alta

Uma tendência de alta é caracterizada pela formação de topos e fundos confirmados ascendentes (para
confirmar um fundo, o topo anterior precisa ser rompido). Uma vez identificados esses pontos, basta unir os fundos
confirmados ascendentes em uma reta para formar uma linha de tendência de alta, ou LTA, como também é
conhecida.

A imagem mostra os fundos ascendentes, representados pelas setas verdes. A reta que une esses pontos
(em azul) é a linha de tendência de alta, ou LTA. Lembre-se que em análise técnica não é necessário buscar precisão
milimétrica, ou seja, pequenos rompimentos dessa linha são perfeitamente aceitáveis. O bom senso é o diferencial
do bom analista. Saiba que sempre que um topo for rompido confirma um novo fundo, neste momento deve-se
ajustar a LTA.

Tendência de baixa

Na tendência de baixa, ao contrário da tendência de alta, os topos e fundos devem ser descendentes
(escadinha para baixo). Ao encontrar esses pontos, basta unir os topos descendentes para formar uma linha de
tendência de baixa, ou LTB.

13
Tendências, linha de tendência e canal de tendência. Disponível em:
<http://www.investpedia.com.br/artigo/Tendencias+linha+de+tendencia+e+canal+de+tendencia.aspx/>
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Na imagem os topos estão representados pelas setas vermelhas, e a reta que os une é a linha de tendência
de baixa, ou LTB. Saiba também que sempre que um fundo for rompido confirma um novo topo, neste momento
deve-se ajustar a LTB.

Tendência lateral (consolidação)

Diferentemente das tendências de alta e de baixa, a tendência lateral não possui uma direção nem para
cima, nem para baixo. Sua característica principal é apresentar topos e fundos dentro da mesma amplitude de
variação, ou seja, é claramente notável que, tanto os topos quanto os fundos, se apresentam dentro do mesmo
nível de preços. Em outras palavras, podemos dizer que os topos ficam no “teto” da congestão e os fundos no “piso”
da congestão.

Repare como os preços “andam de lado” e os topos e fundos ficam sempre no mesmo nível, até que
ocorra o rompimento para cima ou para baixo.

Canais de tendência

O gráfico de preços de qualquer tipo de ativo financeiro se movimenta em forma de “zig-zags”, que
formam tanto os topos quanto os fundos. Um canal de tendência, nada mais é que uma linha paralela adicional à
linha da tendência principal. Basta replicar a linha principal e deslocar a nova linha para o sentido oposto da linha
de tendência.

Você já deve ter notado que a tendência lateral, por si só, já é considerada um canal. Vejamos agora como
se forma um canal de alta e um canal de baixa. Utilizaremos os mesmos exemplos mostrados acima, apenas
replicando a linha de tendência e deslocando-a paralelamente no sentido oposto.

Canal de alta
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Canal de baixa

Como operar canais?

De nada adiantaria identificar canais se não fosse possível operá-los. A principal estratégia, e também a
mais simples, para operar canais é tentar comprar nos toques da linha inferior sustentado por suporte, seja do
canal de alta, de baixa ou lateral, e tentar vender nos toques, ou na região, da linha superior sustentado por
resistência.

Parece uma tarefa fácil, mas o dia-a-dia do mercado mostra que não é. Traçar um canal depois que os
preços já foram formados é extremamente simples, o difícil é operá-lo em tempo real. Por isso, são necessários
uma boa estratégia e um bom manejo de risco, além de conhecer e saber identificar os suportes e resistências de
determinado ativo, afinal, canais e linhas de tendência são derivados de suportes e resistências.

Operações contra tendência14

Considere um rio e você está nadando contra a correnteza. Isso é operar contra a tendência. Antes de
saber como operar contra a tendência devemos ter em mente que não temos alvo definido e precisamos que a
entrada seja numa região em que seu gerenciamento de risco fique sempre o menor possível e a saída seja o mais
rápido possível, usando a sensibilidade do candle sobre o conhecimento de suporte e resistência.

O primeiro e mais comum deste tipo de operação é o canal que podemos chamar a LT contraria de LT da
Contra Tendência. É onde será a provável região onde o preço irá retornar.

Outra ótima região para contra tendência são as falhas de rompimento de topo e fundo de uma tendência,
se sustentando em uma região de suporte e resistência relevante.

Esteja sempre atento, se possível utilize as Zonas de Rejeição do preço para melhores entradas ou retorno
em Candles de Exaustão.

Candle de Exaustão15

O sinal de exaustão ocorre após um longo período com os preços seguindo uma mesma direção. O
surgimento de um candle com corpo bem grande – quando comparado aos candles anteriores –, especialmente
com um brusco aumento no volume das negociações, é indicação de que pode estar ocorrendo uma exaustão ou
esgotamento da tendência atual.

