Você está na página 1de 2

Ministério da Educação

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ


Campus CAMPO MOURÃO

PLANO DE ENSINO
CURSO Tecnologia em Alimentos MATRIZ 28

Processo n.º 43/98 – COENS, aprovado pela Resolução n.º 11/99 do Conselho de Ensino
de 18/01/1999 e Deliberação n.º 03/99 do Conselho Diretor, de 19/03/1999. Portaria de
FUNDAMENTAÇÃO
Reconhecimento n.º 3.853 de 15/12/2003, publicada no Diário Oficial da União de
LEGAL
17/12/2003, na Seção I, página 34. Aditamento do MEC, Resolução n.º 135/06, de
01/12/2006.

DISCIPLINA/UNIDADE CURRICULAR CÓDIGO PERÍODO CARGA HORÁRIA (horas)


TOTAL
Tecnologia de carne e derivados CD36A 6º
80

PRÉ-REQUISITO Não há
EQUIVALÊNCIA Não há

OBJETIVOS
Fornecer ao aluno informações que o habilite a compreender os procedimentos tecnológicos relacionados à
obtenção, processamento e industrialização de produtos de origem animal.

EMENTA
- Estrutura microscópica do tecido muscular.
- Fenômenos Bioquímicos post-mortem.
- Refrigeração e congelamento
- Manejo pré-abate e abate de suínos, bovinos, pescados e aves. Rendimento e corte de carcaças.
- Qualidade da matéria-prima.
- Ingredientes não cárneos.
- Industrialização de Embutidos de massas fina e grossa.
- Industrialização de produtos cárneos curados fermentados e não fermentados.
-Tecnologia e processamento de empanados.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ITEM EMENTA CONTEÚDO
Ciência da carne: estrutura do músculo e tecidos associados,
Estrutura das fibras musculares. Tipos de tecidos
1 Estrutura microscópica do tecido muscular musculares. Composição química da carne: proteínas,
lipídeos, carboidratos, água, enzimas e minerais. Valor
nutritivo da carne.
Metabolismo do músculo: conversão do músculo em carne,
2 Fenômenos Bioquímicos post-mortem carne PSE e DFD. Fatores que alteram a conversão de
músculo em carne.
Normas de higiene e fatores que interferem na qualidade, na
segurança da carne congelada e refrigerada. Condição inicial
3 Refrigeração e congelamento
do produto. Teor de gordura. Tipo de congelamento.
Tamanho dos cortes.
Tecnologia e inspeção do abate humanitário de bovinos
(Ante-morte e pós-morte). Instalações para abate de animais.
Manejo pré-abate de suínos, bovinos, Insensibilização e resfriamento das carcaças; Fluxogramas
4
pescados e aves. operacionais de abate de aves, suínos e bovinos. Legislação
vigente no Brasil. cortes da carne bovina; importância do
serviço de inspeção; objetivos da inspeção.
Manejo ante mortem e qualidade da carne: contaminações
por agentes de ordem física, química e de origem biológica,
durante o abate. Atributos intrínsecos de qualidade como
5 Qualidade da matéria-prima
maciez, sabor, quantidade de gordura. Resfriamento da
carcaça durante a obtenção, processamento, transporte e
comercialização. Cortes comerciais de carcaças bovinas e
suínas.
Ingredientes não cárneos utilizados no processamento
industrial da carne: enzimas, antioxidantes, redutores,
emulsificantes e ingredientes especiais necessários para
6 Ingredientes não cárneos ocorrência das transformações químicas e físicas que
ocorrem com os compostos durante a mistura, cura,
fermentação e cozimento de derivados cárneos. Envoltórios
naturais e artificiais.
Tecnologia de fabricação de lingüiça frescal, paio, salame,
apresuntado, hambúrguer. Elaboração de emulsão cárnea:
Industrialização de embutidos de massas
7 fenômenos físico-químicos, ligadores e enchedores.
fina e grossa.
Principais defeitos em embutidos frescal, curados crus e
cozidos.
Tecnologia de fabricação do charque e da carne de sol.
Industrialização de produtos cárneos
8 Processo de conservação por defumação. Defeitos em
curados fermentados e não fermentados.
produtos cárneos curados - características dos defeitos.
Diferenças das etapas do processamento de empanados e
os principais sistemas de cobertura atualmente utilizados.
características principais do processo ( agregação de valor,
Tecnologia e processamento de
9 shelf life, aparência e sabor). Escolha e composição do
empanados.
sistema de cobertura, funcionalidade, custo, espessura da
cobertura, sabor, textura, apelo visual e diferenciação entre
os produtos empanados.

REFERÊNCIAS
Referencias Básicas:
PRICE, J. F; SCHWEIGERT, B. S. Ciencia de la carne y de los productos carnicos. 2.ed. Zaragoza: Acribia,
1994. 581p.
SHIMOKOMAKI, Massami et al. Atualidades em ciência e tecnologia de carnes. São Paulo, SP: Varela, 2006.
PRÄNDL, Oskar et al. Tecnología e higiene de la carne. Zaragoza: Acribia, 1994. xxiv, 854p.
BOBBIO, Paulo A.; BOBBIO, Florinda Orsatti. Química do processamento de alimentos. 2. ed. São Paulo:
Varela, 1995. 151 p.
Referências Complementares:
PARDI, Miguel Cione; SANTOS, Iacir Francisco dos; SOUZA, Elmo Rampini de; PARDI, Henrique Silva.
Ciência, higiene e tecnologia da carne. Goiânia: UFG, 1993-1996. 2 v. ISBN 85-7274-198-1 (v.1)
RAMOS, Eduardo Mendes. Avaliação da qualidade de carnes: fundamentos e metodologias. Viçosa, MG: UFV,
2007. 599p.
TERRA, Nelcindo Nascimento; BRUM, Marco A. R. Carne e seus derivados: técnicas de controle de qualidade.
São Paulo: Nobel, 1988. 121 p.
TERRA, Nelcindo Nascimento. Defeitos nos produtos cárneos: origens e soluções. São Paulo: Varela, 2004. 88
p.
GRACEY, J. F.. Higiene de la carne. 8.ed. Madrid: Interamericana, 1989. 522 p. ISBN 8476153201
BELITZ, Hans-Dieter; GROSCH, Werner. Química de los alimentos. 2. ed. Zaragoza: Acribia, 1997. 813 p.
DAMODARAN, S.; PARKIN, K.L.; FENNEMA, O.R. Química de alimentos de Fennema, 4° Ed., 2010, 900p.

ORIENTAÇÕES GERAIS
Demais orientações relevantes para a disciplina/unidade curricular.

Assinatura do Professor Assinatura do Coordenador do Curso