14
Autoria própria
15
Psicologia dos Candles: Fase de Exaustão ou Esgotamento. Disponível em:
<https://br.advfn.com/educacional/candlestick/exaustao/>
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Após um longo movimento de queda dos preços, surge um candle negativo com corpo relativamente
grande, com pouca ou nenhuma sombra superior e inferior. O candle é acompanhado por um aumento brusco do
volume de negociação. Este candle pode ser interpretado como os vendedores realizando seus lucros ao
comprarem os ativos dos compradores desesperados com a longevidade deste movimento de baixa dos preços. Os
compradores desesperados com a possibilidade de manutenção do movimento de queda dos preços e, alguns
vendedores que continuam apostando na queda dos preços não perceberam que a pressão vendedora se esgotou.
Os investidores posicionados no ativo só aceitarão vende-lo por preços maiores. Os vendedores atrasados passam
a fechar suas posições pagando mais caro pelo ativo. Alguns compradores mais espertos, percebendo o potencial
de valorização do ativo, também começam a comprar, aumentando a pressão compradora.

O que são os pullbacks?

Em poucas palavras, é uma retração curta da tendência no gráfico do qual termina e volta a tendência
atual. Buscando informações existem algumas teorias.

Algum(ns) “Grande(s) Player(s)” que está(ão) gerando um movimento em uma direção, sustentando uma
tendência, e para(m) de injetar recursos:
 Para saber se há alguma outra força de outro(s) “Grande(s) Player(s)” contra a sua posição;
 Para ter um termômetro de força contraria e calcular qual a quantidade de recursos teria que
colocar para continuar a tendência sem exagerar da quantidade;
 Para aguardar o preço retornar e fazer um preço médio mais atrativo.

De todas as formas, estes seriam somente alguns conceitos e teorias estudadas entre pessoas que
trabalharam em tesourarias de bancos.

Momento da inversão

Sempre que o preço romper um topo ele confirma o fundo anterior.

Sempre que o preço romper um fundo ele confirma o topo anterior.


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Para inverter a tendência de ALTA para a tendência de BAIXA, o preço tem, primeiro, que romper a LTA,
depois o FUNDO confirmado ou confirmar TOPO mais BAIXO rompendo FUNDO. Onde o melhor ponto de entrada
é o próximo topo mais baixo após o rompimento.

Para inverter a tendência de BAIXA para a tendência de ALTA, o preço tem, primeiro, que romper a LTB,
depois o TOPO confirmado ou confirmar FUNDO mais ALTO rompendo TOPO. Onde o melhor ponto de entrada é o
próximo fundo mais alto após o rompimento.

O rompimento da LTA ou LTB não indica que quebrou a tendência. Só que enfraqueceu a força da
tendência. Na maioria das vezes o ponto limite para a inversão, que é o último FUNDO confirmado da LTA ou último
TOPO confirmado da LTB, é o ponto máximo para o pullback. Sendo o melhor ponto de entrada.

Teoria do Caos e Teoria dos Fractais16

A Teoria do Caos é a ciência que estuda os fenômenos caóticos, complexos e dinâmicos, com a finalidade
de realizar previsões.

O que as pessoas pensam que é acaso, na realidade, é um fenômeno que pode ser representado por
equações. Os cálculos envolvendo a Teoria do Caos são utilizados para descrever e entender fenômenos
meteorológicos, crescimento de populações, movimentos de placas tectônicas, variações no mercado de capitais,
entre outros.

Já a Teoria dos Fractais pode-se dizer que ela é uma ramificação da Teoria do Caos que determina a
evolução dos sistemas caóticos.

E de acordo com essas ciências, todo o fenômeno caótico possui padrões (fractais) que se repetem
indefinidamente, em diferentes escalas, e com proporções semelhantes. Existem vários exemplos desses
fenômenos, como o da formação da neve, das tempestades, dos furacões, das galáxias, etc., mas vamos pegar um
exemplo clássico, que é o da flor dos brócolis.

Flor dos brócolis

À primeira vista, quando você observa a flor dos brócolis, você tem a impressão que cada brotinho tem
um tamanho qualquer, e que eles cresceram aleatoriamente em um universo aparentemente caótico.

Entretanto, repare que o pequenino broto (padrão) da figura acima tem a mesma semelhança e
proporção que os brotos maiores. Porém cada um está em escala diferente.

O broto pequenino foi se desenvolvendo até surgir o segundo broto; o segundo foi se desenvolvendo até
formar o terceiro que por sua vez foi se desenvolvendo até que encontramos a flor dos brócolis completos.

Esses fenômenos de repetição de padrões em diferentes escalas é o que chamamos de Teoria dos Fractais.
Isso também ocorre no mercado de capitais.

16
10 Segredos Sobre Ondas De Elliott Que Todos Os Traders Deveriam Saber: Um Guia Indispensável. Disponível em:
<http://www.elliottbrasil.com/analise-tecnica/segredos-sobre-teoria-das-ondas-de-elliott/>
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Teoria de DOW
Afinal, o que é a Teoria de Dow17?

Ela é, em poucas palavras, uma das principais bases da análise gráfica da movimentação que acontece
nos preços dos ativos. Ela fundamenta a análise técnica que diz respeito à prática de prever as oscilações futuras
no preço das ações, baseando-se em aspectos passados. Ao olhar para trás, leva-se em consideração fatores como:
 Padrões gráficos;
 Dados históricos de preços;
 Volume de papeis negociadas etc.

Pode-se dizer que, enquanto a análise fundamentalista foca na empresa emissora das ações, buscando
referências sobre sua sustentabilidade em balanços, DREs, gestão corporativa etc. A análise técnica olha a ação
propriamente dita, e seu comportamento ao longo do tempo.

Quais são os seis fundamentos da teoria de Dow?

Para dar suporte às suas avaliações, a teoria de Dow se alicerça sobre 6 fundamentos. Conheça-os, a
seguir:

1. Os índices de preço já englobam todos os descontos

De acordo com esse fundamento, índices de mercado — como Dow Jones e Ibovespa — já são o reflexo
dos fatores que afetam a cotação dos preços e, portanto, consideram tudo que tem que ser descontado.

Com a rapidez e dinamicidade do mercado, as notícias que impactam os preços das ações são, de modo
instantâneo, incorporadas aos índices, descontando inclusive ocorrências imprevisíveis, como desastres naturais e
outras coisas.

2. O mercado possui três tipos de tendência

Na teoria de Dow, há três tipos de tendências de movimentação nos preços das ações, que variam
conforme a sua grandeza, por assim dizer. Imagine os movimentos marítimos e aplique-os às tendências possíveis:
 Uma tendência primária é uma maré, forte, com bastante movimento;
 Uma tendência secundária são ondas, que se formam conforme a maré sobe ou desce;
 Uma tendência terciária é apenas uma marola, que se forma entre as ondas e não tem muita
amplitude.

17
Afinal, o que é a Teoria de Dow? Disponível em <https://andrebona.com.br/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-teoria-de-
dow/>
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No mercado, a onda da tendência primária pode subir, e subir, e subir — por anos seguidos. Por isso ela
tem potencial maior de efeitos.

Já a tendência secundária se estende por menos tempo — de três semanas a três meses, por exemplo —
e podem ter uma amplitude entre um e dois terços do movimento anterior.

A tendência terciária — como você deve imaginar — é mais curta e mais “tímida”: ela dura menos de três
semanas e são pequeninos movimentos observados em torno de uma tendência secundária.

3. As tendências primárias possuem 3 fases

Dentro das tendências, há as subdivisões. O terceiro fundamento da teoria de Dow diz que as tendências
primárias têm três fases distintas:
 A fase da acumulação
Nessa fase o momento certo para comprar o ativo, pois o mercado já assimilou os impactos negativos que
causaram uma tendência de baixa e está se recuperando, ganhando fôlego para reverter o cenário e entrar em uma
tendência de alta.
 A fase da participação pública
Nessa fase, eles percebem o movimento e começam a comprar o ativo. Como efeito disso, o preço sobe
e a tendência se pronuncia mais, deixando as altas mais perceptíveis. Nesse momento, o mercado está assimilando
os fatores positivos.
 A fase da distribuição
Essa é a terceira fase, quando os ativos que estão se destacando começam a ganhar as manchetes dos
jornais e a participação do público, que começou na fase anterior, fica ainda maior. Nesse momento, eles sabem
que é hora de colocar o lucro no bolso, vendendo suas posições.

4. Os índices e médias devem se confirmar mutuamente

No mercado de ações, especialmente no americano, há vários índices complementares que tratam do


desempenho de vários grupos de empresa. Segundo Dow, esses índices precisam caminhar de acordo com as
tendências. Dessa forma, um confirma o outro.

A razão disso é que os índices falam sobre diferentes setores da economia que são impactados por fatores
semelhantes e também influenciam uns aos outros para garantir um crescimento sustentável.
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5. O volume precisa confirmar a tendência

Segundo a teoria de Dow, o volume é um fator secundário, mas ele também pode confirmar as novas
tendências, ao mostrar quantas ações foram negociadas. Em uma tendência primária, por exemplo, o volume
precisa expandir na mesma direção que ela apresenta.

Na prática, em uma tendência de baixa, o volume também vai decrescendo. Já na de alta, ele cresce
continuamente. E, ainda com esse princípio presente em sua teoria, Dow baseava sua estratégia somente nos
preços de fechamento.

6. Uma tendência ocorre enquanto não houver sinais de reversão

Os investidores se embasam em instrumentos de análise técnica que servem para confirmar se há uma
tendência presente nos movimentos ou não. São exemplos desses recursos:

 Os indicadores de análise técnica;


 As formações de topos e fundos;
 Os padrões gráficos;
 Os padrões candlesticks.

Como funciona a movimentação dos preços?

Há três tipos de movimentos de preços.

1. Movimentos Principais

Esses são aqueles que representam as tendências implícitas do mercado e duram entre meses e anos. São
aqueles a quem nos referimos normalmente como touro e urso:
 O touro representa a tendência de alta na bolsa — ou o bullish. Imagine um touro atacando: os
seus chifres fazem um movimento de baixo para cima. Essa é a analogia do nome.
 Já o urso é o contrário, representando a tendência de baixa (bearish), pois as patadas fortes do
ataque dele vêm de cima para baixo.

Depois de identificar a tendência primária, assim como na Física, ela vai prevalecer até que seja provado
o contrário.

2. Movimentos Secundários

O segundo tipo de movimento é o secundário, que se apresenta contrário à tendência primária e têm
natureza reativa. Eles podem ser considerados:
 Uma correção, no mercado de touro;
 Uma reação de retomada, no mercado de urso.

O movimento secundário tem características comuns nos mercados de touro e urso. Elas não são
necessariamente regras; estão mais para orientações que podem subsidiar outras técnicas de análise. Veja algumas
dessas características:
 Os movimentos secundários reconstituem cerca de 1/3 a 2/3 do movimento principal. O valor típico
é 50%;
 Eles tendem a ser mais rápidos e mais intensos que o movimento principal anterior a eles,
avançando mais e durando menos;
 O final do movimento secundário é caracterizado, em geral, por um período de apatia, antes de
percebermos a reviravolta. Essa apatia é percebida pelo pouco movimento nos preços, uma queda no volume ou
as duas coisas em conjunto;
 As baixas podem ser acompanhadas por um dia de alto volume.
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Os movimentos secundários são um fenômeno necessário para minimizar a especulação excessiva. As


correções e os movimentos contrários servem para manter os especuladores controlados e diminuem a
previsibilidade dos nos movimentos do mercado.

3. Flutuações diárias

As flutuações diárias podem realmente ser importantes quando observadas de forma agrupada. Mas há
muito perigo quando você olha para uma delas individualmente. Os movimentos do dia a dia se caracterizam por
serem muito aleatórios e, na melhor das hipóteses, o valor de previsão das flutuações diárias é limitado.

Assim, olhar para o todo e não esquecer dessa visão é tarefa básica para avaliar as variações diárias sem
se deixar enganar.

As flutuações diárias são como essas peças: elas são importantes — e até fundamentais — para compor
o cenário maior, mas precisam ser vistas em conjunto com outros dias para que você possa prever o que virá.
Analisando-as de forma combinada, há um padrão que subsidia as decisões. Isoladamente, chances máximas de
erro.

Métodos Operacionais
Blended Candles (Candles Misturados) 18

Os padrões de Candles são compostos de um ou mais candles e podem ser misturados para formar um só
candle. Estes candles misturados capta a essência do padrão e pode ser formado usando o seguinte:

 A abertura do primeiro Candle;


 O fechamento do último Candle;
 A máxima e mínima do padrão.

Usando a abertura do primeiro candle, máxima e mínima do segundo candle e fechamento do último
candle do padrão, um padrão Engolfo de Alta ou padrão Piercing se transforma em um Martelo. A longa sombra
em baixo do Martelo sinaliza uma potencial reversão de alta. Tal como acontece com o martelo, o padrão de Engolfo
de Alta ou o padrão Piercing exigem confirmação de rompimento.

18
Blending Candlestick. Disponível em: http://www.slcharting.in/blendingcandlesticks.html
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Misturando os candles de um padrão Engolfo de Baixa ou padrão Nuvem Negra cria uma estrela cadente.
A longa sombra superior da Estrela Cadente indica uma potencial reversão de baixa. Tal como acontece com a
Estrela Cadente, Engolfo de Baixa e Nuvem Negra exigem confirmação de rompimento.

Mais de dois candles podem ser misturados usando as mesmas diretrizes: abrir do primeiro, fechar do
último e máxima / mínima do padrão. Misturando os Três Soldados Brancos cria um longo candle branco e
misturando os Três Corvos Negros cria um longo Candle preto.

Região de Rejeição de Preço

A definição mais básica sobre rejeição é o “pavio” do candle. É a região defendida pelo traders como as
zonas de defesa de preço. Sempre que o preço voltar nessa região tem uma grande possibilidade de ser defendida
novamente, dando a oportunidade de uma entrada ou de uma realização parcial.
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Inside Candle

Inside Candle é um candle que não teve evolução no movimento, ou seja, sua máxima e mínima não são
rompidas pelos próximos Candles. Todos os Candles depois dele se mantem no centro do range do Inside Candle.
É um candle significativo que indica consolidação do preço em menor escala de tempo e de ótima oportunidade
caso rompa para algum dos lados.

Enquanto o Inside Candle não for rompido não deve operar, pois estará em consolidação.

Falso Rompimento

Falso rompimento é todo movimento de exaustão que o preço avança uma região e não continua seu
movimento. Para ilustrar melhor veja o desenho abaixo:

Veja que o movimento para em um suporte e volta, criando um pullbacks. Logo após o candle rompe e
volta, não continuando o movimento. Esse é o falso rompimento. Nesse momento, a melhor região de Stop é logo
abaixo do falso rompimento. Pois sabemos que, se rompido a mínima do candle que gerou o falso rompimento,
será confirmado o rompimento, continuando o movimento de queda.
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Micro Tendência

A micro tendência nada mais é que o menor movimento dentro do maior vendo de candle a candle. Com
o fundamento que todos os tempos são iguais, podemos afirmar que um candle do diário significa o movimento de
um dia. Sabendo que o formato de um movimento de alta em um candle é uma barra comprida podemos afirmar
que “TODO CANDLE É UMA TENDENCIA”. Então porque nos limitar a um candle de tempos maiores? Vamos aplicar
esse conceito no candle de um minuto.

Note o desenho da movimentação de cada período. Como ele obedece a mesma ideia de continuação de
tendência e inversão de tendência da Teoria de Dow. Observando esse movimento podemos entender melhor o
sentido dos gatilhos.

Candle Gatilho

As melhores entradas. Com o conhecimento de micro tendência, rejeição de preço e a ideia da Teoria de
Dow, temos a formação dos Candles Gatilho.

Gatilho 1

Gatilho 1 de COMPRA é o candle que faz o fundo mais baixo (menor mínima) em relação aos candles
anteriores num SUPORTE ou Zona de Rejeição. A entrada só será acionada no ROMPIMENTO da MÁXIMA do
Gatilho.

Gatilho 1 de VENDA é o candle que faz o topo mais alto (maior máxima) em relação aos candles anteriores
numa RESISTÊNCIA ou Zona de Rejeição. A entrada só será acionada no ROMPIMENTO da MÍNIMA do Gatilho.

Sempre utilizado a favor da tendência. Pois, na maioria das vezes o preço não volta para uma outra
oportunidade no Gatilho 2.
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Na figura vemos a inversão da tendência segundo a Teoria de Dow. Quando o movimento faz um topo
mais baixo rompendo fundo. Seguindo a técnica, o Gatilho 1 seria acionado quando o próximo candle rompe a
mínima do candle gatilho.

Melhor ponto

Melhor ponto após Gatilho 1 é a entrada onde o risco é reduzido com objetivo e aproveitar a rejeição
antes do Gatilho 2. Na maioria o Stop é menor que 50pts no Índice e 1,0pts no Dólar e protegido no
Suporte/Resistência ou uma Zona de Rejeição ou falha do rompimento. Esta entrada só é utilizada quando tiver
margem ganha para que a perda não comprometa o capital caso der errado, ainda tendo a possibilidade de entrada
no Gatilho 2.

Na figura acima é possível visualizar que existe uma rejeição onde mostra o melhor ponto de entrada. A
primeira é entrada é no Gatilho 1. A segunda pode ser em qualquer local dentro de uma zona de Rejeição, sendo
ela a falha da tendência. Reduz pela metade o risco/retorno.

Uma ótima observação é que o mercado faz um movimento e retorna em média 50%. O que faz acontecer
do Gatilho 1 ser acionado e voltando no 50% dando oportunidade do melhor ponto.

Gatilho 2

Este é a melhor entrada de todas. Onde o Stop fica com menor risco possível. É quando o Candle do
Gatilho 1 é acionado e volta num falso rompendo do lado oposto do Gatilho 1. Retornando a favor da direção da
operação. Fechando o candle, coloca-se o stop alguns tick’s atrás do falso rompimento.

Se o rompimento confirmar, este acionará o stop, indicando que o movimento vai andar até o próximo
suporte/resistência.
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Este falso rompimento acontece quando a região é uma zona relevante e a força do movimento atual dá
o último suspiro, deixando um Candle de exaustão, seguido da realização no sentido contrário à exaustão.

Falha de Continuação de Tendência

Movimento que tem candle gatilho a favor do movimento anterior e logo em seguida um gatilho contrário
gerando a falha do rompimento do topo/fundo, fazendo um movimento contrário, na maioria das vezes invertendo
tendência. Muito usado e com alta probabilidade de acerto quando acontece num suporte/resistência.

Pinbar

Esse é o mais poderoso padrão que pode ser utilizado no Price Action.

Geralmente é considerado um PinBar quando é composta pelas seguintes características:

 O "pavio" (ou cauda) deverá ser de pelo menos 2 vezes ou mais o comprimento do corpo.
 O corpo deve estar presente próximo do extremo do candle anterior na direção do movimento
atual, não invadindo a direção contrária do candle anterior.
 O pavio deve se destacar quando comparado com barras anteriores. Assim, algumas das primeiras
coisas a procurar é o comprimento do pavio quando comparado com o corpo.
 A extremidade do pavio (máxima, no caso de topo, e mínima, no caso de fundo) não pode estar
dentro do candle anterior.

Os PinBar’s são diferentes dos Dojis e, como tal, são negociadas de forma diferente. Dojis são um sinal de
indecisão no mercado (porque o fechamento é muito próximo da abertura, com corpo próximo do centro do
candle) e são um aviso de cautela quanto a tendência atual pode ser mais curta. Os traders precisam estar cientes
da diferença entre Dojis e PinBar’s.
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O movimento que gera o pavio é denominado Rejeição de Preço. Num futuro próximo servirá como
referência de suporte e resistência. Sabendo que toda zona de Rejeição tem um movimento similar num futuro
próximo quando o preço volta novamente nessa região. Afirmando que o mercado tem lembrança de sentimento
de preço, se está caro ou barato.

Scalp (scalping)

Os scalps são operações de movimentos rápidos e alvos curtos em comparação às tendências. Muitas
pessoas criaram um mito que o scalp é um movimento muito curto, porem o scalp é o movimento que busca uma
“perna” contra ou a favor da tendência, podendo ser curto ou relativamente grande. Existem 3 tipos de operação
scalp:

 Quando é predeterminado um tamanho fixo de alvo, este sendo em média de 50pts no índice ou
1,5pts no dólar;
 Quando o alvo é visado no topo e fundo mais próximo;
 Quando se faz o trailling stop (stop móvel) até chegar ao momento que aciona o stop gain por um
Candle contrário. Este tem melhor custo benefício pois é variável limitado ao tamanho da aceleração e volatilidade.

Parcial

Toda a parcial é um scalp dentro de uma operação. É recomendado fazer quando não se tem confiança
no trade. Isso garante uma gordura (parte realizada para arriscar). Dependendo do tamanho da mão que abrir a
operação, é possível gerenciar o trade realizando maior parte para gerar uma gordura maior, tendo mais espaço
para trabalhar o preço sem zerar a operação antes do preço seguir para seu alvo.

Um exemplo é entrar com 10 contratos e observando que o tamanho do stop é maior que o alvo de uma
parcial de tamanho fixo de 50pts, fazendo uma parcial com 7 ou 8 contratos. Com isso seu preço médio entre 80pts
e 120pts podendo ajustar o stop em uma posição sem risco de perda.
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Movimento “Super Confirmado”

O movimento “Super Confirmado”, no qual tem maior confirmação de inversão. Este movimento é o mais
esperado de todos. Utilizados pelos conservadores.

As condições para este movimento ser realizado na compra é:

1. FUNDO mais ALTO;


2. Rompimento da LTB;
3. Rompimento do Último TOPO confirmando FUNDO mais ALTO permitindo traçar a LTA;
4. Gatilho no FUNDO mais próximo da LTA, respeitando o limite do FUNDO CONFIRMADO.

E as condições para venda é:

1. TOPO mais BAIXO;


2. Rompimento da LTA;
3. Rompimento do Último FUNDO confirmando TOPO mais BAIXO permitindo traçar a LTB;
4. Gatilho no FUNDO mais próximo da LTB, respeitando o limite do TOPO CONFIRMADO.

Checklist do Trader

1. - Ritual Matinal (Livro - O Milagre da Manhã)


1.1 - Meditação, escrita, leitura, afirmações, exercício e legalização;
2. - Estudos
2.1 - Anotar os horários de notícia com intuito de não ser pego desprevenido;
2.2 - Desenhar o movimento do mercado e identificar a tendência atual;
2.3 - Marcar os suportes e resistências;
2.4 - Desenhar os prováveis movimentos do mercado;
3. - Abertura (caso tem afinidade com a técnica)
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3.1 - Visualiza onde abriu o mercado e a distância para o suporte/resistência mais próximo;
3.2 - Só operar a partir do segundo Candle do dia sendo o primeiro um gatilho no suporte/resistência
ou próximo;
3.3 - Alvos sempre antes das regiões de rejeição de preço do dia anterior;
4. - Operacional
4.1 - Fazer leitura de mercado observando as LTs, suportes e resistências, topos e fundos, micro
tendência e rejeições;
4.2 - Observar os gatilhos a favor da tendência, os mais próximos da região dos suportes/resistências;
4.3 - Operar contra tendência com gatilho 2 somente se tiver gordura e em regiões que houve rejeição;
4.4 - Antes de posicionar a entrada, deve primeiro determinar os locais de alvo, parcial e stop;
4.5 - Calcular o mais rápido possível se o stop está dentro do gerenciamento de risco e se o alvo está
maior que 1:1;
4.6 - Posicionar e aguardar execução da ordem de entrada;
4.7 - Posicionar ordens de Stop Loss, Parcial (se tiver) e Gain;
4.8 - Aguardar movimento acionando ordens;
4.9 - Acionando a parcial, deve-se ajustar o Stop para o Gain, podendo ajustar de acordo com o trailling
stop (stop móvel) durante o movimento;
4.10 - Após fechar a operação, caso iniciante, procure auto avaliar, não entre novamente se tiver um
estado de euforia ou frustração;
5. - Pós operacional
5.1 - Refazer o estudo de mercado e operar a favor da tendência repetindo todo o item 4;
6. - Pós mercado
6.1 - Avaliar entradas, anotar erros para focar em não os repetir;
6.2 - Preencher planilha com Saldo do dia e reavaliar metas de loss e gain.

O que é Stop?19

O Stop é seu segundo maior aliado no mundo da renda variável. O primeiro é a sua estratégia. Pois é ela
quem vai definir o seu stop (dentre outras coisas).

O Stop lhe ajudará bastante para evitar que suas emoções afetem na sua decisão de saída de uma
operação, devendo ser estipulado antes mesmo da compra. Afinal, você tem que entrar numa operação sabendo
exatamente quanto pode ser perdido na mesma.

Uma pessoa que não possui estratégia e sem stop provavelmente não conseguirá raciocinar no momento
certo de sair da operação, devido a sentimentos como Medo, Ansiedade e Desespero. E, agindo assim,
provavelmente sairá no momento que deveria estar entrando.

Mesmo uma pessoa bem preparada, com stop pré-definido, sabe exatamente onde vai parar, pode até
ter medo ao ver que está próximo do seu stop, mas ao chegar nele, sentirá o alívio de que tudo estava sob controle
e que, sem ele, provavelmente seria pior.

Considere o stop como pular de bungee jump. Ao pular você pode até sentir medo, mas você sabe
exatamente onde vai parar; e ao chegar a seu destino, apesar da ansiedade e do susto, vai ver que valeu a pena ter
deixa o stop (corda) lá.

O Stop nada mais é que um programa em que, caso o valor de um ativo chegue ao preço pré-programado,
ele irá executar fechando a operação em seguida a preço de mercado (ou a um valor previamente estipulado).
Quanto a isso não tem realmente muito mistério.

19
Para que serve o stop? Adaptado e disponível em: <https://analisedomercado.wordpress.com/2009/07/28/para-que-
serve-o-stop/>
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Mas como ele funciona? Existem basicamente dois tipos de stop: Stop Loss e Stop Gain.

O Stop Loss é aquele que lhe previne do prejuízo maior, estipulando o máximo a se perder. Dentro do
Stop Loss temos os seguintes tipos:

Stop Financeiro: É aquele no qual você define uma quantia máxima que pode perder em um trade.
Cuidado para não se afobar demais! Só perca o que pode perder! Mas também não deixe stop muito próximo, pois
assim fica o sujeito sair da operação antes da hora. Este é um grande problema do stop financeiro, pois, por não
ter nenhum fundamento com relação aos preços, fica muito sujeito a volatilidade do mercado e pode várias vezes
sair do mercado desnecessariamente, acarretando em prejuízos, ou até pequenos e insignificantes lucros.

Stop Técnico: É o mais utilizado pelos traders mais experientes. Usando a técnica para determinar a região
que a tendência começa a perder a força e seguir na direção contrária. Onde não estariam mais posicionados caso
a direção do mercado inverta. Para saber onde posicionar, o trader faz toda a análise gráfica e sabe que é onde o
preço será defendido, tendo várias teorias de defesa do preço (rejeição, suporte ou resistência, limite da inversão)
a favor de sua operação para sua proteção.

Stop de Rompimento: É o substituto do Stop Técnico. Utilizado após o Gatilho 2, onde se aguarda o falso
rompimento. Após fechado o Candle que rompeu o lado oposto do gatilho 1, posiciona o stop alguns pontos atrás
(média de 25 a 40pts). Este é que te protege de o preço correr contra sua entrada confirmando rompimento.

O Stop Gain é aquele stop que visa proteger seus lucros. Normalmente usam-se as 3 técnicas acima:

No financeiro, usando o stop móvel, que é um stop que, após o preço passar de um valor pré-programado,
para cada x% que o ativo suba, o stop sobe x+y%. Neste momento ele já se torna mais útil pois assim lhe impede
de devolver tudo ao mercado devido a reversões ou quaisquer outros motivos;

No stop técnico pode ser bastante útil, já que alguns sinais normalmente indicam reversões. Sendo assim
você pode sair da operação sem perder boa parte do lucro.

Creio que tenha ajudado um pouco a entenderem melhor sobre essa poderosa ferramenta, que com
certeza é mais importante e necessária que várias das ferramentas usadas por aí. Você pode viver sem aquele
software gráfico de última geração, sem aquele servidor de cotações tempo real, até mesmo sem um homebroker,
mas sem um stop, sua vida na bolsa não passará de um jogo. Ao menos terás grandes emoções, não
necessariamente boas, mas que terá, terá.

Tempo de Tela

Quando perguntamos: - Quando podemos exercer uma profissão? A primeira coisa que temos que saber
é que precisamos analisar o quanto tempo de treino temos para minimizar os erros. Um piloto de avião precisa de
no mínimo 10 mil horas de voo para ser habilitado a pilotar um avião com segurança. O mesmo acontece com
médicos, engenheiros, operadores de maquinas industriais, pilotos de formula 1, etc., e também ocorre com os
operadores do mercado financeiro. Cada ativo tem sua peculiaridade. Alguns são mais voláteis, outros tem
influencias de muitas notícias, outros baixos volumes. Para poder operar de forma segura e não perder dinheiro, o
trader deve estudar o ativo que pretende se especializar por um tempo maior até ter capacidade e experiência para
saber identificar seus movimentos. Como já falamos, o mercado tem memória e o mercado se repete em vários
movimentos por esse motivo.

Outro ponto importante é que muitos pensam que tempo de tela é operar mercado em movimento, o
que estão muito enganados. Tempo de tela é o tempo que gasta estudando técnicas, praticando, lendo livros sobre
o assunto do mercado e de psicologia do trader, é todo tempo que é dedicado ao mercado dentro ou fora dele.

Outro detalhe é quanto tempo concentrado pode se manter estudando e praticando. Segundo a
neurociência, nossa concentração só dura média de 90 minutos. É extremamente recomendado que durante as
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atividades tenha uma pausa de, no mínimo, 5 minutos a cada 45 minutos de concentração, com pensamento em
outro assunto que não seja mercado.

Temos que pensar que o cérebro é um musculo que exercitamos para aprender e desenvolver. Como
amigo diz: “A pessoa que exercita muito um musculo, o mesmo começa a catabolizar, atrofiando-o. No caso do
cérebro, quando passamos muito tempo operando, temos a perda significativa do potencial neural, tendo como
consequência, o déficit de atenção. 20”.

Gerenciamento de Risco / Trade Plan21

O mercando financeiro não vai te deixar rico da noite para o dia, mas pode tirar todo seu capital nesse
tempo. Temos que tomar muito cuidado com a forma de como operamos e como gerenciamos nosso capital. A
cabeça de um trader deve estar sempre ligada em tudo que acontece em sua volta. Mercado financeiro não é
brincadeira, por isso deve ser levado a sério. Se você entrou nesse mundo procurando dinheiro fácil e rápido você
está no lugar errado. Para dar certo no Mercado Financeiro é preciso muita disciplina e estudo. Também deve se
focar na psicologia que é, de um ponto de vista, um fato muito importante para o sucesso de um Trader.

Segue abaixo algumas dicas que, se usadas e levadas a sério, pode ajudar muito no dia a dia de um Trader.

1- Qual ativo operar

É muito importante que sejamos focados em tudo que vamos fazer. Temos que pensar sempre em ser o
melhor nas nossas escolhas. Por isso o certo seria escolher qual ativo operar e ser o melhor nele. Devemos colocar
em nossa cabeça que os resultados só dependem de nós, com isso correr atrás e se aprofundar em qual ativo
escolher.

2 - Qual o tamanho operar.

Quando estamos aprendendo o erro é inevitável. Com isso devemos operar com o mínimo possível.
Operar com apenas 1 contrato no início não é vergonhoso. Devemos ter consciência de que estamos na fase do
aprendizado. Tenha paciência e crie consistência antes de dobrar a quantidade de contratos.

3 - Meta de ganhos

Estamos sempre colocando meta em nossas vidas e no Mercado Financeiro não é diferente. Devemos
sempre estipular nossas metas e respeita-las. Não vamos nos sabotar. Um trader vencedor deve ser humilde e
aceita o que o mercado oferece.

4 - Meta de Perda

Mais do que a meta de ganho é extremamente importante se ter uma meta de perda. Infelizmente
quando se fala em Mercado Financeiro a palavra perda estará presente. Cabe a um trader saber controlar a perda
e sempre ter a cabeça no lugar. Uma dica de perda, 60% da sua meta de ganho (se sua meta de ganho for de R$
100,00 pode se perder até R$ 60,00). Isso é aceitável. Jamais deve se perder mais do que ganhar.

5 - Stop Máximo por operação

O primeiro Stop é sempre o melhor. Não deixe seu Stop se estender, não se torne um passageiro da agonia
ou um torcedor desesperado. Tenha humildade. Percebeu que errou “Stopa”. Errar é humano, só não devemos
persistir no erro.

20
Autor: Jorge Bispo Damasceno Junior
21
Autor: Gil Campos
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6 - Ganho por operação

É interessante saber o que se quer do Mercado Financeiro. Deve se estipular uma pontuação total por
operação. A maioria dos iniciantes entram no mercado sem ter a noção do valor diário que se quer obter. O que
acontece muito é a euforia de ver o financeiro alto e o trader sonhar em ter o ganho do mês em um dia. Seja
realista! Faça uma base de quanto quer no mês e divida em dias observando seu histórico de acertos. Coloque
como o exemplo o salário mínimo atual e divida por 20 dias (tendo histórico de acerto de 100%) para saber quanto
precisa fazer ao dia para chegar a um salário mínimo.

7 - Parar e analisar seu dia

Devemos ter consciência de que um dia é diferente do outro. Com isso se seu dia não está favorável, pare
e analise a melhor forma de não correr riscos. Uma dica. Após 3 Stop seguidos (e não atingindo sua meta diária de
perda) pare e repense seu dia, suas ações, suas estratégias. Se não estiver em um dia bacana, deixa para amanhã.
Mercado tem todo dia, não se arrisque.

8 - Qual melhor horário para se operar.

Qual sua ideia quando pensou em se tornar um trade? Não seria de uma vida saudável? Com liberdade
de horários? Tem tempo para família, amigos...?

Então do que adiantaria passar o dia todo em frente a tela?

Estipule um melhor horário para se operar. Alguns dizem que é pela manhã o melhor horário mas tem
outros que preferem o período da tarde. Cabe ao trader saber qual período seria melhor.

9 - Auto Avaliação

Tem dias que as coisas não estão bem. Problemas pessoais, psicológicos, etc. Problemas do nosso
cotidiano. É muito importante o auto avaliar antes de sentar em frente a tela. Se o seu dia não estiver agradável,
se acha que não está em um bom dia e que não está 100%, não opera. A chance de perder é grande e isso pode
afetar ainda mais seu psicológico.

10 - Loss Front Top

Já em outros dias nos sentimos muito bem e atingimos nossa meta de forma rápida e consistente. Com
isso queremos continuar operando. Isso é bom mas devemos sempre proteger nosso capital. Se você está confiante
e o mercado está a favor, o Trader pode fazer o LOSS FRONT TOP que nada mais é do que arriscar uma pequena
fatia da sua meta para mais uma operação. Com isso pode se pegar 20% a 30% da sua meta e entrar em mais uma
operação, tendo disciplina e sair se o mercado for contra sua posição e atingir a perda máxima determinada.

11- Saques Periódicos

É de suma importância a premiação própria. O psicológico tem que ser acostumado em subconsciente
que é bom estar positivo. Que o fruto de muito trabalho gera bons resultados. Então procurem determinar quantos
de aportes e qual a periodicidade. Não saquem todo o lucro. Entenda que o juros composto é o melhor amigo do
trader.

Traders, essas dicas são de vários vídeos, livros, apostilas, etc., encontradas na internet. Exercidas por
experiência todos os dias e com isso conseguir operar com mais segurança. Agora cabe ao trader pesquisar e se
informar mais sobre o assunto. Isso aqui não é um manual do sucesso, mas uma forma de mostrar um rumo que
poderá ser seguido.